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Spitz e Primitivos

Akita

O Akita ou Akita Inu é uma raça canina originária do Japão, de origem bastante antiga, cerca de 3000 anos, e uma das maiores raças do tipo Spitz Japonesas. Eles são fortes, igualmente proporcionais e poderosos com características muito distintas. Permanecida inalterada por séculos e considerada raça nacional e um monumento natural no Japão, o Akita é uma raça de presença nobre e intimidadora. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Introdução à raça Akita


Origem: Japão
Data de origem: 1.600
Grupo de Raças: FCI Grupo 05 – Cães de tipo Spitz e Primitivo – Spitzs asiáticos e raças semelhantes / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cães de briga, cães de guarda.
Função atual: cão de companhia, cão de guarda, cão policial
Outros nomes ou apelidos: Shiba Akita, Akita Inu, Akita Japonês, Grande Cão Japonês.
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Macho de 61 cm a 66 cm / Fêmea de 61 cm a 66 cm
Peso: Macho de 34 kg a 54 kg / Fêmea de 34 kg a 50 kg
Cores: qualquer cor, incluindo branco, malhado ou tigrado
Pelos: denso, liso, curto e macio.
Manutenção: difícil, escovação diária.
Expectativa de vida: cerca de 11 a 15 anos
Filhotes: de 3 a 12 filhotes de Akita, padrão de 7 ou 8 por cria.
Reconhecimento (Canil): APRI, ACA, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, NKC, NZKC, CKC, ACR, ACA, DRA, ACA.

Introdução à raça Akita


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Akitas adultos deitados no degrau de uma escadaria exibindo toda a sua elegância.(Créditos/Copyright: “Everita Pane/Shutterstock”)

Os Akitas eram altamente valiosos, reverenciados e apenas de propriedade da nobreza e aristocracia japonesa. Muito versáteis, eram capazes de desempenhar funções de caça e proteção, sendo muito usados como guardas Imperiais, caçadores de ursos, alces e javalis selvagens, e na recuperação de aves aquáticas durante o período do Japão feudal. Usados inicialmente como cães de briga, os Akitas eram chamados de “Odate”, e foram então levados à província de Akita, que acabou dando origem ao seu nome. Akitas não costumam recuar diante dos desafios e não se amedrontam facilmente.

Condizente à sua herança spitz, o Akita é forte, independente, um tanto dominador, teimoso e tenaz, mas totalmente dedicado e protetor dos membros da sua família. É também muito afetuoso, respeitoso e divertido quando treinado e socializado de forma adequada. Costuma ser reservado com estranhos e pode ser agressivo com outros cachorros. Embora não seja uma raça adequada à todos, com o dono certo o Akita pode ser um excelente cão de companhia, corajoso e fiel, muito usado também como cão de terapia e cão de guarda. No Japão, é muito usado como cão de guarda e policial.

Origem da raça Akita


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Akita posando de frente com toda a sua pelagem exuberante. (Créditos/Copyright: “OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Akita Inu é uma raça nativa da Ilha de Honshu, região da província de Akita ao Norte do Japão, onde permaneceu inalterada por séculos à fio. É uma raça muito versátil, que costumava guardar a realeza japonesa e também usada para caçar não apenas aves aquáticas, mas também presas maiores como ursos, javalis selvagens e alces, além de servir para muitas outras serventias como trabalho militar e policial, cão de luta e também de tração para puxar trenós no gelo.

O Akita é considerado uma raça nacional do país e é uma das sete raças designadas como Monumento Nacional. O cão é talvez uma das raças mais veneradas e renomadas nativas do Japão, sendo o cão considerado sagrado e um talismã da sorte no país – onde pequenas estátuas costumam ser presenteadas aos pais quando dão à luz aos seus filhos em um gesto de sáude, e para os doentes em sinal de uma recuperação rápida.

O início como cão de caça no Japão

Embora carregue uma semelhança aos cães de antigos túmulos japoneses, diz-se que a sua existência data de 1.600, quando um membro da realeza feudal japonesa com um interesse peculiar em cães foi exilado à Prefeitura de Akita na Ilha de Honshu, uma área bastante acidentada de invernos bastante rigorosos. Ali, ele desafiou os moradores a competir para criar uma raça de poderosos cães de caça.

Estes antigos cães Akita se distinguiam na caça de ursos, alces e javalis selvagens, segurando a presa até ser abatida pelo caçador, e eram chamados de “matagi-inu” ou “cão de caça”. A quantidade e qualidade da raça variou por 300 anos, sendo que ao final de 1800, passou por um período em que foi muito usada como cão de luta, sendo alguns cruzados com outras raças para aprimorar ainda mais os seus atributos de luta. Mas com a popularidade das lutas de cães em declínio, a mestiçagem com cães pesados europeus foi esquecida, o que ajudou a manter a pureza da raça nos anos seguintes.

Do Japão aos Estados Unidos

Após a criação da Sociedade Akita-inu Hozankai do Japão em 1927 para preservar a raça e atingir o patamar de “riqueza e monumento nacional” japonês em 1931, os Akitas foram levados aos Estados Unidos, em 1937, por Helen Keller, como presente pela visita à Prefeitura de Akita. Logo após a Segunda Guerra Mundial, soldados voltaram às suas casa levando mais alguns Akitas, que acabaram tornando-se a base para a raça moderna.

Nos Estados Unidos, foram cruzados com Pastores alemães e promovidos a cães de guarda. Desse momento nasceram duas variedades bastante distintas: a original japonesa e a americana. Os pesos e tamanhos são diferentes e o padrão Americano permite uma máscara negra. De acordo com a FCI, no Japão e em muitos outros países do mundo, o Akita Americano é considerado uma raça separada do Akita Inu ou Akita Japonês. Nos Estados Unidos e no Canadá, ambos são considerados a mesma raça com diferenças de tipo ao invés de raças separadas, sendo o Akita Japonês incomum na maioria dos países.

O Akita nos dias de hoje

A popularidade da raça cresceu devagar até receber reconhecimento da AKC em 1972, e desde então, tem ganhado admiradores e continua a crescer em popularidade. O Akita é agora muito usado como cão de guarda e policial no Japão e como cão de companhia em muitos países.

O Akita mais conhecido e honrado de todos os tempos no Japão, foi Haichiko, que costumava ir de encontro ao seu dono, todas as noites, na estação de trem para acompanhá-lo de volta pra casa após um longo dia de trabalho. Certo dia, seu dono veio à falecer enquanto trabalhava, e não retornou à estação. Haichiko esperou por ele como de costume, e continuou a retornar à estação para esperá-lo todos os dias até morrer, nove anos depois, em 1935. Hoje, uma estátua e uma cerimônia anual presta homenagem à lealdade de Haichiko ao seu dono.

Aparência do Akita


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Retrato de perto de um Akita ou Akita Inu como os japoneses o chama. (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

O Akita é uma raça grande, poderosa, bastante proporcional e de aparência distinta com muita substância e ossos pesados. Levemente mais comprido que alto, sua construção sólida é reflexo da sua finalidade original de cão caçador acostumado a caçar grandes presas em terrenos de grande aridez e neve pesada. O Akita possui uma pelagem dupla e resistente à água — sendo a camada de baixo macia, grossa e rente ao corpo; e uma outra camada lisa, mais dura do aldo de fora — cerca de 5cm ou menos em comprimento — acima do corpo. Essa combinação fornece insulação suficiente e ampla para o cão conseguir aturar temperaturas frias, tanto da água como do tempo.

Os pelos da cabeça, patas e orelhas são curtos, embora os pelos da cauda sejam longos e abundantes. A cabeça do Akita é plana, larga, pesada, de formato triangular, com um focinho curto, forte e pronunciado, um peitoral largo e profundo com membros fortes e costas niveladas. Seu nariz geralmente é preto, e os olhos marrom escuro. Suas orelhas são pequenas, angulares e eretas, posicionadas para atrás e alinhadas com o pescoço.

Akitas possuem línguas rosadas, lábios pretos e dentes que se fecham em mordida de tesoura. A cauda é peluda, para cima que enrolam para trás. O Akita Japonês é consideravelmente menor, em massa e altura, que o Akita Americano — a sua cabeça de raposa é diferente da cabeça mais larga que do americano. O japonês possui olhos em formato de amêndoas, enquanto que os olhos do americano são triangulares.

Existem muitas cores diferentes e combinações no Akita Americano, incluindo a cor preta, branca, chocolate, branco e preto ou malhado. Nos Estados Unidos, qualquer cor é permitida, já no Japão, apenas vermelho, branco, e alguns malhados. Também possuem variedades mais peludas, que no caso, precisam de maior manutenção. As máscaras pretas são apenas aceitas na América do Norte e do Sul, Reino Unido e Canadá, mas não no Japão. A escolha entre os dois padrões é uma simples questão de gosto

Ambiente Ideal para o Akita


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Akita no meio das folhagens do jardim. (Créditos/Copyright: “Runa Kazakova/Shutterstock”)

Os Akitas, por causa do seu porte grande, não são muito adequados aos apartamentos, mas podem se adaptar se forem levados para caminhadas frequentes. Se adaptam melhor em residências que possuem jardins de tamanho considerável, e devidamente cercados. A raça é consideravelmente inativa dentro de casa, e podem tolerar climas temperados à frios, mas preferem ficar na maior parte do tempo com a família, dentro de casa, pois adoram atenção.

Inclua o Akita em atividades familiares e não o deixe sozinho por longos períodos de tempo. A pessoa que tiver um Akita deve viver na casa e além disso fazer muita companhia para ele. Para ver um Akita infeliz é só deixá-lo sozinho no jardim sem a companhia humana.

Temperamento & Personalidade do Akita


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Akita adulto passeando no parque com o seu dono criança. (Créditos/Copyright: “Away/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cachorro, o Akita precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Buldogue cresça saudável tornando-se um cachorro bastante sociável.

O Akita é um cão dócil, inteligente, alerta, corajoso, destemido e espontâneo. Muito cuidadoso e afetuoso com seus donos e extremamente fiel, por isso necessita de liderança firme. Sem ela, se torna muito teimoso, podendo até ficar agressivo com outros animais, especialmente os de mesmo sexo. Por serem extremamente protetores e territoriais, é mais adequado se forem o único cão da casa, pois preferem não ter outros cães ao seu redor. Por esta razão, o Akita deve ser socializado e introduzido a gatos e outros animais de estimação desde cedo para evitar esse comportamento agressivo. A solução é treinamento junto à socialização o mais cedo possível.

O Akita é um cão de temperamento forte e teimoso, naturalmente desconfiado de estranhos, por isso deve ser sempre supervisionado ao redor de outros animais e até crianças, especialmente as que não forem do seu convívio. Embora a raça seja tolerante e boa com crianças do seu círculo familiar, se você não ensiná-lo a permanecer abaixo dos humanos na ordem natural do bando, ele pode não aceitará outras crianças, e se for provocado pode até morder. Todas as crianças devem ser ensinadas a demonstrar liderança e ao mesmo tempo respeitar o cão.

O Akita precisa de um dono que tenha um pulso firme, que seja capaz de fornecer liderança e disciplina. Ele possui uma forte tendência a se tornar agressivo se for largado ou se não for criado da forma adequada. Com o tipo certo de dono, com a quantidade suficiente de exercícios físicos, estímulo mental e treinamento firme, o Akita pode ser um excelente animal de estimação.

Quando está com a família, o Akita é afetuoso e brincalhão. Ele aprecia a companhia dos membros familiares e gosta de participar das atividade diárias. O Akita também curte colocar tudo na boca e sair carregando por aí, desde brinquedos à itens da casa.

Embora não seja uma raça que não costuma latir sem razão, é muito barulhento e vocaliza vários sons interessantes como granidos, gemidos e até latidos quando acha que há alguma razão para isso. Seu treinamento de obediência exigirá paciência, porque além de teimosos, estes cães tendem a se entediar facilmente – variedade é a solução. Treiná-lo é essencial, além da socialização adequada desde filhote. Eles também não gostam de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo, e exigem uma quantidade enorme de atenção.

Lembre-se: A sua forte personalidade pode ser bem difícil de se lidar. O Akita não é o tipo de cão para um dono de primeira viagem e nem para os tímidos ou muito submissos.

Cuidados & Manutenção do Akita


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Filhotes de Akitas de pelagemainda escura. (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Akita à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao pethop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. No geral, cuidar de um Akita não é assim terrivelmente difícil.

Mas é uma raça que costuma soltar muitos pelos, sendo que a troca se dá por duas ou três vezes ao ano. Nada que uma escovação semanal com uma escova firme não resolve e ajude a reduzir a quantidade de pelos em sua casa, e ainda ajuda a manter a sua pelagem saudável. Apesar dos seus próprios hábitos, como o de se auto-limpar com lambidas no próprio corpo, o Akita precisa de banhos a cada três semanas ou apenas o necessário para que não seja removida a sua camada natural resistente à àgua.

Nota importante: É preciso dar uma atenção especial ao filhote de Akita que costuma crescer muito rapidamente entre os 4 aos 7 meses, ficando muito mais suscetíveis à doenças ósseas. É preciso mantê-los em dietas de alta qualidade e baixa caloria para evitar que cresçam rápido demais. Além disso, evite que brinquem em superfícies muito duras como asfalto, evite pular ou correr até que ele tenha pelos menos 2 anos ou até que suas juntas estejam completamente formadas.

Atividade & Exercícios do Akita


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Akita adulto no meio das folhagens de outono no parque. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Atividade é essencial para esta raça bastante ativa. O Akita não é completamente “hyper”, mas precisa de exercíciso diários para evitar que fique entediado e consequentemente agresssivo. Essa agressividade acaba levando a outros tipos de comportamentos problemáticos como latir, cavar, e mastigar. Para ficar saudável e em forma, o Akita realmente precisa de exercícios físicos e estímulos. Para um Akita, 30 minutos à 1 hora de exercícios são suficientes. Longas caminhadas, corrida e correr solto pelo jardim são suas atividades caninas favoritas.

Por causa da sua grande inteligência, uma rotina variada é melhor ainda. Mantenha-o sempre na coleira ao caminhar ou correr, e o jardim deve ser sempre devidamente cercado. Ele costuma ter bom desempenho em competições caninas de agilidade, obediência e rally, mas não são suas atividades preferidas. A raça costuma apreciar mais atividades com uma única pessoa, como cão de terapia por exemplo. É sempre importante dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos ao exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Akita


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Filhotes de Akitas no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “sima/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Akitas são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Como toda raça de porte grande, o Akita é suscetível à displasia de quadril e a certas doenças auto-imunes, problemas de pele, de olhos e de joelhos. A raça costuma viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Akita costuma ter de 7 a 8 filhotes por cria.

Treinamento do Akita


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Akita adulto aproveitando dia ensolarado no parque. (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

O Akita exige socialização intensiva e extensa, além de treinamento por obediência. Esta é uma raça dominadora, e que relamente vai tentar te dominar. É absolutamente imperativo que eles saibam quem é o dono ou eles tentarão mandar em tudo. Treinamento adequado é essencial, sendo que esse treinamento deve ser feito apenas pelo seu dono. Por ser uma raça extremamente leal, a ligação entre o cão e o o seu dono não pode ser quebrada de maneira alguma por um treinador.

Esteja preparado para que este treinamento leve mais tempo comparado a outras raças. Embora ele seja muito inteligente, a teimosia é grande parte da sua personalidade, que pode interferir no seu treinamento. Os melhores resultados vem da quantidade de dever de casa que você deve fazer sobre como treiná-lo antes de trazê-lo para casa, pois realmente não é uma raça para qualquer tipo de pessoa.

O objetivo do treinamento é alcançar o status de líder. É o instinto natural para um cão ter uma hierarquia em seu bando, neste caso a família na qual convive. Quando nós humanos vivemos com cães, passamos a ser o seu bando, e dentro desse bando todos devem cooperar sob as regras de um único líder, sendo as classes claras e bem definidas. Você e todo o resto da família DEVE vir primeiro que o cão. É a única maneira desta ralação dar certo. Se o cão achar que é o líder desse bando pode vir à ter comportamentos inadequados.

Os Akitas não respondem bem a métodos de treinamentos muito duros ou severos. Estas criaturas poderosas e majestosas possuem corações moles e exigem respeito, consistência nos comandos e compaixão ao ser treinada. Eles respondem melhor à muita paciência, gentileza, firmeza e justiça. O seu processo de pensamento deve ser respeitado, e em troca ensine-o a respeitar o seu cuidadando bem dele e o protegendo de situações que possa não gostar. Não se deve esperar que um Akita conviva bem em bandos, ou seja, com outros cães, e isso não se pode treinar.

Se você quer um cão que possa viver em banho, é melhor considerar outra raça. O Akita responde muito bem à técnicas de esforço positivo como brincadeiras, jogos, elogios e recompensas por comida, mas ele também gosta de fazer suas coisas ao seu modo. Para obter sucesso, é preciso ser muito paciente e querer experimentar vários métodos diferentes até achar aquele que funcione com ele. Mantenha as sessões curtas e divertidas para que ele não fique entediado.

Treinamento gradual funciona melhor. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Akitas também adoram ficar limpos e são mais fáceis de serem treinados a fazer suas necessidades em locais apropriados. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Husky Siberiano

O Husky Siberiano é uma raça canina de porte médio e pelagem densa originária do nordeste da Sibéria que pertence à família genética dos cães tipo Spitz. São uma raça muito ativa, energética e resiliente, capaz de combinar força, velocidade e resistência, e cujos ancestrais vieram de ambientes extremamente frios e inóspitos do Ártico Siberiano. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Husky Siberiano

Origem: Rússia (nordeste da Sibéria)
Data de origem: 1908
Grupo de Raças: FCI Grupo 05 – Cães de tipo Spitz e de tipo Primitivo – nórdicos de trenó / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 53 cm a 60 cm / Fêmeas 51 cm a 56 cm
Peso: Machos de 20 kg a 27 kg / Fêmeas 16 kg a 22½ kg
Cores: muitas variações, incluindo branco, cinza, marrom e malhado.
Pelos: duplo, denso, macio e de comprimento médio a longo.
Manutenção: escovações uma vez por semana e diária em tempos de troca.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): KC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Husky Siberiano

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Huskies Siberianos filhotes de todas cores possíveis no colo de seus criadores. (Créditos/Copyright: “Voltgroup/Shutterstock”)

Os Huskies foram produzidos pelos Chukchi do Nordeste da Ásia para puxar carga pesada em longas distâncias em velocidade moderada e em condições climáticas difíceis, além de pastorear rebanhos de renas. Eles eram capazes de viajar longas distâncias e trabalhar por longos períodos de tempo com pouca comida. O Husky é um cão amável, aventureiro, alerta, independente, inteligente, teimoso e obstinado.

São reconhecidos pela sua cobertura de camada duplamente peluda, grossa, lisa, macia e de comprimento médio à longo, em várias variações de cores, incluindo branco com marcas distintas. Suas orelhas são eretas e a cauda longa costuma ficar sobre as costas quando alerta e arrastada para trás quando relaxado. A sua expressão é focada, mas amigável, interessada e até travessa.

Seus olhos azuis ou multi-coloridos e suas máscaras faciais impressionantes apenas acrescentam à aparência atraente da raça. Como espera-se de uma raça desenvolvida por um país de invernos rigorosos, o Husky troca pelos o ano inteiro, porém em maior quantidade na primavera e no outono.

Mas por outro lado, sua pelagem exige pouca manutenção, e uma escovação uma vez na semana é capaz de controlar a perda de pelos. O Husky prefere o ar livre, gosta da companhia de outros cães e pessoas. Ele precisa de muitos exercícios, especialmente com crianças ativas e adultos que possam acompanhá-lo. Além disso, é um cão tão social que precisa da companhia humana ou de outros cães. E muito embora alguns deles possam viver felizes em canil, isolá-lo no quintal não é uma boa ideia – ele pode se sentir solitário e ficar entediado, tornando-se destrutivo.

Eles são cavadores profissionais, pulam cercas e correm por quilômetros a fio como nenhuma outra raça. Por esta razão, entre outras, que o Husky Siberiano não é para qualquer um — não é à toa que está entre as raças mais abandonadas.

Quem estiver procurando por um cão calmo para ficar ao lado no sofá e desfrutar de uma curta caminhada ao redor do quarteirão algumas vezes na semana, ou quer uma companhia que vive para agradar e obedecer ao seu dono capaz de proteger a casa, o Husky não é uma escolha adequada.

Mas para aqueles que desejam um cão para ser seu companheiro e amigo, capaz de amar crianças, saudar amigos e ainda se dar bem com outros cães — e mais importante, para aqueles que estão prontos e disponíveis a fornecer liderança e uma boa quantidade de exercícios vigorosos todos os dias — então o Husky Siberiano é o cachorro perfeito.

Origem da raça Husky Siberiano

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Huskies Siberianos puxando trenós na neve. (Créditos/Copyright: “Dennis Diatel/Shutterstock”)

O Husky Siberiano, Samoieda e o Malamute do Alasca são todas raças descendentes diretos do cão de trenó original, cujas análises de DNA feitas em 2004 confirmaram ser uma das raças caninas mais antigas.

Alguns dizem que o termo “husky” é uma variação do apelido “Esky” dado aos Eskimós e, posteriormente aos seus cães.

Os primeiros Huskies

Raças descendentes do Cão Eskimó ou Qimmiq eram antes encontradas no Hemisfério Norte da Sibéria ao Canadá, Alasca, Groenlândia, Labrador, e Ilha de Baffin. Os Huskies foram desenvolvidos e usados por séculos pela tribo Chukchi, na península leste da Sibéria, para puxar trenós, pastorear renas e vigiar. Eles eram cães trabalhadores perfeitos para as condições climáticas duras da região siberiana: durões, capazes de se integrar em pequenos bandos, e muito felizes em trabalhar por horas a fio.

Além disso, estes cães possuem uma enorme energia e ainda são leves. Seus exatos ancestrais são desconhecidos, mas a sua semelhança com o tipo Spitz é óbvia, evoluída por centenas de anos como cão trenó para estas tribos nômades. Com a ajuda dos Huskies, tribos inteiras foram capazes não só de sobreviver, mas avançar ainda mais para o interior destes locais desconhecidos.

Os Huskies eas corridas de trenós

O Husky foi trazido para o Alasca por comerciantes de pele em Malamute para corridas Árticas devido a sua grande velocidade. Durante a “Corrida do Ouro” do Alasca, os cães tornaram-se uma parte vital na vida das regiões Árticas, e a corrida de cães se tornou a fonte favorita de entretenimento. Foi em 1908 que os Huskies trazidos do Ri Anadyr e regiões próximas foram usados pela primeira vez no evento chamado “All-Alaskan Sweepstakes”, onde condutores levam seus cães em uma corrida ida-e-volta de trenós de cerca de 650 km, de Nome à Candle.

Estes cães menores, mais rápidos e mais resistentes que os cães de fretamento antes usados, imediatamente dominaram as corridas de Nome. Os Huskies ganharam popularidade internacional no inverno de 1925 quando houve uma epidemia de difteria em Nome, no Alasca, e um time de cães conduzidos por um homem chamado Gunnar Kassen foram usados para trazer remédios muito necessários aos doentes. Uma estátua de bronze do cão líder, Balto, comemorando a sua corrida, está exposta no Central Park, em Nova Iorque.

Da Sibéria aos dias de hoje

Registros indicam que o último Husky foi exportado da Sibéria quando as fronteiras foram fechadas pelo governo soviético, sendo todas as exportações suspensas em 1930. No mesmo ano, a raça foi reconhecida pela AKC, e nove anos depois foi registrada no Canadá. A UKC do Reino Unido reconheceu a raça em 1938 como “Husky Ártico”, mudando o nome para Husky Siberiano em 1991. Em 1933, o Almirante Richard E. Byrd da Marinha Americana usou alguns Huskies em suas expedições pela Antártica trazendo 50 exemplares com ele de volta aos Estados Unidos.

Durante s Segunda Guerra Mundial Huskies Siberianos também serviram no Exército Americano na Unidade Ártica de Busca e Salvamento do Comando de Transporte Aéreo, conquistando ainda mais a admiração do público. A popularidade da raça continuou a crescer até que passou a ser muito querida como animal de estimação, assim como animal de corrida de trenós e cão de exposição.

Aparência do Husky Siberiano

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Husky Siberiano cinza e branco de perto. (Créditos/Copyright: “melis/Shutterstock”)

O Husky Siberiano é um cão de porte médio, de corpo compacto e de construção bastante proporcional que denota força, energia e velocidade. O seu pescoço arcado de comprimento médio é carregado ereto quando o cão está de pé. Quando trabalhando, o Husky estende o pescoço e a sua cabeça se coloca levemente para frente. A cabeça é de tamanho médio e proporcional em proporção ao corpo, levemente arredondada ao topo, afunilando do ponto mais largo até os olhos.

Seu focinho é de comprimento igual ao crânio estreitando gradualmente até o nariz, com uma parada bem definida, reta desde a ponte até a ponta do nariz, que depende da cor dos pelos do cachorro – preto nos cães cinzas, marrom ou preto; vinho nos cães de cor cobreada e carne-viva nos cães branco puro. Seus olhos ovais de tamanho médio são espaçados de forma moderada podendo ser azul, marrom, âmbar ou qualquer combinação destas – metade azul e metade marrom, ou um azul e outro marrom.

As orelhas eretas são de formato triangular bem ao alto da cabeça. Os dentes se fecham em mordida de tesoura. O Husky possui um peitoral forte e profundo, com costelas proeminentes achatadas nas laterais para dar mais liberdade de movimento. Suas costas de comprimento médio são musculosas e firmes, com uma linha dorsal em nível que estende da cernelha à garupa. Seu lombo é magro, proporcionalmente estreito e esgalgado. As patas traseiras são bem espaçadas e paralelas quando vistas de perto.

As coxas são fortes e musculosas, com as jarretes baixas. Os cotovelos são próximos ao corpo e os ombros bastante musculosos. Suas patas são ovais, acolchoadas e viradas tanto para dentro quanto para fora. A sua cauda é bastante peluda; sendo comum se encolherem com o rosto e focinho no rabo para se aquecerem, como um caracol. Geralmente o rabo é carregado sobre a traseira em forma de foice quando excitado e alerta, ou para baixo quando relaxado. Deve ser simétrico e não curvado para o lado, podendo curvar o suficiente para tocar as costas.

Sua pelagem é dupla, de comprimento médio, grossa, capaz de resistir a baixas temperaturas (-50° to -60° C): a camada de baixo macia e densa, e a de baixo lisa e mais comprida. As cores incluem uma variedade de tons desde o preto ao branco puro, e uma variedade de marcas ou manchas que podem estar ou não presentes, geralmente com pernas e patas brancas, manchas na face e na ponta da cauda. A máscara na face e na barriga são geralmente brancas, e o resto dos pelos em qualquer cor. Exemplos mais comuns são: preto e branco, vermelho e branco, marrom, cinza e branco, prata, cinza-lobo, vermelho alaranjado com pontas pretas, cinza escuro e branco, e malhado.

Ambiente Ideal para o Husky Siberiano

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Husky Siberiano filhote e seu brinquedinho. (Créditos/Copyright: “ANUCHA PONGPATIMETH/Shutterstock”)

O Husky não é uma raça muito recomendada para apartamentos, mas até poderia se adaptar em locais pequenos se fosse bem treinado e exercitado de forma adequada. Os Huskies Siberianos são muito ativos dentro de casa e ficam melhores em jardins seguramente cercados, geralmente com cercas bem altas, pois costumam fugir e raramente sabem voltar para casa.

Por conta da sua pelagem densa, eles se adaptam melhor em climas frios. Podem viver fora de casa em climas frios, mas é preferível que dividam o seu tempo entre fora e dentro de casa. Deve-se respeitar a sua intolerância ao calor fornecendo acesso a sombra, água fresca e ar condicionado quando muito quente. A raça também prefere viver em bando, ou pelo menos na companhia de um outro cachorro, além de estar sempre na companhia de sua família.

Temperamento & Personalidade do Husky Siberiano

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Husky Siberiano e sua dona abraçados na neve. (Créditos/Copyright: “Elena Muzykova/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Husky Siberiano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Husky cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Os Huskies Siberianos são cachorros amáveis, afetuosos, dóceis, gentis, brincalhões, alegres, sociais, relaxados, inteligentes e casuais que adoram a sua família. São cães de muita energia, especialmente quando ainda filhotes. Bons com crianças e amigáveis com estranhos, não servem para ser cães de guarda apesar de alertas, pois não costumam latir e ainda são capazes de amar a todos e ávidos para agradar. De espírito inteligente, eles costumam prosperar em ambiente familiar, mas não costumam ficar ligados demais a uma única pessoa.

Historicamente, os Huskies foram desenvolvidos para trabalhar e servir de companhia para os nativos da tribo Chukchi, que sempre usavam os Huskies para cuidar de suas crianças, por isso possuem uma natureza gentil.

O Husky é descrito como representante comportamental do lobo doméstico, e costuma exibir uma enorme variedade de comportamentos ancestrais: como uivar ao invés de latir. Por terem sido criados como nômades por tanto tempo, os Huskies também são capazes de se adaptarem facilmente a novas situações. Problemas comportamentais incluem a tendência a vaguear por ai e tentativas constantes de fugas – verdadeiros peritos; o que inclui cavar, mastigar ou até pular sobre cercas e muros. Eles também gostam muito de correr devido à alma de cão de trenó.

Os Huskies conservam uma energia alta mesmo dentro de casa e possuem necessidades especiais de exercícios. São capazes de sair perseguindo gatos ou qualquer coisa que se mova, tornando-se até destrutivos se não forem exercitados da forma correta. Além disso, o Husky fica entediado facilmente, e não costuma lidar bem com a solidão.

Eles são cães que foram acostumados a conviver em bando e por isso precisam da companhia de pessoas e ou de outros cães para se sentirem parte do bando. Se deixados sozinhos por longos períodos de tempo e sem uma enorme quantidade de exercícios ou estímulos mentais suficientes pode se tornar bastante destrutivo. Eles podem literalmente demolir a casa se deixados sozinhos, podem cavar um jardim inteiro e arrancar as flores do canteiro.

É mais fácil ensiná-lo a cavar em locais específicos do que tentar quebrar este hábito. Além de companhia, os Huskies precisam de um dono que saiba ser líder de maneira clara.

A liderança adequada torna o treinamento mais fácil, e o importante é não ceder. Imponha-se como líder — sem agressividade — mas confirmando as regras com clareza e consistência.

Por exemplo, fazê-lo esperar para comer é uma das melhores maneiras de estabelecer a sua liderança. O Husky vai identificá-lo como o guardador de valiosas fontes vitais — comida, prêmios, brinquedos e outros bens caninos. Apesar de saber viver em bando e se dar bem com outros cachorros da mesma raça, o Husky precisa ser treinado para interagir da mesma forma com outros animais de estimação, pois possui um forte instinto predador e tende a não se dar tão bem assim com gatos e outros animais menores.

Por tudo isso é que os Huskies não foram feitos para qualquer um, e acabam sendo subestimados e muitas vezes abandonados. Contudo, os Huskies podem ser companhias maravilhosas para aqueles que sabem exatamente o que esperar deste lindo animal e que estiverem prontos para dispensar o tempo e a energia necessária que eles precisam para evoluir.

O Husky perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Husky Siberiano

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Dupla de Huskies Siberianos na neve. (Créditos/Copyright: “Andrey_Kuzmin/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Husky à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Espere por muitos pelos por todo lugar — especialmente durante a primavera e outono quando costumam trocar de pelos. Fora isso, esta é uma raça fácil de cuidar.

Huskies Siberianos estão acostumados a viver em temperaturas mais frias e perdem menos pelos no frio e um pouco mais em climas mais quentes. Pode-se evitar embaraçamento — e excesso de pelos pela casa — se escova-los pelo menos uma vez na semana durante o ano — e diariamente durante a época de troca com um pente de aço próprio para isto.

Atividade & Exercícios do Husky Siberiano

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Husky Siberiano castanho correndo na neve. (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Os Huskies Siberianos são cães muito ativos capazes de correr por horas a fio. Por esta razão, precisam ser exercitados por 30 a 60 minutos diariamente para evitar que eles fiquem entediados. Eles são excelentes companhia para caminhadas, corridas, e correr ao lado da bicicleta, mas não podem ser exercitados em climas quentes, pois possuem uma baixa tolerância ao calor. Mesmo assim, eles apenas precisam de pouco espaço, embora seguro, para gastar a sua energia.

Além disso, os Huskies precisam trabalhar para ficar feliz. E para tanto, basta manter uma vida ativa com atividades esportivas básicas ao ar livre, e o seu Husky se manterá sempre saudável, feliz e longe de problemas. Você pode incentivar as suas habilidades naturais e ensiná-lo a puxar um trenó, um vagão ou carrinho. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos que devem ser tomados na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Husky Siberiano

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Husky Siberiano filhote em visita ao veterinário. (Créditos/Copyright: “VGstockstudio/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Huskies são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Os Huskies Siberianos são suscetíveis a ter displasia de quadril, ectopio, problemas de visão como cataratas, PRA ou atrofia progressiva da retina, distrofia da córnea, opacidade corneal cristalina e glaucoma, alergias cutâneas, e até câncer quando mais velhos. Eplepsia as vezes estão presentes em algumas linhagens. Além disso, possuem uma alta propensão para obesidade se não forem exercitados de forma suficiente, e exigem menos comida que o esperado pelo seu tamanho.

A raça tem uma expectativa de vida de 12 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Husky Siberiano

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Husky Siberiano castanho em treinamento pela sua dona.(Créditos/Copyright: “miroha141/Shutterstock”)

Huskies são inteligentes, independentes e treináveis, mas só irão obedecer um comando se sentirem que o dono tem uma mente mais forte que a deles. Se o dono não apresentar a liderança suficiente, eles não verão razão para obedecer. Treinamento exige paciência, consistência e um entendimento do temperamento e das características Árticas desta raça. Se você não for capaz de ser um líder 100% firme, confiante e consistente, ele irá tirar vantagem, tornando-se teimoso, desobediente e travesso.

Por esta razão, treinamento é vital para esta raça. É necessário investir em aulas de obediência mais avançadas. Uma aula de treinamento de 15 minutos diariamente é mais que o suficiente para se obter resultados com Huskies Siberianos. Eles precisam de treinamento consistente e respondem bem a treinamento de reforço positivo.

O treinamento pode ser um pouco difícil para muitos donos e treinadores pois a raça é muito inteligente e capaz de determinar a diferença entre aulas e o lar. Eles podem se comportar maravilhosamente nas aulas, seguindo todas as instruções e comandos, mas em casa pode voltar a ser teimoso e cabeça-dura distorcendo tudo. O que pode ser frustrante, mas com paciência, tempo e um pouco de teimosia própria todo esse trabalho pode valer à pena.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. O treinamento deve ser feito com firmeza, paciência, consistência, elogios e recompensas.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Treinamento com a caixa canina pode ser uma ferramenta importante muito recomendada por criadores.

Mantém o cão e o filhote seguro e ainda fornece um local seguro só deles para ir quando se sentem cansados ou sobrecarregados. Nunca use a caixa como castigo. Treinamento na coleira é também muito importante para os Huskies, que não podem ficar sem coleira, principalmente quando não estão em locais seguros e devidamente cercados, devido a mania deles de escapar.

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Spitz e Primitivos

Chow Chow

O Chow Chow é uma raça canina da família dos Spitz, provavelmente originária das regiões nórdicas como Sibéria ou Mongólia, há mais de 2000 anos atrás, e posteriormente usada como guardiões de templos na China, Mongólia e Tibete, onde é popularmente conhecida por “Cão-leão-peludo” ou “Cão do Império Tang”, e tendo depois sido largamente utilizada como cão de caça, de trenó e depois até cão de rinha. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Chow Chow

Origem: China
Data de origem: 150 A.C., cerca de 2.000 anos
Grupo de Raças: FCI – Grupo 5 – Cães de tipo Spitz e de tipo Primitivo / Spitzs asiáticos e raças semelhantes / AKC Não-esportivos.
Função original: cão de rinha, de guarda, de caça e como cão de trenó
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Chow, Xiāo, Tang Quan, Cão da Dinastia Tang
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Machos de 48 cm a 56 cm / Fêmeas de 46 cm a 51 cm
Peso: Machos de 25 kg a 32 kg / Fêmeas de 20 kg a 27 kg
Cores: creme, castanho, vermelho, azul (cinza), preto.
elos: lisos, longos
Manutenção: média, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 09 a 15 anos
Filhotes: cerca de 3 a 6 filhotes Chow Chow por cria
Reconhecimento (Canil): ACA; ACR; AKC; ANKC; APRI; CKC; CKC; DRA; FCI; KCGB; NAPR; NKC; NZKC; UKC.

Introdução à raça Chow Chow

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Chow Chow e sua língua azul característica da raça deitado no gramado . (Créditos/Copyright: “Bokstaz/Shutterstock”)

Acreditava-se que o Chow Chow era um dos cães nativos usados como modelo para os famosos e sagrados Cão Foo, os tradicionais guardiões de pedra encontrados à frente dos templos Budistas e palácios chineses.

Ao final do século XIX a raça foi introduzida no Ocidente, mas demorou a ganhar popularidade. Apenas quando a Rainha Vitória se interessou pela raça que o seu sucesso foi garantido. O Chow possui um porte médio, imponente e poderoso, de estrutura firme e desenvolvimento muscular forte, e uma aparência típica spitz: focinho profundo e cabeça larga, pequenas orelhas triangulares, pelagem dupla macia ou áspera, solta e exuberante nas cores preta, vermelha, azul, castanho ou creme e uma cauda espessa enrolada firmemente sobre as costas.

O Chow possui duas características muito distintas e bem peculiares da sua raça: uma língua azul-escura, como a do seu conterrâneo Shar-pei, que segundo lendas Chinesas, recebeu esta tonalidade azul durante a criação do mundo, quando lambeu gotas de tinta enquanto o céu estava sendo pintado; a outra característica é a falta de angulação na articulação inferior das patas traseiras, que lhe empresta um rebolado característico pomposo e reservado ao caminhar.

O Chow costuma ser orgulhoso, independente, leal e protetor à sua família apesar de não demonstrar. Ele não gosta muito de ser abraçado, mas pode ser uma companhia quieta e atenta à sua pessoa favorita, mesmo que a sua lealdade se estenda a outros membros da família. Se for criado com crianças, é capaz de aceitá-las com prazer, mas não é o tipo de cão que tolera abuso, por isso é melhor que viva com quem saiba tratar bem os animais. É desconfiado de estranhos, mas se tiver sido socializado desde filhote, é capaz de tratar a todos com serenidade.

Contudo, deve-se lembrar que esta é uma raça altamente territorial e protetora, capaz de dar um aviso claro a qualquer um que se aproxime da casa sem ser convidado. É também teimoso e pode ser agressivo se não for treinado de forma adequada. Pode ser agressivo também com outros cães, mas geralmente são bonzinhos com outros animais de estimação. O Chow Chow possui um nível baixo de atividade e pode viver perfeitamente em qualquer tipo de lar, mas deve ficar dentro de casa.

Não é à toa que está entre as raças de cães de companhia mais populares para viver em apartamentos. Ele pode ficar muito infeliz se for segregado ao jardim do lado de fora sem companhia humana. Uma ou duas caminhadas diárias já satisfazem suas necessidades de exercícios físicos. Com relação a sua manutenção, seus pelos costumam cair bastante, e devem ser escovados pelos menos, três vezes por semana.

Se você é do tipo que admira a aparência distinta do Chow e o seu espírito independente, você terá uma companhia leal capaz de ser um verdadeiro tesouro para o lar. Como dizem, o Chow combina a nobreza de um leão, a capacidade de divertir de um panda, a aparência de um ursinho, a graça e independência de um gato, e a lealdade e devoção de um cão.

Origem da raça Chow Chow

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Chow Chow filhote de pelagem clara. (Créditos/Copyright: “Petr Jilek/Shutterstock”)

O Chow é uma dessas raças de cães da qual acredita-se ser uma das mais antigas a serem reconhecidas. Pesquisas indicam que ele é uma das primeiras raças primitivas que evoluíram do lobo. Análises de DNA sugerem que o Chow é uma das antigas raças caninas que provavelmente originou-se nas regiões de estepes altas da Sibéria ou Mongólia, e mais tarde foi levada para a China, Mongólia e Tibet para ser usada como cão de guarda em seus templos.

O Chows foram úteis aos chineses de diversas outras formas além de para o trabalho. A sua pelagem era usada para fazer casacos, e ainda serviram de alimento, considerados até uma “iguaria” da culinária chinesa, por ter a carne macia.

Um baixo relevo da época da Dinastia Han chinesa datado de 150 AC inclui um cão de caça de aparência similar ao Chow. Mais tarde, Chow Chows foram criados com o intuito de usá-los para diversas tarefas diferentes como para caça, pastoreio, puxar trenós e guarda. Alguns recordes que sobreviveram ao tempo, mostram que o Chow era o cão que costumava acompanhar os exércitos mongóis em invasões ao sul da China assim como na Europa ocidental e sudeste do Oriente Médio no século XIII D.C.

Outros historiadores afirmam que o Chow Chow foi o ancestral original de raças como o Samoieda, Elkhound Norueguês, Pomerânia e Keeshond. Entre outras especulações, há a versão de que o Chow tenha participado de cruzamentos entre Mastins e Spitzs.

Na China, eram chamados de Songshi Quan, que significa literalmente “cão-leão-empolado ou emplumado” e durante a Dinastia Tang, ficaram conhecidos como Tang Quan ou “cão da Dinastia Tang”. E tiveram ainda vários outros nomes diferentes: cão da língua-azul (hei shi-tou), cão lobo (lang gou), cão urso (xiang gou), e cão cantonês (Guangdong gou). Seu nome “Chow Chow” provavelmente originou de um dialeto inglês, um termo usado para descrever todas as bugigangas curiosas que vinham do Oriente.

A raça sofreu um enorme declínio em qualidade e número depois que as caçadas imperiais acabaram, mas alguns descendentes puros foram mantidos isolados em monastérios e lares abastados. Até que ao final de 1800, Chows foram levados para a Inglaterra por mercadores. Foi quando a Rainha Vitória, que sempre amou cachorros, se interessou pela raça e ajudou a aumentar a sua popularidade. O primeiro clube de raça inglês se formou na Inglaterra em 1895.

Existe até uma lenda que diz que os ursos de pelúcia originais foram modelados com base nos filhotes da Rainha, que costumava carregá-los onde quer que fosse. Tamanho era o descontentamento com essa atitude, que a Rainha pagou um estilista para criar uma versão de pelúcia do animal para substituir o cães reais.

A sua aparência nobre sempre atraiu admiradores, mas ao final dos anos 1980 a sua popularidade cresceu ainda mais entre os donos de animais de estimação, assim como chegou ao sexto lugar das raças mais populares nos Estados Unidos. A AKC reconheceu a raça em 1903, e os Chow Chows viraram moda entre os ricos e famosos dos anos 1920s. Chegaram até a Casa Branca, como animal de estimação do então Presidente Calvin Coolidge. Sigmund Freud também era fã e possuía um exemplar da raça, e sua filha Anna matinha e criava Chows.

Aparência do Chow Chow

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Chow Chows marrom e preto lado a lado juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “Lenkadan/Shutterstock”)

O Chow Chow é um cão grande, encorpado, de construção robusta e perfil quadrado, com um crânio largo e reto, pequenas orelhas triangulares com pontas arredondadas, e um focinho largo e profundo que afina na direção do nariz, que deve ser escuro. Contudo, Chows cinzas podem ter narizes cinzas com narinas abertas. De acordo com os padrões de raça pela AKC, qualquer outro tom não é aceito em competições. Por outro lado, países regidos pela FCI, no entanto, permite narizes coloridos nos de pelos creme.

Os dentes se fecham em mordida de tesoura, e seu peitoral é largo e profundo, com abdômen forte, mas de comprimento curto. A raça é conhecida pela sua pelagem dupla, densa e abundante em duas variações: aqueles de pelos longos, lisos e ásperos, e aqueles com pelos curtos e macios. O de pelos ásperos são os mais vistos, sendo mais grossos, mais abundantes e soltos. Abaixo da pelagem exterior, eles possuem outra interior suave, grossa e lanosa. O de pelos macio possui pelos externos duros, densos e macios sem penugens mais longas nas orelhas, pernas, cauda ou corpo. Em ambas as variações, os pelos na área do pescoço são abundantes semelhantes a juba de um leão.

Os pelos podem ser vermelhos, pretos, azul (cinza), canela (castanho) ou creme. Nem todas estas variedades de cores são reconhecidas como padrão em todos os países, mas todas devem ser sólidas. Seus olhos são tipicamente profundos, escuros e em formato de amêndoa. A raça se distingue pela sua língua azul-escura e suas patas traseiras retas que lhe emprestam um caminhar distinto e bastante peculiar.

Quando os filhotes nascem, eles possuem línguas rosadas que vão escurecendo com o tempo até ficarem escuras aos 8 a 10 semanas de idade. A cor azulada se estende para os lábios; o que faz dele a única raça com esta cor azulada distinta nos lábios e cavidade oral. Outra característica distinta é a sua cauda enrolada caída sobre as costas.

Ambiente Ideal para o Chow Chow

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Chow Chow deitado relaxando no jardim de casa. (Créditos/Copyright: “YAN WEN/Shutterstock”)

O Chow Chow pode viver muito bem em uma casa pequena ou apartamento se for devidamente exercitado, aliás, estão entre as melhores raças para viver em apartamentos. Ele é relativamente inativo dentro de casa e um pequeno jardim é o suficiente.

Sensíveis ao calor, podem viver tanto dentro de casa quanto fora em climas amenos, mas preferem ficar na companhia de seus donos. O Chow Chow é caseiro e não costuma fugir, mas é preciso ter um jardim seguramente cercado; isto o protegerá do tráfego e evitará que estranhos se aproximem dele quando não tiver ninguém supervisionando, além de evitar conflitos com outros animais que passarem por perto, por questões territoriais peculiares da raça.

Temperamento & Personalidade do Chow Chow

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Chow Chow adulto interagindo com um filhote de Pastor da Ásia Central. (Créditos/Copyright: “Eduard Kyslynskyy/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Chow Chow precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Chow cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Apesar da sua aparência de ursinho de pelúcia, o Chow Chow não é o tipo de cão amoroso e super doce. Versátil, este cão já teve inúmeras serventias – foi animal de rinha, guarda, caça e puxador de trenó, e até serviu de alimento e cedeu sua pelagem para fazer casacos. Os Chows são leais, reservados e silenciosos. Ainda conservam o instinto de guarda, por isso são territoriais e dominadores, mandões, sérios e obstinados, apesar de educados e pacientes. Eles são teimosos e possuem vontade própria.

Como foram mantidos como animais de estimação na maior parte do tempo, Chow Chows tendem a apresentar um certo estranhamento em relação à desconhecidos e podem se tornar protetores ferozes de seus donos e lares. Apesar da sua carranca, um bom Chow nunca deve ser agressivo ou tímido. Chows tendem a ficar na deles e nunca iniciam alguma confusão. Eles são capazes de brincar com seus donos, mas não se interessam por desconhecidos, à não ser que se aproximem da sua casa sem ser convidado pela dono — e neste caso podem desafiar o intruso. Mas é capaz de deixar que o toquem, se apresentados por um de seus donos.

Costumam ser independentes e dignos, são protetores e afetuosos para com o a família inteira, mas a sua maior devoção será sempre de uma única pessoa. São conhecidos como “cão de um dono só”, e deixam bem claro qual o escolhido. São bons com crianças, mas podem desapontá-las pela falta de interesse em serem abraçados. No geral, se forem introduzidos a outros animais domésticos quando filhotes, irão se dar bem quando adultos.

O Chow Chow deve ser socializado extensivamente — introduzido a novas pessoas, cães e situações — desde filhote para que ele cresça seguro e relaxado. Por terem um temperamento extremamente forte, necessitam de um dono experiente. Eles precisam de alguém com autoridade firme que inicie um treinamento desde filhote. Ao adotar um filhote ou um cão adulto, o dono, antes de mais nada deve procurar saber sobre a raça e estabelecer regras para serem seguidas e mantê-las já de cara. O Chow é uma raça muito dominadora que exige um dono dominante.

Ele deve ser calmo e naturalmente firme, confiante e consistente. Com um dono com estas características, o Chow Chow é capaz de se desenvolver bem. Os problemas aparecem quando o cão vive com donos que não entendem ou não sabem se colocar na posição de “alfa” do bando. Se você permitir que este cão acredite ser o dono da casa, ele irá se tornar teimoso, protetor em excesso e indisciplinado. A não ser que o cão sinta que seu dono seja forte, ele vai tentar disputar a sua posição de líder do bando. E quando isso acontece, ele pode ficar agressivo ao tentar ganhar o seu espaço no bando.

Um Chow Chow que não estejam 100% convencido de que os humanos que mandam na casa são mais difíceis de obedecer ao treinamento. Ele achará que deve decidir quando deve fazer algo. Estas não são características da raça, são comportamentos instintivos, resultado da falta de autoridade de seus donos.

Se você quer ter um cachorro deste raça, deve se certificar que que você e toda a sua família sabe se colocar na posição de alfa. Todos os membros da família e outros humanos de seu convívio devem se colocar na posição mais alta no bando. Chow Chows costumam dar muito trabalho para donos passivos, mas o mesmo cão com um dono que tenha uma autoridade natural sobre ele será capaz de ser educado, paciente e sociável, sendo uma excelente companhia para a família.

O Chow perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Chow Chow

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Chow Chow tomando um banho gostoso de banheira. (Créditos/Copyright: “135pixels/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Chow Chow à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

As exigências de manutenção irão depender do tipo de pelo do Chow. Um Chow de pelos macios precisa de escovações 3 vezes por semana para manter os pelos em boas condições e evitar que os pelos soltos se espalhem pela casa. Já o Chow de pelagem áspera deve ser escovado um dia sim, outro não. Ambas as variações costumam soltar bastante pelo duas vezes ao ano, exigindo mais atenção neste período. Eles não possuem cheiro forte se os pelos forem escovados como devem.

É importante usar as ferramentas adequadas para evitar machucar a pele e facilitar a escovação. Pode usar um spray de condicionador apropriado para ajudar a desembaraçar. Nunca escove os pelos secos para evitar que os fios se quebrem, e escove profundamente tocando em sua pele até as pontas para tirar todos os nós e evitar mais embaraços. Banhos podem ser mensais — ou mais frequentes se ele costuma ficar brincando muito do lado de fora e se sujar.

Atividade & Exercícios do Chow Chow

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Chow Chow deitado no gramado do parque. (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Como todo cão, um Chow adulto precisa de exercícios físicos diariamente para se manter saudável e feliz, mas não precisa ser em grande quantidade — ele ficará satisfeito com apenas 15 minutos de caminhada por dia, ou uma caminhada mais longa em um jardim seguramente cercado, ou até mesmo várias sessões de brincadeiras. Sempre nas manhãs ou finais do dia em que as temperaturas são mais amenas, pois não suporta o calor, e precisa de locais mais frios para descansar, principalmente durante os verões.

Ele tem a tendência a ser preguiçoso, mas se não for exercitado de forma adequada e suficiente pode apresentar uma série de comportamentos inadequados. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Chow Chow

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Filhote de Chow Chow na grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Waldemar Dabrowski/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Chow Chows são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

O Chow Chow é suscetível a sofrer de problemas de visão como entrópio, uma irritação nos olhos causada por uma anormalidade nas pálpebras que se dobram para dentro irritando a córnea. Podem também vir a ter outros problemas como glaucoma, cataratas juvenil e distichiasis. Outros problemas comuns em raças deste porte também podem aparecer, como linfoma, displasia de quadril e cotovelos, luxação patelar, diabetes mellitus, câncer estomacal e infecções de ouvido.

Os Chows também possuem um alto risco para doenças auto-imunes como tiroidites; pemphigus foliaceous, uma doença de pele; melanoma, um tipo de câncer; e torção gástrica. Por causa da sua pelagem grossa, pulgas também podem ser um problema, e devido ao focinho curto eles costumam roncar. A raça vive por cerca de 10 a 15 anos, sendo que alguns podem chegar a viver até 17 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Chow Chow

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Chow Chow adulto encostado na parede à espera de diversão. (Créditos/Copyright: “Volodymyr Tverdokhlib/Shutterstock”)

O Chow Chow exige treinamento intenso, extenso e diário em socialização e obediência. Devem ser ensinados desde cedo quem é que manda, ou eles irão tentar dominar tudo. Eles precisam de firmeza, equidade e consistência. Chows são mais que capazes de aprender qualquer coisa que você quiser ensinar, e correção verbal é tudo que é preciso para colocá-los na linha. Nenhum cão deve apanhar, mas isso é ainda mais ineficaz com esta raça.

O Chow nunca irá responder bem a abuso físico. Eles não respondem bem a métodos severos ou ríspidos, e podem se tornar agressivos se tratados de maneira desrespeitosa. Ganhe o seu respeito quando ainda filhote com firmeza e consistência, e você não terá nenhum problema ao treiná-lo. Mas se você deixar que o seu filhote fofinho faça tudo o que bem entender o tempo todo pra depois tentar treiná-lo, você terá sérios problemas. O Chow Chow não é famoso por ser um dos mais obedientes nos ringues de competições mais populares, mas aprende rápido.

Ele é inteligente, apesar de teimoso e responde bem a treinamentos com técnicas de esforço positivo como brincadeiras, elogios e recompensas, mas também gosta de fazer as coisas do jeito dele. Para obter sucesso, você deve ser paciente e deve estar disposto a testar muitos métodos diferentes até achar aquele que funcione.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Alguns deles podem ser resistentes a coleiras e guias.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu cão a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. São relativamente fáceis de serem treinados a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa.

Há vários métodos aceitáveis para treiná-lo, considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. O método da caixa facilita a evitar que o seu Chow mastigue ou destrua coisas quando você estiver fora.

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Spitz e Primitivos

Malamute do Alasca

Ao se deparar com um Malamute do Alasca pela primeira vez, é fácil se impressionar com a sua grande estatura, suas marcas faciais de lobo e a sua enorme cauda emplumada acenando para você. Muitos acreditam que Malamutes são meio lobos, e reinam como uma das raças mais antigas que conseguiram manter a sua aparência original, e embora desempenham papéis de lobos na TV ou nos filmes, na verdade eles são cães domésticos por inteiro. Saiba mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica: Malamute do Alasca

Origem: Alasca, Estados Unidos.
Data de origem:
Grupo de Raças: FCI Grupo 5 – Cães de tipo Spitz e de tipo Primitivo / AKC Trabalhadores.
Função original: puxador de trenó
Função atual: cão de companhia, cão de trenó.
Outros nomes ou apelidos: Locomotiva do Ártico, Maly, Mal, Mall.
Tamanho: porte grande.
Altura: Fêmeas de 56cm a 61cm / Machos de 61cm a 66cm.
Peso: Fêmeas de 32kg a 38kg / Machos de 36kg a 43kg.
Cores: desde cinza claro a escuro, com reflexos brancos e máscara escura na face; tons de sable ou vermelho (castanho), ou todo branco.
Pêlos: lisos, compridos.
Manutenção: difícil, intensa, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 16 anos.
Filhotes: cerca de 4 a 10 filhotes, padrão de 6 filhotes de malamute do por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / APRI / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Malamute do Alasca

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Malamute do Alasca com sua pelagem mesclada e maáscara cinzenta bem peculiar da raça. (Créditos/Copyright: “Por BMJ/Shutterstock”)

Malamutes do Alasca são cachorros trabalhadores de grande porte, praticamente uma fábrica de pelos e ainda capazes de comer o equivalente ao seu peso a cada 4 horas se for permitido.

Possuem uma tremenda força, energia, resistência e por anos foram usados como cachorros de puxar trenós pesados em longas distâncias, assim como caçar ursos polares e focas.

Por esta razão o Malamute do Alasca é um “puxador de coleiras” de primeira classe, pois sendo um cachorro grande e poderoso criado para puxar trenós em terrenos difíceis e climas extremamente rigorosos, eles costumam pensar de forma independente e ser um tanto teimosos. Tenha isso sempre em mente, principalmente se você não estiver totalmente segura sobre a sua habilidade de caminhar por aí com um cachorro desses na coleira.

Aliás, a coleira nunca será um equipamento opcional no caso do Malamute; ele não só adora perambular por aí, às vezes por quilômetros e dias a fio, como também está sempre pronto para se misturar com outros cães, caçar e até matar outros animais menores como gatos e roedores.

O mundo é o seu quintal; isso porque poucas cercas podem contê-lo. Malamutes são extremamente difíceis de serem mantidos atrás de cercas, pois são peritos em cavar e escalar e as encaram como desafios interessantes ao invés de obstáculos.

Se você quiser tê-los de volta, é preciso que eles andem com suas identificações presos na coleira o tempo integral. E embora Malamutes muitas vezes vivam bem em ambientes de canil — porque podem se exercitar bastante e ter muito o que fazer — deixar um Malamute confinado em um quintal nos fundos não é uma boa ideia, à não ser que você goste de buracos do tamanho de uma piscina e os vizinhos adorem escutar uivos.

Se nada disso faz diferença e não irá detê-lo em ter uma Malamute do Alasca para chamar de seu, então você está pronto para considerar alguns dos pontos positivos sobre ele.
Malamutes são exuberantes, de uma aparência primordial que fará com que você sinta a atmosfera da tundra no inverno mesmo no gramado do seu jardim de casa.

Pelagem de coloração magnífica e uma construção muscular forte e bonita, o Mal possui ainda uma natureza boa, é super inteligente, energético, dedicado, leal, afetuoso e adora crianças mais velhas. São extremamente sociáveis e extrovertidos, até com relação à estranhos, por isso não são bons cães de guarda, mas mesmo assim podem ser um tanto agressivo com outros cachorros desconhecidos, animais de estimação e até gado.

À medida que vão envelhecendo, Malamutes vão ficando mais calmos, mesmo assim devido à sua inesgotável fonte de energia, o Malamute precisa de muito espaço e oportunidades para se exercitar para não ficar entediado, impaciente ou frustrado e até destrutivo.

Eles precisam de muita atenção para evitar dificuldades no comportamento. A sua natureza independente pode causar a impressão de serem teimosos ou estúpidos, mas a sua inteligência com o treinamento correto faz com que ele aprenda tudo muito rápido e se comporte bem, mesmo dentro de casa.

Malamutes também podem sofrer com algumas doenças genéticas, além dos problemas de temperamento, por isso certifique-se que o seu criador seja experiente e faça testes genéticos nos seus cachorros, ou que o canil ou grupo de salvamento tenha avaliado-os pelo temperamento e adequação a sua família e estilo de vida.

Não haverá cachorro mais exuberante, alegre e amigável que o Mal no mundo animal, e nenhum outro para lembrá-lo do quanto você ama cachorros. Eles com certeza serão excelentes animais domésticos para a sua família.

Origem da raça Malamute do Alasca

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Malamutes presos à um trenó realizando a tarefa que nasceram para executar com maestria. (Créditos/Copyright: “Por StockphotoVideo/Shutterstock”)

Como o seu próprio nome já indica, o Malamute é um cão de trenó nórdico nativo do noroeste do Alasca, região Ártica, de onde dependia da sua pelagem grossa para sobreviver ao frio extremo.

Seus primeiros registros foram de viver entre a tribo “Mahlemuts” (“Mahle” nome de tribo Inuit e “mut” que significa vila) de esquimós no Alasca há 2.000 a 3.000 anos atrás sendo sua fonte predominante de transporte.

Estes esquimós antigos, que se autodenominavam “Inuit” (significa “as pessoas”), eram nômades e dependiam unicamente dos cachorros e seus trenós para transportar alimento e se locomoverem através dos terrenos cobertos pela neve.

Além de puxar os trenós, os cachorros ajudavam também os caçadores a procurar por ursos polares e outros animais que serviam como alimento ou pele. Eles eram criados pelo tamanho e força para serem capazes de carregar estes animais e os caçadores de volta para a vila. Malamutes acabaram desempenhando uma função essencial se tornando valiosos trabalhadores e companheiros.

Estes cães maravilhosos possuem força e resistência com uma enorme vontade de trabalhar. Eles carregavam não só pesos leves nos trenós, como também carga pesada de alimentos e suprimentos para as pessoas no Ártico. Bandos de Malamutes já participaram de muitas expedições polares, nas quais sempre foram muito bem adaptados devido à tenacidade, senso de direção e excelente faro deles.

Malamutes do Alasca descendem de um cão Nórdico, o que significa que são descendentes diretos do lobo Ártico. Estes cães, os ancestrais dos Malamutes do Alasca, pertenciam à família de cães Spitz que inclui os Akitas, Chow Chows, Elkhounds Noruegueses, Spitz Finlandês, Samoiedas, Huskies Siberianos, Esquimós Americanos e muito mais. Baseado em estudos dos genomas caninos, o Malamute do Alasca é uma das raças mais antigas que existem.

A relação entre cachorros e pessoas era bem próxima, onde os cães eram bem alimentados e cuidados e os bebês sendo amamentados juntos aos filhotes, o que pode ser apontado como a base do amor do Malamute pelas pessoas.

Malamutes se tornaram ainda mais importantes em 1896 durante a famosa era da “Corrida do Ouro do Alasca”, quando mineradores pagaram preços altíssimos por trenós e times de cachorros. Toda essa popularidade acabou colocando a raça em perigo, pois muitas pessoas passaram a cruzar Malamutes com outras raças, sempre com o intuito ou de aumentar a velocidade ou o seu tamanho. Felizmente, os genes Spitz eram dominantes o suficiente e os Malamutes rapidamente reverteram o tipo.

A raça foi salva por um criador entusiasta de New England em 1920, e logo depois recuperou a sua popularidade. Os Malamutes alcançaram a fama ao ajudar na expedição do almirante Byrd para o Pólo Sul em 1933 e serviram de cães de busca e salvamento durante a Segunda Guerra Mundial II.

A AKC reconheceu a raça em 1935, e o Clube Malamute do Alasca da América foi formado no mesmo ano. Poucos anos depois, no entanto, o serviço militar devastou a raça quando uma decisão burocrática cruel e tola levou muitos Malamutes a serem deliberadamente explodidos em um bloco de gelo flutuante depois de servir em uma expedição à Antártica. A AKC reabriu o registro da raça por um breve período de tempo.

Malamutes são conhecidos pela sua resistência e coração, e possuem inúmeras outras habilidades naturais como puxar trenós, correr corridas, puxar peso e busca e salvamento. Nas últimas décadas, Malamutes do Alasca têm provado que são excelentes companhias acima de tudo.

Aparência do Malamute do Alasca

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Malamute do Alasca na versão castanho claro. (Créditos/Copyright: “Por elitravo/Shutterstock”)

O Malamute do Alasca é um cachorro de construção poderosa de raça do tipo Nórdica e o maior dos cachorros Árticos, desenvolvido para transportar cargas pesadas ao invés de correr, tanto que o Husky é mais veloz. O Mal produz uma aparência de lobo, mas com uma expressão orgulhosa, suave e doce.
O Mal é levemente mais longo que alto. O corpo é largo, compacto, de ossatura pesada e bem musculosa, feito para ter força e resistência. A sua cabeça é larga com orelhas eretas e triangulares.

O focinho é comprido e os olhos tem tamanho médio, de cor castanho escura (azuis são considerados uma falta para o padrão da raça), em forma de amêndoa situados obliquamente no crânio. As patas são grandes, do tipo bota de neve com almofadas fortes e resistentes. A sua passada é estável, equilibradas e incansável. Sua cauda é emplumada e enrolada sobre as costas em formato de “looping”.

A sua pelagem é grossa e dupla, com uma camada externa áspera e outra interna densa, lanosa, macia, oleosa, fornecendo o máximo de insulação. As cores podem incluir combinações de tons claros de cinza até preto, assim como sable ao vermelho. A única cor sólida permitida é branca.

A pelagem tem sempre mechas e às vezes uma máscara mais escura. As patas e focinho quase sempre brancas. A barriga deve ser predominantemente branca assim como as patas, parte das pernas, focinho e parte das marcas na face. Alguns Malamutes podem ter uma mancha branca bem atraente na testa ou ao redor do pescoço.

Ambiente Ideal para o Malamute do Alasca

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Filhote de Malamute do Alasca brincando na grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Por Sergey Bogdanov/Shutterstock”)

Malamutes do Alasca não são recomendados para apartamentos. Mals são muito ativos dentro de casa e precisam de pelo menos um jardim grande. Se você mora em uma casa, uma cerca alta é imprescindível, muro é melhor, porque eles adoram cavar por debaixo delas. Malamutes gostam de correr pelo que acham ser seu território.

Eles adoram cavar, por isso ao invés de tentar acabar com este comportamento, o melhor é providenciar um local próprio no jardim para ele poder fazer isso, como um tanque de areia ou uma área na qual você não se importaria com os buracos.

Mals são animais de bando por instinto, por isso ficam mais felizes se puderem residir junto à sua família. Eles costumam ser limpos e fáceis de treinar. A pelagem dos Malamutes permite que eles vivam em frio extremo, mas tome cuidado em mantê-los frios em climas quentes, eles não estão acostumados. Mantenha-os na sombra com muita água fresca.

Temperamento & Personalidade do Malamute do Alasca

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Filhotes de Malamutes do Alasca brincando juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “Por Zuzule/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Malamute do Alasca precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Mal cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Malamute do Alasca é amigável, afetuoso, inteligente, leal e ama pessoas. Eles são energéticos como filhotes por muitos anos e irão derrotá-lo facilmente com a sua personalidade extrovertida e disposição para brincar, mas quando todos os seus instintos caninos são respeitados, à medida que amadurecem Mals normalmente se acalmam e viram adultos quietos.

Eles são ótimas escolhas para famílias ativas que não precisam de um cão de guarda, pois apenas o seu tamanho é capaz de meter medo, eles possuem uma personalidade amigável demais e não possuem nenhuma habilidade de guarda.

Malamutes costumam cumprimentar a todos como velhos amigos — até desconhecidos e convidados que estão vendo pela primeira vez — eles são extremamente leais à família e amigos, e costumam ser muito ligados aos donos. Malamutes são animais de bando, e por isso amam a companhia dos seus donos, costumam fazer questão de estar incluídos em todas as atividades familiares.

Eles não se importam em dormir do lado de fora, desde que tenham companhia suficiente de seus donos durante o dia. Malamutes normalmente são quietos comparados a outros Spitz, não costumam latir muito, mas uivam e se expressam através de “woo-woos”.

O Mal é inteligente e curioso, e adora dividir as suas descobertas com seus familiares, seja mostrar como arrastar a mobília do lugar ou mostrar como o seu carro ficaria sem carpete e estofados. A boa notícia é que seus ímpetos destrutivos podem ser evitados e tratados. A cura é exercitá-lo bastante, muitos exercícios físicos, não importando se está chovendo lá fora ou se você está doente.

Caminhadas, corridas, puxar trenós ou skates, competições caninas, tudo isso são excelentes estímulos para o cérebro dele e seus músculos. Sem uma liderança firme e estímulos físicos e mentais eles podem se tornar grandes estorvos destruidores, e agir como enormes filhotes malcriados.

O Malamute é inteligente, portanto aprende rápido e gosta de agradar, mas também é cabeça dura, independente e capaz de ser bastante teimoso. Mals se dão bem com crianças velhas o suficientes para saber brincar com ele de forma segura e carinhosa.

Ele deve ser observado ao redor dos pequeninos ou outros animais menores, pois possuem um forte instinto de presa. Podem ser agressivos com outros Malamutes do mesmo gênero, sendo que os machos costumam ser mais dominadores. É importante socializar-los com outros animais desde cedo.

Malamutes adoram atividades ao ar livre e se dão bem em obediência se tiver encorajamento firme. E embora seja difícil treinar Malamutes em obediência formal, mas não é tão difícil treiná-los a ser bem comportados porque eles adoram agradar. Eles precisam que as pessoas ao redor deles sejam líderes firmes confiantes e consistentes.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Malamutes do Alasca podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa.

Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Malamutes do Alasca equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Mals que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Malamute do Alasca perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes.

Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.
Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Malamute do Alasca

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Malamute do Alasca em sua melhor aparência – simplesmente irresistível!(Créditos/Copyright: “Por freevideophotoagency/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Malamute do Alasca à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Mal que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Se você decidiu dividir a vida com um Malamute do Alasca tenha em mente que o seu aspirador de pó vai ter trabalho extra, e reserve algum tempo para sessões de escovação — escove-o algumas vezes por semana, de preferência 1 a 3 vezes por semana para remover pelos mortos, distribuir os óleos pela pele e manter os pelos limpos —, pois ele troca de pelos anualmente, duas vezes ao ano, e ainda mais sazonalmente.

Neste período, escovações mais frequentes com escovas especiais ajudam a controlar os pelos. O lado positivo é que a pelagem do Mal é praticamente sem cheiro, sendo que Malamutes possuem uma tendência de gato para manter seus pelos limpos. Banhos são raramente precisados, uma ou duas vezes ao ano à não ser que ele se suje muito.

Saúde do Malamute do Alasca

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Malamute parecendo triste por estar de prato vazio – Mals adoram comer!(Créditos/Copyright: “Por Sebastien Coell/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Malamute do Alasca, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes. Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Malamute do Alasca tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Glaucoma – O Malamute do Alasca tem predisposição ao desenvolvimento de glaucoma primário. Trata-se de doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distrofia Corneana – Condição progressiva hereditária que afeta ambos os olhos. Existem três tipos de distrofia corneana, categorizados por localização: distrofia corneana epitelial (onde a formação celular é afetada), distrofia corneana estromal (onde a córnea ficará turva), e distrofia corneana endotelial (onde as células do revestimento da córnea são afetadas). O Malamute do Alasca, assim como cães da raça Husky Siberiano, possui maior predisposição ao desenvolvimento de distrofia do estroma.

Problemas osteoarticulares

Os problemas mais comuns nestes cães são:

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Displasia do cotovelo

A displasia do cotovelo é uma doença degenerativa muito frequente em cães jovens. É transmitida geneticamente, todavia pode estar relacionada também à alimentação, manutenção do peso, ambiente, qualidade dos ligamentos, excesso de exercício físico ou traumatismos.

Os primeiros sintomas podem começar a aparecer aos 4-5 meses. O cachorro pode, então, mostrar intolerância ao exercício e claudicação ao iniciar um movimento ou depois de um exercício prolongado. Entretanto, alguns cachorros podem não apresentar sinais até a idade avançada. Nestes casos, é comum que a condição seja acompanhada de osteoartrite.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Disturbios dermatológicos

Dermatite Responsiva ao Zinco

A dermatose responsiva ao zinco é uma doença nutricionalmente responsiva. É considerada rara, entretanto cães da raça Malamute do Alasca e Husky Siberiano, possuem predisposição ao desenvolvimento do distúrbio.

Os sintomas iniciais são crostas grossas ou escamosas na pele e alopecia, especialmente em volta dos olhos e no focinho. Esse sintoma também pode ser visto nas orelhas, jarretes, sob os coxins e em volta dos órgãos genitais. Além disso, a pelagem pode ficar fosca e dura, e podem ocorrer infecções de pele secundárias.

Esta doença é causada por deficiência de Zinco, e pode ter duas origens: alimentar ou hereditária.

Quando provocada por questão alimentar, geralmente deve-se à dieta pobre em zinco, excesso de suplementos minerais (principalmente cálcio, ferro e cobre), ou alimentação com excesso de fitatos (substâncias encontradas em algumas dietas à base de cereais que interferem na absorção de zinco no intestino).

Em raças caninas como Malamute do Alasca, Husky Siberiano e Samoieda, a origem é hereditária. De fato, cães das raças descritas acima, possuem tendência à má absorção.

Sistema Nervoso

Cataplexia e narcolepsia

O Malamute do Alasca tem predisposição ao desenvolvimento de cataplexia e narcolepsia. A primeira é um episódio repentino e rápido no qual ocorre fraqueza muscular sem perda de consciência. A narcolepsia, entretanto, é um distúrbio de sono excessivo.

As duas condições, todavia, podem ocorrer juntas. É comum também em cães das raças Poodle, Doberman, Dachshund e Labrador.
Outras observações.

O Malamute do Alasca pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

Esta raça vive por cerca de 12 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode ter sua longevidade canina estendida desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.
(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Malamute do Alasca

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Malamutes em sua atividade preferida, competições de trenós. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O Malamute é definitivamente um candidato a tarefas. Eles são muitos energéticos e ativos. Mals adoram longas caminhadas, skijoring (puxar pessoas em skis), puxar trenós e carregar pesos. Eles precisam correr e brincar ao ar livre o dia inteiro se tiverem espaço. Se não puderem se exercitar eles se tornem entediados e destrutivos. O Malamute do Alasca precisa de pelo menos uma hora por dia de exercícios, mas nunca em climas quentes.

Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à idade, condições de saúde e nível de atividade da raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Malamute do Alasca

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Malamute do Alasca treinando a nadar na piscina.

(Créditos/Copyright: “Por Wasitt Hemwarapornchai/Shutterstock”)
Comece o treinamento do seu filhote no primeiro dia que ele chegar em casa. Mesmo com cerca de 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo aquilo que você quiser ensiná-lo. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o treinamento dele e você terá um cachorro bem mais teimoso para lidar.

Devido ao seu tamanho, força e inteligência, é altamente recomendável que Malamutes sejam treinados em obediência desde pequenos antes que eles fiquem grandes e fortes o suficiente para manobrar — or ser mais esperto — que seus donos. Embora Mals sejam amigáveis e comportados, eles precisam de uma abordagem firme no seu treinamento para conseguir a obediência desejada.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Malamute do Alasca,pois eles são um tanto difíceis de treinar a fazer suas necessidades fora de casa. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Mal é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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Spitz e Primitivos

Basenji

Originário da África Central, o Basenji foi encontrado nas antigas florestas do Congo, onde a sua estrutura e tipo foram fixados por adaptação ao seu habitat, assim como a sua utilidade. O Basenji é um cão de caça que no início usava seu poderoso faro e visão para atrair pequenas presas até o caçador e controlar a população de roedores no seu vilarejo. Inteligente e cativante, ele é um bom companheiro para quem for capaz de estar sempre um passo à sua frente. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica: Basenji

Origem: África Central
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 05 – Spitz e Cães Primitivos / AKC Hound.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Cão do Congo, Terrier do Congo, Cão de Arbusto Africano, Cão Africano que não late, Ango Angari, Cão do Zande.
Tamanho: porte médio.
Altura: Fêmeas de 38cm a 41cm / Machos de 41cm a 43cm.
Peso: Fêmeas de 9 kg a 11 kg / Machos de 10 kg a 12 kg.
Cores:
Pêlos:
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: cerca de 10 a 14 anos.
Filhotes: cerca de 04 a 06 filhotes, fêmeas Basenji entram no cio uma vez ao ano.
Reconhecimento (Canil): CKC / FCI / AKC / UKC / KCGB / CKC / ANKC / NKC / NZKC / CCR / APRI / ACR / DRA / NAPR / ACA.

Introdução à raça Basenji

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Basenji sempre alerta e vivo a postos no campo. (Créditos/Copyright: “By Grisha Bruev/Shutterstock”)

Originário da África Central, o Basenji foi encontrado nas antigas florestas do Congo, onde a sua estrutura e tipo foram fixados por adaptação ao seu habitat, assim como a sua utilidade.

O Basenji é um cão de caça que no início usava seu poderoso faro e visão para atrair pequenas presas até o caçador e controlar a população de roedores no seu vilarejo. Inteligente e cativante, ele é um bom companheiro para quem for capaz de estar sempre um passo à sua frente.

Apesar de originalmente ter a função de cão de caça e ser classificado pela AKC como um hound, alguns ainda consideram o Basenji muito parecido caracteristicamente com terriers devido a sua personalidade um tanto agitada para um hound. Já a FCI o classifica como Cães Spitz ou do tipo Primitivo.

O seu nome vem do dialeto falado no Congo, a Lingala, “mbwá na basɛ́nzi” que significa “cachorros da vila ou vilarejo”.

Basenjis compartilham de muitas características com os cães do tipo Pariah. Basenjis, como os Dingoes, os cães cantantes da Nova Guiné, também são muito vocais e são conhecidos por não latir, mas isso não significa que são silenciosos. Eles costumam uivar, cantar e fazer outras vocalizações ao invés do latido característico das raças caninas modernas, além de gemidos e choramingos que todos os cães fazem.

Apesar de não ser comprovada, há uma teoria que sustenta que esta característica é o resultado de uma seleção em relação aos cachorros que latem — no contexto tradicional da África Central — pois, latir poderia denunciar aos inimigos os acampamentos das tribos na floresta.

O Basenji produz um ruído diferente como se fosse um “yodel” (canto tirolês) chamado de “baroo”, devido a sua laringe de formato incomum — por esta razão o apelido do Basenji é “cão silencioso” ou “cão que não late”.

Basenjis atraem admiradores pela sua aparência bastante peculiar, pelagem curta, corpo levemente pequeno e musculoso, personalidade alerta, orelhas eretas e cauda curvada sobre o quadril. A sua sobrancelha enrugada lhe empresta uma expressão preocupada e intrigante, quando na verdade ele está pensando qual será a sua próxima travessura.

O Basenji também possui muitas características parecidas com os gatos, ele é esperto, curioso, independente, reservado e ainda mantém-se limpo. É muito inteligente, mas costuma ser bastante teimoso. A frase “adora agradar”, que costuma descrever tantas outras raças, no caso do Basenji é totalmente desconhecida.

Ele pode até saber perfeitamente todos os comandos ensinados, mas é ele quem decidirá quando e porque obedecer. Ele costuma pensar primeiro, depois obedece se achar que há uma boa razão para desempenhar tal tarefa. Ao invés, Basenjis usam sua inteligência para exigir a sua atenção para conseguir aquilo que deseja ou precisa.

As pessoas que possuem Basenjis costumam dizer que a raça é boa para quem precisa aprender a não deixar as coisas jogadas pela casa, pois logo eles irão ensinar que qualquer coisa deixada ao alcance dele será destruída, mastigada ou digerida. Você irá aprender rapidinho a proteger seus pertences tirando-os do alcance desse cachorro curioso e travesso.

Basenjis também são mestres do “escapismo” — verdadeiros artistas em escapar — até mesmo uma cerca alta ou jardim cercado não são capazes de conter um Basenji determinado a estar em algum outro local. Suas raízes de caçador são bastante evidentes, pois adora perseguir e sair a procura, por isso deixá-lo muito tempo sozinho sem supervisão no jardim é dar sopa para o azar – ele dará um jeito de escapar se achar que tem algo mais interessante do outro lado da cerca ou do muro.

Por esta razão, por ser muito curioso e ter bastante energia para sair por aí farejando tudo, o Basenji precisa ser estimulado fisicamente e mentalmente para não ficar frustrado e se tornar destrutivo. O lado positivo é que ele é hilário e adora brincar! Você terá que ter um ótimo senso de humor para viver com ele. Só que se a sua ideia de brincar com o cachorro for jogar Frisbee ou bola para ele buscar, pode esquecer!

É comum ouvir alguém dizer: um bom Basenji é um Basenji cansado. Planeje dar a ele muito o que fazer, muitas atividades diárias como caminhadas na coleira e oportunidades para correr em áreas livre e seguras, sem tráfego ao redor. Sem atividades para mantê-los ocupados ele irá procurar o que fazer, e isso talvez não seja bom.

Basenjis adoram esportes caninos em que ele possa caçar e perseguir coisas. O jogo consiste em atraí-lo para perseguir algo — normalmente uma sacola plástica (fingindo ser uma presa) — em um percurso no campo.

A presa é amarrada e vai sendo puxada em uma série de solavancos para que o cachorro saia em sua perseguição pelo caminho. Agility é outro esporte canino que Basenjis costumam gostar. E muito embora obediência não seja o forte para Basenjis, eles podem obter sucesso se você conseguir inventar algo criativo para que eles pensem que o treinamento ou a competição foi ideia deles.

Basenjis não possuem odor, e soltam muito pouco pelo. As fêmeas entram no cio apenas uma vez ao ano — comparado a outras raças caninas, que possuem dois ou mais períodos de fertilidade todos os anos. E os machos são ótimos vigias, sempre alertas defendem sua família e o lar sempre que desafiados. Eles são notáveis pela sua coragem e se colocarão à frente de qualquer invasor com tudo o que tiverem.

Basenjis também são super cães de exposições graças a sua postura orgulhosa e pelagem. Eles são fáceis de serem preparados e não precisam de tosas e cuidados específicos ou complicados. Se você deseja um cachorro para competir em exposições, discuta sobre isso como seu criador antes de comprar um para que ele possa ajudar a escolher o melhor filhote para a tarefa.

Como podem notar, o Basenji tem mesmo excelentes qualidades, mas definitivamente não é para qualquer um. Quem não pesquisar sobre a raça antes de adquiri-la pode ficar desapontada ou frustrada se não estiver preparada para lidar com o temperamento e personalidade do Basenji. Se você obter um Basenji de um criador responsável capaz de argumentar sobre os prós e cons de viver com esta raça isto irá ajudar bastante.

O Basenji tem mesmo uma aparência e personalidade únicas, e pode até não ser para qualquer um, mas para aqueles que apreciam a sua inteligência e atitude, ele pode ser um companheiro ideal.

Origem da raça Basenji

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Basenji de olhar penetrante sempre alerta. (Créditos/Copyright: “By Dimedrol68/Shutterstock”)

O Basenji é uma raça tão antiga que foi identificada como raça base, fundamental para o surgimento das raças modernas no século XIX. Estudos recentes de DNA baseados em sequência de genoma indicam que o cão doméstico é geneticamente subespécies divergentes do lobo cinzento e derivado de uma população hoje extinta de antigos lobos Pleistocenos, sendo que o Basenji e o Dingo são ambos considerados membros do clã dos cães domésticos.

A terminologia do nome Basenji possui muitos significados entre as diversas tribos africanas. Os habitantes das tribos Azande e Mangbetu da região nordeste do Congo descrevem Basenjis, na língua local Lingala, como “mbwá na basɛ́nzi” — que significa “cães dos selvagens” ou “cães das pessoas do vilarejo”. No Congo, o Basenji é também conhecido por “cão de arbusto”, e pelos Azandes do sudeste do Sudão como “Ango Angari”.

Em Swahili, outro dialeto Bantu, do leste da África, “mbwa shenzi” significa “cão selvagem”, e outros nomes locais como “m’bwa m’kube” ou “m’bwa wamwitu”, que significam “cão pula-pula” em referência a sua tendência a pular para localizar suas presas. Já exploradores antigos chamavam os cachorros pelos nomes das tribos que os possuíam ou da área em que foram achados, como “Cães Zande” ou “Congo terriers”.

Os primórdios da raça

Originada no continente Africano, nas remotas florestas da África Central — no Congo, assim como também no Sudão e no Zaire —, cães do tipo Basenji viveram junto aos seres humanos por milhares de anos.

Cães muito parecidos com os Basenjis modernos, o Tesem, podem ser vistos esculpidos em relevo nas tumbas de faraós Egípcios, aos pés de seus donos, com a mesma aparência de hoje. Cães deste tipo eram originalmente mantidos para caça de pequenas presas perseguindo-as e depois as atraindo para as redes dos caçadores.

Os primeiros registros europeus que descreveram o tipo de cachorro desta raça datam de 1895. Estes cães locais, que os Europeus identificaram como uma raça única chamada Basenji, eram valorizados pelos locais pela sua inteligência, coragem, velocidade e curiosamente, pelo silêncio.

Um artigo publicado por Stanley Coren, Ph.D. chamado “The Intelligence of Dogs” (tradução livre: A inteligência dos cachorros) parece discordar com relação à inteligência do Basenji, pois ele ocupa a segunda mais baixa posição segundo o artigo neste quesito.

Alguns especialistas desmentem esta lista pois ela foca apenas na habilidade de ouvir um primeiro comando, ao passo que muitos cães de natureza independente como os Basenjis e os Afghan Hounds são na verdade mais inteligentes que raças obedientes por causa da sua habilidade de reconhecer quais ações os beneficiam e quais simplesmente agradarão outros.

O Basenji no Ocidente

Ao final de 1800 e início dos anos 1900 muitas tentativas foram feitas para levar o Basenji a Inglaterra, mas as primeiras importações tiveram muitos problemas de temperamento.

Foi só em cerca de 1937 que alguns exemplares voltaram para a Inglaterra e obtiveram sucesso se tornando a base (junto a outros exemplares vindo do Congo e Sudão) da raça fora da África. É bem provável que todos os outros Basenjis no Ocidente sejam descendentes destes originais importados.

Todas estas importações do início atraíram muita atenção e logo o Basenji foi parar nos Estados Unidos. Os primeiros filhotes nascidos e criados em solo americano datam de cerca de 1940, o Clube Basenji da América foi formado em 1942, e a raça foi reconhecida formalmente pela AKC em 1944.

A sua popularidade tanto para exposição como animal de estimação cresceu modestamente mas de forma estável. No entanto, em 1950, uma explosão em popularidade se deu por conta do lançamento de um livro e filme chamado “Goodbye, My Lady” em que um Basenji protagonizou.

A sua popularidade caiu bastante de acordo com a AKC, especialmente nos últimos 10 anos, e o hoje Basenjis são bem raros, por isso é provável que você tenha que ficar em uma lista de espera do seu criador se decidir que o Basenji é o cão ideal para você.

Aparência do Basenji

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Basenji e sua testa enrrugada que lhe empresta uma aparência intrigante. (Créditos/Copyright: “By Grisha Bruev/Shutterstock”)

O Basenji é um cachorro pequeno, suave e atlético com uma aparência única e elegante. Ele tem um andar distinto quase que uma marcha equestre. Basenjis são considerados cachorros “quadrangulares” – devem ser aproximadamente tão altos quanto longos. Eles possuem membros mais longos que os restos das raças primitivas, que dão mais velocidade e habilidade de desempenhar um galope de suspensão dupla. Suas patas são musculosas e retas, a linha superior às costas nivelada.

O pescoço é longo, a cabeça é plana, com uma testa enrugada e peluda. O focinho é mais comprido e o nariz preto, os olhos são pequenos, em formato de amêndoa, que vão desde castanho escuro a preto.

As orelhas são pequenas, eretas e abertas na frente, que ajudam a localizar a presa e podem agir como dissipadoras de calor. Os dentes se fecham em mordida de tesoura ou nivelados. As costas são curtas, os pés pequenos e a cauda é alta e curvada sobre as costas em um dos lados.

A pelagem deve ser bem curta, fina, brilhante e macia, para ajudar a lidar com o clima quente da África. As cores podem ser bem variadas e incluem cobre, vermelho (quanto mais escuro, melhor), preto, amêndoa, tricolor em combinações de preto, castanho e branco, ou preto, rajado e branco, preto e castanho, preto e rajado, e rajado — todos com patas brancas e marcas brancas no peito e na ponta da cauda. Ele pode ter ou não também uma “estrela” branca no centro da face, entre os olhos e um colar ao redor do pescoço.

Ambiente Ideal para o Basenji

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Basenji deitado confortavelmente na cama do seu dono.
(Créditos/Copyright: “By Yuri Kravchenko/Shutterstock”)

O Basenji pode muito bem viver feliz em um apartamento ou lar pequeno se for suficientemente e constantemente exercitado. Eles são bastante ativos dentro de casa, por isso o ideal é ter um acesso para o jardim, mesmo que pequeno. Apesar de se adaptar a altas temperaturas, o Basenji deve viver dentro de casa.

Ele gosta da companhia dos donos e se for relegado ao quintal sem companhia irá expressar a sua infelicidade de forma destrutiva. Além disso odeia água e climas muito úmidos. Basenjis adoram a companhia de outros cachorros da mesma raça e convivem muito bem juntos, já não se pode dizer o mesmo se a raça for diferente.

Temperamento & Personalidade do Basenji

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Basenjis costumam se dar bem juntos, sem brigas. (Créditos/Copyright: “By Rosa Jay/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Basenji precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Basenji cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Basenji apesar de estar no grupo dos cães primitivos, ele também é um “hound”, o que significa que é inteligente, curioso e independente, mas também energético, afetuoso e alerta. Ele é um “sighthound”, o que significa que qualquer movimento é percebido por ele, e por isso ele irá perseguir tudo que se mover ao redor dele — gatos, esquilos, coelhos e roedores, por isso não é confiável deixá-los sozinhos com estes pequenos animais, à não ser que eles tenham sido criado juntos e que se tenha certeza de que ele os reconhece como membros da família. Porém, o mesmo reconhecimento não se aplica à outros animais que estiverem do outro lado do muro ou da cerca do jardim. Ele não só adora perseguir animais como também é mestre em escapar.

Basenjis muitas vezes ficam apoiados nas suas patas traseiras, como uma espécie de suricato, ou debruçados sobre algo; sempre que curiosos sobre alguma coisa. Detestam os climas úmidos, possuem aversão à água, como os gatos, e gostam de escalar podendo facilmente se livrar de correntes e cercas.

Embora goste de agradar o seu dono, o Basenji não é do tipo que obedece ao primeiro comando instantâneamente. Ele primeiro pensa, depois decide se quer mesmo fazer aquilo que está sendo pedido. Ele provavelmente estará mais interessado em descobrir o que há no lixo, se a grama é mesmo mais verde do outro lado do muro, que gosto teria o seu aparelho celular.

Como deu para perceber, ele não é para qualquer pessoa ou alguém inexperiente. É preciso muita paciência e um enorme senso de humor para viver com um Basenji. Se você for muito apegado às suas coisas, não tenha um. Basenjis são muito espertos para conseguirem aquilo que desejam da maneira deles; podem ser exigentes e manipuladores, e irão facilmente seduzir o seu dono à submissão. Eles precisam de um dono que apresente autoridade natural, alguém que saiba impôr as regras e mantê-las.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Basenjis podem rapidamente de tornarem autoritários. O cachorro irá assumir o papel de líder do bando e problemas de comportamento irão surgir, especialmente se forem deixados sozinhos por longos períodos de tempo e sem o treinamento adequado.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa.

Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Basenjis equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Basenjis que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes que entendem o comportamento canino e os tratam de acordo e que fornecem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

Apesar do Basenji ser um tanto reservado, ele é capaz de criar laços fortes com seus donos, e costuma ficar especialmente ligado em uma única pessoa. Mesmo assim, o Basenji não é do tipo que o seguirá pela casa, como uma sombra. Ele saberá o que você está fazendo, mas não irá exigir atenção, ele tem uma agenda própria.

O Basenji é capaz de se dar bem com crianças, mas não é a melhor das companhias para brincar. Ele é veloz, cheio de energia, não cansa de brincar e gosta de provocar, mas pode ser estabanado demais. O ideal é que a criança entenda e saiba mostrar liderança com relação ao cachorro. E apesar de se dar muito bem com outros Basenjis, possui tendências a arrumar encrenca com outros cachorros — eles precisam ser expostos a diferentes pessoas, lugares, sons e experiências — desde cedo.

Se tratado de forma apropriada desde filhote, o Basenji pode ser um ótimo animal de estimação. O Basenji só tem dificuldades de comportamento se o seu dono for incompatível com ele.

O lado bom é que o Basenji é um cão de guarda excelente. Ele é alerta, territorial e nada amigável com quem não conhece, o que faz dele uma raça bastante desconfiada capaz de rosnar de forma ameaçadora para estranhos ou invasores, embora não perturbem com latidos quando há alguém na porta ou quando outro cão passa na frente de casa. O Basenji costuma circular em volta da pessoa ou animal quando se sente ameaçado.

E por falar na sua fama de silencioso, na verdade não é bem assim. É verdade que Basenjis não costumam latir, mas eles se comunicam de várias outras formas e barulhos, como grunhidos, gemidos, uivos e gritos, incluindo um latido que mais parece um canto tirolês, só para listar alguns dos barulhos estranhos que eles são capazes de fazer.

O Basenji perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Basenji

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Basenji banco e preto na floresta. (Créditos/Copyright: “By Rosa Jay/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Basenji à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Basenji que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Basenji não necessita de grandes cuidados ou manutenção. Ele possui o que chamamos de hábitos felinos quanto ao quesito de limpeza sendo capaz de se manter bastante limpo, por isso não tem odor e quase não irá precisar de banho.

Por falar nisso, o Basenji não é chegado à água, talvez apenas se estiver muito quente. O Basenji também é considerado excelente escolha para quem tem alergia, pois também não solta muito pelo. E falando em pelos, seus cuidados também são mínimos, apenas algumas escovações ocasionais com uma escova firme para remover os pelos mortos é o suficiente para mantê-lo com boa aparência e pelos saudáveis.

Saúde do Basenji

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Basenji repousando na cama se sentindo confortável. (Créditos/Copyright: “By Yuri Kravchenko/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Basenji, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas ortopédicos

Displasia coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Problemas oculares

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.

Membrana Pupilar Persistente (PPM) – Problema de caráter hereditário e muito comum na raça Basenji. Quando um filhote nasce, os olhos têm uma cor azulada. Esta cor é causada pelas membranas embrionárias que cobrem os olhos. Entretanto, à medida que o filhote cresce, as membranas se rompem e normalmente desaparecem entre quatro a cinco semanas de idade. Quando essas membranas não desaparecem eles se tornam conhecidas como Membranas Pupilares Persistentes, ou PPM.

Coloboma – Trata-se de uma malformação congênita, hereditária na forma de defeito ocular isolado que pode atingir diversas estruturas de um ou de ambos os olhos, tal como a íris, a coróide, a pálpebra, a retina e o nervo óptico. O coloboma resulta do fechamento deficiente da fissura embrionária, na fase intrauterina.

Dependendo de sua localização e extensão, o dano à visão poderá ser severo, ou não. Entretanto, quando se limita à íris, não causa maiores problemas, ao contrário do que ocorre quando a malformação atinge o nervo ótico e a retina.

Sistema Digestório

Gastropatia Hipertrófica

Trata-se de uma doença que acomete cães adultos da raça Basenji. É caracterizada por perda de peso, diarréia, pele seca, membranas pálidas, anorexia, pregas gástricas hipertróficas, intestinos palpáveis ​​cheios de líquido e gases, inflamação do cólon e, enfim, alças intestinais dilatadas.

Enteropatia Inflamatória Crônica

Distúrbio observado em cães da raça Basenji, conhecido também como enteropatia imunoproliferativa, ou doença do intestino delgado imunoproliferativa. Trata-se de uma condição digestiva inflamatória de má absorção progressiva nos intestinos que resulta em perda proteica, diarreia e perda de peso corporal. Pode ser causada por uma infecção bacteriana, trato gastrointestinal sensível ou, ainda que raro, câncer intestinal.

Sistema Urinário

Sindrome de Fanconi

A síndrome de Fanconi é uma coleção de anormalidades decorrentes do transporte defeituoso de água, sódio, potássio, glicose, fosfato, bicarbonato e aminoácidos dos rins. A reabsorção tubular prejudicada, ou seja, o processo pelo qual os solutos e a água são removidos do fluido tubular e transportados para o sangue, causa excreção urinária excessiva desses solutos.

Aproximadamente 75% dos casos relatados em estudos, ocorreram na raça Basenji. Presume-se, portanto, que seja uma característica herdada desta raça. Os sinais podem aparecer a qualquer momento da vida, entretanto, a maioria dos cães afetados desenvolve sinais clínicos aproximadamente de dois a quatro anos. Não há predileção por gênero.

Doenças Metabólicas

Deficiência de Piruvato Quinase (PK)

A deficiência de piruvato-quinase é uma doença metabólica hereditária que afeta os Basenjis. Primeiramente, a PK é uma enzima necessária para a produção normal de energia pelas células vermelhas do sangue. Sua deficiência causa, portanto, anemia e fraqueza, insuficiência hepática, densidade óssea anormal, sopro cardíaco e expectativa de vida reduzida.

Os cães afetados apresentam sinais entre 4 meses e 2 anos de idade, como gengivas pálidas devido à anemia. Além disso, apresentam letargia ou intolerância ao exercício. Os achados clínicos durante um exame veterinário incluem anemia severa, endurecimento dos ossos e aumento do baço e do fígado.

Doenças Endócrinas

Hipotireoidismo

O Basenji possui predisposição racial a Hipotireoidismo. Trata-se de um distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.
Outras observações.

O Basenji, assim como ocorre em todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

A expectativa de vida de um cachorro desta raça é de 13 a 14 anos. Entretanto, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Basenji

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Basenji correndo pelo quintal livremente. (Créditos/Copyright: “By DragoNika/Shutterstock”)

O Basenji é um cachorro ativo que precisa de exercícios físicos e mentais diariamente, pois além de ser primordial para o seu estado emocional e saúde física, o Basenji tem enorme propensão à obesidade e preguiça.

Alguns Basenjis se contentam com uma caminhada diária, já outros necessitam de formas mais entusiasmadas de exercícios como uma caminhada longa seguido de algum jogo vigoroso, ou uma corrida livre em área segura e cercada. Basenjis criados com crianças muitas vezes passam o tempo cansando um ao outro.

Durante as caminhadas e passeios, Basenjis devem sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que eles saibam quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à idade, condições de saúde e nível de atividade da raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Basenji

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Basenji em treinamento na coleira. (Créditos/Copyright: “By Grisha Bruev/Shutterstock”)

Comece o treinamento do seu filhote no primeiro dia que ele chegar em casa. Mesmo com cerca de 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo aquilo que você quiser ensiná-lo. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o treinamento dele e você terá um cachorro bem mais teimoso para lidar.

O treinamento do Basenji pode ser um desafio, pois eles são inteligentes e independentes. Métodos de treinamento devem ser variados e consistentes e as sessões curtas e divertidas para evitar o tédio, e não se surpreenda se ele dar um toque próprio ao seu treino ou tente te enganar de outras formas.

Seja firme, gentil, paciente e use reforços positivos que podem incluir recompensas, brincadeiras e elogios. A maioria deles é tão motivada por comida que são capazes de fazer tudo o que for pedido só para ganhar as recompensas. Mantenha o treinamento interessante, Basenjis desenvolvem audição seletiva se tiver algo mais excitante que chame mais a sua atenção.

Castigos severos não funcionam, ele ficarão mais teimosos, ressentidos e menos inclinados a cooperar, podendo até fugir. Ele detestam água, um borrifador ou garrafa d’água sempre à mão pode ser uma ferramenta útil para evitar a sua distração. Apesar de todos os desafios, Basenjis são ávidos para agradar e aprendem muito rápido devido a sua enorme inteligência.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Basenji, pois eles podem ser destrutivos quando não supervisionados, entediados ou mal exercitados, em seus esforços contínuos para se entreter.

O método não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Basenji é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)