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Affenpinscher

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Affenpinscher

Origem: Alemanha
Data de origem: século XVII e século XVIII
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha e Boieiros Suiços / Terrier, AKC Toy
Função original: cão rateiro, caça, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Affen, Zwergaffenpinscher, macaco-anão, diabinho bigodudo
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 25 cm a 38 cm
Peso: de 3 kg a 3,36 kg
Cores: cinza, bege, preto e castanho e vermelho.
Pêlos: áspero, duro
Manutenção: fácil à moderada
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes: cerca de 3 a 8 filhotes, padrão de 5 filhotes de Affenpinscher por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Affenpinscher

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Affenpinscher de pelagem preta correndo pelo pasto. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Alguns historiadores acreditam que a raça descenda de terriers alemães de pêlo duro, que populavam os estábulos e mercearias do século XVII e XVIII na Europa; já outros afirmam que a raça descende de griffons belgas.

Levando em consideração o seu físico e personalidade, é provável que realmente Affens façam parte da linhagem dos terriers, muito embora sejam mais inclinados a socializar e se dar bem com outros animais de estimação.

Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

O Affen possui muitos apelidos. Na Alemanha ainda é chamado de “Zwergaffenpinscher”, que significa macaco-anão; e “diablotin moustachu”, que em francês significa “diabinho bigodudo”. Os apelidos até que lhe caem bem, pois o Affen é um cão de temperamento forte e cheio de atitude, apesar do seu tamanho pequeno.

Ele não tem medo de nada e nem de ninguém, é mal-humorado, corajoso e cheio de energia. Embora tenham este temperamento, normalmente são quietos, mas excitáveis, qualquer coisa ou alguém que lhes pareça ameaçador fará com que ele saia latindo. Uma vez alerta, leva tempo para se acalmar.

Ele leva à sério a sua missão de guardar o lar, familiares e território e não hesitará em alertar o bairro inteiro sobre alguém à sua porta. Com relação aos cães maiores, ele também não tem o menor senso e não hesitará em comprar uma briga. Neste caso, é essencial protegê-lo dele mesmo.

Com relação à sua família e amigos, Affenpinschers são amáveis e leais, adoram estar na companhia deles. Mesmo assim, não são muito recomendáveis para crianças menores. Eles não são lá muito fãs de crianças, e não hesitarão em mordê-las se provocados.

Isto deve-se ao fato de que Affenpinschers frequentemente guardam a comida deles e são protetores com relação aos seus brinquedos. Neste caso, a socialização frequente com outras pessoas e animais é essencial para o Affenpinscher crescer de maneira equilibrada.

Affens também aprendem tudo muito rápido e se ajustam imediatamente à mudanças, por isso podem ser ótimas companhias para viajar e estão sempre prontos para uma nova aventura. Mas é preciso lembrar que por compartilhar de uma suposta herança terrier, o Affenpinscher possui mente própria e é considerado teimoso.

Ele precisa de treinamento consistente desde cedo. Felizmente, ele está sempre ávido para aprender e agradar as pessoas quando é ensinado com técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida. E quando o assunto é treinamento, ele é mais fácil de lidar e mais obediente que muitas raças de companhia, muito embora sejam persistentes, curiosos e extremamente brincalhões por natureza.

Eles são travessos, é verdade, mas por serem rápidos e inteligentes, são responsivos aos comandos. Por causa da sua personalidade animada e propensão ao tédio, Affenpinschers gostam de variedade em suas rotinas. Mantenha o seu aprendizado e treinamento divertido, nunca forçado.

Exercícios são bons para qualquer cachorro, por isso o Affenpinscher também precisa de suas caminhadas ou qualquer outra atividade física diariamente. A sua habilidade atlética e inteligência faz dele excelente competidor em esportes caninos como agility, obediência e rally. Enquanto é tentador carregar este pequenino para qualquer lugar que se vá, resista ao impulso e deixe que ele seja um cachorro. Ele será mais feliz e muito mais bem comportado.

O Affen possui uma pelagem áspera com uma “capa” no pescoço e nos ombros, sobrancelhas tipo Groucho Marx e uma barba. Ele precisa de certa manutenção para manter a sua aparência desgrenhada porém asseada. E lembre-se, Affenpinschers são cães de companhia, por isso devem viver dentro de casa, nunca do lado de fora.

Eles são cães para famílias que apreciam suas palhaçadas, pois seu processo criativo nunca para de surpreender e entreter a todos. Affenpinschers são famosos por fazerem as pessoas rirem. O Affen é um personagem, e isso é parte do seu encanto. Considere a raça se estiver interessado em um cachorro pequeno que adora sair para apreciar a vista, é um excelente cão vigia e que vai sempre lhe fazer sorrir.

Origem da raça Affenpinscher

O Affenpinscher é uma das raças mais antigas dos cães de companhia e foi originado na Alemanha, com exemplos da raça datando do século XVII, embora documentações mais confiáveis datem do século XIX, mesmo assim a sua origem exata é desconhecida.

Pinturas de artistas holandeses do século XIV costumavam pintar cães pequenos barbados de pelagem áspera como prova de sua ancestralidade, mas não existem evidências mais definitivas. Alguns historiadores acreditam que a sua linhagem esteja linkada aos terriers ou aos griffons belgas. Mas a raça é derivada de um cão de fazenda provavelmente de tamanho muito maior.

Pequenos terriers adeptos ao extermínio de ratos eram abundantes na Europa central nesta época. Na Alemanha, eles eram usados para acabar com roedores em estábulos e cozinhas. Originalmente, o Affenpinscher era um animal de estimação usado para caçar ratos e alertar seus donos com relação à intrusos devido ao seu alto nível de atividade e comportamento energético.

Em algum momento, provavelmente no século XVIII ou início do século XIX, alguém teve a brilhante ideia de reproduzir a raça em tamanho menor, permitindo que a raça caisse na graça das mulheres, fazendo com que Affens se tornassem populares como cães de companhia.

Eles conservaram a habilidade rateira, e usavam isso para manter suas senhoras seguras, livres de ratos no lar, aquecer o colo delas e entreter a família com suas palhaçadas. A cidade de Munique foi o coração do início do seu desenvolvimento, mas a raça era também popular em todo canto na Alemanha. Eles também se tornaram muito populares em outras partes da Europa, incluindo a Grã-Bretanha.

Affens foram também cruzados com Pugs, Pinschers Alemães e um cão conhecido por Pinscher Sedoso Alemão. O tipo Affenpinscher também contribuíram para o desenvolvimento de outras raças, incluindo o Griffon belga e o Schnauzer Miniatura. É fácil ver a relação destas raças ao observar a pelagem e as faces bigodudas.

O nome “Affenpinscher” deriva da palavra alemã que significa “macaco” (‘Affe’), e “pinscher”, que significa “terrier.” Na França o Affenpinscher é conhecido por “diablotin moustachu”“diabinho bigodudo” — apelido que o descreve muito bem.

O Clube Pinscher foi fundado em Cologne em 1895, e o Clube Lapdog de Berlin começou a formular um padrão para o Affenpinscher em 1902, mas o padrão de raça definitivo não foi finalizado até 1913. Este padrão, traduzido para o inglês, foi adotado pela AKC e o Affenpinscher foi oficializado em 1936.

A Segunda Guerra Mundial quase destruiu a raça na Alemanha e nos Estados Unidos, mas cruzamentos com os Griffons Belgas a trouxeram de volta em 1950. Hoje Affens ainda são raros, e nunca foram uma das raças mais populares, mas quem os conhece sabe que eles são muito atraentes.

Aparência do Affenpinscher

Embora o Affenpinscher tenha uma estatura pequena, ele não é um cachorro delicado. O Affen possui um corpo quadrado, peitoral largo e membros robustos, retos e fortes. O pescoço é curto e arcado, sua cabeça é redonda com uma parada pronunciada, área de transição entre a traseira do crânio até o focinho.

A mandíbula inferior “undershot”, e larga o suficiente para que os dentes inferiores fiquem retos e nivelados, salientando abaixo do nariz curto e arrebitado. Seus olhos são negros, redondos e proeminentes com longas sobrancelhas e barba que lhe dão uma expressão alerta. Apesar de alguns países terem banido amputações, suas orelhas peludas são cortadas, eretas e pontudas, e a sua cauda é alta e normalmente amputada em cerca de ⅔ do tamanho original.

O Affenpinscher possui uma pelagem densa desgrenhada, de pêlos duros e ásperos. A pelagem interna é levemente ondulada. Os pêlos da face (tufos na cabeça, sobrancelhas e barba), pescoço, peito, estômago e patas são mais longos que do resto do corpo.

Uma vez que atingem a maturidade, a raça desenvolve uma juba de pêlos na área do pescoço. A pelagem serve de proteção em condições de tempo extremas. As cores são várias: preto, cinza, prata, castanho e vermelho — normalmente preto ou cinza escuro sólido, mas às vezes marcas castanhas e vermelhas são presentes.

Ambiente Ideal para o Affenpinscher

Affenpinschers ficam bem em qualquer ambiente. Eles não precisam de um jardim, e podem perfeitamente viver em apartamentos desde que façam suas caminhadas na coleira diariamente. Eles são ativos dentro de casa e brincalhões, e adoram brincar do lado de fora e cavar, apesar que climas quentes podem comprometer sua pelagem e dificultar a sua respiração — eles são sensíveis a climas extremos, como toda raça braquicefálica.

Temperamento & Personalidade do Affenpinscher

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Affenpinscher precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Affen cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Affenpinscher possui uma personalidade similar a maioria dos terriers, mas é uma raça equilibrada e forte — uma combinação de charme e determinação, com uma boa dose de coragem e ousadia. Eles são capazes de ter destreza e agilidade incríveis. Affenpinschers são curiosos, muito inteligentes e travessos.

O Affen é um cachorro afetuoso e altamente devotado que ama todo mundo da família sem reservas. Uma simples e rápida ida até a caixa de correio lá fora já é uma grande ocasião para celebrar o seu retorno na cabeça do Affen.

Ele está sempre pronto para uma aventura, seja uma viagem ao Alasca, uma caminhada ao redor do bairro ou correr atrás de um graveto no parque. Se você ainda tiver um estilo de vida ainda mais calmo, tudo bem para o Affen. Desde que ele esteja na sua companhia, ele estará feliz e ainda se adaptará a qualquer nível de atividade.

Ele também é divertido e capaz de entreter a todos. O Affen é brincalhão e adepto a usar suas patas para manipular brinquedos, andar sobre as patas traseiras e cantar em coro se tiver outros amigos Affens para cantar junto. Uma caminhada com ele é uma excelente oportunidade para vocês compartilharem qualquer descoberta interessante pelo caminho. O seu tamanho também é perfeito para viagens.

Em casa ou em público, ele é um protetor destemido, sempre alerta, porém completamente alheio ao seu tamanho. Ele sempre irá alertá-lo sobre a presença de um estranho ou qualquer outro perigo, mas não tem a tendência de latir demais.

No entanto, ele pode ser um tanto territorial com relação a outros cachorros e podem se meter em encrencas com os maiores, por isso é importante protegê-lo dele mesmo. Ele se excita rapidamente e demora para acalmar quando se vê diante de algo que o ameace. Ele pode se dar bem com gatos e outros animais de estimação, especialmente se forem criados juntos desde filhotes.

Porém, muitos Affens possuem um forte instinto de caça e podem perseguir gatos desconhecidos. A coragem de um Affen se estende também à sua falta de cuidado com relação a sua própria segurança. Ele é capaz de pular de camas altas no chão e escalar cercas para sentar-se em cima e apreciar melhor a vista. Forneça alguns degraus para que ele consiga subir e descer da mobília com segurança.

O Affen pode até amar a sua família, mas ele também pode ser muito teimoso para conseguir o que deseja à sua maneira. Eles são defensivos e territoriais quanto às suas coisas, comida, brinquedo e território, por isso a sua convivência com criança pequena não é lá tanto recomendável.

Por ser muito inteligente, a sua maneira de processar o pensamento pode te surpreender. Estas características significam que o Affen é desafiador mas gratificante ao ser treinado. Seja firme, consistente e paciente com ele, e o seu treinamento será um sucesso. Não esqueça de fornecer variedade também, para que ele não fique entediado.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Affens podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas que possuem cachorros de porte pequeno costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa.

Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Affenpinschers equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Affenpinscher que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Affenpinscher perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Affenpinscher

Comece a acostumar o seu Affenpinscher à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Affen que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca, pois como toda raça pequena, Affens tem problemas com doenças periodontais – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Affen possui uma pelagem desgrenhada que pode ser áspera ou macia, mas estas palavras podem ser um tanto enganosas. Um Affen de pelagem macia possui penugens nas patas e juba no pescoço. Os cães com pelagem mais áspera possuem pêlos com uma textura levemente mais macia e mais penugens.

Alguns Affens possuem pelagens intermediárias, mas seja qual for o tipo, o típico Affen vai sempre parecer limpo, mas um pouco descabelado. Ele sempre terá folhas ou pedaços de gravetos emaranhados nos pêlos toda vez que brincar no jardim, por isso ele precisa de uma certa manutenção para manter a sua boa aparência.

Arrancar os pêlos mortos faz parte do pacote quando se tem um Affen em casa. O Clube de raça americano de Affenpinschers possui um guia ilustrado de como manter suas pelagem da forma correta. Nunca corte seus pêlos curtos, pois arruinará a sua textura por anos. Deve-se escová-lo e penteá-lo semanalmente, de preferência de 2 a 3 vezes por semana. Use seus dedos para desfazer nós ou emaranhado.

Um condicionador em spray pode ajudar. Ocasionalmente eles terão pêlos que crescem no canto dos olhos e que podem causar irritação, remova-os imediatamente. Affenpinschers não costumam soltar muito pelo, mas alguns podem acumular ao redor da casa.

Saúde do Affenpinscher

Como acontece com todas as raças caninas, alguns indivíduos são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras. Porém nem todos os cães de uma determinada raça terão uma ou todas as doenças às quais estão predispostos. Entretanto, é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Problemas ortopédicos comuns

O Affen é uma raça bastante saudável, mas alguns cachorros podem desenvolver problemas ortopédicos como luxação patelar, uma condição nos joelhos muito comum em cães pequeninos. Trata-se de um distúrbio que ocorre quando a patela (constituída pela ligação entre fêmur, patela, e tíbia), não está alinhada adequadamente.

Além disso, tem predisposição a Doença de Legg-Perthes, que é comum em raças pequenas e muitas vezes pode até ser confundida com displasia coxofemural, ou seja, uma doença degenerativa que afeta os ossos causada, na maioria das vezes, por uma malformação na articulação do quadril.

Tendência a distúrbios respiratórios

Como toda raça braquicefálica, Affenpinschers podem vir a sofrer de problemas respiratórios em climas quentes e podem ter descargas oculares.

Tendência a distúrbios cardíacos

Murmúrios cardíacos também podem ser um problema causado por um defeito na corrente sanguínea através das aortas do coração. Nem todas estas condições são detectadas em um filhote, e é impossível prever se o animal estará livre destas doenças. Por isso é necessário encontrar um criador sério que esteja comprometido a criar os animais mais saudáveis possíveis.

Todos os cães possuem o potencial para desenvolver problemas genéticos de saúde, assim como todas as pessoas possuem potencial para herdar doenças. Recomenda-se perguntar a criadores quais problemas podem existir em suas linhagens. Um criador honesto sempre estará a disposição para discutir a saúde de seus cachorros, seja boa ou má.
Como prevenir

Criadores cuidadosos costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência, mas às vezes a Mãe Natureza possui outros planos. Um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

Avanços na medicina veterinária hoje garantem, em grande parte dos casos, uma qualidade de vida melhor. Portanto é importante sempre consultar seu veterinário de confiança e fazer consultas de rotina.

Lembre-se que depois de levar um filhote para casa, você tem a responsabilidade de protegê-lo de um dos problemas caninos mais comuns: a obesidade canina, inclusive uma das tendências da raça. Manter o seu Affenpinscher em um peso adequado é uma das maneiras de manter a saúde do seu cachorro.

Em geral, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com sua saúde. O Affenpinscher costuma viver cerca de 10 a 12 anos, e ter muitos filhotes por cria, cerca de 3 a 8, sendo 5 o padrão.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Affenpinscher

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Affenpinscher preto correndo pelo gramado. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é ativo e energético, mas suas necessidades físicas podem ser facilmente supridas com sessões de brincadeiras dentro de casa e pequenas caminhadas, diariamente. Eles também adoram quando tem oportunidades de correr livremente sem coleira. Eles tendem a escalar e latir, portanto supervisão é necessária quando estiver ao ar livre.

Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Affenpinscher

O treinamento para o Affenpinscher deve ser consistente e firme, pois como são teimosos, podem apresentar uma atitude autoritária. Ele aprende aos comandos rapidamente, mas não gostam de repetição — costumam se dar melhor com tarefas variadas para não ficarem entediados e se manterem interessados. Podem custar a serem treinados para fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Paciência é a chave do sucesso.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Affenpinscher. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Affen é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Boxer

O Boxer ou Deutscher Boxer em alemão, é uma raça canina oriunda da Alemanha do século XIX. Supostamente, seu nome deriva-se do movimento de “encaixotamento” que estes cães costumam fazer com suas patas da frente. Foram gerados através de cruzamentos entre cães alemães Bullenbeisser e cães semelhantes de Danzig, sendo o Buldogue inglês também um de seus antecessores. Originalmente, foram criados para serem cães de caça e de guarda, e ainda são muito usados em salvamentos, trabalhos policiais e militares. Leia mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Boxer

Origem: Alemanha
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossóides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão de caça, policial e militar, cão de briga, cão abatedor de touros.
Função atual: cão de guarda, policial, militar e companhia
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Macho de 56 cm a 63 cm / Fêmea de 53 cm a 61 cm
Peso: Macho de 27 kg a 32 kg / Fêmea de 24 kg a 29 kg
Cores: marrom, castanho, avermelhado, malhado com marcas brancas.
Pelos: curtos e lisos
Manutenção: mínima, escovar semanalmente, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 11 a 14 anos
Filhotes: cerca de 2 a 10 filhotes, padrão de 6.
Reconhecimento (Canil): FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CCR, CKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Boxer

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Boxer filhote e sua cara de bebê brincalhão. (Créditos/Copyright: “Michael Lofenfeld/Shutterstock”)

Os Boxers possuem uma aparência inconfundível e são os mais altos das raças de cara achatada e enrugada, como os Buldogues ingleses, Buldogues franceses, Pugs, entre outros. Sempre com uma expressão como se estivessem preocupados, porém desmentida pelo queixo quadrado, cabeça nobre e caminhar alegre, o Boxer é um cão de porte grande, musculoso com mandíbulas fortes e mordida poderosa. Boxers geralmente são em tons de marrom e malhados, assim como brancos.

O Boxer é brincalhão, exuberante, curioso, atento, demonstrativo, bobo, doce, travesso, muito devotado e super extrovertido; uma companhia perfeita para uma família ativa. Não é à toa que os Boxers estão entre as raças mais populares e mais vendidas do mundo. Os Boxers são considerados eternas crianças, e suas atitudes comparam-se muitas vezes à mentalidade de crianças de três anos. Por esta razão, costumam ser pacientes e muito brincalhões com elas, e ainda adoram fazer palhaçadas diante de familiares e amigos.

Embora de boa natureza, eles são desconfiados e cautelosos com estranhos, reagindo sempre com muita coragem diante de qualquer coisa que possa ameaçar as pessoas de seu convívio, mas nunca agressivos a ponto de atacá-los. Os Boxers são uma companhia leal e alegre, capazes de criar vínculos muito fortes com seus donos, além de estarem sempre prontos para uma caminhada ou brincadeira, ou até mesmo um tempinho com você no sofá.

O Boxer pode ser teimoso, mas sensível e responsivo aos comandos. Pode ser agressivo com outros cães, mas se dão bem com outros animais de estimação do seu convívio. O Boxer é uma escolha ideal e maravilhosa para quem puder treiná-lo de forma consistente, firme e respeitosa, e que tenha senso de humor e paciência. A raça também precisa de muitos exercícios para manter o seu espírito alegre e vívido – é o tipo de cão que pode causar muitos problemas se ficar entediado ou solitário. Contudo, o Boxer é capaz de participar em quase que toda atividade canina, incluindo agilidade, obediência, entre outros.

Origem da raça Boxer

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Boxer jovem de pelagem tigrada. (Créditos/Copyright: “Jana Behr/Shutterstock”)

O Boxer foi desenvolvido na Alemanha durante o século XIX. Seus antepassados foram duas raças alemãs da Europa Central, tipos de Mastifes e Buldogues que não existem mais: o enorme Danziger Bullenbeiszer e um menor conhecido por Brabenter Barenbeiszer.

Bullenbaiser significa “bull biter” ou “mordedor de touro” e estes cães foram usados para caça por séculos para caçar presas grandes como javalis selvagens, veados e pequenos ursos, que depois de capturados, eram segurados até que o caçador chegasse para matá-los.

O Boxer caçador

Para as caçadas, os alemães precisavam de um cão forte e ágil com uma mandíbula larga e poderosa e um focinho recessivo para permitir que o cão respirasse enquanto suas mandíbulas estivessem fechadas sobre a presa. Características muito similares eram exigidas em cães usados para abater touros, durante os famosos espetáculos de Bull-bating, um esporte muito popular em muitos países europeus. Na Inglaterra, o Buldogue era uma raça favorita para o Bull-baiting, enquanto na Alemanha eram os grandes cães do tipo mastife que eram usados para tais eventos.

“Bull-baiting”, que na tradução livre pode ser entendida como “isca de boi” é um termo usado para descrever a ação de amarrar um animal (geralmente urso ou touro) a um mastro para servir de isca, para depois ser atacado por este tipo de cão.

Com o tempo, os Bullenbeissers perderam seu trabalho nas cidades e começaram a ser usados por fazendeiros e açougueiros para guardar e conduzir gado. Os Boxers antigos eram usados como cães de luta, para abater touro, puxar carrinho, conduzir gado, e para caçar e segurar javalis e bisões até que os caçadores chegassem. Mais tarde, por causa do seu temperamento extrovertido, também se tornaram cães de teatro e circo.

Em cerca de 1830, os caçadores alemães começaram a se esforçar para criar uma nova raça, cruzando os seus Bullenbaisers com tipos de mastifes pelo tamanho, com tipos de terriers pela tenacidade e depois Buldogues. O resultado foi um cão ágil e durão com um corpo simplificado e uma pegada poderosa. Quando os abates ao touro se tornaram contra lei, os cães eram mais usados como cães de açougueiros na Alemanha, controlando gado em campos de abate.

O Boxer raça pura

Em 1894, três cidadãos alemães de nome Roberth, Konig, e Hopner decidiram estabelecer a raça e colocá-la para exibição em uma apresentação canina em Munique, sendo o clube da raça formado no ano seguinte. Foi quando em 1895, a raça completamente nova, deixou de ser cruzamentos entre raças para ser completamente estabelecida como raça pura.

A origem exata do nome “boxer” é um tanto obscura; pode ter derivado da palavra alemã “Boxl” que significa “calças curtas“, como eram chamados nas casas de abate ou por causa da tendência do cão de ficar sob suas patas traseiras e girar as patas da frente quando lutando ou brincando.

O Boxer Americano X Boxer Alemão

Em meados de 1900, a raça foi estabelecida como cão de utilidade pública, animal de estimação e animal de exposição. Os Boxers foram uma das primeiras raças a serem empregadas como cães policiais e militares na Alemanha. Em 1903, os primeiros Boxers foram levados apara os Estados Unidos, e assim foram criadas duas variações para a raça: o Boxer Americano e o Boxer Alemão, que possui cabeça maior e são mais musculosos que o Americano. Após a Segunda Guerra Mundial, em 1940, os Boxers eram alistados no serviço militar servindo como menssageiros, cães de ataque e de guarda. Após o término da guerra, soldados americanos voltaram para suas casas levando seus cães ajudando assim a propagar a sua popularidade.

O Boxer de hoje

O Boxer contemporâneo é muito gentil, amável, mais refinado e elegante que seus antecessores, mas ainda é muito forte, inteligente e corajoso. Eles possuem talentos variados para desempenhar muitas tarefas incluindo cão de guarda, policial e militar, busca e salvamento, competições de obediência, desempenho de truques, e ainda são excelentes cães de companhia.

Aparência do Boxer

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Boxer adulto tigrado e seu olhar irresistível. (Créditos/Copyright: “ana Behr/Shutterstock”)

O Boxer é exemplar na combinação de elegância e estilo com força e agilidade. A sua passada é sempre livre e de cobertura completa, sempre com porte orgulhoso. O corpo atarracado do Boxer é compacto e poderoso com seus ombros em declínio, músculos definidos e proporções quadradas, tudo com boa substância e excelente musculatura.

A sua cabeça é característica, em proporção ao corpo, e seu crânio arcado. O focinho é curto e brusco com uma parada definida e expressão alerta. O nariz é grande e preto com grandes narinas. A mandíbula possui uma mordida que curva-se para cima e se estende sobre a mandíbula de cima, sendo que nem os dentes e nem a língua é vista ao fechar-se. Os olhos são marrom escuros, as orelhas são altas, cortadas ou mantidas naturalmente caídas.

Quando cortadas costumam ficar em pé e ser pontudas, quando deixadas ao natural as orelhas são finas, caindo para frente ao lado da cabeça. O seu pescoço deve ser redondo, forte e musculoso. As patas traseiras e da frente são musculosas, retas e paralelas quando vistas de frente. O rabo é alto e amputado na maioria das vezes.

A sua pelagem curta, macia e brilhante, rente à pele pode ter cores variadas incluindo castanho, malhado, marrom avermelhado e preto com marcas brancas que geralmente aparecem na barriga ou nas patas e não devem cobrir mais que 1/3 dos pelos. Às vezes, as marcas se estendem no pescoço ou na face, que possui uma máscara preta, com uma lista branca indo do focinho até os olhos.

Ambiente Ideal para o Boxer

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Boxer dentro do carro e sua cara engraçada. (Créditos/Copyright: “onixxino/Shutterstock”)

Boxers podem ser felizes em casas pequenas ou apartamentos se forem exercitados da forma adequada e suficiente. São ativos dentro de casa e seriam mais felizes se tivessem acesso a um jardim de tamanho apropriado. Os Boxers são sensíveis à temperaturas, e por causa da sua propenção a sentir frio em climas muito gelados e esquentar demais em climas muito quentes, ele viveria melhor em lugares onde os climas são temperados. Boxers não costumam ser bons nadadores, mas podem ser ensinados a ficar confortáveis na água.

Por ser uma raça Braquicefálica, como os Buldogues, seus narizes e pelos curtos não o tormam adequados para viver fora de casa, eles não são capazes de esfriar o ar de seus focinhos de forma eficiente durante o verão, e o seu pelo curto não é capaz de mantê-lo suficientemente quente durante o inverno.

Temperamento & Personalidade do Boxer

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Boxer adulto cuidando do seu bebê no sofá. (Créditos/Copyright: “Africa Studio/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Boxer precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Boxer cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

O Boxer é feliz, espirituoso, brincalhão, curioso e energético — verdadeiros palhaços. Altamente inteligente, ávido e rápido para aprender, o Boxer é um bom cão para obediência competitiva. Está sempre em movimento e se identifica profundamente com seus familiares. Leal e afetuoso, os Boxers são conhecidos pela forma como agem com as crianças. Um boxer bem criado e bem socializado também pode se dar bem com outros animais de estimação.

Outros animais como roedores, patos, galinhas e outros animais de fazenda podem ser uma tentação, contudo, podem ser ensinados a conviver, mas mesmo assim não é recomendável deixá-los sozinhos. A natureza do Boxer é proteger o seu dono, a sua família e a sua casa. Visitantes serão bem vindos, mas estranhos ou qualquer perigo merecem atenção. Eles só se comportam com agressividade em defesa da sua família e da casa.

A raça é conhecida pela sua coragem e costuma ser boa para cão de guarda, por isso eles são muito usados em trabalhos militares e policiais. Por serem muito destemidos, são também muito alertas e possuem um alto senso de audição. São extremanete atléticos, até mesmo quando mais velhos. A raça necessita de caminhadas diárias, exercícios físicos e estímulos mentais diários. Sem eles, o Boxer pode se tornar tenso.

Estão sempre prontos para brincar ou trabalhar, mas precisam de liderança humana. Ensine o seu Boxer a não ser afoito e pular nas pessoas. A raça precisa de um dono dominante. O treinamento deve começar desde filhote, ser firme e consistente, com o objetivo de atingir a liderança do bando. Se não forem levados à sério podem se tornar sorrateiros, exigentes, violentos e difíceis de se lidar. Qualquer sinal de dominância deve ser corrigido prontamente de forma calma, porém firme e confiante.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

Os Boxers também possuem uma extraordinária necessidade de companhia humana e não gostam de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Por esta razão, não são adequados à pessoas que passam muito tempo fora de casa. Atenção de menos pode levá-los à um “mal” comportamento para ser notado. Com estrutura, disciplina, muitos exercícios e estímulos mentais, o Boxer pode ser o cachorro dos seus sonhos, e sem isso pode se tornar um pesadelo. A quantidade de problemas que um Boxer entediado pode trazer é além da nossa mais fértil imaginação, não dê oportunidades à ele para mostrar à você do que é capaz.

O Boxer perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Boxer

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Filhotes de Boxers dormindo juntos. (Créditos/Copyright: “cynoclub/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Boxer à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções.

Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Os pelos do Boxer exigem manutenção mínima. No geral, os Boxers são limpos e até conhecidos por se auto-limparem como gatos. Soltam um pouco de pelo, mas nada que uma escovação com escova firme e uma luva de borracha não possa controlar. Você pode melhorar ainda mais o brilho natural da sua pelagem esfregando com um pano de chamois semanalmente. Dê banhos apenas o necessário, para não remover os óleos naturais da sua pele. Evite o excesso de banho também.

Atividade &Exercícios do Boxer

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Boxer filhote no parque. (Créditos/Copyright: “Dora Zett/Shutterstock”)

Ofereça ao seu Boxer muitas oportunidades para ele se exercitar, de preferência diariamente para evitar o mal comportamento. Um Boxer cansado é um bom Boxer. Eles costumam ser muito ativos, ágeis e atléticos, e adoram trabalhar e se exercitar o dia todo. Boxers adoram brincar e ficar do lado de fora da casa correndo no jardim. Para manter os seus músculos em forma e satisfazer a sua necessidade de exercícios, planeje brincar ou caminhar com eles por duas vezes ao dia e por pelo menos 30 minutos.

Brinque de jogar coisas para ele buscar e trazer de volta, leve-o para caminhar ou correr, ou se involva em atividades caninas esportivas. É importante mantê-lo estimulado e ocupado para evitar maiores destruições quando entediados. Boxers solitários e entediados podem ser destrutivos e estressados.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos ao exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cachorro, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Boxer

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Boxer bicolor adulto deitado no tapete da sala. (Créditos/Copyright: “Michael Lofenfeld/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Boxers são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. O Boxer é um cão de saúde frágil, o que resulta em uma expectativa de vida abaixo da média se comparado a outra raças similares.

Isto deve-se a uma condição chamada caudectomia que gera alterações nas vértebras do animal ao redor do osso sacro; o câncer vitimiza mais Boxers que qualquer outra raça canina; sua face achatada típica de raças Braquicefálicas gera dificuldades respiratórias; e as doenças cardíacas também são outra preocupação. Podem também desenvolver alergias de pele, e alguns são suscetíveis a eplepsia, artrite, displasia de quadril, problemas nos joelhos e costas. A raça também costuma babar bastante e roncar.

Possuem flatulência excessiva, especialmente se injerir outros alimentos que não sejam os apropriados aos cães. Uma dieta apropriada é essencial devido ao seu estômago sensível e a sua tendência a flatulência excessiva. Os Boxers também são bastante suscetíveis ao inchaço de estômago, sendo que alguns Boxers albinos também são sujeitos a surdez. Mesmo com todas estas condições, os Boxers costumam viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo.

Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Boxers costumam permanecer em forma e atléticos até velhos, podendo ter de 2 a 10 filhotes por ninhada.

Nota importante: Boxers não toleram a maioria das drogas sedativas geralmente dadas por veterinários, como acepromazine, que podem causar aritmia cardíaca podendo levar ao colapso ou infarte.

Treinamento do Boxer

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Boxer adulto pendurado no portão fazendo cara de “coitadinho”. (Créditos/Copyright: “atikinka/Shutterstock”)

O Boxer é inteligente e capaz de aprender muito rápido, mas nem sempre levam o treinamento à sério. Treinamento de obediência é essencial. Eles precisam de um dono dominante capaz de controlá-los com firmeza, consistência e respeito, mas não costumam responder bem a métodos de treinamentos duros. O seu treinamento é essencial, pois como ele é grande e forte pode até derrubar pessoas e machucá-las, especialmente crianças. Ele precisa saber controlar as suas ações.

O seu temperamento tem um papel importante no seu treinamento. Ele é alegre e excitante, e um tanto levado, por isso para fazê-lo levar o treinamento à sério é necessário começar desde cedo usando métodos firmes, consistentes e motivação positiva em forma de elogios e recompensas, brincadeiras e comida. O seu Boxer notará toda vez que você o deixar fazer algo e sempre irá testá-lo para ver até onde ele pode ir com você. Antes de começar o treino, acalme-o com uma caminhada energética ou sessão de brincadeira antes, isso ajudará a focar melhor no treino depois que esgotar um pouco da sua energia.

Os Boxers também são ótimos em obediência competitiva e adoram aprender truques. É também ideal para várias atividades esportivas. Apesar da teimosia, aprendem rápido e respondem bem aos comandos. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Paciência é a chave para o treinamento de sucesso.

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Bulmastife

O Bulmastife ou Bullmastiff é uma raça canina oriunda do Reino Unido. Os cruzamentos seletivos que geraram esta raça iniciaram-se no século XIX, devido a necessidade dos guardas florestais por um cão ágil e silencioso o bastante para surpreender caçadores ilegais em suas reservas, e se fosse preciso atacá-los e segurá-los ali sem machucá-los até que providências pudessem ser tomadas. Leia mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Introdução à raça Bulmastife

Origem: Reino Unido
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossóides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão de caça, policial e militar, cão de briga, cão abatedor de touros.
Função atual: cão de guarda, policial, militar e companhia
Tamanho: porte grande
Altura: Macho de 63 cm a 69 cm / Fêmea de 61 cm a 66 cm
Peso: Macho de 50 kg a 60 kg / Fêmea de 45 kg a 54 kg
Cores: marrom, castanho, avermelhado, malhado com marcas brancas.
Pelos: curtos e lisos
Manutenção: mínima, escovar semanalmente, banho ocasional.
Expectativa de vida: abaixo de 10 anos
Filhotes: cerca de 4 a 13 filhotes, padrão de 8.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Bulmastife

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Bulmastife filhote deitado no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

Para obter o Bulmastife foram cruzados o Buldogue e o Mastife, que lhe deram força, resistência, velocidade, estado de alerta, agressividade e ferocidade.

Fisicamente sua pelagem é curta, densa variando em três colorações: tigrado, fulvo e vermelho. O Bulmastife é ainda descrito como um cão inteligente, protetor e poderoso, o que também o torna um companheiro leal para a família e um excelente cão de guarda. Apesar do seu tamanho e da sua aparência intimidante, o Bulmastife é capaz de ser gentil, doce, calmo, quieto, muito devotado e afetuoso. Seu tamanho, no entanto, requer a prática de exercícios constantes, porém em quantidade moderada apenas para que ele não se torne entediado, fique agressivo e ainda possa se manter em forma.

Apesar de adorar atenção humana e ser super devotado a todos, especialmente crianças, o Bulmastife não é divertido e brincalhão o suficiente, podendo até as vezes assustar, machucar ou derrubar as pessoas sem querer. É importante socializá-lo desde cedo para que ele se torne um cachorro comportado. O Bulmastifer precisa de donos firmes, porém amáveis, nunca frágeis e tímidos.

Com o Bulmastife é preciso saber impôr suas regras desde filhote, com treinamento firme e consistente e o expô-lo a todo tipo de pessoa e situação para desenvolver o seu senso comum e instintos para amenizar a sua força e encorajar a sua bondade.

Eles podem até viver em apartamentos, mas por serem grandes, são do tipo que preferem casas com jardim, podendo variar entre dentro e fora de casa. O jardim deverá ser sempre cercado e eles nunca devem ficar soltos a correr por aí. O Bulmastife não costuma ser facilmente provocado, mas uma vez ameaçado, é destemido. É teimoso e não é facilmente convencido a fazer algo que não queira. Alguns podem ser agressivos com cães estranhos, mas no geral se dão bem com outros animais de estimação do seu convívio apesar do instinto de presa bastante forte.

Os Bulmastifes babam muito – babam depois de comer, de beber, após os exercícios, enquanto cheiram a comida, quando estão com calor e quando estão estressados. Babar faz parte da experiência de ter um Bulmastife, embora alguns babem mais que os outros. Eles também não costumam latir muito e possuem manutenção modesta: apenas algumas escoavações algumas vezes na semana para manter o seu pelo saudável, suas orelhas limpas, e suas unhas cortadas. Ele é inteligente e aprende muito rápido, mas não gosta muito de treinamentos repetitivos.

O seu treinamento e a sua socialização devem ser levados à sério, começando desde filhote, antes que os péssimos hábitos tenham tempo de se instalar. O que ele precisa mesmo é fazer parte da família, pois costumam formar laços muito fortes com a família com quem convive, e isolá-lo no jardim ou na garagem, ou deixá-lo por longos períodos sozinho, irá fazê-lo muito infeliz – e ainda desenvolver um mal comportado, e possivelmente perigoso a basear-se pelo seu tamanho.

Embora o Bulmastife não seja super ativo, ele ainda pode obter muito sucesso em competições caninas de obediência, agilidade, rastreamento e outros esportes e atividades caninas, além de ser um bom cão de terapia também. Faça dele um membro real da família e ele será um guardião forte e silencioso na maior parte do tempo, e uma companhia intensamente leal.

Origem da raça Bulmastife

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Bulmastife adulto e seu perfil de “badboy”. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

Embora o Mastife seja uma das raças mais antigas do Reino Unido, o seu descendente mais próximo, o Bulmastife, é provavelmente um desenvolvimento bastante recente. Referências ocasionais à raça ou cruzamentos entre o Mastife e o Buldogue podem ser encontrados desde 1791, embora não hajam evidências que estas linhagens tenham sido criadas.

O Bulmastife como cão de guarda florestal

O Bulmastife é uma raça relativamente moderna que foi desenvolvida na metade do século XIX, provavelmente em meados de 1860, por guardas florestais ingleses quando a caça indevida em grandes estados se tornou um problema colocando em risco a vida destes profissionais. Eles precisavam de um cão grande, quieto, durão e corajoso. Um cachorro capaz de esperar em silêncio a aproximação de um caçador clandestino, que tivesse a velocidade para rastreá-lo e ainda força suficiente para atacar, segurar, sem machucar até que os guardas pudessem chegar para prendê-lo.

O Mastife e o Buldogue não serviam por completo. O primeiro não era rápido o bastante, e ou outro não era grande o suficiente, então as duas raças foram cruzadas entre si em uma tentativa de criar o cão perfeito para este trabalho. O Bulmastife precisava rastrear, derrubar e segurar os caçadores clandestinos no local. E embora fossem destemidos e ameaçadores e tivessem uma mandíbula forte e poderosa, eles eram treinados para não morder os invasores.

É muito provável que vários cruzamentos com várias raças diferentes foram experimentados, mas o único que realmente funcionou foi esse entre os Mastifes e Buldogues, pois o Mastife era grande mas não agressivo o suficiente, enquanto que o Buldogue era bravo e tenaz, mas não possuía o tamanho adequado capaz de derrubar e segurar um homem ao chão. Então, o Bulmastife foi obtido através do cruzamento de 60% de Mastifes com 40% de Buldogues.

Era preciso 3 gerações de cruzamentos de Bulmastifes para que estes exemplares fossem registrados como raça pura, sendo que estes exemplares ficaram até conhecidos por “cão da noite” dos guardas florestais e trabalharam e viveram ao lado da família destes homens.

Estes cães eram criados para utilidade e temperamento dando-se pouca importância a aparência. A cor preferida era malhado escuro, pois parecia camuflado e quase desaparecia de noite. Ao passo que a reputação da raça foi crescendo, muitos passaram a escolher estes cães para vigiar imóveis e passaram a preferir os castanhos claros, especialmente com máscaras negras, a coloração remanescente dos Mastifes.

Quando a necessidade de cães para guardas florestais diminuiu, e as caças indevidas terminaram, os cães malhados tão bons para a camuflagem noturna perderam sua popularidade para as espécies de coloração mais clara que se tornaram excelentes cães de guarda.

O Bulmastife nos dias de hoje

Em 1924 Bulmastifes começaram a ser julgados e foram reconhecidos pelo Clube de Canil Inglês seguido da AKC em 1933. Mas não foi até o início do século XX que o Bulmastife começou a ser criado como um tipo distinto ao invés de cruzamento entre raças. Os Bulmastifes têm sido premiados como cães de caça, como ajudantes em trabalhos no exército e na polícia e usado como cão vigia pela Sociedade Diamante da África do Sul. Hoje o Bulmastife é um guardião e companheiro familiar leal que ama estar junto da sua família com quem se sente confortável.

Aparência do Bulmastife

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Bulmastife adulto no seu melhor perfil – focinho e olhos escuros, pelagem castanha curta e lisa. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

O Bulmastife é massivo, de constituição poderosa e compacta, mas sem chegar a ser um cão pesado ou estranho. Possui uma aparência poderosa e digna. O seu crânio grande é enrugado e o focinho largo, profundo e geralmente de cor mais escura e narinas largas e arredondadas, olhos médios e de cor castanha escura. A testa é lisa e a sua parada moderada, com orelhas em formato de V que se penduram perto da face. Os dentes se encontram em nível ou em mordida prognata.

A cauda é forte, saindo do alto e descendo para baixo, mais grossa na base e afinando na ponta, tanto reta ou curvada, chegando aos tornozelos. As costas é curta, reta e em nível entre a cernelha e o lombo. A sua pelagem é uma excelente proteção contra a chuva, neve e o frio. Os pelos são curtos, denso e um tanto grosseiro ao toque, de tom castanho claro, avermelhado com uma máscara negra ao redor do focinho e dos olhos, e as vezes com marcas brancas no peito.

Ambiente Ideal para o Bulmastife

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Bulmastife filhote brincando com bola dentro de casa. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

Bulmastifes podem viver felizes em uma pequena residência ou apartamento se puderem se exercitar diariamente de maneira adequada. São comparativamente inativos dentro de casa, e um pequeno jardim cercado já seria o suficiente. Bulmastifes também não toleram climas extremos, não costumam se dar bem em climas muito quentes e úmidos, e geralmente devem ser mantidos dentro de casa, por que também não suportam ficar longe de seus donos.

Temperamento & Personalidade do Bulmastife

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Bulmastife jovem e seu dono em um chamego gostoso. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Bulmastife precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Bulmastife cresça saudável para tornar-se um cão sociável. O Bulmastife é um cão de guarda devotado, alerta, com um temperamento de boa naturez, dócil e afetuoso, mas destemido quando provocado. Ele é um guardião natural da casa e de seus familiares e responderá instantaneamente se ameaçado.

Os Bulmastifes foram criados para serem cães vigilantes silenciosos, por isso não costumam latir. Embora não costume atacar, pode pegar um intruso, derrubá-lo e ainda segurá-lo até que seu dono chegue com mais instruções. Ao mesmo tempo é extremamente tolerante com crianças.

Inteligente, calmo e leal, o Bulmastife é o tipo de cão que necessita muito de liderança. Ele é extremamente poderoso e precisa que seu dono seja firme, confiante e consistente com suas regras e limites. Não é muito difícil de lidar com ele, mas o Bulmastife precisa de um dono com autoridade. Donos muito passivos ou tímidos demais terão dificuldades em controlar a raça.

Ele deve ser treinado através de obediência, e deve ser ensinado a não puxar a coleira. Deve ser socializado extensivamente com pessoas e outros animais, especialmente outros cães desde filhote para evitar comportamentos de dominância. Eles podem se dar com outros animais de estimação, dependendo de como os seus donos se comunicam com ele.

O Bulmastife é uma raça mais dominante que o Mastife. Ele tende a babar e roncar. São muito sensíveis ao tom de voz de seus donos e precisam de alguém que fale com assertividade e não agressividade. Por causa da sua necessidade de companhia e devoção, o Bulmastife nunca deve ser isolado em um canil. Quando propriamente socializado e treinado, o Bulmastife é calmo e seguro.

Estabeleça os limites enquanto ele é jovem e dê a ele treinamento consistente e exposição significante a pessoas e situações. Um Bulmastife criado desta forma é capaz de ser dócil e tranquilo e ainda aceitar bem convidados da família a qualquer momento.

O Bulmastife perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Bulmastife

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Bulmastifes filhotes no colo da dona. (Créditos/Copyright: “Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Bulmastife à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente.

E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. O seu pelo é curto, levemente áspero e muito fácil de se manter saudável e de cuidar. Escove e penteie com escova firme diariamente ou semanalmente, lavando com shampoo adequado apenas quando necessário. A raça costuma soltar pelos em moderação. E como tendem a babar bastante, sua boca deve ser limpa regularmente.

Atividade & Exercícios do Bulmastife

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Bulmastife adulto na estrada esperando pelo seu dono. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

O Bulmastife é um cão grande que precisa de exercícios diários para se manter em forma. Contudo, suas necessidades são moderadas, e podem ser supridas com caminhadas na coleira e pequenas corridas. Eles também têm a tendência a ficar preguiçosos, por isso os exercícios são tão necessários para uma vida saudável. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Bulmastife

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Bulmastife de perto e seu rosto rosto escuro mas de olhar meigo. (Créditos/Copyright: “Inna Astakhova/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Bulmastifes são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Por causa do seu tamanho, os Bulmastifes sofrem de vários problemas estruturais e de ligamentos.

É importante que quando filhotes, sejam mantidos em forma e não sejam permitidos a se exercitar demais ou comer em excesso para evitar problemas de desenvolvimento dos ossos. Podem ter displasia de quadril, problemas nos olhos, hipotiroidismo, entrópio, também tem riscos de ter problemas de coração, cistites e várias deformações anatômicas que podem dificultar a respiração. Bulmastifes também possuem maior risco de cânceres, incluindo algumas formas de linfomas e tumores.

Também são suscetíveis a inchaço de estômago, por isso, é uma boa ideia alimentá-los com 2 ou 3 pequenas refeições por dia ao invés de uma única refeição grande. Além disso, ganha peso muito facilmente, mais um motivo para não super alimentá-lo. Os Bulmasitfes podem viver de 8 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Bulmastife podem ter de 6 a 10 filhotes por cria.

Treinamento do Bulmastife

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Bulmastife tigrado no jardim. (Créditos/Copyright: “Lakatos Sandor/Shutterstock”)

O Bulmastife é sensível ao tom de voz da pessoa que lida com ele, por isso o seu dono deve demonstrar autoridade e consistência, devendo ser firme para obter sucesso em seu treinamento. Pode obter sucesso em treinamento de obediência, e e se dar muito bem como cão de guarda e vigia, mas a sua teimosia pode dificultar o seu processo de treinamento.

Embora goste de agradar, o Bulmastife pensa por ele mesmo. Use técnicas de esforço positivo, nunca castigo físico, e seja firme e consistente ao pedir algo a ele. Evite treinamento repetitivo, ou o seu Bulmastife ficará entediado e começará a fazer coisas ao seu modo. Se você não quizer que ele suba nos seus móveis quando for adulto e pesado, não deixe que ele suba nelas enquanto filhote. Uma vez que este hábito seja estabelecido, será mais difícil de ser quebrado.

Treiná-lo para fazer suas necessidades fora de casa ou em local apropriado não será um problema desde que você faça com que isto seja uma experiência positiva e forneça muitas oportunidades para que ele possa sair de casa. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. O Bulmastife precisa de uma mão firme quando treinado, mas precisa de amor e paciência. Quando é treinado de forma adequada, pode ser um cão maravilhoso, atencioso e leal, capaz de arriscar a própria vida para defender a sua.

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Doberman Pinscher

Dobermane ou Doberman Pinscher, é uma raça de cães oriunda da Alemanha, criado no final do século XIX, o que faz dele, comparado a outras raças existentes, uma das mais novas raças caninas já reconhecidas, e uma das raças mais conhecidas no mundo inteiro. Criada pelo coletor de impostos alemão Karl Friedrich Louis Dobermann para lhe servir como cão protetor enquanto transportava dinheiro por áreas perigosas, foram precisos cruzamentos seletivos entre Weimaraners, Manchester Terriers, Rottweilers, Pinscher Alemães e Greyhound Ingleses, para conseguir uma raça segura que fosse forte, leal, combativa, destemida e obediente, até chegar ao famoso Doberman de hoje, que leva o nome do seu criador, e o apelido carinhoso de Dobie. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Doberman Pinscher

Origem: Alemanha
Data de origem: 1860
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossoides, Cães Montanheses e Boieiros Suíços – Molossoides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: guardião pessoal e cão de guarda, exterminador de vermes, pastor de ovelhas, e cão atirador/apontador.
Função atual: cão de guarda, policial, militar e companhia
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Macho de 66 cm a 71 cm / Fêmea de 61 cm a 66 cm
Peso: de 30 kg a 40 kg
Cores: preto, marrom avermelhado, cinza, castanho claro, com marcas de ferrugem.
Pelos: curto, macio, lustroso e liso
Manutenção: mínima, escovar semanalmente, banho ocasional.
Expectativa de vida: de 8 a 12 anos
Filhotes: 3 a 8 filhotes por cria.
Reconhecimento (Canil): DPAA, CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CCR, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Doberman Pinscher

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Perfil do Doberman Pinscher adulto. (Créditos/Copyright: “Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

O Doberman já serviu heroicamente durante as grandes duas grandes Guerras Mundiais, além de ser o cão de combate oficial da Marinha Americana. Sendo assim, como os Dobermans foram criados para trabalhar, são facilmente treinados e se destacam em inúmeras áreas de segurança, polícia, militares, assim como em esportes caninos como obediência, e claro também em proteção do lar, como cães de guarda. O Dobie não costuma sair a procura de confusão, mas é destemido e corajoso o suficiente para defender e proteger a sua família, o seu lar ou seu território se pressentir algum perigo.

Dobermans podem ser fortes, musculosos e poderosos, mas também são doces com seus familiares – incluindo crianças e outros animais. Invasores em potencial podem não enxergar estas características, mas os Dobermans são capazes de ser afetuosos, amáveis e até ocasionalmente bobos ao redor de seus donos. Eles apreciam o convívio familiar e adoram fazer parte da família ficando por perto daqueles que ama. Ele será sempre leal e confiável com todos, incluindo crianças e convidados desde que tratados com amor e gentileza por eles.

A reputação de feroz do Dobie o precede. Ele é temido por aqueles que não o conhecem e estereotipado como super agressivo e perigoso. Verdade seja dita, ele é mesmo inteligente e capaz de ser um guardião formidável, um excelente cão de guarda sempre alerta, mas também um bom animal de companhia, gentil, vigilante e amável, desde que socializado, treinado e integrado de forma correta ao lar e a família.

Socialização desde cedo e treinamento a longo prazo permitem que o Doberman desenvolva suas características protetoras e aprenda a separar um amigo de um possível desconhecido de uma maneira adequada. É muito sensível e muito responsivo aos desejos de seu dono, embora alguns possam ser dominadores. Geralmente são reservados com estranhos, e agressivos com cães desconhecidos, mas se treinados e socializados o suficiente podem se comportar bem.

Com a sua pelagem lisa, constituição atlética, orelhas cortadas e cauda amputada características, o Doberman tem uma aparência aristocrática. Seu porte é elegante e o seu estilo é atlético; e ao viver com um Doberman, você irá descobrir que ele é uma raça bem fácil de se cuidar – é só manter suas unhas cortadas, seu corpo esbelto e exercitado, e seu pelo escovado semanalmente para que caia menos.

A sua atual aparência é mais magra e mais elegante que há alguns anos atrás. E o seu temperamento também mudou, ficando um pouco mais suave e mais dócil, embora ainda seja um excelente cão de guarda. E muito embora a maioria das pessoas seja mais familiarizada com o Doberman preto com marcas de ferrugem, eles costumam ter outras cores também: cinza com marcas de ferrugem; vários tons de marrom avermelhado com marcas de ferrugem; e um castanho claro chamado de “Isabella,” que também tem marcas de ferrugem.

Embora tenha todas estas qualidades positivas, o Dobie ainda não é uma raça para qualquer pessoa ou donos de primeira viagem. Ele é grande e extremamente ativo, tanto fisicamente quanto mentalmente. Ele gosta de ser desafiado mentalmente e costuma ser um aprendiz talentoso em obediência. Ele precisa de muitos exercícios e desafios para estimular a mente e evitar que fique entediado. Precisa de um dono firme, que tenha tempo para treiná-lo e socializá-lo, e que possa mantê-lo ocupado todos os dias para que não desenvolva um comportamento agressivo ou arredio.

Nota: Dobermans brancos ou cremes são mutações genéticas associadas com problemas severos de saúde: não são premiados ou raridades caras como costumam comercializados. Não há testes para o gene albino, mas os bons criadores costumam fazer de tudo para evitar produzir Dobermans albinos. Procure evitar estes cães e criadores que os produzem e os vendem.

Origem da raça Doberman

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Doberman marrom deitado na varanda de sua casa sempre alerta. (Créditos/Copyright: “Best dog photo/Shutterstock”)

O Doberman é uma raça de origem relativamente recente. Foi desenvolvida na Alemanha em 1860, através de cruzamentos seletivos prováveis de Cães Pastores de pelos curtos, Pinschers Alemães, Rottweilers, Beaucerons, Manchester Terriers pretos e castanhos, Weimaraners e Greyhounds.

Seu passado alemão

O criador dessa mistura de raças foi um corretor de impostos alemão chamado Karl Friedrich Louis Dobermann, da cidade de Turíngia. Dobermann costumava ter que ir de porta em porta coletando impostos e ainda tinha que viajar frequentemente por áreas perigosas e infestadas de bandidos. Por esta razão, precisava de um cão de guarda que pudesse o acompanhar nesse trabalho servindo de proteção e capaz de lidar com qualquer situação perigosa que pudesse acontecer.

Ele ansiava por uma raça que tivesse a força e os músculos de um Rottweiler, a forma compacta de um Pinscher e as excelentes características de várias outras raças alemãs locais, incluindo os Terriers. A linhagem do Doberman Pinchsher é inconfundível – elegante, compacto, alerta e de movimento rápido, o tipo de cachorro excelente para servir de cão de guarda policial já criado. E assim, Dobermann logo conseguiu o protótipo da raça que agora leva o seu nome, com apenas um “N” no final.

O desafio ao criar um “super cão”

Ao final do século XIX, outros criadores alemães que deram continuidade ao trabalho do seu criador estavam mais preocupados com a função da raça ao invés de sua aparência. O intuito era desenvolver um “super cão”. À princípio, estes criadores cruzaram entre si e desenvolveram os mais corajosos, os mais inteligentes, os mais rápidos e mais fortes exemplares de Dobermans, e quase conseguiram — mas a raça ficou conhecida por ser muito teimosa e agressiva demais.

Durante este mesmo período, um novo desafio — o surgimento de um Doberman albino entre estes cruzamentos. Foi então que o Clube de Raça de Doberman Pinscher dos Estados Unidos, em um esforço de diminuir a chance de produção destes cães, convenceu a AKC de marcar os números de registros de cães que viessem a carregar o gene albino com a letra Z, no intuito de isolar tais exemplares e não produzi-los mais.

O Doberman e sua carreira militar

Os próximos 15 anos foram críticos para o desenvolvimento do Dobie. Durante a Primeira Guerra Mundial, o número de Dobies na Europa diminuiu severamente, pois as pessoas que já passavam por dificuldades e fome não poderiam manter um cão deste porte junto à família. Os únicos exemplares de Dobies que sobreviveram eram de posse dos militares, da polícia e de pessoas abastadas.

Os cruzamentos era um luxo e apenas os melhores eram cruzados. Mesmo assim, os Dobermans originais ainda de alguma forma eram pesados e de cabeça arredondada. Foi então, que um criador chamado Otto Goeller recebeu créditos por desenvolver um Doberman mais útil de aparência mais refinada, e em 1900, o Clube de Canil Alemão reconheceu o Doberman Pinscher como raça. A raça continuou a atrair admiradores, e o primeiro Doberman chegou aos Estados Unidos em 1908, sendo em seguida registrado pelo Clube de Canil Americano, e logo após formado o Clube do Doberman Pinscher dos Estados Unidos em 1921.

Logo os Dobermans ficaram populares na Europa e nos Estados Unidos como cão de guarda e policial, e mais tarde cães militares quando vieram as duas grandes guerras – Primeira e Segunda Guerra Mundial. Depois de 1921, quase que todos as melhores espécies e seus descendentes foram trazidos aos Estados Unidos. Foi quando veio a Segunda Guerra Mundial e a raça voltou a ficar em perigo de extinção. Muitos acham que se a raça não tivesse sido trazida previamente para os Estados Unidos poderia ter sido completamente extinta.

O Doberman nos dias de hoje

Ao longo destes anos todos, criadores trabalharam duro para amenizar a personalidade agressiva e temida do Dobie original — obtendo bons resultados. Enquanto a sua fama crescia, muitas famílias passaram a apreciar a raça ainda mais como animal de estimação, e o Doberman eventualmente passou a ficar cada vez mais popular.

Através da sua história, os Dobermans fizeram o seu nome como cães policias e militares, pois quando treinados adequadamente, estes cães são capazes de ter excelente serventia para a humanidade e ainda ser seus melhores amigos. Estas proezas nestas áreas logo trouxeram mais admiradores, e o Doberman rapidamente se tornou um valioso protetor da família e do lar, e é ainda conhecido e muito apreciado por ser afetuoso e um companheiro muito leal.

Aparência do Doberman

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Dupla de Dobermans adultos lado a lado no gramado.(Créditos/Copyright: “Nikolai Tsvetkov/Shutterstock”)

O Doberman é um cachorro de porte médio a grande, constituído de forma compacta, musculosa, poderosa, ágil e proporcional. A raça combina elegância e força com velocidade e resistência. O seu porte é orgulhoso e alerta, e a sua passada é livre e vigorosa. A sua cabeça é longa, o topo do cérebro é liso e se estende até o focinho com uma parada leve.

A raça possui as costas curta, um peitoral amplo e bem proporcional, e um pescoço musculoso. Suas patas são retas e paralelas. Possuem dentes bem desenvolvidos que se fecham em mordida de tesoura, e olhos em forma de amêndoa com uma expressão inteligente em vários tons de marrom, dependendo da cor do seu pelo. A cor do focinho também depende da cor dos pelos: preto em cães pretos, marrom escuro em cães avermelhados, cinza escuro em cães cinzas, castanhos em cães bejes e rosa em cães brancos.

As suas orelhas são geralmente cortadas (com cerca de 12 semanas), e são muitas vezes enfaixadas por várias semanas para que depois fiquem eretas. Porém, muita gente tem deixado as orelhas ao natural. Se deixadas ao natural, elas ficam parecidas com as da raça do tipo hound. A cauda é amputada com 3 dias de vida, se não amputada também costuma ficar como a de um hound. Seus pelos são curtos, lustrosos e bem rentes à pele, podendo ser pretos, marrons, castanhos ou avermelhados com marcas de ferrugem acima dos olhos, no focinho, garganta, peito, patas e abaixo do rabo. Ás vezes há uma camada cinza debaixo do pescoço. Os Dobermans pretos e castanhos costuma ser os mais comuns.

Ambiente Ideal para o Doberman

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Dobermans filhotes juntinhos no degrau da varanda no jardim. (Créditos/Copyright: “Pavel Shlykov/Shutterstock”)

O Doberman não se adapta bem a espaços pequenos, mas pode até se contentar em viver em pequenas residências ou apartamentos se exercitados de forma suficiente diariamente. Esta raça é mais feliz em residências com jardins de tamanho moderado. O Doberman também é sensível ao frio, e também não deve ser mantido do lado de fora em climas extremamente quentes.

Eles têm muita energia. Foram criados para trabalhar e adoram tarefas. Se deixados sozinhos por longos períodos podem ficar ansiosos e destrutivos. A raça é mais adequada para uma casa no campo ou em condomínios em que hajam jardins e grandes espaços para que ele possa correr livremente e se exercitar. Mas é preciso um jardim cercado de forma segura. Não deve ser trancado do lado de fora e nem amarrado. O Dobie precisa fazer parte da família, participando de todas as atividades familiares.

Temperamento & Personalidade do Doberman

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O sempre fiel Doberman e seus pequenos protegidos.(Créditos/Copyright: “MaKo-studio/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Doberman precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Dobie cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

Os Dobermans são sagazes, energéticos e possuem tremenda força. Leais, tolerantes, dedicados e afetuosos, os Dobermans são também determinados, atrevidos e arrojados enquanto trabalham ou quando estão efetuando alguma tarefa. Além disso, são muito adaptáveis, altamente qualificados, versáteis, inteligentes e muito fáceis de serem treinados. São cães de vigília e de guarda excepcionais e não precisam de treinamento de proteção adicional. Adoram estar com a família e não são propícios a viver isolados em um canil ou jardim; eles precisam demais da interação humana e de liderança para não se tornarem solitários, e por vezes anti-sociais e agressivos.

Eles necessitam de atenção constante e não gostam de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. O Doberman que for deixado do lado de fora no jardim sozinho nunca se tornará um protetor amável, mas um cão temeroso e assustador, agressivo com todos, incluindo a sua família. Quando o Doberman é amado, socializado e treinado, é uma companhia maravilhosa. Ele é um protetor natural que não hesitará em agir quando achar que sua família está em perigo, mas nunca é agressivo sem motivos.

Apesar de todas estas qualidades, não são uma raça para qualquer dono. O Doberman precisa de um dono que esteja preparado para demonstrar uma autoridade natural sobre ele. Todos os membros da família devem ser firmes, confiantes e consistentes com ele, estabelecendo regras e as mantendo sempre. Aprenda a lidar com ele de forma adequada, pois os Dobermans podem ser teimosos e muito independentes se permitidos fazer o que bem entenderem. Tudo deve ser nos termos da família, e o cão deverá seguir, sendo os humanos sempre os líderes. Os cães costumam se sentir seguros e apreciar estas atitudes.

Ele precisa ser socializado desde filhote para prevenir inconstância de humor e nervosismo. Estímulos mentais e uma boa quantidade de exercícios diários são importantes para que ele seja feliz e tenha uma mente estável. O Doberman também precisa ser treinado de forma consistente, apesar do seu temperamento protetor natural.

Embora o Doberman tenha a reputação de ser agressivo e bravo, nem sempre é o caso. Por exemplo, os Dobies são excelentes cães de terapia e só apresentam o comportamento agressivo quando os donos não possuem a liderança adequada ou não fornecem formas de exercícios suficientes para drenar a sua energia. Podem ser doces e gentis, e ao mesmo tempo destemidos ao defender seus donos quando necessário.

Níveis de dominância podem variar em uma mesma cria e o temperamento da raça também dependendo do quanto seus donos entendem o comportamento canino e o quanto estão dispostos a fornecer o que eles realmente precisam para serem bons cães.

O Dobie adora estar ocupado, fisicamente e mentalmente. Ele aprende rápido, e treiná-lo é fácil. Mas por aprender rapidamente, é um desafio manter as tarefas e lições variadas e interessantes. Ele pode ter suas próprias ideias sobre como fazer as coisas, mas não costuma ser demasiadamente teimoso e independente se o seu dono puder ser consistente e gentil ao fornecer-lhe a liderança adequada. Ele também demora a amadurecer, levando até 3 a 4 anos para se tornar adulto.

Quando socializados adequadamente podem se dar bem com crianças, outros cães e outros animais de estimação. Não se sentem muito confortáveis ao redor de estranhos e não costumam ser gentis com visitantes indesejáveis. As suas qualidades como inteligência, treinabilidade e coragem o tornaram capaz de desempenhar inúmeros papéis como cão policial, militar, protetor da família e amigo. O Doberman ideal deve ser energético, determinado, vigilante, alerta e obediente.

Cuidados & Manutenção do Doberman

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Doberman deitado no degrau de uma escadaria de concreto com sua aparência imponente. (Créditos/Copyright: “OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Doberman à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O pelo curto do Doberman exige muita pouca manutenção e cuidados. Ele não é de cair muito. Basta remover os pelos mortos com uma luva de borracha. Escovar ocasionalmente ou passar pano úmido para limpá-lo é o suficiente. E banhos apenas quando necessário. O seu rabo é amputado quando ainda filhote e bem cedo, com dias de nascimento. E a amputação das orelhas é de responsabilidade do dono e não do criador. É feita pelo veterinário quando o filhote tem apenas alguns meses. É preciso cirurgia e exige alguns meses de cuidados e curativos.

Atividade & Exercícios do Doberman

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Doberman correndo alegre na beira do mar. (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

O Doberman é uma raça bastante energética e ativa que precisa de muito estímulo mental e físico, por isso uma boa quantidade de exercícios diários são necessários para que o Doberman não fique frustrado ou destrutivo. Ele deve fazer longas caminhadas ou corridas sempre na coleira, ou uma corrida mais pesada em local seguro. Ele pode efetuar vários tipos de esportes caninos ao ar livre, adora sessões de brincadeiras e é um ótimo companheiro para passeios. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Doberman

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Doberman correndo no parque em meio à folhas de outono. (Créditos/Copyright: “DragoNika/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Dobermans são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Alguns Dobermans são mais suscetíveis a instabilidade vertebral cervical ou síndrome de Wobbler, devido a fusão da vértebra do pescoço e compressão da espinha dorsal que leva a fraqueza e falta de coordenação das patas traseiras e muitas vezes paralisia completa. Outro problema é doença de Von Willebrands, uma possível doença de sangue hereditária, assim como hipoadrenocorticismo, ou doença de Addison. Também são ocasionais a displasia de quadril e doenças congênitas de coração.

Uma das mais sérias condições relacionadas com a raça é a cardiomiopatia, que causa o aumento do coração. Também possuem o risco de torsão gástrica, obesidade e problemas de pele. Eles também são sensíveis ao frio, e não devem ser deixados do lado de fora da casa em climas muito frios ou durante invernos rigorosos. O Doberman Pinscher costuma viver de 8 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Doberman é capaz de ter de 3 a 8 filhotes por cria.

Treinamento do Doberman

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Doberman deitado na grama ouvindo atento aos comandos de seu dono. (Créditos/Copyright: “Volodymyr Tverdokhlib/Shutterstock”)

O Doberman é fácil de treinar, mas precisa de um dono dominante. Ele deve ser treinado completamente e com muito cuidado, de forma consistente. Socialização e obediência desde cedo são cruciais para evitar a timidez e a agressividade. Eles não respondem bem a tratamentos duros ou métodos severos. Nunca se deve agredi-lo fisicamente, e deve-se evitar pressioná-lo durante os primeiros estágios de treinamento. A raça responde melhor aos métodos de esforço positivo, abordagem firme, justa, consistente e respeitosa. As fêmeas são mais teimosas que os machos.

O Doberman será um excelente cão se você puder fornecer a liderança que ele precisa. Treine-o de forma consistente e forneça muitas oportunidades para ele se exercitar e drenar a sua energia, e não subestime a sua inteligência. O Doberman é uma das raças mais inteligentes e o seu dono deve prestar atenção para que ele não se ache mais esperto.

Desenvolvido para ser um cão de guarda, o Doberman possui uma habilidade nata não só de proteger a sua família, mas também de antecipar qualquer perigo ou ameaça. Por ser tão inteligente, deve ser socializado e treinado desde cedo para que se comporte de forma apropriada ao redor de estranhos. Muita gente quer um Doberman por motivos de proteção, mas a maioria não precisa de uma cão de proteção treinado – a maior parte das pessoa ou famílias simplesmente precisam de um cão vigia e que seja um impedimento a qualquer perigo. A reputação do Doberman, a sua inteligencia, habilidade instintiva de avaliar ameaças, e a sua lealdade e necessidade nata de proteger a sua família já é o suficiente para tal tarefa, por isso não queira um “cão treinado para proteção” que você provavelmente não precisa e não sabe lidar.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. O treinamento deve ser feito com firmeza, paciência, consistência, elogios e recompensas.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Um Doberman bem criado, bem socializado e treinado que vive com a sua família de forma ideal irá protegê-los como parte da sua natureza – não é necessário nenhum outro tipo de treinamento especial.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.
(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Dogo Argentino

O Dogo Argentino é uma raça canina oriunda da Argentina e de origem bastante recente. Foi desenvolvida por volta de 1.920 por dois irmãos, Antônio e Augustin Nores Martinez, que desejavam um cão eficiente nas caçadas de grandes presas como pumas e javalis, e que mais tarde se tornaram imbatíveis em arenas de brigas caninas. Leia mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Dogo Argentino

Origem: Argentina
Data de origem: 1920
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossóides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão de caça e cão de briga
Função atual: cão policial, cão de guarda, cão guia, cão de companhia.
Outros nomes ou apelidos: Mastiff Argentino, Argentine Dogo
Tamanho: porte médio a grande
Altura: de 61 cm a 69 cm
Peso: de 36 kg a 45 kg
Cores: branco
Pelos: curto, liso, rente à pele.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes:
Reconhecimento (Canil):FCI, NKC, APRI, ACR, ACA, FCA, DRA, BBC, NAPR, AKC/FSS, ACA.

Introdução à raça Dogo Argentino

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Dogos Argentinos filhotes interagindo juntos. (Créditos/Copyright: “Aneta Jungerova/Shutterstock”)

Foram necessários anos de cruzamentos seletivos começando com os extintos Cães de Briga de Córdoba, ou como eram conhecidos, Viejo Perro de Pelea Cordobés, seguidos de outras raças de melhores qualidades como Boxers, Great Danes, Mastins dos Pirenéus, Pointers Ingleses, Wolfhound Irlandês ou Galgos irlandeses, Dogue de Bordeaux, Dogues Alemães, Buldogues Ingleses, Mastifes Espanhóis, e Bull Terriers, todas com o intuito de acrescentar características particulares, como peso e tamanho, resistência, insensibilidade à dor, inteligência, vivacidade, melhor faro e adaptação a todos os tipos de climas, melhor mandíbula e potência.

Por anos, os Martinez cruzaram estes cães até que em 1928, finalmente atingiram o padrão desejado resultando em um excelente animal de caça do tipo hound de corpo e mente sã, dotado de um temperamento estável, habilidade de farejar (herdada dos Pointers) e de surpreender pumas, e ainda capaz de trabalhar em grupo. O Dogo possui uma cabeça massiva com orelhas cortadas ou ao natural e um pelo branco liso, curto e suave, com marcas na cabeça ou ao redor dos olhos (como um tapa olhos), de fácil manutenção. No geral costuma ser saudável, apesar da surdez ser comum na raça.

Ele é grande, poderoso, inteligente, energético e teimoso. É uma raça bastante versátil, valorizada pelos seus muitos talentos, incluindo cão de corrida, cão policial, cão de guarda, cão guia, assim como de companhia. Um Dogo pode muito bem ser um cão de guarda quando necessário, mas acima de tudo é um cão muito amigável, extrovertido, corajoso, gentil, que adora crianças.

Apesar de leal, o Dogo exige um dono firme e de treinamento consistente sem fazer uso de força ou crueldade. Por ter sido um cão de caça, o Dogo Argentino é energético e precisa de exercícios diários como longas caminhadas, corridas ou muita brincadeira, para se manter ocupado. Ele não ficará satisfeito apenas deitado sem fazer nada.

O Dogo Argentino também deve ficar ao redor da sua família, pois se deixado sozinho por muito tempo ou sem atenção suficiente pode ter comportamentos agressivos e destrutivos. Se você deseja ter um Dogo Argentino terá que se comprometer em achar um criador de boa reputação e a treiná-lo, socializá-lo e exercitá-lo por toda a sua vida para que ele cresça e viva de forma saudável.

Origem da raça Dogo Argentino

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Dogo Argentino jovem deitado na grama do parque. (Créditos/Copyright: “dean bertoncelj/Shutterstock”)

Em 1920, o Dr. Antonio Nores Martinez e seu irmão Agustin, resolveram desenvolver uma raça de cão que pudesse ser uma companhia versátil, um caçador nato capaz de caçar em bando, controlar vermes, e ser um excelente guardião. Para tanto, fizeram uma série de cruzamentos seletivos usando diversos tipos de raças diferentes afim de conseguir extrair de cada uma delas as melhores qualidades.

Foram usados os hoje extintos Cães de Briga de Córdoba, assim como Boxers, Great Danes, Mastins dos Pirenéus, Pointers Ingleses, Wolfhound Irlandês ou Galgos irlandeses, Dogue de Bordeaux, Dogues Alemães, Buldogues Ingleses, Mastiffs Espanhóis, e Bull Terriers para acentuar a sua altura, habilidade de faro, velocidade, instintos de caça e natureza sociável, entre outras características.

Assim nasceu o Dogo Argentino, de origem Argentina, uma raça de cão intimidadora, corajosa, cheia de energia capaz de caçar enormes presas como javalis selvagens e pumas nos mais diversos terrenos do país como montanhas rochosas, duras planícies e até em lagos. A sua pelagem branca ainda desviava o calor ao invés de absorvê-lo.

O início como Cão de Briga

Apesar das suas excelentes características de caçador, coragem e temperamento intimidador, o Dogo Argentino não é um cão de natureza agressiva, mesmo assim acabou herdando uma má reputação quando pessoas passaram a usar a raça para cão de briga, uma atividade ainda muito popular em muitas partes da América do Sul e outros lugares. Isso resultou em seu banimento em diversos países como Reino Unido, Nova Zelândia, Noruega, Dinamarca, Islândia, Portugal, Romênia, Cingapura e Ucrânia.

Já o Reino Unido, ao invés de caçar os cães lutadores, passou uma legislação em território nacional para controlar estes tipos de cães em público. Chamada de “Lei de Cães Perigosos”, impulsionada em 1991, a lei baniu por completo três raças de cães: o Fila Brasileiro, o Dogo Argentino e o Tosa Japonês. Uma quarta raça, o Pit Bull Terrier Americano, é permitido, mas sob inúmeras restrições.

Os cães devem ser registrados, neutralizados, tatuados, microchipados e os donos devem possuir seguro. Os cães não podem ser criados ou importados e quando em público devem usar focinheira, coleira e segurados por uma pessoa maior de 16 anos de idade o tempo inteiro. Tal reputação se espalhou por vários países, que apesar de não possuírem as mesmas legislações, muitas vezes adotam o mesmo comportamento. Uma verdadeira vergonha, pois quando criados de forma adequada, socializados desde filhotes, e bem treinados costumam ser excelentes cães.

Um cão é o que o seu dono faz dele. E nem todas as raças são para todos. As pessoas os ensinam a lutar e acabam criando uma péssima reputação para a raça. Banir a raça não resolve o problema.

O Dogo pelo mundo até os dias de hoje

O Dogo Argentino foi introduzido aos Estados Unidos em 1970 pelo Dr. Raul Zeballos que ganhou um exemplar do seu amigo Dr. Antonio Nores Martinez em 1950, e vem desenvolvendo a raça de maneira exemplar seguindo os padrões originais desde então. A Argentina e outros caçadores da América do Sul passaram a usar estes cães para caçar javalis em longas distâncias, então encurralá-los e segurá-los até que o caçador chegasse.

Infelizmente o seu criador acabou morrendo antes de poder ver a raça ser reconhecida pela Federação de Cinologia da Argentina e pela Sociedade Rural da Argentina em 1964. O Clube de Canil da Argentina reconheceu a raça em 1973. Hoje, os Dogos são muito ativos em muitas atividades além da caça. Já trabalharam como cães policiais e militares, cães guia, cães de terapia, cães de salvamento e resgate e ainda participaram em eventos de obediência, corrida e rastreio. O Clube de Dogo Argentino da América foi fundado em 1985 e a raça é atualmente membro do Clube de Classes Miscelâneas Americano, o passo final antes de ser completamente reconhecida pela AKC.

Aparência do Dogo Argentino

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Filhote de Dogo Argentino com sua mancha escura nos olhos bem característica da raça. (Créditos/Copyright: “MarcinSl1987/Shutterstock”)

O Dogo Argentino é uma raça elegantemente construído, de porte grande e musculoso. Eles possuem um peitoral largo, profundo que lhe empresta uma aparência geral de poder. Há uma certa abundância de pele no pescoço musculoso. A cabeça é convexa, massiva com um formato arredondado da frente para traz. O focinho cava para cima levemente, com uma leve parada aproximadamente do mesmo comprimento que o cérebro. Os dentes se fecham em mordida de tesoura.

O nariz é preto, os olhos bem separados podendo ser marrom escuro, claro ou castanhos com a iris rosa ou preta. As orelhas são colocadas ao alto e geralmente cortadas para que fiquem em pé, em formato triangular. As coxas são muito musculosas com as juntas curtas. O rabo é longo e naturalmente baixo, alcançando as juntas. O Dogo Argentino exibe uma pelagem grossa e lustrosa. Os pelos são curtos e costumam cair moderadamente.

Não é incomum um Dogo ter marcas pretas na cabeça ao redor dos olhos como um “tapa olho de pirata”, porém esta característica não é aceita por todos os clubes de raça. Mas é aceitável em seu país. A despigmentação no focinho também não é bem vista em competições, sendo o Dogo 100% de pelos brancos sempre preferível. Estas possíveis marcas nos pelos são provavelmente heranças genéticas do Pointer, um dos ancestrais em sua linhagem.

Ambiente Ideal para o Dogo Argentino

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Dogo Argentino de coleira enforcadeira em seu passeio. (Créditos/Copyright: “Stanimir G.Stoev/Shutterstock”)

O Dogo Argentino se contentará em viver em um pequeno apartamento ou casa se puder se exercitar diariamente. Eles são mais felizes em um jardim de pequeno porte onde possam ter espaço para correr e se exercitar de forma adequada. Eles precisam de uma grande quantidade de exercícios.

A raça é sensível a climas frios, e não devem ser mantidos fora de casa em invernos muito rigorosos. O Dogo possui um forte instinto de caça, de proteção e natureza territorial, por isso ele precisa de um local seguramente cercado para mantê-lo dentro da sua propriedade.

Temperamento & Personalidade do Dogo Argentino

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Dogo Argentino em casa relaxado recebendo o abraço carinhoso da sua dona. (Créditos/Copyright: “Iakov Filimonov/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Dogo Argentino precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Dogo cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

O Dogo Argentino é uma raça que aparenta dignidade e imponência. Ele é atlético e vigoroso podendo até ser barulhento, especialmente quando novo. É um cão altamente poderoso com dupla personalidade. Ele é um leal guardião da sua família, incluindo crianças, e um caçador implacável e destemido capaz de enfrentar animais grandes. Ele é gentil e feroz, mas nunca agressivo sem uma boa razão. Exercícios diários são importantes para mantê-lo estimulado mentalmente e fisicamente.

O Dogo não é uma raça para qualquer um, muito menos para um dono inexperiente. A raça é extremamente dominante e exige um dono ainda mais dominante. Porém, por serem altamente inteligentes e poderosos, os Dogos são fáceis de serem treinados se o dono for consistente, e souber usar a sua autoridade de forma amável, porém firme. Os Dogos precisam de regras para serem seguidas e limites para que eles entendam o que podem e o que não podem fazer.

Com os donos certos, até os Dogos mais dominantes são capazes de serem submissos o suficiente com relação a outros humanos e outros animais. A raça precisa de alguém que saiba mostrar liderança: humanos que sejam firmes, confiantes e consistentes.

Os Dogos adultos podem ser agressivos com outros cães; contudo, o Dogo não costuma provocar o confronto, mas poderá se pressentir um outro animal instável. Eles são bons com outros animais de estimação se forem socializados desde filhotes. Ele precisa de socialização desde cedo e de treinamento de obediência. O Dogo Argentino é um excelente guardião e irá proteger a sua família com extremo fervor.

O Dogo, embora feroz quando preciso, é conhecida por ser excelente com crianças e por adorar ficar perto delas, até ser abraçados por elas.

Contudo, por serem grandes, deve-se tomar cuidado com as crianças pequenas para não se machucarem por acidente durante as brincadeiras. Com os membros da família, o Dogo possui um desejo forte de tocar neles e estar perto o tempo todo. Ele adora participar de todos os eventos e atividade familiares, mas pode agir de forma brusca e partir para a ação se pressentir qualquer ameça.

O Dogo Argentino perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Dogo Argentino

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Dogo Argentino deitado nagrama sob a sombra fresca. (Créditos/Copyright: “Aneta Jungerova/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Dogo à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Dogo Argentino possui um pelo branco suave que costuma cair em moderação. Escove-o pelo menos uma vez por semana para remover os pelos mortos e manter a sua pele saudável. Banho apenas quando necessário. Eles não costumam ter cheiro forte. Você pode ter ouvido falar que esta é uma raça hipoalergênica, o que não é verdade.

Nenhuma raça canina é. Alergias não são causadas por um tipo de pelagem em particular, mas por um tipo de caspa (células de pele morta que caem dos cães). Não há nenhuma evidência científica de que qualquer raça seja mais ou menos alergênica que qualquer outro cão. Apenas algumas pessoas com alergias reagem menos com relação a um tipo de cão.

Atividade & Exercícios do Dogo Argentino

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Filhotes de Dogos Argentinos correndo livremente pelo gramado. (Créditos/Copyright: “Aneta Jungerova/Shutterstock”)

Esta raça almeja por atividades atléticas e exercícios vigorosos. É muito importante que eles se exercitem diariamente, e tenham muitas oportunidades para correr livremente em local seguro e principalmente cercado. Ele é um bom companheiro para caminhadas, corridas sempre na coleira, de forma segura, e com focinheira em público. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos ao exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Dogo Argentino

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Dogo Argentino todo albino fazendo carinha de meigo. (Créditos/Copyright: “Ivanko80/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Dogos são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Nem todos eles terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. O Dogo Argentino costuma viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo.

Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Contudo, o Dogo é suscetível a surdez. Cães surdos costumam ser muito irritados e não se dão bem ao redor de crianças ou donos inexperientes. Se forem deixados exposto ao sol podem ter queimaduras. Eles podem também ter displasia de quadril, alguns problemas de coração tireoide, assim como alergias de pele, hipotiroidismo, glaucoma e paralisia da laringe.

Treinamento do Dogo Argentino

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Dogo Argentino de orelhas cortadas deitado no parque.(Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Socialização desde cedo e de forma intensa, além de treinamento de obediência é uma enorme exigência. Esta raça é altamente inteligente e fácil de ser treinado, por isso o seu treinamento deve ser feito com respeito, amor, firmeza, segurança e consistência. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. O Dogo Argentino responde bem a recompensas. Comportamento imprevisível pode ocorrer se o treinamento for feito com dureza, isolamento em canil ou em regime de treinamento duro.

Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Os Dogos se destacam em competições caninas de agilidade, como cães guia e trabalho policial.

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Fila Brasileiro

Esta raça de grande porte, ossatura pesada, corpo retangular, cabeça massiva com lábios pendentes é conhecida pela sua habilidade trabalhadora, lealdade, determinação, bravura e coragem. Nativa do Brasil, ou seja desenvolvida no país, o Fila Brasileiro é também a primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Fila Brasileiro

Origem: Brasil
Data de origem: início do XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossóides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão pastor, cão de guarda.
Função atual: cão de guarda, cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Mastife Brasileiro, Molossóide Brasileiro, cão de fila.
Tamanho: porte grande
Altura: de 65 cm a 75 cm
Peso: de 41 kg a 50 kg
Cores: malhado ou tigrado, em todas as cores, exceto branco, cinza, preto ou marrom.
Pelos: curto, liso.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: cerca de 9 a 11 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): FCI, CAFIB, CKC, NKC, APRI, ACR, DRA, ACA.

Introdução à raça Fila Brasileiro

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Perfil do Fila Brasileiro de pelagem tigrada característica da raça. (Créditos/Copyright: “Nick Starichenko/Shutterstock”)

A origem do Fila brasileiro está atrelada à vinda dos europeus ao país na época da colonização brasileira, quando trouxeram seus cães de trabalho para viverem aqui. Dos cruzamentos usados com cães Pastores Portugueses, Mastifes Ingleses, Buldogues e Bloodhounds surgiu um cão de porte grande e de forte estrutura óssea herdada dos Mastifes Ingleses, a pele solta e as orelhas baixas dos Bloodhounds, e a resistência dos Buldogues.

O Fila é um guardião insuperável, pastor de ovelhas, caçador de jaguar e cão policial. Além disso, o Fila é ávido para agradar, um companheiro dedicado e amável. O seu ritmo de marcha natural, corpo atlético, faro excelente, pelagem curta e sua forte habilidade para nadar, junto a uma extrema tolerância para climas extremos (quente ou frio), bem como o temperamento forte lhe dá uma enorme versatilidade.

Robusto e de aparência facial agressiva, teve o seu padrão inicial modificado para apresentar um rosto “menos violento”. A sua pelagem curta inclui malhados com a exceção de inteiro branco, preto e marrom, cinza e pelos com mais de 25% de marcas brancas. Os machos são maiores e as fêmeas costumam ser menores. A raça costuma ser rara nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

Os Filas ainda ainda possuem uma aversão natural a estranhos, um alto instinto de defesa territorial e um espírito intenso que demandam socialização desde cedo e treinamento de obediência firme. A raça deve ser mantida sob forte liderança o tempo inteiro, pois como são altamente protetores, podem se tornar agressivos de acordo com a situação. O Fila não é uma escolha apropriada para os novatos e inexperientes.

Embora o padrão da raça diga que sejam dóceis, obedientes e comportados com a sua família, extremamente tolerantes com crianças e calmos e seguros em novas situações, eles não nascem assim. Este cão é grande, poderoso, inteligente, ativo e teimoso. O Fila precisa requer o pulso de donos firmes e experientes, de um líder capaz de desenvolver e lidar com estas características guiando o cão com firmeza e consistência sem usar força e crueldade.

Origem da raça Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro adulto no parque. (Créditos/Copyright: “Artush/Shutterstock”)

O Fila Brasileiro é a primeira raça brasileira a ser reconhecida internacionalmente pela FCI em 1940, contudo o Fila é um personagem anônimo na História do Brasil desde os tempos do seu descobrimento, quando ajudou os colonizadores na conquista do território brasileiro, seja protegendo as comitivas dos Bandeirantes de ataques de nativos e de onças ou suçuaranas, ou ajudando colonizadores a recapturar escravos fugitivos durante o período da escravatura.

Os primeiros Filas

Historicamente, os Filas sempre estiveram presentes em todas as regiões do território brasileiro, mas a rota dos tropeiros, levando mercadorias do interior do território para o litoral, influenciou em uma maior presença da raça em determinadas regiões. A incidência sempre foi maior nas regiões centro-oeste e sudeste, principalmente em Minas Gerais e em Mato Grosso, pois os tropeiros sempre tinham suas comitivas protegidas por Filas, mas algumas gravuras do início do século XIX atestam que esta raça já estava presente também no Nordeste brasileiro desde a mesma época.

O Fila Brasileiro teve seu apogeu nas décadas de 1970 e 1980, quando era uma das raças com maior número de registros. Nesta mesma época, criadores tentaram mudar o padrão oficial da raça para abrandar o temperamento agressivo que, de certa forma, era exaltado no padrão anterior.

Uma escolha que hoje em dia é polêmica, pois há quem acredite que o Fila seja um cão com verdadeira ojeriza a estranhos, mas muito dócil com a família e crianças, outros concordam que ele é muito dócil com a família e crianças, mas preferem um temperamento de guarda mais brando no qual o cão não seria capaz de aceitar uma invasão territorial, mas um visitante acompanhado de seu dono. Foi então que a palavra “ojeriza” foi substituída por aversão, mantendo o mesmo significado na expressão “possui aversão a estranhos” em seu padrão oficial.

O Fila é conhecido pela sua fidelidade e devoção extrema ao seu dono, características que criaram um provérbio brasileiro secular que diz: “fiel como um fila”, sendo que tais características comportamentais foram apreciadas durante os séculos de desenvolvimento da raça, o que ajudou muito a popularizá-la.

Origem controversa

Muito se fala sobre as raças que deram origem à raça, mas a intervenção do homem no seu aperfeiçoamento dividiu igual importância com a seleção genética natural a que estes cães foram submetidos devido as árduas condições encontradas pelos primeiros Filas em nossa história. Eles desempenhavam as mais variadas funções junto aos colonizadores, como guarda, caça, proteção contra animais selvagens, pastoreio de bovinos, rastreador para localizar e capturar escravos fugitivos na época da escravidão no país, e até cão de guerra, nos ataques a tribos nativas e posteriormente aos quilombos.

Existem algumas hipóteses com relação ao surgimento desta raça, e devido a haverem tantas versões quanto ao seu surgimento, porém nenhuma comprovada, o padrão oficial da raça omite qualquer versão histórica por não haver consenso entre os criadores sobre qual versão é a verdadeira. Mesmo assim, uma das teorias mais aceitas é a de que o Fila Brasileiro descende do Mastife inglês do século XV, do Bloodhound, do Buldogue e de cães Rafeiros como os cães Pastores Portugueses.

Dentre as características herdadas, do Bloodhound, o Fila herdou a pele solta, as orelhas baixas e o seu faro, que lhe dá uma excelente habilidade farejadora. O Mastife contribuiu para o seu corpo compacto de forte estrutura óssea, a sua coragem e a disposição alerta. Já os Buldogues lhe deram a resistência e o temperamento impetuoso.

Quando o Fila encontrava a sua presa, ele não atacava, mas segurava pelo pescoço até que o caçador os encontrasse. A sua excelente habilidade de rastreio o levou a América do Norte e Europa. Contudo, devido ao seu tamanho e potencial para agressão, a raça foi injustamente banida de alguns países: Reino Unido, Israel, Dinamarca, Noruega, Malta e Ciprus, sendo que vários outros países possuem severas restrições com relação ao Fila Brasileiro. A raça foi registrada pela Confederação Brasileira de Clube de Canil ou FCI em 1946, mas não é reconhecida pela AKC ou UKC.

Aparência do Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro castanho no parque. (Créditos/Copyright: “Artush/Shutterstock”)

O Fila Brasileiro é uma raça típica molossoide com poderosa estrutura óssea, corpo compacto e retangular, porém harmonioso e proporcional. Embora a sua massividade seja muito aparente, ele também possui uma enorme agilidade. As fêmeas mostram uma feminilidade bem definida, que as diferencia imediatamente dos machos. A sua herança do Bloodhound fica clara pelo longo focinho, pele pendurada e habilidade de faro. Seus lábios pendurados dão uma aparência de Mastife.

O seu pescoço é grosso com uma papada, sendo que a sua pele solta é uma das suas mais importantes características. É grossa e solta pelo seu corpo todo, principalmente no pescoço, caindo pelo peitoral e abdômen. Alguns ainda apresentam dobras nas laterais do rosto e também na cernelha, descendo para os ombros. As suas costas é forte e reta subindo levemente até a sua traseira. A sua passada é medida e elástica, como um gato. Uma das suas principais características é o seu ritmo, movendo duas patas para um lado primeiro, seguido pelas outras duas patas do outro lado, como um camelo, causando um movimento rotacional lateral do tórax e traseira acentuado pelo rabo quando levantado.

Durante a caminhada o Fila mantém a cabeça baixa. A sua pelagem é curta, macia, densa e suave, resistente ao clima, podendo ser de muitas cores, sólidas ou malhadas, exceto branca, cinza, com manchas ou preta e bege. As cores mais típicas são castanho, preto e rajado. Malhados de uma cor básica pode ter menos listras ou muita intensidade. Uma máscara negra pode ou não estar presente. Marcas brancas são permitidas apenas nas patas, peito e ponta do rabo.

Ambiente Ideal para o Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro filhote no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Shchipkova Elena/Shutterstock”)

Esta raça não é adequada para a vida na cidade, pois o seu corpo vigoroso deve gastar energia em liberdade em locais amplos. Ele precisa de um jardim cercado, porém com bastante espaço para correr. Ele pode dormir do lado de fora, porém abrigado adequadamente. O Fila é muito ativo e precisa de tarefas ou trabalho, o que pode ser qualquer coisa desde caminhar na coleira diariamente a treinamentos diários. Ele não ficará satisfeito em ficar deitado o dia todo sem fazer nada, precisa se manter ocupado.

Temperamento & Personalidade do Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro adulto deitado com o rosto na grama fazendo um chamego. (Créditos/Copyright: “kmint stock/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Fila Brasileiro precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Fila cresça saudável para tornar-se um cão sociável.

O Fila Brasileiro é um Mastife poderoso, determinado e corajoso. É dócil com a família e capaz de ser um companheiro muito leal e amável, pois é extremamente dedicado aos seus donos. Eles estão sempre buscando a companhia dos donos e costumam amar as crianças da família com o mesmo fervor, aguentando até certos abusos. E também são capazes de se dar bem com outros animais da casa. O Fila possui uma disposição calma, segura e confiante, não costuma ficar perturbado com barulhos estranhos, tão pouco estranha novos ambientes. É um cão de guarda inigualável, e por instinto um excelente caçador.

Um Fila irá protegê-lo sem hesitar em qualquer momento, pois acha que é a sua missão na vida. Uma vez que este laço, entre dono e cão, se estabeleça, você e sua família se tornam o seu único mundo. Você não precisa ensinar o Fila a te proteger, ele fará naturalmente, pois é da sua natureza ser leal e protetor junto a sua família.

Embora tenha estas excelentes características, o temperamento intenso do Fila não é para qualquer um. Enquanto é afetuoso e dócil com a sua família e até crianças, também é instintivamente possessivo e territorial e não costuma ser receptivo com estranhos. Por ser um protetor feroz da família e do lar, não se pode esperar que ele seja amigável com pessoas que não costuma ver ou conviver o tempo todo.

O Fila precisa de um dono dominante que entenda o instinto de alfa do bando. Uma socialização adequada e o entendimento com relação aos instintos da raça são a chave para o sucesso quando se tem um Fila em casa.

Nunca deixe que esta raça tome conta de tudo, ele precisa de um dono capaz de apresentar uma autoridade natural. Seja firme, confiante e consistente. Um cão com deste tamanho e força que acredita ser o alfa da família pode ser muito perigoso. Neste caso, socialização é imprescindível, desde filhote e frequente.

Não interrompa a socialização quando jovem, pois isso acaba moldando o seu temperamento para um comportamento anti-social, fazendo com que ele desenvolva a tal famosa característica da raça – “ojeriza à estranhos” – uma aversão comum do Fila com relação a pessoas que não pertencem ao seu convívio. É necessário socializá-lo durante a vida inteira. Socialização desde filhote não fará com que ele passe a gostar de estranhos, mas irá mostrá-lo que nem todo mundo é uma ameaça. Isto fará com que ele fique mais confiante e mais estável em todos os ambientes.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão achar que tem que manter seus donos na linha.

O Fila perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, sempre caminhando ao redor do bairro, assim como a passeios públicos. É a única forma dele aprender a diferenciar e reconhecer o que é normal e o que pode vir a ser uma ameaça.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro adulto deitado descansando no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Artush/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Fila à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. O seu pelo curto e macio é fácil de cuidar. Escove-o com uma escova de cerdas firmes e passe um pano úmido para que que fique ainda mais brilhante. Dê banhos a cada 3 meses ou apenas quando for necessário. A raça costuma soltar pelos de forma moderada, e deve ser protegida de climas muito frios.

Atividade & Exercícios do Fila Brasileiro

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Dupla de Filas Brasileiros brincando juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Artush/Shutterstock”)

O Fila Brasileiro precisa de caminhadas regulares e exercícios livres e vigorosos. A raça possui uma enorme quantidade de energia que precisa ser drenada, ou pode se tornar destrutivo e agressivo se não for exercitado e estimulado adequadamente. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Fila Brasileiro

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Filhote de Fila Brasileiro no jardim com seu perfil forte e massivo mesmo ainda jovem. (Créditos/Copyright: “Kotomiti Okuma/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Filas são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Os Filas costumam ter displasia de quadril e de ombros, além de torção gástrica, CHD, e PRA.

Treinamento do Fila Brasileiro

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Fila Brasileiro sorrindo no parque. (Créditos/Copyright: “Artush/Shutterstock”)

Este poderoso cão não é recomendado para novatos, ou seja, donos de 1a. viagem. Aulas de obediência são recomendadas, e exigidas a todo tempo. O Fila Brasileiro pode ser difícil de controlar. Um dono dominante é essencial para um cão ter bom comportamento e ser obediente. É muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder.

O Fila também precisa de socialização desde filhote para aprender a lidar com novas situações. Eles podem ser muito teimosos e cabeça-duras, mas são fáceis de treinar a fazer suas necessidade em locais apropriados. Comece o treinamento logo que o filhote chegar em casa, enquanto ele tem um tamanho mais fácil para lidar. Tente fazê-lo desempenhar comandos antes de receber refeições, brinquedos ou brincadeiras. Como todo cão, o Fila Brasileiro quando filhote costuma mastigar tudo, e por serem grandes, podem fazer grandes estragos. Não deixe que ele tenha acesso a casa inteira até que ele se torne maduro. Mantenha ele sempre ocupado com treinamento, brincadeiras e socialização.

Um Fila brasileiro entediado é um cão destrutivo, que gosta de cavar, mastigar coisas e ter outros comportamentos desagradáveis. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Rottweiler

Datando desde os primórdios do Império Romano e considerada uma das raças de pastoreio mais antigas da história, os antigos Rottweilers costumavam guardar e proteger os rebanhos dos exércitos romanos em expansão. Descendentes dos poderosos Mastifes, e carinhosamente chamados de “Rotties” ou “Rotts”, os Rottweilers eram cães fortes e companhias muito leais. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Rottweiler

Origem: Alemanha
Data de origem: Império Romano
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossoides, Cães Montanheses e Boieiros Suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão de guarda, cão pastor
Função atual: cão de guarda, cão policial, cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Rottie, Rott, Rottweil Metzgerhund ou Cão de Açougueiros
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Machos de 61 cm a 69 cm / Fêmeas de 56 cm a 63 cm
Peso: Machos de 43 kg a 59 kg / Fêmeas de 38 kg a 52 kg
Cores: preto com marcas marrom
Pelos: curto, liso, macio e lustroso
Manutenção: fácil, escovar semanalmente, banho ocasional.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos
Filhotes: de 10 a 12 filhotes de Rottweiller por cria.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, CRC, DRK, IRK, NAPR, ACA.

Introdução à raça Rottweiler

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Rottweillers adultos lado a lado. (Créditos/Copyright: “Degtyaryov Andrey/Shutterstock”)

Durante a Idade Média, tornaram-se conhecidos pelo apelido de “cão do açougueiro” de Rottweil, cidade alemã, de onde mais tarde originaram-se as raças modernas, que costumavam a pastorear rebanhos, proteger o dinheiro e puxar carroças de fazendeiros e açougueiros da região.

Porém, com a invenção dos transportes mecanizados e de melhores estradas, a raça passou a não ser mais tão necessária e quase foi extinta. Contudo, durante as Grandes Guerras Mundiais, os Rottweilers se mostraram-se muito versáteis servindo para trabalhar como cães policiais, militares, cães de guarda e mensageiros, e a raça voltou a alcançar grande popularidade.

Toda essa herança pode ser notada no seu peitoral largo e no seu corpo atlético. Quando o Rottie se move, ele mostra toda a sua força e energia, mas ao olhar dentro dos seus olhos negros você pode notar uma expressão suave, inteligente, alerta e destemida refletida em seu olhar. É uma das raças mais facilmente reconhecidas: uma cabeça grande, corpo sólido e musculoso com marcas pretas e castanhas. O seu caminhar é certeiro e poderoso, com forte alcance e foco. Seu pelo é liso, denso e grosso.

O Rottweiler possui todas as habilidades necessárias tanto para pastorear gado por longas distâncias, como para servir de cão de guarda — tarefas que necessitam de muita força, agilidade e resistência.

Rottweilers, hoje em dia, adoram trabalhar, proteger e se manterem ativos — tudo ao mesmo tempo. Possuem um instinto natural de proteger sua família e podem ser ferozes em sua defesa. É essencial canalizar toda a sua energia, poder e proteção fornecendo socialização, liderança, treinamento consistente e firme desde cedo, além de tarefas diárias para fazer. Se o Rottweiler não tiver isso, ele pode se tornar agressivo ao invés do guardião protetor que nasceu para ser. Rottweilers precisam também de exercícios vigorosos, e não de apenas simples caminhadas pelo quarteirão.

Junto aos exercícios, o Rottie precisa de interação diária com a família. Um Rottweiler propriamente treinado é capaz de conviver muito bem com crianças, e apesar de se dar bem com outros animais da família, deve ser sempre supervisionado de perto. Por causa da sua natureza segura, possui tendência a teimosia e dominância. Rottweilers são reservados, e muitas vezes desconfiados de estranhos.

Podem até ser exageradamente protetores se perceberem que a sua família está sendo ameaçada, mas um Rottweiler bem criado é calmo e confiante, capaz de ser gentil, brincalhão e amável, tanto que hoje o Rottweiler está entre as raças mais populares e mais vendidas no mundo.

O seu dono deve fornecer liderança sem precisar usar força física. Rottweilers são fáceis de adestrar se tratados com respeito. E mesmo sendo maravilhosos, os Rotties não são para qualquer pessoa.

O dono de um Rottweiler deve não apenas se comprometer com o seu treinamento e socialização, mas também deve saber lidar com aqueles que não entendem a raça e a discrimina.

Devido a algumas más ou trágicas experiências com Rottweilers ou outras raças maiores e tidas como agressivas, algumas cidades baniram a raça e não costumam ser amistosas quando se deparam com um exemplar deles. Você pode fazer a sua parte redimindo a sua má reputação treinando o seu Rottweiler a obedecer e respeitar pessoas. E o mais importante: não abandone o seu Rottie no quintal o dia inteiro. O Rottweiler é o tipo de cão leal a sua família e por isso, deseja ficar perto dela. Se você der a orientação e estrutura que ele precisa, terá uma das melhores companhias que há no mundo.

Origem da raça Rottweiler

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O poderoso Rottweiller adulto de perfil. (Créditos/Copyright: “Melounix/Shutterstock”)

O Rottweiler é provavelmente descendente do Mastife Italiano, que costumava acompanhar os rebanhos de tropas Romanas que marchavam invadindo outros territórios na Europa. Foi em uma destas invasões que estas tropas chegaram ao sul da Alemanha, mais especificamente onde fica hoje a cidade de Rottweil (palavra que deriva de tijolo vermelho descrevendo o teto de tijolos vermelho das “salas de banhos romanas” que foram desenterradas ali no século XVII), em Wurttemberg, e onde acabaram se estabelecendo.

O Rottweiler “Cão Açougueiro”

Por séculos seguintes, estes cães continuaram a ter um papel importante como cães tropeiros, guardando gado, ovelhas, etc. E durante toda a Idade Média, os Rotties foram muito usados como pastores, guardiões, mensageiros, e como cães policiais. A cidade de Rottweil prosperou e se tornou um centro de comércio de gado. Estes cães pastoreavam e guardavam o gado, o dinheiro ganho pelos comerciantes e ainda serviam como animais de tração, puxando carroças.

Assim evoluiu o “Rottweiler metzgerhund” (“o cão açougueiro”), um componente integral na indústria desta cidade até meados do século XIX. Nesta época, a condução de gado passou a ser contra-lei, e a tração de carroças e carros de boi passou a ser feita por burros de carga e pelas novas estradas e ferrovias. Com o tempo, a necessidade da raça diminuiu, e o Rottweiler caiu em declínio ao ponto de quase total extinção.

Do declínio total à popularidade

Praticamente extinta em 1800, a raça começou a ganhar popularidade novamente no início do século XX devido aos esforços de criadores entusiastas localizados em Stuttgart que formaram um clube de raças em 1901 para revivê-la. E muito embora o clube tenha tipo pouco tempo de vida, ainda assim conseguiu formular uma padrão de raça. Dois outros subsequentes clubes foram formados logo após em 1907, o DRK ou Clube Alemão de Rottweiler e o SDRK ou Clube de Rottweiler do Sul da Alemanha, sendo que um deles promoveu a raça como cão policial, e mais tarde se tornou IRK – Clube Internacional de Rottweiler.

Os dois clubes se juntaram em 1921. E vários outros clubes da raça foram formados ao longo dos anos, sendo que o Allgemeiner Deutscher Rottweiler Klub (ADRK), é um dos que mais possuem força. O ADRK sobreviveu a Segunda Guerra Mundial e continuou a promover bons programas de raça na Alemanha e no mundo, dedicando-se a preservar a habilidade de trabalho dos Rottweilers. Depois disso, a raça passou a ganhar mais popularidade, que mesmo antes já era muito conhecida pela excelência em cão de obediência.

A raça continuou a crescer, e por volta de 1930 passou a competir na AKC, e assim o padrão da raça Rottweiler foi estabelecido, sendo reconhecida em 1931. Mas foi por volta de 1990 que a raça atingiu o seu auge. Contudo, toda essa popularidade nem sempre é uma coisa positiva em relação aos cachorros. É muito comum alguns criadores não muito responsáveis tentarem enriquecer com a popularidade da raça, fazendo cruzamentos indevidos e produzindo filhotes sem se preocuparem com a saúde e temperamento deles.

E foi o que aconteceu com o Rottweiler até que a má publicidade e a sua procura fosse diminuída. Criadores reputáveis e dedicados passaram a se esforçar para que a raça pudesse voltar a ter a sua boa reputação de volta sendo o tipo de cão que devia ser. Alguns dos talentos dos Rottweilers incluem: rastreamento, pastoreio, cão de guarda, vigia, busca e salvamento, cão guia para cegos, cão policial, cão de tração, obediência competitiva e Schutzhund.

Aparência do Rottweiller

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Rottweiller adulto deitado no gramado. (Créditos/Copyright: “Vera Zinkova/Shutterstock”)

O Rottweiler possui um corpo massivo, musculoso e poderoso, de peito largo e profundo. A cabeça é larga com uma testa arredondada, e focinho bem desenvolvido, com nariz largo e preto. Os dentes se encontram em mordida de tesoura. Os lábios são pretos e dentro da boca é escuro. Seus olhos tem tamanho médio, cor escura e formato de amêndoa.

Alguns Rottweilers podem ter olhos azuis, ou um azul e outro marrom, apesar da característica não ser reconhecida em competições de aparência ou ser um padrão da raça. Suas orelhas são triangulares e para frente, e seu rabo geralmente é amputado. O Rottweiler possui uma pelagem dupla, sendo que a de fora é curta, lisa, grossa, dura, densa e de comprimento médio com uma camada por dentro mais grossa, geralmente no pescoço e nas coxas. Seu pelo é mais curto na cabeça, nas orelhas e nas patas.

A quantidade de pelos na camada de baixo vai depender do clima onde vive. Os pelos devem ser sempre ásperos ao toque, e de cor negra com marcas marrom e brilhantes sobre os olhos, nas bochechas, de cada lado do focinho, junto às patas, na barriga, peito e debaixo do rabo. Há também linhas castanhas que parecem marcas de lápis nos dedos.

Alguns dizem que há variações de Rotties: o Rottweiler Alemão e o Rottweiler Americano – o alemão sendo mais baixo, mais compacto com uma cabeça maior, enquanto o americano mais alto e com patas mais compridas sem que a cabeça seja muito quadrada. Outros criadores não acreditam nas diferentes versões. Em qualquer caso, há criadores que reproduzem Rotties com aparência mais alemã e outros com uma aparência mais americana.

Ambiente Ideal para o Rottweiler

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Rottweiller filhote brincando com bicho de pelúcia.(Créditos/Copyright: “dezi/Shutterstock”)

O Rottie pode viver bem em um apartamento se for exercitado de forma suficiente. Estes cães são geralmente inativos dentro de casa, e um pequeno jardim seria o suficiente, mas o Rottweiler precisa de atividades físicas e estímulos mentais diariamente, seja na forma de longas caminhadas e corridas, ou jogos e brincadeiras vigorosas em áreas seguras, assim como aulas de obediência.

O Rottweiler é um cão caseiro, mas precisa viver em local cercado, não só para a sua própria proteção, mas para evitar que seja agressivo com outros cães ou estranhos que possam se aproximar da propriedade. Eles gostam de climas frios e podem super aquecer em climas muito quentes, principalmente por causa da pelagem escura que costuma absorver muito calor.

Pode até viver fora de casa em locais onde o clima é temperado a frio, desde que tenha bastante abrigo para dormir. Contudo, a raça precisa passar a maior parte do tempo na companhia da sua família humana, para que os laços emocionais adequados sejam formados. É importante que vivam perto da sua família, pois se forem deixados sozinhos no quintal o tempo inteiro, podem ficar entediados, destrutivos e até agressivos.

Temperamento & Personalidade do Rottweiler

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Rottweiller adulto com sua dona abraçada ao seu comapnheiro fiel.(Créditos/Copyright: “Ersler Dmitry/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Rottweiler precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Rottie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Rottie é um cão poderoso, calmo, treinável, sério, equilibrado, esperto, confiante, corajoso e muito devotado ao seu dono e à sua família. Por ser leal e muito protetor, é capaz de defender a sua família ferozmente, se precisar, parecendo imune à dor e destemido de qualquer perigo. A raça precisa de um dono de mente forte, calmo, mas firme e capaz de lidar com esse cachorro grande e forte. Mesmo assim, o Rottie é um cão de guarda natural e dócil, e de temperamento muito confiável.

É também altamente inteligente e já provou o seu valor em trabalhos militares e policiais por muitos séculos, além de poder ser treinado para obediência competitiva. Quando um Rottweiler recebe liderança consistente e é treinado de forma adequada, pode até ser uma boa companhia para brincar com as crianças. Ele é capaz ainda de aceitar a companhia de gatos, outros cães e outros animais de estimação da casa desde que tenha sido bem socializado e que tenha donos que saibam impor a sua autoridade sobre ele.

Amigos e familiares serão normalmente bem vindos, mas estranhos que o cão pressinta más intenções não passarão do portão. O Rottweiler possui um certo distanciamento auto-confiante que não o deixa sair fazendo amizades com as pessoas imediatamente ou indiscriminadamente. Ao invés, adota uma atitude de esperar para ver com pessoas novas ou situações. Não é um cão que costuma ficar muito excitado facilmente, mas possui um desejo natural de proteger a sua família e propriedade, mas nunca agressivo sem motivo.

Os Rottweilers possuem algumas diferenças entre os sexos. Os machos são quietos e observadores, constantemente avaliando os arredores procurando por possíveis ameaças. As fêmeas são um pouco mais fáceis de serem controladas e podem ser mais afetuosas. Mas ambos são bastante treináveis, podendo ser igualmente teimosos.

Os Rottweilers exigem disciplina firme e consistente, mas nunca muito dura. Uma palavra ríspida é muitas vezes uma repreensão suficiente, mas apenas quando a liderança de seu dono for claramente estabelecida. Se não for o caso, ele fatalmente irá intimidá-lo ou ignorá-lo completamente. Este não é o tipo de cão para pessoas inseguras ou que não possuem tempo para se devotar ao treinamento e supervisão.

Ganhar o respeito do Rottweiler consiste em estabelecer os limites e ensinar consequências por comportamento inapropriado, o que leva tempo e prática.

Mesmo assim, o temperamento de um Rottweiler pode variar. Alguns podem ser afetuosos e até um tanto engraçados, enquanto outros podem ser intimidadores e mais agressivos. Rottweilers são muito individuais, e suas personalidades podem variar de sérios e reservados à bobos e divertidos.

Alguns são cães de uma pessoa só, enquanto outros são capazes de serem afetuosos até com pessoas que não são da família. Mesmo sendo de uma mesma cria, um Rottie pode ter uma grande quantidade de energia para acabar com a sua sala de estar, enquanto o seu irmão fica ao seu lado no sofá assistindo a TV.

Seja qual for a sua personalidade, um bom Rottweiler é mais provável ser calmo e alerta ao invés de nervoso, tímido, excitado ou hiperativo. Por isso, é importante que a raça seja muito socializada desde ainda filhote.

O Rottweiler pode parecer indiferente, mas irá segui-lo onde for preciso para garantir a sua segurança. Ele não liga de ficar sozinho, por isso pode até vir a ser uma boa escolha para pessoas que trabalham por muitas horas durante o dia. Você pode se surpreender ao saber que o Rottie não é um cão de guarda por natureza. Ele é um cão pensante em que a primeira reação é dar um passo pra trás e observar a situação antes de tomar alguma iniciativa. É preciso um alto nível de treinamento para que ele aprenda a tomar a iniciativa em determinadas situações.

É importante saber identificar o comportamento do seu Rottweiler. Por exemplo, ele não é um cão do tipo que late, e se o seu Rottweiler estiver latindo muito, é preciso descobrir o que está chamando a sua atenção. Também não é uma boa ideia assumir que já que o seu Rottie ama as suas crianças, ele é capaz de adorar outras também.

Não é sempre o caso. As brincadeiras entre crianças e Rotties devem ser sempre supervisionadas, especialmente quando há outras crianças juntas. Se o Rottweiler achar que a “sua” está em perigo ou sendo machucada, mesmo que não seja o caso, ele irá protegê-la a qualquer custo. Os Rottweilers também são bastante territoriais e não permitirão estranhos na sua propriedade a não ser que sejam bem vindos pelo dono da casa. Alguns não deixarão até pessoas conhecidas fiquem dentro da casa se o dono não estiver.

Comece a treinar o seu Rottweiler filhote desde o primeiro dia que o levar para casa. Não espere até que ele tenha 6 meses de idade para começar a treiná-lo, ou você terá que lidar com um cão muito maior e mais teimoso. Qualquer cão pode desenvolver péssimos hábitos se ficar entediado, não for treinado ou supervisionado. E qualquer cão pode ser difícil de se conviver durante a sua adolescência, e no caso dos Rottweilers, os seus anos “adolescentes” podem começar aos 6 meses e continuar até que ele esteja com 3 anos de idade.

O Rottweiler perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Rottweiler

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Rottweiller fêmea e seu filhote juntos no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Melounix/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Rottie à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. O Rottweiler possui um pelo curto e brilhante relativamente fácil de cuidar. É uma raça que solta pelos moderadamente, e que precisa ser escovada com escova adequada e firme regularmente para remover qualquer excesso.

Pode usar uma luva de borracha também para manter os pelos brilhantes e saudáveis. Os banhos não precisam ser frequentes para evitar a remoção de seus óleos naturais dos pelos e da pele. Eles costumam superaquecer e roncar.

Atividade & Exercícios do Rottweiler

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Casal de Rottweillers juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Runa Kazakova/Shutterstock”)

O nível de energia do Rottweiler varia de preguiçoso a furacão. Converse com o seu criador para que ele possa orientá-lo sobre qual nível de energia é o mais adequado ao seu estilo de vida para que você possa saber como escolher o melhor filhote. Os Rotties moderadamente ativos irão apreciar de 10 a 20 minutos de caminhadas todos os dias, mais estímulos mentais na forma de treinamento e brinquedos de quebra-cabeça para que suas mentes e corpos se mantenham sempre saudáveis. Até 5 minutos praticando habilidades de obediência no jardim irá dar ao Rottie um sentimento de satisfação.

Os Rotties prosperam quando têm um trabalho a fazer, seja uma competição canina de obediência, proteção, agilidade ou qualquer outra tarefa que ele se sinta estimulado. Os mais energéticos precisam de horas de exercícios mais longas e atividade mais estruturadas. Eles adoram longas caminhadas e corridas, pelos menos duas vezes por dia, ou duas horas de exercícios diários. Eles adoram nadar, correr do lado da bicicleta ou correr atrás de uma bola. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Rottweiler

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Filhote de Rottweiller no jardim. (Créditos/Copyright: “Roman Zhuravlev/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Rotties são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Rottweilers são uma das raças mais afetadas pela displasia de quadril, cotovelo e osteocondrose. Podem desenvolver também atrofia progressiva da retina, cataratas, deformidades das pálpebras e outros problemas de visão e oculares. Também podem ter problemas de coração incluindo cardiomiopatia e estenose subaórtica, doença de vonWillebrand, hipotiroidismo, doença de Addison, gastroenteritis, foliculitis, e um alto índice de câncer. Rotties também podem desenvolver problemas de pele e podem se lamber em excesso até desenvolver granulomas nas patas da frente.

Também são sensíveis a alta temperaturas podendo superaquecer rapidamente. Costumam viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Rottweiller também costuma ter cerca de 12 filhotes por cria.

Treinamento do Rottweiler

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Rottweiller adulto no parque. (Créditos/Copyright: “Alkestida/Shutterstock”)

Por conta do seu tamanho, o seu treinamento deve começar quando ainda filhote. A raça exige muita liderança e socialização. Ele não ficará satisfeito confinado no jardim ou canil. O objetivo do treinamento é atingir o status de líder do bando, sendo um instinto natural canino ter uma ordem em seu bando.

Quando humanos vivem junto aos cães, nos tornamos o seu bando, sendo que o bando inteiro deve cooperar sob um único líder. Os limites devem ser claramente definidos e as regras estabelecidas. Você e todos os outros humanos devem estar acima do cão. É o único jeito da relação obter sucesso.

Rottweilers são muito ávidos para aprender, prosperam e se destacam com excelência em toda oportunidade que tiverem de desempenhar alguma tarefa. Treinamento de obediência é essencial ou a raça pode se tornar destrutiva sem os estímulos adequados e necessários. Deve ter um treinador firme e dominante. O Rottweiler é extremamente inteligente e ainda pode ser capaz de desempenhar muitos esportes diferentes e competições, além da sua excelente capacidade de cão de guarda e vigia, mas também pode ser teimoso. A sua natureza dominante faz com que seja necessário um treinador calmo, consistente, firme e justo.

Ao treiná-lo, sempre tenha em mente de que a raça precisa de estímulo mental. Ele adora aprender coisas novas e gosta de agradar, mas também é capaz de mostrar uma atitude do tipo: “mostre-me o porquê de ter que fazer isso”. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento.

Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Trate-o com firmeza, porém de forma gentil, que ele o recompensará aprendendo com rapidez.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.
(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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São Bernardo

O São Bernardo é uma raça canina muito antiga natural dos Alpes Suíços que data de meados de AD 980. Foi desenvolvida a partir de cruzamentos de antigos cães molossoides levados à região por tropas Romanas durante as conquistas do Império. De acordo com historiadores a sobrevivência da raça foi garantida graças à monges, que, desde 1660, passaram a criá-los em um mosteiro chamado “Hospice du Grand St. Bernard”, localizado num dos pontos mais altos das montanhas Suíças, local por onde muitos viajantes costumavam passar ao cruzar os Alpes. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça São Bernardo

Origem: Suíça
Data de origem: século XVII, 1.660
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossóides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / Mastiff / AKC Grupo de Cães Trabalhadores.
Função original: cão de guarda protetor e resgate
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Santo ou Saint
Tamanho: porte grande
Altura: de 61 cm a 70 cm
Peso: de 50 kg a 91 kg
Cores: branco com vermelho, vermelho ou malhado com branco com máscara escura.
Pelos: longos, ásperos e levemente ondulados, ou curtos macios e lisos
Manutenção: escovar três vezes na semana
Expectativa de vida: cerca de 07 a 10 anos
Filhotes: de a filhotes.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça São Bernardo

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Dupla de São Bernardos juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Originalmente o São Bernardo foi criado com o intuito de proteger propriedades, e depois usado para missões de busca e resgate, durante o século XVIII. Os cruzamentos visavam obter um cão robusto, de pelagem isolante e com um excelente faro, que pudesse trabalhar em condições climáticas rigorosas.

As missões de busca e resgate costumavam usar dois cães, cuja função era encontrar vítimas soterradas e buscar auxílio junto aos monges. Com isso, a raça já recebeu o crédito de salvar mais de 2.500 viajantes perdidos na neve. Durante as Guerras Mundiais, a raça quase desapareceu e, para evitar a sua total extinção, foram cruzados com os Terra Nova, o que resultou em uma variação de pelos-longos, não muito adequada para os salvamentos na neve, já que acumulavam neve e umidade. Foi então que os monges passaram a dá-los de presente, e com isso a raça acabou se espalhando pelo mundo afora.

O São Bernardo é uma raça gigante poderosa, proporcionalmente alta, musculosa, de pelagem curta ou longa, bem rente à pele, e de comprimento médio e levemente ondulado. Suas cores são branco com vermelho, ou vermelho com branco, sempre com marcas no peito, patas, ponta do rabo, cabeça e pescoço. Possui um temperamento calmo, tranquilo e paciente, embora não seja muito brincalhão.

Costuma ser muito devotado a sua família, adora companhia e gosta de agradar, mas tudo no seu próprio ritmo. É doce e protetor, com um coração tão grande quanto o seu tamanho, mas pode ser um pouco teimoso. É também um excelente cão de guarda, pois possui uma enorme habilidade em pressentir perigos eminentes, além das habilidades de faro e direção. Embora tenha muitas qualidades boas, também possui alguns problemas de temperamento e saúde, como uma expectativa de vida baixa.

Apesar do seu tamanho, é moderadamente ativo e suas necessidades de exercícios são modestas. Não costuma comer mais que qualquer outra raça de porte grande, e se satisfaz com algumas poucas caminhadas ao dia. É sensível a climas quentes, devendo ficar em ambientes com ar refrigerado em temperaturas muito elevadas, em contrapartida é capaz de suportar os mais rigorosos invernos e neve densa.

Origem da raça São Bernardo

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(Créditos/Copyright: “everydoghasastory/Shutterstock”)
O cão São Bernardo originou-se na Suíça junto a várias outras raças, incluindo o Cão Montanhês Bernese, Cão de Gado Entlebuch e Appenzell, e o Grande Cão Montanhês Suíço. Eles provavelmente foram criados quando cães nativos dos Alpes eram cruzados com Mastifes vindos dos exércitos romanos durante o período do imperador Augustus. Sendo que, durante o primeiro milênio, os cães na Suíça e nos Alpes eram agrupados e conhecidos simplesmente por “Talhund” (Cão do Vale) ou “Bauernhund” (Cão Fazendeiro).

O São Bernardo dos Alpes

Havia um trecho bastante conhecido e traiçoeiro localizado nos Alpes a cerca de 2,44 km acima do nível do mar chamado de “Passagem Saint Bernard” que só podia ser ultrapassado entre os meses de julho e setembro. Ainda hoje há resquícios da grande estrada romana que podem ser vistos, bem como provas do cruzamento de Napoleão pela passagem.

De acordo com historiadores, o Arquediágono Bernard de Menthon chegou a esta passagem, que acabaria levando o seu nome em 962 AD, e encontrou o mosteiro, um refúgio e abrigo de viajantes que costumavam cruzar as fronteiras entre a Suíça e a Itália e acabavam se perdendo ou se ferindo durante o percurso traiçoeiro.

Não é muito claro quando estes cães do tipo São Bernardo foram usados pelo mosteiro, mas uma pintura retratando cães que se pareciam muito com eles hoje foi pintada em 1695, embora a primeira menção escrita da raça nos recordes do monastério tivesse sido feita apenas em 1703.

Acredita-se que Bernard de Menthon junto aos monges do mosteiro acabaram cruzando antigos Mastifes Tibetanos com outros cães montanheses nativos dos Alpes como o Great Dane, o Grande Cão Montanhês da Suíça e o Grande Pirineus. Mas não foi até 1660 e 1670 que a raça se desenvolveu para se tornar o magnífico cão responsável por salvar tantas vidas.

Durante estes anos todos, os primeiros destes cães enormes que chegaram ao St. Bernard Hospice, foram usados pelos monges para guardar o local, mas quando estes saiam em busca de viajantes perdidos, talvez tivessem levado os cães junto como proteção e descobriram por acidente que eram excelentes desbravadores com habilidade de localizar pessoas pelo faro.

E assim, os São Bernardos passaram a ser usados como cães de busca e salvamento, trabalhando para salvar pessoas de avalanches em áreas próximas ao Hospice. O isolamento do monastério provavelmente contribuiu para o refinamento da raça que era capaz de aguentar duros invernos e possuir as características físicas necessárias para o trabalho de busca e salvamento destas vítimas. O São Bernardo também era conhecido por conseguir pressentir tempestades e avalanches através das suas habilidades de ouvir sons em baixa frequência.

Os cães eram capazes de farejar uma pessoa soterrada sob a neve espessa, e puderam salvar milhares de pessoas procurando e achando viajantes perdidos ou machucados. Eles costumavam trabalhar em bandos ao procurar pelas vítimas. Quando achavam, lambiam e se deitavam ao lado delas para mantê-las aquecidas. Enquanto um ou mais ficavam ali deitados ao lado da vítima, outro voltava ao mosteiro para alertar a todos sobre o que encontraram, e uma equipe completa de salvamento saía em busca da vítima.

No início de 1800 muitos cães foram perdidos por causa do frio rigoroso, doenças e cruzamentos indevidos. Os que restaram foram cruzados com Terra Novas em 1830 em uma tentativa de melhorar a sua pelagem. Como resultado, acabaram surgindo os primeiros São Bernardos de pelos longos.

Embora a nova variação fosse capaz de aquecer ainda mais o cão, acabou atrapalhando na atividade acumulando neve e congelando os pelos, tornando-se não muito adequada aos salvamentos e, por esta razão passaram a ser presenteadas às pessoas.

O São Bernardo pelo mundo

Os primeiros São Bernardos chegaram ao Reino Unido em 1810 na tentativa de revigorar a raça dos Mastifes e foram chamados de vários nomes diferentes, entre eles “cão sagrado”. Na Alemanha, o nome “Alpendog ou Cão dos Alpes” foi sugerida em 1820. E em 1833, um homem chamado Daniel Wilson sugeriu que a raça fosse chamada de Cão São Bernado sendo que, por volta de 1865, este nome acabou sendo o mais usado, tornando-se o nome oficial da raça em 1880 e sendo reconhecido pelo Clube de Canil Suíço.

Quando a raça passou a ser conhecida em outros países, o tipo do São Bernardo começou a mudar – se tornou mais fino e mais alto devido a outros cruzamentos. Em 1887, o Congresso Internacional de Zurique estabeleceu o primeiro padrão para a raça, e todos os países com exceção do Reino Unido, aceitaram. Em 1888, a raça começou a chamar a atenção também nos Estados Unidos, e o Clube São Bernardo da América (SBCA) foi fundado, aceitando o padrão da raça estabelecido pela Suíça.

A sua popularidade aumentou gradualmente, e por volta de 1960 e 1970 os São Bernardos eram um dos cães mais populares nos Estados Unidos. Foi então que os cruzamentos em demasia acabaram por levar a raça a ter sérios problemas de estrutura e temperamento, que levaram décadas para serem repararados. Hoje, os São Bernardos foram aprimorados e podem ser vistos em lares, nas telinhas do cinema e em exposições de cães.

Ainda existem São Bernardos no mosteiro Saint Bernard na Suíça, e eles podem não sair mais em busca de viajantes em perigo, mas ao invés, são representantes ao vivo da história do local. Alguns de seus talentos incluem busca e salvamento, cão de guarda, cão vigia, entre outros.

Aparência do São Bernardo

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São Bernardo adulto de perfil. (Créditos/Copyright: “Vera Zinkova/Shutterstock”)

O São Bernardo é um cão gigante, forte e musculoso. Desde que o seu peso permaneça proporcional a sua altura, quanto mais alto ele for, mais valorizado costuma ser. O seu crânio é massivo e poderoso. O focinho é curto e mais largo que comprido, e a testa é enrrugada. O nariz é largo, com narinas abertas, e como os lábios grandes, são negros. Os dentes se encontram em mordida de tesoura ou em nível.

Seus olhos de tamanho mediano são levemente localizados aos lados do rosto e de cor escura, com olhar tirstonho e meigo. As orelhas são medianas, altas, pendurando-se levemente distantes da cabeça. Suas pernas são musculosas, e as patas são grandes com fortes dedos arcados. A sua cauda é larga e poderosa na base e caída para baixo quando relaxado. O rabo é coberto de pêlos densos que vão ficando mais curtos em direção a ponta.

Há dois tipos de pelagem: áspera ou longa e macia ou curta, mas ambas densas em textura e resistentes à água, com marcas em castanho, vermelho, mahogany, malhada e preto, em várias combinações. São vários os tons de vermelho com branco, ou branco com vermelho. As partes brancas se apresentam no peito, ao redor do pescoço, do nariz e nas patas e pontas do rabo. A face e as orelhas são no geral pretas. Nos cães de pêlos ásperos a pelagem é levemente mais longa e com mais penugens nas coxas e pernas.

Ambiente Ideal para o São Bernardo

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Filhotes de São Bernardo brincando juntos em almofadas. (Créditos/Copyright: “dezi/Shutterstock”)

O São Bernardo pode viver perfeitamente em um apartamento se for exercitado de forma apropriada e suficiente, mas se adapta melhor se tiver acesso a um jardim que seja de tamanho suficiente para que ele possa ter suas necessidades físicas cumpridas. A raça é relativamente inativa dentro de casa e até pode viver fora de casa em climas temperados a frio, mas seria mais adequado tê-lo perto da família, pois costuma ser muito devotado e adora ter companhia. Eles possuem baixa tolerância a climas quentes, locais aquecidos e carros.

Temperamento & Personalidade do São Bernardo

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São Bernardo adulto e seu temperamento dócil e amável com filhotes de gatinhos. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas.

Como todo cão, o São Bernardo precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu cão cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável. Fiéis a sua herança de cão de mosteiro, os São Bernardos são extremamente gentis, amigáveis e acolhedores.

Possuem um temperamento estável, benevolente e bondoso, além de serem muito tolerantes e cuidadosos com crianças e se darem bem com outros cães e outros animais de estimação. Eles se movem devagar, são pacientes, obedientes, extremamente leais, ávidos para aprender e sempre dispostos a agradar. Possuem uma expressão tristonha e meiga, mas são de excelente natureza. São sensíveis e podem ser ótimos animais de estimação. Adoram atenção mas não são tão exigentes e carentes como outras raças.

São brincalhões e aventureiros. Possuem um instinto protetor com relação a sua família e são excelentes cães de guarda ou vigília, pois o seu tamanho já costuma ser um bom impedimento. Possuem um senso de faro muito bem desenvolvido e um sexto sentido sobre perigos, tempestades e avalanches.

Podem ser um pouco teimosos, por isso é necessário donos pacientes, e costumam prosperar com grandes quantidades de amor e atenção. Eles são suscetíveis a ficarem ansiosos se deixados sozinhos por muito tempo e podem destruir a casa inteira e seus pertences se ficarem entediados. Os São Bernardos são geralmente muito cautelosos, e esta cautela toda pode virar timidez.

Socialização desde cedo e frequente é essencial para prevenir que eles se tornem muito desconfiados e medrosos sobre qualquer coisa nova ou diferente. Socialize-o bem desde filhote com diferentes pessoas e outros animais.

É uma raça altamente inteligente e fácil de ser treinada; mas seu treinamento deve começar cedo, enquanto ele tem uma tamanho fácil de lidar. Ensine-o a não pular nas pessoas já desde filhote. Tenha em mente que um cão destreinado deste tamanho pode ser um problema até para um adulto se estiver em áreas públicas e na coleira, por isso tome o controle desde o início, ensinando-o a obedecer.

O São Bernardo perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Qualquer cachorro pode ser um desafio para a convivência durantes os seus anos de “adolescência”, e no caso do São Bernardo, os seus anos “teen” começam aos 9 meses e continuam até os 18 meses. Felizmente, São Bernardos são sensíveis, inteligentes e adoram agradar. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do São Bernardo

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São Bernardo fêmea e seu filhote deitados no jardim. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu São-bernardo à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Escove o seu São Bernardo três vezes por semana com uma escova de borracha ou luva própria de hound para os de pelagem curta ou escova de grampos para os de pelos longos. Durante o período em que os pelos caem, use uma lâmina apropriada para remover os pelos mortos. Se ele tiver nós ou embaraços atrás das orelhas ou nas patas, espirre uma solução desembaraçante na área e ajude a desembaraçar com os seus dedos ou pente.

Os São Bernardos não precisam de banhos frequentes, mas quando der banhos, é mais fácil fazer do lado de fora da casa, exceto durante o inverno. Use um shampoo feito para cães para que os pelos não fiquem secos. Você pode usar um shampoo embranquecedor para manter os pelos mais brancos e mais brilhantes. O shampoo pode tirar o óleo natural dos pelos ou suas propriedades repelentes, por isso use sabão suave. Os

São Bernardos também desenvolvem manchas ao redor dos olhos, que precisam de atenção especial para manter a área limpa e evitar irritações. Mantenha os olhos livres das manchas limpando diariamente com um pano úmido ou usando um produto formulado especialmente para isso. Eles costumam perder pelos duas vezes ao ano, na primavera e no outono.

Atividade & Exercícios do São Bernardo

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São Bernardo adulto deitado do gramado. (Créditos/Copyright: “Florin C/Shutterstock”)

O São Bernardo exige uma quantidade moderada de exercícios ao ar livre, mas é importante que se exercite para evitar a obesidade. Carregar muito peso é ruim para as juntas e isso pode causar artrite ou outros problemas ortopédicos. São Bernardos gostam de caminhadas diárias e sessões de brincadeiras. Para ficar em forma é necessário se exercitar diariamente, podendo ser através de caminhadas moderadas e corridas curtas. Limite a quantidade de exercícios enquanto filhote até que atinja um tamanho maduro.

Não deixe que ele ganhe peso rapidamente ou corra ou pule em chão escorregadio, isso pode causar problemas no quadril. Os São Bernardos também são suscetíveis a exaustão e ataque cardíaco. Evite que eles se exercitem quando está muito calor ou quente demais durante o dia, e garanta que ele tenha acesso a muita água fresca e sombra. Cuidado com os sinais de fatiga e exaustão, que inclui respiração pesada ofegante, gengivas vermelho-escuras, e fraqueza ou colapso.

Os esportes caninos que eles podem se dar bem é empurrar carros de tração, carregar peso e competições de obediência. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos que devem ser tomados na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do São Bernardo

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Dupla de filhotes de São Bernardo na neve. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os São-bernardos são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

O São Bernardo é suscetível a algumas questões de saúde como Síndrome de Wobbler, problemas de coração e de pele, displasia de quadril, tumores, epilepsia, cardiomiopatia, câncer de ossos, osteocondroses, hipotiroidismo e alguns problemas das pálpebras dos olhos como entrópio e ectrópio, uma dobra do lado de for a da pálpebra, geralmente na pálpebra de baixo. Eles também não possuem intolerância ao calor. E devem evitar o inchaço de estômago, sendo melhor alimentá-los com duas ou três pequenas refeições ao invés de apenas uma grande refeição.

Por causa do seu tamanho, o São Bernardo pode sofrer problemas nas juntas e estruturais. É importante que ele cresça e seja mantido em forma e não se exercite demais ou coma demais. Tudo isso pode levar a lesões e problemas que podem ficar sérios com o passar dos anos. É realmente necessário que eles se mantenham em forma com exercícios e dietas adequadas, pois obesidade canina aumenta as chances de desenvolver problemas estruturais os tornando mais dolorosos quando ocorrem.

Treinamento do São Bernardo

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Filhotes de São Bernardo juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

O São Bernardo deve ser socializado desde filhote enquanto o tamanho dele seja fácil de se lidar. Eles possuem um enorme desejo de agradar o seu dono e responde melhor a um treinamento gentil, paciente, firme e consistente. Comece o treinamento logo que trazer ele pra casa. Os São Bernardos são doces, mas podem ser teimosos.

Ensine o seu cãozinho a olhar para você por orientação e seja paciente. O São Bernardo gosta de pensar antes de agir. Eles devem aprender a não puxar a coleira quando são pequenos, pois quando forem maiores será muito mais difícil de segurá-los. Um São Bernardo destreinado pode causar grandes estragos na casa e arrastar pessoas pelas ruas na vontade de ir a algum lugar ou saudar alguém. Treine-o usando uma abordagem alegre e relaxada. Coloque as regras e seja consistente ao garantir que ele as siga. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas por comida. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Um São Bernardo bem treinado é uma companhia maravilhosa e muito agradável para toda família.

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Buldogue Inglês

O Buldogue é uma raça de cachorros de porte médio oriunda da Inglaterra, popularmente chamada de Buldogue inglês ou Buldogue britânico. Outras raças de cachorros Buldogues incluem o Buldogue Americano, o Antigo Buldogue Inglês (hoje extinto) e o Buldogue Francês. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Buldogue Inglês

Origem: Inglaterra
Data de origem: 1500
Grupo de Raças: FCI Grupo 2 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides, Cães de Montanha e Boieiros Suíços / Mastiff / AKC Não-esportistas.
Função original: cão de combate (esporte) usado para combater touros e outros animais.
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Buldogue inglês, Buldogue britânico, Antigo Buldogue inglês.
Tamanho: porte médio
Altura: cerca de 31 cm a 40 cm (quanto mais baixo, mais valioso)
Peso: Machos de 24 kg a 25 kg / Fêmeas de 22 a 23 kg
Cores: combinações de branco, marrom, malhado, tigrado, com manchas.
Pelos: curtos, lisos
Manutenção: fácil a moderada
Expectativa de vida: cerca de 08 anos a 13 anos.
Filhotes: de 4 a 5 filhotes de Buldogue; cesárea.
Reconhecimento (Canil): CKC; FCI; AKC; UKC; KCGB; CKC; ANKC; NKC; NZKC; APRI; ACR; DRA; NAPR; ACA.

Introdução à raça Buldogue Inglês

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Filhotes de buldogue ingleses juntos no parque (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

O Buldogue descende de cães mastifes de luta levados às Ilhas Britânicas pelos antigos Romanos, para que fossem utilizados no combates a touros em um “esporte” muito popular na época conhecido por “Bull-baiting”.

Muito antes disso, os Buldogues também foram utilizados para direcionar rebanhos, mas hoje estes cachorros aparentemente ferozes apenas se assemelham aos seus ancestrais na aparência, pois toda a sua ferocidade desapareceu. Eles são excelentes cães de companhia, por serem surpreendentemente dóceis e muito fiéis, de temperamento amável e gentil, inteligentes, joviais, afetuosos, fortes, resolutos, corajosos e determinados.

Nenhuma outra raça de cachorro é mais admirada por todas essas suas qualidades, principalmente a lealdade e determinação. Eles possuem uma certa calma quando já maduros, e embora amigáveis e brincalhões, podem ser um tanto teimosos e protetores com relação a sua família. Os Buldogues adoram pessoas, gostam de agradar e procuram chamar atenção o tempo inteiro – não tem nada mais prazeroso para eles que ficar deitados tirando sonecas junto de seus donos. Dentro de casa, costumam ser inativos, preferindo dormir até a hora de comer novamente.

Eles amam crianças, mas não costumam passar horas correndo ou perseguindo bolas com elas no jardim. Costumam engajar em atividades caninas como estas por alguns momentos, mas logo se deitam em algum canto para descansar. Os Buldogues podem ser agradáveis com desconhecidos, e embora sejam um tanto agressivos com outros cães fora do seu convívio, eles se dão bem com outros animais de estimação. Buldogues não costumam latir muito, mas são excelentes vigias. Apesar de não latir, fazem vários outros tipos de barulhos – roncam, soltam gases, bufam.

Em geral são de fácil manutenção e não requer muitos cuidados. Não exigem muitos exercícios físicos e não são enjoados para comer. Possuem uma pelagem curta que não precisa de maiores cuidados, mas precisa de uma atenção especial com a sua pele, principalmente nas dobras. O Buldogue não tolera variações extremas de temperatura, por isso é importante que ele viva dentro de casa, em clima confortável, não só para evitar ataques cardíacos, mas também porque adora estar junto de sua família.

Infelizmente, por ser um cão braquicefálico, o seu tamanho e sua estrutura faz com que seja mais suscetível a problemas de saúde, especialmente respiratórios e de juntas. Eles ganham peso facilmente se não se exercitarem de forma suficiente e moderada, além de que o seu peso pode agravar seus problemas de saúde pré-existentes. Mesmo assim, o Buldogue está entre as raças mais populares e as raças mais caras do mundo.

Origem da raça Buldogue

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Buldogue inglês adulto de pelagem tigrada (Créditos/Copyright: “WilleeCole Photography/Shutterstock”)

O Buldogue tem estado por aí, de uma forma ou de outra, por pelo menos uns 500 anos. A raça descende dos antigos Mastifes Asiáticos, porém o seu desenvolvimento se deu na ilha da Grã-Bretanha que hoje inclui a Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. O Buldogue Inglês ou simplesmente “Buldogue” foi criado mesmo na Inglaterra em 1.500 especialmente para atuar em um esporte popular em que um ou mais cães eram usados para atacar touros acorrentados (ou ursos e outros animais ferozes e grandes).

O termo “Buldogue” é de origem medieval e refere-se à construção muscular forte da raça e ao poder e agressividade com os quais ele costumava atacar estes animais nas arenas durante o espetáculo de entretenimento da época.

Função original

Embora seja comum afirmar que os Buldogues foram originalmente criados para combater touros, na verdade, estes cachorros possuem uma história muito mais antiga, que data dos tempos antigos pré-Romanos nas Ilhas Britânicas. Em uma terra onde não haviam “cowboys” para laçar porcos e gado, o fazendeiro tinha que usar o “cão da família” para assegurar o animal para que ele pudesse controlá-lo com uma corda. Uma prática bastante antiga e largamente usada por fazendeiros e seus cães pastores de gado.

A prática do Bull-baiting

Muito tempo depois que a raça havia sido estabelecida, o “esporte” de combater touros chamado de Bull-baiting, tornou-se muito popular e a raça passou a ser cruzada mais largamente e usada para essa finalidade. Estes exemplares de cachorros foram desenvolvidos para uma capacidade de luta pura, e eram famosos por engatar em suas presas com uma mandíbula de ferro recusando-se a soltar — podendo segurar a presa por horas e até sufocar os oponentes dessa maneira.

“Bull-baiting”, que na tradução livre pode ser entendida como “isca de boi” é um termo usado para descrever a ação de amarrar um animal (geralmente urso ou touro) a um mastro para servir de isca, para depois ser atacado por este tipo de cão.

O antigo Buldogue usado para esta prática era muito mais alto e mais musculoso que os Buldogues modernos de hoje, e tinham um focinho mais longo e uma cauda reta que se assemelhava a uma bomba de combustível. Os Buldogues modernos são uma versão bastante modificada que seria incapaz hoje de exercer esta sua função anterior. Acreditava-se que a prática do “esporte” tinha uma razão; era tida como uma forma de amaciar a carne do boi.

Por muitos anos, acreditou-se que esta prática “afinava” o sangue do boi fazendo com que a sua carne ficasse mais macia depois de abatido.

A crença era tão forte que em muitas áreas da Inglaterra haviam leis que exigiam que os bois deveriam servir de isca antes de serem abatidos. Mais que isso, era um esporte popular em uma época em que não haviam outras formas de entretenimento de massa como esportes profissionais, programas de TV, filmes, etc. O touro ou boi bravo jogava o cão para o alto com seus chifres para o delírio de multidões de espectadores.

O cão, por outro lado, tentava agarrar-se ao animal, geralmente pelo focinho, e levá-lo ao chão com a força de sua mandíbula. Eles rastejavam para baixo do animal para que o mesmo não os conseguisse pegar e jogá-los para cima. Suas mandíbulas largas e poderosas eram impossíveis de se soltar uma vez que se agarravam no focinho do animal. O focinho curto e achatado do Buldogue permitia que ele respirasse enquanto segurava o nariz do touro.

Ele tinha que ser obstinado o bastante para aguentar o tempo que fosse, não importando o quanto o touro o chacoalhasse para soltar. Tanto é que a sua alta tolerância para dor foi desenvolvida para aprimorar a sua habilidade para o esporte.

Até as rugas na cabeça e na testa do Buldogue tinha um propósito: direcionar o sangue que saía do touro devido às mordidas do cachorro para longe dos seus olhos, afim de evitar que o sangue obstruísse a sua visão e o cão não pudesse enxergar.

O Buldogue moderno

Em 1835, após muitos anos de controvérsias, o polêmico esporte foi proibido na Inglaterra, até que se tornasse ilegal pela Lei da Crueldade com Animais — lei bem-estarista que “protege” os animais, enquanto propriedade humana, de maus tratos incluindo bois, touros, cães, ursos e ovelhas –, para que o esporte na Inglaterra, assim como as brigas de galo e rinhas de cachorros fossem proibidas de vez.

No Brasil, os maus-tratos de animais são crimes previstos no artigo 32 da Lei Federal nº 9.605, chamada de Lei de Crimes Ambientais, protegidos pela Declaração Universal dos Direitos dos Animais. Com isso, muitos pensaram que o Buldogue fosse desaparecer por não ter mais serventia. Naquela época, o Buldogue não era um animal afetuoso, pois as espécies mais agressivas e corajosas eram cruzadas por gerações para servirem ao combate. Eles viviam para combater animais, e era tudo o que sabiam fazer. Apesar disso, muita gente admirava o vigor, a força e persistência da raça. Foi então, que estes admiradores decidiram preservar a sua aparência, porém reproduzi-los com um temperamento mais doce e gentil ao invés de agressivo. E assim, o Buldogue foi reformulado.

Criadores dedicados e pacientes passaram a selecionar apenas os exemplares de cachorros com temperamentos dóceis para reprodução. Os cães agressivos e neuróticos não podiam ser reproduzidos. Focando a atenção no temperamento destes novos cães, estes criadores conseguiram transformar o Buldogue no cachorro gentil e afetuoso que temos hoje.

O Buldogue é o triunfo da habilidade humana em reabilitar uma raça inteiramente para transformá-la em uma companhia desejável através de práticas bem pensadas e dedicadas.

Com o tempo, o antigo Buldogue foi também cruzado com o Pug, e o resultado foi um cão mais baixo, mais largo e com um crânio braquicefálico. Embora hoje o Buldogue pareça forte, ele não pode mais desempenhar a mesma tarefa da qual foi criado, nem aturar os rigores de corridas, nem ser atirado para os ares, e tampouco consegue agarrar a presa com o seu focinho tão curto.

Os criadores passaram a mostrar os Buldogues em competições na Inglaterra em 1859. Em 1864, o primeiro clube de raça de Buldogues foi formado. Em 1875, outro clube foi formado e desenvolvido um padrão. Foi uma questão de tempo para que o Buldogue chegasse aos Estados Unidos e fosse reconhecido pela AKC em 1886, sendo o Clube Buldogue da América formado em 1890. Hoje eles são uma das raças preferidas das famílias em todo mundo e uma das raças mais populares e mais vendidas no Brasil.

Buldogues ficaram tão populares que foram associados a Marinha Americana durante a Primeira Guerra Mundial e tornaram-se seus mascotes oficiais.

Aparência do Buldogue

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Buldogue inglês filhote deitado na grama (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

O Buldogue é um cão de porte médio, baixo, de pernas curtas, porém musculoso, largo e pesado que denota um centro de gravidade baixo, uma habilidade vital para lutar com animais de grande porte. É uma raça de cão braquicefálica, cujas características são a sua cabeça massiva, cuja circunferência deve ser igual à sua altura deixando um amplo espaço para a sua mandíbula forte, focinho curto e achatado.

Sua mandíbula inferior proeminente permite uma mordida firme, feita para morder e não soltar, ao mesmo tempo que deixa espaço para a respiração pelo nariz. A sua cara é enrugada até a testa, com dobras grossas na pele. Possui dobras na face e uma parada larga e profunda; pele caindo debaixo do pescoço; bochechas que se estendem de lado a lado de seus olhos redondos e escuros; beiços caídos e dentes pontudos; orelhas pequenas e finas, dobradas como uma rosa; e nariz preto e largo com narinas grandes.

O corpo musculoso do Buldogue faz com que ele tenha uma marcha distinta — por causa das suas patas arcadas, uma em cada canto do corpo, ele move-se como se tivesse um gingado ou uma espécie de rebolado. Ele é uma das poucas raças de cachorro na qual a cauda é naturalmente curta, tanto reta como parafusada. Seus pelos são finos, rentes à pele, curtos, lisos, brilhantes e macios. O Buldogue pode ser castanho avermelhado, branco sólido, rajado, castanho sólido, castanho, malhado, ou ter outras combinações destas cores.

Ambiente Ideal para o Buldogue

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Buldogue inglês adulto deitado sobre o tapete (Créditos/Copyright: “Victoria Rak/Shutterstock”)

Esse companheiro brincalhão é capaz de amar todo mundo e se adaptar a todo tipo de lar por causa da sua boa natureza. Os Buldogues estão entre os melhores cães de companhia para apartamentos, pois podem viver tanto em casa como em ambientes menores, por serem praticamente inativos dentro de casa, e não precisarem necessariamente de um jardim. Mas devido a sua cara achatada e construção pesada, ele é altamente sensível a variações bruscas de temperatura, incluindo o calor, por isso deve viver dentro de casa para não superaquecer em dias muito quentes.

Temperamento & Personalidade do Buldogue

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Buldogues mãe e filho brincando na areia da praia juntos (Créditos/Copyright: “Tatiana Katsai/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cachorro, o Buldogue inglês precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Buldogue cresça saudável tornando-se um cachorro bastante sociável.

Embora a aparência do Buldogue seja intimidante, ele está entre o grupo de raças de cachorros mais gentis que existem. Mesmo assim, é importante entender que os temperamentos dos machos e fêmeas podem ser bem diferentes. É comum fêmeas mais plácidas e indiferentes, enquanto os machos são mais leais, brincalhões e mais sociáveis. Estas diferenças são mais aparentes com o passar do tempo, porém antes que se acalmem em idade avançada.

De acordo com a AKC, a personalidade do Buldogue, em geral, deve ser gentil, resoluta e corajosa, mas não feroz e agressiva. Seus criadores trabalharam duro para reduzir e até remover por completo toda a agressividade que antes existia nesses cachorros. A sua maioria hoje possui uma natureza amigável, paciente, comportada, adaptável e equilibrada. Buldogues são excelentes animais de estimação devido a sua tendência forte de formar laços estreitos com seus donos, especialmente com as crianças, por esta razão estão entre as melhores raças de cachorros para crianças.

O Buldogue é leal, extremamente afetuoso, dependente e profundamente devotado a sua família. Por isso, no geral, costumam se dar bem com crianças, outros cães e outros animais de estimação que forem criados juntos dele. Eles são capazes de ficar tão ligados ao lar e à família que podem nem querer sair para o quintal sem companhia. Eles são capazes de preferir dormir no colo ou aos pés do dono do que correr atrás de uma bola no jardim.

A sua reputação de corajoso, faz com que ele seja um cão de guarda com habilidades excelentes, mas que irá latir apenas quando for necessário. Geralmente, só a aparência do Buldogue é o suficiente para afastar e assustar invasores. Cabeça-dura e determinado, a raça pode ser muito persistente e ter uma natureza teimosa. Eles não desistem facilmente. Podem também demorar a aprender, mas uma vez que aprendem algo, são muito bons no que fazem, e não esquecem jamais. Alguns Buldogues também podem ser um tanto dominadores e precisam de um dono que saiba demonstrar liderança e entenda o comportamento alpha canino.

O Buldogue que entende o seu lugar no seu bando possui um comportamento bacana e é confiável ao redor de todos. Quando os Buldogues são jovens, eles são cheios de energia, mas eventualmente se acalmam com a idade. Eles roncam alto e babam bastante, além de fazerem bagunça para comer. Aqueles que apresentam comportamentos de guarda em excesso, como guardar mobília, comida, brinquedos, outros locais da casa, ou são agressivos, podem não estar tendo a liderança necessária por parte de seus donos. Este tipo de comportamento só acontece quando o dono deixa que ele mande em tudo, mas que pode ser corrigido quando o dono começar a apresentar uma liderança adequada.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

O Buldogue perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que for que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Buldogue

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Buldogue inglês adulto limpando as orelhas (Créditos/Copyright: “WilleeCole Photography/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Buldogue à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Escove os pelos do seu Buldogue uma ou três vezes por semana com uma escova firme. Limpe a sua cara com um pano úmido todos os dias, cuidando para limpar dentro das dobras. Seque bem dentro das dobras completamente depois de lavar. Alguns sugerem limpar suas dobras com lenços umedecidos de bebê que possuem lanolina e aloe vera. Se a pele do seu Buldogue estiver irritada dentro das rugas, peça para o seu veterinário prescrever uma pomada do tipo unguento. Depois de limpar as suas dobras, lave o seu nariz e aplique vaselina para mantê-lo macio e evitar que fique seco e escamado.

É muito importante que as passagens nasais e orelhas sejam mantidas limpas. Mantenha também os olhos sempre limpos, diariamente. É essencial limpar também a área do queixo e ao redor da boca/lábios depois de cada refeição. Todo esse trabalho evita irritações na pele e manchas, pois se algum local for deixado úmido, suas rugas ou dobras tornam-se um local perfeito para o crescimento de bactérias ou fungos.

Faça o mesmo debaixo da cauda e na área externa da vulva. Se você mantê-lo escovado e limpo, os banhos não precisarão ser frequentes. Banhos e shampoo seco devem ser usados apenas quando necessário. Quando ele estiver soltando pelos, use uma escova de borracha para remover os pelos soltos. Buldogues não costumam soltar tanto pelo, mas durante a primavera e o outono, a quantidade aumenta um pouco. Intensifique as escovações até que estes período termine.

Atividade & Exercícios do Buldogue

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Mãe e filhote Buldogue inglês juntos no jardim (Créditos/Copyright: “Tatiana Katsai/Shutterstock”)

Buldogues são inativos dentro de casa e não exigem uma enorme quantidade de exercícios (embora precisem caminhar todos os dias para evitar o ganho de peso). Você irá notar que alguns Buldogues até gostam de se exercitar por curtos períodos de tempo, mas outros preferem ficar deitados o dia inteiro. Mas, no geral eles são cães que preferem ficar dentro de casa num estilo de vida mais relaxado. Cerca de 15 minutos de brincadeiras, e já estão prontos para uma nova soneca.

Você até pode levar o seu Buldogue para caminhar 1km ou mais durante os dias mais amenos, mas ele será feliz do mesmo jeito com uma voltinha pelo quarteirão. Eles adaptam-se a qualquer nível de atividade da sua família, mas lembre-se sempre de não exercitá-lo em dias quentes. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos que devem ser tomados na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Buldogue

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Filhote de Buldogue inglês descansando debaixo de uma sombra de árvore no jardim (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Buldogues são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Quando os Buldogues não são reproduzidos com foco na saúde, eles podem vir à ter inúmeros problemas. Para começar, o Buldogue pode sofrer de problemas nas juntas, quadril e joelhos devido a sua estrutura óssea e má formação. Podem ocorrer infecções de ouvido e de pele por fungos dentro de suas dobras, rugas e caudas enroladas, por isso precisam ser limpas e enxutas diariamente. Problemas nos olhos também podem ocorrer, como “olhos de cereja”, visão fraca, pálpebras invertidas, cataratas e olhos secos.

Outros problemas incluem alergias, vários tipos de pedras nos rins e câncer. Os Buldogues também possuem um alto risco de torção gástrica, uma torção de estômago que corta o suprimento de sangue que muitas vezes exige cirurgia. Os problemas genéticos não são os únicos problemas que afetam os Buldogues. Devido a sua cara achatada e construção pesada, eles também estão suscetíveis a problemas respiratórios; alguns também possuem traqueias estreitas.

São altamente suscetíveis a infartes e podem morrer em questão de poucas horas se deixados do lado de fora em dias muito quentes, locais quentes ou dentro de carros. A síndrome da passagem de ar braquicefálica é comum entre os Buldogues também – uma condição que dificulta a passagem de ar em cães de cara achatada, como o Buldogue, impedindo-o de respirar. Por causa disso, o Buldogue não consegue se resfriar facilmente e pode superaquecer mais rápido que outras raças durante os climas mais quentes ou exercícios.

Os filhotes do Buldogue são sempre nascidos por cesáreas devido aos seus ombros mais largos que seus quadris e suas cabeças grandes, por isso é tão difícil para as fêmeas darem cria sem ajuda. Eles também são famosos por problemas de flatulência, especialmente se a sua alimentação não for adequada. Os Buldogues costumam ter de 4 a 5 filhotes por cria, e possuem uma expectativa de vida de 8 a 13 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Buldogue

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Buldogue inglês adulto obedecendo a um comando básico do seu dono de dar a patinha (Créditos/Copyright: “ChickenStock Images/Shutterstock”)

Eles podem ser tranquilos, mas o Buldogue retém um pouco da natureza tenaz e teimosa dos seus ancestrais. É o tipo de raça de cachorro muitas vezes considerada difícil de ser treinada. O Buldogue pode não se destacar em obediência nos ringues de competições mais populares, mas quando aprende algo, ele é capaz de nunca mais esquecer.

Ele é curioso e aprende rapidamente tarefas simples, mesmo sendo teimoso e imprevisível em algumas ocasiões. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. Consistência também é importante, mas o Buldogue é super sensível ao tom de voz da pessoa, por isso é importante tomar cuidado para não ser enérgico e agressivo com ele e colocar tudo a perder. Eles não respondem bem à métodos duros e severos.

O treinamento deve ser feito com firmeza, paciência, consistência, elogios e recompensas. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Shar Pei

O Shar-pei é uma raça canina oriunda da China que já existe há algumas centenas de anos. Ele foi inicialmente criado para ser cão de fazenda desempenhando múltiplas funções, e foi usado para proteger a propriedade, caçar, pastorear e mais tarde até lutar. Já foi até guardião de palácio real. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Shar Pei

Origem: China
Data de origem: século XVII
Grupo de Raças: FCI Grupo 2 ­ Cães de tipo pinscher e schnauzer, molossoides, cães montanheses e boieiros suíços – Molossóides / AKC Não­esportistas.
Função original: cão fazendeiro, cão pastor e de rastreio
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Shar­pei, “Cão Lutador Chinês, “Leão­ dourado”.
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 46 cm a 56 cm / Fêmeas de 46 cm a 51 cm
Peso: Machos de 25 kg a 29 kg / Fêmeas de 18 kg a 25 kg
Cores: castanho avermelhado, vermelho, preto, creme, marrom, chocolate, cinza prata.
Pelos: curto, rente à pele, liso, macio.
Manutenção: fácil à moderada.
Expectativa de vida: cerca de mais de 10 anos
Filhotes: cerca de 4 a 6 filhotes por cria.
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Shar Pei

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Dupla de Shar peis filhotes, um marrom outro marfim no jardim (Créditos/Copyright: “Pack-Shot/Shutterstock”)

Seu nome quer dizer “pele-de-areia” em menção a sua famosa pelagem áspera, curta, solta e enrugada. O Shar-pei ainda possui outras características bem distintas como o focinho largo que lembra um hipopótamo, pequenas orelhas triangulares caídas, e uma boca e língua azul-escuras, como a do seu compatriota Chow Chow. O Shar-pei é inteligente, teimoso e muito devotado à sua família.

Embora não demonstre, costuma ser do tipo “cão de um homem só”, mas mesmo assim consegue estender a sua proteção para a família inteira, incluindo outros animais de estimação do seu convívio. Altamente territorial, ele é desconfiado com estranhos e pode até ser agressivo com cães que não conhece. O treinamento desde cedo é essencial para uma raça independte e cabeça-dura como o Shar-Pei.

O Shar-pei precisa de um dono assertivo capaz de estabelecer a sua liderança de forma firme, porém gentil e que possa treiná-lo sem entediá-lo. Não se preocupe, ele aprende rápido, por isso o seu treinamento não costuma ser uma tarefa árdua.

Tenha em mente, porém, que crianças podem ficar desapontadas com a falta de interesse dele em ficar agarrado com elas ou de ser abraçado. O Shar-Pei possui um nível de atividade baixo a moderado e pode viver perfeitamente feliz em qualquer tipo de lar, incluindo apartamentos.

O Shar Pei precisa de estímulos mentais e físicos diários, mas suas necessidades podem ser atingidas com jogos e brincadeiras durante o dia no jardim ou uma boa caminhada pelo quarteirão ou parque. Não é o mais adequado para ele viver exclusivamente do lado de fora, mas pode dividir o seu tempo entre dentro e fora de casa. Contudo, é mais feliz ao lado de seus donos o tempo inteiro.

A sua ancestralidade como cão guardião e lutador faz dele um excelente cão de guarda – tanto que precisa ser ensinado a não reagir às pessoas e animais que não conhece. Late apenas quando necessário. Por fim, não exige muitos cuidados – é naturalmente limpo e banhos frequentes não são necessários. Porém, com todas as suas rugas, ele pode ser mais suscetível a problemas de pele, por isso atenção maior para estas áreas, e seus pelos precisam apenas de algumas escovações semanais.

Origem da raça Shar Pei

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Dupla de Shar peis adultos de pelagem negra (Créditos/Copyright: “Vitaly Titov/Shutterstock”)

Cães como o Shar Pei existiram no sul da China por séculos, talvez desde a Dinastia Han em cerca de 200 A.C., mais precisamente na província de Guangdong. Arqueólogos encontraram estátuas deste período que mostram cães similares ao Shar-Pei, e mais tarde outras evidências também foram encontradas, como documentos do século XVII que se referiam a cães enrugados.

O Shar-Pei original da China era bem diferente da raça hoje popular no Ocidente. Tanto é verdade, que as pessoas no sul da China, Hong Kong e Macau diferenciam o tipo do Ocidente do tipo original denominando-os “boca-de-carne” e “boca-de-osso”, respectivamente.

Por muitos anos, os antigos Shar-Peis eram mantidos para diversas funções e originalmente foram cães fazendeiros e trabalhadores no campo, desempenhando várias tarefas diferentes como a caça, pastoreio e proteção ao lar de sua família, além de fazer companhia para fazendeiros e camponeses. Foram usados também para proteger a Realeza Chinesa e guerreiros Samurais. Mais tarde, foram até cães de luta.

Durante todo esse tempo, o Shar-Pei foi reproduzido focando na sua inteligência, força e face carrancuda. Apesar dos seus ancestrais serem incertos, ele pode ter descendido do Chow Chow; no entanto, a única ligação entre as duas raças é a língua azul escura.

Acreditava-se que a sua pele enrugada afugentava os maus espíritos, além de que durante as lutas dificultava outros cães a se agarrarem nele. Seu nome “Shar-Pei” significa “pele de areia” em referência a textura áspera da sua pelagem.

Da decadência a popularização até os dias de hoje

A vida sempre foi dura na China, mas para o Shar-Pei se tornou ainda mais perigosa depois que o Comunismo tomou o poder no início do século XX. Durante a Revolução Comunista a raça diminuiu drasticamente – eles se tornaram um símbolo de um passado decadente e foram praticamente eliminados na década de 1950.

Apenas alguns permaneceram nas áreas rurais, assim como em Hong Kong (que ainda permanecia sob o domínio inglês) e Taiwan. Foi então que um empresário de Hong Kong, apelou para os americanos através de uma revista para salvar a raça em 1973. Cerca de 200 Shar Peis foram exportados para os Estados Unidos onde logo se tornaram populares.

Em 1974 o Clube Shar-Pei Chinês da América foi formado e reconhecido pela AKC em 1992, e hoje é uma das raças mais reconhecidas nos Estados Unidos. Embora seja conhecido pela sua pele solta e rugas profundas e superabundantes quando filhotes, as rugas nos adultos são limitadas apenas na cabeça, pescoço e ombros.

Aparência do Shar Pei

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Shar pei marrom de perto (Créditos/Copyright: “eblanco/Shutterstock”)

O Shar-Pei é um cão de porte médio, compacto e quadrado, com uma construção muscular moderada, uma cabeça levemente maior que o seu corpo, e características faciais bem distintas. Ele é mais reconhecido pelas suas rugas profundas por toda a face, começando pela testa, descendo pelos laterais até o pescoço e ombros. Não é por acaso que seu nome, Shar-Pei significa “cobertura ou pelagem de areia”, na qual a aspereza é uma característica bem peculiar da raça, sendo apresentada em dois tipos diferentes, ambas lisas, mas uma extremamente curta (cavalo) e outra alguns centímetros mais longa (escova).

Qualquer pelagem mais longa que estes dois tipos é chamada de “pelagem de urso” e não é considerada um padrão da raça, ocorrendo apenas quando ambos o macho e a fêmea possuem genes recessivos. As cores incluem preto, azul, crême, castanho, castanho-avermelhado, vermelho, apricô, chocolate, cinza escuro e isabella. O nariz é grande e largo, preto ou tijolo (rosa com preto), com ou sem uma máscara negra. O Shar-Pei pode ter também uma coloração “diluída”, o que significa que as unhas, nariz e ânus da mesma cor dos pêlos. Todas essas variações de cores são aceitáveis, mas devem ser sólidas por inteiro.

Outras características distintas da raça incluem a sua boca e língua escuras herdadas provavelmente dos conterrâneos Chow Chows, seu formato de cabeça grande, larga e reta com focinho largo e parada pronunciada que se assemelham a de um hipopótamo, pequenas orelhas triangulares levemente arredondadas nas pontas e olhos negros, pequenos e profundos em formato de amêndoas. A raça ainda possui um peitoral largo, profundo e costas curtas. A sua traseira ou garupa é reta e a base da cauda é extremamente alta.

A cauda é redonda, grossa afinando na ponta e enrolando para a lateral das costas. Seus ombros são robustos, musculosos e inclinados, as patas dianteiras são retas e moderadamente espaçadas, os cotovelos próximos ao corpo. Os membros são substancialmente musculosos, mas não são pesados nem excessivamente longos. As patas são de tamanho médio, compactas e firmemente plantadas.

Eles possuem quarto-traseiros fortes, musculosos e bem angulados com jarretes curtas e perpendiculares ao solo. Seu pescoço de comprimento médio é cheio e bem assentado sobre os ombros. A linha superior da raça mergulha ligeiramente atrás da cernelha, e eleva-se ligeiramente sobre o lombo. Seus dentes fortes se fecham em mordida de tesoura.

Ambiente Ideal do Shar Pei

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Shar pei adulto de pelagem escura deitado no gramado em meio à flores (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

Apesar de não estar entre as as melhores raças para viver em apartamentos, o Shar Pei pode muito bem viver em uma casa pequena ou ambientes ainda menores, na cidade ou no campo, desde que seja exercitado de forma suficiente. Eles são uma raça comparativamente ativa dentro de casa, mas não precisam necessariamente de um jardim. A raça é sensível ao clima quente por causa das suas rugas na cabeça que retém todo o calor. Em dias quentes, deve-se sempre fornecer sombra e água a todo momento. Um jardim seguramente cercado evita que ele se meta em conflitos com outros cães ao tentar expandir seu território para todo o quarteirão.

Temperamento & Personalidade do Shar Pei

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Shar pei adulto ao lado da sua dona no inverno (Créditos/Copyright: “Tomsickova Tatyana/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Shar-pei precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências.

A socialização ajuda a garantir que o seu Shar-pei cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável. O Shar-Pei é tranquilo, calmo, inteligente, brincalhão, ativo, dominante, corajoso e devotado. Mas a raça não é para qualquer um. Ele até pode se dar bem com crianças, mas deve ser supervisionado ao redor dos pequeninos. Pode se dar bem com animais de estimação, desde que tenha sido socializado com eles desde filhotes.

O Shar Pei é muitas vezes desconfiado de desconhecidos, devido as suas origens de guardião quando caçava e lutava com outros animais. A maioria dos Shar-Peis não liga se não tiver a companhia de outros cães, e são facilmente provocados até serem agressivos.

O Shar-pei é uma raça muito independente e reservada, mas extremamente devotada, leal e afetuosa com sua família, podendo desenvolver até um conhecimento intuitivo sobre o seu dono e sua família.

O Shar-Pei também não gosta de ficar completamente sozinho, e prefere estar perto de seus donos o tempo inteiro. Ele é um pouco esnobe e indiferente. Apenas os membros da família costumam receber toda a sua atenção, carinho e devoção. Se não for socializado ou treinado da maneira adequada, pode ficar agressivo e territorial. Até mesmo as espécies amigáveis e bem socializadas retém suas características de guarda originais, como latir para estranhos, porém apenas quando brincando ou preocupados.

Se você consegue ouvi-lo, deve prestar atenção e ver o que está acontecendo. Embora o Shar-Pei seja um tanto teimoso, eles são receptivos ao treinamento. Com repetição e um sistema claro de recompensa, não é difícil treiná-lo. Mas eles não respondem bem a tratamentos cruéis e negativos.

O Shar-Pei precisa de um dono confiante. Se você for indeciso, inconsistente ou muito mole, ele tentará tomar a liderança. O Shar-Pei precisa de uma figura firme, gentil e extremamente consistente. O cão precisa aprender que todos os humanos estão acima dele no bando, pois aqueles que se acharem acima dos humanos desenvolverão comportamentos inadequados.

A raça precisa de treinamento de obediência firme para estabelecer a liderança do seu dono. Senão poderão recusar comandos de seus familiares. O temperamento do cão vai depender de como o seu dono irá tratá-lo. O Shar-pei perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes.

Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Shar Pei

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Shar pei filhote deitado na sarjeta (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Shar-pei à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Ensine-o desde cedo a aceitar os procedimentos de limpeza e outros cuidados como cortar as unhas, limpar as orelhas e escovar o dentes. Você não pode deixar que ele intimide você para não fazer estes procedimentos. Embora ele seja um cão naturalmente limpo e com pouco odor, ele ainda sim precisa de alguns cuidados para mantê-lo com boa aparência. Um escovação completa uma vez por semana é o suficiente. Ele não precisa de banhos frequentes, talvez a cada 12 semanas, se não ficar se arrastando em sujeira. Banhos frequentes tendem a irritar a sua pele.

A grande dificuldade em cuidar dele, porém essencial, é secá-lo após cada banho. Se você não secar suas rugas por completo, pode ocorrer algumas infecções de pele. Enxugue bem entre as rugas com uma toalha para eliminar toda a umidade. O Shar-Pei é classificado como focinho-curto, ou raça braquicefálica, similar ao Buldogue, Boxer e Pug. Seus focinhos fazem com que ele seja muito sensível ao calor, podendo superaquecer facilmente. Para prevenir ataques cardíacos, precisam ficar em ambientes com temperaturas mais amenas.

Atividade & Exercícios do Shar Pei

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Shar pei marrom brincando no jardim (Créditos/Copyright: “Alexeysun/Shutterstock”)

O Shar-Pei possui uma necessidade considerável de exercícios, que inclui apenas caminhadas diárias. Contudo, devido as suas rugas em excesso na pele, deve-se evitar os dias muito quentes para não superaquecê-lo. Além de sempre mantê-lo hidratado. Eles devem ser levados para caminhar pelo menos uma vez por dia ou permitidos brincar e correr todos os dias.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Shar Pei

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Filhote de Shar pei sendo examinado pela sua veterinária (Créditos/Copyright: “VP Photo Studio/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Shar-peis são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Por causa da sua popularidade depois de apresentado nos Estados Unidos em 1970, a raça sofreu uma série de cruzamentos excessivos, resultando em alguns de problemas de saúde.

Os problemas podem incluir displasia de quadril e cotovelos; luxação patelar; hipotiroidismo; problemas de visão como entrópio em que os cílios viram para dentro irritando os olhos, displasia de retina glaucoma e alergias; câncer; torção gástrica; osteocondrose dissecante e infecções de pele devido as suas rugas como demodicosis, seborréia, mucinose cutânea e pioderma. Mas um dos problemas que mais atingem a raça é uma doença chamada de Febre do Shar-Pei, uma condição em que o cão experiencia febres periódicas podendo durar por 24 horas, as vezes até 3 dias acumulando fluidos nos tornozelos.

Os sintomas podem incluir letargia, vômitos, diarréia, e respiração superficial. Amiloidose, também é uma condição a longo termo muito relacionada com a Febre do Shar-Pei, causada por depósitos de proteínas amilóides não processadas nos órgãos, na maioria das vezes nos rins e no fígado, levando a falência renal. O Shar-Pei também é mais suscetível a infecções por fungos nas orelhas devido ao canal interno estreito o que torna difícil de limpar aumentando as chances de umidade. Deficiência de vitamina B-12 também é um problema comum entre eles.

A raça costuma ter uma expectativa de vida de 10 anos ou mais, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Shar Pei

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Shar pei com jornal preso na boca para entregar para o seu dono (Créditos/Copyright: “Julija Sapic/Shutterstock”)

O Shar-pei é uma raça forte, confiante, capaz de aprender rapidamente, por isso não deixe o treinamento para mais tarde. Ele é independente e teimoso. Seja firme, mas nunca duro ou físico com ele. Comece o treinamento e a sua socialização desde cedo, de preferência assim que ele for para casa com você, e se empenhe em continuar com o processo toda a sua vida.

Ele precisará de esforço constante, já que não é um cão naturalmente amigável com outros cães. Ele pode ser muito teimoso e seus donos devem ser consistentes e firmes para estabelecer liderança. Geralmente o Shar-pei é ávido para agradar e responsivo ao treinamento. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Eles devem ser treinados com consistência e firmeza, e podem ficar entediados com repetição, por isso o seu treinamento deve ser dinâmico e diverso, além de interessante.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder. O melhor tipo de socialização é levá-lo a todos os lugares com você — eventos ao ar livre, parques, praia, casa de amigos — quantas vezes for possível. Isto vai ajudar a evitar que ele se torne tímido demais ou super protetor. Por ser agressivo com relação a outros cães, o Shar-Pei deve ser mantido na coleira sempre que for exposto a locais públicos.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há muitos métodos para treiná-lo, considere o sistema de caixa se precisar adaptar o seu cão a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Buldogue Francês

O Buldogue Francês é um cão de companhia de porte pequeno oriundo da Inglaterra. Contudo, a sua história está ligada a marginalização britânica que sofreu durante o século XIX. Uma época em que Buldogues eram aceitos em apenas um único tamanho na Grã-Bretanha, sendo rejeitados os cachorros da raça que nasciam menores. Foi então que, levados à França por artesões ingleses, estes pequenos cães passaram a se desenvolver em tamanho miniatura. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Fica Técnica da raça Buldogue Francês

Origem: Inglaterra, levado à França
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de companhia – molossóides de pequeno porte / Mastife, AKC Não-esportistas.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia
Tamanho: porte pequeno à médio
Altura: 30 cm
Peso: de 09 kg a 10 kg / de 10 kg a 13 kg
Cores: fulvo, malhado, vermelho tigrado e preto tigrado.
Pelos: curtos, lisos, rente à pele.
Manutenção: fácil, escovações ocasionais, banhos mensais
Expectativa de vida: cerca de 08 a 12 anos
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Buldogue Francês

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Dupla de Buldogues franceses passeando na rua (Créditos/Copyright: “Elena Itsenko/Shutterstock”)

O Buldogues franceses foram criados primeiramente para caçarem ratos, mas após figurarem em pinturas de Degas e Toulouse-Lautrec, tornaram-se muito populares inclusive na própria Inglaterra. De personalidade dita entusiástica, energética, tranquila e travessa e aparência curiosamente atraente com suas “orelhas de morcego”, logo ficou na moda. O Buldogue Francês é pequeno mas possui um corpo musculoso. Sua pelagem é bastante curta, grossa e de aspecto brilhante, podendo ainda apresentar-se em quatro diferentes cores: fulvo, malhado, vermelho tigrado e preto tigrado.

Ele ainda compartilha de muitas outras características do seu ancestral Buldogue como o baixo centro de gravidade, corpo largo, ossos pesados, uma cabeça grande e quadrada, pele solta formando rugas na cabeça e nos ombros. Mas ao contrário do Buldogue, ele possui uma expressão alerta, curiosa, e seus movimentos são soltos e livres, com alcance e propulsão.

Ele é charmoso, inteligente e tem senso de humor. Ele adora brincar e entreter a sua família, assim como gastar o seu tempo relaxando no sofá com a sua pessoa favorita. Ele é agradável, doce e adora chamar atenção. Todo esse entusiasmo e atitude tranquila é também levada para as sessões de treinamento, pois são cachorros inteligentes e o seu treinamento pode ser fácil desde que seja divertido. Eles são cães de pensamento livre, um tanto teimosos, e não são uma raça ideal para competir em agilidade ou obediência.

Os Buldogues franceses são companheiros amáveis que adoram o contato humano. Ás vezes, ficam até muito ligados em seus donos, o que não faz dele a melhor escolha para quem costuma ficar longe por longas horas todos os dias. Isto significa também que ele não pode viver isolado no jardim ou canil, mas sempre dentro de casa como um membro da família.

Ele é o tipo de cão que precisa de muito amor por parte da sua família ou seu dono. Eles costumam se dar bem com todos, e por isso está entre as melhores raças de cahorros para crianças. Eles podem, entretanto ser territoriais e possessivos, especialmente na presença de outros cães.

Socialização é uma necessidade para esta raça, mas com o seu temperamento fácil, esta tarefa não será difícil. Devido a sua natureza bem humorada, porém travessa, o Buldogue Francês precisa de um dono que seja consistente, firme, e paciente. Eles também podem ser excelentes cães de guarda apesar do tamanho pequeno, apenas para alertar a aproximação de estranhos, mas não é o seu estilo latir sem razão. Eles podem ser protetores e são capazes de defender sua família e ao lar com a própria vida.

Eles não precisam de muito espaço e são perfeitos para viver em apartamentos, desde que façam caminhadas diárias de pelo menos 15 minutos para mantê-los em forma e saudável. Mas é bom mantê-lo em ambiente fresco e confortável. Ele é suscetível a exaustão por aquecimento, pois como toda raça braquicefálica, ou de “cara achatada”, ele possui dificuldades para regular a temperatura do seu corpo.

Mas, quando o Buldogue Francês é a combinação perfeita, é impossível ter um só, tanto é que o Buldogue francês está entre as raças mais populares e mais vendidas no Brasil. E por ser tão querido, acabou também entrando para a lista das raças mais visadas por ladrões, portanto, proteja o seu cãozinho e não dê mole com ele por aí.

Origem da raça Buldogue Francês

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Buldogue francês deitado na grama (Créditos/Copyright: “Csehak Szabolcs/Shutterstock”)

No século XIX, o Buldogue era bastante popular na Inglaterra, especialmente ao redor de Nottingham, sendo que algumas destas espécies as vezes nasciam bem pequenas. Estes pequenos exemplares costumavam ser descartados, pois os maiores eram criados para serem usados em combates com touros, o famoso esporte conhecido por Bull-baitin. Foi então que artesões fabricantes de rendas decidiram desenvolver versões miniaturas a partir destes pequenos exemplares, chamadas de “cães de colo” ou “Buldogue toy”.

Fama parisiense e disseminação da raça pelo mundo

Por volta de 1860, quando a Revolução Industrial levou os artesões à França a procura de melhores oportunidades, estes cães acabaram sendo levados junto também. As mulheres francesas logo se apaixonaram pelos Buldogues miniatura, especialmente pelas suas orelhas eretas (uma característica detestada na Inglaterra). Criadores trouxeram mais espécies com eles, e logo o Buldogue virou moda em Paris, e passou a ser chamado de Buldogue Francês. Ao final dos anos 1800s, a raça chamou a atencão da aristocracia francesa e passou a fazer parte dos lares mais abastados na França. Eventualmente, a raça até voltou a aparecer pela Inglaterra em competições.

Os ingleses não ficaram nada felizes com a adição do “francês” ao nome da raça, que originalmente era inglesa, mas o Buldogue francês já era tão popular na França que a denominação acabou ficando e os ingleses tiveram que engolir essa.

Por volta da mesma época, turistas americanos levaram vários exemplares para os Estados Unidos para criar a raça por lá, onde logo também ficaram muito populares. A sua popularidade entre a alta sociedade também prosperou, e por volta de 1913 eles já estavam entre os cachorros mais populares nos Estados Unidos da América. Ao final do século XIX e início do século XX, os Buldogues franceses se tornaram uma febre entre a classe boêmia de Paris: senhoritas da noite, artistas, escritores, como o novelista Colette, e o pintor impressionista Toulouse Lautrec que pintou um exemplar da raça em um de seus quadros, o “Le Marchand des Marrons”.

Aparência do Buldogue Francês

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Buldogue francês filhote deitado no chão (Créditos/Copyright: “Patryk Kosmider/Shutterstock”)

O Buldogue Francês é um cão de porte pequeno, compacto, forte com uma estrutura óssea pesada e uma aparência geral que denota inteligência, força e curiosidade. Todas as partes dele são proporcionais, e nenhum único detalhe é excessivamente proeminente ou desequilibrado em comparação ao resto do corpo. A sua cabeça é quadrada, grande com o topo do crânio reto entre as orelhas e uma testa arredondada. O focinho é largo e profundo com bochechas e uma parada bem definida e proeminente com um nariz preto, que pode ser mais claro nos cães mais claros. Os lábios superiores caem sobre os inferiores, os dentes se fecham em “underbite” sendo a mandíbula inferior quadrada e profunda.

Seus olhos redondos e proeminentes são afastados um do outro e escuros. Suas orelhas de “morcego” são eretas, largas na base afinando em formato triangular até as pontas, emprestando-lhe uma expressão atenta. Seu pescoço é grosso e bem arcado, com pele solta na garganta. Suas costas é forte, curta e larga nos ombros, com costelas bem desenvolvidas, formando o desenho de uma pêra.

Suas patas dianteiras são robustas, bem musculosas, e bem separadas, com pés médios, compactos e firmemente plantados. Suas pernas traseiras são mais longas do que os membros anteriores, de modo que a sua garupa é mais elevada acima dos ombros. O rabo é reto ou parafusado, curto, baixo e grosso na base. Sua pelagem é curta, macia, brilhante e fina. A pele é solta, formando rugas ao redor da cabeça e ombros, com uma textura macia. As cores podem ser malhadas com branco, creme, castanho, branco, preto, cinza, e podem tem ter uma máscara, e marcas.

Ambiente Ideal para o Buldogue Francês

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Buldogue francês filhote dormindo confortavelmente no colinho do seu dono (Créditos/Copyright: “Patryk Kosmider/Shutterstock”)

Os Buldogues Franceses estão entre as melhores raças de cachorros de companhia para viver em apartamentos. Eles podem ser um tanto ativos dentro de casa, mas podem ficar sem um jardim. Eles não toleram temperaturas muito extremas, e superaquecem facilmente, por isso preferem climas mais amenos.

Temperamento & Personalidade do Buldogue Francês

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Buldogue francês no colo de sua dona recebendo um carinho (Créditos/Copyright: “woottigon/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Buldogue Francês precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Buldogue cresça saudável para tornar-se um cão bastante sociável.

O Buldogue Francês é uma companhia agradável, fácil de cuidar, brincalhona, alerta, bem comportada e afetuosa. Ele é entusiasmado e vívido, sem ser barulhento. Curioso, doce e absolutamente hilário, possui uma personalidade cômica e adora fazer palhaçadas. É inteligente e tranquilo, e precisa passar muito do seu tempo com a sua família. Definitivamente, ele não é do tipo que se mantém em canil ou fora de casa confinado ao jardim, ele precisa ficar no ambiente familiar.

Com a socialização adequada o Buldogue Francês pode se dar bem com outros cães, mas não deve ser deixado sozinho com crianças pequenas, pois não costuma tolerar ser maltratado por elas. São um pouco apreensivos com estranhos, mas a maioria é amigável com todos que se aproximam ou que lhe ofereçam colo, por esta razão estão entre as melhores raças de cachorros para crianças.

Esta raça precisa de liderança e não amadurecerá sem isso. Ele não tolera ser ignorado. Quando sente que seu dono é fraco ou passivo demais, pode se tornar teimoso e até surtar. Este tipo de comportamento é conhecido por Síndrome do Cachorro Pequeno, um distúrbio que costuma acometer raças menores que não possuem a liderança necessária por parte de seus donos e acabam se comportando mal. Este tipo de comportamento só acontece quando o dono deixa que ele mande em tudo, mas que pode ser corrigido quando o dono começar a apresentar uma liderança adequada.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

Ele pode ser treinado se o dono for calmo, mas firme, consistente e paciente. Eles podem encrencar com qualquer tipo de treinamento. Motive-os com técnicas gentis e positivas. Quando acham a recompensa certa, aprendem rápido, mas mesmo assim costumam fazer do jeito deles os comandos e truques. A comunicação adequada entre o líder humano e o cão é essencial. Nunca demonstre afeição ou fale de forma doce quando estiverem se comportando mal; ao invés, demonstre um ar de autoridade calma, mostrando sempre que quem está no comando é você.

O Buldogue Francês perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Qualquer cão pode ser um enorme desafio durante a sua adolescência, e no caso do Buldogue Francês, a sua “adolescência” pode começar aos 6 meses e ir até os dois anos de idade. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Buldogue Francês

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Buldogue francês tendo suas unhas cortadas pelo seu veterinário (Créditos/Copyright: “135pixels/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Buldogue Francês à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções.

Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Buldogues Franceses são fáceis de manter e cuidar, e precisam apenas de escovações ocasionais para manter seus pelos saudáveis e brilhantes. Eles soltam pelos em moderação. Mantenha as rugas da face limpas para evitar infecções bacterianas. E toda vez que der banhos, seque suas dobras completamente. Os banhos devem ser mensais ou quando necessários, e use sempre um shampoo adequado para manter os óleos naturais da pele e dos pelos. Quando ele estiver na época de soltar pelos, use escova de borracha para remover os pelos soltos.

Atividades & Exercícios para o Buldogue Francês

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Buldogue francês passeando na cestinha da bicicleta do seu dono (Créditos/Copyright: “buldogue-frances-atividades/Shutterstock”)

O Buldogue Francês possui exigências mínimas de exercícios, e adora corridas ao ar livre, mas não tolera climas muito quentes e úmidos. A maioria não pode nadar. Uma caminhada curta ao redor do quarteirão é mais que suficiente para as suas necessidades físicas. Para mantê-los em boa forma, precisam se exercitar diariamente, mas de forma limitada, devido a sua tendência a exaustão – melhor pelas manhãs e noites.
Descanso suficiente é a chave para o desenvolvimento de ossos saudáveis, músculos e juntas.

Forneça sempre sombra e água fresca. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular a mente do seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Buldogue Francês

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Buldogue francês na praia (Créditos/Copyright: “atryk Kosmider/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Buldogues Franceses são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Os Buldogues Franceses são suscetíveis a algumas condições de saúde. Uma delas é a síndrome da passagem braquicefálica – uma obstrução da respiração muito comum em raças em que os ossos faciais e tecidos são comprimidos, devido ao palato alongado, colapso da laringe, cavidades nasais estreitas ou outros problemas relacionados.

Além disso, eles podem sofrer má formações espinhais chamada de doença de disco intervertebral, problemas reprodutores, dificuldades para dar crias e procriar, problemas de visão como cataratas e problemas de má absorção intestinal. Lembre-se que depois que levar um filhote para casa, você tem a obrigação de protegê-lo contra um dos problemas de saúde mais comuns: a obesidade.

Manter o seu Buldogue Francês em um peso apropriado é uma das formas mais fáceis de estender a sua vida. Se ficarem obesos, podem ter sintomas de espirros, roncos e dificuldades de respiração. Eles ainda são suscetíveis a doenças de juntas, como a displasia de quadril e luxação patelar; defeitos cardíacos; alergias; doença de Von Willebrand. O Buldogue Francês pode viver cerca de 08 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Buldogue Francês

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Buldogue francês deitado no gramado com sua bolinha (Créditos/Copyright: “Kwiatek7/Shutterstock”)

Ao treinar o Buldogue Francês, leve em consideração que embora ele seja inteligente e ávido para agradar, também são muito independentes. O que significa que são teimosos. O Buldogue francês pode não se destacar em obediência nos ringues de competições mais populares, mas é capaz de aprender e nunca mais esquecer. Muitas técnicas diferentes de treinamento podem dar certo com esta raça, por isso não desista se algum método não der certo logo de primeira; apenas tente outra técnica. Para chamar a atenção dele e prender o seu interesse, tente fazer com que o treinamento pareça com um jogo, com recompensas e diversão. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante também treinar o seu filhote como métodos da caixa se planeja lhe dar liberdade pela casa quando adulto. Não importa a raça, os filhotes costumam explorar, ir a lugares que não devem, mastigar coisas, etc. Considere o treinamento da caixa se precisar adaptar o seu cão a um ambiente seguro e confinado. Por razões de segurança e conforto. Consistência é importante, mas o Buldogue Francês é altamente sensível ao tom de voz do seu dono, fazendo com que o treinamento seja um processo simples.

Ele é inquisitivo e rápido para aprender tarefas simples, mas imprevisível. Mesmo sendo uma raça forte, eles não gostam de métodos severos ou duros demais, e precisam de um treinador paciente. O treinamento deve ser feito com firmeza, paciência, consistência, elogios e recompensas. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.
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Pinscher Alemão

O Pinscher Alemão ou “Deutscher Pinscher” é uma raça canina de porte médio do tipo Pinscher originada na Alemanha, de aparência elegante que parece ser uma versão miniatura do Doberman Pinscher ou uma enorme versão do Pinscher Miniatura. Na verdade, é ele quem foi a base para ambas as raças, além de ser incluída nas mesmas origens que outras raças como o Rottweiler, Affenpinscher e o Schnauzer (Padrão, Miniatura e Gigante).

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica: Pinscher Alemão

Origem: Alemanha
Data de origem: entre 1700 a 1800
Grupo de Raças: FCI Grupo 2 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha, e Boieiros Suiços – Cães / AKC Terrier.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia, cão de guarda.
Outros nomes ou apelidos: Tamanho: porte médio.
Altura: de 41 cm a 48 cm
Peso: de 11 kg a 16 kg
Cores: bege, vermelho, preto e cinza com vermelho/marcas castanhas.
Pêlos: curto, liso, rente à pele.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 14 anos.
Filhotes: cerca de 6 a 8 filhotes
Reconhecimento (Canil):ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / DRA/ FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Pinscher Alemão

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Filhotes de Pinscher Alemão juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “By PozitivStudija/Shutterstock”)

O Pinscher Alemão ou “Deutscher Pinscher”, sendo — “Pinscher” a tradução para “Terrier”em alemão, é uma raça canina de porte médio do tipo Pinscher originada na Alemanha. Ele tem uma aparência elegante e parece ser uma versão miniatura do Doberman Pinscher ou uma enorme versão do Pinscher Miniatura, a verdade é que ele foi a base para ambas as raças, além de ser incluída nas mesmas origens que outras raças como o Rottweiler, Affenpinscher e o Schnauzer (Padrão, Miniatura e Gigante).

O Pinscher é uma raça rara com um excelente senso de humor, é corajosa, sóbria, de muita energia, vivaz porém dócil, e bastante versátil. Foi originalmente desenvolvida como cão trabalhador para caçar e matar pestes. Ele é leve o suficiente para ser extremamente ágil e sólido o suficiente para ser forte. Ele podia caçar o dia todo ajudado pelos seus sentidos extremamente sensíveis, e era muito admirado tanto pela sua beleza quanto pela sua inteligência.

Além de ter a energia e motivação de todas as raças trabalhadoras, o Pinscher Alemão é também uma companhia adorável e um cão de guarda de tamanho ideal e temperamento leal muito devotado aos seus donos. Vivaz, tenaz e corajoso, alerta, territorial e sempre vigilante, ele pode não latir com frequência e muita frivolidade, mas é capaz de soar o alarme ou encorajar a pessoa a se retirar com um latido forte que soa até como um cachorro maior. Se mesmo assim, algum estranho insistir em entrar na sua casa, ele a defenderá com tudo o que puder. Ele é bem capaz de cuidar de um invasor.

Apesar de ser desconfiado de estranhos e deixar algumas pessoas nervosas, ele é capaz de aceitar outras pessoas que frequentam a casa sem problemas; não causará danos a nenhum visitante.

Mesmo independente, ele ama a companhia da sua família e irá tratar de se incluir em todas as fases da sua vida, sempre junto à você. A raça é brincalhona e afetuosa, e muito boa com crianças que saibam lidar com o cachorro com consideração, mesmo assim não é recomendado para crianças menores de 9 anos por causa da sua natureza forte, assertiva, determinada e manipuladora. Isto pode ser demais até para os adultos, quanto mais para uma criança.

Dito isso, a sua personalidade é do tipo que testa os limites, tanto do dono quanto dele mesmo, e assim ele tentará se apoderar do seu coração e a da casa inteira em segundos. Por esta razão, ele precisa de um dono firme, experiente que possa treiná-lo de forma adequada e consistente e ainda estabelecer regras desde o começo. Se você tem a tendência a amolecer ou prefere um cachorro mais tranquilo, procure por outra raça — esta é capaz de passar por cima de você facilmente.

Ele aprende rápido, e não costuma obedecer à não ser que haja uma boa razão para isso. É certo que ele irá disputar o posto de quem manda na casa, por isso não dê mole, mostre logo de cara quem é quem manda — você! Todos os membros da família precisam ser dominantes e agir como líderes.

Se você tirar um tempo para treiná-lo, o resultado final valerá todo o esforço. Afinal, você não vai querer viver com um cachorro forte, protetor e desconfiado fora de controle; por outro lado, treiná-lo é altamente gratificante, pois ele é um cachorro esperto e muito capaz.

Socialização é tão importante quanto o treinamento para o Pinscher Alemão, e ainda ajuda a evitar a agressividade. Desde filhote ele deve ser socializado com outros cachorros, filhotes, adultos e crianças.

O espírito brincalhão do Pinscher o acompanha até a fase adulta, e ele pode até viver em um apartamento se for propriamente exercitado, mas isso não seria o ideal. O Pinscher possui altos níveis de energia e precisa de muito mais atividade que uma simples caminhada ao redor do quarteirão. É melhor que ele tenha um bom pedaço de jardim ou quintal para correr e brincar — que seja propriamente cercado para evitar que ele escape, e que seus donos tenham muita energia e gostem de se exercitar diariamente com ele. Ele é capaz de se dar bem em qualquer esporte canino ou atividade que você ensinar.

Hoje, o Pinscher Alemão ainda possui toda essa energia de uma raça trabalhadora e já provou ser capaz de desempenhar muitos papéis, seja de companhia ou cão de guarda no lar, esportes caninos e até em carreiras como cão de terapia. Por isso, se ele for a raça ideal para você, então não há dúvidas de que o alegre, amável e inteligente Pinscher Alemão fará a sua família, a sua vida e o seu lar completo.

Origem da raça Pinscher Alemão

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Pinscher Alemão passeando alegremente pelo campo. (Créditos/Copyright: “By everydoghasastory/Shutterstock”)

Originalmente desenvolvida para exterminar pragas, o Pinscher Alemão foi criado na Alemanha entre 1700s e final de 1800s a partir de uma mistura entre o Terrier Preto e Castanho e antigos cães Europeus de guarda e pastoreio. Não há evidências claras de quando ele foi realmente desenvolvido, mas os Pinschers de pelo duro e Pinscher de pêlo macio, como eram chamados o Schnauzer e o Pinscher Alemão originalmente, foram mostrados em livros antigos de cachorros de 1884, porém algumas pinturas que datam de cerca de 1780 retratam um cachorro de aparência bem similar à do Pinscher Alemão.

O progenitor das raças Pinscher, como o Pinscher Alemão de hoje, é na verdade uma raça antiga da mesma linhagem que o Bibarhund Alemão do século XVII e o Tanner do século XIV. Em 1600s, cachorros com esta ancestralidade eram misturadas aos Terrier Preto e Castanhos, criando aos chamados “Rattenfanger” ou “Rat Pinscher”, também conhecidos por Rat Catcher ou Great Ratter (na tradução livre “caçador de ratos”), um cão trabalhador versátil que caçava ratos e servia também como cão de guarda. O Rattenfanger se tornou o Pinscher, e permaneceu um excelente trabalhador por muitos séculos, especialmente valorizado pelas suas habilidades para caçar ratos ao redor dos estábulos, um trabalho que era feito por puro instinto e que nunca precisou de treinamento.

O Pinscher Alemão foi a base para a fundação de muitas outras raças, incluindo o Doberman Pinscher, Affenpinscher, Schnauzer e o Pinscher Miniatura. Tanto é verdade que o Schnauzer (antes chamado de Pinscher de pêlo duro) nascia originalmente na mesma ninhada que o Pincher Alemão. Com o tempo, criadores decidiram separar as “variedades”, transformando-os em “raças”. Depois que três gerações de uma mesma pelagem nascia, o Clube Pinscher-Schnauzer permitia que os filhotes fossem registrados na sua respectiva “raça”. Isto ajudou rapidamente a estabelecer o padrão e fazer com que o Pinscher se distinguisse de vez do Schnauzer. O raça Pinscher Alemão foi oficialmente reconhecido na Alemanha em 1879 e tem sido protegida e promovida desde 1894 pelo Clube Pinscher Alemão Schnauzer.

Com o advento das exposições de cães no final de 1800s, o interesse pelo Pinscher cresceu. O primeiro padrão de raça do Pinscher foi estabelecido em 1884. A raça não agradou de imediato os admiradores de cães e o seu número diminuiu bastante. Um esforço para contar, registrar e exibir Pinschers foi frustrado pelas Guerras Mundiais, e após a Segunda Guerra Mundial a raça foi quase que totalmente extinta.

Entre 1949 a 1958 nenhuma ninhada foi registrada na Alemanha Ocidental, e o Pinscher teve que depender de um dos seus descendentes para sobreviver, o Pinscher Miniatura. Foi quando em 1958 um entusiasta alemão da raça, Werner Jung, viajando pela Alemanha a procura de Pinschers em fazendas trouxe uma fêmea da Alemanha Oriental, onde eles ainda existiam, e a cruzou com quatro outros MiniPins machos de tamanhos maiores dando continuidade ao desenvolvimento Pinscher Alemão e salvando a raça. Quase todos os Pinschers Alemães atuais descendem destes cinco cães.

O Pinscher chegou a criadores dos Estados Unidos no início de 1980s. Em 1985, o Clube Pinscher Alemão da América foi criado por vários admiradores da raça e durante este período o Pinscher Alemão era mostrado em competições de raças raras. Em 2001, a AKC admitiu o Pinscher Alemão entre o grupo Miscelânea, e em 2003, se tornou membro oficial do Grupo de Trabalhadores, sendo usado em fazendas como destruidor de pestes, pastor, cão de guarda e vigia e de companhia até os dias de hoje.

Aparência do Pinscher Alemão

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Pinscher Alemão preto e castanho – o padrão mais comum e popular da raça. (Créditos/Copyright: “By Dora Zett/Shutterstock”)

O Pinscher Alemão ideal tem uma aparência elegante com uma construção corporal quadrangular forte e uma estrutura muscular moderada, resistência poderosa e uma enorme agilidade. À primeira vista o Pinscher parece ser um Doberman Pinscher miniatura, mas eles possuem muitas diferenças na aparência e obviamente no tamanho.

Pequena e um tanto oval, a cabeça leva a um focinho pequeno e estreito de mesmo comprimento que o topo do cérebro. A parada é suave e o nariz e lábio são pretos. Os dentes se fecham em mordida de tesoura. Os olhos redondos são médios e mal podem ser vistos no rosto. As orelhas simétricas no topo da cabeça, como as do Doberman, e podem ser tanto deixadas ao natural ou serem cortadas. Quando cortadas, as orelhas ficam em pé, quando deixadas naturalmente elas se dobram em forma de “V”. Nos Estados Unidos, a cauda normalmente é amputada entre a segunda e a terceira junta ou articulação.

*Nota: cortar as orelhas é ilegal na maior parte da Europa, aqui no Brasil não há legislação que proíba a prática. Nos Estados Unidos é permitido desde que se faça o procedimento nas condições adequadas.

Um longo pescoço leva ao resto do corpo esbelto. As pernas são pequenas e as patas redondas. A pelagem deve ser brilhante e de textura macia, curta e densa em uma variedade de cores em comum que incluem preto com castanho, castanho avermelhado, castanho amarelado, e castanho com marcas brancas. O preto com marcas castanhas é o padrão mais comum. Para todos os países em que se aplicam os padrões impostos pela FCI, como o Brasil, apenas as cores como o preto com ferrugem e o castanho avermelhado sólido são permitidos. red are allowed colors. Algumas cores foram extintas durante as duas grandes guerras do século XX como o preto sólido, o sal-e-pimenta e o harlequin.

Ambiente Ideal para o Pinscher Alemão

O Pinscher Alemão não serve para ficar isolado em um canil ou quintal, ele deve ficar próximo a sua família com acesso ao quintal, devidamente cercado. Pinschers são muito devotados aos seus donos e insistem em acompanhá-los até o quarto na hora de dormir, supervisionar a rotina deles e fornecer o devido entretenimento, portanto precisam estar na companhia da família o tempo integral. Se for exercitado de forma suficiente e adequada pode até viver em apartamento sem desenvolver ansiedade.

Temperamento & Personalidade do Pinscher Alemão

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Pinscher Alemão precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Pinscher Alemão cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Um Pinscher Alemão de boa linhagem será sempre uma companhia amável e de temperamento equilibrado. Normalmente Pinschers são cães amigáveis. Eles são também corajosos, vívidos, versáteis, altamente inteligentes e aprendem tudo muito rápido. Se forem bem criados, treinados adequadamente e socializados desde filhotes podem ser confiáveis tanto ao redor de crianças quanto outros animais pequenos, embora nenhum cachorro deve ser deixado sem supervisão.

Pinschers são muito energéticos e em muitos casos exigem várias horas de exercícios diários para entretê-los e evitar que fiquem entediados. Como são muito leais e protetores e de natureza altamente territorial, são excelentes cães de guarda sempre alertas, e irão defender o seu território, dono e a família inteira até a última instância se achar que algo está os colocando em risco.

Ele possui enorme força de vontade e são muito devotados aos donos que se dedicarem ao seu treinamento. Ativo e aventureiro, o Pinscher é excelente escolha para alguém que gosta de ir a todos os lugares e fazer todo tipo de coisa. Embora corajoso e vigilante, ele não deve ser feroz e agressivo demais, exceto para com ratos e outras pestes. Ele possui habilidades de caça naturais capazes de manter o seu lar livre de qualquer animal indesejado.

Como outros Pinschers e Terriers, esta raça possui forte instinto de presa e não costuma recuar diante de desafios em relação a outros cachorros ou outros animais — não costuma dispensar uma boa perseguição –, e por esta razão precisa de um dono que controle suas tendências de arrumar encrenca através de uma comunicação adequada.

Se ele pressentir que seu dono é passivo demais ou fraco ele se tornará teimoso e tentará tomar o controle da casa inteira. Esta raça precisa saber claramente quem é que manda. Uma comunicação adequada entre o cão e seu dono é essencial para mantê-lo em seu devido lugar. O Pinscher Alemão precisa saber que ele não é dono de nada e que é subordinado aos humanos ao redor dele. Até as crianças precisam se mostrar firmes e saber apresentar uma liderança adequada. Se o cachorro pensar que há algo de errado ou que os humanos estão tendo problemas ele irá tentar protegê-los instintivamente podendo até morder primeiro sem hesitar.

Sem a liderança adequada eles também podem ficar muito protetores com relação às coisas que gostam, um local preferido, uma mobília. É preciso estabelecer regras e limites para evitar este comportamento e fazer com que ele saiba que não pode rosnar para as pessoas. Apesar de naturalmente desconfiados de estranhos, a raça só late quando necessário, o que pode até ser um tanto frequente. Os visitantes serão anunciados com latidos altos, mas depois logo costuma se acalmar. Se não parar, o dono deve saber comunicá-lo a hora de parar de latir.

Seu dono precisa de força mental e física para controlar um Pinscher Alemão e ganhar o seu respeito. Ele é como uma criança levada que irá testar os seus limites. Ele se adaptará rapidamente em casa e aprende com facilidade as regras, além de ser bem treinável em outros aspectos, mas ele adora testar quais as regras que poderá infringir ou quem poderá dobrar. Ele precisa se um líder forte com uma autoridade temperada com paciência e respeito. Se você não for do tipo calmo ou não seja capaz de dizer NÃO com firmeza, ou não esteja interessado em levar o seu treinamento mais profundamente, pode desistir da raça.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Pinschers Alemães podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Pinschers Alemães equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Pinschers que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

Outra coisa que se deve saber sobre a raça: o Pinscher Alemão não é fã de água. Ele até irá tolerar banhos para fazer seu dono feliz; mas em geral evitam água com toda força. Ele também tem a tendência a pular em cima da pessoa para cumprimentá-la, e deve ser ensinado a não fazer isso desde filhote. E adora destruir seus brinquedos.

O Pinscher Alemão perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Pinscher Alemão

Comece a acostumar o seu Pinscher Alemão à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Pinscher Alemão que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

A pelagem brilhante e macia do Pinscher Alemão não necessita de muitos cuidados ou manutenção. É muito fácil, basta apenas escovações ocasionais para remover os pêlos mortos e um banho a cada 3 meses, ou quando estiver muito sujo, com shampoo suave, podendo usar um condicionador para deixar ainda mais brilhante.

Saúde do Pinscher Alemão

Assim como acontece com cães de todas as raças, o Pinscher Alemão também tem predisposição a ter determinados distúrbios e doenças caninas ao longo da vida. Isso, no entanto, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las. Portanto, é muito importante que o tutor conheça os riscos para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote.

Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Devido ao seu tamanho e fragilidade, Pinschers são, sem dúvida, suscetíveis a fraturas e outros acidentes.

As doenças osteoarticulares mais comuns em Pinschers são:

Luxação de Patela

O Pinscher possui predisposição para luxação de patela. Trata-se do deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães.

A causa pode ser congênita ou traumática. Acredita-se que a causa da luxação medial de patela, ou seja, na direção interna do joelho em cães de raças toy ou de raças pequenas, seja hereditária.

Em caso de luxação da rótula, o cachorro poderá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade. As fêmeas são mais afetadas do que os machos.

Luxação de ombro

Lesão na qual ocorre perda do contato e congruência entre as duas superfícies da articulação do ombro ou articulação glenoumeral (cabeça do úmero e cavidade glenóide).

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Pinschers podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur.

Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur. Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica). A verdadeira causa desta condição permanece desconhecida. Costuma ocorrer em cães entre 4 e 11 meses de idade.

Disturbios oculares

Os problemas oculares mais comuns em Pinschers são os seguintes:

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Úlcera de córnea – Pode ser causada por diversos motivos, mas os principais são os traumas, entrópio (pálpebras viradas para dentro), triquíase e distiquíase (cílios e pêlos tocando a córnea) e ceratoconjuntivite seca (doença causada pela diminuição da quantidade ou da qualidade da lágrima).

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Sistema Respiratório

Colabamento traqueal

Condição de origem congênita comum em cachorros de raça pequena como o Pinscher, Poodle, Yorkshire Terrier, Chihuahua, Lulu da Pomerânia, Maltês, Pequinês, entre outros.

Trata-se da deformação da traqueia, tubo que conecta a parte superior do sistema respiratório com a inferior, e cuja obstrução impede que circule quantidade de ar suficiente. Além disso é uma doença progressiva e degenerativa.

Costuma ser diagnosticada entre os 6 e os 7 anos do cachorro, e quando se manifesta antes dos 12 meses, indica uma condição mais grave.

Sistema Cardíaco

O Pinscher sofre principalmente de insuficiência mitral. Nesta condição, a circulação sanguínea é prejudicada causando, assim, sintomas como cansaço, falta de ar.

Sistema Nervoso

Mucopolissacaridose Tipo IV

Trata-se de um distúrbio genético do Sistema Nervoso que acomete enzimas com funções lisossomais dos Mucopolissacarídeos. Ou seja, acomete as proteínas que auxiliam na constituição de ossos, cartilagem, tendões, córnea e também pelo fluido que lubrifica as articulações. Animais com este distúrbio podem apresentar os seguintes sinais:

  • Demencia;
  • Convulsões;
  • Deficit Nervoso Cranial;
  • Deficiencia Visual;
  • Hepatomegalia;
  • Deformidade óssea;
  • Opacidade ocular.

Hidrocefalia

A hidrocefalia é o acúmulo excessivo de líquido cerebrospinal nos ventrículos do cérebro e normalmente é observada em filhotes jovens das raças Pinscher, Chihuahua, Maltês, Lhasa Apso, Shih Tzu entre outros. A causa mais comum de hidrocefalia em animais jovens é defeito congênito. Ou seja, ele já nasce com esse problema que vai se agravando já nos primeiros meses de vida.

Outras observações

Claramente, o Pinscher, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

Todavia, com os devidos cuidados, o cachorro pode ter uma vida muito saudável é até mesmo estender sua longevidade. Cães desta raça costumam viver cerca de 12 a 15 anos.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Pinscher Alemão

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Atividade inusitada para o Pinscher Alemão que não é lá muito fã de água. (Créditos/Copyright: “By Ulrich Willmunde/Shutterstock”)

Pinschers Alemães são muito ativos e precisam se exercitar diariamente, além disso adoram ter uma tarefa para fazer. Um Pinscher Alemão destreinado e sem estímulos físicos pode levar a uma série de comportamentos destrutivos por causa do tédio. Dê à ele sempre algo para fazer quando você estiver fora de casa.

É preciso supervisioná-los enquanto se exercitam pois costumam dispersar e perseguir algo mais interessante. Exercicios, treinamento e regras para o convívio diário em casa irão ajudar e garantir que ele se comporte bem. Isto tudo alivia o stress e ainda fornece mais oportunidades para criar laços e estreitar o relacionamento entre vocês.

Eles precisam de longas e vigorosas caminhadas, jogos e brincadeiras no jardim e até caçar. Adoram correr ao lado da sua bicicleta, e ainda são capazes de aprender uma variedade de esportes caninos, como o agility e treinamento de obediência.

Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à idade, condições de saúde e nível de atividade da raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Pinscher Alemão

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Pinscher Alemão esperando ávido pelo seu próximo comando.(Créditos/Copyright: “By Kelly Marken/Shutterstock”)

Comece o treinamento do seu filhote no primeiro dia que ele chegar em casa. Mesmo com cerca de 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo aquilo que você quiser ensiná-lo. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o treinamento dele e você terá um cachorro bem mais teimoso para lidar.

Ele deve ser treinado — já que ele é tão inteligente, a tarefa não é difícil, e embora ele não seja tão ávido para agradar o dono como outras raças; ele ainda sim precisa de um dono firme e consistente, que estabeleça regras e limites para controlar a sua natureza territorial.

Treinamento de obediência é indispensável para este cão esperto e independente. Por causa do seu espírito e sua força de vontade, o Pinscher Alemão não será uma boa escolha para um dono que não dá a devida importância a um treinamento eficaz — quando o Pinscher que algo à sua maneira, ele será manipulador e teimoso.

Você terá que ser firme e consistente, mas nunca duro demais ao treiná-lo ou persuadi-lo a fazer algo. Ele gostará de aprender se o treinamento ou tarefa for interessante e ele sabe o que quer. Detesta repetição. Use reforço positivo e estabeleça regras consistentes, pois o Pinscher Alemão é famoso pelo seu temperamento forte — dê uma oportunidade e ele irá tomar conta da casa.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Pinscher Alemão, para evitar que ele se acidente pela casa ou fazer o que não deve enquanto você estiver fora. Como muitos outras raças de cachorro, o Pinscher alemão pode ser um tanto destruidor enquanto filhote até quando adulto. O treinamento da caixa é para a própria segurança dele.

A caixa não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar. Ela ajuda também a se acostumar com o confinamento caso um dia ele precise por motivos médicos. Mas a caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Pinscher é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)