Já ouviu falar em cachorro com alergia? As estações mais secas onde o ar fica com baixa umidade acabam sendo mais desconfortáveis tanto para os cachorros quanto para os seus donos mais suscetíveis à alergias e condições respiratórias.

Como os humanos, os cães também podem ser alérgicos a partículas de pólen e poeira, assim como a alimentos como trigo e peixe, como resultado de uma tentativa exagerada do sistema imunológico em lutar contra “possíveis inimigos” inofensivos.

Se o seu cachorro vem apresentando um padrão alérgico como esse nos últimos tempos, e você nem imaginava que cachorro com alergia era possível, hoje você vai entender a razão de tudo isso.

Continue com a gente abaixo!

É possível ter um cachorro com alergia?

O cachorro ocm alergia pode ter um dono alérgico também.

Assim como os humanos, os cachorros podem desenvolver alergias e isso tem se tornado até mais frequente que há algumas décadas atrás — hoje, cerca de 1 entre 5 cachorros aparecem nos consultórios veterinários para tratar algum quadro de alergia ou aliviar sintomas alérgicos.

Não há como relacionar a fonte dessas alergias a alguma peculiaridade genética específica ou condição ambiental. Mas esse aumento na quantidade de casos de cachorro com alergia parece ter a mesma razão das pessoas serem cada vez mais suscetíveis à elas que há séculos atrás: nós estamos mais higiênicos que antes.

Segundo infectologistas e microbiologistas, quando temos contato com uma grande número de micróbios, esses microorganismos treinam o nosso sistema imunológico a reconhecer o que é realmente um perigo à saúde ou não.

Se passamos a não ter mais contato com esses microorganismos, o nosso sistema imunológico acaba confundindo substâncias “inocentes”, como pólen, a inimigos em potencial. O mesmo acontece com os cachorros.

Portanto, é possível ter um cachorro com alergia, assim como é possível ele desenvolver alergias ao longos dos anos.

O que dizem os estudos sobre cachorro com alergia

Estudos recentes feitos por estudiosos na Finlândia da Universidade de Helsinki, concluíram que os cachorros com uma diversa variedade de micróbios na pele tinham muito menos alergias que seus companheiros mais “limpinhos”.

Isso porque esses cães tinham mais oportunidade de contato com o ambiente externo (quintal, terra, grama, areia), viviam com famílias maiores e conviviam com outros animais de estimação. Enquanto outros, eram segregados a uma vida mais reclusa, em apartamentos, com um único dono, com pouco ou nenhum contato externo ao ar livre.

Dentre mais de 100 cachorros estudados, quase ⅓ dos que viviam em lares com uma única pessoa, na cidade, tinham algum tipo de alergia comparados a menos de 10% dos cachorros de famílias grande com mais acesso a espaços abertos.

Os cachorros com alergia são ótimos modelos de organismo para estudar as alergias em humanos. Os pesquisadores na Finlândia queriam descobrir como o ambiente e o estilo de vida de uma pessoa pode afetar a comunidade de micróbios presentes nas suas peles e seus riscos em desenvolver alergias. No entanto, essas questões são mais difíceis de estudar em seres humanos — nossas vidas são bagunçadas.

A vida do cachorro é muito mais simples, e ainda tem muito mais relevância no mundo real que um rato de laboratório, por exemplo. Os resultados encontrados podem ser facilmente relacionados aos humanos. Por exemplo, se um cachorro é alérgico, muito provavelmente o seu dono é também.

Essas alergias são as mesmas nos humanos?

As alergias nos cachorros se apresentam de forma diferente nos humanos.

Na verdade, alergias em cachorros se apresentam de forma diferente que nos humanos. O seu tratamento também varia bastante. Ao invés de inspirar as substâncias alergênicas pelas narinas, eles as carregam na pele.

Portanto, eles se arranham, mastigam, rolam e se esfregam, ficando mais propensos a infecções secundárias nos ouvidos e nos olhos.

Os medicamentos anti-histamínicos que os seres humanos tomam para suas alergias também não funcionam em cachorro com alergia. Por outro lado, os esteróides são eficazes, mas não são seguros a longo prazo, por suprimirem o sistema imunológico do cão.

O melhor tratamento é testar o animal e oferecer uma imunoterapia personalizada, na forma de vacinas ou gotas.

A genética também influencia no desenvolvimento de alergias

Onde os cães vivem e como são os seus estilos e vida são fatores importantes para entender como eles desenvolvem alergias, mas algumas raças também são mais predispostas à elas que outras.

Os Buldogues franceses, por exemplo, são praticamente os campeões entre os casos de cachorros com alergia. É raro ver algum Buldogue sem alergias. Aliás, raças como Buldogues, Labradores, West Highland Terriers e Golden Retrievers são mais suscetíveis a ter defeitos genéticos que afetam a defesa da pele contra alergênicos.

O papel dos riscos genéticos no desenvolvimento de alergias é igualmente importante nos seres humanos. Se você for observar as grande s populações, você irá identificar tendências mostrando que a exposição a micróbios ambientais está relacionada a baixos índices de alergias.

No entanto, estas conclusões não podem ser aplicadas em nível individual level. Expor qualquer pessoa a mais micróbios não diminuirá necessariamente suas alergias se os genes dessa pessoa já a tornou predisposta a ter um organismo reativo.

É como se a solução fosse simplesmente colocar um porco para dormir com o bebê no berço. Mas não funciona desta maneira.

Por Equipe Editorial

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