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Terrier Tibetano

O Terrier Tibetano é uma raça canina de pelagem longa que cobre os olhos e lembram muito o Sheepdog miniatura. Oriundos da região do Tibete, eles foram criados em conventos de lamas ou monges budistas para fazerem companhia não só a estes homens sagrados mas também a pastores nômades enquanto vagavam pelas altas planícies com seus rebanhos. Eles costumavam vigiar o rebanho e guardar suas tendas. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Terrier Tibetano

Origem: China, Tibete
Data de origem:
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / Pastoreio, AKC Cães não-esportistas.
Função original: cão de guarda e pastoreio
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Tsang Apso, Dokhi Apso
Tamanho: porte médio
Altura: de 36 cm a 43 cm
Peso: de 8 kg a 13 kg
Cores: todas as variações
Pêlos: longos, desgrenhados.
Manutenção: moderada à alta, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 5 a 8 filhotes de Terrier Tibetano por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto deitado no gramado do parque exibindo toda a sua exuberância de “cão sagrado”. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Estes cães eram considerados sagrados na China, tidos como talismãs da sorte, felicidade e da prosperidade em algumas aldeias do Tibete, e eram dados de presente ou em agradecimento, nunca vendidos.

Ao imperador, alguns machos foram dados como presente, bem como para chefes de aldeias durante o trajeto do tributo entre Portala e a Grande China. Com o medo de que fossem extintos, estes animais foram cruzados com a única raça tibetana de mesmo porte: os Spaniels do Tibete.

Levados ao interior dos vales, cães ainda menores desenvolveram-se para gerar os conhecidos Lhasa Apsos. Alguns historiadores acreditam que eles iniciaram todas as raças tibetanas. Hoje, Terrier Tibetanos não são comuns e ainda raros.

Apesar do nome, o Terrier Tibetano não faz parte do grupo terrier e também não possui nenhuma das características da raça como a tendência a cavar ou temperamento explosivo. O seu nome foi dado por viajantes ingleses por causa do seu tamanho e da sua semelhança com algumas raças terrier. Vívido e amável, eles são, mas estas características são temperadas a uma natureza doce e gentil. Debaixo de toda a sua pelagem, seus olhos brilham com bom humor.

O nome Tibetano para a raça, “Tsang Apso”, se traduz aproximadamente para cão “desgrenhado ou barbudo (“apso”) da província de Tsang”. Alguns viajantes antigos até se referem à eles como “Dokhi Apso” ou Apso “ao ar livre”, indicando um cachorro trabalhador de pêlos desgrenhados ou barbudo que vive ao ar livre.

Como todos os cães, Terriers Tibetanos prosperam com a companhia humana. Não é à toa que eles se sobressaem como cães de terapia. Dito isso, Terrier Tibetan precisam viver dentro de casa e nunca do lado de fora. Um Terrier Tibetano relegado ao jardim sem a companhia humana será um cachorro triste e infeliz.

Eles podem se adaptar a diferentes tipos de lares e são uma escolha excelente para famílias com crianças mais velhas que entendem como tratar um cachorro. E se adaptarão ao estilo de vida da sua família facilmente, sempre com bom humor, seja dentro de casa ou ao ar livre. Estará sempre animado para uma aventura no campo, uma brincadeira no jardim ou uma soneca na sala aos seus pés.

Embora não sejam amantes de atividades, eles são ativos o suficiente para lhe fazer companhia em caminhadas ou corridas, além de serem perfeitamente capazes de competir em agilidade, obediência e rally. Treine-o com paciência e consistência usando técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida.

Remetendo ao seu passado como cães de alarme no monastério, eles são alertas a tudo que seja diferente da sua rotina e são capazes de serem ótimos vigias, mas o seu comportamento gentil não permite que sejam cães de guarda. Embora tranquilos, não é estranho serem reservados com desconhecidos, apesar de demonstrarem muita afeição à pessoas em geral.

Está sempre ávido para agradar, é corajoso, nobre e leal, mas detesta ser deixado sozinho, podendo até desenvolver certa ansiedade e começar a mastigar coisas, mas acabam amadurecendo o comportamento com a idade. Além de ser um tanto teimoso, o Terrier Tibetano não se dá bem com cães dominadores, e costuma latir bastante.

O Terrier Tibetano possui uma manutenção moderada e precisa ser escovado algumas vezes na semana para remover os pêlos mortos e evitar pêlos embaraçados. Ele solta pelos duas vezes ao ano, e durante este período, deverá ser escovado mais vezes para manter o controle. Terrier Tibetanos são uma raça durona, cabeluda, desgrenhada e versátil que não só pode ser uma excelente companhia; mas também muito capaz de guardar, pastorear e proteger o seu lar.

Origem da raça Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto castanho e cinza. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Com o seu terreno montanhoso, o Tibete é às vezes chamado de “Telhado do mundo”. E foi nesta terra remota de geografia difícil, dura e de grande altitude, que o Terrier Tibetano foi criado há quase 2.000 anos atrás. Premiados como companhias, estes cães foram criados por monges Budistas, chamados de lamas, e de quem receberam o nome de “Cães Sagrados”.

Mas estes cães de porte médio e pelagem desgrenhada não se limitavam à vida nos monastérios onde nasceram. Considerados “mensageiros da sorte”, eles viajavam pelos altos platôs com pastores nômades, guardando suas tendas, e quando não eram mantidos como trabalhadores, eram companhia para as famílias e ocasionalmente ajudavam com o pastoreio e outras tarefas nas fazendas.

Temendo contrariar o destino ao “vender a sorte”, nem os lamas ou os pastores se atreviam a vender estes cães. Ao invés, eram dados de presente em troca de favores ou serviços, ou presenteados a oficiais em sinal de estima.

Muito da história da raça é especulação ou mito; uma das histórias conta que uma das principais rotas de acesso para o vale deles havia sido totalmente destruída por um terremoto no século XIV. Poucos visitantes se aventuravam a arriscar suas vidas em uma viagem traiçoeira ao “vale perdido” depois deste acontecido; os poucos que iam recebiam um “cão da sorte” para ajudá-los no caminho de volta para casa.

O Terrier Tibetano podia ter permanecido uma raça obscura se não fosse por um Tibetano que deu um exemplar a uma médica indiana chamada Agnes R. H. Greig, em agradecimento por ter salvado a vida de sua esposa. A Dra. Greig deu o nome de Bunti ao filhote tornando-se uma fã da raça.

Eventualmente, ela adquiriu um macho, também como presente do próprio Dalai Lama, e começou um programa de reprodução ao voltar para a Inglaterra, estabelecendo a linhagem “Lamleh” de Terrier Tibetanos, originalmente registrados como Lhasa Terriers. Os Terrier Tibetanos são uma raça antiga que contribuiu para o desenvolvimento de todas as outras raças Tibetanas, incluindo o Shih-Tzu, Lhasa Apso e o Spaniel Tibetano.

Não sendo um cão esportista nem uma mistura, a raça foi chamada de Terrier Tibetano, apesar de não ser um terrier realmente, nem em instinto, nem em temperamento, lembrando apenas no tamanho. Um padrão de raça foi estabelecido por um clube de raças da Índia em 1930, e o Terrier Tibetano foi oficialmente reconhecido por um Clube de raça inglês em 1937 onde começou a ser exposto. O primeiro Terrier Tibetano importado para os Estados Unidos, chegou em 1956. O clube de raça americano foi formado em 1957, e a AKC reconheceu a raça em 1973.

Aparência do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto castanho de barbicha cinza.(Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano evoluiu para um cachorro para todos os propósitos, capaz de acompanhar o seu dono em qualquer tarefa. O Terreir Tibetando possui porte médio e estrutura proporcional, compacta e poderosa. Adulto, eles lembram muito os Old English Sheepdogs miniatura.

Sua cabeça é de tamanho médio, com um crânio nem redondo nem achatado, uma parada moderada, e um focinho forte de comprimento médio. O nariz é preto. Os dentes se encontram em nível, mordida de tesoura ou tesoura reversa (em que a superfície interna da arcada inferior toca a superfície externa dos dentes de cima).

Seus olhos são grandes, escuros e separados. As orelhas são pendentes, em formato de “V”, caídas na lateral da cabeça, peludas. A sua cauda é alta, peluda e encaracolada caindo nas costas.

As patas traseiras do Terrier Tibetano são levemente mais longas que as patas da frente. Mas uma das suas características mais distintas é a sua pata larga, achatada e redonda com pêlos entre os dedos, ideal para escalar montanhas e com tração suficiente para terrenos difíceis, como sapatos naturais de andar na neve.

O Terrier Tibetano possui uma pelagem de dupla camada; uma externa longa, grossa e abundante (lisa ou levemente ondulada, não sedosa ou encaracolada) que possui uma textura de cabelo humano, e outra interna lanhosa e macia, fornecendo proteção aos climas mais severos.

A pelagem pode ser de várias cores, exceto vinho e chocolate, sendo dourado a mais rara. As combinações podem ser várias: sólida, parti-color, tricolor, rajada, ou malhada, desde que o nariz seja preto e o olhos escuros.

A pelagem longa cai sobre a face, os olhos e testa, mas seus cílios evitam que os pêlos atrapalhem a sua visão, e não deve tocar o chão como é típico em raças como o Lhasa Apso ou Maltês. Até o seu focinho é coberto por uma barba que normalmente é cinza em Terrier Tibetanos pretos. As orelhas também são completamente cobertas por pêlos. O seu corpo e patas são largos, mas a maior parte da sua largura é devido a toda essa abundância de pêlos cobrindo ele inteiro.

Ambiente Ideal para o Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano filhote relaxando no conforto de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Elfgrados/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano é um cão divertido e amável capaz de lidar com quase todo tipo de ambiente. Eles podem viver tanto em uma casa como em um apartamento desde que tenham oportunidades suficientes de se exercitar.

Eles são relativamente inativos dentro de casa e um pequeno jardim seria suficiente, mas eles gostam mesmo é de espaços abertos para brincar e gastar energia, por isso não os larguem em alguma área confinada por muito tempo. Embora capazes de viver do lado de fora em climas temperados ou frios, eles devem viver dentro de casa, nunca nos fundos de um quintal ou em um canil.

O Terrier Tibetano deve ter um dono que possa estar em casa com eles a maior parte do tempo, pois se tem uma coisa que eles detestam é ficar sozinhos. Um Terrier Tibetano entediado ou solitário, late em excesso, e um Terrier Tibetano realmente infeliz é um verdadeiro artista em escapar perfeitamente capaz de escalar, pular ou cavar a sua rota de fuga por cima ou por baixo da cerca.

Temperamento & Personalidade do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando adulto em meio a uma floresta coberta de neve. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Terrier Tibetano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Terrier Tibetano cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O temperamento tem sido um dos aspectos mais atraentes da raça desde que foi estabelecida. Terriers Tibetanos possuem um temperamento moderado, o que faz deles excelentes companhias para todos os tipos de famílias. Eles não são nem ativos demais, nem tão preguiçosos. Eles são vívidos, divertidos, de grande agilidade assim como resistência.

Terrier Tibetanos são cães corajosos, inteligentes, dedicados, doces, amáveis, afetuosos e extremamente leais aos seus donos. Por causa da sua origem como vigias, Terrier Tibetanos tendem a ser reservados com estranhos, mas não devem ser agressivos ou muito tímidos. Embora tenham esse comportamento com desconhecidos, eles são sensíveis e reagem ao humor, sentimentos e emoções dos seus donos.

Eles são bons em ler estas emoções e adaptam o humor deles para se adequar ao humor da sua família. Se você precisar se animar, ele fará de tudo para alegrá-lo, e se você estiver já de excelente humor, ele ficará feliz de se juntar à você. Ele vai sempre querer estar envolvido em tudo o que seus donos estiverem fazendo. O que ele mais gosta é estar junto da sua família.

Terrier Tibetanos são gentis com crianças mais velhas se propriamente introduzidos e prosperam com a interação humana. E embora normalmente bons com outros animais, eles precisam aprender a aceitar gatos. Alguns podem ser até ciumentos, o que pode tornar difícil a convivência com outros animais de estimação.

Eles também são firmes, determinados e muito espertos, o que pode levar à teimosia. O Terrier Tibetano é altamente inteligente e pode ser traiçoeiro, portanto preste atenção ao seu senso de humor. Certifique-se de ser um líder para o seu Terrier Tibetano.

Cães que costumam dominar o espetáculo acabam acreditando que são “alphas” em relação aos humanos, tornando-se teimosos, cabeças-duras demais, podendo começar a latir mais que o normal ao tentar controlar tudo, dizendo o que ELES querem que VOCÊ faça.

O latido desta raça é alto e profundo como uma sirene. Embora eles são ótimos vigias, Tibetanos que latem demais precisam saber a hora de parar. Após te alertá-lo, ele precisa ficar quieto e saber que você pode lidar com a situação à seguir. Se o seu cão acreditar que é o seu líder, ele ficará chateado quando você deixá-lo sozinho.

Instintivamente, os líderes do bando são autorizados a deixar seus seguidores, no entanto os seguidores não estão autorizados a deixar o líder do bando.

Ele se dará bem com todos da casa, inclusive crianças, desde que a família INTEIRA seja o líder do bando. Logo que o cão começar a questionar a ordem deste bando, ele pode não ser mais confiável ao redor de seus filhos e podem se tornar ainda mais reservados com estranhos ao tentar acessar este papel entre os humanos. Ele pode também tentar dominar outros cachorros.

Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Terrier Tibetanos equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder dos humanos, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Terrier Tibetanos que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Terrier Tibetano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando deitado no gramado do parque. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Terrier Tibetano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Manchester que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Terrier Tibetano exige uma quantidade extensa de manutenção, devendo ser escovado pelo menos a cada 2 a 3 dias para remover pêlos soltos e evitar embaraços. Nunca escove pêlos secos; umedeça com condicionador e água para facilitar a escovação e reduzir a estática elétrica, além de evitar que os pêlos quebrem.

Comece pelas patas da frente e vá subindo, depois passe para trás, terminando na cauda. Escove na mesma direção dos crescimento dos pêlos. Dê mais atenção debaixo das juntas das patas, na barba e na parte traseira. Procure por nós ou emaranhados na área onde as patas se juntam com o corpo e atrás das orelhas, locais comuns que costumam embaraçar. Tire-os antes que fiquem piores, ou apenas corte os pêlos das patas para reduzir a chance de formar nós.

Terrier Tibetanos devem tomar banhos regulares — uma ou duas vezes na semana, ou a cada 7 a 10 dias, se quiser, usando um shampoo suave. Remova o excesso de pêlos da passagem das orelhas.

Corte qualquer excesso de pêlos entre as almofadas das patas. Se o cão não for ser exposto em competição, ele pode ser tosado, principalmente no verão. Embora não seja considerada uma raça que não solta tanto pêlo, eles costumam soltar anualmente, mas não diariamente. O Terrier Tibetano é ótimo para quem sofre de alergias quando sua pelagem for bem mantida. Escovar e dar banhos frequentemente não só mantém a pelagem limpa, mas ajuda na aparência e no seu crescimento.

Saúde do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando adulto esparramado pela grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Terrier Tibetano, infelizmente, não passa ileso a essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, sem dúvida, ajuda muito já conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

O Terrier Tibetano é suscetível a uma variedade de problemas de saúde, especialmente relacionadas aos olhos e as juntas. Além disso, Terriers Tibetanos podem também carregar doenças genéticas como doença de Batten (ou Lipofuscinose ceróide neural canina). Possuem, inclusive, histórico de surdez congênita, sopros cardíacos e alergia alimentar.

Problemas oculares

Como mencionado anteriormente, o Terrier Tibetano possui predisposição a algumas patologias oculares:
Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.
Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.
Problemas ortopédicos

Luxação de Patela – Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Displasia coxofemoral – Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, portanto, portadores desse problema não são recomendados para reprodução. Normalmente, os primeiros sinais surgem entre quatro meses e um ano de idade.

O tratamento de ambas as condições pode ser cirúrgico ou paliativo com uso de medicamentos, fisioterapia e acupuntura. A opção do tratamento dependerá da gravidade, condição de saúde geral do animal e recomendação do veterinário de confiança.

Problemas dermatológicos

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica (uma doença genética que envolve o sistema imunológico). Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Doenças Endócrinas

Hipotireoidismo

O Terrier Tibetano possui predisposição racial a Hipotireoidismo. Trata-se de um distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Problemas neurológicos

Lipofuscinose ceróide neural

Assim como cães da raça Chihuahua, o Terrier Tibetano também tem predisposição racial a essa doença. Trata-se de uma patologia neurodegenerativa em que os pigmentos de gordura do cérebro causam a perda progressiva das funções cerebrais. Provoca, portanto, sintomas variados de dificuldades psicomotoras e déficit visual.

Outras observações

Claramente, o Terrier Tibetano, assim como ocorre em todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

A expectativa de vida de um cachorro desta raça é de 12 a 15 anos. Entretanto, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando em pleno vôo, em um salto no jardim. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano adora correr e explorar, por isso precisa de exercícios diários em área segura. Naturalmente, filhotes e adolescentes são cheios de energia e excitação, por isso precisam de níveis mais altos de estímulos e exercícios.

Uma vez adultos, eles são felizes tanto prostrados no sofá ou ativos pela casa. Suas necessidades podem ser supridas com jogos vigorosos ou algumas caminhas de 15 minutos ou uma única longa caminhada, sempre na coleira.

Eles são companhias excelentes para hiking e adora corridas vigorosas em jardim seguramente cercado ou espaço aberto seguro. O Terrier Tibetano pode competir em atividades caninas como agility, obediência, rally, showmanship, flyball, tracking e até eventos de pastoreio.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando e toda a sua pelagem exuberante, quase toda branquinha, desfilando pelo jardim. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Terrier Tibetano.

Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Terrier Tibetanos normalmente são amáveis, mas muitas vezes, eles possuem uma própria agenda. Eles possuem uma natureza auto-confiante e independente que pode levá-los a recusar fazer coisas que eles já aprenderam. A boa notícia é que eles aprendem tudo muito rápido e são extremamente ávidos para agradar. Mas o Terrier Tibetano não irá responder a métodos de treinamento duros e são muito sensíveis ao tom de voz do seu treinador, por isso uma abordagem calma é tão importante.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento dentro de casa pode levar tempo, e você obterá sucesso se for paciente e dar à ele uma rotina regular e muitas oportunidades de fazer suas necessidades do lado de fora, sempre elogiando ele quando ele fizer tudo direitinho.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Terrier Tibetando. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Terrier Tibetano é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Affenpinscher

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Affenpinscher

Origem: Alemanha
Data de origem: século XVII e século XVIII
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha e Boieiros Suiços / Terrier, AKC Toy
Função original: cão rateiro, caça, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Affen, Zwergaffenpinscher, macaco-anão, diabinho bigodudo
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 25 cm a 38 cm
Peso: de 3 kg a 3,36 kg
Cores: cinza, bege, preto e castanho e vermelho.
Pêlos: áspero, duro
Manutenção: fácil à moderada
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes: cerca de 3 a 8 filhotes, padrão de 5 filhotes de Affenpinscher por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Affenpinscher

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Affenpinscher de pelagem preta correndo pelo pasto. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Alguns historiadores acreditam que a raça descenda de terriers alemães de pêlo duro, que populavam os estábulos e mercearias do século XVII e XVIII na Europa; já outros afirmam que a raça descende de griffons belgas.

Levando em consideração o seu físico e personalidade, é provável que realmente Affens façam parte da linhagem dos terriers, muito embora sejam mais inclinados a socializar e se dar bem com outros animais de estimação.

Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

O Affen possui muitos apelidos. Na Alemanha ainda é chamado de “Zwergaffenpinscher”, que significa macaco-anão; e “diablotin moustachu”, que em francês significa “diabinho bigodudo”. Os apelidos até que lhe caem bem, pois o Affen é um cão de temperamento forte e cheio de atitude, apesar do seu tamanho pequeno.

Ele não tem medo de nada e nem de ninguém, é mal-humorado, corajoso e cheio de energia. Embora tenham este temperamento, normalmente são quietos, mas excitáveis, qualquer coisa ou alguém que lhes pareça ameaçador fará com que ele saia latindo. Uma vez alerta, leva tempo para se acalmar.

Ele leva à sério a sua missão de guardar o lar, familiares e território e não hesitará em alertar o bairro inteiro sobre alguém à sua porta. Com relação aos cães maiores, ele também não tem o menor senso e não hesitará em comprar uma briga. Neste caso, é essencial protegê-lo dele mesmo.

Com relação à sua família e amigos, Affenpinschers são amáveis e leais, adoram estar na companhia deles. Mesmo assim, não são muito recomendáveis para crianças menores. Eles não são lá muito fãs de crianças, e não hesitarão em mordê-las se provocados.

Isto deve-se ao fato de que Affenpinschers frequentemente guardam a comida deles e são protetores com relação aos seus brinquedos. Neste caso, a socialização frequente com outras pessoas e animais é essencial para o Affenpinscher crescer de maneira equilibrada.

Affens também aprendem tudo muito rápido e se ajustam imediatamente à mudanças, por isso podem ser ótimas companhias para viajar e estão sempre prontos para uma nova aventura. Mas é preciso lembrar que por compartilhar de uma suposta herança terrier, o Affenpinscher possui mente própria e é considerado teimoso.

Ele precisa de treinamento consistente desde cedo. Felizmente, ele está sempre ávido para aprender e agradar as pessoas quando é ensinado com técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida. E quando o assunto é treinamento, ele é mais fácil de lidar e mais obediente que muitas raças de companhia, muito embora sejam persistentes, curiosos e extremamente brincalhões por natureza.

Eles são travessos, é verdade, mas por serem rápidos e inteligentes, são responsivos aos comandos. Por causa da sua personalidade animada e propensão ao tédio, Affenpinschers gostam de variedade em suas rotinas. Mantenha o seu aprendizado e treinamento divertido, nunca forçado.

Exercícios são bons para qualquer cachorro, por isso o Affenpinscher também precisa de suas caminhadas ou qualquer outra atividade física diariamente. A sua habilidade atlética e inteligência faz dele excelente competidor em esportes caninos como agility, obediência e rally. Enquanto é tentador carregar este pequenino para qualquer lugar que se vá, resista ao impulso e deixe que ele seja um cachorro. Ele será mais feliz e muito mais bem comportado.

O Affen possui uma pelagem áspera com uma “capa” no pescoço e nos ombros, sobrancelhas tipo Groucho Marx e uma barba. Ele precisa de certa manutenção para manter a sua aparência desgrenhada porém asseada. E lembre-se, Affenpinschers são cães de companhia, por isso devem viver dentro de casa, nunca do lado de fora.

Eles são cães para famílias que apreciam suas palhaçadas, pois seu processo criativo nunca para de surpreender e entreter a todos. Affenpinschers são famosos por fazerem as pessoas rirem. O Affen é um personagem, e isso é parte do seu encanto. Considere a raça se estiver interessado em um cachorro pequeno que adora sair para apreciar a vista, é um excelente cão vigia e que vai sempre lhe fazer sorrir.

Origem da raça Affenpinscher

O Affenpinscher é uma das raças mais antigas dos cães de companhia e foi originado na Alemanha, com exemplos da raça datando do século XVII, embora documentações mais confiáveis datem do século XIX, mesmo assim a sua origem exata é desconhecida.

Pinturas de artistas holandeses do século XIV costumavam pintar cães pequenos barbados de pelagem áspera como prova de sua ancestralidade, mas não existem evidências mais definitivas. Alguns historiadores acreditam que a sua linhagem esteja linkada aos terriers ou aos griffons belgas. Mas a raça é derivada de um cão de fazenda provavelmente de tamanho muito maior.

Pequenos terriers adeptos ao extermínio de ratos eram abundantes na Europa central nesta época. Na Alemanha, eles eram usados para acabar com roedores em estábulos e cozinhas. Originalmente, o Affenpinscher era um animal de estimação usado para caçar ratos e alertar seus donos com relação à intrusos devido ao seu alto nível de atividade e comportamento energético.

Em algum momento, provavelmente no século XVIII ou início do século XIX, alguém teve a brilhante ideia de reproduzir a raça em tamanho menor, permitindo que a raça caisse na graça das mulheres, fazendo com que Affens se tornassem populares como cães de companhia.

Eles conservaram a habilidade rateira, e usavam isso para manter suas senhoras seguras, livres de ratos no lar, aquecer o colo delas e entreter a família com suas palhaçadas. A cidade de Munique foi o coração do início do seu desenvolvimento, mas a raça era também popular em todo canto na Alemanha. Eles também se tornaram muito populares em outras partes da Europa, incluindo a Grã-Bretanha.

Affens foram também cruzados com Pugs, Pinschers Alemães e um cão conhecido por Pinscher Sedoso Alemão. O tipo Affenpinscher também contribuíram para o desenvolvimento de outras raças, incluindo o Griffon belga e o Schnauzer Miniatura. É fácil ver a relação destas raças ao observar a pelagem e as faces bigodudas.

O nome “Affenpinscher” deriva da palavra alemã que significa “macaco” (‘Affe’), e “pinscher”, que significa “terrier.” Na França o Affenpinscher é conhecido por “diablotin moustachu”“diabinho bigodudo” — apelido que o descreve muito bem.

O Clube Pinscher foi fundado em Cologne em 1895, e o Clube Lapdog de Berlin começou a formular um padrão para o Affenpinscher em 1902, mas o padrão de raça definitivo não foi finalizado até 1913. Este padrão, traduzido para o inglês, foi adotado pela AKC e o Affenpinscher foi oficializado em 1936.

A Segunda Guerra Mundial quase destruiu a raça na Alemanha e nos Estados Unidos, mas cruzamentos com os Griffons Belgas a trouxeram de volta em 1950. Hoje Affens ainda são raros, e nunca foram uma das raças mais populares, mas quem os conhece sabe que eles são muito atraentes.

Aparência do Affenpinscher

Embora o Affenpinscher tenha uma estatura pequena, ele não é um cachorro delicado. O Affen possui um corpo quadrado, peitoral largo e membros robustos, retos e fortes. O pescoço é curto e arcado, sua cabeça é redonda com uma parada pronunciada, área de transição entre a traseira do crânio até o focinho.

A mandíbula inferior “undershot”, e larga o suficiente para que os dentes inferiores fiquem retos e nivelados, salientando abaixo do nariz curto e arrebitado. Seus olhos são negros, redondos e proeminentes com longas sobrancelhas e barba que lhe dão uma expressão alerta. Apesar de alguns países terem banido amputações, suas orelhas peludas são cortadas, eretas e pontudas, e a sua cauda é alta e normalmente amputada em cerca de ⅔ do tamanho original.

O Affenpinscher possui uma pelagem densa desgrenhada, de pêlos duros e ásperos. A pelagem interna é levemente ondulada. Os pêlos da face (tufos na cabeça, sobrancelhas e barba), pescoço, peito, estômago e patas são mais longos que do resto do corpo.

Uma vez que atingem a maturidade, a raça desenvolve uma juba de pêlos na área do pescoço. A pelagem serve de proteção em condições de tempo extremas. As cores são várias: preto, cinza, prata, castanho e vermelho — normalmente preto ou cinza escuro sólido, mas às vezes marcas castanhas e vermelhas são presentes.

Ambiente Ideal para o Affenpinscher

Affenpinschers ficam bem em qualquer ambiente. Eles não precisam de um jardim, e podem perfeitamente viver em apartamentos desde que façam suas caminhadas na coleira diariamente. Eles são ativos dentro de casa e brincalhões, e adoram brincar do lado de fora e cavar, apesar que climas quentes podem comprometer sua pelagem e dificultar a sua respiração — eles são sensíveis a climas extremos, como toda raça braquicefálica.

Temperamento & Personalidade do Affenpinscher

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Affenpinscher precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Affen cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Affenpinscher possui uma personalidade similar a maioria dos terriers, mas é uma raça equilibrada e forte — uma combinação de charme e determinação, com uma boa dose de coragem e ousadia. Eles são capazes de ter destreza e agilidade incríveis. Affenpinschers são curiosos, muito inteligentes e travessos.

O Affen é um cachorro afetuoso e altamente devotado que ama todo mundo da família sem reservas. Uma simples e rápida ida até a caixa de correio lá fora já é uma grande ocasião para celebrar o seu retorno na cabeça do Affen.

Ele está sempre pronto para uma aventura, seja uma viagem ao Alasca, uma caminhada ao redor do bairro ou correr atrás de um graveto no parque. Se você ainda tiver um estilo de vida ainda mais calmo, tudo bem para o Affen. Desde que ele esteja na sua companhia, ele estará feliz e ainda se adaptará a qualquer nível de atividade.

Ele também é divertido e capaz de entreter a todos. O Affen é brincalhão e adepto a usar suas patas para manipular brinquedos, andar sobre as patas traseiras e cantar em coro se tiver outros amigos Affens para cantar junto. Uma caminhada com ele é uma excelente oportunidade para vocês compartilharem qualquer descoberta interessante pelo caminho. O seu tamanho também é perfeito para viagens.

Em casa ou em público, ele é um protetor destemido, sempre alerta, porém completamente alheio ao seu tamanho. Ele sempre irá alertá-lo sobre a presença de um estranho ou qualquer outro perigo, mas não tem a tendência de latir demais.

No entanto, ele pode ser um tanto territorial com relação a outros cachorros e podem se meter em encrencas com os maiores, por isso é importante protegê-lo dele mesmo. Ele se excita rapidamente e demora para acalmar quando se vê diante de algo que o ameace. Ele pode se dar bem com gatos e outros animais de estimação, especialmente se forem criados juntos desde filhotes.

Porém, muitos Affens possuem um forte instinto de caça e podem perseguir gatos desconhecidos. A coragem de um Affen se estende também à sua falta de cuidado com relação a sua própria segurança. Ele é capaz de pular de camas altas no chão e escalar cercas para sentar-se em cima e apreciar melhor a vista. Forneça alguns degraus para que ele consiga subir e descer da mobília com segurança.

O Affen pode até amar a sua família, mas ele também pode ser muito teimoso para conseguir o que deseja à sua maneira. Eles são defensivos e territoriais quanto às suas coisas, comida, brinquedo e território, por isso a sua convivência com criança pequena não é lá tanto recomendável.

Por ser muito inteligente, a sua maneira de processar o pensamento pode te surpreender. Estas características significam que o Affen é desafiador mas gratificante ao ser treinado. Seja firme, consistente e paciente com ele, e o seu treinamento será um sucesso. Não esqueça de fornecer variedade também, para que ele não fique entediado.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Affens podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas que possuem cachorros de porte pequeno costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa.

Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Affenpinschers equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Affenpinscher que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Affenpinscher perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Affenpinscher

Comece a acostumar o seu Affenpinscher à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Affen que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca, pois como toda raça pequena, Affens tem problemas com doenças periodontais – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Affen possui uma pelagem desgrenhada que pode ser áspera ou macia, mas estas palavras podem ser um tanto enganosas. Um Affen de pelagem macia possui penugens nas patas e juba no pescoço. Os cães com pelagem mais áspera possuem pêlos com uma textura levemente mais macia e mais penugens.

Alguns Affens possuem pelagens intermediárias, mas seja qual for o tipo, o típico Affen vai sempre parecer limpo, mas um pouco descabelado. Ele sempre terá folhas ou pedaços de gravetos emaranhados nos pêlos toda vez que brincar no jardim, por isso ele precisa de uma certa manutenção para manter a sua boa aparência.

Arrancar os pêlos mortos faz parte do pacote quando se tem um Affen em casa. O Clube de raça americano de Affenpinschers possui um guia ilustrado de como manter suas pelagem da forma correta. Nunca corte seus pêlos curtos, pois arruinará a sua textura por anos. Deve-se escová-lo e penteá-lo semanalmente, de preferência de 2 a 3 vezes por semana. Use seus dedos para desfazer nós ou emaranhado.

Um condicionador em spray pode ajudar. Ocasionalmente eles terão pêlos que crescem no canto dos olhos e que podem causar irritação, remova-os imediatamente. Affenpinschers não costumam soltar muito pelo, mas alguns podem acumular ao redor da casa.

Saúde do Affenpinscher

Como acontece com todas as raças caninas, alguns indivíduos são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras. Porém nem todos os cães de uma determinada raça terão uma ou todas as doenças às quais estão predispostos. Entretanto, é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Problemas ortopédicos comuns

O Affen é uma raça bastante saudável, mas alguns cachorros podem desenvolver problemas ortopédicos como luxação patelar, uma condição nos joelhos muito comum em cães pequeninos. Trata-se de um distúrbio que ocorre quando a patela (constituída pela ligação entre fêmur, patela, e tíbia), não está alinhada adequadamente.

Além disso, tem predisposição a Doença de Legg-Perthes, que é comum em raças pequenas e muitas vezes pode até ser confundida com displasia coxofemural, ou seja, uma doença degenerativa que afeta os ossos causada, na maioria das vezes, por uma malformação na articulação do quadril.

Tendência a distúrbios respiratórios

Como toda raça braquicefálica, Affenpinschers podem vir a sofrer de problemas respiratórios em climas quentes e podem ter descargas oculares.

Tendência a distúrbios cardíacos

Murmúrios cardíacos também podem ser um problema causado por um defeito na corrente sanguínea através das aortas do coração. Nem todas estas condições são detectadas em um filhote, e é impossível prever se o animal estará livre destas doenças. Por isso é necessário encontrar um criador sério que esteja comprometido a criar os animais mais saudáveis possíveis.

Todos os cães possuem o potencial para desenvolver problemas genéticos de saúde, assim como todas as pessoas possuem potencial para herdar doenças. Recomenda-se perguntar a criadores quais problemas podem existir em suas linhagens. Um criador honesto sempre estará a disposição para discutir a saúde de seus cachorros, seja boa ou má.
Como prevenir

Criadores cuidadosos costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência, mas às vezes a Mãe Natureza possui outros planos. Um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

Avanços na medicina veterinária hoje garantem, em grande parte dos casos, uma qualidade de vida melhor. Portanto é importante sempre consultar seu veterinário de confiança e fazer consultas de rotina.

Lembre-se que depois de levar um filhote para casa, você tem a responsabilidade de protegê-lo de um dos problemas caninos mais comuns: a obesidade canina, inclusive uma das tendências da raça. Manter o seu Affenpinscher em um peso adequado é uma das maneiras de manter a saúde do seu cachorro.

Em geral, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com sua saúde. O Affenpinscher costuma viver cerca de 10 a 12 anos, e ter muitos filhotes por cria, cerca de 3 a 8, sendo 5 o padrão.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Affenpinscher

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Affenpinscher preto correndo pelo gramado. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é ativo e energético, mas suas necessidades físicas podem ser facilmente supridas com sessões de brincadeiras dentro de casa e pequenas caminhadas, diariamente. Eles também adoram quando tem oportunidades de correr livremente sem coleira. Eles tendem a escalar e latir, portanto supervisão é necessária quando estiver ao ar livre.

Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Affenpinscher

O treinamento para o Affenpinscher deve ser consistente e firme, pois como são teimosos, podem apresentar uma atitude autoritária. Ele aprende aos comandos rapidamente, mas não gostam de repetição — costumam se dar melhor com tarefas variadas para não ficarem entediados e se manterem interessados. Podem custar a serem treinados para fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Paciência é a chave do sucesso.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Affenpinscher. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Affen é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Cães de Companhia

Griffon de Bruxelas

O Griffon de Bruxelas é uma raça de cão de porte pequeno que leva o nome da cidade de sua origem, a Bélgica, há alguns 200 anos atrás. A raça foi criada a partir da mistura entre os cães Toy Spaniel Inglês, Pug, Yorkshire terrier e um tipo de terrier alemão pequeno. Saiba mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Griffon de Bruxelas

Origem: Bélgica
Data de origem: 200 anos atrás
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / Terrier, AKC Toy.
Função original: cão de caça, caçador de ratos, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Griffon, cara de macaco
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 18 cm a 20 cm
Peso: de 2,5 kg a 5,5 kg
Cores: grisalho, castanho e preto, combinações destas cores.
Pêlos: liso-macio, duro-áspero, curtos.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 3 filhotes, padrão de 2 filhotes de Griffon de Bruxelas por cria.
Reconhecimento (Canil): APRI / CKC / FCI / NKC / ACA, ACR / AKC / ANKC / DRA / KCGB / NAPR / UKCACA / NZKC / UKC.

Introdução à raça Griffon de Bruxelas

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Griffons de pelagens e cores diferentes juntos no gramado. (Créditos/Copyright: “Por otsphoto/Shutterstock”)

Há três tipos de Griffons: o Griffon de Bruxelas oficial, que possui pêlos-duros vermelhos, o Petit Brabancon, que é o Griffon de pêlos-macio e o Griffon Belga, que possui pêlos-duros que podem ser de qualquer cor, menos vermelho. Mas, em sua terra natal, o Griffon é tratado como uma raça distinta das outras duas, embora em alguns outros países as três sejam vistas como uma única raça, sem distinção.

A raça ficou mesmo muito famosa depois de ter protagonizado um papel no filme americano “As good as it gets” ou na tradução para o português “Melhor é Impossível” com o ator Jack Nicholson e a atriz Helen Hunt como par romântico.

Apesar da sua função inicial ter sido rateira (caçador de ratos) para manter os estábulos livre de pragas, o Griffon tornou-se um cão de companhia muito dócil, porém com uma personalidade bem parecida com a de um terrier. Eles são cães de companhia excelentes devido ao seu comportamento encantador, disposição alegre e habilidade de aprender truques rapidamente.

O Griffon de Bruxelas é inteligente, alerta, sensível e cheio de vaidade, tudo isso misturado a uma natureza cômica que nunca desiste de entreter a sua família. Ele costuma ser muito afetuoso e tende a criar fortes vínculos com uma única pessoa da família, podendo ser tão apegado à ela que é muitas vezes chamado de “Cão Velcro” devido ao seu forte desejo de estar com a sua pessoa favorita o tempo inteiro. Eles adoram ficar abraçados com seus donos e ser mimados com muito afeto e atenção.

A verdade é que o Griffon de Bruxelas é temperamental e pode apresentar uma diversidade de temperamentos diferentes, desde extrovertido e ativo à reservado e até tímido, além de alguns outros temperamentos intermediários. Às vezes tende à ser tenso e mal-humorado também. Quando ele está feliz, ele é afetuoso e adaptável, ama brincar e correr em círculos pela casa.

O Griffon também tem uma reputação de ser travesso, provavelmente adquirida da sua ancestralidade terrier. Se ele achar que não está obtendo a atenção que merece ou está sendo deixado pra trás sem motivos, ele não irá pensar duas vezes em revirar a lixeira, desenrolar papel higiênico ou sair quebrando outras regras pela casa. Até porque um dos seus lemas é “achado não é roubado” — portanto, se estiver pelo chão ou ao alcance, ele pensa ser dele.

Por esta razão, é essencial que ele seja treinado, se não supervisionado o tempo inteiro. Ele também adora pensar que manda no lar — e muitas vezes ele mandará — e irá governar tudo com patas de ferro, podendo ser exigente e mimado, chato para comer e até difícil de ser treinado dentro de casa. Mas em geral, Griffons são sensíveis, muito afetuosos e só querem chamar a atenção de seus donos. Griffons podem ser bons e cooperar com crianças mais velhas, mas se irritam com criança muito barulhenta e brincadeiras estabanadas.

O Griffon também pode ser um verdadeiro artista em escapismo. Ele precisa ser contido por muros ou cercas que não podem ser cavados por baixo ou escalados, pois Griffons são incrivelmente atléticos para o tamanho deles e perfeitamente capazes de escalar e ainda saltar. Por outro lado, a sua habilidade atlética e inteligência fazem dele um excelente competidor em esportes caninos como agility, obediência, rally e tracking. Você apenas terá que persuadi-lo muito bem a achar que estas atividades valem o seu esforço e tempo. Mantenha o seu treinamento divertido e use técnicas de esforços positivos, nunca force.

Normalmente Griffons se dão bem com outros animais de estimação, incluindo gatos e outros animais menores, mas como toda raça toy ou de companhia, eles irão tentar provocar cães maiores que eles, pois são completamente alheios ao porte pequeno deles, e por isso precisam ser protegidos deles mesmos. Mesmo assim, Brussels Griffon costumam latir bastante e definitivamente gostam muito de fazer isso, por isso são ótimos vigias para soar o alarme.

Brussels Griffons possuem pelagem macia ou áspera (dura), e nenhum deles soltam muitos pêlos. Os de pêlos macio precisam ser escovados apenas duas vezes por semana. Já os de pêlos duros precisam ser escovados duas vezes na semana, assim como ter seus pêlos mortos arrancados a cada 3 ou 4 meses para reter a textura correta, sendo que podem ser mantidos em uma tosa Schnauzer, sem as sobrancelhas.

Exercícios são bons para todo cachorro, por isso permita que o seu Griffon faça caminhadas ou alguma atividade diariamente. Embora seja tentador carregá-lo para todo lugar que você vá, resista a tentação e deixe que ele seja um cachorro normal — ele será mais feliz e bem mais bem comportado.

Nem precisa dizer que que os Griffons precisam viver dentro de casa e nunca do lado de fora. Com seus focinhos achatados, eles ficam mais sensíveis às altas temperaturas e podem rapidamente ter ataques cardíacos se não forem mantidos em ar fresco.

Filhotes de Brussels Griffon são adoráveis, e esta é uma das razões para eles serem tão populares. Filhotes fofinhos vendem, e por isso o Griffon é o filhote favorito de criadores irresponsáveis e gananciosos. Pesquise antes de comprar um desses filhotes e você encontrará um lindo e divertido cãozinho que nunca sairá do seu lado.

Mas não se deixe levar apenas pela aparência, o Griffon não é o tipo de raça para qualquer um. À não ser que você tenha um excelente senso de humor e uma paciência de Jó, ou do contrário será um grande desafio viver junto dele. O Griffon precisa de um dono que aprecie cachorros “grudentos” ao invés de independentes. Pessoas adultas, sozinhas, que possuem mais tempo em casa são ideais, pois Griffons são como filhos que nunca crescem e deixam a casa dos pais. Eles exigem um certo comprometimento, pois demandam atenção tempo integral. Mas se você tiver um coração benevolente, gostar de um cão que adora estar envolvido com a família e apreciar uma boa dose de senso de humor, então o Griffon de Bruxelas é a raça perfeita para você.

Origem da raça Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas vermelho no gramado. (Créditos/Copyright: “Por Dmitry Kalinovsky/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas foi criado na Bélgica há cerca de 200 anos atrás a partir da mistura de raças como o Toy Spaniel Inglês, Pug e um tipo de Affenpinscher alemão rateiro de estábulos. Todos estes cruzamentos eventualmente criaram um cachorro de porte pequeno com ótimas habilidades para caçar ratos e com uma aparência facial quase humana. Ele foi muito popular nas fazendas, casas de camponeses e entre taxistas (carruagens) do século XVII devido à estas habilidades rateiras e leva o nome do local onde foi criado.

Com o tempo, por causa da sua personalidade tão amável, o Griffon se tornou ainda mais popular como cão de companhia e nem tanto mais como trabalhador entre a nobreza e os trabalhadores. Ele costumava ser tão parte da rotina diária das pessoas que foi representado em obras de arte desde o início do século XVI em pinturas de Du Empoli e Van Eyck, e mais tarde em uma obra de Renoir chamada “Bather With Griffon”.

Griffons e suas variações

O Griffon de Bruxelas é uma das três variações de Griffon, sendo as duas outras o Griffon Belga (pelagem escura mais longa, dura com franjas ao redor da face) e o Petit Brabancon (pelagem mais curta e macia). E o Griffon de Bruxelas é o único dos três que atualmente é reconhecido pela AKC. Em 1883, criadores belgas criaram um padrão para a raça — uma descrição por escrito de como a aparência da raça deve ser — e começaram a inscrevê-los em exposições de cães. O primeiro Griffon foi exibido em uma Exibição em Bruxelas em 1880. O padrão americano permite todas as variedades de cores, de preto a vermelho, assim como a variedade macia-lisa (Brabancon). FCI, por exemplo, divide-se entre as três variedades: lisa-macia (Petit Brabancon), vermelhos duros (Griffon de Bruxelas) e duros de outras cores (Griffon Belgas). No entanto, na Europa eles são expostos separadamente sem cruzamentos entre as variedades.

Os Griffons pelo mundo

Maria Henriette, a rainha da Bélgica e verdadeira entusiasta, se apaixonou pelo Griffon e começou a criar a raça promovendo-a pela Europa e pelo resto do mundo. Em 1889, o “Clube do Griffon de Bruxelas” foi formado na cidade com a variedade de pelagem macia-lisa chamada de Griffon Brabancon. Ambos os Griffons de Bruxelas de pelagem áspera e macia foram exportados para a Inglaterra no início de 1890. Em 1898, a raça foi admitida ao Livro de Garanhões Inglês, e clubes foram formados para desenvolver a raça. O Griffon achou o seu caminho para os Estados Unidos na mesma época. Em 1899, os primeiros Griffons de Bruxelas foram registrados na AKC e foram expostos na exposição de Westminster Kennel Club, e reconhecidos oficialmente em 1900.

Griffons durante e pós Grandes Guerras

A quantidade de Griffons diminuiu durante a Primeira e a Segunda Guerra, tanto na criação como dentro das casas como animais de estimação — um luxo que poucos podiam sustentar. Já no final da Segunda Guerra Mundial, os Griffons foram quase extintos no seu país de origem, mas conseguiram persistir na Inglaterra graças aos esforços de criadores ingleses.

O Griffon de Bruxelas de hoje

Eles continuam raros, embora tenham ficado na moda por um tempo em meados de 1950, e depois novamente no final dos anos 1990s, depois de uma aparição no filme “As Good As It Gets” (Melhor Impossível) protagonizando com Jack Nicholson e outros atores famosos. Muitas outras raças podem ter contribuído para o Griffon de Bruxelas de hoje, como o Affenpinscher, o Toy Spaniel Inglês, o vira-latas Belga, Yorkshire Terrier e os Terriers Irlandeses.

Aparência do Griffon de Bruxelas

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Griffon De Bruxelas com sua barbicha característica da raça. (Créditos/Copyright: “Por Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas possui a cabeça grande, redonda com uma testa abobadada e uma parada profunda. O focinho é bem curto, achatado, com um nariz preto também curto. Ele possui uma mandíbula sobre a outra com uma língua pendurada. Os olhos negros são separados e proeminentes com cílios longos e negros. As orelhas são altas, tanto amputadas como naturais — semi-eretas; quando amputadas as orelhas são eretas e pontudas. As patas são retas e a cauda é alta e cortada em cerca de 1/3 do seu comprimento. Nota: amputação de orelhas ou caudas é ilegal em quase toda Europa.

O focinho e a cara achatada dos Griffons, seu queixo proeminente, e seus olhos esbugalhados, foram muito comparados aos Ewoks ou criaturas Wookie de Star Wars. Sendo “Cara de Macaco” um termo muitas vezes usado para descrever o Griffon de Bruxelas.

Há duas outras variedades de Griffon além do Griffon de Bruxelas — o Griffon Belga de cobertura longa, áspera que consiste em pêlos rígidos, duros, densos e grossos com mechas de franja ao redor de sua face; o Petit Brabancon a terceira variedade sendo o oposto, de cobertura macia, brilhante, lisa e curta, que fica rente ao corpo, sem traços de pêlos rígidos.

Fisicamente, o Griffon de Bruxelas possui uma pelagem mais longa e mais dura que os outros Griffons, sem que haja nenhum pêlo sedoso no corpo, resultado dos cruzamentos seletivos entre variadas raças, incluído o Yorkshire Terrier e o Pug. Os pêlos na cabeça são levemente mais longos ao redor dos olhos, bochechas e queixo. Essa pelagem dá ao Griffon de Bruxelas a vantagem de resistir a climas mais frios e a neve embora não seja eficiente sob temperaturas rigorosas.

A sua pelagem pode ter uma variedade de cores que incluem o vermelho (marrom avermelhado com um pouco de preto no queixo e nos bigodes); preto e castanho (preto com marcas vermelhas abaixo do queixo, acima dos olhos, ao redor das pontas das orelhas e nas patas); belge (mistura de preto e marrom avermelhado normalmente com uma máscara preta e bigodes); ou todo preto (sólido).

Ambiente Ideal para o Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas filhote tirando uma soneca do colinho do seu dono. (Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

O Griffon é pequeno mas muito ativo dentro de casa, e por isso é capaz de se exercitar sozinho. Eles podem ser perfeitamente felizes em uma casa ou apartamento pequeno e ficam satisfeitos mesmo sem ter um jardim. Without a doubt, Griffons are housedogs. But so long as they’re inside with the family, their small size makes them suited to any household, from city highrises to country estates.

Temperamento & Personalidade do Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas de pelagem preta barbicha e bigodes. (Créditos/Copyright: “Por Irina Malikova/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Griffon de Bruxelas precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Griffon cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

A reputação de travesso precede o Griffon de Bruxelas. Essa natureza travessa provavelmente foi herdada de uma influência terrier em sua ancestralidade. O Griffon é um cão extremamente inteligente, alerta e sensível, com um senso de humor e uma vaidade que é uma fonte constante de diversão para a sua família. Eles costumam ser mandões e irão mandar na casa sempre que possível, mas no fundo ele é um “molenga” que ama estar com a sua família e está sempre em necessidade constante do tempo e da sua atenção deles.

Cada raça usada no seu desenvolvimento contribuiu para características únicas em temperamento e personalidade, tanto é verdade que o Griffon Bruxelas pode ser encontrado em uma variedade de temperamentos, que podem variar desde extrovertido e ativo (herança terrier) à reservado até tímido (influência Toy Spaniel Inglês), com a maioria deles se encaixando no meio desse espectro.

Mesmo assim, na maioria das vezes, o Griffon é alegre, afetuoso, amável e muito adaptável, que ama o seu dono acima de tudo. O termo “Cão Velcro” é muito utilizado para se referir ao Griffon, justamente por preferir estar junto de suas pessoas favoritas o tempo inteiro. Apesar de muito afetuoso, é do tipo de um dono só — ficam muito ligados a uma única pessoa e o resto da família nunca terá a mesma importância.

Sem amor e atenção, não importa o quanto as suas outras necessidades forem supridas, o Griffon irá consumir-se e reverter para o mau comportamento para chamar atenção e deixar que você saiba que ele não está nem um pouco feliz em ser ignorado. Como os elefantes, o Griffon também possui boa memória para os incidentes que ele costuma interpretar como maus tratos, como ser deixado sozinho quando todo mundo sai de casa para fazer algo e não o inclui.

Em resposta, ele é famoso por maus comportamentos como fazer suas necessidades em locais inapropriados, virar latas de lixo ou cestos de roupa suja, invadir o banheiro e desenrolar papel higiênico ou sair pisoteando teclados de computador ou outras coisas pela casa. A caixa canina não é apenas um bom conselho ou um boa ideia, mas uma necessidade quando o Griffon tiver que ficar sozinho em casa.

Mas quando o Griffon está feliz, ele simplesmente adora ficar correndo e brincando pela casa, além de entreter a sua família correndo em círculos no jardim. Normalmente, Griffons se dão bem com outros animais de estimação, mas como a maioria das raças toy de companhia, eles são completamente alheios ao tamanho deles e precisam ser protegidos deles mesmos devido aos rompantes de comportamentos agressivos como tentar dominar outros cães do dobro de tamanho deles ou se meter em encrencas maiores ainda.

O Griffon também não é uma das melhores escolhas para famílias com crianças. Eles preferem ser o centro das atenções e por isso não apreciam a companhia de crianças ou dividir a atenção e os holofotes com elas. Além disso, muitas vezes as crianças mais novas forçam e exageram na atenção dada ao cachorro, e não entendem que o pequeno Griffon tão fofinho possa não gostar de tantos beijos e abraços. O seu tamanho também não ajuda no trato com as crianças, pois eles podem facilmente ser machucados, pisoteados ou derrubados por elas.

Você ficará surpreso em saber que é essencial para o Griffon ter um jardim devidamente cercado — cerca que não pode ser cavada ou pulada. Alguns podem escalar cercas como verdadeiros macacos ou saltar como Superman sendo capazes de escapar de qualquer jardim ou quintal cercado. Para o tamanho deles, até que eles são bastante atletas. Tudo isso porque são bem curiosos e muito interessados nos seus arredores. É imperativo também que eles sejam socializados desde filhotes, pois também possuem uma propensão a ser muito sensíveis.

Por causa da sua aparência facial quase humana, que lhe rendeu até o apelido de “cara de macaco”, alguns são tratados como se não fossem cachorros, mas pequenos humanos. E na maioria das vezes esse tratamento acaba levando ao desenvolvimento da “Síndrome do Cachorro Pequeno” — o cachorro passa a pensar que é o dono da casa, dizendo a todos o que devem ou não fazer — uma combinação letal para uma raça que já possui a característica de adorar ser o centro das atenções.

Quando humanos permitem que o cão tome conta da casa, isto acaba causando vários níveis de problemas de comportamento, incluindo teimosia, exigência exagerada, latidos excessivos, guarda de objetos e locais de forma obsessiva, ansiedade de separação, surtos agressivos e até morder. Eles se tornam perigosos ao redor de crianças e às vezes até com adultos.

Sem a quantidade suficiente de estímulos mentais e exercícios, eles ficam tensos, temperamentais e mal humorados e sensíveis demais. Estas não são características naturais do Griffon, mas comportamentos induzidos por humanos pela falta de liderança firme, confiante e consistente, que saiba dar regras e limites para que saibam o que podem ou não podem fazer, além de uma quantidade adequada de exercícios.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Griffons podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas que possuem cachorros de porte pequeno costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Griffons equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Griffons que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Griffon perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Griffon de Bruxelas

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Griffon no parque vestindo sua roupinha de inverno.(Créditos/Copyright: “Por Okssi/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Griffon à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o teimoso Griffon que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

A pelagem do Griffon Belga e o de Bruxelas precisam de mais manutenção e cuidados que o Griffon de pelagem macia. Para manter a pelagem sempre com uma aparência asseada, deve-se escovar semanalmente os Griffons de pelagem áspera com uma escova de cerdas naturais para retirar os pêlos mortos e depois pentear com um pente de metal de dentes médios. Escovações diárias são ainda melhores para manter os pêlos brilhantes, limpos e evitar embaraços e nós. A barba ao redor da boca deve ser mantida limpa regularmente para evitar pedaços de comida e sujeira e evitar que endureça ou que aglomere.

No mínimo duas vezes por ano ou de 3 a 4 meses, eles precisam de manutenção profissional especializada. Os pêlos precisam ser arrancados à mão para permitir o crescimento de pêlos novos e manter a textura dos pêlos áspera. Alguns criadores podem mostrar como deve ser feito, ou um profissional especializado pode fazer, mas não é todo mundo que sabe fazer. Isto mantém os pêlos duros com a textura áspera, reduzindo escamações e quedas.

Não existem cães hipoalergênicos, mas pessoas alérgicas a cachorros reagem melhor aos Griffons de pelagem áspera. Este tipo de pelagem é melhor para quem tem alergias. Além disso, você pode manter o Griffon na tosa do tipo Schnauzer para não ter que lidar com essa manutenção de arrancar os pêlos, mas se tiver alergia seria melhor aprender a fazer ou encontrar alguém que faça. Tosar faz com que os pêlos fiquem mais macios, e o cão acaba soltando mais pêlos.

Por outro lado, Griffons de pelagem macia, não precisam de muita manutenção além de escovações semanais e banhos ocasionais quando começam a feder. Se o seu Griffon gosta de brincar no jardim e depois tirar uma soneca no sofá ou na sua cama, então é melhor que tome banhos semanalmente. Desde que se use shampoo feito para cachorros e que seja totalmente enxaguado, não irá secar a sua pele ou arruinar os pêlos.

Saúde do Griffon de Bruxelas

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Griffon deitado no banco do parque em dia de outono.(Créditos/Copyright: “Por Okssi/Shutterstock”)

Griffon de Bruxelas – Principais doenças da raça.
Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Griffon de Bruxelas, infelizmente, não passa ileso a essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças de cachorros que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, sem dúvida, ajuda muito conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Fatores anatômicos do Griffon de Bruxelas

Primeiramente, o Griffon de Bruxelas, assim como o Pug, Shih Tzu, Boston Terrier, Buldogue Inglês, é uma raça braquicefálica, ou seja, possui focinho curto. Portanto, já por causa desta característica, cães desta raça são predispostos à chamada síndrome braquicefálica.

Trata-se de múltiplas anormalidades anatômicas comumente encontradas em cães braquicefálicos. Estas anormalidades incluem narinas estenóticas, palato mole alongado, sáculos laríngeos evertidos, colapso laríngeo e em algumas raças, traquéia hipoplásica.

Todas essas irregularidades impedem o fluxo de ar através das vias aéreas superiores, causando uma sintomatologia clínica característica, ou seja, respiração ruidosa, cianose e, em casos mais graves, síncope.

O fato do nariz da raça ter sido reduzido ao longo dos anos, prejudicou gravemente o seu funcionamento. Para o cão, a redução drástica da respiração nasal significa, de fato, a perda do seu principal órgão termorregulador. Isso impede, portanto, que liberte o calor corporal em quantidade suficiente, levando a um aumento da temperatura corporal interna, passível de produzir colapso e morte por hipertermia.

É por estes motivos que companhias aéreas não costumam aceitar embarque com cães braquicefálicos.

Além das doenças comuns em raças braquicefálicas, o Griffon de Bruxelas tem predisposição aos distúrbios a seguir:

Problemas oculares

O achatamento do focinho leva a protusão ocular. Ou seja, os olhos ficam mais à superfície, mais expostos a ficarem secos ou a sofrer ulcerações. Em casos graves, as pálpebras são incapazes de fechar e lubrificar os olhos.

Os problemas oculares mais comuns em Griffons de Bruxelas são:

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.
Catarata – Griffons de Bruxelas têm predisposição ao desenvolvimento de catarata.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas ortopédicos

Luxação de Patela

Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Displasia coxofemoral

Distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. A causa pode ser congênita ou traumática.

Distúrbios neurológicos

Siringomielia

Doença complexa comum em Griffon de Bruxelas assim como em cães da raça Cavalier King Charles. É uma condição que afeta o cérebro e coluna vertebral. Pode causar sintomas que vão desde desconforto leve a dor, além de possível paralisia parcial. A Siringomielia é caracterizada por cavidades cheias de fluido no interior da medula espinal.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica (uma doença genética que envolve o sistema imunológico).

Dentre as raças mais suscetíveis às alergias, destacam-se (além do Griffon de Bruxelas): Shar-Pei, Pastor Alemão, Golden retriever, Boxer, West Highland White terrier e Bull terrier, além dos Buldogues inglês e Buldogue francês.

Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Outras observações

Claramente, o Griffon de Bruxelas, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

Lembre-se que depois de levar um filhote para casa, a responsabilidade de protegê-lo é do tutor. Manter o seu Griffon em um peso adequado, evitando a obesidade canina, é uma das maneiras mais fáceis de manter a saúde do seu cachorro, durante a vida inteira.

Em geral, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Griffon costuma viver cerca de 12 a 15 anos, e ter cerca de 2 a 3 filhotes por cria.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Griffon de Bruxelas

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Griffon filhote preto e castanho no gramado do parque.(Créditos/Copyright: “Por otsphoto/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas é uma raça ativa com muita energia, sempre na procura de ação. Ele precisa se estímulos físicos e mentais diários, e o seu tamanho faz com que esta estimulação seja possível mesmo dentro de casa ou através de jogos no jardim.

Embora não possa viver fora de casa, isolado em um canil ou jardim nos fundos, o Griffon adora oportunidades para brincar no jardim. Mesmo assim, as caminhadas ainda são muito importantes para que ele satisfaça seus instintos caninos primais. Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

É bom lembrar que por causa do seu focinho achatado (raça braquicefálica), Griffons não podem resfriar o ar que respiram, e podem superaquecer em dias muito quentes e úmidos. Ataques cardíacos são um perigo eminente para eles, por isso mantenha-os longe do sol forte e em algum local de sombra, mais frio em dias muito quentes.

Sempre observe sinais de exaustão por calor — respiração ofegante profunda e lentidão. Sinais mais sérios incluem acessos de vômitos ou diarréia e epilepsia. Não permita que ele fique horas brincando no calor, e forneça sempre muita água fresca.

A sua inteligência e a sua capacidade atlética faz do Griffon um excelente competidor em esportes caninos como agilidade e obediência, até mesmo tracking, desde que você consiga persuadi-lo de que estas atividades valem à pena. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Griffon de Bruxelas

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Griffon preto filhote brincando. (Créditos/Copyright: “Por Irina Malikova/Shutterstock”)

Comece a treinar o seu filhote no dia que levá-lo para a sua casa. Mesmo com 8 semanas ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensinar. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro mais teimoso. Você pode começar o treinamento do seu Griffon em casa e socializa-lo com familiares e amigos até que ele complete todas as vacinas.

Griffons ama seus donos, são bem inteligentes e serão sempre rápidos e ávidos para aprender novos truques. Mesmo assim, eles podem pensar de forma independente, ser às vezes temperamentais, exigentes e ainda são famosos por ser difíceis de treinar dentro de casa, mas com consistência e muita paciência, você se sairá muito bem. Treine-os com amor, usando técnicas de esforço positivo que incluem recompensas e elogios, é a única forma de conseguir a cooperação do Griffon.

O Griffon de Bruxelas precisa de um treinador gentil, mas firme e forte para evitar o desenvolvimento da “Síndrome do Cachorro Pequeno”, mas aquele que for tratado de forma dura ficará ainda mais teimoso e não irá ceder uma vez que decidir o que irá fazer — ou não fazer. Você não pode forçá-lo a fazer nada, mas pode fazer com que ele acredite que a ideia foi dele.

O melhor é manter o treinamento interessante já que eles perdem também o interesse rapidamente. Aulas de obediência são recomendadas mas não são obrigatórias. Mantenha as sessões de treinamento curtas e sempre as termine com um elogio a algo que ele tenha feito de bom. Mantenha este treinamento sempre divertido e você sempre terá a atenção dele e sucesso garantido.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Griffon de Bruxelas. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia destruindo ou mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Griffon é sempre junto de você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento

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Cães de Companhia

Chihuahua

O Chihuahua é uma das menores raças de cães no mundo de grande personalidade dentro de um minúsculo corpo, e um animal espirituoso para qualquer tamanho de lar. Seu nome vem da região de Chihuahua no México e ele é descrito como um animal extremamente delicado, gracioso, afetuoso e possessivo. Pequeno e compacto, o Chihuahua é levemente mais comprido que alto, com uma expressão atrevida e alerta e atitude do tipo terrier. Pode vir em uma variedade enorme de cores, podendo ser de pelagem macia, brilhante e suave, com pelos lisos ou ondulados, e orelhas com penugens. Saiba mais sobre a raça abaixo:

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Ficha Técnica da raça Chihuahua

Origem: México
Data de origem: final do século XIX, 1890.
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / AKC Grupo Toys.
Função original: cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: cão de colo, chi, chico.
Tamanho: porte pequeno / miniatura
Altura: de 15 cm a 23 cm
Peso: de 1 kg a 3 kg
Cores: todas as cores
Pelos: variantes de duro e longo
Manutenção: fácil, escovações semanais
Expectativa de vida: cerca de 12 a 18 anos
Filhotes: 2 a 4 filhotes
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Chihuahua

chihuahua introdução
O Chihuahua é um animal muito carinhoso e apegado ao dono. (Créditos/Copyright: “taro911 Photographer/Shutterstock”)

A origem do Chihuahua não é totalmente conhecida e ainda que se saiba de suas raízes mexicanas, mesmo assim cogita-se a possibilidade de ancestrais do Império Asteca, de uma ilha Cubana, do Egito e da China. Seu reconhecimento mundial deu-se no final do século XIX, mais precisamente em 1890, quando as importações da raça começaram a alcançar o mundo. Assim, como todo cão de luxo, estes animais de companhia não são propriamente cães de caça, embora sejam vistos como eficientes cães de guarda doméstico devido ao seu territorialismo e instinto protetor.

Devido ao seu tamanho, a sua facilidade de adaptação e sua intensa devoção ao dono, é um dos animais de estimação favoritos, e portanto uma das raças mais populares e mais vendidas no mundo.

Chihuahuas simplesmente adoram estar perto de seu dono por tempo integral, seguindo-o onde for – o que justifica o seu apelido de “cão de colo”, não temnada nesse mundo que os agrade mais que o colinho do seu dono.

É muito comum Chihuahuas desenvolverem uma forte ligação com uma única pessoa na família, mas se forem mimados podem se tornar bastante exigentes, dependentes e temperamentais. Costumam ser bem reservados com estranhos, alguns ousados; outros tímidos. Apesar de temperamentais, são inteligentes e aprendem rápido. Podem competir em agilidade e obediência com o mesmo entusiasmo e sucesso dos cães maiores. Não precisam de muita manutenção e nem de exercícios; alguns latem bastante.

É importante ao considerar o Chihuahua levar em consideração o seu tamanho reduzido que limita suas atividades e gera graves problemas ósseos. Por outro lado, o Chihuahua é uma das raças de maior longevidade canina. Por serem curiosos e atrevidos, também se esquecem que são pequenos e costumam provocar cães maiores e mais agressivos; por isso o Chihuahua precisa de supervisão em locais públicos. Embora achem que mandam em qualquer situação, podem se acidentar ou ser machucados por cães maiores. Pelo mesmo motivo, não são recomendáveis a lares com crianças menores de 8 anos.

Independente da família, é importante socializá-lo desde cedo com crianças, adultos e outros animais. Sua enorme popularidade também lhe rendeu uma enorme procura, o que o tornou uma das raças mais caras no mercado, e isso infelizmente fez com que o Chihuahua se tornasse alvo de fácil de mal intencionados. Chihuahuas estão entre as raças mais roubadas e visadas por ladrões.

>Origem da raça Chihuahua

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Os cães Chihuahua tem origem no México e são muito populares.

O Chihuahua é uma das raças mais antigas do continente Americano e uma das menores do mundo. Apesar da sua origem exata ser um tanto obscura, e haver algumas teorias diferentes e inúmeras controvérsias, o Chihuahua de pelo curto que conhecemos hoje foi descoberto em 1850 no México, de onde recebe o nome do Estado Mexicano de Chihuahua, sendo trazido para a Europa ao final do século XIX.

As diferentes teorias sobre o seu surgimento

No que diz respeito as especulações, existem teorias de que o cão teria vindo de uma ilha cubana ou do Egito, devido a ossadas encontradas serem bastante semelhantes ao Chihuahua. Mas, uma das teorias mais prováveis são as de que a raça tenha se originado na China e foram trazidas ao Novo Mundo por comerciantes espanhóis, onde foram cruzadas com outros cães nativos menores sagrados para os índios da civilização Pré-columbiana.

A outra é de que a raça é de origem inteiramente na América do Sul e Central, descendendo do cão nativo Techichi, um pequeno cão vermelho considerado sagrado pelos nativos da tribo Toltec conquistados pela civilização Azsteca, e que costumava ser sacrificado em rituais religiosos e enterrado junto aos membros da sua família, por acreditarem que tivessem poderes místicos, como a habilidade de ver o futuro, curar doentes e guiar suas almas ao mundo dos mortos com segurança.

Embora nenhuma das duas teorias tenham sido realmente comprovadas, é bem provável que a sua origem seja uma combinação das duas: o nativo Techichi foi provavelmente cruzado com pequenos cães chineses pelados e trazidos quando expandiu-se o estreito de Bering, ou mesmo trazidos por comerciantes espanhóis.

Do México para o resto do mundo

Quando os espanhóis conquistaram o território Asteca no século XIV, estes pequenos cães foram abandonados à própria sorte, quando cerca de 300 anos mais tarde, em 1850, três pequenos cães foram encontrados em Chihuahua, no México. Alguns foram disseminados pela Europa e outros trazidos para os Estados Unidos por visitantes à cidade do México, onde começaram a ganhar uma certa popularidade bem devagar.

Eles começaram a participar de exposições em 1890, e o primeiro exemplar a ser registrado pela AKC foi em 1904, sendo que a partir deste momento, o “refinamento” da raça tornou-se constante, e com isso reduzindo o seu tamanho e o tornando mais magro, criando a variação de subpelo. A variedade de pelos longos provavelmente foi criada a partir de cruzamentos entre os Papillons ou Pomeranians.

Chihuahuas até os dias de hoje

A sua popularidade aumentou em 1930 e 1940, embora durante a Segunda Guerra Mundial, tenha sido quase extinta. Posteriormente, a sua criação voltou ao normal e a raça foi conquistando pouco a pouco espaço como cão de companhia pelo mundo afora, sendo que desde 1960, o Chihuahua tem sido uma das raças mais populares registradas pela AKC.

Sua grande popularidade deve-se a sua excentricidade, aparições em filmes, comerciais e programas de televisão, além da sua fragilidade, tamanho e dependência, características que o ajudaram a conquistar o apelido de “cão de colo”, ao despertar o instinto maternal e a necessidade do ser humano em acolher e cuidar do seu cãozinho.

Aparência do Chihuahua

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O Chihuahua tem a estrutura pequena e frágil.(Créditos/Copyright: “Anneka/Shutterstock”)

O Chihuahua é um cão de tamanho bem pequeno com uma construção robusta e feições bem distintas, quase que humanas. O seu corpo é robusto, mais comprido que alto, com membros retos. Possuem uma cabeça arredondada, em formato de maçã com um focinho cônico, curto e pontudo e uma parada bem definida. Orelhas grandes, triangulares e eretas deslumbrantes, bem características da raça. Seus olhos, bem separados, também são grandes, redondos, escuros, podendo ser até cor de ruby ou coloridos, e mais claros em cães brancos.

Os filhotes de Chihuahua possuem um local mole no topo do cérebro, que acaba se fechando à medida que vão se tornando adultos, conhecido por “moleira”, como a dos bebês recém-nascidos. Possuem uma cauda em forma de foice que se curva para trás ou para um dos lados, mas não encaracolam. A cauda que curvar para um lado, ou encaracola é sinal de desenvolvimento impróprio da espinha que pode estar linkada a outros problemas de saúde.

Chihuahuas vem em uma variedade de pelagens: curto, longo, ondulado ou liso, mas a variedade mais comum é o Chihuahua de pelo curto, que possui pelagem brilhante, curta e macia bem rentes ao corpo com penugens mais grossas e mais compridas no pescoço. Os pelos na cabeça e orelhas são mais finos e a cauda mais peluda. O de pelo longo também tem pelos lisos ou levemente ondulados; tão macios como os de pelo curto, mas com franjas nas orelhas, penugens no pescoço, uma cauda completamente emplumada e penuguens nas patas.

As patas traseiras são cobertas por pelos mais longos, parecendo uma calça e os pelos no estômago são mais longos. Ambos podem ter uma variedade de cores que incluem castanho, areia, amêndoa, prata, branco, chocolate, preto, azul aço, preto e castanho ou tricolor – podendo ser sólidos ou manchados.

Nota: Chihuahuas Deer, Micro e Tea Cup são termos de marketing usados por alguns criadores para vender cães menores, subdesenvolvidos ou cruzados de maneira imprópria — não aceite estas variações.

Ambiente Ideal para o Chihuahua

O Chihuahua precisa ficar próximo ao seu dono.
O Chihuahua precisa ficar próximo ao seu dono. (Créditos/Copyright: “Annette Shaff/Shutterstock”)

O Chihuahua pode ser muito feliz em uma casa pequena ou apartamento. São muito sensíveis ao frio, e preferem os climas mais temperados. Embora não precisem de muita quantidade de exercícios e seja tentador sair carregando eles por aí, ao invés de deixá-los andar, é importante que eles se exercitem. Eles adoram caminhar, e não devem ser confinados a espaços muito pequenos.

Por mais que gostem de brincar na área externa, Chihuahuas não devem morar do lado de fora. Eles são presas fáceis para gaviões, coiotes ou outros cães maiores que podem invadir o jardim. Além disso, sentem muito frio e não ficariam confortáveis. Eles foram criados para ser cães de companhia, e o seu local ideal é junto ao seu dono.

Temperamento & Personalidade do Chihuahua

O Chihuahua pode ser tímido e bastante nervoso.
O Chihuahua pode ser tímido e bastante nervoso. (Créditos/Copyright: “cynoclub/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Chihuahua precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Chico cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Chihuahua é um excelente cão de companhia. Ousado e confiante, ele é muitas vezes descrito como um terrier – destemido, corajoso, extremamente vívido, orgulhoso e aventureiro. O Chihuahua também é sensível e adora atenção, carinho, afeto e a companhia do seu dono. É capaz de conquistar a todos com a sua personalidade gentil por natureza, amável e doce. Geralmente, costumam se afeiçoar a uma única pessoa, e ser muito devotados, protetores e extremamente leais à ela, seguindo-a por todo lugar, principalmente quando há estranhos presentes.

Mesmo assim é capaz de ser amistoso com os outros quando introduzido de maneira adequada. É normal que os Chihuahuas sejam um pouco reservados primeiro, pois são naturalmente tímidos e desconfiados, mas se socializados desde pequenos são capazes de se darem bem com qualquer pessoa.

Os Chihuahuas podem ser muito teimosos sem a liderança adequada, por isso muitas vezes possuem a reputação de mimados e difíceis de treinar, mas são inteligentes, costumam aprender rápido e respondem bem a treinamento adequado e firme, porém gentil. Chihuahuas são como todos os outros cães: precisam de regras consistentes e estrutura já que aprendem com tanta eficácia.

Geralmente, raças pequenas como os Chihuahuas também possuem a tendência a ser tensos e suscetíveis a mordiscar, surtar e até morder quando ameaçadas ou com medo, ou até para defender o seu território ou dono. Por esta razão, não são o tipo de cachorro mais adequado para crianças pequenas que podem vê-los como brinquedo, e suas provocações podem irritá-los até que eles surtem ou mordam. É melhor não deixá-los juntos sozinhos com menores de 12 anos, à não ser que sejam bem ensinados ou supervisionados.

Este tipo de comportamento é muitas vezes reforçado pela forma como o dono trata o seu animal. Infelizmente, muitas pessoas que possuem Chihuahuas permitem que eles se tornem pequenos tiranos, mimando-os demais, e deixando que apresentem comportamentos que seriam inaceitáveis em cachorros maiores. Isto acaba mudando o temperamento do cão, e ele passa a mandar na casa.

Não deixe que o seu Chihuahua saia fazendo coisas que normalmente você não deixaria um cão maior fazer só porque ele é pequeno e fofinho, com pular nas pessoas, que acaba passando a mensagem errada de dominância.

Se você deixar que ele pense que é o líder da casa, isso acarretará muitos problemas de comportamento como ciúmes, agressão e muitos outros mais difíceis de serem corrigidos depois. É muito comum, por exemplo, Chihuahuas desenvolverem a Síndrome do Cão Pequeno, uma série de comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando, podendo causar vários níveis de comportamentos negativos, incluindo tornar-se obstinado demais, teimoso, ciumento, ansioso, latir demais, morder e surtar ao tentar mandar em seu dono. Algumas destas tendências podem ser corrigidas através de treinamento e socialização.

Os Chihuahuas precisam de treinamento consistente desde filhotes para controlar estes comportamentos, assim como a tendência a provocar cães maiores. Como muitos outros cães menores, Chihuahuas não têm consciência do seu tamanho e não hesitarão em provocar uma briga com cães maiores que eles.

Cachorros pequenos também possuem a tendência a andar menos, pois as pessoas assumem que eles obtém exercícios suficientes apenas por correrem pela casa. Contudo, uma caminhada diária significa muito além de apenas exercícios físicos, pois fornece estímulos mentais que satisfazem o instinto de migração que todo cão possui. Tremedeiras também não são uma característica normal da raça, e podem significar baixo teor de açúcar no sangue ou sinais de stress.

É extremamente necessário suprir as necessidades de seus cães de forma natural, para que eles não sejam superprotegidos e se tornarem neuróticos. Os Chihuahuas devem ter limites e regras a seguir sempre. Quando o dono sabe mostrar liderança de forma adequada, o Chihuahua é doce e amável, podendo ser confiável com qualquer um, até com crianças pequenas.

O Chihuahua perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Chihuahua

O chihuahua necessita de cuidados constantes e companhia.
O chihuahua necessita de cuidados constantes e companhia. (Créditos/Copyright: “Athiporn Phumnicom/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Chihuahua à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas.

Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Chihuahua é um cão muito fácil de ser cuidado – só leva alguns minutos por semana para mantê-lo com boa aparência e controlar a perda de pelos. Escove-o semanalmente com uma luva de borracha própria para cães ou uma escova com cerdas curtas e naturais para o Chihuahua de pelo curto e uma escova de pinos para Chihuahuas com pelos longos. Um pente fino de pulgas ajuda a remover pelos soltos.

Com escovações regulares, ele não precisará de banhos mais que uma ou duas vezes ao mês. Use um shampoo próprio para cães para não ressecar os pelos. Alguns Chihuahuas desenvolvem manchas debaixo dos olhos, que podem ser limpas com produtos especialmente desenvolvidos para isso. Chihuahuas soltam pouco pelo durante o ano, uma maior quantidade na primavera e no outono.

Atividade & Exercícios do Chihuahua

O Chihuahua adora atividades como seu dono, mas não pode se cansar muito.
O Chihuahua adora atividades como seu dono, mas não pode se cansar muito. (Créditos/Copyright: “padu_foto/Shutterstock”)

Apesar do seu tamanho, o Chihuahua, como todo cão, precisa de exercícios e treinamento. A quantidade de energia que um Chihuahua possui pode ser surpreendente! Embora seja bastante tentador sair carregando-os no colo o tempo inteiro, o Chihuahua deve se exercitar. Brincar pode ser suficiente para as suas necessidades, mas como para toda raça, apenas brincar não irá satisfazer os seus instintos primitivos de andar. Os cães que não têm o costume de caminhar diariamente por algumas horas podem apresentar uma série de problemas de comportamento, assim como questões neuróticas.

A maior parte das suas necessidades de exercícios pode ser suprida dentro mesmo de casa com brinquedos e sessões de brincadeiras. Ele poderá correr atrás de uma bola por horas até você se cansar. Eles adoram estar com seus donos o tempo inteiro, e preferem caminhadas e passeios, corridas supervisionadas no jardim, e brincar de buscar objetos.

Eles são capazes de continuar em intensa atividade até exaustão, por isso é importante não deixar que exagerem, especialmente em dias muito quentes. O importante é conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro, e dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Chihuahua

O Chihuahua possui a saúde frágil.
O Chihuahua possui a saúde frágil.(Créditos/Copyright: “Javier Brosch/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Chihuahuas são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Os cães pequeninos geralmente trazem grandes problemas de saúde, o Chihuahua não é uma exceção.

Muitos Chihuahuas vivem por muitos anos uma vida vida saudável, e apesar de serem uma das raças com as maiores expectativas de vida comparado à outras raças, as condições apresentadas por esta raça incluem dificuldades de respiração causadas pela traquéia que colapsa; problemas de vista devido aos seus olhos protuberantes como ressecamento das córneas, terçóis e glaucoma secundário; doença cardíaca congestiva; algumas condições neurológicas que podem incluir hidrocefalia (acúmulo de fluidos dentro e ao redor do cérebro), lipofuscinose neuronal ceroide (uma condição em que os pigmentos de gordura do cérebro causam a perda progressiva das funções cerebrais), subluxação atlantoaxial (uma deformidade do pescoço que requer correção cirúrgica); problemas dentários e de gengiva causados pelo tamanho de suas bocas; reumatismo e resfriados.

O Chihuahua costuma ganhar peso facilmente e o seu esqueleto não pode sustentar tanto peso, o que gera vários outros problemas. Mantê-lo em forma é importante para que ele não desenvolva luxação das rótulas. Por outro lado, é preciso que ele tenha comida sempre em seu pratinho, especialmente quando filhotes – uma pequena quantidade é o suficiente, mas precisa estar disponível o tempo inteiro.

Por causa do seu tamanho, ele não consegue comer a quantidade suficiente para se sustentar o dia inteiro, por isso deve comer estas pequenas quantidades, várias vezes ao dia. Além disso, Chihuahuas muito pequenos também podem vir a desenvolver baixo nível de açúcar no sangue ou hipoglicemia, entrando em colapso muito rápido, por isso as pequenas refeições são necessárias para sustentar seus corpinhos energéticos.

É preciso dar atenção especial a produtos tóxicos como chocolate ou fertilizante, por serem muito pequenos não será preciso uma grande quantidade para envenená-los acidentalmente.

Devido ao seu tamanho e fragilidade, é também suscetível a fraturas e outros acidentes. Possui tendência a espirrar e roncar, por causa do seu focinho pequeno e curto. A raça também é conhecida por ter epilepsia e convulsões, muito comuns aos 2 anos de idade em raças cruzadas precariamente.

Quanto mais ele for cruzado para se obter um tamanho menor, mais problemas de saúde ele terá. Chihuahuas também não metabolizam adrenalina muito bem e excitação ou stress podem fazer com que ele trema. Embora também possa ser um sinal de baixo teor de açúcar no sangue (especialmente em filhotes), geralmente carinho e carícias leves acalmam.

Um ambiente calmo pode ajudar o Chihuahua a ser menos estressado. Chihuahuas também podem nascer com um defeito no fígado em que o sangue é levado para longe dele causando o acúmulo de toxinas no corpo. Com frequência, Chihuahuas possuem a famosa “molera,” um local mole em sua cabeça onde os ossos do cerebro não se fecharam – como nos bebês recém-nascidos. Eventualmente irá se fechar e ficar duro, mas em alguns nunca se fecha completamente.

Enquanto várias espécies vivem uma vida normal com a molera, outros podem desenvolver hidrocefalia (acúmulo de fluídos dentro e for a do cérebro), o que pode causar convulsões e até levar a morte se não tratado. Um Chihuahua com molera pode viver perfeitamente saudável, mas fica mais suscetível a se machucar na cabeça e não é o mais adequado a lares com crianças pequenas ou cães maiores e mais violentos.

Treinamento do Chihuahua

O Chihuahua pode ser treinado a fazer várias atividades.
O Chihuahua pode ser treinado a fazer várias atividades. (Créditos/Copyright: “CobraCZ/Shutterstock”)

Embora Chihuahuas não costumam ser treinados por serem pequenos, eles são ávidos para aprender e aprendem rápido. Eles podem ser bem difíceis de treinar, mas com paciência, amor e consistência qualquer um pode obter sucesso. Eles respondem bem a treinamento com técnicas de esforço positivo. Treine o seu Chihuahua usando sempre técnicas de recompensa com alimento, elogios, brincadeiras e logo você vai saber que ele é capaz de aprender qualquer coisa que você quiser ensiná-lo.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização extensiva e desde cedo é praticamente uma exigência para esta raça. Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar no lugar, é vital para o seu treinamento. É preciso muito esforço e paciência para treiná-lo a fazer suas necessidades em locais específicos ou fora de casa; por esta razão recomenda-se o método de treinamento de papel canino.

Contudo, se você não estiver só procurando por um método para ensiná-lo a fazer suas necessidades, mas também interessado em adaptá-lo a um ambiente mais seguro e confinado por razões de segurança e conforto, o método da caixa é outra alternativa. Chihuahuas são tão fáceis de treinar como qualquer outra raça desde que se mantenha um itinerário consistente. Filhotes precisam sair logo que acordam de manhã, depois de cada refeição, depois das sonecas, depois de brincar e antes de irem pra cama dormir.

Usar a caixa para confiná-lo quando não puder supervisioná-lo ou não estiver disponível irá ensiná-lo a controlar a bexiga e prevenir os acidentes em casa. Se não for usada a caixa, deve-se planejar sair a cada 2 horas, e nunca deixar na caixa por mais de 2 a 4 horas de cada vez, exceto quando estiver dormindo durante a noite.

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Cães de Companhia

Poodle Toy

Popular entre a realeza, o Poodle hoje é apreciado por qualquer um que aprecie uma companhia inteligente, elegante, sensível, brincalhona, alerta, ativa, bem humorada, e ainda assim de tamanho compacto. Por falar nisso, existem 3 tamanhos de Poodle, porém todos considerados a mesma raça: o Toy, o Miniatura e o Padrão, que é o maior de todos e o mais velho das três variedades. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Poodle

Origem: Alemanha ou França
Data de origem: século XV a 1.700.
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / Cão Apontador / AKC Grupo Toy.
Função original: cão de caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: 3 variações – porte pequeno e médio (padrão, toy e miniatura)
Altura: Toy até de 25 cm a 28 cm / Miniatura de 28 a 35 cm / Padrão: de 45 a 60 cm
Peso: de 3 kg a 32 kg
Cores: todas as variedades e combinações.
Pelos: macio, encaracolados.
Manutenção: difícil, escovações semanais, tosas regulares.
Expectativa de vida: cerca de 13 a 15 anos
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CCR, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Poodle

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Filhotes de Poodle de pêlos na cor apricô. (Créditos/Copyright: “Jagodka/Shutterstock”)

Acreditem ou não, alguns Poodles ainda carregam a tradição de trabalhar como “retriever” de água. Não importando o seu tamanho, a raça é renomada pela sua personalidade digna e sua inteligência aguçada, por esta razão já foi uma das raças mais populares e mais vendidas em todo o mundo.

Embora estas criaturas pomposas tenham uma vida de lazer e luxo nos dias de hoje, os Poodles foram mesmo criados para o trabalho duro — desempenhavam a função de cão “retriever”, como os Labradores, um trabalho que consistia em pular na água para recuperar aves abatidas pelos caçadores.

Foi por causa desta sua função de origem no passado, é que o nome inglês “poodle” deriva da palavra alemã “pudel” ou “pudelin”, que significa “pular na água”. Já na França, os Poodles são chamados de “Caniche”, palavra que deriva de “chien canard”, que significa “cão-pato”.

Os Poodles são cães impressionantes, mas por trás de todo essa pompa, laços de fitas, penteados, pelos tingidos e atitude suntuosa, eles são excelentes cães de companhia, muito afetuosos com a sua família, de histórico antigo e de muitos talentos. É também uma raça atlética que se destaca no desempenho de esportes caninos como obediência, agilidade e testes de caça. Rápido ao som de alarme quando estranhos se aproximam, alerta, responsivo, vívido e ávido para agradar e aprender.

Apesar de devotado à família, alguns podem ser mais reservados com estranhos; outros latem bastante. São geralmente gentis com crianças, mas precisam da mesma gentileza de volta; sua estrutura não aguênta brincadeiras brutas e quedas. Geralmente aceita a companhia de outros cães e gatos, e pode viver em lares pequenos desde que seja exercitado e que passeie regularmente.

Por ser altamente inteligente, é fácil de ser treinado, mas precisa de estímulos mentais junto a interação humana. Já foi criado para desempenhar apresentações em circos fazendo truques incríveis. Hoje o Poodle ganha a devoção de seus donos pela sua inteligência, treinamento fácil, pelos encaracolados que não caem muito, e o seu enorme amor à sua família.

Origem da raça Poodle

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Poodle filhote marrom no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “huyangshu/Shutterstock”)

O Poodle é conhecido em toda a Europa Ocidental por pelo menos 400 anos e já foi registrado em pinturas que datam do século XV e baixo relevos do século I. Ilustrações de cães semelhantes ao Poodle já adornaram artefatos e tumbas Egípcias e Romanas que datavam dos primeiros séculos A.C. Todos estes desenhos e estátuas mostram cães muito parecidos com os Poodles modernos de hoje em dia. Contudo, o assunto é ainda controverso com relação ao local onde o Poodle tenha sido oficialmente desenvolvido e ninguém sabe ao certo o verdadeiro país de origem da raça.

A França clama a sua origem, mas a AKC reconhece ser a origem na Alemanha, onde foi usado como cão “retriever”. Outros países também clamam ser o o país de origem da raça, como a Dinamarca ou a antiga região de Piedmont. Muitos acreditam que a raça é o resultado de cruzamentos entre diversas raças de cães d’água européias de pelos encaracolados, incluindo raças espanholas, portuguesas, francesas, alemãs, húngaras, russas e da Ásia central que costumavam ajudar no pastoreio por muitas rotas em diversas partes da Europa. Outros historiadores acreditam que um dos ancestrais do Poodle é o norte-africano Barbet, que teria sido importado para a Península Ibérica. Sejam lá quais forem seus ancestrais, o Poddle é uma raça bastante antiga.

Curiosidades sobre o Poodle

Há muitas curiosidades que envolvem a raça Poodle, desde a terminologia do seu nome e seus apelidos, a sua tosa hoje ainda tão popular que virou uma marca registrada.

  • O nome “Poodle” vem da palavra alemã “Pudel”, que significa aquele que brinca na água ou “pular na água”, refletindo as suas habilidades de recuperar presas abatidas na água.
  • Foram os franceses que começaram a usar a raça em apresentações de circo por causa da sua inteligência e facilidade de treinamento. Por esta razão, a raça se tornou muito popular na França, o que levou o resto do mundo a chamá-los de um apelido comum — “Poodle Francês” –, mesmo que os franceses o chamassem de “Caniche”, que significa “cão pato” por causa das suas habilidades de caça.
  • A sua forma de tosa, conhecida por “Poodle clip”, tosada bem rente à pele, foi criada por caçadores para ajudar os cães a nadarem de forma mais eficiente. Eles deixavam mais pelos nas juntas das patas e na ponta da cauda para proteger o cão do frio extremo e galhos pontiagudos, e alguns levemente mais compridos no peito para aquecê-lo mais por causa da água gelada.

Poodles e suas variações

O Poodle possui 3 variedades consideradas a mesma raça e julgados pelos mesmos padrões, porém distintos apenas pelas exigências diferentes de tamanho. O Poodle Toy e o Miniatura foram criados a partir dos maiores, que hoje são conhecidos por Poodle Padrão. Embora alguns digam que os Poodles Miniatura e Toy apareceram logo após o Padrão, muitos ainda acreditam que não foi até 1400 que criadores começaram a produzir estas versões menores — primeiro o Miniatura, e depois o Toy — para o deleite da burguesia Parisiense.

As duas variações foram criadas cruzando pequenos Poodles entre si, e não Poodles com raças menores. Os franceses usavam o Poodle padrão maior para caçar patos, e o Miniatura para farejar trufas nas florestas. O principal trabalho do pequeno Toy, por outro lado, era servir de companhia para a nobreza e das classes ricas de mercadores. Durante a Renascença muitas vezes costumavam carregar os Toys dentro de suas mangas de roupas, apelidando-os de “cães de manga”.

Da França até os dias de hoje

Foi durante o século XVIII que os Poodles menores se tornaram muito populares e adorados pela realeza, e logo viraram uma companhia elegante para as damas fashionistas. Tornou-se também a raça favorita da aristocracia francesa e eventualmente tornou-se o cão nacional da França. Os Poodles entraram para as exposições no final dos anos 1800s.

O Clube da Inglaterra registrou o primeiro Poodle em 1874, com o primeiro clube inglês chegando ao cenário dois anos depois. Não se sabe com certeza quando os Poodles vieram para os Estados Unidos, mas a AKC registrou o primeiro em 1886. O Clube do Poodle da América foi fundado em 1896, mas foi abandonado logo depois. Ao mesmo tempo, a sua popularidade nos Estados Unidos diminuiu, tanto que por volta de 1920s, Poodles quase desapareceram na América do Norte.

Em 1930, a raça deu uma volta por cima até que hoje é uma das raças mais populares na América. Grandes entusiastas da raça restabeleceram o clube em 1931. Ainda assim, Poodles eram praticamente raros até após a Segunda Guerra Mundial, mas por volta de 1950, entretanto, o Poodle se tornou a raça mais popular do país, uma posição que ainda mantém por 20 anos.

Aparência do Poodle

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Poodle preto exibindo a sua tosa mais pomposa. (Créditos/Copyright: “Laila Kazakevica/Shutterstock”)

Os Poodles possuem uma aparência muito elegante, que tem como principais características uma pelagem encaracolada, fina e macia de textura similar às ovelhas cobrindo todo o seu corpo. Essa pelagem pode ser tanto uma benção como um castigo. Uma benção porque não cai muito, e assim faz com que o Poodle seja mais tolerado entre aqueles que são alérgicos. Mas os pelos – ou o que as pessoas escolhem para fazer com ele – é o que faz com que as pessoas desistam do Poodle ao considerá-lo.

Os Poodles de exibição são enfeitados e mantidos com uma aparência que pode virar um pesadelo. Eles podem não soltar tantos pelos, mas exigem cuidados e manutenção a cada 4 a 6 semanas. Alguns donos aprendem a usar as ferramentas de tosa e fazem o trabalho eles mesmos, mas a maioria depende de profissionais para este trabalho. Seja lá qual for a escolha, é essencial cuidar dos seus pelos encaracolados, porque sem a tosa regular eles rapidamente ficam emaranhados podendo causar infecções de pele dolorosas nas raízes.

A sua pelagem vem com uma variedade de cores sólidas: apricot, preto, cinza, marrom, café com leite, creme, castanho avermelhado, prata, bege prateado, branco e ainda combinações de preto com todas essas outras cores. Seu comprimento é aproximadamente o mesmo que a sua altura. Possuem uma cabeça pequena arredondada que parece ser muito maior por causa do pompom de pelos muitas vezes deixado no topo dela.

Possuem um focinho reto, longo e estreito que se estende levemente da face terminando em um pequeno nariz escuro, com uma parada leve, porém definida. Suas orelhas são largas, longas e cobertas por menos pelos encaracolados, caindo sobre a cabeça.

Seus olhos escuros em formato de amêndoas saltam da sua face peluda. Os Poodles possuem costas retas, lisas, pernas finas e patas ovais com dedos bem arcados cobertas de pelos. Sua cauda é amputada ou pra cima. Os 3 tamanhos, toy, miniaturea e padrão, são todos considerados a mesma raça, apenas diferindo no tamanho.

Quando tosados para mostrar os padrões da raça, seu corpo deve aparentar uma aparência quadrada. Existem 3 estilos de tosa diferentes: tosa filhote (raspa a face, graganta, pés e base da cauda), continental (raspa aparte de cima das patas e patas traseiras) e sela inglesa (similar a continental sem raspar as patas traseiras).

Ambiente Ideal do Poodle

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Poodle apricô deitado no deck de madeira de sua casa. (Créditos/Copyright: “Teemu Tretjakov/Shutterstock”)

O Poodle pode viver perfeitamente em locais pequenos, pois não precisa de jardim para se exercitar, principalmente o Toy e o Miniatura, já o Padrão requer mais espaço, mas não é tão ativo que necessita necessariamente de um jardim. Por esta razão, estão entre as melhores raças para apartamentos. Poderia viver tanto no campo como na cidade, pois com exercícios suficientes, não costumam ser muito ativos dentro de casa.

Eles são perfeitamente capazes de ficar deitados aos pés de seus donos ou aconchegados no sofá quando estiverem dentro de casa, embora adorem brincar ao ar livre e gostarem também de atividades que estimulem a mente. Eles preferem morar dentro de casa junto à família, principalmnete o Toy e o Miniatura. A raça é excelente para pessoas mais velhas, por não precisarem de muitos exercícios. Contudo, também se dão bem com crianças mais velhas e outros animais.

Temperamento & Personalidade do Poodle

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Poodle adulto olhando o movimento da rua através de uma janela de vidro. (Créditos/Copyright: “Tomi Murphy/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Poodle precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu cãozinho cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Poodle é extraordinariamente inteligente, amável, leal e bastante levado. Doce, alegre, espirituoso e animado, adora estar mesmo ao redor de pessoas. Além disso, é agradável, muito divertido e está sempre disposto. Apesar da sua aparência nobre, o Poodle tem um lado pateta que adora brincar — ele está sempre pronto para qualquer tipo de jogo ou brincadeira. Além disso, por adorar estar com pessoas, está sempre ávido a agradar. Tudo isso combinado à sua legendária inteligência, o torna um cão altamente treinável.

Dizem que o Poodle é conhecido pelo seu “ar de distinção”: uma atitude digna difícil de descrever, porém fácil de notar.

Embora tenha essa aparência notável e inconfundível, a sua maior característica é mesmo a sua inteligência. Muitos até dizem que toda esta inteligência é quase humana, uma incrível esperteza que surpreende a todos. Mas claro, cães inteligentes podem ser difíceis de conviver. Eles aprendem rápido — os bons e os maus hábitos — e eles são capazes de lembrar de tudo. Um Poodle não acha que é um cão, mas uma pessoa — e ele não está brincando.

Ele deseja estar presente em todas as ocasiões familiares, seja participar de festinhas todo fantasiado, a ir aos treinos de futebol, correr pela praia e ainda mergulhar no mar junto ao seus donos. Por isso, nem pense em excluí-lo destas atividades ou deixá-los sozinhos por longos períodos de tempo. O Poodle não aguenta ficar sozinho por muito tempo e nem com frequência, e pode tornar-se destrutivo e começar a latir em excesso, pois por ser inteligente é capaz de canalizar o seu tédio de maneiras bem desagradáveis. Seja qual for o seu tamanho, ele é um cão ativo, e prefere estar sempre junto à sua família.

Por esta razão, o Poodle é bastante protetor do seu lar e família, e se estranhos se aproximam da casa, ele certamente irá soar o alarme latindo para que o dono tome conhecimento. E embora seja afetuoso com a família, ele pode levar um tempo até se acostumar a novas pessoas.

Ele pode até latir bastante, mas pode ser treinado para quebrar este comportamento. Eles também precisam de socialização desde cedo para evitar que fiquem ainda mais tímidos com estranhos. Os Poodles não devem ser surpeendidos, assustados ou provocados, pois são delicados e podem até morder, principalmente os menores, como o Toy e o Miniatura.

Qualquer Poodle bem criado terá um temperamento calmo e não deverá ser tímido ou ríspido, especialmente se for exercitado o suficiente para queimar toda a sua energia natural. Sem o tipo e a quantidade adequada de exercícios eles se tornam teimosos e anti-sociais.

Eles também costumam ser bons com animais de estimação e outros cães. Mas para isso, eles precisam de regras e limites para saberem o que podem ou não fazer. O Poodle Toy é mais adequado para crianças mais velhas, e as pequenas devem ser supervisionadas na presença deles para evitar que sejam machucados em brincadeiras grosseiras. Apesar disso, eles costumam ter um enorme senso de humor e são palhaços por natureza. Ser o centro das atenções faz eles muito felizes. Eles possuem uma enorme capacidade para comportamentos variados e truques que involvem o cérebro e agilidade.

Poodles adoram aprender e só querem agradar. Ensine-o truques e até qualifique-o para cão de terapia para que possam desempenhar tarefas para pessoas em locais como hospitais e clínicas. Poodles de todos os tamanhos podem ser cães de terapia. A sua natureza simpática e alegre ao se engajarem com pessoas fazem com sejam naturais para esse trabalho.

Entretanto, para todas as semelhanças entre as três raças, há algumas pequenas diferenças em comportamento. Poodles Padrão são ativos e energéticos, mas tendem a ser um pouco mais reservados e mais calmos que o Miniatura e o Toy. Eles gostam de ter uma tarefa para fazer.

O Miniatura segue seus donos por todo lado e é o mais ativo dos três. Por serem maiores que o Toy são mais adequados para crianças menores, sendo que ambos, o Miniatura e Toy são mais teimosos e mais levados que os Padrões.

Se o Poodle for tratado como um príncipe ou princesa, ele ou ela vai mesmo achar que é um(a). É fácil criar um monstrinho mimado com atenção demais. Mesmo que o Toy ou o Miniatura gostem de dormir no seu colo, eles precisam ser cães reais: eles precisam de treinamento consistente, exercício e caminhando ao invés de ser carregado constantemente. Qualquer Poodle precisa de liderança consistente, firme ou ele mandará em você.

Se você deixar que o seu cão mande em você, isso se torna um grande problema. Não é bom e nem inteligente, é um fator de dominância e irá criar problemas ainda maiores no futuro. Não permita que o seu cão desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando. Isto pode causar vários níveis de comportamentos negativos, incluindo tornar-se obstinado demais, teimoso, ciumento, ansioso, latir demais, morder e surtar ao tentar mandar em seu dono.

Podem se tornar aversos a estranhos e não confiáveis ao redor de crianças e até adultos. Se você acostumá-lo a alimentá-lo com sobras, podem se recusar a se alimentar, para mostrar a sua dominância ao invés de falta de apetite. Podem se tornar agressivos. Todos estes comportamentos nao são típicos da raça, mas comportamentos que resultam da forma como que os humanos tratam seus cachorros, deixando que eles mandem na casa.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha. Com regras e limites para seguir, o Poodle saberá o que deve oue não deve fazer, assim como caminhadas diárias para relaxar e gastar energia física e mental ajudarão a manter um bom comportamento.

Desta forma, o Poodle é capaz de apresentar um temperamento totalmente diferente e muito mais agradável. Não é justo colocar todo este peso em um cão tão pequeno, para que ele ache que deve colocar o seu dono na linha. Logo que você começar a mostrar ao seu Poodle que é capaz de ser o seu líder, firme e estável, ele poderá relaxar e ser o cão maravilhoso que sabe ser. O Poodle perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes.

Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Poodle

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Poodle adulto todo branco posando no parque ao exibir sua tosa elegante. (Créditos/Copyright: “Tootles/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Poodle à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Os Poodles são cães de alta manutenção. Eles precisam de cuidados e manutenção regulares, de preferência a cada 3 a 6 semanas, as vezes até mais para manter os seus pelos encaracolados em boas condições. Se estiver considerando um Poodle, considere também despesas com manutenção dos seus pêlos — como banho, tosas, etc. Mas não se assuste.

Há muitas maneiras de estilizar os pelos para facilitar os cuidados. Alguns donos até simplesmente raspam tudo. Mas mesmo se optar pela tosa completa, o Poodle ainda precisa ser escovado, banhado e aparado semanalmente para que os pelos continuem macios, curtos e sem nós.

A maioria dos donos acaba optanto por serviços profissionais, mas se você for dedicado e tiver tempo, pode aprender a cuidar do seu Poodle sozinho. Mas mesmo que deixe que um profissional lide com a parte complicada, o seu Poodle ainda vai preciar de escovações diárias. Por não soltarem pelos como outras raças, os pelos soltos ficam presos à sua pelagem, e à não ser que sejam escovados diariamente, isso faz com que os pelos se embaraçem rapidamente.

Muitos Poodles possuem olhos que lacrimejam e acabam manchando os pelos embaixo dos olhos. Quanto mais claro for a pelagem, mais as manchas aparecerão. Para evitar ou diminuir as manchas, limpe ao redor dos olhos e face todos os dias com solução adequada para cachorros ou com água morna.

Cheque também as orelhas toda semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que podem indicar uma infecção, depois limpe-as semanalmente com algodão em solução de PH balanceado para evitar problemas. Raças com orelhas caídas são mais suscetíveis à infecções porque a orelha do canal permanece escuro e molhado. Pelos também costumam crescer dentro do canal do ouvido e precisam ser cortados.

Cuidados especiais para exposições

Cuidados maiores serão necessários se o Poodle for competir em exposições. Existem 3 tipos de tosa e a mais comum é chamada de “tosa pet”, “tosa filhote” ou “tosa ovelha” em que os pelos são tosados bem curtos e rentes à pele.

Para exposição os mais populares são o “sela inglesa” e “continental” em que a face, garganta, topo das patas e base da cauda são raspadas, enquanto a metade da traseira é tosada e braceletes são deixados mais longos ao redor dos tornozelos, e pom-poms são deixados na ponta da cauda e na cintura. Outros estilos de tosa menos populares são: a tosa continetal modificada, tosa town & country, tosa canil ou utilidade, tosa de verão e a tosa Miami biquini.

Atividade & Exercícios do Poodle

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Poodle apricô correndo alegre pelo jardim. (Créditos/Copyright: “tsik/Shutterstock”)

Os Poodles precisam de muita interação com pessoas. Mas também precisam de estímulos mentais e exercícios físicos. Suas necessidades podem ser supridas com caminhadas curtas diárias, amplas oportunidades de correr livremente em jardim ou locais seguros e jogos dentro de casa. O Poodle Toy exige menos exercíciso que o Padrão. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Poodle

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Poodle marrom filhote e seus caichinhos encaracolados. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Poodles são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Nem todos eles terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Embora todos os Poodles, não importando o tamanho, sejam a mesma “raça”, eles não possuem os mesmos problemas de saúde.

Mas o Toy e o Miniatura compartilham dos mesmos problemas comuns nas raças menores, como rótulas de joelhos que saem do lugar (luxação patelar), dificuldades de respiração causadas por colapso de traquéia, e problemas dentários por causa de muitos dentes em suas bocas pequenas.

Embora tenham uma das maiores longevidades caninas, de 13 a 15 anos de vida, os Poodles estão sujeitos a muitas doenças genéticas. Alguns são suscetíveis a IMHA (Anemia Imune Mediada Hemolítica), diabetes, epilepsia, problemas de coração, infecções de ouvido e problemas digestivos. Problemas de visão como cataratas, olhos lacrimejantese, glaucoma e atrofia progressiva da retina que podem causar até cegueira.

Os Toy que não são tosados da forma correta também podem desenvolver irritações na pele e feridas. Sendo também comuns as alergias devido a shampoo ou outros produtos para aprimorar a cor dos pelos ainda mais. Um dos problemas de pele que podem afetar os Poodles Toy e Padrão é adenite sebácea, uma inflamação nas glândulas sebáceas que causa perda de cabelo e outros problemas de pele.

Doença de Addison e Síndrome de Cushing são lados de uma mesma moeda. Em cães com Doença de Addison, as glândulas supra-renais não produzem o hormônio cortisol suficiente, e os cães se tornam letárgicos, depressivos e intolerantes ao stress, podendo ter problemas digestivos. Cães com Síndrome de Cushing, as glândulas supra-renais produzem muito cortisol. Outro problema hormonal é o hipotiroidismo, onde os níveis de hormônio da tiróide são insuficientes. Outros problemas em potencial deles incluem doença de vonWillebrand e Hemofilia, surdez, doença de Legg-Calvé-Perthes, que causa a redução do suprimento de sangue para os ossos, causando a sua degradação.

Treinamento do Poodle

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Poodle branco adulto brincando na praia. (Créditos/Copyright: “huyangshu/Shutterstock”)

Esta raça inteligente aprende rapidamente, mas seus donos devem ter cuidado: é tão fácil ensiná-lo os maus hábitos quanto os bons, portanto se você for um novato, tente aulas de obediência com um treinador profissional. E isso serve para todos os tamanhos. Muitos donos de raças pequenas ignoram o treinamento, e acabam tendo um cão mal comportado.

Com o treinamento adequado, eles são capazes de entender o que se espera deles e ainda podem aprender uma enorme variedade de truques e jogos. E os Poodles adoram todo o processo, e qualquer esforço dispensado ao treinamento deles pode trazer grandes recompensas. Socialização desde cedo é altamente recomendada também. Por serem inteligentes, são considerados uma das raças mais treináveis que existem, fazendo com que o treinamento seja um processo simples e agradável.

Porém, eles são sensíveis e não respondem bem aos métodos duros ou severos. Eles prosperam com firmeza, justiça, paciência, consistência e recompensa. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Cães de Companhia

Pug

O Pug é uma raça de cão de companhia de pequeno porte originária da China. Tal afirmação é baseada no fato de terem encontrados cães similares na Ásia Oriental por volta de 1700 a.C. Mas foi apenas quando levada à Europa, primeiramente pelos holandeses e em seguida pelos ingleses, é que a raça atingiu o padrão conhecido dos dias de hoje. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Pug


Origem: China
Data de origem: 400 BC / 1700 a.C.
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia – Molossóides de pequeno porte / Mastiff / AKC Grupo Toy.
Função original: Cão de colo
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: mop, mol, carlin, carlino, cão-pug
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 30 cm a 36 cm / Fêmeas de 25 cm a 30 cm
Peso: Machos de 6 kg a 9 kg / Fêmeas de 6 kg a 8 kg
Cores: prata, amarelo acastanhado ou apricô e preto, com focinho preto ou máscara.
Pelos: curto
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil):CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Pug


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trio de Pugs apricôs e preto juntos no campo após uma caminhada. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

Adotada pela realeza européia da época, o Pug foi a raça preferida de Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, conquistando diversos nomes dependendo do país em que viveu e espalhando a sua popularidade pelo mundo, cconservando-a até os dias de hoje. O Pug é uma das raças mais populares e mais vendidas no mundo.

Pelo seu tamanho e por não necessitarem de muito exercício, o Pug é o tipo de cachorro ideal para apartamento. Pugs são cachorros braquicefálicos, ou seja, cachorros de focinho “achatado”, característica esta que faz com que seu sistema respiratório superior seja comprimido, o que diminui a sua tolerância ao exercício físico e temperaturas elevadas, levando muitas vezes a dificuldades de respiração.

Esta é a sua maior característica: o rosto enrrugado que denota um ar carrancudo que até lhe rendeu o apelido holandês “mopshond”, que significa “resmungar”, apesar da sua natureza brincalhona e amável. O Pug é conhecido por ser o palhaço do mundo canino e por ter um enorme senso de humor e gostar de se mostrar. Por isso não deixe que a sua cara enrrugada lhe engane: O Pug está sorrindo por dentro, está rindo de você e com você — e está também tentando fazer você rir. Os cães vivem para se divertir, esse é o segredo da sua popularidade duradoura.

Por gostar tanto de diversão, o Pug também adora crianças, não é à toa que está entre as melhores raças para crianças. Não tem nada que deixa o Pug mais feliz que ficar perto do seu dono e da sua família, por isso está sempre seguindo alguém pela casa — nada o deixa mais feliz que se sentir parte da família em todos os momentos. Ele é uma raça inteligente, porém pode ser um pouco teimosa e cabeça-dura, mas sempre agradável e querendo agradar, ficando até doentes e magoados quando ignorados.

Em geral são afetuosos, leais, brincalhões e levados. O seu pelo fino, curto e macio pode ser preto sólido, prata ou apricô com marcas escuras bastante definidas. Com rugas profundas na testa e enormes olhos escuros e lustrosos, o Pug tem quase uma expressão humana. Se treinados e socializados da maneira correta, costumam se dar bem com outros cães e gatos.

Origem da raça Pug

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Pug filhote preto em cima do banco do parque. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

O Pug possui origens desconhecidas, o que já provocou grandes debates entre os amantes da raça. Acredita-se porém, que o Pug tenha originado antes de 400 AC na Ásia, contudo não se tem total certeza. Outros acreditam que comerciantes holandeses trouxeram a raça do Leste Europeu. Dizem também que a raça pode ter descendido do Pequinês de pelos curtos, enquanto outros acreditam ter sido o resultado do cruzamento com um pequeno Buldogue, sendo que uma terceira teoria afirma que o Pug seria uma miniatura do Mastife francês ou Dogue de Bordeaux.

Os Pugs na China

Embora a sua ancestralidade tenha sido perdida na antiguidade, o Pug é uma exceção no grupo Toy por ser a única raça que descende dos antigos mastifes, retendo muitas de suas características. Por esta razão, uma das teorias mais aceitas é a de que os Pugs tenham se originado mesmo na China, datando por volta da Dinastia Han, entre 206 A.C e 200 D.C. É uma raça bastante antiga, uma das várias miniaturizadas na Ásia, onde já foi o animal de estimação favorito dos monastérios Budistas no Tibet muitos séculos atrás.

Por isso, alguns historiadores acreditam que o Pug esteja relacionado com o Mastife Tibetano, que eram presenteados aos Imperadores da China vivendo em acomodações luxuosas, as vezes até protegidos por guardas. Os Pugs são um dos três tipos de cães de focinho achatado conhecidos por terem sido cruzados pelos chineses: o “cão-leão” Pequinês e o Lo-sze, que era o antigo Pug.

Na China, as rugas faciais do Pug eram uma característica essencial da raça, uma espécie de “marca do príncipe”, ou ruga vertical da testa, uma semelhança com o caractere chinês para “príncipe”. Por esta razão, alguns historiadoresa acham que os famosos “Cães Foo” da China são representações do antigo Pug.

O Pug no Japão e no resto do mundo

Ao final dos anos 1500 e início dos anos 1600, a China passou a comercializar com outros países e assim, a raça chegou ao Japão e ao resto da Europa onde tornaram-se os favoritos da realeza européia rapidamente, e até tiveram papéis importantes na história de muitas destas famílias. Na Holanda, por exemplo, o Pug se tornou o cão oficial da Casa Laranja.

Chegados ao país através de comerciantes da Companhia de Comércio Holandês e Leste da Índia, um deles tornou-se bastante popular devido a um episódio envolvendo o Príncipe William III, que teve a sua vida salva quando o seu Pug soou o alarme ao escutar soldados espanhóis se aproximando em 1572.

Quando o príncipe foi para a Inglaterra em 1688 com sua esposa, Maria II, para se apossar do trono de James II, trouxeram Pugs com eles. Na França, por volta de 1.790, já haviam Pugs, Maria Antonieta tinha um Pug antes de se casar com Luis XVI, e a esposa de Napoleão, Josephine, também possuía um que costumava carregar mensagens em sua coleira para Napoleão quando estava aprisionada.

No início de 1800, Pugs foram padronizados como raça com duas linhas tornando-se dominantes na Inglaterra – a linha Morrison que descendiam dos cães reais da rainha Charlotte, esposa de George III; e outra linha desenvolvida pelo Lorde e Lady Willoughby d’Eresby, vinda de cães importados da Rússia ou Hungria. Enquanto isso na China, os Pugs continuaram a ser criados pelas famílias reais.

Quando os ingleses invadiram o Palácio Imperial Chinês em 1860, descobriram vários Pequineses e Pugs e trouxeram muitos exemplares de volta com eles para a Inglaterra, onde foram exibidos pela primeira vez em 1861. Nos Estados Unidos, os Pugs foram introduzidos depois da Guerra Civil, e a raça foi reconhecida pela AKC em 1885, e fundado em 1931, o primeiro Clube de Cão Pug da América.

O Pug tem sido conhecido por muitos nomes: mopshond na Holanda (referindo-se as suas tendências de resmungar); mops na Alemanha e Pug holandês ou chinês na Inglaterra. A palavra “pug” deriva-se tanto do Latin “pugnus”, que significa murro, por causa da sua face que parece uma mão fechada; ou dos “macacos sagui pug” animais de estimação muito populares no século XVIII com os quais os Pugs se parecem. Seja lá qual for o seu nome, uma coisa é certa: o seu lema oficial “multum in parvo” que significa “muito em pouco” se encaixa perfeitamente.

Aparência do Pug

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Pug da cor apricô e sua carinha fofinha irresistível. (Créditos/Copyright: “Nature Art/Shutterstock”)

O Pug é uma raça muito comum. A sua cabeça é grande e redonda, coberta por dobras como uma pequena versão do Shar Pei ou Buldogue. Pugs possuem um focinho extremamente curto que parece ter sido achatado, uma característica das raças braquicefálicas, com um nariz preto, como se tivessem uma máscara negra na face, com uma “marca de polegar” bem definida na testa e um caminho negro abaixo do centro das costas. Suas verrugas nas bochechas são chamadas de “pontos de beleza”.

Sua cara fofinha e seus olhos redondos enormes são sempre cheios de expressões, sempre suaves e solícitas, e suas orelhas são macias e aveludadas, complementando sua aparência fofa. O Pug possui a característica de mandíbula chamada de “undershot”, quando a arcada de dentes de baixo se estende além da arcada de cima. Embora pequenos, o Pug possui um corpo compacto, pescoço largo com uma papada que termina em um corpo largo e quadrado. Os Pugs possuem pernas curtas e magras, e um rabo encaracolado que cai sobre as costas. Uma pelagem curta, macia e lisa cobre todo o seu corpo, nas cores castanho e preto, prata ou apricô.

Ambiente Ideal para o Pug

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Dupla de Pugs filhotes emc iam da cama trocando carinho de irmãos.(Créditos/Copyright: “Marcia Moreno/Shutterstock”)

Por serem pequenos, quietos e relativamente inativos quando dentro de casa, são uma excelente escolha de raça para apartamentos ou pequenos espaços, desde que tenham oportunidades de caminhar e de se exercitar de forma moderada.

Devido ao seu focinho achatado, como toda raça braquicefálica, não se adapta bem a climas extremamente quentes ou frios demais e muito húmidos, por esta razão devem ser mantidos dentro de casa. Além disso, adoram ficar perto de seus donos e não gostam de ficar sozinhos. Apesar de brincalhões e alegres, não precisam necessariamente de um jardim para brincar e costumam gostar da companhia de outros animais para não se sentirem abandonados.

Temperamento & Personalidade do Pug

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Pug no colo da sua dona como ele gosta. (Créditos/Copyright: “Africa Studio/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Pug precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Pug cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Pug é sagaz e está sempre com uma atitude alegre, animada e espirituosa. Ele é leal e afetuoso com relação a sua família. Brincalhão, vívido e atrapalhado, com certeza irá fazer todos rirem com seu jeitinho engraçado. Eles podem ser bons cães de guarda, muito leais, mas não costumam ser to tipo escandalosos, e não espere que eles caçem ou tragam de volta presas.

Os Pugs se dão bem com outros cães e animais de estimação, e ainda se comportam de maneira impecável com visitantes. Além disso, são uma das excelentes raças para conviver com crianças. Eles exigem muita socialização e podem ser ciumentos se ignorados pelos seus donos.

Os Pugs foram criados para serem cães de companhia, e é isso que fazem de melhor. O Pug precisa de afeição — e costuma praticamente implorar por atenção, além de ter a tendência a ser sedentários, felizes de apenas deitar no seu colo enquanto você lê um livro ou assiste a um filme — portanto, ficam muito infelizes se a sua devoção não for recíproca. O que eles mais gostam na vida é ficar junto de seu dono o dia inteiro.

Pugs também costumam levar treinamento à sério – quer dizer, eles sabem treinar seus donos direitinho para mimá-los. Eles amam comer e é muito difícil resistir a sua carinha “pidona” quando eles querem implorar por alguns pedacinhos de comida. Eles também possuem uma péssima reputação com relação ao treinamento para fazer suas necessidades em locais específicos ou fora de casa. Mas, se você aprender a ler a sua linguagem corporal, eles são capazes de lhe mostrar quando precisam sair para fazer suas necessidades. Estes cães podem ser teimosos se sentirem que são mais fortes que os humanos ao seu redor.

Os Pugs são sensíveis ao tom da sua voz, por isso punições muito duras são desnecessárias. Eles precisam de donos calmos, mas firmes, confidentes e consistentes com as regras. Você tem que ser o líder do bando.

Pugs que não possuem fortes líderes podem ficar ciumentos, e começar a apresentar uma série de comportamentos inadequados como se apoderar de móveis na casa, comida, brinquedos ou outros locais da casa em que vivem. Este tipo de comportamento é conhecido por Síndrome do Cão Pequeno, e só acontece quando os cães são permitidos a tomar conta da situação, sendo corrigido quando o dono retoma o controle, pois é muito estressante para um cão ter que manter os seus humanos na linha.

O Pug perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Pug

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Pug Mãe e filho deitado juntos no banco do parque. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pug à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O seu pelo macio e curto é fácil de cuidar. Escove e penteie os pelos dele com uma escova e pente firmes e use shampoo apenas quando necessário. Seque-o bem depois do banho para que ele não fique com frio ou se resfrie. Os olhos e as dobras devem ser limpas regularmente para prevenir infecções.

A área do focinho também deve ser limpa, pois ele tem a tendência a babar. O Pug precisa de apenas o mínimo de exercícios, mas necessita de cuidados com a sua dieta para não ganhar peso. Pugs também soltam bastante pelos o ano inteiro, mas uma maior quantidade durante a primavera quando vivem em locais onde as 4 estações são mais definidas.

Atividade & Exercícios do Pug

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Pug correndo livremente na praia. (Créditos/Copyright: “gp88/Shutterstock”)

Os Pugs são cães fortes com pernas curtas e retas. E precisam fazer caminhadas, curtas, porém diárias. Enquanto caminham, precisam estar ao lado de quem segura a guia, que por instinto mostre a ele que o líder lidera o caminho, e este líder precisa ser humano. Eles adoram jogos energéticos e serão mais saudáveis se tiverem oportunidades regulares para se exercitarem.

Mas cuidado para não exagerar, especialmente se começarem a ficar ofegantes ou espirrar, pois se cansam rapidamente e a sua dificuldade de respiração pode se agravar. Eles são bastante vívidos, e embora sejam ativos dentro de casa, não precisam necessariamente de um jardim. Eles gostam de caminhar, mas precisam ter água sempre disponível, pois possuem tendência a superaquecer e não conseguem resfriar o corpo rapidamente. Eles costumam se adaptar a qualquer meio e podem se exercitar conforme tiver oportunidade.

Contudo, são preguiçosos, e por isso é necessário que as atividades físicas sejam regulares, até porque também ficam obesos com facilidade. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Pug

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Filhote de Pug preto deitado no chão. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Pugs são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

O formato da cara do Pug faz com que seus olhos sejam mais suscetíveis a lesões e que ele tenha dificuldades de respiração e alergias por causa do seu focinho curto e achatado, fazendo com que ele espirre e ronque com frequência. Eles também possuem uma condição chamada de síndrome braquicéfalo, comum em raças braquicefálicas como ele, caracterizada por narinas comprimidas e um palato mole alongado, que também podem causar problemas respiratórios, especialmente em climas úmidos, ou se ficarem obesos.

Por causa dos glóbulos oculares enormes, os Pugs podem ter uma variedade de problemas nos olhos, desde arranhões e inflamações nas córneas a proptose, uma condição que ocorre quando o glóbulo ocular é retirado de órbita e a pálpebra fica presa por trás dele); distiquiase ou crescimento anormal dos cílios as margens dos olhos resultando em arranhões nos olhos; atrofia progressiva retinal, uma doença degenerativa das células visuais da retina que leva à cegueira; entropio, quando a pálpebra de baixo dobra-de para dentro dos olhos causando irritação; ceratoconjuntivite seca, ceratite pigmentar ou olhos secos causados por não produzir lágrimas o suficiente para irrigar os olhos.

É essencial manter os Pugs frescos, limitar seus exercícios físicos em dias muito quentes, e restringir a quantidade de comida deles para mantê-los em um peso saudável. O Pug possui dificuldade em dissipar o calor e nunca deve ser deixado em climas muito quentes ou esquecidos dentro do carro por longos períodos sem ar condicionado. Costumam pegar resfriados facilmente e ficam estressados tanto em climas muito quentes como frios. O Pug também possui o que chamamos de “espirro em reverso”, uma forma de ajuste ao ofegar e bufar para remover fluídos debaixo do palato.

O Pug é também suscetível a Encefalite de Cão Pug ou PDE, uma inflamação do cérebro que acaba aparecendo na fase adolescente dos Pugs geralmente entre os 2 e 3 anos. Alguns problemas ortopédicos também podem ocorrer. Como muitos cães menores, os Pugs podem ter também uma deformação nos quadris chamada doença de Legg-Calvé-Perthes, que reduz o fornecimento de sangue para a cabeça da perna traseira causando a degradação. Os cães de focinho curto, incluindo Pugs, podem nascer com uma condição na espinha dorsal chamada de hemivertebra, em que os ossos da espinha ficam deformados.

As rótulas dos joelhos dos Pugs também podem sair do lugar, uma condição chamada de luxação patelar. E embora seja classificado como cão Toy, o Pug também pode estar predisposto a ter displasia de quadril. Os Pugs ainda podem vir a ter algumas doenças de pele como Cheyletiella Dermatite ou caspa móvel causada por um pequeno ácaro; sarna demodéctica ou demodicose, causada por um outro tipo de ácaro, infecção pela bactéria estafilococo que desenvolve espinhas e folículos pilosos infectados se o seu sistema imunológico estiver estressado e infecção por fungos, que causa mal cheiro, pele escura e escurecida.

Além disso, Pugs podem ter epilepsia idiopática ou convulsões sem razão, degeneração dos nervos, sensibilidade de vacinas, problemas dentários e defeitos no fígado, sendo que as fêmeas no geral precisam fazer cesáreas por causa do tamanho das cabeças dos seus filhotes. Mesmo assim, os Pugs estão entre os cães de maior longevidade canina.

Treinamento do Pug

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Filhote de Pug preto na grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Natalia Fadosova/Shutterstock”)

O Pug pode ser um pouco teimoso de vez em quando, mas está sempre querendo agradar. Fazer do treinamento algo divertido chamará a sua atenção e irá mantê-lo atraído. Usar variedade de métodos de treinamento pode funcionar com o Pug, pois eles se entediam facilmente. É uma das raças mais difíceis de serem treinadas, por isso consistência é necessário. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Treino de obediência desde cedo é bastante recomendável para que o treinamento seja mais eficiente e mais fácil quando ele estiver maior e mais velho.

Além disso, é necessário ser gentil ao treiná-lo, pois ele é sensível ao tom de voz do seu dono. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos de treinamento, o da “caixa” é bacana se for preciso adaptá-lo a algum ambiente confinado e seguro por razões de segurança e conforto.

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Shih Tzu

O Shih Tzu é uma raça canina antiga com um leve toque sagrado em seu histórico. Apesar de ter sido originado no Tibet, o Shih Tzu está mais associado à China, onde eram reverenciados e venerados pela realeza Chinesa como animais de estimação dos palácios durante a Dinastia Ming. O nome Shi Tzu significa “pequeno leão”, em menção aos leões sagrados chineses e seu nascimento perdeu-se em meio a antigas lendas, embora saiba-se que alguns exemplares foram dados de presente ao imperador da China em 1640. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Shih Tzu

Origem: Tibet / China
Data de origem: meados de 1640
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de companhia / AKC Grupo Toy / Cães Pastores Não-esportistas.
Função original: cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: cão leão, cão crisântemo
Tamanho: porte pequeno
Altura: 28cm
Peso: de 4 kg a 7 kg
Cores: variadas combinações de branco, preto, vinho, cinza, castanho.
Pelos: longos, lisos e levemente ondulados.
Manutenção Expectativa de vida Filhotes:
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CCR, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Shih Tzu

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Grupo de Shi Tzus de todas as cores e possibilidades. (Créditos/Copyright: “Eric Isselee/Shutterstock”)

De acordo com historiadores, os Shih Tzus viviam no palácio cercados de cuidados extremos e isolados de outras raças. Apenas três séculos mais tarde, começaram a fazer parte dos lares das ricas famílias chinesas e de algumas outras no Ocidente. Por volta de 1920s, o primeiro casal foi levado para a Inglaterra, e a raça quase foi extinta durante a invasão japonesa em 1937, mas salva graças a criadores ingleses. Mais importações foram feitas, e a raça logo foi bem estabelecida.

A sua popularidade se espalhou por toda a Europa Continental e América do Norte, onde até hoje é bastante popular. Mas uma vez reverenciado por imperadores Chineses, o Shih Tzu parece não aceitar nada menos que o mesmo status. Mesmo assim, a sua percepção de que o mundo gira ao seu redor raramente é demonstrada com arrogância ou agressividade. Hoje, o Shih Tzu ainda apresenta um pouco desse mesmo comportamento régio, mas se destaca melhor na sua “tarefa” de ser um companheiro gentil e tranquilo.

O Shih Tzu é alegre e extrovertido, sempre com uma atitude amigável e confiável, embora a sua aparência arrogante. Compacto, porém levemente mais longo que alto, o Shih Tzu esconde um corpo firme debaixo do seu manto de pelos luxuosos. A sua expressão é sempre acalentadora e doce, mostrando-se sempre alerta e pronto para brincar. Os Shih Tzus possuem um comportamento animado e adoram passear e conversar com seus donos. Adoram brincar e correr, mas não exigem atividades físicas rigorosas.

É uma raça ideal para quem mora em apartamentos, senhores de idade, e até para quem gosta de viajar, desde que leve-o junto. O Shih Tzu costuma se adaptar a todo tipo de ambiente e aceitar bem novas pessoas, assim como outros animais. É bastante afetuoso com a sua família e uma raça excelente com crianças, desde que sejam mais velhas e comportadas. Só não curte ficar sozinho, e prefere a companhia dos donos o tempo inteiro. O seu nome pode até ser leão, mas ele não tem nada de feroz.

O Shih Tzu é um amante e não um caçador. Ele pode até latir para lhe avisar que alguém se aproxima, mas seu instinto protetor é raramente demonstrado. Afinal, ele foi feito para ser animal de estimação da realeza, e não um cão de guarda real. Por causa do seu porte pequeno, sua popularidade e temperamento nada agressivo, acabou entrando na lista das raças mais visadas e roubadas, por esta razão é melhor estar sempre de olho na sua segurança.

Origem da raça Shi Tzu

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Shi Tzu com sua carinha fofinha e irresistível. (Créditos/Copyright: “Judy Ben Joud/Shutterstock”)

Várias lendas, crenças e apelidos circundam a raça. Além do apelido “pequeno cão-leão”, o Shih Tzu é também chamado de “cão crisântemo” em alusão à forma com que os seus pelos da face crescem em todas as direções — fazendo com que a sua aparência seja como a da flor com o seu focinho sendo o centro.

O Shi Tzu e suas lendas

Diz uma das lendas sobre a raça diz que Buddha viajou com um cão cuja descrição física era a do Shih Tzu. Segundo a história, alguns ladrões vieram ao encontro de Buddha durante a sua viagem com o intuito de roubá-lo e matá-lo, mas o pequeno cãozinho teria se transformado em um feroz leão que espantou os malfeitores, salvando a vida de Buddha. O leão então se transformou de volta em um pequeno cão divertido e amável, que recebeu um beijo de agradecimento de Buddha. De acordo com a lenda, a mancha branca na cabeça dos Shih Tzus são as supostas marcas desse beijo.

Muitos ainda acreditam que os Cães Fu, os guardiões dos templos Budistas, são representações do Shih Tzu. Uma outra crença afirma que os Shih Tzus eram encarnações de deuses travessos domésticos, sendo que outros acreditavam que eles carregavam as almas de lamas que não tinham atingido o nirvana, a transcendência do desejo humano.

Uma outra lenda diz que o Shih Tzu seria o símbolo do amor entre uma princesa chinesa e um mongol. Sem esperança de se casarem, eles decidiram cruzar os representantes caninos de suas nações – o Pequinês Chinês e o Lhasa Apso Tibetano – para representar o que havia de melhor entre as duas culturas e o amor entre aqueles dois povos, e assim nasceu o Shih Tzu.

O Shi Tzu na China

Apesar das origens do Shih Tzu serem antigas, são cheias de controvérsias e mistérios. Alguns acreditam que a raça foi desenvolvida pelos monges tibetanos para serem presenteados a realeza chinesa. Especulam-se também que o Shih Tzu foi desenvolvido na China através de cruzamentos entre outras raças como o Lhasa Apso ou o Pequinês.

Mas, independente de onde a raça foi desenvolvida — seja no Tibet ou na China — está claro que o Shih Tzu era uma companhia muito estimada desde os tempos antigos. Pinturas, obras de arte e escrituras da Dinastia Chinesa retratam cães similares ao Shih Tzu. Sem dúvida, o Shih Tzu foi uma das raças mais estimadas na China por causa da sua associação com o Budismo e o seu status de cão sagrado durante o século XVII.

Porém, o Shih Tzu, como conhecemos hoje, se desenvolveu de forma única na China durante o reinado da Imperatriz Cixi. Os cães logo se tornaram favoritos da realeza chinesa e eram tão valiosos que por anos os chineses de recusavam a vendê-los, trocá-los ou dá-los. O Shih Tzu e o Pequinês até compartilham da mesma história, contudo, o Shih Tzu se diferencia do Pequinês pela presença do “cucoruco” no topo da sua cabeça, como um topete ou “pien-ji”.

O Shi Tzu da Inglaterra aos dias de hoje

Quando os ingleses invadiram o Palácio Imperial, a maioria dos cães foram perdidos, e a raça acabou sofrendo uma grande perda. Não foi até 1930 que o primeiro par de Shih Tzu foi importado para a Inglaterra, quando foram encontrados por soldados ingleses durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1935, foi exibido como o Lhassa Cão Leão da China; e foi tornando-se muito popular.

A mesma confusão aconteceu na Inglaterra, onde o Lhasa Apso e o Shih Tzu foram ambos agrupados como Apso (significando peludo). Logo depois que o primeiro Apso foi exibido, foram divididos em 2 raças distintas, com o menor, de crânio mais largo e focinho mais curto como Shih Tzu de Pequim, o seu nome coloquial chinês. Vieram para os Estados Unidos em 1938, e foram reconhecidos na Inglaterra em 1946.

Nos Estados Unidos, a raça começou a ficar popular em 1960, levando ao seu reconhecimento pela AKC em 1969. A sua popularidade continuou a crescer, e hoje é uma das raças mais populares.

Aparência do Shi Tzu

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Shi Tzu fêmea com seu penteado relaxando no jardim. (Créditos/Copyright: “f8grapher/Shutterstock”)

O Shih Tzu é um cão pequeno e firme com um corpo levemente mais comprido que alto. A sua cabeça é arredondada e ampla, larga entre os olhos e proporcional ao resto do corpo. O seu pescoço se junta de forma graciosa aos seus ombros, e no comprimento adequado para permitir uma postura naturalmente ereta. O seu focinho quadrado é curto, com alguns cm ou menos da ponta do nariz a sua parada definida.

O nariz é largo com narinas bem abertas. Nariz, lábios e pupilas são vinho escuro, azul e preto, a depender da cor do animal. Os dentes se encontram em nível ou em uma característica particular, chamada de mordida “undershot”, na qual q mandíbula inferior é levemente mais larga que a superior, e os dentes de cima ficam dentro dos dentes de baixo, ao invés de fora quando a sua boca está fechada. Os seus olhos são grandes, redondos e negros, mas mais claros nos cães de cor vinho e cinza.

Suas orelhas são grandes, caídas e baixas, cobertas por muitos pêlos. O seu peitoral é largo e profundo. A cauda é alta, bastante emplumada, e carregada em curva sobre as costas. Eles possuem membros musculosos, de boa ossatura, retos e bem separados debaixo do peitoral. Os cotovelos ficam próximos ao corpo e suas patas são firmes e retas. A sua dupla pelagem é densa e longa, caindo por todo o cão levemente ondulado. Seus pêlos acima dos olhos geralmente é preso em uma espécie de “chuquinha”.

Há uma barba e um bigode abundantes, sendo que no focinho os pêlos são curtos. As cores são variadas, dourado e branco, vermelho e branco, dourado com máscara preta, vermelho sólido, preto e branco, preto sólido, vinho sólido, vinho e branco, cinza azulado e branco, castanho e branco, e cinza e branco. Uma ponta branca na cauda e uma mancha branca na testa são altamente premiadas.

Ambiente Ideal para o Shi Tzu

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Shi Tzu todo arrumadinho fazendo manha. (Créditos/Copyright: “kuban_girl/Shutterstock”)

O Shi Tzu é um dos melhores cães para apartamentos que também se adapta muito bem seja na cidade como no campo, seja em fazendas ou em grandes mansões. O Shih Tzu é capaz de viver em qualquer ambiente, pois é altamente adaptável. O que ele não pode fazer é viver do lado de fora, pois é muito sensível a altas temperaturas e não gosta nenhum pouco de ficar sozinho.

O Shih Tzu é muito pequeno, muito humano e demais de sensível, por isso deve ficar dentro de casa, e se possível sempre perto do seu dono. Ele pode não precisar de um palácio, mas definitivamente precisa de um lar. É uma raça quieta, mas também ativa dentro de casa, mas pode viver muito bem sem um jardim.

Temperamento & Personalidade do Shi Tzu

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Grupo de Shi Tzus juntos fazendo a farra no parque. (Créditos/Copyright: “Annette Shaff/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Shih Tzu precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Shih Tzu cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

A personalidade do Shih Tzu é imensamente atraente, e até aqueles que nem curtem muito cachorros costumam não resistir a raça. O Shih Tzu simplesmente não permite que ninguém o ignore. Todas as raças de cães possuem um propósito — historicamente, o propósito do Shih Tzu era ser uma cão de companhia — e é exatamente o que ele deseja ser. Ele apenas deseja estar perto da sua família humana. Não espere que ele saia para caçar, guarde ou traga de volta presas ou outros objetos; não é do seu feitio e nem o seu estilo.

Afeição é a sua característica dominante, e o seu colo é o seu destino favorito. Ele fica mais feliz quando está com a sua família, dando e recebendo atenção e carinho.

Mesmo assim, o Shih Tzu não chega a ser um preguiçoso total. Ele é alerta e vívido e pode até latir para visitantes que se aproximem do lar. Mas não se preocupe, ele é capaz de fazer amizade assim que eles entrarem porta adentro. Aliás, eles adoram conhecer e saudar amigos e desconhecidos. Pode contar com eles para fazer amigos onde quer que vão!

Eles são extrovertidos e seguros, perspicazes e afetuosos. Eles só não gostam de serem separados de seus donos e podem até ficar destrutivos se deixados sozinhos por longos períodos de tempo. São dóceis e quietos, mas adoram brincar. O Shih Tzu é corajoso e obstinado, e esperam ser tratados como príncipes, sendo facilmente mimados. Ele pode também ser teimoso, mas não é nenhuma marca registrada da raça.

Ele pode não dar a mesma prioridade ao treino que você, e pode exigir mais paciência e tempo extra da sua parte para ser totalmente treinado. Mas ele pode ser extraordinário em competições de agilidade, o que prova que é capaz de seguir comandos.

O Shih Tzu precisa que todos os humanos de sua convivência na casa sejam líderes, colocando as regras da casa constantemente claras. Se você deixar que o seu cão mande em você, isso se torna um grande problema. Não é bom e nem inteligente, é um fator de dominância e irá criar problemas ainda maiores no futuro. Por causa do seu tamanho pequeno e da sua carinha adorável, é muito comum a raça desenvolver uma série de comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando.

Esta condição é chamada de Síndrome do Cão Pequeno que pode causar vários níveis de comportamentos negativos, incluindo tornar-se obstinado demais, teimoso, ciumento, ansioso, latir demais, morder e surtar ao tentar mandar em seu dono.

Os Shi Tzus podem se tornar aversos a estranhos e não confiáveis ao redor de crianças e até adultos, enquanto eles tentam e dizem o que querem que vocês façam. Eles serão obstinados ao defender a sua posição no topo do bando. Todos estes comportamentos nao são típicos da raça, mas comportamentos que resultam da forma como que os humanos tratam seus cachorros, deixando que eles mandem na casa.

Se o Shih Tzu tiver regras e limites para seguir, e saber o que deve e o que não deve fazer, assim como caminhadas diárias para relaxar e gastar energia física e mental, ele poderá apresentar um temperamento totalmente diferente e muito mais agradável. Não é justo colocar todo este peso em um cão tão pequeno, e fazer com que ele ache que deve colocar o seu dono na linha. Logo que você começar a mostrar ao seu Shih Tzu que é capaz de ser o seu líder, firme e estável, ele poderá relaxar e ser o cão maravilhoso que sabe ser.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

O Shih Tzu perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Shi Tzu

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Shi Tzu bicolor todo fofinho e carente. (Créditos/Copyright: “Eric Isselee/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Shih Tzu à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Manter os pelos do Shih Tzu maravilhosos é uma tarefa árdua. Escovar e pentear diariamente os pelos é necessário para prevenir embaraços, e ainda devem ser mantidos por profissionais mensalmente, assim como dar banhos frequentes, pelos menos uma vez por semana, para manter o brilho e aparência sedosa. Ao escová-lo certifique-se de fazer da raiz as pontas, tocando a pele, e penteie tirando toso os nós antes do banho, pois os nós tendem a ficar mais apertados quando molhados.

Use um secador de cabelos para secá-los e evitar que ele fique com frio. Entre 10 e 12 meses de idade, o Shih Tzu troca de pelo, e durante este estágio, é comum achar que eles se embaraçam mais rápido que você possa escová-los. Mas não se assuste, é temporário e dura cerca de 3 meses. Uma vez que os pelos de adulto cresçam completamente, as escovações ficam mais fáceis.

O seu rosto merece atenção diária, pois o Shih Tzu fica emporcalhado ao comer, e seus olhos lacrimejam também, por isso é necessário limpá-lo regularmente com pano úmido. É comum também usar uma “chuquinha” no topo da cabeça para evitar que os pêlos caiam sobre a sua face, especialmente nos olhos, que precisam ter cuidados especiais, sendo mantidos limpos. Penteie também o seu bigode e topete diariamente.

Atividade & Exercícios do Shi Tzu

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Shi Tzu fêmea no gramado exibindo todo o seu glamour. (Créditos/Copyright: “Capture Light/Shutterstock”)

Apesar do seu tamanho pequeno, o Shih Tzu precisa de exercícios diários. Mas por causa do seu tamanho, isso pode ser feito através de jogos dentro de casa ou curtas caminhadas ao redor do bairro, sempre na coleira. Ele não é extremamente ativo; fica contente com apenas deitar no seu colo, andar pela casa, brincar com seus brinquedos, ou correr para a porta pra saudar seus visitantes. Ele não se dá bem em climas úmidos e quentes, e nunca deve viver do lado de for a da casa.

O Shih Tzu não consegue regular a sua temperatura corporal facilmente, o que os torna altamente suscetíveis a exposição ao calor; ele nunca deve ser exercitado ou deixado do lado de fora em clima quente. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Shi Tzu

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Shi Tzu filhotes bicolores. (Créditos/Copyright: “cynoclub/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Shih Tzus são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Suscetível a deslizamento reprimido e doença de disco espinhal causados por costas longas e pernas curtas.

O Shih Tzu, como todo cão pequeno, podem ter os seus joelhos deslocados facilmente — uma condição conhecida como luxação patelar. A maioria dos Shih Tzus carregam uma marca da doença dos rins, mas não quer lemas. Então, há displasia renal, uma condição hereditária em que os rins dos cães não se desenvolvem normalmente.

É preciso observar seus filhotes com cuidado por sede excessiva, perda de peso ou incapacidade de ganho ou qualquer sinal cde que não estão se desenvolvendo. Hernias umbilicais também são comuns entre os Shih Tzus, além de uma anormalidade em que os vasos sanguineos ignoram a passagem pelo fígado, não filtrando o assim o sangue de maneira adequada.

Há também problemas com infecções de ouvido. Estes cães ganham peso facilmente e não devem ser super alimentados. Eles têm propensão a espirrar e roncar. Espirro em reverso ocorre quando estão excitados demais, engole a comida muito rápido ou quando agentes alérgicos estão presentes no ar. Secreções nasais caem sobre o seu palato mole causando o fechamento da traquéia. Este tipo de respiração é comum em filhotes quando estão com seus dentes nascendo.

Quando escolher um filhote, deve-se procurar por aqueles com narinas redondas e bem abertas, para evitar excesso de espirros, roncos e problemas respiratórios mais graves. Como outras raças braquicefálicas (focinhos curtos), Shih Tzus possuem estes problemas respiratórios por causa do formato da sua cabeça, face e passagens de ar. Alguns cães podem ter uma obstrução em suas passagens de ar de cima que torna mais difícil para o cão respirar. Alergias também são comuns.

Há 3 tipos: alergia alimentar causada por algum alimento, alergia de contato, que pode ser causada por alguma substância tópica; alergia por inalação, que pdoe ser causada por alguma substância no ar como pólen, poeira ou mofo. Problemas de visão também não são incomuns entre os Shih Tzus por causa das suas enormes órbitas oculares.

As doenças incluem: keratitis, uma inflamação da córnea que pode levar a úlceras e até cegueira; proptosis, quando o glóbulo ocular é deslocado e as pálpebras se escondem atrás do glóbulo ocular onde o fluxo de sangue é cortado, e a falta de oxigência pode levar à cegueira; distichiasis, um crescimento anormal dos cílios as margens dos olhos irritando-os e até arranhando; ectopia cilia, uma condição similar a anterior, sendo que ambas podem causar úlceras e até cegueira; atrofia progressiva da retina, doença degenerativa das células da retina que progride para a cegueira; cataratas; e olhos secos (keratoconjunctivitis sicca), uma condição em que não se produz lágrimas o suficiente levando ao secamento da córnea, dores, úlceras e outras complicações.

Problemas dentários e de gengiva também são comuns como reter dentes de leite mesmo quando os permanentes aparecem. Secreções nasais também podem ser um problema quando há problemas com os dentes. Por cerca dos 4 meses, as gengivas incham, e já que elas estão bem debaixo dos seus focinhos amassados, ficam sem espaço. Filhotes podem roncar, escorrer os narizes e espirrar durante este período.

Por causa da suas mandíbulas desalinhadas podem também ter os dentes desalinhados. Os Shih Tzus podem viver de de 11 a 15, , o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Shi Tzu

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Shi Tzu de pelagem dourada deitado espalhando a sua pelagem lisa e sedosa. (Créditos/Copyright: “Julia Remezova/Shutterstock”)

Qualquer cão, não importa o quanto seja doce ou pequeno, pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, mastigação e outros comportamentos desagradáveis quando entediado, destreinado ou sem supervisão. Comece o treinamento do seu filhote no primeiro dia que trazê-lo para casa. Ele é capaz de absorver tudo o que você ensinar. Nunca espere até que ele tenha 6 meses de idade para começar o treinamento, ou você terá um cão muito mais teimoso para lidar.

A natureza obstinada do Shih Tzu faz com que consistência seja essencial no seu processo de treinamento. O seu treinamento irá exigir paciência por parte do seu dono; ele pode perceber os comandos com uma atitude do tipo “o que há nisso pra mim?”. Contudo, Shih Tzus gostam de aprender, e são ótimos em aulas de obediência e podem ser incríveis em competições de agilidade, pois é motivado e tranquilo. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Podem levar mais tempo pra serem treinados, mas com sensibilidade e consistência, será só sucesso. Eles não respondem bem a severidade e castigo.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensiná-lo a sentar, dietar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Considere o treinamento da caixa se for preciso adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Cães de Companhia

Yorkshire Terrier

O Yorkshire Terrier, também chamado de Yorkie, é uma raça canina de pequeno porte do grupo dos Terriers, desenvolvida na Inglaterra em meados do século XIX, originalmente para o trabalho de controlar a população de ratos nas minas de carvão, usinas e fábricas de algodão. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Yorkshire Terrier

Origem: Inglaterra
Data de origem: metade do século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terrier – de companhia / AKC Terrier, Toy.
Função original: rateiro ou caçador de ratos
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: York, Yorkie
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 15 cm a 24 cm
Peso: de 2,5 kg a 3,5 kg
Cores: preto, castanho e cinza
Pelos: longos, lisos, finos e sedosos
Manutenção: constante, escovações diárias.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Filhotes: cerca de 2 a 5 filhotes
Reconhecimento (Canil):

Introdução à raça Yorkshire Terrier

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Linda Yorkshire fêmea e sua “chuquinha” com lacinho vermelho de bolinhas brancas. (Créditos/Copyright: “Seregraff/Shutterstock”)

Os Yorkies orginais possuem uma história bem diferente de todo o glamour que circunda a raça nos dias de hoje, mas é preciso lembrar que naquela época estes Yorkies pesavam muito mais, quase que o dobro do peso que possuem hoje. Não importando a sua origem, mesmo naquela época, seus criadores logo perceberam todo um potencial para uma bem sucedida raça de companhia.

Após cruzamentos específicos, o padrão de tamanho, beleza e comportamento foi atingido, muito embora não se tem o total conhecimento das raças usadas nestes cruzamentos, mas assume-se que eram todas do tipo terrier, provavelmente Malteses, de quem herdaram a pelagem sedosa e esvoaçante.

À princípio a raça não chegou a fazer muito sucesso quando foi apresentada pela primeira vez ao público em 1880, mas hoje é uma das raças mais populares e mais vendidas em todo mundo. A sua herança terrier pode ser reconhecida pela sua expressão inteligente e astuta, porte confiante, personalidade destemida, carinhosa, afetuosa, versátil, independente, tudo junto em um corpinho compacto e frágil.

Embora seja uma raça muito pequena, é muito notado pela sua pelagem longa, sedosa, fina, brilhante e perfeitamente lisa. A sua cor é a sua marca registrada, podendo ser cinza a cinza escuro, castanho a castanho claro. A pelagem da cabeça deve ser dourada para atingir os padrões da raça, sendo que alguns Yorkies tendem a acinzentar com a idade. Os filhotes são quase negros ao nascer, e vão clareando para cinza com a cabeça e pernas acastanhadas até atingirem um ano de idade. Escovações diárias são essenciais.

Desde que se exercitem um pouco todos os dias — como uma boa sessão de brincadeiras em casa ou uma pequena caminhada pelo quarteirão — os Yorkies são uma das raças que se adaptam muito bem em apartamentos. Não importa onde vivam, eles se darão bem com outros cães e gatos — desde que tenham sido criados juntos.

O Yorkshire Terrier parece ignorar o seu tamanho, pois está sempre ávido por aventura e confusão. Ele é curioso, inquisitivo, destemido, teimoso e pode ser agressivo com outros animais desconhecidos, fazendo jus a sua ancestralidade de terrier. Embora alguns possam latir bastante quando desconfiados de estranhos, podem também ser ensinados facilmente a não fazer isso.

Os Yorkshire Terriers são afetuosos com a sua família, e apesar da sua coragem, também possui um lado doce. Por esta razão, ele precisa de muita atenção e tempo ao lado da sua família. E não tem nada que eles gostem mais que ficar no colo do dono o dia inteiro. Muitas horas afastados não é uma boa ideia para quem tem um Yorkie.

Não é uma raça para crianças, mas ideal para aqueles que possuem mais tempo em casa para lhes darem toda atenção. Por causa do seu tamanho, Yorkshire Terriers são mais recomendados a crianças mais velhas que saibam lidar com cachorros pequenos, pois eles podem surtar se abusados ou provocados.

Para resumir, os Yorkies possuem uma dose de atitude combinada a uma natureza inteligente e brincalhona, considerado uma verdadeira companhia leal. Por causa da sua enorme popularidade é também uma das raças mais visadas e roubadas hoje em dia.

Origem da raça Yorkshire Terrier

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Yorkshire Terrier posando com toda a sua elegância de pelagem lisa e sedosa. (Créditos/Copyright: “Mr. SUTTIPON YAKHAM/Shutterstock”)

O Yorkie foi criado por trabalhadores do norte da Inglaterra por volta de 1.800, que desenvolveram a raça para que esta pudesse exterminar os terríveis ratos e camundongos que costumavam infestar as usinas e fábricas de algodão e minas de carvão nas quais trabalhavam nesta época. Estes cães, originalmente de caça, eram capazes de penetrar buracos de raposas e texugos, além de capazes de exterminar rapidamente os ratos.

O Yorkie e sua ancestralidade Terrier

A raça não é tão velha, possui aproximadamente 100 anos de vida, mas a sua origem não é inteiramente clara. Contudo, diz-se que foi durante a Revolução Industrial que imigrantes escoceses a procura de trabalho nas fábricas de algodão de Yorkshire trouxeram alguns tipos de terrier com eles.

Tanto é que, a área de Yorkshire na Inglaterra é conhecida por produzir excelentes animais, por isso acredita-se que o Yorkie não foi nenhum acidente, mas o resultado de cruzamentos propositais entre uma variedade grande de terriers da época, incluindo o Waterside Terrier, Skye Terrier, Dandie Dinmont, Manchester Terrier, Terriers Ingleses Castanho e Preto de Pelos-duro, Maltês e o extinto Clydesdale (Paisley Terrier). Estes supostamente foram cruzados com tipos locais como o Leeds Terrier de pelos longos, mas o Waterside Terrier foi um dos seus principais projenitores; um tipo de cão azul-cinzento de pelos longos trazido da Escócia por tecelões escoceses.

De origem modesta à hit de moda

Devido às suas raízes modestas, o Yorkshire Terrier incialmente foi desprezado pela nobreza e aristocracia. À princípio, o Yorkie era muito maior que os de hoje, porém cruzamentos selecionados dos menores exemplares foram gradualmente miniaturizando o Yorkie, e com o passar dos anos transformando a raça em um enorme “hit” da moda.

Até os mais esnobes não conseguiam negar a beleza óbvia da raça, e assim, em pouco tempo, os Yorkies estavam sendo expostos mostrando toda a sua graça, assim como conquistando os colos de damas mais abastadas. Todas as mulheres passaram a carregar estes pequenos cães dentro de bolsas, debaixo dos braços, e em seus colos. Yorkshire Terriers foram registrados pela primeira vez no Clube de Raça Inglês em 1874. Já em 1880, Yorkies foram para a América, e foi reconhecido pela AKC em 1885. O primeiro Clube de raça Yorkshire Terrier na Inglaterra foi formado em 1898.

Aprimoramento da raça e auge de sua popularidade

Em 1900, admiradores da raça dos dois lados do Atlântico decidiram que o tamanho menor era o preferido e esforços foram feitos para que fosse criado um padrão menor de Yorkie com pelos mais longos. Foi um sucesso, e o Yorkshire Terrier moderno é um dos cães de pelos longos menores e mais luxuosos que existem. Estas características aliadas a sua herança terrier fizeram dele um dos cachorros favoritos e mais constantes entre donos de animais de estimação e expositores.

Aparência do Yorkshire Terrier

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Yorkshire fêmea e seu lacinho no topo da cabeça dando todo charme a raça. (Créditos/Copyright: “Toloubaev Stanislav/Shutterstock”)

O Yorkshire Terrier é um cão toy terrier de corpo bem proporcional e de uma aparência limpa e compacta. Eles andam de maneira orgulhosa e transbordam uma aura de autoconfiança e vigôr. Possuem costas curtas e uma linha dorsal nivelada. A altura do seu comprimento é aproximadamente a mesma que a largura dos ombros. As suas patas, ambas, traseiras e dianteiras são retas quando vistas de costas, mas seus joelhos são notavelmente dobrados quando vistos em perfil, sendo que os cotovelos apontam tanto para dentro quanto para fora.

Os pés são redondos e apresentam dedos pretos. O Yorkshire Terrier possui uma cabeça pequena e arredondada, com o topo levemente reto e focinho de tamanho médio e proporcional com nariz preto. Os dentes de fecham em nível ou mordida de tesoura. Possuem olhos escuros e brilhantes e um par de orelhas de tamanho médio em forma de V, sempre eretas. Os seus pelos são brilhantes, sedosos, lisos e de textura fina, caindo sobre ambos os lados. Os pelos se dividem desde a face partindo da cabeça até o final da cauda, sendo que no focinho são bem longos.

Geralmente, os filhotes nascem pretos ou castanhos e vão mudando de cor gradualmente para o azul acinzentado até o seu primeiro ano de vida. Eles tendem a ficar mais claros com a idade e devido a mudanças hormonais as cores também podem ser afetadas. As fêmeas no cio tendem a ficar mais claras, e depois mais escuras quando passa.

A cabeça é dourada e brilhante, com pelos castanhos mais escuros na raiz que nas pontas. Os pelos são também um pouco mais escuros na base das orelhas e no focinho, mas o castanho da cabeça não passa das orelhas, e os pelos pretos não se misturam com os castanhos. Os pelos da cabeça são tão abundantes que é necessário fazer uma “chuquinha” para evitar que atrapalhe a sua visão, sendo que alguns donos optam por cortá-los. Suas patas são castanhas também, e a cauda geralmente é amputada pela metade do comprimento original e carregada mais alta que as costas.

Ambiente Ideal para o Yorkshire Terrier

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Dupla de Yorkshires fêmeas deitadas em um banco exibindo toda a sua elegância.(Créditos/Copyright: “Birute Vijeikiene/Shutterstock”)

O Yorkie é bom para quem vive em apartamentos e pequenas residências, pois é uma raça que se adapta bem em locais pequenos. É bastante ativo dentro de casa e não ligam se não possuem jardim. O Yorkie é sensível ao frio e prefere climas mais amenos e mais quentes. Precisam de atividades físicas regulares apesar do tamanho, e gostam de oportunidades para correr livremente e brincar. Precisam caminhar ocasionalmente na coleira para suprir seus intintos caninos, não devendo ser carregado o tempo inteiro.

Temperamento & Personalidade do Yorkshire Terrier

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Dupla de filhotes de Yorkshires juntos na cesta interagindo com carinho. (Créditos/Copyright: “anetapics/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Yorkshire Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Yorkie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável. Inteligente e confiante, o Yorkshire Terrier é uma combinação de cão pequenino e adorável com espírito aventureiro terrier.

A raça apresenta uma variedade de personalidades, mas duas bem distintas. Alguns são mansos e afetuosos, capazes de não querer nada mais que seguir os passos de seus donos por onde quer que vão. Yorkies mansos e afetuosos possuem uma natureza ousada, mas eles tendem a ser mais tranquilos. Alguns dizem que os machos são mais doces e que gostam mais de ficar no colo aconchegados, enquanto que as fêmeas são mais específicas sobre quando — e se — desejam ficar no colo. Outros são levados, extrovertidos e curtem de tudo.

O Yorkie pode ser territorial e gosta de ter o seu espaço respeitado. Ele é tolerante com crianças mais velhas se tratado com carinho, desde que respeitem o seu espaço pessoal. Devido ao seu tamanho e temperamento forte (que vem das suas origens terrier), o Yorkshire Terrier não é recomendado a crianças pequenas a não ser que sejam sempre supervisionados, pois elas podem machucá-los e judiá-los, causando uma reação mais agressiva neles ao tentarem se defender ou se livrar delas.

O Yorkie também pode ser independente e assertivo. Ocasionalmente, pode até ser corajoso e agressivo demais ao lidar com outros cães maiores, mas se dá bem com gatos e outros animais menores de estimação. Embora o Yorkshire Terrier seja uma raça do tipo Toy ou de companhia, ele não irá se acomodar com uma vida monótona. Eles são ávidos por uma aventura.

São altamente energéticos, corajosos, leais e astutos. Eles são inteligentes e independentes demais, o que faz com que eles sejam tanto divertidos como teimosos demais. Os Yorkies adoram agradar — até que algo mais interessante chame a atenção deles. Portanto, se você deseja um cão de colo bem preguiçoso, é melhor escolher outra raça.

Qualquer que seja a sua personalidade, estabeleça limites sempre e desde cedo, e o seu Yorkie será uma companhia maravilhosa, mas se você mimá-lo, é melhor tomar cuidado!

Yorkshire Terriers parecem não ter consciência do seu tamanho. Com donos que entendam como tratar um cão pequeno, o Yorkie é capaz de prosperar. Ele é afetuoso com o seu mestre, mas se o seu dono não se comportar como líder, ele pode se tornar desconfiado de estranhos e agressivo com cães desconhecidos e pequenos animais. Ele pode ficar barulhento ao tentar te dizer o que eles quererm que você faça.

Por ter a ancestralidade de um verdadeiro terrier, precisa de alguém que saiba como ser um líder. Por serem pequenos, a maioria das pessoas permitem que eles se safem com algusns comportamentos que nenhum cão deveria ter. Isto acaba mudando o temperamento do cão, e ele passa a mandar na casa. Yorkies que se tornam exigentes e dependentes, querendo mais atenção humana e ciumentos, surtando se surpreendidos, amedrontados ou irritados, possuem donos que presisam repensar como estão tratando seus cães.

Donos que não suprem as necessidades de seus cães de forma natural podem se tornar superprotetores e neuróticos. Os Yorkies devem ter limites e regras a seguir sempre. Quando seus donos sabem mostrar liderança de forma adequada, o Yorkshire Terrier é doce e amável, podendo ser confiável com qualquer um, até com crianças pequenas.

O Yorkshire Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Yorkshire Terrier


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Yorkshire filhote fazendo dengo irresistível. (Créditos/Copyright: “Nataliya Kuznetsova/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Yorkshire Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente.

E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Se tiver pêlos no canal do ouvido, arranque com os dedos ou peça para o veterinários ou profissionais do petshop pra fazer isso por você.

É necessária uma manutenção diária. Seus pelos precisam ser escovados e penteados diariamente ou, pelo menos toda semana. Os cães de exposição precisam de horas de manutenção, os donos de animais de estimação optam por pelos curtos, para uma aparência mais despojada. Banhe o seu Yorkie semanalmente para manter seus pelos lindos e brilhantes. Não é preciso esfregar os pelos, apenas aplique o shampoo depois de molhá-los e corra os dedos sobre eles para limpar e tirar toda sujeira.

Aplique o condicionador e depois enxágue completamente sem deixar resíduos para evitar coceiras e alergias. Pode aplicar condicionador em spray para escová-los, e nunca escove os pelos secos ou sujos para não quebrá-los. Depois de escovado e seco, pegue o cabelo do topo de sua cabeça, faça uma “chuquinha” e coloque o seu melhor laço, para evitar que esses pelos caiam em seus olhos. O lado bom é que os Yorkies não soltam muitos pelos, entretanto, isso pode variar de acordo com o cão. E não acredite em ninguém que diga que os Yorkies são “cães hipoalérgicos”.

Atividade & Exercícios do Yorkshire Terrier

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Yorkshire correndo livre pelo jardim. (Créditos/Copyright: “Imageman/Shutterstock”)

O Yorkshire Terrier pode ter todas as suas necessidades físicas atingidas apenas brincando dentro de casa, mas ainda assim prefere caminhar diariamente ou correr livremente em um jardim seguramente cercado. Os cães que não costumam caminhar diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento. Eles amam perseguir sombras, deitar sob feiches de luz e raios de sol, brincar de pega-pega, e qualquer outra coisa que involva tempo com o seu dono. Quanto mais atenção ele receber, melhor para ele. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Yorkshire Terrier

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Yorkshire alegre no jardim. (Créditos/Copyright: “Birute Vijeikiene/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Yorkshire Terriers são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Os cães pequenos muitas vezes possuem grandes problemas de saúde, e o Yorkshire Terrier não é nehuma exceção.

A maioria dos Yorkies vivem por muito tempo e têm vidas saudáveis, mas há algumas condições de saúde muito comuns entre a raça, como colapso de traquéias enfraquecidas, hipotiroidismo e doença de Legg-Calve-Perthes. Além disso, hipoglicemia também é um problema — especialmente em mini Yorkies e filhotes — assim como pedras na bexiga, queda de cabelos, problemas de visão e infecções como atrofia progressiva da retina, cataratas e cílios que crescem para dentro dos olhos.

É comum nesta raça também ter os chamados “espirros em reverso”, parecido com colapso de traquéia, mas que ocorre quando o cão está muito excitado ou tenta comer e beber muito rápido, ou até quando o ar está muito seco, cheio de alergênicos e poeira.

Alguns Yorkies também apresentam quadros de bronquite, perda de dentes precoce, baixa tolerância a anestesia, e digestão delicada. Alguns também sofrem de paralisia das patas traseiras causadas por hérnias de disco e outros problemas espinhais, além de uma anormalidade no fígado que deixa de filtrar o sangue causando infecções sérias.

Quedas ou trombadas podem causar fraturas facilmente devido ao seus ossos frágeis. São também suscetíveis a luxação patelar, comum em cães pequenos e algumas formações anormais de crânio. As fêmeas também costumam ter problemas para dar crias e muitas vezes precisam fazer cezáreas.

Os Yorkies devem se alimentar de comida canina seca e roer ossos de vez em quando para ajudar a manter seus dentes limpos e fortes. Devem ter seus dentes limpos no veterinário para evitar que caiam e desenvolvam infecções. Como possuem bocas pequenas, costuma ter muitos problemas de espaço e desenvolvimento impróprio dos dentes.

A raça costuma viver cerca de 12 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Yorkshire Terrier

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Dupla de Yorkshires juntos interagindo. (Créditos/Copyright: “Kryuchka Yaroslav/Shutterstock”)

Esta raça aprende rápido. A maioria dos Yorkies respondem bem ao treinamento porque adoram a atenção que costumam receber por fazer truques e participar de competições. O treinamento deve ser consistente e firme. Não gostam de serem ignorados, por isso recompensas costumam ser sucesso. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

É muito fácil mimar um Yorkie — ele é capaz de aprender boas maneiras como todo cão, mas aqueles que deixam seus filhotes fazer o que quiserem só porque são pequeninos e fofos, acabam descobrindo que é muito mais difícil quebrar os maus hábitos quando adultos.

É melhor mostrar o que podem ou não fazer desde filhotes e recompensá-los por fazerem a coisa certa. Quando você se esforça, é certo que obterá sucesso ao treinar o seu Yorkie. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. Há vários métodos para treinar o seu filhote a fazer suas necessidades em local apropriado. Considere o método da caixa se precisar adaptar o seu Yorkie a um ambiente seguro e confinado por razões de conforto e segurança. O Yorkshire Terrier é inteligente e capaz de apender rapidamente se você for consistente e firme, mesmo com a sua natureza independente e teimosa.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.
(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Lulu da Pomerânia

O Spitz alemão (em alemão: Kleinspitz) é uma raça oriunda da Alemanha que possui três distintas variedades de tamanho: gigante, padrão e o miniatura, popularmente conhecido como Lulu da Pomerânia. Historicamente, estes animais levam o nome da Pomerânia, área que uma vez fez parte da Alemanha, sendo mencionados pela primeira vez na literatura alemã em 1450. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Lulu Pomerânia

Origem: Alemanha
Data de origem: 1.450
Grupo de Raças: FCI Grupo 05 – Cães do tipo Spitz e de tipo Primitivo – Spitz europeus / AKC Grupo Toy / Grupo Spitz.
Função original: cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Pom, Spitz alemão, Spitz Anão, Lulu, Lulu-da-Pomerânia.
Tamanho: porte pequeno (miniatura)
Altura: de 18 cm a 30 cm
Peso: 1 kg a 3 kg
Cores: uma variedade de cores sólidas, vermelho ou castanho, laranja, branco ou creme, azul, marrom ou preto sendo o mais comum.
Pelos: longo, liso
Manutenção: escovações periódicas e banhos mensais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 16 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): CKC, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, CCR, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Lulu Pomerânia

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Lulus da Pomerânia interagindo com Chihuahuas. (Créditos/Copyright: “ijasper/Shutterstock”)

Chegaram à Europa durante o reinado da Rainha Vitória. E o Lulu ou Spitz Anão, é a versão miniatura do Cão Spitz, o menor membro da família que inclui o Samoieda, Malamute do Alasca, Elkhound norueguês, entre outros, e popularizou-se devido à Rainha Vitória, que o tinha como raça de companhia. Após algumas gerações de cruzamentos, criadores ingleses obtiveram enorme sucesso em miniaturizar o Pom produzindo réplicas do original.

Não é à toa que toda essa popularidade elevou o Lulu da Pomerânia ao ranking das raças de cachorros mais caras, sendo assim tornando-se também uma das raças de cães mais visadas e roubadas por ladrões.

Diz-se que estes cães não gostam de serem comandados e que por isso devem ser adestrados desde cedo, e ao contrário das outras variantes, a Lulu é facilmente adestrável quando filhote. Eles são ainda classificados como alertas, curiosos, brincalhões, auto-confiantes e extrovertidos, e embora teimosos, fazem amizade onde quer que vão.

Além disso, estão sempre prontos para um jogo ou uma aventura. Possuem uma dupla camada de pelos em uma variedade de cores com uma aparência de raposa fofinha, corpo quadrangular e proporcional, orelhas pequenas e pontudas, focinho pontiagudo e uma cauda emplumada curvada sobre o dorso. E apesar do pelo longo, a facilidade em tratá-lo contribuiu para a sua popularidade, exigindo apenas escovações periódicas e banhos mensais. Não há tosa específica para a raça, pede-se que apenas os bigodes do focinho e pelos sob as patas sejam aparados.

O Pom é o animal de estimação ideal para apartamentos e uma família que curte ficar dentro de casa e que dê à ele muita atenção, apesar de não serem muito dependentes. Eles são excelentes para pessoas mais velhas e crianças bem comportadas, que não possam machucá-los acidentalmente.

Eles costumam ser reservados com estranhos, e alguns até agressivos com outros cães, mas podem se dar bem com outros animais de estimação se forem socializados desde cedo. Outros costumam latir bastante, e embora pequenos, possuem latidos bem fortes. Descendentes diretos das raças nórdicas que costumavam puxar trenós, são capazes de competir em uma variedade de atividades caninas.

Origem da raça Lulu da Pomerânia

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Lulu da Pomerânia preto correndo livremente. (Créditos/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

O Pom recebeu o seu nome da região prussiana da Pomerânia, que hoje é uma área ao Norte da Europa na costa do Mar Báltico, que se expande pela Alemanha e a Polônia, onde foram desenvolvidas as antigas raças nórdicas dos Spitz que costumavam puxar trenós na Groenlândia durante o século XVIII. Um dos seus mais prováveis ancestrais é o Spitz Deutscher ou Spitz Alemão.

Apenas quando a raça foi levada para a Inglaterra que foi apelidada de Lulu da Pomerânia, contudo estes Pomeranians originais eram muito maiores, mais pesados, totalmente brancos e ainda trabalhavam como pastores de ovelhas, muito diferentes dos exemplares da raça de hoje. Os Spitz japoneses também se parecem muito com eles, e os seus parentes mais próximos são o Elkhound Norueguês, o Schipperke, o Cão Esquimó Americano, o Samoieda, e outros membros da família Spitz, ou grupo de cães nórdicos, em que todos se caracterizam pelas suas cabeças em forma de cunha, orelhas pontudas e pelagem felpuda.

O Lulu na Inglaterra

Por volta de 1761, o gosto pelos Pomeranians chegou à Inglaterra através de Sophie Charlotte, a princesa de Mecklenburg-Strelitz (uma província próxima à Pomerânia) que ao se casar com um príncipe inglês que veio a tornar-se Rei George III, trouxe com ela um par de Poms brancos para viver em seu novo lar na Inglaterra. Embora fossem bastante populares entre a realeza, a nova raça não chegou a conquistar o resto do público. Até que, anos mais tarde durante o reinado da Rainha Vitória, neta da Rainha Charlotte, os Poms passaram a ser os queridinhos novamente.

A Rainha Victória em seus 64 anos de reinado como Rainha da Inglaterra, criou mais de 15 diferentes raças de cães. E em os seus últimos anos de reinado, acabou desenvolvendo um carinho especial pelos Poms, quando tomou conhecimento deles em uma de suas viagens de férias à Florença, na Itália por volta de 1888.

Na sua volta ao seu país de origem levou consigo um pequeno exemplar por quem se apaixonou e mais alguns outros. Embora o Lulu-da-pomerânia tenha sido reconhecido pelo Clube de Canil da Inglaterra em 1870, não se sabe ao certo quando a raça foi diminuída; mas foi, em 1888 quando a Rainha Vitória começou a criar a raça mostrando-a em exposições e diminuindo o tamanho dela, que os Poms atingiram grande popularidade em seu país.

E mesmo que estes Poms da Rainha fossem um tanto grandes comparados ao padrão de hoje, o seu pequeno cão passou a competir em muitas exposições caninas, vencendo sempre com louvor. Acredita-se que a sua apreciação pelos menores acabou inspirando outros criadores ingleses a começar a desenvolver Poms ainda menores e em mais variações de cores.

Da Inglaterra para os dias de hoje

Em 1900, Poms já haviam sido reconhecidos pela AKC, e os cães eram mostrados tanto na Inglaterra como na América em uma enorme variação de cores. Eles continuaram a ser cruzados para ficarem cada vez menores; ao mesmo tempo, um ênfase na pelagem acabou levando à sua insuperável aparência de “bola felpuda”.

Em 1930 os padrões da raça foram estabelecidos, e o Clube Pomerânia Americano foi aceito como membro da AKC em 1909. Além da realeza, os Poms também tiveram um grupo de donos famosos bem diverso, que incluem Michelângelo, Isaac Newton, Maria Antonieta, Emile Zola, Mozart, Martin Luther King, Paris Hilton e Nicole Richie. Hoje, o Lulu da Pomerânia é uma companhia devotada e seus talentos naturais incluem: cão de vigia, agilidade e truques, inclusive são artistas de circo excepcionais.

Aparência do Lulu da Pomerânia

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Perfil pomposo do Lulu da Pomerânia com sua pelagem ao vento. (Créditos/Copyright: “Pradit.Ph/Shutterstock”)

O Pom é uma raça compacta de construção dorsal curta e de expressão alerta e inteligente. A raça é curiosa e suave, sendo cada movimento que fazem sólido e coordenado. Seu corpo é levemente mais alto que comprido, e o comprimento de seus membros é proporcional ao resto do corpo. O Pom tem a cabeça em forma de cunha proporcional ao resto do corpo, um pescoço curto entre ombros musculosos e suficientemente para trás capazes de fornecer suporte para o pescoço e permitir que a sua cabeça seja erguida com orgulho.

O crânio é levemente arredondado no topo, as orelhas pequenas são eretas, e seus olhos em formato de amêndoas escuras. O Lulu ainda possui um focinho curto, fino, reto com um nariz preto, e uma parada bem pronunciada. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura. Suas patas dianteiras são retas e paralelas uma com a outra, e seus pés compactos e bem arcados podendo virar tanto para quanto como para fora. A sua cauda é uma das suas características mais marcantes, emplumada com pelos lisos caindo sobre suas costas.

O Pom possui uma dupla camada de pêlos, grossa. A camada de fora é longa, reta e de textura áspera, enquanto a camada de baixo é suave, grossa e curta. O pelo é mais longo ao redor do pescoço e na região do peitoral. Vem em uma variedade de cores e padrões que inclui vermelho acastanhado, laranja, branco, creme, azul, marrom, preto, preto e castanho, e várias outras. Os Poms soltam pelos moderadamente, sendo que os machos perdem seus pelos uma vez ao ano, e as fêmeas perdem seus pelos na estação, depois de terem filhotes e quando estão estressadas.

Ambiente Ideal para o Lulu da Pomerânia

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Trio de Lulus da Pomerânia de cores diferentes. (Créditos/Copyright: “Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

O Pom é adequado para viver em locais pequenos, estão inclusive entre as raças favoritas para apartamentos. Eles são até ativos dentro de casa, mas se contentam em não ter um jardim. Por causa dos pelos longos, devem ser mantidos dentro de casa em climas quentes para evitar que se superaqueçam.

Se tiverem oportunidades regulares de correr em um jardim pequeno, ele é capaz de obter exercícios suficientes por sua própria conta. Por causa do seu tamanho e da sua atitude irritada, os Poms são melhores companhias para famílias com crianças acima de 8 anos de idade, mas se forem socializados e aprensentados desde cedo de maneira adequada, podem ser excelentes cães de companhia para todas as idades.

Temperamento & Personalidade do Lulu da Pomerância

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Lulu da Pomerânia no colo do seu dono. (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Lulu da Pomerânia precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Lulu cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Saltitante, corajoso e ativo, o Pom costuma dar o máximo de si todos os dias. É curioso, jovial, autoconfiante e atencioso, sempre pronto para brincar e se aventurar por aí com você. O Lulu da Pomerânia é muito fiel ao seu dono e o enxerga como seu ídolo. Costumam ser dóceis com os membros da sua família, mas podem desenvolver problemas como possessividade (ciúmes) com pessoas e objetos.

É do tipo indiferente e um pouco distante com estranhos, mas mesmo receoso pode passar a se acostumar melhor com as pessoas queridas e aceitas por toda a sua família podendo até fazer amizade em pouco tempo de contato.

Eles até se dão bem com crianças, mas não toleram ser maltratados por elas, também não gostam de atenção exagerada, podendo ficar irritados e até morder. Eles não são muito recomendados aos lares com crianças pequenas, preferem a companhia de adultos. Os Lulus são cachorros bastante inteligentes, ávidos para aprender e ainda aprendem fácil. É importante estimular o psicológico dessa raça, com brinquedos inteligentes e brincadeiras interessantes como esconder um objeto para ele procurar.

O Lulu da Pomerânia é aquele tipo de cachorro pequeno que pensa que é um Dogue Alemão. Por ser muito curioso, corajoso e determinado, ele não tem noção do seu tamanho. Poms também podem ser enjoados para comer. Se forem introduzidos da forma correta, eles podem se dar bem com outros cachorros e animais de estimação sem grandes problemas.

Como costumam latir bastante, ensine-os logo quando devem parar de latir ao seu comando. Eles são bom em aprender truques e adoram ficar no colo e receber chamegos. Contudo, o Lulu da Pomerânia é uma das raças mais independentes da sua categoria, e precisa de um dono firme, porém gentil afetuoso que saiba impôr limites à ele.

Se o seu dono não tiver pulso firme o Pom não irá respeitá-lo e poderá se tornar bastante exigente. Se você deixar que o seu cão mande em você, isso se torna um grande problema. Não é bom e nem inteligente, é um fator de dominância e irá criar problemas ainda maiores no futuro. Não permita que o seu cão desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando. Isto pode causar vários níveis de comportamentos negativos, incluindo tornar-se obstinado demais, teimoso, ciumento, ansioso, latir demais, morder e surtar ao tentar mandar em seu dono.

Eles podem se tornar aversos a estranhos e não confiáveis ao redor de crianças e até adultos. Se você acostumá-lo a alimentá-lo com sobras, podem se recusar a se alimentar, para mostrar a sua dominância ao invés de falta de apetite. Podem se tornar agressivos. Todos estes comportamentos nao são típicos da raça, mas comportamentos que resultam da forma como que os humanos tratam seus cachorros, deixando que eles mandem na casa.

Se o Lulu tiver regras e limites para seguir, e souber o que deve e o que não deve fazer, assim como caminhadas diárias para relaxar e gastar energia física e mental, ele pode apresentar um temperamento totalmente diferente e muito mais agradável. Não é justo colocar todo este peso em um cão tão pequeno, para que ele ache que deve colocar o seu dono na linha. Logo que você começar a mostrar ao seu Lulu que é capaz de ser o seu líder, firme e estável, ele poderá relaxar e ser o cão maravilhoso que sabe ser.

Cachorros que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

O Lulu-da-Pomerânia perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Lulu da Pomerânia

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Lulu da Pomerânia sobre um toco de árvore no parque.(Créditos/Copyright: “KristinaSh/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Lulu da Pomerânia à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Os pelos longos dos Poms exigem escovações pelo menos uma vez por semana. É importante levantar e dividir a parte de cima dos pelos e escovar os pelos macios de baixo também, isto diminuirá a perda deles. Escovações muito frequêntes podem destruir seus pelos. E para diminuir a queda deles e evitar que fiquem pela casa e nos móveis, escove e penteie duas vezes na semama com uma escova de fio mais liso e um pente de aço. Isso irá distribuir os óleos naturais da pele, mantendo o pelo e a pele saudável, e prevenir embaraçamento e nós.

Escove e penteie desde a pele às pontas para remover todos os pelos soltos. Comece a escovar o seu Pom pela cabeça, e depois divida os pêlos e escove para fora para cair de novamente no mesmo lugar quando acabar. Se quiser, pode cortar os pelos para ficar mais alinhado, especialmente nos pés, ao redor da face e orelhas, e na parte de trás. Ele pode tomar banhos quantas vezes quiser ou for necessário, diariamente ou mensalmente, desde que use shampoo e condicionador de cachorro. Se ele começar a cheirar mal entre os banhos, espalhe talco de bebê nos pelos, deixe assentar por alguns minutos, e depois escove.

Atividade & Exercícios do Lulu da Pomerânia

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Lulu da Pomerânia fazendo um passeio. (Créditos/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

O nível de atividade exigido pelos Poms faz dele um animal de estimação ideal para aqueles que desejam um cão pequeno com as características e personalidade de um cão trenó e de pastoreio dos quais a raça se originou. Por ser pequeno, ele provavelmente obtém exercícios suficientes dentro de casa, mas fica muito feliz quando tem oportunidades de caminhar por longos períodos, correr atrás de folhas e outros objetos ao ar livre, e ainda brincar com outros cães menores.

Apesar de gostarem de caminhadas, tenha sempre em mente que eles são sensíveis ao calor. Eles amam brincar e podem se entediar facilmente, por isso lhes ofereça muitos brinquedos e troque-os frequentemente para que ele tenha sempre algo novo para se interessar, pois eles adoram brinquedos que possam desafiá-lo.

Uma das atividades que tanto o Pom quanto o seu dono irão adorar é treinamento de truques. Eles possuem a capacidade de aprender truques se você tiver paciência e tempo para ensiná-lo. Eles adoram chamar a atenção e ser o centro das atenções, por isso ensiná-lo alguns truques é a maneira perfeita de se conectar com ele enquanto fornece exercícios e estímulos mentais.

Ele é atlético e costuma participar frequentemente em esportes caninos como agilidade, freestyle, obediência, rally, e rastreamento. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos ao exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Lulu da Pomerânia

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lulu da Pomerânia no meio das flores do jardim. (Créditos/Copyright: “KristinaSh/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Lulus são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Cães pequenos muitas vezes vem com grandes problemas de saúde, e o Lulu da Pomerania não é uma exceção, apesar de estarem entre as raças de maior longevidade canina. A maioria dos Poms vivem bastante, possuem vidas saudáveis, mas alguns podem ser afetados com muitos problemas de saúde bem comuns em cachorros, como colapso de traquéia, que pode causar dificuldades de respiração ficando difícil até usar coleira. O colapso da traquéia ocorre quando a cartilagem da traquéia fica fraca causando aperda do seu formato tubular normal, dificultando a passagem do ar.

Poms também têm problemas dentários como perda de dentes prematura e cáries, por isso é bom alimentá-lo com comida canina seca e biscoitos caninos diariamente para manter seus dentes e gengivas em boas condições. Seus joelhos também costumam sair do lugar, uma condição conhecida por luxação patelar.

Como muitas outras raças e misturas, o Lulu pode ter um problema chamado de Doença de Legg-Calve-Perthes – uma condição que causa a redução no suprimento sanguíneo da cabeça para as patas traseiras causando a degradação dos ossos. Os olhos podem ser outro problema para os Poms – atrofia progressiva da retina, problemas nas glândulas lacrimais, e cataratas são alguns dos problemas que podem ocorrrer. Um defeito no coração chamado de persistência do canal arterial também pode ocorrer.

Os Poms podem sofrer de inúmeras condições que causam a perda de pelos, incluindo doença da tiróide e anormalidade de hormônios de crescimento, podendo ter áreas calvas. Os filhotes recém-nascidos também são muito frágeis e minúsculos, tão pequenos que três deles podem caber em uma única mão. Geralmente cesáreas são feitas. Outro problema comum é o “espirro em reverso”, como regurgitamento ou um movimento de ronco ou engasgo em uma tentativa de retirar fluido armazenado debaixo do palato.

O Lulu da Pomerânia costuma viver de 12 a 16 anos de vida, alguns podendo chegar até os 20 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Lulu da Pomerânia

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Lulu da Pomerânia ainda filhote uivando. (Créditos/Copyright: “dien/Shutterstock”)

Os Poms respondem melhor a comandos firmes e costumam aprender rápido. A sua inteligência faz com que o seu treinamento seja bem fácil. Eles costumam ser bons em aprender truques, mas o seu dono deve ser consistente e firme o tempo todo ao treiná-los. Se o seu dono não se estabelecer como líder logo no início, o Pom logo poderá tentar dominar tudo e até desenvolver comportamentos bastante inadequados. Por terem déficit de atenção, mantenha as sessões de treino breves e divertidas.

Recompense-o com elogios, comida e brincadeiras toda vez que ele desempenhar algo correto ou faça algo que você goste. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Sua tendência a latir também deve ser controlada antes que seja tarde demais e se torne incontrolável. Eles podem também ser difíceis de serem treinados para fazer suas necessidades fora de casa ou em locais específicos. Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar parado é vital para o treinamento do filhote.

Há muitos métodos aceitáveis, considere o método da caixa se você deseja adaptar o seu cão a um ambiente seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto. Os Poms também devem ser ensinados a não ficar entre as pernas de seu dono para evitar que sejam pisados ou machucados.

Mais e mais Poms são treinados em obediência, agilidade, rastreamento, entre outras atividades esportivas. Alguns são treinados a ser cães de assistência auditiva e cães de terapia. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

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Pequinês

A raça Pequinês sempre foi mantida em grande estima pela côrte imperial da China, e apenas membros do Palácio Imperial Chinês poderiam tê-los. Eles eram considerados pelos chineses um guardião espiritual devido à sua semelhança ao leões chineses sagrados.

Todavia, em 1860, após saque feito ao Palácio Imperial por tropas britânicas, estes cães foram levados ao Ocidente. Dizem os registros históricos que apenas cinco destes animais sobreviveram ao massacre promovido pela realeza chinesa, que preferia ver seus cães mortos a vê-los nas mãos de estrangeiros.

Leia mais sobre o Pequinês nso próximos tópicos abaixo!

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Pequinês

Origem: China
Data de origem: 4.000 anos / 1.860
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de companhia / Herding, AKC Grupo Toy.
Função original: cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Peke, Cão Leão, Cão Foo, Cão Fu, Palasthund de Pequim.
Tamanho: pequeno porte
Altura: de 30,4 cm a 45 cm
Peso: de 3,6 kg a 4,5 kg
Cores: todas cores e combinações possíveis
Pelos: lisos, longos
Manutenção: difícil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 15 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil): FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, PCA, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Pequinês

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Trio de Pequineses brancos filhotes em cima de um banco juntos. (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

A aprovação real junto a lendas românticas sobre a raça Pequinês trouxeram popularidade instantânea ao Peke. Sua personalidade é descrita como altiva e independente o suficiente a ponto de não exigir atenção constante. É considerado bom cão de alarme, pois apesar de ignorar estranhos ao seu convívio, é afetuoso, leal e protetor de seu lar e família, e não teme soar o alarme se pressentir algo suspeito. Ele não é o tipo de cão que se intimida fácil, é corajoso e por mais que não seja capaz de iniciar uma briga, não costuma fugir de uma.

Mas por outro lado, ele é um ótimo companheiro, extremamente leal, porém não muito de demonstrar. Embora seja afetuoso e brincalhão ao redor de seus familiares, pode não ser muito atlético ou brincalhão o suficiente para a maioria das crianças. Embora crianças se interessem muito por cães pequenos, o Pequinês não é uma raça adequada para famílias com crianças pequenas que podem tratá-lo mal ou judiar dele.

Eles não irão tolerar ser agarrados ou cutucados e não hesitarão em se defender. Pekes também não se dão com outros cães e preferem a companhia de outros da mesma raça, e ainda levam mais tempo a se acostumar com outros animais de estimação.

A sua teimosia é legendária. Até porque não é novidade nenhuma a sua atitude arrogante e cheia de si devido ao seu histórico de favorito imperial. Ele é capaz de cumpimentá-lo com dignidade e orgulho, pois tem consciência de que seus antepassados eram companhias da realeza e por isso continua a exigir o mesmo respeito. Se você está procurando por um cão devotado, afetuoso e amável, que seja capaz de tratá-lo com respeito e dignidade e esperar o mesmo tratamento vindo de você, então o Pequinês é uma raça que pode ser considerada.

Contudo, eles precisam de alguém que entenda as suas necessidades e que esteja preparado para conviver com a sua personalidade. O Peke será capaz de retribuir o seu carinho com todo o amor e afeição que um grande coração pode fazer. O Pequinês é capaz de competir com sucesso em agilidade, rally e obediência, e se você tiver um que goste de se mostrar, como a maioria deles, estes esportes podem ser uma forma de treiná-los e exercitá-los em algo divertido.

Os Pekes de personalidade extrovertida são populares também como cães de terapia. Hoje, ainda são companheiros muito queridos de muitas famílias e brilham também em exposições saudando a todos com dignidade e graça.

NOTA: Qualquer Pequinês abaixo de 2,7kg é chamado de “Pequinês de Manga”, a menor versão da família e o tamanho mais popular durante o desenvolvimento da raça na China. Para ser um exemplar com esta denominação é necessário ter 2,7 kg ou menos; qualquer um acima disso não será considerado como tal. Ficando entre 2,7 a 3,6 kg é considerado “Mini Pequinês”.

Origem da raça Pequinês

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Dupla de Pequineses beges correndo juntos soltos no gramado. (Créditos/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

O Pequinês recebeu seu nome em homenagem a antiga cidade de Pequim. Eles eram considerados sagrados e adorados como o legendário Cão Foo que costumava afugentar maus espíritos.

De acordo com esta lenda chinesa, o Pequinês seria o resultado de um amor impossível entre um leão e uma saguí (uma espécie de macaco pequeno). Este leão, supostamente teria se apaixonado pela saguí, e para casar-se com ela implorou à Buda que reduzisse o seu tamanho, mas que poupasse o seu coração e personalidade de leão. Buda teria conssentido, e por amor, o leão ou Fu Lin, o cão leão da China, sacrificou seu tamanho pelo amor à sua macaquinha, nascendo assim o Pequinês, corajoso como pai, pequeno, inteligente e doce como a mãe.

Assim, o Pequinês deve a sua existência à forma Lamaista do Budismo na China, em que o leão é um símbolo exaltado de Buda, muitas vezes aparecendo em forma miniatura. Os Cães Foo carregam alguma semelhança ao leão e eram cruzados cuidadosamente para acentuar ainda mais estas semelhanças, tanto é que estes cães vieram a ser conhecidos como cães leão.

Eles também eram conhecidos por inúmeros nomes e apelidos: cão leão, cão sol (para aqueles com pelos vermelhos-dourados) e cão de manga chamados assim por serem tão pequenos que podiam ser carregados dentro da manga da veste de seu dono.

Da China para a Inglaterra

Por séculos, os Pequineses foram restritos à apenas membros da côrte imperial chinesa. Eles só podiam ser de propriedade de nobres e eram considerados semi-divinos, e aqueles que se atrevessem a roubá-los eram mortos. As pessoas comuns eram obrigadas a curvar-se diante deles, e quando um imperador falecia, o cão era sacrificado para que pudesse proteger o seu dono após a sua morte. Por serem tão venerados e considerados amuletos da sorte, estes cães nunca haviam sido vistos fora do palácio ou de seu país de origem até depois de 1860.

Foi neste ano em que tropas Britâncias invadiram o Palácio real em Pequim durante a Guerra do Ópio. Muitos foram mortos por guardas imperiais para evitar que fossem capturados pelos estrangeiros. Porém cinco exemplares foram achados guardando o corpo de uma princesa que havia tirado a sua própria vida. Estes cães foram trazidos para a Inglaterra e eles, mais alguns outros importados mais tarde, foram a base da raça moderna de hoje.

Estes 5 cães tornaram-se prêmios de guerra e foram levdos para a Inglaterra onde dois foram presentados à Duquesa de Wellington, dois para o Duque e Duquesa de Richmond e Gordon, e o último à rainha Victória. Foram destes cinco cães que a raça moderna veio a descender. Todos eles causaram um enorme furor e alcançaram grande popularidade, mas mesmo assim, o Pequinês permaneceu com os mais abonados donos por décadas.

Como tempo, a raça foi se tornando mais acessível, e foi ganhando ainda mais popularidade entre todos. Embora permanecessem raros, por volta de 1890 mais Pequineses foram roubados da China, e em 1893 a raça foi mostrada pela primeira vez na Inglaterra, que naquela época era conhecida por Pug Chinês e Pequinês Spaniel. O Clube Pequinês foi estabelecido em 1904, e naturalmente a sua popularidade foi crescendo e espalhando-se pelo Atlântico aos Estados Unidos. Sendo o primeiro Pequinês registrado pela AKC em 1906, e o Clube Pequinês da América formado em 1909.

Aparência do Pequinês

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Pequinês de perto com seu focinho achatado e pelagem castanha.(Créditos/Copyright: “Ruslan Ivantsov/Shutterstock”)

O Pequinês é uma raça bastante antiga que possui uma aparência física que denota coragem, ousadia, muita auto-estima e independência. É um cão pequeno, compacto com um corpo em formato de pêra. É levemente mais longo que alto, mais pesado na frente, com uma construção geral mais robusta, porém equilibrada. Quando levantado do chão, o Pequinês é surpreendentemente pesado se comparado ao seu tamanho. Suas costelas são bem expandidas entre as patas da frente, o peitoral é largo e cheio, sua contura é fina. Seus ombros são para trás e se misturam suavemente com o resto do corpo, e os cotovelos são próximos ao corpo.

A sua cabeça é grande em proporção ao resto do corpo, com o topo massivo, largo e plano, assim como a frente da face que é plana, e o focinho também plano e largo, mais grosso abaixo dos olhos, separando as áreas de cima e de baixo da face e escondendo a sua parada, com rugas em formato de “V” bem distintas e característica da raça. A pele no focinho é negra, e o nariz também, preto e curto.

Os dentes se encontram em mordida uns sobre os outros, com a mandíbula de baixo mais larga. Nem os dentes ou língua aparecem quando a boca é fechada. Seus olhos redondos grandes, proeminentes ficam bem separados um do outro. Suas orelhas em formato de coração ficam nas laterais do topo do crânio, caindo planas sobre a cabeça. São bem emplumadas por isso se misturam a cabeça, dando uma aparência retangular. O pescoço é curto e grosso. As patas curtas, grossas e bem musculosas. As patas da frente giram para fora quando o cão está de pé ou se movendo.

As patas dianteiras são mais pesadas e traseiras mais leves, e relativamente juntas e paralelas. O rabo é alto, levemente arcado e carregado sobre as costas. O seu andar é digno e sem pressa, com um rolamento leve de corpo por causa da sua traseira larga e mais pesada. Ele possui uma camada interna de pelos mais espessa, e outra camada externa longa, grossa e lisa, em várias cores ou marcas, incluindo preto e castanho, beige, bicolor sendo branco a outra cor, com uma máscara negra na face.

Os Pequineses brancos por inteiro eram muito premiados pelos chineses e ainda são muito populares até hoje. Fiel à sua descrição de cão leão, o Pequinês possui uma notável juba na área do pescoço e ombros, com os pelos no resto do corpo um pouco mais curtos. Embora seja longo e profuso, os pelos não devem esconder o formato do corpo. Há penugens longas atrás das patas e dedos, com franjas mais longas nas orelhas e na cauda.

Ambiente Ideal para o Pequinês

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Trio de Pequineses brancos de pelagem volumosa. (Créditos/Copyright: “Grisha Bruev/Shutterstock”)

Nem precisa dizer que o Pequinês, por ter sido criado exclusivamente para ser um cão de companhia, precisa viver dentro de casa e nunca do lado de fora ao relento. Por causa do seu focinho atarracado, característico das raças braquicefálicas, o Pequinês é sensível a temperaturas altas e pode rapidamente sucumbir a um ataque do coração se não for mantido em ar refrigerado ou em ambientes frescos.

O Pequinês pode viver em um pequeno apartamento ou casa, mas também adoraria viver em uma mansão. Eles são praticamente inativos dentro de casa, e não precisam necessariamente de um jardim. Mas apesar de não precisarem de muito exercício, serão mais saudáveis se tiverem oportunidades regulares de correr e brincar. Gostam de correr livremente, mas precisam de locais seguros e cercados, pois têm a tendência a fugir.

Temperamento & Personalidade do Pequinês

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Pequinês no jardim em meio à flores. (Créditos/Copyright: “Igumnova Irina/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Pequinês precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Peke cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Pequinês possui um ego maior que ele, auto-estima é o seu sobrenome. Ele é um cão cativante, muito corajoso, sensível, independente e extremamente afetuoso para com o seu dono, mas também pode ser um tanto irritante e muito teimoso. Como convém a um cão de sua estatura imperial, ele acha que pode ter tudo à sua maneira.

Ele pode até parecer fofinho, mas o Pequinês está longe de ser delicado e gracioso, e tem uma personalidade firme, durona e muito mais corajosa que a sua aparência sugere. A sua dignidade nobre, arrogância e confiança o transforma em um cão alegre, afetuoso e de boa natureza que sempre irá respeitá-lo se você também souber respeitá-lo.

Eles são capazes de ser sensíveis, amáveis, e extremamente afetuosos quando querem ser. Ele é leal e protetor da sua família, e geralmente se afeiçoam a uma única pessoa, sendo sempre muito devotado. São bons cães de vigia, e irão soar o alarme a qualquer barulho estranho, latindo sempre que estranhos se aproximam ou quando suspeitam de algo estranho ao redor de seu território.

Treine-o com firmeza, consistência, usando sempre técnicas de esforços positivos como compensação com comida e elogios. Você sempre terá sucesso se conseguir convencê-lo a fazer algo como se fosse uma ideia dele, e não sua. Apesar de tudo isso, eles podem ser companhias adoráveis, e são mais adequados à crianças mais velhas e bem comportadas. O Pequinês não gosta de ser perturbado e não tolera desrespeito.

Se socializados de forma adequada, o Pequinês pode se dar bem com outros cães e animais de estimação desde que a sua supremacia seja reconhecida, mas ainda assim são naturalmente desconfiados. Com relação aos estranhos, dependendo de como eles se sentem sobre eles, costumam receber cumprimentos que variam de ignoradas a afáveis. Com relação aos gatos, os Pekes são educados, e os reconhecem como nobres amigos.

Não permita que o seu cão desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando. Isto pode causar vários níveis de comportamentos negativos, incluindo tornar-se obstinado demais, teimoso, ciumento, ansioso, latir demais, morder e surtar ao tentar mandar em seu dono.

Os Pequineses podem se tornar aversos a estranhos e não confiáveis ao redor de crianças e até adultos. Se você acostumá-lo a alimentá-lo com sobras, podem se recusar a se alimentar, para mostrar a sua dominância ao invés de falta de apetite. Podem se tornar agressivos. Todos estes comportamentos nao são típicos da raça, mas comportamentos que resultam da forma como que os humanos tratam seus cachorros, deixando que eles mandem na casa.

Se o Pequinês tiver regras e limites para seguir, e souber o que devem e o que não devem fazer, assim como caminhadas diárias para relaxar e gastar energia física e mental, eles poderão apresentar um temperamento totalmente diferente e muito mais agradável.

Não é justo colocar todo este peso em um cão tão pequeno, para que ele ache que deve colocar o seu dono na linha. Logo que você começar a mostrar ao seu Peke que é capaz de ser o seu líder, firme e estável, ele poderá relaxar e ser o cão maravilhoso que sabe ser. O Pequinês perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes.

Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Pequinês

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Pequinês sendo secado após banho gostoso. (Créditos/Copyright: “shalex84/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pequinês à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Se você estava procurando por um cão fácil de ser mantido e cuidado, o Pequinês não é a escolha certa. Estas nuvens de pelos imperiais deslizando suavemente por aí é produto de horas a fio de escovações e cuidados especiais, isso se for para as grandes exposições, mas para um simples animal de estimação, pelo menos uma hora por semana de escovação é o suficiente com uma escova adequada. Antes de escovar, molhe levemente os pelos com água ou condicionador apropriado para evitar que os fios se quebrem.

Escove por inteiro, de cima para baixo até tocar a pele, tirando todos os pêlos soltos para encorajar ainda mais o crescimento de novos. Continue molhando os pelos enquanto escova cada área do corpo. Use um pente de metal nas plumagens das pernas, orelhas e cauda, que embaraçam mais facilmente e que costumam carregar sujeira. Corte os pelos das patas para evitar o desenvolvimento de nós e que pedaços de objetos fiquem agarrados ali. Os pelos do Peke podem ser aparados e curtos, mas isso ainda significa que deve ser profissionalmente.

Você pode fazer um corte em que o corpo é raspado deixando apenas a juba ao redor da cabeça e um pom pom na ponta da cauda. Os pelos que foram negligenciados podem ficar embaraçados, cheios de nós, que podem ser dolorosos e até levar a infecções de pele sérias. Limpe a ruga acima do nariz diariamente e mantenha-a seca para evitar as infecções. Limpe a face dele e ao redor dos olhos diariamente com um pedaço de algodão para evitar problemas com a pele que se dobra nessa área.

Toda vez que o seu Peke se molhar, seque a sua pele até que ele fique totalmente seco. Inspecione diariamente os pêlos ao redor do ânus por sujeira. Banhe o seu Peke uma vez ou duas ao mês, como for preciso. Use um shampoo feito especialmente para cães para não estragar os fios ou endurecê-los e evitar irritações. Pode usar shampoo seco e escovar depois.

Atividade & Exercícios do Pequinês

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Pequinês brincando feliz no jardim. (Créditos/Copyright: “Dark Moon Pictures/Shutterstock”)

O Pequinês passeará alegremente pelo parque, ao redor do quarteirão e até irá brincar com seus brinquedos dentro de casa, mas é essencialmente um cão de baixa atividade. Mesmo assim, exercícios são bons pra ele, por isso é necessário que ele obtenha uma boa quantidade diariamente. Resista ao impulso de carregá-lo por aí – deixe que ele seja um cachorro e não o seu brinquedinho fofinho.

Ele será mais feliz e mais bem comportado. Eles adoram pequenas caminhadas algumas vezes por dia, mas são altamente propensos a se aquecerem em climas muito quentes, por isso nunca deve ser deixado do lado de fora ou exercitá-lo em demasia. Caminhadas noturnas são uma boa solução. Eles também adoram poder correr livremente sem coleira em locais seguros.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Pequinês

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Pequinês bicolor – branco e marrom – fazendo sua caminhada na rua. (Créditos/Copyright: “Kucher Serhii/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Pequineses são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

O Pequinês é do tipo que se resfria facilmente. Também costuma ter partos muito difíceis, mas o seu problema mais comum é insuficiência cardíaca congestiva, que não costuma aparecer até que os 6 anos de idade, mas que pode ser tratada com medicamentos se diagnosticada logo. Outro problema é doença na válvula mitral do coração que causa a volta do sangue para o átrio esquerdo, mais conhecido como regurgitação, fazendo com que o coração seja menos eficiente ao bombar o sangue para o resto do corpo.

Eles também são suscetíveis a uma série de problemas nos olhos que incluem glaucoma; atrofia progressiva da retina; úlceras nos olhos; trichaiasis ou Ectopic Cilia (uma anormalidade em que os cílios crescem para dentro dos olhos); distichiasis (uma condição em que uma fileira adicional de cílios crescem na glândula dos olhos e sai pra fora da pálpebra); entropio (um defeito que causa a pálpebra dobrar para dentro irritando ou machucando o glóbulo ocular); síndrome de ceratopatia de exposição (que pode ser causada por um número de fatores tais como exoftalmos, que é uma protrusão do globo ocular, macroblepharon, que é uma grande abertura da pálpebra, e lagoftalmia, que é uma incapacidade para fechar completamente a pálpebra); além de olhos secos (quando as glândulas lacrimais não produzam lágrimas suficientes para umedecerem os olhos).

Além disso, podem vir a ter síndrome das vias aéreas braquicéfalas, que causa dificuldades de respiração; hydrocefalus, que ocorre quando o fluido do cérebro acumula obstruindo e colocando muita pressão no cérebro; problemas de hérnia de disco e deslocamento de rótula dos joelhos; irritações de pele causadas pelas suas dobras; fenda palatina; criptorquidia (quando os testículos não descem). Além disso, deve se tomar um cuidado especial para não super alimentá-lo, pois têm a tendência a ganhar peso facilmente.

O Pequinês costuma a viver por cerca de 10 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Pequinês

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Pequinês bicolor sentado na grama no jardim. (Créditos/Copyright: “Kucher Serhii/Shutterstock”)

Pequineses são muito inteligentes, mas toda essa inteligência pode ser neutralizada pela sua mente independente e a sua enorme teimosia. Eles têm a tendência a só fazer aquilo que querem e da maneira deles. Tudo isso por causa da sua natureza imperial. Por esta razão, o seu treinamento é um desafio. Eles agem como se estivessem no controle o tempo, e por isso é preciso persuadi-lo a fazer algo que ele perceba ser em seu próprio benefício. O Pequinês não responde bem a treinamentos duros ou disciplina e podem se tornar defensivos e até morder se sentirem que estão sendo agredidos.

Treine o seu Pequinês com firmeza e carinho. Técnicas de esforços positivos na forma de elogios, recompensas e comida sempre funcionam. Faça do treinamento uma atividade divertida, seja entusiasmado e paciente, e o Peke irá surpreendê-lo com suas habilidades e vontade de aprender. O segredo do sucesso é sempre persuadí-lo de modo criativo a achar que o treinamento é algo que ele realmente deseja fazer. E deve ser em doses homeopáticas, em sessões curtas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento.

Pekes também são difíceis de serem treinados a fazer suas necessidades fora de casa ou apenas em locais específicos. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Cães de Companhia

Maltês

O Maltês ou Maltese é considerado o cão mais velho das raças Toy Européias, além de ser também conhecido por vários nomes e apelidos diferentes. Famoso pela sua pelagem branca sedosa que desce até o chão dando a impressão de que está flutuando debaixo da sua “nuvenzinha de pelos”, o Maltês vai muito além desta pelagem glamurosa e aparência nobre e altiva. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Maltês

Origem: ilha de Malta, Itália.
Data de origem: 300 B.C., século XV
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia – bichons e raças semelhantes / Cão Apontador / AKC Grupo Toy.
Função original: cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Bichon Maltês, Cão Melitae, Ye Ancient Dogge de Malta, cão das damas romanas, “o consolador”, Spaniel Gentil, Bichon, Cão Leão Maltês, Terrier Maltês.
Tamanho: pequeno porte
Altura: Machos de 21 cm a 25 cm / Fêmeas de 20 cm a 23 cm
Peso: de 3 kg a 4 kg
Cores: branco
Pêlos: liso, comprido, sedoso e grosso
Manutenção: média
Expectativa de vida: cerca de a anos
Reconhecimento (Canil): CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Maltês

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Dupla de Maltêses filhotes no colinho da dona. (Créditos/Copyright: “Andi Berger/Shutterstock”)

A raça, oriunda da Ilha de Malta no meio do Mar Mediterrâneo, ao sul da Itália e ao norte da África, ganhou popularidade entre nobres, realeza e aristocracia graças a sua personalidade afetuosa, alegre e corajosa, sua inteligência, seu bom comportamento e atitude graciosa.

O Maltês é uma raça que é ao mesmo tempo gentil e corajosa, e que costuma cumprimentar a todos como se fossem amigos. É também enérgico e vigoroso apesar da aparência delicada e aristocrática, e ainda possui um lado selvagem que adora correr e brincar.

Embora pareça inocente, o Maltês é ousado e até agressivo, e pode desafiar cães maiores. Por terem um longa história como cães de companhia, o Maltês exige muita atenção e ama estar com o seus donos. Costuma ser tão leal que pode até sofrer de ansiedade por separação.

Se deixado sozinho por longas horas por dia, pode latir em excesso e se tornar destrutivo. O Maltês foi desenvolvido exclusivamente como cão de companhia, e por esta razão precisa viver dentro de casa e nunca do lado de fora. E como é uma raça de pequeno porte, pode perfeitamente se adequar a ambientes pequenos, como apartamentos e residências menores.

O Maltês também pode ser um pouco intolerante com crianças pequenas e outros cães, especialmente se forem mimados pelo dono. E se este for o caso, eles podem até se tornar protetores demais, latindo e até mordendo se animais ou pessoas forem percebidas como ameaças, se estiverem com medo ou forem machucados por eles.

Os Maltêses são capazes de armazenar muito amor dentro desses corpinhos pequeninos, e não tem nada mais no mundo que deixe eles mais felizes que deitar no colinho do seu dono. Mas isso não significa que ele não precise de exercícios ou de treinamento. Eles costumam aprender rápido, principalmente se forem recompensados pelos seus esforços.

O Maltês evolui ainda mais ao aprender truques, pois adora se mostrar. Como todo cão, o Maltês deve saber qual o seu lugar na casa, e exige socialização adequada e treinamento de obediência. Por ser uma raça vigorosa, ele se destaca não só como cão de companhia, mas também como cão de terapia e competidor em esportes caninos como agilidade, obediência, rally e tracking. Hoje o Maltês está entre as raças mais populare e mais vendidas, sendo que toda essa sua popularidade acabou levando o cachorro também para a lista das raças mais visadas por ladrões.

Origem da raça Maltês

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Maltês filhote no campo de flores amarelas. (Créditos/Copyright: “DragoNika/Shutterstock”)

O Maltês é a raça de Toy mais antiga da Europa, e está entre as mais antigas de todas as raças. Embora sua origem seja controversa, a sua história pode ser traçada há quase dois milênios atrás. Artistas, poetas e escritores já imortalizaram este pequeno cão em várias culturas antigas da Grécia, Roma, e Egito, até mesmo já foi mencionado por Aristóteles – desenhos, pinturas e esculturas datados de 4 000 a.C, mostram o cão Maltês como inspiração.

Com relação ao seu “local de nascimento”, alguns afirmam que o Maltês seja de origem Asiática sendo parte do desenvolvimento de vários cães asiáticos menores, enquanto outros afirmam ser nativo de Malta, no Mar Mediterrâneo, de onde recebeu o nome, desenvolvido a partir de cães do tipo Spitz e Spaniels, sendo esta última a hipótese a mais aceita.

O Maltês de Malta

A ilha de Malta era um antigo porto de negociações, comércio e troca, visitado por navegantes fenícios por volta de 1500 B.C. O Maltês foi especificamente mencionado em escrituras que datavam de 300 B.C. A arte grega inclui Malteses desde o século XV, e há evidências de tumbas construídas para eles, enquanto representações desse tipo de cão em artefatos egípcios sugerem que eram apreciados por esta cultura antiga.

Até mesmo antes da Era Cristã, a raça já havia sido espalhada por culturas Mediterrâneas. Embora os cães eram muitas vezes exportados e subsequentemente largamente distribuídos por toda a Europa e Ásia, o núcleo populacional em Malta permaneceu relativamente isolado de outros cães, resultando neste cão distinto que permaneceu puro por séculos.

Os egípcios, e séculos depois muitos europeus, pensavam que o Maltês possuía a habilidade de curar pessoas de doenças e por esta razão costumavam colocá-los no travesseiro da pessoa doente, acabando por inspirar um de seus apelidos — “O Consolador”.

O Maltês na Inglaterra

Embora a marca registrada do Maltês seja o seu longo pelo branco, sedoso e deslumbrante, os antigos Malteses tinham várias outras cores além do branco. No início do século XIV, os Malteses foram trazidos para a Inglaterra durante o período das Cruzadas, onde se tornaram muito populares e os “queridinhos” entre os nobres e a realeza. Por volta do século XV, se tornaram muito populares entre a aristocracia francesa.

Ao final do século XVI, o Maltês já havia se tornado o animal doméstico favorito da Rainha Elizabeth I, Rainha Maria da Escócia, e Rainha Victória que ganhou o dela de presente, e depois espalhou seus filhotes pela Europa, que mais tarde se tornaram os primeiros a serem exibidos na Inglaterra. A raça passou a ser propriedade da realeza por todo o mundo. As mulheres costumavam carregá-los dentro da roupa e dormiam com eles em suas camas.

O Maltês da Inglaterra para o resto do mundo

Embora eles tenham sobrevivido ao declínio do Império Romano e a Idade Média, o Maltês foi quase destruído durante os séculos XVII e XVIII quando foram feitas tentativas de cruzamentos para diminuir ainda mais o seu tamanho. Após estes experimentos desastrosos, criadores misturaram poodles, miniatura de spaniels, e miniatura de cães asiáticos para salvá-lo – tal feito acabou resultando em uma enorme variedade de raças, por isso acredita-se que o Maltês é ancestral direto do Bichon Frise, Bolonhês e Havanês. Foram os criadores ingleses que acabaram por desenvolver o Maltês que conhecemos hoje.

Muitos deles nos Estados Unidos possuem herança genética destas importações. Os Malteses foram parar nos Estados Unidos por volta de 1800s, e foram registrados na AKC apenas em 1950s, e desde então têm se tornado muito populares. Ao chegar ao Brasil, alcançou o ápice de sua popularidade em 2000, tornando-se uma das dez raças mais comuns no país, além de ser uma das raças mais populares e mais vendidas no Brasil.

Aparência do Maltês

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Maltês fêmea de presilhas deitada na grama do jardim. (Créditos/Copyright: “otsphoto/Shutterstock”)

Embora a raça seja muito conhecida pela sua pelagem, a sua estrutura corporal, expressão facial e todo o resto são componentes essenciais da raça. O Maltês é um cão miniatura de corpo compacto e quadrado, levemente mais longo que comprido, inteiro coberto por uma única camada de pelos longos e lisos, de textura sedosa e brilhante, toda branca caindo até o chão dando a impressão de que flutua enquanto anda. A cor é predominantemente branca pura, variando ao máximo, para um marfim pálido.

Caso um exemplar apresente, por exemplo, um laranja pálido, a coloração é descrita como uma imperfeição, sendo portanto, indesejável. A cabeça do Maltês é de comprimento médio e em boa proporção ao seu tamanho. O seu crânio é levemente arredondado no topo com uma parada moderada.

O seu focinho de comprimento médio afunila, mas não chega a ser pontudo. Suas orelhas, baixas ficam mais perto da cabeça e são mais peludas. O seu pescoço é longo o suficiente para carregar a cabeça alta. Os olhos negros são grandes e redondos. O nariz é preto com narinas bem abertas.

Alguns possuem o que chamam de “nariz de inverno” que se torna rosa durante o inverno; a mudança de cor se torna permanente em cães mais velhos. Os dentes se fecham em mordida de tesoura, e a sua expressão é gentil, porém alerta e a sua aparência geral denota vigôr, vontade de viver e afeto. A sua altura da cernelha ao chão é igual ao comprimento da cernelha à sua cauda. Eles possuem ombros enclinados e cotovelos próximos ao corpo. O seu peito é profundo e o seus membros são bem estruturados. As pernas dianteiras são retas, e as patas são pequenas, redondas e a cauda emplumada de lado.

Ambiente Ideal para o Maltês

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Maltês no sofá inclinando sua cabecinha para chamar atenção. (Créditos/Copyright: “lzbeta/Shutterstock”)

O Maltês pode muito bem viver em um locais pequenos como apartamento ou casa pequena. Inclusive é uma das raças citadas como melhores cães para viver em apartamento. Eles costumam ser ativos dentro de casa, mas não precisam necessariamente de um jardim. Eles gostam de sair para caminhar, mas não necessitam de grandes esforços para exercitá-los de maneira suficiente. Os Malteses são cães que devem ficar dentro de casa, pois não toleram climas extremamente quentes ou frios e adoram se aconchegar em uma caminha macia e quentinha bem pertinho de seu dono.

Temperamento & Personalidade do Maltês

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Maltês fêmea no colo da sua dona recebendo um afago carinhoso. (Créditos/Copyright: “MANDY GODBEHEAR/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Maltês precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Maltês cresça saudável para tornar-se um cão bastante sociável.

O Maltês é espirituoso, vívido e brincalhão. É também gentil, amável, confiável, inteligente, obediente e devotado. Costuma ter uma boa natureza e ama ser carregado e ficar no colo. Destemido, o Maltês assume que todos que acaba de conhecer — humano ou animal — pode ser amigo.

Eles costumam tolerar outros animais de estimação, mas não são adequados para crianças que judiam de animais. Eles também costumam estabelecer uma ligação forte com uma única pessoa, e podem agir de forma super protetora com o seu dono, família e território, latindo ou mordendo se sentirem alguma ameaça. Também não gostam de serem deixados sozinhos por períodos extensos de tempo. O Maltês pode latir para estranhos, mas se acostuma com eles rapidamente.

Doces e fofinhos, são conhecidos por conseguirem tudo aquilo que querem — até com aqueles que não têm a intenção de mimá-los. Isto acaba causando vários níveis de problemas de comportamento. Se o cão passa a acreditar que manda na casa, pode surtar com crianças e até adultos. Nunca mime ou proteja demais estes cães, pois eles costumam ficar instáveis, e alguns podem até ficar ciumentos com relação a outras pessoas estranhas.

Não deixe que este tipo de cão desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos humanos induzidos em que o cão acredita ser o líder do seu bando em relação aos humanos do seu convívio.

Por serem focados em sua família e muito inteligentes, eles costumam responder bem a treinamentos e técnicas de esforços positivos como prêmios, elogios, brincadeiras e recompensas, e ainda é muito bom em aprender truques. O Maltês perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação.

Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Maltês

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Maltês sendo tosado no veterinário. (Créditos/Copyright: “Frank11/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Maltês à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O glamuroso Maltês é um cão de alta manutenção. A sua pelagem estonteante é branca pura, sedosa e lisa, que muitas vezes alcança o chão. Apesar de não possuirem dupla camada de peos, típica em muitos cães, ele não solta muito pelo, mas requer muitos cuidados para mantê-los brilhantes, sedosos e principalmente desembaraçados. Por serem compridos e muito lisos, os pelos do Maltês embaraçam facilmente e costumam ficar muito sujos, carregando tudo quanto é coisa que estiver pelo chão, por isso precisam de banhos mais frequêntes, mas semanalmente já é suficiente.

É preciso escovar e pentear os pelos do Maltês diariamente, as vezes até mais de uma vez por dia dependendo de onde o cão andar (se tiver o costume de brincar no jardim, folhas e outros detritos podem agarrar em seus pelos), mesmo que sejam mais curtos e não se arrastem pelo chão – isto ajudará a mantê-los desembaraçados e limpos.

Se mesmo assim o pelo embaraçar, tente primeiro desembaraçá-los com os seus próprios dedos de forma gentil, usando até mesmo um spray desembaraçante ou condicionador a óleo especiais para cães. Depois de separar os nós com os dedos, use a ponta das cerdas do pente para soltar os pelos individualmente. Nunca tente puxar o nó de uma vez com a escova ou pente, e garanta que todos os nós sejam removidos antes do banho, pois eles tendem a ficar ainda mais apertados quando molhados.

Embora haja muitos produtos no mercado para embraquecer o pelo dos cães, tenha cuidado ao usá-los ou qualquer outra receita caseira – muitos podem estragar os pelos deles, e nunca deixe que algum destes produtos caiam nos olhos deles. Muitas pessoas fazem “chuquinhas” no topo da cabeça do Maltês para que estes pelos compridos não caiam nos olhos – mas use sempre elásticos encapados para não quebrar os fios ou embraraçar ainda mais os pelos.

Sempre cheque suas orelhas semanalmente, pois eles têm a tendência a ter muito pelo nelas que precisam ser removidos. Peça para o veterinário cortá-los ou mostrar como se faz para que você possa fazer em casa de maneira adequada e segura. Manchas de lágrimas e no rosto são também bastante comuns nos Malteses, e costumam aparecer nos filhotes aos 4 ou 5 meses, quando os dentes também estão aparecendo. Para prevenir é só seguir os segunites passos:

  • Limpe os olhos diariamente com água morna, e limpe a sua barba após as refeições;
  • Ensine-o a beber água em garrafinha – água com um alto teor de minerais, causam manchas;
  • Alimente-o em prato de aço, cerâmica ou vidro, e não plástico, e limpe o prato depois de cada refeição;

Se estas medidas não forem capazes de evitar as manchas, consulte um veterinário, pois ele pode estar com as glândulas lacrimais entupidas, alergias ou outros problemas que podem estar causando a lacrimejação excessiva. Outra coisa, se você notar que o seu focinho está ficando rosado, ele pode não estar tomando sol suficiente. Leve-o para tomar um pouco de sol ao ar livre ou até mesmo dentro do carro, se estiver muito frio.

Atividade & Exercícios do Maltês

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Maltês correndo feliz pelo gramado. (Créditos/Copyright: “Kimrawicz/Shutterstock”)

O Maltês não precisa de uma quantidade muito grande de exercícios. E suas necessidades podem ser supridas através de brincadeiras e atividades, ao ar livre ou até mesmo dentro de casa, desde que hajam algumas horas de caminhadas diárias para que seu instinto animal seja também exercitado. Eles gostam de caminhadas, brincar de correr atrás e corridas livres em um pequeno jardim seguramente cercado. Eles permanecem ativos até adultos, e devem ficar na coleira quando na rua ou em locais públicos.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo, e o Maltês é um dos cães de maior longevidade canina.

Saúde do Maltês

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Maltês checando suas orelhas para evitar infecção no veterinário. (Créditos/Copyright: “Lucky Business/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Malteses são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. O Maltês costuma ter uma expectativa de vida de 12 a 14 anos, embora alguns já tenham vivido até por 18 anos, por isso é considerado uma das raças de maior longevidade canina.

A maioria é bastante saudável, mas alguns são mais suscetíveis a problemas no coração como prolapso de válvula e alargamento do ventrículo, presentes por volta dos 10 anos de vida e controlados por medicação. Outros podem dar um certo trabalho para comer por causa de uma má digestão. Muitos Malteses têm problemas dentais.

Eles podem começar a perder os dentes com 8 anos se não forem cuidados e limpos de forma adequada. Oferecer alguns biscoitos caninos junto a uma boa dieta canina pode ajudar a manter os dentes limpos e saudáveis. Eles também podem ter queimaduras solares no local onde o pelo se divide (risca) no topo da cabeça e no corpo. Eles ficam com frio facilmente, mas também se aquecem muito rápido em climas muito quentes por não conseguir dissipar o calor facilmente.

A maioria dos cachorros de pequeno porte possui problemas de saúde relacionados ao tamanho, alguns genéticos outros adquiridos.

Os filhotes minúsculos são frágeis e têm problemas em manter os níveis de açúcar no sangue altos, como hipoglicemia. Na fase adulta, a cartilagem da traquéia de alguns pode enfraquecer, causando o estreitamento do canal principal de ar, o que gera uma dificuldade de respiraçao e de usar qualquer tipo de coleira. Há também uma condição chamada de “espirro em reverso”, que ocorre quando o cão está muito excitado, tenta comer e beber ao mesmo tempo ou quando o ar possui muitos alergênicos que podem irritar ou causar alergias respiratórias.

Suas bocas pequenas ficam mais suscetíveis a doença peridontal, e as rótulas dos seus joelhos podem se deslocar mais facilmente, uma condição conhecida por “luxação patelar”. Além disso, alguns problemas de visão também podem ocorrer como glaucoma, atrofia progressiva da retina; e ainda um defeito congênito de fígado chamado “portosystemic shunt” , que ocorre quando um vaso anormal faz com que e o sangue contorne o fígado e não seja purificado. Os Malteses também podem sofrer de “síndrome do cão tremedor” que afeta principalmente os cães brancos, que resulta em tremedeiras incontroláveis pelo corpo inteiro, perda de coordenação e movimentos de olhos rápidos.

Treinamento do Maltês

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Filhote de Maltês no meio das folhagens de outono. (Créditos/Copyright: “Jim Larson/Shutterstock”)

Encorajamento ao invés de palavras duras deve sempre ser usado ao treinar o Maltês. Eles são muito sensíveis, por isso o treinamento nunca deve ter uma natureza dura. O seu treinamento deve ser feito com amor, consistência, recompensa e paciência. Eles são adeptos a aprender truques e aprendem rápido. Eles não costumam precisar de treinamento de obediência extenso, pois são naturalmente obedientes. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu filhote a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o seu treinamento. Há vários métodos também de treiná-lo a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa.

Eles são um pouco difíceis de serem treinados a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa, por isso, muitos optam pelo método de caixa ou papel. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto. Eles se adaptam melhor se forem socializados desde cedo.

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Cães de Companhia

Bichon Frise

Originalmente conhecido por Bichon Tenerife, o Bichon Frisé, esse animado pompom felpudo foi trazido para o continente Europeu das Ilhas Canárias, território espanhol próximo ao Marrocos, durante o século XIV, onde se tornou um dos animais de estimação mais adorados pela aristocracia, principalmente na França. Dizem que o Bichon descende de várias raças pequenas: o Coton de Tulear, o Bolonhês, o Havanês e o Maltês. Acredita-se que por terem se originado no Mediterrâneo, podem ter sido trazidos por rotas de comércio para outros países europeus. Saiba mais sobre a raça abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Bichon Frise

Origem: Espanha
Data de origem: século XIV
Grupo de Raças: FCI Grupo 9 – Cães de companhia – Bichons e raças semelhantes / Cão Apontador / AKC Não-Esportistas.
Função original: cão de colo, cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Bichon
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 23 cm a 30 cm / Fêmeas de 23 cm a 28 cm
Peso: de 3 kg a 5 kg
Cores: branco, creme, cinza e apricô
Pêlos: encaracolados, emplumados, macios.
Manutenção: difícil, requer cuidados profissionais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: de 1 a 6 filhotes, padrão de 4 a 5.
Reconhecimento (Canil): ACA, ACR, AKC, ANKC, APRI, BFCA, CKC, CKC, DRA, FCI, KCGB, NAPR, NKC, NZKC, UKC.

Introdução à raça Bichon Frise

Bichon Frisé fêmea e seu filhotes (Créditos/Copyright: “pixshots/Shutterstock”)

O seu nome francês “Bichon Frisé” é traduzido literalmente para “Cão de colo encaracolado”. Após um declínio em popularidade, foram banidos para as ruas, e mesmo assim a personalidade alegre do Bichon acabou conquistando os corações das pessoas comuns.

Não foi até 1930 que seus admiradores passaram a levar à sério esse cãozinho o suficiente para buscar o reconhecimento oficial da raça. Por volta de 1934, a sua linhagem foi padronizada, um padrão foi estabelecido e sob o seu novo nome, o Bichon Frise foi admitido no Clube de Canil Francês, e desde então tem feito admiradores pelo mundo inteiro.

O Bichon é um companheiro ideal. Com seus corpinhos compactos, carinhas de bichinho de pelúcia e pelos branquinhos macios, eles são uma raça muito atraente cuja aparência é ainda mais admirada pela sua natureza e disposição alegre, versátil, intrépida, inteligente, brincalhona e gentil, sempre com uma expressão suave e inquisitiva.

O seu pelo, que cai muito pouco, é branco com sombras na cor creme e apricô. Pigmentação escura no nariz e em volta dos olhos escuros e grandes melhoram ainda mais a sua aparência. Ele está sempre contente e adora brincar, exceto quando são deixados sozinhos por longos períodos de tempo, pois possuem a reputação de sofrer de ansiedade de separação, portanto é bom não se ausentar muito.

Bichons não só gostam de estar com a sua família, mas precisam estar junto delas. Costumam se ajustar a diferentes estilos de vida, desde que não tenham que ficar sozinhos. O Bichon é uma das raças de cães mais afetuosas e doces que existe – uma excelente escolha para animal de estimação, e por serem pequenos, são uma ótima raça para quem vive em apartamento. Embora tenham muita energia, precisam de poucos exercícios, porém diários, que incluem brincadeiras e caminhadas curtas.

Cuidados profissionais para manter seus pelos macios e brilhantes e em boas condições, podem ser necessários. O Bichon nem sempre é fácil de ser treinado, portanto paciência é necessária. É amigável com estranhos, mas capaz de alertar os donos quando um desconhecido se aproxima. Se dão bem com outros cães e animais de estimação, e até crianças, desde que sejam maduras o suficiente para não machucar ou judiar deles.

Origem da raça Bichon Frise

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Bichon Frisé e seu sorriso alegre e charmoso irresistível (Créditos/Copyright: “Tomas Picka/Shutterstock”)

Como muitas outras raças caninas, a origem exata do Bichon Frise é incerta. Alguns acreditam que o Bichon possui suas origens no Mediterrâneo, mais precisamente nas Ilhas Canárias de Tenerife, território espanhol, próximo ao Marrocos.

Diferentes tese de origem

Segundo estes relatos, a raça originou-se de cruzamentos entre o Barbet (um antigo cão d’água de pelos lanosos) com outros cães de colo brancos menores. Estes cruzamentos acabaram originando uma família de cães chamada de “barbichons”, diminutivo de “barbet”, que mais tarde foi abreviada para “bichons”. Assim, os Bichons foram divididos em 5 tipos: o Coton de Tulear, um cão originário da costa Africana próxima à ilha de Madagascar; o Maltês, desenvolvido na ilha de Malta no Mediterrâneo; o Bolonhês, raça desenvolvida no Norte da Itália perto de Bolonha; o Havanês, de Cuba; e o Tenerife, que posteriormente se tornou Bichon Frise, provavelmente levado ao resto do continente Europeu por mercadores espanhóis que costumavam usar a rota de comércio fenício.

Todos originários do Mediterrâneo, de aparência e disposição similar. Outros historiadores acreditam que navegadores espanhóis levaram alguns Bichons para Tenerife, mas registros mais antigos do Bichon que datam do século XIV, mostram quando navegantes italianos trouxeram algumas espécies da Ilha para o continente, e quando os franceses invadiram a Itália por volta de 1.500, trouxeram alguns Bichons pra a França com eles.

Difusão da raça na Europa

Independente de como o Bichon Frise chegou à Europa, a raça rapidamente se tornou o animal de estimação predileto da nobreza. Os Bichons eram muito populares nas corte reais durante os reinados do Rei Francis I da França e Rei Henry III da Inglaterra no século XVI. O Rei Henry III gostava tanto dos seus Bichons que costumava carregá-los onde quer que fosse em uma cesta pendurada em seu pescoço.

Os Bichons se tornaram favoritos das famílias reais espanholas e de até pintores como Goya, que chegou a incluir um Bichon em inúmeras pinturas suas. Mesmo assim, por razões desconhecidas, a sua popularidade caiu bastante por toda Europa, e até ensaiou uma volta durante o reinado de Napoleão III no início do século XIX, mas logo em seguida despopularizou-se novamente. Isto acabou levando a um novo capítulo na história deles, em que passou de favorito da côrte para cão de rua, onde só sobreviveu por causa da sua propensão a desempenhar truques, se unindo a vendedores ambulantes e artistas de circo para entreter transeuntes em troca de dinheiro.

Do declínio aos dias de hoje

Se não fosse pela a sua inteligência e encanto, a raça provavelmente teria sido extinta durante este período. Logo após a Primeira Guerra Mundial, eles quase desapareceram novamente, porém alguns foram trazidos de volta por soldados. Contudo, nenhum esforço real foi feito para salvar a raça até que alguns criadores franceses resolveram trabalhar duro para estabelecer e preserva-la. O seu padrão oficial foi adotado pela Sociedade Central Canina da França em 1933, sendo que até este momento a raça possuía dois nomes: Tenerife e Bichon.

No mesmo ano, o Bichon Frise foi reconhecido pela Federação Cinológica Internacional (FCI), e só então a raça foi renomeada para Bichon à poil frisé (“Bichon com o pelo enrolado”), simplificada depois para Bichon Frise. Mas a raça foi ameaçada novamente, desta vez pela Segunda Guerra Mundial, e foi apenas quando a raça chegou aos Estados Unidos em 1956 que passou a ter mais segurança. Mesmo assim, o Bichon só ficou mais famoso quando recebeu uma nova tosa e enorme publicidade em 1960. Foi aí que a raça de repente atraiu a atenção de admiradores e foi reconhecida pela AKC em 1971, e em 1975 a AKC reconheceu o Clube Bichon Frise da América.

Aparência do Bichon Frise

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Bichon Frisé com uma tosa mais aparada (Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)

O Bichon Frise é uma raça pequena que possui uma enorme semelhança física com o Maltês e o Poodle, aliás é sempre muito confundido com eles, principalmente com o Poodle. Apesar do seu tamanho, o Bichon Frise é um cão forte.

Seu corpo é excepcionalmente musculoso, especialmente das coxas a anca. Possui um pescoço longo e um peitoral bem desenvolvido. A sua cabeça, levemente redonda, possui um focinho mais curto com uma parada levemente acentuada. Quando é tosado para exposições, o seu corpo fica com a aparência arredondada. Seus olhos redondos podem ser negros ou marrom escuro sempre com uma expressão inteligente. As orelhas são caídas e cobertas por pelos longos. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura.

As pernas são retas e a cauda é carregada sobre as costas. O Bichon possui uma pelagem dupla, suave ao toque, frouxamente encaracolada. A camada de fora é mais longa, mais grossa e crespa que a camada fina e sedosa de baixo, que juntas criam uma textura suave que se estende além do corpo dando uma aparência de bicho de pelúcia fofinho. As cores podem ser branco, creme, cinza ou apricô. A cor branca é preferível para competições.

Ambiente Ideal para o Bichon Frise

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Bichon Frisé deitado no gramado

(Créditos/Copyright: “mikeledray/Shutterstock”)
Apesar de não estarem na lista das melhores raças para viver em apartamentos, o Bichon Frise pode muito bem viver em qualquer ambiente pequeno se puder se exercitar de maneira suficiente. Eles costumam ser ativos dentro de casa, mas não necessitam de jardim. Por causa dos seus altos níveis de energia, o Bichon Frise é capaz de se exercitar por si próprio. Eles gostam de caminhar, pular e correr um espaços abertos.

Temperamento & Personalidade do Bichon Frise

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Menino com Bichon frisé filhote no colo

(Créditos/Copyright: “Laurent Renault/Shutterstock”)
O temperamento e a personalidade de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Bichon Frise precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Bichon cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Bichon Frise possui uma natureza extremamente atraente. É um pequeno cão branco fofinho que adora a companhia humana. É inteligente e possui um espírito independente, afetuoso, gentil, corajoso e vívido. É inquisitivo, confiante e energético, digno e charmoso. Possui um temperamento alegre fácil de se conviver.

Eles precisam de pessoas ao seu redor para serem felizes. São naturalmente sociáveis e são mais felizes quando fazem parte da família e participam de tudo junto deles. Esta característica sociável significa que são capazes de conviver bem com outros cães e animais de estimação e são excelentes com crianças, apesar de não estarem na lista das melhores raças para conviver com crianças.

Tanto as fêmeas quantos os machos possuem o mesmo temperamento doce. A sua atitude alegre é a sua característica mais marcante. O Bichon ama ser amado, adora ser o centro das atenções, e está sempre pronto a conquistar a todos, familiares, vizinhos e até veterinários com a sua personalidade e jeito agradáveis.

Apesar do seu temperamento independente e brincalhão, o Bichon não gosta nenhum pouco de ficar sozinho. Na verdade, a raça odeia ser deixado sozinho e muitas vezes sofre de ansiedade de separação se for ignorado por muitas horas. Em algumas situações, podem até se tornar destrutivos, mastigando, rasgando e quebrando coisas ao seu redor. Obviamente, o Bichon não é uma boa escolha para quem planeja ficar ausente por longos períodos de tempo. Sempre alerta, costuma ser um bom cão vigia, latindo para alertar a sua família de que pessoas se aproximam ou há algum perigo.

O Bichon está sempre vigiando e prestando atenção em algo novo e sempre avisará quando for preciso. Ajude-o a aprender quando alertar a todos e quando ficar quieto para que não incomode com latidos em excesso. Os Bichons são ativos em casa e famosos pelos seus rompantes de energia que causam corridas espontâneas ao redor da casa ou jardim enquanto rosnam e latem sem motivo algum aparente.

Como foi muito usado para desempenhar truques, o Bichon é competitivo e obediente, aprendem rapidamente e são muito bons com truques e em alguns esportes caninos, por isso estão sempre participando de competições populares. Mas deve ser ensinado a ter boas maneiras, por isso é essencial o seu treinamento de obediência desde filhote.

Contudo, como toda raça de porte pequeno, o Bichon pode ter dificuldades em aprender a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Ele precisa de regras e limites para saber o que podem ou não fazer. Precisam também de um líder claro e firme. Não deixe que ele desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, um comportamento induzido por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando e tenta mandar em todo mundo na casa, se comportando de forma inadequada para um cachorro. Isto pode causar uma série de problemas de comportamentos, incluindo latidos obsessivos, ansiedade e agressividade, o que não são características propriamente ditas de um Bichon, mas comportamentos induzidos pela forma como o cão é tratado dentro de casa.

Se o seu dono for um líder, consistentemente seguro, calmo e assertivo com relação ao seu cão, proporcionando caminhadas diárias, exercícios físicos adequados, dando limites e regras para serem seguidas diariamente e sempre mostrando com firmeza, sem agressividade o que ele pode ou não fazer, o Bichon terá uma mente estável e será sempre uma companhia confiável ao redor de qualquer pessoa, até mesmo crianças.

O Bichon Frise perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Bichon Frise

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Bichon Frisé fêmea e seu lacinho rosa (Créditos/Copyright: “Lauren Blackwell/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Bichon Frise à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Muitas vezes, é necessário arrancar os pelos que crescem dentro do canal do ouvido para evitar maiores problemas.

O Bichon Frise é de alta manutenção. O seu dono terá que dispensar um tempo considerável para cuidar dele: escovações duas vezes por semana ou mais, e banhos frequentes para mantê-lo limpo e com os pelos sedosos sem emaranhados. Além disso, antes do banho, é sempre bom certificar-se de que os pelos não têm nenhum nó, pois costumam ficar mais apertados e difíceis de tirar quando estão molhados.

A maioria dos donos desta raça levam seus cães a profissionais a cada 4 ou 6 semanas para tomar banho, escovar, tosar, cortar unhas e limpar orelhas. É preciso cortar os pelos ao redor dos olhos com tesouras para prevenir manchas. Manter a face do Bichon limpa e tosada é importante tanto para a saúde como para a aparência. Muco e corrimento dos olhos tendem a acumular nos pelos que crescem ao redor dos olhos. E problemas nos olhos podem ocorrer se não mantê-los limpos regularmente.

Os Bichons também possuem a reputação de não soltar muitos pelos, o que não é exatamente verdade. Todas as criaturas peludas soltam pelos. Contudo, por ter pelagem dupla, os seus pelos ficam presos na camada de baixo e não soltam pelo chão, por isso estes pelos soltos devem ser removidos durante as escovadas para que não fiquem emaranhados e levem a problemas de pele.

Saúde do Bichon Frise

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Bichon Frisé no parque em um dia de sol (Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Bichon Frises são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Algumas linhagens são mais suscetíveis a problemas nos olhos como glândulas lacrimais pequenas ou entupidas, cílios que crescem na direção dos glóbulos oculares, pálpebras que se dobram para dentro e cataratas. Manchas lacrimais também são comuns, resultado de problemas de visão e alergias por alimentos. Epilepsia e deslocamento de rótulas também são comuns.

O Bichon Frise pode também ser muito sensível a mordidas de pulgas e vacinações. Embora sejam pequenos, Bichons também podem desenvolver displasia de quadril, uma deformação genética que pode ser séria ou não; e doença de Legg-Calve-Perthes, que reduz o fornecimento de sangue da cabeça para os ossos das pernas, causando o encolhimento delas. E como toda raça de porte pequeno, Bichons podem ter problemas dentários, alergias, problemas de pele e ouvido, incluindo infecções e perda de pelos.

Há inúmeras outras condições de saúde que podem ser parcialmente genéticas para as quais não há como testar, incluindo pedras na bexiga e várias doenças autoimunes, como anemia hemolítica. Contudo, a raça pode viver por cerca de 15 anos, podendo chegar até 19 a 21 anos com uma dieta saudável, peso adequado e cuidados constantes. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Atividade & Exercícios do Bichon Frise

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Bichon Frisé correndo alegre pelo parque (Créditos/Copyright: “Kellymmiller73/Shutterstock”)

O Bichon Frise é um cão ativo que precisa de exercícios diários, como caminhadas pelo quarteirão, por exemplo. Embora seja pequeno, adora brincar mesmo dentro de casa, correr no jardim, ou mesmo curtas caminhadas na coleira pelo bairro. Brincar já satisfaria muito das suas necessidades de exercícios físicos, contudo, como toda raça de pequeno porte, apenas brincar não satisfaz os seus instintos caninos, por isso é preciso dar oportunidades a ele de caminhar. Cães que não caminham diariamente podem apresentar problemas de comportamento.

Estes cães precisam de treinamento e exercícios pelo menos uma vez ao dia. Se o Bichon não for exercitado o suficiente nunca ficará calmo, e provavelmente vai pular em visitantes e membros da família. O bom é que esta raça é capaz de preencher as suas necessidades de exercícios físicos adaptando-se as atividades da família. Mas não é uma raça para estilo de vida sedentário.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Treinamento do Bichon Frise

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Bichon Frisé deitado no gramado

(Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)
Bichons são inteligentes e amam aprender truques. São altamente treináveis, mas tipicamente são difíceis de serem adestrados a fazer suas necessidades em locais adequados. Mantenha as sessões de treinamento curtas e divertidas, e sempre termine em tom de voz mais alto. Eles demoram a amadurecer e machos são geralmente mais fáceis de treinar que as fêmeas. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder.

Considere o método da caixa se precisar adaptar o seu cão a um local seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto. Ao treiná-lo, é importante ser consistente e paciente, sendo sempre firme, mas gentil. Ensinar o seu cão a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do filhote. Há muitos donos que treinam seus cães para competições mais populares, como para obediência, agilidade e rally. Outra atividade que faz muito bem a ele é cão de terapia. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)