Categorias
Blog Outros Animais

Animais em extinção no Brasil

A civilização atual é considerada a maior predadora de todos os tempos. Com isso, produz infinita série de situações de perigo para a natureza em si, mas em especial para os animais. Em nosso país, a “coisa” não é diferente. Assim, a lista de animais em extinção no Brasil é enorme. E, infelizmente, aumenta dia a dia, apesar de muitas ações preservacionistas.

Nosso site trata da vida animal: sua beleza, curiosidades, hábitos e comportamentos, habitat etc. E não se sente feliz ao apresentar este artigo, que relaciona animais em extinção no Brasil. Ele parece tétrico demais diante de tantas maravilhas que os animais oferecem à humanidade.

Porém, é artigo necessário, pois compõe outra série de situações, mas contrária à acima mencionada. São situações de conscientização geral sobre os perigos da extinção dos animais. Assim, conhecer a lista de animais em extinção no Brasil é um dos primeiros passos para aquela conscientização.

Vamos ver alguns dos animais que se encontram nessas condições. Além disso, vamos ver o que está sendo feito para evitar perigos iminentes. Antes, porém, vamos entender melhor os níveis de vulnerabilidades que levam preocupação a preservacionistas e admiradores de animais sobre animais em extinção no Brasil.

Lista IUCN – como é feita

Há uma Lista da IUCN com os animais em extinção no Brasil.
Há uma Lista da IUCN com os animais em extinção no Brasil.

A International Union for Conservation of Nature – IUCN (União Internacional para Conversação da Natureza) é instituição composta por ONGs de todo o Planeta. Como o próprio no diz, seu objetivo é gerar mecanismos para manutenção e conservação da natureza como um todo.

Após muita atividade de pesquisa, a IUCN organizou a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas em 1964. Trata-se de documento oficial com nomes de seres vivos em condição de insegurança e fragilidade quanto à continuação da espécie. São plantas, fungos, animais em geral e até seres microscópicos. A lista envolve também animais em extinção no Brasil.

Por que existe uma Lista Vermelha

Os objetivos são diversos. Dois dos principais deles são oferta de dados científicos sobre as condições dos elementos e preservação de toda a vida, inclusive a humana.

Portanto, preservar animais não é simples questão de modismo ou de interesses econômicos, de conservação do Planeta. Afinal, o animais existem não por descuido da natureza ou por acidente circunstancial. Todos têm alguma função, seja ajudando a conservar biomas ou fornecendo subsídios alimentares e medicinais ao ser humano.

Para se ter pálida ideia, há até mesmo bactérias cuja função é importantíssima para a vida humana. As que consomem resíduos e detritos, por exemplo; ou as que combatem micro-organismos nocivos à saúde. Há animais que se alimentam de insetos peçonhentos, por outro exemplo.

Estrutura da Lista Vermelha

Equipes de diversas organizações monitoram o dia a dia das espécies. Observam todas as situações que envolvem o bioma onde vivem. Todas. Desde variação climática até ação humana – esta, normalmente empreendida em nome do desenvolvimento comércio-industrial.

Assim, a Lista Vermelha é composta por 9 níveis de condições animais. Estas são baseadas em critérios diversos, alguns como quantidade de animais por quilômetro quadrado, abundância de alimento etc.

Os organizações procuram avaliar as espécies a cada 5 anos. Entretanto, por motivos diversos, nem sempre isso é possível. Então, estendem esse prazo a 10 anos.

Vamos ver os níveis de vulnerabilidade de espécie.

Segura (LC)

O “LC é abreviação de Least Concern (Preocupação Menor). O próprio nome em Português indica que as condições físicas e ambientais não oferecem riscos aos animais.

Por processo de exclusão lógica, esse nível é composto por todos os animais que não se encontram nos níveis abaixo. Felizmente, a maioria dos animais em extinção no Brasil está nesse nível, ou seja, segura.

Quase ameaçada (NT)

Ou Near Threatened. Estão nesse nível os animais (ou espécies) com alguma possibilidade de ser incluídos numa das categorias abaixo. São seres cujo habitat pode vir a sofrer alguma alteração; ainda, a quantidade de alimento disponível não está adequada para a quantidade de elementos. Ou outra situação semelhante.

Há quantidade razoável de animais em extinção no Brasil que está nesse índice.

Isso é importante: o termo “ameaçado” que qualifica as condições animais os inclui num dos três níveis abaixo.

Vulnerável (VU)

Esse nível indica que as melhores condições ambientais ofertadas pela natureza estão em declínio evidente. Assim, em futuro considerável, os animais podem ter capacidade de sobrevivência em risco. Normalmente, isso se caracteriza por habitat que sofra indício de destruição.

Em Perigo (EN)

A sigla “IN” se refere a “Endangered” em inglês. Animais nesse nível apresentam grande probabilidade de extinção porque as condições de sobrevivência estão muito precárias. Grande parte dos animais em extinção no Brasil está classificada nessa condição.

Em Perigo Crítico (CE)

Ou Critically Endangered. Trata-se do nível que apresenta maiores consequências negativas aos animais. O risco de extinção é extremamente alto e presente no habitat. É importante saber que muitos animais em extinção no Brasil estão em CE lamentavelmente.

Isso é importante: A LV considera como extintos somente as espécies que foram alvos de pesquisas intensas e exaustivas. Até que dados comprobatórios de inexistência de espécimes sejam claramente comprovados, os animais permanecem no nível CE da lista. E isso pode requerer muito tempo.

Assim, é possível que ainda haja espécies na lista que já estejam extintas. Por isso, algumas organizações preservacionista sugerem que se crie nova categoria: Possivelmente Extinta.

Por questões de infraestrutura, a esmagadora maioria dos animais em extinção no Brasil se encontram nessas condições.

Extinta na Natureza (EW)

O nível Extinct in the Wild (EW) considera o fato de um único representante da espécie não ter sido encontrado após esgotadas todas as possibilidades. São feitas buscas lógicas, ou seja, nos momentos de possível presença e durante muito tempo.

Porém, espécies com exemplares vivendo apenas em cativeiro entram nesse nível. Afinal, considera-se que animais existentes cumpram determinada função ecológica, com presença atuante no meio ambiente. Em cativeiro, isso é impossível.

Daí a importância da manutenção do cativeiro. Animais nessas condições que estejam em processo de extinção podem ser devolvidos à natureza. Assim, inicia-se novo ciclo preservacionista.

Extinta (EX)

Esse nível indica que todas as dúvidas sobre a morte do último elemento da espécie foram dirimidas. Ou seja, todas as buscas por um espécime no meio ambiente obtiveram resultado negativo.

Livro Vermelho do Brasil (veja mais abaixo), que trata de animais em extinção no Brasil, considera alguns animais já inexistentes. Por exemplo: Rato-de-Fernando-de-Noronha, Araraúna, Gritador-do-Nordeste, Mutum-do-Nordeste, dentre outros.

Dados Insuficientes (DD)

O nível Data Deficient (DD) significa que as condições de sobrevivência da espécie não são nem estimulantes nem preocupantes. Afinal, não é possível defini-las. Entretanto, é considerado como “nível da LV” justamente por conta da dúvida e porque relaciona animais sujeitos a importantes ações de pesquisa. Desta maneira, eles podem entrar ou não num dos níveis acima.

Não Avaliada (NE)

O próprio nome indica as condições de pesquisa sobre o animal. Elas ainda não passaram pelos critérios que definem os níveis. Portanto, carece de dados informativos.

Muitos animais em extinção no Brasil estão nesse nível por conta de infraestrutura precária de pesquisas.

LVFB – Versão brasileira

A ariranha é um dos animais em extinção no Brasil.
A ariranha é um dos animais em extinção no Brasil.

Por aqui, também há uma lista de animais em extinção no Brasil. É o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Amaçados de Extinção. É produto coordenado pela Fundação Biodiversitas em parceria com outros órgãos.

Ele mostra dados oficiais científicos sobre centenas de espécies brasileiras reconhecidamente sob riscos. Segundo dados recentes do Ministério do Meio Ambiente, há mais de mil espécies de animais em extinção no Brasil em fase de ameaça. Tais dado foram obtidos em parceria com o Instituto do Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Eis alguns dos mais ameaçados.

Arara-azul

A arara azul é um dos animais em extinção no Brasil.
A arara azul é um dos animais em extinção no Brasil.

Vive na Amazônia e no Pantanal. Inclusive, já foi personagem de filme do Walt Disney chamado Rio e também de artigo aqui em nosso site. Suas penas têm valor considerável em diversos mercado pelo mundo. Assim, está sujeita à ação criminosa de caçadores.

Por isso, compõem a lista de animais em extinção no Brasil.

Baleia-franco-do-sul

Ou baleia-franca-austral. É vista no litoral brasileiro, mas não com a frequência de décadas atrás. Tanto quanto a ariranha, está sujeito à pesca não fiscalizada, o que torna a ação criminosa e constante. A poluição das águas é outro fator de perigo. Turistas inconscientes jogam objetos dos mais diversos nas praias. A maré faz o horrível trabalho de levá-los para as águas, onde são engolidos pela baleia.

Está na categoria EM dos animais em extinção no Brasil.

Ararajuba

A ave é também conhecida por Guaruba. A espécie é exclusiva da Amazônia, ou seja, considerada razoavelmente rara. Por conta disso, é vítima de ações de traficantes. Porém, o desmatamento também tem causado sérios problemas.

Ações de preservação são dificultadas porque ela está no nível VU na relação de animais em extinção no Brasil, mas com características DD, ou seja, não se dispõem de muitas informações sobre seus hábitos.

Cervo-do-pantanal

O cervo do pantanal é um dos animais em extinção no Brasil.
O cervo do pantanal é um dos animais em extinção no Brasil.

É o maior representante da classe cervídea ungulada (animais com cascos) da América do Sul. Vive tanto no Pantanal quando na Amazônia como um todo, além de ser encontrado também no Cerrado.

As matas altas, seus habitats, estão sendo invadidas e desmatadas, o que causa perigo à espécie. Porém, também a caça ilegal está dizimando esse animal de maneira alarmante. Isso o mantém no nível VU.

Mico-leão-dourado

O mico leão dourado é um dos animais em extinção no Brasil.
O mico leão dourado é um dos animais em extinção no Brasil.

É um dos animais da Mata Atlântica mais ameaçados. Isso se deu por conta de décadas e décadas de desmatamento e tráfico, pois ainda é muito valioso no mercado clandestino. Com isso, lamenta-se que tenha sido quase dizimado por completo.

Atualmente, pouquíssimos indivíduos são vistos nas florestas fluminenses. Por outro lado, uma série de ações conservacionistas se esforça para melhorar o estado de sobrevivência. Nos últimos anos, a situação é de boas expectativas.

Ainda assim, ele se encontra no nível EN.

Lobo-guará

O lobo guará é um dos animais em extinção no Brasil.
O lobo guará é um dos animais em extinção no Brasil.

Os indivíduos remanescentes do perigo de extinção vivem no Pantanal, Cerrado e Pampas. É classificado como o maior canídeo original da América do Sul (canídeo é a espécie que engloba mamíferos carnívoros com dentes molares apropriados para predação).

Está no nível VU atualmente.

Ariranha

A ariranha é mamífero brasileiro com vários nomes: lontra-gigante, onça-d’água, lobo-do-rio, além de outros nomes regionais. Vive no Pantanal, no Rio Amazonas e é encontrado também em outras regiões da América do Sul. Sofre muito com caça irregular, mas a poluição por mercúrio dos rios em que nada é outra responsável pelo nível VU.

Gato-maracajá

O gato maracajá é um dos animais em extinção no Brasil.
O gato maracajá é um dos animais em extinção no Brasil.

A pele desse belo felino foi alvo de caça durante muitas décadas. O mercado ilegal promoveu eventos criminosos de abate irregular. Isso diminuiu consideravelmente a quantidade de indivíduos em seu habitat – Amazônia, Mata Atlântica, Pampa e Cerrado.

Juntamente com a caça, atualmente o gato-maracajá em sido vítima do desmatamento cruel. Isso faz que esteja no nível VU.

Os mais ameaçados do Brasil

Abaixo, seguem os animais que estão em perigo máximo de extinção no Brasil.

Cuíca-de-colete

É um marsupial muito especial, tanto quanto o gambá. Biologicamente, é parente dos cangurus e coalas. Tem hábitos extremamente reservados. Por conta disso, não há informações consideradas relevantes sobre sua sobrevivência, o que fez que autoridades o retirassem da lista internacional de ameaçados.

Entretanto, permanece na lista brasileira porque cientistas nacionais dizem ter dados mais que suficientes para mantê-lo como altamente vulnerável.

Guariba

O nome mais comum é bugio, com variantes como bugio-ruivo, bugio-marrom e macaco-barbudo. É primata antigo e vive nas regiões sudeste e leste, mas é também visto de vez em quando na Argentina. Tem um grito agudo e forte que dá origem a muitas histórias e crendices.

Apesar de ser fisicamente forte, a atual invasão de seu habitat altera o ambiente de forma tal que o animal tem dificuldades para sobreviver. Por isso, é mantido no índice VU.

Muriqui-do-norte

É registrado como o maior primata das américas. Vive exclusivamente na Mata Atlântica e, por isso, está sujeito aos efeitos do desmatamento que a região sofre há décadas. Além disso, a caça indiscriminada colabora muito para diminuição da população.

Macaco-prego-de-peito-amarelo

O nome é grande, mas não passa de 50cm de altura. Sua presença é predominante em nosso país, apesar de haver alguns indivíduos em países vizinhos. É notado na Mata Atlântica com frequência.

Como na maioria dos casos de vulnerabilidade animal, é a caça e o desmatamento os motivos mais fortes para que esteja no nível EM.

Então, a lista de animais em extinção no Brasil é longa. A gente faria um artigo com dezenas e dezenas de páginas. Certamente, você é apreciador consciente de animais e não precisa ser alertado quanto a cuidados com o meio ambiente em suas viagens. Entretanto, há conhecidos seus que talvez precisem de palavras conscientizadoras. Lance mão delas.

Se você tiver mais alguma dúvida ou quiser saber sobre outros animais em extinção no Brasil, deixe seus comentários no campo abaixo.

Categorias
Blog Outros Animais

Dinossauros e a era dos seres gigantescos

O tema deste artigo é antiquíssimo, pois data de milhões e milhões de anos: dinossauros. Claro que começou a ser discutido somente há poucos séculos, mas o tema, em si, é da era dos dinossauros literalmente.

E, por isso mesmo, é fascinante. Centenas de milhares de pessoas dispensam horas e horas de seus dias em pesquisas e estudos. E nem todos são profissionais definitivamente voltados ao estudo desses monstros pré-históricos.

São curiosos – no bom sentido da palavra -, interessados, entusiastas, enfim, hobbistas – pessoas que têm hobby – que querem informações diversas.

Há uma infinidade de fontes que dispõem das mais variadas informações. Além disso, dinossauros já foram explorados no cinema, nos livros, em palestras, na religião e até mesmo no teatro.

Você já sabe como eram, conhece a ferocidade (ou serenidade) do dia a dia, sabe que eram enormes etc. Sabe até algumas teorias sobre origem e extinção deles: provavelmente vieram do mar e provavelmente se extinguiram a partir de queda de um meteoro.

Assim, como já foi dito muito sobre eles, a gente reuniu aqui resultados das pesquisas mais recentes. O que a ciência descobriu ultimamente, confirmando, refazendo ou simplesmente anulando dados e conceitos anteriores?

Por exemplo: o que é realmente um dinossauro? Há tantos animais daquela época que a gente fica se perguntando: todos eram dinossauros?

Com vocês, a Era dos Dinossauros.

Afinal, todo animal pré-histórico é dinossauro?

Dinossauros são animais extintos impressionantes.
Dinossauros são animais extintos impressionantes.

A ciência precisou de uma palavra para representar noção aproximada do que é realmente um animal aterrorizante, terrível, intimidador, perigoso. Encontrou no idioma grego a seguinte ideia: “deinos sauros”. Sua estrutura etimológica representa a ideia de “lagarto terrível”.

Já por aí, você pode imaginar o conceito que a ciência têm sobre esses animais. Assim, definiram “dinossauro” como o conjunto de seres antigos que compõem o clado “Dinosauria”. Aliás, em Biologia, “clado” é o nome de um grupo de organismos que se desenvolveram com base num ancestral único.

Assim, a resposta é “não, nem todos os animais pré-históricos são considerados dinossauros”. É preciso ter determinada estrutura física, biológica e orgânica para entrar no grupo.

Muito bem. Então, os dinossauros foram os maiores animais do Planeta tanto em peso quanto em altura. Algumas espécies pesavam tanto quanto um ônibus. Espacial, a gente quer dizer. Quanto aos motivos para tanto peso e tamanho, a ciência ainda não tem ideia realmente precisa.

Mas parece que as coisas estão ficando mais claras, um pouco. Veja.

Da Era dos dinossauros para a Era de Ouro das Pesquisas

A paleontologia é a área que cuida dos dinossauros.
A paleontologia é a área que cuida dos dinossauros.

Nos últimos anos, a paleontologia tem ganhado ares de muita importância no cenário científico. Países diversos estão investindo em pesquisas, pois descobriram a importância de se conhecer o passado. Com isso, muitos programas de pesquisas estão sendo realizados.

Para se ter ideia, somente um pesquisador descobriu 10 novas espécies de dinossauros nos últimos tempos. E estamos falando de poucos anos de pesquisa de Stephen L. Brusatte, um dos maiores nomes da paleontologia atual. De certa forma, ele simplesmente iluminou o passado com suas pesquisas e estudos.

Brusatte é biólogo evolucionista e especialista em dinossauros, um jovem americano – 34 ano de vida. Seu trabalho alcança regiões da América do Sul ao extremo asiático.

Novas portas para pesquisas

A era atual é a melhor da história para pesquisas. O jovem pesquisador acima é produto de algum “fenômeno” na área científica. Por algum motivo, países estão abrindo espaço para cientistas da área. Assim, muitos parques paleontológicos que eram inacessíveis estão à disposição.

Atualmente, há mais ou menos 50 descobertas ao redor do mundo em apenas um ano. Isso era inimaginável há algumas décadas. Mongólia, China, Irã e outros países permitem que cientistas levem seus conhecimentos para suas regiões.

Assim, não apenas apoiam a ciência como um todo, mas também se beneficiam desses conhecimentos. Como resultado, novos paleontólogos surgem em todos esses países.

Quem ganha com isso é o mundo como um todo, pois, assim, novas ideias, novos conceitos, novas descobertas lançam cada vez mais muita luz na escuridão do passado.

Descoberto dinossauro na Argentina

Fósseis de dinossauros foram descobertos recentemente.
Fósseis de dinossauros foram descobertos recentemente.

Em março de 2018, pesquisadores encontraram fósseis que podem dar alguma luz nas questões das origens dos dinossauros. Eles são importantes porque demonstram diferenças orgânicas gritantes com outros espécimes.

São 4 esqueletos ao todo, quase completos. Três deles são de espécies já registradas. Um deles, inclusive, é de espécie desconhecida. Ou seja, é novo caminho para mais descobertas.

Dados obtidos em análises indicam que o animal dono daqueles ossos tinha um método para chegar ao tamanho monstruoso. De alguma maneira, teve picos de crescimento.

Ou seja, houve períodos em que aumentou de tamanho muito mais que em outros. Aliás, tais dados são obtidos pelo mesmo processo de datação das árvores: por meio de anéis nos troncos. No caso dos dinossauros, há anéis na formação óssea.

E mais: para isso, ele usou estratégias pulmonares semelhantes às usadas por pássaros. Desenvolveram bolsões de ar no organismo a fim de obter quantidades maiores de oxigênio, além de se manterem climatizados. Assim, seu metabolismo ganhou capacidade de extrair o máximo possível dos alimentos.

O resultado disso é surpreendente para os cientistas. Afinal, para paleontologistas, esse mecanismo foi um dos motivos para dinossauros atingirem o tamanho que tinham.

Novo registro de nascimento

Além das novas informações que os esqueletos trouxeram à ciência, ainda indicam que já havia dinossauros muito antes do que se imaginava. Esses são anteriores aos Brontossauro e Diplodocus, que viveram no período posterior, Jurássico.

E ainda originam novo nome no registro de nascimento. Por terem sido considerados os primeiros gigantes, dão nome a novo grupo: Lessemsaurids.

Chamaram a nova espécie de Ingentia prima. Em latim, isso quer dizer “primeiro gigante”. Análises mostram que os animais têm mais de 250 a 200 milhões de anos, isto é, são do período Triássico.

Por si, o elemento da nova espécie deveria ter por volta de 10 toneladas.

Outra descoberta importante

O movimento de novos paleontólogos mencionado acima parece ter incentivado até mesmo leigos. Mineiros do sul do Canadá, na região de Alberta, encontraram um espécime de Nodossauro, um dinossauro que viveu há mais de 110 milhões de anos.

Nova dieta dos “pequeninos”

A maioria dos dinossauros são herbívoros.
A maioria dos dinossauros são herbívoros.

Uma da questões mais intrigantes para pesquisadores de dinossauros diz respeito aos tipos de alimentos consumidos pelos animais. Em especial, os dinossauros herbívoros.

Até pouco tempo atrás, imaginava-se que vegetais presentes em ambiente com excesso de dióxido de carbono apresentavam baixa capacidade nutritiva. O fator intrigante da questão é o tamanho do dinossauros. Ora, tendo alimentos tão pobres em nutrientes, como chegavam àquela altura?

Entretanto, pesquisadores da Universidade de Leeds, Reino Unido, conseguiram demonstrar que a relação dióxido de carbonobaixa nutrição pode não ser real. A dra. Fiona Gill e sua equipe desenvolveram sistema de plantio de alimentos nas condições da época dos Saurópodes. Esse é o grupo dos maiores dinossauros existentes.

O sistema inclui não apenas as condições atmosféricas – temperatura, quantidade de dióxido de carbono etc. -, mas também o processo de digestão. Uma espécie de estômago artificial simula o processo digestivo.

Assim, os cientistas puderam avaliar com mais precisão o valor nutricional das plantas. Como resultado, surpresa: as plantas mostraram índices de energia muito maiores do que se pensava antes. Certamente, isso indica que enormes dinossauros necessitavam de quantidade muito menor para manter o organismo.

Outro dado importante é a relação abundância–quantidade de consumidores. Ou seja, sendo a quantidade menor para cada elemento, o ecossistema era capaz de oferecer alimento suficiente para todos.

Maior parque paleontológico do mundo

Há cerca de alguns anos, cientista anunciaram descoberta do maior sítio paleontológico do mundo. Está localizado na província de Shandong, no leste do país. São mais de 7500 peças fósseis soterradas a profundidade enorme em área de 300m de comprimento.

Ali, desenterraram aquele que pode ser o maior Hadrossauro, o chamado “Bico de Pato”: 20m de comprimento. Porém, a concentração de tamanha quantidade de fósseis pode revelar ainda mais segredos sobre o processo de extinção ocorrida há 65 milhões de anos no período Cretáceo.

Dinossauros no Brasil

O Brasil também possui suas pesquisas sobre dinossauros.
O Brasil também possui suas pesquisas sobre dinossauros.

O Brasil é um dos países que estão facilitando o trabalho de paleontólogos. Assim, aumentam as chances de o país anunciar novas descobertas nos próximos anos. Ainda há muito o que fazer por aqui, mas tudo está indo de vento em popa.

Por aqui, foi um dinamarquês altamente notável no mundo quem iniciou a paleontologia. Peter Wilhelm Lund chegou em 1833 já trabalhando em escavações em Minas Gerais. Ali, identificou boa variedade de fósseis de mamíferos e abriu enormes possibilidades de encontrar outros.

Contudo, o primeiro “dinossauro tupiniquim” foi encontrado 60 anos depois quando Llewelllyn Ivor Price escavou em outro município mineiro, Peirópolis. Ele também trabalhou no Rio Grande do Sul.

Alguns dinossauros encontrados no Brasil

O Brasil, como um todo, pode ser visto por admiradores de dinossauros como enorme sítio paleontológico.

Até hoje, foram encontradas 27 espécies. Dessas, boa parte são dos primeiros elementos que viveram no Planeta.

Veja alguns registros fósseis de dinossauros encontrados em solo brasileiro. Ao todo, são 27 espécies até agora.

Saturnália tupiniquim

Até o nome é brasileiro. Viveu no Triássico (225 milhões de anos atrás). Tinha mais ou menos 70cm de altura e 2m do focinho à cauda.

Não passava de 50k e imagina-se que era carnívoro. O primeiro nome é referência à maior festa popular brasileira, o Carnaval, originada na festa romana de Saturno

Staurikossaurus pricei

Pequeno bípede descoberto nos anos 70, aliás, um dos primeiros por aqui. Tinha menos de 1m de altura e por volta de 30kg, mas 2,5m de comprimento.

Esteve em nossas terras – encontrado no Rio Grande do Sul – há 227 milhões de anos. Foi um dos primeiros dinossauros do Planeta e o primeiro a ser descrito no Brasil, em 1970.

O primeiro nome significa “lagarto Cruzeiro do Sul” em homenagem à constelação que fica sobre o país e o segundo se refere a seu descobridor, mencionado acima

Amazonsaurus Maranhensis

É outro com nome genuinamente brasileiro. Os fósseis têm 100 milhões de anos, ou seja, é do período Cretáceo. Herbívoro, tinha 3m de altura e 10m de comprimento; com tal tamanho, pesava 10 toneladas. Obviamente, o nome do animal se refere ao local onde seu fóssil foi encontrado

Pampadromaeus barberenai

O longo pescoço dessa espécie indica que se alimentava de vegetais. Com apenas 50 cm de altura, 1,2 m de comprimento e pesando em torno de 15 kg, parece ter sido presa fácil de outras espécies. Viveu há quase 230 milhões. Como foi descoberto nos pampas gaúchos, o local emprestou o nome ao animal; “dromeus” significa “corredor” em grego.

Baurutitan britoi

Herbívoro do período Cretáceo, isto é, de 70 milhões de anos, tinha 4m de altura, 12m de comprimento e 30 toneladas de peso. Encontrado em Uberaba, Minas Gerais, seu nome homenageia o grande paleontólogo brasileiro Ignácio M. Brito

Eles podem ter estado inclusive no Paraná

Em meados de 2018, o cientista paleontólogo teuto-brasileiro anunciou a grande chance de encontrar ovos de Pterossauros no Paraná. Ele é especialista nessa espécie, dinossauros alados.

Há apenas dois locais no mundo em que semelhantes já foram encontrados: Argentina e Chile. Agora, o município de Cruzeiro do Oeste pode ser o terceiro.

Segundo o especialista, seus estudos indicam que é apenas questão de tempo. Há fortes indícios de que o animal tenha vivido naquela região ou, pelo menos, que alguns indivíduos tenham morrido lá.

Aliás, os fortes indícios parecem ser mais que isso. Escavações encontraram muitos ovos do animal em grande área. Certamente, a fêmea poedeira e outros elementos podem estar enterrados próximos a eles.

Ainda: já em 2014, o mesmo cientistas organizou equipe do Centro de Paleontologia da Universidade do Contestado de Santa Catarina. Na ocasião, descobriram quase 50 fósseis de Pterossauro de 80 milhões de anos.

Algumas curiosidades sobre eles

Os dinossauros possuem muitas curiosidades e despertam a curiosidade.
Os dinossauros possuem muitas curiosidades e despertam a curiosidade.

Curiosidades físicas

  • Pernas: as pernas dos dinossauros é um dos diferenciais em relação a lagartos. Eram posicionadas bem abaixo do corpo e eram mais eretas. A dos lagartos saem das laterais do corpo
  • Dentes: não era raro que dinossauros herbívoros apresentassem quase mil dentes
  • Espinossauro: pesquisas mostram que esse foi o maior carnívoro que já existiu. Chegavam a 6m de altura e 15m de comprimento. Apesar disso, o peso não era dos mais expressivos: 7 toneladas
  • Orelhas: que orelhas?! Não tinham. Diversos ossos de vários tamanhos, localizados na região dos ouvidos, vibravam sob efeito de sons e o cérebro interpretava o barulho
  • Ovos: Aqueles animais eram realmente grandes, como você sabe. O que talvez não saiba é que seus ovos eram infinitamente pequenos se comparados com o tamanho deles: 30cm, mais ou menos como uma bola de basquete
  • Tamanho: a palavra dinossauro sempre dá impressão de gigantismo. Aliás, por isso escolhemos o título deste artigo. Entretanto, boa parte deles era realmente pequena. O menor foi Anchiornis huxleyu não era maior que o menor dos papagaios, por exemplo

Curiosidades diversas

  • Argentinossauro: foi o maior herbívoro conhecido. Bem, seus 45m de comprimento, 21m de altura e 80 toneladas não nos deixam mentir
  • Comunicação: de alguma maneira, havia um processo de comunicação entre eles. Segundo análises fósseis, emitiam sons agudos com algum significado que se refletiam nos troncos das árvores. Além disso, também golpeavam o chão para indicar alguma sensação: raiva, medo, cio etc. Também usavam movimentos de cabeça para enviar alguma espécie de mensagens
  • Dinos de hoje: bem, pode ser parente distante e não parecer, mas o frango atual é o que mais próximo existe do terrível Tiranossauro rex
  • Fezes: elas também são importantes para os pesquisadores. Dizem tanto sobre os dinossauros – ou até mais – que os próprios ossos encontrados
  • Indícios fósseis: as primeiras informações sobre esses animais foram descobertas somente no início do sec. 17
  • Mulheres pesquisadoras: ao contrário do que se imagina ainda hoje, havia mulheres ativas na ciência já há mais de 2 séculos. Mary Anning, nascida em 1799, foi empresária e paleontóloga britânica que ofereceu incrível quantidade de achados do reino dos dinossauros
  • Nome: a gente já falou acima que “dinossauro” se refere a “lagarto”. A palavra foi criada por Richard Owen em 1842, um pesquisador britânico. Para ele, os primeiros fósseis encontrados pareciam ser de um grande lagarto
  • Puns: uma espécie determinada tinha fama de ser o maior ser flatular de que se tem notícias. O Saurópode era enorme e tinha pescoço muito comprido, mas era o estômago que chamava atenção. Era uma espécie de espaço de fermentação com numerosas colônias de bactérias. Elas ajudavam no digestão, mas produziam gazes com cheiro horrível (o animal não devia ser chamado com frequência para happy hours)

Concluindo

Você viu e certamente já sabia, dinossauros eram seres fascinantes. E ainda são. Muito do que se sabe sobre eles pode indicar caminhos para as civilizações atuais, em especial em relação ao futuro.

Neste caso, o mundo atual precisa muito conhecer o mundo antigo. Pode até mesmo ser questão de sobrevivência.

Indique suas dúvidas, se tiver, no campo de comentários abaixo