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Doenças de cachorro: Entenda sobre as principais doenças caninas

doenças de cachorro: Cãozinho sendo examinado no consultório veterinário

Assim como os seres humanos, os cães também estão suscetíveis a uma série de doenças próprias da espécie. De fato, existem diversas doenças de cachorro que podem prejudicar muito a qualidade de vida destes animais e, inclusive, até levá-los à morte.

Entretanto, muitas destas doenças de cachorro possuem cura e tratamento podendo até ser evitadas e detectadas precocemente. Por isso, é importante conhecer todas as principais doenças de cachorro a fim de detectá-las. Sem dúvida, identificar precocemente uma doença, aumenta a chance de sucesso do tratamento. Ou seja, o diagnóstico precoce de qualquer doença é, portanto, fundamental para um tratamento eficiente.

Certamente, não será possível entrar em detalhes sobre todas as doenças de cachorro. Todavia, de uma maneira resumida, vamos tentar esclarecer algumas dúvidas e identificar sintomas associados à algumas delas.

Primeiramente, é importante esclarecer que nem todos os cães são suscetíveis às mesmas doenças de cachorro. Tudo vai depender de diversos fatores como: raça, porte, idade, dieta e, também, de alguns fatores ambientais.

Neste artigo falaremos, portanto, sobre:

Doenças de cachorro infecciosas

Doenças de cachorro: Jack Russel Terrier sendo vacinado no consultório veterinário
Doenças de cachorro: Jack Russel Terrier sendo vacinado no consultório veterinário

As doenças de cachorro infecciosas são, certamente, muito comuns e altamente transmissíveis. São doenças causadas por agentes biológicos como por exemplo, vírus e bactérias. Estas doenças de cachorro podem e devem ser prevenidas através de vacinas para cachorro. Em geral, doenças infecciosas costumam ser graves. Entretanto, algumas destas doenças de cachorro, se descobertas e tratadas a tempo, podem curadas com sucesso.

1. Cinomose

Doenças de cachorro: Cachorro sendo vacinado contra cinomose pelo seu veterinário
Doenças de cachorro: Cachorro sendo vacinado contra cinomose pelo seu veterinário

Trata-se de uma doença viral multissistêmica causada pelo vírus da cinomose canina. Certamente, é uma das doenças de cachorro que mais causa morte destes animais, além de ser altamente contagiosa. Pode ser transmitida por contato com secreções do nariz e da boca (forma direta) ou pelo ar (de forma indireta).

Seus principais sintomas, em seu estágio inicial são: febre, indisposição, perda do apetite, aumento de secreção nasal e ocular, dificuldade respiratória, espirros, diarréia e vômitos.

Todavia, mesmo quando tratados a tempo, os cachorros podem permanecer com seqüelas neurológicas. A taxa de mortalidade varia, mas é mais alta em cães jovens. Além disso, sabe-se que é uma doença que tem maior incidência durante o inverno. Pode causar ainda, bronquite, pneumonia, alterações no sistema nervoso e gastroenterite.

No seu quadro mais grave aparecem também sintomas neurológicos, tais como, tremores e falta de coordenação motora. Por ser uma doença tão agressiva e contagiosa, o tratamento é de difícil realização e, por isso a vacinação é fundamental.

Pode se tornar ainda mais grave se o cão estiver com o sistema imunológico debilitado. Pois, além da disseminação do vírus, o animal pode sofrer de infecções secundárias causadas por bactérias oportunistas, podendo levá-lo à morte.

2. Parvovirose

Doenças de cachorro: Golden retriever sendo vacinado contra parvovirus pelo seu veterinário
Doenças de cachorro: Golden retriever sendo vacinado contra parvovirus pelo seu veterinário

A Parvovirose é uma das doenças de cachorro mais conhecidas. É causada pelo parvovírus da família Parvoviridae e acomete principalmente cachorros filhotes. Possui uma taxa de mortalidade alta e pode ser transmitida de forma direta e indireta, através do contato com fezes de outros animais contaminados. O vírus é resistente e consegue sobreviver no ambiente por muitos meses, portanto é altamente contagiosa.

Constitui uma patologia de curso muito rápido e agudo, caracterizado por uma gastroenterite hemorrágica. Seus principais sintomas são: diarréia, apatia, desidratação e perda do apetite.

O nível de gravidade irá depender do grau de imunidade do cão, do seu estado nutricional, da existência ou não de outros processos patológicos e, enfim, da dose ou carga viral.

A melhor forma de evitá-la é vacinando o cachorro e respeitando a periodicidade recomendada pelo veterinário. Além disso, recomenda-se não deixar que o filhote entre em contato com outros cães não vacinados, ande na rua ou em clínicas antes de completar as primeiras 3 doses.

Algumas raças de cachorros parecem ter mais suscetibilidade à forma mais severa da doença. Entre elas estão os rottweilers, dobermans, pit bulls, pastores alemães, e labradores. O motivo desta suscetibilidade, entretanto, é desconhecida.

3. Coronavírus

Doenças de cachorro: Schnauzer miniatura tomando vacina contra o coronavírus
Doenças de cachorro: Schnauzer miniatura tomando vacina contra o coronavírus

A Coronavirose Canina, é similar ao vírus da Parvovirose. É uma das doenças de cachorro de origem infecciosa, contagiosa, aguda causada por um vírus que prejudica severamente as células intestinais causando diarreia de severidade variável. Ao contrário da Parvovirose, não costuma ser fatal. Os sintomas são vômito, depressão, diarreia que pode conter muco ou sangue, falta de apetite.

4. Hepatite infecciosa canina

Doenças de cachorro: Labrador filhote sendo examinado por hepatite viral
Doenças de cachorro: Labrador filhote sendo examinado por hepatite viral

A Hepatite Infecciosa Canina (HIC), é causada pelo adenovírus canino tipo 1. Conforme o vírus entra no organismo do cachorro, ele se espalha por todos os tecidos se instalando com mais intensidade nas células do fígado e nas células da pele, se desenvolvendo de forma extremamente rápida.

O adenovírus tipo 1 é adquirido através da exposição oronasal. Além disso, é eliminado em todas as secreções durante a infecção aguda e na urina após a recuperação, por 6 a 9 meses. Ou seja, é um vírus altamente resistente à inativação e desinfecção, sendo facilmente disseminado através de fômites e ectoparasitas.

Os sintomas da doença são: vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, crescimento dos gânglios linfáticos, faringite, tosse, edema cervical e hemorragia. Como a doença também afeta o Sistema Nervoso Central, pode haver sequelas como desorientação, ataques convulsivos, depressão e coma.

5. Leptospirose

Doenças de cachorro: Daschund sendo vacinado no consultório veterinário
Doenças de cachorro: Daschund sendo vacinado no consultório veterinário

A Leptospirose é uma infecção aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria do gênero Leptospira. Pode ser transmitida pelo contato com a urina de roedores, através de feridas abertas, bem como de comida ou bebida contaminada por urina infectada.

No Brasil, os ratos urbanos (ratazanas, ratos de telhado e camundongos) são os principais transmissores da doença e o número de casos aumenta consideravelmente na estação das chuvas, por causa das enchentes e inundações.

Os sintomas provocados pela leptospirose dependem da idade do cachorro e de seu estado imunológico. Em geral, os animais contaminados apresentam mucosas amareladas e aparecimento de lesões na boca, hematomas e manchas na pele, mudança no comportamento e depressão. Além disso, costumam apresentar também falta de apetite, vômitos, urina com sangue e febre.

As vacinas polivalentes contém proteção contra esta doença. A diferença é que a V8 contém duas cepas da bactéria e a V10 contém quatro delas, sendo a última mais recomendada em regiões rurais. Além disso, é considerada uma zoonose, ou seja, é uma doença que pode ser transmitida, inclusive, ao homem.

6. Raiva

Doenças de cachorro: Labrador filhote sendo vacinado contra raiva pelo veterinário
Doenças de cachorro: Labrador filhote sendo vacinado contra raiva pelo veterinário

A raiva canina é a mais conhecida das zoonoses, e segue como um problema a ser controlado em quase todo o mundo. No Brasil, a maioria das prefeituras fornece esta vacina gratuitamente justamente como forma de controle da doença que já é considerada erradicada em nosso País.

Mesmo assim, a prevenção através da vacinação permanece obrigatória. Inclusive, para transportes de animais para países da União Europeia. A sorologia de raiva é um dos itens exigidos, além da carteirinha atualizada, como forma de certificação.

A raiva atinge principalmente os tecidos do sistema nervoso causando uma rigidez muscular impossibilitando a deglutição, causando sialorréia (aumento da produção de saliva) e outros sintomas neurológicos.

A doença é transmitida pelo contato com a saliva de um cão portador (principalmente por meio da mordida). A doença pode demorar até dez dias para se manifestar no animal infectado e é fatal.

Os principais sintomas são confusão mental, agressividade, desorientação, dificuldade para engolir, momentos de alucinação, paralisia motora, salivação excessiva e espasmos.

7. Tosse dos Canis

Doenças de cachorro: Chihuahua examinando a garganta
Doenças de cachorro: Chihuahua examinando a garganta

A Tosse dos Canis, conhecida também como Gripe Canina, é um complexo de doenças infecciosas altamente contagiosas. Os agentes mais comuns que causam esta condição são: o vírus da parainfluenza, a Bordetella bronchiseptica e o Adenovírus.

Estas doenças de cachorro têm em comum o acometimento do trato respiratório e fácil contaminação. Costumam se desenvolver em ambientes onde a proximidade entre os cachorros é grande (canis). A transmissão ocorre através do ar ou pelo contato com acessórios contaminados (bebedouros, brinquedos, comedouros).

Além disso, fatores ambientais tais como frio, disposição do canil e umidade são condições que aumentam a suscetibilidade à doença. Os principais sinais clínicos desta enfermidade são: tosse intensa, tentativas de vômitos, depressão, resistência ao esforço físico, respiração forçada, apatia.

As vacinas V8 e V10 contém os antígenos contra a parainfluenza e adenovirus. No caso da Bordetella bronchiseptica, existem vacinas específicas para esta doença e são consideradas de uso opcional.

Doenças de cachorro parasitárias

Doenças de cachorro: Cachorro com carrapato adulto em seus pêlos
Doenças de cachorro: Cachorro com carrapato adulto em seus pêlos

O parasita é um ser vivo que retira os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento de outro ser vivo, estabelecendo assim, uma relação ecológica interespecífica. Pode viver tanto fora como dentro do corpo do hospedeiro. Se viver fora, é conhecido por ectoparasita (pulgas, carrapatos, ácaros), mas se estiver dentro de um organismo, trata-se de um endoparasita (vermes).

Doenças de cachorro provocadas por ectoparasitas

Estas doenças de cachorro podem ser prevenidas através da aplicação mensal de medicamentos contra ectoparasitas, que evitam a infestação por pulgas, ácaros e carrapatos. Existem, hoje em dia, comprimidos, coleiras e sprays para esta função.

Doenças de cachorro transmitidas por carrapatos

Doenças de cachorro: Cão colocando coleira anti pulgas e carrapatos para prevenção
Doenças de cachorro: Cão colocando coleira anti pulgas e carrapatos para prevenção

As doenças de cachorro provocadas por carrapatos podem se manifestar de diversas formas, sendo duas delas mais comuns na clínica de pequenos animais: a erliquiose (erlichiose) e a babesiose.

Similarmente, ambas são transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). Este, de fato, se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de sangue. As duas formas da doença podem ainda atingir o cachorro simultaneamente, agravando ainda mais o quadro clínico do cão.

1. Erlichiose

A Erliquiose é uma das principais doenças de cachorro infecto-contagiosas, causada por um hemoparasita da ordem Rickettsiales e do gênero Ehrlichia spp. A principal espécie que acomete os cães é a Ehrlichia canis. Sua transmissão pode ocorrer pela participação de um vetor, o carrapato Rhipicephalus sanguineus, ou por transfusão sanguínea.

Os cães infectados com E. canis podem desenvolver sinais brandos a intensos ou mesmo não apresentar sinais, dependendo da fase da doença em que se encontram. O diagnóstico clínico geralmente não é o suficiente para confirmação da doença, devido aos sinais clínicos inespecíficos. Portanto, há a necessidade de diagnóstico complementar através de exames laboratoriais.

Entre os problemas desencadeados estão: anemia, hemorragia, insuficiência renal, inflamações oculares e alterações neurológicas e de comportamento. Como a bactéria promove uma anemia grave, se não tratado, pode levar o animal à morte.

2. Babesiose

A Babesiose é uma doença causada por protozoários, provocada pela Babesia spp., que parasita as hemácias resultando em anemia progressiva. A transmissão, assim como no caso da Erlichiose, se dá pelo carrapato ou por transfusão sanguínea.

As manifestações clínicas variam de doença subclínica, doença hiperaguda, aguda e crônica sendo que os cães jovens são mais sensíveis e freqüentemente apresentam formas mais graves da doença.

Quando a doença surge, e após um curto período de incubação, que pode durar de dois dias a duas semanas, ocorre um quadro de hipertermia acentuada, anorexia e de uma anemia intensa, ao que se segue uma situação de hemoglobinúria e, consequentemente, a urina evidencia uma coloração acastanhada característica.

Doenças de cachorro transmitidas por ácaros

Doenças de cachorro: Cachorro acometido por sarna pelo corpo inteiro
Doenças de cachorro: Cachorro acometido por sarna pelo corpo inteiro

A sarna, por exemplo, é uma das doenças de cachorro mais comuns. Trata-se de uma infecção parasitária contagiosa da pele que ocorre entre seres humanos e outros animais, com uma incidência muito maior nos cães. É causada por um parasita minúsculo chamado ácaro, que se refugia sob a pele do hospedeiro, causando coceira intensa. Há três tipos de sarna, cada uma provocada por um ácaro diferente e com características distintas.

1. Sarna sarcóptica (escabiose)

É causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei e é o tipo mais comum de sarna. Atinge cães em qualquer época do ano e de todas as idades. Os ácaros atingem as camadas mais profundas da pele e conseguem se reproduzir rapidamente, provocando prurido muito intenso, fazendo com que o cachorro se coce muito e se lamba a ponto de causar automutilação.

A sarna é transmitida através de objetos, mas é mais frequentemente transmitida por contato direto com a pele infectada, com um maior risco se o contato for prolongado. A doença pode ser tratada efetivamente com uma série de medicamentos.

Os sintomas incluem pele avermelhada, bolhas, queda e ausência do pelo, crostas, escoriações e perda de apetite. É muito contagiosa, pode passar facilmente para outro cão, para pessoas e em alguns casos até para gatos. O veterinário irá prescrever um medicamento tópico (aplica-se na região) com banhos especiais de tratamento.

Deve-se evitar contato direto com o cão doente, portanto, é necessário mantê-lo longe de outros animais. Além disso recomenda-se higienizar bem sua caminha e seus pertences para evitar que ele contraia a doença novamente.

2. Sarna demodécica (sarna negra)

A sarna demodécica é causada pelo ácaro Demodex canis. Não é contagiosa como as outras, porém é congênita, ou seja, nasce com o filhote.

Este tipo de ácaro, está presente no corpo de todos os cães, mas só se manifesta nos portadores que estão com alguma falha no sistema imunológico. Os sintomas são feridas com secreções que com o tempo podem se espalhar pelo corpo inteiro, e cheiro forte. Não tem cura, apenas controle.

É um tipo de doença temido por criadores, pois o cachorro portador deve ser castrado a fim de evitar que a doença passe para outras gerações. A sarna negra costuma se apresentar principalmente cães filhotes, com menos de 6 meses de vida, ou cães que passaram de cinco anos de idade (justamente por esses dois grupos terem a imunidade mais sensível).

Manter a imunidade do cachorro sempre alta, com uma boa alimentação é, portanto, fundamental para evitar o aparecimento da sarna negra. Alguns antiparasitários no mercado, ajudam a controlar também este tipo de ácaro. Consulte seu veterinário.

3. Sarna otodécica (sarna de ouvido)

Doenças de cachorro: Cachorro de rua com sarna dormindo
Doenças de cachorro: Cachorro de rua com sarna dormindo

Esse tipo de sarna só afeta os ouvidos do cachorro. É causada pelo ácaro Otodectes cynotis, e pode ser transmitida para gatos e vice-versa, mas não para humanos. Ela causa cera em excesso e coceira intensa na orelha/ouvido do cachorro, que pode chegar a ferir a região de tanto coçar.

Por causa do acúmulo anormal de cera no ouvido do cachorro, pode ser facilmente confundida com otite e até gerar uma. O tratamento é tópico feito com remédios específicos.

Doenças de cachorro provocadas por endoparasitas

Em ecologia, chamam-se endoparasitas aqueles parasitas que vivem no interior do corpo do hospedeiro, como é o caso de tênias, nematelmintos e protozoários. Estes, portanto, invadem o corpo do hospedeiro para alimentar-se e/ou procriar causando diversas doenças.

1. Dirofilariose

Doenças de cachorro: Filhote de Labrador amarelo sendo examinado por seus veterinários
Doenças de cachorro: Filhote de Labrador amarelo sendo examinado por seus veterinários

Também conhecida por “verme do coração”, a dirofilariose é uma doença parasitária, transmitida por mosquito infectado com Dirofilaria immitis. A doença é conhecida pelo aspecto “espaguete” devido ao acúmulo de vermes que se alojam no coração e nas artérias pulmonares.

Durante o progredir da enfermidade ocorre febre, hematúria (sangue na urina), hipertrofia hepática (aumento do fígado) e esplenomegalia (aumento do baço). Além disso, podem ocorrer: prurido, aparecimento de nódulos cutâneos e até convulsão.

A vermifugação e o uso de repelentes específicos são a forma mais eficaz de proteger cães e evitar a propagação da doença inclusive em humanos.

2. Giardíase

Doenças de cachorro: Daschund sendo examinado por veterinários
Doenças de cachorro: Daschund sendo examinado por veterinários

A giárdia é uma zoonose causada pelo protozoário Giardia lamblia, que afeta o trato intestinal e traz incômodo ao cão, uma vez que causa dores de estômago, diarreia (com ou sem sangue) e vômito.

A transmissão acontece quando o animal é exposto a áreas com pouca higienização ou então às fezes e vômitos de outros animais infectados. Além disso, a ingestão de água e alimentos contaminados também são meios de contrair a giardíase.

É uma patologia que pode ser assintomática, sendo detectada somente pelo exame fecal. Os sintomas podem ser dor abdominal, fezes com sangue e/ou diarréia com odor forte, vômito, desidratação e perda de peso.

Como no caso da Raiva e Bordetella bronchiseptica, há uma vacina específica para esta doença que poderá ser recomendada pelo médico veterinário conforme a necessidade.

3. Leishmaniose

Doenças de cachorro: Golden retriever adulto sendo examinado pela sua veterinária
Doenças de cachorro: Golden retriever adulto sendo examinado pela sua veterinária

Leishmaniose é uma antropozoonose, ou seja, doença própria de animais, mas que pode ser transmitida de maneira acidental para seres humanos. É causada por um protozoário parasita que é transmitido entre animais (cães, roedores) através da picada de certos tipos de mosquito.

O período de incubação varia de 1 mês a 2 ou mais anos e os sinais clínicos mais frequentes são: aumento dos gânglios linfáticos, crescimento exagerado das unhas, perda de pelo, úlceras e descamação da pele, emagrecimento, atrofia muscular, sangramento nasal, anemia, alterações dos rins, fígado e articulações, entre outros.

No entanto, a Leishmaniose canina apresenta diferentes sinais clínicos e diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes. É importante dizer que é uma doença assintomática e mesmo quando tratado, o cachorro permanece um reservatório.

Há dois tipos de Leishmaniose:

  • Visceral (conhecida também como calazar) que é forma mais severa da doença. Os sinais e sintomas incluem febre, perda de peso, anemia e inchaço significativo do fígado e do baço;
  • Cutânea (ou tegumentar) que é a forma mais comum. Caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.
Como prevenir:
  • Combate ao inseto transmissor por meio de limpeza de quintais e abrigos de animais domésticos;
  • Vacina para leishmaniose;
  • Coleiras antiparasitária (o efeito da coleira é repelente);
  • Repelentes.

Doenças de cachorro alérgicas

Doenças de cachorro: Golden retriever se coçando por causa de alergia
Doenças de cachorro: Golden retriever se coçando por causa de alergia

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma substância estranha ao organismo. Por definição, uma hipersensibilidade imunomediada a um estímulo externo específico (alérgeno), provocando uma lesão tecidual resultante da não eliminação de antígenos/patógenos pelo organismo.

Qualquer coisa que cause alergia no animal é chamada de alérgeno. Alérgeno é aquilo que desencadeia a alergia, seja qual for a substância. Na medicina veterinária, as alergias são responsáveis por 70% das dermatopatias, sendo a “coceira” a principal queixa dos proprietários.

As causas de alergia estão ligadas à hereditariedade, ingestão, inalação ou contato com alérgenos, como por exemplo:

  • Pólen;
  • Fungos/bolores;
  • Ácaros;
  • Pó ou poeira;
  • Alimentos;
  • Substâncias químicas;
  • Medicamentos.

As principais formas de alergia nos cachorros são: urticária, angioedema; hipersensibilidade ou alergia alimentar; atopia canina e dermatite alérgica à picada de pulgas.

1. Urticária e Angioedema

Doenças de cachorro: Dálmata sendo examinado pelo veterinário
Doenças de cachorro: Dálmata sendo examinado pelo veterinário

O angioedema é um inchaço, similar à urticária, mas que ocorre sob a pele, e não na superfície. E a urticária é geralmente chamada de vergão. É, portanto, um inchaço na superfície da pele. Também é possível apresentar angioedema sem ter urticária. Ambos podem ser causados por uma reação alérgica.

Os principais sinais clínicos da Urticária são eritema, prurido, pápulas e placas eritematosas, pelo ouriçado, vergão. Já os sintomas da Angioedema são aumento de volume tecidual/edema em lábios, orofaringe, pálpebras, locais de picadas. É dolorosa pois distende o tecido. Assim, merece atenção especial, pois pode provocar obstrução das vias aéreas.

2. Alergia alimentar

Doenças de cachorro: Labrador com falta de apetite causada por alergia alimentar
Doenças de cachorro: Labrador com falta de apetite causada por alergia alimentar

A hipersensibilidade alimentar ou alergia alimentar é terceira causa mais comum de alergia em cães, e está ligada a resposta imunológica exagerada do organismo a determinada substância presente na dieta do animal.

Aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas podem ser responsáveis, porém sabe-se que o que mais provoca este tipo de reação são as proteínas de alto peso molecular como a carne bovina, seguido de produtos lácteos, frango, trigo, ovos, milho e soja.

Manifesta-se principalmente através de prurido, vermelhidão e descamação na pele, depois apresenta sinais cutâneos diversos: pápulas, placas, pústulas, alopecia, liquenificação, pigmentação, otite externa, seborréia e foliculite. Pode causar desde ferimentos na pele provocados pela unha do próprio animal enquanto se coça sem parar até quadros gastrointestinais, como diarreia e vômito.

Uma vez detectado o problema, o tratamento é simples. Deve-se, de fato, substituir a ração por fórmulas especiais, chamadas hipoalergênicas. Se preferir, é possível solicitar a um médico veterinário nutricionista uma receita caseira específica para seu cachorro. Saiba mais sobre ração em: “Ração para cachorro: Como escolhe ro alimento ideal”.

3. Atopia ou dermatose atópica

Doenças de cachorro: Labrador filhote com alergia atópica
Doenças de cachorro: Labrador filhote com alergia atópica

A Dermatite Atópica Canina é uma dermatopatia de origem genética. Os cães acometidos tornam-se sensíveis aos antígenos presentes no meio ambiente, desenvolvendo grave reação alérgica, pruriginosa, o que acaba interferindo na qualidade de vida do animal.

Devido ao seu caráter genético, esta é uma doença que na maioria das vezes não tem cura, apenas controle. O tratamento em geral é vitalício. Há diversos relatos de melhora do quadro de animais atópicos que fazem uso de terapias alternativas como fitoterapia, homeopatia e até mesmo acupuntura.

4. DAPP – Dermatite alérgica a picada de pulgas

A dermatite alérgica à picada de pulgas é uma das doenças de cachorro mais comuns. Trata-se de uma reação de hipersensibilidade aos alérgenos presentes na saliva das pulgas, caracterizada por intenso prurido.

As regiões afetadas apresentam pelo quebradiço ou ausência de pelo, pele inflamada (avermelhada e irritada), além de outros sinais, como pequenas coleções de pus, crostas, feridas, placas e nódulos. Além disso, pode ocorrer infecção secundária causada pelo autotraumatismo.

As lesões localizam-se caracteristicamente na zona lombar dorsal e junto à cauda. A zona abdominal, virilha e outras também podem ser afetadas, todavia, com menor gravidade.

Os animais com DAPP têm reações de hipersensibilidade muito intensas. De fato, nestes animais, a presença de apenas 1 ou 2 pulgas pode desencadear uma reação de grande intensidade e os sinais clínicos podem manter-se até duas semanas após a última picada.

Doenças de cachorro endocrinas e metabólicas

Metabolismo é o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. O termo “metabolismo celular” é usado em referência ao conjunto de todas as reações químicas que ocorrem nas células.

Estas reações são responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula e constituem a base da vida, permitindo o crescimento e reprodução das células, mantendo as suas estruturas e adequando respostas aos seus ambientes.

Quando o metabolismo não funciona da forma adequada pode haver uma série de distúrbios, como as doenças metabólicas que causam alteração no funcionamento geral do organismo. Seja por alterações das reações químicas ou da velocidade que elas ocorrem.

1. Obesidade

Doenças de cachorro: Pug acima do seu peso ideal
Doenças de cachorro: Pug acima do seu peso ideal

A obesidade canina está se tornando, sem dúvida, cada vez mais comum e, se não tratada, pode causar muitos problemas de saúde ao animal.

Sua principal causa é o desequilíbrio entre o consumo e gasto energético. Ou seja, consomem-se mais calorias do que se gastam. Consequentemente, este excesso de calorias é acumulado em forma de gordura produzindo aumento de peso.

Pode-se chamar de sobrepeso quando o animal está com o peso até 15% acima do ideal, e de obesidade quando o ultrapassa este valor. É justamente nesta fase (entre os 15 aos 20%), que os problemas de saúde relacionados ao excesso de peso começam a aparecer, tanto em humanos quanto em cães e gatos. Animais neste quadro têm maior risco de apresentar problemas crônicos de saúde, como:

  • Diabetes Mellitus;
  • Problemas Articulares;
  • Doenças cardiovasculares e pulmonares;
  • Intolerância a exercícios;
  • Intolerância ao calor (podem ocorrer os chamados “golpes de calor” podendo levar o animal à morte);
  • Doenças de pele;
  • Maior risco em casos de cirurgias e anestesias;
  • Diminuição da longevidade.

2. Diabetes

A diabetes mellitus, é uma endocrinopatia muito importante na clínica veterinária, por se tratar de uma doença comum em cães devido à maior incidência de cachorros obesos atendidos nas clínicas.

Existem dois tipos de diabetes mellitus: o tipo I e II. Os sinais clínicos de um animal com diabetes mellitus são inespecíficos podendo ser confundidos com outras patologias. Hoje, com a associação dos sinais clínicos e alguns exames laboratoriais, pode-se fechar o diagnóstico.

Há cinco os sinais clássicos da diabetes mellitus:

  • Poliúria, ou seja, o aumento da produção de urina;
  • Polidipsia, ou seja, aumento do consumo de água;
  • Polifagia, que significa aumento da ingestão de alimento;
  • Perda de peso;
  • Nos cães diabéticos, também é frequente o desenvolvimento rápido de catarata.

Em geral, não tem cura e o tratamento é paliativo e vitalício. O diabetes em cães é tratado pela combinação de exercícios físicos regulares, dieta controlada e insulina.

3. Insuficiência renal

Doenças de cachorro: Pastor Alemão sendo tratado por insuficiência renal
Doenças de cachorro: Pastor Alemão sendo tratado por insuficiência renal

Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda (IRA), quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica (IRC), quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível.

A causa mais comum da insuficiência renal crônica é o envelhecimento do animal com certa predisposição genética. Já a insuficiência renal aguda costuma estar ligada a fatores isquêmicos, infecciosos ou tóxicos.

Principais sintomas

Animais com doença renal podem mostrar uma variedade de sinais físicos. Alguns dos sinais são inespecíficos e podem ser vistos em outros distúrbios, tais como problemas de fígado ou doenças pancreáticas, ou distúrbios do trato urinário não envolvendo os rins. Os sinais podem incluir:

  • O aumento do consumo de água (polidipsia);
  • Volume de micção aumentada (poliúria);
  • Diminuição da urina (oligúria);
  • Falta de urinar (anúria);
  • Anulação de urina durante a noite (noctúria);
  • Sangue na urina (hematúria);
  • Diminuição do apetite (anorexia);
  • Vômitos;
  • Perda de peso;
  • Letargia (moleza);
  • Diarreia;
  • Postura “debruçada” ou relutância em se movimentar.

Algumas raças apresentam maior predisposição a problemas nos rins e devem ser monitoradas regularmente por meio de exames. São elas: lhasa apso, doberman, beagle e shar pei. O diagnóstico se dá por meio de exames laboratoriais de sangue e urina, ultrassom e, em alguns casos, até de radiografias especiais.

O tratamento deve ser feito através de um restabelecimento do equilíbrio orgânico com uma dieta apropriada, isto é, pouco proteica. Além disso, podem ser usados suplementos vitamínicos e terapia com fluidos e eletrólitos.

Quando parte significativa dos rins tiver sido comprometida, a recuperação do órgão se torna inviável, restando apenas a possibilidade de controlar o quadro. A hemodiálise pode ser, todavia, indicada em situações muito específicas de insuficiência renal aguda.

4. Distúrbios tireoidianos

Doenças de cachorro: Daschund sendo examinado pelo veterinário
Doenças de cachorro: Daschund sendo examinado pelo veterinário

Problemas de tireóide também são muito comuns em cachorros. A tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Dessa forma, garante o equilíbrio do organismo.

As doenças de cachorro mais comuns associadas a glândula tireóide são:

  • Hipotireoidismo: que ocorre quando a glândula tireoide não produz hormônios suficientes para manter um nível normal de atividade;
  • Hipertireoidismo: que ocorre quando a tireoide produz excesso de hormônio e é mais raro em cães.

Em geral, estes problemas são mais comuns em cachorros idosos, mas podem afetar qualquer cão, de qualquer idade, ou sexo.

O hipotireoidismo normalmente acarreta ganho de peso, pele seca ou sensível, feridas, perda de pelos, letargia, sensibilidade ao frio, diminuição da frequência cardíaca, fraqueza muscular e infecções secundárias (olhos, ouvidos).

Já os sintomas mais comuns do hipertireoidismo são perda de peso, aumento do apetite ou alimentação rápida, micção freqüente, sede excessiva, elevação da freqüência cardíaca, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar, volume aumentado na garganta, náusea, comportamento agitado ou hiperatividade e fraqueza.

Doenças de cachorro osteoarticulares

Doenças de cachorro: Cãozinho enfaixando a patinha pelo veterinário
Doenças de cachorro: Cãozinho enfaixando a patinha pelo veterinário

As doenças osteoarticulares são doenças que afetam os ossos e articulações. São condições que causam geralmente, dor, dificuldade motora e são geralmente genéticas e/ou agravadas pelo sobrepeso e pela idade avançada do animal.

As mais comuns são certamente a artrite e a artrose (osteoartrite) e as displasias. As doenças de cachorro ortopédicas, especialmente as articulares, representam uma grande porcentagem de casos na rotina dos hospitais veterinários e podem acometer animais de qualquer idade ou sexo.

1. Artrite e artrose

Doenças de cachorro: Husky Siberiano e o seu veterinário
Doenças de cachorro: Husky Siberiano e o seu veterinário

A artrite e a artrose (osteoartrite) são doenças de cachorro muito comuns, e são caracterizadas pela inflamação das articulações. A diferença entre as duas condições é que a artrite tende a ser mais aguda (de início súbito, rápido desenvolvimento) e frequentemente ligada a traumas e/ou infecções.

Já a artrose é mais crônica (progressão lenta), sendo considerada um problema degenerativo que pode ser decorrente da própria artrite, de processos autoimunes, da sobrecarga articular, entre outros motivos.

A inflamação das articulações que ocorre em ambas as situações leva ao aumento da sensibilidade na região das articulações atingidas, aumento de volume e temperatura, perda da amplitude da movimentação, e dificuldade de locomoção relacionada principalmente à dor. Tanto a artrite quanto a artrose causam grande sofrimento ao animal, chegando a ser motivo suficiente para eutanásia em casos extremos.

Fatores que colaboram para a artrose e artrite:

Um dos principais fatores predisponentes da artrose é o tamanho do animal, além da obesidade e super alimentação de filhotes visando a proporcionar um “porte mais bonito” aos seus animais.

Inadvertidamente, essas pessoas causam uma sobrecarga nas articulações dos seus cães que frequentemente culmina com o desgaste destas (artrose). Traumatismos, rupturas de ligamentos, e exercícios muito vigorosos ou de alto impacto também predispõem o cão à artrose.

Tratamento e prevenção

A artrose é um processo irreversível, entretanto, ela pode ser tratada para que o sofrimento do animal diminua e a progressão se torne mais lenta. O primeiro passo para o controle da doença será o controle do peso através de dieta e exercícios. O manejo da dor é de fundamental importância: o médico veterinário deverá prescrever uma medicação adequada minimizar o sofrimento.

Alguns suplementos alimentares, tais como a condroitina, glicosamina, e ácidos graxos do tipo ômega também têm se mostrado eficientes na redução da dor e da progressão da doença. Algumas rações específicas para cães idosos, e/ou de raças grandes, já vêm com estes ingredientes incorporados.

Como em qualquer outro caso, a prevenção é o melhor remédio, sendo a principal medida preventiva o controle do peso. Além disso, uma dieta bem equilibrada e na quantidade correta ajudarão o seu cão a manter um porte saudável.

Deve-se, também, evitar o uso indiscriminado de suplementos proteicos ou vitaminas para cachorro. Um estilo de vida ativo ajuda o cão a manter a sua musculatura bem desenvolvida, e apta a sustentar bem as articulações. Mas cuidado, pois certos exercícios (como saltos, por exemplo) causam altos impactos para as articulações, podendo ser mais prejudiciais do que benéficos.

2. Displasia coxofemoral

Doenças de cachorro: Labrador e sua veterinária
Doenças de cachorro: Labrador e sua veterinária

A displasia coxofemoral canina, ou displasia de quadril canina, é uma doença de má-formação genética, que com o tempo pode causar degeneração da articulação do quadril dos cães. Envolve principalmente estruturas como a cabeça do fêmur, a cápsula articular e o acetábulo (local onde se encaixa a cabeça femoral).

O principal fator no desenvolvimento da doença é o hereditário, contudo, fatores ambientais (piso), nutricionais (excesso de alimento e ou suplemento de cálcio com ganho rápido de massa muscular), também devem ser levados em consideração no desenvolvimento da displasia. Os dois lados do quadril são comumente afetados, sem predisposição de sexo.

As raças mais acometidas pela displasia de quadril em cães, são principalmente de portes considerados de tamanho médio, grande e ou gigante. Vale ressaltar que cães de raças pequenas como Yorkshires, Pugs e outras, têm comparecido com certa freqüência em nossa clínica nos últimos anos.

Tipos de displasia

A displasia coxofemoral pode ter duas origens distintas: congênita e adquirida. Na displasia coxofemoral congênita, o animal já nasce com a doença ou com uma predisposição genética com múltiplos genes envolvidos e desenvolve os sintomas precocemente.

Entretanto, na displasia coxofemoral adquirida, o animal desenvolve a doença nos últimos anos de suas vidas com o aparecimento de artrites, excesso de exercícios físicos ou de peso, possíveis fatores ambientais, desgaste natural da articulação com o avanço da idade e muitos outros fatores.

Sintomas e tratamentos

Os sintomas mais comuns são: claudicação; andar rebolando; saltar como um coelho (principalmente ao subir escadas); dificuldade para se levantar, subir escadas ou pular; dor ao andar, correr e se exercitar; rigidez das articulações posteriores; dor ao toque.

A grande maioria dos cães com displasia pode levar uma vida plena e ativa, principalmente se a doença for diagnosticada cedo e o tratamento adequado for administrado e mantido para o resto de sua vida.

Os tratamentos podem ser medicamentosos ou cirúrgicos dependendo da gravidade da doença e da idade do cão. O controle do peso também é importante no tratamento, pois a sua manutenção irá ajudar na recuperação, uma vez que diminui a pressão aplicada na região e reduz a inflamação.

Doenças de cachorro comportamentais

Doenças de cachorro: Beagle triste e deprimido olhando pela janela à espera de seu dono
Doenças de cachorro: Beagle triste e deprimido olhando pela janela à espera de seu dono

Muitos animais acabam desenvolvendo uma série de doenças de cachorro comportamentais como compulsões, ansiedade de separação e depressão. Isso ocorre por causa de vários fatores como: grandes mudanças, confinamento, falta de exercícios ou momentos de lazer, separações e solidão.

Transtornos de ansiedade e depressão

Cachorros são animais sociáveis que precisam, sem dúvida, interagir e brincar para serem felizes e saudáveis. Todavia, quando um cachorro fica durante longos períodos sozinho, sem companhia, confinado, sem brinquedos ou distrações, pode desenvolver uma série de sinais de depressão. O cachorro passa, então, a recusar comida e brincadeiras, muda drasticamente de comportamento e fica arredio.

Muitos fatores podem, sem dúvida, contribuir para a depressão canina. Entre elas estão: grandes mudanças, separações e solidão devido a ausência do dono. A angústia nos cachorros é, enfim, demonstrada de diversas maneiras.

Para evitar a depressão canina, o melhor remédio é, portanto, passar o maior tempo possível com o cão, levando-o para passear e se exercitando com ele. Além do benefício da atividade física, como a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar no cérebro, as caminhadas estreitam o contato com o dono fortalecendo os laços entre os dois.

Dicas para evitar estas doenças de cachorro:
  • Primeiramente, procure identificar o que levou o cachorro a desenvolver a doença;
  • Estimular a independência do cachorro e dar afeto nos momentos certos;
  • Identificar comportamentos das pessoas da casa que possam estar reforçando o comportamento do cachorro;
  • Incluir a prática de atividades físicas, passeios, brincadeiras, adestramento etc.;
  • Fazer um exercício de adaptação pode ser útil. Ou seja, saia várias vezes ao dia, iniciando com 15 minutos e retornando, depois 20 minutos, meia hora e assim por diante várias vezes ao dia e retornando para que o cachorro entenda que não está sendo abandonado;
  • Sempre que retornar não dê demasiada atenção, principalmente se ele estiver muito eufórico. O ideal é ignorá-lo e somente depois que o cachorro se acalmar, dar atenção a ele;
  • Deixar uma rádio ou TV ligada. Surpreendentemente, há canais de TV como o DogTV, que nasceram com este propósito, ou seja, com conteúdo específico para cachorros;
  • Fazer da sua saída algo agradável, deixando, com o fim de distraí-lo, aquele brinquedo que ele tanto gosta ou uma roupa com o seu cheiro;
  • Nunca dar broncas nas situações em que o cachorro apresentar um comportamento sintomático, já que isto poderá causar mais ansiedade.

1. Síndrome da Ansiedade de Separação (SAS)

Doenças de cachorro: Labrador retriever chocolate deprimido por ansiedade de separação
Doenças de cachorro: Labrador retriever chocolate deprimido por ansiedade de separação

A síndrome da ansiedade de separação (SAS) é um distúrbio comportamental apresentado por alguns cachorros quando são deixados sozinhos por longos períodos de tempo. É, certamente, um dos problemas de comportamento mais comuns, que muitas vezes acaba sendo reforçado pelo próprio dono. Assim, a doença pode ser diagnosticada em cachorros de qualquer raça, sexo ou idade.

Embora ainda não se saiba ao certo as causas exatas que desencadeiam a síndrome da ansiedade de separação, apenas alguns fatores de risco são conhecidos, como por exemplo:

  • O animal é retirado precocemente de sua família;
  • cachorros descendentes de cães com histórico da doença podem ter uma correlação genética com o distúrbio;
  • Cães que iniciaram suas vidas em abrigos também possuem certa incidência da doença devido ao fato de terem sofrido algum tipo de trauma;
  • Estresse (como morte ou doença na família), ou uma mudança significativa na rotina do cachorro (como um novo bebê ou outro animal de estimação);
  • Mudanças na estrutura familiar (como casamento, mudança de filhos mais velhos, divórcio, entre outras causas).

Há, por fim, uma certa correlação da doença também com animais que pertencem a famílias muito apegadas aos seus cachorros e que os tratam como humanos.

Incidência e sintomas

A incidência da doença vem, sem dúvida, aumentando consideravelmente. Isso deve-se ao ritmo atribulado da vida moderna que mantém os tutores mais ausente que o normal, e por causa da transferência afetiva de seus donos projetada em seus cachorros.

Os sintomas da síndrome da ansiedade de separação são variados. Podem, de fato, ocorrer automutilação, comportamentos destrutivos, apatia e anorexia. Além disso, cachorros podem começar a fazer as necessidades em locais inapropriados, latir mais do que o normal, uivar e chorar em excesso, entre outros.

2. Dermatite por lambedura

Doenças de cachorro: Golden retriever usando artifício na cabeça evitar de lamber áreas afetadas
Doenças de cachorro: Golden retriever usando artifício na cabeça evitar de lamber áreas afetadas

A dermatite acral por lambedura, ou simplesmente dermatite por lambedura, é uma síndrome comum, geralmente de origem emocional, caracterizada por automutilação através, portanto, da lambedura obsessiva da pata. Três fatores costumam estar envolvidos na causa desta condição:

  • Predisposição racial – Raças que são mais emocionais e nervosas desenvolvem, por certo, mais dermatoses psicogênicas. Alguns autores, observaram que este distúrbio ocorre com maior frequência em raças definidas e de grande porte como Doberman, Pastor Alemão, Boxer, Labrador, Setter;
  • Estilo de vida – Cachorros submetidos a situações estressantes também podem desenvolver dermatoses psicogênicas. Situações como isolamento, solidão, confinamentos prolongados, presença de um animal rival na mesma residência, são certamente influências negativas;
  • Características individuais – Independente de raça, idade, estilo de vida, o animal pode ser particularmente nervoso, ansioso, amedrontado ou tímido.
  • Veja mais sobre o assunto no artigo “Pata de cachorro: Dicas para cuidar melhor das patas do seu cão“.

    Tratamento das dermatites psicogênicas

    As dermatites psicogênicas são, certamente, de difícil tratamento e podem ser recorrentes, pois não existe uma forma certa de prevenir, já que são comportamentais. Por isso, para tratar com eficiência, é necessário identificar primeiramente o que está desencadeando a doença. Afinal de contas, não adianta tratar a pele do cão se ele continuar estressado e deprimido, repetindo o comportamento.

    Após identificação da causa do problema, devem-se, por fim, incluir atividades desestressantes, como:

    • Passeios diário, bem como outros exercícios;
    • Comprar brinquedos com a finalidade de enriquecer o ambiente;
    • Dedicar, enfim, mais tempo ao próprio filho de quatro patas.

    Outras doenças de cachorro

    Doenças de cachorro: Golden retriever fazendo lavagem e colocando remédio para curar otite nos ouvidos
    Doenças de cachorro: Golden retriever fazendo lavagem e colocando remédio para curar otite nos ouvidos

    Otite

    A otite canina é, certamente, uma das afecções mais comuns em cães. Trata-se de uma inflamação muitas vezes acompanhada de infecção que acomete o ouvido e que provoca, certamente, muito desconforto e dor aos pets.

    As otites podem ser causadas por infecções bacterianas, infecções fúngicas, corpos estranhos (água durante o banho, pêlos), alergias (dermatite atópica ou hipersensibilidade alimentar), doenças hormonais, presença de ácaros (Demodex ou Otodectes cynotis), traumatismos e a própria conformação auricular (tipo de orelha).

    Principais sinais: Agitação da cabeça, prurido intenso nas orelhas, dor, mau cheiro, alterações comportamentais (irritabilidade), perda de audição.

    Para prevenir é preciso manter sempre os ouvidos do cão limpos e secos. Deve-se, portanto, tomar cuidado com a limpeza do canal auditivo externo, protegê-los durante o banho, tentar evitar o contato com outros cães que tenham o problema, e não deixar que fiquem com o tronco para fora do carro para que o vento não penetre no canal auditivo.

    Fontes bibliográficas:

    BIRCHARD, S. J; SHERDING, R. G. Manual Saunders: clínica de pequenos animais. Roca, São Paulo, 2º edição; 2003.
    SILVA, I. P. M. ERLIQUIOSE CANINA – REVISÃO DE LITERATURA REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN:1679-7353. Ano XIII-Número 24 – Janeiro de 2015 – Periódico Semestral
    ZANON, J.P., GOMES, L. A., CURY, G.M.M – Dermatite Atópica Canina. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 29, n. 4, p. 905-920, out./dez. 2008
    http://pelepet.blogspot.com/2013/03/urticarias-e-angioedemas.html
    SANTOS, L.A.C.; SILVA, F.C.; MONTANHA, F.P. DIROFILARIOSE EM PEQUENOS ANIMAIS – REVISÃO DE LITERATURA. REVISTA CIENTÍFICA ELETRÔNICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – ISSN: 1679-7353; Ano IX – Número 17 – Julho de 2011 – Periódicos Semestra
    Blog4Patas – Otite Canina e Obesidade em cães e gatos.

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