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Como escolher o filhote de cachorro ideal

como escolher filhote cachorro ideal

É muito difícil escolher um filhote de cachorro, mesmo que se tenha pesquisado muito até chegar o dia de comprá­-lo. Você pode até achar que está decidido, mas a hora emque se depara com uma ninhada cheia de filhotinhos fofos dá vontade de levar todos pra casa. Mas o momento é crucial para que seja feita a escolha certa. Tente da melhor maneira possível combinar seu estilo de vida às características físicas, ao temperamento e às necessidades particulares do cachorro que deseja ficar.

Depois de refletir bastante sobre isso, você deve decidir entre a idade, o tamanho, o sexo e, em seguida, escolher um cão com pedigree ou um sem raça definida (SRD ou vira-latas). Tente observar o comportamento dos filhotes na ninhada. Aquele que mais se adequar ao seu estilo de vida é o primeiro passo para evitar futuros problemas. Aquele cãozinho que fica rosnando ao ser tocado por você, arrumando confusão com os outros filhotes pode parecer engraçadinho, mas também é um sinal de que ele pode ser um cão de temperamento mais dominante, um líder, e vai exigir muito mais treino e donos mais experientes.

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Filhote acuado embaixo de uma cadeira (Crédito/Copyright: “Anna Hoychuk/Shutterstock”)

É provável que venha querer mandar na casa, não vai obedecer regras com facilidade e pode se tornar um cão agressivo demais. Já aquele isolado, acuado em um cantinho pode ser um filhote excessivamente medroso que também pode se tornar agressivo, pois a agressividade vem do medo e da coação.

O ideal é tentar escolher um cão intermediário – que tenha o olhar vivo, sem medo, mas que não seja desafiador. Um cão cauteloso na medida certa, sem ser medroso ou corajoso demais.

O filhote saudável é aquele curioso, que se aproxima das pessoas, balança o rabo e não se importa em ser tocado. Há também uma série de particularidades em raças diferentes que podem contar muito na hora de decidir por um filhote. Todas as diferentes raças que existem têm diferentes aptidões e diferentes funções, e se informar sobre a raça que você quer comprar ou adotar antes de levá-­la para casa é a melhor maneira de saber se ela se adapta ao seu estilo de vida e ao que você espera dela.

Filhote ou cachorro adulto?

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Husky fêmea alimentando seus filhotes (Crédito/Copyright: “framsook/Shutterstock”)

Filhotes são, sem dúvida nenhuma, irresistíveis de tão fofinhos, além de bem mais divertidos quando se tem a presença de crianças. Mas se sua intenção é ter um companheiro para levar para casa imediatamente, um jovem adulto talvez seja a melhor escolha. Pessoas idosas podem considerar um filhote ativo demais, e lhes daria mais trabalho. Um filhote precisa de alguém para assumir o papel de sua mãe, quanto a cuidados, alimentação e atenção. Portanto, se você não tem tempo pra isso ou pretende ficar fora o dia inteiro nem pense em ter um. Se adotar for uma opção, verifique se o cão já está treinado quanto aos aspectos domésticos, o que pode não ocorrer com cães que passaram muito tempo em canis.

Fêmea X macho

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Casal de filhotes de Labrador Retriever (Crédito/Copyright: “Anna Hoychuk/Shutterstock”)

Talvez não seja fácil decidir o sexo a ser escolhido. Obviamente, uma das desvantagens em se ter a fêmea é a questão dos dois ciclos reprodutivos anuais ­a menos que você tenha interesse em criar a raça para outros fins. Durante o período fértil do cio, a fêmea é atraída pelos machos e tentará escapar para cruzar. Algumas pessoas acreditam que os machos são mais equilibrados que as fêmeas, mas eles também não hesitarão em vagar pelas redondezas em busca de romance se alguma cadela da vizinhança estiver no cio.

Cão de raça X vira-­lata

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Cachorro vira-latas filhote (Crédito/Copyright: “Iuliia Panina/Shutterstock”)

Os vira­latas são bem mais baratos, de vários tamanhos e idades, dão e recebem carinho como qualquer outro cão e estão bem menos propensos às doenças hereditárias, podendo apresentar uma saúde natural ou aquilo que os cientistas denominam de “Vigor Híbrido”. Os cães de raça tem aparência, formas, proporções e as cores que os criadores desejam e admiram, mas também herdam alguns poblemas hereditários que vem junto com suas linhagens aristocráticas.

Se a idéia de ter um cão sem raça definida lhe agradar, procure os anúncios de doações nos jornais, revistas ou centro de animais abandonados à espera de adoção. Mas, se o que você procura é um cão de raça com pedigree, informe­-se sobre as necessidades e os problemas da raça. Consulte os veterinários de sua região para que o orientem quanto aos problemas relacionados às linhagens locais. Tente, levantar todas as dúvidas e solucioná­-las antes de ver a ninhada, e procure levar consigo alguém que tenha experiência naquela raça em particular, antes de confirmar a compra.

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Filhote de Buldogue francês (Crédito/Copyright: “pakornyot/Shutterstock”)

Peça para ver os pais do filhote, isso poderá dar a você uma idéia sobre o futuro desenvolvimento do animal que você deseja comprar. Caso a mãe ou o pai estejam presos, desconfie. Provavelmente são cães agressivos ou muito medrosos. Jamais ignore defeitos hereditários aos quais algumas raças estão propensas. É de suma importância requisitar ao criador a garantia por escrito relacionada às falhas genéticas que normalmente podem ocorrer em uma determinada raça.

Escolher o cão certo para levar pra casa é como garantir o sucesso para se ter um melhor amigo para a vida inteira. Depois de refletir bastante sobre estas questões acima, pode seguir também estes 5 passos abaixo na hora de escolher um filhote em uma ninhada:

Passo 1

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Filhote de Dálmata correndo no jardim (Crédito/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Pegue o filhote e o coloque no chão, em um local desconhecido. Afaste­-se, agache e chame­-o batendo palmas, sempre em um tom de voz suave a alegre. Observe como o filhote vem até você:

  • Se ele vier prontamente, com o rabo levantado, pular e até tentar morder a sua mão, o filhote possui um temperamento bastante dominante;
  • Se ele vier com o rabo levantado e apenas subir no colo, é menos dominante;
  • Se vier com o rabo baixo, é mais submisso;
  • Se não vier, provavelmente é medroso ou desinteressado em relação aos seres humanos.

Passo 2

Filhote de Border Collie vermelho
Filhote de Border Collie vermelho (Crédito/Copyright: “dezi/Shutterstock”)

Levante-­se e comece a andar.

  • Se o filhote o seguir prontamente, com o rabo levantado e mordendo o seu calcanhar, é dominante;
  • Se só te seguir com o rabinho levantado, não é tão dominante;
  • Se for mais submisso ficará com o rabinho baixo;
  • Se o cachorro não seguir, trata­se de um cachorro mais independente.

Passo 3

Filhotes de Leão da Rodésia brincando
Filhotes de Leão da Rodésia brincando (Crédito/Copyright: “nancy dressel/Shutterstock”)

Agora pegue o filhote com muito cuidado para não assustá­lo, coloque­o deitado no chão de barriga para cima e coloque a sua mão aberta sobre o peito dele. Observe sua reação.

  • Filhotes mais dominantes vão espernear, alguns vão até rosnar e tentar morder sua mão.
  • Os muito tímidos vão ficar imóveis, com o rabinho entre as pernas e até se esforçar para olhar em seus olhos;
  • O filhote intermediário vai espernear e até ganir um pouco, parar, espernear mais um pouco, até se acalmar.

Passo 4

Filhote de Buldogue inglês brincando na água
Filhote de Buldogue inglês brincando na água (Crédito/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Pegue o filhote com as duas mãos, coloque­o bem próximo do seu rosto, encare­o e observe sua atitude.

  • Filhotes extremamente dominantes vão rosnar e até tentar morder o seu rosto;
  • Filhotes independentes, vão tentar ir embora;
  • Filhotes muito submissos e tímidos, vão evitar contato com os olhos;
  • Aqueles que tentarem lamber o rosto, são menos dominantes e não ficam sentidos com tanta facilidade.

Passo 5

Filhote de Pug preto
Filhote de Pug preto (Crédito/Copyright: “Natalia Fadosova/Shutterstock”)

Por último, jogue um objeto qualquer como um molho de chaves no meio da ninhada.

  • O filhote dominante vai imediatamente ver o que é;
  • O intermediário vai hesitar, depois vai ver o que é;
  • O medroso vai fugir.

Outros cuidados ao comprar um cachorro

Filhote de cachorro dormindo
Filhote de cachorro dormindo (Crédito/Copyright: “Anna Hoychuk/Shutterstock”)

Antes de ir ao local de compra ou adoção, é preciso tomar algumas providências para não errar com relação ao local onde se irá comprar ou adotar o seu futuro filhote. Veja abaixo:

  1. Entre em contato com o Kennel Clube da sua cidade ou da capital do seu estado e peça uma lista de criadores idôneos da raça escolhida. Cheque suas credenciais.
  2. Visite os canis ou locais de adoção, observe como os cães são tratados, a higiene do local.
  3. Converse com o criador a respeito do filhote e dos pais dele, temperamento, pedigree etc. Se possível peça para ver estes pais. Tanto em caso de compra ou adoção, peça toda documentação necessária, como testes de saúde, etc.
  4. Não caia na pegadinha do preço baixo! Cão de raça de qualidade NÃO é barato e o preço baixo pode­se traduzir por desvios de temperamento e problemas sérios de saúde.
  5. Procure não comprar cães em feiras, Petshops, anúncios em jornal e internet, prefira visitar o canil ou criador onde o seu “futuro filhote” foi gerado.
  6. Fuja de filhotes muito pequenos e magros – quanto menor o cão, mais delicado e frágil, sujeito a acidentes e menos resistentes às doenças. Não existem os termos bibelô, micro, mini e zero.
  7. Quanto mais o filhote se alimentar do leite materno, melhor para sua saúde e desenvolvimento. Você só deve levar o cão para casa depois dos 2 meses de vida.
  8. Um criador responsável irá fazer uma série de perguntas a respeito do seu estilo de vida, Os melhores criadores chegam podem até se recusar a vender um filhote caso achem que este não estará seguro e em “boas mãos”.
  9. Toda compra de cães deve ser feita mediante contrato – essencial para garantir os direitos e deveres do vendedor e do comprador. Não abra mão do contrato.
  10. Tente fechar um acordo com o criador para poder devolver o filhote, caso não esteja saudável. Leve­o ao veterinária para um exame completo o mais rápido possível, de preferência antes de levá­lo para casa.

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