Os artigos de nosso site já falaram sobre a ferocidade dos dinossauros, já mencionaram os perigos das cobras, já anunciaram a terrível predação do urso polar etc. Este artigo, porém, vai mostrar o lado lúdico e sábio da vida animal: a vida das borboletas. E, ao fim deste artigo, você vai conhecer algumas lições que a filosofia das borboletas transmite para nós, humanos.

Por outro lado, tem informações biológicas de extrema importância para que você, apreciador consciente de animais, transmita a conhecidos. Afinal, quanto mais e melhores informações dispusermos, mais os animais em geral estarão protegidos.

Participe. Compartilhe este artigo com seus contatos. Inclusive, as borboletas têm até mesmo um dia comemorativo de sua existência. É 14 de março na América do Norte e 29 de dezembro no resto do mundo. Assim, até o mês que vem, você tem tempo para divulgar ideias protecionistas em favor dos animais.

Aliás, você sabe por que esse inseto se chama borboleta? Veja no capítulo “Borboletas pela ótica geral”.

Borboletas pela ciência

As borboletas são insetos de aparência incríveis.


A taxonomia (braço da biologia que trata do registro e nomenclatura dos seres vivos) informa que elas são insetos. Pertencem à ordem dos Lepidoptera – “asas com camadas” em grego – e às famílias Hesperioidea e Papilionoidea. Ainda, são do tipo holometabolista, ou seja, seres vivos que passam por transformação físico-orgânica. Aliás, holometabolismo é também chamado metamorfose plena.

Há registros fósseis das borboletas. Os mais antigos datam do período Eoceno, isto é, 50 milhões de anos antes de você estar lendo este artigo. Isso significa que começaram a surgir mais menos 10 milhões de anos depois que os dinossauros voadores foram extintos.

Entretanto, outra linha de cientistas alegam que já foram encontrados registros ainda mais antigos, do período Cretáceo, ou seja, 140 milhões de anos atrás. Alegam tais pesquisadores que isso é aceitável porque se sabe que plantas com flores começaram a existir nesse período.

São nossas velhinhas sempre novas. Aparentemente, são descendentes diretas das mariposas, cujos fósseis mais antigos têm mais 200 milhões de anos – ainda do período Jurássico. É inacreditável que tais seres tenham se originado de outros tão, digamos, sem graça, mas é outro lado mágico das borboletas.

Borboletas dispõem de estratégias naturais que objetivam os mais diversos fins:

  • São polimórficas: apresentam-se nas mais diversas formas
  • São mímicas: ou seja, praticam mimetismo. São capazes de se fazer confundir com outros seres ou com a vegetação. Algumas espécies desenvolvem o que é chamado “eyespots”, desenhos de grandes olhos nas asas. Servem para despistar predadores
  • São aposemáticas: usam cores e formatos para desestimular ataques predadores
  • São simbióticas ou parasitárias: dependendo de situações, podem desenvolver elos amigáveis de companheirismo orgânico (simbiose) e até mesmo aproveitadores (parasitismo), normalmente com formigas e cupins
  • São metamórficas: passam por transformação física total em diversos estágios da vida

Organismo das borboletas

As borboletas são insetos de coloridos exiberantes.


Elas possuem duas antenas sobre a cabeça que têm pontas redondas. Dois pares de asas constituem a base da beleza das borboletas; são ligadas ao tórax por microveias e micromúsculos que as mantêm em movimento. Elas as jogam para trás lindamente quando não estão voando.

Por ser inseto, têm seis pernas. O esqueleto é externo, o que configura um ser de exoesqueleto. Seu corpo como um todo se divide em 03 partes: cabeça, peito e abdome.

A metamorfose

Dos ovos ao belo exemplar, são 04 ciclos ao todo, entre os quais produz 07 trocas de pele, chamadas ecdises:

  • Ovo – A fêmeas prenhes depositam os ovos em alguma folha vegetal
  • Larva – é, na verdade, a velha e boa conhecida lagarta. É nessa fase que as trocas de peles acontecem. Aumenta de tamanho em centenas de vezes
  • Pupa – é a chamada fase de descanso, também conhecida como crisálida. A larva se envolve em casulo e aguarda o momento de eclodir
  • Adulto – já adulta, a borboleta ganha o espaço exterior. Assim que deixa o casulo, suas asas estão dobradas e umedecidas. Ela espera a secagem para alçar o primeiro voo

Outra transformação não muito conhecida ocorre na velhice do animal. Suas asas vão perdendo as cores e se tornando meio disformes. Além disso, alguns estudos sérios mostram que suas asas capturam calor solar.

O estágio lagarta

Essa benditinha come a própria casa. É isso. A casca do ovo de onde ela sai é rica em nutrientes. Então, por que dispensar, não é mesmo? Aproveita e devora o local de onde veio, ou seja, é puro exemplo da frase “cuspir no prato que comeu”.

Depois disso e ainda nessa fase, acaba se transformando no terror das plantações. Jardineiros do mundo inteiro a amaldiçoam porque passa o dia triturando folhas vegetais. Dispõe de força enorme na boca, até mesmo desproporcional para seu tamanho.

Reprodução e tempo de vida

O “casal” identifica o parceiro ideal a partir do cheiro e colorido das asas. Se “tudo estiver a contento”, copulam durante o voo mesmo. Fêmeas de algumas espécies põem ovos já em 24 horas depois da fecundação, entre 100 e 500 unidades por vez. Por volta de uma semana após isso, as larvas começam a sair dos ovos.

Vivem relativamente pouco. Apreciadores lamentam que a maioria das espécies viva apenas entre 30 e 40 dias, enquanto as que têm maior ciclo de vida chegam a 08 ou 09 meses.

Tamanho e alimentação

Assim como em termos de cores, borboletas se apresentam nos mais variados tamanhos. Algumas espécies não passam de 3mm e outras podem ter mais de 30cm.

Depois da fase larva em que devoram folhas vegetais, a fase borboleta propriamente dita inicia. Então, ela passa a se alimentar apenas de substâncias líquidas. Nessa fase, desenvolveu uma espécie de tromba, chamada probóscide, bastante flexível.

As borboletas alongam a “língua probóscide”, pois está enrolada na boca, e degustam o néctar das flores. Ou suco das frutas, quando possível. Entretanto, há espécies até mesmo carnívoras: saboreiam carne em decomposição.

A espécie Harvester adora pulgões de couve. Elas introduzem sua língua no organismo das vítimas e sugam todo o fluido corporal.

Super-olhos

E, ainda, veem em círculo, ou seja, por todos os lados ao mesmo tempo. A estrutura ocular é composta 12 mil células captoras de frequência que transformam as sensações em imagens. E capturam a frequência ultravioleta.

Borboletas pela ótica geral

As borboletas são surpreendentes na polinização.


Fora da ciência, o que é bem intrigante para leigos e também apreciadores é seu nome popular. “O que a ideia de ‘manteiga que voa’ tem a ver um inseto tão lindo?”, pergunta-se em todos os países de língua inglesa (“butter” é “manteiga” no idioma). Na verdade, ninguém sabe. Mas que é intrigante, isso é!

O fato é que toda curiosidade não alimentada dá margem a especulações. Então, especula-se, por exemplo, que o nome “butterfly” vem da crença medieval sobre bruxas. Dizia-se que elas – as bruxas, não as borboletas – invadiam casas e comércio a fim de surrupiar manteiga, além leite. Ao [supostamente] verem a bruxa em sua vassoura no ar, diziam “lá vai mais uma manteiga voando”. Foi o que bastou.

Outra teoria diz que, em verdade, houve confusão em troca de letras com a expressão “flatter by”, que pode significar “torcer por algo ou alguém”. Ao ver esses graciosíssimos insetos voando, tão frágeis, tão desprotegidos, diziam “flatter by it”.

Teorias e adaptações à parte, veja mais detalhes gerais sobre borboletas.

Plantadoras exímias

Elas ajudam a natureza ao polinizar quantidade incomum de vegetação. Além disso, há espécies que, quando ainda lagartas, devoram insetos malignos à lavoura.

Seus hábitos são diurnos na maioria das espécies – no máximo, até o início da noite. Passam o dia inteiro à procura de flores e vegetação em geral para se alimentar e polinizar.

Viajantes pelo mundo

As borboletas estão por toda parte.


Elas estão no mundo inteiro e não se preocupam muito com ambiente. Vivem no frio, no calor, no meio termo, na umidade, na secura etc. até mesmo nas regiões montanhosas. Porém, o habitat preferido são florestas tropicais.

Algumas espécies de borboletas conseguem descrever grandes distâncias em determinadas ocasiões (você vai saber abaixo no trecho sobre borboletas monarcas). E algumas são bem rápidas: voam à velocidade de quase 20km/h.

Interessante: há alguns anos, cientistas britânicos contradisseram a ideia até então aceita sobre voos aleatórios das borboletas. Instalaram transmissores microscópicos em 30 exemplares depois de se certificarem de que não interferiam nos hábitos delas. O deslocamento foi acompanhado por radar. Identificou-se que elas tinham objetivos claros. Além disso, desviavam de objetos diversos com antecedência de mais ou menos 200m.

Quando os radares apontaram que elas escolhiam “planos de voos inteligentes”, perceberam que os voos não são feitos ao léu. Quando conveniente, ora voavam em linha reta e rápida ora lentas e em curvas.

Elas dão 20 “braçadas” por segundo no ar para se manter em voo.

As belíssimas espécies de borboletas

Existem belíssimos exemplares de borboletas.


Outro ponto que nos leva a refletir filosoficamente é que, como foi visto acima, borboletas têm as mariposas como origem. E, normalmente, mariposas são feinhas, feinhas (há algumas espécies tão coloridas quanto as borboletas, mas não são tão graciosas quanto).

Há quantidade razoável de tipos de borboletas: 15 mil (outros estudos apontam para até 28 mil). E constantemente outras espécies são descobertas; ainda, há muitas já descobertas e não registradas nem nomeadas. Vamos ver algumas, pois, evidentemente, não é possível se elencar todas aqui, não é?:

Borboleta Monarca

Elas vivem entre o México e o Canadá. No outono canadense, saem de lá, atravessam os EUA inteiros e buscam o território mexicano. Ou seja, viajam por mais de 3 mil quilômetros a fim de ter seu lugar ao sol quentinho. Passado o período de inverno, começam a viagem de volta ao Canadá.

Interessante: diz-se que as borboletas monarcas retornam para o Canadá no verão. Entretanto, seu rápido ciclo de vida não é suficiente para isso. Em verdade, os exemplares que voltam para aquele país são descendentes dos que fizeram a viagem de ida. Então, canadenses e mexicanos não veem as mesmas borboleta que saíram.

É outra característica mágica e com fortes laços filosóficos desses insetozinhos cheios de surpresas.

Borboleta-zebra

Obviamente, o nome já demonstra como é a aparência; entretanto, a biologia a chama de Heliconius charithonia, o que, convenhamos, é um pouco mais complicado. É tão conhecida e apreciada em certas regiões do mundo que, na Flórida, é considerada oficialmente como símbolo estadual.

Alimenta-se exclusivamente de pólen, o que aumenta seu ciclo de vida para até 6 meses, conforme pesquisas científicas. Sua defesa mais interessante é som forte emitido pelo bater de asas que surpreende e afasta perseguidores.

Borboletas Asa de Pássaro

Trata-se da maior espécie conhecida com mais ou menos 30cm de envergadura, ou seja, da ponta de uma asa à outra. Não é lá muito bela, pois as fêmeas, por exemplo, são praticamente monocoloridas. Já os machos têm cores mais fortes, normalmente esverdeadas.

Estão em extinção, lamentavelmente. Ainda são encontradas na Papua Nova Guiné, ao norte da Austrália. Contudo, mesmo lá, há pouquíssimos exemplares por conta de desmatamento e consequente perda de habitat, além de caça por parte de colecionadores. Para eles, um exemplar pode valer até 9 mil dólares. Inclusive, esse valor incentiva contrabando e caça irregular.

Morpho

É do tipo grande. Chega a 15cm de envergadura. Vive mais nas américas Central e do Sul; afinal, gostam de climas quentes tropicais. O que caracteriza essa espécie é a fortíssima cor azul que, aliás, completa seu nome: Morpho Azul.

Apresenta também faixa preta na extremidade lateral das asas. Isso funciona como proteção, pois engana predadores, ou seja, camaleões, sapos e outros. Outra forma de proteção é exalação de forte odor quando se sente ameaçada.

Borboleta-oitenta-oito

Assim como a espécie borboleta-zebra, o nome esclarece exatamente o formato dos desenhos nas asas. O número é incrivelmente evidente e visível. Há doze subespécies desse tipo e todas apresentam o 88 tatuado.

Borboleta-pavão-diurno

É encontrada mais no sul da Ásia. Apresenta desenhos lindíssimos que se assemelham a olhos surpreendentes. Dependendo do clima e temperatura, as cores dessa espécie alteram a tonalidade. Chegam a brilhar muito mais quando longes de climas úmidos. Vivem mais na América Central.

Borboleta Apollo

É conhecida em muitas regiões como borboleta de pelúcia porque tem pelos macios no corpo todo. O contraste do branco das asas com pintas escuras é muito interessante.

É considerada espécie genuinamente europeia, sendo encontra apenas na região da Península Ibérica, incluindo a Itália.

O lado ruim

Bem, nada é perfeito. Quando no estágio de larvas (veja mais ainda neste artigo), podem danificar plantações inteiras. Se houver infestação, algumas dezenas de indivíduos são capazes de causar danos irreparáveis em apenas uma noite.

Além disso, algumas delas produzem toxinas nocivas à saúde de mamíferos, incluindo ser humano. A espécie monarca, por exemplo, depositam seus ovos em plantas com toxinas em sua composição. Assim, quando em estágio de larvas, ingerem tais plantas. O veneno permanece no organismo do inseto até o fim da vida, ou seja, na fase borboleta.

Em contato com mucosas humanas ou de outros animais, podem causar irritação terrível. É conhecida a preocupação de pessoas que lavam muito bem as mãos que tocaram em borboletas. Dizem que o pó que sai das asas provoca problemas sérios no globo ocular. E elas têm razão.

As borboletas e a Filosofia

A lenda da borboleta azul.


Os ciclos de vida da borboleta estão tão arraigados no imaginário popular que são constantemente usados em palestras motivacionais. E em diversos canais de comunicação: livros, TV, cinema, teatro etc., tais associações estão presentes A magia contida nesse processo é mesmo intrigante. E não é à toa: os ovos parecem gosmas gordurosas e se transformam em lindos corpúsculos esvoaçantes.

Borboletas são fontes inesgotáveis de ensinamento filosófico. São raros os palestrantes que não lançaram mão desses ensinamentos em algum momento. Tanto no Brasil quanto no Japão, a presença de borboletas no interior das casas significa que período de prosperidade está chegando. Porém, em algumas regiões por aqui, não é bem assim: elas significam passagem de um estágio a outro, ou seja, da vida para morte.

A Borboleta Azul

Conta-se que havia duas meninas muito ávidas por conhecimento. Porém, eram bastante soberbas. Viviam fazendo pergunta ao pai sobre todos os conceitos da vida. Como não tinha condições de satisfazer a curiosidade de ambas, o homem resolveu enviá-las a um templo de sábio, seu amigo. Lá, passariam alguns dias.

As meninas não gostaram da ideia. Então, idealizaram plano para humilhar o sábio e, então, voltarem para casa. A mais velha delas capturou uma belíssima borboleta azul e a manteve presa na mão fechada. Chamou a irmã e ambas se dirigiram à presença do mestre.

Mestre, diga-nos: a borboleta azul em minha mão está viva ou morta?

As meninas já haviam feito uma infinidade de perguntas ao homem e ele respondera sempre com sabedoria, calma e clareza. Por isso, imaginaram a armadilha. Se o sábio dissesse que a borboleta estava viva, a menina a esmagaria e, então, a resposta estaria errada; se disse que estava morta, bastaria abrir a mão e mostrar que o inseto vivia. Essa também seria resposta errada.

O mestre respirou profundamente e respondeu:

Filhas, tudo na vida está em nossas mãos. É por elas que as situações acontecem sempre a partir das decisões que tomamos e escolhas que fazemos. Assim também se encontra a condição de vida da borboleta: em suas mãos.

O Salvador de Borboletas

Certa vez, um jovem se achou injuriado com a vida. Enfrentava diversos problemas de uma só vez e não sabia o que fazer. Entretanto, era rapaz de bom coração e vivia buscando ajudar a todos.

Triste, dirigiu-se para um penhasco. Lá, deparou-se com um casulo de dentro do qual uma bela borboleta tentava escapar. Ele observou o esforço que o ser vivo fazia para se livrar da prisão.

Sem pensar muito, o jovem optou por auxiliar a borboleta, como fazia com quantos cruzassem seu caminho e precisassem de ajuda. Então, abriu seu canivete e fez pequena abertura no casulo. Sorriu ao ver que a borboleta conseguiu sair dele.

Entretanto, notou que ela caiu ao chão e pareceu não ter forças para voar. As asas ainda estavam úmidas e dobradas. O jovem novamente quis ajudar. Assoprou até que as asas secassem e, depois, abriu-as com as próprias mãos. Porém, o serzinho não voou. Aliás, nem saiu do lugar. Pelo contrário:  morreu.

Ele não entendeu o sucedido. Achou que fosse por conta do período que ele mesmo estava vivendo em que nada dava certo. Contudo, não sabia ele que o esforço que as borboletas fazem para sair do casulo é que fortifica suas asas. O tempo que esperam para que as asas sequem é adequado para que os músculos se fortaleçam.

Na ânsia de ajudar, acabou interrompendo o fluxo natural da vida da borboleta.

Este artigo poderia ainda trazer outra infinidade de informações úteis sobre o universo desses belíssimos e interessantes seres. Entretanto, ficaria extenso demais em função de quantidade de dados. É universo pleno de curiosidades e surpresas capazes de deixar a todos de boca aberta. Assim, se você tiver ainda outra curiosidade sobre borboletas, deixe na área de comentários abaixo.

Por Serg Smigg

Serg Smigg é jornalista, redator, revisor e analista textual, além de roteirista e escritor. Extremo defensor das causas animais, cria seus textos apresentando conceitos claros sobre a importância desses para a humanidade e caminhos para sejam cada vez mais respeitados. A paralelo, ministra palestras inspiracionais corporativas na área de comunicação interna, externa e interpessoal social. Oferece dicas de gramática e expressividade em seu site smiggcomcorp.wordpress.com.

Perguntas & Respostas

  1. Belo texto, obrigado por compartilhar! Você sabe me dizer qual o nome da espécie da imagem que ilustra o título “As belíssimas espécies de borboletas” muito obrigado!

    1. Desculpe, Thiago, mas não sabemos. Vou procurar saber e te informo assim que obter uma reposta.

Deixe uma resposta