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Staffordshire Terrier Americano

O Staffordshire Terrier Americano já ocasionou muitos debates com relação à sua origem.
Alguns especialistas dizem que o Staffordshire Terrier Americano e o Pit Bull Terrier Americano são a mesma raça, outros afirmam, com a mesma convicção, de que são duas raças completamente diferentes. Ambas são denominadas “raças bully”, muitas vezes apenas chamadas de “pit bull”. O problema é que “pit bull” não é uma raça, mas um termo usado para descrever raças como o Pit Bull Terrier Americano, o Bull Terrier, o Staffordshire Bull Terrier e o Staffordshire Terrier Americano.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Staffordshire Terrier Americano

Origem: Estados Unidos
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Raro / UKC Terrier.
Função original: cão de luta
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Am Staff
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Machos de 46 cm a 48 cm / Fêmeas de 43 cm a 46 cm
Peso: Machos de 30 kg a 35 kg / Fêmeas de 25 kg a 30 kg
Cores: qualquer cor, sólido, particolor ou com manchas são permitidos; contudo, mais de 80% branco, preto-e-tan, e fígado não devem ser encorajados.
Pêlos: curto rente à pele, brilhante e macio.
Manutenção: fácil, baixa, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 09 a 15 anos.
Filhotes: de 5 a 10 filhotes de Pit Bull Terrier por cria
Reconhecimento (Canil): ACA / AKC / ANKC / APBR / APRI / CKC / DRA / FCI / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Staffordshire Terrier Americano

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AmStaffs filhotes lado a lado prestando toda atenção ao seu dono. (Créditos/Copyright: “Por Alena Kazlouskaya/Shutterstock”)

Apesar das controvérsias, todos os especialistas concordam que esta confusão começou quando a AKC, no início de 1930, quis dar um novo nome à raça Pit Bull Terrier Americano, Staffordshire Terrier Americano, para separá-la de seu passado de cão de luta. O Pit Bull Terrier Americano passou a não ser mais reconhecido pela AKC, enquanto o Staffordshire Terrier Americano, que é levemente menor, tem sido. Na verdade, todas as raças “bull” são muitas vezes confundidas.

O Staffordshire Terrier Americano é a raça conhecida no segmento de exposições e conformação de raças, enquanto o Pit Bull Terrier Americano ficou com a sua linhagem de cão de luta. As duas raças são reconhecidas por diferentes instituições de registro de raças, embora são criadas para ter as mesmas qualidades e mesma construção, apenas com algumas pequenas diferenças.

Embora tenha uma aparência bastante intimidadora, o Am Staff, como é carinhosamente chamado, é amável, dócil, brincalhão e ativo. Normalmente é até amistoso com estranhos desde que esteja na presença de seu dono, e muito bom com crianças. É uma raça muito protetora com relação à sua família e território, portanto pode ser agressiva com relação a outros cães — especialmente aqueles que o desafiarem. É teimoso, tenaz e destemido. Mas o mais importante para esta raça é a afeição do seu dono.

São excelente companhia, pois são afetuosos, devotados e protetores. Estão constantemente tentando agradar, e são muito obedientes. Os Am Staffs Terriers são cães de guarda naturais, altamente inteligentes, leais e corajosos. É importante socializar uma raça bully como esta desde pequena para prevenir comportamentos agressivos. Quando treinado suficientemente, o Staffordshire Terrier Americano é capaz até de se dar bem com outros animais e pessoas que não sejam do seu convívio. Contudo, é uma raça que exige paciência e um dono experiente, que seja ativo, firme, compreensivo e paciente.

O Am Staff possui uma aparência e reputação formidáveis, e foi feito para amar e aceitar pessoas. Nas mãos de donos responsáveis e amáveis, com a quantidade certa de socialização, treinamento, atenção e amor, ele é capaz de ser uma cachorro dócil e afetuoso com toda a família.

Origem da raça Staffordshire Terrier Americano

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Cães Staffordshire Terriers Americanos correndo juntos na neve. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano é uma das raças terrier mais antigas. Cruzamentos feitos durante o século XIX, na região inglesa de Staffordshire, entre raças como o Buldogue e vários outros tipos de terriers, acabaram dando origem ao musculoso e ativo Staffordshire Bull Terrier, na tentativa de desenvolver raças de cães de luta cada vez mais poderosas.

Vários outros cães ancestrais antigos foram também desenvolvidos para o popular “esporte” de luta de cães. Por isso, a vitalidade extraordinária desta raça é o resultado direto de cruzamentos entre cães de luta de sucesso. Todos estes cachorros ganharam fama rapidamente, mesmo o esporte tendo sido declarado ilegal, e todos passaram a ser chamados de “pit bulls” (Pit Bull Terrier Americano, o Bull Terrier, o Staffordshire Bull Terrier e o Staffordshire Terrier Americano), em alusão às arenas de lutas.

O Staffordshire Terrier Americano na América

Trazido para os Estados Unidos ao final dos anos 1800, onde eles dominaram as “arenas de de luta”, a raça caiu no gosto dos Americanos que transformaram a sua aparência, aumentando o seu peso e sua cabeça. Foi nos Estados Unidos que eles se tornaram conhecidos como Pit Bull Terrier, Bull Terrier Americano e até Yankee Terrier. Hoje reconhecida como uma raça separada, o Staffordshire Terrier Americano é maior e ainda mais pesado que o seu primo inglês, o Staffordshire Bull Terrier.

Embora seus antigos ancestrais tenham vindo da Inglaterra, o desenvolvimento do Staffordshire Terrier Americano é uma história de raça inteiramente Americana. Este tipo de cachorro foi instrumental para o sucesso de fazendeiros e colonos que desenvolveram este país. Eles eram usados para trabalhos na fazenda, caçar animais selvagens como porcos, ursos e outros animais grandes, guardavam e vigiavam o território, e faziam companhia a suas famílias.

Staffordshire Terrier Americano X Pit Bull Terrier Americano

Depois que as “rinhas de cães” foram proibidas também nos Estados Unidos em meados de 1900, duas linhagens destes cães foram desenvolvidas, uma linhagem para exposição e outra não. A linhagem para exposições foi chamada de Staffordshire Americano, para que o seu passado de cão de luta pudesse ficar para trás, enquanto a outra ficou sendo Pit Bull Terrier Americano. As duas são agora reconhecidas como duas raças separadas, e o Staffordshire Terrier passou a ser oficialmente chamado de Staffordshire Terrier Americano em 1972. Ambos são ótimos animais de estimação com o dono certo. O Staffordshire Terrier Americano foi reconhecido pela AKC em 1936.

O Staffordshire Terrier Americano nos dias de hoje

Os Staffordshires Terrier Americanos de hoje são companheiros amáveis, além de estrelas de eventos de conformação, nem de longe os gladiadores do passado. O Am Staff evoluiu para um temperamento doce e leal, com uma disposição digna de confiança ao redor das pessoas. Contudo, a raça (juntamente com seus primos) têm sido alvo de ataques da mídia de vez em quando. O importante é saber que que muitas destas notícias que são divulgadas na mídia (como ataques envolvendo “Pit Bulls”) são protagonizados por cães de má criação, misturas de cães indevidas que criam raças completamente diferentes. Apesar disso, o Am Staff atualmente tem desfrutado de um dos seus períodos mais populares entre pessoas que desejam um cachorro divertido e amável. Embora raramente seja usado em fazendas, os talentos que fizeram dele um cachorro para todas as horas ainda podem ser encontrados na raça. Alguns dos talentos do Staffordshire Terrier Americano incluem cão de guarda, vigia, trabalho policial e alguns esportes caninos como o agility.

Aparência do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano filhote parte castanho, parte branco andando no deck. (Créditos/Copyright: “Por Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano é um cachorro extremamente forte e poderoso para o seu tamanho. A raça possui um corpo compacto, musculoso que é ágil e atlético. Em geral, AmStaffs possuem uma estrutura óssea maior, cabeça maior e são mais pesados que os Pit Bull Terriers Americanos, e normalmente são mais baixos.

Am Staffs possuem uma cabeça com bochechas largas, focinho curto de comprimento médio e arredondado na parte de cima saindo bem abaixo dos olhos e mandíbulas fortes. Os lábios são retos e fechados, sem ser caídos, e os dentes formam uma mordida de tesoura.

Am Staffs possuem costas curtas e largas, patas traseiras retas. Suas orelhas eretas são tipicamente cortadas – embora naturais sejam a preferência, contanto que sejam curtas e para cima. Os olhos devem ser pretos, fundos e separados um do outro. Pálpebras rosadas são consideradas um defeito de acordo com os padrões da AKC. A cauda não deve ser amputada, embora seja considerada curta comparada ao tamanho do cachorro, e afina na ponta.

A pelagem do Staffordshire Terrier é curta e quase não precisa de manutenção ou muito cuidado. Os pêlos devem ser sempre curtos e lisos, do mesmo comprimento pelo corpo inteiro do cachorro, deve permanecer duro ao toque e bem rente à pele do cão. Seus pêlos podem ser brilhantes, mas nunca macios ou sedosos. As cores podem variar bastante — sólida, parcial ou manchado, embora vermelho e bege com reflexos, tanto com branco ou sem branco, são preferíveis. Preto e castanho, vinho ou qualquer outra combinação que seja mais de 80% branco, de acordo com os padrões da AKC não são encorajados. Ao contrário do Pit Bull Terrier Americano, o Staffordshire não pode ter nariz “Dudley” (vermelho).

Ambiente Ideal para o Staffordshire Terrier Americano

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Stafffordshire Terrier Americano adulto interagindo amigavelmente com um filhote de gato. (Créditos/Copyright: “Por Grigorita Ko/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano pode ficar bem em um apartamento ou pequena residência se for exercitado de forma suficiente. Eles são bastante ativos dentro de casa, mas são capazes de ficarem bem sem um jardim. A raça prefere os climas quentes e é bastante vulnerável em climas frios. Embora possa viver do lado de fora da casa em climas temperados, a raça é mais adequada para ficar junto à sua família, dentro de casa.

Temperamento & Personalidade do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano e sua dona deitados no chão apreciando a companhia um do outro. (Créditos/Copyright: “Por Chirtsova Natalia/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Staffordshire Terrier Americano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização de uma raça bully ajuda a garantir que o seu Staffordshire Terrier Americano cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Staffordshire Terrier Americano é um cachorro inteligente, alegre, extrovertido, estável, de boa natureza, leal, tenaz e muito afetuoso. Ele possui muita energia e esbanja força e agilidade. São teimosos e destemidos, cheios de vida e extremamente corajosos.

Quase sempre obedientes, é o tipo de cachorro que deseja agradar o seu dono mais que tudo na vida. Por isso, é altamente protetor de sua família e propriedade, e irá combater o inimigo com persistência se sentir que está ameaçado. Também possui uma alta tolerância à dor. A raça possui a reputação de bom cão de guarda, mas a sua boa natureza e espírito amistoso pode traí-lo. A sua principal arma é a sua aparência de mau e corpo musculoso e sua reputação de feroz.

Alguns Staffs que não forem socializados o suficiente podem se mostrar agressivos. Portanto socialize-os desde pequenos para evitar tendências agressivas. Quando treinados e socializados de maneira adequada, o Staff é capaz de ser um companheiro excelente para a família. Tanto é que, tipicamente, Staffs amam passar o tempo com seus donos e irão segui-los onde for pela casa. É comum eles se aconchegarem no colo sempre que tiverem chance. Ele também adora atenção e aprovação de seu dono, seja de visitantes ou participando de exposições ou campeonatos de agility.

Am Staffs podem não falar a nossa língua, mas eles adoram se comunicar com as pessoas e sentem prazer em chamar atenção. Os sons que eles fazem quando querem alguma coisa pode ser muito divertido. Eles não costumam latir em excesso, à não ser que sejam deixados sozinhos com frequência e sem estímulos.

Embora afetuosos, não é uma raça para pessoas passivas demais que não entendem que todo cachorro possui o instinto de manter o bando em ordem. Eles precisam de um dono firme, confiante, consistente que entende como apresentar uma liderança adequada.

Treinamento e uma criação junto a outros animais de estimação desde pequeno é importante para a sua socialização e bom desenvolvimento, ou ele poderá provocar brigas com outros cachorros, especialmente se sentir que está sendo desafiado, devido a sua natureza Terrier. A verdade é que apesar de amarem a companhia de seres humanos, estão mais propensos a odiar outros cachorros que amá-los, especialmente os do mesmo sexo. Seria mais aconselhável não manter cachorros intactos do mesmo sexo juntos e evitar levá-los a parques ou locais públicos onde é permitido que fiquem correndo solto. Considere a castração para mantê-los mais calmos e amistosos.

Se o seu Am Staff vai se dar bem com outros cachorros em locais públicos vai variar de cachorro pra cachorro — alguns são amistosos; outros, nem tanto. Com a socialização adequada, o Staff é capaz de se dar bem com todos, até estranhos desde que na presença de seus donos.

Eles enxergam gatos e outros animais pequenos e peludos como presas, à não ser que sejam de seu convívio. Mas são bastante tolerantes com crianças, mas isso não significa que irão tolerar ser maltratados ou servir de babá canina. Nenhum cachorro deve ser deixado sozinho com crianças pequenas, para a segurança de todos os envolvidos. Esta raça é mais adequada para famílias com crianças de 6 anos de idade ou mais. E crianças de qualquer idade devem ser ensinadas a tratar estes cachorros (ou qualquer outro animal) com respeito.

Como qualquer outro cachorro, o Staff certamente possui alguns comportamentos normais que podem ser altamente destrutivos quando não canalizados de maneira adequada. Am Staffs são famosos pela propensão a cavar, puxar e mastigar. Proteja seus pertences colocando-os fora do alcance. No jardim, forneça um local só dele para cavar. E tenha sempre um estoque de brinquedos para ele mastigar e brincar.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Seja o seu Am Staff de criadores ou de grupos de salvamento, filhote ou adulto, você terá que dar muito amor à ele. Ele é teimoso e dominador, e se você deixar, ele irá tentar mandar em você e controlar tudo.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor e não tão forte e poderoso, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas com uma raça poderosa como o Staffordshire Terrier Americano, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O Staffordshire Terrier Americano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Viver com um Staffordshire Terrier Americano é uma enorme responsabilidade — uma dessas que não podemos se livrar tão facilmente, se decidir que ele não é o cachorro certo. Tenha certeza de que estará fazendo a escolha certa antes de levar o seu Am Staff para casa.

Cuidados e Manutenção do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano adulto de pelagem toda branca. (Créditos/Copyright: “Por Lunja/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Staffordshire Terrier Americano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

AmStaffs possuem uma pelagem curta fácil de cuidar e manter. Escove-o regularmente com uma escova firme, dê banhos ou use shampoo seco quando necessário. Passar uma toalha ou pano de chamois para fazer os pêlos brilharem. Eles soltam pouco pêlo, dependendo do clima. Para remover os pêlos soltos, passe uma toalha áspera ou seca, ou use uma luva de borracha especialmente feita para isso.

Saúde do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americanos filhotes juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “Por Grigorita Ko/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Staffordshire Terrier Americano, infelizmente, não foge à regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida. Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Staffordshire, é certamente a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o cachorro irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Displasia coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente os sintomas começam a surgir entre quatro meses e um ano de idade.

Problemas oculares

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Cherry Eye – Conhecido na veterinária como prolapso da glândula da terceira pálpebra. Ocorre por flacidez dos ligamentos que sustentam a glândula da terceira pálpebra, principalmente, em filhotes. Desta forma, a glândula sai e fica exposta. A correção é cirúrgica.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Problemas cardíacos

Cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados. Em cães da raça Staffordshire Terrier Americano, afetados por esta anomalia, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Obesidade

O Staffordshire tem, sem dúvida, tendência a obesidade. O apetite destes animais é certamente grande e, portanto, comem exageradamente se não houver um limite. Por isso, as porções de alimento precisam ser controladas com rigidez. Além disso, a obesidade canina está se tornando uma doença cada vez mais comum em cães. Se não tratada, pode causar muitos problemas de saúde ao animal.

Sua principal causa é o desequilíbrio entre o consumo e gasto energético. Ou seja, consomem-se mais calorias do que se gastam. Consequentemente, este excesso de calorias é acumulado em forma de gordura produzindo aumento de peso.

Problemas dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica. Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Outras observações

O Staffordshire Terrier Americano, além de todos os problemas ao qual tem predisposição, pode ainda nascer com lábio leporino. Ou seja, uma abertura na lateral dos lábios superiores, entre a boca e o nariz que pode comprometer também dentes, gengivas, maxilar superior e o próprio nariz.

Além disso, muitas vezes, este problema está associado à Fenda Palatina, que é uma abertura no céu da boca que permite a comunicação direta entre a cavidade oral com o aparelho nasal.

O Staffordshire Terrier vive cerca de 10 a 12 anos. Todavia, não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, é possível estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier preto e branco pronto pra sua atividade no parque. (Créditos/Copyright: “Por Vera Zinkova/Shutterstock”)

A maioria dos Staffordshire Terriers Americanos possuem aquilo que as pessoas chamam de “drive,” uma espécie de desejo instintivo que os obriga a ter algo para fazer sempre. O AmStaff precisa gastar a sua energia diariamente, ou ele se tornará muito difícil de lidar. Espere gastar, pelo menos 2 horas por dia com ele. Em geral, todos eles são atléticos e saudáveis e podem ser excelentes companheiros para corridas ou ciclismo. Muitos Am Staffs adoram nadar e correr e trazer coisas de volta, seja na água ou na terra. Graças a sua inteligência e desejo de agradar o tempo todo, Am Staffs também costumam se dar bem em esportes caninos, como o agility, puxar trenós ou carrinhos, freestyle, farejamento, obediência, rally e tracking.

Eles precisam ser levados para fazer longas caminhadas ou corridas diariamente, e enquanto fazem isso, devem estar ao lado ou atrás da pessoa que leva a coleira, pois por instinto o líder é quem lidera o caminho, e o líder DEVE ser o humano. Ensine-o a entrar e sair depois de você, sempre.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano de perfil.(Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

Comece o seu treinamento cedo e continue treinando-o durante a vida toda. O Staffordshire Terrier Americano e muito obediente e ávido para agradar. Socialização intensiva e extensa desde cedo, assim como treinamento de obediência são a base para uma boa relação com o seu Staffordshire Terrier e absolutamente crucial para esta raça. Inicie o seu treinamento no momento que trazê-lo para casa. Mesmo filhote ele é capaz de absorver tudo o que você for capaz de ensiná-lo. Não espere até os 6 meses de idade, ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso.

O mínimo de treinamento e socialização desde sempre, junto a uma quantidade adequada de exercícios e uma liderança firme, fará com que ele seja um cachorro tranquilo e obediente.

O AmStaff é uma raça de de energia muito alta e vívida, o que torna o seu treinamento um pouco difícil. Sendo inteligente, obstinado e teimoso, esta raça PRECISA e um treinamento consistente com um treinador dominante para evitar problemas de dominância que possa surgir. Uma correção firme é imprescindível para uma raça poderosa como esta.

Socialize-o completamente desde pequeno para combater tendências agressivas e mantenha-o sempre sob controle na presença de outros cães. Ensine-o respeitar as pessoas não permitindo que ele pule em cima delas ou entre em casa primeiro que elas. Seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele.

O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Staffordshire Americano é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

O Staffordshire Terrier Americano deve ser ensinado desde cedo a não puxar pela coleira, pois ele costuma ficar muito forte quando adulto. Ele é capaz de aprender e absorver muita coisa se for treinado com consistência. Staffordshire Terriers Americanos são obedientes e possuem um forte instinto para agradar o seu dono, mas não irão responder bem à métodos severos e agressivos. O seu treinamento deve ser feito com respeito, elogios, firmeza, paciência e consistência.

Eles precisam de comandos assertivos, firmes e consistentes, e respondem bem a recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. Há vários métodos de treinamento para treiná-lo a fazer suas necessidades fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Airedale Terrier

Conhecido pelo apelido “Rei dos Terriers”, o Airedale Terrier é o maior exemplar canino de todos os Terriers, além de estar também entre os mais versáteis. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Airedale Terrier

Origem: 2a. metade de 1800
Data de origem: Inglaterra, Reino Unido
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, cão esportista
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: “Rei dos Terriers”, Waterside Terrier, Bingley Terrier.
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 56 cm a 61 cm / Fêmeas de 56 cm a 58 cm
Peso: Machos de 23 kg a 29 kg / Fêmeas de 18 kg a 20 kg
Cores: castanho c/ preto ou grisalho
Pêlos: curta, rente à pele, emaranhado duro (conhecido por arame)
Manutenção: moderada à intensa
Expectativa de vida: cerca de 10 a 13 anos.
Filhotes: cerca de 9 filhotes de Airedale Terrier por cria
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / CET / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Airedale Terrier

Airedale Terrier adulto deitado no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por Lumia Studio/Shutterstock”)

O Airedale terrier originou-se no Aire Valley de Yorkshire, na Inglaterra, de onde herdou o seu nome, e foi criado para caçar lontras e ratos na região entre o Rio Aire e o Rio Wharfe.

Durante a Primeira Guerra Mundial, um corajoso Airedale Terrier chamado Jack atravessou campos de guerra para levar uma mensagem aos quartéis Britânicos. Correndo quilômetros por campos alagados sob forte artilharia, Jack quebrou uma das patas e a mandíbula para completar a sua missão, falecendo logo após. A mensagem, porém, acabou salvando o seu batalhão e lhe rendeu a póstuma homenagem ao receber a “Cruz Victória” por “Bravura em Campo”.

A bravura e a coragem de Jack ainda marca presença na personalidade dos Airedales de hoje. Cães como ele eram criados como cachorros “multi-uso” que possuíam o entusiasmo de um Terrier, mas que podiam também nadar e farejar presas. Por isso, Airedale Terriers são capazes de ter bons desempenhos em esportes, como também são cachorros trabalhadores ideais, como Jack que demonstrou todos os seus dotes durante a Primeira Guerra Mundial.

Inteligente, extrovertido, brincalhão, atlético, estiloso, engraçado e aventureiro, o Airedale possui um traço lúdico e divertido em sua personalidade que encantará à todos na família.

O Airedale é intenso e ativo, e muito protetor. É leal, mas muito teimoso e cabeça dura. Não se pode falar de um Airedale sem mencionar a sua personalidade independente. Ele pensa por si mesmo, é obstinado e nem sempre espera pela ordem de seu dono. Se você deseja um cão altamente maleável ou submisso que normalmente espera por cada comando, o Airedale Terrier não é para você. Contudo, se você é estimulado por desafios, ter a companhia de um Airedale pode ser muito agradável.

Por causa deste traço da sua natureza, alguns podem ser mais dominadores que outros. Por esta razão, o Airedale Terrier deve ser treinado desde cedo para evitar problemas de dominância e garantir que ele saiba se comportar. Felizmente, ele é tão bonito quanto inteligente, e charmoso o suficiente para compensar certos níveis de teimosia.

Aqueles que não estiverem prontos para fornecer um treinamento constante desde filhote, assim como uma liderança firme, porém amorosa, durante o seu desenvolvimento logo irão descobrir que o Airedale Terrier é um tanto difícil de lidar.

Portanto, não é de se surpreender, que o Airedale ainda seja um excelente cão vigia. Ele é capaz de proteger sua família de invasores com lealdade, ferocidade e bravura. No entanto, ele pode ser amistoso o suficiente para saldar todos os seus convidados em casa.

Ele pode ser um bom cachorro em casa se for exercitado e estimulado tanto fisicamente quanto mentalmente. Eles adoram ter uma tarefa para fazer, mesmo que seja tão simples quanto entreter crianças, com quem é capaz de conviver de forma esplêndida — ele colocará em prática todo o seu lado cômico e brincalhão.

Ele gosta de brincar e fará sempre com enorme entusiasmo — correr, dançar, buscar brinquedos, além de várias outras travessuras como roubar objetos e comida — tudo isso com o mesmo entusiasmo e dedicação que ele colocará em outras tarefas como cavar o jardim ou comer o reboco da parede da sala. Como todo Terrier, o Airedale tem uma certa adoração por cavar, perseguir e latir. Ele amadurece devagar, e muitas vezes é infantil até em idade avançada.

Sim, tudo isso é verdade, um Airedale Terrier deixado sozinho é como uma máquina perpétua dedicada a fabricação do caos. Qualquer um que deseja trazer um Airedale para o convívio da família precisa estar disposto a fornecer treinamento consistente desde filhote, saber respeitar a sua natureza e nunca nega-lo exercícios, estímulos, companhia e afeição.

É preciso dizer também que o Airedale Terrier não tolera e não perdoa qualquer tratamento agressivo e ainda é capaz de guardar ressentimento com relação ao seu agressor. Ele também pode ser agressivo com outros animais e outros cachorros, não gosta de ser desafiado, e possui um forte instinto de presa, o que o torna difícil de lidar em alguns momentos.

Tenha em mente: Airedales não iniciam as brigas — eles as terminam.

Embora ele aprecie a companhia da sua família, ele demanda amor e atenção e todos estes cuidados. Em outras palavras, ele não pode ser apenas ser deixado no quintal o dia todo ou ele irá latir sem parar e ficar extremamente infeliz. Faça dele um membro da família por completo, ofereça à ele muitas atividades para exercitar o seu corpo e estimular a sua mente, e você irá entender a razão pela qual seus fãs acreditam que não haja outra raça que valha tanto à pena possuir.

Origem da raça Airedale Terrier

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Dupla de Airedale Terriers adultos lado alado no parque.(Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

Conhecido por “Rei dos Terriers”, por ser o Terrier mais alto, o Airedale, como muitos Terriers, possui o Old English ou Terrier Preto e Castanho como um dos seus primeiros progenitores, hoje já extintos.

O início de seus cruzamentos

Foi em meados de 1853, que alguns destes Terriers (Old English ou Terrier Preto e Castanho hoje extinto), ao redor do Rio Aire em South Yorkshire, na Inglaterra, foram cruzados com Otterhounds ou Cão de lontra (um antigo cão de porte grande muito usado na caça de lontras) com o intuito de melhorar suas habilidade de caça na água, assim como suas habilidades de faro para que pudessem caçar lontras nos rios e ratos em terra. O primeiro cruzamento resultou em um cão originalmente chamado “Bingley ou Waterside Terrier”, que só mais tarde foi reconhecido como Airedale Terrier, mas muito diferente dos Airedales de hoje.

O Airedale Terrier de exposições

Durante o mesmo período, exposições de cães começaram a tornar-se muito populares, e Airedales estavam sempre entre as raças exibidas nestas exposições agriculturais locais. Em 1864, a primeira exposição de cães aconteceu em Aire Valley e o Waterside Terrier competiu sob a classe de “Broken-Haired Terriers” (o nome Waterside ou Bingley Terrier nunca havia sido mencionado até 1879). Foi quando um dos juízes (Mr. Dalziel) chamou a atenção de todos para um destes Bingley Terriers, e seus comentários atraíram um interesse pela raça. Foi nesta mesma época, que alguns fãs se juntaram e decidiram que que o Waterside ou Bingley Terrier deveria ser chamado de Airedale Terrier.

O nome Airedale Terrier não foi logo aceito ou usado de primeira, o que gerou muita confusão. Em várias exposições eram criadas classes tanto para um ou para os três nomes da raça, e até que em 1886, o Clube de Raças na Inglaterra aceitou o nome Airedale Terrier como nome oficial da raça, seguido pela AKC que reconheceu a raça em 1888. Durante toda a sua trajetória em exposições, o Airedale foi cruzado com Bull Terriers e Terrier Irlandeses para deixar para trás o seu passado de cruzamentos com Otterhounds, considerados menos bonitos, apesar das qualidades de caça. Mais tarde o Airedale também foi cruzado com o Manchester Terrier.

O Airedale Terrier na América

Ao final de 1880, o primeiro Airedale foi trazido para a América do Norte. Em cerca de 1900, Champion Master Briar (1897-1906), considerado o patriarca da raça, foi ganhando forte popularidade e um dos filhotes, Ch. Clonmel Monarch, foi exportado para a Filadélfia, e acabou influenciando a raça nos Estados Unidos. O Clube Airedale Terrier da América foi fundado em 1900, e em 1910 o clube passou a oferecer troféus de exposições perpétuos conhecidos por “Airedale Bowl” com os nomes dos vencedores gravados na taça e no pedestal.

A fama do Airedale Terrier pelo mundo

O Airedale continuou a ganhar fama pelo mundo afora como caçador, provando ser um exímio caçador de presas grandes na Índia, África e Canadá. Airedales foram usados durante a Primeira Guerra Mundial como mensageiros, sentinelas, para carregar comida e munição, como tração, cães de guarda, entre muitas outras tarefas. A guerra trouxe muitas estórias sobre a bravura e lealdade do da raça que aumentou ainda mais a sua popularidade. E em 1949, o Airedale Terrier chegou ao ápice da sua popularidade, mas acabou caindo de lugar, perdendo para os Pastores Alemães que passaram a ocupar os postos que eram tradicionalmente ocupados por Airedales.

O Airedale Terrier nos dias de hoje

Embora tivessem começado como caçador, o Airedale se tornou um cachorro muito versátil capaz de fazer qualquer coisa. Hoje o Airedale é acima de tudo um cão de companhia, mas ainda há algumas linhagens de trabalhadores além de já terem sido utilizados em diversas áreas e tarefas como cão policial, trabalhos militares, e ainda possuírem diversos talentos para cão vigia, cão de guarda, cão de caça, controle de pestes, farejador, e esportes caninos.

Aparência do Airedale Terrier

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Airedale Terrier de perfil imponente. (Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

O Airedale Terrier é o maior de todos os Terriers, e possui um corpo bem equilibrado, forte e ágil. Seu crânio é cerca do mesmo comprimento que o seu focinho, que possui uma leve parada, até difícil de ser notada. A sua cabeça é longa e reta, o nariz preto. Os dentes se encontram nivelados, em mordida de tesoura. Os olhos, pequenos, são escuros. As orelhas em formato de V se dobram levemente para a lateral da cabeça e para frente. O peitoral é profundo, as costas niveladas e patas dianteiras perfeitamente retas. Sua cauda é alta, encaracolada e amputada.

Sua pelagem dupla rente à pele possui uma camada de pêlos exteriores duros, densos e emaranhados com uma camada de pêlos internos macios. As cores incluem castanho com preto e castanho grisalho, predominando sempre o castanho. A cabeça e as orelhas devem ser castanhas, com orelhas um pouco mais escuras. As patas, coxas, cotovelos parte de baixo do corpo e do peito também são castanhos, as vezes indo até os ombros. Em algumas linhagens há uma pequena mancha em forma de estrela branca no peito. As costas, as laterais e partes de cima do corpo devem ser pretas ou grisalho escuro.

Ambiente Ideal para o Airedale Terrier

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Airedale Terrier deitado relaxando. (Créditos/Copyright: “Por Gina Callaway/Shutterstock”)

O Airedale pode viver do lado de fora da casa em climas temperados, mas é mais adequado que ele durma dentro de casa. Não é recomendado para apartamentos, pois Airedales são muito ativos dentro de casa e se dão melhor em locais onde haja, pelo menos, um jardim de tamanho razoável. Eles são muitos ativos e precisam de espaço para correr e gastar energia. Airedale Terriers são um tanto hiperativos durante os seus primeiros anos de vida, e podem dar um certo trabalho, mas após dois anos costumam se acalmar.

Temperamento & Personalidade do Airedale Terrier

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Airedale Terrier adulto com sua aparência exuberante e extrovertida. (Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Airedale Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Airedale Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Airedale é um cachorro inteligente, agradável, leal, corajoso e protetor. Eles são amáveis e brincalhões. Mas como todo cão trabalhador, Airedales são cachorros independentes e atléticos, que possuem muita motivação, energia e resistência. Portanto, como todo Terrier, eles são suscetíveis a cavar, perseguir e latir — comportamentos que são totalmente naturais de toda raça Terrier. Mas, estas características podem ser frustrantes para quem não está familiarizado com a personalidade do Airedale.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Se está seriamente pensando em adquirir um Airedale, considere se pode mesmo viver com a sua propensão a comportamentos indesejáveis — e se está pronto a encarar os desafios que a sua natureza independente é capaz de trazer. Se decidir que está pronto, você vai se deliciar com a personalidade ativa, amável e cômica do seu Airedale.

Airedale Terriers são destemidos, alertas, valentes e protetores o tempo inteiro, mas não são agressivos. Eles têm um comportamento sociável e na maior parte do tempo querem agradar. Para fazer um Airedale Terrier feliz, ele só precisa se sentir amado e apreciado. Mas, por ser uma raça bastante vívida, o Airedale precisa de muita atividade para exaurir toda a sua energia.

Não deixe ele sozinho por longos períodos de tempo, ou ele ficará entediado, o que o levará aos comportamentos desagradáveis e até destrutivos já mencionados. Sem o treinamento adequado Airedales podem se tornar dominadores e desobedientes. Por outro lado, Airedales são altamente inteligentes, e costumam ouvir cada palavra de comando. Eles podem ser extremamentes leais, pacientes e gentis, mas não levam desaforo pra casa e não toleram abusos — irão se defender e defender o seu território sempre que for preciso.

Capazes de ser cães de guarda de confiança, Airedales se orgulham de proteger sua família. Mas embora sejam guardiões ferozes, são amistosos com a família e amigos. Já com estranhos, depende. Na maioria das vezes, costumam aceitar a presença de estranhos, mas são capazes de se enfurecer se sentirem que estão sendo ameaçados. O mesmo acontece com relação a outros animais. Normalmente, se dão bem com animais de estimação do seu convívio, mas como são caçadores ávidos e animais muito pequenos podem ser vistos como presas. Além disso, podem também tentar dominar outros cães, especialmente do mesmo gênero. Tudo vai depender de como ele é tratado pelos humanos ao seu redor, seu treinamento, convívio e socialização. Mesmo assim, não costuma ser uma boa escolha para quem possui gatos em casa.

É importante que o seu Airedale seja familiarizado desde pequenos com as crianças da casa desde o nascimento delas, só assim irão adotá-las como se fossem deles e protegê-las para o resto da vida. Embora protetores, podem ser um tanto brutos com as menores ao brincar. Não os deixe sozinhos nunca, até que a criança tenha idade suficiente para saber lidar com um cachorro desses, e ele também já esteja familiarizado o suficiente com elas.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas em qualquer caso, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Sensível e responsivo, o Airedale é capaz de ser bem obediente e treinado. Mantenha o seu treinamento e suas atividades sempre interessantes e inovadas — exercícios e atividades repetitivas aborrecem o Airedale. Ele é bastante motivado por “prêmios” e outros métodos de esforço positivo.

O Airedale Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Airedale Terrier

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Airedale Terrier tomando o seu banho. (Créditos/Copyright: “Por Saklakova/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Airedale Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Airedale que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Airedale não precisa ser tosado, mas a maioria dos donos costumam levá-los para serem tosados por profissionais de 3 a 4 vezes ao ano para que ele fique com uma boa aparência (os pêlos que não são tosados são grossos, encaracolados e rebeldes), e se for para exposição, a manutenção dessa pelagem é ainda mais intensa. Pagar um profissional para tosar o seu Airedale pode custar caro, e isso deve ser levado em consideração ao escolher a raça. Aqueles que se sentirem motivados podem até aprender a tosar os pêlos dos seus próprios cachorros, mas não é tão fácil assim e leva tempo.

Tire o excesso de pêlos entre os dedos quando for necessário. E se você manter os pêlos tosados, ele irá soltar ainda menos pêlos. Se não tosar, os pêlos cairão com mais frequência, mesmo sendo escovado todos os dias. Além disso, sujeira costuma agarrar nos pêlos e na barba. Escová-lo frequentemente (duas vezes por dia) pode ajudar também a não formar nós. A barba deve também ser lavada diariamente para não deixar que resíduos de comida fiquem ali agarrados. Suas orelhas devem ser coladas quando filhotes para garantir o formato adequado delas quando adulto. Banhos devem ser periódicos e quando necessários.

Saúde do Airedale Terrier

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Airedale Terrier filhote deitado no jardim da sua casa.(Créditos/Copyright: “Por Lenkada/Shutterstock”)

Assim como acontece com cães de todas as raças, o Airedale Terrier também tem predisposição a ter determinados distúrbios e doenças ao longo da vida. Isso, no entanto, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las. Portanto, é muito importante que o tutor conheça os riscos para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote.

Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Os problemas mais comuns nestes cães são:

  • Displasia coxofemoral
  • Panosteíte

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Panosteíte

Panosteíte é uma inflamação de ossos longos caracterizada que provoca claudicação em animais jovens. De fato, normalmente afeta animais de 5 a 18 meses.

O distúrbio ocorre em cães de crescimento rápido, mesmo sem histórico de trauma ou exercício excessivo. Os sinais são claudicação intermitente de um ou mais membros e é auto-limitada, ou seja, pode desaparecer com ou sem tratamento. A causa da doença é, entretanto, desconhecida.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Problemas oculares

O Airedale Terrier desenvolve mais frequentemente um distúrbio chamado Distrofia Corneana. Trata-se de uma condição progressiva hereditária que afeta ambos os olhos. Existem três tipos de distrofia corneana, categorizados por localização:

  • Distrofia corneana epitelial (onde a formação celular é afetada),
  • Distrofia corneana estromal (onde a córnea ficará turva), e
  • Distrofia corneana endotelial (onde as células do revestimento da córnea são afetadas).

O Airedale Terrier, assim como cães da raça Husky Siberiano, possui maior predisposição ao desenvolvimento de distrofia do estroma.

Sistema Cardíaco

O Airedale Terrier tem tendência a desenvolver uma condição chamada Cardiomiopatia dilatada canina. Este distúrbio é caracterizado como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento.

Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Sistema endocrino

Hipotireoidismo

O Airedale Terrier pode desenvolver hipotireoidismo, ou seja, um distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Neoplasias

Neoplasias Nasais

Os tumores nasais são mais comuns em animais idosos, ou seja com idades entre 7 a 12 anos. Geralmente são malignos e ocorrem mais facilmente nas raças Airedale Terrier, Basset Hound, Old English Sheepdog, Pastor Alemão, Pointers e Collies.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer invasivo com alto potencial de metástase, proveniente dos melanócitos.

Ocorre com maior frequência em cães muito pigmentados, principalmente na boca. Entretanto, pode ocorrer também na cabeça, no tronco, membros e escroto. Em média, ocorre por volta dos 9 anos de idade.

Em cães, as raças Terrier Escocês, Airedale, Boston Terrier, Cocker Spaniel, Springer Spaniel, Boxer, Golden Retriever, Setter Irlandês, Schnauzer miniatura, Doberman Pinscher, Chihuahua e Chow Chow, são as que apresentam maiores risco de desenvolver o melanoma.

Outras observações

O Airedale Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. O acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Além disso, depois de adotar ou comprar um cachorro, é responsabilidade do tutor protegê-lo de um dos problemas mais comuns: a obesidade canina, inclusive uma das tendências da raça.

Cães desta raça podem viver de 10 a 13 anos, o que não quer dizer que não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Airedale Terrier

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Airedale Terrier no alto de uma colina procurando por suas presas. (Créditos/Copyright: “Por Roman Zhuravlev/Shutterstock”)

O Airedale Terrier é um cão trabalhador, que possui muita energia e vigôr. Ele precisa ter a chance de se exercitar todos os dias — pelo menos uma caminhada diária, embora duas vezes por dia seja melhor, junto a corridas no parque ou no jardim. Ele pode ser uma companhia excelente para correr, e em muitos casos irá cansar o seu dono. A maioria deles gostam de brincar de bola, nadar ou buscar objetos, até correr do lado da sua bicicleta.

Sem atenção e exercícios o Airedale Terrier pode ficar agitado e entediado, e assim se meter em encrencas. Os exercícios podem ser diminuídos depois dos dois anos de idade (como muitos outros cães), mas os primeiros dois anos de um Airedale são realmente intensos para os humanos, mas depois eles começam a acalmar.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Airedale Terrier

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Airedale Terrier adulto esperando pela hora do seu treinamento no deck de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Airedale. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Incorpore socialização com treinamento levando o seu Airedale a muitos lugares diferentes com você — no petshop, eventos ao ar livre, longas caminhadas, passeios em parques bem cheios de gente. (mesmo que você não conviva com muitas crianças em casa, é importante expô-lo a crianças de todas as idades). Há muita gente para conhecer por ai e muitos lugares para levar o seu Airedale.

Treine o Airedale a não pular nas pessoas. O Airedale Terrier precisa de treinamento de obediência adequado e um dono que saiba como ser um bom líder, pois ele pode tentar desafiar membros familiares que ele enxergue como submissos, o que pode levar a desobediência e teimosia. Eles não são difíceis de ser treinados, e não respondem bem a métodos de treinamento duros e agressivos.

O Airedale Terrier é inteligente o suficiente para perceber rapidamente o que ele deve fazer ou como deve agir, mas se você ficar pedindo para que ele faça a mesma coisa repetitivamente, ele pode se recusar. Tente dar à ele alguma variedade no treinamento, fazendo com que os exercícios sejam desafios. Eles precisam de um dono calmo, mas firme, que seja consistente, sem ser repetitivo. Como o dono certo e muita variedade, o Airedale Terrier pode se dar bem em vários esportes caninos.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Airedale Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar. Em geral, Airedales se saem bem na maioria dos treinamentos desde que nunca se esqueça de que eles possuem mente própria. Esforço positivo é a melhor forma de ensinar um Airedale.

Se você apresentar o treinamento de forma positiva e divertida, e ter muita paciência e flexibilidade, há grandes chances de acabar tendo um Airedale de pensamento livre, mas que também seja bem treinado. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

A sorte é que o Airedale Terrier entende muito rápido o que é ensinado à ele, mesmo que a raça seja teimosa e cabeça dura às vezes. Ele precisa de um dono firme, porém gentil, e se uma variedade em treinamento não seja dada, o Airedale Terriers ficará muito entediado e não fará o que está sendo pedido.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Airedalel Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Terrier Australiano

Enquanto os Airedales Terriers são os maiores entre as raças terriers, os Terriers Australianos são um dos menores da categoria. Como o próprio nome já indica, o Terrier Australiano foi desenvolvido na Austrália, para caçar e exterminar roedores e cobras. Embora pequeninos, não se deixe enganar, Terriers Australianos são energéticos e brincalhões, e ainda possuem muita coragem e personalidade, características típicas da sua natureza Terrier. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Terrier Australiano

Origem: Austrália
Data de origem:
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão de caça, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Aussie, Aussie Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 23 cm a 28 cm
Peso: de 09 kg a 14 kg
Cores: cinza e castanho, areia sólido e castanho avermelhado sólido.
Pêlos: camada dupla à prova d’água, liso, duro.
Manutenção: fácil a moderada; banhos ocasionais e escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 02 a 06 filhotes de Terrier Australiano por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / ATCSA / CKC / CET / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Terrier Australiano

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Terrier Australiano e todo o seu vigôr e alegria ao passear no parque. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Aventureiros, espirituosos e travessos, Terriers Australianos encaram a vida com atitude. São muito leais a sua família e muito protetores — costumam se apegar tanto à família que chegam a ficar na mesma sintonia — se você estiver triste, ele tende a ficar calmo e quieto, se você estiver feliz e animado, ele também se agita. Enquanto Terriers Australianos de exposição precisam de uma manutenção mais intensa, o doméstico nem tanto; banhos ocasionais e escovações semanais já é o bastante para mantê-lo vistoso.

Devido à sua inteligência extremamente alta, Terriers Australianos são muito curiosos e muito bons em aprender truques. Aprendem tudo muito rápido e são treinados mais facilmente que outros terriers, pois além de inteligentes, possuem uma inclinação natural para agradar à todos. A maior parte do tempo, o Terrier Australiano é alegre, otimista, ativo, e até bobo, fazendo palhaçadas ao redor de todos e a entreter seus donos.

Terriers Australianos possuem certa afinidade por jovens adultos, idosos e até deficientes. Podem ser ótimas companhias para brincar com crianças, embora seja necessário supervisionar a interação. Eles não costumam surtar ou ser agressivos, mas possuem alguns limites quanto ao manuseio deles e bagunças que irão tolerar.

Embora, às vezes, eles sejam um tanto reservados quanto a estranhos, não costumam exagerar na desconfiança. Mas tenha sempre em mente, já que Terriers Australianos foram desenvolvidos para trabalhar, o seu instinto de caçador é aguçado e forte. Ele não pensará duas vezes em sair correndo atrás de qualquer animal pequeno — sejam esquilos, coelhos, ratos, e até gatos — por esta razão, se você tiver outros animais de estimação, é necessário que eles sejam introduzidos ao seu convívio desde filhote.

Mesmo assim será difícil, e a melhor estratégia seria que ele não tivesse acesso algum à estes animais. Para se ter uma ideia, o “Aussie” chega à ser tão metido que é capaz até de desafiar outros cães, seja na rua ou até dentro da própria casa. Ele é mandão e até agressivo com outros cachorros, não importa o tamanho deles, e adora latir — irá alertar a casa de qualquer barulho estranho ou diferente. Para a sua própria segurança, um jardim devidamente cercado é essencial para evitar que ele saia perseguindo qualquer coisa que se mova ou se meta em encrencas, assim como o seu treinamento na coleira.

Treinamento repetitivo pode facilmente entediar esta raça cheia de energia, portanto as lições devem ser divertidas e desafiadoras sempre. Além disso, o Terrier Australiano gosta de achar que está mandando e que tudo foi ideia dele — esforço positivo e recompensas funcionam maravilhosamente!

E por falar em jardim, não se esqueça que, como todo terrier, o Terrier Australiano adora cavar — está no seu sangue — e se for deixado sozinho sem supervisão por longas horas, ele irá se entreter sozinho pelo jardim. Ele precisa de exercícios diários para mantê-lo interessado e não ficar frustrado. A verdade é que toda a fofura do Terrier Australiano ajuda a conquistar a todos antes mesmo que seu dono se dê conta do quanto ele é inteligente e ativo. Para aqueles que amam a raça, a sua personalidade e atitude fica ainda mais atraente com o passar do tempo.

Origem da raça Terrier Australiano

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Terrier Australiano e seu olhar penetrante e irresistível. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Terriers Australianos nasceram na Tasmânia, Austrália, e foram a primeira raça a ser reconhecida como nativa no país. Alguns pesquisadores acreditam que seus ancestrais eram uma mistura de raças Terriers inglesas antigas e hoje extintas trazidas para a Austrália, e que também geraram o Yorkshire Terrier, Dandie Dinmont Terrier, Skye, Cairn Terrier, Norwich Terrier, Terrier Escocês e o Manchester Terrier.

Acredita-se que o Terrier Australiano seja descendente de um cão já extinto conhecido por “Rough-Coated Terrier” (Terrier de Pêlo-duro), parente do Antigo Cão Escocês da Grã-Bretanha, que havia emigrado para a Tasmânia com colonos Britânicos.

O Terrier Australiano foi apresentado primeiro como Australian Rough-Coated Terrier Australiano em 1868 em Melbourne, depois como “Broken Coated Terrier”, devido a cor da sua pelagem distinta, e foi oficialmente nomeado Terrier Australiano em 1897, passando a participar de exposições como tal em 1899.

Por causa das duras condições de sobrevivência na Austrália, os colonos precisavam de um cão que fosse durão e corajoso que fosse capaz de trabalhar em todo tipo de tempo. Por esta razão, apesar de serem os menores dos Terriers, Terriers Australianos foram originalmente usados para caçar e exterminar roedores e cobras. Também foram utilizados como vigia, companhia e até pastores. O Terrier Australiano foi levado para os Estados Unidos por volta de 1920. O Terrier Australiano Clube da América foi formado em 1957 e a raça foi reconhecida pela AKC em 1960. Alguns dos seus talentos incluem vigia, competições caninas como o tracking e o agility, e além disso desempenhar truques.

Aparência do Terrier Australiano

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Terrier Australiano bicolor cinza e castanha com toda a sua exuberância. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

O “Aussie” é uma das menores raças do Grupo Terrier, sendo assim ele é pequeno, compacto e robusto com patas curtas e um corpo levemente mais longo que alto. Seu peitoral é forte e comparativamente largo e profundo. Eles possuem cabeça longa, olhos escuros e orelhas eretas em formato de V. O focinho é preto e logo abaixo dele há um espaço em forma de V. Terriers Australianos possuem dentes que se fecham em mordida de tesoura e caudas amputadas. Os pés são pequenos e do tipo gato, os dedos são arcados e compactos e as unhas escuras.

O Terrier Australiano tem uma pelagem à prova d’água e de camada dupla — a de fora é lisa, dura e de textura áspera; a de baixo é macia, densa e curta. Os pêlos são curtos na cauda e nas patas. Possui um colar de pêlos ao redor do pescoço e um topete de pêlos mais longos entre as orelhas e cor mais clara. A pelagem vem em uma variedade de cores incluindo vermelho sólido, areia ou cinza azulado. Marcas castanhas na cabeça e nas pernas podem estar presentes.

Ambiente Ideal para o Terrier Australiano

O Terrier Australiano tem o tamanho perfeito para um apartamento, mas apenas se ele for treinado para controlar os latidos dele. Estes cães pequeninos são muito alertas e costumam latir bastante. Não podem ser deixados sozinhos no quintal, eles precisam viver dentro de casa como membros da família. Em geral são bem adaptáveis e podem viver em qualquer lar. Eles são pouco ativos dentro de casa e podem muito bem viver sem um jardim, desde que sejam levados para caminhar diariamente, mas não devem ser deixados correr livremente por ai por causa da sua tendência a perseguir outros animais.

Terriers Australianos também não são uma boa escolha para quem possui gatos em casa, e eles não se dão muito bem com outros cães, principalmente machos. O comportamento de marcar território pode também ser um problema, e o uso de bandagens para bloquear a urina de chegar nos móveis não é incomum entre a raça. O Terrier Australiano tolera condições de tempo instáveis e é capaz de ficar ao ar livre em climas temperados à quentes.

Temperamento & Personalidade do Terrier Australiano

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Terrier Australiano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Airedale Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Terrier Australiano é durão e apresenta uma bravura e coragem característica de cachorros muito maiores que ele. Aliás, ele provavelmente pensa que é muito maior e não tem a menor noção do seu tamanho. Capaz de ser uma companhia amável, divertida e alegre para qualquer pessoa ou família que deseja compartilhar com o seu modo de vida energético e extrovertido.

Ele possui energia em abundância e é muito leal, capaz de demonstrar enorme afeição à sua família de imediato. Muito devotado, ele é mais feliz se fizer parte da rotina familiar o tempo integral. Ele adora ficar dentro de casa, brincar com as crianças, seguir todo mundo de um local ao outro, se aconchegar no sofá, e até saldar seus visitantes na porta.

O Aussie é brincalhão, espirituoso, alerta, esperto, aventureiros e muito inteligentes. Tanto é que sua inteligência extraordinária o torna muito responsivo e protetor. Curioso e confiante, possui excelente audição e visão, o que faz dele um bom cão vigia, prestando atenção em tudo o que acontece ao seu redor e capaz de alertar qualquer coisa que seja estranho à sua rotina.

Por causa da sua grande afeição, adora agradar o seu dono e é mais fácil de ser treinado que a maioria dos terrier, mas isso não quer dizer dizer que é fácil, pois é bem teimoso. Não costuma surtar, mas gosta de latir um bocado, por isso é necessário que aprenda logo a hora de parar de latir.

Um Terrier Australiano que pensa ser o líder do seu bando pode surtar com crianças. Estas devem ser ensinadas a tratar com carinho o cachorro, mas também como ser um líder. Todos os humanos de seu convívio devem estar acima do cachorro na hierarquia para que se possa colocá-lo no lugar dele. Você devem demonstrar uma liderança firme, confiante e consistente para evitar a Síndrome do Cão Pequeno, problemas de comportamento induzidos por humanos, além de problemas territoriais. Tenha sempre em mente que cães são animais, e não humanos. Eles precisam dos seus instintos naturais de animais.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas em qualquer caso, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O seu treinamento, assim como a sua socialização devem ser sérios e consistentes, pois a raça é auto-confiante demais e prefere, na maior parte do tempo, seguir suas próprias ideias. Ele aprender rápido, e é bem esperto. Seu treinamento não será difícil — desde que você seja capaz de mantê-lo ocupado e nunca entediado. Todas estas experiências desde filhote o ajudarão a crescer de forma calma.

Mas, tenha sempre em mente que, como todo terrier, Terriers Australianos podem implicar com outros cachorros. Tenha cuidado nas introduções. Eles podem até ser amigáveis, com outros cachorros e outros animais de estimação, no entanto seu instinto terrier pode fazer com que ele saia perseguindo a todos fora de casa, principalmente gatos e roedores. Por isso ele deve ser socializado desde pequeno se a intenção for conviver com outros animais de estimação. Ele deve ficar sempre uma uma área segura, nunca livre para escapar.

O Terrier Australiano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros problemas de comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Terrier Australiano

Comece a acostumar o seu Terrier Australiano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Terrier Australiano que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Terriers Australianos possuem uma pelagem de camada dupla, longa, dura e descabelada, mas que é fácil de cuidar e manter. Seus pêlos devem ser escovados várias vezes por semana, não apenas para retirar pêlos mortos e desembaraçar, mas também para estimular a produção de óleos naturais que deixarão a pelagem mais brilhante. Seja gentil ao escovar a camada interna, e sempre escove enquanto seca. Se preferir, tose o seu pêlo a cada 3 meses, e corte o excesso ao redor dos olhos e orelhas sempre que for necessário. Devido ao padrão da raça ser uma pelagem grossa e dura, não dê muitos banhos no seu Terrier Australiano; apenas o necessário, mais que uma vez por mês fará com que os seus pêlos fiquem lisos demais.

Saúde do Terrier Australiano

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Terrier Australiano não passa ileso a essa regra, infelizmente. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, ajuda muito já conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Distúrbios osteoarticulares

Luxação de Patela

O Terrier Australiano possui tendência ao desenvolvimento de luxação de patela, ou seja, o deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur.

A causa pode ser congênita ou traumática. Em caso de luxação, o cachorro irá tirar a pata afetada do chão e apresentará claudicação. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade. As fêmeas são mais afetadas do que os machos.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Terriers Australianos podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur.

Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur. Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica).

A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. A maior parte dos pacientes tem entre 4 e 11 meses de idade, sendo os machos e as fêmeas igualmente atingidos.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Disturbios dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica. Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Conduto Auditivo

Otite

A otite canina é, certamente, uma das afecções mais comuns em cães. Trata-se de uma inflamação muitas vezes acompanhada de infecção que acomete o ouvido e que provoca, certamente, muito desconforto e dor aos pets.

Pode ter várias causas e afetar partes diferentes do ouvido dos cães. Ela é denominada otite externa, otite média ou otite interna, variando de acordo com o local prejudicado pelo problema.

As otites podem ser causadas por infecções bacterianas, infecções fúngicas, corpos estranhos (água durante o banho, pêlos), alergias (dermatite atópica ou hipersensibilidade alimentar), doenças hormonais, presença de ácaros (Demodex ou Otodectes cynotis), traumatismos e a própria conformação auricular (tipo de orelha).

Doenças endócrinas

Diabetes mellitus

O Terrier Australiano desenvolve frequentemente Diabetes mellitus. Esta doença ocorre quando existe um problema na produção de insulina pelo pâncreas. Se a insulina for insuficiente para processar o açúcar, ocorre um consequente aumento no sangue e urina do cachorro.

É, sem dúvida, mais comum em cães mais velhos, porém nada impede que ocorra antes. Os sinais clínicos mais característicos são:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Aumento da quantidade e frequência de urina;
  • Perda de peso.

É uma doença que não tem cura, porém tem tratamento paliativo para a vida toda. Por isso, é muito importante ter acompanhamento de um médico veterinário para poder fornecer a quantidade correta de alimento e de insulina.

Outras observações

Claramente, o Terrier Australiano, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Entretanto, por causa de sua tendência a desenvolver diabetes, recomenda-se ter especial atenção à alimentação e ao peso corporal.

Com os devidos cuidados, de fato, o cachorro pode ter uma vida muito saudável e até mesmo estender sua longevidade. A raça costuma viver cerca de 10 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência. Um filhote pode, todavia, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Terrier Australiano

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Terrier Australiano fazendo suas atividades na coleira no parque. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

O Terrier Australiano pode se adaptar a uma variedade de estilos de vida e situações de moradia, mas exige muito exercício físico para o seu pequeno porte. Terriers Australianos são cheios de energia e ativos, preferem ambientes onde possam correr e brincar — caminhadas na coleira, sessões de brincadeira com a família no parque ou no quintal, e até esportes caninos já que é bem inteligente e aprende truques facilmente. Eles precisam das atividades físicas para mantê-los em boa forma tanto fisicamente quanto mentalmente. Se ficarem entediados podem se tornar destrutivos.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Terrier Australiano

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Terrier Australiano de olhar alerta em seu treinamento na coleira. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Terrier Australiano. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Cavar, perseguir e latir são as atividades preferidas de um Terrier Australiano, por isso mantê-lo ocupado é a melhor forma de prevenir estes comportamentos desagradáveis. Mantenha-o sempre na coleira quando estiver fora de casa ou devidamente cercado no jardim. Treinar um Terrier Australiano pode ser um enorme desafio devido a sua teimosia e a facilidade com que costuma se entediar. Repetição definitivamente não é o seu forte.

Mantenha as sessões curtas e interessantes, sempre de forma carinhosa e gentil, e seja muito paciente. Os Terriers Australianos possuem vontade própria, por esta razão, a abordagem deve ser firme e consistente — a chave para o sucesso. Você irá descobrir que o seu Aussie é do tipo que ama desafios em níveis progressivos e agilidade. Motivação: a tarefa deve ser desafiadora e divertida, mostrando sempre um incentivo irresistível, como biscoitos caninos, brinquedos ou elogios verbais. Ninguém gosta de trabalhar de graça, muito menos o Aussie.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Terriers Australianos aprendem rapidamente e são capazes de fazer inúmeros truques e atividades. Eles se dão bem em competições caninas de agilidade e de farejamento, em que eles farejam uma presa e a perseguem através de uma série de túneis debaixo da terra.

Quando treiná-lo, o mantenha ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Terrier Australiano é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Airedale Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, inclusive na hora de viajar ou transportá-lo no carro.

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Terriers

Border Terrier

O Border Terrier é uma raça pequena de pêlos duros e descabelados, uma das poucas raças do grupo Terrier que foi criada para viver em bando. É uma das raças mais dóceis e amáveis do grupo e certamente compartilha da mesma ancestralidade que o Dandie Dinmont Terrier e o Bedlington Terrier. Originou-se em Cheviot Hills, na Grã-Bretanha, próximo a fronteira entre Escócia e Inglaterra, e foi criado para ajudar no trabalho nas fazendas. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Border Terrier

Origem: fronteira entre Escócia e Inglaterra
Data de origem: século XVIII
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, cão esportista
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Coquetdale Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 33 cm a 41 cm / Fêmeas de 28 cm a 36 cm
Peso: Machos de 6,0 kg a 7,0 kg / Fêmeas de 5,0 kg a 6,0 kg
Cores: castanho avermelhado, grisalho c/ castanho, cinza (azul) e bege ou palha
Pêlos: curta, rente à pele, emaranhado duro (conhecido por arame)
Manutenção: fácil, escovações semanais, banhos ocasionais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 2 a 8 filhotes de Border Terrier por cria, padrão de 4 a 5.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / BTCA / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Border Terrier

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Border Terrier atento ao dono com seu olhar penetrante. (Créditos/Copyright: “Por Roger Hall/Shutterstock”)

O Border Terrier é inquisitivo, ativo e obediente. É alerta e possui um forte instinto para caçar caçar e cavar, tem uma natureza independente, uma boa personalidade, e altos níveis de energia, vitalidade e resistência como quase todo cão do tipo terrier. É inteligente, leal, destemido e determinado.

Talvez, depois desta descrição você desista e prefira procurar por outra raça — e, sinceramente, talvez seja melhor que você faça isso mesmo. É preciso alertar que o Border Terrier não é mesmo para qualquer pessoa, e antes de levar um para casa, você deve estar completamente certo da sua escolha.

Embora o Border terrier não tenha uma aparência tão atraente como alguns de seus outros parentes, ele ainda é um puro terrier, capaz de viver a vida com muito gosto, seja com a família ou cavando buracos sem parar por aí. É de fato no mínimo curioso que ele não seja tão popular, já que é uma das raças puras mais saudáveis entre todos os cães, é menos inclinado a caçar que a maioria dos terriers e ainda é bem flexível quanto a atividades físicas, apesar de necessárias para gastar toda a sua energia.

Criado para ajudar com o trabalho nas fazendas caçando roedores, e posteriormente usado na caça de raposas, o Border Terrier, é um caçador nato. Costumava obrigar as raposas a sair de seus esconderijos para que hounds pudessem sair em sua perseguição. Por esta razão, o Border Terrier precisava ter um poderoso instinto para caçar e cavar buracos, assim como uma enorme energia para acompanhar os caçadores montados em seus cavalos.

Para algumas pessoas isso pode ser um problema, mas para outras, Border Terriers são cachorros maravilhosos que brincam bastante e amam ainda mais. Eles são ideais para famílias ativas que possam oferecer à ele muitas atividades físicas e que saibam evitar suas escapadas criativas, pois são verdadeiros artistas e muito habilidosos na arte de escapar.

Border Terriers necessitam de um jardim devidamente cercado para mantê-los seguros. Se deixados sozinhos e não forem supervisionados, eles facilmente irão cavar sua rota de fuga, literalmente. Eles costumam escapar através de buracos na cerca, portões abertos ou de qualquer outra forma que acharem — tudo devido a sua natureza curiosa e ávida para explorar ou perseguir alguma presa em potencial. Tanto é verdade que o Border Terrier está mais sujeito a morrer atropelado por aí do que de velhice ou alguma doença. Portanto, esteja preparado para protegê-lo dele mesmo.

É importante também evitar o tédio. Um Border Terrier entediado — como aquele que fica longos períodos de tempo sozinhos — se torna barulhento e destrutivo. Ele não é do tipo que fica bem se for deixado sozinho no quintal por longos períodos de tempo. Você poderá encontrar uma fila de vizinhos aborrecidos te esperando no portão por causa dos latidos constantes e buracos de todos os tamanhos espalhados pelo jardim.

Para manter o seu Border Terrier e seus vizinhos felizes e o seu jardim sem buracos, reserve à ele pelo menos 30 min por dia de exercícios vigorosos. Além de mantê-lo entretido, isso irá também mantê-lo em forma — pois a raça é também propensa à obesidade.

Com as suas necessidades de companhia e exercícios físicos supridas, o seu border Terrier será um cão feliz que se dará bem com qualquer pessoa, seja criança ou adulto de qualquer idade, até estranhos. Normalmente eles se dão bem com outros cachorros e até gatos, mas não gostam de roedores. Ele também irá latir para barulhos, são excelentes cães de vigia, mas não espere que ele seja um cão de guarda feroz se intrusos invadirem a sua casa, ele não tem esse tipo de ferocidade e nem tamanho para isso.

Border Terriers são capazes de fazer você rir e chorar e rir um pouco mais. São travessos e brincalhões, mas são obedientes. Eles costumam encarar o treinamento com espírito independente, mas gostam de agradar. Se ele for elogiado por fazer algo bem, ele rapidamente irá aprender qualquer coisa que lhe for ensinado. Hoje, Border Terriers são um tanto raros, mesmo assim são excelentes escolhas tanto como cão de companhia ou exterminadores de pestes em fazendas, desde que seja respeitada a sua natureza.

Origem da raça Border Terrier

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Border Terrier descansando sobre o gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por l i g h t p o e t/Shutterstock”)

Talvez o Border Terrier seja a raça mais antiga dos Terriers da Grã-Bretanha. Originário de Cheviot Hills, fronteira entre a Escócia e a Inglaterra, o Border Terrier foi criado para perseguir e espantar raposas que na época eram consideradas um aborrecimento para os fazendeiros, além de caçar outras pragas, como ratos.

Origem caçadora

O Border Terrier é o menor dos terriers de patas longas, e foi desenvolvido para ter um corpo flexível, longo e estreito, pequeno o suficiente para para adentrar os esconderijos das raposas buraco adentro e enxotá-las de lá para que os cachorros dos caçadores pudessem ir atrás delas. Além disso, eles tinham que ser rápidos o suficiente para acompanhar na corrida os cavalos dos caçadores. Eles ainda tinham energia de sobra, uma pelagem à prova d’água e uma pele grossa e solta que não era facilmente furada pelos dentes das raposas. A raça é muito rápida e ágil, e embora pequenos, o Border Terrier possui mesmo um vigor incrível e uma atitude corajosa.

A primeira evidência destes cães datam do século XVIII — uma pintura de 1754 por Arthur Wentworth retrata dois Border Terriers. Seus ancestrais são desconhecidos, embora muitos afirmem que eles estão provavelmente relacionados ao Dandie Dinmont e oa Bedlington Terrier.

Border Terriers foram antes conhecidos como Coquetdale Terrier (entre outros nomes), sendo o nome Border Terrier adotado em 1870, em sua primeira exposição. Enquanto era premiado em seu país de origem por sua natureza destemida e implacável, não era tão popular em outros países. Ele até poderia ser visto em exposições agriculturais em Northumberland no final do século XIX, mas em geral era pouco conhecido até o início do século XX.

Border Terrier de um século pra cá

Em 1920, o Border Terrier foi reconhecido pelo Kennel Club da Inglaterra, e um clube de raça foi formado. A raça foi reconhecida pela AKC em 1930. Menos atraente que muitos outros terriers, o Border continuou a ser mais apreciado pelos patronos da caça do que em exposições. Ultimamente, a raça tem experienciado um aumento de popularidade e rapidamente tem se tornado mais popular como animal de estimação e exposição. A verdade é que na maior parte da sua existência, o Border Terrier tem sido um tanto desconhecido, e seus apreciadores até preferem que ele permaneça assim se for para protegê-lo de rompantes exagerados de popularidade que muitas vezes leva a reproduções irresponsáveis. Alguns dos talentos do Border Terrier incluem: caça, farejamento, vigilância, competições caninas de agility e obediência e desempenhar truques.

Aparência do Border Terrier

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Típico Border terrier adulto de orelhas em formato de “V” escuras, certa barbicha e olhar penetrante. (Créditos/Copyright: “Por rebeccaashworth/Shutterstock”)

Border Terriers são terriers de pequeno porte, levemente mais altos que longos com uma aparência vívida e uma pelagem distinta. Ele é conhecido pela sua “cabeça de lontra” e sua expressão alerta que combina com o seu comportamento curioso. O seu focinho é curto e normalmente escuro, com uma parada moderadamente ampla. Seus olhos de tamanho médio são castanhos escuros e o espaço entre eles é relativamente largo. O nariz é preto e suas orelhas são pequenas e escuras, que se dobram em forma de “V” dispostas na lateral da cabeça, descendo para frente, próximas as bochechas. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura.

Os ombros e todo o seu corpo são estreitos. Suas patas longas dão a velocidade, agilidade e resistência necessária para acompanhar um cavalo a trotar em qualquer tipo de terreno, enquanto o seu corpo permite que ele se esprema através de espaços apertados para perseguir raposas dentro de suas tocas. As patas da frente são retas e não são pesadas. A sua cauda possui tamanho médio, mais grossa na base que afina na ponta, carregada em nível com as costas.

Border Terriers possuem uma pelagem dupla, resistente a temperaturas e à água, e de inúmeras cores, incluindo castanho avermelhado, azul e castanho, castanho, grisalho e castanho ou palha. Alguns possuem uma mancha branca no peito. A camada de baixo dos pêlos é curta, densa, macia e coberta por outra camada lisa de pêlos rijos, resistente à sujeira, bem rente à pele, sem cachos ou ondas. E sua pele é grossa e solta.

Ambiente Ideal para o Border Terrier

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Border Terrier em seu ambiente ideal, em total convívio com a sua família.(Créditos/Copyright: “Por rebeccaashworth/Shutterstock”)

O Border Terrier viverá bem um um apartamento somente se for suficientemente exercitado. Por terem sido criados para caçar, eles possuem uma alta energia e vigor, mas são moderadamente inativos dentro de casa. Um pequeno jardim também será suficiente. Pode ficar do lado de fora da casa em climas temperados, mas prefere dividir o seu tempo entre a casa e o jardim. Border Terriers são cães familiares e devem viver dentro de casa junto a seus donos, nunca amarrados sozinhos no jardim ou canil, embora curtam o acesso ao quintal quando assim desejarem. Apenas mantenha o jardim bem cercado e seguro com portões e muros altos — eles são verdadeiros artistas quando o assunto é escapar.

Temperamento & Personalidade do Border Terrier

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Border Terrier brincando em meio a árvores no parque. (Créditos/Copyright: “Por Adya/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Border Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Border Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Border Terrier possui um temperamento peculiar pra combinar com a sua aparência também distinta. Considerando que eles são terriers, Borders possuem um temperamento muito bom — eles são afetuosos, amáveis, brincalhões, obedientes, ávidos para agradar, leais, obstinados e corajosos. Eles se desenvolvem bem melhor com a interação com os humanos e a atenção que obtém dessa relação. É importante para o Border Terrier conviver com a sua família tempo integral.

Eles só não são tão afetuosos com gatos ou outros animais pequenos. Quando a questão é animais pequenos, eles possuem o fogo dos terriers. Mesmo não sendo mantidos como cães de caça, eles são capazes de ser ferozes e impiedosos. Como a maioria dos terriers, eles não costumam hesitar em começar uma confusão com algum animal que não gostem.

Mesmo assim, eles são dos mais maleáveis em comparação a outros terriers, e ainda podem conviver bem com gatos e outros cachorros se forem socializados desde pequenos. Tudo vai depender do modo como forem introduzidos a este convívio. Só não recomenda-se deixá-los sozinhos sem supervisão, principalmente pequenos animais de estimação como coelhos, hamsters, etc.

Um Border que rosna ou encara outros cães possui o temperamento errado — ele não deve agir assim de forma alguma. Até porque, ele foi criado para trabalhar em conjunto com outros cães de caça, por isso é importante que ele tenha atitudes amigáveis com outros cães. Embora, as vezes, teimosos, obstinados e ávidos por uma boa perseguição, Border Terriers são, em geral, cachorros calmos, amáveis e raramente agressivos. Borders podem se adaptar a ambientes e situações diferentes também, assim como lidam bem com mudanças temporárias.

O Border Terrier adora brincar e possui muita energia para isso. Combinação perfeita para a companhia de crianças, eles vão brincar sem hora pra terminar. O amor deles pelas pessoas e o bom temperamento faz com que sejam ótimos cães de terapia, especialmente para crianças e idosos, sendo ocasionalmente usados como ajudantes de cegos ou surdos.

Eles são altamente inteligentes e facilmente treináveis, apesar da teimosia e independência típica de terriers, e aprendem rapidamente truques e os sinais que você dá quando é hora de sair para passear, quando é hora de comer e o que você gosta ou não gosta que eles façam. Eles se saem bem com atividades associadas a tarefas e possuem habilidades surpreendentes para pular alto e correr com velocidade por causa das suas patas longas.

Desde cedo eles devem ser treinados a obedecer comandos, pois Borders são conhecidos por serem territoriais e irão proteger seus lares. Eles possuem um bom faro e podem sentir quando o perigo está próximo. São desconfiados de estranhos, podem estranhar, mas não chegam a ser agressivos. Eles levam o treinamento à sério, pois estão sempre querendo agradar, mas eles precisa de um líder consistente. Você deve ser sempre o seu líder firme e confiante para evitar a Síndrome do Cão Pequeno, sem falar na ansiedade de separação.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O Border Terrier não se comporta bem se for deixado sozinho por longos períodos de tempo e se torna destrutivo, costuma cavar e latir de forma excessiva se estiver entediado ou deprimido. Por esta razão, um lar onde todos possuem carreiras profissionais e fiquem fora o tempo integral não é a situação ideal para eles. A raça também não é recomendada para pessoas novatas, apáticas ou sedentárias. Além disso, eles são verdadeiros artistas do escapismo!

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Socialize-o bem e desde cedo. Filhotes devem ser acostumados a barulhos desde cedo para evitar a timidez excessiva. Border Terriers filhotes e adolescentes são muito ativos, mas a medida que vão ficando mais velhos vão acalmando.

O Border Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Border Terrier

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Border Terrier em meio a flores no jardim exibindo toda a sua beleza natural terrier. (Créditos/Copyright: “Por Tatiana Gass/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Border Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Border Terrier que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Border Terrier possui uma pelagem dupla composta de uma camada interna curta e densa e outra externa descabelada. Mesmo para exposições, o Border precisa apenas de pouca manutenção na cabeça, pescoço e patas. Escovações semanais e tosas periódicas (a cada 5 a 6 meses) irá manter o Border Terrier com uma excelente aparência.

O seu kit de manutenção deve incluir um pente, uma escova de cerdas naturais, e uma faca de decapagem para retirar os pêlos mortos (à não ser que você opte por um profissional, duas vezes ao ano). Decapar involve tirar os pêlos mortos com a mão ao invés de cortar com tesoura, ou remover com uma ferramenta como a faca de decapagem. É o tipo de coisa que pode ser feita em 30 minutos enquanto vocês dois assistem a um programa de televisão. Fazendo isso você vai evitar que os pêlos se espalhem pela casa.

Para uma manutenção ainda mais fácil, você pode tosar os pêlos, mas a textura e a cor ficarão mais suaves e mais claras, e a pelagem não será mais tão resistente as condições do tempo. E se você não ligar para a aparência desalinhada, você pode deixar os pêlos naturais, sem cortar ou tosar, mas ele cairá mais. Border Terriers também não precisam tomar muitos banhos — apenas se ficarem muito sujos e for realmente necessário. A sua pelagem naturalmente repele a sujeira e, as escovações semanais serão o suficiente para manter a pelagem limpa. E quando for dar banhos, use um shampoo específico para o seu tipo de pêlos para ajudar a manter a textura.

Saúde do Border Terrier

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Border Terrier filhote (Créditos/Copyright: “Por MARKABOND/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Border Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães da raça Border Terrier. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Luxação de Patela

O Border Terrier possui predisposição também ao desenvolvimento de Luxação de Patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Problemas dermatológicos

Atopia

Alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.
A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento. Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Doença de Spike (“Canine epileptoid cramping syndrome”)

Trata-se de uma doença reconhecida recentemente, de caráter hereditário, comum em Border Terriers. Não há muitos trabalhos nacionais relacionados à este distúrbio. Todavia, sabe-se que se desenvolve a partir de uma atividade anormal do sistema nervoso dos Borders Terriers, sem causa específica. Entretanto, parece que a doença começa a se desenvolver em climas mais frios e é mais comum em países europeus.

O nome deve-se ao cachorrinho Spike, um jovem Border Terrier de 1 ano de idade, que foi estudado por apresentar os sintomas da doença em 1996.

O distúrbio é caracterizado por episódios de movimentos involuntários. Os episódios podem ser curtos ou podem durar por horas. Além disso, os episódios incluem incapacidade de se levantar, tremor e rigidez das patas.

Outras observações

Claramente, o Border Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

O acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Border Terrier

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Border Terrier empelna atividade, nadando atrás de uma bola. (Créditos/Copyright: “Por crazychris84/Shutterstock”)

O Border Terrier precisa de exercícios regulares diariamente e ainda adora ter uma tarefa para fazer. Eles gostam de pelo menos meia-hora de exercícios todos os dias, como uma caminhada no parque ou a redor do bairro, brincar sem coleira em áreas seguras e cercadas onde possam correr livre, um bom jogo de pegar e trazer, como frisbee. Ele ainda curte jogos que simulam caçadas, e que permitam exercitar a sua mente assim como o corpo enquanto saciam seu instinto natural. Sem exercícios suficientes, Border Terriers podem ganhar peso e ficar entediados. Tédio pode levar a comportamentos destrutivos e muitos latidos.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Border Terrier

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Border Terrier filhote, atento a farejar alguma coisa pelo jardim. (Créditos/Copyright: “Por nancy dresse/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Border Terrier. Procure saber como adestrar o seu cão e comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Border Terriers podem dar um pouco de trabalho para ser treinados. Por um lado, eles são ávidos para agradar e muito inteligentes. Eles aprendem rapidamente as regras da casa e outras importantes etiquetas caninas como fazer suas necessidades em locais apropriados e determinados, caminhar com a guia, e saudar pessoas de forma educada, embora nunca desistam completamente do hábito de pular.

No que diz respeito a treinamentos mais avançados, os desafios são maiores. Border Terriers foram desenvolvidos para ser independentes porque durantes as caçadas a raposas eles tinham que trabalhar a uma certa distância de seus donos. Esta característica é ainda muito presente na raça, e embora escutem um comando, eles decidem por si mesmos se irão obedecer.

Mesmo assim, prefira ir com calma; eles são sensíveis e não respondem bem a treinamentos mais duros, que irão destruir o espírito deles. Para treinar o seu Border Terrier, procure por um treinador que entenda a mentalidade terrier e usa técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comidas. O seu treinamento deve ser feito com muita motivação, respeito, paciência e consistência.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Treinamento de coleira e guia é outra coisa muito importante. É incrível como o Border Terrier pode de repente sair correndo na caçada de alguma presa ou possível aventura. E este instinto não desaparece com a idade; costuma ficar ainda mais forte.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Border Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Border Terrier é sempre com você.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o BorderTerrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

O Border Terrier apresenta talento em áreas como tracking, agility, obediência competitiva, e caça.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Cairn Terrier

O Cairn Terrier é o menor dos terriers. Originário da Escócia, é uma raça de cães antes chamados de Skyes terriers de pêlo curto, e foram criados para possuírem habilidades para trabalhar e não para ter uma boa aparência. Seu nome atual foi inspirado em sua função de afugentar pragas e presas escondidas em pilhas de pedras denominadas “Cairns”.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Cairn Terrier

Origem: Escócia
Data de origem: século XV
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia, esportista
Outros nomes ou apelidos: Cairn
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 25 cm a 33 cm / Fêmeas de 23 cm a 30 cm
Peso: Machos de 6 kg a 8 kg / Fêmeas de 5 kg a 7 kg
Cores: todas as variações de cinza, castanho.
Pêlos: duros, lisos e desgrenhados
Manutenção: fácil, escovacões semanais
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 2 a 10 filhotes de Cairn Terrier por cria, padrão de x a x.
Reconhecimento (Canil): APRI / CKC / FCI / AKC / UKC / KCGB / CKC / ANKC / NKC / NZKC / CET / ACR / DRA / NAPR / ACA.

Introdução à raça Cairn Terrier

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Cairn Terrier adulto e seu olhar penetrante irresistível. (Créditos/Copyright: “Por Ina Olars/Shutterstock”)

Cairn Terriers são animais alegres, travessos, cheios de energia e muito ativos que adaptam-se facilmente a famílias que vivem tanto no campo quanto na cidade e cujos membros sejam também ativos. Cairn Terriers possuem pelagem dupla à prova d’água, dura, felpuda e de cores variadas, e o corpo quadrado e robusto.

Pequenino, mas de grande personalidade!

Se você assistiu ao filme “O mágico de Oz” em sua versão original, impossível não ter notado o Cairn Terrier mais famoso do mundo, Toto, o companheiro inseparável da menina Dorothy.

O cachorro que interpretou Toto no filme era uma Cairn fêmea chamada Terry, que possuía todas as características físicas de um típico Cairn: um terrier pequeno, robusto de pelagem desgrenhada, altamente inteligente e confiante. Antes de ser contratada para desempenhar o seu papel como Toto, Terry apareceu em diversos filmes antes de se tornar famosa em “O mágico de Oz”. Terry viveu até os seus 11 anos de idade.

O Cairn é na essência um perfeito cão terrier: valente, espirituoso, atrevido, audacioso, inquisitivo, durão, esperto e ao mesmo tempo desligado. É considerado dócil, apesar de ousado, e não requer muitos cuidados — apenas escovações semanais para manter o caimento de pêlos sob controle.

A raça está sempre alerta e pronta para a ação. Por ser curioso, acaba aprendendo rápido. E como todo terrier, ele é independente e teimoso. Eles precisam saber logo de cara quem está no comando, ou tentarão mandar em tudo.

Treinamento de obediência e socialização desde filhotes são essenciais. Eles costumam atender aos desejos do seu dono e ainda tentam agradar; porém, independente da sua natureza autônoma, o Cairn é surpreendentemente sensível. Seus sentimentos são feridos com facilidade, e ele não responde bem a repreensões duras. Um treinamento gentil, positivo e paciente é o melhor método para ensiná-lo qualquer coisa.

Não há nada que este cãozinho esperto não possa aprender. Com o treinamento adequado, o Cairn pode virar especialista em inúmeros truques e comandos. No entanto, é certamente impossível evitar que um Cairn faça o que todo Terrier mais ama fazer: perseguir, cavar e latir. O Cairn irá perseguir quase tudo que se mova, pequenos animais, gatos e até outros cães, não importa o tamanho deles, se tiverem a chance.

Por esta razão, ele deve estar sempre na coleira quando estiver em locais públicos, e deve apenas correr solto e livremente em locais devidamente cercados. Eles adoram farejar, explorar e caçar por aí.

Eles são capazes de ser excelentes animais de estimação, desde que sejam exercitados fisicamente e estimulados mentalmente todos os dias. Cairn Terriers são alegres, leais, amáveis, sociais e muito afetuosos. São muito divertidos e adoram brincar e entreter crianças, além de serem fortes o suficientes para aguentar brincadeiras mais brutas e ter paciência com o jeito barulhento delas.

Cairns e crianças são perfeitos um para o outro!

Lembrando que crianças não devem ser deixadas sozinhas com cachorros de raça algum, incluindo o Cairn, e adultos responsáveis devem supervisionar sempre a interação entre crianças e cachorros.

Dito isso, o Cairn Terrier é um cão do tipo familiar, capaz de se ser uma companhia maravilhosa para a família inteira. Por isso, ele precisa viver dentro de casa, seja apartamento ou condomínio, na cidade ou no campo, junto à sua família.

Ele prospera com o amor e a atenção que ganha de seus donos, e ficaria muito infeliz se fosse deixado sozinho ou afastado. Ele poderá ficar entediado, o que leva a comportamentos destrutivos e desagradáveis como latir em excesso, cavar ou mastigar.

Cairn Terriers também são muito territoriais e irão proteger o seu território contra estranhos e outros cachorros, mesmo maiores. Costuma soar o alarme quando algo estranho se aproxima. Isto pode ser perigoso, pois embora valente, o Cairn Terrier não é forte o suficiente para conseguir defender a si mesmo ou lutar com cachorros maiores.

O Cairn pode ser pequeno, mas ele é um membro ativo da família que só deseja brincar e brincar, uma excelente escolha para quem deseja uma companhia alerta e independente com uma atitude corajosa em levar a vida.

Origem da raça Cairn Terrier

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Cairn Terrier de pelagem quase toda negra passeando na rua. (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

Um dos terriers da família de pernas-curtas, o Cairn Terrier foi originado há mais de 200 anos atrás em cerca de 1500s, nas fronteiras da Escócia e da Ilha de Skye, e é um dos terriers originais da Escócia.

Todas as raças na Escócia eram originalmente classificadas como Terrier Escoceses, e até um certo ponto, o Cairn foi considerado a mesma raça que o Terrier Escocês e o West Highland White Terrier. Foi quando em 1873, um novo sistema foi implantado e Terriers Escoceses foram separados em duas classes diferentes: Dandie Dinmont Terriers e Skye Terriers, com o Cairn fazendo parte deste último.

Este mesmo grupo foi dividido mais tarde em Skye Terriers e Terriers de pelo-duro, sendo que os Terriers de pelo-duro foram eventualmente separados entre Escocês, West Highland White e Cairn Terrier. Estes cães tinham as mais variadas cores, variando do branco ao cinza ao castanho, e eram todos considerados Terriers Escoceses quando participavam de exposições. Todos eram diferenciados apenas pelas cores, eas três raças vinham da mesma ninhada.

Um clube foi formado em 1881 para Terriers Escoceses de pelo-duro e as três raças, e um padrão aprovado em 1882. Já ao final do século XIX, criadores de Terriers escoceses passaram a selecionar características diferentes, cores, entre elas. E assim, o West Highland White Terrier se tornou uma raça separada em 1908.

O Cairn já foi chamado de Skye de pelo-curto, depois Cairn Terrier ou apenas Skye e finalmente, em cerca de 1912, Cairn Terrier. Estes cães existiram desde o século XV e eram usados para caças raposas, texugos e lontras.

O Cairn adquiriu este nome pela forma com que se encolhia para dentro de montes de pedras de mesmo nome (“cairns”) e latia para estes animais até que o caçador ou fazendeiro pudesse chegar para matá-los.

“Cairns” eram uma espécie de “grutas ou tocas” de pedras empilhadas onde texugos e raposas costumavam viver, normalmente em montes de pequenas pedras usadas para demarcar fronteiras entre fazendas escocesas e sepulturas.

A raça se tornou bastante popular na Inglaterra, e um pouco menos popular nos Estados Unidos e menos ainda no resto do mundo, mas a sua fama mesmo veio com o filme “O mágico de Oz”, em que um cãozinho da mesma raça protagonizou o papel de Toto, o cão de estimação de Dorothy, a heroína do filme.

Os primeiros Cairn Terriers foram importados para os Estados Unidos em 1913. E tanto nos Estados Unidos, quanto na Inglaterra, o Cairn e o West Highland White foram cruzados entre si até 1917, quando a AKC barrou os registros de qualquer cachorro desses cruzamentos. Neste mesmo ano, a AKC concedeu a adesão do Clube Cairn Terrier da América. A raça foi publicamente apresentada em 1909 e ficou popular depois de 1930. Foi reconhecida pela AKC em 1913. Alguns dos talentos do Cairn incluem: caça, rastreamento, competições de “go-to-ground”, vigia, agilidade, obediência e desempenho dos mais variados truques.

Aparência do Cairn Terrier

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O Cairn Terrier deitado no gramado do jardim em momento relaxado (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier é um pequeno terrier durão de expressão esperta e ativa. Possui as patas curtas, é mais comprido que alto, mas não tão baixo como o Sealyham ou Terrier escoceses. São de baixa estatura, mas possui uma forte estrutura óssea.

Sua cabeça é larga em proporção ao seu comprimento, mais baixo e mais largo que qualquer outro terrier, possui uma boa força nas mandíbulas. O seu focinho é forte e de comprimento médio, com uma parada bem definida.

Os dentes se encontram em mordida de tesoura ou nivelados. As orelhas são pequenas, pontudas e eretas, cobertas por pelos curtos descabelados. Possuem uma cauda curta e um focinho escuro, com topete e sobrancelhas espessas. Seus olhos são profundos e amendoados.

A sua pelagem é desgrenhada, dupla e à prova d’água, com uma camada externa dura e outra interna macia. A face é peluda como uma raposa. As cores possuem muitas variações, exceto o branco. Podem ser castanho, malhado, areia e vários tons de cinza, muitas vezes com orelhas mais escuras, focinho e ponta da cauda. Sua pelagem também costuma mudar de cor durante vários anos de vida.

Ambiente Ideal para o Cairn Terrier

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Cairn Terrier deitado na grama do seu quintal relaxado e calmo.(Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier pode viver em apartamentos ou lares pequenos desde que seja exercitado de forma adequada. Eles são capazes de se exercitar sozinhos, mas precisam de algum espaço. É ideal que se tenha pelo menos um jardim pequeno, mas também podem ser levados para passear com mais frequência para compensar a falta de espaço. Podem suportar climas temperados do lado de fora, mas necessitam dormir dentro de casa, mais próximos aos donos, e ter acesso ao lado de fora quando desejarem.

Temperamento & Personalidade do Cairn Terrier

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Cairn Terrier no colo do seu dono em momento de carinho e afago. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Cairn Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Cairn Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Em geral, o Cairn Terrier é um cão alerta, animado, alegre, leal, curioso, amável e muito amistoso. Embora independente, o Cairn é bastante devotado à sua família e se sente mais feliz quando faz parte da rotina do seu dono diariamente. Ele ama ficar em casa brincando com as crianças, seguindo todo mundo de um cômodo ao outro, te fazendo companhia onde quer que você esteja.

Eles possuem uma afinidade especial por crianças acima dos seis anos de idade. Cairns são robustos e perdoam algumas brincadeiras mais brutas. No entanto, eles costumam ser sensíveis e não toleram maus tratos.

Eles não gostam de ser repreendidos e ficam magoados quando sentem que não estão felizes com ele. Por isso, é importante protegê-los de crianças que não saibam lidar com cachorros de forma adequada.

O Cairn Terrier adora brincar e ser estimulado mentalmente. É curioso e aprende muito rápido — adoram aprender truques. Só não espere que o Cairn se comporte como um cão de colo só por causa do seu tamanho. Ele pode até lhe fazer companhia calmamente no sofá por alguns minutos, mas ele com certeza terá coisas melhores pra fazer ou lugares para ir.

Esta raça é espirituosa e incansável, está sempre procurando por uma boa aventura. Apenas certifique-se de que isso não envolva cavar o seu jardim — Cairns adoram cavar, é puro instinto terrier. Mas com exercícios mentais e físicos suficientes junto a uma liderança firme, eles podem ser calmos e tranquilos.

Mesmo independente, ele irá escutá-lo se identificar uma liderança firme e uma mente mais forte que a dele. Cairns precisam de donos firmes e de personalidade forte. Eles precisam de treinamento e disciplina, mas não de forma dura. Sem isso, o Cairn pode ficar destrutivo e começar a latir em excesso, simplesmente por solidão ou tédio.

Não permita que ele desenvolva a “Síndrome do Cachorro Pequeno”, comportamentos humanos induzidos em que o cão acredita ser o líder do bando, no caso, sua família. Cairns com esta síndrome desenvolvem todos os tipos de problemas de comportamento em vários níveis, incluindo ansiedade de separação, teimosia excessiva, surtos, rosnar e guarda de locais e objetos.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Por isso esta raça deve ser tratada de maneira firme e consistente para evitar estes comportamentos. Se você permitir que eles acreditem estar no comando, você perderá o controle sobre ele.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Como todo terrier criado para caçar, ele irá perseguir qualquer animal pequeno, incluindo o gato do vizinho, se tiver a chance. Ele também é capaz de anunciar qualquer visitante ou barulho estranho. Por esta razão, muitos costumam dizer que o Cairn Terrier é o tipo de cão grande em um corpo pequeno. É importante tomar cuidado com isso.

O Cairn Terrier não tem noção do seu tamanho, tamanha é a sua coragem, e não pensará duas vezes em provocar um cão bem maior. Isso não é uma boa atitude, e quase sempre não acaba bem, por isso Cairn Terriers devem ficar sempre na coleira quando não estiverem em locais seguros e cercados.

O Cairn Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Cairn Terrier

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Cão Cairn Terrier cinzento e o seu olhar meigo e cativante. (Créditos/Copyright: “Por Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Cairn Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Cairn que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais.

Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional.

Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Cuidar de um Cairn Terrier não é difícil, e apesar do tamanho pequeno é fácil a sua manutenção. A sua pelagem desgrenhada parece natural, mas na verdade precisa de upkeep e atenção. Se for negligenciada, pode ficar embaraçada, cheias de nós e com má aparência.

Para manter seus pelos saudáveis é necessária uma escovação semanal, retirar os pelos mortos, pelo menos duas vezes por ano, e dar banhos periódicos (a cada 3 meses, ou quando necessário).

Aparar seus pelos também é necessário — apenas para melhorar a sua aparência, e não para estilizar radicalmente seus cachos. Os pelos devem ser aparados ao redor dos seus olhos e orelhas. Aparar profissionalmente duas ou três vezes ao ano é o suficiente.

Banhos muito frequentes não são recomendáveis porque amaciam demais a camada dura de sua pelagem. Embora uma pelagem macia não faz mal a nenhum cão, e é tranquilo para uma animal de estimação, isso acaba tirando a sua personalidade e aparência física exigida em exposições.

Saúde do Cairn Terrier

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Cão Cairn Terrier castanho saudável e feliz. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Cairn Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Cairn Terrier tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Catarata – O Cairn Terrier possui tendência ao desenvolvimento de catarata herdada ou familiar, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Glaucoma – Doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Além disso, provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Cairn Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá tirar o pé do chão. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Osteopatia Craniomandibular

Trata-se de uma doença rara que ocorre principalmente em cães jovens. De fato, esta doença é diagnosticada, normalmente, entre os 3 e os 8 meses de idade. Ou seja, quando os cachorros afetados demonstram inflamação da articulação da mandíbula, dificuldade na mastigação, dificuldade em abrir a boca, salivação ou combinação destes sintomas.

Esta doença é auto-limitante. Portanto, até aproximadamente um ano de idade, as alterações de crescimento do osso ficam estagnadas é podem até mesmo regredir.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Cairn Terriers podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur. Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur.

Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica). A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. Costuma ocorrer em cães entre 4 e 11 meses de idade.

Doenças do fígado

Desvio Portossistêmico Congênito (DPS)

O desvio portossistêmico, ou shunt portossistêmico, é uma anomalia circulatória hepática sem dúvida comum em cães. Trata-se da conexão anormal entre a circulação portal e sistêmica que desvia o fluxo sanguíneo do fígado em variados graus.

Deste modo, substâncias tóxicas e hepatotróficas importantes (oriundas do pâncreas e dos intestinos) são absorvidas e enviadas diretamente para circulação, sem passar pelo fígado.

Esse quadro pode levar, enfim, à atrofia e disfunção do fígado, diminuindo cada vez mais o metabolismo hepático das toxinas intestinais que se acumulam no sangue. O tratamento é cirúrgico.

Sistema urinário

Nefropatia Policística

A doença renal policística caracteriza-se pela presença de cistos, em número e tamanhos variáveis, no tecido renal e já está documentada em Bull Terriers, Cairn Terriers e West Highland White Terriers.

No Cairn Terrier são observáveis cistos tanto nos rins como no fígado. No Bull Terrier os sinais clínicos podem manifestar-se em adultos jovens. Entretanto, no Cairn Terrier e no West Highland White Terrier, os sintomas surgem entre o primeiro e o segundo mês de vida, podendo, todavia, verificar-se a presença de cistos sem qualquer sinal clínico ou biológico.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Diabetes mellitus

Diabetes mellitus é uma doença que pode ser consequência da obesidade. Ocorre quando existe um problema na produção de insulina pelo pâncreas. Se a insulina for insuficiente para processar o açúcar, ocorre um consequente aumento de seus níveis no sangue e urina do cachorro.

É, certamente, mais comum em cães mais velhos, porém nada impede que ocorra antes. Os sinais clínicos mais característicos são:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Aumento da quantidade e frequência de urina;
  • Perda de peso.

É uma doença que não tem cura, porém tem tratamento paliativo. É muito importante ter acompanhamento de um médico veterinário para poder fornecer a quantidade correta de alimento e de insulina.

Problemas dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento. Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Leucodistrofia de Células Globóides

O Cairn Terrier possui predisposição a uma condição hereditária chamada Leucodistrofia de Células Globóides, ou simplesmente Doença de Krabbe. Trata-se de uma doença causada por uma deficiência da enzima β-galactocerebrosidase, que resulta em danos celulares no sistema nervoso central e periférico. Causa ataxia de membros pélvicos que progride para tetraparesia, hipermetria e tremores de cabeça.

Outras observações

Certamente, o Cairn Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 12 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Cairn Terrier

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Dupla de Cairn Terriers correndo pelo jardim para gastar energia brincando. (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier é pura energia, por isso deve ter muitas oportunidades para correr, pular e brincar. Eles devem ser levados para dar caminhadas diariamente para gastar toda a sua energia, mas são mais adequados a uma jardim seguramente cercado que tenha espaço para correr. Se tiver a chance, deixe que o seu Cairn Terrier corra em campos abertos, mas certifique-se de que o ele seja treinado a voltar quando for chamado de volta. O Cairn também tem talento para brincar de bola e ainda é capaz de fazer isso por horas.

Brincadeiras também são capazes de suprir suas necessidades de exercícios, no entanto, como toda raça canina, brincar não substitui o seu instinto de caminhar — é importante para o cão que ele exerça esta atividade regularmente.

Cães que não saem para caminhar diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

Apenas tenha em mente que Cairns precisam de supervisão quando estão ao ar livre por causa do seu instinto de caça e de cavar buracos por ai que pode colocá-los em perigo.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Cairn Terrier

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Cairn Terrier ainda filhote sendo treinado no jardim.(Créditos/Copyright: “Por Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Cairn Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa.

Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Embora o Cairn Terrier seja inteligente e aprenda rapidamente, é preciso lembrar que ele é também independente e teimoso. Treinamento de obediência regular é essencial para ensiná-lo boas maneiras e respeito pela sua autoridade. Não se surpreenda se ele desafiar você — apenas mantenha o treinamento.

Seja positivo, gentil e consistente. O comando “quieto” deve ser um dos seus comandos básicos durante o treinamento. Não deixe o Cairn fora da coleira em locais públicos; ele é capaz de sucumbir a qualquer tentação para sair em perseguição. E não o deixe sozinho no jardim sem supervisão alguma — ele irá cavar, e ele não irá distinguir entre escavar uma área segregada ou seu canteiro inteiro de flores.

O Cairn Terrier precisa de um líder firme, mas nunca duro ou agressivo. Não há razão para gritar com ele ou forçá-lo a nada; ele responderá a esforço positivo na forma de elogio, brincadeiras e recompensas desde que ele saiba que você é quem está no comando. Seja firme e consistente ao lhe pedir algo, e ele irá adorar seguir a sua liderança. Deixe que ele pense que você é fraco, e esse cãozinho corajoso e tenaz irá dominar a todos em casa.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando.

É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Cairn Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Sem treinamento, supervisão ou níveis apropriados de brincadeiras, ele ficará entediado e irá gastar o seu tempo mastigando, latindo e cavando para manter-se ocupado. Não deixe que isso aconteça! Desafie o seu cérebro — ele possui uma mente excelente — com jogos de quebra-cabeça e sessões de treinamento interessantes e criativas, além de mantê-lo ativo com as caminhadas diárias e horas de divertimento.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Cairn Terrier.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Cairn Terrier é sempre com você.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Dandie Dinmont Terrier

O Dandie Dinmont Terrier é uma raça canina de origem escocesa da família terrier. Originalmente criado para caçar lontras e texugos, e apelidado de “cavalheiro da família terrier”, devido ao seu comportamento calmo e reservado, ele ainda retém a sua tenacidade terrier e amor pela caça. O Dandie Dinmont Terrier é amável, atencioso, e afetuoso. São excelentes companhias por terem um temperamento equilibrado. Mas como muitos terriers, eles também são teimosos, persistentes, independentes e determinados.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Dandie Dinmont Terrier

Origem: Reino Unido (Escócia)
Data de origem: 1700
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Dandie, Hindlee Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 20 cm a 28 cm
Peso: de 8 kg a 11 kg
Cores: preto azulado, castanho dourado (pimenta e mostarda)
Pêlos: mistura de pêlos duros e macios, longos, lisos.
Manutenção: regular, escovações semanais
Expectativa de vida: cerca de 11 a 13 anos.
Filhotes: cerca de 3 a 6 filhotes de Cairn Terrier por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANK / APRI / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier adulto em meio a um campo de flores amarelas.(Créditos/Copyright: “Por Vera Zinkova/Shutterstock”)

O Dandie Dinmont Terrier possui uma aparência única e a distinção de ser o único cão a receber um nome em homenagem a um personagem fictício de um romance literário de Sir Walter Scott, “Guy Mannering”, publicado em 1814.

No livro, o escritor descreve um fazendeiro que possuía seis pequenos terriers — três com a cor “sal e pimenta” e três na tonalidade “mostarda”, cores características da raça. O nome do fazendeiro era Dandie Dinmont e os cães ficaram conhecidos como os terriers do Dandie Dinmont, adotando assim o nome para a raça. Até as designações de cores da raça vieram do livro. O fazendeiro os chamava com variações entre mostarda e pimenta, e até hoje as duas cores da raça são conhecidas por Pimenta (preto azulado) e Mostarda (tons de marrom dourado).

Este cachorro baixo, de corpo mais longo que alto e um “tufo” de cabelo na cabeça tem sido reproduzido por muitos anos antes que ele ganhasse fama com o livro. O seu tamanho pequeno e necessidades moderadas de exercícios faz dele um cachorro super adequado para viver tanto na cidade como no campo, precisando apenas de longas caminhadas diárias ou brincadeiras em locais seguros e calmos. Uma vez com suas necessidades satisfeitas, ele ficará feliz em deitar-se ao seu lado ou seguí-lo pela casa enquanto você faz suas atividades diárias.

Embora seja considerado um “cavalheiro”, o Dandie é puro Terrier quando a oportunidade se apresenta. Qualquer oportunidade para perseguir alguma presa em potencial traz de volta a sua natureza terrier, e pode torná-lo agressivo com outros cães que ele não conheça. Alguns Dandie Dinmont Terriers machos podem ser agressivos com outros machos mesmo vivendo na mesma casa. Por esta razão, não é recomendável juntar dois machos no mesmo convívio.

Com a sua família, ele é afetuoso e cômico, mas estranhos serão saudados com reserva, pois são desconfiados. Porém, com uma socialização adequada, eles são capazes de evoluir em novos ambientes. Eles possuem instintos protetores naturais com relação ao lar e seus familiares. Dandies que vivem com gatos desde pequenos podem ter um bom convívio e se dar bem, mas outros gatos da vizinhança podem não desfrutar da mesma cortesia.

A sua natureza alerta também faz dele um excelente vigia, capaz de soar o alarme quando qualquer um se aproxime, conhecido ou estranho. De bônus, ele ainda será capaz de livrar a sua casa de qualquer roedor que se atrever a entrar.

Por causa do seu alto nível de inteligência, o Dandie não é difícil de ser treinado. Eles possuem uma certa teimosia, por isso podem não obedecer a todos os comandos. Seja paciente. Treine o Dandie com firmeza e consistência, mais muito esforço positivo na forma de elogios, brincadeiras e recompensas com comida.

Eles ficam entediados com tarefas repetitivas, por isso faça do treinamento uma tarefa divertida, e você se surpreenderá com a rapidez que o Dandie aprende e o quanto ele é esperto.

Dandies são mais quietos que outros terriers, mas qualquer terrier pode se tornar um incômodo de tanto latir se deixado sozinho por muito tempo ou sem supervisão. Ensine-o quando ele puder latir e quando terá que ficar quieto.

É melhor mantê-los também sempre na coleira em áreas que não sejam cercadas, pois eles podem sair correndo atrás de qualquer coisa que se mova. Confine o Dandie Dinmont em um jardim seguramente cercado e não terá problemas. Uma cerca eletrônica não é capaz de detê-lo se ele enxergar algo que deseje perseguir. Lembre-se também que, como um terrier, eles também gostam de cavar. Dê a ele o seu próprio local para cavar ou ele fará um novo paisagismo no seu jardim todos os dias.

Dandie Dinmont Terriers normalmente são bons com crianças se forem criados juntos. Sempre supervisione cachorros e crianças para evitar que ambos se comportem bem uns com os outros.

Lembre-se que crianças não devem ser deixadas sozinhas com cachorros de raça algum, incluindo o Cairn, e adultos responsáveis devem supervisionar sempre a interação entre crianças e cachorros.

Origem da raça Dandie Dinmont Terrier

A maioria dos Terriers são originários da Inglaterra e muitas vezes desenvolvidos para trabalhar em um tipo específico de terreno ou pedreira. Há evidências de que Dandie Dinmont Terriers foram criados em meados de 1700s, mas as histórias sobre como a raça foi desenvolvida são conflitantes.

A origem da raça

Os cães que se tornaram Dandie Dinmont vieram de Cheviot Hills, área de fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, onde eles costumavam caçar lontras e texugos. Alguns acreditam que eles sejam cruzamentos entre Otterhounds e terriers locais. Outros dizem que a raça evoluiu de terriers de pêlos-duros muito comuns em fazendas.

Há também quem diga que a raça foi desenvolvida a partir de cruzamentos entre terriers e Dachshunds (embora não esteja claro como Dachshunds, sendo desenvolvido na Alemanha, poderia ter tal proximidade com terriers). Seja qual for a teoria, o fato é que os Dandies são uma das raças de terriers mais antigas, conhecidos por cerca de 300 anos, e provavelmente desenvolvidos a partir do Terrier Escocês (agora extinto) e do Skye Terrier.

A origem do nome

Ao contrário de outras raças, o Dandie não mudou muito desde 1700s, e por toda a sua existência, o Dandie foi apreciado por todas as classes, desde nômades, fazendeiros, nobreza e até realeza. Inicialmente, o Dandie foi criado por ciganos e utilizado por fazendeiros para caçar pestes.

E embora Dandies fossem bem estabelecidos e criados de acordo com os seus padrões por muitos anos, eles não tinham um nome até que foram mencionados no romance de Sir Walter Scott — Guy Mannering —, publicado em 1814. Antes disso, terriers de todos os tipos eram simplesmente chamados de terriers. Como dono de vários Dandies, o autor descreve estes cães em seu livro como sendo de um fazendeiro chamado Dandie Dinmont.

E assim, por causa do livro, a raça passou a ser chamada Dandie Dinmont Terrier. Sem dúvida, a Rainha Victória conheceu os Terriers em uma das suas viagens à Escócia — talvez até depois de ler o romance de Sir Walter Scott — e acabou ficando com um para ela.

O padrão Dandie Dinmont Terrier oficial

Em 1875, o Clube Dandie Dinmont Terrier foi formado na Escócia, sendo hoje o terceiro clube de raça mais antigo do mundo. Seu padrão de raça foi criado, apesar de muitos criadores não concordarem sobre o seu tamanho correto na época, e logo depois um acordo foi feito e Dandies passaram a ter o mesmo tamanho através de emenda em 1920.

Em contrapartida, o padrão permaneceu o mesmo na Inglaterra e em outras partes do mundo como foi inicialmente escrito em 1876 para mais de 100 anos. Em 1987, o Clube Inglês e muitos outros alteraram um pouco da descrição deste padrão, e através dos anos, o padrão americano tem sido modificado e revisado. Hoje o Clube Canadense Dandie Dinmont Terrier é o único no mundo que ainda usa o padrão original da raça como guia.

O Dandie no mundo até os dias de hoje

Dandie Dinmonts se tornaram muito populares na Inglaterra ao final do século XIX. Não se sabe quando eles foram levados para os Estados Unidos, mas a AKC registrou o primeiro Dandie em 1886.

Anos antes da Segunda Guerra Mundial haviam muitos canis que reproduziam Dandies. Durante a guerra, no entanto, muitos destes canis foram desfeitos, alguns até mataram seus cães pois não havia comida suficiente e disponível para alimentá-los ou pessoas para cuidar deles.

Depois da guerra, criadores dedicados trabalharam duro para restabelecer a raça. Um dos canis mais famosos, Bellmead Kennels, na Inglaterra, reproduziu um exemplar que chegou a vencer em muitas exposições, e Bellmead continuou a reproduzir Dandies até o início de 1990, quando o canil foi vendido.

Embora ainda possuam muitos dos seus talentos naturais de caçador, os Dandie Dinmont Terriers são normalmente usados como cães de companhia nos dias de hoje. Eles são uma das raças mais raras e mais em perigo de extinção de todas as raças puras, e muitos temem que a raça desapareça por completo.

Aparência do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier na cor mostarda e toda a sua exuberância e topete. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Dandie Dinmont Terriers são cães de aparência muito distinta que, infelizmente, estão ficando raros. Ao contrário da maioria dos terriers, Dandies possuem um corpo proporcional, levemente mais longo que alto, com muitas curvas em sua forma.

Suas costas se arcam sobre o seu quadril e cai levemente na base da sua cauda, que se curva como uma cimitarra (espécie de espada de lâmina curvada). Dandies possuem peito e costas longas. As pernas da frente são curtas e poderosas com patas que se viram levemente para fora para cavar. As pernas traseiras são levemente mais longas que as da frente, e não tão pesadas.

O crânio é largo entre as orelhas, afinando gradualmente até os olhos, castanhos escuros também, grandes. Eles possuem cabeças grandes, abobadadas, com um topete sedoso, pescoço musculoso, testa robusta, parada pronunciada e bem definida, focinho profundo e nariz escuro. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura e seus lábios escuros. As orelhas são pendentes, caídas sobre as bochechas, nada comum entre terriers, abaixo do crânio e franjadas nas pontas.

A pelagem tem cerca de 5cm de uma mistura de pêlos duros e macios. Os pêlos da parte de cima do corpo do cão são mais duros que os pêlos da parte de baixo que são mais sedosos e à prova d’água. Sua cabeça é coberta por um topete ainda mais sedoso e macio.

Tipicamente, as pernas e patas são mais escuras com as cores mais claras do corpo se misturando devagar entre as pernas. As cores possuem duas variedades: “pimenta” ou “mostarda”. A primeira varia entre um preto azulado escuro até um cinza bem mais claro quase prateado, enquanto o mostarda varia de castanhos avermelhados até o bege onde a cabeça parece quase branca.

A cor dos pêlos irão mudar durante toda a sua vida, normalmente se fixando aos 8 meses de idade, mas o Dandie continua a amadurecer fisicamente até atingir 2 anos de idade. Filhotes mostarda nascem com pêlos castanho escuro que clareia até vários tons de vermelho até a idade adulta. Filhotes pimenta nascem preto e castanho que vai prateando mais tarde na vida. Pêlos pimenta possuem topetes prateados e pêlos mostarda possuem topetes cremes.

Ambiente Ideal para o Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Terrier descansando sobre o deck do jardim de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Czesznak Zsolt/Shutterstock”)

O Dandie Dinmont Terrier é altamente adaptável e pode viver feliz tanto na cidade ou no campo. Dandies são bons para a vida em apartamento ou lares menores desde que tenha tempo para conviver com a sua família. São pouco ativos dentro de casa, e um pequeno jardim é o suficiente para brincar se ele tiver chances de sair para fazer suas caminhadas diariamente.

Temperamento & Personalidade do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier “pimenta” dormindo tranquilo entre as cadeiras da varanda. (Créditos/Copyright: “Por Czesznak Zsolt/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Dandie Dinmont Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Dandie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Dandie Dinmont é uma companhia deliciosa e alegre. Ele é afetuoso e se desenvolve bem na companhia de sua família. O Dandie é uma boa companhia para crianças, especialmente se forem criados juntos, mas se daria melhor em lares com crianças maiores. Ele costuma entender quando a criança está feliz ou alegre, e adapta o seu próprio comportamento de acordo com o humor da criança.

Embora tenha uma boa natureza, o Dandie tem um lado independente na sua personalidade, graças a sua herança Terrier: cheio de vida, corajoso, tenaz e inteligente. Com as pessoas que conhece, são afetuosos, mas tendem a ser reservados com estranhos. Enquanto possuem suas próprias ideias sobre as coisas, também são ávidos para agradar seus donos e brincar com eles.

Mas também por causa da sua herança de terrier caçador, não é recomendável colocá-lo para viver com outros animais de estimação que não sejam caninos, como por exemplo hamsters, coelhos, ratinhos e porquinhos da índia. Gatos, tudo bem, se forem criados juntos desde filhotes com uma socialização e treinamento adequados, pode ser que não hajam problemas.

Como a maioria dos terriers, Dandies também possuem uma enorme auto-confiança, mas não costumam ter um temperamento explosivo como muitos deles. Dandies não costumam provocar brigas ou arrumar confusão, mas também não irão desistir de uma se forem provocados ao limite. Em geral, seu lema é: “viva, e deixe viver”.

Por serem cães mais do tipo reservados, não costumam ficar latindo muito, se comparados aos seus primos terriers. Dandies latem quando necessário, e seu latido é profundo e alto. Eles podem ser ótimos vigias e irão latir ao som de novos visitantes ao lar. Eles só não irão continuar latindo após terem soado o alarme e alguém notado ou apenas para ouvir o som do seu próprio latido.

Por causa do seu tamanho, muitos Dandie Dinmont Terriers desenvolvem Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos humanos induzidos em que o cachorro pensa ser o rei da casa. Cães com esta síndrome são levados a acreditar que são donos de seus humanos e tudo ao redor, e assim, fazem o que for possível para defender aquilo que possuem.

Este tipo de comportamento pode causar vários níveis de problemas comportamentais como teimosia extrema, determinação exagerada, guarda excessiva de objetos e locais, ansiedade de separação, dificuldade em obedecer, timidez, surtos de agressividade com estranhos ou até mesmo familiares, ataques de mordidas, latidos excessivos, cavar e roubar comida, enquanto o cachorro tenta manter seus humanos e todo mundo ao seu redor na linha.

Estas não são características naturais do Dandie Dinmont, mas comportamentos que surgem pela falta de liderança firme e consistente do dono que deve impor regras e limites sobre o que pode e o que não deve ser feito pelo cachorro dentro de casa, junto a caminhadas diárias com o líder do bando.

“Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa”.

Logo que os humanos tomam o controle da situação, e os instintos naturais dele forem supridos, os comportamentos negativos irão regredir dando espaço para que o seu Dandie Dinmont seja uma companhia maravilhosa e leal que ele sabe ser.

O Dandie Dinmont Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Dandie Dinmont Terrier

Comece a acostumar o seu Dandie Dinmont Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Dandie que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Dandie Dinmont Terrier possui uma aparência bastante peculiar que exige cuidados e manutenção regulares. Seus pêlos devem ser cortados à tesoura e moldados a cada 4 a 6 semanas para manter a sua boa aparência. Se você cortar os pêlos ao invés de desfiá-los, a cor e a textura irá mudar, ficando mais macia e mais leve. Escovações regulares são necessárias para esta raça de pêlos longos.

Em casa, ele precisa ser escovado várias vezes na semana, 2 a 3 vezes, com uma rasqueadeira macia para evitar e remover nós e embaraços. Complete a sua manutenção cortando os pêlos da parte de cima do focinho, e mantendo os cantos dos olhos sem pêlos.

O resto das penugens — os pêlos longos das patas, debaixo do corpo e cabeça — podem ser cortadas com tesouras, assim como os pêlos entre as almofadinhas das patas. Pêlos das orelhas devem ser arrancados de maneira gentil regularmente.

A boa notícia é que a raça não solta muitos pêlos, e parte da sua boa manutenção involve arrancar pêlos mortos uma ou duas vezes por ano. Cachorros de exposição exige mais vezes. Eles são arrancados para encorajar o crescimento de novo. Banhos apenas quando necessário. Um profissional familiarizado com a raça pode fazer este trabalho se você não tiver tempo ou a habilidade necessária, ou você mesmo pode aprender a fazer tudo isso.

Saúde do Dandie Dinmont Terrier

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Dandie Dinmont Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Dandie Dinmont Terrier tem predisposição ao desenvolvimento de glaucoma primário. Ou seja, uma doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é um distúrbio muito comum em cães. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Dandie Dinmont Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá tirar claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doença do Disco Intervertebral

A doença do disco intervertebral é uma condição em que os discos de amortecimento entre as vértebras da coluna vertebral causam uma protuberância (hérnia) no espaço da medula espinhal. Estes discos, em seguida, pressionam os nervos que correm através da medula espinhal causando dor, danos nos nervos, e até mesmo paralisia.

Doenças endócrinas

Síndrome de Cushing

Esta doença, também chamada de Hiperadrenocorticismo, afeta principalmente cachorros mais idosos. Entretanto, existem relatos em cachorros jovens. Os sintomas são muito semelhantes aos de outras doenças endócrinas pois provoca letargia, aumento da frequência com que o cachorro urina e aumento da ingestão de água.

Todavia, um sinal muito característico desta doença é a distensão abdominal, ou seja, o cachorro fica com o abdômen bem arredondado. O seu médico veterinário precisa realizar algumas provas complementares, como a análise sanguínea, para chegar a um diagnóstico.

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Conduto Auditivo

Otite

A otite canina é, certamente, uma das afecções mais comuns em cães. Trata-se de uma inflamação muitas vezes acompanhada de infecção que acomete o ouvido e que provoca, certamente, muito desconforto e dor aos pets. Pode ter várias causas e afetar partes diferentes do ouvido dos cães. Ela é denominada otite externa, otite média ou otite interna, variando de acordo com o local prejudicado pelo problema.

As otites podem ser causadas por infecções bacterianas, infecções fúngicas, corpos estranhos (água durante o banho, pêlos), alergias (dermatite atópica ou hipersensibilidade alimentar), doenças hormonais, presença de ácaros (Demodex ou Otodectes cynotis), traumatismos e a própria conformação auricular (tipo de orelha).

Outras observações

Certamente, o Dandie Dinmont Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Entretanto, há relatos de que cães desta raça desenvolvem neoplasias com bastante frequência.

Por isso, o acompanhamento anual do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 12 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Terrier dando o seu passeio diário pelo parque exibindo sua pelagem única na cor “mostarda”. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Dandie Dinmont Terriers precisam de caminhadas diariamente, cerca de duas de 20 a 30 minutos ou sessões de brincadeiras no jardim, no parque ou qualquer outra área segura. Como todos os terriers, cavar está no sangue deles, portanto supervisione enquanto ele brinca no jardim ou dê à ele um local próprio para cavar.

Nunca permita que ele saia correndo sem coleira em áreas abertas que não sejam seguras, o seu instinto de caça pode fazê-lo sair em perseguição a qualquer minuto, seja o animal um esquilo, pássaro outro cachorro ou gato.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Dandie Dinmont Terrier

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Dandie Dinmont Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa.

Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Treinar o seu Dandie é relativamente simples, pois eles são uma raça muito inteligente, mas irá requerer um pouco de paciência. Como todos terriers, Dandies pensam de forma independente, e muitas vezes eles podem parecer relutantes a responder aos seus comandos um pouco teimosos. O Dandie Dinmont Terrier exige um dono firme, porém gentil.

Eles também costumam ficar entediados com tarefas repetitivas e possuem um intervalo de atenção curto. Faça do treinamento algo divertido para o Dandie, e você ficará surpreso com a rapidez com que ele aprende e como é inteligente.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Dandie Dinmont Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Dandie.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Dandie Dinmont Terrier é sempre com você.

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Manchester Terrier

O Manchester Terrier é uma raça cheia de vida, espirituosa, muito inteligente e astuta que está sempre ávida a aprender. Um verdadeiro terrier — independente, fiel, vigilante e alerta.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Manchester Terrier

Origem: Inglaterra
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / Variedade Toy, AKC Toy / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: porte pequeno (toy); médio (padrão)
Altura: Toy de 25 cm a 30 cm / Padrão de 39 cm a 40 cm
Peso: Toy de 2,5 kg a 3,5 kg (EUA e Canadá máx. 5kg) / Padrão Machos 8 kg / Fêmeas 7,5 kg
Cores: preto e castanho.
Pêlos: curtos, rente à pele, lisos.
Manutenção: fácil à moderada.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 2 a 4 filhotes de Manchester Terrier por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CCR / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Manchester Terrier

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Manchester Terrier e seu porte alerta no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Criado em Manchester, na Inglaterra, durante o século XIX, para o popular esporte de matar ratos e corridas de coelhos, o Manchester Terrier tem espírito esportista e adora mostrar isso. Manchester Terriers possuem duas variedades: Padrão e Toy, sendo que esse último foi muito popular durante o reinado da Rainha Victória.

Hoje, nos Estados Unidos e Canadá, há duas variedades de Manchester Terrier — o Toy e o Padrão. Na Inglaterra, no entanto, os dois tamanhos são classificados como raças diferentes: Toy Terrier Inglês e Manchester Terrier.

Suas orelhas são uma outra questão à parte para aqueles que pretendem seguir normas oficiais da raça. De acordo com o padrão americano, Toys devem ter orelhas naturalmente eretas; cortar não é permitido. O Padrão, por outro lado, tem mais liberdade: ereta naturalmente, cortada ou “botão” são todas aceitas. Fora as diferenças de tamanho e orelhas, Toys e Padrão são os mesmos cães com a mesma personalidade forte.

O “cavalheiro terrier” (como era conhecido na Inglaterra Vitoriana) não é um cão lutador, mas ama uma boa perseguição, capaz de tornar-se um verdadeiro astro em competições caninas como flyball e agility. Como muitos terriers, Manchesters possuem muita energia e aprendem muito rápido, mas são teimosos.

Embora a sua aparência lembra muito a de um Doberman Pinscher miniatura ou um enorme Pinscher Miniatura, o Manchester Terrier possui sua própria identidade. Um cão pequenino com um latido forte e um coração mole, um excelente vigia que adora estar na companhia de sua família.

Por falar nisso, Manchester Terriers são extremamente leais aos seus donos. Ele deseja ser notado sem ser exageradamente exigente — não costuma implorar por atenção. Entre os terriers, o Manchester é conhecido por ser um dos mais educados e mais obedientes.

Por serem incrivelmente devotados a fazer companhia, Manchesters não gostam de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Eles podem ficar entediados e nervosos nestas situações, o que poderá levar a comportamento destrutivo, como cavar buracos e uma certa agressividade.

Como é uma raça bastante vocal, eles podem também latir em excesso se sentirem-se solitários. Eles são cachorros sensíveis, então, podem também surtar quando querem ficar quietos no canto deles, sozinhos. Esta característica faz com que ele não seja muito adequado a famílias com crianças muito pequenas à não ser que os adultos estejam dispostos a socializar e treinar o Manchester de forma consistente.

Exercícios e socialização constante são as melhores ferramentas de prevenção — quanto mais tiver acesso à isso, menos problema será. Eles precisam de treinamento firme de obediência e serem socializados desde filhotes para prevenir maus comportamentos e agressividade.

Outra coisa, por causa dos pêlos curtos, Manchesters não devem ser deixados do lado de fora. Quando está quente, a pelagem preta podem absorver muito calor e acabar superaquecendo eles, e quando está muito frio, eles sentem demais, pois não possuem pelagem suficiente para se manterem aquecidos. Eles ficam melhor quando podem ficar junto de sua família dentro de casa.

Por terem sido criados para caçar ratos, não recomenda-se deixá-lo sozinhos com pequenos animais de estimação como hamsters ou porquinhos da índia, pois o instinto natural deles irá falar mais alto.

Se você tiver problema com fato do seu animal trazer para casa animais mortos ou pedaços deles, você terá que considerar outra raça. Manchesters não possuem a mesma filosofia dos gatos, portanto isso não são presentes de “admirador” — criaturas mortas são espólios de guerra para guerreiros que as mataram.

Hoje, a popularidade do Manchester Terrier diminuiu, embora a raça seja uma companhia maravilhosa que ainda retém suas capacidades de trabalhador e a sua natureza independente e curiosa combinada a um charme especial e excelente bom humor.

Origem da raça Manchester Terrier

O Manchester Terrier é a raça terrier mais antiga de todas as raças terriers já identificadas. Eles foram mencionados em livros que datam do início do século XVI. Desenvolvida para caçar ratos durante o século XIX em Manchester, na Inglaterra, por um homem chamado John Hulme, recebeu o apelido de “rato terrier” devido a sua tenacidade em caçar ratos e camundongos, e foi considerada a melhor raça de caça à este tipo de praga.

O início da raça

No início de 1800, as condições de saneamento nas cidades eram precárias e ratos eram uma séria ameaça à saúde. O Terrier Preto e Castanho era um dos terriers mais populares e mais talentosos da época na Inglaterra e, por acaso um habilidoso exterminador de ratos, tanto nos cursos d’água como nos poços. Com o progresso da industrialização, o esporte entre a classe de trabalhadores nas cidades inglesas centralizou-se na caça aos ratos com o Terrier Preto e Castanho e corridas de cachorros com os Whippets.

Foi uma questão de tempo para que estas duas raças fossem cruzadas entre si, e um certo entusiasta chamado John Hulme de Manchester acabar cruzando o Whippet com um Terrier Preto e Castanho e possivelmente outras raças como o Greyhound Italiano para produzir um cão que pudesse exercer bem ambas as funções. O resultado foi um Terrier Preto e Castanho refinado com as costas levemente arqueada. Cruzamentos similares certamente foram feitos em outras regiões pois outros cães parecidos com esta nova linhagem eram comuns, mas a popularidade da raça foi focada no Manchester.

Mesmo depois que o esporte foi banido, os pequenos Terriers ainda tinham muito trabalho a fazer nos alojamentos e pousadas do país, na região campestre, que era também infestada de ratos. Estas pousadas costumavam manter canis de terriers, e depois que fechavam, à noite, ou cães eram soltos nas salas de jantar para caçar estes ratos. A raça acabou desenvolvendo uma reputação de ter um excelente espírito e determinação para lidar com o perigo, mesmo que fossem o dobro do seu tamanho.

As variedades Manchester Terrier Toy e Padrão

Em 1860, a raça foi formalizada Manchester Terrier. O nome não vingou, e no entanto foi ignorado voltando a raça a ser chamada de Terrier Preto e Castanho até ser reavivada em 1923.

Na época, a raça sempre teve uma grande variação de tamanho, tanto que há dois tipos de Manchester Terrier: Padrão e Toy, e até 1959 os dois tipos eram apresentados como duas raças separadas, embora o cruzamento entre elas fosse permitido. Em 1959, eles foram reclassificados como uma única raça com duas variedades, legitimando a prática do cruzamento entre as raças. Além do tamanho, a única diferença entre as duas variedades é quanto a questão da amputação das orelhas (é permitida apenas na variedade Padrão).

Curiosidade: Muita gente acha que Manchester Terriers são versões menores dos Dobermans, mas é o contrário! Louis Doberman usou Manchesters para criar Dobermans maiores, e especialistas em Pinscher Miniatura dizem que as raças não compartilham da mesma linhagem.

A variedade Toy ficou muito popular durante o Reinado da Rainha Victória, quando cachorros de porte pequeno eram muito populares. O público passou a desejar cachorros ainda menores, então alguns criadores começaram a cruzar Manchesters com Chihuahuas para reduzir ainda mais o seu tamanho, o que acabou ocasionando inúmeros problemas. Mas até o menor dos Manchester Terriers ainda mantém o espírito lutador. O Manchester Padrão ainda retém a sua habilidade de caçador premiado, mas é na sua maioria um cão de companhia.

Em 1937, o Clube Britânico Manchester Terrier foi formado, e seus membros foram instrumentos importantes para livrar a raça da extinção logo após a Segunda Guerra Mundial. Os cães foram eventualmente exportados para os Estados Unidos e a AKC reconheceu a variedade Toy em 1886 e a Padrão em 1887. O Clube Manchester Terrier da América foi formado em 1923.

Aparência do Manchester Terrier

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Manchester Terrier adulto forte e imponente de pelagem lustrosa. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

O Manchester Terrier é talvez a raça mais elegante e mais rápida de todos os terriers, com corpo compacto e musculoso, levemente mais longo que alto e levemente arqueado que expressa todo o poder e agilidade, que estes pequenos cães precisavam para executar suas tarefas originais de caçadores de pragas, como ratos e camundongos.

Há duas variedades de Manchester Terrier: Toy e Padrão. Fora as diferenças em tamanho e orelhas, Toys e Padrões são o mesmo cachorro com a mesma personalidade. Quando as orelhas são mantidas na forma natural possuem formato em V, semi-ereta com uma dobra na frente que cai sobre si. Na variedade Toy, as orelhas são naturalmente eretas. Quando são amputadas, elas são longas e pontudas.

As orelhas são uma grande questão para aqueles que desejam manter o Manchester oficial. De acordo com o padrão de raça Americano, Toys devem ter orelhas naturalmente eretas; cortar não é permitido. Padrões possuem mais liberdade: orelhas naturalmente eretas, cortadas ou “botão” são todas aceitáveis. Lembrete: Cortar orelhas é ilegal na maior parte da Europa.

A cabeça é longa, afilada e estreita, com a pele apertada, bem rente ao corpo, quase plana com uma leve indentação até a testa e uma leve parada visível quando visto de lado. A sua expressão é viva e alerta. Os olhos são pequenos e escuros e em formato de amêndoa. O nariz é preto. Os dentes formam mordida de tesoura ou em nível. A cauda é mais grossa na base e afina até a ponta. Sua pelagem é curta, macia, brilhante, densa e rente à pele, nas cores preto e castanho com pontos distintos.

Ambiente Ideal para o Manchester Terrier

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Manchester Terrier filhote entre as palmas das mãos de seu dono. (Créditos/Copyright: “Por escada007/Shutterstock”)

O Manchester Terrier é limpo, quase sem odor, e altamente adaptável, podendo viver bem tanto na cidade como no campo. Mas um cão que ama gente como o Manchester Terrier precisa viver dentro de casa. Este é o tipo de cachorro que deseja estar fisicamente perto da sua família humana. Um Manchester que não dorme em uma caminha gostosa e confortável dentro de casa é um cachorro infeliz, mais infeliz ainda se for relegado ao jardim sem nenhuma companhia humana.

O Manchester Terrier é bastante ativo dentro de casa, mas pode se adaptar se não tiver um jardim disponível, portanto ficará bem em um apartamento ou lar pequeno, desde que seja exercitado regularmente. Ele é tão adaptável que pode se adaptar muito bem ao nível de atividade dos seus donos.

Eles gostam de caminhar na coleira e são excelentes companhias para corridas e acompanhar na bicicleta. Mas por gostarem de perseguir carros ou bicicletas, melhor não deixá-los livres fora da coleira, exceto em áreas devidamente seguras.

Manchester Terriers preferem climas mais amenos, pois não toleram nem altas temperaturas por causa da pelagem escura que absorve muito o calor, nem baixas, pois não possuem muita gordura corporal nem pelagem grossa para se aquecerem.

Temperamento & Personalidade do Manchester Terrier

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Manchester Terrier deitado sob o gramado com seu olhar alerta e responsivo (Créditos/Copyright: “Por tietzfotografie/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Manchester Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Manchester cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Manchester Terrier é um cão espirituoso, ágil, muito inteligente, astuto, energético, brincalhão e muito habilidoso que está sempre pronto a aprender. Ele possui a real natureza terrier: independente e leal. Extremamente vívido, esportivo, alerta e vigilante. Exigente e dedicado, o Manchester é leal e um bom amigo de seus donos. Tem gente que o descreve como “gatos”, impecavelmente limpos, reservados com estranhos, porém sensíveis.

É mais responsivo que muitos outros terriers e normalmente muito comportado e obediente dentro de casa. A razão para isto é o fato do Manchester ser muito devotado à sua família, e adora tirar uma soneca ao lado da sua pessoa favorita.

Ele adora o seu pessoal e só deseja estar ao redor dele. Como é muito social, não gosta de ser deixado sozinho o dia inteiro — ele quer a sua companhia. Se não for possível, irá se ocupar procurando por alguma aventura.

Embora não seja particularmente agressivo, o Manchester é uma raça terrier que foi criada para matar rato, portanto não é uma boa ideia a convivência dele com outros animais pequenos, ele adora uma boa perseguição. Além disso, eles podem tentar dominar outros cachorros, por isso deve ser ensinado a não sair por aí seguindo seus impulsos.

Enquanto eles são mais maleáveis ao treinamento que outros, Manchesters ainda acreditam que mandam no mundo, e se você não mudar essa percepção logo, você poderá acabar com um pequeno Napoleão de quatro patas. A boa notícia é que o Manchester Terrier gosta de agradar o seu dono e aprende tudo muito rápido.

Eles podem se dar muito bem em atividades caninas como o agility e competições de obediência. Eles prosperam quando possuem a atenção de seus donos, mas precisam de liderança. Sem exercícios suficiente, estímulos mentais e/ou for permitido que ele pense ser o líder do bando, eles podem desenvolver sérios problemas de comportamento, tornando-se entediado, destrutivo e latindo em excesso.

Líderes do bando podem deixar seus seguidores, mas seguidores não podem deixar o líder do bando.

Como eles adoram estar com a sua família ou seu dono, ele deve ser levado para caminhar antes de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo para que eles possam ficar em uma espécie de “modo instintivo de descanso”. O Manchester Terrier deve ser socializado completamente quando filhote e sempre estar ao redor de gente que saiba mostrar liderança, junto a regras e limites para prevenir agressões em potencial.

Eles devem ser apresentados às crianças quando filhotes e as crianças devem ser ensinadas a mostrar sua liderança com relação ao cachorro. Eles precisam de treinamento firme e continuar a ser socializado. A falta de liderança pode resultar em um cão exigente demais, teimoso, cabeça dura, protetor ao extremo, inclinado a morder ou até agressivo.

Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Manchester Terriers equilibrados que possuem donos que não permitem que ele desenvolva Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder dos humanos, não irá apresentar estes comportamentos negativos. Se eles tiverem o que precisam, serão excelente companhias para a família.

O Manchester Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Manchester Terrier

Comece a acostumar o seu Manchester Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Manchester que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional.

Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Manchester Terrier possui pêlos curtos que não exigem muitos cuidados. O Padrão solta pêlos na média, já o Toy quase não solta nada. Embora eles sejam naturalmente limpos e sem odor, banhos podem ser dados a cada 3 meses (ou quando ele ficar sujo) com shampoo suave indicado pelo seu veterinário. Escove seus pêlos com uma escova de cerdas naturais ou luvas. Use um condicionador para aumentar o brilho dos pêlos.

Saúde do Manchester Terrier

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Manchester, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Manchester Terrier tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.

Catarata – O Manchester possui tendência ao desenvolvimento de catarata herdada ou familiar, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Glaucoma – Doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Manchester Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o cachorro irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Manchester Terriers podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur. Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur.

Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica). A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. Costuma ocorrer em cães entre 4 e 11 meses de idade.

Distúrbios da Coagulação

O Manchester tem predisposição ao desenvolvimento da Doença de Von Willebrand, ou seja, uma doença hereditária da coagulação. Ela é causada por deficiência de proteínas que são necessárias para a formação de plaquetas. Cães portadores desta doença podem ter hemorragias que ocorrem normalmente nas mucosas da bexiga, da vagina, do nariz ou oral. Infelizmente, esta doença não tem cura.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Outras observações

Certamente, o Manchester Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver até 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Manchester Terrier

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Manchester Terrier em plena atvidade de agility. (Créditos/Copyright: “Por cynoclub/Shutterstock”)

Como um grupo, terriers latem bastante, são vívidos, mandões, determinados, inteligentes e teimosos. O Manchester não é nenhuma exceção. Ele deve ter oportunidades regulares para se exercitar e gastar sua energia, pois ele pode se meter em muita confusão se ficar entediado, principalmente por serem espertos e teimosos por natureza.

O Manchester realmente precisa de exercícios e estímulos mentais diários, pelo menos o mínimo de ½ hora por dia, incluindo caminhadas, corridas, jogos de frisbee, treinamento em agility ou obediência. Ficar o dia todo em um jardim largado não é exatamente exercício; e mesmo que isso seja a sua intenção, o seu Manchester irá gastar todo o seu tempo esperando na porta pedindo para entrar.

Filhotes não precisam de tanto exercício como os cães adultos, e você não deve mesmo deixá-los correr em superfície muito dura como o concreto ou asfalto, ou mesmo ficar dando muitos pulos até que eles tenham pelo menos 1 ano de idade. Isso pode estressar o desenvolvimento do seu esqueleto e causar futuras lesões nas juntas.

Além das caminhadas normais sempre na coleira, deixe que ele corra e brinque sem a coleira regularmente em locais seguros. Eles podem correr com muita rapidez e manter a velocidade por muito tempo. Correr ao seu lado na bicicleta pode ser divertido, mas mantenha-o na coleira e seguro, pois ele adora sair perseguindo. Mantenha-o sob supervisão o tempo inteiro, pois além de perseguir, adoram escapar, pelo mesmo motivo.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Manchester Terrier

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Manchester Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

O Manchester Terrier pode ser teimoso, mas com um treinamento positivo e muita paciência ele poderá aprender a se comportar como um cavalheiro. No entanto, a sua mesma atitude “teimosa e determinada” que permite que ele seja um exímio caçador pode atrapalhar o seu treinamento.

Você terá que provar — sem fracassar — que você é um líder. Consistência é crucial, pois Manchesters são mesmo teimosos e determinados. E são também muito inteligentes, observadores e perceptivos, portanto você deve se policiar quanto a sua atitude firme, senão eles tentarão tirar vantagem de qualquer inconstância.

A boa notícia é que eles são ávidos para aprender e aprendem rápido, portanto socialização intensa e obediência são absolutamente cruciais para o seu treinamento. Eles também não respondem bem a métodos duros ou disciplina corretiva. Com eles o melhor método de treinamento será técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida. O treinamento deve ser feito com firmeza, consistência, persistência, respeito e paciência.

Para prender a sua atenção, mantenhas as sessões curtas, divertidas e interessantes. E aceite o fato de que ele provavelmente irá enganá-lo com frequência. Felizmente ele fará sempre de uma forma tão divertida que você não verá outra saída senão se matar de rir.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Manchester Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Manchester.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Manchester Terrier é sempre com você.

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Terriers

Fox Terrier

O Fox Terrier é uma raça de cão de porte pequeno-médio originária da Inglaterra. Foi desenvolvido no século XVII a partir de cruzamentos de diversas raças de Terrier trabalhadoras, como por exemplo, Terrier Preto de Pelo-duro e Terrier Castanho entre outros, para produzir a mistura ideal de um cão equilibrado, capaz de caçar e matar pestes e ainda assistir nas caçadas, perseguindo raposas. Estes cruzamentos acabaram originando duas variações: Fox Terriers de Pelos Lisos e Fox Terriers de Pelos Duros (ou ondulados), ambos extrovertidos, ativos e curiosos, com uma atitude destemida e aventureira, sempre prontos para tudo. Saiba sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Fox Terrier

Origem: Inglaterra
Data de origem: século XVII
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terrier – de pequeno porte / AKC Grupo Terriers.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Foxy, Cão-raposa
Tamanho: pequeno-médio porte
Altura: Machos de 36 cm a 41 cm / Fêmeas de 33 cm a 38 cm
Peso: Machos de 7 kg a 9 kg / Fêmeas de 6 kg a 8 kg
Cores: predominância de branco, com manchas castanhas, vermelho, ou vinho escuro.
Pelos: curto, liso ou duro (encaracolado).
Manutenção: fácil, escovações semanais, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 15 a 20 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CET, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Fox Terrier

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Fox Terrier em campo de flores. (Créditos/Copyright: “Por ESBuka/Shutterstock”)

O Fox Terrier Liso é elegante, inteligente, enquanto o Fox Terrier Duro é bonito, alegre e bem estiloso. Em geral, o Fox Terrier, seja lá qual for o tipo, é um cão forte, energético, curioso, inteligente, ávido, dinâmico, persistente, brincalhão, independente, afetuoso e, acima de tudo, muito amigo, leal e protetor de seu dono, e que se integra muito bem a família toda, acatando melhor as ordens de quem lhe impõe disciplina e as regras de quem lhe dá carinho.

Devido ao seu antepassado, a raça vive para correr por aí, perseguir, cavar e explorar. Possui uma energia inesgotável, por isso costuma ser desafiante tê-lo em casa. Mas apesar disso, estará sempre pronto para uma diversão. É indicado para famílias que tenham tempo para se dedicar à ele, exercitando-o, passeando e brincando. Se for deixado muito tempo sozinho pode tornar-se destrutivo, estressado e muito barulhento.

Para esta raça ativa e inteligente, independente e teimosa, um treinamento firme e consistente ajuda a canalizar toda a sua energia e determinação, além de evitar comportamentos inadequados como latidos, mastigação, cavação e perseguição de outros animais. Eles aprendem rápido e adoram truques, mas preferem, na maior parte das vezes, fazer tudo à sua maneira, pois como todo terrier, são teimosos e muito independentes. É um cão com tendência para a guarda e defesa, com forte instinto caçador.

Por isso, precisa ser socializado com outros animais desde cedo, pois costuma ser encrenqueiro e não ter muita noção do seu próprio tamanho. Mesmo assim, não deve ser deixado sozinho com outros animais de estimação. Também pode ser mais reservado com estranhos, mas é excelente com crianças, adoram brinquedos, bolas e até água.

Se o seu dono for dedicado, conseguirá canalizar todo o entusiasmo dessa raça na caça, em competições caninas, e vários outros tipos de atividades informais – caminhadas e passeios. Costumam também trabalhar em busca e apreensão, detecção de drogas e assistir à pessoas com deficiências.

Origem da raça Fox Terrier

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Fox Terrier no parque durante o outono. (Créditos/Copyright: “Por Ovchinnikova Stanislava/Shutterstock”)

O Fox Terrier foi desenvolvido através de cruzamentos entre antigos Dachshunds, Hounds Ingleses, Terriers e Beagle. É um dos tipos terriers mais velhos originados nas Ilhas Britânicas durante o século XVII, e foi usado por fazendeiros que precisavam de cães para se livrar de animais que pudessem atacar seus rebanhos, como raposas, ratos e outros predadores menores.

O Fox Terrier era capaz de encontrar o animal no chão, cavando, latindo e rosnando incansavelmente até que o animal saísse do seu esconderijo ou toca para que o caçador pudesse matá-lo. Fox Terriers possuem muita história. Eles já foram excelentes companhias para monarcas, entreteram pessoas em circos e filmes, e já venceram mais prêmios em exposições que muitas outras raças.

Diferentes variações

Todos esses cruzamentos acabaram originando duas variações de Fox Terriers: a variação Fox Terrier de pelo liso e a variação Fox Terrier de pelo duro (ondulado), sendo que ambos os tipos foram considerados a mesma raça por muitos anos. Apesar das suas semelhanças em tamanho, formato e temperamento, a principal diferença é o tipo de pelo e levemente o formato da cabeça.

Embora os ancestrais do Fox Terrier de pelo liso não tenham sido documentados, a raça já era conhecida desde 1800 e já era muito popular antes do surgimento das exposições caninas. Cães predominantemente brancos eram preferidos por serem facilmente distiguidos da presa em pouca luminosidade.

Existem algumas especulações de que as duas variações de Fox Terriers vieram de origens distintas, com o Terrier de pelo liso descendendo do Terrier Preto de pelo liso e Terrier castanho, do Beagle, Greyhound e do Bull Terrier. Já o Fox Terrier de pelo duro foi criado a partir de cruzamentos entre o terrier de pelo duro preto e o terrier castanho de Gales e Derbyshire para ser usado no campo, pois este tipo de pelagem era menos vulnerável que a variação de pelo liso.

As duas variedades foram cruzadas entre si extensivamente, puramente com o objetivo de melhorar a variedade de pelo duro diminuindo seu tamanho, aumentando a quantidade de branco na sua pelagem e dando um contorno mais elegante à sua figura. Fox Terrier de pelo liso foram os primeiros a entrarem nas competições de exposição classificados como cães esportistas, sendo que os Fox Terriers de pelos duro entraram para as exposições cerca de 20 anos depois.

O padrão Fox Terrier

O Clube Fox Terrier Inglês foi formado em 1876, sendo que os seus membros estabeleceram padrões que permaneceram inalterados por décadas, assim o que previamente havia sido considerado uma raça com duas variedades, foi separado em dois registros com dois padrões de raça. Os primeiros registros de Fox Terriers de pelo liso importados para os Estados Unidos datam de 1879, seguidos pelos de pelo duro alguns anos depois.

O Clube Fox Terrier Americano, clube precursor da raça nos Estados Unidos, foi fundado em 1885 e possui a distinção de ser o primeiro clube de especialidade a se tornar membro da AKC, que acabou reconhecendo ambas as raças no mesmo ano. Contudo, ambas as variações ainda são consideradas a mesma raça com variedades de pelos diferentes por alguns clubes, mas foram separadas nos Estados Unidos em 1984 pela AKC, e os padrões de ambas ainda mantidos pelo Clube Fox Terrier Americano ou AFTC, que antes adotava o padrão inglês ao ser formado.

Aparência do Fox Terrier

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Fox terrier de perfil e focinho escuro. (Créditos/Copyright: “Por Evdoha_spb/Shutterstock”)

Ambos Fox Terriers, pelo liso ou duro, são muito similares, mas mesmo assim apresentam algumas diferenças em sua aparência, mais precisamente a pelagem. No geral, ambas as variações do Fox Terrier são de um cão de porte médio, corpo pequeno, compacto, porém firme e forte. O crânio é plano, em forma de cunha, moderadamente estreito até os olhos, estendendo-se até um pescoço longo e musculoso.

A parada é leve com um focinho igualmente pequeno, porém comprido, afinando até um nariz preto. Os dentes se encontram em mordida de tesoura. Como o resto da face, os olhos são escuros. As orelhas são altas ficando bem acima da linha superior do crânio, triangulares e se dobrando sobre si perto das bochechas. As pernas são retas, sólidas e as patas ovais. A cauda é normalmente amputada erguendo-se em linha reta desde as costas, que é curta e proporcional.

No Fox terrier de pelo liso, os pelos são densos, curtos, retos, finos, macios e lustrosos, muito abundantes cobrindo não só o corpo inteiro, como o estômago e debaixo das coxas também. Podem ter 4 variações de cores: todo branco, branco com manchas pretas, branco com manchas marrom, ou branco com manchas pretas e marrom.

Já a característica mais marcante no Fox Terrier de pelo duro é o seu longo focinho terminando em uma barbicha de pêlo ondulado. Como a barbicha, o resto dos pêlos também são ondulados, mas também bem grossos, em cores que podem variar entre branco puro à misturas de branco, preto e castanho.

Ambos as variações Fox Terriers de pelo liso ou duro de cor branca pura eram muito valorizados por serem menos confundidos com as presas durante a caça. Já os de pelos duros ou ondulados eram favorecidos por caçarem no campo, já que eram menos vulneráveis a serem machucados. Hoje, os padrões da raça — a descrição escrita de como a raça deve aparentar — como branco deve ser a cor predominante em ambas as variações, podendo ter manchas pretas, castanhas ou preto e castanho. A cabeça é geralmente de uma cor sólida, mas olhos e orelhas de cor diferente.

Ambiente Ideal para o Fox Terrier

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Fox Terrier deitado no sofá descansando. (Créditos/Copyright: “Por Maria Mikhailenko/Shutterstock”)

Quem ama cães do tipo Fox Terrier precisam morar em uma casa, pois não é só porque são pequenos que podem viver dentro de apartamentos facilmente. Eles costumam ser muito ativos dentro de casa, e até poderiam viver em um apartamento sem a presença de um jardim, apenas se forem suficientemente exercitados – é a única exigência vital da raça – muito exercício físico e mental.

Sem a quantidade suficiente de estímulos eles podem ser difíceis de conviver e podem ser muito destrutivos. Eles podem incomodar os vizinhos com seus constantes latidos, por isso são mais ideais para áreas rurais ou condomínios, onde os vizinhos podem ficar mais afastados. Fazer um Fox Terrier infeliz é só deixá-lo renegado no jardim com pouca ou nenhuma companhia humana.

A raça pode viver do lado de fora da casa em climas temperados, mas é mais feliz vivendo dentro de casa, com acesso ao jardim. Como são bastante energéticos, é melhor que não vivam com pessoas mais velhas, mas são ótimos com crianças e famílias ativas que possam dispensar um pouco do seu tempo para se exercitarem na sua companhia.

Ele precisa de locais devidamente cercados de forma segura e adequada, onde possa correr livremente sem coleira, mas que seja impossível escapar. Mantenha-o na coleira em áreas abertas. Ele possui instinto muito forte e irá perseguir qualquer coisa que se mova. Na casa certa — ou seja, com pessoas que possuem um forte senso de humor e crianças com idade suficiente para brincar com eles — o Fox Terrier pode ser o animal de estimação ideal. Ele ama gente e pode se adaptar a qualquer rotina.

Temperamento & Personalidade do Fox Terrier

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Fox Terrier no parque de perfil. (Créditos/Copyright: “Por Angyalosi Beata/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Fox Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Foxy cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Seja lá qual for a variação, o Fox Terrier tem um porte autêntico e auto-confiança de sobra. Ele é extrovertido, curioso, corajoso, entusiasmado, brincalhão, alegre e muito ativo. O Fox Terrier está sempre curtindo o momento, cada segundo dele. Ambas as variações de pelo liso e duro possuem temperamentos similares, mas os de pelos duros ou encaracolados podem ser um pouco mais espirituosos e astutos.

Eles costumam ser muito amáveis, devotados e leais à sua família, e adoram a companhia de todos, especialmente crianças, embora não sejam muito adequados aos pequeninos, pois não costumam tolerar maus tratos infantis.

E por gostarem muito de companhia e atenção, não costumam se comportar bem quando são ignorados ou deixados sozinhos por longos períodos de tempo, podendo ficar muito agressivos e desenvolver uma série de péssimos comportamentos. Muito inteligentes, a raça é capaz de aprender qualquer coisa, até os mais difíceis truques.

É o tipo de cão cheio de energia e muito dominante, que pode ficar estressado e frustrado se não tiver a quantidade de exercícios físicos e estímulos mentais necessários para controlar o seu temperamento e acabar desenvolvendo uma série de problemas comportamentais.

No caso do Fox Terrier, é muito importante que o seu dono seja um líder 100% firme e consistente. Se este tipo de cão tiver donos muito mansos capazes de deixar que ele tome conta da casa, podem desenvolver a Síndrome do Cão Pequeno, começando a apresentar vários níveis de problemas de comportamento, como desafios de dominância, guarda excessiva de objetos ou lugares e até comida, latidos em excesso, ciúmes, ansiedade de separação, comportamentos destrutivos, mordidas, entre outros.

O cachorro quando desenvolve estes comportamentos fica a ponto de surtar a qualquer momento, ficando agressivo e impulsivo ao tentar defender a sua posição de dominância sobre todos. Estes não são exatamente comportamentos naturais de um Fox Terrier, mas comportamentos criados pela forma como o cão é tratado pelas pessoas do seu convívio, e podem ser corrigidos logo que seus instintos são supridos: regras consistentes, estáveis e firmes para serem seguidas, limites do que se pode ou não fazer, junto a caminhadas diárias e outros exercícios.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

Por causa do seu forte instinto caçador, o Fox Terrier também costuma perseguir tudo que se move, inclusive até matar outros animais menores, como coelhos, pássaros, hamsters ou qualquer outro animal de estimação do tipo, se tiverem a oportunidade. Sua natureza vigilante e alerta e a sua capacidade acurada para ouvir faz dele um excelente cão de guarda, pois é capaz de alertar a todos com latidos se desconfiar de algo suspeito, podendo até ser um tanto invasivo ao latir excessivamente. Além disso, eles são ótimos em evitar que pestes como ratos e outros animais indesejáveis invadam a sua casa.

Eles são capazes de tratar gatos da mesma forma se não forem completamente socializados desde filhotes, e mesmo assim não devem ser deixados sozinhos sem supervisão. Eles costumam ser amigáveis com pessoas, um pouco desconfiados de estranhos, e não têm a menor consciência do seu tamanho acabando sempre provocando brigas com outros cachorros por conta do seu temperamento briguento.

Se forem treinados de forma adequada e socializados desde cedo são capazes de se dar bem com outros cães. É importante mantê-lo na coleira ou em área devidamente cercada, pois ele também adora fugir para explorar. Eles também costumam ser bastante maliciosos e chamosos, e muito astutos. Ele é capaz de ser mais esperto que você, e ainda fazer você rir das suas travessuras.

O Fox Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Fox Terrier

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Fox Terrier brincando no parque. (Créditos/Copyright: “Por Angyalosi Beata/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Fox Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Fox Terriers de pelo liso precisam de escovações ocasionais com uma escova firme para manterem a boa aparência. Banhos regulares não são realmente necessários — apenas se estiverem muito sujos. Fox Terriers de pelo duro não costumam trocar de pelos em grande quantidade, mas devem ser escovados regularmente para mantê-los sem cheiro.

Para obter a textura famosa pela sua linda aparência, os pelos devem ser despidos ou despojados à mão — o que significa que o pelo deve ser arrancado ao invés de cortado com tesoura ou alicate, feito por profissionais. É importante saber que a pelagem pode mudar a textura, ficando mais macia e com cores mais pálidas. Além disso, os de pelos duros possuem uma barba mais comprida no focinho que deve ser escovada com pente fino um dia sim outro não para evitar que se embarace ou fique com sujeira agarrada e lavar com sabão neutro.

Atividade & Exercícios do Fox Terrier

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Fox Terrier deitado no gramado com sua bolinha de brincar. (Créditos/Copyright: “Por violetad/Shutterstock”)

Fox Terriers precisam de caminhadas ou corridas diárias, ou de pelo menos 30 a 45 minutos de exercícios diários, assim como uma boa quantidade de brincadeiras sem coleira no jardim para que fiquem cansados evitando assim que se metam em encrenca. A raça é perfeita para correr ao lado da bicicleta, e adora sair para correr com o seu dono. Eles se beneficiam muito e apreciam caminhadas na coleira, sessões de brincadeiras com a família com bola ou Frisbee, e um jardim seguramente cercado para correr livremente.

Fox Terriers se dão bem em todo tipo de atividades e esportes caninos, como agilidade e obediência; trabalhando de busca e salvamento, detecção de drogas; desempenhos em filmes, programas de TV, comerciais e até no circo.

É o tipo de cão que adora ser o centro da atenção – ensine-o truques ou treine-o para ser cão de terapia. Tem um cavalo? Ele adoraria correr ao seu lado por horas a fio. No final do dia, ele ficará feliz em se deitar ao seu lado no sofá. Por outro lado, se não for exercitado pode se tornar desobediente, destrutivo e começar a latir de forma excessiva ao sentir-se entediado ou solitário. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Fox Terrier

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Fox Terrier em campo de flores na primavera. (Créditos/Copyright: “Por Anna Averianova/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Fox Terriers são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Epilepsia é altamente suspeita de ser um componente genético desta raça.

Alguns outros problemas menores incluem escorrimento nasal, Luxação de Córnea – quando as córneas saem do lugar quando os ligamentos que as seguram deterioram; cataratas – uma opacidade na córneas que causa dificuldade de visão; síndrome da Legg-Calvé-Perthes – uma doença que dá em raças menores, e esta condiçao — uma deformidade da bola da junta do quadril que pode ser confundido com displasia.

Já a displasia de quadril nos cães é uma condição hereditária em que o fêmur não se encaixa confortavelmente na articulação do quadril. Fox Terriers também são conhecidos por terem problemas com os rins fazendo com que eles diminuam; luxação das rótulas dos joelhos; deslocamento dos ombros; doença de Cushing, tumores, alergias cutâneas, e cegueira, predominantemente em cães brancos. Fox Terriers podem viver por cerca de 15 anos.

Treinamento do Fox Terrier

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Fox Terrier e seu sorriso incomparável esperando pelo treinamento. (Créditos/Copyright: “Por Angyalosi Beata/Shutterstock”)

Esta raça exige socialização intensiva e extensa desde cedo e treinamento de obediência. O Fox Terrier é teimoso e muito independente e desafiará autoridade tentando ser dominante. São suscetíveis a latir em excesso. E não respondem bem a métodos de treinamento muito duros, e devem ter um dono experiente, firme que saiba dominar sem ser agressivo. O treinamento deve ser feito com firmeza, consistência e muita paciência, pois ele costuma perder o interesse rapidamente. Você pode fazer do treinamento um jogo, pois ele adora agradar o seu dono e aprende muito rápido. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo.

Eles precisam de consistência e rotina, então fornecendo regras claras com firmeza de uma forma positiva e ainda mantendo o senso de humor, o progresso é imediato. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Uma vez que você encontra o segredo para a motivação deles, eles são capazes de aprender qualquer coisa que você possa ensinar.

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Jack Russell Terrier

O Jack Russell Terrier é uma raça canina oriunda da Inglaterra desenvolvida na metade do século XIX pelo Reverendo inglês John Russel, que buscava um animal que fosse imbatível na caça à raposa. Após alguns cruzamentos entre própria cadela, uma Fox Terrier com Beagles e outras raças desconhecidas, John obteve como resultado um cão forte, corajoso, inteligente e compacto, de aparência rústica e ideal para caça. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Jack Russell Terrier

Origem: Inglaterra
Data de origem: metade século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terrier – de pequeno porte / AKC Grupo Terriers.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Jack, Parson Russell Terrier, Russell Terrier.
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 25 cm a 38 cm
Peso: de 06 kg a 08 kg
Cores: branco com manchas castanhas, marrons e preto.
Pelos: duplo, curtos, lisos e resistentes à água.
Manutenção: fácil, algumas escovações, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Reconhecimento (Canil): JRTCA, FCI, UKC, KCGB, NZKC, CET, ANKC, IKC, CKC, NKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Jack Russell Terrier

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Grupo de Jack Russel Terriers juntos numa farra. (Créditos/Copyright: “Robert Przybysz/Shutterstock”)

A raça possui algumas variações também conhecidas por Parson Russell Terriers, Russell Terriers ou Jack Russell Terriers dependendo do registro de seu clube de canil. Seus pelos podem ser densos, ásperos, resistente à água e predominantemente brancos com manchas castanhas, marrons e preto.

O Jack Russell Terrier é corajoso, alegre, independente e ativo, sempre pronto para uma atividade, trabalho ou nova aventura. Seu corpo atlético, quadrado, equilibrado e proporcional, de peitoral flexível e pernas musculosas, só aumentam a sua habilidade em perseguir raposas acima ou abaixo do chão.

É uma raça que possui muita vitalidade, determinação e um desejo intenso de caçar. Por muitos anos foi a raça favorita de donos de cavalos, entusiastas de esportes caninos, treinadores de animais para filmes e televisão, e tantos outros que apreciam a sua personalidade destemida, energética, suas palhaçadas divertidas e seu tamanho portátil.

O Jack Russell Terrier é devotado à sua família e adora estar sempre junto deles. A sua herança de cão de caça faz com que ele seja uma excelente companhia para correr. Crianças ativas e mais velhas costumam adorar a sua companhia alegre e afetuosa, mas a sua natureza bagunceira e atrapalhada pode ser um pouco demais para as menores. Esta raça pode ser charmosa e afetuosa, mas é difícil de se lidar e dá um trabalho enorme para treinar, pois ele é teimoso e não gosta de tédio.

Ensinar um Jack Russell a ser civilizado não é uma tarefa fácil, e exige tempo e paciência assim como um forte senso de humor. Se você não souber como entretê-lo, ele é capaz de achar o seu próprio entretenimento e isso nem sempre é bom.

O Jack é capaz de preencher os seus dias com risadas e muito amor, mas apenas se você for capaz de dar-lhe atenção, treinamento, supervisão e a estrutura de que ele precisa. Esta é uma raça que precisa de um treinamento firme e consistente desde filhote para que possa entender os limites necessários para viver com humanos. Desde que tenham uma boa quantidade de exercícios e estímulos para a sua mente rápida, ele é perfeitamente capaz de diferenciar entre o ar livre e o seu sofá – desde que você tenha tempo para ensiná-lo.

Se você deseja um cão que pode aprender truques, correr com agilidade, brincar de pegar objetos sem cansar, o Jack Russell pode ser o cão para você. Se você não consegue lidar com um cão que adora cavar, mastigar coisas, latir, correr que nem foguete pela casa muitas vezes seguidas ao dia, perseguir gatos e outros animais pequenos com alegria, e que irá sempre achar uma desculpa para não seguir seus comandos, definitivamente não é o cão para você, não importa o quanto são fofinhos. Se você tiver tempo e a paciência necessária para devotar à ele, o Jack Russell possui muitas qualidades que o torna o cãozinho ideal para a sua família.

Origem da raça Jack Russell Terrier

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Jack Russel livre em um gramado curtindo um belo dia de sol. (Créditos/Copyright: “Smit/Shutterstock”)

A raça recebeu o nome em homenagem ao Reverendo inglês Parson John Russell, um entusiasta da caça às raposas que desejava criar o cão ideal para o esporte, e que pudesse caçar com hounds perseguindo raposas para dentro de suas tocas para que os cães pudessem depois pegá-las. O Jack Russell Terrier foi desenvolvido no sul da Inglaterra durante a metade do século XIX, e logo se tornou favorito entre os esportistas, especialmente entre aqueles que caçavam montados em cavalos.

Herança de caçador

Os Jacks se destacaram pelo seu peitoral compacto e flexível; comprimento de corpo capaz de entrar dentro de tocas atrás das raposas; pelas suas longas pernas capazes de seguir hounds; pela sua cor branca com uma única mancha marrom escura sobre um dos olhos e orelhas; pela ponta de seu rabo manchado; e pela sua dupla camada de pelos que o protege em todos os tipos de climas e condições.

O Reverendo fez vários cruzamentos com sua própria cadela, uma Fox Terrier, alguns Beagles e outras raças desconhecidas, provalmente o Antigo Terrier Branco Inglês, hoje extinto, e o Terrier preto e castanho similar ao Manchester, desenvolvendo uma linhagem distinta de Fox Terrier que ficou conhecida pela sua paixão por perseguir raposas. Muitos desses cruzamentos acabaram por originar inúmeras variações quanto à aparência dos Jacks, alguns mais altos, outros mais baixos.

Jack Russell Terrier vs. Parson Russell Terrier

A raça ficou conhecida nos Estados Unidos em 1930, e vários clubes de raça apareceram com opiniões diferentes com relação a sua aparência, a sua habilidade de trabalho, e se deveria competir em exposições ou permanecer um cão trabalhador. Criadores enfatizaram a sua habilidade de trabalhador, por isso o padrão acabou ficando muito amplo, permitindo uma grande variedade de tipos de corpos aceitos.

A Associação Jack Russel Terrier da América não ficou muito feliz com toda essa variedade de Jacks, e quando a AKC decidiu reconhecer o Jack Russell Terrier em 1997, a notícia não foi muito bem recebida. Eles já possuiam seu próprio registro, o Clube Jack Russell Terrier da América, com padrões bastante restritos, e não achavam que o reconhecimento pela AKC poderia trazer algum benefício.

O Clube Jack Russell Terrier da América mantém um registro independente e considera o Jack um cão puramente de caça, mas a Associação Jack Russell Terrier da America (JRTCA) buscou reconhecimento pela AKC, que foi dada em 2000. Assim, para diferenciar a raça da variação registrada pela JRTCA, a AKC renomeou a raça, que passou a chamar de Parson Russell Terrier em 2003 e JRTCA mudou o seu nome para Associação Parson Russell Terrier da América. Os tipos trabalhadores permaneceram Jack Russells enquanto os tipos para exposição se tornaram Parson Russell Terrier. Alguns dos talentos do Jack Russell incluem: caça, rastreamento, agilidade e desempenho de truques.

Aparência do Jack Russell Terrier

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Perfil do Jack Russel Terrier e suas características de pelagem castanha e branca na face. (Créditos/Copyright: “Chonlawut/Shutterstock”)

O Jack Russell Terrier é um cão terrier forte, compacto com um corpo flexível, e um peitoral pequeno – necessário em cães trabalhadores que precisam entrar em tocas atrás de presas. O seu comprimento deve ser proporcional a sua altura e suas costas devem ser fortes, retas e em comparação com a altura, deve apresentar uma imagem compacta, equilibrada, sólida e condição dura.

A cabeça deve ser bem equilibrada e em proporção ao corpo. O crânio deve ser liso, com largura moderada das orelhas afinando até os olhos. A sua parada, a área de transição de trás do crânio até o focinho, deve ser definida e não muito pronunciada. O comprimento do focinho do nariz até a parada deve ser levemente mais curta que a distância da parada até o occipício.

O nariz deve ser preto. A mandíbula forte e ossuda, com bochechas musculosas e dentes fortes, com os de cima transpondo levemente os de baixo, em mordida em nível ou de tesoura. Os olhos possuem formato de amêndoas, escuros e cheios de vida e inteligência. Suas pequenas orelhas em formato triangular se dobram pra frente da face, rente à cabeça, afinando até o nariz. O pescoço é musculoso, de bom comprimento, gradualmente alargando até os ombros. Os cotovelos são perpendiculares ao corpo e trabalham livremente pelas laterais.

O peito deve ser raso e estreito, e as patas da frente, fortes com juntas bem alinhadas e não muito espaçadas, dando uma aparência atlética ao invés de pesada. As traseiras devem ser fortes também e musculosas, bem colocadas com uma boa angulação para dar boa propulsão. Olhando de trás, as jarretes devem ser retas, os pés redondos, acolchoados, largos e com aparência de gato. A cauda deve ser alta, em proporção ao comprimento do corpo ou amputada.

Variações dentro da mesma raça

Jack Russells variam muito em tamanho, por causa dos diferentes tipos usados para propostas diferentes e terrenos. Jack Russells que são mais compridos que altos são conhecidos por “Shorty” Jacks ou Jacks Baixos, e se parecem mais com os Dachshunds; que os mais altos, mais equilibrados que os Parson Russell Terriers. Ambos possuem três variedades distinguidas pelo tipo de pelagem: macio, quebrado e áspero. O Jack Russell Terrier de pelo macio, possui pelo liso de 1cm de comprimento, pelo seu corpo inteiro.

O Jack Russell Terrier de pelo áspero, possui pelagem dupla de mais de 10 cm de comprimento pelo corpo inteiro. O Jack Russell Terrier de pelo quebrado, possui uma combinação dos dois, com uma leve sobracelha e barba – as três variações possuem pelagem densa e grossa. Jack Russell Terriers são mais da metade brancos com manchas castanho, preto, limão ou tricolor, preferencialmente na cabeça e na base do rabo.

Ambiente Ideal do Jack Russell Terrier

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Uma ninhda inteira de filhotes de Jack Russel Terriers filhotes.(Créditos/Copyright: “Utekhina Anna/Shutterstock”)

O ambiente ideal seria uma casa com um jardim de tamanho padrão, para que o Jack pudesse se exercitar, pois eles são muito ativos mesmo dentro de casa. Se tiver que morar em um apartamento, não deve ser deixado sozinho por tempo algum, à não ser que seja treinado a ficar na caixa canina. Eles estarão extremamente excitados e prontos para se exercitarem ao serem soltos.

Eles são verdadeiros artistas com relação a escapar, por isso o seu acesso ao jardim deve ser seguro e devidamente cercado, sem que haja a possibilidade de pular, escalar ou cavar. O seu instinto predador faz com que ele não seja nem um pouco confiável sem coleira, por isso segure firme quando estiver em áreas não cercadas. E o seu instinto cavador de presas significa que o seu jardim não está livre das escavações.

Temperamento & Personalidade do Jack Russell Terrier

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Jack Russel Terrier de pelagem grossa brincando livremente no parque. (Créditos/Copyright: “anetapics/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Jack Russell Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Jack cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Jack Russell Terrier é uma raça alegre, extrovertida, devotada e amável. Ele é espirituoso, obediente e absolutamente destemido. Adora jogos e brincar com brinquedos, mas embora bons e gentis com crianças, não aturam desaforos ou maus tratos e costumam se defender. Eles são inteligentes e se forem deixados ditar as regras podem se tornar teimosos e determinados em dominar as situações. É necessário estar sempre no controle e ditar as regras claramente, se posicionando sempre como o líder do bando. Ele precisa de regras para seguir e limites com relação ao que pode ou não fazer.

Não deixe que este pequeno cãozinho desenvolva a famosa “Síndrome do Cão Pequeno”, em que o cão passa a acreditar ser o líder de todos os humanos de seu convívio, pois vários níveis de problemas de comportamento podem surgir, incluindo ansiedade de separação e latidos obcessivos.

Eles são altamente treináveis e capazes de desempenhar truques impressionantes. Já foram até usados em programas de TV e filmes. Contudo, se a sua autoridade não for apresentada de forma clara, ele pode ser bastante difícil de ser treinado. A raça precisa de um treinador firme e experiente. Jacks que são permitidos a assumir o controle podem ser agressivos com outros cães. Alguns já até mataram ou foram mortos em lutas de cães, as populares “rinhas”.

É importante socializá-los. Ele tem fortes instintos predadores e não é nem um pouco confiável com outros animais menores, pois os Jacks os vêm como presas. Ele é capaz de se dar bem com gatos do seu convívio se forem criados juntos, mas não é algo com que se deve contar. Seus instintos de caça naturais estimulam a sua natureza agressiva.

Estes cães adoram perseguir, explorar, latir e cavar. Só os deixe sem coleira se forem bem treinados ou estiverem em locais seguros. Ele pode ser incansável e destrutivo se não for exercitado e tiver atividades suficientes para ocupar a sua mente.

O Jack Russell Terrier que tiver sua mente estável, com todos as suas necessidades caninas supridas, não apresentará comportamentos negativos, que não são necessariamente comportamentos naturais da raça, mas criados por humanos, resultado de uma liderança ineficiente junto a falta de estímulos mentais e físicos.

Viver com um Jack Russel é um exercício de paciência, mas quem os ama não os trocariam por nada nem ninguém. Jacks são tenazes, por isso é difícil viver com eles à não ser que você consiga canalizar a sua energia, independência e teimosia com esportes caninos. Eles costumam prosperar quando têm um trabalho ou tarefas a fazer e quando possuem estrutura e rotina, mas seu treinamento seja qual for, deve ser curto e gentil para manter o seu interesse. Repetições os entediam. Ele deve ter um trabalho a fazer e supervisão ou ele será capaz de destruir a casa inteira até achar algo interessante para fazer — exercícios diários são essenciais.

Jack Russells devem aparesentar uma aparência vívida, ativa e alerta, e deve impressionar com a sua coragem e disposição alegre. É importante lembrar que o Jack Russell é um terrier trabalhador e deve manter estes instintos. Nervosismo, covardia ou agressividade exagerada devem ser desencorajados e ele deve sempre se apresentar confiante.

O Jack Russell Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Jack Russell Terrier

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Jack Russel Terrier em grama alta. (Créditos/Copyright: “InBetweentheBlinks/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Jack Russell Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções.

Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. O Jack Russell Terrier é fácil de cuidar e manter – simplesmente escove e penteie seus pelos regularmente com uma escova firme. Banhos apenas quando necessário. Para exposição, os pelos devem ser raspados – independente do tipo deles.

Atividade & Exercícios do Jack Russell Terrier

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Jack Russel Terrier saltitando alegremente em capo aberto. (Créditos/Copyright: “Ammit Jack/Shutterstock”)

Jack Russell Terriers são companhias super agradáveis quando são exercitados e estimulados de forma suficiente; contudo, se não suficientemente exercitados podem se tornar muito desagradávies. Eles têm uma fonte aparentemente inesgotável de energia, e por isso devem ter muitas oportunidades para gastar toda essa energia. Jacks prosperam com exercícios. Eles costumam ser bastante ativos mesmo dentro de casa e precisam de estímulos constantes. Dê a ele de 30 a 45 minutos de exercícios vigorosos diariamente, assim como muitas brincadeiras no jardim sem coleira para mantê-lo cansado e longe de encrencas. Pode ser na forma de longas caminhadas, corridas, caçadas e muitas brincadeiras.

Se o Jack é deixado sozinho durante o dia em um apartamento ou casa, deve ser exercitado bastante antes que a pessoa saia de casa, ou quando voltar irá ter desagradáveis supresas. Jack Russell Terriers também adoram brincar de buscar objetos ou correr atrás de algo ou alguém. Cavações, latidos em excesso e escapadas são formas dele dizer que precisa de mais exercícios. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Jack Russell Terrier

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Jack Russel Terrier em meio a margaridas do campo. (Créditos/Copyright: “Smit/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Jack Russell Terriers são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Alguns Jacks são suscetíveis a deslocamento das rótulas dos joelhos em que ocorre um desalinhamento que pode causar artrite; certas doenças oculares hereditárias como cataratas, glaucoma – uma doença em que a pressão ocular aumenta de forma anormal, e luxação das lentes oculares em que os ligamentos das lentes deterioram; tumores, surdez e Legg Calvé Perthes — uma doença degenerativa das juntas do quadril; e doença de Von Willebrand, assim como Myasthenia gravis (deficiência dos músculos). Mas com os cuidados necessários, uam dieta balanceada e muitos exercícios, o Jack Russell pode viver até 15 anos.

Treinamento do Jack Russell Terrier

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Jack Russel Terrier obedecendo a comandos básicos de treinamento. (Créditos/Copyright: “Erik Lam/Shutterstock”)

Aqueles que vivem com um Jack Russell em casa devem ser firmes e consistentes. Jacks são cães cheios de vontade própria, difíceis, determinados e embora respondam a motivação positiva na forma de elogios, brincadeiras e recompensas por comid, podem ser teimosos ao se depararem com repreensões duras ou agressivas. Dê ao seu Jack muitas interações positivas com outros cães desde filhote — socialização desde cedo é importante para prevenir agressividade com relação a outros cães. Forneça regras e rotina, e aplique a quantidade certa de paciência e motivação, e então será recompensado.

Não há limites para o que eles podem aprender quando se conectam com apessoa certa, além de aprenderem tudo muito rápido. Jack Russell Terriers são capazes de aprender uma grande variedade de jogos e se destacam em competições de agilidade entre outros. É importante que eles saibam quem manda ou eles tentarão roubar o controle.

Treinamento de obediência é bastante recomendável, sendo que devem ser curtos, divertidos e sem muita repetição para que não fiquem entediados, pois se distraem facilmente. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento.

Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Pit Bull Terrier Americano

Originado durante o século XIX, o Pit Bull Terrier Americano ficou conhecido pelas suas excelentes qualidades. Como por exemplo, a persistência e garra de um Terrier e as habilidades atléticas e força de um Buldogue. Saiba mais sobre esta raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Pit Bull Terrier Americano

Origem: Estados Unidos
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / AKC Raro / UKC Terrier.
Função original: cão de luta
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Pit Bull, Pittie ou PBTA (abreviação)
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 45 cm a 48 cm / Fêmeas de 43 cm a 45 cm
Peso: Machos de 15 kg a 27 kg / Fêmeas de 13 kg a 22 kg
Cores: todas as cores, padrões e combinações. Qualquer cor dos olhos, exceto azul.
Pêlos: curto rente à pele, brilhante e macio.
Manutenção: fácil, baixa, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes: de 5 a 10 filhotes de Pit Bull Terrier por cria
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / ADBA / APBR / APRI / BBC / CKC / DRA / NAPR / NAPDR / NKC / PBFSA / UKC.

Introdução à raça Pit Bull Terrier Americano

Pit Bull terrier Americano adulto deitado na grama do parque. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

Os talentos versáteis do Pit Bull Terrier Americano fizeram dele um dos favoritos entre fazendeiros que os usavam para proteção, guiar gado, como companhia, e como cães de caça para porcos e gados semi-selvagens.

Especialistas acreditam que os Pit Bull Terriers possuem mais qualidades humanas que qualquer outra raça. Eles têm uma propensão natural a ser agressivos com outros animais e outros cachorros, mas não são agressivos com pessoas ou sua família. Se treinado e socializado de forma adequada, o Pit Bull Terrier Americano pode ser gentil e carinhoso com outros animais, cães e animais de estimação. Dito isso, a raça é excelente como cão de companhia, pois são extremamente afetuosos e de natureza dócil. É o tipo de cachorro que adora agradar, e que é quase sempre extraordinariamente obediente.

Pit Bull Terriers Americanos são leais, tenazes e protetores da sua família. Se sentem que sua família está sendo ameaçada de alguma forma, eles são capazes de lutar até a morte. Eles são muito amigáveis, mas mesmo assim não são recomendáveis para a maioria das pessoas. A raça exige um certo tipo de dono, e não deve ser deixada sozinha com crianças que não sejam do seu convívio.

A raça tem muita energia e necessita de muitos exercícios físicos diariamente para prevenir mau comportamento. Por causa de toda essa energia e força eles são excelentes cães de guarda. Eles exalam agilidade e coragem, mas também são capazes de ser verdadeiros palhaços brincalhões.

Pitties também são cachorros bem poderosos e podem ser um grande desafio andar com eles por aí na coleira se não forem bem treinados; a forma com que eles nos puxam pode ser um problema. Uma boa ideia é canalizar toda essa energia em algum esporte canino.

A sua manutenção é modesta — seu pêlo deve ser escovado apenas algumas vezes por semana e suas orelhas devem ser mantidas limpas para evitar infecção.

Apesar de nem sempre agressivos, eles possuem uma má reputação e são muito temidos por causa do seu passado como cão de luta. O Pit Bull Terrier Americano é uma raça considerada “bully”, mas já foi uma raça americana icônica. Eles chegaram a ser mascotes militares, estrelas da publicidade e muito populares entre fazendeiros e muitas famílias.

Mas quando alguns criadores passaram a explorar criminalmente a lealdade, tenacidade e natureza corajosa da raça para fazer dela cães de luta promovendo seus instintos lutadores, a reputação do Pittie foi totalmente destruída e até hoje ainda não foi recuperada.

O Pit pode até ter essa má reputação injusta, mas ele foi feito para ser um cachorro que ama e aceita pessoas. Nas mãos de donos amáveis capazes de apreciar e entender a sua personalidade, e com a quantidade certa de socialização, treinamento, atenção e muito amor, ele pode ser dócil, afetuoso e uma companhia para a família maravilhosa.

Origem da raça Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier Americano adulto castanho e branco. (Créditos/Copyright: “Por DragoNika/Shutterstock”)

O Pit Bull Terrier Americano (também conhecido como “Yankee Terrier” e parente próximo do Staffordshire Terrier Americano) é originário do cruzamento entre Buldogues com uma linhagem Terrier antiga. Hoje são cães considerados de “raça bully”, raças de temperamento mais difícil e de má reputação devido a um passado violento.

O Pit Bull e o seu início como cão lutador

As raças Bull e Terrier foram criadas no início do século XIX na Inglaterra para o esporte popular conhecido por “bull-baiting” em que os cachorros eram colocados em arenas para lutar com touros e/ou até ursos. Quando este tipo de esporte cruel foi banido e considerado desumano tornando-se ilegal em 1835, as lutas de cães surgiram em seu lugar — e foi então que os cães começaram a ser criados sob o estímulo de agressividade dentro da linhagem genética. Muita gente rica e políticos em ascensão podiam ser encontrados nestas “rinhas de cães”, apostando em seus cães favoritos, que possuíam diferentes apelidos: Pit Bull, Yankee Terrier e Cão meio-a-meio — uma referência a sua origem do cruzamento entre Buldogues e Terriers.

Contudo, outra parte dessa maquiagem genética da raça é a sua relutância em morder seres humanos. As pessoas que participavam das lutas precisavam ser capazes de separar os cães dentro dos ringues sem se machucarem ou for mordidos. Rapidamente a raça desenvolveu a reputação de cão forte e protetor, mas também conhecido por ser gentil e amistoso com seus familiares.

Quando estes “buldogues-terriers” acompanharam imigrantes aos Estados Unidos, eles se tornaram populares entre fazendeiros que os usaram para proteger a propriedade de animais e invasores, caçar animais selvagens, fazer companhia e pastorear gado. Para satisfazer a mentalidade de “quanto maior, melhor” do novo país, os colonos desenvolveram um cachorro ainda maior que o exemplar inglês.

Pit Bull Terrier Americano X Staffordshire Terrier Americano

Em 1898, a UKC, o canil inglês equivalente a AKC, nomeou estes “buldogues-terriers” de Pit Bull Terrier Americano. A AKC decidiu reconhecer a raça em 1936 — mas sob um nome diferente. Foi com a intenção de separar a raça de seu passado de cão de luta, que a AKC acabou nomeando a raça Staffordshire Terrier Americano. Desde então, o Staffordshire Terrier Americano tem sido criado para os padrões de conformação da AKC ou apresentações, enquanto o Pit Bull Terrier Americano não. Os resultados possuem diferenças muito leves na construção física e na personalidade. Poucos criadores são capazes de listar características (além de linhagem) que distingam o Pit Bull Terrier Americano do Staffordshire Terrier Americano.

Pit Bull Terrier Americano de hoje

Embora muitos já saibam que Pit Bull Terriers Americanos são capazes de ser companheiros muito amáveis, a raça sofre muito com a sua má reputação, especialmente por causa da mídia. É importante todos terem o conhecimento de que muitas destas estórias e notícias que ouvimos por aí (como ataques ocasionais envolvendo “Pit Bulls”) são protagonizadas por cães que resultam de péssimos cruzamentos ou má criação, em que uma raça completamente diferente é gerada. Mas apesar de toda essa reputação de feroz, o Pit Bull Terrier Americano é afetuoso e uma excelente companhia que se destaca em muitos outros talentos e habilidades. Na verdade, a sua agressão natural é direcionada à outros cães, e não aos humanos, e até isso pode ser vencido com treinamento adequado. Eles muitas vezes servem como cães de busca e policiais, pastoreio, guarda, caça e muitas outras tarefas diferentes. Já até representaram os Estados Unidos servindo como militares durante a Primeira Guerra Mundial.

Aparência do Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier Americano catanho de aparência amistosa e dócil. (Créditos/Copyright: “Por Voltgroup/Shutterstock”)

O Pit Bull Terrier Americano é um cachorro forte, atlético e poderoso que possui um corpo musculoso e compacto, além de ser extremamente ágil. O tamanho entre Pit Bulls podem variar, embora a sua proporção como um todo seja mais importante que a sua altura e o seu peso individuais.

O Pit Bull Americano deve ser forte e elegante com características bem definidas. Pit Bulls possuem cabeças largas e quadradas; bochechas amplas que armazenam poderosas mandíbulas com mordida em formato de tesoura; um pescoço musculoso e grosso que desce gradualmente arqueando para um peitoral profundo e costas curta.

Suas patas traseiras são largas e retas, e a cauda afunila na ponta (caudas amputadas não são aceitas pela UKC ou ADBA). Suas orelhas são altas e pontudas, embora seja opcional cortá-las. Seus olhos são arredondados e variam de cores. Ao contrário do Staffordshire Terrier Americano, o Pit Bull pode ter focinho de qualquer cor, sendo também mais alto e de crânio e ossatura menor que o seu primo.

Pit Bull Terriers Americanos possuem uma pelagem curta, grossa e brilhante em uma variedade de cores — castanho avermelhado, cinza (azul), marrom, branco e preto, malhado ou tigrado, entre outras. Apesar disso, tanto a ADBA quanto a UKC não aceitam os olhos azuis e a coloração de pêlos conhecida por “merle” (o que na verdade não é uma cor, mas um padrão de pelagem causado por um gene que altera a cor dos pêlos e dos olhos dando um aspecto ao cão parecido com a pelagem do Dálmata, toda pintado).

Ambiente Ideal para o Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier deitado relaxando. (Créditos/Copyright: “Por david156/Shutterstock”)

Pits podem muito bem viver bem em apartamentos se forem exercitados de forma suficiente. Eles são bastante ativos dentro de casa e são perfeitamente capazes de ficarem bem sem um jardim se puderem sair ocasionalmente para caminhar e gastar toda a sua energia. Preferem os climas mais quentes, pois não toleram muito frio, por isso não devem ser deixados do lado de fora ao relento por longos períodos de tempo. Não só por causa do clima, os Pitties preferem o convívio do lar, pois desenvolvem fortes laços com seus familiares e costumam sofrer se deixados sozinhos ou ficarem isolados por longos períodos de tempo.

O Pit Bull Terrier Americano viveria melhor em um lar com crianças maiores que saibam lidar com um cachorro deste porte, apesar de serem muito otlerantes à dor e gostarem de brincar de forma mais agressiva. Eles podem até se dar bem com outros cães se forem criados juntos, mas podem demonstrar agressividade com outros animais que não sejam do seu convívio diário, especialmente os menores, que normalmente são vistos como presas. São extremamente protetores da família, lar e território. Apesar de agressividade com relação a seres humanos não seja uma característica natural da raça, não é recomendado para os novatos, apáticos ou sedentários.

Temperamento & Personalidade do Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier Americano abraçado amavelmente ao seu dono no jardim.(Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Pit Bull Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Pit Bull Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Desde quando era um cão fazendeiro criado para lutar, o Pit Bull tem sido sempre um cachorro ativo, confiante, de boa natureza e espírito brincalhão. Seja lá o que foi que estes criadores de cães de luta fizeram antigamente, acabaram criando um cachorro extremamente resiliente e estável, resistente à dor, forte e poderoso, assim como muito leal, profundamente devotado, afetuoso, inteligente e amistoso com as pessoas em geral.

Quase sempre obedientes, o Pit Bull Terrier está sempre querendo agradar o seu dono. Podem ser excelentes com crianças também devido a sua forte tolerância à dor, e portanto aguêntam brincadeiras mais agressivas, porém, como toda raça, não deve ser deixada sozinha com crianças que não sejam de seu convívio.

O Pit Bull Terrier Americano tem provocado mais reações humanas emocionais, racionais e irracionais que qualquer outra raça que existe hoje, mas de maneira nenhuma estes cães odeiam ou matam pessoas. Suas tendências agressivas naturais são normalmente direcionadas a outros cachorros ou animais, não pessoas. Contudo, se forem propriamente socializados desde sempre por uma liderança consistente, firme e calma, não serão nem capazes de ser agressivos com estes animais.

Por isso que muitos Pit Bulls, mesmo os de piores antecedentes, são capazes de ser amáveis e confiáveis com seus familiares. Para tanto, eles necessitam socialização desde cedo e treinamento adequado para atingirem o máximo do seu potencial, pois certamente também são capazes de desenvolverem comportamentos normais que podem ser altamente destrutivos se não forem canalizados adequadamente.

Pit Bull Terriers Americanos são conhecidos por gostarem muito de cavar, rasgar e mastigar. Proteja seus pertences colocando tudo fora do seu alcance. No jardim, forneça um local só dele para que ele possa cavar, e tenha sempre um estoque infinito de brinquedos de mastigar e bolas para que ele possa brincar e gastar toda a sua energia. O Pittie é um bom comunicador. Ele fará tudo quanto é tipo de barulho estranho ao te contar como foi o seu dia.

Um dos grandes equívocos com relação aos Pitties tem à ver com o fato deles serem confundidos com cães de guarda ferozes. Eles podem até parecer assustadores e terríveis, e isso já basta para intimidar invasores em potencial, mas a verdade é que a maioria destes cães são amistosos. Eles são um tanto extrovertidos demais para obter sucesso como verdadeiros cães de guarda. Apesar de confiantes e bem conscientes do ambiente ao seu redor, eles são bons “cães de guarda” no sentido de que são capazes de alertar a presença de estranhos, mas principalmente por causa do desejo natural em “receber” seus novos convidados e nem tanto por agressividade e hostilidade.

Enquanto o amor pelas pessoas arruina sua reputação de cães de guarda, a coragem do Pit Bull Terrier Americano é incomparável ao defender seus familiares com a sua própria vida. Eles possuem uma inexplicável habilidade de saber quando precisam proteger e quando está tudo bem.

Ainda assim, mesmo os Pitties de excelente procedência e criação costumam ser cães determinados, fortes e muito inteligentes, e desistir ou retroceder não é parte do seu comportamento normal. A ideia de que o Pit Bull possui algum tipo de dupla personalidade pronta para mudar de amoroso para um assassino em questões de segundo não é totalmente comprovada e não há garantias, mas como todo cachorro de qualquer outra raça, ele precisa ser treinado e socializado desde cedo e de maneira adequada.

Com relação a outros animais, Pit Bulls são tipicamente Terriers. É muito mais provável que eles se engajem em lutas que morram de amores uns pelos outros, especialmente se forem do mesmo sexo. É melhor não manter cachorros do mesmo sexo intactos, ou seja, que não foram castrados, juntos e evitar levá-los a parques ou locais onde seja permitido que corram soltos. Vai depender muito do cachorro se ele se dá bem com outros cachorros em locais públicos. Isso varia muito; alguns são amistosos, outros nem um pouco. Além disso, eles encaram gatos e outros animais peludos como presas.

Independente do seu Pit Bull ter vindo de um criador ou ong e/ou grupo de salvamento, quer ele seja um filhote ou adulto, você terá que demonstrar à ele muito amor. Com seus familiares, eles não têm muita consciência o tamanho deles e quase sempre tentarão se infiltrar no seu colo por alguma demonstração de carinho ou afeto. Mas, cuidado, eles são o tipo de cachorro insistente, e se você permitir, ele irá tentar dominar você.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Viver com um PBTA é uma enorme responsabilidade — uma daquelas que não se pode desistir facilmente se, mais tarde, você decidir que ele não é o cachorro certo pra você. Tenha absoluta certeza de que você está tomando a decisão certa antes de comprar ou adotar um Pit Bull. Apesar de amistosos, não são recomendados para a maioria das pessoas, pois nem sempre estas pessoas entendem como um cachorro deve ser criado e tratado. O Pit Bull Terrier Americano pode ser teimoso com pessoas muito mansas e gentis — eles precisam de pulso firme e forte liderança.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor e não tão forte e poderoso, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas com uma raça poderosa como o Pit Bull terrier Americano, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O Pit Bull Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier Americano e sua pelagem castanha avermelhada lustrosa e sedosa. (Créditos/Copyright: “Por DragoNika/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pit Bull Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Os cuidados e manutenção exigidos por um Pit Bull são modestos. Tudo que ele precisa é ser escovado algumas vezes na semana com uma escova firme para retirar os pêlos soltos, e tomar banhos quando julgar necessário.

Saúde do Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier americano adulto deitado em momento relaxado.(Créditos/Copyright: “Por Mr.Cheangchai Noojuntuk/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Pit Bull, infelizmente, não foge à regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida. Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Pit Bull, é certamente a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Displasia coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente os sintomas começam a surgir entre quatro meses e um ano de idade.

Problemas oculares

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Cherry Eye – Conhecido na veterinária como prolapso da glândula da terceira pálpebra. Ocorre por flacidez dos ligamentos que sustentam a glândula da terceira pálpebra, principalmente, em filhotes. Desta forma, a glândula sai e fica exposta. A correção é cirúrgica.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Problemas cardíacos

Cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados. Em cães da raça Pit Bull afetados por esta anomalia, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Obesidade

O Pit Bull tem, sem dúvida, tendência a obesidade. O apetite destes animais é certamente grande e, portanto, comem exageradamente se não houver um limite. Por isso, as porções de alimento precisam ser controladas com rigidez. Além disso, a obesidade canina está se tornando uma doença cada vez mais comum em cães. Se não tratada, pode causar muitos problemas de saúde ao animal.

Sua principal causa é o desequilíbrio entre o consumo e gasto energético. Ou seja, consomem-se mais calorias do que se gastam. Consequentemente, este excesso de calorias é acumulado em forma de gordura produzindo aumento de peso.

Problemas dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica. Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Dermatite Responsiva ao Zinco

Há relatos de que o Pit Bull seria predisposto ao desenvolvimento de dermatose responsiva ao zinco, ou seja, uma doença nutricionalmente responsiva.

Os sintomas iniciais são crostas grossas ou escamosas na pele e alopecia, especialmente em volta dos olhos e no focinho. Esse sintoma também pode ser visto nas orelhas, jarretes, sob os coxins e em volta dos órgãos genitais. Além disso, a pelagem pode ficar fosca e dura, e podem ocorrer infecções de pele secundárias.

Esta doença é causada por deficiência de Zinco, e pode ter duas origens: alimentar ou hereditária.

Quando provocada por questão alimentar, geralmente deve-se à dieta pobre em zinco, excesso de suplementos minerais (principalmente cálcio, ferro e cobre), ou alimentação com excesso de fitatos (substâncias encontradas em algumas dietas à base de cereais que interferem na absorção de zinco no intestino).

Em raças como Malamute do Alasca, Husky Siberiano e Samoieda, a origem é hereditária. De fato, esses cães possuem tendência à má absorção.

Outras observações

O Pit Bull, além de todos os problemas ao qual tem predisposição, pode ainda nascer com lábio leporino. Ou seja, uma abertura na lateral dos lábios superiores, entre a boca e o nariz que pode comprometer também dentes, gengivas, maxilar superior e o próprio nariz.

Além disso, muitas vezes, este problema está associado à Fenda Palatina, que é uma abertura no céu da boca que permite a comunicação direta entre a cavidade oral com o aparelho nasal.

O Pit Bull vive cerca de 10 a 12 anos. Todavia, não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, é possível estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Pit Bull Terrier Americano


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Pit Bull Terrier Americano se refrescando na água após atividade física. (Créditos/Copyright: “Por Grigorita Ko/Shutterstock”)

Exercícios são muito importantes para o Pit Bull. Espere ter que gastar pelo menos meia-hora de caminhadas diárias, brincando ou fazendo qualquer outra coisa para exercitar esse cachorro. Embora eles amem pessoas, eles são muito fortes para o tamanho deles, e podem ser bastante teimosos se forem deixados a se manterem entretidos por si mesmos.

Talvez seja melhor não adquirir a raça se vocâ não planeja fazer algum tipo de esporte desafiador ou exercícios físicos — corrida, caminhada, natação, ciclismo, modalidades esportivas caninas como agility, flyball ou puxar peso, são algumas das coisas que eles adoram. Pit Bulls foram feitos para trabalhar e adoram uma tarefa ou desafio. Eles gostam demais dessa interação com o dono.

Socialização é uma das coisas mais importantes que você pode fazer por ele e graças a sua inteligência e desejo de agradar, muitos Pitties possuem ótimo desempenho nos esportes caninos. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Pit Bull Terrier Americano

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Pit Bull Terrier Americano com sua coleira pronto para o seu treinamento. (Créditos/Copyright: “Por Checubus/Shutterstock”)

Comece o seu treinamento cedo e continue treinando-o durante a vida toda. O Pit Bull Terrier Americano e muito obediente e ávido para agradar. Socialização intensiva e extensa desde cedo, assim como treinamento de obediência são a base para uma boa relação com o seu Pit Bull Terrier e absolutamente crucial para esta raça. Inicie o seu treinamento no momento que trazê-lo para casa. Mesmo filhote ele é capaz de absorver tudo o que você for capaz de ensiná-lo. Não espere até os 6 meses de idade, ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso.

O mínimo de treinamento e socialização desde sempre, junto a uma quantidade adequada de exercícios e uma liderança firme, fará com que ele seja um cachorro tranquilo e obediente. Socialize-o completamente desde pequeno para combater tendências agressivas e mantenha-o sempre sob controle na presença de outros cães. Ensine-o respeitar as pessoas não permitindo que ele pule em cima delas ou entre em casa primeiro que elas.

Seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Pit Bull Terrier Americano é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

O Pit Bull Terrier Americano deve ser ensinado desde cedo a não puxar pela coleira, pois ele costuma ficar muito forte quando adulto. Ele é capaz de aprender e absorver muita coisa se for treinado com consistência. Pit Bull Terriers Americanos são obedientes e possuem um forte instinto para agradar o seu dono, mas não irão responder bem à métodos severos e agressivos.

O seu treinamento deve ser feito com respeito, elogios, firmeza, paciência e consistência. Eles precisam de comandos assertivos, firmes e consistentes, e respondem bem a recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. Há vários métodos de treiná-lo a fazer suas necessidades fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)