É fofinho, o guaxinim. O pequeno porte, o olhar lânguido, a máscara negra em torno dos olhos podem muito bem resultar em paixão clara por parte dos humanos.

São simpáticos, os guaxinins. À primeira vista, dá vontade de tomá-los nos braços como se fossem ursinhos de pelúcia ou animalzinho de estimação. É possível até que você queira abraçar, apertar e beijar.

Entretanto, isso é só aparência. Infelizmente. Veja abaixo as características desse serzinho interessante, mas bastante insociável para com seres humanos por uma série de motivos.

Analise bem esta apresentação a fim de se cercar de informações e curiosidades sobre guaxinins. Ao fim dela, você vai pensar melhor sobre tê-los ou não nas proximidades. A tendência é que não queira.

Classificação dos Guaxinins e questões físicas

O guaxinim pode enganar com essa cara fofinha.


São mamíferos da família dos procionídeos, isto é, mamíferos da ordem carnívora onívora (alimentam-se tanto de vegetais quanto de animais) com corpo peludo, porte pequeno.

Suas patas dianteiras são curtas, ao contrário das traseiras, que são fortes e longas.

Têm porte pequeno: não passam de 30cm quando adultos. Seus pelos são via de regra pretos com tons de cinza. As orelhas redondas e os pelos pretos em volta dos olhos são sua marca registrada e atrativo da paixão humana.

Também o rabo zebrado faz parte de suas características, onde apresentam faixas em círculo transversal alternando pelos mais claros com mais escuros.

Admirável inteligência dos guaxinins

O Departamento de Recursos Naturais de Maryland, EUA, estudaram o nível de inteligência desses pequenos mamíferos. Dados mostram claramente que eles podem reter informações sobre determinada tarefa por mais de 03 anos.

São capazes de construir seus próprios redutos. Usam restos de árvores, quebram galhos, escavam terra. Mesmo em lagos e rios, são arquitetos de boa conta. Dão um jeito de construir ninhos e abrigos até mesmo quando ocupam espaços em galpões.

Além disso, dispõem de sistema de comunicação com mais de 200 tipos de sons; muitos deles já foram identificados claramente como chamamento entre elementos.

Para completar, têm excelente capacidade de manipular objetos. Abrem portas e frascos com facilidade impressionante.

Não estranhe se observar um guaxinim molhando os alimentos antes de consumi-los. Podem esfregá-los do próprio corpo também, caso não disponham de água no momento. Parece que essa operação tem a ver com retirada de substâncias estranhas do vão ingerir.

Veja que interessante: como demonstração da inteligência desse animalzinho esperto, um vídeo foi postado no início deste ano nas redes sociais. Nas cenas, um guaxinim abre facilmente – veja: facilmente – uma caixa em pouco mais de 20 segundos.

A caixa – reforçada, fabricada especialmente para guarda de resíduos residenciais – foi depositada na calçada de uma residência em Toronto, Canadá, porque o proprietário tinha conhecimento de presença de guaxinins na região. Muitas outras latas de lixo tinham sido reviradas na rua em mora.

O objeto é composto por uma espécie de alça que mantém os animais vândalos, incluindo guaxinins, a distância. Entretanto, ela não foi suficiente para esse bichinho inteligente.

E por que isso é interessante? Porque a caixa é produzida por uma empresa especializada em fazer caixas e recipientes “à prova de guaxinins”.

Guaxinins, hábitos gerais

O guaxinim é um animal interessante.


São mamíferos extremamente ativos encontrados em muitas regiões do Planeta. Vivem em pequenos grupos, no máximo 5 ou 6 elementos, a fim de oferecer proteção mútua contra predadores. Porém, preferem solidão. Sempre que podem, estão caminhando solitários em busca de fêmea ou alimentos.

Gostam de áreas com muito verde, em especial árvores altas. Entretanto, não se furtam a caminhadas por centros urbanos. São vistos frequentemente escalando prédios e invadindo residências.

Portanto, são intensamente adaptáveis a ambientes dos mais diversos. Isso lhe causa certo perigo; são inúmeros os casos de atropelamento e matança por parte de animais domésticos de grande porte.

Eles não hibernam como os ursos, mas adoram longos períodos de inatividade durante o inverno. Para isso, acumulam gordura suficiente nos períodos de calor. Esse procedimento é útil porque não gostam de época de frio rigoroso. São até ativos em invernos amenos, mas não suportam ventos gelados do norte dos EUA e Canadá, por exemplo.

Caminham em solo como se fossem pequeno urso. Em algumas regiões, são até mesmo chamados de “ursinhos de árvores”. Isso é interessante: é conhecida a notícia dos “estranhos guaxinins ‘zumbis’ de Ohio”. Foram vistos andando sobre as patas traseiras em plena luz do dia.

De que se alimentam os guaxinins

Eles não são lá muito exigentes com a dieta diária. Se em áreas livres, gostam de nozes, ovos, maçãs, mirtilo, amoras, milho e mais uma infinidade de plantas; se em áreas urbanas ou cidades em geral, remexem entulhos e lixo a fim de encontrar qualquer coisa que satisfaça seu paladar.

Nadam muito bem. Na água, saboreiam algumas espécies de peixes e até mesmo sapos e rãs.

Para esse “cardápio”, seus dentes – 40 unidades em média – são arranjados de maneira especial para suportar os vários tipos de alimentos.

Isso é interessante: dispõem de determinadas células em suas patas dianteiras que servem de sensores para identificar partes digeríveis das substâncias. Dispensam facilmente as que não servirem.

Ciclo de vida dos guaxinins

A vida em liberdade oferece diversos tipos de perigo, de predadores a doenças. Assim, vivem por volta de 03 anos nessas áreas. Entretanto, quando em cativeiro, podem chegar a 20 anos de vida por conta da abundância de alimento e da minimização de riscos físicos e orgânicos.

Reprodução

A agressividade mencionada abaixo se mostra em especial no período em que dão filhotes à luz. É quando precisam construir seus ninhos e o instinto materno fala mais alto. As fêmeas parem de 03 a 06 filhotes por cio e isso ocorre normalmente nas primaveras.

Eles permanecem sob cuidados das mães até por volta de um ano, quando elas vão parir novamente e se ocupar de nova ninhada. Portanto, as fêmeas guaxinins têm alto instinto materno, sendo protetoras até o limite natural do período em que os filhotes estão sob seus cuidados.

De fofinhos a emissários de perigo para humanos

O guaxinim
é um animal esperto e bastante traiçoeiro.


Apesar de “bonitinhos”, guaxinins não são tão mansos quanto pode representar seu visual amável. Em verdade, o ideal é mesmo manter distância segura desses bichinhos. Veja os porquês:

Portadores de doenças

Um dos principais riscos – e mais iminentes – para o ser humano são as bactérias que eles carregam no organismo ou pelagem. Podem causar leptospirose, raiva e sérios arranjos intestinais por conta de eventual contato com seus detritos.

Agressividade

Eles são altamente imperativos durante a maior parte do ano. Contudo, é no fim dos invernos que o instinto agressivo se torna mais evidente, pois estão à cata de mantimentos. Nesses períodos, defendem suas porções com unhas e dentes literalmente.

Quanto às fêmeas, o período gestacional também é bastante estressante e, portanto, perigoso por conta de elevação da braveza.

Danos gerais

Como são altamente inteligentes, como dito nesta apresentação, precisam matar curiosidade sobre o que percebem ao redor. Além disso, a procura por alimento os torna ainda mais ativos.

Assim:

  • Devoram hortaliças em jardins e canteiros de plantas
  • Vasculham recipientes de alimento de animais de estimação ou de granjas e chácaras
  • Derrubam latas de resíduos em calçadas
  • Podem destruir partes de telhado quando buscam local para nidificação
  • Se construírem ninhos no interior das residências, levam restos de terra e areia, pedaços de galhos. Além disso, urinam e defecam próximo ao local
  • Suas fezes contêm substâncias parasitas nocivas à saúde humana, em especial crianças e idosos. Podem fazer alastrar a raiva animal e vermes intestinais em toda região
  • São também portadores de vírus de cinomose e parvovirose, custosos para animais domésticos, transmissíveis por mordidas ou ingestão de substâncias fecais

Um “quase guaxinim”?

Há poucos anos, uma nova espécie de mamífero foi descoberta nas florestas colombianas, equatorianas e amazônica em geral. A notícia se espalhou como lastro de pólvora porque é muito raro se encontrar novas espécies de mamíferos ou animais razoavelmente grandes na atualidade, dadas todas as condições de pesquisas e estudos de campo.

O “novo ser vivo” ainda é objeto de estudos por biólogos e especialistas, mas já se sabe que se trata de animal muito parecido com guaxinim que compõe o grupo de seres como cães, gatos e ursos.

Ele é tão ativo quanto nossa personagem desta apresentação. Vive em árvores, saltitando de uma para outra com agilidade impressionante.

Trata-se, em verdade, de animal que recebeu o nome de olinguito. Entretanto, estudos ainda estão em andamento para definir suas características mais firmemente. Muitos ainda o consideram uma espécie mesmo de guaxinim.

Então é isso. A gente tem quase certeza de que você não se dar muito bem com um guaxinim perto de sua casa, ainda mais dentro dela. Apesar de aparentemente amáveis e afáveis, são arredios no trato com humanos.

E, caso tenha ainda outra curiosidade ou dúvida, deixe nos comentários ou envie mensagem para nossas equipes.

Por Serg Smigg

Serg Smigg é jornalista, redator, revisor e analista textual, além de roteirista e escritor. Extremo defensor das causas animais, cria seus textos apresentando conceitos claros sobre a importância desses para a humanidade e caminhos para sejam cada vez mais respeitados. A paralelo, ministra palestras inspiracionais corporativas na área de comunicação interna, externa e interpessoal social. Oferece dicas de gramática e expressividade em seu site smiggcomcorp.wordpress.com.

Deixe uma resposta