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Camuflagem: Conheça os animais mais invisíveis que existem

camuflagem: água viva

Quem nunca desejou em algum momento da vida usar a camuflagem para fugir de alguma situação desagradável? Infelizmente, nós humanos não possuímos essa capacidade. Mas alguns animais desenvolveram essa habilidade por uma questão de sobrevivência. Para fugirem dos predadores usam da camuflagem ou mimetismo.

É através das variadas cores que possuem que conseguem se misturar à paisagem que os rodeia, e assim não só se ocultar dos predadores, como também poder ir atrás da própria alimentação sem serem percebidos.

Cada espécie possui uma técnica especial para realizar essa façanha. Não é apenas o camaleão que consegue se ocultar através da variação de cores, mas, muitos outros também usam da camuflagem e de outros recursos para poder continuar sobrevivendo.

Algumas técnicas usadas para camuflagem

Camuflagem para sobreviver
Camuflagem para sobreviver

Através da similaridade das cores que possuem com as cores do ambiente que os rodeia, conseguem confundir os olhos dos predadores, das presas e dos seres humanos. Insetos e girafas usam suas cores para se confundirem com a paisagem que os cerca.

Ficar estático no lugar é outra maneira de se esconder do perigo. O bicho-pau e os peixes planos que ficam no fundo dos rios usam a estratégia da camuflagem.

Alguns animais têm semelhança física com o ambiente onde estão e se aproveitam disso para ficar ocultos. Exemplo disso são os lagartos que se parecem com casca de árvore, dragões marinhos parecidos com algas e borboletas que são facilmente confundidas com flores.

Dragão-marinho-folhado

Como foi dito anteriormente, os dragões marinhos assemelham-se às algas em cor e formato, portanto, conseguem se ocultar porque são confundidos com elas. Sendo um descendente do cavalo-marinho, habita a costa da Austrália, e a diferença é que usam suas barbatanas peitorais e dorsais para se movimentarem.

Urutau-grande

É um pássaro que habita o norte da América do Sul, e é um verdadeiro mestre na arte da camuflagem. Os hábitos são noturnos e ele se alimenta de insetos como a mariposa, o gafanhoto e alguns morcegos. Esse é mesmo esperto! Para se garantir, usa três estratégias para a camuflagem. A cor de suas penas é muito parecida com a cor dos galhos onde fica. Isso faz com que seu corpo apesar de grande fique parecendo um galho saindo do tronco. E por último, consegue permanecer imóvel por longos períodos.

Camaleão

O poder de camuflagem do camaleão é enorme.
O poder de camuflagem do camaleão é enorme.

Esse é o rei da camuflagem! Embora os cientistas afirmem que a mudança repentina de cor seja por causa de circunstâncias como temperatura e horário, mesmo que seja por isso, ainda assim ajuda o camaleão a se esconder de seus predadores e despistar suas presas. A explicação dos cientistas é uma, a da natureza pode ser outra. Cada camada de sua pele é constituída de células que permitem a oscilação da cor, conforme a necessidade.

Bicho-pau

A camuflagem do bicho pau é impressionante.
A camuflagem do bicho pau é impressionante.

Esse é um dos mais interessantes! São animais herbívoros, sem asas, com coloração verde ou marrom e podem chegar a mais de 30 cm de comprimento. Quanto à morfologia, é um inseto que se desenvolve através de três das quatro fases comuns ao desenvolvimento dos insetos, não possuindo apenas a etapa da pupa.

Estão distribuídos por todo o continente exceto na região da Antártica, e em maior quantidade nas regiões de florestas tropicais. No Brasil são encontradas 220 espécies desse inseto com capacidade de camuflagem. Cada espécie tem preferência por determinado tipo de planta para se alimentar, e seus hábitos são noturnos.

O fato de se parecerem com gravetos ou folhas, e terem a cor verde ou marrom, fazem do bicho-pau um dos animais com maior facilidade de camuflagem. Porém, algumas espécies são coloridas e para se defenderem emitem uma substância defensiva que sai de glândulas localizadas no tórax.

São animais sensíveis que possuem a capacidade de perceber as mudanças do ambiente onde estão, e adaptar o comportamento para sobreviver. Portanto, uma determinada espécie tem a capacidade de balançar o corpo ao sentir o vento, para reforçar a camuflagem e se passar por uma folha se movimentando.

Outros animais que usam a camuflagem

Uma coisa é se camuflar misturando-se à paisagem. Outra é tornar-se completamente invisível. Será que é possível? A tarefa não é nada fácil, mas alguns animais conseguem essa façanha de maneira surpreendente. Principalmente os que vivem nos oceanos. Vejamos alguns exemplos.

O que é necessário para que um ser vivo tenha um sistema de camuflagem e se torne totalmente transparente? É preciso que ele não emita e nem absorva luz, o que só é possível em ambientes totalmente escuros como, por exemplo, no fundo do mar.

Polvo-de-vidro

O Vitreledonella richardi, chamado em inglês de polvo-de-vidro, é uma das criaturas mais misteriosas do mundo. Trata-se de uma espécie que se esquiva com facilidade, que vive nas profundezas do oceano e tem um sistema de camuflagem que o faz ficar praticamente invisível dentro d’água. Apenas seus órgãos digestivos e olhos são opacos.

Diferentemente dos olhos grandes e arredondados de outros habitantes de águas profundas, esse polvo tem olhos que parecem retangulares, mas que são na realidade, tubos cilíndricos eficientes que apontam para cima para captar a luz natural residual vinda do céu.

O formato dos olhos ajuda o polvo na camuflagem no meio do oceano, onde não há esconderijos. Isso porque, vistos de baixo, eles formam uma sombra bem menor do que os olhos de outros polvos. Por suas características torna-se difícil um estudo aprofundado sobre ele.

Rã de Vidro

Os anuros da família Centrolenidae também são chamados de “rãs-de-vidro”, em inglês, por causa de sua pele transparente. São encontrados nas Américas do Sul e Central, principalmente nas florestas.

Muitas das 100 espécies da família têm barrigas translúcidas, que permitem enxergar o contorno dos órgãos, ossos e vasos sanguíneos.

Em algumas espécies, os ossos visíveis são verdes, enquanto em outras os órgãos também são translúcidos. As costas são de um verde vivo, o que ajuda o animal na camuflagem entre as folhas e copas das árvores.

Uma nova espécie chamada Hyalinobatrachium dianae foi descoberta em 2015 por Brian Kubicki e seus colegas do Centro de Pesquisas sobre Anfíbios da Costa Rica. A cor verde-limão da rã lembra Caco, o Sapo, do Muppet Show, e o animal emite um coaxo longo e metálico.

Medusa da Lua

Camuflagem como forma de defesa.
Camuflagem como forma de defesa.

Essa água-viva é um dos animais que usa a transparência como camuflagem. É facilmente reconhecido, principalmente nas praias da Europa.

A criatura flutua perto da superfície do mar, onde aprisiona plâncton com sua superfície rica em muco e os move até sua boca. Os órgãos reprodutores são visíveis e em forma de ferradura. Nos machos esses órgãos são brancos e nas fêmeas rosados.

O animal também espalha seus tentáculos sob a água para tentar agarrar refeições maiores. Os tentáculos e a borda do disco são cobertos de células que podem paralisar pequenos peixes.

A medusa-da-lua em geral não provoca muita dor quando entra em contato com seres humanos, mas costuma causar outros tipos de problemas. Muitas usinas nucleares tiveram que fechar seus reatores depois que seus sistemas de ventilação foram inundados por esses animais.

Noz do Mar

O Mnemiopsis leidyi recebeu seu nome comum por causa de sua aparente falta de vida. O que é um ótimo meio de camuflagem.

Não se trata de uma água-viva, mas de um exemplar do grupo das águas-vivas-de-pente. Em vez de se moverem por jatos de propulsão, essas espécies são mobilizadas por fileiras de estruturas microscópicas que vibram e se parecem com um pente.

A noz-do-mar é transparente, mas nela, essas finas estruturas se iluminam em várias cores. O animal também emite um brilho bioluminescente verde-azulado, usando células especiais chamadas fotócitos.

Ele usa esses “pentes” para agarrar suas presas, empurrando água cheia de plâncton diretamente para sua boca. São predadores tão vorazes que podem interferir na cadeia alimentar dos habitats que ocupam, competindo com peixes pelas algas microscópicas.

Borboleta de Asas de Vidro

algumas espécies usam suas cores vibrantes para se comunicar e acasalar e outras preferem usar essas mesmas cores para a camuflagem e levar uma vida mais discreta para fugir dos predadores. É o caso das borboletas de asas de vidro, cujo nome científico é Greta Oto.

Ao contrário da maioria das borboletas, esta espécie não apresenta escamas em boa parte de suas asas, oferecendo “janelas” para o fundo sobre a qual estão pousadas.

Outro aspecto impressionante é a maneira como as asas refletem tão pouca luz que nem mesmo um mínimo movimento indica a presença do animal.

Um estudo realizado este ano descreveu como as asas dessas borboletas são formadas por minúsculas estruturas parecidas com colunas de vários formatos e tamanhos, arranjadas de maneira aleatória. É isso o que possibilita o mínimo de reflexo – e poderá ser um dia aplicado para criar telas mais eficientes para computadores, tablets e smartphones.

E como os animais citados acima, existem muitos outros com essa mesma capacidade, utilizam a camuflagem para fugir dos predadores, enganarem as presas ou mesmo levar uma vida mais tranquila e escondida.

Seja qual for o motivo, a camuflagem não foi uma opção, mas sim, um recurso doado pela natureza, por serem espécies mais vulneráveis aos ataques e por possuírem uma natureza orgânica mais delicada, precisando portanto de serem mais preservados.

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