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Ansiedade canina: quais os sintomas de ansiedade e como lidar com ela

Ansiedade canina: Cão escondido entre as cobertas com medo de barulho.

Os cachorros também podem sofrer de transtornos de ansiedade. Os sintomas da ansiedade são muitos, sendo que ela pode atacar a qualquer momento. Seja uma crise de ansiedade de separação ou ansiedade por barulho, qualquer uma delas é um sofrimento para o animal.

São várias as maneiras de identificar o problema e lidar com ele quando aparece. Saiba quais os sintomas de ansiedade canina e como lidar com ela para ajudar o seu cão a enfrentar melhor o problema e acabar de vez com ele.

O que é ansiedade canina

Ansiedade canina: Cachorro com medo de barulho em dia de tempestade.
Ansiedade canina: Cachorro com medo de barulho em dia de tempestade. (Crédito/Copyright: “Lonny Garris/Shutterstock”)

A ansiedade é um tipo de estresse que pode ser causada por inúmeros fatores. Como por exemplo, falta de liderança, traumas, medos, ausências, entre outros. O distúrbio é uma doença séria que compromete o bem estar do cachorro, afeta os hormônios, neurotransmissores e outras substâncias químicas no organismo do animal, gerando problemas de saúde ainda mais sérios.

No entanto, os sintomas da ansiedade podem ser logo identificados, tratados e corrigidos de diversas formas, dependendo do grau e do tipo de ansiedade. Portanto é muito importante tratar o animal no início do problema para que ele não se agrave com o passar do tempo.

Nem todo cachorro com transtorno de ansiedade irá se comportar da mesma forma. Ou seja, eles podem apresentar comportamentos variados que nem sempre são fáceis de ser logo identificados. Muitos dos comportamentos podem até ser mal interpretados.

Por esta razão, é preciso conhecer bem o seu cachorro para poder fazer uma boa avaliação antes de diagnosticá-lo com o problema. Cachorros podem ter comportamentos inadequados por vários motivos diferentes, ou seja, nem sempre será um sintoma de ansiedade. No entanto, muitos desses comportamentos são resultados de medos, falta de liderança e adestramento, e até mesmo transtorno de ansiedade.

Como identificar os principais sintomas da ansiedade

Como já dissemos os sintomas são vários, e nem sempre o cachorro poderá apresentar todos eles. No entanto, cães ansiosos são sempre hiperativos e tentam sempre chamar a atenção do dono, sem nunca relaxar. Mas, este é apenas um comportamento muito comum entre cães ansiosos.

Você terá que conhecer muito bem o seu cachorro para poder avaliá-lo em detalhes. Isto é, observe atentamente o comportamento dele e dê maior atenção aos mudanças bruscas de comportamento.

Você terá que saber identificar logo de cara quais são as preferências dele, ou seja, do que ele gosta ou não gosta de fazer. Se ele, por exemplo, costuma se mostrar tímido na presença de estranhos ou é sempre extrovertido e sociável. Se curte ser agarrado e gosta de carinhos ou prefere ficar no canto dele tranquilo. E se ele gosta de carinhos, em quais partes do corpo; e se não gosta, quais tipos de carinhos não são permitidos por ele.

O tempo que vocês passam juntos também é importante na equação. Vocês costumam fazer atividades juntos ou apenas fazem companhia um para o outro? Você costuma se ausentar? Como ele se comporta na sua ausência e na sua chegada? Observe todos esses comportamentos e identifique alguma mudança.

Sinais mais comuns de ansiedade nos cães

Embora nenhum cachorro é igual e os comportamentos podem variar, para reconhecer sinais de ansiedade nos cachorros é possível tentar traçar um perfil e observar certos padrões de comportamento comuns entre eles. Como por exemplo abaixo:

1. Cães ansiosos possuem postura submissa

Em geral, cachorros ansiosos possuem músculos constantemente tensos, principalmente quando ameaçados. Além disso, podem permanecer tanto imóveis diante de algum perigo ou tentar se afastar da ameaça. Outros cachorros também costumam agachar o corpo no chão e manter-se de cabeça baixa. Alguns até rolam no chão com a barriga para cima e urinam em sinal de total submissão.

Outros sinais corporais de ansiedade ou submissão podem se apresentar em forma de espreguiçar o corpo ou chacoalhar, colocar a cauda entre as pernas e levantar a pata como se estivesse pedindo algo.

2. Cães ansiosos fixam o olhar

Cachorros ansiosos costumam apresentar comportamentos agressivos. Normalmente, quando se sentem acuados ou acham que precisam se defender, costuma fixar o olhar no seu alvo, deixando a parte branca dos olhos bem aparente. Em casos como esses, não encare ele de volta, e se afaste lentamente. Nunca lhe dê as costas, do contrário ele poderá lhe atacar.

Outros cachorros podem agir diferente apenas demonstrando sinais de submissão. Isto é, não fixam o olhar no alvo e procuram se distanciar ao máximo. Além disso, alguns cães começam a piscar os olhos constantemente e até fechando-os por completo.

3. Cães ansiosos posicionam as orelhas para trás

Cachorros ansiosos costumam posicionar as orelhas para trás em sinal de submissão, medo e ansiedade. Ao identificar uma situação desse tipo, tente levar o cachorro para outro local ou pessoa que estiver incomodando naquele momento.

Quando o cachorro leva a orelha para trás, é um sinal de insegurança, que muitas vezes pode se transformar em um comportamento agressivo. Especialmente se a cauda dele também estiver abaixada (entre as pernas), uma combinação negativa.

4. Cães ansiosos apresentam falta de apetite

Como já mencionamos antes, a ansiedade canina afeta os hormônios, neurotransmissores e outras substâncias químicas no organismo do animal. Assim, a ansiedade pode inclusive fazer com que o cachorro perca o apetite. Da mesma forma que seres humanos com altos níveis de ansiedade ou depressão perdem o apetite ou passam a comer em excesso.

Por exemplo, alguns cachorros quando são forçados a fazer algo que não gostam, podem perder o apetite em decorrência de uma crise de ansiedade. Outros cachorros muito tímidos se recusam a fazer atividades em grupo por insegurança com relação aos outros. Tudo isso pode acarretar na falta de apetite e ocasionar problemas mais sérios com o tempo.

5. Cães ansiosos se apresentam entediados

Cachorros entediados apresentam uma série de comportamentos inadequados. Como por exemplo, arranham o chão ou mobília, mastigam ou roem objetos que não deveriam (e sabem que não deveriam!), destroem o jardim, cavam em excesso. Tudo isso é demonstrações de ansiedade relacionada ao tédio.

Nestes casos, é preciso ficar atento ao comportamento do animal. Ele pode estar sentindo falta de estímulos na sua rotina e apresenta estes comportamentos para chamar atenção ou para buscar formas de suprir essa necessidade por conta própria. A atividade física canina, nesse caso, e as brincadeiras são ótimas maneiras de focar a energia e ansiedade do cachorro em outras atividades.

6. Cães ansiosos se mostram distraídos

O cachorro pode tentar se mostrar distraído ou não dar atenção para tentar ignorar situações que o fazem sentir-se ansioso. Como por exemplo, se afastar fingindo que está farejando algo para evitar o confronto com algum outro cachorro. Isso é um comportamento típico para tentar dissuadir a energia agressiva de um outro cachorro.

7. Cães ansiosos têm medo de barulho

Cachorros ansiosos normalmente também possuem medo de barulhos fortes como de chuva e trovão. Em geral, quando a tempestade se aproxima eles já começam a apresentar sintomas de tremor, ritmo e respiração ofegante em sinal de pânico total. Outro barulho muito comum que demonstra ansiedade é o de fogos de artifício.

De acordo com alguns dados científicos, a ansiedade canina por barulho (ler mais sobre isso abaixo) é um problema que já afeta quase 30% dos cães. Neste caso, é bom desviar a atenção dele da chuva ou dos fogos, realizando alguma outra atividade com ele durante essas situações para desassociar o medo à situação.

8. Cães ansiosos têm medo de ficar sozinhos

Um tipo comum de ansiedade em cães é a síndrome da ansiedade da separação (ler mais sobre isso abaixo), ou seja, o medo excessivo de ficar sozinho. Cachorros que apresentam ansiedade de separação costumam latir constantemente, uivar ou choramingar. Podem também começar a fazer suas necessidade pela casa, destruir móveis, etc.

O adestramento pode ajudar em casos mais leves, no entanto, cães com ansiedade de separação severa não podem ser deixados sozinhos. Nestes casos mais sérios, é necessário que o adestrador trabalhe em conjunto com um veterinário capacitado para este tipo de tratamento, com o intuito de minimizar os sintomas e tentar estabilizar a ansiedade.

Causas comuns da ansiedade canina

Ansiedade canina: Labrador Retriever acuado por causa de barulho.
Ansiedade canina: Labrador Retriever acuado por causa de barulho. (Crédito/Copyright: “Tomislav Pinter/Shutterstock”)

Não se pode dizer que há uma única causa que determine se um cão será ou não ansioso. Também não há raças de cachorros mais predispostas que outras nesse quesito. O que se pode afirmar é que certos padrões de comportamento, tanto da parte do dono quanto do cachorro, são determinantes para que a ansiedade venha ocorrer.

Por exemplo, o ambiente em que o cachorro vive e o estilo de vida da família em comparação com as necessidades do cachorro é fundamental. Nenhum cachorro nasce ansioso, mas ele pode vir a desenvolver a ansiedade por diversos fatores do seu ambiente de convívio.

Ou seja, sem querer, dependendo da forma como criamos os cachorro e do tipo de tratamento que oferecemos à ele, podemos estar contribuindo para que ele desenvolva um transtorno de ansiedade.

Falta de convívio gera ansiedade

A grande maioria dos cachorros não possui estabilidade emocional para ficar sozinho o dia inteiro. Isto é, cachorros precisam de companhia. Talvez não tempo integral, mas o mínimo necessário para que haja uma interação com o ser humano e a criação de um vínculo emocional. Foi para isso que os cães foram domesticados, isto é, para interagir em conjunto com seu donos.

O convívio direto como dono é mais importante que o espaço em que eles vivem. Cachorros que vivem isolados em canil ou fundo do quintal serão mais suscetíveis a desenvolver um comportamento ansioso. Ao passo que um cachorro que vive em apartamento convivendo com o dono de forma ativa, saindo para passear e participando da rotina não terá esse problema.

O dono que não convive com o próprio cão não é capaz de estabelecer uma relação de liderança. Em contrapartida, o cachorro reage tentando chamar a atenção do dono. Muitas vezes são tentativas frustradas seguidas de comportamentos inadequados, pois o cão não aprendeu quais são seus limites. Assim, o dono se frustra, se afasta cada vez mais evitando a companhia do cachorro e o problema só agrava. Isso só aumenta a carência do cachorro e gera ansiedade ainda maior.

Falta de distração gera ansiedade

Cachorros que não tem como se distrair também podem desenvolver transtornos de ansiedade. Neste caso, o tédio e a falta de atividade são grandes inimigos do cachorro. Por isso, o cachorro precisa se distrair, portanto nada melhor que brincar.

Os cachorros precisam gastar energia, e ter formas de estimular a mente. Os jogos e as brincadeiras são ótimos exercícios para distrair o cachorro. Os brinquedos inteligentes são muito importantes para a saúde e excelentes opções para quando você não puder estar em casa para brincar com eles. Fique atento aos que podem ser usados sem supervisão.

Proporcione momentos de distração tempo integral se você mesmo não puder estar com ele. Tenha alguém para levá-lo para caminhar, contrate um pet-sitter, por exemplo. Ê quando chegar em casa, passeie ou brinque um pouco com ele, poucos minutos já fazem diferença.

Como solucionar o problema da ansiedade

Ansiedade canina: Labrador retriever após surto de destruição por causa de barulho.
Ansiedade canina: Labrador retriever após surto de destruição por causa de barulho. (Crédito/Copyright: “Jaromir Chalabala/Shutterstock”)

Antes de mais nada, ansiedade leva tempo para ser curada. É preciso muita paciência e compreensão para ajudar o cachorro nessa situação. Se nós, seres humanos que temos a capacidade de pensar, quando sofremos do mesmo mal procuramos ajuda profissional, imagina o cachorro que nem sequer sabe que tem um problema.

Se você observar todos estes sintomas ou pelo menos alguns deles, busque a ajuda do seu médico veterinário. Ele vai saber te instruir sobre como solucionar o problema ou ao menos amenizar esses sintomas quanto a crise de ansiedade se apresentar.

Os sinais de mudança são lentos e graduais, portanto o processo vai exigir tempo e determinação de sua parte. Mesmo assim, você pode começar a seguir os seguintes passos:

  • Passeie com o seu cachorro até duas vezes ao dia (20 minutos);
  • Dedique parte do seu tempo dando atenção a brincadeiras variadas;
  • Determine a sua posição de liderança;
  • Estimule o comportamento calmo, faça-o se acalmar primeiro, depois dê a atenção solicitada;
  • Enriqueça o ambiente dele com brinquedos variados na sua ausência;
  • Escove o pelo do animal diariamente para manter um vínculo de confiança;
  • Garanta uma dieta alimentar de qualidade (consulte o veterinário);
  • Converse com ele, isso fortalece a ligação entre vocês;
  • Não estimule comportamentos agressivos e nem atividade agitadas quando ele estiver ansioso;
  • Fale baixo com ele e agrade-o enquanto estiver calmo;
  • Não force-o a fazer algo que ele tenha medo (busque ajuda profissional);
  • Se for o caso, faça acompanhamento médico com medicamentos adequados para o tratamento dele.

Dicas importantes

  • Ao se deparar com um cachorro ansioso, agache ao nível de seus olhos e estenda a palma voltada para baixo para que ele possa cheirá-la;
  • Só acaricie o cachorro caso ele se aproxime de você sozinho, evitando acariciar sua cabeça, e nunca tente abraçar um cão ansioso;
  • Nunca use métodos de treinamento baseados em punição, opte sempre por treinamentos a base de reforço positivo;
  • Sempre supervisione as brincadeiras e interatividades entre os cachorros e as crianças. Se a criança estiver tentando machucar, irritar ou assustar o cachorro e ele apresenta sinais de ansiedade, tire-os do mesmo ambiente;
  • Se o cachorro demonstrar sinais agressivos de ansiedade, imediatamente desvie o olhar e afaste-se lentamente sem dar as costas para ele;
  • Se o seu cachorro exibir um comportamento gravemente ansioso ou agressivo, retire-o imediatamente do local de desconforto, ou se você estiver provocando algum desconforto, saia de perto e espere que ele se acalme.

Ansiedade canina por barulho

Ansiedade canina: Cachorro no colo do seu dono sendo confortado por causa de barulho
Ansiedade canina: Cachorro no colo do seu dono sendo confortado por causa de barulho. (Crédito/Copyright: “attilavalentina/Shutterstock”)

Normalmente, quando a criança ouve um barulho estranho ou assustador à noite, ela corre para o quarto dos pais para buscar abrigo, consolo e proteção. Infelizmente, quando o mesmo acontece com o cachorro, ele não tem a quem recorrer. Por mais que seu dono tente explicar que não há o que temer ou seja capaz de consolá-lo, o cachorro não será capaz de entender.

Ansiedade por barulho é um problema muito comum entre os cachorros. As estimativas variam, mas giram em torno de 5 milhões a 15 milhões de cachorros que sofrem desse mal o suficiente para que seus donos busquem ajuda.

Ansiedade por barulho tem solução, basta um pouquinho de paciência e informação para saber como lidar com essa situação. O primeiro passo é reconhecer as causas e os sintomas, depois procurar por soluções e possíveis tratamentos. Se o seu cachorro sofre de ansiedade por barulho, há alternativas disponíveis que ajudarão a aliviar o seu estresse.

Principais causas da ansiedade canina por barulho

Determinar o que causou a ansiedade por barulho no seu cachorro pode ser difícil, para não dizer impossível. Com sorte, talvez você consiga rastrear o início do problema e associá-lo a algum incidente traumático que possa ter ocorrido. Como por exemplo, ter presenciado uma queima de fogos de artifícios muito próxima ou ter passado por uma tempestade forte com raios e trovões. Mas é muito mais provável que a verdadeira causa não seja nada tão óbvia.

O cachorro pode ter uma predisposição genética para tal ansiedade. Estudos já mostram que algumas raças, como os Collies, Golden Retrievers e Pastores alemães, por exemplo, possuem uma incidência maior a desenvolver ansiedade de barulho.

Para alguns cães, ansiedade de barulho surge gradualmente e vai piorando ao longo da idade sem nenhuma razão aparente. Para outros cães, já aparece quando filhote e permanece pela vida inteira.

Mas uma das coisas que todo especialista sugere com relação à ansiedade de barulho, é não dar colo ou consolar o cachorro quando ele estiver exibindo esses sintomas ou tendo uma crise. Assim, ele interpretará a sua atitude de maneira equivocada, achando que deve mesmo se preocupar ou ter medo da situação.

É importante agir normalmente durante os eventos que podem ocasionar a ansiedade. Até porque, uma das causas possíveis para este comportamento é o nervosismo ou medo do próprio dono com relação ao barulho. Pois, a maioria dos cachorros é sensível ao humor do seu dono.

Principais sintomas da ansiedade canina por barulho

Ansiedade de barulho pode apresentar muitos sintomas e diferentes níveis de gravidade. Em uma escala menos extrema, o medo de trovão pode causar apenas tremedeiras e fazer com que o cão agarre-se ao seu dono.

Em outra extremidade, trovão pode fazer com que o cachorro surte com comportamentos ainda piores. Como por exemplo, sair correndo de pânico, começar a mastigar portas e destruir tudo, defecar dentro de casa ou até atravessar uma porta de vidro se o pavor dele for tão grande e difícil de controlar durante o surto.

Algumas pessoas mal conseguem perceber que o comportamento pode estar sendo causado pela ansiedade de barulho. Por exemplo, observe se o seu cachorro não gosta quando você tira fotos usando o flash. Isso pode ser um sinal de ansiedade por barulho. O flash pode lembrá-lo do raio que sucede a trovoada, assim ele pode imaginar que uma tempestade está por vir e entrar em pânico.

Tratamentos para ansiedade canina por barulho

Existem vários tratamentos diferentes que podem funcionar para cachorros diferentes. Não há garantias de que uma alternativa é melhor que outra. Além de reduzir sintomas, há outras questões a serem consideradas ao avaliar quais tratamentos podem ser mais eficazes para o seu cachorro.

Alguns tratamentos podem levar muito tempo e dar muito trabalho para obter resultados. Outros são muito caros e possuem muitos efeitos colaterais. É possível também combinar alguns tratamentos para ser mais eficaz. Cada cachorro terá uma reação diferente, portanto você terá que ter paciência e testar a que melhor funciona para o seu cachorro.

1. Mude o ambiente do cachorro

Ansiedade canina: Buldogue francês dormindo em cama confortável na companhia de uma distração segura e confortante.
Ansiedade canina: Buldogue francês dormindo em cama confortável na companhia de uma distração segura e confortante. (Crédito/Copyright: “Javier Brosch/Shutterstock”)

Esta atitude seria a mais óbvia, se pudesse ser colocada em prática diante das suas circunstâncias. Se possível, tente criar um ambiente seguro e confortável para o seu cachorro ficar durante o evento ou situação estressante. Ou encontre um local onde o barulho poderá ser reduzido.

Experimente ligar a TV ou uma música para mascarar o som e tirar o foco do problema. Se souber quando algo irá ocorrer (tempestade, festa com queima de fogos de artifícios), tente exercitá-lo e cansá-lo bastante de antemão. Contudo, nada disso poderá apresentar resultados dramáticos, mas podem ajudar muito a reduzir os sintomas.

2. Bandagens

Ansiedade canina: Pug todo enrolado em cobertas como se fossem bandagens
Ansiedade canina: Pug todo enrolado em cobertas como se fossem bandagens. (Crédito/Copyright: “fongleon356/Shutterstock”)

As bandagens podem ser uma técnica surpreendentemente simples e eficaz para muitos cachorros. As bandagens amarraram o torso e o peito do cão fornecendo uma pressão constante, porém de forma gentil. Como funciona? Ninguém sabe explicar a razão, mas isso acaba sendo uma distração além de deixar o cão confortável e seguro.

Você pode usar bandagens elásticas para imobilizar ou até usar uma camiseta velha. Normalmente, as bandagens dão resultado já na primeira vez, mas alguns cães levam mais tempo para diminuir os sintomas ou eliminá-los por completo.

3. Modificar o comportamento

Ansiedade canina: Golden Retriever de fones de ouvido para repelir barulhos ou se acostumar com eles
Ansiedade canina: Golden Retriever de fones de ouvido para repelir barulhos ou se acostumar com eles. (Crédito/Copyright: “ESB Professional/Shutterstock”)

Dessensibilização é a mudança de comportamento mais comum para tratar a ansiedade de barulho. Em um ambiente controlado, exponha o cachorro a um nível de barulho menor. Em seguida, vá aumentando o nível à medida que ele vai se acostumando com ele, até que ele aprenda a tolerar o barulho por completo. Isso irá requerer muito mais tempo e paciência, mas costuma ser bem eficaz.

4. Medicamentos

Ansiedade canina: Labrador retriever chocolate tomando medicamento para amenizar a ansiedade
Ansiedade canina: Labrador retriever chocolate tomando medicamento para amenizar a ansiedade.(Crédito/Copyright: “antoniodiaz/Shutterstock”)

Se a ansiedade do seu cachorro for mesmo muito severa, há uma variedade de medicamentos que o seu veterinário pode prescrever para o cachorro. Alguns são administrados regularmente durante a vida do animal.

Enquanto outros são administrados apenas na hora que for ocorrer o evento estressante. Às vezes, até uma combinação de remédios são usadas. Se você optar por remédio para ansiedade, pergunte ao seu veterinário sobre os riscos em potencial e efeitos colaterais que possam haver para a saúde do seu cachorro.

5. Replicação de feromônio

Ansiedade canina: Filhote dormindo com bichinho de pelúcia ao lado para lhe servir de conforto materno
Ansiedade canina: Filhote dormindo com bichinho de pelúcia ao lado para lhe servir de conforto materno. (Crédito/Copyright: “Smit/Shutterstock”)

Muitos produtos no mercado são capazes de captar as propriedades do feromônio natural que a mãe (cadela) libera para acalmar e assegurar os seus filhotes. Pergunte ao seu veterinário sobre estes produtos.

Síndrome da Ansiedade de Separação (SAS)

Ansiedade canina: Cachorro escondido atrás de mobília para fugir do barulho
Ansiedade canina: Cachorro escondido atrás de mobília para fugir do barulho

A ansiedade de separação muitas vezes é caracterizada por um conjunto de comportamentos apresentados pelo cachorro quando são deixados sozinhos por longos períodos de tempo.

O seu grau mais elevado é chamado de SAS ou síndrome da ansiedade de separação, um problema muito comum entre os cachorros. Além disso, muitas vezes reforçado pelo próprio dono cuja ausência constante se transforma no transtorno psicológico do cachorro.

Os filhotes também podem desenvolver ansiedade de separação se forem retirados da mãe antes do tempo recomendado, principalmente se a síndrome for reforçada pelos donos logo nas primeiras semanas em casa. Os filhotes também podem ser descendentes de pais já com histórico da síndrome, representando uma correlação genética.

Cachorros abandonados ou que iniciaram suas vidas em abrigos, também podem desenvolver a síndrome da ansiedade de separação. Isso acontece caso tenham sofrido algum tipo de abuso, rejeição, falta de estímulo e socialização, saúde precária e problemas de personalidade do dono anterior.

Os cachorros mais velhos que sofrem de síndrome da ansiedade de separação podem ter problemas em se ajustar a novas rotinas. Como por exemplo, mudar de casa, aceitar outros animais de estimação, a chegada de um bebê, etc.

Causas da síndrome da ansiedade de separação

Embora não se sabe ao certo o que desencadeia a síndrome da ansiedade de separação, sabemos que existem alguns fatores de risco. Normalmente, os cachorros que possuem ansiedade de separação pertencem a famílias muito apegadas aos seus cachorros.

Muitas vezes, a doença costuma se desenvolver após um grande estresse. Como por exemplo, uma morte ou doença na família, mudança significativa na rotina do cachorro, como a chegada de um bebê ou outro animal de estimação ou mudanças na estrutura familiar como casamento, saída de filhos de casa, divórcio.

O ritmo atribulado da vida moderna, a falta de tempo e a transferência afetiva das pessoas sobre seus cachorros, também acabam desencadeando a ansiedade de separação nos cachorros. O fato desses cachorros conviverem tão de perto com a família acaba passando a mensagem errada para o cachorro.

Embora o cachorro precise do convívio e da companhia do dono, ele precisa entender que apesar de sempre receber atenção, o dono precisa se ausentar de vez em quando. O dono também precisa entender que o cachorro é um animal e não pode ser tratado como ser humano. Ou seja, ambos precisam entender qual é o papel de cada um nessa relação e seguir as regras e limites para um bom convívio.

Não é bom transferir suas carências emocionais para o cachorro e transformá-lo em um ser extremamente dependente a ponto de desencadear nele uma série de angústias e medos relacionados à sua ausência.

Sintomas da síndrome da ansiedade de separação

Os sintomas da síndrome da ansiedade de separação podem ser vários. Cada cachorro vai apresentar um ou mais comportamentos inadequados que incluem automutilação, destruição de móveis, objetos, portas, roupas, fios e até paredes. Alguns cachorros saem cavando tudo no jardim.

Outros, também podem apresentar comportamentos depressivos na ausência do dono, como por exemplo não beber água e nem comer. Há também aqueles que começam a fazer suas necessidades em locais inapropriados pela casa. Outros sintomas como latidos, uivos e choros em excesso, depressão, apatia e hiperatividade também são frequentes em cachorros que sofrem de síndrome da ansiedade de separação.

Tratamentos para a síndrome da ansiedade de separação

Para tratar a síndrome da ansiedade de separação é necessário ter paciência, mas agir rapidamente. O importante é identificar o que desencadeou o problema e o que estamos fazendo para reforçar estes comportamentos no cachorro.

A prática de atividades físicas é fundamental para o cachorro, devido aos estímulos físicos e mentais que ela proporcione. Aproveite para levá-lo para passear e inclua brincadeiras e sessões de adestramento. Experimente tomar algumas outras medidas que podem ajudar muito a diminuir os sintomas e aliviar o estresse, como por exemplo:

  • Comece a sair várias vezes ao dia para acostumá-lo com a sua ausência. Saia por 15 minutos, em seguida retorne depois 20 minutos, e vá aumentando devagar assim por diante várias vezes ao dia. Assim ele vai começar a entender que você sempre volta que não está abandonando ele;
  • Ao retornar, não faça festa, principalmente se apresentar muito eufórico. O ideal é ignorá-lo e somente depois que ele se acalmar, dar atenção a ele;
  • Quando sair, deixe um rádio ligado;
  • Simule algumas saídas, se arrume, mas não saia;
  • Faça da sua saída algo agradável, deixando algum brinquedo interessante ou uma peça de roupa com o seu cheiro.

Para evitar a síndrome da ansiedade de separação é importante praticar a independência do seu cachorro, impor regras e limites, mostrar liderança e dar afeto nos momentos certos. Tudo isso cria um vínculo saudável entre vocês e vai amenizando todos esses sintomas. Com o tempo ele vai entender o quanto é amado e não vai mais associar a sua ausência com abandono.

Considerações finais

Reconhecer sinais de ansiedade nos cachorros é crucial para entender o comportamento deles. Só assim é possível identificar o problema a tempo de ajudar o seu cachorro a lidar com ele.

Buscando o tratamento adequado e sendo paciente com ele, você será recompensado com amor incondicional e um vínculo mais forte para a vida inteira e de quebra terá um animal saudável por muito mais tempo.

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