Hoje todo mundo sabe que os Pit Bulls, originalmente, foram criados para lutar entre si em ringues clandestinos de rinhas, além de outras coisas. Isso acabou rendendo ao animal uma reputação cruel de animal agressivo e perigoso, entre muitos outros Pit Bull mitos, que os acompanham até hoje.

Mas os Pit Bulls atuais descendem do Cão de Caça Touro Inglês original — um cachorro que foi criado para lutar, morder e agarrar touros pela argola presa no focinho, ursos e outros animais maiores, como os Buldogues antigos.

Mas quando, felizmente, essa prática foi proibida em meados dos anos 1800s, as pessoas começaram a colocar esses animais para lutar entre si, segundo a Sociedade Americana de Prevenção à Crueldade Animal (American Society for the Prevention of Cruelty to Animals – ASPCA).

Foi nesse momento que os Pit Bulls ganharam destaque, embora tenha sido uma crueldade sem precedentes.

Com isso, a raça ficou estigmatizada para sempre e, até hoje, algumas pessoas insistem na prática de forma clandestina, propagando uma linhagem e um comportamento que não mais condiz com o animal.

Para ajudar a limpar esse passado sujo e cruel, selecionamos 20 Pit Bull mitos que não podemos mais levar adiante.

Confira abaixo!

Pit Bull mitos #1: Temperamento ruim

Embora muita gente assuma que Pit bulls possuem temperamento ruim, eles estão entre os cachorros mais tolerantes, tendo resultados melhores em testes de temperamento que muitas outras raças (fonte: Sociedade Americana de Teste de Temperamento).

Esses testes de temperamento colocam o cachorro em contato com uma “série de situações inesperadas, até envolvendo estranhos”, sendo que os Pits atingem porcentagens de 82% ou mais — comparados a apenas 77% da população geral de cachorros (Fonte: Fundação Americana de Pit Bulls – APBF).

Pit Bull mitos #2: Naturalmente Perversos

Pit bulls não são naturalmente perversos ou agressivos. Pelo contrário, os Pit bulls e raças mistas estão sempre pontuando alto e acima da média comparados a outras raças, todos os anos nesse quesito.

De acordo com a ASPCA, enquanto a genética pode predispor o animal a certos comportamentos, há uma tremenda variação comportamental entre indivíduos de uma mesma raça ou tipo de raça.

Pit Bull mitos #3: Nada afetuosos

Como são associados a comportamentos perversos, muitos assumem que Pit bulls são incapazes de ser afetuosos.

No entanto, eles são divertidos e amáveis, porém com um histórico impressionante. Além disso, são inteligentes, ativos, engraçados e adoráveis.

Pit Bull mitos #4: São uma única raça

Pit bulls têm sido categorizados como uma única raça, mas existem 4 outras raças diferentes, que incluem: American Bully, American Staffordshire Terrier, Staffordshire Terrier Bull Terrier, e o American Pit Bull Terrier.

Apesar das semelhanças, cada raça possui suas características específicas. Por exemplo, o Pit Bull Terrier Americano ou American Pit Bull Terrier (APBT) é o mais alto e mais atlético das quatro raças acima.

O American Staffordshire Terrier é levemente mais baixo e robusto, e o Staffordshire Bull Terrier é o menor de todos os outros. Já o American Bully é o mais diferenciado do grupo, sendo o mais forte e com fortes semelhanças ao Buldogue clássico.

Pit Bull mitos #5: Mais perigosos que outras raças

Múltiplos estudos já concluíram que Pit Bulls não são mais perigosos que outras raças de tamanhos e força semelhantes.

Um estudo publicado no periódico americano especializado em comportamento animal, Journal of Veterinary Behavior, observou a agressividade canina em diferentes raças, revelando nenhuma diferença significativa em relação à agressividade entre raças legisladas (como os Pit bulls) e não-legisladas (Golden Retrievers).

Pit Bull mitos #6: Sempre envolvidos em acidentes

Pit Bulls têm sido identificados incorretamente e erroneamente contabilizados em estatísticas relacionadas a incidentes com cães, por anos.

As reportagens sobre incidentes com mordidas de cachorro são mais propensas a erros significativos de identificação de certas raças em cerca de 40% dos casos, sendo que a validação da raça foi apenas possível em cerca de 17% de todos os incidentes.

De acordo com os Centros de Controle de Doenças e Prevenção nos Estados Unidos, que analisam os incidentes com mordidas de cachorro há mais de 20 anos, a maioria das fatalidades relacionadas à elas (72%) foram atribuídas a outras raças e não a Pit bulls.

Todas as raças podem surtar e morder por nenhuma razão, causando esses incidentes, pois cada uma pode ter indivíduos instáveis tipicamente associados a esses incidentes — portanto, nenhuma raça está imune a isso.

Pit Bull mitos #7: Foram apenas criados para brigar

Enquanto alguns Pit bulls tenham sido historicamente criados para lutar nas rinhas, outros foram criados para trabalhar e fazer companhia, segundo a ASPCA.

No livro, a Batalha por um ícone Americano (Pit Bull: The Battle Over an American Icon), de Bronwen Dickey, o autor afirma que a raça original (American pit bull terrier), de origem em 1889, foi mesmo desenvolvida para brigar.

Mas que as outras três raças na categoria foram sempre raças de competições de conformidade de padrão. Portanto, é errado assumir que todas elas foram apenas criadas com essa proposta.

Apesar da maioria dos Pit Bulls que surge nos abrigos tenha cicatrizes e machucados, não podemos assumir que eram cães de luta. É mais provável que tenham sido envolvidos em atropelamentos e outros acidentes ou até sido abusados por seus próprios donos.

Pit Bull mitos #8: Se nunca lutaram são seguros

Pit bulls podem viver perfeitamente em paz com outros cachorros e outros animais. No entanto, não podemos esquecer que alguns deles foram originalmente criados para lutar com animais de grande porte.

Neste caso, alguns deles foram selecionados por suas habilidades nesse quesito, ou seja, eles podem ser mais suscetíveis a brigar com outros cachorros. Mas também isso não significa que não possam permanecer ao redor de outros cães ou que sejam imprevisivelmente agressivos.

Além disso, um cachorro agressivo com um animal, não será necessariamente agressivo em relação a outro animal. A agressão não é transferida entre outras espécies, mas individual entre si.

Pit Bull mitos #9: Filhotes não se tornam agressivos

A APBF explica que, como no caso de qualquer cachorro, um Pit bull que tenha sido amistoso por 7 meses de vida, pode repentinamente apresentar sinais de intolerância em relação a outros cães fora de seu convívio ao redor dos 2 anos de idade, normalmente o período da última introdução de maturidade.

Pit Bull mitos #10: Fáceis de treinar

Ter um Pit bull desde filhote tem suas vantagens, mas não garante que o treinamento será fácil para que ele se torne calmo ou tenha qualquer outro comportamento.

Trazer um filhote para um ambiente social e amável pode apenas alterar seus instintos genéticos predeterminados até um certo ponto.

Mas um Pit Bull adulto terá uma personalidade mais estabelecida, fazendo com que o dono saiba o que esperar dele, enquanto que com o filhote não há como saber como ele vai passar a agir quando adulto.

Pit Bull mitos #11: Agressivos com humanos

Enquanto existe um potencial para que Pit bulls reajam de forma agressiva em relação a outros cachorros, os seres humanos não correm esse risco.

A agressão em relação aos humanos é bem anormal entre os tipos de Pit Bulls, pois eles não são naturalmente ou inerentes à agressividade para conosco.

Até mesmo os criados para brigar com outros animais não são suscetíveis à agressividade em relação às pessoas, a não ser que tenham sido treinados para isso.

Pit Bull mitos #12: Inadequados à famílias

Pit bulls podem não parecer os cachorros ideais para habitar lares familiares à primeira vista. No entanto, eles têm sido escolhas muito populares entre muitas famílias, por conta de sua natureza gentil, afeição e lealdade.

Antes da Guerra Civil Americana, o Pit Bull Terrier Americano se tornou um acessório doméstico, responsável por pastorear gado e ovelhas, assim como proteger o gado e famílias contra ladrões e animais selvagens.

Pit Bull mitos #13: Sempre vão parar em abrigos

Algumas pessoas acreditam que os abrigos possuem altos índices de Pit Bulls porque eles não são cães adequados aos lares.

Mas muitos acabam nos abrigos por serem populares entre criadores sem licença e criminosos, sendo criados de forma inadequada apenas para lucro, sem socialização e jogados fora quando não servem mais aos propósitos deles.

Esses fatores, junto à falta de educação sobre a raça, leva a super população de Pit Bulls em abrigos.

Pit Bull mitos #14: Não são bons com crianças

Tem muita gente que pensa que os Pit Bulls não são seguros ao redor de crianças, mas algumas dessas raças são excelentes, incluindo o Pit Bull Terrier Americano.

Eles são leais e amáveis com os humanos, especialmente as crianças, por quem eles têm uma bondade especial.

Pit Bull mitos #15: Não é seguro adotar de abrigos

Há quem pense não ser seguro adotar Pit Bulls resgatados ou que foram parar em abrigos, por conta da falta de informação disponível sobre a sua genética e histórico familiar.

Embora essas informações sejam importantes, a maioria dos abrigos não aceita ou adota Pit Bulls com qualquer nível de agressividade ou timidez em excesso em relação aos humanos. A maior parte das adoções obtém sucesso.

Pit Bull mitos #16: Propícios a surtar

Muita gente costuma assumir como verdade que as raças Bully ou cães de briga são mais propícios a surtar e sair atacando gente por aí.

Mas esse conceito sobre o cérebro do Pit Bull inchar e de alguma forma causar esse ataque momentâneo de loucura não é baseado em verdade, muito menos é fato cientificamente comprovado.

O cérebro do Pit Bull cresce na mesma velocidade de qualquer outra raça de cachorro, e a única forma do cérebro dele inchar é se sofrer alguma lesão cerebral séria.

Caso o cérebro de qualquer animal cresça de forma a ultrapassar o tamanho da cabeça, ele certamente morrerá.

Pit Bull mitos #17: Têm a mordida mais forte

Especialistas afirmam que não há estudos científicos publicados que provem que a força da mandíbula do Pit Bull é maior comparada a outras raças. Não há comparações significativas sobre o poder de mordida de várias raças.

No entanto, há algumas razões técnicas convincentes sobre porque tais dados que descrevem o poder de mordida em termos de libras por polegada quadrada (P.S.I.) não podem ser calculados de maneira significativa.

Toda informação descrevendo força de mordida nesses termos pode ser considerada rumores infundados ou sem nenhuma base em fatos científicos.

Algumas pessoas acreditam que o Pit Bull Terrier Americano tem uma pressão na mandíbula de cerca de 1.600 P.S.I.

Mas como dissemos, essas estatísticas de força de mordida são difíceis de estabelecer de forma significativa pela falta de estudos disponíveis.

Não há como calcular o nível de mordida de uma raça pois muitas misturas são descritas como raça pura.

Além disso, o número de mordidas que costuma ocorrer é desconhecido, se não resultam em ferimentos graves, bem como não há como obrigar ou induzir um cachorro a morder para medir a força da mordida.

Pit Bull mitos #18: Podem trancar a mandíbula

Não há como “trancar a mandíbula” — nenhum cachorro, de nenhum tipo ou raça tem característica físicas na mandíbula que possam causar ou permitir que ela se tranque.

Além disso, PitBulls não possuem a mordida mais forte. Os poucos estudos que foram conduzidos sobre a estrutura dos crânios, mandíbulas e dentes dos Pit Bulls mostram que, em proporção ao tamanho deles, a estrutura da mandíbula e sua morfologia não é diferente de nenhuma outra raça.

Pit Bull mitos #19: Bons apenas como únicos pets no lar

Embora haja muitos desafios a serem vencidos, Pit bulls podem ser criados em lares com mais de um cachorro.

Personalidades individuais desempenham um papel importante no gerenciamento bem sucedido de um ambiente com mais de um cachorro (de qualquer raça), mas a castração, treinamento de obediência, níveis adequados de atividades físicas e uma liderança firme contam bastante para a boa integração de múltiplos cães no lar.

Pit Bull mitos #20: Todos os tutores são criminosos

Há muita gente que pensa que todos os tutores de Pit Bulls ou a sua grande maioria são criminosos, como traficantes, membros de gangues, participantes de rinhas, ou pessoas de caráter duvidoso.

Embora seja verdade, que alguns Pit Bulls sejam uma preferência entre esse grupo e que podem ter caído em mãos erradas para dar suporte à atividades ilegais, muitas pessoas de bem possuem Pit bulls como companheiros leais em seus lares — incluindo profissões variadas, como professores, médicos, executivos, celebridades e até presidentes.

Viu? Não há porque acreditar em Pit Bull mitos e crenças como essas. Esses cachorros já sofream demais com o seu histórico e origem, é preciso evitar mais sofrimento causados pela falta de informação e preconceito.

Experimente! Você não vai querer outra raça depois dele!

Por Equipe Editorial

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