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Cachorro no trabalho melhora o astral do ambiente

Cachorros no ambiente de trabalho ajudam a melhorar a atmosfera – mas trazem seus riscos

A maneira como as pessoas estão tratando suas vidas profissionais vem mudando o comportamento e a atmosfera dentro do local de trabalho. Está cada vez mais comum a convivência entre pessoas e seus animais de estimação até mesmo dentro do local onde se trabalha. Hoje é possível entrar em um estabelecimento comercial, uma firma ou escritório e se deparar com um cão deitado em um canto ou aos pés de seu dono debaixo da sua mesa de trabalho.

Conversamos com alguns empresários e proprietários de pequenas empresas à respeito disso para entendermos o motivo ou motivação que os levaram a tal comportamento. Bárbara Goldberg, por exemplo, é executiva de uma firma de Relações Públicas, uma micro empresa com escritório em Hollywood, na CA, e acredita que trazer a sua buldogue inglesa, Rosie, para trabalhar com ela no escritório melhora a qualidade da sua vida profissional, eleva a moral e ainda diminui a tensão entre seus funcionários.

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Cachorro alegrando um dia comum de trabalho no escritório. (Crédito/Copyright: “Por Anchiy/Shutterstock”)

Outro exemplo é Brent Robertson, executivo de uma firma de consultoria em Connecticut, que entre uma ligação em conferência tediosa e outra relaxa apenas ao poder assistir seu Golden retriever, Gus, rolar no carpete aos seus pés. Gus é presença constante na firma, assim como Pookie e Ari, dois outros cachorros propriedade de alguns de seus colegas de trabalho.

Muito além de uma antiga tradição entre livrarias e antiquários possuírem gatos em seus estabelecimentos, algumas delicatessens e bodegas urbanas também optam por possuírem gatos para afastar problemas com roedores, uma função bastante antiga na rotina destes animais de estimação. Por esta dentre muitos outros motivos, pequenas empresas de cultura mais relaxada, tem sido mais frequente a aceitação de animais de estimação no ambiente de trabalho.

Muitos proprietários de estabelecimentos comerciais e executivos de pequenas empresas acreditam que a presença de animais ajudam a levantar a moral, melhorar a atmosfera no trabalho e aumentar a produtividade. Já foi discutido e até provado em milhares de estudos que a convivência com o animal de estimação melhora o humor, afasta a depressão e aumenta a longevidade das pessoas. Portanto, não seria diferente dentro do ambiente de trabalho.

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Cachorro deitado em seu cantinho quieto e paciente sem atrapalhar a rotina do escritório. (Crédito/Copyright: “Por Michael Lofenfeld/Shutterstock”)

Para estas pessoas, tanto Goldberg dona da buldogue Rosie, quanto Robertson, dono do Golden Retriever Gus, todos na firma de ambos parecem sorrir e imediatamente ficar mais felizes na companhia destes caninos.

Existe até um estudo conduzido pela Sociedade de Administração de Recursos Humanos que descobriu que 7% das organizações permitem animais de estimação no ambiente de trabalho, embora estes dados não refletem as práticas de pequenos negócios e microempresas que não possuem departamentos de RH.

Há também quem diga que alguns cachorros, como o Foxy, um Lulu da Pomerânia, consegue pressentir quando os funcionários precisam de algum conforto. Segundo o seu dono, o proprietário de uma firma de desenvolvimento de aplicativos em São Francisco na CA, a Badger Maps, Foxy sabe direitinho quando e quem está precisando de um carinho. E todos ali concordam que os cachorros são intuitivos e possuem a habilidade de reconhecer quando alguém está estressado.

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Poodle aos pés de seu dono enquanto ela trabalha em seu laptop. (Crédito/Copyright: “Por Rasulov/Shutterstock”)

Mas como nem tudo são flores, e nem todo mundo, incluindo funcionários, clientes e visitantes, concordam que animais pertencem a estes ambientes, sejam eles um escritório ou uma loja. Para muitos clientes isso pode ser até um charme, mas para tantos outros nem tanto, algumas pessoas são até alérgicas ou têm medo — e podem simplesmente não querer permanecer nestes locais.

Por isso, além de obedecer a regras, permissões e leis sobre ter animais onde comida está sendo preparada, locais públicos ou frequentados por muitas outras pessoas, as pessoas precisam considerar o fato de como acomodar melhor clientes e funcionários incomodados ou desconfortáveis ao redor destes animais.

Algumas das questões que devem ser consideradas neste caso incluem certificar-se que que o seguro da companhia cobre qualquer incidentes como ataques ou mordidas, além de manter animais bem comportados e devidamente treinados para não assustar visitantes ou pessoas que não estarão acostumadas ao convívio com eles.

É de se esperar que durante as entrevistas de trabalho, patrões deixem bem claro aos seus futuros funcionários que possivelmente haverá cachorros no ambiente, e perguntar se isto seria algum problema. Muitos proprietários procuram ouvir seus funcionários a respeito antes de decidir que seja OK permitir trazer seus cachorros para o ambiente de trabalho, e todos devem concordar, não apenas alguns. Algumas pessoas de fora também podem não gostar da ideia, como por exemplo, mensageiros, entregadores e até clientes que tenham medo de cachorro. Deve-se criar formas de solucionar este problema, como ter um local onde prendê-los enquanto estas pessoas circulam no local.

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Buldogue francês deitado em sua caminha em seu canto no escritório. (Crédito/Copyright: “Por Patryk Kosmider/Shutterstock”)

E se todos os funcionários resolvem trazer seus cachorros? Como seria possível abrigar a todos ou fazer com que isso funcione sem tumultuar de vez o ambiente e atrapalhar o trabalho e o desempenho de todos? Neste caso, o melhor é criar diferentes itinerários com horários definidos para que todos tenham a mesma chance e possam se organizar. Há de se criar também regras e limites de convivência, como determinar os locais em que eles possam circular livremente e onde não podem ter alcance, como a mobília, por exemplo.

Mas na maioria das vezes, um negócio se torna “pet-friendly” quando é o dono que passa a trazer o seu animal para o local de trabalho. E muitas questões de comportamento e convivência podem vir à tona, mas a maioria concorda: nada que não se possa lidar.

Se a buldogue Rosie começa a latir durante uma ligação importante, tem sempre alguém para distraí-la e levá-la para longe do telefone. Quando o Golden Gus e outro cachorro de algum funcionário na firma Não estão se dando bem, nada que uma voltinha no quarteirão ou um treinador não resolva com algumas sessões para ajudar nessa convivência. A paz é sempre restaurada, basta um pouco de compreensão, bom senso e boa vontade entre todos.

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