Há muito e muito tempo, os pets passaram a fazer parte da vida das pessoas mais constantemente. E doenças como cinomose também, lamentavelmente. Entretanto, a relação de amor com os animaizinhos vem de milênios; a de ódio para com a doença vem de algumas décadas para cá, a partir de quando o ramo veterinário começou a se destacar no universo da biologia.

A cinomose maltrata os pets de forma tal que resulta em fase de enorme angústia para os proprietários e familiares. E, para os animaizinhos, então, nem se fala. Permanecem envoltos por tamanha tristeza a ponto de interferir seriamente na rotina da casa. E pode ser fatal.

Por assim ser, é de extrema importância que os cuidados sejam iniciados rapidamente e com muita atenção. Aliás, a principal indicação é vacinação eficiente.

Assim, neste artigo trazemos informações importantes para você prevenir, identificar e tratar desse mal que acomete os simpáticos amiguinhos do lar. Indiretamente, você vai estar preservando também sua própria saúde e da família.

Cinomose é doença grave

A cinomose é uma doença grave e perigosa.

A cinomose é uma doença grave e perigosa.

Antes de qualquer coisa, saiba que cinomose não tem cura. Ainda. Porém, o veterinário tem papel preponderante na qualidade de vida do seu animal e vai saber cuidar dele para que as sequelas sejam mínimas o mais possível.

Trata-se de doença viral; o CDV (Canine Distemper Vírus) ou VCC (Vírus da Cinomose Canina) é altamente contagioso – de animal para animal – e perigosa. Ao contrário do que muitos imaginam, não é apenas canina. O vírus da cinomose é encontrado também em diversos outros animais, como guaxinins, coiotes, furões, gambás etc.

O vírus se instala nos sistemas respiratório, nervoso e gastrointestinal do animal. Além disso, provoca irritação ocular. Ou seja, praticamente todo o organismo do animal é acometido por sérios problemas. Sendo o sistema nervoso o mais afetado e a situação mais grave!

Aspectos gerais da cinomose

Um fato que deve ser destacado é que a identificação da cinomose em um animal depende de uma série de procedimentos. Muitas vezes, não bastam apenas testes, pois, isolados, talvez não reflitam a realidade.

O profissional veterinário é competente para observar o histórico de comportamento e de saúde do animal. Eventuais resultados satisfatórios podem predizer que nada há de errado com seu pet, mas ele ainda pode estar infectado.

Animais com propensão à CINOMOSE

Via de regra, animais ainda nos primeiros meses de vida são acometidos mais comumente por cinomose. Contudo, a doença em outros indivíduos mais jovens e até idosos tem se tornado mais ou menos comum, o que resulta em preocupação por parte de veterinários e especialistas em geral.

Fêmeas não vacinadas contra o vírus geram prole mais suscetível à obtenção do agente. Assim, caso adquira algum animal em lojas ou de terceiros, certifique-se do histórico de vacinação dos ascendentes.

De maneira geral, filhotes e indivíduos pós-infância estão sujeitos à contração do vírus por conta de que, em tais fases, seus organismos ainda não dispõem de defesas naturais (veja abaixo o capítulo de prevenção).

Como a cinomose se alastra

O vírus da cinomose é transmitido por cães infectados pelo ar para outros cachorros

O vírus da cinomose é transmitido por cães infectados pelo ar para outros cachorros

O vírus viaja pelo ambiente por meio de animais infectados. Quando suam, respiram, espirram, lacrimejam, a colônia de microcorpos pode avançar sobre animais saudáveis.

Isso também pode ocorrer no compartilhamento de vasilhas (alimento, água, remédios), além de em contato direto durante atividades de lazer.
Também através da própria roupa, ao entrar em contato com o animal, é uma forma de disseminar a doença.

Sintomas da cinomose

Você pode identificar o problema em seu pet observando as seguintes condições:

  • Sintomas iniciais: tosse, secreção nasal, febre, umidade ocular excessiva, que, aliás, podem ser confundidas com males respiratórios ocasionais. Porém, é necessário atenção especial, pois há muitos casos de cinomose que começam com tais condições
  • Sintomas intestino-estomacais: diarreia, diminuição de apetite com consequente perda de peso e desidratação
  • Sintomas neurocomportamentais: convulsões, paralisia temporária parcial, movimentos estranhos e rápidas no pescoço e cabeça normalmente quando o animal está em repouso ou mesmo durante sono
  • Alterações físicas: posição anormal dos dentes, inchaço nas patas
  • Letargia: o animal diminui consideravelmente o fluxo de atividades costumeiras, normalmente associado à depressão por conta do avanço da doença
  • Pneumonia: trata-se de infecção oportunista, ou seja, não está diretamente associada ao vírus. Porém, a baixa imunidade do organismo propicia facilidade de doenças pneumônicas
  • Perda de glóbulos brancos: isso diminuiu o índice de imunidade
  • Hiperestesia: aumento na sensibilidade à dor até mesmo a partir de leves toques no corpo

Lembre-se sempre de que o vírus se alastra com rapidez. Portanto, assim que presenciar alguns dos sintomas acima, procure atendimento médico o quanto antes.

Investigação, tratamento e prevenção da cinomose

Os cães devem ser vacinados contra cinomose

Os cães devem ser vacinados contra cinomose

Tendo animais em casa, certamente você aprecia sua companhia, suas brincadeiras, seu jeito amigo de encher a cada de alegria. Então, a melhor prevenção contra cinomose – e contra qualquer outra doença – é atenção a mínimas anormalidades no comportamento e visual do animal.

Diagnóstico

Você viu acima um alerta: busque auxílio profissional sempre. Isso é necessário porque não é fácil identificar a cinomose. Até mesmo o profissional necessita fazer testes criteriosos e avaliação atenta a fim de ter certeza do diagnóstico. Ele se baseia em testes clínicos e questões etárias.

Animais que eventualmente apresentem sintomas neurológicos, como os mencionados acima, ou outro tipo de comportamento condizente, têm mais chances de receber diagnóstico positivo sobre cinomose. Portanto, é preciso atenção sempre, como esta apresentação alerta.

Por outro lado, há um teste que resulta em informação definitiva sobre a doença. Trata-se de análise do líquido cefalorraquidiano. Porém, além de caro, o procedimento de captura do líquido é perigoso e pode causar sérios danos no bichinho.

Tratamento

A única maneira de tratar e obter consequente nível de cura é levar seu pet a veterinário competente rapidamente. Ele vai providenciar uma série de exames e levar a procedimentos adequados. Estes podem incluir substâncias contra convulsão, medicamentos para controle de diarreia e de vômito, materiais acessórios para reposição de líquidos no organismo.

Um profissional atento vai também sugerir ingestão de antibióticos a fim de combater eventuais bactérias que possam causar infecções de segundo nível. Afinal, o cão infectado apresenta problemas no sistema nervoso, o que pode incluir incapacidade imunológica referente a diversas outras anomalias bacterianas ou virais.

Importante: Por outro lado, a maioria dos veterinários considera que apenas o próprio cão seja capaz de curar a si mesmo. Isso se deve ao fato de não haver substância capaz de destruir o vírus uma vez intrometido no organismo animal.

O trabalho do médico é evitar que a colônia de vírus se espalhe e tratar infecções causadas por outros tipos de bactérias que aproveitam a baixa imunidade do animal. O tratamento em si se limita a isso enquanto o próprio animal vai recuperando a capacidade de imunização e de combate ao vírus. O veterinário faz o acompanhamento e prescreve o tratamento de suporte!

Se seu animalzinho está em tratamento, mantenha-o longe de crianças, idosos e outros animais até que deixe de apresentar os sintomas observados antes. Esse período pode ser de 4 a 6 semanas.

Sequelas da cinomose

Há cães que podem ficar com algumas sequelas da cinomose.

Há cães que podem ficar com algumas sequelas da cinomose.

Há cães que se livram, se curam da cinomose; para outros, ela é infelizmente fatal. Ainda assim, é muito provável que os que se curam tenham crises de convulsões após e por muito tempo, em especial na velhice.

Posto que o vírus se estabelece também no cérebro, há grande possibilidade de que o animal tenha danos cerebrais, irreversíveis na maioria dos casos. Seu comportamento certamente sofre alterações, apresentando diversificações de postura: introversão, certo nível de agressividade, ansiedade, aversão a determinado tipo de alimento etc.

Prevenção À CINOMOSE

A gente começou este capítulo comentando que a melhor prevenção contra cinomose é atenção a detalhes. Essa atenção inclui preocupação com as datas de vacinação animal. Ela previne contração da doença em excelente índice de êxito.

O filhote deve ser vacinado entre 06 e 08 semanas de vida; depois disso, uma dose por mês até que complete 05 meses de idade. Ainda, é necessário doses complementares anualmente durante a infância (18 meses). Somente então a guarda pode ser baixada e o pet deve receber vacina a cada três anos.

Até os primeiros 5 meses de vida, é aconselhável que o pet permaneça isolado de outros indivíduos e/ou de ambientes potencialmente propensos à presença do vírus da cinomose. Outra atitude sadia é higienizar constantemente o ambiente e o próprio animal. Isso diminui sobremaneira a possibilidade de contato com o vírus.

Além disso, o CDV é bastante vulnerável às condições climáticas e não resiste por muitos dias a elas.

A vacinação contra cinomose – também chamada de tiro de cinomese – é procedimento que insere no organismo um coquetel de remédios: parvovírus canino, parainfluenza, adenovírus, leptospirose. Dependendo da análise clínica, o veterinário pode incluir coronavírus.

Lembre-se de que esse “trabalho todo” pode evitar muito mais trabalho ainda no caso de seu pet ser vitimado pelo vírus.

Cinomose em humanos

Seres humanos podem sofrer contração do vírus. Entretanto, este causa no organismo infecção secundária assintomática e não há registros que possam causar preocupação quanto isso. A carga viral é inofensiva ao organismo humano.

Porém, o humano pode ser hospedeiro e transferir o vírus para animais saudáveis. Nesse caso, os cuidados que se tem com os pets devem ser estendidos aos humanos. A vacina contra sarampo é forte proteção contra o vírus.

Portanto, no caso de observar sintomas de cinomose no seu cão, certifique-se de que todos os membros da família tenham sido vacinados contra sarampo. Ou providencie vacinação imediata.

Então é isso. A cinomose é altamente contagiosa entre animais e, para lamento destes e de seus donos, incurável. Provoca sofrimento aterrador no animalzinho que certamente atinge a família inteira a que este pertence.

Envie mensagem para nosso site caso tenha ainda alguma dúvida. Se tiver sugestões, envie mensagem também.

NUNCA AUTOMEDIQUE SEU ANIMAL!
Em caso de dúvidas procure um profissional veterinário de sua confiança!

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050