Você sabia que os cães podem detectar doenças? Com o passar dos anos, os cachorros têm sido utilizados para desempenhar os mais variados trabalhos ao lado dos humanos. Desde trabalhos em segurança pública, saúde mental e setores da justiça criminal, a adição de um cão pode trazer benefícios em muitas situações diferentes. Tanto é que, os cachorros estão sendo muito eficientes na indústria médica, para detectar doenças como câncer e até do COVID-19.

Uma pesquisa realizada em 2019 publicada no portal “Experimental Biology”, um encontro anual de sociedades científicas para pesquisa em anatomia, bioquímica e biologia molecular, patologia, farmacologia en psicología, descobriu que os cães podem utilizar o faro — que é mais de 10.000 mais preciso que dos humanos — para farejar células cancerígenas.

Os cachorros estudados puderam detectar “amostras de sangue de pessoas com câncer com quase 97% de precisão”, segundo a Science Daily, portal americano de pesquisas.

Embora ainda não há uma cura para a doença, o diagnóstico precoce oferece melhores chances de sobrevivência. Um teste para detectar câncer e outras doenças podem salvar milhares de vidas e mudar a forma como essas doenças são tratadas.

Veja como isso é possível abaixo:

O focinho sabe como detectar doenças

O faro do cachorro é poderoso aponto de detectar odores específicos de doenças.

Céulas cancerígenas produze, um odor específico que os cachorros podem detectar facilmente, segundo a AKC. Os cães podem localizar o local do câncer com os seus poderosos focinhos, ou até reconhecer o odor pelo hálito, mesmo em estágios iniciais.

A atriz Shannen Doherty, famosa pelo seriado de TV nos anos 90, Beverly Hills 90210 (Barrados no Baile, no Brasil), disse em entrevista ao programa de TV americano Entertainment Tonight que sua cadela, uma pastora alemã chamada Bowie, pode detectar o seu câncer de mama antes que ela tivesse feito qualquer exame.

Shannen conta que ao começar a sua primeira sessão de quimioterapia, sua cadela costumava cheirar todo o seu corpo, de cima a baixo. Ela disse que a cadela sempre foi protetora, mas que se tornou ainda mais depois da doença.

Embora o uso dos cachorros na detecção cancers ainda não seja comum, muitas pesquisas nesse campo têm avançado, resultando em diagnósticos precisos, muito mais baratos e menos invasivos que os exames tradicionais de câncer.

Atualmente, os pesquisadores estão planejando separar amostras de células cancerígenas em componentes químicos, a fim de apresentar aos cachorros, esperando que o isolamento de substâncias específicas no odor que eles consigam detectar.

Todo esse trabalho é importante para que novos caminhos se abram para novas pesquisas junto a dois caminhos, ambos levando a novas ferramentas de detecção do câncer.

Um é usar o faro do cachorro como um método de rastreio diagnóstico, e outro para determinar os compostos biológicos que os cachorros podem detectar, para depois desenvolver testes específicos baseados nesses componentes.

Cachorros também podem ajudar a detectar o Coronavírus

É possível que os cachorros possam ser treinados para detectar doenças como o coronavírus

O focinho do cachorro contém cerca de 300 milhões de receptores, quase 60 vezes mais que as narinas humanas para detectar odores, por isso o olfato dos cães é cerca 100.000 a 100 milhões de vezes mais poderoso que de seus tutores.

Com toda cheiração de rabo que os cães costumam fazer, parece até brincadeira evolutiva eles terem esses super focinhos. À não ser que o cheiro de peido tenha odor perfumado, por que eles têm que cheirar um o rabo do outro? A natureza tem mesmo os seus mistérios.

Mas a verdade é que os cães são ótimos farejadores de doenças e substâncias malígnas, seja cocaína ou células cancerígenas. Tanto é que pesquisas recentes têm mostrado que os sentidos olfativos do cão pode até ajudar a detectar o COVID-19.

Teste de cheiro para COVID-19

Desde 1980 que os humanos sabem que os cachorros podem detectar câncer. Isso porque seus receptores no nariz podem identificar compostos orgânicos voláteis, produzidos por essas células.

Esses compostos emitem um odor característico que se juntam aos fluidos corporais quando a pessoa fica doente. Os pesquisadores afirmam que a maioria dos cães podem aprender a diagnosticar câncer com 6 meses de treinamento. Portanto, em teoria, poderia ser possível treinar o cachorro para farejar o vírus do COVID-19 da mesma maneira.

A Universidade da Pensilvânia de Medicina Veterinária está tentando desvendar esse mistério. O programma veterinário selecionou 8 cachorros para servirem de cobaias.

O treinamento consiste em farejar o cuspe e a urina dos pacientes com COVID-19. mas o método é ainda um tanto controverso. Será que os humanos não estariam colocando os cachorros em perigo ao obrigá-los a inalar intencionalmente um patógeno pelo ar?

Ainda há evidências muito limitadas de cachorros que contraíram o COVID-19 de seus donos. Se isso for possível, talvez a humanidade esteja latindo para a árvore errada.

Por Equipe Editorial

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