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Staffordshire Terrier Americano

O Staffordshire Terrier Americano já ocasionou muitos debates com relação à sua origem.
Alguns especialistas dizem que o Staffordshire Terrier Americano e o Pit Bull Terrier Americano são a mesma raça, outros afirmam, com a mesma convicção, de que são duas raças completamente diferentes. Ambas são denominadas “raças bully”, muitas vezes apenas chamadas de “pit bull”. O problema é que “pit bull” não é uma raça, mas um termo usado para descrever raças como o Pit Bull Terrier Americano, o Bull Terrier, o Staffordshire Bull Terrier e o Staffordshire Terrier Americano.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Staffordshire Terrier Americano

Origem: Estados Unidos
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Raro / UKC Terrier.
Função original: cão de luta
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Am Staff
Tamanho: porte médio a grande
Altura: Machos de 46 cm a 48 cm / Fêmeas de 43 cm a 46 cm
Peso: Machos de 30 kg a 35 kg / Fêmeas de 25 kg a 30 kg
Cores: qualquer cor, sólido, particolor ou com manchas são permitidos; contudo, mais de 80% branco, preto-e-tan, e fígado não devem ser encorajados.
Pêlos: curto rente à pele, brilhante e macio.
Manutenção: fácil, baixa, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 09 a 15 anos.
Filhotes: de 5 a 10 filhotes de Pit Bull Terrier por cria
Reconhecimento (Canil): ACA / AKC / ANKC / APBR / APRI / CKC / DRA / FCI / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Staffordshire Terrier Americano

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AmStaffs filhotes lado a lado prestando toda atenção ao seu dono. (Créditos/Copyright: “Por Alena Kazlouskaya/Shutterstock”)

Apesar das controvérsias, todos os especialistas concordam que esta confusão começou quando a AKC, no início de 1930, quis dar um novo nome à raça Pit Bull Terrier Americano, Staffordshire Terrier Americano, para separá-la de seu passado de cão de luta. O Pit Bull Terrier Americano passou a não ser mais reconhecido pela AKC, enquanto o Staffordshire Terrier Americano, que é levemente menor, tem sido. Na verdade, todas as raças “bull” são muitas vezes confundidas.

O Staffordshire Terrier Americano é a raça conhecida no segmento de exposições e conformação de raças, enquanto o Pit Bull Terrier Americano ficou com a sua linhagem de cão de luta. As duas raças são reconhecidas por diferentes instituições de registro de raças, embora são criadas para ter as mesmas qualidades e mesma construção, apenas com algumas pequenas diferenças.

Embora tenha uma aparência bastante intimidadora, o Am Staff, como é carinhosamente chamado, é amável, dócil, brincalhão e ativo. Normalmente é até amistoso com estranhos desde que esteja na presença de seu dono, e muito bom com crianças. É uma raça muito protetora com relação à sua família e território, portanto pode ser agressiva com relação a outros cães — especialmente aqueles que o desafiarem. É teimoso, tenaz e destemido. Mas o mais importante para esta raça é a afeição do seu dono.

São excelente companhia, pois são afetuosos, devotados e protetores. Estão constantemente tentando agradar, e são muito obedientes. Os Am Staffs Terriers são cães de guarda naturais, altamente inteligentes, leais e corajosos. É importante socializar uma raça bully como esta desde pequena para prevenir comportamentos agressivos. Quando treinado suficientemente, o Staffordshire Terrier Americano é capaz até de se dar bem com outros animais e pessoas que não sejam do seu convívio. Contudo, é uma raça que exige paciência e um dono experiente, que seja ativo, firme, compreensivo e paciente.

O Am Staff possui uma aparência e reputação formidáveis, e foi feito para amar e aceitar pessoas. Nas mãos de donos responsáveis e amáveis, com a quantidade certa de socialização, treinamento, atenção e amor, ele é capaz de ser uma cachorro dócil e afetuoso com toda a família.

Origem da raça Staffordshire Terrier Americano

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Cães Staffordshire Terriers Americanos correndo juntos na neve. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano é uma das raças terrier mais antigas. Cruzamentos feitos durante o século XIX, na região inglesa de Staffordshire, entre raças como o Buldogue e vários outros tipos de terriers, acabaram dando origem ao musculoso e ativo Staffordshire Bull Terrier, na tentativa de desenvolver raças de cães de luta cada vez mais poderosas.

Vários outros cães ancestrais antigos foram também desenvolvidos para o popular “esporte” de luta de cães. Por isso, a vitalidade extraordinária desta raça é o resultado direto de cruzamentos entre cães de luta de sucesso. Todos estes cachorros ganharam fama rapidamente, mesmo o esporte tendo sido declarado ilegal, e todos passaram a ser chamados de “pit bulls” (Pit Bull Terrier Americano, o Bull Terrier, o Staffordshire Bull Terrier e o Staffordshire Terrier Americano), em alusão às arenas de lutas.

O Staffordshire Terrier Americano na América

Trazido para os Estados Unidos ao final dos anos 1800, onde eles dominaram as “arenas de de luta”, a raça caiu no gosto dos Americanos que transformaram a sua aparência, aumentando o seu peso e sua cabeça. Foi nos Estados Unidos que eles se tornaram conhecidos como Pit Bull Terrier, Bull Terrier Americano e até Yankee Terrier. Hoje reconhecida como uma raça separada, o Staffordshire Terrier Americano é maior e ainda mais pesado que o seu primo inglês, o Staffordshire Bull Terrier.

Embora seus antigos ancestrais tenham vindo da Inglaterra, o desenvolvimento do Staffordshire Terrier Americano é uma história de raça inteiramente Americana. Este tipo de cachorro foi instrumental para o sucesso de fazendeiros e colonos que desenvolveram este país. Eles eram usados para trabalhos na fazenda, caçar animais selvagens como porcos, ursos e outros animais grandes, guardavam e vigiavam o território, e faziam companhia a suas famílias.

Staffordshire Terrier Americano X Pit Bull Terrier Americano

Depois que as “rinhas de cães” foram proibidas também nos Estados Unidos em meados de 1900, duas linhagens destes cães foram desenvolvidas, uma linhagem para exposição e outra não. A linhagem para exposições foi chamada de Staffordshire Americano, para que o seu passado de cão de luta pudesse ficar para trás, enquanto a outra ficou sendo Pit Bull Terrier Americano. As duas são agora reconhecidas como duas raças separadas, e o Staffordshire Terrier passou a ser oficialmente chamado de Staffordshire Terrier Americano em 1972. Ambos são ótimos animais de estimação com o dono certo. O Staffordshire Terrier Americano foi reconhecido pela AKC em 1936.

O Staffordshire Terrier Americano nos dias de hoje

Os Staffordshires Terrier Americanos de hoje são companheiros amáveis, além de estrelas de eventos de conformação, nem de longe os gladiadores do passado. O Am Staff evoluiu para um temperamento doce e leal, com uma disposição digna de confiança ao redor das pessoas. Contudo, a raça (juntamente com seus primos) têm sido alvo de ataques da mídia de vez em quando. O importante é saber que que muitas destas notícias que são divulgadas na mídia (como ataques envolvendo “Pit Bulls”) são protagonizados por cães de má criação, misturas de cães indevidas que criam raças completamente diferentes. Apesar disso, o Am Staff atualmente tem desfrutado de um dos seus períodos mais populares entre pessoas que desejam um cachorro divertido e amável. Embora raramente seja usado em fazendas, os talentos que fizeram dele um cachorro para todas as horas ainda podem ser encontrados na raça. Alguns dos talentos do Staffordshire Terrier Americano incluem cão de guarda, vigia, trabalho policial e alguns esportes caninos como o agility.

Aparência do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano filhote parte castanho, parte branco andando no deck. (Créditos/Copyright: “Por Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano é um cachorro extremamente forte e poderoso para o seu tamanho. A raça possui um corpo compacto, musculoso que é ágil e atlético. Em geral, AmStaffs possuem uma estrutura óssea maior, cabeça maior e são mais pesados que os Pit Bull Terriers Americanos, e normalmente são mais baixos.

Am Staffs possuem uma cabeça com bochechas largas, focinho curto de comprimento médio e arredondado na parte de cima saindo bem abaixo dos olhos e mandíbulas fortes. Os lábios são retos e fechados, sem ser caídos, e os dentes formam uma mordida de tesoura.

Am Staffs possuem costas curtas e largas, patas traseiras retas. Suas orelhas eretas são tipicamente cortadas – embora naturais sejam a preferência, contanto que sejam curtas e para cima. Os olhos devem ser pretos, fundos e separados um do outro. Pálpebras rosadas são consideradas um defeito de acordo com os padrões da AKC. A cauda não deve ser amputada, embora seja considerada curta comparada ao tamanho do cachorro, e afina na ponta.

A pelagem do Staffordshire Terrier é curta e quase não precisa de manutenção ou muito cuidado. Os pêlos devem ser sempre curtos e lisos, do mesmo comprimento pelo corpo inteiro do cachorro, deve permanecer duro ao toque e bem rente à pele do cão. Seus pêlos podem ser brilhantes, mas nunca macios ou sedosos. As cores podem variar bastante — sólida, parcial ou manchado, embora vermelho e bege com reflexos, tanto com branco ou sem branco, são preferíveis. Preto e castanho, vinho ou qualquer outra combinação que seja mais de 80% branco, de acordo com os padrões da AKC não são encorajados. Ao contrário do Pit Bull Terrier Americano, o Staffordshire não pode ter nariz “Dudley” (vermelho).

Ambiente Ideal para o Staffordshire Terrier Americano

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Stafffordshire Terrier Americano adulto interagindo amigavelmente com um filhote de gato. (Créditos/Copyright: “Por Grigorita Ko/Shutterstock”)

O Staffordshire Terrier Americano pode ficar bem em um apartamento ou pequena residência se for exercitado de forma suficiente. Eles são bastante ativos dentro de casa, mas são capazes de ficarem bem sem um jardim. A raça prefere os climas quentes e é bastante vulnerável em climas frios. Embora possa viver do lado de fora da casa em climas temperados, a raça é mais adequada para ficar junto à sua família, dentro de casa.

Temperamento & Personalidade do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano e sua dona deitados no chão apreciando a companhia um do outro. (Créditos/Copyright: “Por Chirtsova Natalia/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Staffordshire Terrier Americano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização de uma raça bully ajuda a garantir que o seu Staffordshire Terrier Americano cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Staffordshire Terrier Americano é um cachorro inteligente, alegre, extrovertido, estável, de boa natureza, leal, tenaz e muito afetuoso. Ele possui muita energia e esbanja força e agilidade. São teimosos e destemidos, cheios de vida e extremamente corajosos.

Quase sempre obedientes, é o tipo de cachorro que deseja agradar o seu dono mais que tudo na vida. Por isso, é altamente protetor de sua família e propriedade, e irá combater o inimigo com persistência se sentir que está ameaçado. Também possui uma alta tolerância à dor. A raça possui a reputação de bom cão de guarda, mas a sua boa natureza e espírito amistoso pode traí-lo. A sua principal arma é a sua aparência de mau e corpo musculoso e sua reputação de feroz.

Alguns Staffs que não forem socializados o suficiente podem se mostrar agressivos. Portanto socialize-os desde pequenos para evitar tendências agressivas. Quando treinados e socializados de maneira adequada, o Staff é capaz de ser um companheiro excelente para a família. Tanto é que, tipicamente, Staffs amam passar o tempo com seus donos e irão segui-los onde for pela casa. É comum eles se aconchegarem no colo sempre que tiverem chance. Ele também adora atenção e aprovação de seu dono, seja de visitantes ou participando de exposições ou campeonatos de agility.

Am Staffs podem não falar a nossa língua, mas eles adoram se comunicar com as pessoas e sentem prazer em chamar atenção. Os sons que eles fazem quando querem alguma coisa pode ser muito divertido. Eles não costumam latir em excesso, à não ser que sejam deixados sozinhos com frequência e sem estímulos.

Embora afetuosos, não é uma raça para pessoas passivas demais que não entendem que todo cachorro possui o instinto de manter o bando em ordem. Eles precisam de um dono firme, confiante, consistente que entende como apresentar uma liderança adequada.

Treinamento e uma criação junto a outros animais de estimação desde pequeno é importante para a sua socialização e bom desenvolvimento, ou ele poderá provocar brigas com outros cachorros, especialmente se sentir que está sendo desafiado, devido a sua natureza Terrier. A verdade é que apesar de amarem a companhia de seres humanos, estão mais propensos a odiar outros cachorros que amá-los, especialmente os do mesmo sexo. Seria mais aconselhável não manter cachorros intactos do mesmo sexo juntos e evitar levá-los a parques ou locais públicos onde é permitido que fiquem correndo solto. Considere a castração para mantê-los mais calmos e amistosos.

Se o seu Am Staff vai se dar bem com outros cachorros em locais públicos vai variar de cachorro pra cachorro — alguns são amistosos; outros, nem tanto. Com a socialização adequada, o Staff é capaz de se dar bem com todos, até estranhos desde que na presença de seus donos.

Eles enxergam gatos e outros animais pequenos e peludos como presas, à não ser que sejam de seu convívio. Mas são bastante tolerantes com crianças, mas isso não significa que irão tolerar ser maltratados ou servir de babá canina. Nenhum cachorro deve ser deixado sozinho com crianças pequenas, para a segurança de todos os envolvidos. Esta raça é mais adequada para famílias com crianças de 6 anos de idade ou mais. E crianças de qualquer idade devem ser ensinadas a tratar estes cachorros (ou qualquer outro animal) com respeito.

Como qualquer outro cachorro, o Staff certamente possui alguns comportamentos normais que podem ser altamente destrutivos quando não canalizados de maneira adequada. Am Staffs são famosos pela propensão a cavar, puxar e mastigar. Proteja seus pertences colocando-os fora do alcance. No jardim, forneça um local só dele para cavar. E tenha sempre um estoque de brinquedos para ele mastigar e brincar.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Seja o seu Am Staff de criadores ou de grupos de salvamento, filhote ou adulto, você terá que dar muito amor à ele. Ele é teimoso e dominador, e se você deixar, ele irá tentar mandar em você e controlar tudo.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor e não tão forte e poderoso, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas com uma raça poderosa como o Staffordshire Terrier Americano, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O Staffordshire Terrier Americano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Viver com um Staffordshire Terrier Americano é uma enorme responsabilidade — uma dessas que não podemos se livrar tão facilmente, se decidir que ele não é o cachorro certo. Tenha certeza de que estará fazendo a escolha certa antes de levar o seu Am Staff para casa.

Cuidados e Manutenção do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano adulto de pelagem toda branca. (Créditos/Copyright: “Por Lunja/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Staffordshire Terrier Americano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

AmStaffs possuem uma pelagem curta fácil de cuidar e manter. Escove-o regularmente com uma escova firme, dê banhos ou use shampoo seco quando necessário. Passar uma toalha ou pano de chamois para fazer os pêlos brilharem. Eles soltam pouco pêlo, dependendo do clima. Para remover os pêlos soltos, passe uma toalha áspera ou seca, ou use uma luva de borracha especialmente feita para isso.

Saúde do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americanos filhotes juntos no jardim. (Créditos/Copyright: “Por Grigorita Ko/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Staffordshire Terrier Americano, infelizmente, não foge à regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida. Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Staffordshire, é certamente a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o cachorro irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Displasia coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente os sintomas começam a surgir entre quatro meses e um ano de idade.

Problemas oculares

Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Cherry Eye – Conhecido na veterinária como prolapso da glândula da terceira pálpebra. Ocorre por flacidez dos ligamentos que sustentam a glândula da terceira pálpebra, principalmente, em filhotes. Desta forma, a glândula sai e fica exposta. A correção é cirúrgica.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Problemas cardíacos

Cardiomiopatia dilatada

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados. Em cães da raça Staffordshire Terrier Americano, afetados por esta anomalia, os ventrículos do coração se dilatam e o músculo cardíaco enfraquece na hora de contrair e bombear o sangue. Isso leva a insuficiência cardíaca e acúmulo de líquido no pulmão.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Obesidade

O Staffordshire tem, sem dúvida, tendência a obesidade. O apetite destes animais é certamente grande e, portanto, comem exageradamente se não houver um limite. Por isso, as porções de alimento precisam ser controladas com rigidez. Além disso, a obesidade canina está se tornando uma doença cada vez mais comum em cães. Se não tratada, pode causar muitos problemas de saúde ao animal.

Sua principal causa é o desequilíbrio entre o consumo e gasto energético. Ou seja, consomem-se mais calorias do que se gastam. Consequentemente, este excesso de calorias é acumulado em forma de gordura produzindo aumento de peso.

Problemas dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica. Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Outras observações

O Staffordshire Terrier Americano, além de todos os problemas ao qual tem predisposição, pode ainda nascer com lábio leporino. Ou seja, uma abertura na lateral dos lábios superiores, entre a boca e o nariz que pode comprometer também dentes, gengivas, maxilar superior e o próprio nariz.

Além disso, muitas vezes, este problema está associado à Fenda Palatina, que é uma abertura no céu da boca que permite a comunicação direta entre a cavidade oral com o aparelho nasal.

O Staffordshire Terrier vive cerca de 10 a 12 anos. Todavia, não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, é possível estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier preto e branco pronto pra sua atividade no parque. (Créditos/Copyright: “Por Vera Zinkova/Shutterstock”)

A maioria dos Staffordshire Terriers Americanos possuem aquilo que as pessoas chamam de “drive,” uma espécie de desejo instintivo que os obriga a ter algo para fazer sempre. O AmStaff precisa gastar a sua energia diariamente, ou ele se tornará muito difícil de lidar. Espere gastar, pelo menos 2 horas por dia com ele. Em geral, todos eles são atléticos e saudáveis e podem ser excelentes companheiros para corridas ou ciclismo. Muitos Am Staffs adoram nadar e correr e trazer coisas de volta, seja na água ou na terra. Graças a sua inteligência e desejo de agradar o tempo todo, Am Staffs também costumam se dar bem em esportes caninos, como o agility, puxar trenós ou carrinhos, freestyle, farejamento, obediência, rally e tracking.

Eles precisam ser levados para fazer longas caminhadas ou corridas diariamente, e enquanto fazem isso, devem estar ao lado ou atrás da pessoa que leva a coleira, pois por instinto o líder é quem lidera o caminho, e o líder DEVE ser o humano. Ensine-o a entrar e sair depois de você, sempre.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Staffordshire Terrier Americano

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Staffordshire Terrier Americano de perfil.(Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

Comece o seu treinamento cedo e continue treinando-o durante a vida toda. O Staffordshire Terrier Americano e muito obediente e ávido para agradar. Socialização intensiva e extensa desde cedo, assim como treinamento de obediência são a base para uma boa relação com o seu Staffordshire Terrier e absolutamente crucial para esta raça. Inicie o seu treinamento no momento que trazê-lo para casa. Mesmo filhote ele é capaz de absorver tudo o que você for capaz de ensiná-lo. Não espere até os 6 meses de idade, ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso.

O mínimo de treinamento e socialização desde sempre, junto a uma quantidade adequada de exercícios e uma liderança firme, fará com que ele seja um cachorro tranquilo e obediente.

O AmStaff é uma raça de de energia muito alta e vívida, o que torna o seu treinamento um pouco difícil. Sendo inteligente, obstinado e teimoso, esta raça PRECISA e um treinamento consistente com um treinador dominante para evitar problemas de dominância que possa surgir. Uma correção firme é imprescindível para uma raça poderosa como esta.

Socialize-o completamente desde pequeno para combater tendências agressivas e mantenha-o sempre sob controle na presença de outros cães. Ensine-o respeitar as pessoas não permitindo que ele pule em cima delas ou entre em casa primeiro que elas. Seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele.

O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Staffordshire Americano é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

O Staffordshire Terrier Americano deve ser ensinado desde cedo a não puxar pela coleira, pois ele costuma ficar muito forte quando adulto. Ele é capaz de aprender e absorver muita coisa se for treinado com consistência. Staffordshire Terriers Americanos são obedientes e possuem um forte instinto para agradar o seu dono, mas não irão responder bem à métodos severos e agressivos. O seu treinamento deve ser feito com respeito, elogios, firmeza, paciência e consistência.

Eles precisam de comandos assertivos, firmes e consistentes, e respondem bem a recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. Há vários métodos de treinamento para treiná-lo a fazer suas necessidades fora de casa. Considere o método da caixa se precisar adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Airedale Terrier

Conhecido pelo apelido “Rei dos Terriers”, o Airedale Terrier é o maior exemplar canino de todos os Terriers, além de estar também entre os mais versáteis. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Airedale Terrier

Origem: 2a. metade de 1800
Data de origem: Inglaterra, Reino Unido
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, cão esportista
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: “Rei dos Terriers”, Waterside Terrier, Bingley Terrier.
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 56 cm a 61 cm / Fêmeas de 56 cm a 58 cm
Peso: Machos de 23 kg a 29 kg / Fêmeas de 18 kg a 20 kg
Cores: castanho c/ preto ou grisalho
Pêlos: curta, rente à pele, emaranhado duro (conhecido por arame)
Manutenção: moderada à intensa
Expectativa de vida: cerca de 10 a 13 anos.
Filhotes: cerca de 9 filhotes de Airedale Terrier por cria
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / CET / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Airedale Terrier

Airedale Terrier adulto deitado no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por Lumia Studio/Shutterstock”)

O Airedale terrier originou-se no Aire Valley de Yorkshire, na Inglaterra, de onde herdou o seu nome, e foi criado para caçar lontras e ratos na região entre o Rio Aire e o Rio Wharfe.

Durante a Primeira Guerra Mundial, um corajoso Airedale Terrier chamado Jack atravessou campos de guerra para levar uma mensagem aos quartéis Britânicos. Correndo quilômetros por campos alagados sob forte artilharia, Jack quebrou uma das patas e a mandíbula para completar a sua missão, falecendo logo após. A mensagem, porém, acabou salvando o seu batalhão e lhe rendeu a póstuma homenagem ao receber a “Cruz Victória” por “Bravura em Campo”.

A bravura e a coragem de Jack ainda marca presença na personalidade dos Airedales de hoje. Cães como ele eram criados como cachorros “multi-uso” que possuíam o entusiasmo de um Terrier, mas que podiam também nadar e farejar presas. Por isso, Airedale Terriers são capazes de ter bons desempenhos em esportes, como também são cachorros trabalhadores ideais, como Jack que demonstrou todos os seus dotes durante a Primeira Guerra Mundial.

Inteligente, extrovertido, brincalhão, atlético, estiloso, engraçado e aventureiro, o Airedale possui um traço lúdico e divertido em sua personalidade que encantará à todos na família.

O Airedale é intenso e ativo, e muito protetor. É leal, mas muito teimoso e cabeça dura. Não se pode falar de um Airedale sem mencionar a sua personalidade independente. Ele pensa por si mesmo, é obstinado e nem sempre espera pela ordem de seu dono. Se você deseja um cão altamente maleável ou submisso que normalmente espera por cada comando, o Airedale Terrier não é para você. Contudo, se você é estimulado por desafios, ter a companhia de um Airedale pode ser muito agradável.

Por causa deste traço da sua natureza, alguns podem ser mais dominadores que outros. Por esta razão, o Airedale Terrier deve ser treinado desde cedo para evitar problemas de dominância e garantir que ele saiba se comportar. Felizmente, ele é tão bonito quanto inteligente, e charmoso o suficiente para compensar certos níveis de teimosia.

Aqueles que não estiverem prontos para fornecer um treinamento constante desde filhote, assim como uma liderança firme, porém amorosa, durante o seu desenvolvimento logo irão descobrir que o Airedale Terrier é um tanto difícil de lidar.

Portanto, não é de se surpreender, que o Airedale ainda seja um excelente cão vigia. Ele é capaz de proteger sua família de invasores com lealdade, ferocidade e bravura. No entanto, ele pode ser amistoso o suficiente para saldar todos os seus convidados em casa.

Ele pode ser um bom cachorro em casa se for exercitado e estimulado tanto fisicamente quanto mentalmente. Eles adoram ter uma tarefa para fazer, mesmo que seja tão simples quanto entreter crianças, com quem é capaz de conviver de forma esplêndida — ele colocará em prática todo o seu lado cômico e brincalhão.

Ele gosta de brincar e fará sempre com enorme entusiasmo — correr, dançar, buscar brinquedos, além de várias outras travessuras como roubar objetos e comida — tudo isso com o mesmo entusiasmo e dedicação que ele colocará em outras tarefas como cavar o jardim ou comer o reboco da parede da sala. Como todo Terrier, o Airedale tem uma certa adoração por cavar, perseguir e latir. Ele amadurece devagar, e muitas vezes é infantil até em idade avançada.

Sim, tudo isso é verdade, um Airedale Terrier deixado sozinho é como uma máquina perpétua dedicada a fabricação do caos. Qualquer um que deseja trazer um Airedale para o convívio da família precisa estar disposto a fornecer treinamento consistente desde filhote, saber respeitar a sua natureza e nunca nega-lo exercícios, estímulos, companhia e afeição.

É preciso dizer também que o Airedale Terrier não tolera e não perdoa qualquer tratamento agressivo e ainda é capaz de guardar ressentimento com relação ao seu agressor. Ele também pode ser agressivo com outros animais e outros cachorros, não gosta de ser desafiado, e possui um forte instinto de presa, o que o torna difícil de lidar em alguns momentos.

Tenha em mente: Airedales não iniciam as brigas — eles as terminam.

Embora ele aprecie a companhia da sua família, ele demanda amor e atenção e todos estes cuidados. Em outras palavras, ele não pode ser apenas ser deixado no quintal o dia todo ou ele irá latir sem parar e ficar extremamente infeliz. Faça dele um membro da família por completo, ofereça à ele muitas atividades para exercitar o seu corpo e estimular a sua mente, e você irá entender a razão pela qual seus fãs acreditam que não haja outra raça que valha tanto à pena possuir.

Origem da raça Airedale Terrier

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Dupla de Airedale Terriers adultos lado alado no parque.(Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

Conhecido por “Rei dos Terriers”, por ser o Terrier mais alto, o Airedale, como muitos Terriers, possui o Old English ou Terrier Preto e Castanho como um dos seus primeiros progenitores, hoje já extintos.

O início de seus cruzamentos

Foi em meados de 1853, que alguns destes Terriers (Old English ou Terrier Preto e Castanho hoje extinto), ao redor do Rio Aire em South Yorkshire, na Inglaterra, foram cruzados com Otterhounds ou Cão de lontra (um antigo cão de porte grande muito usado na caça de lontras) com o intuito de melhorar suas habilidade de caça na água, assim como suas habilidades de faro para que pudessem caçar lontras nos rios e ratos em terra. O primeiro cruzamento resultou em um cão originalmente chamado “Bingley ou Waterside Terrier”, que só mais tarde foi reconhecido como Airedale Terrier, mas muito diferente dos Airedales de hoje.

O Airedale Terrier de exposições

Durante o mesmo período, exposições de cães começaram a tornar-se muito populares, e Airedales estavam sempre entre as raças exibidas nestas exposições agriculturais locais. Em 1864, a primeira exposição de cães aconteceu em Aire Valley e o Waterside Terrier competiu sob a classe de “Broken-Haired Terriers” (o nome Waterside ou Bingley Terrier nunca havia sido mencionado até 1879). Foi quando um dos juízes (Mr. Dalziel) chamou a atenção de todos para um destes Bingley Terriers, e seus comentários atraíram um interesse pela raça. Foi nesta mesma época, que alguns fãs se juntaram e decidiram que que o Waterside ou Bingley Terrier deveria ser chamado de Airedale Terrier.

O nome Airedale Terrier não foi logo aceito ou usado de primeira, o que gerou muita confusão. Em várias exposições eram criadas classes tanto para um ou para os três nomes da raça, e até que em 1886, o Clube de Raças na Inglaterra aceitou o nome Airedale Terrier como nome oficial da raça, seguido pela AKC que reconheceu a raça em 1888. Durante toda a sua trajetória em exposições, o Airedale foi cruzado com Bull Terriers e Terrier Irlandeses para deixar para trás o seu passado de cruzamentos com Otterhounds, considerados menos bonitos, apesar das qualidades de caça. Mais tarde o Airedale também foi cruzado com o Manchester Terrier.

O Airedale Terrier na América

Ao final de 1880, o primeiro Airedale foi trazido para a América do Norte. Em cerca de 1900, Champion Master Briar (1897-1906), considerado o patriarca da raça, foi ganhando forte popularidade e um dos filhotes, Ch. Clonmel Monarch, foi exportado para a Filadélfia, e acabou influenciando a raça nos Estados Unidos. O Clube Airedale Terrier da América foi fundado em 1900, e em 1910 o clube passou a oferecer troféus de exposições perpétuos conhecidos por “Airedale Bowl” com os nomes dos vencedores gravados na taça e no pedestal.

A fama do Airedale Terrier pelo mundo

O Airedale continuou a ganhar fama pelo mundo afora como caçador, provando ser um exímio caçador de presas grandes na Índia, África e Canadá. Airedales foram usados durante a Primeira Guerra Mundial como mensageiros, sentinelas, para carregar comida e munição, como tração, cães de guarda, entre muitas outras tarefas. A guerra trouxe muitas estórias sobre a bravura e lealdade do da raça que aumentou ainda mais a sua popularidade. E em 1949, o Airedale Terrier chegou ao ápice da sua popularidade, mas acabou caindo de lugar, perdendo para os Pastores Alemães que passaram a ocupar os postos que eram tradicionalmente ocupados por Airedales.

O Airedale Terrier nos dias de hoje

Embora tivessem começado como caçador, o Airedale se tornou um cachorro muito versátil capaz de fazer qualquer coisa. Hoje o Airedale é acima de tudo um cão de companhia, mas ainda há algumas linhagens de trabalhadores além de já terem sido utilizados em diversas áreas e tarefas como cão policial, trabalhos militares, e ainda possuírem diversos talentos para cão vigia, cão de guarda, cão de caça, controle de pestes, farejador, e esportes caninos.

Aparência do Airedale Terrier

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Airedale Terrier de perfil imponente. (Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

O Airedale Terrier é o maior de todos os Terriers, e possui um corpo bem equilibrado, forte e ágil. Seu crânio é cerca do mesmo comprimento que o seu focinho, que possui uma leve parada, até difícil de ser notada. A sua cabeça é longa e reta, o nariz preto. Os dentes se encontram nivelados, em mordida de tesoura. Os olhos, pequenos, são escuros. As orelhas em formato de V se dobram levemente para a lateral da cabeça e para frente. O peitoral é profundo, as costas niveladas e patas dianteiras perfeitamente retas. Sua cauda é alta, encaracolada e amputada.

Sua pelagem dupla rente à pele possui uma camada de pêlos exteriores duros, densos e emaranhados com uma camada de pêlos internos macios. As cores incluem castanho com preto e castanho grisalho, predominando sempre o castanho. A cabeça e as orelhas devem ser castanhas, com orelhas um pouco mais escuras. As patas, coxas, cotovelos parte de baixo do corpo e do peito também são castanhos, as vezes indo até os ombros. Em algumas linhagens há uma pequena mancha em forma de estrela branca no peito. As costas, as laterais e partes de cima do corpo devem ser pretas ou grisalho escuro.

Ambiente Ideal para o Airedale Terrier

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Airedale Terrier deitado relaxando. (Créditos/Copyright: “Por Gina Callaway/Shutterstock”)

O Airedale pode viver do lado de fora da casa em climas temperados, mas é mais adequado que ele durma dentro de casa. Não é recomendado para apartamentos, pois Airedales são muito ativos dentro de casa e se dão melhor em locais onde haja, pelo menos, um jardim de tamanho razoável. Eles são muitos ativos e precisam de espaço para correr e gastar energia. Airedale Terriers são um tanto hiperativos durante os seus primeiros anos de vida, e podem dar um certo trabalho, mas após dois anos costumam se acalmar.

Temperamento & Personalidade do Airedale Terrier

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Airedale Terrier adulto com sua aparência exuberante e extrovertida. (Créditos/Copyright: “Por Lenkadan/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Airedale Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Airedale Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Airedale é um cachorro inteligente, agradável, leal, corajoso e protetor. Eles são amáveis e brincalhões. Mas como todo cão trabalhador, Airedales são cachorros independentes e atléticos, que possuem muita motivação, energia e resistência. Portanto, como todo Terrier, eles são suscetíveis a cavar, perseguir e latir — comportamentos que são totalmente naturais de toda raça Terrier. Mas, estas características podem ser frustrantes para quem não está familiarizado com a personalidade do Airedale.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Se está seriamente pensando em adquirir um Airedale, considere se pode mesmo viver com a sua propensão a comportamentos indesejáveis — e se está pronto a encarar os desafios que a sua natureza independente é capaz de trazer. Se decidir que está pronto, você vai se deliciar com a personalidade ativa, amável e cômica do seu Airedale.

Airedale Terriers são destemidos, alertas, valentes e protetores o tempo inteiro, mas não são agressivos. Eles têm um comportamento sociável e na maior parte do tempo querem agradar. Para fazer um Airedale Terrier feliz, ele só precisa se sentir amado e apreciado. Mas, por ser uma raça bastante vívida, o Airedale precisa de muita atividade para exaurir toda a sua energia.

Não deixe ele sozinho por longos períodos de tempo, ou ele ficará entediado, o que o levará aos comportamentos desagradáveis e até destrutivos já mencionados. Sem o treinamento adequado Airedales podem se tornar dominadores e desobedientes. Por outro lado, Airedales são altamente inteligentes, e costumam ouvir cada palavra de comando. Eles podem ser extremamentes leais, pacientes e gentis, mas não levam desaforo pra casa e não toleram abusos — irão se defender e defender o seu território sempre que for preciso.

Capazes de ser cães de guarda de confiança, Airedales se orgulham de proteger sua família. Mas embora sejam guardiões ferozes, são amistosos com a família e amigos. Já com estranhos, depende. Na maioria das vezes, costumam aceitar a presença de estranhos, mas são capazes de se enfurecer se sentirem que estão sendo ameaçados. O mesmo acontece com relação a outros animais. Normalmente, se dão bem com animais de estimação do seu convívio, mas como são caçadores ávidos e animais muito pequenos podem ser vistos como presas. Além disso, podem também tentar dominar outros cães, especialmente do mesmo gênero. Tudo vai depender de como ele é tratado pelos humanos ao seu redor, seu treinamento, convívio e socialização. Mesmo assim, não costuma ser uma boa escolha para quem possui gatos em casa.

É importante que o seu Airedale seja familiarizado desde pequenos com as crianças da casa desde o nascimento delas, só assim irão adotá-las como se fossem deles e protegê-las para o resto da vida. Embora protetores, podem ser um tanto brutos com as menores ao brincar. Não os deixe sozinhos nunca, até que a criança tenha idade suficiente para saber lidar com um cachorro desses, e ele também já esteja familiarizado o suficiente com elas.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas em qualquer caso, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Sensível e responsivo, o Airedale é capaz de ser bem obediente e treinado. Mantenha o seu treinamento e suas atividades sempre interessantes e inovadas — exercícios e atividades repetitivas aborrecem o Airedale. Ele é bastante motivado por “prêmios” e outros métodos de esforço positivo.

O Airedale Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Airedale Terrier

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Airedale Terrier tomando o seu banho. (Créditos/Copyright: “Por Saklakova/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Airedale Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Airedale que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Airedale não precisa ser tosado, mas a maioria dos donos costumam levá-los para serem tosados por profissionais de 3 a 4 vezes ao ano para que ele fique com uma boa aparência (os pêlos que não são tosados são grossos, encaracolados e rebeldes), e se for para exposição, a manutenção dessa pelagem é ainda mais intensa. Pagar um profissional para tosar o seu Airedale pode custar caro, e isso deve ser levado em consideração ao escolher a raça. Aqueles que se sentirem motivados podem até aprender a tosar os pêlos dos seus próprios cachorros, mas não é tão fácil assim e leva tempo.

Tire o excesso de pêlos entre os dedos quando for necessário. E se você manter os pêlos tosados, ele irá soltar ainda menos pêlos. Se não tosar, os pêlos cairão com mais frequência, mesmo sendo escovado todos os dias. Além disso, sujeira costuma agarrar nos pêlos e na barba. Escová-lo frequentemente (duas vezes por dia) pode ajudar também a não formar nós. A barba deve também ser lavada diariamente para não deixar que resíduos de comida fiquem ali agarrados. Suas orelhas devem ser coladas quando filhotes para garantir o formato adequado delas quando adulto. Banhos devem ser periódicos e quando necessários.

Saúde do Airedale Terrier

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Airedale Terrier filhote deitado no jardim da sua casa.(Créditos/Copyright: “Por Lenkada/Shutterstock”)

Assim como acontece com cães de todas as raças, o Airedale Terrier também tem predisposição a ter determinados distúrbios e doenças ao longo da vida. Isso, no entanto, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las. Portanto, é muito importante que o tutor conheça os riscos para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote.

Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas osteoarticulares

Os problemas mais comuns nestes cães são:

  • Displasia coxofemoral
  • Panosteíte

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Panosteíte

Panosteíte é uma inflamação de ossos longos caracterizada que provoca claudicação em animais jovens. De fato, normalmente afeta animais de 5 a 18 meses.

O distúrbio ocorre em cães de crescimento rápido, mesmo sem histórico de trauma ou exercício excessivo. Os sinais são claudicação intermitente de um ou mais membros e é auto-limitada, ou seja, pode desaparecer com ou sem tratamento. A causa da doença é, entretanto, desconhecida.

Sistema Digestório

Torção Gástrica

A torção gástrica, também conhecida como dilatação vólvulo gástrica, é um distúrbio comum em cães de portes grandes e gigantes. É um quadro considerado emergência veterinária pois seu desenvolvimento é repentino e pode levar à morte em poucas horas (6-12 horas).

É uma condição na qual o estômago do cachorro vira, torcendo, assim, os canais de entrada e saída do órgão, além dos vasos sanguíneos. Por isso ocorre com mais frequência em cães de porte grande, já que possuem tórax profundo.

Dessa forma, o alimento contido no estômago fica retido e fermenta. A fermentação produz gás que fica aprisionado e, por isso, aumenta consideravelmente o volume estomacal, o que acaba comprimindo ainda mais os vasos e canais.

Portanto, o animal além de não conseguir eliminar o gás e/ou alimento retido por via oral ou intestinal, também não tem mais uma circulação sanguínea adequada podendo ocorrer necrose por estrangulamento da parede gástrica e de outros órgãos.

Problemas oculares

O Airedale Terrier desenvolve mais frequentemente um distúrbio chamado Distrofia Corneana. Trata-se de uma condição progressiva hereditária que afeta ambos os olhos. Existem três tipos de distrofia corneana, categorizados por localização:

  • Distrofia corneana epitelial (onde a formação celular é afetada),
  • Distrofia corneana estromal (onde a córnea ficará turva), e
  • Distrofia corneana endotelial (onde as células do revestimento da córnea são afetadas).

O Airedale Terrier, assim como cães da raça Husky Siberiano, possui maior predisposição ao desenvolvimento de distrofia do estroma.

Sistema Cardíaco

O Airedale Terrier tem tendência a desenvolver uma condição chamada Cardiomiopatia dilatada canina. Este distúrbio é caracterizado como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento.

Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Sistema endocrino

Hipotireoidismo

O Airedale Terrier pode desenvolver hipotireoidismo, ou seja, um distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Neoplasias

Neoplasias Nasais

Os tumores nasais são mais comuns em animais idosos, ou seja com idades entre 7 a 12 anos. Geralmente são malignos e ocorrem mais facilmente nas raças Airedale Terrier, Basset Hound, Old English Sheepdog, Pastor Alemão, Pointers e Collies.

Melanoma

Trata-se de um tipo de câncer invasivo com alto potencial de metástase, proveniente dos melanócitos.

Ocorre com maior frequência em cães muito pigmentados, principalmente na boca. Entretanto, pode ocorrer também na cabeça, no tronco, membros e escroto. Em média, ocorre por volta dos 9 anos de idade.

Em cães, as raças Terrier Escocês, Airedale, Boston Terrier, Cocker Spaniel, Springer Spaniel, Boxer, Golden Retriever, Setter Irlandês, Schnauzer miniatura, Doberman Pinscher, Chihuahua e Chow Chow, são as que apresentam maiores risco de desenvolver o melanoma.

Outras observações

O Airedale Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. O acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Além disso, depois de adotar ou comprar um cachorro, é responsabilidade do tutor protegê-lo de um dos problemas mais comuns: a obesidade canina, inclusive uma das tendências da raça.

Cães desta raça podem viver de 10 a 13 anos, o que não quer dizer que não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Airedale Terrier

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Airedale Terrier no alto de uma colina procurando por suas presas. (Créditos/Copyright: “Por Roman Zhuravlev/Shutterstock”)

O Airedale Terrier é um cão trabalhador, que possui muita energia e vigôr. Ele precisa ter a chance de se exercitar todos os dias — pelo menos uma caminhada diária, embora duas vezes por dia seja melhor, junto a corridas no parque ou no jardim. Ele pode ser uma companhia excelente para correr, e em muitos casos irá cansar o seu dono. A maioria deles gostam de brincar de bola, nadar ou buscar objetos, até correr do lado da sua bicicleta.

Sem atenção e exercícios o Airedale Terrier pode ficar agitado e entediado, e assim se meter em encrencas. Os exercícios podem ser diminuídos depois dos dois anos de idade (como muitos outros cães), mas os primeiros dois anos de um Airedale são realmente intensos para os humanos, mas depois eles começam a acalmar.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Airedale Terrier

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Airedale Terrier adulto esperando pela hora do seu treinamento no deck de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Airedale. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Incorpore socialização com treinamento levando o seu Airedale a muitos lugares diferentes com você — no petshop, eventos ao ar livre, longas caminhadas, passeios em parques bem cheios de gente. (mesmo que você não conviva com muitas crianças em casa, é importante expô-lo a crianças de todas as idades). Há muita gente para conhecer por ai e muitos lugares para levar o seu Airedale.

Treine o Airedale a não pular nas pessoas. O Airedale Terrier precisa de treinamento de obediência adequado e um dono que saiba como ser um bom líder, pois ele pode tentar desafiar membros familiares que ele enxergue como submissos, o que pode levar a desobediência e teimosia. Eles não são difíceis de ser treinados, e não respondem bem a métodos de treinamento duros e agressivos.

O Airedale Terrier é inteligente o suficiente para perceber rapidamente o que ele deve fazer ou como deve agir, mas se você ficar pedindo para que ele faça a mesma coisa repetitivamente, ele pode se recusar. Tente dar à ele alguma variedade no treinamento, fazendo com que os exercícios sejam desafios. Eles precisam de um dono calmo, mas firme, que seja consistente, sem ser repetitivo. Como o dono certo e muita variedade, o Airedale Terrier pode se dar bem em vários esportes caninos.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Airedale Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar. Em geral, Airedales se saem bem na maioria dos treinamentos desde que nunca se esqueça de que eles possuem mente própria. Esforço positivo é a melhor forma de ensinar um Airedale.

Se você apresentar o treinamento de forma positiva e divertida, e ter muita paciência e flexibilidade, há grandes chances de acabar tendo um Airedale de pensamento livre, mas que também seja bem treinado. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

A sorte é que o Airedale Terrier entende muito rápido o que é ensinado à ele, mesmo que a raça seja teimosa e cabeça dura às vezes. Ele precisa de um dono firme, porém gentil, e se uma variedade em treinamento não seja dada, o Airedale Terriers ficará muito entediado e não fará o que está sendo pedido.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Airedalel Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Terrier Australiano

Enquanto os Airedales Terriers são os maiores entre as raças terriers, os Terriers Australianos são um dos menores da categoria. Como o próprio nome já indica, o Terrier Australiano foi desenvolvido na Austrália, para caçar e exterminar roedores e cobras. Embora pequeninos, não se deixe enganar, Terriers Australianos são energéticos e brincalhões, e ainda possuem muita coragem e personalidade, características típicas da sua natureza Terrier. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Terrier Australiano

Origem: Austrália
Data de origem:
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão de caça, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Aussie, Aussie Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 23 cm a 28 cm
Peso: de 09 kg a 14 kg
Cores: cinza e castanho, areia sólido e castanho avermelhado sólido.
Pêlos: camada dupla à prova d’água, liso, duro.
Manutenção: fácil a moderada; banhos ocasionais e escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 02 a 06 filhotes de Terrier Australiano por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / ATCSA / CKC / CET / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Terrier Australiano

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Terrier Australiano e todo o seu vigôr e alegria ao passear no parque. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Aventureiros, espirituosos e travessos, Terriers Australianos encaram a vida com atitude. São muito leais a sua família e muito protetores — costumam se apegar tanto à família que chegam a ficar na mesma sintonia — se você estiver triste, ele tende a ficar calmo e quieto, se você estiver feliz e animado, ele também se agita. Enquanto Terriers Australianos de exposição precisam de uma manutenção mais intensa, o doméstico nem tanto; banhos ocasionais e escovações semanais já é o bastante para mantê-lo vistoso.

Devido à sua inteligência extremamente alta, Terriers Australianos são muito curiosos e muito bons em aprender truques. Aprendem tudo muito rápido e são treinados mais facilmente que outros terriers, pois além de inteligentes, possuem uma inclinação natural para agradar à todos. A maior parte do tempo, o Terrier Australiano é alegre, otimista, ativo, e até bobo, fazendo palhaçadas ao redor de todos e a entreter seus donos.

Terriers Australianos possuem certa afinidade por jovens adultos, idosos e até deficientes. Podem ser ótimas companhias para brincar com crianças, embora seja necessário supervisionar a interação. Eles não costumam surtar ou ser agressivos, mas possuem alguns limites quanto ao manuseio deles e bagunças que irão tolerar.

Embora, às vezes, eles sejam um tanto reservados quanto a estranhos, não costumam exagerar na desconfiança. Mas tenha sempre em mente, já que Terriers Australianos foram desenvolvidos para trabalhar, o seu instinto de caçador é aguçado e forte. Ele não pensará duas vezes em sair correndo atrás de qualquer animal pequeno — sejam esquilos, coelhos, ratos, e até gatos — por esta razão, se você tiver outros animais de estimação, é necessário que eles sejam introduzidos ao seu convívio desde filhote.

Mesmo assim será difícil, e a melhor estratégia seria que ele não tivesse acesso algum à estes animais. Para se ter uma ideia, o “Aussie” chega à ser tão metido que é capaz até de desafiar outros cães, seja na rua ou até dentro da própria casa. Ele é mandão e até agressivo com outros cachorros, não importa o tamanho deles, e adora latir — irá alertar a casa de qualquer barulho estranho ou diferente. Para a sua própria segurança, um jardim devidamente cercado é essencial para evitar que ele saia perseguindo qualquer coisa que se mova ou se meta em encrencas, assim como o seu treinamento na coleira.

Treinamento repetitivo pode facilmente entediar esta raça cheia de energia, portanto as lições devem ser divertidas e desafiadoras sempre. Além disso, o Terrier Australiano gosta de achar que está mandando e que tudo foi ideia dele — esforço positivo e recompensas funcionam maravilhosamente!

E por falar em jardim, não se esqueça que, como todo terrier, o Terrier Australiano adora cavar — está no seu sangue — e se for deixado sozinho sem supervisão por longas horas, ele irá se entreter sozinho pelo jardim. Ele precisa de exercícios diários para mantê-lo interessado e não ficar frustrado. A verdade é que toda a fofura do Terrier Australiano ajuda a conquistar a todos antes mesmo que seu dono se dê conta do quanto ele é inteligente e ativo. Para aqueles que amam a raça, a sua personalidade e atitude fica ainda mais atraente com o passar do tempo.

Origem da raça Terrier Australiano

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Terrier Australiano e seu olhar penetrante e irresistível. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Terriers Australianos nasceram na Tasmânia, Austrália, e foram a primeira raça a ser reconhecida como nativa no país. Alguns pesquisadores acreditam que seus ancestrais eram uma mistura de raças Terriers inglesas antigas e hoje extintas trazidas para a Austrália, e que também geraram o Yorkshire Terrier, Dandie Dinmont Terrier, Skye, Cairn Terrier, Norwich Terrier, Terrier Escocês e o Manchester Terrier.

Acredita-se que o Terrier Australiano seja descendente de um cão já extinto conhecido por “Rough-Coated Terrier” (Terrier de Pêlo-duro), parente do Antigo Cão Escocês da Grã-Bretanha, que havia emigrado para a Tasmânia com colonos Britânicos.

O Terrier Australiano foi apresentado primeiro como Australian Rough-Coated Terrier Australiano em 1868 em Melbourne, depois como “Broken Coated Terrier”, devido a cor da sua pelagem distinta, e foi oficialmente nomeado Terrier Australiano em 1897, passando a participar de exposições como tal em 1899.

Por causa das duras condições de sobrevivência na Austrália, os colonos precisavam de um cão que fosse durão e corajoso que fosse capaz de trabalhar em todo tipo de tempo. Por esta razão, apesar de serem os menores dos Terriers, Terriers Australianos foram originalmente usados para caçar e exterminar roedores e cobras. Também foram utilizados como vigia, companhia e até pastores. O Terrier Australiano foi levado para os Estados Unidos por volta de 1920. O Terrier Australiano Clube da América foi formado em 1957 e a raça foi reconhecida pela AKC em 1960. Alguns dos seus talentos incluem vigia, competições caninas como o tracking e o agility, e além disso desempenhar truques.

Aparência do Terrier Australiano

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Terrier Australiano bicolor cinza e castanha com toda a sua exuberância. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

O “Aussie” é uma das menores raças do Grupo Terrier, sendo assim ele é pequeno, compacto e robusto com patas curtas e um corpo levemente mais longo que alto. Seu peitoral é forte e comparativamente largo e profundo. Eles possuem cabeça longa, olhos escuros e orelhas eretas em formato de V. O focinho é preto e logo abaixo dele há um espaço em forma de V. Terriers Australianos possuem dentes que se fecham em mordida de tesoura e caudas amputadas. Os pés são pequenos e do tipo gato, os dedos são arcados e compactos e as unhas escuras.

O Terrier Australiano tem uma pelagem à prova d’água e de camada dupla — a de fora é lisa, dura e de textura áspera; a de baixo é macia, densa e curta. Os pêlos são curtos na cauda e nas patas. Possui um colar de pêlos ao redor do pescoço e um topete de pêlos mais longos entre as orelhas e cor mais clara. A pelagem vem em uma variedade de cores incluindo vermelho sólido, areia ou cinza azulado. Marcas castanhas na cabeça e nas pernas podem estar presentes.

Ambiente Ideal para o Terrier Australiano

O Terrier Australiano tem o tamanho perfeito para um apartamento, mas apenas se ele for treinado para controlar os latidos dele. Estes cães pequeninos são muito alertas e costumam latir bastante. Não podem ser deixados sozinhos no quintal, eles precisam viver dentro de casa como membros da família. Em geral são bem adaptáveis e podem viver em qualquer lar. Eles são pouco ativos dentro de casa e podem muito bem viver sem um jardim, desde que sejam levados para caminhar diariamente, mas não devem ser deixados correr livremente por ai por causa da sua tendência a perseguir outros animais.

Terriers Australianos também não são uma boa escolha para quem possui gatos em casa, e eles não se dão muito bem com outros cães, principalmente machos. O comportamento de marcar território pode também ser um problema, e o uso de bandagens para bloquear a urina de chegar nos móveis não é incomum entre a raça. O Terrier Australiano tolera condições de tempo instáveis e é capaz de ficar ao ar livre em climas temperados à quentes.

Temperamento & Personalidade do Terrier Australiano

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Terrier Australiano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Airedale Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Terrier Australiano é durão e apresenta uma bravura e coragem característica de cachorros muito maiores que ele. Aliás, ele provavelmente pensa que é muito maior e não tem a menor noção do seu tamanho. Capaz de ser uma companhia amável, divertida e alegre para qualquer pessoa ou família que deseja compartilhar com o seu modo de vida energético e extrovertido.

Ele possui energia em abundância e é muito leal, capaz de demonstrar enorme afeição à sua família de imediato. Muito devotado, ele é mais feliz se fizer parte da rotina familiar o tempo integral. Ele adora ficar dentro de casa, brincar com as crianças, seguir todo mundo de um local ao outro, se aconchegar no sofá, e até saldar seus visitantes na porta.

O Aussie é brincalhão, espirituoso, alerta, esperto, aventureiros e muito inteligentes. Tanto é que sua inteligência extraordinária o torna muito responsivo e protetor. Curioso e confiante, possui excelente audição e visão, o que faz dele um bom cão vigia, prestando atenção em tudo o que acontece ao seu redor e capaz de alertar qualquer coisa que seja estranho à sua rotina.

Por causa da sua grande afeição, adora agradar o seu dono e é mais fácil de ser treinado que a maioria dos terrier, mas isso não quer dizer dizer que é fácil, pois é bem teimoso. Não costuma surtar, mas gosta de latir um bocado, por isso é necessário que aprenda logo a hora de parar de latir.

Um Terrier Australiano que pensa ser o líder do seu bando pode surtar com crianças. Estas devem ser ensinadas a tratar com carinho o cachorro, mas também como ser um líder. Todos os humanos de seu convívio devem estar acima do cachorro na hierarquia para que se possa colocá-lo no lugar dele. Você devem demonstrar uma liderança firme, confiante e consistente para evitar a Síndrome do Cão Pequeno, problemas de comportamento induzidos por humanos, além de problemas territoriais. Tenha sempre em mente que cães são animais, e não humanos. Eles precisam dos seus instintos naturais de animais.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Para um cão menor, às vezes é mais fácil lidar com isso, mas em qualquer caso, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O seu treinamento, assim como a sua socialização devem ser sérios e consistentes, pois a raça é auto-confiante demais e prefere, na maior parte do tempo, seguir suas próprias ideias. Ele aprender rápido, e é bem esperto. Seu treinamento não será difícil — desde que você seja capaz de mantê-lo ocupado e nunca entediado. Todas estas experiências desde filhote o ajudarão a crescer de forma calma.

Mas, tenha sempre em mente que, como todo terrier, Terriers Australianos podem implicar com outros cachorros. Tenha cuidado nas introduções. Eles podem até ser amigáveis, com outros cachorros e outros animais de estimação, no entanto seu instinto terrier pode fazer com que ele saia perseguindo a todos fora de casa, principalmente gatos e roedores. Por isso ele deve ser socializado desde pequeno se a intenção for conviver com outros animais de estimação. Ele deve ficar sempre uma uma área segura, nunca livre para escapar.

O Terrier Australiano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros problemas de comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Terrier Australiano

Comece a acostumar o seu Terrier Australiano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Terrier Australiano que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Terriers Australianos possuem uma pelagem de camada dupla, longa, dura e descabelada, mas que é fácil de cuidar e manter. Seus pêlos devem ser escovados várias vezes por semana, não apenas para retirar pêlos mortos e desembaraçar, mas também para estimular a produção de óleos naturais que deixarão a pelagem mais brilhante. Seja gentil ao escovar a camada interna, e sempre escove enquanto seca. Se preferir, tose o seu pêlo a cada 3 meses, e corte o excesso ao redor dos olhos e orelhas sempre que for necessário. Devido ao padrão da raça ser uma pelagem grossa e dura, não dê muitos banhos no seu Terrier Australiano; apenas o necessário, mais que uma vez por mês fará com que os seus pêlos fiquem lisos demais.

Saúde do Terrier Australiano

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Terrier Australiano não passa ileso a essa regra, infelizmente. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, ajuda muito já conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Distúrbios osteoarticulares

Luxação de Patela

O Terrier Australiano possui tendência ao desenvolvimento de luxação de patela, ou seja, o deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur.

A causa pode ser congênita ou traumática. Em caso de luxação, o cachorro irá tirar a pata afetada do chão e apresentará claudicação. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade. As fêmeas são mais afetadas do que os machos.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Terriers Australianos podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur.

Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur. Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica).

A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. A maior parte dos pacientes tem entre 4 e 11 meses de idade, sendo os machos e as fêmeas igualmente atingidos.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Disturbios dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica. Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Conduto Auditivo

Otite

A otite canina é, certamente, uma das afecções mais comuns em cães. Trata-se de uma inflamação muitas vezes acompanhada de infecção que acomete o ouvido e que provoca, certamente, muito desconforto e dor aos pets.

Pode ter várias causas e afetar partes diferentes do ouvido dos cães. Ela é denominada otite externa, otite média ou otite interna, variando de acordo com o local prejudicado pelo problema.

As otites podem ser causadas por infecções bacterianas, infecções fúngicas, corpos estranhos (água durante o banho, pêlos), alergias (dermatite atópica ou hipersensibilidade alimentar), doenças hormonais, presença de ácaros (Demodex ou Otodectes cynotis), traumatismos e a própria conformação auricular (tipo de orelha).

Doenças endócrinas

Diabetes mellitus

O Terrier Australiano desenvolve frequentemente Diabetes mellitus. Esta doença ocorre quando existe um problema na produção de insulina pelo pâncreas. Se a insulina for insuficiente para processar o açúcar, ocorre um consequente aumento no sangue e urina do cachorro.

É, sem dúvida, mais comum em cães mais velhos, porém nada impede que ocorra antes. Os sinais clínicos mais característicos são:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Aumento da quantidade e frequência de urina;
  • Perda de peso.

É uma doença que não tem cura, porém tem tratamento paliativo para a vida toda. Por isso, é muito importante ter acompanhamento de um médico veterinário para poder fornecer a quantidade correta de alimento e de insulina.

Outras observações

Claramente, o Terrier Australiano, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Entretanto, por causa de sua tendência a desenvolver diabetes, recomenda-se ter especial atenção à alimentação e ao peso corporal.

Com os devidos cuidados, de fato, o cachorro pode ter uma vida muito saudável e até mesmo estender sua longevidade. A raça costuma viver cerca de 10 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência. Um filhote pode, todavia, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Terrier Australiano

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Terrier Australiano fazendo suas atividades na coleira no parque. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

O Terrier Australiano pode se adaptar a uma variedade de estilos de vida e situações de moradia, mas exige muito exercício físico para o seu pequeno porte. Terriers Australianos são cheios de energia e ativos, preferem ambientes onde possam correr e brincar — caminhadas na coleira, sessões de brincadeira com a família no parque ou no quintal, e até esportes caninos já que é bem inteligente e aprende truques facilmente. Eles precisam das atividades físicas para mantê-los em boa forma tanto fisicamente quanto mentalmente. Se ficarem entediados podem se tornar destrutivos.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Terrier Australiano

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Terrier Australiano de olhar alerta em seu treinamento na coleira. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Terrier Australiano. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Cavar, perseguir e latir são as atividades preferidas de um Terrier Australiano, por isso mantê-lo ocupado é a melhor forma de prevenir estes comportamentos desagradáveis. Mantenha-o sempre na coleira quando estiver fora de casa ou devidamente cercado no jardim. Treinar um Terrier Australiano pode ser um enorme desafio devido a sua teimosia e a facilidade com que costuma se entediar. Repetição definitivamente não é o seu forte.

Mantenha as sessões curtas e interessantes, sempre de forma carinhosa e gentil, e seja muito paciente. Os Terriers Australianos possuem vontade própria, por esta razão, a abordagem deve ser firme e consistente — a chave para o sucesso. Você irá descobrir que o seu Aussie é do tipo que ama desafios em níveis progressivos e agilidade. Motivação: a tarefa deve ser desafiadora e divertida, mostrando sempre um incentivo irresistível, como biscoitos caninos, brinquedos ou elogios verbais. Ninguém gosta de trabalhar de graça, muito menos o Aussie.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Terriers Australianos aprendem rapidamente e são capazes de fazer inúmeros truques e atividades. Eles se dão bem em competições caninas de agilidade e de farejamento, em que eles farejam uma presa e a perseguem através de uma série de túneis debaixo da terra.

Quando treiná-lo, o mantenha ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Terrier Australiano é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Airedale Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, inclusive na hora de viajar ou transportá-lo no carro.

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Terriers

Border Terrier

O Border Terrier é uma raça pequena de pêlos duros e descabelados, uma das poucas raças do grupo Terrier que foi criada para viver em bando. É uma das raças mais dóceis e amáveis do grupo e certamente compartilha da mesma ancestralidade que o Dandie Dinmont Terrier e o Bedlington Terrier. Originou-se em Cheviot Hills, na Grã-Bretanha, próximo a fronteira entre Escócia e Inglaterra, e foi criado para ajudar no trabalho nas fazendas. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Border Terrier

Origem: fronteira entre Escócia e Inglaterra
Data de origem: século XVIII
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, cão esportista
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Coquetdale Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 33 cm a 41 cm / Fêmeas de 28 cm a 36 cm
Peso: Machos de 6,0 kg a 7,0 kg / Fêmeas de 5,0 kg a 6,0 kg
Cores: castanho avermelhado, grisalho c/ castanho, cinza (azul) e bege ou palha
Pêlos: curta, rente à pele, emaranhado duro (conhecido por arame)
Manutenção: fácil, escovações semanais, banhos ocasionais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 2 a 8 filhotes de Border Terrier por cria, padrão de 4 a 5.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / BTCA / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Border Terrier

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Border Terrier atento ao dono com seu olhar penetrante. (Créditos/Copyright: “Por Roger Hall/Shutterstock”)

O Border Terrier é inquisitivo, ativo e obediente. É alerta e possui um forte instinto para caçar caçar e cavar, tem uma natureza independente, uma boa personalidade, e altos níveis de energia, vitalidade e resistência como quase todo cão do tipo terrier. É inteligente, leal, destemido e determinado.

Talvez, depois desta descrição você desista e prefira procurar por outra raça — e, sinceramente, talvez seja melhor que você faça isso mesmo. É preciso alertar que o Border Terrier não é mesmo para qualquer pessoa, e antes de levar um para casa, você deve estar completamente certo da sua escolha.

Embora o Border terrier não tenha uma aparência tão atraente como alguns de seus outros parentes, ele ainda é um puro terrier, capaz de viver a vida com muito gosto, seja com a família ou cavando buracos sem parar por aí. É de fato no mínimo curioso que ele não seja tão popular, já que é uma das raças puras mais saudáveis entre todos os cães, é menos inclinado a caçar que a maioria dos terriers e ainda é bem flexível quanto a atividades físicas, apesar de necessárias para gastar toda a sua energia.

Criado para ajudar com o trabalho nas fazendas caçando roedores, e posteriormente usado na caça de raposas, o Border Terrier, é um caçador nato. Costumava obrigar as raposas a sair de seus esconderijos para que hounds pudessem sair em sua perseguição. Por esta razão, o Border Terrier precisava ter um poderoso instinto para caçar e cavar buracos, assim como uma enorme energia para acompanhar os caçadores montados em seus cavalos.

Para algumas pessoas isso pode ser um problema, mas para outras, Border Terriers são cachorros maravilhosos que brincam bastante e amam ainda mais. Eles são ideais para famílias ativas que possam oferecer à ele muitas atividades físicas e que saibam evitar suas escapadas criativas, pois são verdadeiros artistas e muito habilidosos na arte de escapar.

Border Terriers necessitam de um jardim devidamente cercado para mantê-los seguros. Se deixados sozinhos e não forem supervisionados, eles facilmente irão cavar sua rota de fuga, literalmente. Eles costumam escapar através de buracos na cerca, portões abertos ou de qualquer outra forma que acharem — tudo devido a sua natureza curiosa e ávida para explorar ou perseguir alguma presa em potencial. Tanto é verdade que o Border Terrier está mais sujeito a morrer atropelado por aí do que de velhice ou alguma doença. Portanto, esteja preparado para protegê-lo dele mesmo.

É importante também evitar o tédio. Um Border Terrier entediado — como aquele que fica longos períodos de tempo sozinhos — se torna barulhento e destrutivo. Ele não é do tipo que fica bem se for deixado sozinho no quintal por longos períodos de tempo. Você poderá encontrar uma fila de vizinhos aborrecidos te esperando no portão por causa dos latidos constantes e buracos de todos os tamanhos espalhados pelo jardim.

Para manter o seu Border Terrier e seus vizinhos felizes e o seu jardim sem buracos, reserve à ele pelo menos 30 min por dia de exercícios vigorosos. Além de mantê-lo entretido, isso irá também mantê-lo em forma — pois a raça é também propensa à obesidade.

Com as suas necessidades de companhia e exercícios físicos supridas, o seu border Terrier será um cão feliz que se dará bem com qualquer pessoa, seja criança ou adulto de qualquer idade, até estranhos. Normalmente eles se dão bem com outros cachorros e até gatos, mas não gostam de roedores. Ele também irá latir para barulhos, são excelentes cães de vigia, mas não espere que ele seja um cão de guarda feroz se intrusos invadirem a sua casa, ele não tem esse tipo de ferocidade e nem tamanho para isso.

Border Terriers são capazes de fazer você rir e chorar e rir um pouco mais. São travessos e brincalhões, mas são obedientes. Eles costumam encarar o treinamento com espírito independente, mas gostam de agradar. Se ele for elogiado por fazer algo bem, ele rapidamente irá aprender qualquer coisa que lhe for ensinado. Hoje, Border Terriers são um tanto raros, mesmo assim são excelentes escolhas tanto como cão de companhia ou exterminadores de pestes em fazendas, desde que seja respeitada a sua natureza.

Origem da raça Border Terrier

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Border Terrier descansando sobre o gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por l i g h t p o e t/Shutterstock”)

Talvez o Border Terrier seja a raça mais antiga dos Terriers da Grã-Bretanha. Originário de Cheviot Hills, fronteira entre a Escócia e a Inglaterra, o Border Terrier foi criado para perseguir e espantar raposas que na época eram consideradas um aborrecimento para os fazendeiros, além de caçar outras pragas, como ratos.

Origem caçadora

O Border Terrier é o menor dos terriers de patas longas, e foi desenvolvido para ter um corpo flexível, longo e estreito, pequeno o suficiente para para adentrar os esconderijos das raposas buraco adentro e enxotá-las de lá para que os cachorros dos caçadores pudessem ir atrás delas. Além disso, eles tinham que ser rápidos o suficiente para acompanhar na corrida os cavalos dos caçadores. Eles ainda tinham energia de sobra, uma pelagem à prova d’água e uma pele grossa e solta que não era facilmente furada pelos dentes das raposas. A raça é muito rápida e ágil, e embora pequenos, o Border Terrier possui mesmo um vigor incrível e uma atitude corajosa.

A primeira evidência destes cães datam do século XVIII — uma pintura de 1754 por Arthur Wentworth retrata dois Border Terriers. Seus ancestrais são desconhecidos, embora muitos afirmem que eles estão provavelmente relacionados ao Dandie Dinmont e oa Bedlington Terrier.

Border Terriers foram antes conhecidos como Coquetdale Terrier (entre outros nomes), sendo o nome Border Terrier adotado em 1870, em sua primeira exposição. Enquanto era premiado em seu país de origem por sua natureza destemida e implacável, não era tão popular em outros países. Ele até poderia ser visto em exposições agriculturais em Northumberland no final do século XIX, mas em geral era pouco conhecido até o início do século XX.

Border Terrier de um século pra cá

Em 1920, o Border Terrier foi reconhecido pelo Kennel Club da Inglaterra, e um clube de raça foi formado. A raça foi reconhecida pela AKC em 1930. Menos atraente que muitos outros terriers, o Border continuou a ser mais apreciado pelos patronos da caça do que em exposições. Ultimamente, a raça tem experienciado um aumento de popularidade e rapidamente tem se tornado mais popular como animal de estimação e exposição. A verdade é que na maior parte da sua existência, o Border Terrier tem sido um tanto desconhecido, e seus apreciadores até preferem que ele permaneça assim se for para protegê-lo de rompantes exagerados de popularidade que muitas vezes leva a reproduções irresponsáveis. Alguns dos talentos do Border Terrier incluem: caça, farejamento, vigilância, competições caninas de agility e obediência e desempenhar truques.

Aparência do Border Terrier

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Típico Border terrier adulto de orelhas em formato de “V” escuras, certa barbicha e olhar penetrante. (Créditos/Copyright: “Por rebeccaashworth/Shutterstock”)

Border Terriers são terriers de pequeno porte, levemente mais altos que longos com uma aparência vívida e uma pelagem distinta. Ele é conhecido pela sua “cabeça de lontra” e sua expressão alerta que combina com o seu comportamento curioso. O seu focinho é curto e normalmente escuro, com uma parada moderadamente ampla. Seus olhos de tamanho médio são castanhos escuros e o espaço entre eles é relativamente largo. O nariz é preto e suas orelhas são pequenas e escuras, que se dobram em forma de “V” dispostas na lateral da cabeça, descendo para frente, próximas as bochechas. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura.

Os ombros e todo o seu corpo são estreitos. Suas patas longas dão a velocidade, agilidade e resistência necessária para acompanhar um cavalo a trotar em qualquer tipo de terreno, enquanto o seu corpo permite que ele se esprema através de espaços apertados para perseguir raposas dentro de suas tocas. As patas da frente são retas e não são pesadas. A sua cauda possui tamanho médio, mais grossa na base que afina na ponta, carregada em nível com as costas.

Border Terriers possuem uma pelagem dupla, resistente a temperaturas e à água, e de inúmeras cores, incluindo castanho avermelhado, azul e castanho, castanho, grisalho e castanho ou palha. Alguns possuem uma mancha branca no peito. A camada de baixo dos pêlos é curta, densa, macia e coberta por outra camada lisa de pêlos rijos, resistente à sujeira, bem rente à pele, sem cachos ou ondas. E sua pele é grossa e solta.

Ambiente Ideal para o Border Terrier

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Border Terrier em seu ambiente ideal, em total convívio com a sua família.(Créditos/Copyright: “Por rebeccaashworth/Shutterstock”)

O Border Terrier viverá bem um um apartamento somente se for suficientemente exercitado. Por terem sido criados para caçar, eles possuem uma alta energia e vigor, mas são moderadamente inativos dentro de casa. Um pequeno jardim também será suficiente. Pode ficar do lado de fora da casa em climas temperados, mas prefere dividir o seu tempo entre a casa e o jardim. Border Terriers são cães familiares e devem viver dentro de casa junto a seus donos, nunca amarrados sozinhos no jardim ou canil, embora curtam o acesso ao quintal quando assim desejarem. Apenas mantenha o jardim bem cercado e seguro com portões e muros altos — eles são verdadeiros artistas quando o assunto é escapar.

Temperamento & Personalidade do Border Terrier

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Border Terrier brincando em meio a árvores no parque. (Créditos/Copyright: “Por Adya/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Border Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Border Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Border Terrier possui um temperamento peculiar pra combinar com a sua aparência também distinta. Considerando que eles são terriers, Borders possuem um temperamento muito bom — eles são afetuosos, amáveis, brincalhões, obedientes, ávidos para agradar, leais, obstinados e corajosos. Eles se desenvolvem bem melhor com a interação com os humanos e a atenção que obtém dessa relação. É importante para o Border Terrier conviver com a sua família tempo integral.

Eles só não são tão afetuosos com gatos ou outros animais pequenos. Quando a questão é animais pequenos, eles possuem o fogo dos terriers. Mesmo não sendo mantidos como cães de caça, eles são capazes de ser ferozes e impiedosos. Como a maioria dos terriers, eles não costumam hesitar em começar uma confusão com algum animal que não gostem.

Mesmo assim, eles são dos mais maleáveis em comparação a outros terriers, e ainda podem conviver bem com gatos e outros cachorros se forem socializados desde pequenos. Tudo vai depender do modo como forem introduzidos a este convívio. Só não recomenda-se deixá-los sozinhos sem supervisão, principalmente pequenos animais de estimação como coelhos, hamsters, etc.

Um Border que rosna ou encara outros cães possui o temperamento errado — ele não deve agir assim de forma alguma. Até porque, ele foi criado para trabalhar em conjunto com outros cães de caça, por isso é importante que ele tenha atitudes amigáveis com outros cães. Embora, as vezes, teimosos, obstinados e ávidos por uma boa perseguição, Border Terriers são, em geral, cachorros calmos, amáveis e raramente agressivos. Borders podem se adaptar a ambientes e situações diferentes também, assim como lidam bem com mudanças temporárias.

O Border Terrier adora brincar e possui muita energia para isso. Combinação perfeita para a companhia de crianças, eles vão brincar sem hora pra terminar. O amor deles pelas pessoas e o bom temperamento faz com que sejam ótimos cães de terapia, especialmente para crianças e idosos, sendo ocasionalmente usados como ajudantes de cegos ou surdos.

Eles são altamente inteligentes e facilmente treináveis, apesar da teimosia e independência típica de terriers, e aprendem rapidamente truques e os sinais que você dá quando é hora de sair para passear, quando é hora de comer e o que você gosta ou não gosta que eles façam. Eles se saem bem com atividades associadas a tarefas e possuem habilidades surpreendentes para pular alto e correr com velocidade por causa das suas patas longas.

Desde cedo eles devem ser treinados a obedecer comandos, pois Borders são conhecidos por serem territoriais e irão proteger seus lares. Eles possuem um bom faro e podem sentir quando o perigo está próximo. São desconfiados de estranhos, podem estranhar, mas não chegam a ser agressivos. Eles levam o treinamento à sério, pois estão sempre querendo agradar, mas eles precisa de um líder consistente. Você deve ser sempre o seu líder firme e confiante para evitar a Síndrome do Cão Pequeno, sem falar na ansiedade de separação.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

O Border Terrier não se comporta bem se for deixado sozinho por longos períodos de tempo e se torna destrutivo, costuma cavar e latir de forma excessiva se estiver entediado ou deprimido. Por esta razão, um lar onde todos possuem carreiras profissionais e fiquem fora o tempo integral não é a situação ideal para eles. A raça também não é recomendada para pessoas novatas, apáticas ou sedentárias. Além disso, eles são verdadeiros artistas do escapismo!

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Socialize-o bem e desde cedo. Filhotes devem ser acostumados a barulhos desde cedo para evitar a timidez excessiva. Border Terriers filhotes e adolescentes são muito ativos, mas a medida que vão ficando mais velhos vão acalmando.

O Border Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Border Terrier

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Border Terrier em meio a flores no jardim exibindo toda a sua beleza natural terrier. (Créditos/Copyright: “Por Tatiana Gass/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Border Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Border Terrier que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Border Terrier possui uma pelagem dupla composta de uma camada interna curta e densa e outra externa descabelada. Mesmo para exposições, o Border precisa apenas de pouca manutenção na cabeça, pescoço e patas. Escovações semanais e tosas periódicas (a cada 5 a 6 meses) irá manter o Border Terrier com uma excelente aparência.

O seu kit de manutenção deve incluir um pente, uma escova de cerdas naturais, e uma faca de decapagem para retirar os pêlos mortos (à não ser que você opte por um profissional, duas vezes ao ano). Decapar involve tirar os pêlos mortos com a mão ao invés de cortar com tesoura, ou remover com uma ferramenta como a faca de decapagem. É o tipo de coisa que pode ser feita em 30 minutos enquanto vocês dois assistem a um programa de televisão. Fazendo isso você vai evitar que os pêlos se espalhem pela casa.

Para uma manutenção ainda mais fácil, você pode tosar os pêlos, mas a textura e a cor ficarão mais suaves e mais claras, e a pelagem não será mais tão resistente as condições do tempo. E se você não ligar para a aparência desalinhada, você pode deixar os pêlos naturais, sem cortar ou tosar, mas ele cairá mais. Border Terriers também não precisam tomar muitos banhos — apenas se ficarem muito sujos e for realmente necessário. A sua pelagem naturalmente repele a sujeira e, as escovações semanais serão o suficiente para manter a pelagem limpa. E quando for dar banhos, use um shampoo específico para o seu tipo de pêlos para ajudar a manter a textura.

Saúde do Border Terrier

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Border Terrier filhote (Créditos/Copyright: “Por MARKABOND/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Border Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é o distúrbio mais comum em cães da raça Border Terrier. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Luxação de Patela

O Border Terrier possui predisposição também ao desenvolvimento de Luxação de Patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Problemas dermatológicos

Atopia

Alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.
A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento. Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Doença de Spike (“Canine epileptoid cramping syndrome”)

Trata-se de uma doença reconhecida recentemente, de caráter hereditário, comum em Border Terriers. Não há muitos trabalhos nacionais relacionados à este distúrbio. Todavia, sabe-se que se desenvolve a partir de uma atividade anormal do sistema nervoso dos Borders Terriers, sem causa específica. Entretanto, parece que a doença começa a se desenvolver em climas mais frios e é mais comum em países europeus.

O nome deve-se ao cachorrinho Spike, um jovem Border Terrier de 1 ano de idade, que foi estudado por apresentar os sintomas da doença em 1996.

O distúrbio é caracterizado por episódios de movimentos involuntários. Os episódios podem ser curtos ou podem durar por horas. Além disso, os episódios incluem incapacidade de se levantar, tremor e rigidez das patas.

Outras observações

Claramente, o Border Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

O acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 10 a 12 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Border Terrier

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Border Terrier empelna atividade, nadando atrás de uma bola. (Créditos/Copyright: “Por crazychris84/Shutterstock”)

O Border Terrier precisa de exercícios regulares diariamente e ainda adora ter uma tarefa para fazer. Eles gostam de pelo menos meia-hora de exercícios todos os dias, como uma caminhada no parque ou a redor do bairro, brincar sem coleira em áreas seguras e cercadas onde possam correr livre, um bom jogo de pegar e trazer, como frisbee. Ele ainda curte jogos que simulam caçadas, e que permitam exercitar a sua mente assim como o corpo enquanto saciam seu instinto natural. Sem exercícios suficientes, Border Terriers podem ganhar peso e ficar entediados. Tédio pode levar a comportamentos destrutivos e muitos latidos.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Border Terrier

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Border Terrier filhote, atento a farejar alguma coisa pelo jardim. (Créditos/Copyright: “Por nancy dresse/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Border Terrier. Procure saber como adestrar o seu cão e comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Border Terriers podem dar um pouco de trabalho para ser treinados. Por um lado, eles são ávidos para agradar e muito inteligentes. Eles aprendem rapidamente as regras da casa e outras importantes etiquetas caninas como fazer suas necessidades em locais apropriados e determinados, caminhar com a guia, e saudar pessoas de forma educada, embora nunca desistam completamente do hábito de pular.

No que diz respeito a treinamentos mais avançados, os desafios são maiores. Border Terriers foram desenvolvidos para ser independentes porque durantes as caçadas a raposas eles tinham que trabalhar a uma certa distância de seus donos. Esta característica é ainda muito presente na raça, e embora escutem um comando, eles decidem por si mesmos se irão obedecer.

Mesmo assim, prefira ir com calma; eles são sensíveis e não respondem bem a treinamentos mais duros, que irão destruir o espírito deles. Para treinar o seu Border Terrier, procure por um treinador que entenda a mentalidade terrier e usa técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comidas. O seu treinamento deve ser feito com muita motivação, respeito, paciência e consistência.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Treinamento de coleira e guia é outra coisa muito importante. É incrível como o Border Terrier pode de repente sair correndo na caçada de alguma presa ou possível aventura. E este instinto não desaparece com a idade; costuma ficar ainda mais forte.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Border Terrier. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Border Terrier é sempre com você.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação com o seu cachorro. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o BorderTerrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

O Border Terrier apresenta talento em áreas como tracking, agility, obediência competitiva, e caça.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Cairn Terrier

O Cairn Terrier é o menor dos terriers. Originário da Escócia, é uma raça de cães antes chamados de Skyes terriers de pêlo curto, e foram criados para possuírem habilidades para trabalhar e não para ter uma boa aparência. Seu nome atual foi inspirado em sua função de afugentar pragas e presas escondidas em pilhas de pedras denominadas “Cairns”.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Cairn Terrier

Origem: Escócia
Data de origem: século XV
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia, esportista
Outros nomes ou apelidos: Cairn
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 25 cm a 33 cm / Fêmeas de 23 cm a 30 cm
Peso: Machos de 6 kg a 8 kg / Fêmeas de 5 kg a 7 kg
Cores: todas as variações de cinza, castanho.
Pêlos: duros, lisos e desgrenhados
Manutenção: fácil, escovacões semanais
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 2 a 10 filhotes de Cairn Terrier por cria, padrão de x a x.
Reconhecimento (Canil): APRI / CKC / FCI / AKC / UKC / KCGB / CKC / ANKC / NKC / NZKC / CET / ACR / DRA / NAPR / ACA.

Introdução à raça Cairn Terrier

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Cairn Terrier adulto e seu olhar penetrante irresistível. (Créditos/Copyright: “Por Ina Olars/Shutterstock”)

Cairn Terriers são animais alegres, travessos, cheios de energia e muito ativos que adaptam-se facilmente a famílias que vivem tanto no campo quanto na cidade e cujos membros sejam também ativos. Cairn Terriers possuem pelagem dupla à prova d’água, dura, felpuda e de cores variadas, e o corpo quadrado e robusto.

Pequenino, mas de grande personalidade!

Se você assistiu ao filme “O mágico de Oz” em sua versão original, impossível não ter notado o Cairn Terrier mais famoso do mundo, Toto, o companheiro inseparável da menina Dorothy.

O cachorro que interpretou Toto no filme era uma Cairn fêmea chamada Terry, que possuía todas as características físicas de um típico Cairn: um terrier pequeno, robusto de pelagem desgrenhada, altamente inteligente e confiante. Antes de ser contratada para desempenhar o seu papel como Toto, Terry apareceu em diversos filmes antes de se tornar famosa em “O mágico de Oz”. Terry viveu até os seus 11 anos de idade.

O Cairn é na essência um perfeito cão terrier: valente, espirituoso, atrevido, audacioso, inquisitivo, durão, esperto e ao mesmo tempo desligado. É considerado dócil, apesar de ousado, e não requer muitos cuidados — apenas escovações semanais para manter o caimento de pêlos sob controle.

A raça está sempre alerta e pronta para a ação. Por ser curioso, acaba aprendendo rápido. E como todo terrier, ele é independente e teimoso. Eles precisam saber logo de cara quem está no comando, ou tentarão mandar em tudo.

Treinamento de obediência e socialização desde filhotes são essenciais. Eles costumam atender aos desejos do seu dono e ainda tentam agradar; porém, independente da sua natureza autônoma, o Cairn é surpreendentemente sensível. Seus sentimentos são feridos com facilidade, e ele não responde bem a repreensões duras. Um treinamento gentil, positivo e paciente é o melhor método para ensiná-lo qualquer coisa.

Não há nada que este cãozinho esperto não possa aprender. Com o treinamento adequado, o Cairn pode virar especialista em inúmeros truques e comandos. No entanto, é certamente impossível evitar que um Cairn faça o que todo Terrier mais ama fazer: perseguir, cavar e latir. O Cairn irá perseguir quase tudo que se mova, pequenos animais, gatos e até outros cães, não importa o tamanho deles, se tiverem a chance.

Por esta razão, ele deve estar sempre na coleira quando estiver em locais públicos, e deve apenas correr solto e livremente em locais devidamente cercados. Eles adoram farejar, explorar e caçar por aí.

Eles são capazes de ser excelentes animais de estimação, desde que sejam exercitados fisicamente e estimulados mentalmente todos os dias. Cairn Terriers são alegres, leais, amáveis, sociais e muito afetuosos. São muito divertidos e adoram brincar e entreter crianças, além de serem fortes o suficientes para aguentar brincadeiras mais brutas e ter paciência com o jeito barulhento delas.

Cairns e crianças são perfeitos um para o outro!

Lembrando que crianças não devem ser deixadas sozinhas com cachorros de raça algum, incluindo o Cairn, e adultos responsáveis devem supervisionar sempre a interação entre crianças e cachorros.

Dito isso, o Cairn Terrier é um cão do tipo familiar, capaz de se ser uma companhia maravilhosa para a família inteira. Por isso, ele precisa viver dentro de casa, seja apartamento ou condomínio, na cidade ou no campo, junto à sua família.

Ele prospera com o amor e a atenção que ganha de seus donos, e ficaria muito infeliz se fosse deixado sozinho ou afastado. Ele poderá ficar entediado, o que leva a comportamentos destrutivos e desagradáveis como latir em excesso, cavar ou mastigar.

Cairn Terriers também são muito territoriais e irão proteger o seu território contra estranhos e outros cachorros, mesmo maiores. Costuma soar o alarme quando algo estranho se aproxima. Isto pode ser perigoso, pois embora valente, o Cairn Terrier não é forte o suficiente para conseguir defender a si mesmo ou lutar com cachorros maiores.

O Cairn pode ser pequeno, mas ele é um membro ativo da família que só deseja brincar e brincar, uma excelente escolha para quem deseja uma companhia alerta e independente com uma atitude corajosa em levar a vida.

Origem da raça Cairn Terrier

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Cairn Terrier de pelagem quase toda negra passeando na rua. (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

Um dos terriers da família de pernas-curtas, o Cairn Terrier foi originado há mais de 200 anos atrás em cerca de 1500s, nas fronteiras da Escócia e da Ilha de Skye, e é um dos terriers originais da Escócia.

Todas as raças na Escócia eram originalmente classificadas como Terrier Escoceses, e até um certo ponto, o Cairn foi considerado a mesma raça que o Terrier Escocês e o West Highland White Terrier. Foi quando em 1873, um novo sistema foi implantado e Terriers Escoceses foram separados em duas classes diferentes: Dandie Dinmont Terriers e Skye Terriers, com o Cairn fazendo parte deste último.

Este mesmo grupo foi dividido mais tarde em Skye Terriers e Terriers de pelo-duro, sendo que os Terriers de pelo-duro foram eventualmente separados entre Escocês, West Highland White e Cairn Terrier. Estes cães tinham as mais variadas cores, variando do branco ao cinza ao castanho, e eram todos considerados Terriers Escoceses quando participavam de exposições. Todos eram diferenciados apenas pelas cores, eas três raças vinham da mesma ninhada.

Um clube foi formado em 1881 para Terriers Escoceses de pelo-duro e as três raças, e um padrão aprovado em 1882. Já ao final do século XIX, criadores de Terriers escoceses passaram a selecionar características diferentes, cores, entre elas. E assim, o West Highland White Terrier se tornou uma raça separada em 1908.

O Cairn já foi chamado de Skye de pelo-curto, depois Cairn Terrier ou apenas Skye e finalmente, em cerca de 1912, Cairn Terrier. Estes cães existiram desde o século XV e eram usados para caças raposas, texugos e lontras.

O Cairn adquiriu este nome pela forma com que se encolhia para dentro de montes de pedras de mesmo nome (“cairns”) e latia para estes animais até que o caçador ou fazendeiro pudesse chegar para matá-los.

“Cairns” eram uma espécie de “grutas ou tocas” de pedras empilhadas onde texugos e raposas costumavam viver, normalmente em montes de pequenas pedras usadas para demarcar fronteiras entre fazendas escocesas e sepulturas.

A raça se tornou bastante popular na Inglaterra, e um pouco menos popular nos Estados Unidos e menos ainda no resto do mundo, mas a sua fama mesmo veio com o filme “O mágico de Oz”, em que um cãozinho da mesma raça protagonizou o papel de Toto, o cão de estimação de Dorothy, a heroína do filme.

Os primeiros Cairn Terriers foram importados para os Estados Unidos em 1913. E tanto nos Estados Unidos, quanto na Inglaterra, o Cairn e o West Highland White foram cruzados entre si até 1917, quando a AKC barrou os registros de qualquer cachorro desses cruzamentos. Neste mesmo ano, a AKC concedeu a adesão do Clube Cairn Terrier da América. A raça foi publicamente apresentada em 1909 e ficou popular depois de 1930. Foi reconhecida pela AKC em 1913. Alguns dos talentos do Cairn incluem: caça, rastreamento, competições de “go-to-ground”, vigia, agilidade, obediência e desempenho dos mais variados truques.

Aparência do Cairn Terrier

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O Cairn Terrier deitado no gramado do jardim em momento relaxado (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier é um pequeno terrier durão de expressão esperta e ativa. Possui as patas curtas, é mais comprido que alto, mas não tão baixo como o Sealyham ou Terrier escoceses. São de baixa estatura, mas possui uma forte estrutura óssea.

Sua cabeça é larga em proporção ao seu comprimento, mais baixo e mais largo que qualquer outro terrier, possui uma boa força nas mandíbulas. O seu focinho é forte e de comprimento médio, com uma parada bem definida.

Os dentes se encontram em mordida de tesoura ou nivelados. As orelhas são pequenas, pontudas e eretas, cobertas por pelos curtos descabelados. Possuem uma cauda curta e um focinho escuro, com topete e sobrancelhas espessas. Seus olhos são profundos e amendoados.

A sua pelagem é desgrenhada, dupla e à prova d’água, com uma camada externa dura e outra interna macia. A face é peluda como uma raposa. As cores possuem muitas variações, exceto o branco. Podem ser castanho, malhado, areia e vários tons de cinza, muitas vezes com orelhas mais escuras, focinho e ponta da cauda. Sua pelagem também costuma mudar de cor durante vários anos de vida.

Ambiente Ideal para o Cairn Terrier

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Cairn Terrier deitado na grama do seu quintal relaxado e calmo.(Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier pode viver em apartamentos ou lares pequenos desde que seja exercitado de forma adequada. Eles são capazes de se exercitar sozinhos, mas precisam de algum espaço. É ideal que se tenha pelo menos um jardim pequeno, mas também podem ser levados para passear com mais frequência para compensar a falta de espaço. Podem suportar climas temperados do lado de fora, mas necessitam dormir dentro de casa, mais próximos aos donos, e ter acesso ao lado de fora quando desejarem.

Temperamento & Personalidade do Cairn Terrier

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Cairn Terrier no colo do seu dono em momento de carinho e afago. (Créditos/Copyright: “/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Cairn Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Cairn Terrier cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

Em geral, o Cairn Terrier é um cão alerta, animado, alegre, leal, curioso, amável e muito amistoso. Embora independente, o Cairn é bastante devotado à sua família e se sente mais feliz quando faz parte da rotina do seu dono diariamente. Ele ama ficar em casa brincando com as crianças, seguindo todo mundo de um cômodo ao outro, te fazendo companhia onde quer que você esteja.

Eles possuem uma afinidade especial por crianças acima dos seis anos de idade. Cairns são robustos e perdoam algumas brincadeiras mais brutas. No entanto, eles costumam ser sensíveis e não toleram maus tratos.

Eles não gostam de ser repreendidos e ficam magoados quando sentem que não estão felizes com ele. Por isso, é importante protegê-los de crianças que não saibam lidar com cachorros de forma adequada.

O Cairn Terrier adora brincar e ser estimulado mentalmente. É curioso e aprende muito rápido — adoram aprender truques. Só não espere que o Cairn se comporte como um cão de colo só por causa do seu tamanho. Ele pode até lhe fazer companhia calmamente no sofá por alguns minutos, mas ele com certeza terá coisas melhores pra fazer ou lugares para ir.

Esta raça é espirituosa e incansável, está sempre procurando por uma boa aventura. Apenas certifique-se de que isso não envolva cavar o seu jardim — Cairns adoram cavar, é puro instinto terrier. Mas com exercícios mentais e físicos suficientes junto a uma liderança firme, eles podem ser calmos e tranquilos.

Mesmo independente, ele irá escutá-lo se identificar uma liderança firme e uma mente mais forte que a dele. Cairns precisam de donos firmes e de personalidade forte. Eles precisam de treinamento e disciplina, mas não de forma dura. Sem isso, o Cairn pode ficar destrutivo e começar a latir em excesso, simplesmente por solidão ou tédio.

Não permita que ele desenvolva a “Síndrome do Cachorro Pequeno”, comportamentos humanos induzidos em que o cão acredita ser o líder do bando, no caso, sua família. Cairns com esta síndrome desenvolvem todos os tipos de problemas de comportamento em vários níveis, incluindo ansiedade de separação, teimosia excessiva, surtos, rosnar e guarda de locais e objetos.

Qualquer cachorro, não importa o quanto for bonzinho, pode desenvolver níveis de comportamento inadequados, como latir em excesso, cavar, roubar comida e outros comportamentos indesejáveis se estiver entediado, destreinado ou não for supervisionado.

Por isso esta raça deve ser tratada de maneira firme e consistente para evitar estes comportamentos. Se você permitir que eles acreditem estar no comando, você perderá o controle sobre ele.

Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Como todo terrier criado para caçar, ele irá perseguir qualquer animal pequeno, incluindo o gato do vizinho, se tiver a chance. Ele também é capaz de anunciar qualquer visitante ou barulho estranho. Por esta razão, muitos costumam dizer que o Cairn Terrier é o tipo de cão grande em um corpo pequeno. É importante tomar cuidado com isso.

O Cairn Terrier não tem noção do seu tamanho, tamanha é a sua coragem, e não pensará duas vezes em provocar um cão bem maior. Isso não é uma boa atitude, e quase sempre não acaba bem, por isso Cairn Terriers devem ficar sempre na coleira quando não estiverem em locais seguros e cercados.

O Cairn Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Cuidados e Manutenção do Cairn Terrier

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Cão Cairn Terrier cinzento e o seu olhar meigo e cativante. (Créditos/Copyright: “Por Bildagentur Zoonar GmbH/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Cairn Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Cairn que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais.

Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional.

Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

Cuidar de um Cairn Terrier não é difícil, e apesar do tamanho pequeno é fácil a sua manutenção. A sua pelagem desgrenhada parece natural, mas na verdade precisa de upkeep e atenção. Se for negligenciada, pode ficar embaraçada, cheias de nós e com má aparência.

Para manter seus pelos saudáveis é necessária uma escovação semanal, retirar os pelos mortos, pelo menos duas vezes por ano, e dar banhos periódicos (a cada 3 meses, ou quando necessário).

Aparar seus pelos também é necessário — apenas para melhorar a sua aparência, e não para estilizar radicalmente seus cachos. Os pelos devem ser aparados ao redor dos seus olhos e orelhas. Aparar profissionalmente duas ou três vezes ao ano é o suficiente.

Banhos muito frequentes não são recomendáveis porque amaciam demais a camada dura de sua pelagem. Embora uma pelagem macia não faz mal a nenhum cão, e é tranquilo para uma animal de estimação, isso acaba tirando a sua personalidade e aparência física exigida em exposições.

Saúde do Cairn Terrier

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Cão Cairn Terrier castanho saudável e feliz. (Créditos/Copyright: “Por Mikkel Bigandt/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Cairn Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Cairn Terrier tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Catarata – O Cairn Terrier possui tendência ao desenvolvimento de catarata herdada ou familiar, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Glaucoma – Doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Além disso, provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Cairn Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá tirar o pé do chão. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Osteopatia Craniomandibular

Trata-se de uma doença rara que ocorre principalmente em cães jovens. De fato, esta doença é diagnosticada, normalmente, entre os 3 e os 8 meses de idade. Ou seja, quando os cachorros afetados demonstram inflamação da articulação da mandíbula, dificuldade na mastigação, dificuldade em abrir a boca, salivação ou combinação destes sintomas.

Esta doença é auto-limitante. Portanto, até aproximadamente um ano de idade, as alterações de crescimento do osso ficam estagnadas é podem até mesmo regredir.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Cairn Terriers podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur. Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur.

Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica). A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. Costuma ocorrer em cães entre 4 e 11 meses de idade.

Doenças do fígado

Desvio Portossistêmico Congênito (DPS)

O desvio portossistêmico, ou shunt portossistêmico, é uma anomalia circulatória hepática sem dúvida comum em cães. Trata-se da conexão anormal entre a circulação portal e sistêmica que desvia o fluxo sanguíneo do fígado em variados graus.

Deste modo, substâncias tóxicas e hepatotróficas importantes (oriundas do pâncreas e dos intestinos) são absorvidas e enviadas diretamente para circulação, sem passar pelo fígado.

Esse quadro pode levar, enfim, à atrofia e disfunção do fígado, diminuindo cada vez mais o metabolismo hepático das toxinas intestinais que se acumulam no sangue. O tratamento é cirúrgico.

Sistema urinário

Nefropatia Policística

A doença renal policística caracteriza-se pela presença de cistos, em número e tamanhos variáveis, no tecido renal e já está documentada em Bull Terriers, Cairn Terriers e West Highland White Terriers.

No Cairn Terrier são observáveis cistos tanto nos rins como no fígado. No Bull Terrier os sinais clínicos podem manifestar-se em adultos jovens. Entretanto, no Cairn Terrier e no West Highland White Terrier, os sintomas surgem entre o primeiro e o segundo mês de vida, podendo, todavia, verificar-se a presença de cistos sem qualquer sinal clínico ou biológico.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Diabetes mellitus

Diabetes mellitus é uma doença que pode ser consequência da obesidade. Ocorre quando existe um problema na produção de insulina pelo pâncreas. Se a insulina for insuficiente para processar o açúcar, ocorre um consequente aumento de seus níveis no sangue e urina do cachorro.

É, certamente, mais comum em cães mais velhos, porém nada impede que ocorra antes. Os sinais clínicos mais característicos são:

  • Aumento da ingestão de água;
  • Aumento da quantidade e frequência de urina;
  • Perda de peso.

É uma doença que não tem cura, porém tem tratamento paliativo. É muito importante ter acompanhamento de um médico veterinário para poder fornecer a quantidade correta de alimento e de insulina.

Problemas dermatológicos

Atopia

Trata-se de uma alergia genética e sem cura. Os animais que têm esse problema de saúde podem ser alérgicos à inúmeros alérgenos ambientais que podem ser ingeridos, inalados e até mesmo absorvidos pela pele do cachorro. Entre estes agentes estão o pó, ácaros, alimentos, bolores e pólen.

A atopia afeta cães de todas as idades e sexos, porém costuma se manifestar entre os três primeiros anos de idade do animal. E apesar de lesionar o corpo todo, aparece com mais evidência nas axilas, rosto, orelhas, virilhas, patas, periocular e perianal. Os sintomas podem variar, mas geralmente são:

  • Prurido intenso sem causa aparente;
  • Pele mais escura do que o normal;
  • Queda drástica dos pelos;
  • Pele ressecada, rachada, machucada e descamada;
  • Vermelhidão nas áreas afetadas.

Distúrbios neurológicos

Abiotrofia cerebelar

Considerada uma doença rara, de origem congênita e hereditária. Caracteriza-se por alterações degenerativas e progressivas dos neurônios de Purkinje, que podem ser observadas após o nascimento. Os sinais clínicos podem ocorrer logo após o nascimento ou mais tardiamente, caracterizados principalmente por tremores de intenção, hipermetria, espasticidade, ataxia e crises epiléticas.

Leucodistrofia de Células Globóides

O Cairn Terrier possui predisposição a uma condição hereditária chamada Leucodistrofia de Células Globóides, ou simplesmente Doença de Krabbe. Trata-se de uma doença causada por uma deficiência da enzima β-galactocerebrosidase, que resulta em danos celulares no sistema nervoso central e periférico. Causa ataxia de membros pélvicos que progride para tetraparesia, hipermetria e tremores de cabeça.

Outras observações

Certamente, o Cairn Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 12 a 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Cairn Terrier

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Dupla de Cairn Terriers correndo pelo jardim para gastar energia brincando. (Créditos/Copyright: “Por OlgaOvcharenko/Shutterstock”)

O Cairn Terrier é pura energia, por isso deve ter muitas oportunidades para correr, pular e brincar. Eles devem ser levados para dar caminhadas diariamente para gastar toda a sua energia, mas são mais adequados a uma jardim seguramente cercado que tenha espaço para correr. Se tiver a chance, deixe que o seu Cairn Terrier corra em campos abertos, mas certifique-se de que o ele seja treinado a voltar quando for chamado de volta. O Cairn também tem talento para brincar de bola e ainda é capaz de fazer isso por horas.

Brincadeiras também são capazes de suprir suas necessidades de exercícios, no entanto, como toda raça canina, brincar não substitui o seu instinto de caminhar — é importante para o cão que ele exerça esta atividade regularmente.

Cães que não saem para caminhar diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

Apenas tenha em mente que Cairns precisam de supervisão quando estão ao ar livre por causa do seu instinto de caça e de cavar buracos por ai que pode colocá-los em perigo.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Cairn Terrier

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Cairn Terrier ainda filhote sendo treinado no jardim.(Créditos/Copyright: “Por Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Cairn Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa.

Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Embora o Cairn Terrier seja inteligente e aprenda rapidamente, é preciso lembrar que ele é também independente e teimoso. Treinamento de obediência regular é essencial para ensiná-lo boas maneiras e respeito pela sua autoridade. Não se surpreenda se ele desafiar você — apenas mantenha o treinamento.

Seja positivo, gentil e consistente. O comando “quieto” deve ser um dos seus comandos básicos durante o treinamento. Não deixe o Cairn fora da coleira em locais públicos; ele é capaz de sucumbir a qualquer tentação para sair em perseguição. E não o deixe sozinho no jardim sem supervisão alguma — ele irá cavar, e ele não irá distinguir entre escavar uma área segregada ou seu canteiro inteiro de flores.

O Cairn Terrier precisa de um líder firme, mas nunca duro ou agressivo. Não há razão para gritar com ele ou forçá-lo a nada; ele responderá a esforço positivo na forma de elogio, brincadeiras e recompensas desde que ele saiba que você é quem está no comando. Seja firme e consistente ao lhe pedir algo, e ele irá adorar seguir a sua liderança. Deixe que ele pense que você é fraco, e esse cãozinho corajoso e tenaz irá dominar a todos em casa.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando.

É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Cairn Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Sem treinamento, supervisão ou níveis apropriados de brincadeiras, ele ficará entediado e irá gastar o seu tempo mastigando, latindo e cavando para manter-se ocupado. Não deixe que isso aconteça! Desafie o seu cérebro — ele possui uma mente excelente — com jogos de quebra-cabeça e sessões de treinamento interessantes e criativas, além de mantê-lo ativo com as caminhadas diárias e horas de divertimento.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Cairn Terrier.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Cairn Terrier é sempre com você.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Terriers

Dandie Dinmont Terrier

O Dandie Dinmont Terrier é uma raça canina de origem escocesa da família terrier. Originalmente criado para caçar lontras e texugos, e apelidado de “cavalheiro da família terrier”, devido ao seu comportamento calmo e reservado, ele ainda retém a sua tenacidade terrier e amor pela caça. O Dandie Dinmont Terrier é amável, atencioso, e afetuoso. São excelentes companhias por terem um temperamento equilibrado. Mas como muitos terriers, eles também são teimosos, persistentes, independentes e determinados.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Dandie Dinmont Terrier

Origem: Reino Unido (Escócia)
Data de origem: 1700
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Dandie, Hindlee Terrier
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 20 cm a 28 cm
Peso: de 8 kg a 11 kg
Cores: preto azulado, castanho dourado (pimenta e mostarda)
Pêlos: mistura de pêlos duros e macios, longos, lisos.
Manutenção: regular, escovações semanais
Expectativa de vida: cerca de 11 a 13 anos.
Filhotes: cerca de 3 a 6 filhotes de Cairn Terrier por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANK / APRI / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC / UKC.

Introdução à raça Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier adulto em meio a um campo de flores amarelas.(Créditos/Copyright: “Por Vera Zinkova/Shutterstock”)

O Dandie Dinmont Terrier possui uma aparência única e a distinção de ser o único cão a receber um nome em homenagem a um personagem fictício de um romance literário de Sir Walter Scott, “Guy Mannering”, publicado em 1814.

No livro, o escritor descreve um fazendeiro que possuía seis pequenos terriers — três com a cor “sal e pimenta” e três na tonalidade “mostarda”, cores características da raça. O nome do fazendeiro era Dandie Dinmont e os cães ficaram conhecidos como os terriers do Dandie Dinmont, adotando assim o nome para a raça. Até as designações de cores da raça vieram do livro. O fazendeiro os chamava com variações entre mostarda e pimenta, e até hoje as duas cores da raça são conhecidas por Pimenta (preto azulado) e Mostarda (tons de marrom dourado).

Este cachorro baixo, de corpo mais longo que alto e um “tufo” de cabelo na cabeça tem sido reproduzido por muitos anos antes que ele ganhasse fama com o livro. O seu tamanho pequeno e necessidades moderadas de exercícios faz dele um cachorro super adequado para viver tanto na cidade como no campo, precisando apenas de longas caminhadas diárias ou brincadeiras em locais seguros e calmos. Uma vez com suas necessidades satisfeitas, ele ficará feliz em deitar-se ao seu lado ou seguí-lo pela casa enquanto você faz suas atividades diárias.

Embora seja considerado um “cavalheiro”, o Dandie é puro Terrier quando a oportunidade se apresenta. Qualquer oportunidade para perseguir alguma presa em potencial traz de volta a sua natureza terrier, e pode torná-lo agressivo com outros cães que ele não conheça. Alguns Dandie Dinmont Terriers machos podem ser agressivos com outros machos mesmo vivendo na mesma casa. Por esta razão, não é recomendável juntar dois machos no mesmo convívio.

Com a sua família, ele é afetuoso e cômico, mas estranhos serão saudados com reserva, pois são desconfiados. Porém, com uma socialização adequada, eles são capazes de evoluir em novos ambientes. Eles possuem instintos protetores naturais com relação ao lar e seus familiares. Dandies que vivem com gatos desde pequenos podem ter um bom convívio e se dar bem, mas outros gatos da vizinhança podem não desfrutar da mesma cortesia.

A sua natureza alerta também faz dele um excelente vigia, capaz de soar o alarme quando qualquer um se aproxime, conhecido ou estranho. De bônus, ele ainda será capaz de livrar a sua casa de qualquer roedor que se atrever a entrar.

Por causa do seu alto nível de inteligência, o Dandie não é difícil de ser treinado. Eles possuem uma certa teimosia, por isso podem não obedecer a todos os comandos. Seja paciente. Treine o Dandie com firmeza e consistência, mais muito esforço positivo na forma de elogios, brincadeiras e recompensas com comida.

Eles ficam entediados com tarefas repetitivas, por isso faça do treinamento uma tarefa divertida, e você se surpreenderá com a rapidez que o Dandie aprende e o quanto ele é esperto.

Dandies são mais quietos que outros terriers, mas qualquer terrier pode se tornar um incômodo de tanto latir se deixado sozinho por muito tempo ou sem supervisão. Ensine-o quando ele puder latir e quando terá que ficar quieto.

É melhor mantê-los também sempre na coleira em áreas que não sejam cercadas, pois eles podem sair correndo atrás de qualquer coisa que se mova. Confine o Dandie Dinmont em um jardim seguramente cercado e não terá problemas. Uma cerca eletrônica não é capaz de detê-lo se ele enxergar algo que deseje perseguir. Lembre-se também que, como um terrier, eles também gostam de cavar. Dê a ele o seu próprio local para cavar ou ele fará um novo paisagismo no seu jardim todos os dias.

Dandie Dinmont Terriers normalmente são bons com crianças se forem criados juntos. Sempre supervisione cachorros e crianças para evitar que ambos se comportem bem uns com os outros.

Lembre-se que crianças não devem ser deixadas sozinhas com cachorros de raça algum, incluindo o Cairn, e adultos responsáveis devem supervisionar sempre a interação entre crianças e cachorros.

Origem da raça Dandie Dinmont Terrier

A maioria dos Terriers são originários da Inglaterra e muitas vezes desenvolvidos para trabalhar em um tipo específico de terreno ou pedreira. Há evidências de que Dandie Dinmont Terriers foram criados em meados de 1700s, mas as histórias sobre como a raça foi desenvolvida são conflitantes.

A origem da raça

Os cães que se tornaram Dandie Dinmont vieram de Cheviot Hills, área de fronteira entre a Inglaterra e a Escócia, onde eles costumavam caçar lontras e texugos. Alguns acreditam que eles sejam cruzamentos entre Otterhounds e terriers locais. Outros dizem que a raça evoluiu de terriers de pêlos-duros muito comuns em fazendas.

Há também quem diga que a raça foi desenvolvida a partir de cruzamentos entre terriers e Dachshunds (embora não esteja claro como Dachshunds, sendo desenvolvido na Alemanha, poderia ter tal proximidade com terriers). Seja qual for a teoria, o fato é que os Dandies são uma das raças de terriers mais antigas, conhecidos por cerca de 300 anos, e provavelmente desenvolvidos a partir do Terrier Escocês (agora extinto) e do Skye Terrier.

A origem do nome

Ao contrário de outras raças, o Dandie não mudou muito desde 1700s, e por toda a sua existência, o Dandie foi apreciado por todas as classes, desde nômades, fazendeiros, nobreza e até realeza. Inicialmente, o Dandie foi criado por ciganos e utilizado por fazendeiros para caçar pestes.

E embora Dandies fossem bem estabelecidos e criados de acordo com os seus padrões por muitos anos, eles não tinham um nome até que foram mencionados no romance de Sir Walter Scott — Guy Mannering —, publicado em 1814. Antes disso, terriers de todos os tipos eram simplesmente chamados de terriers. Como dono de vários Dandies, o autor descreve estes cães em seu livro como sendo de um fazendeiro chamado Dandie Dinmont.

E assim, por causa do livro, a raça passou a ser chamada Dandie Dinmont Terrier. Sem dúvida, a Rainha Victória conheceu os Terriers em uma das suas viagens à Escócia — talvez até depois de ler o romance de Sir Walter Scott — e acabou ficando com um para ela.

O padrão Dandie Dinmont Terrier oficial

Em 1875, o Clube Dandie Dinmont Terrier foi formado na Escócia, sendo hoje o terceiro clube de raça mais antigo do mundo. Seu padrão de raça foi criado, apesar de muitos criadores não concordarem sobre o seu tamanho correto na época, e logo depois um acordo foi feito e Dandies passaram a ter o mesmo tamanho através de emenda em 1920.

Em contrapartida, o padrão permaneceu o mesmo na Inglaterra e em outras partes do mundo como foi inicialmente escrito em 1876 para mais de 100 anos. Em 1987, o Clube Inglês e muitos outros alteraram um pouco da descrição deste padrão, e através dos anos, o padrão americano tem sido modificado e revisado. Hoje o Clube Canadense Dandie Dinmont Terrier é o único no mundo que ainda usa o padrão original da raça como guia.

O Dandie no mundo até os dias de hoje

Dandie Dinmonts se tornaram muito populares na Inglaterra ao final do século XIX. Não se sabe quando eles foram levados para os Estados Unidos, mas a AKC registrou o primeiro Dandie em 1886.

Anos antes da Segunda Guerra Mundial haviam muitos canis que reproduziam Dandies. Durante a guerra, no entanto, muitos destes canis foram desfeitos, alguns até mataram seus cães pois não havia comida suficiente e disponível para alimentá-los ou pessoas para cuidar deles.

Depois da guerra, criadores dedicados trabalharam duro para restabelecer a raça. Um dos canis mais famosos, Bellmead Kennels, na Inglaterra, reproduziu um exemplar que chegou a vencer em muitas exposições, e Bellmead continuou a reproduzir Dandies até o início de 1990, quando o canil foi vendido.

Embora ainda possuam muitos dos seus talentos naturais de caçador, os Dandie Dinmont Terriers são normalmente usados como cães de companhia nos dias de hoje. Eles são uma das raças mais raras e mais em perigo de extinção de todas as raças puras, e muitos temem que a raça desapareça por completo.

Aparência do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier na cor mostarda e toda a sua exuberância e topete. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Dandie Dinmont Terriers são cães de aparência muito distinta que, infelizmente, estão ficando raros. Ao contrário da maioria dos terriers, Dandies possuem um corpo proporcional, levemente mais longo que alto, com muitas curvas em sua forma.

Suas costas se arcam sobre o seu quadril e cai levemente na base da sua cauda, que se curva como uma cimitarra (espécie de espada de lâmina curvada). Dandies possuem peito e costas longas. As pernas da frente são curtas e poderosas com patas que se viram levemente para fora para cavar. As pernas traseiras são levemente mais longas que as da frente, e não tão pesadas.

O crânio é largo entre as orelhas, afinando gradualmente até os olhos, castanhos escuros também, grandes. Eles possuem cabeças grandes, abobadadas, com um topete sedoso, pescoço musculoso, testa robusta, parada pronunciada e bem definida, focinho profundo e nariz escuro. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura e seus lábios escuros. As orelhas são pendentes, caídas sobre as bochechas, nada comum entre terriers, abaixo do crânio e franjadas nas pontas.

A pelagem tem cerca de 5cm de uma mistura de pêlos duros e macios. Os pêlos da parte de cima do corpo do cão são mais duros que os pêlos da parte de baixo que são mais sedosos e à prova d’água. Sua cabeça é coberta por um topete ainda mais sedoso e macio.

Tipicamente, as pernas e patas são mais escuras com as cores mais claras do corpo se misturando devagar entre as pernas. As cores possuem duas variedades: “pimenta” ou “mostarda”. A primeira varia entre um preto azulado escuro até um cinza bem mais claro quase prateado, enquanto o mostarda varia de castanhos avermelhados até o bege onde a cabeça parece quase branca.

A cor dos pêlos irão mudar durante toda a sua vida, normalmente se fixando aos 8 meses de idade, mas o Dandie continua a amadurecer fisicamente até atingir 2 anos de idade. Filhotes mostarda nascem com pêlos castanho escuro que clareia até vários tons de vermelho até a idade adulta. Filhotes pimenta nascem preto e castanho que vai prateando mais tarde na vida. Pêlos pimenta possuem topetes prateados e pêlos mostarda possuem topetes cremes.

Ambiente Ideal para o Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Terrier descansando sobre o deck do jardim de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Czesznak Zsolt/Shutterstock”)

O Dandie Dinmont Terrier é altamente adaptável e pode viver feliz tanto na cidade ou no campo. Dandies são bons para a vida em apartamento ou lares menores desde que tenha tempo para conviver com a sua família. São pouco ativos dentro de casa, e um pequeno jardim é o suficiente para brincar se ele tiver chances de sair para fazer suas caminhadas diariamente.

Temperamento & Personalidade do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Dinmont Terrier “pimenta” dormindo tranquilo entre as cadeiras da varanda. (Créditos/Copyright: “Por Czesznak Zsolt/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Dandie Dinmont Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Dandie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Dandie Dinmont é uma companhia deliciosa e alegre. Ele é afetuoso e se desenvolve bem na companhia de sua família. O Dandie é uma boa companhia para crianças, especialmente se forem criados juntos, mas se daria melhor em lares com crianças maiores. Ele costuma entender quando a criança está feliz ou alegre, e adapta o seu próprio comportamento de acordo com o humor da criança.

Embora tenha uma boa natureza, o Dandie tem um lado independente na sua personalidade, graças a sua herança Terrier: cheio de vida, corajoso, tenaz e inteligente. Com as pessoas que conhece, são afetuosos, mas tendem a ser reservados com estranhos. Enquanto possuem suas próprias ideias sobre as coisas, também são ávidos para agradar seus donos e brincar com eles.

Mas também por causa da sua herança de terrier caçador, não é recomendável colocá-lo para viver com outros animais de estimação que não sejam caninos, como por exemplo hamsters, coelhos, ratinhos e porquinhos da índia. Gatos, tudo bem, se forem criados juntos desde filhotes com uma socialização e treinamento adequados, pode ser que não hajam problemas.

Como a maioria dos terriers, Dandies também possuem uma enorme auto-confiança, mas não costumam ter um temperamento explosivo como muitos deles. Dandies não costumam provocar brigas ou arrumar confusão, mas também não irão desistir de uma se forem provocados ao limite. Em geral, seu lema é: “viva, e deixe viver”.

Por serem cães mais do tipo reservados, não costumam ficar latindo muito, se comparados aos seus primos terriers. Dandies latem quando necessário, e seu latido é profundo e alto. Eles podem ser ótimos vigias e irão latir ao som de novos visitantes ao lar. Eles só não irão continuar latindo após terem soado o alarme e alguém notado ou apenas para ouvir o som do seu próprio latido.

Por causa do seu tamanho, muitos Dandie Dinmont Terriers desenvolvem Síndrome do Cão Pequeno, comportamentos humanos induzidos em que o cachorro pensa ser o rei da casa. Cães com esta síndrome são levados a acreditar que são donos de seus humanos e tudo ao redor, e assim, fazem o que for possível para defender aquilo que possuem.

Este tipo de comportamento pode causar vários níveis de problemas comportamentais como teimosia extrema, determinação exagerada, guarda excessiva de objetos e locais, ansiedade de separação, dificuldade em obedecer, timidez, surtos de agressividade com estranhos ou até mesmo familiares, ataques de mordidas, latidos excessivos, cavar e roubar comida, enquanto o cachorro tenta manter seus humanos e todo mundo ao seu redor na linha.

Estas não são características naturais do Dandie Dinmont, mas comportamentos que surgem pela falta de liderança firme e consistente do dono que deve impor regras e limites sobre o que pode e o que não deve ser feito pelo cachorro dentro de casa, junto a caminhadas diárias com o líder do bando.

“Problemas podem surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino confundindo com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa”.

Logo que os humanos tomam o controle da situação, e os instintos naturais dele forem supridos, os comportamentos negativos irão regredir dando espaço para que o seu Dandie Dinmont seja uma companhia maravilhosa e leal que ele sabe ser.

O Dandie Dinmont Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Dandie Dinmont Terrier

Comece a acostumar o seu Dandie Dinmont Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Dandie que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Dandie Dinmont Terrier possui uma aparência bastante peculiar que exige cuidados e manutenção regulares. Seus pêlos devem ser cortados à tesoura e moldados a cada 4 a 6 semanas para manter a sua boa aparência. Se você cortar os pêlos ao invés de desfiá-los, a cor e a textura irá mudar, ficando mais macia e mais leve. Escovações regulares são necessárias para esta raça de pêlos longos.

Em casa, ele precisa ser escovado várias vezes na semana, 2 a 3 vezes, com uma rasqueadeira macia para evitar e remover nós e embaraços. Complete a sua manutenção cortando os pêlos da parte de cima do focinho, e mantendo os cantos dos olhos sem pêlos.

O resto das penugens — os pêlos longos das patas, debaixo do corpo e cabeça — podem ser cortadas com tesouras, assim como os pêlos entre as almofadinhas das patas. Pêlos das orelhas devem ser arrancados de maneira gentil regularmente.

A boa notícia é que a raça não solta muitos pêlos, e parte da sua boa manutenção involve arrancar pêlos mortos uma ou duas vezes por ano. Cachorros de exposição exige mais vezes. Eles são arrancados para encorajar o crescimento de novo. Banhos apenas quando necessário. Um profissional familiarizado com a raça pode fazer este trabalho se você não tiver tempo ou a habilidade necessária, ou você mesmo pode aprender a fazer tudo isso.

Saúde do Dandie Dinmont Terrier

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Dandie Dinmont Terrier, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Dandie Dinmont Terrier tem predisposição ao desenvolvimento de glaucoma primário. Ou seja, uma doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Displasia coxofemoral

A displasia coxofemoral é um distúrbio muito comum em cães. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur.

Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenham esse problema de saúde não são recomendados para reprodução.

O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. Normalmente surge entre quatro meses e um ano de idade.

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Dandie Dinmont Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o pet irá tirar claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doença do Disco Intervertebral

A doença do disco intervertebral é uma condição em que os discos de amortecimento entre as vértebras da coluna vertebral causam uma protuberância (hérnia) no espaço da medula espinhal. Estes discos, em seguida, pressionam os nervos que correm através da medula espinhal causando dor, danos nos nervos, e até mesmo paralisia.

Doenças endócrinas

Síndrome de Cushing

Esta doença, também chamada de Hiperadrenocorticismo, afeta principalmente cachorros mais idosos. Entretanto, existem relatos em cachorros jovens. Os sintomas são muito semelhantes aos de outras doenças endócrinas pois provoca letargia, aumento da frequência com que o cachorro urina e aumento da ingestão de água.

Todavia, um sinal muito característico desta doença é a distensão abdominal, ou seja, o cachorro fica com o abdômen bem arredondado. O seu médico veterinário precisa realizar algumas provas complementares, como a análise sanguínea, para chegar a um diagnóstico.

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Conduto Auditivo

Otite

A otite canina é, certamente, uma das afecções mais comuns em cães. Trata-se de uma inflamação muitas vezes acompanhada de infecção que acomete o ouvido e que provoca, certamente, muito desconforto e dor aos pets. Pode ter várias causas e afetar partes diferentes do ouvido dos cães. Ela é denominada otite externa, otite média ou otite interna, variando de acordo com o local prejudicado pelo problema.

As otites podem ser causadas por infecções bacterianas, infecções fúngicas, corpos estranhos (água durante o banho, pêlos), alergias (dermatite atópica ou hipersensibilidade alimentar), doenças hormonais, presença de ácaros (Demodex ou Otodectes cynotis), traumatismos e a própria conformação auricular (tipo de orelha).

Outras observações

Certamente, o Dandie Dinmont Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Entretanto, há relatos de que cães desta raça desenvolvem neoplasias com bastante frequência.

Por isso, o acompanhamento anual do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver de 12 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Dandie Dinmont Terrier

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Dandie Terrier dando o seu passeio diário pelo parque exibindo sua pelagem única na cor “mostarda”. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Dandie Dinmont Terriers precisam de caminhadas diariamente, cerca de duas de 20 a 30 minutos ou sessões de brincadeiras no jardim, no parque ou qualquer outra área segura. Como todos os terriers, cavar está no sangue deles, portanto supervisione enquanto ele brinca no jardim ou dê à ele um local próprio para cavar.

Nunca permita que ele saia correndo sem coleira em áreas abertas que não sejam seguras, o seu instinto de caça pode fazê-lo sair em perseguição a qualquer minuto, seja o animal um esquilo, pássaro outro cachorro ou gato.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Dandie Dinmont Terrier

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Dandie Dinmont Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa.

Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Treinar o seu Dandie é relativamente simples, pois eles são uma raça muito inteligente, mas irá requerer um pouco de paciência. Como todos terriers, Dandies pensam de forma independente, e muitas vezes eles podem parecer relutantes a responder aos seus comandos um pouco teimosos. O Dandie Dinmont Terrier exige um dono firme, porém gentil.

Eles também costumam ficar entediados com tarefas repetitivas e possuem um intervalo de atenção curto. Faça do treinamento algo divertido para o Dandie, e você ficará surpreso com a rapidez com que ele aprende e como é inteligente.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Dandie Dinmont Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Dandie.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Dandie Dinmont Terrier é sempre com você.

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Manchester Terrier

O Manchester Terrier é uma raça cheia de vida, espirituosa, muito inteligente e astuta que está sempre ávida a aprender. Um verdadeiro terrier — independente, fiel, vigilante e alerta.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Manchester Terrier

Origem: Inglaterra
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 03 – Cães Terriers / AKC Terrier / Variedade Toy, AKC Toy / UKC Terrier.
Função original: cão trabalhador, caça
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: porte pequeno (toy); médio (padrão)
Altura: Toy de 25 cm a 30 cm / Padrão de 39 cm a 40 cm
Peso: Toy de 2,5 kg a 3,5 kg (EUA e Canadá máx. 5kg) / Padrão Machos 8 kg / Fêmeas 7,5 kg
Cores: preto e castanho.
Pêlos: curtos, rente à pele, lisos.
Manutenção: fácil à moderada.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: cerca de 2 a 4 filhotes de Manchester Terrier por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CCR / CET / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Manchester Terrier

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Manchester Terrier e seu porte alerta no gramado do jardim. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

Criado em Manchester, na Inglaterra, durante o século XIX, para o popular esporte de matar ratos e corridas de coelhos, o Manchester Terrier tem espírito esportista e adora mostrar isso. Manchester Terriers possuem duas variedades: Padrão e Toy, sendo que esse último foi muito popular durante o reinado da Rainha Victória.

Hoje, nos Estados Unidos e Canadá, há duas variedades de Manchester Terrier — o Toy e o Padrão. Na Inglaterra, no entanto, os dois tamanhos são classificados como raças diferentes: Toy Terrier Inglês e Manchester Terrier.

Suas orelhas são uma outra questão à parte para aqueles que pretendem seguir normas oficiais da raça. De acordo com o padrão americano, Toys devem ter orelhas naturalmente eretas; cortar não é permitido. O Padrão, por outro lado, tem mais liberdade: ereta naturalmente, cortada ou “botão” são todas aceitas. Fora as diferenças de tamanho e orelhas, Toys e Padrão são os mesmos cães com a mesma personalidade forte.

O “cavalheiro terrier” (como era conhecido na Inglaterra Vitoriana) não é um cão lutador, mas ama uma boa perseguição, capaz de tornar-se um verdadeiro astro em competições caninas como flyball e agility. Como muitos terriers, Manchesters possuem muita energia e aprendem muito rápido, mas são teimosos.

Embora a sua aparência lembra muito a de um Doberman Pinscher miniatura ou um enorme Pinscher Miniatura, o Manchester Terrier possui sua própria identidade. Um cão pequenino com um latido forte e um coração mole, um excelente vigia que adora estar na companhia de sua família.

Por falar nisso, Manchester Terriers são extremamente leais aos seus donos. Ele deseja ser notado sem ser exageradamente exigente — não costuma implorar por atenção. Entre os terriers, o Manchester é conhecido por ser um dos mais educados e mais obedientes.

Por serem incrivelmente devotados a fazer companhia, Manchesters não gostam de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Eles podem ficar entediados e nervosos nestas situações, o que poderá levar a comportamento destrutivo, como cavar buracos e uma certa agressividade.

Como é uma raça bastante vocal, eles podem também latir em excesso se sentirem-se solitários. Eles são cachorros sensíveis, então, podem também surtar quando querem ficar quietos no canto deles, sozinhos. Esta característica faz com que ele não seja muito adequado a famílias com crianças muito pequenas à não ser que os adultos estejam dispostos a socializar e treinar o Manchester de forma consistente.

Exercícios e socialização constante são as melhores ferramentas de prevenção — quanto mais tiver acesso à isso, menos problema será. Eles precisam de treinamento firme de obediência e serem socializados desde filhotes para prevenir maus comportamentos e agressividade.

Outra coisa, por causa dos pêlos curtos, Manchesters não devem ser deixados do lado de fora. Quando está quente, a pelagem preta podem absorver muito calor e acabar superaquecendo eles, e quando está muito frio, eles sentem demais, pois não possuem pelagem suficiente para se manterem aquecidos. Eles ficam melhor quando podem ficar junto de sua família dentro de casa.

Por terem sido criados para caçar ratos, não recomenda-se deixá-lo sozinhos com pequenos animais de estimação como hamsters ou porquinhos da índia, pois o instinto natural deles irá falar mais alto.

Se você tiver problema com fato do seu animal trazer para casa animais mortos ou pedaços deles, você terá que considerar outra raça. Manchesters não possuem a mesma filosofia dos gatos, portanto isso não são presentes de “admirador” — criaturas mortas são espólios de guerra para guerreiros que as mataram.

Hoje, a popularidade do Manchester Terrier diminuiu, embora a raça seja uma companhia maravilhosa que ainda retém suas capacidades de trabalhador e a sua natureza independente e curiosa combinada a um charme especial e excelente bom humor.

Origem da raça Manchester Terrier

O Manchester Terrier é a raça terrier mais antiga de todas as raças terriers já identificadas. Eles foram mencionados em livros que datam do início do século XVI. Desenvolvida para caçar ratos durante o século XIX em Manchester, na Inglaterra, por um homem chamado John Hulme, recebeu o apelido de “rato terrier” devido a sua tenacidade em caçar ratos e camundongos, e foi considerada a melhor raça de caça à este tipo de praga.

O início da raça

No início de 1800, as condições de saneamento nas cidades eram precárias e ratos eram uma séria ameaça à saúde. O Terrier Preto e Castanho era um dos terriers mais populares e mais talentosos da época na Inglaterra e, por acaso um habilidoso exterminador de ratos, tanto nos cursos d’água como nos poços. Com o progresso da industrialização, o esporte entre a classe de trabalhadores nas cidades inglesas centralizou-se na caça aos ratos com o Terrier Preto e Castanho e corridas de cachorros com os Whippets.

Foi uma questão de tempo para que estas duas raças fossem cruzadas entre si, e um certo entusiasta chamado John Hulme de Manchester acabar cruzando o Whippet com um Terrier Preto e Castanho e possivelmente outras raças como o Greyhound Italiano para produzir um cão que pudesse exercer bem ambas as funções. O resultado foi um Terrier Preto e Castanho refinado com as costas levemente arqueada. Cruzamentos similares certamente foram feitos em outras regiões pois outros cães parecidos com esta nova linhagem eram comuns, mas a popularidade da raça foi focada no Manchester.

Mesmo depois que o esporte foi banido, os pequenos Terriers ainda tinham muito trabalho a fazer nos alojamentos e pousadas do país, na região campestre, que era também infestada de ratos. Estas pousadas costumavam manter canis de terriers, e depois que fechavam, à noite, ou cães eram soltos nas salas de jantar para caçar estes ratos. A raça acabou desenvolvendo uma reputação de ter um excelente espírito e determinação para lidar com o perigo, mesmo que fossem o dobro do seu tamanho.

As variedades Manchester Terrier Toy e Padrão

Em 1860, a raça foi formalizada Manchester Terrier. O nome não vingou, e no entanto foi ignorado voltando a raça a ser chamada de Terrier Preto e Castanho até ser reavivada em 1923.

Na época, a raça sempre teve uma grande variação de tamanho, tanto que há dois tipos de Manchester Terrier: Padrão e Toy, e até 1959 os dois tipos eram apresentados como duas raças separadas, embora o cruzamento entre elas fosse permitido. Em 1959, eles foram reclassificados como uma única raça com duas variedades, legitimando a prática do cruzamento entre as raças. Além do tamanho, a única diferença entre as duas variedades é quanto a questão da amputação das orelhas (é permitida apenas na variedade Padrão).

Curiosidade: Muita gente acha que Manchester Terriers são versões menores dos Dobermans, mas é o contrário! Louis Doberman usou Manchesters para criar Dobermans maiores, e especialistas em Pinscher Miniatura dizem que as raças não compartilham da mesma linhagem.

A variedade Toy ficou muito popular durante o Reinado da Rainha Victória, quando cachorros de porte pequeno eram muito populares. O público passou a desejar cachorros ainda menores, então alguns criadores começaram a cruzar Manchesters com Chihuahuas para reduzir ainda mais o seu tamanho, o que acabou ocasionando inúmeros problemas. Mas até o menor dos Manchester Terriers ainda mantém o espírito lutador. O Manchester Padrão ainda retém a sua habilidade de caçador premiado, mas é na sua maioria um cão de companhia.

Em 1937, o Clube Britânico Manchester Terrier foi formado, e seus membros foram instrumentos importantes para livrar a raça da extinção logo após a Segunda Guerra Mundial. Os cães foram eventualmente exportados para os Estados Unidos e a AKC reconheceu a variedade Toy em 1886 e a Padrão em 1887. O Clube Manchester Terrier da América foi formado em 1923.

Aparência do Manchester Terrier

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Manchester Terrier adulto forte e imponente de pelagem lustrosa. (Créditos/Copyright: “Por Capture Light/Shutterstock”)

O Manchester Terrier é talvez a raça mais elegante e mais rápida de todos os terriers, com corpo compacto e musculoso, levemente mais longo que alto e levemente arqueado que expressa todo o poder e agilidade, que estes pequenos cães precisavam para executar suas tarefas originais de caçadores de pragas, como ratos e camundongos.

Há duas variedades de Manchester Terrier: Toy e Padrão. Fora as diferenças em tamanho e orelhas, Toys e Padrões são o mesmo cachorro com a mesma personalidade. Quando as orelhas são mantidas na forma natural possuem formato em V, semi-ereta com uma dobra na frente que cai sobre si. Na variedade Toy, as orelhas são naturalmente eretas. Quando são amputadas, elas são longas e pontudas.

As orelhas são uma grande questão para aqueles que desejam manter o Manchester oficial. De acordo com o padrão de raça Americano, Toys devem ter orelhas naturalmente eretas; cortar não é permitido. Padrões possuem mais liberdade: orelhas naturalmente eretas, cortadas ou “botão” são todas aceitáveis. Lembrete: Cortar orelhas é ilegal na maior parte da Europa.

A cabeça é longa, afilada e estreita, com a pele apertada, bem rente ao corpo, quase plana com uma leve indentação até a testa e uma leve parada visível quando visto de lado. A sua expressão é viva e alerta. Os olhos são pequenos e escuros e em formato de amêndoa. O nariz é preto. Os dentes formam mordida de tesoura ou em nível. A cauda é mais grossa na base e afina até a ponta. Sua pelagem é curta, macia, brilhante, densa e rente à pele, nas cores preto e castanho com pontos distintos.

Ambiente Ideal para o Manchester Terrier

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Manchester Terrier filhote entre as palmas das mãos de seu dono. (Créditos/Copyright: “Por escada007/Shutterstock”)

O Manchester Terrier é limpo, quase sem odor, e altamente adaptável, podendo viver bem tanto na cidade como no campo. Mas um cão que ama gente como o Manchester Terrier precisa viver dentro de casa. Este é o tipo de cachorro que deseja estar fisicamente perto da sua família humana. Um Manchester que não dorme em uma caminha gostosa e confortável dentro de casa é um cachorro infeliz, mais infeliz ainda se for relegado ao jardim sem nenhuma companhia humana.

O Manchester Terrier é bastante ativo dentro de casa, mas pode se adaptar se não tiver um jardim disponível, portanto ficará bem em um apartamento ou lar pequeno, desde que seja exercitado regularmente. Ele é tão adaptável que pode se adaptar muito bem ao nível de atividade dos seus donos.

Eles gostam de caminhar na coleira e são excelentes companhias para corridas e acompanhar na bicicleta. Mas por gostarem de perseguir carros ou bicicletas, melhor não deixá-los livres fora da coleira, exceto em áreas devidamente seguras.

Manchester Terriers preferem climas mais amenos, pois não toleram nem altas temperaturas por causa da pelagem escura que absorve muito o calor, nem baixas, pois não possuem muita gordura corporal nem pelagem grossa para se aquecerem.

Temperamento & Personalidade do Manchester Terrier

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Manchester Terrier deitado sob o gramado com seu olhar alerta e responsivo (Créditos/Copyright: “Por tietzfotografie/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Manchester Terrier precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Manchester cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Manchester Terrier é um cão espirituoso, ágil, muito inteligente, astuto, energético, brincalhão e muito habilidoso que está sempre pronto a aprender. Ele possui a real natureza terrier: independente e leal. Extremamente vívido, esportivo, alerta e vigilante. Exigente e dedicado, o Manchester é leal e um bom amigo de seus donos. Tem gente que o descreve como “gatos”, impecavelmente limpos, reservados com estranhos, porém sensíveis.

É mais responsivo que muitos outros terriers e normalmente muito comportado e obediente dentro de casa. A razão para isto é o fato do Manchester ser muito devotado à sua família, e adora tirar uma soneca ao lado da sua pessoa favorita.

Ele adora o seu pessoal e só deseja estar ao redor dele. Como é muito social, não gosta de ser deixado sozinho o dia inteiro — ele quer a sua companhia. Se não for possível, irá se ocupar procurando por alguma aventura.

Embora não seja particularmente agressivo, o Manchester é uma raça terrier que foi criada para matar rato, portanto não é uma boa ideia a convivência dele com outros animais pequenos, ele adora uma boa perseguição. Além disso, eles podem tentar dominar outros cachorros, por isso deve ser ensinado a não sair por aí seguindo seus impulsos.

Enquanto eles são mais maleáveis ao treinamento que outros, Manchesters ainda acreditam que mandam no mundo, e se você não mudar essa percepção logo, você poderá acabar com um pequeno Napoleão de quatro patas. A boa notícia é que o Manchester Terrier gosta de agradar o seu dono e aprende tudo muito rápido.

Eles podem se dar muito bem em atividades caninas como o agility e competições de obediência. Eles prosperam quando possuem a atenção de seus donos, mas precisam de liderança. Sem exercícios suficiente, estímulos mentais e/ou for permitido que ele pense ser o líder do bando, eles podem desenvolver sérios problemas de comportamento, tornando-se entediado, destrutivo e latindo em excesso.

Líderes do bando podem deixar seus seguidores, mas seguidores não podem deixar o líder do bando.

Como eles adoram estar com a sua família ou seu dono, ele deve ser levado para caminhar antes de serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo para que eles possam ficar em uma espécie de “modo instintivo de descanso”. O Manchester Terrier deve ser socializado completamente quando filhote e sempre estar ao redor de gente que saiba mostrar liderança, junto a regras e limites para prevenir agressões em potencial.

Eles devem ser apresentados às crianças quando filhotes e as crianças devem ser ensinadas a mostrar sua liderança com relação ao cachorro. Eles precisam de treinamento firme e continuar a ser socializado. A falta de liderança pode resultar em um cão exigente demais, teimoso, cabeça dura, protetor ao extremo, inclinado a morder ou até agressivo.

Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Manchester Terriers equilibrados que possuem donos que não permitem que ele desenvolva Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder dos humanos, não irá apresentar estes comportamentos negativos. Se eles tiverem o que precisam, serão excelente companhias para a família.

O Manchester Terrier perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Manchester Terrier

Comece a acostumar o seu Manchester Terrier à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Manchester que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional.

Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Manchester Terrier possui pêlos curtos que não exigem muitos cuidados. O Padrão solta pêlos na média, já o Toy quase não solta nada. Embora eles sejam naturalmente limpos e sem odor, banhos podem ser dados a cada 3 meses (ou quando ele ficar sujo) com shampoo suave indicado pelo seu veterinário. Escove seus pêlos com uma escova de cerdas naturais ou luvas. Use um condicionador para aumentar o brilho dos pêlos.

Saúde do Manchester Terrier

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Manchester, não passa ileso à essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as patologias descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las ao longo da vida.

Por isso, é muito importante que o tutor conheça os riscos de condições de saúde e doenças comuns, para preveni-los ou tratá-los o quanto antes.

Primeiramente, quando decidimos comprar um cão de uma raça específica, é muito importante comprá-los de criadores éticos e responsáveis. Por isso, procure conhecer o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Problemas oculares

O Manchester Terrier tem tendência a desenvolver os seguintes distúrbios oculares:

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.

Catarata – O Manchester possui tendência ao desenvolvimento de catarata herdada ou familiar, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Glaucoma – Doença caracterizada pela elevação da pressão intra-ocular e pela morte de células da retina e do nervo óptico. Pode causar cegueira irreversível. Provoca vermelhidão nos olhos, aumento de volume do globo ocular, lacrimejamento, edema de córnea e dor.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas osteoarticulares

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comuns no Manchester Terrier é, certamente, a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Em caso de luxação da rótula, a pata afetada poderá elevar-se do solo, ou seja, o cachorro irá claudicar. Esse sinal geralmente costuma aparecer por volta dos 4 meses de idade.

Doença de Legg-Calvé-Perthes

Manchester Terriers podem apresentar a doença de Legg-Calvé-Perthes, ou necrose asséptica da cabeça do fêmur. Trata-se de uma doença ortopédica que afeta a articulação do quadril de animais em crescimento, especificamente a cabeça do fêmur.

Como o nome indica, caracteriza-se por uma necrose, sem que haja qualquer envolvimento de microrganismos (daí a designação asséptica). A verdadeira causa desta condição, entretanto, permanece desconhecida. Costuma ocorrer em cães entre 4 e 11 meses de idade.

Distúrbios da Coagulação

O Manchester tem predisposição ao desenvolvimento da Doença de Von Willebrand, ou seja, uma doença hereditária da coagulação. Ela é causada por deficiência de proteínas que são necessárias para a formação de plaquetas. Cães portadores desta doença podem ter hemorragias que ocorrem normalmente nas mucosas da bexiga, da vagina, do nariz ou oral. Infelizmente, esta doença não tem cura.

Doenças endócrinas

Hipotireoidismo

Distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade. Além disso, pode ocorrer também escurecimento da pele.

Outras observações

Certamente, o Manchester Terrier, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

A raça pode viver até 15 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. De fato, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde, como oferecer alimentação completa e balanceada, manter o seu peso controlado e estimular corretamente de forma física e mental.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Manchester Terrier

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Manchester Terrier em plena atvidade de agility. (Créditos/Copyright: “Por cynoclub/Shutterstock”)

Como um grupo, terriers latem bastante, são vívidos, mandões, determinados, inteligentes e teimosos. O Manchester não é nenhuma exceção. Ele deve ter oportunidades regulares para se exercitar e gastar sua energia, pois ele pode se meter em muita confusão se ficar entediado, principalmente por serem espertos e teimosos por natureza.

O Manchester realmente precisa de exercícios e estímulos mentais diários, pelo menos o mínimo de ½ hora por dia, incluindo caminhadas, corridas, jogos de frisbee, treinamento em agility ou obediência. Ficar o dia todo em um jardim largado não é exatamente exercício; e mesmo que isso seja a sua intenção, o seu Manchester irá gastar todo o seu tempo esperando na porta pedindo para entrar.

Filhotes não precisam de tanto exercício como os cães adultos, e você não deve mesmo deixá-los correr em superfície muito dura como o concreto ou asfalto, ou mesmo ficar dando muitos pulos até que eles tenham pelo menos 1 ano de idade. Isso pode estressar o desenvolvimento do seu esqueleto e causar futuras lesões nas juntas.

Além das caminhadas normais sempre na coleira, deixe que ele corra e brinque sem a coleira regularmente em locais seguros. Eles podem correr com muita rapidez e manter a velocidade por muito tempo. Correr ao seu lado na bicicleta pode ser divertido, mas mantenha-o na coleira e seguro, pois ele adora sair perseguindo. Mantenha-o sob supervisão o tempo inteiro, pois além de perseguir, adoram escapar, pelo mesmo motivo.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Manchester Terrier

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Manchester Terrier. Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

O Manchester Terrier pode ser teimoso, mas com um treinamento positivo e muita paciência ele poderá aprender a se comportar como um cavalheiro. No entanto, a sua mesma atitude “teimosa e determinada” que permite que ele seja um exímio caçador pode atrapalhar o seu treinamento.

Você terá que provar — sem fracassar — que você é um líder. Consistência é crucial, pois Manchesters são mesmo teimosos e determinados. E são também muito inteligentes, observadores e perceptivos, portanto você deve se policiar quanto a sua atitude firme, senão eles tentarão tirar vantagem de qualquer inconstância.

A boa notícia é que eles são ávidos para aprender e aprendem rápido, portanto socialização intensa e obediência são absolutamente cruciais para o seu treinamento. Eles também não respondem bem a métodos duros ou disciplina corretiva. Com eles o melhor método de treinamento será técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida. O treinamento deve ser feito com firmeza, consistência, persistência, respeito e paciência.

Para prender a sua atenção, mantenhas as sessões curtas, divertidas e interessantes. E aceite o fato de que ele provavelmente irá enganá-lo com frequência. Felizmente ele fará sempre de uma forma tão divertida que você não verá outra saída senão se matar de rir.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Ao treiná-lo, seu dono deve sempre manter o cachorro ao seu lado ou atrás quando caminhando com ele. O objetivo do treinamento desta raça é obter sucesso no status de líder do bando. É natural para um cachorro haver uma ordem no seu bando. Quando seres humanos vivem junto a cachorros, nós nos tornamos o seu bando. O bando inteiro deve cooperar sob um único líder; os limites são claramente definidos e as regras são colocadas.

O dono e todos as outras pessoas de seu convívio DEVEM estar em uma ordem acima do cachorro. É a única maneira de se obter sucesso nesta relação. Quando treinado e socializado de maneira adequada, o Manchester Terrier é capaz de ser um excelente cachorro e companheiro da família.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento. O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Manchester.

Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Manchester Terrier é sempre com você.

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Cães de Companhia

Terrier Tibetano

O Terrier Tibetano é uma raça canina de pelagem longa que cobre os olhos e lembram muito o Sheepdog miniatura. Oriundos da região do Tibete, eles foram criados em conventos de lamas ou monges budistas para fazerem companhia não só a estes homens sagrados mas também a pastores nômades enquanto vagavam pelas altas planícies com seus rebanhos. Eles costumavam vigiar o rebanho e guardar suas tendas. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Terrier Tibetano

Origem: China, Tibete
Data de origem:
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / Pastoreio, AKC Cães não-esportistas.
Função original: cão de guarda e pastoreio
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Tsang Apso, Dokhi Apso
Tamanho: porte médio
Altura: de 36 cm a 43 cm
Peso: de 8 kg a 13 kg
Cores: todas as variações
Pêlos: longos, desgrenhados.
Manutenção: moderada à alta, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 5 a 8 filhotes de Terrier Tibetano por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto deitado no gramado do parque exibindo toda a sua exuberância de “cão sagrado”. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Estes cães eram considerados sagrados na China, tidos como talismãs da sorte, felicidade e da prosperidade em algumas aldeias do Tibete, e eram dados de presente ou em agradecimento, nunca vendidos.

Ao imperador, alguns machos foram dados como presente, bem como para chefes de aldeias durante o trajeto do tributo entre Portala e a Grande China. Com o medo de que fossem extintos, estes animais foram cruzados com a única raça tibetana de mesmo porte: os Spaniels do Tibete.

Levados ao interior dos vales, cães ainda menores desenvolveram-se para gerar os conhecidos Lhasa Apsos. Alguns historiadores acreditam que eles iniciaram todas as raças tibetanas. Hoje, Terrier Tibetanos não são comuns e ainda raros.

Apesar do nome, o Terrier Tibetano não faz parte do grupo terrier e também não possui nenhuma das características da raça como a tendência a cavar ou temperamento explosivo. O seu nome foi dado por viajantes ingleses por causa do seu tamanho e da sua semelhança com algumas raças terrier. Vívido e amável, eles são, mas estas características são temperadas a uma natureza doce e gentil. Debaixo de toda a sua pelagem, seus olhos brilham com bom humor.

O nome Tibetano para a raça, “Tsang Apso”, se traduz aproximadamente para cão “desgrenhado ou barbudo (“apso”) da província de Tsang”. Alguns viajantes antigos até se referem à eles como “Dokhi Apso” ou Apso “ao ar livre”, indicando um cachorro trabalhador de pêlos desgrenhados ou barbudo que vive ao ar livre.

Como todos os cães, Terriers Tibetanos prosperam com a companhia humana. Não é à toa que eles se sobressaem como cães de terapia. Dito isso, Terrier Tibetan precisam viver dentro de casa e nunca do lado de fora. Um Terrier Tibetano relegado ao jardim sem a companhia humana será um cachorro triste e infeliz.

Eles podem se adaptar a diferentes tipos de lares e são uma escolha excelente para famílias com crianças mais velhas que entendem como tratar um cachorro. E se adaptarão ao estilo de vida da sua família facilmente, sempre com bom humor, seja dentro de casa ou ao ar livre. Estará sempre animado para uma aventura no campo, uma brincadeira no jardim ou uma soneca na sala aos seus pés.

Embora não sejam amantes de atividades, eles são ativos o suficiente para lhe fazer companhia em caminhadas ou corridas, além de serem perfeitamente capazes de competir em agilidade, obediência e rally. Treine-o com paciência e consistência usando técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida.

Remetendo ao seu passado como cães de alarme no monastério, eles são alertas a tudo que seja diferente da sua rotina e são capazes de serem ótimos vigias, mas o seu comportamento gentil não permite que sejam cães de guarda. Embora tranquilos, não é estranho serem reservados com desconhecidos, apesar de demonstrarem muita afeição à pessoas em geral.

Está sempre ávido para agradar, é corajoso, nobre e leal, mas detesta ser deixado sozinho, podendo até desenvolver certa ansiedade e começar a mastigar coisas, mas acabam amadurecendo o comportamento com a idade. Além de ser um tanto teimoso, o Terrier Tibetano não se dá bem com cães dominadores, e costuma latir bastante.

O Terrier Tibetano possui uma manutenção moderada e precisa ser escovado algumas vezes na semana para remover os pêlos mortos e evitar pêlos embaraçados. Ele solta pelos duas vezes ao ano, e durante este período, deverá ser escovado mais vezes para manter o controle. Terrier Tibetanos são uma raça durona, cabeluda, desgrenhada e versátil que não só pode ser uma excelente companhia; mas também muito capaz de guardar, pastorear e proteger o seu lar.

Origem da raça Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto castanho e cinza. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Com o seu terreno montanhoso, o Tibete é às vezes chamado de “Telhado do mundo”. E foi nesta terra remota de geografia difícil, dura e de grande altitude, que o Terrier Tibetano foi criado há quase 2.000 anos atrás. Premiados como companhias, estes cães foram criados por monges Budistas, chamados de lamas, e de quem receberam o nome de “Cães Sagrados”.

Mas estes cães de porte médio e pelagem desgrenhada não se limitavam à vida nos monastérios onde nasceram. Considerados “mensageiros da sorte”, eles viajavam pelos altos platôs com pastores nômades, guardando suas tendas, e quando não eram mantidos como trabalhadores, eram companhia para as famílias e ocasionalmente ajudavam com o pastoreio e outras tarefas nas fazendas.

Temendo contrariar o destino ao “vender a sorte”, nem os lamas ou os pastores se atreviam a vender estes cães. Ao invés, eram dados de presente em troca de favores ou serviços, ou presenteados a oficiais em sinal de estima.

Muito da história da raça é especulação ou mito; uma das histórias conta que uma das principais rotas de acesso para o vale deles havia sido totalmente destruída por um terremoto no século XIV. Poucos visitantes se aventuravam a arriscar suas vidas em uma viagem traiçoeira ao “vale perdido” depois deste acontecido; os poucos que iam recebiam um “cão da sorte” para ajudá-los no caminho de volta para casa.

O Terrier Tibetano podia ter permanecido uma raça obscura se não fosse por um Tibetano que deu um exemplar a uma médica indiana chamada Agnes R. H. Greig, em agradecimento por ter salvado a vida de sua esposa. A Dra. Greig deu o nome de Bunti ao filhote tornando-se uma fã da raça.

Eventualmente, ela adquiriu um macho, também como presente do próprio Dalai Lama, e começou um programa de reprodução ao voltar para a Inglaterra, estabelecendo a linhagem “Lamleh” de Terrier Tibetanos, originalmente registrados como Lhasa Terriers. Os Terrier Tibetanos são uma raça antiga que contribuiu para o desenvolvimento de todas as outras raças Tibetanas, incluindo o Shih-Tzu, Lhasa Apso e o Spaniel Tibetano.

Não sendo um cão esportista nem uma mistura, a raça foi chamada de Terrier Tibetano, apesar de não ser um terrier realmente, nem em instinto, nem em temperamento, lembrando apenas no tamanho. Um padrão de raça foi estabelecido por um clube de raças da Índia em 1930, e o Terrier Tibetano foi oficialmente reconhecido por um Clube de raça inglês em 1937 onde começou a ser exposto. O primeiro Terrier Tibetano importado para os Estados Unidos, chegou em 1956. O clube de raça americano foi formado em 1957, e a AKC reconheceu a raça em 1973.

Aparência do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano adulto castanho de barbicha cinza.(Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano evoluiu para um cachorro para todos os propósitos, capaz de acompanhar o seu dono em qualquer tarefa. O Terreir Tibetando possui porte médio e estrutura proporcional, compacta e poderosa. Adulto, eles lembram muito os Old English Sheepdogs miniatura.

Sua cabeça é de tamanho médio, com um crânio nem redondo nem achatado, uma parada moderada, e um focinho forte de comprimento médio. O nariz é preto. Os dentes se encontram em nível, mordida de tesoura ou tesoura reversa (em que a superfície interna da arcada inferior toca a superfície externa dos dentes de cima).

Seus olhos são grandes, escuros e separados. As orelhas são pendentes, em formato de “V”, caídas na lateral da cabeça, peludas. A sua cauda é alta, peluda e encaracolada caindo nas costas.

As patas traseiras do Terrier Tibetano são levemente mais longas que as patas da frente. Mas uma das suas características mais distintas é a sua pata larga, achatada e redonda com pêlos entre os dedos, ideal para escalar montanhas e com tração suficiente para terrenos difíceis, como sapatos naturais de andar na neve.

O Terrier Tibetano possui uma pelagem de dupla camada; uma externa longa, grossa e abundante (lisa ou levemente ondulada, não sedosa ou encaracolada) que possui uma textura de cabelo humano, e outra interna lanhosa e macia, fornecendo proteção aos climas mais severos.

A pelagem pode ser de várias cores, exceto vinho e chocolate, sendo dourado a mais rara. As combinações podem ser várias: sólida, parti-color, tricolor, rajada, ou malhada, desde que o nariz seja preto e o olhos escuros.

A pelagem longa cai sobre a face, os olhos e testa, mas seus cílios evitam que os pêlos atrapalhem a sua visão, e não deve tocar o chão como é típico em raças como o Lhasa Apso ou Maltês. Até o seu focinho é coberto por uma barba que normalmente é cinza em Terrier Tibetanos pretos. As orelhas também são completamente cobertas por pêlos. O seu corpo e patas são largos, mas a maior parte da sua largura é devido a toda essa abundância de pêlos cobrindo ele inteiro.

Ambiente Ideal para o Terrier Tibetano

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Terrier Tibetano filhote relaxando no conforto de sua casa. (Créditos/Copyright: “Por Elfgrados/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano é um cão divertido e amável capaz de lidar com quase todo tipo de ambiente. Eles podem viver tanto em uma casa como em um apartamento desde que tenham oportunidades suficientes de se exercitar.

Eles são relativamente inativos dentro de casa e um pequeno jardim seria suficiente, mas eles gostam mesmo é de espaços abertos para brincar e gastar energia, por isso não os larguem em alguma área confinada por muito tempo. Embora capazes de viver do lado de fora em climas temperados ou frios, eles devem viver dentro de casa, nunca nos fundos de um quintal ou em um canil.

O Terrier Tibetano deve ter um dono que possa estar em casa com eles a maior parte do tempo, pois se tem uma coisa que eles detestam é ficar sozinhos. Um Terrier Tibetano entediado ou solitário, late em excesso, e um Terrier Tibetano realmente infeliz é um verdadeiro artista em escapar perfeitamente capaz de escalar, pular ou cavar a sua rota de fuga por cima ou por baixo da cerca.

Temperamento & Personalidade do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando adulto em meio a uma floresta coberta de neve. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Terrier Tibetano precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Terrier Tibetano cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O temperamento tem sido um dos aspectos mais atraentes da raça desde que foi estabelecida. Terriers Tibetanos possuem um temperamento moderado, o que faz deles excelentes companhias para todos os tipos de famílias. Eles não são nem ativos demais, nem tão preguiçosos. Eles são vívidos, divertidos, de grande agilidade assim como resistência.

Terrier Tibetanos são cães corajosos, inteligentes, dedicados, doces, amáveis, afetuosos e extremamente leais aos seus donos. Por causa da sua origem como vigias, Terrier Tibetanos tendem a ser reservados com estranhos, mas não devem ser agressivos ou muito tímidos. Embora tenham esse comportamento com desconhecidos, eles são sensíveis e reagem ao humor, sentimentos e emoções dos seus donos.

Eles são bons em ler estas emoções e adaptam o humor deles para se adequar ao humor da sua família. Se você precisar se animar, ele fará de tudo para alegrá-lo, e se você estiver já de excelente humor, ele ficará feliz de se juntar à você. Ele vai sempre querer estar envolvido em tudo o que seus donos estiverem fazendo. O que ele mais gosta é estar junto da sua família.

Terrier Tibetanos são gentis com crianças mais velhas se propriamente introduzidos e prosperam com a interação humana. E embora normalmente bons com outros animais, eles precisam aprender a aceitar gatos. Alguns podem ser até ciumentos, o que pode tornar difícil a convivência com outros animais de estimação.

Eles também são firmes, determinados e muito espertos, o que pode levar à teimosia. O Terrier Tibetano é altamente inteligente e pode ser traiçoeiro, portanto preste atenção ao seu senso de humor. Certifique-se de ser um líder para o seu Terrier Tibetano.

Cães que costumam dominar o espetáculo acabam acreditando que são “alphas” em relação aos humanos, tornando-se teimosos, cabeças-duras demais, podendo começar a latir mais que o normal ao tentar controlar tudo, dizendo o que ELES querem que VOCÊ faça.

O latido desta raça é alto e profundo como uma sirene. Embora eles são ótimos vigias, Tibetanos que latem demais precisam saber a hora de parar. Após te alertá-lo, ele precisa ficar quieto e saber que você pode lidar com a situação à seguir. Se o seu cão acreditar que é o seu líder, ele ficará chateado quando você deixá-lo sozinho.

Instintivamente, os líderes do bando são autorizados a deixar seus seguidores, no entanto os seguidores não estão autorizados a deixar o líder do bando.

Ele se dará bem com todos da casa, inclusive crianças, desde que a família INTEIRA seja o líder do bando. Logo que o cão começar a questionar a ordem deste bando, ele pode não ser mais confiável ao redor de seus filhos e podem se tornar ainda mais reservados com estranhos ao tentar acessar este papel entre os humanos. Ele pode também tentar dominar outros cachorros.

Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa.

Terrier Tibetanos equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder dos humanos, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Terrier Tibetanos que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Terrier Tibetano perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho.

Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando deitado no gramado do parque. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Terrier Tibetano à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Manchester que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Terrier Tibetano exige uma quantidade extensa de manutenção, devendo ser escovado pelo menos a cada 2 a 3 dias para remover pêlos soltos e evitar embaraços. Nunca escove pêlos secos; umedeça com condicionador e água para facilitar a escovação e reduzir a estática elétrica, além de evitar que os pêlos quebrem.

Comece pelas patas da frente e vá subindo, depois passe para trás, terminando na cauda. Escove na mesma direção dos crescimento dos pêlos. Dê mais atenção debaixo das juntas das patas, na barba e na parte traseira. Procure por nós ou emaranhados na área onde as patas se juntam com o corpo e atrás das orelhas, locais comuns que costumam embaraçar. Tire-os antes que fiquem piores, ou apenas corte os pêlos das patas para reduzir a chance de formar nós.

Terrier Tibetanos devem tomar banhos regulares — uma ou duas vezes na semana, ou a cada 7 a 10 dias, se quiser, usando um shampoo suave. Remova o excesso de pêlos da passagem das orelhas.

Corte qualquer excesso de pêlos entre as almofadas das patas. Se o cão não for ser exposto em competição, ele pode ser tosado, principalmente no verão. Embora não seja considerada uma raça que não solta tanto pêlo, eles costumam soltar anualmente, mas não diariamente. O Terrier Tibetano é ótimo para quem sofre de alergias quando sua pelagem for bem mantida. Escovar e dar banhos frequentemente não só mantém a pelagem limpa, mas ajuda na aparência e no seu crescimento.

Saúde do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando adulto esparramado pela grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Terrier Tibetano, infelizmente, não passa ileso a essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, sem dúvida, ajuda muito já conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

O Terrier Tibetano é suscetível a uma variedade de problemas de saúde, especialmente relacionadas aos olhos e as juntas. Além disso, Terriers Tibetanos podem também carregar doenças genéticas como doença de Batten (ou Lipofuscinose ceróide neural canina). Possuem, inclusive, histórico de surdez congênita, sopros cardíacos e alergia alimentar.

Problemas oculares

Como mencionado anteriormente, o Terrier Tibetano possui predisposição a algumas patologias oculares:
Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.
Catarata – Cães desta raça possuem tendência ao desenvolvimento de catarata, portanto, torna-se necessário um controle periódico no veterinário de confiança já que é uma condição que pode ser tratada.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.
Problemas ortopédicos

Luxação de Patela – Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Displasia coxofemoral – Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. Hereditariedade e o ambiente em que o cachorro vive influenciam, certamente, o surgimento da enfermidade. Por ser transmitido geneticamente, portanto, portadores desse problema não são recomendados para reprodução. Normalmente, os primeiros sinais surgem entre quatro meses e um ano de idade.

O tratamento de ambas as condições pode ser cirúrgico ou paliativo com uso de medicamentos, fisioterapia e acupuntura. A opção do tratamento dependerá da gravidade, condição de saúde geral do animal e recomendação do veterinário de confiança.

Problemas dermatológicos

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica (uma doença genética que envolve o sistema imunológico). Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Doenças Endócrinas

Hipotireoidismo

O Terrier Tibetano possui predisposição racial a Hipotireoidismo. Trata-se de um distúrbio no qual ocorre uma diminuição na produção de hormônios da tireoide. Provoca letargia, enfraquecimento dos pelos, obesidade e pode ocorrer também escurecimento da pele.

Problemas neurológicos

Lipofuscinose ceróide neural

Assim como cães da raça Chihuahua, o Terrier Tibetano também tem predisposição racial a essa doença. Trata-se de uma patologia neurodegenerativa em que os pigmentos de gordura do cérebro causam a perda progressiva das funções cerebrais. Provoca, portanto, sintomas variados de dificuldades psicomotoras e déficit visual.

Outras observações

Claramente, o Terrier Tibetano, assim como ocorre em todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial. Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

A expectativa de vida de um cachorro desta raça é de 12 a 15 anos. Entretanto, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando em pleno vôo, em um salto no jardim. (Créditos/Copyright: “Por manfredxy/Shutterstock”)

O Terrier Tibetano adora correr e explorar, por isso precisa de exercícios diários em área segura. Naturalmente, filhotes e adolescentes são cheios de energia e excitação, por isso precisam de níveis mais altos de estímulos e exercícios.

Uma vez adultos, eles são felizes tanto prostrados no sofá ou ativos pela casa. Suas necessidades podem ser supridas com jogos vigorosos ou algumas caminhas de 15 minutos ou uma única longa caminhada, sempre na coleira.

Eles são companhias excelentes para hiking e adora corridas vigorosas em jardim seguramente cercado ou espaço aberto seguro. O Terrier Tibetano pode competir em atividades caninas como agility, obediência, rally, showmanship, flyball, tracking e até eventos de pastoreio.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Terrier Tibetano

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Terrier Tibetando e toda a sua pelagem exuberante, quase toda branquinha, desfilando pelo jardim. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

Treinamento e socialização (o processo em que filhotes ou adultos aprendem como ser amistosos e se dar bem com outros cachorros e pessoas) são essenciais para o Terrier Tibetano.

Comece a treinar o seu filhote no momento que trazê-lo para casa. Mesmo com 8 semanas de vida ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensiná-lo. Não espere até que ele faça 6 meses de idade para começar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro muito mais teimoso e difícil de controlar.

Terrier Tibetanos normalmente são amáveis, mas muitas vezes, eles possuem uma própria agenda. Eles possuem uma natureza auto-confiante e independente que pode levá-los a recusar fazer coisas que eles já aprenderam. A boa notícia é que eles aprendem tudo muito rápido e são extremamente ávidos para agradar. Mas o Terrier Tibetano não irá responder a métodos de treinamento duros e são muito sensíveis ao tom de voz do seu treinador, por isso uma abordagem calma é tão importante.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento dentro de casa pode levar tempo, e você obterá sucesso se for paciente e dar à ele uma rotina regular e muitas oportunidades de fazer suas necessidades do lado de fora, sempre elogiando ele quando ele fizer tudo direitinho.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Terrier Tibetando. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Terrier Tibetano é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Affenpinscher

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Affenpinscher

Origem: Alemanha
Data de origem: século XVII e século XVIII
Grupo de Raças: FCI Grupo 02 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha e Boieiros Suiços / Terrier, AKC Toy
Função original: cão rateiro, caça, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Affen, Zwergaffenpinscher, macaco-anão, diabinho bigodudo
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 25 cm a 38 cm
Peso: de 3 kg a 3,36 kg
Cores: cinza, bege, preto e castanho e vermelho.
Pêlos: áspero, duro
Manutenção: fácil à moderada
Expectativa de vida: cerca de 10 a 12 anos.
Filhotes: cerca de 3 a 8 filhotes, padrão de 5 filhotes de Affenpinscher por cria.
Reconhecimento (Canil): ACA / ACR / AKC / ANKC / APRI / CKC / CKC / DRA / FCI / KCGB / NAPR / NKC / NZKC.

Introdução à raça Affenpinscher

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Affenpinscher de pelagem preta correndo pelo pasto. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é uma raça canina oriunda da Alemanha, mas que na verdade possui uma origem incerta. Alguns historiadores acreditam que a raça descenda de terriers alemães de pêlo duro, que populavam os estábulos e mercearias do século XVII e XVIII na Europa; já outros afirmam que a raça descende de griffons belgas.

Levando em consideração o seu físico e personalidade, é provável que realmente Affens façam parte da linhagem dos terriers, muito embora sejam mais inclinados a socializar e se dar bem com outros animais de estimação.

Criados inicialmente para ser rateiros, ou seja, caçadores de pequenas pragas, devido ao seu caráter forte e instinto esportivo, é também visto como bom cão de vigia ou de guarda por causa da sua natureza alerta e inquisitiva.

O Affen possui muitos apelidos. Na Alemanha ainda é chamado de “Zwergaffenpinscher”, que significa macaco-anão; e “diablotin moustachu”, que em francês significa “diabinho bigodudo”. Os apelidos até que lhe caem bem, pois o Affen é um cão de temperamento forte e cheio de atitude, apesar do seu tamanho pequeno.

Ele não tem medo de nada e nem de ninguém, é mal-humorado, corajoso e cheio de energia. Embora tenham este temperamento, normalmente são quietos, mas excitáveis, qualquer coisa ou alguém que lhes pareça ameaçador fará com que ele saia latindo. Uma vez alerta, leva tempo para se acalmar.

Ele leva à sério a sua missão de guardar o lar, familiares e território e não hesitará em alertar o bairro inteiro sobre alguém à sua porta. Com relação aos cães maiores, ele também não tem o menor senso e não hesitará em comprar uma briga. Neste caso, é essencial protegê-lo dele mesmo.

Com relação à sua família e amigos, Affenpinschers são amáveis e leais, adoram estar na companhia deles. Mesmo assim, não são muito recomendáveis para crianças menores. Eles não são lá muito fãs de crianças, e não hesitarão em mordê-las se provocados.

Isto deve-se ao fato de que Affenpinschers frequentemente guardam a comida deles e são protetores com relação aos seus brinquedos. Neste caso, a socialização frequente com outras pessoas e animais é essencial para o Affenpinscher crescer de maneira equilibrada.

Affens também aprendem tudo muito rápido e se ajustam imediatamente à mudanças, por isso podem ser ótimas companhias para viajar e estão sempre prontos para uma nova aventura. Mas é preciso lembrar que por compartilhar de uma suposta herança terrier, o Affenpinscher possui mente própria e é considerado teimoso.

Ele precisa de treinamento consistente desde cedo. Felizmente, ele está sempre ávido para aprender e agradar as pessoas quando é ensinado com técnicas de esforço positivo como elogios, brincadeiras e recompensas com comida. E quando o assunto é treinamento, ele é mais fácil de lidar e mais obediente que muitas raças de companhia, muito embora sejam persistentes, curiosos e extremamente brincalhões por natureza.

Eles são travessos, é verdade, mas por serem rápidos e inteligentes, são responsivos aos comandos. Por causa da sua personalidade animada e propensão ao tédio, Affenpinschers gostam de variedade em suas rotinas. Mantenha o seu aprendizado e treinamento divertido, nunca forçado.

Exercícios são bons para qualquer cachorro, por isso o Affenpinscher também precisa de suas caminhadas ou qualquer outra atividade física diariamente. A sua habilidade atlética e inteligência faz dele excelente competidor em esportes caninos como agility, obediência e rally. Enquanto é tentador carregar este pequenino para qualquer lugar que se vá, resista ao impulso e deixe que ele seja um cachorro. Ele será mais feliz e muito mais bem comportado.

O Affen possui uma pelagem áspera com uma “capa” no pescoço e nos ombros, sobrancelhas tipo Groucho Marx e uma barba. Ele precisa de certa manutenção para manter a sua aparência desgrenhada porém asseada. E lembre-se, Affenpinschers são cães de companhia, por isso devem viver dentro de casa, nunca do lado de fora.

Eles são cães para famílias que apreciam suas palhaçadas, pois seu processo criativo nunca para de surpreender e entreter a todos. Affenpinschers são famosos por fazerem as pessoas rirem. O Affen é um personagem, e isso é parte do seu encanto. Considere a raça se estiver interessado em um cachorro pequeno que adora sair para apreciar a vista, é um excelente cão vigia e que vai sempre lhe fazer sorrir.

Origem da raça Affenpinscher

O Affenpinscher é uma das raças mais antigas dos cães de companhia e foi originado na Alemanha, com exemplos da raça datando do século XVII, embora documentações mais confiáveis datem do século XIX, mesmo assim a sua origem exata é desconhecida.

Pinturas de artistas holandeses do século XIV costumavam pintar cães pequenos barbados de pelagem áspera como prova de sua ancestralidade, mas não existem evidências mais definitivas. Alguns historiadores acreditam que a sua linhagem esteja linkada aos terriers ou aos griffons belgas. Mas a raça é derivada de um cão de fazenda provavelmente de tamanho muito maior.

Pequenos terriers adeptos ao extermínio de ratos eram abundantes na Europa central nesta época. Na Alemanha, eles eram usados para acabar com roedores em estábulos e cozinhas. Originalmente, o Affenpinscher era um animal de estimação usado para caçar ratos e alertar seus donos com relação à intrusos devido ao seu alto nível de atividade e comportamento energético.

Em algum momento, provavelmente no século XVIII ou início do século XIX, alguém teve a brilhante ideia de reproduzir a raça em tamanho menor, permitindo que a raça caisse na graça das mulheres, fazendo com que Affens se tornassem populares como cães de companhia.

Eles conservaram a habilidade rateira, e usavam isso para manter suas senhoras seguras, livres de ratos no lar, aquecer o colo delas e entreter a família com suas palhaçadas. A cidade de Munique foi o coração do início do seu desenvolvimento, mas a raça era também popular em todo canto na Alemanha. Eles também se tornaram muito populares em outras partes da Europa, incluindo a Grã-Bretanha.

Affens foram também cruzados com Pugs, Pinschers Alemães e um cão conhecido por Pinscher Sedoso Alemão. O tipo Affenpinscher também contribuíram para o desenvolvimento de outras raças, incluindo o Griffon belga e o Schnauzer Miniatura. É fácil ver a relação destas raças ao observar a pelagem e as faces bigodudas.

O nome “Affenpinscher” deriva da palavra alemã que significa “macaco” (‘Affe’), e “pinscher”, que significa “terrier.” Na França o Affenpinscher é conhecido por “diablotin moustachu”“diabinho bigodudo” — apelido que o descreve muito bem.

O Clube Pinscher foi fundado em Cologne em 1895, e o Clube Lapdog de Berlin começou a formular um padrão para o Affenpinscher em 1902, mas o padrão de raça definitivo não foi finalizado até 1913. Este padrão, traduzido para o inglês, foi adotado pela AKC e o Affenpinscher foi oficializado em 1936.

A Segunda Guerra Mundial quase destruiu a raça na Alemanha e nos Estados Unidos, mas cruzamentos com os Griffons Belgas a trouxeram de volta em 1950. Hoje Affens ainda são raros, e nunca foram uma das raças mais populares, mas quem os conhece sabe que eles são muito atraentes.

Aparência do Affenpinscher

Embora o Affenpinscher tenha uma estatura pequena, ele não é um cachorro delicado. O Affen possui um corpo quadrado, peitoral largo e membros robustos, retos e fortes. O pescoço é curto e arcado, sua cabeça é redonda com uma parada pronunciada, área de transição entre a traseira do crânio até o focinho.

A mandíbula inferior “undershot”, e larga o suficiente para que os dentes inferiores fiquem retos e nivelados, salientando abaixo do nariz curto e arrebitado. Seus olhos são negros, redondos e proeminentes com longas sobrancelhas e barba que lhe dão uma expressão alerta. Apesar de alguns países terem banido amputações, suas orelhas peludas são cortadas, eretas e pontudas, e a sua cauda é alta e normalmente amputada em cerca de ⅔ do tamanho original.

O Affenpinscher possui uma pelagem densa desgrenhada, de pêlos duros e ásperos. A pelagem interna é levemente ondulada. Os pêlos da face (tufos na cabeça, sobrancelhas e barba), pescoço, peito, estômago e patas são mais longos que do resto do corpo.

Uma vez que atingem a maturidade, a raça desenvolve uma juba de pêlos na área do pescoço. A pelagem serve de proteção em condições de tempo extremas. As cores são várias: preto, cinza, prata, castanho e vermelho — normalmente preto ou cinza escuro sólido, mas às vezes marcas castanhas e vermelhas são presentes.

Ambiente Ideal para o Affenpinscher

Affenpinschers ficam bem em qualquer ambiente. Eles não precisam de um jardim, e podem perfeitamente viver em apartamentos desde que façam suas caminhadas na coleira diariamente. Eles são ativos dentro de casa e brincalhões, e adoram brincar do lado de fora e cavar, apesar que climas quentes podem comprometer sua pelagem e dificultar a sua respiração — eles são sensíveis a climas extremos, como toda raça braquicefálica.

Temperamento & Personalidade do Affenpinscher

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Affenpinscher precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Affen cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Affenpinscher possui uma personalidade similar a maioria dos terriers, mas é uma raça equilibrada e forte — uma combinação de charme e determinação, com uma boa dose de coragem e ousadia. Eles são capazes de ter destreza e agilidade incríveis. Affenpinschers são curiosos, muito inteligentes e travessos.

O Affen é um cachorro afetuoso e altamente devotado que ama todo mundo da família sem reservas. Uma simples e rápida ida até a caixa de correio lá fora já é uma grande ocasião para celebrar o seu retorno na cabeça do Affen.

Ele está sempre pronto para uma aventura, seja uma viagem ao Alasca, uma caminhada ao redor do bairro ou correr atrás de um graveto no parque. Se você ainda tiver um estilo de vida ainda mais calmo, tudo bem para o Affen. Desde que ele esteja na sua companhia, ele estará feliz e ainda se adaptará a qualquer nível de atividade.

Ele também é divertido e capaz de entreter a todos. O Affen é brincalhão e adepto a usar suas patas para manipular brinquedos, andar sobre as patas traseiras e cantar em coro se tiver outros amigos Affens para cantar junto. Uma caminhada com ele é uma excelente oportunidade para vocês compartilharem qualquer descoberta interessante pelo caminho. O seu tamanho também é perfeito para viagens.

Em casa ou em público, ele é um protetor destemido, sempre alerta, porém completamente alheio ao seu tamanho. Ele sempre irá alertá-lo sobre a presença de um estranho ou qualquer outro perigo, mas não tem a tendência de latir demais.

No entanto, ele pode ser um tanto territorial com relação a outros cachorros e podem se meter em encrencas com os maiores, por isso é importante protegê-lo dele mesmo. Ele se excita rapidamente e demora para acalmar quando se vê diante de algo que o ameace. Ele pode se dar bem com gatos e outros animais de estimação, especialmente se forem criados juntos desde filhotes.

Porém, muitos Affens possuem um forte instinto de caça e podem perseguir gatos desconhecidos. A coragem de um Affen se estende também à sua falta de cuidado com relação a sua própria segurança. Ele é capaz de pular de camas altas no chão e escalar cercas para sentar-se em cima e apreciar melhor a vista. Forneça alguns degraus para que ele consiga subir e descer da mobília com segurança.

O Affen pode até amar a sua família, mas ele também pode ser muito teimoso para conseguir o que deseja à sua maneira. Eles são defensivos e territoriais quanto às suas coisas, comida, brinquedo e território, por isso a sua convivência com criança pequena não é lá tanto recomendável.

Por ser muito inteligente, a sua maneira de processar o pensamento pode te surpreender. Estas características significam que o Affen é desafiador mas gratificante ao ser treinado. Seja firme, consistente e paciente com ele, e o seu treinamento será um sucesso. Não esqueça de fornecer variedade também, para que ele não fique entediado.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Affens podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas que possuem cachorros de porte pequeno costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa.

Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Affenpinschers equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, comportamentos induzidos por humanos em que o cão acredita ser o líder deles, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Affenpinscher que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Affenpinscher perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Affenpinscher

Comece a acostumar o seu Affenpinscher à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas.

Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o independente Affen que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca, pois como toda raça pequena, Affens tem problemas com doenças periodontais – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes.

Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Affen possui uma pelagem desgrenhada que pode ser áspera ou macia, mas estas palavras podem ser um tanto enganosas. Um Affen de pelagem macia possui penugens nas patas e juba no pescoço. Os cães com pelagem mais áspera possuem pêlos com uma textura levemente mais macia e mais penugens.

Alguns Affens possuem pelagens intermediárias, mas seja qual for o tipo, o típico Affen vai sempre parecer limpo, mas um pouco descabelado. Ele sempre terá folhas ou pedaços de gravetos emaranhados nos pêlos toda vez que brincar no jardim, por isso ele precisa de uma certa manutenção para manter a sua boa aparência.

Arrancar os pêlos mortos faz parte do pacote quando se tem um Affen em casa. O Clube de raça americano de Affenpinschers possui um guia ilustrado de como manter suas pelagem da forma correta. Nunca corte seus pêlos curtos, pois arruinará a sua textura por anos. Deve-se escová-lo e penteá-lo semanalmente, de preferência de 2 a 3 vezes por semana. Use seus dedos para desfazer nós ou emaranhado.

Um condicionador em spray pode ajudar. Ocasionalmente eles terão pêlos que crescem no canto dos olhos e que podem causar irritação, remova-os imediatamente. Affenpinschers não costumam soltar muito pelo, mas alguns podem acumular ao redor da casa.

Saúde do Affenpinscher

Como acontece com todas as raças caninas, alguns indivíduos são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras. Porém nem todos os cães de uma determinada raça terão uma ou todas as doenças às quais estão predispostos. Entretanto, é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Problemas ortopédicos comuns

O Affen é uma raça bastante saudável, mas alguns cachorros podem desenvolver problemas ortopédicos como luxação patelar, uma condição nos joelhos muito comum em cães pequeninos. Trata-se de um distúrbio que ocorre quando a patela (constituída pela ligação entre fêmur, patela, e tíbia), não está alinhada adequadamente.

Além disso, tem predisposição a Doença de Legg-Perthes, que é comum em raças pequenas e muitas vezes pode até ser confundida com displasia coxofemural, ou seja, uma doença degenerativa que afeta os ossos causada, na maioria das vezes, por uma malformação na articulação do quadril.

Tendência a distúrbios respiratórios

Como toda raça braquicefálica, Affenpinschers podem vir a sofrer de problemas respiratórios em climas quentes e podem ter descargas oculares.

Tendência a distúrbios cardíacos

Murmúrios cardíacos também podem ser um problema causado por um defeito na corrente sanguínea através das aortas do coração. Nem todas estas condições são detectadas em um filhote, e é impossível prever se o animal estará livre destas doenças. Por isso é necessário encontrar um criador sério que esteja comprometido a criar os animais mais saudáveis possíveis.

Todos os cães possuem o potencial para desenvolver problemas genéticos de saúde, assim como todas as pessoas possuem potencial para herdar doenças. Recomenda-se perguntar a criadores quais problemas podem existir em suas linhagens. Um criador honesto sempre estará a disposição para discutir a saúde de seus cachorros, seja boa ou má.
Como prevenir

Criadores cuidadosos costumam investigar e testar seus cães para evitar doenças genéticas e reproduzir apenas as espécies mais saudáveis e de melhor aparência, mas às vezes a Mãe Natureza possui outros planos. Um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas doenças mesmo em reproduções cuidadosas.

Avanços na medicina veterinária hoje garantem, em grande parte dos casos, uma qualidade de vida melhor. Portanto é importante sempre consultar seu veterinário de confiança e fazer consultas de rotina.

Lembre-se que depois de levar um filhote para casa, você tem a responsabilidade de protegê-lo de um dos problemas caninos mais comuns: a obesidade canina, inclusive uma das tendências da raça. Manter o seu Affenpinscher em um peso adequado é uma das maneiras de manter a saúde do seu cachorro.

Em geral, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com sua saúde. O Affenpinscher costuma viver cerca de 10 a 12 anos, e ter muitos filhotes por cria, cerca de 3 a 8, sendo 5 o padrão.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Affenpinscher

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Affenpinscher preto correndo pelo gramado. (Créditos/Copyright: “Por f8grapher/Shutterstock”)

O Affenpinscher é ativo e energético, mas suas necessidades físicas podem ser facilmente supridas com sessões de brincadeiras dentro de casa e pequenas caminhadas, diariamente. Eles também adoram quando tem oportunidades de correr livremente sem coleira. Eles tendem a escalar e latir, portanto supervisão é necessária quando estiver ao ar livre.

Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. As brincadeiras podem até suprir suas necessidades físicas, no entanto, como em toda raça, apenas brincar não irá suprir seu instinto primário de caminhar. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Affenpinscher

O treinamento para o Affenpinscher deve ser consistente e firme, pois como são teimosos, podem apresentar uma atitude autoritária. Ele aprende aos comandos rapidamente, mas não gostam de repetição — costumam se dar melhor com tarefas variadas para não ficarem entediados e se manterem interessados. Podem custar a serem treinados para fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Paciência é a chave do sucesso.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Affenpinscher. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Affen é sempre com você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento.

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(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

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Cães de Companhia

Griffon de Bruxelas

O Griffon de Bruxelas é uma raça de cão de porte pequeno que leva o nome da cidade de sua origem, a Bélgica, há alguns 200 anos atrás. A raça foi criada a partir da mistura entre os cães Toy Spaniel Inglês, Pug, Yorkshire terrier e um tipo de terrier alemão pequeno. Saiba mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Griffon de Bruxelas

Origem: Bélgica
Data de origem: 200 anos atrás
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia / Terrier, AKC Toy.
Função original: cão de caça, caçador de ratos, trabalhador
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Griffon, cara de macaco
Tamanho: porte pequeno
Altura: de 18 cm a 20 cm
Peso: de 2,5 kg a 5,5 kg
Cores: grisalho, castanho e preto, combinações destas cores.
Pêlos: liso-macio, duro-áspero, curtos.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos.
Filhotes: cerca de 3 filhotes, padrão de 2 filhotes de Griffon de Bruxelas por cria.
Reconhecimento (Canil): APRI / CKC / FCI / NKC / ACA, ACR / AKC / ANKC / DRA / KCGB / NAPR / UKCACA / NZKC / UKC.

Introdução à raça Griffon de Bruxelas

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Griffons de pelagens e cores diferentes juntos no gramado. (Créditos/Copyright: “Por otsphoto/Shutterstock”)

Há três tipos de Griffons: o Griffon de Bruxelas oficial, que possui pêlos-duros vermelhos, o Petit Brabancon, que é o Griffon de pêlos-macio e o Griffon Belga, que possui pêlos-duros que podem ser de qualquer cor, menos vermelho. Mas, em sua terra natal, o Griffon é tratado como uma raça distinta das outras duas, embora em alguns outros países as três sejam vistas como uma única raça, sem distinção.

A raça ficou mesmo muito famosa depois de ter protagonizado um papel no filme americano “As good as it gets” ou na tradução para o português “Melhor é Impossível” com o ator Jack Nicholson e a atriz Helen Hunt como par romântico.

Apesar da sua função inicial ter sido rateira (caçador de ratos) para manter os estábulos livre de pragas, o Griffon tornou-se um cão de companhia muito dócil, porém com uma personalidade bem parecida com a de um terrier. Eles são cães de companhia excelentes devido ao seu comportamento encantador, disposição alegre e habilidade de aprender truques rapidamente.

O Griffon de Bruxelas é inteligente, alerta, sensível e cheio de vaidade, tudo isso misturado a uma natureza cômica que nunca desiste de entreter a sua família. Ele costuma ser muito afetuoso e tende a criar fortes vínculos com uma única pessoa da família, podendo ser tão apegado à ela que é muitas vezes chamado de “Cão Velcro” devido ao seu forte desejo de estar com a sua pessoa favorita o tempo inteiro. Eles adoram ficar abraçados com seus donos e ser mimados com muito afeto e atenção.

A verdade é que o Griffon de Bruxelas é temperamental e pode apresentar uma diversidade de temperamentos diferentes, desde extrovertido e ativo à reservado e até tímido, além de alguns outros temperamentos intermediários. Às vezes tende à ser tenso e mal-humorado também. Quando ele está feliz, ele é afetuoso e adaptável, ama brincar e correr em círculos pela casa.

O Griffon também tem uma reputação de ser travesso, provavelmente adquirida da sua ancestralidade terrier. Se ele achar que não está obtendo a atenção que merece ou está sendo deixado pra trás sem motivos, ele não irá pensar duas vezes em revirar a lixeira, desenrolar papel higiênico ou sair quebrando outras regras pela casa. Até porque um dos seus lemas é “achado não é roubado” — portanto, se estiver pelo chão ou ao alcance, ele pensa ser dele.

Por esta razão, é essencial que ele seja treinado, se não supervisionado o tempo inteiro. Ele também adora pensar que manda no lar — e muitas vezes ele mandará — e irá governar tudo com patas de ferro, podendo ser exigente e mimado, chato para comer e até difícil de ser treinado dentro de casa. Mas em geral, Griffons são sensíveis, muito afetuosos e só querem chamar a atenção de seus donos. Griffons podem ser bons e cooperar com crianças mais velhas, mas se irritam com criança muito barulhenta e brincadeiras estabanadas.

O Griffon também pode ser um verdadeiro artista em escapismo. Ele precisa ser contido por muros ou cercas que não podem ser cavados por baixo ou escalados, pois Griffons são incrivelmente atléticos para o tamanho deles e perfeitamente capazes de escalar e ainda saltar. Por outro lado, a sua habilidade atlética e inteligência fazem dele um excelente competidor em esportes caninos como agility, obediência, rally e tracking. Você apenas terá que persuadi-lo muito bem a achar que estas atividades valem o seu esforço e tempo. Mantenha o seu treinamento divertido e use técnicas de esforços positivos, nunca force.

Normalmente Griffons se dão bem com outros animais de estimação, incluindo gatos e outros animais menores, mas como toda raça toy ou de companhia, eles irão tentar provocar cães maiores que eles, pois são completamente alheios ao porte pequeno deles, e por isso precisam ser protegidos deles mesmos. Mesmo assim, Brussels Griffon costumam latir bastante e definitivamente gostam muito de fazer isso, por isso são ótimos vigias para soar o alarme.

Brussels Griffons possuem pelagem macia ou áspera (dura), e nenhum deles soltam muitos pêlos. Os de pêlos macio precisam ser escovados apenas duas vezes por semana. Já os de pêlos duros precisam ser escovados duas vezes na semana, assim como ter seus pêlos mortos arrancados a cada 3 ou 4 meses para reter a textura correta, sendo que podem ser mantidos em uma tosa Schnauzer, sem as sobrancelhas.

Exercícios são bons para todo cachorro, por isso permita que o seu Griffon faça caminhadas ou alguma atividade diariamente. Embora seja tentador carregá-lo para todo lugar que você vá, resista a tentação e deixe que ele seja um cachorro normal — ele será mais feliz e bem mais bem comportado.

Nem precisa dizer que que os Griffons precisam viver dentro de casa e nunca do lado de fora. Com seus focinhos achatados, eles ficam mais sensíveis às altas temperaturas e podem rapidamente ter ataques cardíacos se não forem mantidos em ar fresco.

Filhotes de Brussels Griffon são adoráveis, e esta é uma das razões para eles serem tão populares. Filhotes fofinhos vendem, e por isso o Griffon é o filhote favorito de criadores irresponsáveis e gananciosos. Pesquise antes de comprar um desses filhotes e você encontrará um lindo e divertido cãozinho que nunca sairá do seu lado.

Mas não se deixe levar apenas pela aparência, o Griffon não é o tipo de raça para qualquer um. À não ser que você tenha um excelente senso de humor e uma paciência de Jó, ou do contrário será um grande desafio viver junto dele. O Griffon precisa de um dono que aprecie cachorros “grudentos” ao invés de independentes. Pessoas adultas, sozinhas, que possuem mais tempo em casa são ideais, pois Griffons são como filhos que nunca crescem e deixam a casa dos pais. Eles exigem um certo comprometimento, pois demandam atenção tempo integral. Mas se você tiver um coração benevolente, gostar de um cão que adora estar envolvido com a família e apreciar uma boa dose de senso de humor, então o Griffon de Bruxelas é a raça perfeita para você.

Origem da raça Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas vermelho no gramado. (Créditos/Copyright: “Por Dmitry Kalinovsky/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas foi criado na Bélgica há cerca de 200 anos atrás a partir da mistura de raças como o Toy Spaniel Inglês, Pug e um tipo de Affenpinscher alemão rateiro de estábulos. Todos estes cruzamentos eventualmente criaram um cachorro de porte pequeno com ótimas habilidades para caçar ratos e com uma aparência facial quase humana. Ele foi muito popular nas fazendas, casas de camponeses e entre taxistas (carruagens) do século XVII devido à estas habilidades rateiras e leva o nome do local onde foi criado.

Com o tempo, por causa da sua personalidade tão amável, o Griffon se tornou ainda mais popular como cão de companhia e nem tanto mais como trabalhador entre a nobreza e os trabalhadores. Ele costumava ser tão parte da rotina diária das pessoas que foi representado em obras de arte desde o início do século XVI em pinturas de Du Empoli e Van Eyck, e mais tarde em uma obra de Renoir chamada “Bather With Griffon”.

Griffons e suas variações

O Griffon de Bruxelas é uma das três variações de Griffon, sendo as duas outras o Griffon Belga (pelagem escura mais longa, dura com franjas ao redor da face) e o Petit Brabancon (pelagem mais curta e macia). E o Griffon de Bruxelas é o único dos três que atualmente é reconhecido pela AKC. Em 1883, criadores belgas criaram um padrão para a raça — uma descrição por escrito de como a aparência da raça deve ser — e começaram a inscrevê-los em exposições de cães. O primeiro Griffon foi exibido em uma Exibição em Bruxelas em 1880. O padrão americano permite todas as variedades de cores, de preto a vermelho, assim como a variedade macia-lisa (Brabancon). FCI, por exemplo, divide-se entre as três variedades: lisa-macia (Petit Brabancon), vermelhos duros (Griffon de Bruxelas) e duros de outras cores (Griffon Belgas). No entanto, na Europa eles são expostos separadamente sem cruzamentos entre as variedades.

Os Griffons pelo mundo

Maria Henriette, a rainha da Bélgica e verdadeira entusiasta, se apaixonou pelo Griffon e começou a criar a raça promovendo-a pela Europa e pelo resto do mundo. Em 1889, o “Clube do Griffon de Bruxelas” foi formado na cidade com a variedade de pelagem macia-lisa chamada de Griffon Brabancon. Ambos os Griffons de Bruxelas de pelagem áspera e macia foram exportados para a Inglaterra no início de 1890. Em 1898, a raça foi admitida ao Livro de Garanhões Inglês, e clubes foram formados para desenvolver a raça. O Griffon achou o seu caminho para os Estados Unidos na mesma época. Em 1899, os primeiros Griffons de Bruxelas foram registrados na AKC e foram expostos na exposição de Westminster Kennel Club, e reconhecidos oficialmente em 1900.

Griffons durante e pós Grandes Guerras

A quantidade de Griffons diminuiu durante a Primeira e a Segunda Guerra, tanto na criação como dentro das casas como animais de estimação — um luxo que poucos podiam sustentar. Já no final da Segunda Guerra Mundial, os Griffons foram quase extintos no seu país de origem, mas conseguiram persistir na Inglaterra graças aos esforços de criadores ingleses.

O Griffon de Bruxelas de hoje

Eles continuam raros, embora tenham ficado na moda por um tempo em meados de 1950, e depois novamente no final dos anos 1990s, depois de uma aparição no filme “As Good As It Gets” (Melhor Impossível) protagonizando com Jack Nicholson e outros atores famosos. Muitas outras raças podem ter contribuído para o Griffon de Bruxelas de hoje, como o Affenpinscher, o Toy Spaniel Inglês, o vira-latas Belga, Yorkshire Terrier e os Terriers Irlandeses.

Aparência do Griffon de Bruxelas

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Griffon De Bruxelas com sua barbicha característica da raça. (Créditos/Copyright: “Por Sergey Lavrentev/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas possui a cabeça grande, redonda com uma testa abobadada e uma parada profunda. O focinho é bem curto, achatado, com um nariz preto também curto. Ele possui uma mandíbula sobre a outra com uma língua pendurada. Os olhos negros são separados e proeminentes com cílios longos e negros. As orelhas são altas, tanto amputadas como naturais — semi-eretas; quando amputadas as orelhas são eretas e pontudas. As patas são retas e a cauda é alta e cortada em cerca de 1/3 do seu comprimento. Nota: amputação de orelhas ou caudas é ilegal em quase toda Europa.

O focinho e a cara achatada dos Griffons, seu queixo proeminente, e seus olhos esbugalhados, foram muito comparados aos Ewoks ou criaturas Wookie de Star Wars. Sendo “Cara de Macaco” um termo muitas vezes usado para descrever o Griffon de Bruxelas.

Há duas outras variedades de Griffon além do Griffon de Bruxelas — o Griffon Belga de cobertura longa, áspera que consiste em pêlos rígidos, duros, densos e grossos com mechas de franja ao redor de sua face; o Petit Brabancon a terceira variedade sendo o oposto, de cobertura macia, brilhante, lisa e curta, que fica rente ao corpo, sem traços de pêlos rígidos.

Fisicamente, o Griffon de Bruxelas possui uma pelagem mais longa e mais dura que os outros Griffons, sem que haja nenhum pêlo sedoso no corpo, resultado dos cruzamentos seletivos entre variadas raças, incluído o Yorkshire Terrier e o Pug. Os pêlos na cabeça são levemente mais longos ao redor dos olhos, bochechas e queixo. Essa pelagem dá ao Griffon de Bruxelas a vantagem de resistir a climas mais frios e a neve embora não seja eficiente sob temperaturas rigorosas.

A sua pelagem pode ter uma variedade de cores que incluem o vermelho (marrom avermelhado com um pouco de preto no queixo e nos bigodes); preto e castanho (preto com marcas vermelhas abaixo do queixo, acima dos olhos, ao redor das pontas das orelhas e nas patas); belge (mistura de preto e marrom avermelhado normalmente com uma máscara preta e bigodes); ou todo preto (sólido).

Ambiente Ideal para o Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas filhote tirando uma soneca do colinho do seu dono. (Créditos/Copyright: “Por Grisha Bruev/Shutterstock”)

O Griffon é pequeno mas muito ativo dentro de casa, e por isso é capaz de se exercitar sozinho. Eles podem ser perfeitamente felizes em uma casa ou apartamento pequeno e ficam satisfeitos mesmo sem ter um jardim. Without a doubt, Griffons are housedogs. But so long as they’re inside with the family, their small size makes them suited to any household, from city highrises to country estates.

Temperamento & Personalidade do Griffon de Bruxelas

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Griffon de Bruxelas de pelagem preta barbicha e bigodes. (Créditos/Copyright: “Por Irina Malikova/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Como todo cão, o Griffon de Bruxelas precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Griffon cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

A reputação de travesso precede o Griffon de Bruxelas. Essa natureza travessa provavelmente foi herdada de uma influência terrier em sua ancestralidade. O Griffon é um cão extremamente inteligente, alerta e sensível, com um senso de humor e uma vaidade que é uma fonte constante de diversão para a sua família. Eles costumam ser mandões e irão mandar na casa sempre que possível, mas no fundo ele é um “molenga” que ama estar com a sua família e está sempre em necessidade constante do tempo e da sua atenção deles.

Cada raça usada no seu desenvolvimento contribuiu para características únicas em temperamento e personalidade, tanto é verdade que o Griffon Bruxelas pode ser encontrado em uma variedade de temperamentos, que podem variar desde extrovertido e ativo (herança terrier) à reservado até tímido (influência Toy Spaniel Inglês), com a maioria deles se encaixando no meio desse espectro.

Mesmo assim, na maioria das vezes, o Griffon é alegre, afetuoso, amável e muito adaptável, que ama o seu dono acima de tudo. O termo “Cão Velcro” é muito utilizado para se referir ao Griffon, justamente por preferir estar junto de suas pessoas favoritas o tempo inteiro. Apesar de muito afetuoso, é do tipo de um dono só — ficam muito ligados a uma única pessoa e o resto da família nunca terá a mesma importância.

Sem amor e atenção, não importa o quanto as suas outras necessidades forem supridas, o Griffon irá consumir-se e reverter para o mau comportamento para chamar atenção e deixar que você saiba que ele não está nem um pouco feliz em ser ignorado. Como os elefantes, o Griffon também possui boa memória para os incidentes que ele costuma interpretar como maus tratos, como ser deixado sozinho quando todo mundo sai de casa para fazer algo e não o inclui.

Em resposta, ele é famoso por maus comportamentos como fazer suas necessidades em locais inapropriados, virar latas de lixo ou cestos de roupa suja, invadir o banheiro e desenrolar papel higiênico ou sair pisoteando teclados de computador ou outras coisas pela casa. A caixa canina não é apenas um bom conselho ou um boa ideia, mas uma necessidade quando o Griffon tiver que ficar sozinho em casa.

Mas quando o Griffon está feliz, ele simplesmente adora ficar correndo e brincando pela casa, além de entreter a sua família correndo em círculos no jardim. Normalmente, Griffons se dão bem com outros animais de estimação, mas como a maioria das raças toy de companhia, eles são completamente alheios ao tamanho deles e precisam ser protegidos deles mesmos devido aos rompantes de comportamentos agressivos como tentar dominar outros cães do dobro de tamanho deles ou se meter em encrencas maiores ainda.

O Griffon também não é uma das melhores escolhas para famílias com crianças. Eles preferem ser o centro das atenções e por isso não apreciam a companhia de crianças ou dividir a atenção e os holofotes com elas. Além disso, muitas vezes as crianças mais novas forçam e exageram na atenção dada ao cachorro, e não entendem que o pequeno Griffon tão fofinho possa não gostar de tantos beijos e abraços. O seu tamanho também não ajuda no trato com as crianças, pois eles podem facilmente ser machucados, pisoteados ou derrubados por elas.

Você ficará surpreso em saber que é essencial para o Griffon ter um jardim devidamente cercado — cerca que não pode ser cavada ou pulada. Alguns podem escalar cercas como verdadeiros macacos ou saltar como Superman sendo capazes de escapar de qualquer jardim ou quintal cercado. Para o tamanho deles, até que eles são bastante atletas. Tudo isso porque são bem curiosos e muito interessados nos seus arredores. É imperativo também que eles sejam socializados desde filhotes, pois também possuem uma propensão a ser muito sensíveis.

Por causa da sua aparência facial quase humana, que lhe rendeu até o apelido de “cara de macaco”, alguns são tratados como se não fossem cachorros, mas pequenos humanos. E na maioria das vezes esse tratamento acaba levando ao desenvolvimento da “Síndrome do Cachorro Pequeno” — o cachorro passa a pensar que é o dono da casa, dizendo a todos o que devem ou não fazer — uma combinação letal para uma raça que já possui a característica de adorar ser o centro das atenções.

Quando humanos permitem que o cão tome conta da casa, isto acaba causando vários níveis de problemas de comportamento, incluindo teimosia, exigência exagerada, latidos excessivos, guarda de objetos e locais de forma obsessiva, ansiedade de separação, surtos agressivos e até morder. Eles se tornam perigosos ao redor de crianças e às vezes até com adultos.

Sem a quantidade suficiente de estímulos mentais e exercícios, eles ficam tensos, temperamentais e mal humorados e sensíveis demais. Estas não são características naturais do Griffon, mas comportamentos induzidos por humanos pela falta de liderança firme, confiante e consistente, que saiba dar regras e limites para que saibam o que podem ou não podem fazer, além de uma quantidade adequada de exercícios.

Sem uma liderança adequada em que as regras e limites estejam bem claros, Griffons podem rapidamente de tornarem autoritários, simplesmente porque a maior parte das pessoas que possuem cachorros de porte pequeno costumam tratá-los de forma inadequada, sem que haja uma liderança firme e clara, causando assim alguns comportamentos negativos no cachorro. Até as crianças devem aprender a lidar com o cachorro e serem seus líderes.

Qualquer cachorro que apresente comportamentos como rosnar, surtar ou morder, está demonstrando que falta liderança. Estes problemas costumam surgir quando a pessoa não consegue distinguir um comportamento natural canino e confunde com emoções humanas, acabando com um cão que pensa que é o dono da casa. Mesmo sendo uma raça de porte pequeno, a pessoa PRECISA entender e seguir à risca o conceito de como manter um cachorro na linha em casa. Estes problemas podem ser corrigidos logo que os humanos passarem a ter controle sobre o cachorro.

Griffons equilibrados que possuem donos que não permitem que eles desenvolvam Síndrome do Cachorro Pequeno, não irão apresentar estes comportamentos negativos. Griffons que possuem líderes firmes, confiantes e consistentes e que recebem estímulos mentais e físicos suficientes serão sempre excelentes companhias para a família.

O Griffon perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cãozinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seus estilo de vida e personalidade.

Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Escolha sempre o filhote que seja um meio-termo, não aquele que estiver mordendo ou judiando dos outros filhotes, nem aquele que estiver timidamente acuado em um cantinho. Tente sempre conhecer um de seus pais — normalmente é a mãe que fica disponível — para garantir que que ele tenha um temperamento que te faça sentir-se confortável com ele. Conhecer irmãos ou outros parentes também ajuda a avaliar como o filhote será na idade adulta.

Cuidados e Manutenção do Griffon de Bruxelas

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Griffon no parque vestindo sua roupinha de inverno.(Créditos/Copyright: “Por Okssi/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Griffon à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Uma introdução cedo mostra para o teimoso Griffon que manutenção é um hábito normal da sua vida, e o ensina a aceitar com paciência todo o processo.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento precoce dos dentes.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente para evitar lágrimas dolorosas e outros problemas. Se você pode ouvir suas unhas batendo no chão, elas estão longas demais. Unhas caninas possuem artérias, se você cortá-las demais causará sangramento — e o seu cão pode não querer cooperar nas próximas vezes. Por isso, se você não tiver experiência ou não se sentir confiante para a tarefa, procure ajuda profissional. Cheque também suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mau cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

A pelagem do Griffon Belga e o de Bruxelas precisam de mais manutenção e cuidados que o Griffon de pelagem macia. Para manter a pelagem sempre com uma aparência asseada, deve-se escovar semanalmente os Griffons de pelagem áspera com uma escova de cerdas naturais para retirar os pêlos mortos e depois pentear com um pente de metal de dentes médios. Escovações diárias são ainda melhores para manter os pêlos brilhantes, limpos e evitar embaraços e nós. A barba ao redor da boca deve ser mantida limpa regularmente para evitar pedaços de comida e sujeira e evitar que endureça ou que aglomere.

No mínimo duas vezes por ano ou de 3 a 4 meses, eles precisam de manutenção profissional especializada. Os pêlos precisam ser arrancados à mão para permitir o crescimento de pêlos novos e manter a textura dos pêlos áspera. Alguns criadores podem mostrar como deve ser feito, ou um profissional especializado pode fazer, mas não é todo mundo que sabe fazer. Isto mantém os pêlos duros com a textura áspera, reduzindo escamações e quedas.

Não existem cães hipoalergênicos, mas pessoas alérgicas a cachorros reagem melhor aos Griffons de pelagem áspera. Este tipo de pelagem é melhor para quem tem alergias. Além disso, você pode manter o Griffon na tosa do tipo Schnauzer para não ter que lidar com essa manutenção de arrancar os pêlos, mas se tiver alergia seria melhor aprender a fazer ou encontrar alguém que faça. Tosar faz com que os pêlos fiquem mais macios, e o cão acaba soltando mais pêlos.

Por outro lado, Griffons de pelagem macia, não precisam de muita manutenção além de escovações semanais e banhos ocasionais quando começam a feder. Se o seu Griffon gosta de brincar no jardim e depois tirar uma soneca no sofá ou na sua cama, então é melhor que tome banhos semanalmente. Desde que se use shampoo feito para cachorros e que seja totalmente enxaguado, não irá secar a sua pele ou arruinar os pêlos.

Saúde do Griffon de Bruxelas

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Griffon deitado no banco do parque em dia de outono.(Créditos/Copyright: “Por Okssi/Shutterstock”)

Griffon de Bruxelas – Principais doenças da raça.
Sabe-se que cada raça de cachorro tem predisposição a determinadas doenças. O Griffon de Bruxelas, infelizmente, não passa ileso a essa regra. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças de cachorros que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um cachorro de uma raça específica, sem dúvida, ajuda muito conhecer os riscos.

É muito importante, também, comprar cães de criadores éticos e responsáveis. Procure sempre conhecer, portanto, o trabalho do criador e os pais do seu filhote. Verifique se os pais possuem alguma doença que possa ser eventualmente transmitida à próximas gerações. Questione o criador sobre isso.

Fatores anatômicos do Griffon de Bruxelas

Primeiramente, o Griffon de Bruxelas, assim como o Pug, Shih Tzu, Boston Terrier, Buldogue Inglês, é uma raça braquicefálica, ou seja, possui focinho curto. Portanto, já por causa desta característica, cães desta raça são predispostos à chamada síndrome braquicefálica.

Trata-se de múltiplas anormalidades anatômicas comumente encontradas em cães braquicefálicos. Estas anormalidades incluem narinas estenóticas, palato mole alongado, sáculos laríngeos evertidos, colapso laríngeo e em algumas raças, traquéia hipoplásica.

Todas essas irregularidades impedem o fluxo de ar através das vias aéreas superiores, causando uma sintomatologia clínica característica, ou seja, respiração ruidosa, cianose e, em casos mais graves, síncope.

O fato do nariz da raça ter sido reduzido ao longo dos anos, prejudicou gravemente o seu funcionamento. Para o cão, a redução drástica da respiração nasal significa, de fato, a perda do seu principal órgão termorregulador. Isso impede, portanto, que liberte o calor corporal em quantidade suficiente, levando a um aumento da temperatura corporal interna, passível de produzir colapso e morte por hipertermia.

É por estes motivos que companhias aéreas não costumam aceitar embarque com cães braquicefálicos.

Além das doenças comuns em raças braquicefálicas, o Griffon de Bruxelas tem predisposição aos distúrbios a seguir:

Problemas oculares

O achatamento do focinho leva a protusão ocular. Ou seja, os olhos ficam mais à superfície, mais expostos a ficarem secos ou a sofrer ulcerações. Em casos graves, as pálpebras são incapazes de fechar e lubrificar os olhos.

Os problemas oculares mais comuns em Griffons de Bruxelas são:

Atrofia Progressiva da Retina – Doença de origem hereditária que leva à cegueira, normalmente de ambos os olhos do cão. Infelizmente não tem cura.
Catarata – Griffons de Bruxelas têm predisposição ao desenvolvimento de catarata.

Distúrbios bucais

Doença Periodontal

A doença periodontal é, certamente, o distúrbio mais comum da cavidade oral de cães, principalmente de pequeno porte. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras.

Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Problemas ortopédicos

Luxação de Patela

Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur, durante a fase de crescimento e adulta dos cães. A causa pode ser congênita ou traumática.

Displasia coxofemoral

Distúrbio mais comum em cães de grande porte, que tem crescimento muito rápido. Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. A causa pode ser congênita ou traumática.

Distúrbios neurológicos

Siringomielia

Doença complexa comum em Griffon de Bruxelas assim como em cães da raça Cavalier King Charles. É uma condição que afeta o cérebro e coluna vertebral. Pode causar sintomas que vão desde desconforto leve a dor, além de possível paralisia parcial. A Siringomielia é caracterizada por cavidades cheias de fluido no interior da medula espinal.

Alergia Alimentar

As alergias alimentares constituem a terceira causa de doenças dermatológicas caninas, vindo depois das alergias a pulgas e da dermatite atópica (uma doença genética que envolve o sistema imunológico).

Dentre as raças mais suscetíveis às alergias, destacam-se (além do Griffon de Bruxelas): Shar-Pei, Pastor Alemão, Golden retriever, Boxer, West Highland White terrier e Bull terrier, além dos Buldogues inglês e Buldogue francês.

Cães com hipersensibilidade alimentar apresentam sinais de prurido intenso e pele avermelhada.

Outras observações

Claramente, o Griffon de Bruxelas, assim como todos os outros cachorros, pode desenvolver outras doenças ao longo da vida, mesmo não tendo predisposição racial.

Por isso, o acompanhamento do médico veterinário, assim como conhecer bem seu próprio cachorro, é essencial para detectar precocemente a presença de alguma patologia.

Criadores responsáveis costumam investigar e testar seus cães para evitar a transmissão de doenças genéticas a outras gerações. O certo seria reproduzir apenas os indivíduos saudáveis. Entretanto, um filhote pode, de fato, desenvolver uma destas patologias mesmo em reproduções cuidadosas.

Lembre-se que depois de levar um filhote para casa, a responsabilidade de protegê-lo é do tutor. Manter o seu Griffon em um peso adequado, evitando a obesidade canina, é uma das maneiras mais fáceis de manter a saúde do seu cachorro, durante a vida inteira.

Em geral, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. O Griffon costuma viver cerca de 12 a 15 anos, e ter cerca de 2 a 3 filhotes por cria.

(Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dra. Valentina Vecchi, CRMV/SP:21838)

Atividade & Exercícios do Griffon de Bruxelas

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Griffon filhote preto e castanho no gramado do parque.(Créditos/Copyright: “Por otsphoto/Shutterstock”)

O Griffon de Bruxelas é uma raça ativa com muita energia, sempre na procura de ação. Ele precisa se estímulos físicos e mentais diários, e o seu tamanho faz com que esta estimulação seja possível mesmo dentro de casa ou através de jogos no jardim.

Embora não possa viver fora de casa, isolado em um canil ou jardim nos fundos, o Griffon adora oportunidades para brincar no jardim. Mesmo assim, as caminhadas ainda são muito importantes para que ele satisfaça seus instintos caninos primais. Enquanto caminha, ele deve sempre se manter ao lado ou atrás da pessoa que segura a guia, para que ele saiba quem é o líder. Cães que não fazem suas caminhadas diariamente são mais suscetíveis a apresentar problemas de comportamento.

É bom lembrar que por causa do seu focinho achatado (raça braquicefálica), Griffons não podem resfriar o ar que respiram, e podem superaquecer em dias muito quentes e úmidos. Ataques cardíacos são um perigo eminente para eles, por isso mantenha-os longe do sol forte e em algum local de sombra, mais frio em dias muito quentes.

Sempre observe sinais de exaustão por calor — respiração ofegante profunda e lentidão. Sinais mais sérios incluem acessos de vômitos ou diarréia e epilepsia. Não permita que ele fique horas brincando no calor, e forneça sempre muita água fresca.

A sua inteligência e a sua capacidade atlética faz do Griffon um excelente competidor em esportes caninos como agilidade e obediência, até mesmo tracking, desde que você consiga persuadi-lo de que estas atividades valem à pena. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro.

Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo ao seu lado.

Treinamento do Griffon de Bruxelas

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Griffon preto filhote brincando. (Créditos/Copyright: “Por Irina Malikova/Shutterstock”)

Comece a treinar o seu filhote no dia que levá-lo para a sua casa. Mesmo com 8 semanas ele é capaz de absorver tudo o que você puder ensinar. Não espere que ele tenha 6 meses de idade para iniciar o seu treinamento ou você terá que lidar com um cachorro mais teimoso. Você pode começar o treinamento do seu Griffon em casa e socializa-lo com familiares e amigos até que ele complete todas as vacinas.

Griffons ama seus donos, são bem inteligentes e serão sempre rápidos e ávidos para aprender novos truques. Mesmo assim, eles podem pensar de forma independente, ser às vezes temperamentais, exigentes e ainda são famosos por ser difíceis de treinar dentro de casa, mas com consistência e muita paciência, você se sairá muito bem. Treine-os com amor, usando técnicas de esforço positivo que incluem recompensas e elogios, é a única forma de conseguir a cooperação do Griffon.

O Griffon de Bruxelas precisa de um treinador gentil, mas firme e forte para evitar o desenvolvimento da “Síndrome do Cachorro Pequeno”, mas aquele que for tratado de forma dura ficará ainda mais teimoso e não irá ceder uma vez que decidir o que irá fazer — ou não fazer. Você não pode forçá-lo a fazer nada, mas pode fazer com que ele acredite que a ideia foi dele.

O melhor é manter o treinamento interessante já que eles perdem também o interesse rapidamente. Aulas de obediência são recomendadas mas não são obrigatórias. Mantenha as sessões de treinamento curtas e sempre as termine com um elogio a algo que ele tenha feito de bom. Mantenha este treinamento sempre divertido e você sempre terá a atenção dele e sucesso garantido.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

O treinamento da caixa é algo também fortemente recomendado para o Griffon de Bruxelas. Não só ajuda no treinamento dentro de casa, mas também serve como um espaço para se acalmar e relaxar, além de evitar que ele saia destruindo ou mastigando tudo por ai enquanto você estiver fora. A caixa é apenas uma ferramenta, não uma jaula, por isso não mantenha-o preso ali por longos períodos. O melhor lugar para o seu Griffon é sempre junto de você.

Ensinar o seu cachorro a deitar, sentar e ficar no lugar é vital para o treinamento de um filhote, procure se informar sobre como adestrar o seu cachorro, é muito comum cometer erros durante o processo de treinamento

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Pastores e Boieiros

Border Collie

O Border Collie é uma raça canina que foi desenvolvida no século XIX na Grã-Bretanha, nas fronteiras Anglo-Escocesas, entre Escócia e Inglaterra, para controlar e pastorear rebanhos, principalmente de ovelhas. Por esta razão, a raça foi desenvolvida especificamente para trabalhar, estritamente por inteligência e obediência ao invés de aparência.

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Border Collie

Origem: Reino Unido
Data de origem: século XIX
Grupo de Raças: FCI Grupo 1 – Cães Pastores e Boiadeiros (exceto Boiadeiros Suíços) / AKC Pastores.
Função original: cão pastor
Função atual: cãopastor e cão de companhia
Outros nomes ou apelidos:
Tamanho: porte médio
Altura: Machos de 48 cm a 56 cm / Fêmeas de 46 cm a 53 cm.
Peso: Machos de 14 kg a 20 kg / Fêmeas de 12 kg a 19 kg
Cores: preto e branco ou castanho e branco, com marcas beige.
Pelos: lisos, macios, duros e compridos.
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 10 a 15 anos
Filhotes: cerca de 5 a 7 filhotes, padrão de 6.
Reconhecimento (Canil): ABC; ACA; ACR; AIBC; AKC; ANKC; APRI; CKC; DRA; FCI; KCGB; NAPR; NKC; NZKC; UKC.

Introdução à raça Border Collie

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Grupo de Border Collies de todas as cores juntos no parque. (Créditos/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

O Border Collie é muitas vezes considerada uma das melhores raças pastoras, além de altamente inteligente, extremamente energética, acrobática e atlética. Uma das raças mais populares e mais vendidas no dias de hoje. Eles possuem excelentes características, mas são especialmente conhecidos pelo seu olhar fixo intenso, uma forma de encarar que controla o rebanho enquanto trabalha. Mas se há um lado obscuro em sua energia e atitude “workaholic”, isso fica mais evidente quando adotado por uma família que não o entende.

O Border Collie não é do tipo que vai ficar enrroscado com seu dono no sofá. Ele não gosta de ficar agarrado a ninguém, muito menos ficar sem fazer nada. Ele quer — e precisa — de um trabalho ou tarefa. Aguêntar a intensa energia física e mental de um Border Collie é exaustivo, até desesperador para um dono ou família que deseja um animal de estimação mais tranquilo.

Border Collies exigem e necessitam de atividade, seja pastorear rebanhos ou competir em esportes caninos, por isso prepare-se para mantê-lo bastante ocupado.

O Border Collie branco e preto é o mais familiar, mas a raça pode ter várias combinações de cores e marcações. Eles podem ser sólidos, bicolores, tricolores e de comprimento curto a médio. Escovações semanais os mantém desembraraçados. E embora adorem ficar do lado externo da casa, o Border Collie não é um cão que deve dormir do lado de fora. Ele foi criado para trabalhar em parceria com pessoas, e mesmo sendo um animal de estimação, deve dormir junto da família, dentro de casa, ou pode se tornar solitário, entediado e destrutivo.

Por ser a mais obediente das raças, pode se tornar um animal desastroso se não lhe for dado uma tarefa desafiadora todos os dias. Com exercícios suficientes, é capaz de ser uma companhia leal. Dito isso, com o dono certo, o Border Collie é simplesmente maravilhoso. A sua inteligência e natureza dócil fazem com que seja fácil treiná-lo. E se for bem socializado e treinado desde filhote, pode se adaptar a quase qualquer situação de moradia que forneça os exercícios mentais e físicos que ele precisa.

O Border Collie combina com quem é ativo como ele, especialmente com quem estiver disposto a se involver em esportes caninos – agilidade, flyball, jogos de frisbie, obediência, rastreio – ou ensiná-lo a fazer algumas tarefas pela casa. Eles são mais adequados à lares com jardim e famílias que dispensarão tempo para treiná-lo e trabalhar com eles. Se você estiver disposto a fornecer a liderança que ele precisa, treiná-lo de forma consistente, e dar à ele muitas oportunidades para se exercitar e exaurir toda a sua energia e inteligência, o Border Collie pode ser o cão certo para você.

Origem da raça Border Collie

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Border Collie filhote com carinha “triste”. (Créditos/Copyright: “Aneta Jungerova/Shutterstock”)

O Border Collie é descendente dos Collies corredores, um tipo de cão pastor muito comum nas Ilhas Britânicas. Menções sobre o tipo “Collie” ou “Colley” apareceram primeiro ao final do século XIX, embora a palavra “collie” seja ainda mais velha e possui a sua origem na linguagem escocesa.

Acredita-se que a palavra “collie” vem de uma antiga palavra Celta que significa “útil”.

Apesar de todas estas especulações quanto a origem de seu nome e significado, o Border Collie foi primeiramente chamado de “Cão Ovelha Escocês” originando-se em Northumberland, uma área junto às fronteiras da Escócia e Inglaterra. Portanto, é bem provável que seu nome tenha vindo do seu local de origem ao longo destas fronteiras Anglo-escocesas. Estes cães provavelmente eram usados pelos Vikings para pastorear renas, e foram cruzados com raças inglesas antigas de deslocamentos e com Spaniels. Por esta razão, pode-se afirmar que o Border Collie é o resultado de cruzamentos por funcionalidade acima de qualquer outro critério por mais de um século.

Por volta de 1.800, uma variedade de cães pastores com estilos diferentes de pastorear existiram na Grã-Bretanha. Os tipos variavam dependendo do terreno em que atuavam ou do trabalho desempenhavam em cada região. Alguns eram cães de “busca”, capazes de circular o gado, juntando-os e trazendo-os para perto do pastor.

A maioria deles eram cães barulhentos, tendendo a mordiscar e latir ao desempenhar o seu trabalho. Todos estes cães pastores acabaram sendo associados a estas regiões ficando conhecidos por diferentes nomes como Cão Pastor Galês, Pastores do Norte, Collies das Montanhas e Collies Escoceses. Por esta razão, o nome do Border Collie reflete a sua herança parcialmente Escocesa, pelas fronteiras entre estes dois países, Escócia e Inglaterra.

Hemp – o Cão Pastor Escocês

Em meados de 1.860, estes Cães Pastores Escoceses foram mostrados na segunda exposição de cães na Inglaterra, um campeonato que indiretamente levaria aos primeiros Border Collies, como por exemplo o cão de nome “Hemp”, que se destacou em competições e assim gerou uma enorme quantidade de descendentes. Ele costumava pastorear sem latir e mordiscar, mas calmamente fixando seu olhar nas ovelhas intimidando-as a se mover.

“Hemp” é considerado o pai de todos os Border Collies modernos – daí a sua reputação de “workaholic” por causa do seu instinto de unidade e amor ao trabalho, e o seu “olhar” penetrante capaz de dominar qualquer tipo de rebanho, agachando-se e hipnotizando os animais com este seu olhar intenso.

O padrão da raça Border Collie

Rompantes sobre a superioridade de certos cães era natural; e em 1.873 a primeira competição entre cães pastores foi organizada para decidir estes rompantes. Em 1.876, R.J. Lloyd Price trouxe cerca de 100 ovelhas galesas ao Palácio Alexandra em Londres para uma demonstração. Uma nota no Jornal Pecuária descrevia o espanto dos espectadores quanto ao entusiasmo dos cães, cuja a única assistência recebida de seus manipuladores foi na forma de sinais e assobios.

Em uma viagem ao Castelo Real de Balmoral um pouco depois disso, a Rainha Victoria viu um destes cães e imediatamente se apaixonou por ele tornando-se uma enorme admiradora da raça. Foi então que as diferenças entre o Collie de hoje e o Border Collie começaram a se formar. Contudo, o nome Border Collie não havia sido usado até depois da Primeira Guerra Mundial, quando precisaram diferenciar os cães de trabalho e de exposição.

Por esta razão, em 1.906 o primeiro padrão foi estabelecido, mas ao invés dos padrões físicos da maioria das raças, foi mais uma descrição de suas habilidades e funções enquanto trabalhadores, e este ênfase tem estabelecido o seu padrão de raça desde então. Tanto é que estes cães eram simplesmente chamados de cães pastores; e apenas em 1.915 que o seu nome Border Collie foi estabelecido em referência a sua origem nas fronteiras inglesas e escocesas.

O Border Collie nos dias de hoje

O Border Collie veio para os Estados Unidos e rapidamente conquistou a todos com suas habilidades de pastoreio e obediência, e em 1.995 a AKC reconheceu a raça. Sendo uma das raças mais treináveis, o Border Collie também já serviu como cão de narcóticos e detecção de bombas, além de ter altos desempenhos em competicões de obediência, agilidade, Frisbee™, trabalhos policiais, busca e salvamento, Flyball, entre outras tarefas.

Aparência do Border Collie

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Border collie adulto e seu olhar sempre alerta. (Créditos/Copyright: “Lobstrosity/Shutterstock”)

O Border Collie é um cão de porte médio que lembra muito um Pastor Australiano, mas existem dois tipos de Border Collies: aqueles desenvolvidos estritamente por seus talentos de pastoreio e aqueles para competicões de aparência e eventos de desempenho promovidos pela AKC eoutros canils. Durante todo o século XX, criadores escolheram cães baseados em suas habilidades de trabalho, e estes cães variavam bastante na aparência. Porém, em 1995, a AKC reconheceu o Border Collie e desde então a raça se divide em duas linhas, de exposição e trabalho.

Os cães de exposição tendem a ser menores e mais atarracados com pelagem densa, enquanto os pastores são mais diversos em tamanho, tipo de pelagem e aparência geral.

O BC tem ossatura forte, é levemente mais longo que alto, e combina graça, agilidade, substância e vigôr ao seu porte. O seu caminhar é suave, abrangente e incansável, sempre se movendo com discrição e força. É capaz de mudar de direção e velocidade com rapidez e de forma inesperada. Ainda apresentam uma agilidade incrível, mesmo depois de trabalhar por longos períodos. A sua expressão é sempre inteligente, alerta, ávida e cheia de interesse, um reflexo do seu temperamento.

O seu crânio relativamente reto possui largura moderada e é do mesmo comprimento que o seu focinho, com uma parada moderada. Seus dentes fortes se encontram em mordida de tesoura. Seus olhos ovais ficam bem separados e podem ser marrons, exceto em cães marmorizados onde um ou ambos os olhos podem ser azuis. As orelhas também podem variar — alguns possuem orelhas totalmente eretas, outros caídas completamente e outros semi-eretas. As pernas dianteiras são retas quando vistas de frente, mas levemente curvas quando vistas de lado. A sua cauda é baixa, podendo se levantar quando o cão estiver excitado.

O Border Collie tem dupla camada de pelos em quantidade moderada, que podem ser tanto macios como duros, muitas vezes grossos e que soltam com frequência. A pelagem é resistente ao clima, densa e rente à pele com uma camada exterior mais áspera e a interior mais macia. O tipo de pelos macio é curto por todo o corpo, e penugens são mínimas; já o de pelos duros pode ser de comprimento médio a longo e de textura levemente ondulada. Embora BCs branco e pretos sejam os mais comuns, a raça pode ter uma variedade de cores e padrões.

Alguns deles incluem: preto tricolor (preto/castanho/branco), vinho e branco, e vinho tricolor (vinho/castanho/branco), assim como outras cores como cinza, lilás, marmorizado de cinza, malhado com cinza, vinho e vermelho Australiano, que é menos comum. Alguns também podem ser de uma única cor. A variação de pelos longos pode ter também uma juba e rabo mais abundante. Os pelos na face, orelhas e patas da frente são sempre curtos e finos.

Ambiente Ideal para o Border Collie

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Border Collie deitado na areia da praia num dia de verão. (Créditos/Copyright: “Acuitas/Shutterstock”)

Devido à sua herança de cão trabalhador, os Border Collies são muito exigentes, brincalhões e energéticos. Eles preferem lares que possam lhes fornecer muito espaço para brincar e se exercitarem, tanto com humanos quanto com outros cães. Por esta razão, o Border Collie não é recomendado para viver em apartamento ou lares menores.

Eles costumam ser muito ativos mesmo dentro de casa e ficam melhor em espaços maiores. A raça não é adequada para viver presa na coleira no quintal o dia inteiro, mas pode até se acostumar em um canil desde que tenha muitas oportunidades de atividades diárias e tenha bastante companhia do seu dono em outros momentos. Eles podem viver do lado de fora da casa em climas temperados a frios, mas preferem ficar com a família do lado de dentro também. Deve sempre ter acesso ao jardim. E são ótimos cães para viver em fazendas ou em qualquer outro ambiente rural onde possam correr, vadiar livremente, e de forma segura!

Temperamento & Personalidade do Border Collie

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Border Collie filhote nos ombros de sua dona. (Créditos/Copyright: “CL Bilder/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Border Collie precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu BC cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Border Collie é uma raça inteligente; de fato, é mundialmente considerada a raça canina mais inteligente que existe. A sua personalidade é caracteristicamente alerta, energética, vigorosa, trabalhadora e sagaz. Ele aprende rápido — tão rapidamente que às vezes é até difícil mantê-lo desafiado. Embora o seu principal papel tenha sido o de cão pastor a maior parte da sua existência, o seu tipo tem se tornado cada vez mais popular como animal de estimação.

Por causa da sua personalidade exigente e enorme necessidade de estímulos mentais e físicos em grande quantidade, sendo que muitos Border Collies desenvolvem comportamentos neuróticos em lares que não conseguem fornecer o que eles precisam.

Eles são famosos por mastigarem buracos em paredes, móveis e por cavarem buracos no jardim quando entediados. Embora sejam uma escolha comum entre os animais de estimação, os Border Collies possuem atributos que os tornam menos adequados para aqueles que não possam lhes fornecer os estímulos necessários.

Como muitas outras raças trabalhadoras, Border Collies possuem características de pastores – olhar intenso, agachamento, rastejamento, e comportamento de ajuntamento – que podem ser transferidos para crianças, outros animais de estimação e veículos se estes animais não tiverem orientação, treinamento e uma forma de externar esses instintos para não se voltarem a pessoas e objetos em movimentos.

Nunca deixe de corrigir este tipo de comportamento, e redirija o comportamento dando ao cão tarefas interessantes e exigentes ou jogos que o exercitem e o estimulem de maneira suficiente.

A raça é também responsiva e devotada ao seu dono e ao seu trabalho. É extremamente sensitivo e precisa de interação humana. Ele é capaz de segui-lo ao redor da casa incessantemente. Borders formam fortes laços com a sua família e desejam estar junto dela todo tempo. Esta raça vive para te servir dia e noite, portanto não é um animal de estimação ideal para quem não planeja gastar o seu tempo com ele.

Border Collies também não são recomendados para donos novatos, sedentários ou apáticos ou para um lar onde hajam duas carreiras.

Eles não gostam de ser deixados sozinhos por períodos longos de tempo e costumam sofrer de ansiedade de separação ou se tornam destrutivos. São também muito sensíveis ao som e podem desenvolver fobias de barulhos, especialmente trovoadas, fogos de artifícios, barulhos inesperados ou que não estão acostumados.

O lado bom é que são excelentes cães de guarda e capazes de alertar o seu dono de qualquer coisa ou pessoa fora do ordinário. Como a maioria das raças pastoras que possuem traços protetores inatos, o BC pode ser mais desconfiado com estranhos. Eles costumam se dar com outros cães se forem criados juntos, mas não são confiáveis para serem deixados sozinhos com gatos ou outros animais de estimação menores.

Socialização desde cedo e frequênte é essencial para prevenir que eles fiquem tímidos ou agressivos na presença de pessoas que não conhecem.

Desde que obtenham atividades suficientes para mantê-los ocupados e com muitos exercícios, o Border Collie acaba mantendo boas relações com crianças e outras pessoas, mas ainda podem ser agressivos com outros cães do mesmo sexo se seus donos não forem capazes de mostrar 100% de liderança. O Border Collie além de muito inteligente está sempre ciente dos seus arredores.

É capaz de ser treinado a um alto nível. Esta é uma das raças mais trabalhadoras que prosperam com louvor, e é ainda muito renomado por ser altamente sensível a cada comando de seus donos, desde um apito a um sinal de mão ou um levantar de sobrancelhas. Border Collies também estão entre os líderes em níveis variados de competições esportivas caninas. Eles sempre irão desafiar a autoridade dos seus donos quando ainda adolescentes. Seus níveis de dominância podem variar brutalmente, mesmo em uma mesma cria. Você deve ser sempre firme, confiante, consistente, ou ele pode tentar assumir o comando.

Para serem completamente felizes, Border Collies precisam de liderança consistente e constante, exercícios diários e um trabalho para ocupar suas mentes.

O Border Collie perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

No caso do Border Collie, multiplique potencial destruidor por 10. E qualquer cão pode ser um desafio durante a sua adolescência, e os anos “teen” do Border Collie podem começar aos 4 meses e continuar até que ele tenha 16 meses de idade. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Border Collie

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filhotes de Border Collies rolando na grama na farra. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Border Collie à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas.

O Border Collie não é afeminado, não tem frescuras e não precisa de cuidados excessivos para mantê-lo com boa aparência. A sua pelagem resistente à água precisa de escovações semanais para manter os óleos de seus pelos bem distribuídos, e para evitar os nós e embaraços, principalmente a variedade de pêlos duros. Um cuidado especial é necessário quando a camada de pelos macia e densa de baixo está caindo, e aí a escovação deve ser maior durante esse período. Banhos apenas quando necessários — a cada 4 meses ou quando estiver muito sujo e cheirando mal.

Atividade & Exercícios do Border Collie

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Border Collie em plena ação pulando obstáculo de competição de agility.(Créditos/Copyright: “Mackland/Shutterstock”)

Apenas exercícios físicos não são suficientes para esta raça inteligente e altamente energética. Eles gostam de trabalhar e devem fazer isso de corpo e alma, como se o corpo e a mente fossem um só, capazes de desempenhar diferentes tarefas. Rápido e ágil, eles adoram tanto trabalhar como brincar. Eles devem ser levados para caminhar em longos passeios diariamente. Se não tiverem uma tarefa para fazer, o Border Collie pode se comportar mal. Originalmente criados como cães pastores, o Border Collie é muito focado do seu trabalho e fica muito feliz quando tem tarefas específicas diárias.

Border Collies amam esportes caninos, como o Frisbee. E precisam de muito mais que exercícios físicos, eles precisam de todo estímulo mental e contato próximo ao seu dono e família. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Border Collie

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Border Collie deitado sobre as folhas secas de outono no parque. (Créditos/Copyright: “LexiTheMonster/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Border Collies são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Border Collies são mais suscetíveis a ter defeitos auditivos e oculares. Sendo que displasia de quadril, anomalia ocular de Collie ou CEA, e epilepsia são consideradas as principais doenças genéticas.

CEA é uma doença ocular hereditária congenita involvendo a retina, coróide e esclera. No geral, é uma doença branda que normalmente não implica a perda da visão. Pode estar presente no nascimento e pode ser detectada nos filhotes com 5 a 8 semanas de idade. Dois tipos de perda de audição podem ocorrer também.

O primeiro tipo tem um pigmento associado nos filhotes, embora os filhotes podem ter surdez neuro-sensorial congênita ao nascer também. O segundo tipo é conhecido por perda auditiva no início na idade adulta. Lipofuscinose ceróide neuronal ou NCL é uma doença rara e séria limitada a esta raça.

Síndrome de neutrófilos presos ou TNS é uma doença hereditaria em que a medula óssea produz células brancas, mas é incapaz de liberá-las para a corrente sanguinea. Os filhotes podem ter um sistema imunológico deficiente podendo morrer de infecções que não podem lutar contra. Osteochondrosis Dissecans ou OCD é uma condição ortopédica causada pelo crescimento impróprio da cartilagem nas juntas, geralmente nos cotovelos e nos ombros também.

Displasia de cotovelos também podem ocorrer na raça. Outras doenças menos comuns incluem glaucoma, cataratas juvenil, hipotiroidismo e diabetes. Lembre-se que ao levar para casa um filhote, você tem o dever e o poder de protegê-lo de um dos problemas mais comuns entre todos os cães: a obesidade canina. Manter o seu Border Collie em um peso adequado é uma das maneiras mais fáceis de estender a sua vida.

Border Collies podem viver de 10 a 15 anos de idade, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde. Border Collies costumam ter 6 filhotes por cria.

Treinamento do Border Collie

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Border Collie entre as árvores da floresta. (Créditos/Copyright: “skmj/Shutterstock”)

A tremenda inteligência do Border Collie e o seu desejo de agradar fazem com que o seu treinamento seja bastante simples. Os Border Collies são muito sensíveis e vivem pelos elogios de seus donos. Eles são muito obedientes e ágeis, capazes de aprender uma variedade enorme de truques. Eles estão sempre ávidos a aprender e fazer esportes.

O Border Collie pode ser facilmente treinado, se dá melhor com elogios, consistência, respeito e firmeza. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas. Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo.

Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Devido a sua natureza extremamente sensível eles nunca podem ser tratados de maneira grosseira, por isso é importante tomar cuidado para não ser enérgico e agressivo com ele e colocar tudo a perder.

É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Eles são extremamente talentosos no pastoreio, trabalhos policiais, obediência competitiva, salvamento e busca, competições de Frisbee e Flyball. Border Collies também são usados como cão de terapia e guias para cegos.

Ensinar o seu cão a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos aceitáveis para treinar o seu filhote. Considere o método da caixa se for preciso adaptá-lo a um ambiente seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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Pastores e Boieiros

Collie

O Collie é uma raça canina oriunda da Escócia, das regiões das montanhas, mas também desenvolvida nas planícies escocesas e norte da Inglaterra, onde foi usada principalmente como cão pastor. Sua origem exata é ainda desconhecida, embora se saiba que a raça provavelmente descende de cães pastores. Leia mais sobre ele abaixo:

Índice de conteúdo:

Ficha Técnica da raça Collie

Origem: Reino Unido, Escócia
Data de origem: cerca de 1800
Grupo de Raças: FCI Grupo 1 – Cães Pastor e Boieiros (excepto Boieiros Suíços) / AKC Pastores
Função original: cão pastor
Função atual: cão pastor, cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Rough Collie ou de pelo comprido, Smooth Collie ou de pelo curto
Tamanho: porte grande
Altura: Machos de 61 cm a 66 cm / Fêmeas de 56 cm a 61 cm
Peso: Machos de de 27 kg a 34 kg / Fêmeas de 23 cm a 29 cm
Cores: sable e branco; tricolor, cinza malhado; branco
Pelos: comprido e curto, liso.
Manutenção: moderada
Expectativa de vida: cerca de 14 a 16 anos
Filhotes: cerca de 2 a 8 filhotes, padrão de 5.
Reconhecimento (Canil): CKC; FCI; AKC; UKC; CGB; CKC; ANKC; NKC; NZKC; APRI; ACR; DRA; NAPR; ACA.

Introdução à raça Collie

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Collies todos juntos exibindo suas pelagens glamourosas. (Créditos/Copyright: “Zuzule/Shutterstock”)

Por séculos desconhecidos fora de sua terra natal, os Collies foram pastores eficientes, além de salva-vidas e bom guias.

Após alguns cruzamentos, Collies foram separados em duas raças distintas, o “Smooth Collie” ou de pelo macio e curto e o “Rough Collie” ou de pelo duro e longo, este mais popular que o primeiro devido à fama adquirida pelo antigo programa de televisão chamado Lassie, porém ambos considerados a mesma raça em exposições e julgados pelo mesmo padrão.

Ambas as variações são bastante inteligentes, donos de um ótimo senso de direção, de temperamento sensível, sensitivo, obediente, doce, leal, gentil, afetuoso, fácil de adestrar, sempre alerta e ativo. Além disso, Collies são uma das melhores raças para famílias e crianças: costumam ser devotados à todos, são protetores, ávidos para agradar, se dão bem com outros animais de estimação e ainda não precisam de tanta manutenção. Costumam até pressentir algo de errado e ainda antecipam as necessidadesde seus donos.

Eles são energéticos, mas podem ser calmos dentro de casa, desde que se exercitem de forma suficiente. Devido a sua herança de cão trabalhador, são necessários estímulos mentais e físicos ou podem tornar-se frustrados, as vezes até teimosos e latir em excesso. Por esta razão, seu dono deve entender suas necessidades para que não se arrependa depois. Collies adoram ficar ao redor das pessoas, adoram crianças, e são adoráveis, mas se forem deixados sozinhos por longos períodos ficam entediados e podem desenvolver uma série de ocmportamentos inadequados se suas necessidades não forem cumpridas.

Os Collies estão entre as raças mais abandonadas devido a sua lata manutenção e necessidades de cuidados. Embora tenham uma boa natureza, os Collies podem estranhar desconhecidos, principalmente ao se aproximarem das crianças da família. Por outro lado, pode ser um bom cão de guarda — por latir bastante e ser naturalmente protetor — mas não cehga a ser agressivo.

Hoje, o Collie está mais para um animal de estimação mimado do que para um cão trabalhador, mas pode se adaptar a uma variedade de ambientes, porém não é recomendado para apartamentos. Ele gosta de relaxar ao redor da casa com a família, assim como correr e brincar do lado de fora com as crianças. Seus instintos pastores ainda são fortes, por isso não é estranho o Collie juntar crianças e outros animais, perseguir carros e latir. Além das suas habilidade de pastor, eles se destacam como cão assistente e guias. Também se dão bem nos esportes caninos como competições de pastoreio, agilidade, obediência, perseguição, entre outros.

Origem da raça Collie

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Collie adulto na fazenda – um de seus habitats preferidos. (Créditos/Copyright: “claupad/Shutterstock”)

A origem do Collie, também conhecido por Collie escocês, é tão obscura quanto a derivação do seu nome. Alguns historiadores dizem que os acestrais dos Collies foram trazidos para as Ilhas Inglesas por conquistadores romanos, há alguns 2.000 anos atrás. Uma das teorias sobre a sua origem é a de ter derivado da mesma linhagem do Border Collie, um protótipo do Sheepdog ou cão pastor.

Acredita-se, portanto que o Collie seja nativo da Escócia, das regiões altas escocesas. Nômades já da Idade da Pedra trouxeram cães para o que hoje é o sul da da Inglaterra, e destes cães surgiram este cão forte, inteligente, durão usado para pastorear ovelhas, gado, cabras e porcos.

A origem do seu nome também é envolvida em mistérios, e o Collie já foi chamado de vários nomes diferentes como Collis, Colley, Coally e Coaly, nomes que provavelmente derivam das palavras anglo-saxônicas, col ou coll, que significam preto. Outros historiadores acreditam que o seu nome vem da raça de cão escocesa Colley, nome recebido em referência a ovelha escocesa de cara-preta, que o cão costumava a pastorear. Outra teoria é a de que o seu nome deriva da palavra gaélica que significa “útil”, certamente para descrever a utilidade dos cães pastores e fazendeiros tão valorizados pelos Celtas que os utilizaram primeiro ao se estabelecerem nas Ilhas Inglesas.

Os Collies pastores originais

Embora o pastoreio de ovelhas e outros animais seja uma das atividades e serviços mais antigos desempenhados por cães deste porte, as primeiras evidências desta raça datam apenas de 1.800, quando as duas variações da raça, de pelos curto e longo, foram usadas para esta finalidade pelos Celtas. Eles eram usados também para salvamento na água, guiar gado e ovelhas para o mercado e proteger os rebanhos na Escócia e na Inglaterra. Os Collies originais tinham a aparência próxima dos Border Collies de hoje, mesmo derivando de diferentes cruzamentos. A variação de pelos longos era menor e de cabeça mais larga, mas ambos predominantemente pretos ou preto e brancos, pois a a sua habilidade de pastoreio na época era ainda mais valorizada que uma boa aparência.

Os Collies para exposição na Inglaterra

Ao tornarem-se mais populares, ambas as variações ficaram mais altas e mais refinadas. Especialmente o de pelos longos que foi influenciado pela descendência de um cão chamado “antigo cockie,” nascido em 1867 sendo o responsável não só por estabelecer o seu tipo, mas também por introduzir a cor “sable” ou zibelina. Na mesma época, a Rainha Vitória, que sempre viajava de férias para a Escócia hospedando-se no Castelo de Balmoral, acabou se apaixonando pela raça; e através do seu patrocínio a sua popularidade aumentou ainda mais não só entre os pastores que apreciavam suas habilidades, mas também entre membros das classes altas, que também apaixonaram-se pela beleza da raça.

Este patrocínio real acabou causando uma maior demanda para a raça. E eles passaram de ajudantes de simples pastores para companheiros queridos dos ricos. Não levou muito tempo para que a raça passasse a ser desenvolvida e exposta pela sua aparência ao invés de habilidade. Eles foram exibidos primeiro em 1860 em uma exposição em Birmingham, na Inglaterra, sob uma classe genérica conhecida por “Cães Pastores-escoceses”. Em 1878, a Rainha Vitória novamente atraiu os holofotes para a raça exibindo dois exemplares na exposição do Clube de Canil Westminster, e assim os Collie novamente cairam nas graças dos amantes de cães abastados, incluindo J. P. Morgan.

Os Collies nos Estados Unidos

Enquanto isso, ao passo que o pastoreio se tornou mais importante nos Estados Unidos, em 1879 colonizadores levaram a raça com eles para o Novo Mundo, e dois anos depois da AKC ser criada, o Clube Collie da América tornou-se o segundo clube de raça a ingressar na AKC. Ao final final dos anos 1800s, o Collie foi misturado ao Borzoi, e todos os cães destinados à exposição deveriam ter sangue Borzoi para vencer as competições. Os cães trabalhadores foram separados dos que iriam competir pela aparência, e a raça foi separada em dois tipos distintos. Sendo os de exposições, de pelos longos, o tipo mais popular hoje. O tipo de pelo curto é mais popular na Grã-Bretanha.

O Collie até os dias de hoje

Por volta de 1886, um padrão foi estabelecido que ainda descreve a raça como ela é até hoje, sendo que ambos os tipos são considerados variações da mesma raça pela AKC e julgados pelos mesmos padrõ9es, exceto a pelagem. Devido a sua enorme inteligência, o Collie foi treinado e utilizado para muitas finalidades diferentes incluindo busca & salvamento, trabalho de guia, guarda, e até atuar – o Collie já foi personagem principal em livros famosos, alcançando o ápice de sua popularidade em um programa de televisão americano chamado “Lassie”, que ficou no ar entre 1954 a 1973, tornando-o famoso pelo mundo inteiro.

Aparência do Collie

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Casal de Collies lado a lado no jardim. (Créditos/Copyright: “Lee319/Shutterstock”)

O Collie é um cão grande, forte e esbelto. A sua expressão é uma característica importante da raça, e depende do formato e equilíbrio entre o crânio e o focinho, assim como as características dos olhos e orelhas — deve ser inteligente, alerta e viva — características acentuadas de uma face refinada. O topo do crânio é reto, de formato cônico com uma aparência fina, leve e um focinho longo, arredondado, afinando para um nariz preto, com uma parada leve.

Sua face é esculpida com características bem definidas. Os dentes devem se encontrar em mordidade de tesoura. Os olhos de tamanho médio possuem formato de amêndoas e são escuros, exceto nos cães malhados cinzas, em que os olhos podem ser azuis ou um de cada cor. As pequenas orelhas são 3/4 eretas com as pontas dobradas para frente. O pescoço é levemente longo. O seu corpo fino e musculoso
é mais comprido que alto, com um peitoral largo e forte. As patas são retas com pés ovulares. A cauda é moderadamente longa, baixa, levemente torcida para cima ou enrolada na ponta.

A pelagem pode ter duas variedades, pelos duros e macios, ambos de dupla camada. O de pelos duros, possuem fios longos e abundantes por todo o corpo, porém curtos na cabeça e nas pernas, com uma juba ao redor do pescoço e no peitoral. Os pelos da camada exterior são lisos e de textrura grossa, e os da camada interna são mais macios e juntos para fornecer calor. O de pelos macios possui fios mais curtos por todo o corpo com a camada externa lisa e a interna mais grossa. As cores podem variar entre branco e castanho, preto e branco, tricolor, branco e cinza.

Ambiente Ideal para o Collie

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Collie deitado sobre o chão em momento “relax”. (Créditos/Copyright: “MOAimage/Shutterstock”)

O Collie não é recomendado para lares com pouco espaço, mas até pode viver em apartamento desde que seja exercitado de forma suficiente. São relativamente inativos dentro de casa, mas é melhor que tenham acesso a um jardim para gastarem sua energia. São sensíveis ao calor, por isso é necessário acesso abundante a água e sombra sempre.

Eles podem ficar do lado de fora em climas temperados a frio, mas por gostarem muito de estar junto a família é melhor que possam ficar do lado de dentro da casa. Eles são capazes de viver confortavelmente tanto na cidade como no campo, desde que tenham oportunidades de se exercitar e gastar energia.

Temperamento & Personalidade do Collie

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Collie filhote no colo de sua dona no parque. (Créditos/Copyright: “HTeam/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Collie precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Collie cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Collie é um cão pastor, o que significa que ele é altamente inteligente, que aprende rápido e que está sempre bem sintonizado com a sua família. Ele é sensível, comportado, leal, fácil de treinar, fiel, briancalhão, dócil e protetor de seus familiares. O Collie é muito conhecido e apreciado pelo seu carinho com as pessoas do seu convívio, mas ele também possui uma personalidade independente que pode levar a uma certa teimosia.

A sua habilidade de pastor exige que tome decisões independentemente das pessoas. Aprenda a apreciar esta sua independência e trabalhe a favor dela e não contra. Um Collie bem criado é doce, amigo e muito gentil.

Ele definitivamente é um cão familiar que adora participar de todas as atividades do lar. Especialmente afetuoso com crianças, adoram brincar com elas e protegê-las. Embora o Collie não seja tão intenso como o Border Collie e o Pastor Australiano, ele ainda precisa de exercícios diários, assim como treino e brincadeiras que irão desafiar a sua mente. Eles costumam ser bastante energéticos, e portanto precisam de socialização além de estímulos mentais e físicos para que não se tornem antisociais e tímidos com estranhos.

Eles não são agressivos, mas tendem ser desconfiados de pessoas que transmitem uma vibração instável. O Collie é também bastante vocal com um latido que pode ser excepcionalmente irritante. E se deixado sozinho por longos períodos, estiver entediado ou frustrado, ele pode se tornar muito incômodo, por esta razão acabam sendo um dos cães mais abandonados pelos seus donos. Ele também tem a tendência a mordiscar o calcanhar das pessoas, uma outra característica de pastor.

Embora seja interessante ver seus instintos em ação, não é bem um comportamento aceitável. Pode ser assustador para crianças e irritante para outras pessoas, incluindo outros animais. Por outro lado, todos estes comportamentos podem ser facilmente contornados, basta entender as necessidades do seu cão e adaptá-lo a sua liderança.

Cachorros precisam ter seus instintos e necessidades supridas, assim como o seu dono deve fornecer a liderança adequada. Aqueles que sentem que precisam tomar a liderança no lar não são tão felizes como aqueles que seguem a liderança e os comandos de seus donos, pois é muito estressante para um cão ter que manter seus donos na linha.

O Collie é muito ligado aos seus familiares e deve viver dentro de casa e não preso em um canil ou solto no jardim. Os latidos em excesso podem ser evitados se ele for permitido participar em todas as atividades familiares e estar mentalmente desafiado e estimulado com treinamento de obediência ou esportes caninos.

O Collie perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Collie

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Collie adulto exuberante deitado sobre a grama. (Créditos/Copyright: “Svetlana Valoueva/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Collie à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Ambas as variedades do Collie possuem pelagem dupla, o que significa que eles possuem uma camada interna grossa, mais macia e outra externa mais fina e lisa.

O Collie de pêlos duro ou longo possui uma pelagem linda, volumosa que parece precisar de muitos cuidados, mas não. Uma escovação semanal ou duas pode manter seus pelos saudáveis e desembaraçados, porém eles costumam soltar pelos em abundância, duas vezes por ano, e durante este período, deve ser escovado diariamente para controlar todos esses pelos soltos. O Collie de pelo macio ou curto é ainda mais fácil de se cuidar. Escove-o semanalmente com a escova apropriada e pronto. Os dois também não precisam de banhos mais que uma vez por mês.

Atividade & Exercícios do Collie

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Collie em plena atividade pulando obstáculos em competição de agility. (Créditos/Copyright: “Reddogs/Shutterstock”)

O Collie precisa de muito exercício, o que inclui longas caminhadas diárias, jogos e brincadeiras ou corridas na coleira. Além disso, qualquer oportunidade de correr livremente em áreas seguras. Pastorear também é um exercício excelente. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Collie

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Collie adulto “espionando” entre a cerca de madeira. (Créditos/Copyright: “claupad/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Collies são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça. Collies podem ser afetados por uma série de problemas genéticos, incluindo sensibilidade a múltiplas drogas devido a uma mutação no gene resistente a multi-drogas (MDR1).

Cães com esta mutação podem ter reações sérias e até fatais a inúmeras drogas comuns, como vermicidas, antidiarréicos, anestesia e inseticidas. Problemas de visão também são preocupações sérias com relação a raça. Uma das maiores é Atrofia Progressiva da Retina ou PRA, uma família de doenças de visão que involvem a deterioração gradual da retina.

Anomalia de visão do Collie é um grupo de problemas que variam de menos a mais sérios que causam anormalidades e mudanças na vista incluindo hipoplasia coroidal, desenvolvimento anormal da coróide, coloboma, defeito do disco ótico, deslocamento da retina, entre outros e até cegueira.

Inflelizmente, Collies também podem ser afetados por muitos outros problemas de saúde que não há como testar, incluindo epilepsia; assim como torsão gástrica em que o estômago se expande com ar podendo até matar; dermatomiositis, uma doença de pele autoimune que causa lesões e problemas musculares; dermatitis nasal solar, uma condição que causa a esfoliação do nariz e perda de coloração e até cancer; problemas como displasia de quadril e artrite.

E lembre-se, depois que levar um filhote para casa, você tem o poder de evitar e protegê-lo de um dos problemas de saúde mais comuns: a obesidade. Manter o Collie em um peso apropriado é uma das maneiras mais fáceis de prolongar a sua vida. Esta raça vive por cerca de 14 a 16 anos, o que não quer dizer que ele não possa viver por mais tempo. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Treinamento do Collie

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Collie de perfil exibindo toda a sua exuberância. (Créditos/Copyright: “hjochen/Shutterstock”)

Treinar o Collie é muito fácil, mas — como qualquer cão — eles precisam de socialização desde cedo para prevenir a timidez e evitar agressividade sem motivos. Collies são ávidos a aprender, agradar e obedecer, mas são sensíveis ao tom de voz de seu treinador, por isso bons resultados são obtidos através de esforços positivos. Se forem treinados de maneira dura ou ríspida, podem se recusar a cooperar. Comece a treinar o seu filhote desde o primeiro dia em casa. Até com 8 semanas de idade eles são capazes de absorver tudo o que você for capaz de ensiná-los. Não espere até que ele tenha 6 meses de idade para começar o treinamento, ou terá que lidar com um cão muito mais forte, teimoso e cabeça-dura.

Collies respondem bem a treinamentos consistentes, baseados em recompensas, e adoram toda a atenção que obtêm com o seu desempenho, seja fazendo truques ou competindo. Apesar de aprender rápido, eles se entediam facilmente com exercícios repetitivos de obediência. Encontre maneiras de mudar a rotina e mantê-los interessados. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Sem um dono firme, mas calmo, confiante e consistente que possa estabelecer regras e mantê-las, eles podem ficar teimosos e indolentes.

O Collie dever ser teinado gentilmente, mas sempre com autoridade. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensinar o seu cão a sentar, deitar e permanecer no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos seguros para treinar o seu filhote — considere o método da caixa se for preciso adaptá-lo a um local seguro e confinado por razões de segurança e conforto.

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