Você já ouviu falar no “teste do cheiro”, uma espécie de iniciativa que tomamos ao nos introduzirmos a um cachorro desconhecido, estendendo a mão para que o animal possa cheirar?

Talvez você não se lembre do termo, mas a maioria das pessoas aprendeu de uma forma ou de outra que, quando conhecemos um novo cachorro, a maneira correta de nos introduzirmos à ele é oferecendo a mão para ele cheirar, estendendo-a bem na frente do seu focinho.

Pode até ser que na nossa cultura, a forma mais correta de se apresentar à alguém é estendendo a mão em cumprimento, como sinal de cortesia ou amizade.

Portanto, seria naturalmente normal repetir a mesma ação com os cachorros. Bem, poderia ser, só que não é! Segundo especialistas esta não é a melhor forma de se aproximar de um cachorro desconhecido.

Mas de onde tiramos esse tal “teste do cheiro”? E por que estamos agindo da forma errada por anos a fio, sem que ninguém explicasse o contrário?

É o que vamos descobrir juntos abaixo! Leia a seguir!

Por que não devemos fazer o “Teste do Cheiro”: De onde vem isso?

O Teste do cheiro não é recomendado por especialistas.

Na verdade, essa atitude de “estender a mão” para o cachorro cheirar, como forma de introdução, foi adotada pela maioria das pessoas há muitos anos, mas não há quem possa explicar a razão ou a lógica por trás dela.

Porém, recentemente, algumas pessoas começaram a questioná-la após uma postagem feita no Facebook por uma empresa de treinamento de cachorros, a Eureka Dog Services, que viralizou imediatamente após sua publicação, obtendo cerca de 67.000 compartilhamentos.

A postagem pedia aos seus seguidores para ter educação e parar de fazer os “testes de cheiro” ao encontrarem com cachorros desconhecidos, pois a atitude seria “um péssimo hábito adquirido pela sociedade, sem que houvesse um conhecimento claro sobre o que estavam realmente fazendo”.

Na postagem a empresa ainda listava as razões para evitar a abordagem, incluindo o fato de que o gesto não condizia com a permissão do tutor do cachorro em se aproximar dele.

Para o animal, a atitude seria traduzida como uma ameaça, fazendo-o se sentir encurralado pela postura corporal da pessoa estranha. Isto é, se aproximar estendo a mão na frente de seu focinho, sem sequer ter dado um aviso prévio.

Por que o cachorro tem medo?

Os cães podem ter medo quando alguém se aproxima deles com as mãos estendidas, sem que eles tenham sido introduzidos.

E de fato não seria uma atitude inteligente, a menos que você estivesse segurando nas mãos um petisco, enviando a mensagem de que você é uma “fonte de prazer”.

Na linguagem canina, ter um petisco nas mãos e oferecer ao animal até mesmo jogar para ele, sem precisar olhar em seus olhos, é um verdadeiro gesto de amizade.

Brincadeiras a parte, a melhor forma de se abordar um cachorro desconhecido é pedindo primeiro a permissão ao dono do cachorro para tocar nele, mesmo achando que “todos os cães te amam”.

Isso porque nem todo cachorro é igual e age da mesma forma, cada um tem seus próprios limites e níveis diferentes de conforto em relação à estranhos e como lidar com eles.

Ou seja, o cachorro pode não se sentir confortável sendo tocado por alguém que não conhece e só o dono poderá lhe garantir a sua reação.

Mas então, qual a maneira certa de se aproximar do cão?

A maneira correta é pedir permissão ao tutor antes de tocar no cachorro.

Os cachorros quando não se sentem confortáveis podem reagir de três maneiras diferentes: congelar, sair correndo ou morder.

E todas as três reações possuem um único motivo: o cachorro ficou nervoso ao ser tocado por um estranho, como também ficaríamos se uma pessoa que não conhecemos ou não temos a menor intimidade começasse a nos tocar de uma hora para outra.

Portanto, o primeiro passo ao se aproximar de um cachorro que você não conhece é perguntar ao seu dono primeiro de você pode tocá-lo, depois seguir as instruções que ele for te dar.

Se você tiver a permissão para se apresentar ao cachorro, especialistas recomendam que agir devagar, focando na sua linguagem corporal.

A comunicação fica muito mais fácil quando você entende a outra linguagem. Neste caso, a linguagem do cão é baseada em postura corporal e expressão facial.

A forma correta é girar o corpo e o rosto a cerca de um ângulo de 45 graus e sorrir. Com isso, o cachorro sabe que não será uma presa para alguém que não está olhando fixo para ele.

De posse dessa informação e sentindo-se um pouco mais seguro, ele vai poder investigar mais a fundo a pessoa que invadiu de repente o seu espaço.

Em geral, eles esticam o corpo para frente, enquanto permanecem com as patas de trás no mesmo lugar. Caso algo aconteça, eles podem rapidamente voltar à posição de início e se defenderem — como em uma reação elástica.

O tutor também tem um papel importante

O tutor também deve fazer o seu papel.

É responsabilidade do tutor ter o controle das situações que envolvem o seu cachorro, principalmente quando eles estão na presença de estranhos.

Especialistas em comportamento canino recomendam ter sempre um petisco à mão quando o cachorro for encontrar com pessoas estranhas, seja em um passeio, em casa recebendo amigos, no parque ou indo à casa de alguém em sua companhia.

Além disso, o tutor deve avisar as pessoas desconhecidas do cachorro para NUNCA tocarem nele, antes da sua permissão.

Você pode sorrir para o cão e entregar-lhe um petisco dizendo a palavra: “Amigooooo”, em tom amigável, como se estivesse cantando, para que o cachorro consiga associar a situação com algo prazeroso pra ele.

Uma vez relaxado, dê o mesmo petisco para a pessoa desconhecida e peça para ele jogar para o cão, enquanto olha para o lado em um ângulo de 45 graus.

em seguida, deixe que o cão se aproxime da pessoa, e não permita que a pessoa se aproxime primeiro. Depois disso, a maioria dos cachorros conseguem ter uma interação saudável e segura com a pessoa pelo resto do dia.

Pronto! Agora você já sabe como agir e o que deve fazer quando encontrar com um cachorro desconhecido, seja na rua, na casa dele, na sua ou no parque.

Pode colocar em prática!

Por Equipe Editorial

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