Quando se tenciona falar sobre cavalo e sua relação com o homem, tudo o que se precisa fazer é contar partes da história das civilizações. Ele vai presente em cada uma dessas partes. Cavalo esteve e está ativo nos momentos das grandes conquistas humanas, sejam elas de um país ou cidade em tempos antigos ou até mesmo pessoais em tempos atuais.

Assim, o cavalo foi crucial nas grandes batalhas em que a humanidade se envolveu. Quando o homem precisou de força no trabalho para alterar paisagens e construir o progresso, esse animal ofereceu toda a magnanimidade de sua presença.

Durante séculos, o cavalo curou doenças de crianças e adultos, mas isso foi descoberto muito recentemente por meio da equinoterapia ou hipoterapia.

Ainda, equiterapia ou mesmo equoterapia – para o cavalo, nomes não importam muito. Veja mais abaixo em capítulo específico.

Diz-se que o cão é o melhor amigo do homem. E diz-se com razão. Entretanto, convém dividir essa honraria com o cavalo. Para apreciadores desse equino, convém até mesmo substituir o cão pelo cavalo na frase.

Afinal, o cão é auxiliar emocional no convívio com o humano, o que é importantíssimo; já o cavalo é auxiliar tanto emocional quanto laboral, ou seja, a importância da relação é duplicada.

Guardadas as devidas observações sobre loucura e esquizofrenia de Calígula, esse imperador romano do início de nossa era corresponde bem a este artigo. Além de outras regalias que dispunha a seu animal preferido, Incitatus, o imperador simplesmente incluiu-o na lista de senadores de Roma. E queria fazer dele um cônsul.

Vamos falar de relações puras, de desprendimento total num relacionamento e entrega físico-mental no colaboracionista? Bem, se vamos falar de tudo isso, então vamos falar de cavalo e sua relação com o homem.

Vamos lá?

“Meu progresso por um cavalo”

O cavalo sempre foi muito importante e fundamental para a civilização.


Não seria exagero dizer que a civilização atual não teria chegado a este estágio de evolução se o cavalo não existisse. Pelo menos não em tão pouco tempo nos últimos séculos. Que o diga Ricardo III, rei da Inglaterra do século 15.

O monarca estava em franca batalha de morte em defesa de seu reinado contra o conde de Richmond. Ambos disputavam a coroa da Inglaterra e muito poder sobre toda a Grã-Bretanha. Durante a batalha, em momento relevante para a vitória, o cavalo do rei Ricardo perdeu uma das ferraduras e levou-o ao chão. O animal não pôde mais servir ao rei.

Pressentindo que não venceria a contenda sem o animal, o rei bradou aos quatro ventos: “meu reino por um cavalo”. Precisava ter um cavalo para conseguir seu reino todo ou o perderia para sempre. E perdeu para sempre.

Mais de 600 anos se passaram, mas a importância de um cavalo para o reino da Inglaterra permaneceu tatuada na inconsciência de toda a Europa. Hoje, a frase do rei Ricardo é usada quando o homem enfrenta uma situação difícil e diz que daria tudo o que tivesse ao seu alcance para resolver o problema.

A história do rei Ricardo é apenas mais uma pequena demonstração do quanto o cavalo foi e é importante para o ser humano. Ele auxiliou a humanidade nos momentos mais difíceis e ajudou a manter a alegria nos momentos mais felizes.

Desde quando o cavalo está conosco?

O cavalo está entre os humanos por anos a fio.


O cavalo está no mundo há 55 milhões de anos, segundo confirmações fósseis. Viveu no hemisfério norte ainda no período Eoceno. Os primeiros exemplares foram o Hyracotherium e o Eohippus. Tinham a altura de um cachorro. Desde então, passou por diversas fases evolutivas até chegar à aparência e comportamento atuais.

O homem descobriu que poderia ter muitas vantagens com a domesticação do cavalo há mais ou menos 6 mil anos. A partir de dados históricos e paleontológicos, sabe-se que essa aproximação teve início no Cazaquistão e Rússia, na região que lhes era comum, o leste dos Montes Urais. Vivia-se a Idade do Cobre.

Interessante: o cotidiano milenar do cavalo antes da domesticação levou-o se portar como presa e não como predador. Assim, até hoje, cavalos têm instinto de fugir de conflitos, não obstante sua força e porte. Isso o fez prezar muito por sua liberdade e buscar prados abertos para pastagem, que é ambiente favorável a permanecer alerta.

Um ser dócil

Não à toa, a natureza proveu o cavalo de olhos laterais. Assim, pode observar praticamente tudo ao redor e disparar se necessário. Esse conjunto de situações aparentemente poderia dificultar muito seus primeiros contatos com humanos.

Contudo, parece que não foi o que ocorreu. A docilidade em geral do cavalo para com humanos é tema de muita discussão filosófica.

Até então, nas primeiras décadas de contato, o cavalo serviu como fonte de alimento. Pesquisadores encontraram ossos enterrados não apenas próximos a aldeias, mas até mesmo no interior delas. Isso demonstra uso alimentar da carne do animal.

Dentre aqueles ossos, muitos tinham sido convertidos em instrumentos do dia a dia. Eram armas de caça e de defesa. O couro era trabalhado e usado como cordas. Até mesmo o esterco tinha uma função: telhado de casas.

Estudos confirmam que a necessidade de domesticação se deu para que o leite da égua fosse usado. Seria muito difícil consegui-lo com os instintos ainda selvagens delas.

Ocupação territorial preservando a espécie

O cavalo sempre viveu em harmonia com o homem.


Hoje em dia, o avanço da ocupação do homem sobre os habitats dos animais é ferrenhamente combatido por ativistas em favor da natureza. É evidente que muitos animais estão em fase de extinção justamente porque o progresso humano limita suas áreas de sobrevivência. Dessa forma, altera o dia a dia animal e o leva à mortandade.

No caso do cavalo, houve inversão de resultados nesse sentido. O homem passou a ocupar um espaço que antes era do cavalo e, assim, ajudou na manutenção da vida desse animal. Caso contrário, é bem possível que não o teríamos em nossa fauna hoje.

Uns 4 mil anos antes dos primeiros contatos entre cavalo e homem (ou seja, nos últimos períodos glaciais), as florestas começaram a ocupar mais espaço na terra. Assim, o cavalo passou a ter dificuldade para encontrar áreas de pastagem. Com o passar dos séculos, sua alimentação se tornava cada vez mais pobre em nutrientes.

Homem ajudando cavalo

Não é exagero imaginar que o cavalo caminhava rumo à extinção. Por volta de 7 mil anos atrás, os clãs começaram a se fixar em algumas regiões, deixando o instinto nômade. Isso se deu porque perceberam que estariam mais seguros e providos se se mantivessem fixados em locais conhecidos.

Assim, mais alguns séculos depois, aldeias começaram a surgir no processo de fixação humana. Para isso, foi preciso evitar que as floresta ocupassem espaço ao redor. Dessa maneira, a madeira retirada das florestas foram usadas nas construções. Ou seja, deixaram de invadir terrenos.

Esse processo todo fez aumentar as áreas de pastagens. Com isso, a vida do cavalo se tornou menos agressiva e perigosa. Posto que tais áreas estavam sempre próximas a grupos de humanos, a aproximação entre cavalo e humano seria questão de tempo.

E foi. Por isso, talvez esse fenômeno comportamental tenha sido o primeiro momento em que a evolução humana não atrapalhou a vida animal. Pelo contrário, a preservou.

Estreitamento das relações

O cavalo foi fundamental para o desenvolvimento do homem.


Com a criação de aldeias, nasceu a necessidade de manutenção e de provisão do povoado. Então, o homem precisou ir cada vez mais longe para caçar, transportar víveres. Nesse contexto, o cavalo se mostrou definitivamente útil.

Muitos séculos depois, com o advento da agricultura e da implantação do sistema comercial, essa relação se tornou essencial. Cavalos ofereceram sua força e utilidade para melhorar o progresso humano de maneira definitiva.

Assim, indiretamente, o cavalo foi instrumento de divulgação e compartilhamento de ideais, culturas, pensamentos, comportamento e sistema de vida em si entre muitos povos. Além do mais, o tempo de convivência nas viagens fez que homens dividissem atenção, alimento e água com seus animais.

Dessa maneira, criaram-se elos de afinidades muito fortes. O animal foi respondendo a isso de maneira muito peculiar. Isso está presente até mesmo no olhar do cavalo sobre o homem. E vice-versa.

Troféu aristocrático

Essas relações se intensificaram tanto que, na Idade Média, a sofisticação e poderio dos nobres eram medidos a partir de seu cavalo. Quanto mais e melhores os animais, maior era o status do nobre e, assim, mais vantagens políticas e financeiras ele detinha. Com isso, a posição social das classes era baseada na condição dos cavalos.

Tempos depois, com as cruzadas, o cavalo tornou-se elemento crucial nas guerras sangrentas. As relações com os humanos deixaram de ser simplesmente laborais e passaram a representar vida ou morte. Do cavalo e do dono, aliás. Não à toa, a gente iniciou este artigo com a história do rei inglês Ricardo III.

Um pouco de paz para o cavalo

Na sociedade moderna o cavalo deixou de ser instrumento de trabalho.


A revolução industrial iniciou um processo de alteração nas relações do cavalo com a humanidade. Foram milênios de trato fundado em dificuldades – guerras terríveis, trabalhos duros na agricultura etc.

Quando indústrias começaram a ocupar a sociedades, o cavalo, por sua vez, foi se distanciando dos trabalhos mais forçados. A chegada do automóvel foi elemento importante nesse processo.

Então, lentamente com o passar das décadas, o uso do cavalo como instrumento de trabalho praticamente se limitou à área rural. Ali também ele mostrou seu potencial.

A partir da década de 50, a tecnologia deu início à criação de sistemas auxiliares também para a agricultura. Assim, a função do cavalo nas sociedades se tornou ainda mais limitada.

Atualmente, é possível dizer que ele vive em paz, competindo em esportes dos mais diversos. Entretanto, ainda que se divirta em sessões esportivas, o cavalo mantém sua função de classificar as sociedades. Não raramente, se diz que esportes como polo equestre e equitação são específicos de sociedades superiores e aristocráticas.

O cavalo nas sociedades atuais

O cavalo faz parte da sociedade moderna de diversas outras formas.


O cavalo pode ter perdido algumas funções milenares na relação com o ser humano. Entretanto, passou a fazer parte da vida do homem a partir de outras capacidades, algumas delas até então desconhecidas.

Esportes com cavalo

Durante as últimas décadas, o cavalo tem estado presente em muitos esportes, além, claro, de também na agricultura. Nesta, porém, com bem menos intensidade, já que maquinários têm feito bom trabalho.

Hipismo

Esse esporte é dividido em 7 atividades. Concurso Completo de Equitação, Salto e Adestramento já fazem parte das olimpíadas há muito tempo. Outras 3, rédeas e atrelagem, volteio e enduro não são olímpicas, mas seguem regras específicas de associações e federações.

Quanto ao Polo, a sétima atividade, mantém federação específica. É considerado esporte de estirpe, ou seja, com certo ar de aristocracia, posto que é praticado por altas camadas sociais.

Turfe

É um dos esportes mais praticados ao longo dos séculos, sendo um dos mais antigos. Há registros de divulgação desde o século VII antes da era cristã, na Grécia Antiga. É composto por sessão de treinamento, criação, competição em si e apostas.

A competição se dá em pista de grama ou areia em área normalmente oval (2 mil metros), mas há também pistas retas. As provas se desenrolam em meio percurso (mil metros) ou percurso maior (3 mil metros) entre, via de regra, 8 animais.

Nesses eventos, os animais mais indicados são da raça puro-sangue inglês, pois podem chegar a 60km/h. As corridas têm um nome próprio, páreo. Uma sessão com vários páreos é chamada reunião.

Seis balizas

É praticada por ambos os sexos, incluindo crianças. Envolve velocidade e agilidade, mas a resistência é a característica mais evidente. Nesse esporte, a interação entre cavalo e homem precisa ser intensa e segura.

As balizas são dispostas verticalmente e distanciadas com 6,4m entre elas. O animal dá arrancada na distância inicial e desvia em ziguezague dos obstáculos; o percurso é de ida e volta.

A raça mais usada para esse esporte é a Quarto de Milha, pois apresenta leveza, velocidade e senso de harmonia nos movimentos. Esses quesitos são analisados por comissão julgadora, responsável pela identificação do ganhador.

Volteio

Apesar de fazer parte do hipismo, o volteio merece um destaque neste artigo por conta de suas características. Ela exige equilíbrio no ponto máximo tanto do animal quanto do esportista. Afinal, ele faz evoluções acrobáticas no dorso do cavalo enquanto este se mantém em ritmo de trote.

Trata-se do esporte que, dizem especialistas, mais exige respeito e harmonia entre o cavalo e o homem. Para isso, é preciso que haja fortíssimo vínculo emotivo e cognitivo entre ambos.

Dizem que o esporte é secular e nasceu do ato necessário de o cavaleiro desmontar e montar durante batalhas. Quanto mais ágeis e precisos os movimentos do montador, mais possibilidade de êxito ele tinha durante as contendas.

Terapia com cavalos

Esse animal não é simplesmente um animal. É verdadeira fonte de benefícios à humanidade. Por séculos a fio, as grandiosas sensações que a presença do cavalo oferece ao ser humano foram sendo assimiladas. Entretanto, o caráter terapêutico foi compreendido apenas há algumas décadas.

Depressão e problemas comportamentais existem desde que o homem passou a conhecer a realidade externa a si mesmo. Porém, foram tidos como ações malignas de seres irreais misteriosos. Fica-se, então, imaginando quantos milhares de pessoas foram ajudados pelo cavalo sem mesmo saber, pois não tinham conhecimento dessa capacidade.

A hipoterapia ou ainda equoterapia e equinoterapia usa os movimentos quaternários do trote do cavalo para auxiliar pessoas. Pacientes com dificuldade de interação social, de aprendizado, depressão etc. são beneficiados apenas com sessões de equitação simples.

Princípios da hipoterapia

Tecnicamente, o mecanismo é complexo. Contudo, é possível compreendê-lo da seguinte maneira. Os movimentos do trote do cavalo são conhecidos como movimentos tridimensionais, ou seja, são ritmados nos sentidos acima, abaixo, esquerda e direita. De maneira geral, o andar dos humanos é semelhante.

Quando pacientes estão sobre o cavalo em trote, há conexão entre a percepção humana e o espaço ao redor, respiração e processo cardíaco. O cérebro passa a responder a estímulos antes inativos em determinadas regiões, construindo sinapses (pulsos elétricos entre células cerebrais) muito mais fortes.

Ao longo do tempo, essa interação se traduz em melhor comunicação do paciente com o ambiente externo. Afinal, não se trata de questões esotéricas ou misteriosas. Apenas de envolvimento físico-mental mesmo.

Assim, com o trote, o tônus muscular entra em melhor atividade, melhorando a força física; a flexibilidade das ligações ósseas aumenta; o paciente relaxa com massageamento dos órgãos internos, a coordenação motora ganha nova percepção. Ou seja, paciente e cavalo se tornam um corpo só.

O cavalo em grupo

Você vai ver abaixo um capítulo inteiro com explicações da ciência sobre a bela conexão que existe entre cavalo e humano. Não é improvável que essa facilidade de conexão se dê por conta do comportamento do animal quando está em grupo.

Mesmo grupo de indivíduos selvagens. O desenvolvimento físico-emocional do cavalo ao longo do milênios permitiu detalhes que, até então, pareciam verdadeiros fenômenos.

O cavalo precisa ser disciplinado para fazer parte de uma tropa. Precisa mostrar que está sujeito a determinadas regras de comportamento, especialmente nas relações com seu próprio clã. O grupo como um todo precisa confiar plenamente nos indivíduos e vice-versa.

Nesse processo, a comunicação é essencial. Segundo estudos, os cavalos se comunicam a partir dos 5 sentidos encontrados no ser humano e ainda mais um, extra: a empatia.

Todos eles foram desenvolvidos no relacionamento indivíduo-tropa (ou grupo). E todos foram usados quando o homem começou a se aproximar do cavalo, em especial a empatia.

Não à toa, quando nos primeiros contatos entre homem e cavalo, houve ação de defesa do grupo em geral. Os cavalos adultos protegiam os filhotes de maneira intensamente fraternal. Porém, a aproximação humana resultou em condicionamento da confiança entre ambos.

O magnetismo do cavalo

Mesmo para quem diz gostar, mas não morrer de amores por cavalo, diz que sente algo diferente quando na presença do animal. Por muitas décadas, esse algo diferente esteve associado à percepção de medo ou receio pelo comportamento do cavalo, à admiração pelo porte magnífico do animal, à força de seus músculos aparentes. Entretanto, a ciência atual está explicando esse fenômeno.

Segundo estudos mais específicos, algo diferente acontece em realidade com humanos quando estão próximo a um cavalo. A medicina sabe que o coração animal – incluindo dos humanos – emite campo eletromagnético a cada pulsação.

Ou seja: os pulsos cardíacos bombeiam tanto o sangue nas veias quanto ondas magnéticas, certamente invisíveis.

O ser humano não percebe esse campo de forma consciente, isto é, ele não diria “Puxa! Veja este campo magnético”. Porém, o cérebro-mente identifica e se beneficia desse campo. No cavalo, por conta também de seu porte e da força de suas pulsações, esse campo é muito maior – até cinco vezes maior, segundo registros de aparelhos usados nos estudos.

Ainda não se descobriu esse mecanismo que produz efeitos benéficos ao ser humano, mas é possível que os cientistas estejam muito perto de descobrir. O fato é que humores humanos se alteram quando próximos a um cavalo.

A frequência cardíaca dele provoca emissão de energias magnéticas que envolvem a inconsciência humana e produz sensações benéficas. Isso pode ser observado facilmente, em especial em crianças.

Para se ter ideia dos fortes elos entre cavalo e humano, o fenômeno inverso também acontece. Ou seja: a frequência cardíaca do ser humano interfere na do cavalo.

Meu cavalo, meu amigo

O cavalo convive com o homem desde quando este passou a explorar o ambiente a sua volta. Isso se deu há alguns milênios. Desde então, nada teve forças para romper essa união. Nem guerras nem tragédias nem intempéries nem política.

Seria mesmo muito difícil falar tudo sobre ele num só artigo. Assim, caso você tenha dúvidas ou curiosidade sobre cavalo, deixe aí na área de comentários logo abaixo.

Por Serg Smigg

Serg Smigg é jornalista, redator, revisor e analista textual, além de roteirista e escritor. Extremo defensor das causas animais, cria seus textos apresentando conceitos claros sobre a importância desses para a humanidade e caminhos para sejam cada vez mais respeitados. A paralelo, ministra palestras inspiracionais corporativas na área de comunicação interna, externa e interpessoal social. Oferece dicas de gramática e expressividade em seu site smiggcomcorp.wordpress.com.

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