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Urso polar: habitat e curiosidades

urso polar

O leão é considerado o rei dos animais, o senhor do reino irracional. Bem, até a segunda página, talvez. Se o urso polar vivesse em florestas, é muito provável que isso seria questionado.

Porém, ele está em parte inóspita do mundo em que o frio é o clima normal. As condições das terras congeladas do Ártico, por si só, já tornam esse ser colossal um verdadeiro senhor dos animais.

Afinal, apenas por viver em ambiente semelhante já significa muito, conforme você vai ver neste artigo. Esse gigante branco surpreende pela força e voracidade de seu instinto de predador. Em algumas situações, parece atacar sem mesmo qualquer motivo pra isso.

Não à toa, é o maior predador carnívoro do Planeta. É o topo da cadeia alimentar da região em que vive. Ou seja, é predador, mas não é presa de nenhum outro animal.

Ele pertence ao gênero taxinômico ursus da espécie maritimus (Taxinômico se refere à taxonomia, que é a parte da biologia que cuida da identificação, registro e nomenclatura dos animais). Isso significa que é considerado um mamífero marítimo, como as baleias.

O Habitat do urso polar

O urso polar vive no Ártico.
O urso polar vive no Ártico.

O urso polar vive em terras congeladas. O Ártico é aquele pedaço do planeta em que o mês mais quente do ano oferece menos de -10º. C. Já no inverno, inverno mesmo, a temperatura fica por volta de -60º.C.

É frio que não acaba mais a ponto de toda a região ficar coberta por grossa camada de gelo por todo o ano. Quando não é gelo, é neve. Somente seres fortes, destemidos e vorazes, como o urso polar, conseguem sobreviver nessa natureza.

Os outros nomes daquela região são Região Ártica, Região Árctica, Região Polar. Entretanto, pode chamar de inferno de gelo que você acerta direitinho o nome.

Pra você ter uma ideia, há pouquíssimas espécies de animais e de plantas por ali. No verão, só se vê tundra, que é um bioma.

Já um bioma é pequeno espaço regional em que vivem seres com as mesmas características. Nas tundras do Ártico, a vida orgânica é de baixíssima qualidade.

Quanto a animais, além do próprio urso polar, há raposas-do-Ártico, focas e outros poucos mais. Ou seja, a região não dispõe de atrativos para a vida em si, quanto mais a um ser tão grande e pesado. E um ser carente de muita energia pra sobreviver, como é o caso do urso polar.

Onde tem urso polar

Com certeza, ele está presente na maioria das águas geladas do hemisfério norte. Estão no Ártico, como a gente já informou acima; no norte dos Estados Unidos, em especial no maior estado daquele país, o Alasca; no Canadá, na Groenlândia, na Rússia.

O lado físico do urso polar

O urso polar é um dos maiores naimais do hemisfério norte.
O urso polar é um dos maiores naimais do hemisfério norte.

Este artigo vai mostrar números impressionantes sobre questões físicas desse animal grandioso.

Mais de 2 metros de altura

Com um pouco só de esforço, o urso polar pode bater a cabeça no teto de sua casa. Isso quando ele está ereto sobre as patas traseiras e com os braços abaixados. Se levantar os braços, ele passa dessa altura. Há registros de machos com 3m de altura e de fêmeas com 2,40m ou 2,50m.

Mais de meia tonelada de peso

Nosso amigo branco é cheio de gordura. Sua alimentação proporciona isso porque precisa se proteger do frio, claro. Uma grossa camada de 10cm de gordura quentinha é o ideal para manter os ossos aquecidos, além de favorecer a flutuabilidade enquanto nada. Aliás, ele nada muito bem.

Interessante: a camada de gordura impede emissão de calor corporal. Tanto é que o urso polar é praticamente invisível quando observado por câmeras de infravermelho (essas câmeras transformam calor em imagens).

Machos podem pesar pouco mais de mais de 650kg e as fêmeas por volta de 600kg.

Nariz eficaz

Outra necessidade que precisou suprir é quanto a cheiros. Seu olfato é muito afinado. Isso facilita localização de presas a grande distância num ambiente em que ventos ora atrapalham ora colaboram. É possível sentir presença de uma foca a mais de 15km de distância.

Sabedoria da natureza nas patas

Parece realmente um fenômeno, mas as patas dianteiras do urso polar são maiores que as traseiras. Por quê? É como se natureza “pensasse” que ele precisa muito de apoio no chão macio e irregular.

Então, ao longo dos séculos, foi providenciando essa facilidade. Além disso, o tamanho da pata dianteira é importante para impulsionar o corpanzil na água.

Assim, ele usa os membros dianteiros como remo e os traseiros como leme. É a sabedoria da natureza se expressando nos mínimos detalhes.

Branco no branco

A pelagem branca do urso polar é perfeita para o seu meio ambiente.
A pelagem branca do urso polar é perfeita para o seu meio ambiente.

Sabe aquela piadinha em que alguém mostra uma cartolina branca e pergunta que quadro é? Depois, responde que é pintura de um urso polar no meio da neve. A piadinha é sem graça, mas pro urso branco não. O pelo é camuflagem perfeita numa região em que impera o branco. Assim, ele pode se aproximar com mais facilidade e apoderar-se da presa na hora da fome.

Interessante: diz-se que o urso polar é branco. Entretanto, eles são “translúcidos” mesmo. Ocorre que o fio do pelo é uma espécie de tubo vazio e transparente. A luz ambiente entra e se propaga ao redor. O efeito é de acúmulo dessa luz e de produção de impressão de cor branca.

Já o fio oco serve para transportar o calor do sol para o corpo. Desta maneira, ele consegue manter a temperatura corporal por volta de 36º. C.

Urso polar se alimenta de focas

A armadilha que ele faz está descrita logo abaixo neste artigo e você vai notar que é implacável no ataque. Entretanto, a voracidade é produto de necessidade orgânica.

Seu alimento mais importante é a foca, mas também ataca e devora outros animais, como pequenas baleias e morsas. A foca é rica em gordura e vitamina A. Isso é primordial para o urso polar. Afinal, durante o rigor do inverno, ele fica um bom tempo sem se alimentar direito.

Assim, nesse período, usa todas as reservas de gordura que conseguiu acumular em tempos de “vacas gordas”, ou seja, de alimento abundante.

Por outro lado, o fígado do urso polar é construído especialmente para processar alimentos gordurosos. Ou seja, ele é capaz de metabolizar grande massa gordurosa e transformar em energia, o que faz que cresça rapidamente assim que nasce. Assim fica fácil, não é?

Pele apropriada para o frio

Por baixo dos pelos, a pele do urso polar é enegrecida e oleosa. A cor funciona como captor de calor e o óleo para repelir a água quando está nadando. Assim, ele expele a maior quantidade possível de água quando se agita. Desta maneira, se livra rapidamente da água gelada. E também da neve.

O lado do comportamento do urso polar

Agora que você já teve informações sobre o organismo do nosso amigo, veja como ele se comporta na natureza. Ele é completamente dependente de ambiente gelado. Prefere viver solitário e se relaciona com semelhante somente durante o período de reprodução.

Um caçador como nenhum outro

Dizem os psicólogos que o ambiente produz parte da personalidade; já o populacho diz que a necessidade é mãe da inteligência. Qualquer dos dois pensamentos que estiver correto pode ser aplicado à capacidade de caça do urso polar.

As condições terríveis em que vive forçou seus hábitos ao longo de sua história. Ele passa a maioria de seu dia às voltas com essa atividade. Força bruta, formato dos músculos, inteligência etc. foram sendo desenvolvidos para a caça. Por conta disso, cobre a distância de 6km em uma hora. Detalhe; a nado, não em terra.

Em terro, é capaz de cobrir centenas de milhares de quilômetros à procura de boa quantidade de alimento.

Buracos para alimentação

Pro urso polar, isso não é estranho. É estratégia. Ele faz buracos na neve e se esconde. Com o pelo branco, é esconderijo perfeito. Assim, pode surpreender seu prato favorito, as focas.

E é feroz quando o assunto é alimentação. O ataque é mortal, certeiro. Sem qualquer piedade, destroça suas presas facilmente. A força dos músculos do urso polar é outra característica apropriada para isso.

Reprodução e preservação natural

O urso polar tem uma taxa reprodutuva baixa.
O urso polar tem uma taxa reprodutuva baixa.

A fêmea atinge maturidade reprodutiva entre 4 e 5 anos de vida. Ela está física e organicamente pronta para fecundar e parir normalmente entre janeiro e março.

Os partos acontecem normalmente entre outubro e dezembro, ou seja, a gestação dura mais ou menos 8 meses.

O fato de serem parturientes por apenas 5 ou 6 vezes na vida significa uma da taxas de nascimento mais baixas do mundo animal. Esse fato aliado à alta mortalidade infantil da espécie gera grande preocupação com a preservação do urso polar.

No parto, dá à luz normalmente dois filhotes por vez. Quando pressente que o momento está chegando, a fêmea cava pequenas cavernas em algum monte de gelo. Ali, se acomoda até o nascimento.

Ainda, passa praticamente todo o inverno lá dentro. Na primavera, sai para os primeiros “passeios” com os filhotes.

Interessante: apesar do enorme tamanho e do grande peso que atinge quando adulto, o urso polar é “estranhamente” pequeno ao nascer. Parece mais um pequeno ratinho, pesando por volta de ½ quilo. Como comparação, lembre-se de que o bebê humano nasce com mais de 3kg, quase 4kg.

Entretanto, se o bebê do urso polar tiver a sorte de dispor de abundância de comida, chega à altura de um humano médio em cerca de 1 ano. Ou seja, o crescimento é descomunalmente rápido.

Por que preservar o urso polar

O urso polar precisa ser preservado.
O urso polar precisa ser preservado.

Ele vive entre 30 e 40 anos. Porém, por causa do habitat precário, quase 70% dos bebês não chegam a 3 anos de vida. Morrem pelo caminho, normalmente de fome. Isso se dá porque há períodos, via de regra no verão, em que as focas se tornam escassas.

Por outro lado, ainda há a intromissão do homem no ambiente natural do urso polar. A busca por petróleo e carvão torna o espaço dos animais bem menor.

Além disso, vazamento de óleo e outros produtos na água dificultam a sobrevivência. Essas substâncias, quando envolvem o pelo, não permitem controle adequado da temperatura. Isso provoca terríveis anomalias orgânicas e comportamentais.

Mas esses produtos não atingem o urso polar somente de forma direta. Quando os animais que compõem a pirâmide alimentar ingere petróleo ou tem o corpo tomado por ele, é veneno potencial para os ursos. Ao se alimentar desses animais, o urso se intoxica de maneira inapelável.

Entretanto, preservar a sobrevivência do urso polar é também questão de interesse humano, não apenas modinha passageira de defensores de animais. O organismo do animal pode fornecer dicas importantes contra algumas doenças humanas.

Como foi visto acima, o fígado do urso polar se dá muito bem com grande quantidade de gordura. E gordura das mais espessas. Assim, é motivo de estudos por parte de cientistas no que diz respeito a, por exemplo, diabetes, hipertensão e outras anomalias cardíacas.

Em função do ambiente, ele perde e ganha peso facilmente sem que isso interfira em sua saúde. Isso também é fonte de estudo nas questões da obesidade humana.

Caçando o lendário urso polar gigante

O urso polar não deve ser caçado.
O urso polar não deve ser caçado.

Não, não se pode caçar. A maioria dos países em que há ursos polares proíbe a caça. Se não proíbe, pelo menos impõe rígidas regras para a atividade. Por isso, a quantidade de ursos polares se mantém inalterada há algum tempo. Prevê-se que haja entre 30 mil e 40 mil indivíduos vivendo naquelas regiões.

Por outro lado, há um ponto intrigante nessa questão. Há muito e muito tempo, nativos do Alasca começaram a mencionar avistamento de uma espécie diferente de urso polar. Ela seria gigantesca. Sim, ainda maior que a espécie já registrada. Foram tantas as menções e pouquíssimas provas de existência que a coisa se transformou em lenda.

Acontece que isso pode não ser lenda. Em meados de 2014, arqueólogos da região localizaram um crânio enorme de urso polar; entretanto, a notícia foi divulgada apenas em meados de 2017. E a descoberta foi possível graças à forte tempestade no local, que transportou parte do gelo e da neve.

Em verdade, trata-se da quarta cabeça desse tipo. Estava em região distante do estado, mais precisamente em Walakpa. Estudos mostram que a peça tem mais de 1300 anos, 41cm de comprimento e forma alongada, o que é diferente do formato do crânio dos indivíduos atuais.

Análises mais profundas indicam que é grande a possibilidade de ainda haver elementos da espécie, ou seja, ela não foi extinta. Relatos dos nativos – que, aliás, chamam o animal de “urso rei” – são equivalentes à simulação do tamanho do urso: mais de 5m de altura e mais de 1 tonelada de peso.

Então, é isso! Essas curiosidades e informações sobre o comportamento do maior predador carnívoro do mundo certamente incentivam você a conhecer mais sobre a vida animal. Se tiver mais dúvidas ou quiser saber mais, deixe seu comentário na área abaixo ou envie mensagens para nós.

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