O mercado pet possui uma variedade quase infinita de tipos de alimento e ração para cachorroração de cachorro seca, ração de cachorro em lata (úmida), ração de cachorro orgânica, alimento natural, ração de cachorro com ou sem corantes, ração para cachorro filhote, ração de cachorro adulto, ração para cachorro sênior — enfim, variedade que não acaba mais. Com isso, fica difícil saber escolher a melhor ração para cachorro.

Um alimento para cachorro bem prescrito, seja ele industrializado, natural ou caseiro, atua diretamente no desenvolvimento e na saúde do animal. Sendo assim, é muito importante levar em conta as características do próprio cachorro para fazer a melhor escolha.

Ração para cachorro: QUEM regulariza?

Punhado de raçao para cachorro e biscoito canino

Ração para cachorro: ração seca, biscoitos caninos, quem regulariza o alimento canino?

Mesmo sabendo que há órgãos e entidades que regularizam e fiscalizam todos os produtos que encontramos disponíveis no mercado, recomenda-se pesquisar antes de escolher uma marca de ração para cachorro.

No exterior (EUA e Canadá), a FDA e a AAFCO são os órgãos que regulam todos os alimentos caninos comercializados. Portanto, a maioria dos produtos nas prateleiras dos estabelecimentos possui ingredientes seguros para o consumo de acordo com as exigências.

Órgãos fiscalizadores de ração para cachorro no Brasil

No Brasil, o controle sanitário de alimentos é composto por processos de fiscalização promovidos por diversos profissionais e setores.

As matérias primas e produtos finais são fiscalizados por engenheiros agrônomos, médicos veterinários, equipes de controle de qualidade dentro das próprias empresas e alguns órgãos públicos. No setor público, destacam-se o papel do Ministério da Agricultura (MAPA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Sanitária. Já os alimentos específicos para animais de estimação, como a ração para cachorro, são regulamentados pelo Ministério da Agricultura.

ANVISA, MAPA e ABINPET

A ANVISA tem a responsabilidade de regulamentar, controlar e fiscalizar produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública. Entre estes estão os alimentos destinados à consumo humano.

Já ao MAPA cabe a inspeção dos alimentos de origem vegetal, bebidas em geral e alimentos de origem animal (destinados tanto à alimentação animal quanto à humana) como carnes, leite, ovos, pescados e seus derivados.

Além disso, cabe à Vigilância Sanitária a fiscalização de todos os produtos disponíveis no mercado. Portanto, mesmo que um alimento seja de competência do MAPA, por exemplo, a sua fiscalização enquanto comercializado no mercado é da Vigilância Sanitária. Assim, cabe à ela notificar e/ou apreender o produto que não estiver dentro das conformidades com a legislação brasileira.

Finalmente, é importante mencionar a importância de associações industriais como a ABINPET (Associação Brasileira da indústria de Produtos para Animais de Estimação). Trata-se de entidade representativa do setor de produtos e serviços para animais de estimação que reúne representantes técnicos de empresas afiliadas para discutir e analisar as diversas normas com a finalidade de assegurar a padronização e qualidade da produção de alimentos para os animais de estimação.

Vale salientar também que as competências podem trabalhar em conjunto, ou seja, pode haver mais de um órgão responsável pela produção de certos alimentos. É o caso da ração para cachorro que está sujeita à todos estes órgãos desde a sua produção inicial até às prateleiras do mercado. Por isso, procure sempre por um ou mais selos dessas entidades na embalagem do alimento canino.

O que é ração para cachorro?

Ração para cachorro: pote de raçao seca para cachorro.

Ração para cachorro é todo e qualquer alimento especificamente elaborado para o cachorro.

Existe um consenso que categoriza como “ração para cachorro” todo alimento destinado exclusivamente para esses animais. Estes alimentos podem ser elaborados de forma artesanal (caseira ou orgânica), ou feitos de forma industrial, como ração de cachorro seca ou úmida (enlatados).

Em geral, quando falamos de ração para cachorro, a primeira coisa que vem em mente são os pellets industrializados. Estes são produtos formulados por nutricionistas e fabricados com matérias primas e nutrientes em quantidades ideais para o organismo do cão.

Os cachorros são carnívoros por natureza, e como todos os carnívoros possuem um mesmo conjunto de características no que diz respeito à dentes afiados e trato gastrointestinal curto.

No entanto, os cachorros também passaram por longos processos de evolução e adaptação ao meio ambiente em que vivem. Assim, hoje podem viver perfeitamente alimentando-se tanto de carne, quanto de vários outros tipos de alimentos e/ou combinações entre estes alimentos na sua dieta.

Ração para cachorro: variedade de opções na alimentação

Pote de ração para cachorro vazio

Existem no mercado enorme variedade e opções de ração para cachorro para variar a dieta.

Com isso em mente, o mercado pet em geral, principalmente o setor de ração para cachorros (Pet food) vem se diversificando cada vez mais. Dessa forma, tem se consolidado como um dos poucos setores da economia mundial que não sofre com as constantes crises.

Embora a variedade de ração de cachorro seca seja grande e mais popular, muitas pessoas ainda optam por fazer comida caseira para o cachorro. Outras preferem alimentar seus cães através de uma dieta baseada exclusivamente em alimentos crus ou veganos, sem adição de proteína animal.

Há quem defenda a alimentação crua por acreditar que o alimento deve vir exclusivamente da natureza e por não tolerar alimentos industrializados para cachorros. No entanto, outros acreditam que uma alimentação baseada em alimentos crus oferece riscos à saúde dos cães, superando qualquer benefício que a alimentação natural possa oferecer.

Além disso, existe ainda uma outra corrente que defende não apenas a alimentação natural e orgânica, mas uma dieta totalmente desprovida de qualquer proteína animal: a alimentação vegana para cachorros.

Ração para cachorro: Opinião de especialistas

Entre especialistas na área de nutrição animal há muitas divergências de opiniões a respeito do assunto. Há quem defenda que cães podem consumir alimentos veganos, por exemplo, desde que se ofereçam alternativas proteicas em níveis adequados e os nutrientes sejam balanceados. Outros que, baseados na anatomia e fisiologia destes animais, defendem a alimentação com proteínas de origem animal.

Recomenda-se, portanto, que antes de optar por um determinado tipo de alimentação, consultar um médico veterinário. Principalmente se o seu cachorro tiver condições especiais e restrições médicas. Em suma, o melhor a fazer é adquirir o máximo de informação sobre todas as opções de alimentos para cachorros. Ou seja, conhecer à fundo cada uma delas e sempre consultar a opinião do seu veterinário ou especialista antes de tomar a sua decisão.

De acordo com o veterinário Ronaldo Araújo, em vídeo publicado no canal Meu Pet com Saúde, ambas as opções (comida caseira e ração para cachorro industrializada) são saudáveis e dignas de recomendações desde que sejam completas e balanceadas e supram as necessidades nutricionais do cachorro.

Segundo o veterinário, um alimento que pode ser bom para um cachorro, pode não ser para outro. Tudo dependerá da condição de saúde do pet e de seu gosto.

Alimentos para cachorro: Tipos de dietas

As opções de ração para cachorro industrializada são inúmeras. Por isso, algumas dicas e um pouquinho mais de informação sobre os tipos de alimentos disponíveis no mercado, podem ajudar e muito na escolha da melhor ração para cachorro. Investir em uma boa ração e oferecê-la na quantidade ideal significa investir na saúde do seu animal. A alimentação não precisa ser apenas saborosa, ela precisa oferecer tudo que o seu cachorro necessita. Confira abaixo os tipos disponíveis de dieta e avalie qual deles é o mais adequado para o seu cachorro:

1. Alimento natural ou crú

Ração para cachorro: cachorro comendo alimentos crús como opção de dieta alimentar.

Ração para cachorro: opção de alimento crú como dieta alimentar.

Por definição, os alimentos para cachorro naturais derivam de ingredientes vegetais, animais ou minerais em seu estado natural. Além disso, podem passar por transformação física, tratamento térmico, processamento, purificação, extração ou fermentação, desde que não possuam elementos sintetizados quimicamente em sua composição (exceto em quantidades inevitáveis pelas boas práticas de fabricação – definição AAFCO, 2014).

Já o alimento cru não passa por nenhum processo químico e nem físico. São consumidos “in natura”, ou seja, sem cozimento. À princípio, este tipo de alimento para cachorro foi desenvolvido para imitar o cardápio do seu ancestral natural — o lobo. Dessa forma, todo o conceito do alimento cru é baseado nas características fisiológicas naturais do cachorro.

Há quem defenda que, como descendentes diretos dos lobos, os cães, por mais evoluídos que hoje estejam, não são otimizados geneticamente para consumir uma parcela de 50% de carboidratos presentes nas rações para cachorro.

De fato, os nutrientes contidos na ração para cachorro industrializada, por mais que sejam equilibrados, não chegam a ficar próximos dos nutrientes contidos em uma dieta onde o alimento esteja cru, ou seja, que não tenha sido processado.

Prós e contras da alimentação para cachorro crua

Sem dúvida, não há como argumentar com relação à conveniência da ração para cachorros industrializada. No entanto, uma alimentação crua, desde que fornecida de forma balanceada, pode trazer benefícios como: fezes mais firmes, melhor digestão, pele e pêlos mais saudáveis.

Em contrapartida, há também algumas desvantagens. Por exemplo, o alimento cru não é tão conveniente com relação ao seu preparo. Além disso, faz mais sujeira, dá mais trabalho para ser servido e se não for manuseado corretamente pode ser facilmente contaminado por bactérias, fungos, protozoários, entre outros.

Bactérias como Salmonella e E. coli, por exemplo, podem estar presentes no alimento cru e podem provocar severas infecções alimentares. Para reduzir este risco, o alimento deve ser preparado com cuidado de manuseio e ingredientes de origem controlada e confiável.

A Abinpet também reconhece que há benefícios na alimentação natural, como a possibilidade do organismo do cachorro absorver e utilizar uma maior quantidade de nutrientes, diminuindo o volume das fezes por conta dessa maior absorção.

No entanto, alguns veterinários advertem para esta prática, pois com a rotina moderna, nem sempre as pessoas dispõem do tempo e da atenção que uma dieta natural exige. Assim, para que a dieta seja eficaz, o dono tem que seguir à risca as instruções do veterinário especialista em nutrição e nunca substituir ingredientes ou proporções.

2. Alimento para cachorro caseiro

Ração para cachorro: opções de alimentos caseiros na pia para variar dieta.

Ração para cachorro: a opção de alimentação caseira como variação de dieta.

O alimento caseiro, como o próprio nome já diz, é preparado em casa, mas nem sempre quer dizer que seja livre de produtos industrializados. Os cães possuem necessidades nutricionais diferentes das necessidades humanas, por isso a comida caseira nem sempre oferece uma nutrição adequada.

A Abinpet, assim como qualquer veterinário, é contra a alimentação caseira feita por conta própria. Caso a dieta não seja corretamente manipulada ou não possua o equilíbrio nutricional adequado, pode prejudicar o desenvolvimento mental e físico do cachorro.

Quando falamos em alimentação caseira, estamos nos referindo à uma alimentação altamente balanceada, NUNCA restos de comida, super contraindicado pelos veterinários.

Um proprietário que se aventura a criar receitas para o cachorro, além de não conhecer as necessidades nutricionais do animal, pode acabar oferecendo alimentos que para humanos são saudáveis e para animais são tóxicos.

A escolha implica em seguir uma dieta à risca elaborando refeições específicas para o cachorro pensando na biologia do animal. Além disso, ao escolher bem os ingredientes é possível oferecer uma dieta livre de conservantes e corantes, rica em nutrientes e propriedades benéficas capazes de suprir as necessidades do organismo canino.

Hoje há veterinários especializados que trabalham apenas com nutrição animal. Sendo assim, não há nenhuma contraindicação em oferecer comida caseira ao cachorro desde que a dieta seja completa e balanceada. Além disso, a comida pode ser congelada sem problema.

3. Alimentação Mista (combinação de comida caseira e ração para cachorro industrializada)

Ração para cachorro: Labrador retriever se alimentando de dieta mista

Ração para cachorro: Labrador retriever se alimentando de dieta mista

Existem pessoas que costumam oferecer uma alimentação mista aos seus cachorros, intercalando ração para cachorro industrializada com comida caseira ou até misturando uma na outra para incrementar a refeição. O intuito é estimular o paladar deles, quando eles não se adaptam apenas a ração para cachorro industrializada.

No entanto, veterinários e especialistas em nutrição consideram a prática perigosa. Adicionar outros alimentos desequilibra os nutrientes contidos nos produtos industrializados. Portanto, seria mais recomendado escolher uma única opção como refeição para o cachorro.

É importante saber também que alguns alimentos saudáveis para humanos podem ser tóxicos para cães. Conheça alguns destes alimentos no artigo “5 Alimentos que os cachorros devem evitar”.

Ração para cachorro industrializada X comida caseira

Mesmo com tantas vertentes alimentares e um mercado pet cada vez mais aquecido trazendo novidades à todo vapor, a grande maioria utiliza a ração para cachorro industrializada. Ou seja, ração para cachorro extrusada, ração de cachorro enlatada (úmida), alimento para cachorro congelado, embalado à vácuo ou refrigerado.

A ração para cachorro industrializada surgiu com o objetivo de fornecer aos nossos pets uma nutrição completa e balanceada, de forma prática.

A verdade é que falta tempo dentro da nossa rotina para dedicar-nos com afinco à uma dieta nutritiva, balanceada e natural para os nossos cachorros. Por isso, a opção quase unânime pela ração industrializada — um alimento prático, nutritivo e específico para os cachorros.

Por estas razões, muitos veterinários tanto recomendam esse tipo de alimento para cachorros. Além do mais, inúmeras marcas já investem em rações para cachorros completas e balanceadas com todos os elementos nutricionais que eles necessitam para manter a saúde.

Por outro lado, alguns especialistas em nutrição animal afirmam que o uso de alimento caseiro na dieta do cachorro também pode ser benéfico desde que a receita seja completa e balanceada para o animal considerando, também, seu momento de vida (filhote, adulto, sênior e outros).

Alimento industrializado (ração para cachorro)

Ração para cachorro: Buldogue francês se alimentando de ração industrializada.

Ração para cachorro: Buldogue francês se alimentando de ração industrializada.

Chamamos de alimento industrializado todo alimento que sofreu qualquer tipo de processo industrial atendendo a todas as regulamentações específicas do setor. No caso do setor de Pet Food, enquadram-se nas categorias: alimentos completos e alimentos coadjuvantes (Art. 3º – IN nº30/ 2009).

  • Alimento completo: É uma ração para cachorro composta por ingredientes ou matérias-primas e aditivos, destinado exclusivamente à alimentação de cães. Ou seja, capaz de atender integralmente às suas exigências nutricionais. Pode possuir propriedades específicas ou funcionais.
  • Alimento coadjuvante: É uma ração para cachorro composta por ingredientes, matérias-primas ou aditivos destinada exclusivamente à alimentação de cães com distúrbios fisiológicos ou metabólicos. Isto é, capaz de atender integralmente suas exigências nutricionais específicas, cuja formulação é incondicionalmente privada de qualquer agente farmacológico ativo (IN39/2014).

Ração para cachorro: Categorias de alimentos industrializados

Jack Russell Terrier comendo ração para cachorro

Ração para cachorro: Ração Premium e Super premium são os alimentos mais recomendados.

Há quem acredite que a ração para cachorro industrializada não seja uma boa opção devido aos conservantes, corantes e os possíveis ingredientes transgênicos. No entanto, o mercado pet hoje disponibiliza uma variedade de marcas diferentes que produzem rações para cachorros industrializadas com uma quantidade mínima de aditivos prejudiciais à saúde.

Veterinários, por sua vez, recomendam a ração para cachorro industrializada, uma vez que a rotina das pessoas está cada vez mais complicada e poucos tem tempo para preparar refeições adequadas às necessidades nutricionais de seus cães. Por isso, a ração para cachorro industrializada se torna uma opção mais prática e segura.

Existem no mercado quatro tipos de ração para cachorro classificadas de acordo com as matérias-primas utilizadas na fabricação: Ração Econômica, Padrão (ou standard), Premium e Super-Premium. Vamos conhecê-las e entender por que a Premium e Super Premium são as mais recomendadas.

1. Ração para cachorro – Econômica

Ração para cachorro econômica é a versão mais popular e barata do mercado. Apresenta uma formulação variável, ou seja, a receita pode mudar conforme o custo da matéria prima no momento. É o tipo de ração de cachorro feita com matérias-primas de qualidade inferior, em geral de baixa digestibilidade. Suas concentrações nutricionais aproximam-se dos limites mínimos ou máximos permitidos. Não é o tipo de alimento recomendado por veterinários.

2. Ração para cachorro Padrão (standard)

Ração para cachorro padrão é um tipo de ração balanceada de preço baixo, de qualidade razoável. Aqui também a formulação é variável, pois os ingredientes empregados são dependentes do preço e disponibilidade no mercado.

Em geral possui elevada matéria mineral. É o tipo de ração para cachorro mais popular entre os consumidores por serem mais divulgadas pela mídia e por ter um custo acessível à maioria.

3. Ração para cachorro Premium

Alimentos para cachorro considerados Premium tem formulação fixa, completa e balanceada e melhor qualidade de ingredientes. Podem conter em sua formulação matérias primas como carne de boi, frango, peru, ovelha, peixe e ovos. Podem ou não conter corantes na formulação. O trato digestivo dos animais costuma metabolizar melhor estes alimentos, portanto o consumo tende a ser menor e mais eficaz. Nesta categoria há mais versões disponíveis no mercado, como: filhotes e adultos de vários portes, animais castrados, idosos e versão light.

4. Ração para cachorros Super Premium

Os alimentos para cachorros Super Premium são produzidos com matérias primas de alta qualidade e digestibilidade, o que ajuda na absorção de nutrientes. Portanto, o animal ingere menor quantidade com mais qualidade, absorvendo em seu organismo todos os nutrientes necessários para sua saúde.

Além disso, alimentos Super Premium contêm alguns ingredientes nutracêuticos, ou seja, ingredientes que tem alguma ação benéfica comprovada (são exemplos a L-Carnitina, sulfato de glicosamina e condroitina entre outros) melhorando a qualidade de vida. Outra característica é que não possuem corantes.

Nesta categoria há mais versões disponíveis no mercado, como: filhotes e adultos de vários portes, alimentos para raças específicas, animais castrados, idosos, versão light.

Recentemente a família dos alimentos para cachorro Super Premium aumentou dando mercado a duas linhas especiais: alimento para cachorro ‘Grain Free’ (Sem Grãos) e a linha de Coadjuvantes, especial para cães com problemas de saúde”.

5. Ração para cachorro ‘Grain Free’ (sem cereais, glúten, sem transgênicos)

Os alimentos para cachorro que não contém grãos e seus derivados estão ficando cada vez mais populares entre aqueles que desejam imitar uma dieta natural típica dos ancestrais dos cachorros.

Comparada a uma dieta típica de ração para cachorro seca ou úmida, as receitas de alimento para cachorro ‘Grain Free’ contém mais proteína e gordura animal de alta digestibilidade, além de conter poucos carboidratos. Outro atrativo aos consumidores mais exigentes é a inexistência de transgênicos, como milho e soja.

Muitos donos de cachorros optam por este alimento por acreditarem que os grãos são mais difíceis de serem digeridos pelo cachorro. Em outra palavras, como não são herbívoros, os cachorros não contam com um auxílio digestivo natural conhecido como amilase, uma enzima especial apresentada em herbívoros e onívoros — produzida na saliva.

Embora os cães não produzam amilase na saliva, a enzima é adicionada mais tarde no trato digestivo — intestino delgado. Ou seja, desde que os cereais sejam adequadamente cozidos, eles podem ser perfeitamente digeridos.

Além disso, fala-se muito sobre alergias causadas exclusivamente por cereais. De acordo com estudos conduzidos na Universidade de Medicina Veterinária da Califórnia, os cereais não são os únicos que contém alérgenos. Segundo os estudos, há muitos alérgenos também na carne, no frango, no leite, em ovos, milho, trigo e soja.

Ao contrário dos alimentos enlatados, a ração para cachorro ‘Grain Free’ não pode apenas conter carne no seu preparo. Isto acontece pois o processo de extrusão (cozimento da ração), exige um componente que deixe a massa homogênea. E já que não há cereais neste tipo de alimento, outros carboidratos devem ser usados. Com isso, vegetais como batatas estão se tornando fontes cada vez mais comuns de carboidratos nesses alimentos sem cereais.

6. Alimentos Coadjuvantes (ou Terapêuticos)

Os alimentos terapêuticos ou coadjuvantes entram na categoria Super Premium por serem produtos de alta qualidade, porém o consumo destes deve ser prescrito apenas por médicos veterinários para tratamento e/ou manutenção de animais com doenças específicas (cardiopatas, hepatopatas, alérgicos, obesos, diabéticos, etc.).

Entendendo os rótulos da Ração para cachorro industrializada

Cachorro deitado de frente ao seu pote de ração para cachorro.

Ração para cachorro: Leia sempre atentamente os rótulos dos alimentos.

Como dissemos anteriormente, os produtos destinados à alimentação animal são fiscalizados pelo MAPA. Por isso, as embalagens dos produtos para cães e gatos também devem obedecer a uma regulamentação do Ministério da Agricultura. Portanto, a forma como são apresentados os níveis de garantia e o modo de uso do alimento deve ser igual para todos os fabricantes. O rótulo deve conter níveis de garantia, composição básica e modo de uso. Vamos conhecer cada item:

Níveis de Garantia

Deve conter as quantidades de nutrientes contidos na ração:

1. Proteína Bruta (PB): Declara a quantidade mínima de proteína presente no alimento, expressa em porcentagem. A qualidade da proteína depende dos ingredientes utilizados na formulação. Nem sempre um alimento com maior percentual de proteína é melhor que outro com menor quantidade. Isso acontece porque existem ingredientes com maior digestibilidade, ou seja, que são melhor aproveitados pelo organismo do animal.

2. Extrato Etéreo (EE): Outro termo usado para Gordura. Este item informa a quantidade mínima de gordura presente no alimento, expressa em porcentagem.

3. Umidade (UM): Declara a quantidade máxima de umidade (água) que pode estar presente no alimento, expressa em porcentagem.

4. Matéria Fibrosa (MF): Declara a quantidade máxima de fibra que pode estar presente no alimento, expressa em porcentagem. Uma quantidade maior de fibra reduz a qualidade do produto porque reduz a densidade energética e também pode levar à diarréia. A quantidade de fibra pode ser maior em alimentos específicos (light), e produtos para animais obesos.

5. Matéria Mineral (MM): Declara a quantidade máxima de minerais que pode estar presente no alimento, expressa em porcentagem. Neste item estão inclusos todos os minerais do alimento.

Composição Básica:

Neste item devem estar expostos os ingredientes utilizados na formulação da ração.
É indicado que estes ingredientes sejam dispostos por ordem de inclusão, de maior quantidade para menor quantidade, ou seja, começando do ingrediente que tem em maior quantidade na formulação.

Modo de Uso:

As quantidades recomendadas no modo de usar são obtidas a partir de fórmulas pré-estabelecidas que determinam a energia metabolizável do alimento (calorias) e a necessidade diária dos animais de acordo com o peso, obedecendo a regulamentação do Ministério da Agricultura. São adequadas para a maioria dos animais e dos alimentos. No entanto, existem diversos fatores que influenciam na necessidade energética do animal, sendo necessários ajustes na quantidade oferecida para a manutenção do peso individual.

Nutrientes essenciais na ração para cachorro

cachorro comendo ração para cachorro industrializada.

Ração para cachorro: uma boa ração industrializada deve ser nutritiva e balanceada.

Sabe-se que cães são animais descendentes de lobos, portanto são carnívoros. Seguem abaixo os principais nutrientes essenciais aos cães e suas respectivas funções:

  • Proteína: Nutriente essencial ao cão. Serve para formar e desenvolver os músculos, entre outras funções. É importante que seja de boa qualidade.
  • Carboidratos: Cães poderiam viver sem carboidratos em sua alimentação já que sintetizam a glicose necessária para as células a partir dos aminoácidos. Porém, a ingestão de carboidratos acrescenta melhorias ao funcionamento orgânico. São indicados para dar energia, e possuem fibras (já que são provenientes dos vegetais).
  • Minerais: Fornecidos por diferentes ingredientes. Cada mineral participa de várias funções na formação óssea, manutenção de tecidos, cartilagens entre outros. Em excesso podem prejudicar a digestibilidade e trazer efeitos adversos.
  • Lipídios: Mais conhecidos como Gorduras. São a fonte de energia de eleição para o organismo canino.
  • Ômega 6 e 3: Provenientes das gorduras, são responsáveis por manter a pele e pelos saudáveis e brilhantes;
  • Vitaminas: moléculas orgânicas responsáveis promover diversas funções no metabolismo.

Alimentação de filhotes

Ração para cachorro: filhotes de Dálmatas se alimentando juntos.

Ração para cachorro: filhotes de Dálmatas se alimentando juntos.

Filhotes de cachorros quando nascem são como bebês, portanto recomenda-se que se alimentem apenas de leite materno. O leite específico para filhotes só deve ser fornecido se a mãe não puder amamentar ou rejeitar o filhote. Caso contrário, não há necessidade de suplementar.

Os filhotes devem mamar até aproximadamente dois meses de idade. Durante os primeiros 30 dias a alimentação será exclusivamente leite materno. Depois deste período, inicia-se a inclusão da ração seca para filhotes umedecida com água para facilitar a mastigação. Uma outra alternativa, porém mais cara, é oferecer a ração para cachorros úmida (enlatada) ao invés da ração tradicional seca umedecida com água.

A ração para cachorro filhote deve ser, de preferência, Premium ou Super Premium. Isto porque são mais adequadas já que os filhotes estão em fase de desenvolvimento e precisam dos melhores nutrientes possíveis.

Após um mês de vida ele já será capaz de mastigar. Aos dois meses, quando for desmamado por completo, já estará comendo a ração para filhotes normalmente sem precisar umedecer. Assim, passará a se alimentar desta mesma ração para cachorro filhote até um ano de idade.

Alimentação após um ano de idade (adulto)

Ração para cachorro: cachorro adulto se alimentando de ração seca.

Ração para cachorro: cachorro adulto se alimentando de ração seca.

Após um ano de idade o seu cachorro já está apto para se alimentar exclusivamente de ração para cachorros adultos. Agora que você já leu sobre todos os tipos de alimentos disponíveis no mercado, vai poder escolher a mais indicada. A opinião do seu veterinário é essencial nessa escolha.

Como já foi dito acima, em caso de alimento industrializado, as rações Premium ou Super Premium são as melhores. A escolha, porém, dependerá do orçamento familiar.

Alimentação após 7 anos de idade (sênior ou idoso)

Após 7 anos de idade, os cachorros são considerados de idade avançada e recomenda-se o tipo de ração sênior. Este tipo de ração para cachorro é formulada especialmente para os cachorros idosos que precisam de uma alimentação especial.

Além disso, não é só a idade que conta. Alguns animais podem desenvolver ao longo dos anos problemas de saúde ou doenças que exigem uma alimentação mais diferenciada. Consulte o seu veterinário para uma melhor orientação e garantir a saúde do seu animal tão querido.

Ração para cachorro: Dicas e considerações finais

Ração para cachorro: filhote de labrador retriever chocolate olhando para pode de ração cheio à sua frente.

Ração para cachorro: considere o melhor alimento, aquele mais indicado ao seu tipo de cachorro e controle a quantidade.

Agora já detalhamos tudo o que você precisava saber sobre alimentação canina e tipos de alimentos para cachorro. Seguem abaixo algumas dicas e considerações finais de especialistas. Depois de ler, você vai se sentir ainda mais preparado para fazer a melhor escolha para o seu cachorro:

1. Procure por garantia nutricional

Ao comprar um alimento industrializado, veja se a embalagem possui todas as características a seguir:

  • Embalagem intacta (sem furos ou rasgos);
  • Selo de garantia do órgão regulador;
  • Todas as informações exigidas pelo MAPA no rótulo.

Mantenha o alimento sempre dentro de sua embalagem original, em local seco e protegido, sem incidência direta do sol. A conservação correta do alimento é tão importante quanto a sua escolha. Além disso, é importante manter a embalagem original do produto. Caso for necessário, você precisará do número de lote e validade na embalagem para abrir uma reclamação junto ao fabricante. Portanto, evite comprar alimentos a granel pois a exposição do produto pode oferecer riscos ao animal e não possui garantias.

2. Não tenha preconceitos relacionados ao termo “subprodutos” ou grãos.

Por definição, subproduto é o produto que se obtém no curso da fabricação de uma outra substância ou como resíduo de uma extração. Ou seja, os subprodutos utilizados na fabricação de alimentos para cachorros são alimentos que não estão destinados ao consumo humano. Por exemplo: farinha de vísceras de frango, óleo de frango, farinha de peixe, óleo de peixe, entre outros. Estes são ingredientes amplamente utilizados pelos melhores fabricantes de ração para cachorros e tem alto valor nutritivo!

3. Ração para cachorro VS Custo

Vimos neste texto as principais diferenças entre as classificações das rações de cachorro. É importante que ao comprar ou adotar um cachorro, o tutor saiba que terá gastos com este animal.

Ao longo da vida do cachorro, o tutor terá que gastar com medicamentos, vacinas, consultas e alimento. Mesmo assim, é muito importante oferecer ao cachorro um alimento completo e balanceado. Fazendo isso, além de deixá-lo feliz, terá menos chance de desenvolver doenças oriundas da carência nutricional. Portanto, com a indicação do veterinário, poderá escolher o melhor produto para o animal e para o bolso.

4. Cachorros e dietas vegetarianas

Alguns tutores optam por essa dieta por serem vegetarianos. Segundo alguns profissionais da área, os cachorros também podem se adaptar a uma dieta vegetariana e viver de forma saudável. No entanto, ainda é um tema muito polêmico que divide os nutricionistas pois o cão é um animal carnívoro.

Dito isso, o importante é encontrar o equilíbrio perfeito de proteína, gordura, carboidratos e nutrientes que os cachorros precisam. Por isso, é essencial consultar um veterinário nutricionista para uma orientação adequada sem colocar em risco a saúde do cachorro.

5. Ração para cachorro úmida X Ração para cachorro seca

Ração para cachorro seca é mais prática, faz menos sujeira e mais fácil de armazenar. Além disso, mastigar os pequenos pellets de alimento é bom para os dentes dos cachorro. Mas a ração úmida (enlatada) pode ser uma melhor opção para aqueles que possuem problema de mastigação ou cães inapetentes.

6. Cuidado para não exceder na quantidade de comida

Pode ser até mais conveniente deixar o pote do seu cachorro cheio o dia inteiro, mas ele acabará comendo demais. Além disso, o alimento ficará exposto o dia todo à luz e umidade. Não é recomendado. Por isso, leia a embalagem do produto e procure pela quantidade sugerida baseada no peso ideal do animal.

Geralmente, a quantidade sugerida na embalagem das rações é diária. Portanto, recomenda-se dividir a porção diária necessária em duas refeições — manhã e noite. Dito isso, caso tenha dificuldade, peça ajuda ao seu veterinário.

Para saber mais sobre o assunto, acesse os links abaixo:

WebMD
DogFood Advisor
Dogs Naturally

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