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Pastores e Boieiros

Border Collie

O Border Collie é uma raça canina que foi desenvolvida no século XIX na Grã-Bretanha, nas fronteiras Anglo-Escocesas, entre Escócia e Inglaterra, para controlar e pastorear rebanhos, principalmente de ovelhas. Por esta razão, a raça foi desenvolvida especificamente para trabalhar, estritamente por inteligência e obediência ao invés de aparência.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Border Collie

Origem: Reino Unido
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (exceto Boiadeiros Suíços) / AKC Pastores.
Função original: cão pastor
Função atual: cãopastor e cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 48 cm a 56 cm / Fêmeas de 46 cm a 53 cm.
Peso: Machos de 14 kg a 20 kg / Fêmeas de 12 kg a 19 kg
Cores: preto e branco ou castanho e branco, com marcas beige.
Pelos: lisos, macios, duros e compridos.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 15 anos
Filhotes: cerca de 5 a 7 filhotes, padrão de 6.
Reconhecimento (Canil): ABC; ACA; ACR; AIBC; AKC; ANKC; APRI; CKC; DRA; FCI; KCGB; NAPR; NKC; NZKC; UKC.

Introdução à raça Border Collie

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Grupo de Border Collies de todas as cores juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

O Border Collie é muitas vezes considerada uma das melhores raças pastoras, além de altamente inteligente, extremamente energética, acrobática e atlética. Uma das raças mais populares e mais vendidas no dias de hoje. Eles possuem excelentes características, mas são especialmente conhecidos pelo seu olhar fixo intenso, uma forma de encarar que controla o rebanho enquanto trabalha. Mas se há um lado obscuro em sua energia e atitude “workaholic”, isso fica mais evidente quando adotado por uma família que não o entende.

O Border Collie não é do tipo que vai ficar enrroscado com seu dono no sofá. Ele não gosta de ficar agarrado a ninguém, muito menos ficar sem fazer nada. Ele quer — e precisa — de um trabalho ou tarefa. Aguêntar a intensa energia física e mental de um Border Collie é exaustivo, até desesperador para um dono ou família que deseja um animal de estimação mais tranquilo.

Border Collies exigem e necessitam de atividade, seja pastorear rebanhos ou competir em esportes caninos, por isso prepare-se para mantê-lo bastante ocupado.

O Border Collie branco e preto é o mais familiar, mas a raça pode ter várias combinações de cores e marcações. Eles podem ser sólidos, bicolores, tricolores e de comprimento curto a médio. Escovações semanais os mantém desembraraçados. E embora adorem ficar do lado externo da casa, o Border Collie não é um cão que deve dormir do lado de fora. Ele foi criado para trabalhar em parceria com pessoas, e mesmo sendo um animal de estimação, deve dormir junto da família, dentro de casa, ou pode se tornar solitário, entediado e destrutivo.

Por ser a mais obediente das raças, pode se tornar um animal desastroso se não lhe for dado uma tarefa desafiadora todos os dias. Com exercícios suficientes, é capaz de ser uma companhia leal. Dito isso, com o dono certo, o Border Collie é simplesmente maravilhoso. A sua inteligência e natureza dócil fazem com que seja fácil treiná-lo. E se for bem socializado e treinado desde filhote, pode se adaptar a quase qualquer situação de moradia que forneça os exercícios mentais e físicos que ele precisa.

O Border Collie combina com quem é ativo como ele, especialmente com quem estiver disposto a se involver em esportes caninos – agilidade, flyball, jogos de frisbie, obediência, rastreio – ou ensiná-lo a fazer algumas tarefas pela casa. Eles são mais adequados à lares com jardim e famílias que dispensarão tempo para treiná-lo e trabalhar com eles. Se você estiver disposto a fornecer a liderança que ele precisa, treiná-lo de forma consistente, e dar à ele muitas oportunidades para se exercitar e exaurir toda a sua energia e inteligência, o Border Collie pode ser o cão certo para você.

Origem da raça Border Collie

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Border Collie filhote com carinha “triste”. (Créditos/Copyright: “Aneta Jungerova/Shutterstock”)

O Border Collie é descendente dos Collies corredores, um tipo de cão pastor muito comum nas Ilhas Britânicas. Menções sobre o tipo “Collie” ou “Colley” apareceram primeiro ao final do século XIX, embora a palavra “collie” seja ainda mais velha e possui a sua origem na linguagem escocesa.

Acredita-se que a palavra “collie” vem de uma antiga palavra Celta que significa “útil”.

Apesar de todas estas especulações quanto a origem de seu nome e significado, o Border Collie foi primeiramente chamado de “Cão Ovelha Escocês” originando-se em Northumberland, uma área junto às fronteiras da Escócia e Inglaterra. Portanto, é bem provável que seu nome tenha vindo do seu local de origem ao longo destas fronteiras Anglo-escocesas. Estes cães provavelmente eram usados pelos Vikings para pastorear renas, e foram cruzados com raças inglesas antigas de deslocamentos e com Spaniels. Por esta razão, pode-se afirmar que o Border Collie é o resultado de cruzamentos por funcionalidade acima de qualquer outro critério por mais de um século.

Por volta de 1.800, uma variedade de cães pastores com estilos diferentes de pastorear existiram na Grã-Bretanha. Os tipos variavam dependendo do terreno em que atuavam ou do trabalho desempenhavam em cada região. Alguns eram cães de “busca”, capazes de circular o gado, juntando-os e trazendo-os para perto do pastor.

A maioria deles eram cães barulhentos, tendendo a mordiscar e latir ao desempenhar o seu trabalho. Todos estes cães pastores acabaram sendo associados a estas regiões ficando conhecidos por diferentes nomes como Cão Pastor Galês, Pastores do Norte, Collies das Montanhas e Collies Escoceses. Por esta razão, o nome do Border Collie reflete a sua herança parcialmente Escocesa, pelas fronteiras entre estes dois países, Escócia e Inglaterra.

Hemp – o Cão Pastor Escocês

Em meados de 1.860, estes Cães Pastores Escoceses foram mostrados na segunda exposição de cães na Inglaterra, um campeonato que indiretamente levaria aos primeiros Border Collies, como por exemplo o cão de nome “Hemp”, que se destacou em competições e assim gerou uma enorme quantidade de descendentes. Ele costumava pastorear sem latir e mordiscar, mas calmamente fixando seu olhar nas ovelhas intimidando-as a se mover.

“Hemp” é considerado o pai de todos os Border Collies modernos – daí a sua reputação de “workaholic” por causa do seu instinto de unidade e amor ao trabalho, e o seu “olhar” penetrante capaz de dominar qualquer tipo de rebanho, agachando-se e hipnotizando os animais com este seu olhar intenso.

O padrão da raça Border Collie

Rompantes sobre a superioridade de certos cães era natural; e em 1.873 a primeira competição entre cães pastores foi organizada para decidir estes rompantes. Em 1.876, R.J. Lloyd Price trouxe cerca de 100 ovelhas galesas ao Palácio Alexandra em Londres para uma demonstração. Uma nota no Jornal Pecuária descrevia o espanto dos espectadores quanto ao entusiasmo dos cães, cuja a única assistência recebida de seus manipuladores foi na forma de sinais e assobios.

Em uma viagem ao Castelo Real de Balmoral um pouco depois disso, a Rainha Victoria viu um destes cães e imediatamente se apaixonou por ele tornando-se uma enorme admiradora da raça. Foi então que as diferenças entre o Collie de hoje e o Border Collie começaram a se formar. Contudo, o nome Border Collie não havia sido usado até depois da Primeira Guerra Mundial, quando precisaram diferenciar os cães de trabalho e de exposição.

Por esta razão, em 1.906 o primeiro padrão foi estabelecido, mas ao invés dos padrões físicos da maioria das raças, foi mais uma descrição de suas habilidades e funções enquanto trabalhadores, e este ênfase tem estabelecido o seu padrão de raça desde então. Tanto é que estes cães eram simplesmente chamados de cães pastores; e apenas em 1.915 que o seu nome Border Collie foi estabelecido em referência a sua origem nas fronteiras inglesas e escocesas.

O Border Collie nos dias de hoje

O Border Collie veio para os Estados Unidos e rapidamente conquistou a todos com suas habilidades de pastoreio e obediência, e em 1.995 a AKC reconheceu a raça. Sendo uma das raças mais treináveis, o Border Collie também já serviu como cão de narcóticos e detecção de bombas, além de ter altos desempenhos em competicões de obediência, agilidade, Frisbee™, trabalhos policiais, busca e salvamento, Flyball, entre outras tarefas.

Aparência do Border Collie

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Border collie adulto e seu olhar sempre alerta. (Créditos/Copyright: “Lobstrosity/Shutterstock”)

O Border Collie é um cão de porte médio que lembra muito um Pastor Australiano, mas existem dois tipos de Border Collies: aqueles desenvolvidos estritamente por seus talentos de pastoreio e aqueles para competicões de aparência e eventos de desempenho promovidos pela AKC eoutros canils. Durante todo o século XX, criadores escolheram cães baseados em suas habilidades de trabalho, e estes cães variavam bastante na aparência. Porém, em 1995, a AKC reconheceu o Border Collie e desde então a raça se divide em duas linhas, de exposição e trabalho.

Os cães de exposição tendem a ser menores e mais atarracados com pelagem densa, enquanto os pastores são mais diversos em tamanho, tipo de pelagem e aparência geral.

O BC tem ossatura forte, é levemente mais longo que alto, e combina graça, agilidade, substância e vigôr ao seu porte. O seu caminhar é suave, abrangente e incansável, sempre se movendo com discrição e força. É capaz de mudar de direção e velocidade com rapidez e de forma inesperada. Ainda apresentam uma agilidade incrível, mesmo depois de trabalhar por longos períodos. A sua expressão é sempre inteligente, alerta, ávida e cheia de interesse, um reflexo do seu temperamento.

O seu crânio relativamente reto possui largura moderada e é do mesmo comprimento que o seu focinho, com uma parada moderada. Seus dentes fortes se encontram em mordida de tesoura. Seus olhos ovais ficam bem separados e podem ser marrons, exceto em cães marmorizados onde um ou ambos os olhos podem ser azuis. As orelhas também podem variar — alguns possuem orelhas totalmente eretas, outros caídas completamente e outros semi-eretas. As pernas dianteiras são retas quando vistas de frente, mas levemente curvas quando vistas de lado. A sua cauda é baixa, podendo se levantar quando o cão estiver excitado.

O Border Collie tem dupla camada de pelos em quantidade moderada, que podem ser tanto macios como duros, muitas vezes grossos e que soltam com frequência. A pelagem é resistente ao clima, densa e rente à pele com uma camada exterior mais áspera e a interior mais macia. O tipo de pelos macio é curto por todo o corpo, e penugens são mínimas; já o de pelos duros pode ser de comprimento médio a longo e de textura levemente ondulada. Embora BCs branco e pretos sejam os mais comuns, a raça pode ter uma variedade de cores e padrões.

Alguns deles incluem: preto tricolor (preto/castanho/branco), vinho e branco, e vinho tricolor (vinho/castanho/branco), assim como outras cores como cinza, lilás, marmorizado de cinza, malhado com cinza, vinho e vermelho Australiano, que é menos comum. Alguns também podem ser de uma única cor. A variação de pelos longos pode ter também uma juba e rabo mais abundante. Os pelos na face, orelhas e patas da frente são sempre curtos e finos.

Ambiente Ideal para o Border Collie

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Border Collie deitado na areia da praia num dia de verão. (Créditos/Copyright: “Acuitas/Shutterstock”)

Devido à sua herança de cão trabalhador, os Border Collies são muito exigentes, brincalhões e energéticos. Eles preferem lares que possam lhes fornecer muito espaço para brincar e se exercitarem, tanto com humanos quanto com outros cães. Por esta razão, o Border Collie não é recomendado para viver em apartamento ou lares menores.

Eles costumam ser muito ativos mesmo dentro de casa e ficam melhor em espaços maiores. A raça não é adequada para viver presa na coleira no quintal o dia inteiro, mas pode até se acostumar em um canil desde que tenha muitas oportunidades de atividades diárias e tenha bastante companhia do seu dono em outros momentos. Eles podem viver do lado de fora da casa em climas temperados a frios, mas preferem ficar com a família do lado de dentro também. Deve sempre ter acesso ao jardim. E são ótimos cães para viver em fazendas ou em qualquer outro ambiente rural onde possam correr, vadiar livremente, e de forma segura!

Temperamento & Personalidade do Border Collie

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Border Collie filhote nos ombros de sua dona. (Créditos/Copyright: “CL Bilder/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Border Collie precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu BC cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Border Collie é uma raça inteligente; de fato, é mundialmente considerada a raça canina mais inteligente que existe. A sua personalidade é caracteristicamente alerta, energética, vigorosa, trabalhadora e sagaz. Ele aprende rápido — tão rapidamente que às vezes é até difícil mantê-lo desafiado. Embora o seu principal papel tenha sido o de cão pastor a maior parte da sua existência, o seu tipo tem se tornado cada vez mais popular como animal de estimação.

Por causa da sua personalidade exigente e enorme necessidade de estímulos mentais e físicos em grande quantidade, sendo que muitos Border Collies desenvolvem comportamentos neuróticos em lares que não conseguem fornecer o que eles precisam.

Eles são famosos por mastigarem buracos em paredes, móveis e por cavarem buracos no jardim quando entediados. Embora sejam uma escolha comum entre os animais de estimação, os Border Collies possuem atributos que os tornam menos adequados para aqueles que não possam lhes fornecer os estímulos necessários.

Como muitas outras raças trabalhadoras, Border Collies possuem características de pastores – olhar intenso, agachamento, rastejamento, e comportamento de ajuntamento – que podem ser transferidos para crianças, outros animais de estimação e veículos se estes animais não tiverem orientação, treinamento e uma forma de externar esses instintos para não se voltarem a pessoas e objetos em movimentos.

Nunca deixe de corrigir este tipo de comportamento, e redirija o comportamento dando ao cão tarefas interessantes e exigentes ou jogos que o exercitem e o estimulem de maneira suficiente.

A raça é também responsiva e devotada ao seu dono e ao seu trabalho. É extremamente sensitivo e precisa de interação humana. Ele é capaz de segui-lo ao redor da casa incessantemente. Borders formam fortes laços com a sua família e desejam estar junto dela todo tempo. Esta raça vive para te servir dia e noite, portanto não é um animal de estimação ideal para quem não planeja gastar o seu tempo com ele.

Border Collies também não são recomendados para donos novatos, sedentários ou apáticos ou para um lar onde hajam duas carreiras.

Eles não gostam de ser deixados sozinhos por períodos longos de tempo e costumam sofrer de ansiedade de separação ou se tornam destrutivos. São também muito sensíveis ao som e podem desenvolver fobias de barulhos, especialmente trovoadas, fogos de artifícios, barulhos inesperados ou que não estão acostumados.

O lado bom é que são excelentes cães de guarda e capazes de alertar o seu dono de qualquer coisa ou pessoa fora do ordinário. Como a maioria das raças pastoras que possuem traços protetores inatos, o BC pode ser mais desconfiado com estranhos. Eles costumam se dar com outros cães se forem criados juntos, mas não são confiáveis para serem deixados sozinhos com gatos ou outros animais de estimação menores.

Socialização desde cedo e frequênte é essencial para prevenir que eles fiquem tímidos ou agressivos na presença de pessoas que não conhecem.

Desde que obtenham atividades suficientes para mantê-los ocupados e com muitos exercícios, o Border Collie acaba mantendo boas relações com crianças e outras pessoas, mas ainda podem ser agressivos com outros cães do mesmo sexo se seus donos não forem capazes de mostrar 100% de liderança. O Border Collie além de muito inteligente está sempre ciente dos seus arredores.

É capaz de ser treinado a um alto nível. Esta é uma das raças mais trabalhadoras que prosperam com louvor, e é ainda muito renomado por ser altamente sensível a cada comando de seus donos, desde um apito a um sinal de mão ou um levantar de sobrancelhas. Border Collies também estão entre os líderes em níveis variados de competições esportivas caninas. Eles sempre irão desafiar a autoridade dos seus donos quando ainda adolescentes. Seus níveis de dominância podem variar brutalmente, mesmo em uma mesma cria. Você deve ser sempre firme, confiante, consistente, ou ele pode tentar assumir o comando.

Para serem completamente felizes, Border Collies precisam de liderança consistente e constante, exercícios diários e um trabalho para ocupar suas mentes.

O Border Collie perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

No caso do Border Collie, multiplique potencial destruidor por 10. E qualquer cão pode ser um desafio durante a sua adolescência, e os anos “teen” do Border Collie podem começar aos 4 meses e continuar até que ele tenha 16 meses de idade. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Border Collie

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filhotes de Border Collies rolando na grama na farra. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Border Collie à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Border Collie não é afeminado, não tem frescuras e não precisa de cuidados excessivos para mantê-lo com boa aparência. A sua pelagem resistente à água precisa de escovações semanais para manter os óleos de seus pelos bem distribuídos, e para evitar os nós e embaraços, principalmente a variedade de pêlos duros. Um cuidado especial é necessário quando a camada de pelos macia e densa de baixo está caindo, e aí a escovação deve ser maior durante esse período. Banhos apenas quando necessários — a cada 4 meses ou quando estiver muito sujo e cheirando mal.

Atividade & Exercícios do Border Collie

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Border Collie em plena ação pulando obstáculo de competição de agility.(Créditos/Copyright: “Mackland/Shutterstock”)

Apenas exercícios físicos não são suficientes para esta raça inteligente e altamente energética. Eles gostam de trabalhar e devem fazer isso de corpo e alma, como se o corpo e a mente fossem um só, capazes de desempenhar diferentes tarefas. Rápido e ágil, eles adoram tanto trabalhar como brincar. Eles devem ser levados para caminhar em longos passeios diariamente. Se não tiverem uma tarefa para fazer, o Border Collie pode se comportar mal. Originalmente criados como cães pastores, o Border Collie é muito focado do seu trabalho e fica muito feliz quando tem tarefas específicas diárias.

Border Collies amam esportes caninos, como o Frisbee. E precisam de muito mais que exercícios físicos, eles precisam de todo estímulo mental e contato próximo ao seu dono e família. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Border Collie

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Border Collie deitado sobre as folhas secas de outono no parque. (Créditos/Copyright: “LexiTheMonster/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Border Collies são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Border Collies são mais suscetíveis a ter defeitos auditivos e oculares. Sendo que displasia de quadril, anomalia ocular de Collie ou CEA, e epilepsia são consideradas as principais doenças genéticas.

CEA é uma doença ocular hereditária congenita involvendo a retina, coróide e esclera. No geral, é uma doença branda que normalmente não implica a perda da visão. Pode estar presente no nascimento e pode ser detectada nos filhotes com 5 a 8 semanas de idade. Dois tipos de perda de audição podem ocorrer também.

O primeiro tipo tem um pigmento associado nos filhotes, embora os filhotes podem ter surdez neuro-sensorial congênita ao nascer também. O segundo tipo é conhecido por perda auditiva no início na idade adulta. Lipofuscinose ceróide neuronal ou NCL é uma doença rara e séria limitada a esta raça.

Síndrome de neutrófilos presos ou TNS é uma doença hereditaria em que a medula óssea produz células brancas, mas é incapaz de liberá-las para a corrente sanguinea. Os filhotes podem ter um sistema imunológico deficiente podendo morrer de infecções que não podem lutar contra. Osteochondrosis Dissecans ou OCD é uma condição ortopédica causada pelo crescimento impróprio da cartilagem nas juntas, geralmente nos cotovelos e nos ombros também.

Displasia de cotovelos também podem ocorrer na raça. Outras doenças menos comuns incluem glaucoma, cataratas juvenil, hipotiroidismo e diabetes. Lembre-se que ao levar para casa um filhote, você tem o dever e o poder de protegê-lo de um dos problemas mais comuns entre todos os cães: a obesidade canina. Manter o seu Border Collie em um peso adequado é uma das maneiras mais fáceis de estender a sua vida.

Border Collies podem viver de 10 a 15 anos de idade, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Border Collies costumam ter 6 filhotes por cria.

Treinamento do Border Collie

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Border Collie entre as árvores da floresta. (Créditos/Copyright: “skmj/Shutterstock”)

A tremenda inteligência do Border Collie e o seu desejo de agradar fazem com que o seu treinamento seja bastante simples. Os Border Collies são muito sensíveis e vivem pelos elogios de seus donos. Eles são muito obedientes e ágeis, capazes de aprender uma variedade enorme de truques. Eles estão sempre ávidos a aprender e fazer esportes.

O Border Collie pode ser facilmente treinado, se dá melhor com elogios, consistência, respeito e firmeza. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Devido a sua natureza extremamente sensível eles nunca podem ser tratados de maneira grosseira, por isso é importante tomar cuidado para não ser enérgico e agressivo com ele e colocar tudo a perder.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Eles são extremamente talentosos no pastoreio, trabalhos policiais, obediência competitiva, salvamento e busca, competições de Frisbee e Flyball. Border Collies também são usados como cão de terapia e guias para cegos.

Ensinar o seu cão a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos aceitáveis para treinar o seu filhote. Considere o método da caixa se for preciso adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Collie

O Collie é uma raça canina oriunda da Escócia, das regiões das montanhas, mas também desenvolvida nas planícies escocesas e norte da Inglaterra, onde foi usada principalmente como cão pastor. Sua origem exata é ainda desconhecida, embora se saiba que a raça provavelmente descende de cães pastores. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Collie

Origem: Reino Unido, Escócia
Data de origem: cerca de 1800
Grupo de Raças: FCI Grupo 1 – Cães Pastor e Boieiros (excepto Boieiros Suíços) / AKC Pastores
Função original: cão pastor
Função atual: cão pastor, cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Rough Collie ou de pelo comprido, Smooth Collie ou de pelo curto
Tamanho: porte grande
Altura: Machos de 61 cm a 66 cm / Fêmeas de 56 cm a 61 cm
Peso: Machos de de 27 kg a 34 kg / Fêmeas de 23 cm a 29 cm
Cores: sable e branco; tricolor, cinza malhado; branco
Pelos: comprido e curto, liso.
Manutenção: moderada
Expectativa de vida: cerca de 14 a 16 anos
Filhotes: cerca de 2 a 8 filhotes, padrão de 5.
Reconhecimento (Canil): CKC; FCI; AKC; UKC; CGB; CKC; ANKC; NKC; NZKC; APRI; ACR; DRA; NAPR; ACA.

Introdução à raça Collie

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Collies todos juntos exibindo suas pelagens glamourosas. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Por séculos desconhecidos fora de sua terra natal, os Collies foram pastores eficientes, além de salva-vidas e bom guias.

Após alguns cruzamentos, Collies foram separados em duas raças distintas, o “Smooth Collie” ou de pelo macio e curto e o “Rough Collie” ou de pelo duro e longo, este mais popular que o primeiro devido à fama adquirida pelo antigo programa de televisão chamado Lassie, porém ambos considerados a mesma raça em exposições e julgados pelo mesmo padrão.

Ambas as variações são bastante inteligentes, donos de um ótimo senso de direção, de temperamento sensível, sensitivo, obediente, doce, leal, gentil, afetuoso, fácil de adestrar, sempre alerta e ativo. Além disso, Collies são uma das melhores raças para famílias e crianças: costumam ser devotados à todos, são protetores, ávidos para agradar, se dão bem com outros animais de estimação e ainda não precisam de tanta manutenção. Costumam até pressentir algo de errado e ainda antecipam as necessidadesde seus donos.

Eles são energéticos, mas podem ser calmos dentro de casa, desde que se exercitem de forma suficiente. Devido a sua herança de cão trabalhador, são necessários estímulos mentais e físicos ou podem tornar-se frustrados, as vezes até teimosos e latir em excesso. Por esta razão, seu dono deve entender suas necessidades para que não se arrependa depois. Collies adoram ficar ao redor das pessoas, adoram crianças, e são adoráveis, mas se forem deixados sozinhos por longos períodos ficam entediados e podem desenvolver uma série de ocmportamentos inadequados se suas necessidades não forem cumpridas.

Os Collies estão entre as raças mais abandonadas devido a sua lata manutenção e necessidades de cuidados. Embora tenham uma boa natureza, os Collies podem estranhar desconhecidos, principalmente ao se aproximarem das crianças da família. Por outro lado, pode ser um bom cão de guarda — por latir bastante e ser naturalmente protetor — mas não cehga a ser agressivo.

Hoje, o Collie está mais para um animal de estimação mimado do que para um cão trabalhador, mas pode se adaptar a uma variedade de ambientes, porém não é recomendado para apartamentos. Ele gosta de relaxar ao redor da casa com a família, assim como correr e brincar do lado de fora com as crianças. Seus instintos pastores ainda são fortes, por isso não é estranho o Collie juntar crianças e outros animais, perseguir carros e latir. Além das suas habilidade de pastor, eles se destacam como cão assistente e guias. Também se dão bem nos esportes caninos como competições de pastoreio, agilidade, obediência, perseguição, entre outros.

Origem da raça Collie

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Collie adulto na fazenda – um de seus habitats preferidos. (Créditos/Copyright: “claupad/Shutterstock”)

A origem do Collie, também conhecido por Collie escocês, é tão obscura quanto a derivação do seu nome. Alguns historiadores dizem que os acestrais dos Collies foram trazidos para as Ilhas Inglesas por conquistadores romanos, há alguns 2.000 anos atrás. Uma das teorias sobre a sua origem é a de ter derivado da mesma linhagem do Border Collie, um protótipo do Sheepdog ou cão pastor.

Acredita-se, portanto que o Collie seja nativo da Escócia, das regiões altas escocesas. Nômades já da Idade da Pedra trouxeram cães para o que hoje é o sul da da Inglaterra, e destes cães surgiram este cão forte, inteligente, durão usado para pastorear ovelhas, gado, cabras e porcos.

A origem do seu nome também é envolvida em mistérios, e o Collie já foi chamado de vários nomes diferentes como Collis, Colley, Coally e Coaly, nomes que provavelmente derivam das palavras anglo-saxônicas, col ou coll, que significam preto. Outros historiadores acreditam que o seu nome vem da raça de cão escocesa Colley, nome recebido em referência a ovelha escocesa de cara-preta, que o cão costumava a pastorear. Outra teoria é a de que o seu nome deriva da palavra gaélica que significa “útil”, certamente para descrever a utilidade dos cães pastores e fazendeiros tão valorizados pelos Celtas que os utilizaram primeiro ao se estabelecerem nas Ilhas Inglesas.

Os Collies pastores originais

Embora o pastoreio de ovelhas e outros animais seja uma das atividades e serviços mais antigos desempenhados por cães deste porte, as primeiras evidências desta raça datam apenas de 1.800, quando as duas variações da raça, de pelos curto e longo, foram usadas para esta finalidade pelos Celtas. Eles eram usados também para salvamento na água, guiar gado e ovelhas para o mercado e proteger os rebanhos na Escócia e na Inglaterra. Os Collies originais tinham a aparência próxima dos Border Collies de hoje, mesmo derivando de diferentes cruzamentos. A variação de pelos longos era menor e de cabeça mais larga, mas ambos predominantemente pretos ou preto e brancos, pois a a sua habilidade de pastoreio na época era ainda mais valorizada que uma boa aparência.

Os Collies para exposição na Inglaterra

Ao tornarem-se mais populares, ambas as variações ficaram mais altas e mais refinadas. Especialmente o de pelos longos que foi influenciado pela descendência de um cão chamado “antigo cockie,” nascido em 1867 sendo o responsável não só por estabelecer o seu tipo, mas também por introduzir a cor “sable” ou zibelina. Na mesma época, a Rainha Vitória, que sempre viajava de férias para a Escócia hospedando-se no Castelo de Balmoral, acabou se apaixonando pela raça; e através do seu patrocínio a sua popularidade aumentou ainda mais não só entre os pastores que apreciavam suas habilidades, mas também entre membros das classes altas, que também apaixonaram-se pela beleza da raça.

Este patrocínio real acabou causando uma maior demanda para a raça. E eles passaram de ajudantes de simples pastores para companheiros queridos dos ricos. Não levou muito tempo para que a raça passasse a ser desenvolvida e exposta pela sua aparência ao invés de habilidade. Eles foram exibidos primeiro em 1860 em uma exposição em Birmingham, na Inglaterra, sob uma classe genérica conhecida por “Cães Pastores-escoceses”. Em 1878, a Rainha Vitória novamente atraiu os holofotes para a raça exibindo dois exemplares na exposição do Clube de Canil Westminster, e assim os Collie novamente cairam nas graças dos amantes de cães abastados, incluindo J. P. Morgan.

Os Collies nos Estados Unidos

Enquanto isso, ao passo que o pastoreio se tornou mais importante nos Estados Unidos, em 1879 colonizadores levaram a raça com eles para o Novo Mundo, e dois anos depois da AKC ser criada, o Clube Collie da América tornou-se o segundo clube de raça a ingressar na AKC. Ao final final dos anos 1800s, o Collie foi misturado ao Borzoi, e todos os cães destinados à exposição deveriam ter sangue Borzoi para vencer as competições. Os cães trabalhadores foram separados dos que iriam competir pela aparência, e a raça foi separada em dois tipos distintos. Sendo os de exposições, de pelos longos, o tipo mais popular hoje. O tipo de pelo curto é mais popular na Grã-Bretanha.

O Collie até os dias de hoje

Por volta de 1886, um padrão foi estabelecido que ainda descreve a raça como ela é até hoje, sendo que ambos os tipos são considerados variações da mesma raça pela AKC e julgados pelos mesmos padrõ9es, exceto a pelagem. Devido a sua enorme inteligência, o Collie foi treinado e utilizado para muitas finalidades diferentes incluindo busca & salvamento, trabalho de guia, guarda, e até atuar – o Collie já foi personagem principal em livros famosos, alcançando o ápice de sua popularidade em um programa de televisão americano chamado “Lassie”, que ficou no ar entre 1954 a 1973, tornando-o famoso pelo mundo inteiro.

Aparência do Collie

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Casal de Collies lado a lado no jardim. (Créditos/Copyright: “Lee319/Shutterstock”)

O Collie é um cão grande, forte e esbelto. A sua expressão é uma característica importante da raça, e depende do formato e equilíbrio entre o crânio e o focinho, assim como as características dos olhos e orelhas — deve ser inteligente, alerta e viva — características acentuadas de uma face refinada. O topo do crânio é reto, de formato cônico com uma aparência fina, leve e um focinho longo, arredondado, afinando para um nariz preto, com uma parada leve.

Sua face é esculpida com características bem definidas. Os dentes devem se encontrar em mordidade de tesoura. Os olhos de tamanho médio possuem formato de amêndoas e são escuros, exceto nos cães malhados cinzas, em que os olhos podem ser azuis ou um de cada cor. As pequenas orelhas são 3/4 eretas com as pontas dobradas para frente. O pescoço é levemente longo. O seu corpo fino e musculoso
é mais comprido que alto, com um peitoral largo e forte. As patas são retas com pés ovulares. A cauda é moderadamente longa, baixa, levemente torcida para cima ou enrolada na ponta.

A pelagem pode ter duas variedades, pelos duros e macios, ambos de dupla camada. O de pelos duros, possuem fios longos e abundantes por todo o corpo, porém curtos na cabeça e nas pernas, com uma juba ao redor do pescoço e no peitoral. Os pelos da camada exterior são lisos e de textrura grossa, e os da camada interna são mais macios e juntos para fornecer calor. O de pelos macios possui fios mais curtos por todo o corpo com a camada externa lisa e a interna mais grossa. As cores podem variar entre branco e castanho, preto e branco, tricolor, branco e cinza.

Ambiente Ideal para o Collie

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Collie deitado sobre o chão em momento “relax”. (Créditos/Copyright: “MOAimage/Shutterstock”)

O Collie não é recomendado para lares com pouco espaço, mas até pode viver em apartamento desde que seja exercitado de forma suficiente. São relativamente inativos dentro de casa, mas é melhor que tenham acesso a um jardim para gastarem sua energia. São sensíveis ao calor, por isso é necessário acesso abundante a água e sombra sempre.

Eles podem ficar do lado de fora em climas temperados a frio, mas por gostarem muito de estar junto a família é melhor que possam ficar do lado de dentro da casa. Eles são capazes de viver confortavelmente tanto na cidade como no campo, desde que tenham oportunidades de se exercitar e gastar energia.

Temperamento & Personalidade do Collie

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Collie filhote no colo de sua dona no parque. (Créditos/Copyright: “HTeam/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Collie precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Collie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Collie é um cão pastor, o que significa que ele é altamente inteligente, que aprende rápido e que está sempre bem sintonizado com a sua família. Ele é sensível, comportado, leal, fácil de treinar, fiel, briancalhão, dócil e protetor de seus familiares. O Collie é muito conhecido e apreciado pelo seu carinho com as pessoas do seu convívio, mas ele também possui uma personalidade independente que pode levar a uma certa teimosia.

A sua habilidade de pastor exige que tome decisões independentemente das pessoas. Aprenda a apreciar esta sua independência e trabalhe a favor dela e não contra. Um Collie bem criado é doce, amigo e muito gentil.

Ele definitivamente é um cão familiar que adora participar de todas as atividades do lar. Especialmente afetuoso com crianças, adoram brincar com elas e protegê-las. Embora o Collie não seja tão intenso como o Border Collie e o Pastor Australiano, ele ainda precisa de exercícios diários, assim como treino e brincadeiras que irão desafiar a sua mente. Eles costumam ser bastante energéticos, e portanto precisam de socialização além de estímulos mentais e físicos para que não se tornem antisociais e tímidos com estranhos.

Eles não são agressivos, mas tendem ser desconfiados de pessoas que transmitem uma vibração instável. O Collie é também bastante vocal com um latido que pode ser excepcionalmente irritante. E se deixado sozinho por longos períodos, estiver entediado ou frustrado, ele pode se tornar muito incômodo, por esta razão acabam sendo um dos cães mais abandonados pelos seus donos. Ele também tem a tendência a mordiscar o calcanhar das pessoas, uma outra característica de pastor.

Embora seja interessante ver seus instintos em ação, não é bem um comportamento aceitável. Pode ser assustador para crianças e irritante para outras pessoas, incluindo outros animais. Por outro lado, todos estes comportamentos podem ser facilmente contornados, basta entender as necessidades do seu cão e adaptá-lo a sua liderança.

Cachorros precisam ter seus instintos e necessidades supridas, assim como o seu dono deve fornecer a liderança adequada. Aqueles que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

O Collie é muito ligado aos seus familiares e deve viver dentro de casa e não preso em um canil ou solto no jardim. Os latidos em excesso podem ser evitados se ele for permitido participar em todas as atividades familiares e estar mentalmente desafiado e estimulado com treinamento de obediência ou esportes caninos.

O Collie perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Collie

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Collie adulto exuberante deitado sobre a grama. (Créditos/Copyright: “Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Collie à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Ambas as variedades do Collie possuem pelagem dupla, o que significa que eles possuem uma camada interna grossa, mais macia e outra externa mais fina e lisa.

O Collie de pêlos duro ou longo possui uma pelagem linda, volumosa que parece precisar de muitos cuidados, mas não. Uma escovação semanal ou duas pode manter seus pelos saudáveis e desembaraçados, porém eles costumam soltar pelos em abundância, duas vezes por ano, e durante este período, deve ser escovado diariamente para controlar todos esses pelos soltos. O Collie de pelo macio ou curto é ainda mais fácil de se cuidar. Escove-o semanalmente com a escova apropriada e pronto. Os dois também não precisam de banhos mais que uma vez por mês.

Atividade & Exercícios do Collie

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Collie em plena atividade pulando obstáculos em competição de agility. (Créditos/Copyright: “Reddogs/Shutterstock”)

O Collie precisa de muito exercício, o que inclui longas caminhadas diárias, jogos e brincadeiras ou corridas na coleira. Além disso, qualquer oportunidade de correr livremente em áreas seguras. Pastorear também é um exercício excelente. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Collie

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Collie adulto “espionando” entre a cerca de madeira. (Créditos/Copyright: “claupad/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Collies são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Collies podem ser afetados por uma série de problemas genéticos, incluindo sensibilidade a múltiplas drogas devido a uma mutação no gene resistente a multi-drogas (MDR1).

Cães com esta mutação podem ter reações sérias e até fatais a inúmeras drogas comuns, como vermicidas, antidiarréicos, anestesia e inseticidas. Problemas de visão também são preocupações sérias com relação a raça. Uma das maiores é Atrofia Progressiva da Retina ou PRA, uma família de doenças de visão que involvem a deterioração gradual da retina.

Anomalia de visão do Collie é um grupo de problemas que variam de menos a mais sérios que causam anormalidades e mudanças na vista incluindo hipoplasia coroidal, desenvolvimento anormal da coróide, coloboma, defeito do disco ótico, deslocamento da retina, entre outros e até cegueira.

Inflelizmente, Collies também podem ser afetados por muitos outros problemas de saúde que não há como testar, incluindo epilepsia; assim como torsão gástrica em que o estômago se expande com ar podendo até matar; dermatomiositis, uma doença de pele autoimune que causa lesões e problemas musculares; dermatitis nasal solar, uma condição que causa a esfoliação do nariz e perda de coloração e até cancer; problemas como displasia de quadril e artrite.

E lembre-se, depois que levar um filhote para casa, você tem o poder de evitar e protegê-lo de um dos problemas de saúde mais comuns: a obesidade. Manter o Collie em um peso apropriado é uma das maneiras mais fáceis de prolongar a sua vida. Esta raça vive por cerca de 14 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Collie

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Collie de perfil exibindo toda a sua exuberância. (Créditos/Copyright: “hjochen/Shutterstock”)

Treinar o Collie é muito fácil, mas — como qualquer cão — eles precisam de socialização desde cedo para prevenir a timidez e evitar agressividade sem motivos. Collies são ávidos a aprender, agradar e obedecer, mas são sensíveis ao tom de voz de seu treinador, por isso bons resultados são obtidos através de esforços positivos. Se forem treinados de maneira dura ou ríspida, podem se recusar a cooperar. Comece a treinar o seu filhote desde o primeiro dia em casa. Até com 8 semanas de idade eles são capazes de absorver tudo o que você for capaz de ensiná-los. Não espere até que ele tenha 6 meses de idade para começar o treinamento, ou terá que lidar com um cão muito mais forte, teimoso e cabeça-dura.

Collies respondem bem a treinamentos consistentes, baseados em recompensas, e adoram toda a atenção que obtêm com o seu desempenho, seja fazendo truques ou competindo. Apesar de aprender rápido, eles se entediam facilmente com exercícios repetitivos de obediência. Encontre maneiras de mudar a rotina e mantê-los interessados. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Sem um dono firme, mas calmo, confiante e consistente que possa estabelecer regras e mantê-las, eles podem ficar teimosos e indolentes.

O Collie dever ser teinado gentilmente, mas sempre com autoridade. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu cão a sentar, deitar e permanecer no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos seguros para treinar o seu filhote — considere o método da caixa se for preciso adaptá-lo a um local seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Pastores e Boieiros

Pastor Alemão

O Pastor alemão ou Lobo-da-alsácia (em alemão: Deutscher Schäferhund) é uma raça canina de grande porte proveniente da Alemanha. É uma raça relativamente nova, de origem que data do final do século XIX, por cerca de 1899. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Pastor Alemão

Origem: Alemanha
Data de origem: 1899
Grupo de Raças: FCI – Grupo 1 – Cães pastores e boieiros (excepto boieiros suíços) / AKC Herding
Função original: cão pastor
Função atual: cão policial, militar, pastor e companhia.
Outros nomes ou apelidos: Deutscher Schäferhund, Lobo-da-alsácia
Tamanho: grande porte
Altura: Machos de 30 cm a 40 cm / Fêmeas de 22 cm a 32 cm
Peso: Machos de 60 kg a 65 kg / Fêmeas de 55 kg a 60 kg
Cores: castanho com capa preta, preto e castanho, totalmente preto e cinza.
Pelos: lisos, compridos ou curtos.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 14 anos.
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): ACA; ACR; AKC; ANKC; APRI; CKC; CKC; DRA; FCI; GSDCA; KCGB; NAPR; NKC; NZKC; UKC.

Introdução à raça Pastor Alemão

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Trio de Pastores alemães junto em uma floresta. (Créditos/Copyright: “Nikolai Tsvetkov/Shutterstock”)

Pastor alemão ou Lobo-da-alsácia (em alemão: Deutscher Schäferhund) é uma raça canina de grande porte proveniente da Alemanha. É uma raça relativamente nova, de origem que data do final do século XIX, por cerca de 1899. Foi desenvolvida para ser utilizada como cão pastor de rebanhos, e mais tarde para ajudar a polícia e soldados.

Desde então, devido à sua força, inteligência, lealdade, treinabilidade, obediência e instintos protetores naturais, o Pastor alemão é a raça preferida para muitos tipos de trabalho, incluindo assistência e guia para surdos e cegos, busca e salvamento, tarefas policiais e militares e até atuar.

Atualmente é mais utilizado como cão de guarda e companhia, sendo considerada umas das raças mais numerosas e estudadas no mundo inteiro. A raça foi originalmente encontrada em fazendas alemãs, sendo padronizada em 1.890 por um oficial da cavalaria alemã, Capitão Max Von Stephanitz, cujo ideal era aperfeiçoar um cão pastor superior e de aparência elegante.

O Pastor alemão foi importad0 para os Estados Unidos no início de 1.900 e se popularizou ainda mais após a Primeira Guerra Mundial, quando um pequeno filhote da raça foi encontrado pelo Cabo Lee Duncan em um canil crivado de bombas na França, e trazido ele para Los Angeles, onde foi treinado e transformado em um dos cães mais famosos do show biz: Rin Tin Tin – que estrelou em dúzias de filmes, transformando a raça em uma das mais famosas do mundo.

Criado especificamente para trabalhar com humanos, a raça é fácil de ser treinada e aprende comandos rapidamente. Mas embora o Pastor alemão possua algumas das melhores características caninas, não é uma raça para qualquer um, tanto é que está entre as raças mais abandonadas devido a dificuldade a criá-lo e treiná-lo de forma adequada. O seu treinamento deve começar cedo, e se não lhe for dado uma tarefa, o Pastor alemão irá procurar por si próprio. Como foi feito para pastorear o dia todo, ele possui muita energia e precisa de muitos exercícios e atividades.

Sem isso, o Pastor-alemão é capaz de demonstrar todo o seu tédio e frustração de formas desagradáveis, como latindo em excesso e roendo coisas. Por causa do seu tamanho e níveis altos de energia e necessidade de atividade, eles são mais adequados aos lares com jardim, para que tenham oportunidades para se exercitar livremente. Apesar disso, não costumam se adequar a viver fora de casa ou canil, eles preferem ficar dentro de casa como parte da família.

A raça é capaz de ser um cão leal a sua família e um guardião corajoso para o lar. Ele costuma criar um vínculo forte com a sua família, podendo ser muito protetor. Eles são reservados e até desconfiados, principalmente de estranhos. Pode também ser agressivo com outros cães, mas geralmente é tranquilo com outros animais de estimação de seu convívio. Se for exposto a diferentes situações e pessoas desde filhote, é capaz de aprender a conviver com novas pessoas e situações.

Além de um cão trabalhador energético, leal, versátil, atlético, corajoso e companheiro devotado, o Pastor alemão não é uma raça, mas um estilo de vida!

Origem da raça Pastor Alemão

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Dupla de Pastores Alemães lado a lado na pradaria. (Créditos/Copyright: “Nikolai Tsvetkov/Shutterstock”)

Apesar da sua aparência ligeiramente parecida com o lobo, o Pastor alemão é uma raça desenvolvida recentemente, e ao contrário de crenças nativas, ele não é mais relacionado com este animal do que qualquer outra raça canina. Esta raça é o resultado de esforços conscientes em produzir o pastor ideal, capaz de pastorear e proteger rebanhos. Talvez, nunca na história de qualquer outra raça tantos esforços foram feitos para o aprimorar um cão como foi com o Pastor Alemão.

Os primeiros cães pastores

Durante 1.850 na Europa, foram feitas inúmeras tentativas para padronizar raças caninas. Os cães eram cruzados para preservar suas características que auxiliavam no trabalho de pastoreio de ovelhas e de proteção do rebanho de predadores. Na Alemanha, tal prática era feita em comunidades locais, onde pastores selecionavam e criavam estes cães. Todos reconheciam que a raça possuía as qualidades necessárias para pastorear ovelhas, como inteligência, velocidade, força e faro apurado.

Os cães resultantes destes cruzamentos eram capazes de desempenhar o trabalho, mas se diferenciavam, significantemente, tanto na aparência quanto na habilidade, de acordo com cada local de origem. Para combater estas diferenças entre a mesma raça, formou-se a Sociedade Phylax em 1.891 com a intenção de criar planos de desenvolvimento para raças caninas nativas da Alemanha.

A sociedade foi dissolvida depois de três anos devido a conflitos internos com relação às características caninas que a sociedade deveria promover; alguns membros acreditavam que os cães deveriam ser criados exclusivamente para fins de trabalho, enquanto outros acreditavam que os cães poderiam ser criados também pela aparência. Embora tenha fracassado no seu objetivo, a Sociedade Phylax inspirou muita gente a buscar raças padronizadas de forma independente.

O primeiro cão Pastor alemão

Com o aumento das grandes cidades industrializadas na Alemanha, a população de predadores começou a diminuir, fazendo com que cães pastores passassem a ser desnecessários. Ao mesmo tempo, a consciência de que eles eram uma classe de cães versáteis e inteligentes começou a aumentar. Foi quando Max von Stephanitz, um ex-capitão da cavalaria alemã e estudante de veterinária de Berlin, além de ex-membro da Soceidade Phylax, passou a apostar firmemente na raça e acreditar que fosse perfeita para o trabalho, seja ele qual fosse.

Em 1.898, Von Stephanitz aposentou-se e passou a experimentar com cruzamentos caninos para criar um cão pastor ainda mais superior. Stephanitz estudou as técnicas de cruzamentos dos ingleses, famosos pelos seus cães pastores excepcionais, e viajou por toda a Alemanha, indo a exposições e observando cães do tipo pastores alemães.

Ele admirava a inteligência, força e habilidade dos cães pastores alemães, mas não conseguia achar uma única raça que pudesse satisfazê-lo por completo. Na década de 1.970, já visto como um dos caninos mais difundidos do mundo, o Pastor alemão começou a passar por cruzamentos levianos, que geraram animais problemáticos e mais propensos as doenças comuns da raça, como a mielopatia degenerativa e a displasia coxofemoral.

Contudo, em Karlsruhe, Max von Stephanitz junto a outros criadores dedicados começaram a produzir um Pastor alemão responsivo, obediente e bonito usando cães pastores locais de p los longos e p los curtos de Wurtemberg, Thurginia e Bavaria. Estes cães foram apresentados em Hanover em 1.882, e a variedade de pelo curto foi apresentada em Berlin em 1.889.

Neste mesmo ano, Von Stephanitz estava atendendo a uma exposição canina quando conheceu um cão de nome Hektor Linksrhein – o produto de algumas gerações de cruzamentos seletivos provavelmente descendente de cães pastores do noroeste deste país europeu cruzados com lobos da região – que preencheu completamente todos os requisitos que Von Stephanitz acreditava que um cão perfeito deveria ter.

Ele ficou muito satisfeito com a força do cão e ficou tão impressionado pela sua inteligência, lealdade e beleza, que o comprou imediatamente e mudou o seu nome para Horand von Grafrath fundando em seguida a Verein für Deutsche Schäferhunde (Sociedade Cão Pastor Alemão).

Horand foi declarado o primeiro cão Pastor alemão e o primeiro cão a ser registrado pela sociedade como Deutsche Schäferhunde, que significa literalmente “Cão Pastor Alemão” em inglês. Horand se tornou o foco central de programas de cruzamentos e foi cruzado com cães que pertenciam a membros de outras sociedades que apresentavam características desejáveis e com outros cães da Thuringia, Franconia e Wurttemberg.

O Pastor alemão policial e militar

Embora a intenção de Von Stephanitz fosse que a raça desempenhasse a função de pastor, a Alemanha ia se tornando cada vez mais industrializada, e a necessidade de um cão com esta função foi ficando ainda mais desnecessária. Ele estava determinado de que a raça deveria continuar como cão trabalhador, e decidiu que o seu futuro estaria no trabalho policial e serviço militar.

Tirando proveito de suas conecções militares, Von Stephanitz convenceu o governo alemão a usar a raça. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Pastor alemão serviu como mensageiro, batedor, carregador de suprimentos, ajudou na Cruz Vermelha, em buscas e salvamentos, cães de guarda e sentinela.

O Pastor alemão super-star pelo resto do mundo

Embora os Pastores alemães tenham chegado aos Estados Unidos antes da guerra, só se tornaram populares ao fim dela quando soldados dos exércitos aliados notaram a bravura e inteligência da raça trazendo alguns exemplares consigo quando a guerra terminou. Um deles foi um filhote resgatado de um canil crivado de bombas na França por um Cabo Americano de Los Angeles, que trouxe o filhote para casa, treinando-o e transformando-o em uma das estrelas mais famosas de Hollywood.

Rin Tin Tin, foi um personagem cão-herói que estrelou em 26 filmes diferentes e programas de TV ajudando a disseminar a popularidade da raça pela América e pelo resto do mundo.

O primeiro Pastor-alemão foi exposto nos Estados Unidos em 1.907, a raça foi reconhecida pela AKC em 1.908 e registrada em 1.912. No ano seguinte, pessoas interessadas na raça formaram o Clube do Pastor Alemão da América. Mas, embora os aliados estivessem impressionados pelos cães alemães, não estavam muito felizes com as suas raízes alemãs.

Durante o período de guerras, tudo que estava associado a Alemanha era estigmatizada, e em 1.917, a AKC mudou o nome da raça para apenas Cão Pastor. Na Inglaterra, o cão foi chamado de Cão Lobo da Alsácia, em virtude da área de fronteira entre Alemanha-França, Alsácia-Lorraine. A AKC voltou a usar o nome original de Pastor Alemão apenas em 1.931; e em 1.977 o Clube de Canil Inglês fez o mesmo.

Pastores alemães Vs Pastores alemães “americanos”

Von Stephanitz sempre permaneceu involvido de perto no desenvolvimento da raça, e no início de 1.922, ele ficou ciente de algumas características que estavam dominando a raça, como temperamento fraco e tendência a cáries. Ele então desenvolveu um sistema rígido de controle da raça: antes que qualquer Pastor alemão fosse criado, ele teria que passar em inúmeros testes de inteligência, temperamento, atleticismo e boa saúde. Por outro lado, criadores americanos não eram tão regulados.

Nos Estados Unidos, os cães eram criados para vencer exposições, e sendo assim criadores colocavam mais ênfase na aparência e na forma com que o cão se movia. Depois da Segunda Guerra Mundial, os Pastores alemães e americanos começaram a divergir dramaticamente. Até que um certo ponto, os departamentos de polícia e do exército americanos começaram a importar os Pastores alemães criados na Alemanha, pois os locais, ou seja, criados nos Estados Unidos, estavam falhando nos testes de desempenho e disseminando condições genéticas de saúde. Mas, há algumas décadas, criadores americanos começaram a colocar mais ênfase em suas habilidades ao invés de apenas aparência, importando exemplares alemães para fazer parte de seus programas de criação.

O Pastor alemão atual

Hoje, é possível comprar Pastores alemães criados nos Estados Unidos a altura da reputação original da raça. Assim, estes cães atraentes e versáteis começaram a atrair outros admiradores em outros países, aumentando ainda mais a sua popularidade no mundo inteiro. Embora ainda hoje o Pastor alemão não esteja entre os primeiros no topo da lista, ele permanece como um dos cães mais versáteis já criados, e ainda entre as raças mais populares e mais vendidas, servindo ainda como cão policial, cão guia, cão de busca e salvamento, cão de detecção de narcóticos ou explosivos, cão de exposição, cão de guarda, animal de estimação — e até pastor.

Aparência do Pastor Alemão

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Pastor Alemão deitado sossegado no gramado do jardim de sua casa.(Créditos/Copyright: “Marcelo Rodriguez/Shutterstock”)

A primeira impressão de um bom Pastor alemão é a de um animal forte, ágil, bem musculoso, alerta, cheio de vida com uma aparência geral que denota uma certa nobreza e qualidade – difícil de definir, mas inconfundível quando presente. Ele é bem equilibrado, com um desenvolvimento harmonioso das partes dianteiras e traseiras.

O Pastor alemão é mais comprido que alto e apresenta um contorno de curvas suaves ao invés de ângulos. Eles são substanciais, em forma e sólidos, mas não são volumosos ou pesados, dando sempre a impressão, tanto parado quanto em movimento, de aptidão muscular e agilidade, sem qualquer aparência de desajeitado ou lento.

Suas características sexuais secundárias são fortemente marcadas, e cada animal dá a impressão definitiva de masculinidade ou feminilidade de acordo com o seu sexo. Por exemplo, os machos possuem características faciais distintas, enquanto as fêmeas possuem suas características faciais distintas.

O seu pescoço é bem musculoso, firme e preciso, de comprimento em proporção direta com o tamanho da cabeça em proporção ao tamanho do seu corpo. Seus olhos de tamanho médio em formato de amêndoa, são de cor escura. Eles possuem orelhas moderadamente pontudas, largas na base, eretas e paralelas uma a outra, dobrando na ponta. A sua testa é arcada, e o seu crânio desce até o seu focinho.

A parada é abrupta e pronunciada, e o seu nariz é preto. Eles possuem mandíbulas fortes, bem desenvolvidas com os dentes de fechando em mordida de tesoura. Eles possuem costas fortes, retas, curtas em comparação, e sua cernelha alta inclina suavemente em sua linha superior nivelada. O peito é profundo e capacitado e suas costelas bem arcadas são longas e levadas até ao esterno. O abdômen é firme e moderadamente esgalgado até o lombo. Eles possuem ombros longos, obliquamente angulados com braços musculosos.

As patas alcochoadas são curtas, compactas com dedos bem arcados e unhas escuras. As coxas são largas e fortes, e a garupa é gradualmente inclinada. Sua cauda felpuda alcança abaixo da jarrete quando parado. A pelagem ideal do Pastor alemão é de dupla camada de pelos de comprimento médio que consiste em uma camada externa densa, lisa ou levemente ondulada, dura e rente ao corpo.

A cabeça, pernas e patas são cobertas por pelos curtos, enquanto os pelos em volta do pescoço é mais comprido e mais grosso. Há três variedades de Pastores-alemães: de pelagem dupla, pelagem plush e pelagem comprida. As cores variam, mas cores sólidas e fortes são as preferidas.

O Pastor alemão mais comum é preto e castanho, zibelina ou todo preto, mas também branco, cinza e vinho, porém consideradas um defeito de acordo com a maioria dos padrões. A maioria das variações de cores possuem máscaras negras e marcas pretas pelo corpo que variam entre a clássica “sela” e a “capa” como o popular Pastor-alemão “capa preta”.

Ambiente Ideal para o Pastor Alemão

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Filhote de Pastor Alemão deitado sobre a grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Lurin/Shutterstock”)

O Pastor alemão pode viver em um lar pequeno ou apartamento apenas se for exercitado suficientemente. Eles são uma raça relativamente inativa dentro de casa, mas adoram ter acesso a um jardim de tamanho médio a grande para ter oportunidades de extravazar toda a sua energia e se exercitar, senão pode ficar solitário, entediado e destrutivo. Por ser do tipo que desenvolve fortes laços com seus donos, é um cão muito leal que adora estar na companhia deles, em todos os momentos e atividades.

Por esta razão, ele não é do tipo para ficar isolado no quintal ou no canil – prefere ficar do lado de dentro da casa próximo aos donos, porém com acesso ao lado de fora. Sem a companhia que precisa — assim como exercícios e chances de colocar sua inteligência em uso — ele se torna entediado e frustrado. O Pastor alemão que não se exercita ou é ignorado pelo seus familiares ou donos costuma expressar sua energia acumulada de formas desagradáveis, como latindo em excesso, mastigando coisas e até ficando agressivo.

Temperamento & Personalidade do Pastor Alemão

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Pastor Alemão dando carinho para o seu filhote. (Créditos/Copyright: “Hysteria/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Pastor alemão precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Pastor-alemão cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Ao cogitar a raça, antes de tudo, é preciso ter em mente que o temperamento do Pastor alemão pode variar dependendo do seus antecedentes familiares. Pastores alemães de linhagem trabalhadora possuem um forte impulso ou instinto para o trabalho e podem ser mais difíceis de lidar. Se você quer um cão de companhia, deve procurar por um criador de conformação.

Ao comprar um filhote, podem existir dois tipos de cães Pastores alemães que diferem levemente dependendo do seu criador: americano ou alemão. No geral, criadores americanos costumam criar campeões de exposições, que são criados mais pela aparência do que pelas suas habilidades. Alguns dizem que os Pastores alemães americanos são mais calmos, outros criticam a falta dos talentos originais para desempenhar trabalhos, e que são mais suscetíveis a problemas de comportamento, como ansiedade de separamento.

Por outro lado, os criadores alemães, criam um Pastor alemão mais voltado para as suas habilidades, assim como para se adequar a sua aparência tradicional. Para criar um Pastor alemão na Alemanha ele antes tem que passar por inúmeros testes para provar que alcançava todos os parâmetros de padrões físicos e mentais tradicionais da raça. Estes filhotes tendem a ser mais energéticos e de personalidade mais determinada.

Ambas variações de Pastores alemães foram sempre criados especificamente por causa da sua inteligência, uma característica da qual são famosos. O livro “A Inteligência dos Cães”, de Stanley Coren classificou a raça em terceiro lugar em inteligência, logo atrás dos Border Collies e Poodles. Junto à sua força e obediência, esta característica faz com que a raça seja extremamente útil para a polícia, guarda e cão de busca e salvamento, pois eles são capazes de aprender várias tarefas e interpretar instruções melhores que outras raças.

De qualquer forma, os Pastores-alemães são todos altamente ativos e descritos em padrões de raça como seguros de si. A raça é conhecida pela sua vontade de aprender e ter um propósito. Muitas vezes usados para trabalhar, eles são corajosos, perspicazes, alertas, destemidos, tranquilo, confiantes, sérios, espertos, extremamente leais, profundamente devotados aos seus donos e ao trabalho que tiverem que desempenhar. Eles não pensarão duas vezes em dar a vida pelos seus donos. Apesar de naturalmente protetores do lar e sempre capazes de alertar sobre estranhos e invasores, eles podem se tornar superprotetores com relação a sua família e território, especialmente se não for socializado da forma correta.

É extremamente necessário que esta raça seja socializada desde filhote. Agressividade e ataques à pessoas são devido ao tratamento inadequado e falta de treinamento. Problemas aparecem quando o dono permite que o cão acredite ser o líder sobre os humaos e/ou não fornece estímulos físicos e mentais que ele precisa para ficar estável. Nunca trate o seu cão como gente. Aprenda sobre instintos caninos e trate o seu cão de acordo.

Esta raça precisa de um dono que seja naturalmente autoritário de uma forma calma, mas firme, confiante e consistente. Eles precisam ser treinados desde pequenos. Um cão estável e bem treinado é capaz de se dar bem com outros animais domésticos e ser excelente com crianças na família. Pastores-alemães com donos passivos podem se tornar tímidos, irriquietos, podem morder por medo e desenvolver problemas territoriais. Eles não irão ouvir se pressentirem que são mais fortes que seu dono.

Com este cão altamente qualificado vem também um desejo enorme de ter um trabalho para fazer e de um líder consistente capaz de guiá-lo nessa tarefa. Eles precisam canalizar todo as sua energia física e mental. Esta não é o tipo de raça que ficaria feliz apenas em deitar no chão ao seus pés ou ficar isolado no quintal, ele precisa da companhia do seu dono.

A sua personalidade pode até ter um ar de indiferente, mas nunca agressiva. Ele é reservado; não costuma fazer amigos imediatamente, mas uma vez confortável, é extremamente leal. Com a sua família ele é super tranquilo e acessível, mas quando ameaçado pode ser forte e protetor, um verdadeiro cão de guarda. São altamente territoriais, e nunca fogem de uma luta. Não gostam de estranhos e são capazes de frear pessoas indesejáveis.

Muitas pessoas desejam um Pastor alemão para proteção. Mas quase ninguém precisa mesmo de um cão de guarda treinado – a maioria das pessoas ou famílias simplesmente precisam de um cão de guarda que funcione como intimidação.

O tamanho, movimento corporal, reputação e instinto protetor do Pastor alemão já é mais que suficiente para esta tarefa, portanto não compre um “cão de guarda treinado” que não precise e provavelmente não saiba lidar. Um Pastor alemão bem socializado, educado e obediente que mora com a sua família irá protegê-los como parte da sua natureza.

Ele sempre terá a todos sob sua vigília. Ele pode até deitar sob seus pés ou se posicionar a alguns metros mais longe, mas nunca o perderá de vista. Isso é parte da sua ancestralidade de cão pastor. Se você não deseja um cão que guarde os seus passos, não tenha um pastor-alemão.

Pastores alemães são inteligentes, ativos e serão mais felizes com donos igualmente ativos, inteligentes que serão capazes de dar a eles atenção, exercícios, treinamento e muito tempo com ele.

Qualquer cão pode ser um desafio de conviver durante a sua adolescência, e no caso do Pastor alemão, seus anos “teen” começam aos 6 meses e podem durar até 2 anos de idade. O Pastor alemão perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Pastor Alemão

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Grupo de Pastores alemães filhotes juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pastor-alemão à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Esta raça costuma soltar pelos constantemente, soltando ainda mais sasonalmente, durante a primavera e outono. Incluir carne crua e ossos na dieta deles pode ajudar a reduzir isso drasticamente. Eles devem ser escovados diariamente, ou pelo menos semanalmente, ou senão você terá pelos por toda a casa.

Banhos devem ser apenas quando necessários, uma ou duas vezes ao ano; banhos demais podem causar irritação na pele e perda de seus óleos naturais. Os Pastores alemães gostam de mastigar e suas mandíbulas poderosas podem destruir muitos materiais. Se eles escolherem algo errado para mastigar, eles podem machucar os dentes, engolir algo que possa fazer mal, ou até engasgar. Proteja o seu cão e seus pertences dando à ele brinquedos apropriados para que ele possa se entreter sozinho.

Atividade & Exercícios do Pastor Alemão

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Pastor Alemão em plena vitalidade correndo pela floresta. (Créditos/Copyright: “Runa Kazakova/Shutterstock”)

Pastores alemães adoram atividades vigorosas, e eles precisam de muitos exercícios diários, de preferência combinados a algum tipo de treinamento, pois adoram um desafio. Eles precisam ser levados para longas caminhadas, corridas ou passeios ao lado da sua bicicleta por pelo menos uma a duas horas por dia. Enquanto estiver na coleira, ele deve estar sempre ao seu lado ou atrás, nunca na frente, pois na sua mente quem está na frente lidera e quem lidera deve ser sempre o humano.

A maioria dos pastores adoram jogar bola ou Frisbee. Dez ou quinze minutos de brincadeira de buscar aliada a caminhadas irá cansá-lo, assim como dar à ele um senso de propósito. Seja correr atrás de bola, buscar um Frisbee, treinamento de obediência, participar em parquinho canino ou longas caminhadas e corridas, seu dono deve fornecer alguma forma de exercício para satisfazer os seus instintos. Se ele não for exercitado de forma suficiente e desafiado mentalmente, ele pode ficar incansável e destrutivo.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Pastor Alemão

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Pastor Alemão filhote deitado relaxando. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Pastores-alemães são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Muitas doenças comuns nos Pastores alemães são o resultado de práticas de endogamia no início do desenvolvimento da raça, embora fosse necessário para preservar outras características para a raça.

Uma doença comum levou a doenças hereditárias como displasia de quadril e cotovelo que pode levar a dores no final da vida e causar artrite. Além disso, ainda podem existir problemas como doenças do sangue, de fígado, epilepsia, equizema crônico, keratitis ou inflamação de córnea, duarfismo e alergias a pulgas. Eles também são suscetíveis a tumores de baço, fístulas perianais e doença de von Willebrand, um distúrbio hemorrágico hereditário comum na raça.

Outros problemas podem incluir mielopatia degenerativa da coluna vertebral, uma doença neurológica que ocorre com frequência e insuficiência pancreática exócrina, uma outra doença degenerativa do pâncreas em que as células que produzem enzimas digestivas são destruídas, fazendo com que o cão não consiga digerir e absorver comida.

O Pastor alemão também pode ter panosteitis, um problema eskelético de claudicação e dor espontânea. Uma doença também considerada uma grande ameaça é conhecida por “Bloat” ou estômago inchado, em que o estômago se enche de gás causando sérios problemas podendo levar até a morte instantânea. O cão nunca deve comer ou beber em grande quantidade de uma só vez e deve ser alimentado em pequenas refeições ao dia e não se exercitar por pelo menos uma hora após cada refeição.

Como toda raça de porte grande, os pastores-alemães podem sofrer também de várias doenças do coração, incluindo murmúrios, doenças de válvula e aumento do tamanho do coração. Devido a natureza do tamanho de suas orelhas, eles também são suscetíveis a infecções de ouvido por falta de pêlos no canal externo do ouvido para segurar água e poeira. E lembre-se, depois que levar um filhote para casa, você tem o poder de evitar e protegê-lo de um dos problemas de saúde mais comuns: a obesidade.

Manter o seu pastor-alemão em um peso apropriado é uma das maneiras mais fáceis de prolongar a sua vida. Esta raça vive por cerca de 10 a 14 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Pastor Alemão

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Pastor Alemão sendo treiando pela sua dona no parque. (Créditos/Copyright: “Dolunay_Sara/Shutterstock”)

O Pastor alemão são pupilos ávidos e são muito rápidos para aprender truques. Eles são muito responsivos ao som da voz de seu dono e exigem socialização intensiva e extensa, além de treinamento de obediência. Eles não respondem bem a métodos duros ou pesados. O seu treinamento deve ser feito com respeito, firmeza, recompensa e consistência. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. A sua versatilidade faz com que ele seja adequado para uma variedade de atividades incluindo esportes caninos, sendo excepcionalmente talentosos em uma enorme variedade deles.

O Pastor alemão é também muitas vezes usado em trabalhos policiais, busca e salvamento, guia para cegos e trabalho militar. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar parado é vital para o treinamento dele. Há vários métodos aceitáveis para treiná-lo a conviver dentro de casa.

Considere o treinamento de caixa se for preciso adaptar o seu cão a um ambiente confinado e seguro por razões de segurança e conforto. Como muitas outras raças pastoras, o Pastor alemão também late bastante, o que não é necessáriamente um problema, mas pode vir à ser se ele estiver entediado. Apender o comando “quieto” deve ser parte do seu treinamento de obediência diariamente.

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Pastores e Boieiros

Old English Sheepdog

O Antigo Sheepdog Inglês ou do inglês Old English Sheepdog (OES para os íntimos que preferem abreviar) é um raça de porte grande desenvolvida na Inglaterra a partir de uma variedade de cruzamentos de espécies de pastores europeus antigos. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Old English Sheepdog

Origem: Inglaterra
Data de origem: 1880
Grupo de Raças: FCI Grupo 01 – Cães pastor e boieiros (excepto boieiros suíços) / AKC Pastores
Função original: cão pastor
Função atual: cão de companhia, pastor
Outros nomes ou apelidos: Bobtail, Bob-tail, pastor inglês
Tamanho: grande porte
Altura: Machos de 56 cm a 61 cm / Fêmeas 51 cm
Peso: Machos 29 kg / Fêmeas 27 kg
Cores: cinzas, preto com face, barriga e patas frontais brancas
Pêlos: longos, encaracolado
Manutenção: intensa, difícil, escovações regulares e semanais
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

>Introdução à raça Old English Sheepdog

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Old English Sheepdog entre as árvores na floresta (Créditos/Copyright: “Best dog photo/Shutterstock”)

Apesar da sua ascendência ser incerta, existem algumas especulações com relação a três possibilidades, sendo que a mais aceita é a dos cães pastores continentais, incluindo o Pastor de Brie.

O Old English Sheepdog é também popularmente conhecido por alguns apelidos, como pastor inglês, cão do pastor e Bobtail ou Bob-tail, devido à sua cauda amputada.

O OES foi usado originalmente como animal de trabalho até o século XIX, servindo aos fazendeiros como pastor de ovelhas e para levar o gado aos mercados. Mais tarde, por volta da década de 80, iniciaram-se cruzamentos artificiais para exposições, o que inibiu seus instintos agressivos. Mas apesar disso, o seu instinto de pastor ainda pode levá-lo a pastorear a própria família, um comportamento que deve ser controlado desde filhote. Fisicamente o OES é um cão de pelagem abundante, densa e felpuda que cobre todo o corpo e a face, escondendo até os olhos e orelhas, mas que pode ser aparada em climas quentes.

Atenção: a raça é de manutenção intensa! Pode dispensar de 3 a 4 horas de cuidados e manutenção por semana — talvez mais — qualquer um que esteja considerando esta raça deve pensar bastante sobre a sua manutenção e cuidados relacionados.

O seu temperamento é classificado como estável, despreocupado, dócil, gentil, amigável e amoroso. O EOS é também bastante adaptável, e para a surpresa de muitos, ele vive bem tanto na cidade ou no campo, em casa ou apartamento, se for exercitado regularmente. Contudo, apesar da sua herança trabalhadora, não chega a ser um bom candidato para o fundo do quintal. Ele é tão devotado à sua família, que deseja e deve ficar junto à ela. Se for deixado sozinho por longos períodos de tempo pode sofrer de ansiedade.

Ele é extremamente apaixonado por crianças e capaz de proteger o lar, onde costuma ser um animal de estimação bem educado e brincalhão. Apesar de protetor, não costuma ser usado como cão de guarda — costuma latir forte e alto — mas é muito afetuoso e amistoso, até mesmo com estranhos. Ele é um animal grande e de adestramento considerado de dificuldade moderada, mas responde bem a um dono firme que seja gentil e consistente, apesar de as vezes ser teimoso. Socialização frequênte é essencial para evitar que ele suspeite de estranhos ou tenha medo de qualquer coisa nova ou diferente.

O OES chegou até a conquistar fama devido às suas constantes aparições na TV e em filmes; como em comerciais britânicos da tinta Dulux na década de 1960; no filme “De Volta para o Futuro” como o cachorro Einstein do Dr Brown; e ainda já foi a personagem principal de nome Priscilla do programa infantil brasileiro TV Colosso exibido de 1993 a 1997; além de ter também menções em letras de músicas como “Martha My Dear”, gravada pelos Beatles (Martha era o nome de uma cadela de Paul McCartney).

Hoje, o Old English Sheepdog possui uma boa natureza, adora o conforto da sua vida familiar e ainda é capaz de competir em concursos caninos de conformação, obediência, agilidade e pastoreio além de ser um excelente animal de estimação e companheiro para uma vida inteira.

Origem da raça Old English Sheepdog

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Old English Sheepdog adulto na floresta(Créditos/Copyright: “Best dog photo/Shutterstock”)

O Antigo Sheepdog Inglês originou-se dos cães pastores antigos da Inglaterra, mas não há registros destes cães, e tudo com relação a estes antigos tipos de pastores é pura especulação. Sem dúvida, ele é uma das raças que possui a mais das obscuras origens. Mesmo assim, há algumas teorias sobre a sua origem.

Teorias diversas

Há evidências de que a raça originou-se no sudeste da Inglaterra, por cerca do início do século XIX por fazendeiros que precisavam de um pastor de ovelhas e gado que fosse rápido, forte e bem coordenado capaz de proteger o rebanho de predadores como lobos e ainda levar seus animais ao mercado.

Uma das teorias é que a sua origem está relacionada ao Poodle e ao Deerhound. Outras teorias afirmam que a raça está relacionada ao Briard e ao Bergamasco, ou ao Bearded Collie Escocês e ao Owtchar Russo, uma raça Russa trazida para a Grã-Bretanha em navios do Báltico. Alguns também acreditam que um pequeno cão de orelha caída identificado em uma pintura de 1771 de Gainsborough possa representar os primeiros tipos de OES.

Curiosidade: O OES adquiriu o apelido de “Bobtail” quando, largamente usados nas áreas agrícolas, fazendeiros passaram a amputar suas caudas no século XVIII como forma de identificacão e prova de suas funções como cão trabalhador para se isentarem de taxas e impostos.

A cada primavera, quando as ovelhas eram tosadas, os fazendeiros também tosavam os cães para fazer roupas e cobertores. Originalmente, foram chamados de “Cães de Pastor” e foram exibidos pela primeira vez em uma exposição em Birmingham, na Inglaterra em 1873. Desde então, a raça se tornou popular em exposições de cães, e, embora o formato do cão tenha mudado pouco todos esses anos, a manutenção elaborada tem sido registrada desde 1907.

Da Inglaterra para o mundo

A raça foi exportada para os Estados Unidos em 1880, onde foi comprada por um industrial de Pittsburgh chamado W. Wade. Por volta de 1900s, a raça foi possuída, exibida e criada apenas por 5 famílias americanas mais abastadas. Em 1904, Henry Arthur Tilley fundou o primeiro OES Clube da América. Tilley e seu irmão, William Steeds Tilley, foram pioneiros em criar o padrão da raça, sendo que muitos cães que foram criados por eles podem ser encontrados em pedigrees de linhagens até hoje.

O OES foi reconhecido pela AKC em 1905. Os OESs antigos podiam ser marrom, mas depois foram restringidos a tonalidades de cinza com branco. Embora os de hoje sejam ainda muito similares aos antigos Bobtails, eles possuem uma pelagem ainda mais profusa e um corpo mais compacto. A popularidade da raça como animal de estimação cresceu devagar, até 1970s quando se tornou o animal favorito da mídia devido a sua exposição em filmes e em programas de televisão.

Aparência do Old English Sheepdog

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Old English Sheepdog e sua pelagem exuberante no jardim(Créditos/Copyright: “Marcel Jancovic/Shutterstock”)

O Antigo Sheepdog Inglês é um cão forte, compacto e proporcional, que combina agilidade e força. O seu corpo é mais largo na garupa que nos ombros. A linha superior é menor na altura dos ombros, inclinando-se ainda mais em direção a traseira. Seu peitoral é profundo e largo. A sua cabeça é grande com uma parada bem definida. Seu nariz é preto, os dentes de fecham em nível ou em mordida de tesoura.

Os olhos podem ser castanhos, azuis ou um de cada cor. Suas orelhas de tamanho médio caem sobre a cabeça e ficam escondidas por debaixo da sua pelagem densa. As pernas da frente são bem retas e as traseiras arredondadas e musculosas com patas pequenas, redondas que apontam para frente com dedos bem arcados. O OES ou nasce sem cauda ou tem ela completamente amputada.

A sua pelagem dupla é longa e profusa, de textura externa dura e interna macia à prova d’água, nem lisa, nem encaracolada, cobrindo o corpo todo, olhos e face. As cores incluem tons variados de cinza com marcas brancas ou branco com marcas cinzas. Os filhotes costumam nascer com pelos preto e branco, e depois se tornam cinzas.

Ambiente Ideal do Old English Sheepdog

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Old Enlgish Sheepdog filhote(Créditos/Copyright: “InBetweentheBlinks/Shutterstock”)

O OES é um maravilhoso animal de estimação capaz de se dar bem com toda a família. Ele poderia ser feliz em qualquer tipo de lar, desde que possa conviver junto às pessoas. Locais abertos e grandes são ambientes ideais, pois a raça se adapta naturalmente ao ambiente rural, como fazendas e sítios. Contudo, com exercícios adequados e treinamento, ele é capaz de se adaptar perfeitamente ao estilo de vida urbano e até viver em um apartamento, apesar adorarem um jardim para brincar e correr.

Ele não é o tipo de cão para donos que não têm tempo para ficar junto dele ou dinheiro para gastar com sua manutenção. De preferência, o OES deve ter acesso a um jardim cercado, mas quando a família estiver em casa, ele deve ficar com ela. Largar ele no jardim sozinho e não dar atenção à ele não é apenas cruel, mas também leva a um comportamento agressivo e destrutivo.

Temperamento & Personalidade do Old English Sheepdog

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Old Enlgish Sheepdog adulto sentado no gramado do parque(Créditos/Copyright: “Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Antigo Sheepdog Inglês precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu OES cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Os padrões de raça descrevem o OES ideal como um cão de temperamento nunca nervoso, tímido ou agressivo, mas inteligente, social e adaptável. Ele costuma ser estável e alegre. É capaz de se ajustar rapidamente a diferentes condições, sempre de forma amável e amigável. Ele é leal, protetor e muito inteligente por natureza, por isso é um companheiro excelente para toda a família.

Sempre gentil, a raça também ama e se dá muito bem com crianças, fazendo sempre questão de ser parte da família em todas as ocasiões. Ele é brincalhão, afetuoso e adora fazer palhaçadas com sua família. Tanto é que a sua adolescência se estende até seus três anos de idade, podendo reter o seu temperamento brincalhão até os seus áureos anos. A raça exige exercícios físicos e mentais significantes.

Ele não gosta de ser deixado sozinho por longos períodos de tempo e prefere muito mais ficar na companhia da sua família. Não é do tipo que pode ser largado no jardim sem nenhuma interação humana. Pode ficar infeliz e agressivo. Leve-o para longas caminhadas ou treine-o para esportes caninos; desde que esteja com o seu dono, o OES vai estar sempre disposto a seguir com os seus planos. Como todas as raças pastoras, o OES é caseiro, e é o seu trabalho guardar o seu território.

Contudo, ele não é o cão de guarda mais confiável. Ele pode até latir quando estranhos se aproximarem da casa — ou não, sendo que alguns OESs são altamente protetores, enquanto outros não são nem um pouco. Inteligente, o OES aprende rápido, e está sempre procurando por algo interessante e divertido para fazer. Ele é capaz de desempenhar inúmeras tarefas, incluindo pastoreio, agilidade, obediência e busca e salvamento.

Os Old English Sheepdogs possuem um instinto forte de pastor e podem tentar pastorear os integrantes de sua família, empurrando-os constantemente – o tipo de comportamento que deve ser ensinado a não ser feito. Donos muito passivos ou que não sabem colocar regras claras da forma que o cão possa entender podem causar um comportamento teimoso. Esta raça precisa de liderança firme, porém calma, confiante e consistente. O OES é um trabalhador muito bom e capaz de seguir comandos, mas poderá ignorar instruções se achar que é mais forte que o seu dono e seu bando.

O Antigo Sheepdog Inglês perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Old English Sheepdog

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Old English Sheepdog filhote no jardim(Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu OES à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Espere levar pelo menos de meia-hora a 1 hora para manutenção e cuidados do seu OES. Além dos cuidados com a sua pelagem, esteja preparado por pelos ao redor da casa, em suas roupas, assim como sujeira, lama e outras coisas que podem ser trazidas pelas patas peludas dele. O OES solta muito pelo e exige escovações diárias para remover os pelos soltos e mantê-los livres de nós e embaraços.

À não ser que ele seja escovado por pelo menos três vezes na semana, ele não ficará embaraçado e não desenvolverá problemas de pele e parasitas. Alguns OES babam tanto que os pelos ao redor da boca podem ficar amarelos. Se isso acontecer, limpar regularmente, especialmente depois das refeições ajuda. Outro método é aplicar amido de milho nos pelos da barba, que depois de seca, pode ser escovada. É preciso investir em algumas ferramentas para pentear o seu OES. Escovações devem ser um processo gentil para evitar machucá-lo.

É importante sempre escovar até atingir a pele, e não apenas na superfície, para remover qualquer sujeira ou cabelo preso na camada de pelos interna. É sempre bom usar um condicionador spray antes de escovar. Além de escovar e pentear seus pelos, o OES precisa de banhos ocasionais a cada 6 a 8 semanas. Muitos donos usam profissionais para este trabalho, o que é bastante caro e que deve ser considerado ao comprar um OES.

Atividade & Exercícios do Old English Sheepdog

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Old Enlgish Sheepdog correndo no parque com sua pelagem ao vento(Créditos/Copyright: “Best dog photo/Shutterstock”)

Por causa das suas origens trabalhadoras, o OES gosta de atividade. Mas claro, as necessidades dele irão variar de acordo com a sua idade. Filhotes possuem muita energia — tanta que eles irão usá-la para destruir a sua casa se não forem mantidos ocupados com atividades apropriadas. Por outro lado, cães mais velhos preferem ficar deitados ao pé do sofá e precisam ser encorajados a fazer exercícios.

É importante lembrar que enquanto o OES pode rapidamente se ajustar a menos exercícos, isto não é saudável para ele. Contudo, diminua os exercícos em climas muito quentes, especialmente do lado de fora, pois devido a sua pelagem interna densa é extremanete quente, o que faz com que o cão superaqueça rapidamente. Água e sombra devem estar disponíveis sempre. Eles gostam de longas caminhadas ou boas corridas.

Hoje os OESs são muito capazes de participar em competições caninas, podendo se engajar também em uma ou duas horas de exercícios diários como parte da sua rotina. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos que devem ser tomados na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Old English Sheepdog

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Filhote de Old English Sheepdog (Créditos/Copyright: “Kate Grishakova/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Antigos Sheepdogs Ingleses são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Os OESs são mais suscetíveis a problemas de saúde que podem incluir a displasia de quadril; problemas de visão como atrofia progressiva da retina, cataratas, glaucoma, entropio; problemas de tiróide como hipotiroidismo, uma doença hormonal comum em cães emq ue a glândula da tiróide que não produz hormônios suficientes; diabetes; alergias e problemas de pele; doenças neurológicas como abiotrofia cerebelar e surdez congênita; e doenças do coração como defeito atrial septal e displasia de válvula tricuspida. Como muitas raças pastoras, o OES também pode ter reações adversas a certas drogas, uma delas ivermectin – um ingrediente presente em alguns medicamentos vermicidas. Câncer também é provável na raça, além de IMH ou Anemia Hemolítica Mediada.

>Treinamento do Old English Sheepdog

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Old English Sheepdog no gramado (Créditos/Copyright: “Marcel Jancovic/Shutterstock”)

Treinamento de obediência é encorajado à todos os cães, não importa a raça, mas especialmente para uma raça de grande porte como o OES. Os comandos básicos como “sentar,” “deitar,” “venha,” e “fique” são importantes para a vida cotidiana de qualquer cão, mas para um cão desse tamanho estes comandos são cruciais.

Felizmente, o OES é muito inteligente e aprende rápido, além de responder bem a treinamento consistente e gentil. Ele precisa de um dono firme, pois tem a tendência a ficar teimoso e independente demais. Uma variedade de treinamentos são recomendáveis e muitas técnicas de treinamento podem mantê-los interessados e alertas.

Considere o método da caixa se precisar adaptar o seu cão a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Mas lembre-se que o OES também não lida bem com confinamento, portanto, se decidir pelo método da caixa, não deixe-o preso ali por muito tempo. Ele deve ficar fora da caixa quando você estiver em casa, pois fica sensível se for privado da companhia da família.

Comece o treinamento logo que levar o filhote para casa, enquanto ele ainda está em um tamanho fácil de lidar, pois logo ele estará em um tamanho muito maior. Use técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas por comida, e seja paciente. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

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Pastores e Boieiros

Pastor Australiano

Apesar do seu nome, o Pastor Australiano não é originário da Austrália, mas foi desenvolvido a partir de uma raça ou conjunto de raças do País Basco da Europa Ocidental e trazido por eles para os Estados Unidos durante o período da Corrida do Ouro em cerca de 1840, no século XIX. É um cachorro muito inteligente, usado para pastorear rebanhos. Saiba mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica: Pastro Autraliano

Origem: Estados Unidos
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 01 – Cães Pastores e Boieiros (exceto Boiadeiros Suíços) / AKC Pastoreio.
Função original: cão pastor
Função atual: cão de companhia, cão pastor
Outros nomes ou apelidos: Aussie
Tamanho: porte médio.
Altura: Fêmeas de 46cm a 53cm / Machos de 52cm a 58cm.
Peso: Fêmeas de 18kg a 25kg / Machos de 25kg a 29kg.
Cores: cinza, preto, vermelho, todos merle.
Pêlos: liso, longo.
Manutenção: moderada, escovações semanais e banhos ocasionais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 6 a 9 filhotes, padrão de 7 filhotes de Pastor Australiano por cria.
Reconhecimento (Canil):ACA / ACR / AKC / APRI / ASCA / CKC / DRA / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Pastor Australiano

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Pastor Australiano vermelho merle no observando seu rebanho no rancho. (Créditos/Copyright: “Por Aneta Jungerova/Shutterstock”)

Apesar do seu nome, o Pastor Australiano não é originário da Austrália, mas foi desenvolvido a partir de uma raça ou conjunto de raças do País Basco da Europa Ocidental e foi trazido por eles para os Estados Unidos durante o período da Corrida do Ouro em cerca de 1840, no século XIX. Estas pessoas teriam morado por um breve período na Austrália antes de se mudarem para a América, mesmo assim se não por isso, o Pastor Australiano não tem nenhuma outra conexão com a Austrália.

É verdade que há uma série de teorias diferentes sobre como a raça ficou associada com a Austrália, mas nunca se chegou a um consenso. Eles possuem uma aparência muito similar ao popular Pastor Inglês e ao Border Collie, além de que pesquisas já indicaram que os Pastores Australianos e os Border Collies são parentes próximos; e ambos um tanto mais distantes que outras raças como os Collies e Shetland Sheepdogs.

Pastores Australianos cresceram em popularidade logo após a Segunda Guerra Mundial e ficaram conhecidos por todos através de rodeios, exposições de cavalos, e filmes da Disney feitos para a televisão. A vida ao lado deles é uma verdadeira aventura.

Originalmente criado para pastorear o gado, o Pastor Australiano ainda permanece uma raça de cachorro trabalhadora no coração; o Aussie, como é carinhosamente chamado, é uma raça que além de ser extremamente inteligente, possui uma enorme quantidade de energia. Por isso, é preciso que ele tenha sempre uma tarefa para fazer. Longas caminhadas diárias e sessões de treinamentos irão satisfazer suas necessidades, ele necessita estar sempre ocupado.

Ele pode ser uma companhia maravilhosa para a família se a sua inteligência e energia for canalizada por esportes caninos, muitas atividades ou tarefas ao redor da casa. Se ele não tiver a chance de se exercitar e desafiar a sua mente, ele estará fadado a ficar frustrado, destrutivo e barulhento, portanto difícil de se conviver.

Sem nada pra fazer ele acaba inventando algo: pastorear as crianças, seus ou de vizinhos; perseguir carros ou outros animais; e até destruir tudo na casa que vê pela frente. Com exercícios e treinamento adequado, ele será leal, super devotado e obediente. É preciso tempo e muito esforço para mantê-lo ocupado e satisfeito, e se você não tiver tempo ou energia para treiná-lo e exercitá-lo como ele precisa, o Aussie definitivamente não é a raça mais adequada para você. Mas se estiver pronto para lhe dar liderança e treinamento consistente, então o Aussie será a companhia perfeita para a sua vida.

Além de inteligente e cheio de energia, o Aussie é uma raça amável, forte, alerta, confiante, independente e responsiva. Ele é reservado com estranhos, mas possui uma natureza protetora. Eles são devotados à sua família, e por isso precisam estar o mais perto de sua gente possível: deitados aos seus pés, encostados em suas pernas ou até descansando a cabeça no seu colo. Tudo provavelmente para fazer você não se sentir tão mal por ele ser mais inteligente que você.

Portanto, nunca subestime a sua inteligência. O Pastor Australiano está entre as raças mais espertas que existe, e uma das quais seus donos precisam prestar muita atenção para não ficarem para trás. Apesar de adorar uma atividade ou tarefa para fazer, ele não é o tipo de raça que vai se contentar em ficar esquecido em um quintal, ele prefere mil vezes a companhia de seus donos em toda e qualquer circunstância. Ele foi feito para trabalhar junto de seu dono. Ele também não precisa se um enorme jardim, o Aussie é versátil e pode se adaptar a mesmo qualquer ambiente, desde que seja exercitado e estimulado e tenha a companhia de sua família junto dele para não se sentir solitário.

Raças pastoras costumam latir, e o Aussie não é exceção. Ele sempre irá alertar latindo para que você saiba que ele está vendo ou ouvindo algo fora do comum. Ensine-o a diferenciar o que é ou não algo fora da sua rotina — discriminar entre um estranho na porta ou animal no jardim e o vizinho colocando seu carro na garagem tarde da noite.

O Pastor Australiano é focado, por isso se você estiver interessado em esportes caninos, o Aussie é perfeito — agility, flyball, frisbee, competições de pastoreio, obediência, tracking. Ele também é super bem sucedido em carreiras caninas como cão guia, de assistência, policial, e trabalhos de busca e salvamento.

Uma questão importante que precisamos saber sobre a raça é que há dois tipos de Pastores Australianos: um tipo estritamente para os talentos de pastoreio e aqueles criados para exposições e eventos de desempenho. Os do tipo pastoreio são menores, mais magros e com pelagem mais curta que os de exposição.

Estas características fazem com que eles sejam mais ágeis para lidar com o gado, e a pelagem curta é melhor para não enroscar em galhos e plantas pelo pasto. Por isso é importante conhecer a linhagem do cão antes de comprar o filhote. Um Pastor australiano de linhagem de exposições ainda terá instintos de pastoreio, mas a sua pelagem mais densa irá atrapalhá-lo se usado para o trabalho. No entanto ele será um competidor de sucesso e esportes caninos.

Outro coisa importante é o fato de que existem as variedades “mini” e o “toy”, mas a AKC não as reconhece e não podem ser registradas. Até há um clube para o mini Aussie, o Clube Pastor Australiano Miniatura da América, e estas versões menores possuem o mesmo temperamento e as mesmas necessidades, portanto não são mais fáceis de se conviver e nem menos ativas.

Origem da raça Pastor Australiano

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Pastor Australiano castanho avermelhando e branco de perfil. (Créditos/Copyright: “Por SubertT/Shutterstock”)

Apesar do nome, o Pastor Australiano não é nada Australiano, mas desenvolvido nas montanhas do Pirineus, região oeste da Europa, entre a Espanha e França, e refinada nos Estados Unidos para trabalhar como cão pastor em ranchos.

O Pastor Australiano já teve muitos nomes no passado incluindo Cão Pastor, Blue Heeler, Pastor Espanhol, Bob-Tail, Pastor do Novo México, Pastor da Califórnia e Pastor Austríaco.

Os principais ancestrais da raça eram provavelmente cachorros Espanhóis que acompanhavam os pastores bascos e rebanhos de ovelhas Merino exportadas para a América e Austrália no início do período das colônias. Seus prováveis ancestrais incluem tipos de Collies da Austrália; Sheepdogs alemães conhecidos por Koolies alemães; e outros cães pastores.

Os primórdios do Pastor Autraliano

Existem muitas teorias com relação à origem da raça, mas nenhuma comprovada. Uma das mais populares é que a raça tenha sido originada durante o início dos anos 1800s, quando pastores bascos da Europa se estabeleceram na Austrália, trazendo com eles suas ovelhas e cães pastores. Logo depois, muitos destes pastores se mudaram para o oeste dos Estados Unidos, levando seus cães.

Naturalmente, pastores americanos apelidaram estes cães de Pastores Australianos devido à sua origem anterior. É possível também que cães vindos da Austrália eram “blue merle” e o adjetivo “Australiano” passou a ser associado a qualquer cachorro com esta cor de pelagem.

A área acidentada da Austrália e Oeste Americano exigiram muito destes cães pastores, coisa que eles não tiveram que passar na Europa, mas depois de vários cruzamentos e seleções rigorosas com relação às suas habilidades de trabalho, o cão basco logo se adaptou e superou todas as duras condições.

O Pastor Australiano até os dias de hoje

O Pastor Australiano foi cruzado com várias raças em uma tentativa de produzir um animal capaz de lidar com estas drásticas temperaturas do oeste americano. Os cruzamentos durante este período foram focados principalmente em habilidades — velocidade, agilidade, e resistência — ao invés de aparência, o que atrasou o reconhecimento do Pastor Australiano como raça.

A raça manteve o seu “low profile” até meados de 1950, após a Segunda Guerra Mundial, até que foi apresentado em uma apresentação popular em rodeios e participar de filmes da Disney. Multidões de espectadores em rodeios ou shows de cavalos, e de filmes ou programas de TV sobre faroeste, ficaram admirados pelos cães atléticos que viam trabalhando ao lado destes famosos cowboys. Apesar de todo esse interesse popular, a raça não foi reconhecida pela AKC até 1993.

O Aussie está entre as raças mais versáteis que existem, obtendo sucesso em conformação, obediência, pastoreio e competição de agilidade. Ele também é adepto a pastorear gado; alguns até acreditam que o seu estilo é mais adequado ao gado que as ovelhas. Seus outros talentos incluem retrieving, cão vigia, trabalho policial, detecção de narcóticos, busca & salvamento, e ainda é capaz de desempenhar muitos truques.

Hoje, o Pastor Australiano permanece o mesmo cachorro atraente e inteligente que já provou ser tão útil aos fazendeiros no velho oeste. Ele é amado por muitos e adora a sua vida de cão de companhia, protetor e pastor.

Aparência do Pastor Australiano

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Pastor Australiano cinza e castanho merle no campo (Créditos/Copyright: “Por Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock”)

O Pastor Australiano é um cachorro atlético de porte e ossatura mediana; com uma construção robusta, equilibrada e de aparência rústica. Ele é leve, ágil, levemente mais longo que alto. É musculoso e poderoso o suficiente para trabalhar o dia inteiro, sem precisar sacrificar a velocidade e agilidade necessária para lidar com o gado. A sua passada é livre e fácil, e deve ser capaz de mudar de direção ou velocidade instantâneamente. A sua expressão é sempre penetrante, inteligente e ávida.

Eles possuem um peitoral forte e profundo, as patas da frente são retas e seus pés ovais, compactos com dedos bem arqueados. Pastores Australianos possuem uma cabeça proporcional com parada moderada e dentes que se fecham em mordida de tesoura. As orelhas são triangulares e levemente arredondadas na ponta. Embora alguns Aussies nascem com suas caudas naturalmente ou parcialmente cortadas, a maioria deles nasce com caudas inteiras, longas.

Ao longo da história, criadores tem cortado as caudas dos filhotes assim que nascem. Cortar a cauda de cães trabalhadores acabou se tornando uma tradição com o objetivo de prevenir lesões. Tal prática é também vista como uma forma de aumentar a velocidade e melhorar a higiene (a cauda peluda do Aussie costuma ficar embaraçada e suja).

Nos Estados Unidos e Canadá, o padrão da raça exige que a cauda seja corada naturalmente ou não desde que não exceda um certo tamanho como característica determinante; no entanto, alguns exemplares de cauda longa já receberam reconhecimento. Já na Europa, qualquer comprimento de cauda natural é aceito, pois cortar caudas e orelhas é uma prática proibida, incluindo o Reino Unido.

O Pastor Australiano possui uma pelagem de comprimento médio, resistente à água capaz de mantê-lo confortável em temperaturas frias e climas chuvosos. Aussies que vivem em climas mais frios possuem uma camada interna de pêlos mais espessa que os que vivem em climas mais amenos. Pêlos lisos ou ondulados cobrem todo o corpo, pêlos curtos, macios na cabeça e nas orelhas, nas patas da frente, e embaixo dos calcanhares.

Plumagens, ou pêlos mais longos cobrem a parte de trás das patas traseiras. Os pêlos no pescoço e peito são longos, especialmente grossos e cheios nos machos. Pastores Australianos soltam pêlos o ano inteiro, mas bem mais durante a primavera, ao perder a pelagem de inverno.

Pastores Australianos são conhecidos pela sua pelagem “merle” — manchas escuras sobre um fundo claro da mesma cor, dando uma espécie de aparência marmorizada — não se limitando a este mesmo padrão. Aussies podem ter pêlos da cor cinza merle, vermelho merle, preto ou vermelho, todos com ou sem marcas brancas e pontos em cobre (marcas na face, orelhas, pernas e cauda). Todos os cães pretos e cinza merle possuem narizes pretos, íris e lábios. Todos os vermelhos e vermelhos merle possuem focinhos vinho ou marrom, íris e lábios.

Evite adquirir um Pastor Australiano inteiro branco — a coloração branca é geneticamente linkada a surdez e cegueira na raça, e normalmente ocorre quando dois cães merle são cruzados entre si.

Tão incrível quanto a sua pelagem são as variações em coloração dos olhos do Aussie: marrom, âmbar, azul, verde, amêndoa, que são de cores diferentes — por exemplo, sendo um azul e o outro verde — e até olhos “metade-metade”, em que metade do olhos é de uma cor e a outra metade de outra.

Ambiente Ideal para o Pastor Australiano

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Pastor Australiano preto, branco e castanho na frente de sua casa montando guarda. (Créditos/Copyright: “Por SubertT/Shutterstock”)

Pastores Australianos são cães trabalhadores energéticos de alma, e por isso precisam de muito exercício físico. Você não precisa morar em uma fazenda ou criar gado, mas eles não são recomendados para vida em apartamento ou um lar muito pequeno. O campo seria ideal, mas uma casa em um condomínio com área de lazer, ou até uma casa com um pequeno jardim pode funcionar. O importante é sempre ter em mente que o Aussie precisa ter algo para fazer.

Temperamento & Personalidade do Pastor Australiano

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Pastor australiano castanho e branco passeando no parque admirando o jardim florido. (Créditos/Copyright: “Por SubertT/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Pastor Australiano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Aussie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Embora agressivos enquanto estão trabalhando com o rebanho, os Pastores Australianos possuem um temperamento tranquilo e são gentis com seus amigos humanos. Aussies são devotados, amigos leais e guardiões, pois possuem uma natureza protetora e territorial. Afetuosos, muito vívidos, ágeis e atentos — eles ainda são ávidos para agradar e possuem um sexto sentido com relação ao que o seu dono espera deles.

Aussies precisam da companhia humana: eles são até conhecidos por “Cães Velcro” por causa do enorme desejo se estar sempre perto dos seus donos e pela sua tendência a formar ligações devotadas e intensas pelas suas pessoas favoritas. Pastores Australianos ficam tão apegados que podem até desenvolver Ansiedade de separação.

O Aussie possui muitas qualidades, mas não podem se desenvolver de forma mágica. Eles são espirituosos e permanecem como filhotes até mesmo quando adultos. No caso deles, seus anos “teen” podem começar aos seis meses e continuar até cerca de dois anos de idade. Por esta razão, eles são ótimas companhias para crianças, mesmo elas sendo ativas, pois eles amam brincar. São também bons com outros animais de estimação e não costumam ser agressivos com relação a outros cachorros, especialmente se forem socializados desde filhotes.

Aussies também são super sensíveis ao sons e podem desenvolver fobias, especialmente por trovões, se eles não forem acostumados a barulhos altos ou inesperados. Por outro lado, eles são excelentes vigias, pois são inclinados a latir em aviso com relação a atividades nos vizinhos e irão sempre alertá-lo de qualquer coisa ou pessoa fora do comum. Não são inclinados a latir de maneira obsessiva. Alguns costumam mordiscar os calcanhares das pessoas em uma tentativa de pastoreá-las, comportamento que deve ser corrigido, ensinado a ele que humanos não devem ser pastoreados.

Pastores Australianos são super inteligentes, versáteis e adaptáveis. Eles são cães que pensam, criados para usar o cérebro e tomar decisões. O Aussie quer fazer parte de tudo que acontece e precisa de um estilo de vida ativo para ser feliz. Ele também prefere consistência. Ele gosta de coisas que acontecem na mesma hora todos os dias — rotina — refeições, caminhadas, hora de dormir e acordar. Tudo o que você desejar mudar na sua rotina, o vai querer aprovar primeiro.

Espere gastar bastante tempo treinando o Aussie e ensinando-o truques, não porque ele não aprende rápido, mas porque ele precisa aprender coisas para se manter focado e a sua mente ativa ocupada. Ensine-o a trazer o jornal ou os seus chinelos, levar as roupas para o cesto de roupa suja, ajudar você no jardim empurrando o carrinho de mão ou qualquer outra tarefa importante para a sua rotina, ele vai adorar fazer parte disso. Quando ele terminar suas tarefas diárias, ele estará pronto para brincar do que você quiser ou acompanhá-lo em alguma caminhada ou corrida ao lado da sua bicicleta.

Pastores Australianos não são do tipo que ficam deitados no chão da sala o dia inteiro sem fazer nada ou vivem felizes isolados no quintal sem companhia. Eles não só precisam de muito exercício físico, mas também de algo para ocupar a mente diariamente. Esta raça sem estímulos costuma ficar facilmente entediada, levando a sérios problemas de comportamento. Sem exercícios físicos e mentais e a falta de um verdadeiro líder do bando (seu dono), eles acabam ficando nervosos e destrutivos se deixados sozinhos.

Como foram criados para serem exigentes com rebanhos, Pastores Australianos podem e irão facilmente tomar o papel de líderes e passar a agir de forma dominante na casa se não for dada à ele uma liderança firme e confiante. Por esta razão, a raça não é recomendada a pessoas muito tímidas ou de personalidade mais fraca, assim como pessoas que não tenham um estilo de vida ativo.

Socialização desde cedo é a solução. Como muitas raças pastoras. O Aussie é por natureza muito leal à sua família, mas desconfiado e não muito chegado a estranhos. Eles precisam ser expostos desde filhotes a muitas pessoas diferentes, lugares, sons e experiências para que não fiquem anti sociais.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Aussies podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. A pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa não importa o seu porte. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

O Aussie perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Pastor Australiano

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Pastor Australiano e seu olhar penetrante. (Créditos/Copyright: “Por SubertT/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pastor Australiano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Aussie que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Pastores Australianos possuem uma pelagem fácil de se manter e cuidar. Escovações ocasionais com uma escova firme e apropriada é o suficiente para ajudar na troca de pêlos e mantê-los sem nós e embaraços. Escove-o semanalmente, talvez um pouco mais durante os períodos de troca, primavera e outono.

Antes de começar a escovar, borrife um pouco de condicionador diluído em água nos pêlos para ajudar a desembaraçar. Depois, usando a escova apropriada deslize-a na direção do crescimento dos pêlos, certificando-se de estar tocando a raiz e à pele — não apenas no topo da pelagem. Nós são comuns atrás das orelhas, e é preciso cuidar disso com um pente especial.

Se você manter o seu Aussie escovado, os banhos serão apenas ocasionais, e quando ele estiver muito sujo, que provavelmente será apenas algumas vezes ao ano. Use a shampoo para cães para evitar ressecamento da pele e dos pêlos. A pelagem deve aparentar estar brilhante, nunca opaca. Uma pelagem opaca indica uma dieta melhor ou cuidados mais frequentes. Você deve também cortar os pêlos ao redor das orelhas, nas patas e entre os dedos e a área da cauda. Se você não se sentir confortável para a tarefa, peça ajuda a um profissional.

Saúde do Pastor Australiano

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Pastor Australiano cinza merle e sue solhos azuis penetrantes. (Créditos/Copyright: “Por North woodsman/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Pastor Australiano, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Pastor Australiano tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.

Microcórnea – Trata-se de patologia que pode ter causas genéticas ou ambientais. Animais com esta condição apresentam córnea aparentemente pequena e muitas vezes deformada.

Microftalmia – Pastores Australianos com coloração do pelo predominantemente branca, podem desenvolver a microftalmia uni ou bilateral. Trata-se do bulbo ocular de tamanho reduzido. A visão do animal pode ser normal, reduzida ou ausente. Essa anomalia tem sido descrita em várias espécies e raças e pode ter caráter hereditário.

Problemas osteoarticulares

Os problemas mais comuns nestes cães são:

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Displasia do cotovelo

A displasia do cotovelo é uma doença degenerativa muito frequente em cães jovens. É transmitida geneticamente, todavia pode estar relacionada também à alimentação, manutenção do peso, ambiente, qualidade dos ligamentos, excesso de exercício físico ou traumatismos.

Os primeiros sintomas podem começar a aparecer aos 4-5 meses. O cachorro pode, então, mostrar intolerância ao exercício e claudicação ao iniciar um movimento ou depois de um exercício prolongado. Entretanto, alguns cachorros podem não apresentar sinais até a idade avançada. Nestes casos, é comum que a condição seja acompanhada de osteoartrite.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Distúrbios dermatológicos

Queimaduras solares

Pastores Australianos estão sujeitos a desenvolver dermatite por exposição ao sol. Se seus proprietários não tiverem os devidos cuidados, podem chegar a desenvolver até câncer de pele.

As lesões ocorrem principalmente em pálpebras, abdômen, flanco e membros, pavilhão auricular, pálpebras, focinho e, enfim, lábios. Para evitar este problema, recomenda-se a aplicação de protetor solar de uso veterinário.

Síndromes de origem genética

Síndrome do duplo Merle

Merle é uma pelagem caracterizada pela distribuição aleatória do pigmento do pelo, ou seja, manchas em tons e lugares variados, semelhante a uma pedra de mármore.​

Esta pelagem é determinada pelo “gene merle”, ou ‘M’, tendo característica dominante. Isto significa que basta o animal herdar somente o gene M do pai OU o da mãe, e já nascerá com a pelagem marmorizada, o que é lindo. Entretanto, esconde uma síndrome bastante complicada.

O gene ‘M’, de fato, está relacionado com outras características fisiológicas anormais que só se manifestam quando o mesmo ocorre em duplicata, ou seja, quando o mesmo é herdado tanto do pai como da mãe. O fruto desse cruzamento gera filhotes com muitos problemas de saúde como cegueira, esterilidade, epilepsia e surdez, um conjunto de problemas chamado de “síndrome do duplo merle”.

Síndrome de Pelger-Huet (PHA)

Trata-se de uma síndrome que causa anormalidades nas células do sangue chamadas granulócitos. Pode ser confundido com infecção ou leucemia em estágio inicial.

A condição é hereditária. Cães com apenas um gene da PHA são quase sempre saudáveis, mas se forem criados com outro portador da mutação, os filhotes que receberem duas cópias do gene PHA serão reabsorvidos, natimortos ou morrerão logo após o nascimento. O filhote pode até sobreviver, mas terá deformidades esqueléticas graves e estará suscetível a infecções.

É muito difícil detectar os portadores deste gene. O status de PHA de cães reprodutores pode ser determinado por exame de sangue realizado por um patologista veterinário. A maioria dos portadores de PHA tem anomalias menores em algumas células do sangue. No entanto, nem todo portador de PHA exibirá essas anomalias, portanto, é possível receber resultados falso-negativos desse teste.

Outras observações

É muito importante mencionar que a raça tem enorme sensibilidade a determinados medicamentos como a ivermectina. Trata-se de uma substância muito utilizada como princípio ativo em antiparasitários. O Pastor Australiano, assim como o Collie, apresenta intolerância a este componente mesmo que em concentrações muito abaixo das consideradas seguras para cães.

As manifestações toxicológicas nos cães sensíveis compreendem, hipersalivação, ataxia, cegueira, comprometimento respiratório, coma e morte. Além disso, o Pastor Australiano pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

Esta raça vive por cerca de 12 a 13 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Todavia, qualquer cachorro pode ter sua longevidade estendida desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Pastor Australiano

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Pastor Australiano participando de competições caninas. (Créditos/Copyright: “Por Mackland/Shutterstock”)

Assistir ao Pastor Australiano pastorear um rebanho de ovelhas pode ser incrível. Com segurança e movimento atlético, ele direciona o rebanho usando mordiscadas, latidos e o seu “olhar” penetrante que diz claramente: “Eu estou no comando”. Inteligente, trabalhador e versátil, o Aussie é o tipo de cachorro que prospera em um lar em que o seu cérebro e energia são colocados à toda prova.

Você não vai precisar manter um rebanho de ovelhas se decidir viver com o Aussie — embora não seja nada mal — mas você terá que mantê-lo bastante ocupado. Ele é um cachorro de muita energia que não sabe o significa de ficar parado. Por ter muita energia para queimar, ele precisa de muito exercício físico e estímulos mentais para ficar em forma em todos os sentidos — uma simples caminhada ao redor do quarteirão definitivamente não é o suficiente — e pelo menos um pequeno jardim para ajudá-lo a exaurir um pouco dessa energia.

Se você tiver a sorte de ter um jardim, ele terá que devidamente cercado, pois o Aussie pode muito bem cavar ou pular. Pela mesma razão, tenha-o sempre na coleira à não ser que ele tenha sido muito bem treinado a resistir seus desejos. Enquanto fizer suas caminhadas, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder.

As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento. Como qualquer outra raça pastora, o Aussie também obtém sucesso em muitos esportes caninos, especialmente pastoreio, agility, frisbee e flyball.

Para suprir suas necessidades físicas, o Aussie precisa de pelo menos ½ hora a 1 hora de atividades estimulantes todos os dias, como corrida, Frisbee, ou exercícios de obediência ou agilidade. Quando você não puder brincar com ele, os brinquedos que são “quebra-cabeças” também são uma ótima forma de manter a mente ativa dele ocupada. Se ele não for exercitado e estimulado o suficiente pode se tornar incansável e destrutivo.

Os filhotes não precisam de tantos exercícios como os adultos, e não devem correr sobre superfícies duras como o concreto ou pulem demais até que eles tenham pelo menos um ano de vida. Isto pode pressionar o desenvolvimento do sistema esquelético e causar futuros problemas de juntas.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à idade, condições de saúde e nível de atividade da raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Pastor Australiano

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Pastor Australiano vermelho merle no rancho. (Créditos/Copyright: “Por Aneta Jungerova/Shutterstock”)

Comece o treinamento do seu filhote no primeiro dia que ele chegar em casa. Mesmo com cerca de 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo aquilo que você quiser ensiná-lo. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o treinamento dele e você terá um cachorro bem mais teimoso para lidar.

O hábito do Aussie de mordiscar e perseguir é excelente para o pastoreio de ovelhas, mas é um mau comportamento se aplicado aos humanos e até outros animais de estimação. Aulas de obediência podem ajudar a evitar esse comportamento, e ainda ajudam a satisfazer a necessidade deles de estímulos mentais e trabalho. Aussies respondem bem aos métodos de treinamento que usam reforço positivo — recompensas como elogios, brincadeiras e comida — e normalmente acatam felizes os comandos de seu dono. Eles apenas precisam saber quem está no comando para fazerem um bom trabalho.

O Pastor Australiano é divertido e fácil de treinar porque ele aprende rápido e facilmente. Eles se beneficiam de socialização desde cedo e obediência básica. É importante que eles saibam quem é o seu dono, ou eles tentarão tomar o controle. O Aussie precisa de direção efetiva, firma, honesta e consistente. A sua inteligência alta e habilidade de aprendizado faz com que o treinamento repetitivo algo muito entediante. Aussies são normalmente ávidos e adeptos a uma variedade de esportes caninos e jogos, como pastoreio, Flyball e competições de agilidade.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Aussie. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Mal é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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