O canário é, sem dúvida, o passarinho mais comum das casas brasileiras. É conhecido também como canário-do-reino ou, popularmente, canarinho. Seu nome científico é Serinus canaria e é um pequeno pássaro canoro, membro da família Fringillidae. Todavia, muitos não sabem, mas existem diversas raças ou tipos de canário.

Originários das Ilhas Canárias, na Costa Africana, os canários começaram a ser exportados para a Europa por volta de 1500. Graças a seu canto, eles conquistaram as famílias nobres, ganharam a população geral e, atualmente, estão entre os pássaros mais conhecidos e populares.

Os exemplares selvagens são, na maioria, verde-amarelados, com listras acastanhadas nas costas. A espécie é comum em cativeiro e existem diversas cores que foram criadas pelos humanos através de cruzamentos.

Origem e habitat do Canário

o canário tem origem nas ilhas canárias

O canário é original das Ilhas Canárias

Os primeiros canários foram encontrados aproximadamente no ano de 1042, nas Ilhas Canárias (de onde vem o nome). Foi depois da ocupação da ilha pelos espanhóis, em 1478, que ficou conhecida a docilidade da espécie, e que era possível cria-los em cativeiro. Porém, foram os Monges que obtiveram sucesso na criação dos pássaros.

A venda dos canários, no entanto, era realizada somente pelos espanhóis. De fato, para evitar que outras pessoas reproduzissem o pássaro, apenas os machos eram vendidos. Isso acabou somente quando um navio carregado de canários naufragou, em 1662, e os tripulantes soltaram os pássaros que se espalharam por toda a Europa, encerrando assim o monopólio espanhol e dando inicio a mutações da espécie, como o Canela, e o Roller.

Hoje em dia, o canário vive em uma grande variedade de ecossistemas, sendo muito comum em áreas semi-abertas com pequenas árvores como pomares e bosques. Além disso,  é encontrado em habitats artificiais, como parques e jardins.

Classificação dos canários

Existem diversas espécies de canário.

Existem diversas espécies de canário.

Como foi falado anteriormente, existem diversas espécies de canários. Só no Brasil, já foram registradas oito espécies nativas: saí-canário, canário-andino-negro, canário-da-terra-verdadeiro, canário-do-amazonas, canário-do-brejo, canário-do-campo, canário-do-mato e canário-rasteiro.

No entanto, a espécie mais popular em cativeiro é o canário-belga. Trata-se da única espécie de canário considerada doméstica e que não exige autorização do IBAMA para ser criada em casa.

Além disso, de acordo com a Ordem Brasileira de Juízes da Ornitologia, há três grupos de classificação para os canários: os de cor, os de porte e os de canto.

A classificação por cor é, certamente, a classificação mais básica dessas aves. Trata-se de fato, da classificação por cor das penas. Divide-se, ainda, em dois subgrupos, de acordo com os pigmentos predominantes de sua plumagem. De fato, os canários podem ser lipocrômicos (tons de branco dominante e recessivo, amarelos e vermelhos) ou melânicos (preto, ágata, verde, bromo, isabel, marrom e tons acastanhados).

Quando classificados como ‘de porte’ (também conhecidos como de desenho ou forma), significa que devem possuir certas características morfológicas muito específicas para fazer parte deste grupo. Está dividido em 5 grandes subgrupos: canários de penas onduladas, canários de penas lisas, canários de topete, canários de forma de penas lisas e canários de desenho.

Já os canários de canto, são aqueles mais cobiçados. Isso porque neste grupo estão as raças que tem uma incrível capacidade de aprender, reproduzir melodias complexas e uma grande variedade de sons.

Etimologia do nome

O seu nome vem do nome da sua ilha de origem, ou seja, das ilhas Canárias. Já o nome das ilhas vem da palavra em latim canaria, que significa “dos cães”, já que os romanos encontraram ali muitos cães selvagens.

O nome canário-do-reino foi dado em oposição ao canário-da-terra (Sicalis flaveola brasiliense), ave nativa do Brasil.

Classificação do Canário

  • Nome científico: Serinus canaria
  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Passeriformes
  • Família: Fringillidae
  • Gênero:  Serinus

Características Físicas do Canário

O canário é um passarinho pequeno depeito amarelo.

O canário é um passarinho pequeno depeito amarelo.

Na natureza, o canário mede cerca de 14 centímetros de comprimento. Ele é marrom-esverdeado com o peito amarelo. Os canários de estimação diferenciam-se pelo tamanho, forma, cor das penas e canto.

Os canários têm bico pequeno e em forma de cone. Eles o usam para abrir as sementes de que se alimentam. Esses pássaros também comem frutas.

O canário-belga também mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio. A plumagem é compacta e lisa, sem frisos.

Existem mais de 400 cores de canários reconhecidas no mundo, todavia a amarela, da linhagem belga é, sem dúvida, a mais popular no Brasil.

Hábitos

O canário tem comportamento dócil e aspecto frágil

O canário tem comportamento dócil e aspecto frágil

Canários, apesar de seu comportamento dócil e aspecto frágil, são animais muito territorialistas. Por isso, em cativeiro, costumam ficar mais à vontade quando sozinhos. Com humanos, costumam ser muito doces e aprendem diversos truques como canto induzido.

Canários gostam de espaços abertos, portanto indica-se o uso de gaiolas espaçosas ou até mesmo viveiros.

Reprodução do Canário

Primeiramente, trata-se de uma espécie monogâmica. Seu período de reprodução ocorre entre os meses de janeiro a julho.

As fêmeas realizam, enfim, posturas de 3 a 4 ovos, postos em ninhos feitos em forma de taça em ramificações de galhos de arbustos.

Alimentação do Canário

O canário alimenta-se principalmente de sementes, mas também de brotos, brotos verdes, um pequeno número de artrópodes e frutas, especialmente figos maduros que são suas iguarias favoritas.

Risco de Extinção do Canário

O risco de extinção do canário está classificado pela União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN) como ‘Pouco Preocupante’.

Referências Bibliográficas

SAVE Brasil

União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)

Sick, H. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. 1997