Não há quem não ame o seu cachorro. Isso não é nenhum segredo para ninguém. E amamos tudo sobre eles, até aquele olhar de culpado-arrependido quando eles sabem que fizeram algo de errado. Mas será que você sabe tudo a respeito deles ou já caiu em alguma “fake news canina” que aparece por aí?

Os cachorros têm sido nossos companheiros fiéis por centenas de anos e nós pensamos que os conhecemos muito bem. No entanto, há algumas ideias equivocadas e conceitos criados sobre nossos companheiros devotados, que são difíceis de acreditar que não são verdadeiros. Afinal, eles têm sido repetidos por tantos anos.

Mas por mais que tentemos, simplesmente algumas dessas “fake news canina” não podem ser desmentidas com tanta facilidade. Felizmente, outras podem ser desmascaradas! E é exatamente o que faremos abaixo, acredite você ou não!

Confira!

1ª Fake News canina: Cães e Gatos não se dão bem!

o fato de que cães e gatos não podem conviver juntos é fake news!

“Cachorros e gatos vivendo juntos, nem pensar!” E quem duvidaria disso? Bem, podemos argumentar, pois já está provado que cães e gatos podem viver juntos SIM, sem provocar o fim do mundo.

Na verdade, qualquer lar com mais de um animal de estimação terá seus desafios. Como qualquer família humana tem suas desavenças, os nossos companheiros do reino animal também podem ter seus dias de fúria.

Mas alguns cachorros são perfeitamente capazes de amar seus companheiros felinos, e para comprovar isso pesquisadores da Universidade de Tel Aviv dissecaram a relação canina-felina para descobrir como as duas espécies se relacionam entre si.

Os pesquisadores observaram 200 lares com cachorros e gatos, e em apenas 10% desses lares puderam constatar um certo de conflito entre eles. Ao observarem a linguagem corporal e tendências sociais entre os dois, o estudo revelou que eles se adaptaram a entender os sinais de cada um e passaram a falar a mesma língua.

Logicamente, quanto mais cedo os filhotes de gatos e cachorros foram introduzidos no convívio, mais adaptados a entender um ao outro eles ficaram, ficando mais propensos a criarem laços de “melhores amigos” que “inimigos mortais.”

Portanto, a chave para esta liga no relacionamento deles, são os humanos. Basicamente, os cachorros falam uma língua diferente dos gatos, mas introduzindo o convívio entre os dois logo no início faz toda a diferença. Compartilhando as camas, introduzindo o cheiro de ambos entre si e garantindo que todos estejam seguros.

Gatos observam enquanto os cães ficam excitados, forçá-los a ficarem íntimos rapidamente pode levar a esta “fake news” de que eles não são capazes de se dar bem. Moral da história? Os humanos por si só podem arruinar as relações entre diferentes espécies. Parabéns, humanos!

2ª Fake News canina: Alguns cães possuem mandíbulas poderosas

Cachorros com mandíbulas que trancam é fake news.

Se você der ouvidos às pessoas que já possuem um certo preconceito ou rancor do Pit Bull, é bem provável que você acredite na fake news de que eles são verdadeiras máquinas de matar. Como por exemplo, que eles têm mandíbulas que se trancam e que a pressão da mordida deles pode deformar até uma barra de aço.

Não, eles não fazem isso e nem podem. De acordo com pesquisadores da Universidade da Georgia, os Pit Bulls e outra raças semelhantes, ou até os Buldogues, não apenas não possuem mandíbulas que travam, como também não possuem mandíbulas diferentes de qualquer outra raça de cachorro.

Além disso, até 2010, quando o estudo foi realizado, não havia nenhuma pesquisa que tivesse medido a pressão da mordida de qualquer cachorro. Por outro lado, em 2012, a revista National Geographic se comprometeu a medir não só a pressão da mordida dos cães, mas também de outros animais, incluindo os seres humanos.

O Pit bull, por exemplo, registrou 1,62 (MPa) no medidor de mordida, o Pastor Alemão 1,64 (MPa), e o Rottweiler 2,26 (MPa). Parece até uma quantidade ridícula de pressão, certo?

Eles também testaram seres humanos e descobriram que a pressão da nossa mordida varia entre 1,03 (MPa) a 1,30 (MPa). Hienas pontuaram 0,01 (MPa), mas o campeão do Reino Animal foi o crocodilo de água salgada 0,03 (MPa). De acordo com esses dados, parece que a história sobre as mordidas dos Pities foi um tanto exagerada.

3ª Fake News canina: Cães ex-lutadores serão sempre perigosos

Cães de raça Bullie criados para lutar não estão fadados a ser agressivos a vida inteira, isso é fake news!

Aqueles que dizem que um Pit Bull é capaz de destroçar membros das pessoas são provavelmente as mesmas que insistem em dizer que cachorros criados para lutar em rinhas serão sempre traiçoeiros e agressivos. Outra fake news canina!

É só procurar saber sobre Sox e Hector, antigos cães de luta que hoje gastam o tempo visitando pacientes em hospitais e clínicas para idosos como cães de terapia certificados. Ninguém disse ao Jonny Justice como ele deveria ser violento, enquanto ele passava seus dias de lutador aposentado nas bibliotecas, ajudando as crianças a melhorar sua leitura, apenas emprestando os seus ouvidos atentos.

Estes são apenas três exemplos dos chamados cães “Vicktory”, resgatados de uma vida inteira de abusos pelo canil de Michael Vick. Muitos outros ainda conservam as cicatrizes, mas passaram a se enroscar em seus amigos felinos dormindo no sofá, se tornando muito bons cachorros e exemplos e de coração e alma que todda criatura deveria se inspirar.

Desde que esses cães de Vick viraram manchetes pelos Estados Unidos todo, o sucesso de ter deixado o passado de luta para trás deram as provas que eram precisam para que as pessoas tirem esses cães dos ringues e tragam eles para dentro de casa.

Enquanto essas “fake news” que dizem que esses cães são violentos e agressivos, essas pessoas que trabalham e convivem com eles enxergam outra coisa: cães traumatizados e apavorados. Felizmente, eles também enxergam potencial para amar também!

4ª Fake News canina: 1 ano humano equivale a 7 anos caninos

Fake news! A idade do cachorro não equivale a 7 anos da nossa!

Essa é uma das fake news que até parece fazer sentido em um primeiro momento. Infelizmente os cães não vivem por tanto tempo como nós humanos, mas eles claramente passam por diferentes estágios na vida. Um para sete, correto? Não, não é! Na verdade, é muito mais complicado que isso.

Vamos analisar por exemplo, o primeiro ano do cão. Se compararmos o primeiro ano de vida de um filhote de cachorro, ele equivale à mesma quantidade de vida de um humano de 13 anos. Mas, ainda assim não é possível comparar precisamente, pois a maioria dos cachorros atingem o tamanho adulto nesse primeiro ano, enquanto uma pessoa de 13 anos de idade ainda não.

Diferentes estágios estão acondicionados nesses primeiros meses de vida, como o estágio do “medo”, que ocorre entre os 4-8 meses, quando eles estão aprendendo o que pode ser perigoso ou apavorante. Já dos 6 aos 10 meses eles perdem a capacidade de governar seus impulsos.

E isso é só apenas no primeiro ano de vida, logo após fica ainda mais complicado. A idade relativa do cachorro tem muito a ver com o tamanho do cachorro, e alguns cães de porte maiores envelhecem tão mais rapidamente que são considerados idosos com apenas 5 anos de idade.

Um cão de colo pode levar 9 a 10 anos para chegar no mesmo estágio, além disso, dieta e exercícios também contam e impactam bastante. Não há uma ciência exata ou método para calcular a idade do cachorro em anos humanos. Portanto, fique atento aos problemas específicos de cada raça e meça em anos regulares. Vai ser mais fácil de colocar as velinhas no bolo.

5ª Fake News canina: Cães comem grama quando estão indigestos

outra fake news canina é achar que cães comem grama quandoe stão com dor de estômago.

Essa é uma das fake news mais populares que já existiram, é quase um dito popular. Aposto que alguém já lhe disse que o seu cachorro está com problemas de estômago ao vê-lo comendo a grama do jardim. Da próxima vez que isso acontecer, não fique chateado, apenas explique para a pessoa o quanto ela está errada.

Um estudo conduzido em 2008 observou 1.571 cachorros diferentes, e constatou que cerca de 68% gostavam de comer grama. Eles também descobriram que se o cachorro demonstrasse estar se sentindo mal antes de comer a grama, provavelmente ele estaria mais suscetível a passar mal depois de comer. Porém, isso se aplicou a apenas 8% dos cachorros.

Não há nenhum valor nutritivo na grama — e os cachorros não conseguem digerir — Então, o que dizer?

Esse é outro comportamento que parece estar ligado aos nossos companheiros caninos desde os dias de lobo selvagem. Na natureza, a grama age como se fosse um tipo de “verme” natural. As fibras que passam pelo intestino e continuam saindo pela outra extremidade prendem-se aos “vermes” ao longo do caminho, ajudando a liberar seus sistemas.

Há algumas outras teorias sobre o que isso realmente significa, e já que não podemos perguntar à eles porque fazem isso, é o melhor que temos. Alguns veterinários acreditam que esse comportamento seja parte da habilidade canina de agir como se estivesse sempre com fome. Já uma resposta mais simples poderia ser: Eles simplesmente gostam.

6ª Fake News canina: Um focinho úmido indica saúde

Focinho úmido é sinal de saúde é fake news!

É difícil quando o nosso cachorro adoece ou não está se sentindo bem. Como eles não podem nos dizer o que estão sentindo, seria bom poder diagnosticá-los nós mesmo apenas olhando para eles. Infelizmente isso não é possível! A ideia de que um cachorro com o focinho frio e molhado é sinal de saúde e de que um focinho seco e quente indicaria alguma doença no animal, seria bacana se fosse verdade. Mas é outra fake news canina.

Segundo os veterinários, o nível de umidade do focinho não quer dizer muita coisa. Há situações em que um cão perfeitamente saudável pode apresentar um focinho seco, como ter ficado deitado no sol por um tempo ou ficado no vento.

Cachorros mais velhos podem também ter um focinho mais seco, assim como outros cães também podem ter passado longas horas dormindo sem lamber o focinho. Da mesma forma, os cachorros também lambem os focinhos o tempo todo, por isso podem ficar úmidos vez ou outra.

Eles também esfregam o focinho em tudo quanto é lugar, além do fato de que mantendo os focinhos úmidos eles detectam melhor os cheiros. Ou, com certeza eles fazem de propósito só para deixar os vidros do carro marcados.

7ª Fake News canina: A castração muda a personalidade para pior

A ideia de que acastração faz mal ao cachorro é uma fake news absurda.

Há boas razões para castrar o seu cachorro. Essas razões lotam os abrigos todos os dias à espera de um lar. Para aqueles que acham que o procedimento irá mudar a personalidade do cachorro para pior, minha resposta é absolutamente NÃO.

Pelo contrário, castrar o animal pode até resolver alguns problemas e ainda salvar uma vida ou outra. Portanto, mais uma fake news canina!

Castrar um cachorro macho pode reduzir muitos problemas de comportamento canino, justamente a agressividade. Um estudo analisou 382 fêmeas e 209 machos e descobriu que os únicos comportamentos mudados foram problemas de comportamento.

Machos e fêmeas ficaram menos agressivos, enquanto a habilidade para brincar, a perseverança, determinação e vigilância ficaram intactos. O que mais foi reduzido? As tendências de fugir vagueando por aí.

O cheiro de uma fêmea no cio pode viajar quilômetros de distância, e os machos podem se tornar grandes “mestres do escapismo” para encontrar essa cadela. O que a castração na muda é a personalidade base do cão; isso é o mesmo que sugerir que um homem vasectomizado vai passar a torcer para o Corinthians, quando sempre foi Palmeirense.

8ª Fake News canina: Sabemos como e quando os cães foram domesticados

É fake news acreditar que sabemos quando os cães foram domesticados.

Essa é a maior das fake news de todas! Todos nós sabemos que o homem domesticou o cachorro há muitos anos atrás, muito provavelmente quando eles perceberam que nós tínhamos polegares opostos e podíamos fazer coisas úteis como fogueiras e oferecer comida.

Provavelmente, você já ouviu falar também que isso aconteceu em algum lugar e a ideia se espalhou pelo mundo. Mas não foi bem assim. Tentativas de traçar a evolução genética dos cachorros sugerem que eles foram domesticados na Europa e na Ásia, independentemente.

Um time de pesquisadores orientados pelo geneticista Greger Larson da Universidade de Oxford coletaram DNA de fósseis remanescentes de uma cão que viveu há 4.800 anos atrás e foi enterrado no local sagrado irlandês de Newgrange. Vamos chamá-lo de Totó.

Ao observarem os ossos de Totó, os pesquisadores encontraram material suficiente para organizar uma sequência de genoma completa. Um osso antigo desses normalmente produz 1-2% do código genético completo de uma criatura. Mas eles tinham um pedaço do ouvido interno do animal, que lhes forneceu a coisa toda.

E aí, o que Totó pode nos contar?

Usando o DNA de Totó, eles foram capazes de criar a sua árvore genealógica que incluía cerca de 700 dos filhotes que conhecemos hoje. Porém, eles descobriram que havia uma enorme “divisão” bem no meio da árvore, entre cães asiáticos como o Shar-pei de um lado e cães Europeus com o Labrador retriever do outro.

As duas famílias de cães estavam separadas por cerca de 6.400 a 14.000 anos. Mas os fósseis que encontramos de nossos cachorros são bem mais velhos que isso… e isso parece sugerir que os cachorros foram domesticados independentemente, por duas populações diferentes, uma no Leste e outra no Oeste.

A ciência ainda está estudando isso, e o mistério parece que será revelado logo. Mas mesmo com uma sequência completa de DNA como o do Totó, os cachorros têm sido cruzados entre si uma infinidade de vezes por anos a fio.

De fato eles têm viajado conosco por milhares de anos, espalhando seus DNAs pelos países afora, e não há nada claro sobre a árore genealógica dos nosso filhotes. Mas tudo bem. Todo mundo tem os seus esqueletos escondidos no armário; toda família tem um tio esquisito que não falamos à respeito. E nós os amamos de qualquer forma.

Por Equipe Editorial

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