Ele é tão fofo que até dói. Se você tiver chance de tocar nele, vai apertar as bochechinhas: “gut gut da titia” ou “do titio”. Você não vai resistir. É quase impossível resistir. Vai querer pegar no colo e apertar. Isso vai mesmo! O visual do coala incentiva a essência infantil dos adultos e encanta as crianças.

Coala é uma espécie de urso? Onde vive esse ser gracioso? O que o coala come? Como se reproduz o coala? Como o coala passa o seu dia a dia? Você tem agora, neste artigo, as respostas para essas perguntas e outras mais.

A preservação do coala é incentivada por Lei. Há algumas décadas, passou por períodos de perigo. Porém, autoridades australianas tomaram iniciativas rápidas e hoje o coala se encontra em risco ameno, estando ausente das listas vermelhas de animais em extinção. Por enquanto.

Por outro lado, é seu habitat que corre riscos. O coala precisa de um grande território para chamar de seu. Grande parcela de seu habitat tem sido invadida pelo crescimento urbano ou atingida por necessidades rurais.

Essa perda de espaço é consequência de incêndios naturais (as florestas australianas estão em faixa de elevadas temperaturas) ou provocados, invasão territorial e mais alguns fatores.

Entretanto, o que mais preocupa os ambientalistas são as doenças que atacam os eucaliptos, além de outras presentes no cotidiano do animal. Elas tornam as árvores fracas e as folhas, não nutritivas. Esse é um dos grandes problemas enfrentados por esse animalzinho gracioso.

E todos sabemos que qualquer animal tem sérios problemas de existência quando seu habitat sofre.

Onde eu vejo um coala?

O coala é um animal originário da Austrália.


Ele gosta de eucaliptos. E de clima tropical também. Essa descrição quase leva a gente a pensar no Brasil, mas o coala vive na Austrália. As florestas de eucalipto são seu habitat.

Estudos constantes divulgados por ativistas ambientais afirmam que há menos de 80 mil indivíduos nas florestas australianas. Ao analisar gráficos populacionais, esses mesmos estudos estimam que haverá metade disso em poucos anos se algo não for feito em prol de manutenção das áreas de convívio da espécie.

A natureza é mesmo fonte inesgotável de fatos surpreendentes. As regiões mais ao sul da Austrália são menos quentes. A temperatura baixa maltrataria muito os coalas que eventualmente vivessem por lá. Então, simplesmente dotou-os de pelos mais grossos e tamanhos maiores que os da parte mais ao norte.

Comportamento familiar aos humanos

Quando um coala se sente confortável numa árvore, ele a procura sempre. Parece que considera sua propriedade. Esse comportamento se assemelha a uma espécie de regra. Isso significa que um coala raramente visita ou invade árvores já ocupadas por outros.

O coala é, portanto, territorial. Ocupa um certo espaço regional e o tem como seu. Ainda, algo mais interessante é que o tamanho desse espaço e os tipos de árvores contidos nele classificam a posição do indivíduo na sociedade dos coalas.

Então, isso lhe parece familiar? Não seria exagero considerar que coalas de nível baixo vivem em árvores menos, digamos, interessantes. Já os de “classe alta” habitam árvores mais belas.

E como ele demarca seu território e informa a outros que determinada árvore lhe pertence? Ora, simples: o adulto macho esfrega o peito nas árvores de que gosta e que estejam disponíveis. Os pelos de seu tórax soltam uma substância gelatinosa e grudenta que propaga seu odor corporal. Seria algo como sua marca registrada tatuada na árvore.

Como é a estrutura física do coala?

A cor cinza do Coala ajuda ele a se esconder na natureza.


A cor de seus pelos é iminentemente cinza. Isso é ideal para se misturar a galhos das árvores onde busca alimentos. Sua altura fica entre 60cm e 85cm; já o peso não passa de 15kg. Ele vive entre 14 e 18 anos quanto em natureza; em ambiente tratado, pode chegar a 22 anos de vida. Com 3 ou 4 anos, o macho está apto da fecundar a fêmea; a fêmea pode ser mamãe com um pouco menos de tempos.

Coala é um tipo de urso

Sim, é. Mas de pelúcia. Ele animalzinho amoroso e querido se parece com ursinho de pelúcia, Aliás, tem até o tamanho de alguns bonequinhos de pelúcia. Por isso, frequentemente, crianças o confundem. E adultos menos avisados também.

Entretanto, não é urso. É aquele tipo de mamífero que dispõe de uma bolsa no frente para acomodar os filhotes recém-nascidos, os marsupiais. Isto é, coala não é mamífero placentário.

Um joey já nasce com instinto

Esse carinha é tão encantador que é chamado joey durante os primeiros meses de vida. Ou seja, até seu apelido é fofinho. Aliás, já quando nasce, o joey é levado pela natureza instintiva e diretamente para a bolsa da mamãe, que fica no ventre desta.

Ali, termina o processo de formação estrutural e orgânica. Afinal, nasce com apenas 2cm de comprimento, sem orelhas, sem visão, sem pelos. Então, precisa se entregar à perspicácia apenas de seu olfato e de sua sensibilidade táctil. É assim que encontra o caminho para um dos maiores exemplos de instinto materno da natureza, a bolsa marsupial.

Uma vez ali, abocanha uma das duas tetas internas de que a natureza dotou a mamãe coala. Não solta de jeito nenhum, pois o poder de sucção é tão forte que a teta passa a fazer parte de sua boca.

Fora da bolsa, mas sob cuidados maternos

Pelos pelo menos 6 meses seguintes, o coala vai ficar ali, se alimentando e sentindo o carinho da mãe. Assim que se sente capacitado fisicamente, começa a dar umas saidinhas da bolsa. Mas não pense que ele já seja senhor de si nesse período, pois o coala ainda permanece por mais 6 meses vivendo agarrado ao dorso da mãe.

Ele vai voltar à bolsa materna sempre que tiver fome. Depois de se refestelar de leite, sobe novamente para as costas dela. O coala vai repetir esse processo até que a bolsa seja pequena demais para seu tamanho. Ou até que a mamãe prenhe novamente. E isso pode ser dar entre 12 e 30 meses.

Por mencionar as mamães coalas, a fêmea está pronta para ser fecundada já com 2 anos de idade. Vai ser capaz de parir até os 14 ou 15 anos. Uma coala jovem dá à luz uma vez a cada ano. Assim que vai avançando em idade, esse tempo se prolonga. Quando bem mais madura, ela fecunda a cada 2 ou 3 anos.

Alimentação do coala

O coala quando pequeno é alimentado pela mãe, depois se alimenta de raízes e vegetais.


Nos primeiros meses de vida, o coalinha se alimenta exclusivamente do leite materno. Porém, esse nome – leite – é eufemismo, ou seja, uma maneira de suavizar “a coisa toda”.

Em verdade, trata-se de uma gosma composta por micro-organismos encontrados nos excrementos maternos. Esses micro-organismos é que vão desenvolver a capacidade futura do coala de digerir folhas tóxicas.

Quando já tem experiência o bastante para viver por si, deixa o dorso da mãe. Então, começa a buscar seus próprios alimentos. Como não vive em bando, precisa se virar sozinho.

Quase 100% de dieta é feita de folhas de eucaliptos. Nesse sentido, o coala é bastante chato. Ele procura as folhas que aparentam ser mais nutrientes e saudáveis. Seu faro é usado para selecionar as melhores.

Por outro lado, o problema é que há mais de 700 espécies de eucaliptos, mas a esmagadora maioria é nociva à saúde do animal. Portanto, ser chato é questão de sobrevivência, pois ele precisa escolher bem o que vai comer.

Um coala jovem é capaz de devorar mais de um quilo de folhas por dia. Considerando o peso de uma folha de eucaliptos, venhamos e convenhamos que é uma quantidade razoável.

Muita comida sólida, pouquíssimo líquido

O coala não teria qualquer problema de viver no deserto, desde que encontrasse facilmente suas folhas de eucaliptos.

Ele quase não ingere água. Todo o líquido de que precisa está nas folhas de eucaliptos. Seu organismo é estruturado para captar o máximo possível de água contida nas células das folhas.

Aliás, seu nome é termo comum na nação aborígene que significa “sem água”. Nem mesmo a toxicidade das folhas o detém. O sistema digestivo do coala é composto por ceco longo (por volta de 2m), o que permite quebrar as moléculas da celulose facilmente.

Aliás, falando em alimentação, o desenvolvimento físico do coala ao longo dos milênios foi dotando-o de 5 dedos nas patas dianteiras. Como complemento, 2 desses 5 dedos se opõem aos outros como os polegares humanos. Assim, ele consegue se agarrar muito mais fortemente aos galhos.

Portanto, sobe sem qualquer problema no alto dos eucaliptos para conseguir folhas mais nutritivas. Além disso, com os dedos dispostos nessa posição estratégica, segura o alimento de maneira mais eficiente.

Zé-preguiça

O coala acumula energia para poder digerir o seu alimento.


Se alguém perguntasse a ele sobre noite ou dia, diria que prefere a noite – bem, isso se soubesse falar, claro. Guardadas as piadinhas sem graça, a maioria dos indivíduos é mais ativa realmente à noite. Porém, não é incomum ver alguns deles dormindo por boa parte da noite.

O sistema alimentar do coala não é lá grande depósito de energia. Assim, quando não estão comendo, estão dormindo. O zé-preguiça passa até ¾ do dia em repouso, ressonando o sono dos justos. O restante, passa comendo.

Isso é provável resultado do tipo de alimento que ingere que, segundo especialistas, produz estado de letargia por conta de alguns toxinas e do baixo poder nutritivo.

Interessante: alguns desavisados dão ouvidos a um mito antigo: coalas dormem demais porque se drogam com folhas tóxicas de eucaliptos. Entretanto, claro, isso nada tem a ver com a realidade. Como se viu acima, algumas folhas apresentam bom nível tóxico. Por outro lado, todas são muito fibrosas, o que requer muita energia para serem digeridas. Assim, o coala dorme para economizar energia e se prover dos poucos nutrientes dos eucaliptos.

Mas nem tudo é perfeição no coala

Nem tudo na vida do coala é perfeito, ele também sofre.


Seu sistema de comunicação contradiz toda leveza visual e gestos calmos no dia a dia. Quando pretende emitir alguma mensagem a outro coala, ele solta um ronco obscuro, muito próximo do arroto mal-educado dos humanos.

Os tecidos celulares do coala são habitat de um micro-organismo chamado Clamídia. Esse serzinho terrível pode ser considerado como elemento selecionador da população de coalas. Assim, somente indivíduos fortes, saudáveis e preparados sobrevivem.

Biólogos creem que metade da população de coalas da Austrália esteja infestada de Clamídia. É provável, inclusive, que quantidade muito maior dessas bactérias esteja presente nos organismos de coalas que vivem em ambiente controlado, fechado. A boa notícia para os humanos é que, embora possam se infectar do tipo de bactéria presente nos coalas, isso é muito raro.

A tal seleção mencionada acima se dá porque um coala infestado fica infértil. Portanto, seu organismo enfraquecido não pode gerar descendentes que, teoricamente, seriam também fracos. Além disso, ficam cegos e contraem a conhecida doença da cauda suja.

Essa doença infecciona o canal urinário, o que produz corrimento e dores lancinantes. O sofrimento do indivíduo é terrível e o leva à morte iminente. Ela pode chegar a machos, fêmeas, recém-nascidos etc. Aliás, estes contraem o problema já na bolsa materna.

Sem saída

Apesar de sofrer com outros tipos de riscos, as doenças são os maiores dizimadores de coalas. Além da Clamídia, o organismo sensível do coala é atacado por diversos outros tipos de micro-organismos. Até mesmo um deles semelhantes ao do HIV tem sido detectado em exames em coalas.

O agravante em relação à Clamídia é que não se pode tratar com substâncias antibióticas porque estas são altamente ofensivas ao organismo do animal. Como foi dito acima, a flora intestinal desses animais é rica em muitas bactérias digestivas. Uso de qualquer antibiótico resultaria em fatalidade.

O coala é o tipo de animal com sérios problemas de sobrevivência. Há algumas décadas, foi quase extinta por conta de caça predatória e outros fatores devastadores.

Assim, colabore com o coala

Certa e possivelmente, você não vive próximo às populações de coalas. Porém, pode ajudar e muito na manutenção da espécie. Há diversas organizações não governamentais, em especial na Austrália, que trabalham exclusivamente em prol da sobrevivência do coala.

Você pode doar tempo ou recursos financeiros para que tais instituições adquiram maior poder de ação.

Você também pode divulgar a importância que todos os tipos e espécies de animais têm em relação à própria manutenção da vida humana. Portanto, divulgue seu carinho, participe de redes sociais, replique o link deste artigo em suas páginas. Fale com amigos e conhecidos. E, se quiser, pode deixar suas dúvidas ou sugestões na áreas de comentários abaixo.

Por Serg Smigg

Serg Smigg é jornalista, redator, revisor e analista textual, além de roteirista e escritor. Extremo defensor das causas animais, cria seus textos apresentando conceitos claros sobre a importância desses para a humanidade e caminhos para sejam cada vez mais respeitados. A paralelo, ministra palestras inspiracionais corporativas na área de comunicação interna, externa e interpessoal social. Oferece dicas de gramática e expressividade em seu site smiggcomcorp.wordpress.com.

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