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Sabujos e Farejadores

Basset Hound

O Basset Hound ou simplesmente Basset é uma das raças de cães mais reconhecidas no mundo pelas suas patas curtas e grossas, silhueta longa e baixa estatura, e ainda um dos mais populares entre todos os hounds.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Basset Hound

Origem: França
Data de origem: 1.800
Grupo de Raças: FCI Grupo 06 – Cães Sabujos Farejadores e raças Semelhantes / AKC Grupo de Cães Hound / Cães de caça.
Função original: cão de caça farejador.
Função atual: cão de companhia
Tamanho: porte pequeno
Altura: Fêmea de 28 cm a 36 cm / Macho de 30 cm a 38 cm.
Peso: Fêmea de 20 kg a 27 kg / Macho de 23 kg a 29 kg.
Cores: tri-colores de preto, marrom e branco, ou vermelho aberto e branco (marcas vermelhas em pelo branco), vermelho fechado de branco (vermelho sólido com pata e rabo branco) ou limão e branco.
Pelos: curto, denso e macio.
Manutenção: fácil, escovação semanal, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes: 15 ou mais filhotes de Basset Hound por cria, padrão de 8 filhotes.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, AC.

Introdução à raça Basset Hound

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Cães Basset Hounds juntos no gramado (Créditos/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

Criada para caçar pequenas presas através do seu extraordinário faro, o Basset Hound surgiu por volta de 1800 através do cruzamento entre o Bloodhound e o Beagle, adquirindo assim as características das raças como o pelo curto e a sua coloração.

O seu nome Basset origina do francês “bas” que significa “baixo” ou “anão”. Por ter sido criado originalmente para caçar, muitas das suas características possuem uma razão: suas orelhas longas e baixas se arrastam no chão e ajudam a farejar, enquanto a sua pele solta ao redor da face formam rugas que captam o cheiro de qualquer coisa que estiverem rastreando.

Por ser acostumado a caçar pelo faro, são farejadores potentes, perdendo apenas para o Bloodhound, investigando tudo por aí bem devagar. É um rastreador talentoso e determinado, e dificilmente se distrai, por isso tem a tendência a ser teimoso e lento. O Basset está entre as raças de temperamento mais tranquilos e de natureza boa. É amigável com outros cães, outros animais de estimação e crianças.

Costuma ser calmo, mas ainda precisa de exercícios regulares para manter-se em boa forma, pois adoram comer e ganham peso com facilidade. Possuem alta resistência, assim longas caminhadas diárias já são o suficiente para mantê-los saudáveis. A maioria deles vêm com uma combinação de branco, preto e marrom, com olhos escuros expressivos, testa enrugada e longas orelhas.

Origem da raça Basset Hound

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Basset Hound preto e branco no meio do gramado do parque. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

O Basset Hound é uma raça antiga que descende diretamente do Bloodhound Algumas fontes sugerem que a raça tenha sido originada de cães geneticamente anões, que foram resultado de crias de diferentes tipos de cães de caça do tipo hounds. A primeira menção ao cão Basset foi achada em um texto de um livro ilustrado de século XVI sobre caça, chamado “La Venerie”, escrito por Jacques du Fouilloux em 1585. Pelas ilustrações, parece que os primeiros Basset Hounds franceses se pareciam muito com o Basset Artésien Normand, uma raça canina muito conhecida na França.

Outros relatos dizem que os Bassets provavelmente descendem do St. Hubert Hound, o ancestral do Bloodhound de hoje, e que apareceu quando a mutação do St. Hubert produziu a espécie de patas curtas ou hound anão. Estes cães foram desenvolvidos no século XVII, no mosteiro de St. Hubert na floresta de Ardennes, durante a época da França Medieval, onde Abbot Hubert – hoje o santo patrono dos caçadores, arqueiros e guardas florestais – era um apreciador da caça.

Ele passava muito do seu tempo desenvolvendo novas linhagens de hound com habilidades poderosas de faro. Logo estes cães ficaram conhecidos por St. Hubert hounds e foram muito premiados na França e na Inglaterra. Por certo, uma linhagem de St. Hubert hounds tornou-se os Bloodhounds de hoje, e outra linhagem produziu um tipo de cão de patas curtas, movimentos lentos que logo tornaram-se os preferidos dos caçadores que caçam à pé à procura de pequenas presas.

As espécies anãs de patas curtas ocorrem em muitos cruzamentos e são conhecidas desde o início dos tempos, mas é difícil dizer a que ponto estes cães foram produzidos propositalmente e quais levaram ao Basset hound de hoje em dia. O fato de a palavra “Basset” ser derivada do francês “bas”, que significa algo “baixo ou anão”, pode ser uma das evidências mais concretas para esta teoria.

A raça foi primeiro apresentada em Paris em uma exposição de cães em 1863, e foi ali que a popularidade da raça começou. Popularidade esta que se espalhou para a Inglaterra e para os Estados Unidos na época colonial onde criadores começaram a desenvolver um cão que poderia servir tanto para caça, como para companhia e exposições, passando a ficar mais popular no início do século XX.

Ambiente Ideal para o Basset Hound

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Basset Hound filhote deitado no gramado. (Créditos/Copyright: “Robynrg/Shutterstock”)

Embora o Basset precise de muito exercício físico para manter a forma e canalizar a sua energia de caçador natural, pular e outras atividades que coloquem stress desnecessário nas suas patas da frente devem ser evitados. O Basset fica contente em viver em residências pequenas ou apartamentos, desde que sejam levados para caminhar diariamente e brincar ao ar livre. A raça pode ser bastante inativa dentro de casa, mas fora de casa são capazes de correr por horas a fio.

Temperamento & Personalidade do Basset Hound

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Basset Hound adulto junto ao seu amiguinho felino. (Créditos/Copyright: “Pap Kutasi Szilvia/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Basset Hound precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Basset cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

Quando jovem, o Basset Hound é extremamente ativo, muito agitado e brincalhão, sendo aconselhável sempre ter algo para que ele possa roer, mas quando adultos o seu comportamento se estabiliza tornando-se relativamente calmo, sonolento e preguiçoso. Porém, por baixo dessa expressão sonolenta, os Bassets são altamente inteligentes e aprendem rapidamente a manipular as pessoas usando linguagem corporal e abanando o rabinho. Mesmo assim, seu temperamento deve ser sempre amável, e nunca agressivo, mal-humorado ou duro, e só se comportará mal dessa maneira se for levado a pensar que é o líder da família.

Ele também é um tanto teimoso, por isso precisa de um dono firme, confiante e consistente que possua uma autoridade natural sobre o cão. Os cães precisam conhecer as regras da casa e os humanos mantê-las. Embora sejam extremamente leais, gentis, devotados, pacíficos, sensíveis, carinhosos, o Basset é um cão de personalidade forte, sendo muito impulsivo e ciumento, além de não aceitarem comandos facilmente.

Se o dono deixar que o seu cachorro se torne o líder da família, o animal acabará desenvolvendo vários estágios diferentes de mal comportamento, incluindo latidos excessivos, morder sem razão, comportamento agressivo e destrutivo. Embora não sejam características naturais do Basset Hound, são traços de um distúrbio comportamental muito comum em raças de cachorros de porte pequeno que chamamos de Síndrome de Cachorros Pequenos, que consiste no desencadeamento de uma série de comportamentos inadequados muitas vezes reforçados pelos próprios donos ao tratarem seus cães como se fossem crianças humanas e sem a liderança ou exercícios e estímulos suficientes, assim como regras que precisam ser seguidas junto à limites com relação ao que podem ou não fazer, coisa que a maioria dos cães necessita por instinto para se desenvolver de maneira saudável.

A maioria dos donos de cães de porte pequeno não costuma mostrar uma liderança adequada em relação aos seus cães, causando até um excesso de proteção. Todo esse mal comportamento pode ser alterado e corrigido se os donos passarem a demonstrar mais liderança e suas necessidades instintivas forem supridas. Com a liderança adequada, os cachorros podem se comportar bem com crianças de qualquer idade, assim como qualquer pessoa.

Por comerem muito, os Bassets gostam de aprender e fazer coisas em troca de comida. O treinamento pode ser mais desafiador, mas respondem bem se quem o treinar for paciente e gentil. Com o treinamento adequado costumam ser obedientes. Como foram criados para caçar em grupo, possuem grande espírito de equipe. Seu lema será sempre “quanto mais melhor”, por isso costumam ser bastante amigáveis mesmo com desconhecidos e sempre dispostos a fazer novas amizades.

Por esta razão, são muito indicados como animais de estimação para famílias com crianças, além de conviverem muito bem com outros animais de estimação. Recomenda-se que ele tenha a companhia de um outro animal de estimação, caso fique muito tempo sem a presença de seus donos, pois detestam ficar sozinhos, e acabam latindo e uivando quando isso acontece. Embora calmos dentro de casa, são alertas o suficiente para servir de cães de guarda apenas para alertar sobre algum perigo, mas não são agressivos o suficiente para fazer algo a respeito.

A raça também tem um instinto muito forte de caça e costuma iniciar perseguições a quase qualquer coisa que se mova, se detectar algum odor que lhe pareça interessante. Por isso, é recomendável sempre deixá-lo preso a uma guia quando passeando na rua, ou em jardim seguramente cercado. Eles também costumam latir muito quando querem algo ou quando não gostam de algo.

Costumam também murmurar e uivar alto para chamar a atenção. Canalize a sua habilidade de farejador participando de exercícios de rastrear, assim como outras competições caninas de caça, ou apenas o leve para fazer longas caminhadas todos os dias para mantê-lo saudável e feliz. Lembre-se que o Basset foi criado para caçar o dia inteiro, por esta razão não é assim tão fácil cansá-lo.

O Basset Hound perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Basset Hound

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Basset Hound em meio às folhagens de outono. (Créditos/Copyright: “Victoria Rak/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Basset à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva, cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao pethop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Com exceção de limpar suas orelhas e dobras faciais, além de limpar a baba que vai derramando por aí, os Basset Hounds são fáceis de se manter. A sua pelagem curta costuma repelir sujeira e água. Raramente precisam de banhos, uma boa escovação com escova de cerdas apropriadas, uma flanela ou uma luva para hounds é mais que o suficiente para manter o seu pelo em boas condições.

Os Basset Hounds costumam soltar pelos o ano inteiro, mas se você escová-los semanalmente, isso não será um problema. As orelhas do Basset são longas e se arrastam pelo chão, por isso podem ficar bem sujas. As infecções podem ser um problema, pois o ar não circula bem dentro do ouvido interno. Limpe o seu interior pelo menos uma vez na semana com a solução recomendada, limpe do lado de fora para remover qualquer sujeira, limpe as dobras e rugas da face com pano úmido secando tudo por inteiro, e cheque suas patas por machucados entre os dedos. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente.

Atividade & Exercícios do Basset Hound

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Basset Hound todo molhado se divertindo no rio. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Os Bassets são inativos dentro de casa, e adoram ficar deitados ao sol o dia inteiro, mas também apreciam caminhadas e passeios onde possam farejar tudo por aí. Não deixe que ele se torne um eterno preguiçoso. Para manter um Basset Hound saudável, deve exercitá-lo com uma boa quantidade de exercícios incluindo longas caminhadas para mantê-lo mentalmente estável e muitas oportunidades para correr livremente em áreas seguras e cercadas.

Como costuma ter uma forte tendência à obesidade, o exercício é necessário, mas evite atividades que exijam pular ou que coloquem muito stress em suas patas da frente, para que suas juntas não sejam lesionadas. A raça pode brincar e correr por horas se tiver a chance. E por causa do seu extraordinário faro, tendem a perseguir cheiros que acham interessantes, por isso esteja sempre atento, pois eles podem nem ouvi-lo chamar de tão focados no que estão tentando encontrar.

Ele é um cão versátil que adora participar de competições caninas, e outros esportes caninos. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Basset Hound

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Basset Hound filhote no gramado do parque. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Bassets são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Um dos problemas mais comuns entre a raça é a obesidade.

Não o super alimente, pois todo esse peso extra pode sobrecarregar as suas patas e espinha, causando problemas ainda mais sérios, como doença de disco invertebral, problemas de ossos e eventual paralisia, especialmente devido às patas curtas e o seu corpo longo. Por serem suscetíveis à inchar com o excesso de gás, é importante alimentá-los apenas de 2 a 3 refeições pequenas ao invés de apenas uma enorme refeição ao dia. O Basset ainda pode desenvolver outros problemas, incluindo glaucoma, trombose, doença de Von Willebrand, hipotiroidismo, luxação patelar, displasia de cotovelo e imunodeficiência combinada, uma condição que dificulta o sistema imunológico à lutar contra infecções.

Eles também são mais suscetíveis à infecções de pele, especialmente onde a pele se dobra e nas patas, e à infecções de ouvido devido ao fato de que o ar não circula bem no canal do ouvido. Os Basset Hounds costumam viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Costuma dar cria de no mínimo 6 a 10 filhotes; sendo que é comum ocorrer crias ainda maiores com cerca de 15 filhotes, com 8 sendo o padrão mais comum.

Treinamento do Basset Hound

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Basset Hound adulto sob a sombra de uma árvore descansando. (Créditos/Copyright: “sanjagrujic/Shutterstock”)

Esta é uma raça bastante sensível, portanto treinamento gentil e paciente é obrigatório. A consistência funciona melhor com esta raça teimosa. O Basset Hound possui a tendência a se perder por aí farejando tudo quanto é coisa que lhe pareça ter cheiro interessante, esquecendo do seu mestre, por isso técnicas divertidas é a melhor opção para mantê-lo entretido e atento aos seus comandos.

O processo deve ser feito com muita paciência e de forma ativa para mantê-lo interessado do início ao fim. Não costumam obedecer quando recompensas com comida não são oferecidas. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Ele também costuma ser mais difícil de ser treinado para viver dentro de casa, seja persistente e muito paciente ao ensiná-lo onde e quando fazer suas necessidades. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Beagle

O Beagle é uma raça de cães de pequeno e médio porte, de aparência muito similar ao Foxhound, porém menor, com pernas mais curtas, orelhas mais longas e macias e corpo sólido. Beagles são farejadores sabujos, desenvolvidos principalmente para o rastreamento de animais pequenos como coelhos, lebres e outros animais de caça.

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Ficha Técnica da raça Beagle

Origem: Reino Unido
Data de origem: 1.830
Grupo de Raças: FCI Grupo 06 – Cães Sabujos Farejadores e Raças Semelhantes / AKC Grupo de Cães Hound / Cães de caça.
Função original: cães de caça farejadores
Função atual: cão de caça e companhia
Tamanho: porte pequeno
Altura: Fêmea de 33 cm a 38 cm / Macho de 36 cm a 41 cm.
Peso: Fêmea de 9 kg a 10 kg / Macho de 10 kg a 11 kg.
Cores: dourado e branco, laranja e branco, vermelho e branco, tricolor
Pelos: curto, comprimento médio
Manutenção: fácil, escovar semanal, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Filhotes: de 2 a 14 filhotes de Beagle por cria, sendo 7 um padrão comum.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Beagle

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Beagle adulto parado na neve (Créditos/Copyright: “Alena Stalmashonak/Shutterstock”)

Os Beagles têm um olfato tão afiado e excelente instinto de rastreamento, além disso, Beagles são inteligentes e muito populares como animais de estimação por causa de seu tamanho, bom temperamento e ausência de problemas de saúde genéticos. Embora os cães da raça do tipo Beagle existam há mais de dois mil anos, a raça moderna foi desenvolvida no Reino Unido por volta de 1830 a partir de várias raças, incluindo a Talbot Hound, o North Country Beagle, o Southern hound e possivelmente o Harrier.

Os Beagles são representados na cultura popular desde a época elizabetana na literatura e na pintura e, mais recentemente, no cinema, televisão e quadrinhos, como o famoso cãozinho de estimação do popular personagem inglês, Charlie Brown, o Snoopy.

O seu tamanho pequeno permitia que fosse seguido à pé na hora de caçar, podendo até ser carregado e ainda cabia entre os arbustos sem se machucar. É também famoso pelo seu uivo melancólico que costumava ajudar os caçadores a localizarem-no à distância. Além disso, a sua personalidade amigável permite que ele se dê bem com outros cães sendo um excelente caçador em bando. Por esta razão também adora companhia, seja ela humana ou canina.

Beagles amam o ar livre e são ótimos companheiros de passeio, sempre bastante entusiasmados, uma excelente raça para crianças e adultos, sempre gentil, incrivelmente tolerante e sempre pronto para brincar. Eles são alegres e amáveis, mas como todo hound, podem ser teimosos também, por isso exigem paciência e treinamento com técnicas criativas. Com a quantidade de exercícios suficientes, pode se tornar um animal de estimação calmo e brincalhão. Nascidos para farejar, nada os fazem mais felizes que sair por aí atrás de algum cheiro interessante, podendo até ignorar tudo à sua volta.

Beagles também adoram comer, e fariam de tudo para achar ou acessar comida, por isso os treinamentos com recompensas de comida são excelentes opções para que obedeçam aos seus comandos. Se você for capaz de dar oportunidades à ele de usar o seu faro, mesmo que seja para sair por aí farejando durante caminhadas, levando para caçar ou treinando-o para competições caninas, o Beagle sempre será uma companhia maravilhosa. A melhor coisa sobre eles é que não importa o que façam, eles irão sempre lhe fazer rir – até mesmo quando forem levados.

Origem da raça Beagle

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Beagle no meio da floresta caçando (Créditos/Copyright: “Lunja/Shutterstock”)

Cães de tamanho e finalidade semelhantes ao do Beagle moderno foram encontrados na Grécia Antiga, do século V por volta de 433 a.C., no Tratado Sobre a Caça ou Cynegeticus, que referia-se a um cão que caçava lebres através do olfato e que as seguia à pé.

Cães de pequeno porte também são mencionados na legislação florestal de Canuto. Se verdadeiro, essas leis confirmam que cães do tipo Beagle estavam presentes na Inglaterra antes de 1.016, mas é provável que tais leis foram escritas durante a Idade Média para dar uma sensação de antiguidade e tradição à Lei das Florestas.

A origem da palavra “Beagle” é incerta, embora tenha sido sugerido que a palavra deriva do francês “begueule”, que significa “garganta aberta”: uma fusão entre bayer“aberto” – e gueule“boca”. Ou da palavra “beag”, que significa “pouco” e provém do Inglês Antigo, do francês ou do gaélico. Outras possibilidades incluem a palavra francesa “beugler” (que significa “baixo”) e a palavra alemã “begele” (que significa “repreender”).

Os primórdios da raça Beagle

No século XI, Guilherme, o Conquistador, levou a raça Talbot para a Inglaterra. O Talbot era predominantemente branco e lento, e originava do Cão de Santo Humberto, que havia sido desenvolvido no século VIII. Em algum momento os Talbots ingleses foram cruzados com Galgos ingleses dando-lhes mais velocidade. Há muito extinto, o Talbot provavelmente deu origem ao Southern Hound que, por sua vez, é considerado um antepassado do moderno Beagle.

Os primeiros Beagles datam de cerca de 1500, em que durante esta época, caçadores ingleses levavam bandos destes cães para caçar coelhos, lebres, codornas e outros animais de pequeno porte. A raça é capaz de caçar sozinha, em pares ou em bando, enquanto caçadores os seguiam à pé, podendo até carregá-los no bolso se fosse necessário.

Desde os tempos medievais, o termo beagle foi usado como uma descrição genérica para os cães menores, embora estes cães diferissem consideravelmente da raça moderna.

Raças de cães pequenos do tipo Beagle eram conhecidas desde os tempos de Eduardo II e Henrique VII, visto que ambos tinham matilhas de “Glove Beagles” (Beagles de luva), chamados assim devido ao tamanho suficientemente pequeno para caber dentro de uma luva. A própria Rainha Elizabeth I chegou a manter uma raça conhecida como “Pocket Beagle”, pequena o suficiente para caber em uma “bolsa” ou “alforje”, que costumava levar durante as caçadas.

Nesta época, durante as caçadas, os cães maiores iam presos à coleiras ao chão, em seguida, os caçadores libertavam os cães pequenos para continuar na perseguição pela vegetação rasteira. Normas para o “Pocket Beagle” foram elaboradas apenas em 1901, mas essas linhagens genéticas estão agora extintas, embora criadores modernos tenham tentado recriá-las.

Southern Hound X North Country Beagle

Por volta do século XVIII duas raças foram desenvolvidas para caçar lebres e coelhos: o Southern Hound e North Country Beagle (ou Northern Hound). O Southern Hound, um cão alto, pesado, com uma cabeça quadrada e orelhas longas e macias, era comum ao sul do rio Trent e, provavelmente, intimamente relacionado com o Talbot Hound. Apesar de lento, tinha força e uma excelente capacidade olfativa.

O North Country Beagle, possivelmente um cruzamento entre o Talbot e o Galgo, foi criado principalmente em Yorkshire e era comum nos municípios do norte. Era menor do que o Southern Hound, menos corpulento, com um focinho mais pontudo, mais rápido, mas de capacidades olfativas muito menos desenvolvidas. Com a caça à raposa cada vez mais popular, os dois tipos de hound diminuíram. Estes beagles foram cruzados com outras raças maiores, como Stag Hounds, para produzir o Foxhound moderno. Assim, as variedades do Beagle chegaram perto da extinção, salvas apenas por alguns agricultores do sul que mantiveram as raças pequenas de caça ao coelho.

A base para a raça Beagle moderna

Acredita-se que em 1.830 um reverendo de nome Phillip Honeywood estabeleceu a sua matilha de Beagles em Essex formando a base para a raça moderna de Beagles. Embora detalhes desta linhagem não tenham sido registrados, é provável que North Country Beagles e South Hounds foram fortemente representados; assim como há suspeitas de que Harriers também tenham contribuído para boa parte da linhagem dos Beagles. Os Beagles de Honeywood eram pequenos, e puramente brancos. O Príncipe Albert e o Lord Winterton também tinham matilhas de Beagles em torno desta época e o auxílio real, sem dúvida, levou ao renascimento do interesse pela raça.

Embora creditado como o desenvolvedor da raça moderna, Honeywood concentrou-se na produção de cães de caça e deixou para Thomas Johnson o trabalho de refinar a reprodução para produzir cães caçadores atraentes e capazes. Duas raças foram desenvolvidas: as variedades de pelo áspero e liso. O Beagle de pelo duro sobreviveu até o início do século XX e não há registros de um cão dessa variedade fazendo uma aparição em apresentações caninas desde 1969, mas esta variedade está extinta, provavelmente por ter sido absorvida pela linhagem padrão dos Beagles.

O Beagle padrão

Em 1840, um tipo de Beagle padrão estava começando a se desenvolver: a distinção entre North Country Beagle e o Southern Hound tinha sido perdida, mas ainda havia uma grande variação no tamanho, características e confiabilidade entre as raças emergentes. Em 1856, quatro variedades de Beagles foram classificadas no Manual de Esportes Rural Inglês: o Beagle médio; o Beagle anão; o Beagle raposa (a versão menor e mais lenta do Foxhound); e o Beagle terrier, classificada como um cruzamento entre qualquer uma das outras variedades com uma das raças terrier escocesas.

Em meados de 1887, a ameaça de extinção estava em declínio na Inglaterra. O Clube do Beagle foi formado em 1890 e, ao mesmo tempo, o primeiro padrão elaborado. No ano seguinte, a Associação de Mestres de Harriers e Beagles foi formada. Ambas as organizações tinham como objetivo promover os melhores interesses da raça e ambas estavam ansiosas para produzir um tipo padrão de Beagle.

O Beagle padrão americano

Beagles foram para os Estados Unidos por volta de 1840, mas os primeiros cães foram importados exclusivamente para caça e variavam em qualidade. Tentativas sérias de estabelecer uma linhagem de qualidade começaram no início dos anos 1870, quando o general Richard Rowett de Illinois importou alguns cães da Inglaterra e começou a criá-los. Os Beagles de Rowett são considerados os formadores dos modelos para o primeiro padrão americano, elaborado por Rowett, LH Twadell e Ellmore Norman em 1887. O Beagle foi aceito como raça pelo American Kennel Club (AKC) em 1884. No século XX a raça se espalhou pelo mundo.

O declínio da raça durante a Guerra

Em sua formação, a Associação de Mestres de Harriers e Beagles assumiu a gestão de um programa regular de apresentações em Peterborough que teve início em 1889 e o Clube do Beagle, no Reino Unido, realizou a sua primeira mostra em 1896. A exibição regular da raça levou ao desenvolvimento de um tipo de uniforme. O Beagle continuou a se revelar um sucesso, até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, quando todas as apresentações foram suspensas. Após a guerra, a raça novamente lutou pela sobrevivência no Reino Unido: o último dos Beagles Pocket provavelmente foi perdido durante essa época e os registros caíram para a maior baixa de todos os tempos.

Alguns poucos criadores conseguiram reavivar o interesse pelo cão e na Segunda Guerra Mundial a raça novamente ganhou popularidade. Os registros caíram novamente após o fim da guerra, mas quase imediatamente foram recuperados. Como cães de raça pura, Beagles foram sempre mais populares nos Estados Unidos e Canadá do que em seu país natal. O Clube Nacional do Beagle da América foi fundado em 1888. Na América do Norte a raça tem estado consistentemente entre as dez raças mais populares há mais de 30 anos.

O Beagle moderno

Hoje, os Beagles modernos são usados para uma variedade de caças, como coiote, cervos, e raposas. O seu faro poderoso e temperamento excelente fazem deles populares cães farejadores de drogas e produtos alimentícios contrabandeados. O Beagle de hoje é um cão tranquilo, mesmo com a sua forte natureza de caçador, e uma excelente escolha para cão de companhia. Além de estarem entre as raças de cachorros mais vendidas e mais populares do mundo.

Ambiente Ideal para o Beagle

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Beagle filhote brincando de mastigar folhas secas (Créditos/Copyright: “Easy Morning/Shutterstock”)

Os Beagles são muito energéticos, por isso não são muito adequados para locais pequenos, mas apesar disso, podem se contentar com uma pequena residência ou apartamento se tiverem oportunidades para correr e se exercitar de forma suficiente fora de casa. São bastante ativos e ficam mais felizes com um pequeno jardim cercado de forma segura, pois como são excelentes farejadores, costumam seguir cheiros interessantes sem parar até encontrar, por isso muitas vezes se perdem.

Além disso, são muito bons em escapar, por isso é importante estarem sempre na coleira ou seguros em local cercado devidamente. Preferem ficar na companhia da família e dormir dentro de casa, mas com acesso ao ar livre. Suportam climas temperados desde que tenham um local abrigado e quentinho para dormir à noite, de preferência perto de seus donos, pois não suportam ficar sozinhos no jardim e muito menos em canil.

Temperamento & Personalidade do Beagle

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Beagle filhote brincando com garotinha (Créditos/Copyright: “Easy Morning/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Beagle precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Beagle cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

O Beagle tem um temperamento calmo e uma disposição moderada. Ele é doce, gentil, corajoso e inteligente. Descrita em vários padrões de raça como “alegres”, eles são amáveis e geralmente não são agressivos nem tímidos. Eles gostam de companhia e embora possam ser inicialmente retraídos com estranhos, são facilmente conquistados. Por essa razão, eles não são muito adequados para servir de cães de guarda, apesar de sua tendência a latir ou uivar quando deparam com desconhecidos ou situações estranhas no seu dia-a-dia, o que os tornam bons cães de vigília.

Beagles são inteligentes mas por serem criados para longas caças, são obstinados e determinados, o que pode torná-los difíceis de treinar. Eles geralmente são obedientes, mas podem se distrair facilmente e ignorar ordens uma vez que detectarem algum cheiro diferente. Enquanto estão atentos, respondem bem ao treinamento, principalmente se houver recompensa por comida e são ansiosos para agradar, mas ficam entediados facilmente.

Os Beagles são uma raça excelente para crianças e essa é uma das razões por terem se tornado animais de estimação tão populares. Porém, são animais acostumados a ficar em bando, podendo ficar propensos à ansiedade de separação se forem deixados sozinhos por longos períodos de tempo ou sem a companhia de outro animal ou humano. Os Beagles também possuem uma voz “musical”, e costumam emitir vários tipos de sons. Eles irão uivar para sirenes, latir quando estão caçando e quando se deparam com algum perigo ou estranho à porta, mas não costumam incomodar à não ser que estejam entediados ou sozinhos. Por estarem acostumados à viver em bando, também costumam se dar bem com outros cães e outros animais de estimação de forem socializados da forma correta e desde filhotes.

Procure manter o seu Beagle ocupado com brinquedos, com a companhia de outro animal ou a presença da sua família ou dono.

Se o dono deixar que o seu Beagle se torne o líder da família, o animal acabará desenvolvendo vários estágios diferentes de mal comportamento, incluindo latidos excessivos, morder sem razão, comportamento agressivo e destrutivo. Embora não sejam suas características naturais da raça, são traços de um distúrbio comportamental muito comum em raças de cachorros de porte pequeno que chamamos de Síndrome de Cachorros Pequenos, que consiste no desencadeamento de uma série de comportamentos inadequados muitas vezes reforçados pelos próprios donos ao tratarem seus cães como se fossem crianças humanas e sem a liderança ou exercícios e estímulos suficientes, assim como regras que precisam ser seguidas junto à limites com relação ao que podem ou não fazer, coisa que a maioria dos cães necessita por instinto para se desenvolver de maneira saudável.

A maioria dos donos de cães de porte pequeno não costuma mostrar uma liderança adequada em relação aos seus cães, causando até um excesso de proteção. Todo esse mal comportamento pode ser alterado e corrigido se os donos passarem a demonstrar mais liderança e suas necessidades instintivas forem supridas. Com a liderança adequada, os cachorros podem se comportar bem com crianças de qualquer idade, assim como qualquer pessoa.

Os Beagles não são exigentes no que diz respeito ao exercício, e sua resistência inata não deixa que fiquem facilmente cansados, porém o exercício regular ajuda a evitar o ganho de peso ao qual a raça está sujeita. Embora Beagles sejam alegres e extrovertidos, e se adaptam a quase qualquer ambiente, também são muito levados, teimosos e determinados a conseguir o que desejam, especialmente se for comida. São ladrões de comida profissionais, e irão comer tudo que se parecer com comida ou até mesmo o que você nem imaginaria.

A personalidade do seu Beagle também será afetada pelo tipo de criador que produziu a raça. Os Beagles de criadores que produzem cães de caça são mais ativos, cheios de energia e demandam mais estímulos físicos e mentais. Não são muito adequados para ficar deitados ao redor da casa o dia todo. Os do tipo mais tranquilos geralmente vêm de criadores de cães para exposição.

O Beagle perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Beagle

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Beagle adulto deitado no chão de sua casa relaxando (Créditos/Copyright: “Easy Morning/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Beagle à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao pethop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente.

Os Beagles possuem uma pelagem dupla macia e densa que é resistente à água, e que o protege do frio e de lesões enquanto em atividade. Devem ser escovados com uma escova apropriada de cerdas médias ou luva adequada para hound (uma luva de borracha com protuberâncias na palma da mão) pelo menos uma vez na semana para retirar excesso de pelos mortos e encorajar o crescimento de novos. Os Beagles costumam trocar de pelos, mas por serem curtos não é tão notável. O pelo tende a ficar mais grosso no inverno, por isso caem mais durante a primavera.

Eles são do tipo limpinho e não costumam arrastar muita sujeira para si, por isso não exigem banhos frequentes, apenas o necessário. Por possuírem orelhas caídas, o ar não costuma circular bem dentro do canal do ouvido interno, por isso é mais suscetível à infecções. Para evitá-las, cheque suas orelhas pelos menos a cada 2 semanas por sinais de infecção e acúmulo de cera. Um jardim seguramente cercado é necessidade para quem tem um Beagle, pois eles são profissionais em escapar atrás de qualquer coisa que acharem interessante, mantenha-o sempre na coleira, com as devidas identificações e contatos caso se perca.

Atividade & Exercícios do Beagle

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Beagle em plena ação correndo no parque (Créditos/Copyright: “Adya/Shutterstock”)

Energético e cheio de vitalidade, o Beagle precisa de muito estímulo mental e exercícios físicos para canalizar tudo isso e ainda manter a forma. Beagles precisam de muitas oportunidades para correr, brincar, e gastar toda a sua energia. Eles adoram qualquer atividade, sejam elas longas caminhadas ao seu lado ou ao lado da sua bicicleta, corridas pelo parque, caçadas e jogos em que possam rastrear coisas por aí.

Considerando o fato de terem fortes instintos de caçador, mantenha ele sempre na coleira ou em jardim seguramente cercado, onde possa correr e brincar sem o perigo de sair por aí rastreando tudo podendo até se perder. Duas longas caminhadas na semana são o suficiente, e mantenha sempre a liderança ao caminhar com ele preso à coleira. Quando mais velhos, possuem a tendência a ficar preguiçosos, querendo ficar deitados pela casa o dia inteiro, mas devido à sua propensão à obesidade, não deixe que isso aconteça, procure mantê-lo sempre ativo para o bem da sua saúde e bom comportamento.

Ele é um cão versátil que adora participar de competições caninas de agilidade, e outros esportes caninos. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Beagle

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Beagle descansando no banco de um parque (Créditos/Copyright: “dezi/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Beagles são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Geralmente, os Beagles possuem uma das maiores longevidades caninas que varia de 10 a 13 anos, tempo de vida típico de um cão de seu porte.

Contudo, os Beagles podem estar propensos à epilepsia, podendo ser controlada com medicação. O hipotiroidismo e alguns tipos de nanismo também podem ocorrer, porém duas condições em particular são exclusivas da raça: “Funny Puppy”, em que o cachorro é lento para se desenvolver e, eventualmente, se desenvolve com pernas fracas, costas tortas e, embora normalmente saudável, propenso a uma série de doenças; e displasia de quadril, comum em Harriers e em algumas raças maiores, mas apesar de eventual raramente considerada um problema nos Beagles.

Beagles são considerados uma raça condrodistrófica, o que significa que eles também estão propensos a tipos de doenças do disco. Em casos raros, Beagles podem desenvolver artrite imunomediada poligênica (onde o sistema imunológico ataca as articulações), ainda quando novos, em que sintomas às vezes podem ser aliviados por meio de tratamentos com esteróides.

O ganho de peso pode ser um problema em cães mais velhos ou sedentários, que por sua vez pode levar a problemas cardíacos e articulares. Suas longas orelhas caídas podem não receber um fluxo de ar substancial ou prender o ar úmido podendo causar a infecções de ouvido. Beagles também podem ser afetados por uma série de problemas nos olhos como o glaucoma e a distrofia corneana. “Olho da cereja”, um prolapso da glândula da terceira pálpebra, e distiquíase, uma condição na qual os cílios crescem no olho, causando irritação, por vezes acontecem; ambas as condições podem ser corrigidas com cirurgia. Essa raça também pode sofrer de vários tipos de atrofia da retina, e falha do sistema de drenagem lacrimal podem causar olho seco ou vazamento de lágrimas no rosto. Como cães de campo e ativos, podem vir à ter a ferimentos leves como cortes e entorses. Ao correr livres, podem também apanhar parasitas, como pulgas, carrapatos, ácaros e vermes de colheita, e irritantes, como sementes de capim que podem ficar presas em seus olhos, orelhas ou patas. Beagles podem apresentar um comportamento conhecido como espirro reverso, em que soam como se estivessem asfixiando ou com respiração ofegante, mas na verdade estão apenas sugando o ar através da boca e do nariz. A causa exata desse comportamento não é conhecida, mas não é prejudicial ao cachorro.

Treinamento do Beagle

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Beagle filhote no gramado do jardim “xeretando” (Créditos/Copyright: “Peter Kirillov/Shutterstock”)

O Beagle é muito inteligente e adora agradar, o que o torna agradável treinar. Mesmo assim, por serem hounds, são teimosos e obstinados e tendem a perder interesse interesse rapidamente ao encontrar algo mais interessante, como sair por aí farejando algum cheiro diferente. Por isso, treinamento de obediência é muito recomendado. O Beagle treinado de forma adequada, de maneira consistente, paciente e firme, porém gentil é capaz de aprender rápido e com eficiência.

O segredo de um treinamento de sucesso é fazer com que tudo seja divertido. Nunca force um Beagle a fazer nada que ele não queira, à não ser que você ofereça pequenas recompensas como incentivo – comida é o melhor deles! Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. Consistência também é importante. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Sabujos e Farejadores

Leão da Rodésia

O Rhodesian Ridgeback, também chamado de Leão da Rodésia, é uma raça canina oriunda do Zimbábue e leva este nome em parte por causa do local onde foi originado, mas também devido ao seu pelo eriçado, uma crista lembrando um penteado moicano, que corre pela sua espinha.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Leão da Rodésia

Origem: Zimbábue, África.
Data de origem: 4.000 a.C
Grupo de Raças: FCI Grupo 06 – Cães Sabujos Farejadores e Raças semelhantes / AKC Grupo de Cães Hound.
Função original: cães de caça rastreadores/farejadores.
Função atual: cão de caça e companhia.
Apelidos: Ridgie, Cão Leão, Ridgeback, Leão Africano Hound
Tamanho: porte grande
Altura: Macho de 63cm a 69cm / Fêmea de 61cm a 66cm
Peso: Macho de 36kg a 41kg / Fêmea de 29kg a 34kg
Cores: cor trigo ou dourado claro à tons avermelhados.
Pelos: curtos
Manutenção: extremamente fácil
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos
Filhotes: de x a x filhotes de Leão da Rodésia por cria, sendo x um padrão comum.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, KCGB, CKC, RRCUS, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA

Introdução à raça Leão da Rodésia

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Leões da Rodésia adultos espalhados juntos pelo parque (Créditos/Copyright: “Frantisek Czanner/Shutterstock”)

A raça Leão da Rodésia foi criada pelo povo nômade africano Hottentots através de cruzamentos seletivos entre cães vindos da Europa para caça e para ser guardião. Um de seus ancestrais era semi-selvagem, usado para a guarda; fisicamente era de tamanho médio e com uma inversão de pelo no dorso. Fisicamente, esta é a sua maior característica, a sua crista, que veio da parte africana dos cruzamentos, ao passo que a européia contribuiu para o tamanho, o faro, a mordida, a velocidade e as cores atuais.

Acredita-se que esta raça tenha vivido no Egito Antigo, há 4.000 a.C, já que cães com “cristas” foram retratados em murais egípcios.

Versátil, pode ser usado como caçador de presas grandes e pequenas, como farejador policial, como um cão guia e como animal de tração. Além disso, possui um forte instinto protetor, podendo ser um verdadeiro leal guardião, mesmo que lata raramente. Ele é capaz de se colocar na frente da sua família antes de latir, rosnar ou atacar. Possui olhos expressivos que revelam o seu espírito sensível e inteligente.

Por ter um temperamento considerado dócil e fácil apesar do tamanho, destaca-se em treinamentos de obediência, apesar da sua teimosia nata. É excelente com crianças, mas um tanto espalhafatoso com as pequeninas por causa do seu tamanho. É bastante inteligente, independente, e poderoso; muitas vezes dominador. É reservado com estranhos e pode ser agressivo com outros cães e outros animais, mas tende a se dar bem com aqueles que vive junto.

Os Ridgebacks amam correr, sair para caminhar e brincar, e apesar de ser um rápido corredor, não precisa de muito exercício físico, pois tem um nível moderado de energia e é de fácil manutenção. Uma corrida no quintal ou caminhadas diárias na coleira com algumas visitas ocasionais ao parque ou praia é o suficiente. Quando estiver adulto, se você se esforçar em treiná-lo para atender quando chamado, poderá lhe dar mais liberdade.

Os hounds são conhecidos por não serem confiáveis sem coleira, e embora os Ridgebacks sejam um tanto melhores em comparação com os outros, não seria aconselhável à não ser que ele tenha sido treinado de forma adequada. Os Ridgies também adoram comer! E não há comida suficiente no mundo que os convença de estarem satisfeitos, e se deixar são capazes de comer até ficarem doentes. Por isso, é necessário dar uma atenção especial à sua dieta, aliada à muito exercício físico para evitar que ele tenha problemas com obesidade.

Origem da raça Leão da Rodésia

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Filhotes de Leão da Rodésia brincam juntos no gramado
(Créditos/Copyright: “Anke van Wyk/Shutterstock”)

O Leão da Rodésia originou-se no Zimbabue e foi muito usado como cão de caça, recuperador de presas, cuidou de crianças e guardou propriedades. Seu nome vem da sua característica principal: uma crista nas costas formada por pelos em direção contrária do resto da sua pelagem, quase como um penteado moicano.

Descendência Africana

O Leão da Rodésia descende de cruzamentos entre outros cães “Ridgebacked” importados por colonos de Boer nos séculos XVI e XVII, que originalmente eram criados por tribos da África do Sul, juntamente com outras raças como o Khoikhoidog, Mastife, Deerhound, Great Dane, Bloodhound, Pointer, Staghound e Greyhound, entre outras. Cruzando os seus cães europeus com outros cães de caça de tribos nativas acabaram produzindo esta raça com a característica notável ao longo da sua espinha dorsal.

Estes cães costumavam caçar tanto pela visão quanto pelo faro, e ainda eram protetores devotados de toda a família. Em meados de 1870, vários cães foram levados para a Rodésia para caçar leões, perseguindo o animal até que o caçador pudesse atirar. Os “cães leões” obtiveram tanto sucesso que logo se tornaram populares. Caçadores descobriram que, se usados em bando, eram excelentes caçadores para serem acompanhados à cavalo.

Os cães resistiam bem tanto ao calor Africano do dia como as noites frias, a água limitada e o mato áspero, comuns na savana africana, enquanto desempenhavam a tarefa de caça e de cão de guarda. Por volta de 1920, existiam tantos tipos diferentes de Ridgebacks na Rodésia, que uma reunião foi feita para decidir quais as características mais relevantes da raça poderiam servir de base para o padrão atual. O padrão da raça foi fixado na Rodésia, em meados de 1922, e todos aqueles que se enquadraram nos critérios foram chamados de Rhodesian Ridgeback ou Leão da Rodésia.

Da África ao resto mundo

A raça foi introduzida à Inglaterra em 1930 e nos Estados Unidos logo após. Em ambos os países, ganhou reconhecimento em meados dos anos 1950 e rapidamente atraiu muitos admiradores. Em 1980, a raça recebeu o seu reconhecimento como “sighthound” e se tornou elegível para competir em competições de raça. Hoje está entre as raças mais populares de hounds, por combinar habilidades de caçador, protetor e de companhia em seu porte imponente.

Aparência do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia adulto deitado na grama com sua crina característica à mostra (Créditos/Copyright: “Tatiana Katsai/Shutterstock”)

O Leão da Rodésia é um cão de estrutura bem equilibrada com uma aparência que denota força, agilidade e atletismo. É um cão de porte grande e musculoso, levemente mais longo que alto. O Leão da Rodésia ainda consegue combinar velocidade, poder e resistência. Os cães adultos desta raça são bonitos, aprumados e dignos. Possuem um pescoço forte e um peitoral moderadamente largo bastante profundo. Suas costelas são bem arqueadas e suas costas são firmes e fortes. Seus membros são musculosos e levemente arcados, e o rabo é forte na base afinando em direção à ponta.

Seus ombros são inclinados e os cotovelos junto ao corpo, as patas da frente são retas e ossudas, e as patas compactas com dedos bastante arcados. Possuem uma cabeça longa com um crânio plano que alarga junto às orelhas. A sua parada é pronunciada e o focinho longo, poderoso e profundo, podendo ser preto, marrom ou vermelho escuro, dependendo da cor da sua pelagem. A raça ainda pode vir com uma língua escura, às vezes. Os olhos são brilhantes, redondos e variam em cor, geralmente marrom, dependendo da cor do cão. Suas orelhas são de tamanho médio, penduradas do alto da cabeça, caindo sobre as bochechas, mais largas na base e afinando na ponta em formato arredondado.

A mandíbula é forte, bem desenvolvida com os dentes se fechando em mordida de tesoura. Porém, a sua característica mais notável é a sua crista nas costas formada por pelos que correm na direção oposta do resto. A sua pelagem é curta, lisa, densa, brilhante e tende à não ter cheiro. As cores podem ser trigo e tons avermelhados com um pouco de branco no peito e nas patas. Leões da Rodésia que vivem dentro de casa trocam de pelos ao ano e em menor quantidade, enquanto aqueles que vivem fora de casa tendem à ser mais sazonais.

Ambiente Ideal para o Leão da Rodésia

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Família de Leões da Rodésia, adultos e filhotes juntos no parque (Créditos/Copyright: “Sheeva1/Shutterstock”)

Os Leões da Rodésia podem viver bem em um apartamento ou residência pequena desde que possam se exercitar de forma suficiente. Eles podem ser relativamente calmos dentro de casa, mas preferem um bom jardim para brincar. Estes cães possuem uma enorme quantidade de energia, por isso apreciam qualquer oportunidade para se exercitar. Leões da Rodésia amam sua família humana e não gostam de ficar sozinhos no quintal ou canil, o ideal seria ter acesso à uma jardim seguro e cercado.

Eles costumam tentar escapar se entediados, por isso, além de se certificar de que a sua cerca ou muro não pode ser pulada, escalada ou cavada, mantenha o seu Rodésia ocupado com treinamentos, brincadeiras ou esportes caninos diariamente. Ele pode viver do lado de fora em climas temperados ou quentes, mas seria mais feliz se pudesse dormir dentro de casa, dividindo o seu tempo entre a casa e o jardim durante o dia.

Temperamento & Personalidade do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia jovem deitado na grama (Créditos/Copyright: “nancy dressel/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Rodésia precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Leão da Rodésia cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

Excelente caçador, o Leão da Rodésia pode ser feroz nas caçadas, mas em casa é calmo, gentil e obediente. É um bom cachorro, pois possui uma boa natureza. São inteligentes, corajosos, vigilantes, habilidosos e diretos, muito leais à sua família e ao seu dono. Eles possuem uma enorme quantidade de energia, pois foram feitos para resistir às piores condições climáticas, sem se cansarem.

Por esta razão, sem os exercícios e estímulos físicos e mentais necessários, podem se tornar tensos e incontroláveis. A raça precisa de um líder firme, confiante e consistente que possa dar ordens e regras ao para o cão seguir e limites para aquilo que pode ou não fazer dentro e fora de casa.

Donos passivos demais, ou que costumam tratar seus cães como gente ao invés de animais, terão problemas em controlar a raça, e até levando-os a ficar mais agressivos com outros cães. Esse é o tipo de comportamento conhecido por Síndrome do Cachorro Pequeno, uma condição muito comum em cães de porte menores, mas que sem a liderança ou tratamento adequados, acaba levando cachorros mesmo de porte grande, a ter os mesmos sintomas e a mesma série de comportamentos inadequados.

Eles também costumam ser muito bons cães de vigia, mas não cães de guarda. São muito protetores, mas não ferozes o suficiente para atacar. Contudo, o Leão da Rodésia possui um grande instinto caçador, o que significa que pequenos animais peludos ou gatos estranhos não serão bem vindos ao seu quintal. É melhor introduzi-lo a estes animais quando filhotes e socializá-los desde cedo para que não ocorram acidentes.

Ele pode ser reservado com estranhos, mas gentil e afetuoso com os membros da sua família. Com a socialização adequada, ele é capaz de fazer boas decisões e de vez em quando ainda protegê-lo de algum perigo.

O Leão da Rodésia perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, pesquise sobre a raça, considere todos os fatores antes de ter um cão, e procure saber como escolher o filhote ideal. Não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia adulto deitado no gramado (Créditos/Copyright: “Tatiana Katsai/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Leão da Rodésia à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao pethop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. O Leão da Rodésia é um cão fácil de cuidar. Ele costuma trocar os pelos, apesar de caírem pouco e os cuidados são mínimos. Uma rápida escovada na semana e um banho ocasional, é só o que ele precisa. Mantenha as suas orelhas limpas e secas, e procure o veterinário caso esteja coçando, vermelha ou com resíduos, ou se o cão está constantemente esfregando as patas nelas ou chacoalhando a cabeça com frequência.

Atividade & Exercícios do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia deitado nas pedrinhas da praia (Créditos/Copyright: “Tatiana Katsai/Shutterstock”)

Leve o seu Leão da Rodésia para caminhar por 15 a 20 minutos ou ofereça oportunidades para brincar diariamente e correr livremente em área segura e cercada por algumas vezes na semana. Por causa do seu forte instinto caçador, mantenha-o na coleira em locais abertos. Ele irá correr atrás de gatos, coelhos, ciclistas, não importa o quanto ele seja treinado. Muito ativo, brincalhão e energético, o Leão da Rodésia pode ser um excelente companheiro para correr e te acompanhar ao lado da bicicleta. Possuem grande quantidade de energia e adoram longas caminhadas ou corridas livres no parque ou na praia.

Se não obtiverem a quantidade de exercícios diários suficientes podem se tornar entediados, e ficar destrutivos, além de desenvolver vários outros problemas comportamentais. Além disso, deixá-lo sozinho no jardim, por horas, sem supervisão ou companhia, mesmo não estando entediado, pode ser perigoso. O Leão da Rodésia é muito inclinado a cavar enormes buracos para descansar na terra fria e confortável. Esteja preparado para dar-lhe parte do seu jardim ou aceitar o fato de ter uma cratera bem no meio dele. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos que devem ser tomados na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia brincando de roer algo (Créditos/Copyright: “Anke van Wyk/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Leões da Rodésia são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Leões da Rodésia são uma raça forte, altamente adaptável, que costumam aguentar mudanças drásticas de temperatura.

Mesmo assim, são suscetíveis à displasia de quadril e cotovelos; hipotiroidismo, uma condição em que a glândula da tiroide não produz hormônio suficiente; tumores e alguns tipos de câncer. Outros problemas em potencial incluem cataratas, atrofia progressiva da retina, entrópio e Dermóide, uma condição de pele fatal muito associada à raça. Uma abertura como se fosse um túnel entre a sua pele e a sua coluna – um defeito que pode causar sinais neurológicos, que podem ocorrer em qualquer idade.

Leões da Rodésia também costumam inchar muito mais que outra raças, uma condição em que o estômago distende com gás e pode se torcer, chamada de torção gástrica, cortando o fluxo de sangue causando até a morte. O Leões da Rodésia costuma viver por cerca de 9 a 11 anos, embora alguns vivam até 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Leão da Rodésia

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Leão da Rodésia brincando no parque (Créditos/Copyright: “dezi/Shutterstock”)

O Leão da Rodésia é bastante teimoso, por isso uma proposta de treinamento consistente é muito recomendável. Contudo, Leões da Rodésia possuem uma natureza sensível por baixo da sua aparência imponente, por isso métodos muito duros não funcionam com ele. São inteligentes e aprendem muito rápido, portanto treinamentos gentis, porém firmes são mais apropriados e mais propensos ao sucesso. Inicie o treino desde filhote, enquanto ele ainda for pequeno suficiente para lidar com ele.

Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. Ele deve ter um dono firme, que saiba dar ordens de maneira adequada. O treinamento deve ser consistente e direto. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios, brincadeiras e recompensas com comida. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Sabujos e Farejadores

Dálmata

O Dálmata é uma raça canina muito conhecida pela sua pelagem branca cheia de manchinhas, pretas ou chocolate apesar da sua origem e história não serem exatas e motivo de disputas: alguns historiadores reivindicam evidências encontradas no Egito Antigo; outros na Grécia Antiga; e outros na região da Iugoslava, além da província da Dalmácia, hoje Croácia. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Dálmata

Origem: Croácia
Data de origem: desconhecida
Grupo de Raças: FCI Grupo 6 – Sabujos Farejadores e Raças Semelhantes / Cão Apontador /
AKC Não-esportistas.
Função original: cão trabalhador, cão de resgate, cachorro de briga, cão pastor, cão de tração, caçador de ratos, e cão de circo.
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Dal, Cão pudim-de-ameixa, pau-manchado e Cão bombeiro
Tamanho: porte grande
Altura: Machos de 50 cm a 60 cm / Fêmeas de 50 cm a 55 cm
Peso: cerca de 25 kg
Cores: branco c/ manchas pretas, ou branco c/ manchas chocolate
Pelos: curto, liso, fino, lustroso rente à pele
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos
Filhotes: até 15 filhotes Dálmata em uma única cria.
Reconhecimento (Canil): ACA; ACR; AKC; ANKC; APRI; CKC; CKC; DRA; FCI; KCGB; NAPR; NKC; NZKC; UKC.

Introdução à raça Dálmata

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Dupla de Dálmatas filhotes brincando juntos no jardim (Créditos/Copyright: “Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock”)

A origem do Dálmata foi atribuída à nação Européia, e seus exemplares já foram utilizados para inúmeras tarefas desde a sua criação – guardar estábulos, escoltar carruagens, além de caçar pragas e pássaros, pastorear, servir como cão de resgate para bombeiros e trabalhar no circo.

A popularidade dos Dálmatas foi tanta que eles ainda ficaram mundialmente famosos através do cinema e da literatura, com o filme 101 Dálmatas – uma animação da Disney de 1961 que lhes rendeu fama internacional até os dias de hoje.

Mas, apesar de atrair muitos fãs, o Dal não é para qualquer um, muito menos para donos de primeira viagem. Embora os Dálmatas amem estar junto de seus donos para qualquer atividade e serem capazes de ser companhias maravilhosas, a sua enorme energia pode ser exaustiva.

A sua personalidade é tida como super ativa, brincalhona e dedicada. Ele adora correr e sair para vaguear, e precisa obter exercícios diários em áreas seguras para se comportar bem dentro de casa. Pode ser também um pouco agressivo com cães desconhecidos, mas geralmente se dão bem com outros animais de estimação e cavalos. Pode ser um tanto energético demais para crianças mais novas e tendem a ser mais reservados com desconhecidos, além de teimosos.

Dálmatas foram criados para correr por quilômetros ao lado de carruagens, evitando que outros cães interferissem com os cavalos, ajudando a afastar salteadores, tomando conta da carruagem nas paradas para descanso e adicionando um toque de elegância ao veículo com os passageiros aristocráticos, por esta razão o Dal ainda mantém um entusiasmo incansável.

O Dálmata é protetor do lar e da sua família e prefere viver em locais com bastante espaço para correr. Além disso, os Dals amam ficar perto das pessoas e devem viver dentro de casa. Deixar um Dálmata infeliz é renegá-lo ao jardim sem companhia humana. É importante que os Dals sejam parte da família em todos os momentos. Se estiver considerando um Dálmata, saiba que além de energético ele é super inteligente.

Eles precisam de treinamento desde cedo para estabelecer regras para comportamento, ou eles decidirão o que fazer. Eles podem ser teimosos, por isso o treinamento deve ser firme e consistente. Ao mesmo tempo, eles são sensíveis e não toleram métodos duros, sendo sempre necessária uma abordagem positiva com recompensas. Eles não costumam esquecer ou perdoar maus tratos.

É importante resslatar a incidência de surdez na raça, e exigências especiais quanto ao seu sistema urinário para evitar complicações de saúde. Sua dieta nunca deve ser rica em proteína, e ele deve ter sempre acesso a muita água.

Os Dals também soltam muito pelo, e precisam de escovações semanais para mantê-lo saudável e macio, além de evitar que os pelos soltos se espalhem pela casa. Com a sua energia e entusiasmo por jogos, você vai poder participar em vários tipos de esportes e atividades com ele. O Dal ainda adora atenção e possui um enorme desejo em agradar, por isso se dá bem em competições caninas como de obediência com o treinamento motivacional adequado, assim como em agilidade por ser uma raça bastante atlética.

O seu alto nível de atividade faz dele um excelente companheiro para quem gosta de treinar para maratonas, correr de bicicleta, e andar de skate. Ele ainda é capaz de desempenhar vários truques e exibir seus taletos – pois já foi cão de circo – tudo o que você pode ensinar, ele é capaz de aprender. E se ele ainda tiver a combinação perfeita de aparência e personalidade, ele ainda pode se dar bem nas exposições. O que quer que seja que você faça com o seu Dal, seja ele seu melhor amigo ou competidor, certifique-se de que com a combinação certa de exercícios, disciplina e amor ele será uma ótima companhia para a sua família.

Origem da raça Dálmata

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Dálmata adultona posando com seu melhor ângulo na floresta (Créditos/Copyright: “Sergey Fatin/Shutterstock”)

O Dálmata, famoso pelas suas manchas, é a raça que mais se destaca de todas as outras por causa da sua aparência inconfundível, mas sua origem é desconhecida e ainda gera muitas controvérsias.

Origem controversa

Apesar de haver evidências artísticas indicando uma origem antiga, não se sabe ao certo a época e o local de seu surgimento. Cães manchados são conhecidos ao longo da história da África, Europa e Ásia. Traços de cães manchados foram encontrados em baixos-relevos no Egito durante a era Helênica, o que faz dela certamente uma raça raça bem antiga. Cães manchados eram conhecidos por viajar com tribos nômades romanas, popularmente chamadas de ciganos.

O Dálmata pode ter obtido o seu nome durante uma das suas estadas na Dalmácia, um província da costa oriental do Mar Adriático, uma área hoje conhecida por Croácia, antiga Iugoslávia. Contudo, em 1700, um cão conhecido por Pointer de Bengala, similar ao Dálmata, existiu também na Inglaterra, derrubando talvez a teoria da origem Iugoslava.

Esforços para que a raça fosse reconhecida como Croata sempre foram rejeitados, até que em 1993, a FCI finalmente reconheceu suas raízes Croatas, embora ainda continuem desmentindo os direitos de patrocínio do padrão Croata sobre a raça. Já o Dálmata moderno foi sobretudo desenvolvido na Inglaterra. Entre seus ancestrais pode-se apontar o Great Dane Manchado ou Pointer, o que também é mera especulação.

Função original

Até mesmo a função original da raça é desconhecida, pois o Dálmata já foi usado para as mais variadas funções e nunca ficou sem emprego, embora nunca tenha se especializado em uma única área. Estas funções incluem cão de guerra, sentinela, cachorro de rinha, cão pastor, cão de tração, caçador de ratos e pássaros, e até mesmo cão de circo.

Na Idade Média, foi usado como cão de caça. Mas foi como cão de carruagens na Inglaterra Vitoriana em 1800 que ele se tornou tão popular. O cão de carruagem tinha função tanto prática como estética. Os Dals costumavam proteger os cavalos de ataque de outros cães e saqueadores, tomar conta da carruagem nas paradas para descanso e ainda davam um toque de estilo ao veículo que levava passageiros aristocráticos. Seguiam ao lado, na frente ou atrás da carruagem (posição considerada a mais elegante).

Atléticos, fortes e cheios de energia, eram capazes de aguentar facilmente quer seus donos estivessem em à pé, à cavalo ou na carruagem.

O Dálmata nos dias de hoje

Com a chegada do automóvel, o Dálmata perdeu seu lugar na sociedade e a sua popularidade caiu. Ele ainda continuou como cão de carruagem só que para carros de bombeiros puxados por cavalos, e até hoje possui uma afinidade natural por estes animais. Toda essa afinidade o levou para uma carreira diferente nos Estados Unidos. O Dálmata acabou se tornando um “cão de bombeiro”, correndo com os cavalos para incêndios, tomando conta dos equipamentos durante a brigada, e as vezes até resgatando pessoas de locais em chamas.

Quando tudo terminava, ele acompanhava o carro de bombeiros de volta à estação e ali ficava de cão de guarda. Sua brilhante colaboração e sua aparência distinta e elegante sempre garantiu que ele fosse visto como um cão de estimação e de exposição muito popular. Entretanto, foi o seu aparecimento em filmes infantis, como 101 Dálmatas – uma animação da Disney de 1961, que o transformou em uma das raças mais queridas da América e famosas nos anos seguintes. A AKC reconheceu a raça em 1888, e o Clube dos Dálmatas da América foi formado em 1905. Hoje, a maioria dos Dálmatas são cães de companhia e membros da família, mas muitos Corpos de Bombeiros ainda possuem Dálmatas como mascotes.

Aparência do Dálmata

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Dálmata jovem com sua pelagem linda (Créditos/Copyright: “David Porras/Shutterstock”)

O Dálmata é facilmente identificado pela sua pelagem branca manchada. Mas não são apenas as manchinhas que fazem do Dálmata um cão tão atraente, ele possui muitas outras características incríveis – o Dal é um cão de porte médio, de proporção quadrada e simétrica, atlético, de boa substância e musculatura, e enorme energia. Elegantemente construído e com uma silhueta e estrutura de corpo similar ao Pointer, o Dálmata é uma visão de agilidade e elegância. A sua expressão é sempre alerta e inteligente.

O seu crânio é tão largo quanto longo e reto no topo. O focinho é cerca do mesmo comprimento que a parada do crânio. Sua parada é moderada, mas bem definida. O nariz pode ser preto, marrom, cinza ou cinza escuro, quase preto. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura. Seus olhos, médios e redondos podem ser marrom, cinza ou âmbar. As orelhas são macias, afuniladas, altas e caídas afinando gradualmente em uma ponta arredondada. O peitoral é profundo, e a base da cauda é nivelada e fina na ponta. Os pés são arredondados com dedos arcados que se correlacionam com as cores das manchas de seu pelo. Seus pelos são curtos e densos, sedosos e finos. O topo da cabeça parece veludo de tão macio.

A pelagem é simetricamente branca com manchas redondas bem definidas. As cores podem variar entre branco com manchas pretas bem definidas ou marrom escuro que variam de tamanho e distribuem-se de maneira exata. As manchas são menores nas patas, cabeça e cauda. As manchas também podem ser limão, cinza escuro, tricolor, malhado, branco sólido, mas nem todas são aceitas em competições, apesar de se apresentar na raça. Quanto mais definidas e bem distribuídas as manchas, mas valioso é o cão nas competições. Os filhotes nascem brancos por completo e as manchas aparecem mais tarde, com o passar da idade.

Ambiente Ideal para o Dálmata

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Dálmata adulto em uma fazenda (Créditos/Copyright: “volofin/Shutterstock”)

O Dálmata não é uma raça ideal para apartamentos, à não ser que seja levado para caminhar ou correr por várias vezes consecutivas ao dia. Eles podem ser bastante ativos dentro de casa e preferem um local com um jardim de tamanho padrão. Não é adequado para ele viver do lado de fora em climas muito frios. Embora possam ficar do lado de fora da casa em climas amenos e temperados, precisam de abrigo, cama macia e mais que tudo, companhia humana. Por isso, é melhor que ele viva dentro da casa com os donos por perto e possa brincar no jardim quando desejar.

Temperamento & Personalidade do Dálmata

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Dálmata adulto deitado tranquilo no deck sob a luz do sol (Créditos/Copyright: “Steve Licata/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Dálmata precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Dal cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Criado para correr por muitos quilômetros acompanhando carruagens no passado, o Dálmata tem uma empolgação inesgotável, por isso exercícios e estímulos são obrigatórios para o seu desenvolvimento saudável e bom temperamento.

Ele é um companheiro divertido e impaciente, que precisa de muito exercício em área segura para se comportar bem em casa. Ele ama correr e adora poder perambular por aí. Não gosta de ficar parado sem fazer nada por muito tempo. Eles são brincalhões, alegres, tranquilos e muito dedicados.

O Dálmata gosta de brincar com crianças, mas se não forem bem estimulados tanto mentalmente quanto fisicamente podem ficar excessivamente muito agitados para crianças menores. Toda essa energia acumulada pode deixá-los instáveis e tímidos se não tiverem sido socializados de maneira suficiente.

Geralmente se dão bem com outros animais da casa, mas necessitam desta socialização desde filhotes, e sem a comunicação adequada com o seu dono, na qual o cão entende qual é a hierarquia na casa, podem se tornar agressivos e muito desobedientes.

Apesar de teimosos, eles amam chamar atenção e possuem um forte desejo de agradar, por isso é fácil treiná-lo através de métodos de esforços positivos com recompensas por comida, elogios e brincadeiras. O Dal é um cão inteligente, com muito senso de humor, e fará de tudo para fazê-lo rir. Em público, pode ser quieto e reservado, mas com sua família gosta de mostrar o seu lado brincalhão e divertido. Ele é cordial com convidados, mas será protetor se for preciso. O mais importante para ele é estar com a família.

Os Dals gostam de estar envolvidos em tudo que acontece na família. No entanto, o Dal precisa de muita liderança além da companhia humana. Ter um Dálmata significa dispensar a ele tempo, autoridade e energia que eles precisam.

Eles não ficam felizes se deixados sozinhos no jardim o dia inteiro, e costumam destruir coisas e cavar por todo lado. Eles podem ser bem difíceis de lidar se pressentirem alguma fraqueza ou passividade de seus donos ao se comunicarem com ele. Mas são treináveis a um alto nível de obediência. Se você conseguir dar a eles o que precisam instintivamente como caminhadas diárias onde ele deve estar sempre ao seu lado na coleira, nunca na frente, com uma liderança firme e consistente, eles se tornam excelentes animais de estimação.

Sem tempo e dedicação, assim como uma liderança necessária, o Dal pode se tornar muito difícil de lidar e destrutivo.

Esse é um dos motivos que levam o Dálmata a estarem na lista das raças caninas mais abandonadas. Pense muito antes de comprar ou adotar um cachorro, pesquise sobre a raça, há muitas coisas que se deve considerar antes de ter um cachorro. Se você for uma pessoa muito ativa que possui tempo e sabe como ser um líder, então o Dálmata é perfeito para a sua família.

O Dálmata perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Dálmata

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Dálmata ainda filhote brincando no gramado do jardim (Créditos/Copyright: “Annette Kurka/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Dálmata à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente.

E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Dálmatas são cães limpos com pouco odor ou nenhum, e sua pelagem ainda é repelente à sujeira. Mas tenha em mente que eles soltam bastante pelo, o ano inteiro. Escove-os semanalmente com uma escova macia para mantê-los macios e saudáveis e ainda evitar que se espalhem por todo lugar. Com escovações regulares, não será necessário dar banhos mais que 3 ou 4 vezes ao ano. Banhos muito frequentes removem os óleos essenciais da pele e dos pelos fazendo-os ficar secos e escamosos.

Atividades & Exercícios para o Dálmata

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Casal de Dálmatas correndo soltos pelo gramado (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

O Dálmata precisa de muitos exercícios e atenção regularmente. Ele precisa de muito mais que uma leve caminhada na coleira; ele pode ser uma excelente companhia para correr. Ele pode sanar suas necessidades com boas corridas e jogos vigorosos. Ele é um cão altamente energético e atlético capaz de correr por horas se tiver oportunidade. Uma corrida de 1/2hr ou 1hr diariamente é o mínimo que se pode dar a ele para suprir todas as suas necessidades.

Se ficarem entediados, ou não forem exercitados diariamente, podem se tornar destrutivos e começar a apresentar uma série de problemas comportamentais. Contudo, apesar de amar correr, podem perfeitamente se adaptar ao nível de atividades da sua família. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular a mente do seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Dálmata

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Dálmata jovem brincando de roer uma pinha (Créditos/Copyright: “Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Dálmatas são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Como algumas outras raças, o Dálmata está também predisposto à surdez; e deve ser testado com 5 a 6 semanas de vida. Aproximadamente, 8% deles costumam nascem completamente surdos e 22% a 24% nascem com pelo menos um ouvido surdo.

Todos os filhotes nascem com as duas orelhas fechadas, que devem abrir com 12 a 16 dias de idade. É também suscetível a pedras no sistema urinário, devido a níveis de ácido úrico altos, muitas vezes causados por bloqueio urinário. Uma dieta de baixa proteína pode prevenir maiores problemas no sistema urinário.

É essencial prestar atenção se o Dal está urinando regularmente e ainda fornecer a ele muita água fresca a todo momento. Eles também soltam pelos o ano inteiro, e podem sofrer queimaduras severas de sol por causa da sua coloração. Ele pode ter também alergias de pele, como alergia a fibras sintéticas de carpete ou móveis. Ele também costuma ter problemas de visão como displasia esfincteriana, uma doença na íris dos olhos que causa sensibilidade a luz, visão noturna pobre, cegueira total ou parcial e cataratas.

Além disso, há também o perigo de displasia de quadril e até paralisia da laringe. Lembre-se também que quando você leva um filhote para casa, você tem o dever de protegê-lo de um dos problemas de saúde mais comuns nos cães: a obesidade. Manter o Dálmata em um peso apropriado é uma das maneiras mais fáceis de prolongar a vida dele. Dálmatas costumam dar grandes crias, com mais de 15 filhotes, e podem viver cerca de 11 a 13 anos, alguns vivem até 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Dálmata

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Dálmata adulto nadando no rio (Créditos/Copyright: “DragoNika/Shutterstock”)

O Dálmata exige treinamento consistente. Eles respondem de forma positiva a elogios quando executam alguma tarefa ou trabalho bem. Dálmatas são muito sensíveis e costumam manter memórias por muito tempo — eles lembrarão dos maus-tratos se forem maltratados ou treinados de forma dura. Métodos duros não costumam obter sucesso, e correções consistentes e gentis são mais recomendáveis. O Dálmata possui um senso forte de hierarquia e é muito obstinado, por isso um treinador experiente é recomendado. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. Consistência também é importante, mas por ser super sensível ao tom de voz da pessoa, é importante tomar cuidado para não ser enérgico e agressivo com ele e colocar tudo a perder.

Eles não respondem bem à métodos duros e severos. O treinamento deve ser feito com firmeza, paciência, consistência, elogios e recompensas. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

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Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.
(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)