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Mundo animal e suas incríveis espécies

O mundo animal é, sem dúvida, o maior e mais diversificado dos cinco reinos dos seres vivos. Existem, de fato, aproximadamente 2 milhões de espécies de animais identificadas.

Todos os animais compartilham características em comum:

  • Ao contrário das plantas, os animais obtêm a energia de que precisam comendo alimentos.
  • Muitas células são altamente móveis.
  • A maioria se reproduz sexualmente
  • Possuem órgãos sensoriais que permitem reagir rapidamente ao ambiente.

A classificação geral dos animais faz uso dessas e outras características para agrupar animais semelhantes.

Classificação do mundo animal

mundo animal leão
O mundo animal pode ser dividido em vetebrados e invertebrados.

Como dissemos anteriormente, foram descobertas aproximadamente duas milhões de espécies de animais. Por isso, para facilitar, os cientistas dividiram o mundo animal em divisões e subdivisões. A primeira divisão é chamada de filo. Cada filo se divide em grupos chamados classes. As classes  são divididas em ordens, famílias e depois gêneros.

Cada gênero contém, enfim, espécies, que são grupos individuais de animais que têm as mesmas características e podem se reproduzir juntos.

Alguns animais, como a água-viva, têm uma estrutura relativamente simples. Eles são invertebrados, ou seja, não têm espinha dorsal. Essa característica pertence a aproximadamente 98% do mundo animal.

Animais com espinha dorsal, são chamados de vertebrados. Fazem parte dessa classificação, portanto, os mamíferos, pássaros, peixes, anfíbios e répteis.

O mundo animal dos Vertebrados

mundo animal aves
No mundo animal, as aves pertencem ao grupo dos vertebrados.

Os animais vertebrados são pertencentes ao Filo dos Cordados (Chordata). A principal característica do grupo é a presença da medula espinhal e coluna vertebral.

Os animais cordados são divididos em 5 classes: peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.

Peixes

Os peixes são animais com o corpo coberto por escamas e respiração branquial, ou seja, retiram oxigênio da água. Além disso, não controlam a temperatura do corpo (pecilotérmicos).

Anfíbios

Os anfíbios, muitas vezes confundidos com répteis, são animais que dependem da água na fase larval (respiração branquial) e passam por uma metamorfose corporal na vida adulta e adquirem a respiração pulmonar. Entre esses animais estão os sapos, rãs, pererecas e salamandras. Assim como os peixes, os anfíbios também não conseguem controlar a temperatura do corpo.

Répteis

Os répteis, no entanto, são animais que possuem respiração pulmonar e corpo coberto de escamas ou carapaça. Podem viver na água ou na terra e também são pecilotérmicos. Entre eles fazem parte dessa fatia do mundo animal as tartarugas, jacarés e lagartos.

Aves

As aves são animais com o corpo coberto de penas e que possuem respiração pulmonar, controlam a temperatura do corpo (homeotérmicos). Entre elas estão a galinha (e o galo), avestruz, ema, pinguim, papagaio e beija-flor.

Mamíferos

Os mamíferos, classificação da qual o ser humano também faz parte, apresentam pelos, são homeotérmicos e possuem respiração pulmonar. A principal características deste grupo é o fato das fêmeas alimentarem os filhotes através das glândulas mamárias.

O mundo animal dos Invertebrados

Os moluscos fazem parte do mundo animal dos invertebrados.
Os moluscos fazem parte do mundo animal dos invertebrados.

Os animais invertebrados são representados por inúmeros filos com características bem diferentes, mas todos são pluricelulares e não possuem parede celular.

Existem oito filos de animais invertebrados, são eles: poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, moluscos, anelídeos, equinodermos e artrópodes.

Poríferos

Os poríferos, como as esponjas, são animais primitivos de água doce ou salgada. Eles são organismos que não possuem órgãos, nem capacidade de locomoção e a reprodução pode ser sexuada ou assexuada.

Cnidários

Apesar do nome estranho, os Cnidários, ou celenterados (filo Cnidaria), são muto apreciados pelos seres humanos. De fato, trata-se de organismos pluricelulares que vivem em ambientes aquáticos, sendo a grande maioria marinha. Existem mais de 11.000 espécies de cnidários em todo o mundo. Os principais representantes do grupo são as águas-vivas, os corais, as anêmonas-do-mar, as hidras e as caravelas.

Platelmintos

Esses animais, assim como os Nematelmintos, são comunemente mencionados na medicina. Platelmintos são vermes do filo Platyhelminthes, essa ramificação agrega em torno de 20 mil espécies de animais acemolados.

A característica dos platelmintos mais marcante, e que define o visual dessas criaturas de maneira bem singular, é o seu corpo achatado dorso-ventralmente. Muitas vezes, parasitam o intestino de outros animais e também de seres humanos.

Nematelmintos

Os nematelmintos, à diferença dos platelmintos, são vermes de corpo cilíndrico, afilado nas extremidades. Muitas espécies são de vida livre e vivem em ambiente aquático ou terrestre; outras são parasitas de plantas e de animais, inclusive o ser humano.

Moluscos

Os moluscos são bem famosos no mundo animal pois, muitos deles, são extremamente apreciados na gastronomia. São aqueles animais de corpo mole, geralmente envoltos por uma concha, ou seja, ostras, mariscos, caracol e caramujo. Em alguns, como a lula, a concha é interna e em outros, é ausente, como no polvo. As conchas são importantes para proteger o corpo mole dos moluscos e evitar a perda de água.

Além disso, os moluscos vivem em ambientes aquáticos marinho ou de água doce e no meio terrestre úmido. O filo Mollusca é o segundo maior em número de espécies, aproximadamente 50 mil, atrás apenas dos artrópodes.

Anelídeos

Os anelídeos são animais invertebrados de corpo mole, alongado, cilíndrico e dividido em anéis. Portanto, apresentam uma nítida segmentação. O filo Annelida apresenta 15 mil espécies, encontradas na água doce ou salgada e em solo úmido. Os principais representantes dos anelídeos são as minhocas e as sanguessugas.

Equinodermos

O filo Echinodermata é constituído por cerca de 7.000 espécies distribuídas em cinco classes: Crinoidea, Asteroidea, Ophiuroidea, Echinoidea e Holothuroidea.

O nome do grupo é derivado de duas palavras gregas: echinos, que significa espinho, e derma, que significa pele, e se refere às projeções em forma de espinhos ou tubérculos presentes na superfície do corpo.

Fazem parte dessa categoria do mundo animal as estrelas marinhas, por exemplo. Muitos são adaptados para se fixar a substratos rochosos, enquanto outros vivem em substratos lodosos, arenosos ou até mesmo em madeira submersa.

Embora a grande maioria das espécies seja marinha, algumas toleram a água salobra. Podem ser encontrados em todos os oceanos, latitudes e profundidades, da zona entremarés às regiões abissais. No entanto, são mais abundantes na região tropical do que nas águas polares.

Artrópodes

Enfim, os artrópodes. Esses também fazem bastante parte do nosso dia a dia. Artrópodes, de fato, são um filo de animais invertebrados que possuem exoesqueleto rígido e vários pares de apêndices articulados, cujo número varia de acordo com a classe. Ou seja, fazem parte desse filo os insetos.

O mundo animal e sua imensa variedade

Como vimos, o mundo animal é tão imenso que precisou ser subdividido em várias classes. A parte ainda mais incrível, é que cada espécie, mesmo dentro das mesmas ordens, famílias e gêneros, possuem características físicas e fisiológicas próprias que diferenciam um do outro.

O mundo animal pode ser um pouco estranho às vezes, mas é certamente surpreendente e fascinante.

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Canário: o passarinho mais comum nas casas brasileiras

O canário é, sem dúvida, o passarinho mais comum das casas brasileiras. É conhecido também como canário-do-reino ou, popularmente, canarinho. Seu nome científico é Serinus canaria e é um pequeno pássaro canoro, membro da família Fringillidae. Todavia, muitos não sabem, mas existem diversas raças ou tipos de canário.

Originários das Ilhas Canárias, na Costa Africana, os canários começaram a ser exportados para a Europa por volta de 1500. Graças a seu canto, eles conquistaram as famílias nobres, ganharam a população geral e, atualmente, estão entre os pássaros mais conhecidos e populares.

Os exemplares selvagens são, na maioria, verde-amarelados, com listras acastanhadas nas costas. A espécie é comum em cativeiro e existem diversas cores que foram criadas pelos humanos através de cruzamentos.

Origem e habitat do Canário

o canário tem origem nas ilhas canárias
O canário é original das Ilhas Canárias

Os primeiros canários foram encontrados aproximadamente no ano de 1042, nas Ilhas Canárias (de onde vem o nome). Foi depois da ocupação da ilha pelos espanhóis, em 1478, que ficou conhecida a docilidade da espécie, e que era possível cria-los em cativeiro. Porém, foram os Monges que obtiveram sucesso na criação dos pássaros.

A venda dos canários, no entanto, era realizada somente pelos espanhóis. De fato, para evitar que outras pessoas reproduzissem o pássaro, apenas os machos eram vendidos. Isso acabou somente quando um navio carregado de canários naufragou, em 1662, e os tripulantes soltaram os pássaros que se espalharam por toda a Europa, encerrando assim o monopólio espanhol e dando inicio a mutações da espécie, como o Canela, e o Roller.

Hoje em dia, o canário vive em uma grande variedade de ecossistemas, sendo muito comum em áreas semi-abertas com pequenas árvores como pomares e bosques. Além disso,  é encontrado em habitats artificiais, como parques e jardins.

Classificação dos canários

Existem diversas espécies de canário.
Existem diversas espécies de canário.

Como foi falado anteriormente, existem diversas espécies de canários. Só no Brasil, já foram registradas oito espécies nativas: saí-canário, canário-andino-negro, canário-da-terra-verdadeiro, canário-do-amazonas, canário-do-brejo, canário-do-campo, canário-do-mato e canário-rasteiro.

No entanto, a espécie mais popular em cativeiro é o canário-belga. Trata-se da única espécie de canário considerada doméstica e que não exige autorização do IBAMA para ser criada em casa.

Além disso, de acordo com a Ordem Brasileira de Juízes da Ornitologia, há três grupos de classificação para os canários: os de cor, os de porte e os de canto.

A classificação por cor é, certamente, a classificação mais básica dessas aves. Trata-se de fato, da classificação por cor das penas. Divide-se, ainda, em dois subgrupos, de acordo com os pigmentos predominantes de sua plumagem. De fato, os canários podem ser lipocrômicos (tons de branco dominante e recessivo, amarelos e vermelhos) ou melânicos (preto, ágata, verde, bromo, isabel, marrom e tons acastanhados).

Quando classificados como ‘de porte’ (também conhecidos como de desenho ou forma), significa que devem possuir certas características morfológicas muito específicas para fazer parte deste grupo. Está dividido em 5 grandes subgrupos: canários de penas onduladas, canários de penas lisas, canários de topete, canários de forma de penas lisas e canários de desenho.

Já os canários de canto, são aqueles mais cobiçados. Isso porque neste grupo estão as raças que tem uma incrível capacidade de aprender, reproduzir melodias complexas e uma grande variedade de sons.

Etimologia do nome

O seu nome vem do nome da sua ilha de origem, ou seja, das ilhas Canárias. Já o nome das ilhas vem da palavra em latim canaria, que significa “dos cães”, já que os romanos encontraram ali muitos cães selvagens.

O nome canário-do-reino foi dado em oposição ao canário-da-terra (Sicalis flaveola brasiliense), ave nativa do Brasil.

Classificação do Canário

  • Nome científico: Serinus canaria
  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Passeriformes
  • Família: Fringillidae
  • Gênero:  Serinus

Características Físicas do Canário

O canário é um passarinho pequeno depeito amarelo.
O canário é um passarinho pequeno depeito amarelo.

Na natureza, o canário mede cerca de 14 centímetros de comprimento. Ele é marrom-esverdeado com o peito amarelo. Os canários de estimação diferenciam-se pelo tamanho, forma, cor das penas e canto.

Os canários têm bico pequeno e em forma de cone. Eles o usam para abrir as sementes de que se alimentam. Esses pássaros também comem frutas.

O canário-belga também mede entre 14 e 15 centímetros da ponta do bico à extremidade da cauda. A cabeça é pequena e estreita, as pernas longas, o peito arredondado e cheio. A plumagem é compacta e lisa, sem frisos.

Existem mais de 400 cores de canários reconhecidas no mundo, todavia a amarela, da linhagem belga é, sem dúvida, a mais popular no Brasil.

Hábitos

O canário tem comportamento dócil e aspecto frágil
O canário tem comportamento dócil e aspecto frágil

Canários, apesar de seu comportamento dócil e aspecto frágil, são animais muito territorialistas. Por isso, em cativeiro, costumam ficar mais à vontade quando sozinhos. Com humanos, costumam ser muito doces e aprendem diversos truques como canto induzido.

Canários gostam de espaços abertos, portanto indica-se o uso de gaiolas espaçosas ou até mesmo viveiros.

Reprodução do Canário

Primeiramente, trata-se de uma espécie monogâmica. Seu período de reprodução ocorre entre os meses de janeiro a julho.

As fêmeas realizam, enfim, posturas de 3 a 4 ovos, postos em ninhos feitos em forma de taça em ramificações de galhos de arbustos.

Alimentação do Canário

O canário alimenta-se principalmente de sementes, mas também de brotos, brotos verdes, um pequeno número de artrópodes e frutas, especialmente figos maduros que são suas iguarias favoritas.

Risco de Extinção do Canário

O risco de extinção do canário está classificado pela União Internacional para Conservação da Natureza e Recursos Naturais (IUCN) como ‘Pouco Preocupante’.

Referências Bibliográficas

SAVE Brasil

União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)

Sick, H. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. 1997

 

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Beija-flor: O encantador do jardins

O pequeno e encantador beija-flor é conhecido pela coloração brilhante e voo impressionantemente rápido.

Os beija-flores, também chamados de colibri, pertencem à família Trochilidae, e já foram descritas aproximadamente 330 espécies.

Estas aves podem ser encontradas desde o Alasca até a Terra do Fogo, porém predominam próximo a linha do Equador. São, portanto, aves exclusivas do continente americano e mais da metade de seus exemplares encontram-se no Brasil.

Origem e habitat do Beija-flor

O beija-flor vive nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação.
O beija-flor vive nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação.

Os beija-flores vivem nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação. Há várias espécies que se adaptaram à presença humana, habitando jardins de quintais e praças públicas das cidades. De fato, aparecem frequentemente em casas nas quais colocam-se bebedouros específicos para essa ave.

Muitas espécies, entretanto, só vivem em ambientes naturais, afastados das atividades do homem. São espécies mais raras e correm maior risco, sendo que algumas estão ameaçadas de extinção, podendo desaparecer para sempre.

Etimologia do nome

Beija-flor, também conhecido como colibri, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel, cuitelo, binga, guanambi, guanumbi e mainoi. Seu nome deve-se à sua forma de alimentação peculiar já que coloca seu bico dentro das flores para sugar seu nectar.

Para os índios caraíbas ‘colibri’ significa “área resplandecente”; entre os tupis, eram chamados guainumbis, cujo significado é “pássaros cintilantes”; para os guaranis, mainumbis, ou seja, pássaros que encantam, junto à flor, irradiando luz e esplendor.

O beija-flor, além disso, possui um valor simbólico em diversas culturas, já que também tem seu lado místico: entre os astecas, era conhecido como as almas dos guerreiros mortos em batalha, que voltavam à vida em forma de pássaro e, segundo o xamanismo, o beija-flor é símbolo do amor romântico, da graça, da alegria, da cura, da sorte e da suavidade.

Classificação do Beija-flor

  • Nome científico: Trochilidae
  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Apodiformes
  • Família: Trochilidae
  • Gênero:  vários

Características Físicas do Beija-flor

O beija-flor é, sem dúvida, umas das aves mais populares do Brasil.
O beija-flor é, sem dúvida, umas das aves mais populares do Brasil.

Possui uma plumagem colorida e brilhante e pertence à ordem dos apodiformes, isto é, têm semelhanças com as andorinhas, com asas finas e compridas, conseguindo assim voar muito mais rápido que outros pássaros.

As cores vibrantes das penas do beija-flor não são causadas pela pigmentação da pena, mas sim pela incidência e iridescência do nível de luz nas plumas, dependendo também de fatores como umidade e nível de luz solar. Com até 1.500 penas, o beija flor é, enfim, uma das aves que possui menos plumagem entre os pássaros.

Suas patas têm como objetivo único se agarrar ao ninho, aos muros e penhascos, não servindo para andar ou saltar.

O beija-flor consegue bater as asas em velocidade impressionante, o que permite voar em qualquer direção. Por isso, costumam ser comparados a helicópteros, voando para frente e para trás com a mesma facilidade.

Os músculos peitorais do beija-flor formam entre 25 a 30% do seu peso total, e suas asas batem entre 50 e 200 vezes por segundo, dependendo de direção de voo e de condições climatológicas. Seu ritmo cardíaco é dos mais elevados entre os seres vivos, com cerca de 1.200 batidas por minuto.

Seu longo bico e a língua bifurcada são utilizados para tirar o néctar das flores, seu principal alimento.

Embora tenha um aspecto gracioso e delicado,  o beija-flor é uma espécie bastante agressiva quando se trata de defender seu ninho. De fato, ataca aves muito maiores que tentam invadir seu território, como falcões e corvos, além de outros animais que possa julgar ameaçadores.

Hábitos

O Beija-flor é um pássaro muito rápido e territorialista.
O Beija-flor é um pássaro muito rápido e territorialista.

Beija-flores são pássaros muito rápidos. Seu voo alcança até 100 Km/hora e, sem dúvida, gastam bastante energia. Por isso, se alimentam a todo instante, cerca de 10 a 15 vezes por hora.

Essa ave é bem territorialista e não se importa com o tamanho do seu adversário. De fato, em caso de ameaça, ataca o adversário dando rasantes.

O menor beija-flor do mundo é o Beija-flor Abelha (Mellisuga Helenae), originário de Cuba medindo da ponta de sua cauda até a ponta do seu bico, cerca de 6 centímetros e pesando até 2 gramas.

Já o o Patagona gigas é o maior beija-flor do mundo, encontrado nos Andes, pesa 21 gramas e mede de 20 a 23 centímetros, aproximadamente o tamanho de uma andorinha.

Reprodução do Beija-flor

O ninho do beija-flor é construído pela fêmea
O ninho do beija-flor é construído pela fêmea

Primeiramente, o ninho é construído pela fêmea que cuida da incubação. Normalmente, a fêmea bota de um a dois ovos de cor branca e a eclosão ocorre cerca de 16 a 17 dias depois.

Até os filhotes saírem do ninho, ainda vai um período de vinte a trinta dias nos quais permanecem sendo alimentados pela mãe.

O formato do ninho e material de construção varia de espécie para espécie, assim como a dimensão dos ovos. A maioria costuma ter o ninho em forma de tigela utilizando materiais como fibras vegetais, folhas, teias de aranha para dar coesão externa, musgo e líquens. Todos com aparência muito delicada.

Outras espécies de beija-flor, constroem o ninho em forma de uma bola ovalada trançada com musgo. A entrada é pela lateral, próxima à base. Com esta forma, o ninho fica fechado por cima e protegido da chuva.

Alimentação do Beija-flor

Beija-flores precisam, sem dúvida, de muita energia para suprir suas necessidades. Por isso, o néctar das flores é seu principal nutriente. Além disso, também comem moscas e formigas.

Risco de Extinção do Beija-flor

Infelizmente, o beija-flor também corre risco de extinção.
Infelizmente, o beija-flor também corre risco de extinção.

Duas espécies de beija-flor extinguiram-se recentemente: esmeralda-de-brace (Chlorostilbon bracei) e esmeralda-de-gould (Chlorostilbon elegans).

Das 322 espécies conhecidas, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) lista nove como “em perigo crítico de extinção”, onze como “em perigo” e outras nove como “vulneráveis”. As maiores ameaças à preservação do grupo são, certamente, a destruição, degradação e fragmentação de seus habitats.

Referências Bibliográficas

SAVE Brasil

União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)

Sick, H. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. 1997

 

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Albatroz: Uma ave parente dos pinguins

Albatroz é o nome de uma ave marinha de grande porte pertencente à família Diomedeidae. É, certamente, o maior indivíduo entre os Procellariiformes, um grupo de pelo menos 120 espécies. Além disso, são aparentados aos pinguins, e não às gaivotas como é comum de se pensar!

O albatroz é famoso por seu voo aparentemente sem esforço. Suas asas, de fato, permanecem rígidas, e move-se de forma muito ágil pelo ar, cobrindo grandes distâncias com pouco esforço.

Quando há ventos fortes, são capazes de voar por horas sem movimentar muito as asas. De fato, essa ave aproveita a corrente ascendente de ar quente.

Os albatrozes utilizam as alterações do vento para percorrer grandes distâncias, recorrendo a duas técnicas de voo habituais em muitas aves marinhas de grandes asas: o voo dinâmico e o voo de talude.

O voo dinâmico permite minimizar o esforço necessário para deslizar frente às ondas, utilizando o ímpeto vertical devido ao gradiente de vento. No voo de talude, o albatroz enfrenta o vento, ganhando altitude, podendo, em seguida, deslizar diretamente para a superfície do oceano.

Origem e habitat do Albatroz

O albatroz é uma ave marinha muito encontrada no hemisfério Sul.
O albatroz é uma ave marinha muito encontrada no hemisfério Sul.

Como mencionado anteriormente, o albatroz é um animal marinho. A maior parte dos albatrozes distribuem-se no hemisfério sul, desde a Antártida até à Austrália, África do Sul e América do Sul. Algumas espécies podem ser encontradas também no Pacífico Norte.

Etimologia do nome

O nome albatroz deriva do árabe al-câdous ou al-ġaţţās, que significa, literalmente, “o mergulhador”.

Classificação do Albatroz

  • Nome científico: Diomedeidae
  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Procellariiformes
  • Família: Diomedeidae
  • Gênero:  Diomedea, Thalassarche, Phoebastria, Phoebetria

Características Físicas do Albatroz

O albatroz é uma ave de bico grande, forte e de diferentes cores e plumagem, que varia entre o branco, o negro ­azulado e o pardo.
O albatroz é uma ave de bico grande, forte e de diferentes cores e plumagem, que varia entre o branco, o negro ­azulado e o pardo.

Os albatrozes estão distribuídos em quatro gêneros, ainda que haja desacordo quanto ao número de espécies. Os gêneros são: Diomedea, Thalassarche, Phoebetria e Phoebastria.

Essas aves se distinguem pelo bico grande, forte e de diferentes cores (amarelo, cinza, preto ou azul), e pela plumagem, que varia entre o branco, o negro ­azulado e o pardo.

Primeiramente, a família dos Procellariiformes abrange as maiores aves voadoras do mundo. O Diomedea exulans, por exemplo, pode exceder os 3 metros e meio de envergadura, ultrapassando o peso de 7,5 kg.

O albatroz possui pés grandes, providos de nadadeiras (semelhante aos pés das gaivotas).  Essa membrana interdigital lhes permite nadar, bem como pousar e decolar, deslizando sobre a água. As patas são particularmente fortes. Entre os Procellariiformes, apenas o albatroz e o petrel-gigante conseguem andar com eficiência em terra.

A envergadura de asa dos maiores albatrozes (do gênero Diomedea) ultrapassa a de qualquer outra ave, excedendo os 340 cm. As asas são firmes e convexas, com a parte frontal espessa e, enfim, aerodinâmica.

Bico do albatroz  e a característica glândula de sal

O bico é grande, forte e curvado como um grande gancho, de forma a facilitar a captura de presas de corpo liso e rápido. O bico é composto de várias placas córneas (ranfotecas) distintas e, lateralmente, apresenta duas narinas tubulosas na forma de dois tubos que acompanham as faces laterais do bico, por onde fazem excreção de sal.

Como toda ave marinha, o albatroz necessita excretar o excesso de sal, o que é feito através da glândula de sal. Esta glândula fica localizada numa concavidade do crânio acima de cada olho. Ela tem a função de retirar, portanto, o cloreto de sódio do sangue e elimina a solução concentrada deste sal pelas narinas.

As narinas tubulosas de todos os albatrozes dispõem-se ao longo dos dois lados do bico, ao contrário dos outros Procellariiformes, em que os tubos apenas se dispõem no topo do bico.  Além disso, estes tubos permitem, ainda, que os albatrozes tenham um sentido do olfato especialmente desenvolvido, o que é raro entre as aves. Essa capacidade é, portanto, desfrutada na busca por alimento.

Plumagem do albatroz

A plumagem adulta da maior parte dos albatrozes é, geralmente, caracterizada pela parte superior das asas, que é escura, enquanto a parte inferior é branca. Esta característica apresenta-se de forma diferente entre as diferentes espécies.

Muitas espécies do gênero Thalassarche e albatrozes do Pacífico Norte têm ainda marcas faciais, como manchas oculares, ou manchas cinzentas ou amarelas na cabeça e nuca. Algumas espécies de albatroz, como o albatroz-patinegro e os piaus, fogem por completo aos padrões habituais, sendo quase totalmente revestidos de castanho-escuro (ou cinzento escuro em determinados locais, como no caso do piau-de-costa-clara). Além disso, a plumagem pode levar vários anos até tomar a forma adulta definitiva.

Hábitos

No Brasil, é comum encontrar albatrozes durante o ano todo
No Brasil, é comum encontrar albatrozes durante o ano todo

No Brasil, é comum encontrar albatrozes durante o ano todo. Entretanto, a maioria dos indivíduos são jovens imaturos que perambulam pelos oceanos até atingirem a maturidade sexual. O número de albatrozes aumenta no outono e inverno austrais, ou seja, de março a setembro.

A aventura do albatroz inicia-se no meio do verão, quando as aves jovens, depois de ficarem em média cinco anos consecutivos em mares distantes, voam pela primeira vez ao lugar onde nasceram, para iniciar, enfim, o processo de acasalamento.

Reprodução do Albatroz

O albatroz é uma ave monogâmica.
O albatroz é uma ave monogâmica.

Albatrozes, primeiramente, são aves monogâmicas e nidificam em ilhas oceânicas variando o período de acordo com a espécie, formando grandes colônias. O casal coloca seus ovos em grandes ninhos feitos no chão e os incubam por um período que varia de uma a três semanas.

Uma das características da ordem Procellariiformes é a postura, durante a estação reprodutiva, de um único ovo bem grande.

A incubação é demorada nestas aves, durando entre 70 e 80 dias na maioria dos albatrozes, que significa o maior período de incubação conhecido entre as aves. Este processo exige, sem dúvida, muito em termos de gastos energéticos. De fato, os adultos podem perder cerca de 83 gramas de massa corporal por dia. Nos albatrozes, ambos os sexos chocam o ovo, revezando-se em longos intervalos.

Este comportamento é uma adaptação evolutiva que permite um maior sucesso reprodutivo, devido às grandes distâncias entre o ninho e a fonte de alimento no oceano. O revezamento na incubação do ovo ocorre em intervalos semanais, mas existem casos em que o macho incuba o ovo sozinho, sem se alimentar durante cinco semanas. O período total de incubação é de quase três meses.

Após a eclosão, o filhote é protegido pelos pais por um período de mais ou menos três semanas, até ter crescido o suficiente para se defender e acumulado gordura para conseguir a termorregulação.

Os filhotes de albatroz levam muito tempo até aprender a voar e sair do ninho. Estudos indicam que entre a postura dos ovos e a formação da plumagem e saída do filhote do ninho, podem passar até 13 meses, um período mais prolongado do que em qualquer outra ave conhecida. É por esse motivo que os albatrozes do gênero Diomedea colocam um único ovo e em anos alternados.

Alimentação do Albatroz

Alimentam-se de moluscos, como lulas, peixes e krill. Costumam recolher animais mortos ou, ainda, capturar seu alimento vivo à superfície ou mergulhando. Além disso, por acompanharem frequentemente as embarcações, é comum vê-los comendo lixo.

Risco de Extinção do Albatroz

Infelizmente, o albatroz é mais uma ave em extinção.
Infelizmente, o albatroz é mais uma ave em extinção.

Segundo o Instituto SAVE Brasil, a mortalidade acidental na pesca marítima é o principal motor da redução das populações de aves marinhas. Estima-se, de fato, que 300 mil aves marinhas sejam mortas por essa causa todos os anos. Os albatrozes e petréis compõem o grupo de aves mais ameaçado do planeta, com muitas espécies em risco de extinção.

Das 21 espécies de albatroz reconhecidas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), 19 estão ameaçadas de extinção.

Muito importantes para o equilíbrio da vida marinha, os albatrozes e petréis interagem com as embarcações que utilizam a pesca de espinhel. Em busca de iscas, podem ser fisgados e levados à morte por afogamento. Anualmente milhares de aves oceânicas são capturadas de forma não intencional.

Além disso, infelizmente, é comum encontrar albatrozes mortos por causa de plásticos flutuantes ou redes abandonadas nos mares.

Programa de proteção – Projeto Albatroz

O Projeto Albatroz é patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, e ainda tem o apoio da Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), Birdlife International, SAVE Brasil, Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e UVA (Universidade Veiga de Almeida), campus de Cabo Frio-RJ.

O Projeto existe desde 1990 e trabalha para a conservação de albatrozes e petréis. Sua atuação visa reduzir o grave impacto ambiental causado pela mortalidade acidental em pesca marítima. De fato, o projeto desenvolve ações de pesquisa e monitoramento junto aos pescadores e a instituições parceiras. Também busca, sem dúvida, sensibilizar a sociedade realizando eventos e ações de Educação Ambiental para pescadores, escolas e público em geral.

Além disso, tem um importante papel em discussões nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas e de acordos pela proteção de albatrozes e petréis.

Referências Bibliográficas

SAVE Brasil
Sick, H. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. 1997

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Animais fofos e perigosos

Sabe quando dizem que aparências enganam? Ou que nunca deve-se julgar um livro pela capa? Alguns animais de aparência mais assustadora, como aranhas, morcegos e cobras de jardim, são realmente inofensivos, enquanto outros animais fofos, comumente vistos como amigáveis ​​e adoráveis ​​são na verdade criaturas perigosas.

Conheça 10 animais fofos extremamente perigosos.

Animais fofos e perigosos – ‘Slow Loris’

Impossível não começar uma lista de animais fofos e perigosos sem pensar nessa pequena criatura.  Esse animalzinho é simplesmente irresistível. É minúsculo, fofo e tem olhos doces de um ursinho de pelúcia. Trata-se de um gênero de primata da família Lorisidae, pertencente a infraordem lêmure. É o único gênero de primatas venenosos.

Esse bichinho minúsculo secreta toxinas na saliva e das glândulas na parte interna das patas dianteiras. Sua mordida pode ser letal.

Animais fofos e perigosos – Baiacu

Parece um peixe inocente e divertido. Sua característica principal é o inchaço repentino que o faz parecer um balão inflado. Embora o baiacu possa ter tido uma participação especial em ‘Procurando Nemo’, a espécie marinha é realmente bastante perigosa.

Todos os anos, cerca de cinco pessoas morrem – e muitas outras são internadas – por causa do veneno de um dos peixes mais controversos da culinária mundial: o baiacu. As mortes acontecem porque o peixe (considerado o segundo vertebrado mais venenoso do mundo) pode liberar Tetrodotoxina (uma neurotoxina 1.200 vezes mais mortal que o cianeto).

A substância é produzida por bactérias que ficam alojadas nos peixes. E elas podem ser espalhadas por todo o corpo do animal – desde as escamas até o fígado. O veneno encontrado em um deles pode ser o suficiente para matar 30 pessoas.

Animais fofos e perigosos – Hipopótamos

Os hipopotamos são animais fofos e perigosos
Os hipopotamos são animais fofos e perigosos

Sem dúvida, hipopótamos são animais fofos, de aspecto divertido e desengonçado. Muitos acham que devido ao seu peso, o hipopótamo deveria ser lento. No entanto, não é o caso desse animal. Essas criaturas podem correr mais rápido que os humanos e atacam facilmente. Segundo a BBC, hipopotamos são responsáveis ​​por quase 500 mortes humanas na África por ano.

Animais fofos e perigosos – Urso Polar

Um urso polar é um dos animais fofos e perigosos
Um urso polar é um dos animais fofos e perigosos

Ursinhos de pelúcia são tão adquiridos justamente pela fofura e expressão doce. Não é à toa que uma das maiores marcas de refrigerantes do mundo usa a imagem desse lindo urso para divulgar seu principal produto. No entanto, esse animal parece não ter um amor tão recíproco.

Ursos polares podem, de fato, ser extremamente perigosos. Estão entre os animais que perseguem em comem humanos. Há registros de 73 acidentes ocorridos nos últimos 130 anos.

Animais fofos e perigosos – Golfinhos

Golfinhos são animais fofos e perigosos
Golfinhos são animais fofos e perigosos

Golfinhos são animais marinhos maravilhosos, reconhecidos pela simpatia e malabarismos. No entanto, esses animais costumam matar seus próprios filhotes e enfrentam tubarões.

Animais fofos e perigosos – Tamanduá

Talvez o tamanduá não esteja na lista dos animais mais fofos do mundo, mas com certeza está na lista dos mais perigosos. As garras do tamanduá são incríveis. Possuem cerca de dez centímetros de comprimento, tornando-os capazes de afastar animais como pumas e onças.

O tamanduá pode ser encontrado da América Central até a América do Sul. Originalmente, ocorria em todos os estados brasileiros, mas atualmente está em risco de extinção em todas as regiões do país e já foi extinto no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

A degradação e a redução dos habitats são apontadas como as principais causas da perda populacional da espécie, mas a caça, o atropelamento em estradas e os incêndios florestais também contribuem para colocar o tamanduá na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Animais fofos e perigosos – Sapo venenoso

O sapo venenoso, conhecido como ‘poison dart frog’, é considerado um dos animais mais venenosos da terra. De acordo com a National Geographic, a criatura colorida possui veneno suficiente para matar 20.000 ratos. Um tipo de toxicidade bastante impressionante.

Algumas tribos indígenas da América do Sul utilizam estas toxinas, colocando na ponta das setas utilizadas em caçadas, daí o nome em inglês ‘poison dart frogs’.

Algumas das espécies adquirem a capacidade de produção de toxinas em parte devido a fatores alimentares, devido à ingestão de formigas. Estas formigas, por sua vez, alimentam-se de espécies de plantas com propriedade tóxicas.

Animais fofos e perigosos – Polvo de anéis azuis

O polvo-de-anéis-azuis (Hapalochlaena maculosa) é uma espécie de polvo conhecida pelos visíveis anéis azuis no seu corpo e pelo veneno muito poderoso que possui. O polvo de anéis azuis vive na costa da Austrália e é muito pequeno, possuindo apenas 12 cm.

O seu veneno é uma mistura de compostos tóxicos conhecidos como tetrodotoxina, capaz de matar as vítimas com grande facilidade, sendo que uma dose é capaz de matar 20 homens.

Animais fofos e perigosos – Foca leopardo

Focas são definitivamente animais fofos. Principalmente seus filhotes. No entanto, a foca leopardo esconde muita valentia atrás de sua expressão doce. Trata-se da terceira maior foca do mundo, com 3 metros de comprimento.

A foca-leopardo (Hydrurga leptonyx) é uma foca que habita os mares em torno da Antártida. Também conhecida como leopardo-do-mar, é a segunda maior espécie de foca na Antártida (após o elefante-marinho-do-sul) mas também pode ser encontrada nas costas do sul da Austrália, Tasmânia, África do Sul, Nova Zelândia, Ilha Lord Howe, Terra do Fogo, Ilhas Cook e costa atlântica da América do Sul.

Quando caça pinguins ou outras aves marinhas, a foca-leopardo patrulha as águas perto das bordas dos icebergs, quase completamente submergida, esperando que as aves entrem no oceano. Eles, enfim, matam as aves marinhas agarrando-as pelas barbatanas e patas e chacoalhando seus corpos contra o gelo repetidas vezes, até que estejam mortas e estraçalhadas.

Em 2003, uma foca-leopardo apanhou uma bióloga mergulhadora e matou-a. Mesmo que alguns ataques de focas-leopardo já tenham sido anteriormente documentados, este foi o primeiro que resultou em morte.

Animais fofos e perigosos – Urso Panda

O urso panda é um dos animais fofos e perigosos mais populares.
O urso panda é um dos animais fofos e perigosos mais populares.

Enfim, o representante perfeito dos animais fofos. O Urso Panda!

Apesar de vermos vídeos de tratadores brincando com ursos pandas com frequência, é importante saber que na verdade, quando nervosos, esses animais podem ser extremamente perigosos.

Primeiramente, Pandas são animais herbívoros e se alimentam quase exclusivamente com bambus. Por isso, precisam ter muita força na mordida para conseguir quebrar as hastes dessas plantas. No entanto, mesmo não desejando carne como fonte de alimentação, eles podem atacar os seres humanos e, quando o fazem, podem provocar ferimentos muito graves e até mesmo a morte.

 

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Animais selvagens – Quais são? Podem ser domesticados?

Primeiramente, animais selvagens são aqueles oriundos de um ambiente natural (floresta, oceano, deserto, entre outros). São animais que vivem livremente em seu habitat natural, não são domesticados e, por isso, podem possuir um instinto agressivo com relação aos seres humanos, por uma questão de defesa. Além disso, podem ter dificuldade de reprodução fora de seu habitat natural.

Há pouco tempo, no Brasil, muitas pessoas tinham a cultura de pegar alguns desses animais selvagens para domesticá-los. O exemplo mais comum que ainda pode ser encontrado em muitas casas brasileiras de forma ilegal e, sem dúvida, o papagaio verdadeiro (amazona aestiva).

Muitos animais selvagens são, portanto, tirados de seu habitat natural e colocados em cativeiro. Isso acaba prejudicando os animais e os ecossistemas naturais.

Por esse motivo, foi criada em 1998 a lei 9.605 que regulamenta a posse de animais silvestres.

Diferença entre animais silvestres nativos e exóticos

Os animais selvagens são oriundos de um habitat natural.
Os animais selvagens são oriundos de um habitat natural.

Animais selvagens, como explicado anteriormente, são aqueles oriundos de um habitat natural. No entanto existe uma diferenciação entre animais selvagens e exóticos.

Os animais selvagens nativos, ou seja, que são naturais do Brasil, são por exemplo, o mico-leão-dourado, lobo-guará, onça-pintada, papagaio, arara, piranha, boto, capivara, dentre outros. Animais silvestres exóticos são aqueles que não fazem parte de nossa fauna natural, ou seja, leão, tigre, elefante, pavão, canguru e outros.

Há uma grande diversidade de animais selvagens (ou silvestres) por todo o mundo, e todos possuem grande importância para o equilíbrio da natureza.

Animais Selvagens e o Comércio Ilegal

Segundo o site do WWF (World Wide Fund for Nature), o Brasil é um dos países do mundo que mais exporta animais silvestres ilegalmente.  Trata-se, de fato, de um negócio que movimenta mais de 1 bilhão de dólares e comercializa cerca de 12 milhões de animais anualmente.

Com base em estudos da comissão europeia o tráfico de animais selvagens é o quarto negócio ilegal mais lucrativo do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas, o tráfico de seres humanos, e o do comércio de armas.

Os animais selvagens mais vendidos são, sem dúvida, os seguintes: arara, papagaios, mico leão dourado, curiós, jabutis entre outros. No entanto, no Brasil não é possível mantê-los em cativeiro.

Podem ser mantidos, todavia, apenas em zoológicos, em entidades com fins científicos e que sejam legalizadas e controladas pelo Ibama, ou em outros lugares com autorização de autoridade competente.

Tráfico de Animais Selvagens

O Brasil está entre os principais alvos do tráfico de animais sevagens.
O Brasil está entre os principais alvos do tráfico de animais sevagens.

Devido à imensa diversidade de animais selvagens, o Brasil está entre os principais alvos do tráfico.

Existe o comércio ilegal de animais dentro e fora do Brasil. Os traficantes que agem internamente atuam como intermediários para os traficantes internacionais. A maior parte dos animais selvagens são capturados na região Norte, Nordeste e Centro-Oeste, e o maior fluxo de tráfico é para o Sudeste.

Os animais em extinção, como a linda Arara Azul, são os que custam mais caro e, claramente, são os mais cobiçados.

As condições em que os animais se encontram nos transportes são péssimas, e muitos morrem antes mesmo de chegar ao destino. Muitos animais selvagens sofrem, ainda, maus tratos. De fato, alguns contrabandistas arrancam os dentes e as garras, cortam as penas, outros são dopados, ficam sem alimento e sem ventilação. Por isso, durante o trajeto, muitos animais acabam morrendo de forma cruel.

Os animais são, enfim, vendidos ilegalmente para lojas, feiras, colecionadores particulares e para fins científicos.

Lei de Crimes Ambientais

Traficar animais selvagens para fora do habitat natural é crime.
Traficar animais selvagens para fora do habitat natural é crime.

Existe uma ‘Lei de Crimes Ambientais’ que considera os animais, seus abrigos, ninhos, propriedade do Estado, e toda compra, venda, criação ou qualquer negócio que envolva animais, é crime.

Com o surgimento da Lei de Crimes Ambientais, a legislação ambiental no que toca à proteção ao meio ambiente é centralizada. As penas agora têm uniformização e gradação adequadas e as infrações são claramente definidas.

Além disso, contrário ao que ocorria no passado, a lei define a responsabilidade das pessoas jurídicas, permitindo que grandes empresas sejam responsabilizadas criminalmente pelos danos que seus empreendimentos possam causar à natureza.

Entre os crimes ambientais relacionados aos animais selvagens estão: a captura ilegal , o desmatamento e a degradação da natureza, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e predatória, a venda de produtos precedentes da caça, os maus tratos, as experiências dolorosas ou cruéis.

É crime ter animais selvagens em domicílio?

Ter um animal silvestre capturado da natureza é crime e o individuo está sujeito a prisão de seis meses a um ano, além de multa.

Os animais silvestres só podem ser mantidos fora de seu habitat por criadores devidamente legalizados e controlados pelo IBAMA.

Tenho um animal selvagem. O que fazer para regularizar a situação?

Se você tem um animal selvagem é preciso regularizá-lo.
Se você tem um animal selvagem é preciso regularizá-lo.

É uma pergunta que muitos fazem, principalmente aqueles que possuem papagaios há décadas em casa. Animais que, como sabemos, se adaptam muito bem às famílias e vivem cerca de 60 anos. No entanto, a resposta é ‘não’. Não há como regularizar a posse de um animal silvestre obtido de forma ilegal.

Manter animais silvestres em cativeiro sem autorização legal é crime! As penas variam entre multas e prisão. A pena aumenta em 50% se o crime for praticado contra espécie rara ou ameaçada de extinção.

Por isso, recomenda-se que o tutor desse animal o entregue ao IBAMA ou órgãos credenciados como ‘Centro de Triagem de Animais Silvestres’ (CETAS) ou a um ‘Centro de Reabilitação de Animais Silvestres’ (CRAS).

Ao fazer isso por livre e espontânea vontade, a pessoa não sofrerá as penalidades impostas no caso de uma apreensão involuntária, conforme informado no site da Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Ou seja, ao entregar o animal, a pessoa ficará livre de prisão e multa. Todavia, perderá o animal.

No entanto, apesar de a legislação ambiental não admitir a regularização da posse de um animal silvestre, há diversos Tribunais do país que reconhecem a possibilidade de o tutor permanecer com o animal, desde que atendidos alguns requisitos.

Reconhecendo que alguns animais selvagens, após algum tempo de vida doméstica, perdem sua capacidade de sobrevivência no habitat natural, o Judiciário vem admitindo que a devolução desses espécimes à natureza é medida muito mais gravosa do que a sua manutenção junto à família.

Considerando a falta de qualidade de vida que o animal enfrentará na natureza ao ser rejeitado pelos bandos ou colocado como uma presa fácil aos predadores, têm surgido decisões no sentido de permitir uma “regularização judicial” que garanta a manutenção do espécime no ambiente doméstico.

Para tanto, recomenda-se a contratação de um advogado ambientalista.

Como faço para ter um animal silvestre de estimação de forma legal?

Os animais selvagens ou silvestres precisma de autorização do IBAMA.
Os animais selvagens ou silvestres precisma de autorização do IBAMA.

A aquisição de animais selvagens, ou silvestres, está sujeita a intenso controle da parte de órgãos de fiscalização ambiental. A compra deve ser realizada diretamente com criadores ou estabelecimentos habilitados junto ao IBAMA, sendo imprescindível exigir a nota fiscal da operação, que deve conter, no mínimo, as seguintes informações: nome popular do animal, nome científico do animal, tipo e número de marcação (anilhas para aves, chips para primatas e etc.).

Portanto, para ter um destes animais de forma legal, devem-se procurar entidades específicas para adquiri-los. Existem diversos tipos de criadores cadastrados no IBAMA.

Devolução de Animais Selvagens

Muitas pessoas podem querer devolver um animal silvestre ou até mesmo encontrar uma solução alternativa por impossibilidade de mantê-lo. Nesse caso, é muito importante seguir as recomendações abaixo:

No caso de posse de animal silvestre adquirido de forma ilegal, é possível entregá-lo espontaneamente ao órgão ambiental competente. Por isso, a entrega deve ser feita a um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) ou a um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) autorizado.

Se o animal silvestre possui origem legal, ou seja, foi adquirido de um criador comercial ou estabelecimento comercial devidamente autorizado, é possível devolvê-lo ao criadouro de origem, ou doar o animal a um terceiro, por meio de um termo de transferência.

Caso o animal esteja acostumado à vida de cativeiro, em hipótese alguma recomenda-se a soltura do animal. Além de ser um crime ambiental, o fato de o animal ter passado boa parte de sua vida em cativeiro sem participar.

Portanto, de um programa específico de reabilitação para soltura, faz com que ele não esteja apto para viver sozinho na natureza. Isso acaba aumentando o risco de morrer de fome ou de ser predado facilmente por outros animais.

O que fazer se achar em casa um animal selvagem ferido?

No Brasil, mesmo em áreas urbanas, pode acontecer que se encontrem animais selvagens feridos ou perdidos. Nesse caso, recomenda-se entrar em contato ou entregar o animal a um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) ou a um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) autorizado.

Em caso de emergência, entre em contato com o veterinário ou órgão ambiental mais próximo. Não tente manusear, alimentar ou tratar sem orientação técnica pois isso pode causar mais danos do que ajudar.

Animais selvagens com problemas de saúde. Quem pode ajudar?

Nem todo o médico veterinário tem preparo para cuidar ou orientar sobre a saúde de um animal silvestre. Para isso é necessário procurar um médico veterinário especializado nesses animais.

Últimas considerações

Ao constatar casos de maus tratos ou comércio ilegal, é possível denunciar de forma totalmente segura. Para isso, pode ser utilizada a linha verde do IBAMA, ligando 0800 618080 de Segunda à sexta, das 8h às 18h ou fazer a denuncia diretamente pelo site.

Referências

https://www.gpabrasil.com.br

http://www.ra-bugio.org.br

https://www.ibama.gov.br

https://www.wwf.org.br/

 

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Ataque de tubarão no Recife e em outros locais do mundo.

Segundo um artigo publicado pela National Geographic em junho de 2019, o ataque de tubarão tem se tornado um fenômeno cada vez mais frequente. Ao longo dos últimos anos, de fato, diversos ataques de tubarão foram relatados no mundo.

As estatísticas mostram que os ataques costumam ocorrer em águas com mais de dois metros de profundidade, e envolvem tubarões com cerca de 2 a 8 metros de comprimento.

No mundo, as áreas consideradas mais perigosas são a África do Sul, a Austrália e os Estados Unidos. Já em nossas costas, o ataque de tubarão não é muito comum.

Conhecendo melhor o tubarão

O tubarão é um animal vertebrado da classe dos Chondrichthyes, ou seja, trata-se de um peixe cartilaginoso. São animais considerados de grande porte. De fato, algumas espécies podem alcançar até 20 m de comprimento.

Seu corpo é fusiforme. Sua pele, áspera e resistente, é recoberta por escamas placoides, cujas formas e distribuição aumentam a eficiência da natação.

Habita os mais diversos ambientes oceânicos, desde a costa a grandes profundidades e diferentes temperaturas.

Características dos tubarões

Sistema sensorial: tubarões possuem visão bem desenvolvida, olfato aguçado, podendo sentir determinados odores a grandes distâncias. Além disso, suas linhas laterais permitem que identifiquem mudanças de pressão da água, sendo importantes detectores de vibrações.

Sistema reprodutor: podem ser ovíparos, ovovivíparos ou vivíparos. Em algumas espécies, pode ser observado o canibalismo entre os embriões.

Sistema digestório: apresentam boca ventral com dentes dispostos em fileiras, podendo ser substituídos durante a vida. Além disso, apresentam cinese craniana, ou seja, a capacidade de mover os ossos do crânio. Isso permite que se alimentem de grandes presas.

Sistema circulatório: assim como os demais peixes, apresentam um coração com duas cavidades, um átrio e um ventrículo, e circulação fechada.

Sistema respiratório: apresentam respiração braquial e não possuem bexiga natatória. Nesse caso, o fígado, devido à grande quantidade de gordura, é quem o auxilia na flutuação.

Ataque de tubarão

O Brasil encontra-se em nono lugar na lista de países com maior número de ataques registrados.

No Brasil, a maior concentração de ataques ocorre em Recife (PE). Entre os fatores que podem ter contribuído para esse grande número de ataques, pode estar a construção do Porto de Suape. De fato, para que a obra fosse realizada, desmatou-se uma grande área de manguezal, afetando a cadeia alimentar marinha na região.

Outro fator que pode ter contribuído é a poluição lançada nos estuários, locais de reprodução da espécie cabeça-chata (a responsável pela maioria dos ataques). Esse fator diminui a quantidade de peixes e ainda pode atrair algumas espécies como o tubarão-tigre. Além disso, a poluição afeta a visibilidade, fazendo com que o tubarão confunda sua presa.

Ataque de tubarão no Recife

Segundo o Jornal Correio Brasiliense, em 1992 Pernambuco entrava no roteiro mundial das estatísticas de incidentes com tubarão ao começar a registrar oficialmente ataques do predador dos mares na própria costa. De fato, o primeiro caso de ataque de tubarão aconteceu em frente à igreja da Praia de Piedade, em 1992. Posteriormente, em 1994, uma tragédia maior ocorreu, quando 10 pessoas foram atacadas. Ao longo de mais de duas décadas, 62 vítimas foram atacadas, das quais 24 morreram.

Pernambuco, todavia, não é o único estado brasileiro com ataques de tubarão em suas águas. Dados em análise pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) apontam que, das 17 unidades da federação cortadas pelo mar, 11 têm histórico de incidentes. No entanto, Pernambuco ainda é responsável por mais da metade dos incidentes e mantém uma média de mais de duas ocorrências por ano.

Segundo essa pesquisa, cerca de 30% dos incidentes ocorreram em áreas onde agem as correntes de retorno, popularmente conhecidas como valas, ou seja, os ataques aconteceram depois de um princípio de afogamento. De fato, foi comprovado que quando as pessoas são levadas pelas correntes, tendem a permanecer numa zona por onde passa um canal de oito metros de profundidade que margeia a costa pernambucana. É justamente nesse lugar que os tubarões se deslocam.

Praias no Brasil que apresentam maiores riscos de ataque de tubarão.

No Brasil temos duas praias com maior perigo de ataque de tubarão. Ambas ficam no estado de Pernambuco.

Praia da Boa Viagem, no litoral do Recife é o ponto que mais sofre de ataques de tubarão em toda a América do Sul. Ao caminhar pela orla, é possível avistar diversos cartazes indicam aos turistas a presença destes animais. As espécies mais encontradas são os tubarões cabeça chata e tubarões-tigre.

A outra praia é a Enseada da Caieira, em Fernando de Noronha.  É uma das praias que tem tubarões no Brasil e um dos lugares que mais contabiliza ataques de tubarão no mundo.

Segundo artigo publicado em junho de 2018 pelo jornal Gazeta, há, ainda, relatos de alguns ataques acidentais nas praias do Rio de Janeiro.

Praias no mundo com maior risco de ataque de tubarão.

Como mencionado no inicio do artigo, África, Austrália e Estados Unidos apresentam um índice alto de periculosidade nesse sentido. Conheça as praias com maiores riscos de ataque de tubarão.

Ataque de tubarão nos Estados Unidos

Califórnia – O litoral norte da Califórnia é bastante frequentado por tubarões de diversas espécies. Uma centena de ataques foram registrados na história e os tubarões são avistados com frequência em pontos como a cidade de Santa Cruz e a praia de Surf Beach. Outra praia é a Bolinas Beach,  que abriga os tubarões-brancos.

Flórida – Os tubarões cabeça-chata que infestam as águas de New Smyrna Beach fizeram desta região o local com o maior número de ataques por ano. No entanto, nunca foram registradas  mortes por ataque de tubarão. Apenas ferimentos.

Carolina do Norte –  Topsail Island é um dos locais com mais tubarões no litoral leste dos Estados Unidos. A ilha tem cerca de 50 quilômetros de praias, que são muito procuradas por turistas durante o verão apesar da presença de tubarões-martelo e tubarões-tigre.

Havaí – Famoso por suas belas praias, uma linda natureza e ondas perfeitas, mas também o perigo de encontrar tubarões. Nos últimos anos, a praia de Lyman Beach da ilha de Big Island foi palco de diversos ataques de tubarões-tigre, espécie mais encontrada no arquipélago.

Outro local, no mesmo estado, é a praia de Kahana, na ilha de Maui que teve relato de um acidente de ataque de tubarão recentemente. A região central do litoral norte da ilha de Oahu, conhecida como North Shore,  também é conhecida pela frequência de seus ataques de tubarão.

Continente Africano

África do Sul

As águas que rodeiam a Cidade do Cabo são conhecidas por sua grande quantidade de tubarões, entre eles temido tubarão-branco. A praia de Fish Hoek Beach é uma das mais perigosas da região, com frequentes ataques de tubarões a surfistas e banhistas.

Em alguns locais da África do Sul é possível avistar bem de perto os temidos tubarões brancos. São realizados mergulhos com jaulas de proteção para poder ver os animais em seu habitat natural. Locais que oferecem esse tipo de atração são ilha de Dyer Island (conhecida como meca dos tubarões brancos) e Gansbaai.

Perto da fronteira entre a África do Sul e o Moçambique, a área de Kosi Bay faz parte de uma reserva natural onde quatro lagos interligados desembocam no mar. No oceano, Kosi Bay tem uma forte concentração de tubarões cabeça-chata, especialmente agressivos nesta área.  Já a Second Beach, tem as piores estatísticas, com diversos ataques de tubarões que levaram as vítimas à morte.

Egito

A cidade de Sharm el-Sheikh é o principal destino turístico no litoral egípcio. Visitantes do mundo inteiro prestigiam a região para mergulhar em águas cristalinas e ideais para mergulho. Entre a grande biodiversidade local encontra-se também a presença de tubarões, responsáveis por alguns ataques nos últimos anos. Outros ataques foram relatados em Naama Bay.

Austrália

A Austrália tem altos índices de ataques de tubarão. Entre os locais mais arriscados, podem-se citar Coffin Bay, Bondi Beach e Gold Coast. Esse último é conhecido como um dos lugares mais perigosos do mundo quanto à presença de tubarões.

Outros destinos turísticos com registros de ataque de tubarão

Outros destinos paradisíacos que oferecem risco de ataque de tubarão são o Caribe, México e a Ilha da Reunião, que apesar de ser território francês, encontra-se no Oceano Indico, próximo a Madagascar.

No Caribe, a área de West End, possui populações abundantes de tubarões martelo, tubarões-tigre e cabeça-chata. No entanto, são raros os registros de ataques.  Em Cancun, no México também há registros ocasionais ataques do predador.

Já na Ilha da Reunião, o número de ataques de tubarão está crescendo cada vez mais e está se tornando, portanto, uma preocupação para as autoridades locais.

Por que ocorrem ataques de tubarão?

Existem cerca de 400 espécies de tubarões e, dessas, apenas 33 têm registro de ataques a seres humanos.

Após muitos anos de estudo, hoje sabe-se que os tubarões não apreciam a carne humana. Portanto, a maioria dos ataques ocorre de forma acidental ou por defesa.

Muitas vezes os ataques podem ser provocados por mergulhadores que procuram manipular esses animais. No entanto, são muito mais comuns os ataques não provocados. De fato, o tubarão pode confundir as pessoas com suas presas normais. Ainda mais se for um ambiente onde a água é muito turva.

Como evitar um ataque de tubarão

Existem algumas atitudes e cuidados que podem, sem dúvida, ajudar a prevenir ataques de tubarão.

  • Primeiramente, informe-se sobre o destino e respeite as regras e avisos locais, como é o caso da praia da Boa Viagem, em Recife.
  • Evite nadar ao entardecer ou no escuro, pois nesses momentos os tubarões ficam mais ativos;
  • Procure nadar em grupo. Os ataques costumam ser mais comuns a pessoas que estão sozinhas;
  • Não nade muito longe da arrebentação e fique atento em bancos de areias e declives;
  • Não entre no mar se estiver com qualquer tipo de sangramento;
  • Evite nadar em águas com escoamento de esgoto próximo. O lixo é, de fato, uma grande fonte de atração para o tubarão.
  • Evite as áreas utilizadas pela pesca comercial ou artesanal, especialmente se houver sinais de iscas na água ou atividade de alimentação. As aves marinhas são um bom indicador destas situações.
  • Evite águas turvas ou escuras (a vantagem sensorial está toda a favor do tubarão), em canais ou em bocas de baía.
  • Evite objetos brilhantes que simulem o brilho das escamas dos peixes, e roupas muito coloridas ou com grandes contrastes.
  • Se você observar um cardume de peixes se comportando de forma estranha ou se agrupando e se compactando, deixe a área imediatamente, pois eles podem já ter “sentido” a iminente presença de um tubarão.

O mais importante é, enfim, respeitar o habitat desses animais, evitando interferir ao máximo com sua presença e suas ações. É preciso preservar o ambiente marinho.

O que fazer em caso de ataque de tubarão

Segundo especialistas do Museu Natural da Flórida, deve-se dar um golpe no nariz do animal, o que normalmente é suficiente para interromper o ataque.

Todavia, se isso não funcionar, deve-se ter a frieza de atingir seus olhos e guelras, duas áreas extremamente sensíveis. Ao se livrar, nade até a praia ou pedra mais próxima.

A importância do tubarão no ecossistema

Primeiramente, por serem grandes predadores, estão no topo da cadeia alimentar e contribuem para o controle e a saúde das populações das espécies que são suas presas. Além disso, muitas vezes se alimentam de bichos doentes e velhos.

Preservação dos tubarões

Especialistas estimam que cerca de 100 milhões de tubarões são mortos pelo homem todos os anos, fato que certamente ameaça muitas espécies. Os tubarões se reproduzem lentamente, então são especialmente vulneráveis à caça predatória.

Esse declínio que vem ocorrendo deve-se principalmente à sobrepesca (ainda por cima ilegal), muitas vezes para a retirada de subprodutos. Estudos dizem que 73 milhões de tubarões são mortos por ano por causa de suas barbatanas, já que contêm cartilagem e ainda por cima são uma iguaria cara e muito apreciada pelos japoneses e chineses.

Além disso, é comum que tubarões fiquem presos a equipamentos de pesca, tornando-se, assim, capturas acidentais.

Outro agravante para o declínio na população dos tubarões é, sem dúvida, a destruição de regiões costeiras, já que são muito utilizadas por algumas espécies para a reprodução.

Referências Bibliográficas

Correio Brasiliense

National Geographic

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Atum: um peixe de vários milhões

O atum é, sem dúvidas, um peixe muito especial e conhecido por todos. Dos alimentos que vem do mar, é certamente o mais popular de todos, sendo sua forma de consumo mais comum a enlatada. Tanto que a maior parte dos atuns pescados passa por esse processo de industrialização.

Esse peixe faz parte da história da humanidade. Foi representado através de pinturas em cavernas pelos homens primitivos, e sua imagem foi até mesmo cunhada em moedas. A primeira referência que se conhece sobre a pesca do atum data de 700 a.C, no mar Egeu. Cardumes serviram de alimento para os gregos e, posteriormente, para legiões romanas.

Existem oito espécies de atum, sendo o Atum Azul o mais cobiçado. Isso porque o peixe possui um tamanho notável e uma carne extremamente saborosa.

Recentemente, em janeiro de 2019, o dono de uma rede japonesa de restaurantes estabeleceu um novo recorde  ao pagar mais de 3 milhões de dólares por um atum azul no primeiro leilão do ano no novo mercado de peixe de Tóquio, superando um recorde de 2013.

Espécies de Atum

Como mencionado anteriormente, existem oito espécies de atum.

  1. Thunnus alalunga – conhecida pelo nome comum de albacora, é uma espécie de peixe com distribuição natural nas águas tropicais e subtropicais de todos os oceanos e ainda no Mar Mediterrâneo. Pesa aproximadamente 33 kg.
  2. Thunnus albacares – conhecido no Brasil pelos nomes Albacora, Albacora-da-lage, Albacora-cachorra. Espécie ameaçada.
  3. Thunnus atlanticus – oriundo do Oceano Atlântico ocidental. Conhecido pelos nomes Albacora, Albacora-preta ou Albacorinha, Atum-barbatana-negra ou Atum-negro. Seu estado de conservação é estável.
  4. Thunnus maccoyii – conhecido como Atum-do-sul. É uma espécie de atum com distribuição natural nas águas marinhas temperadas e subtropicais do hemisfério sul. Seu estado de conservação é, no entanto, crítico.
  5. Thunnus obesus – o atum obeso, também conhecido como Patudo, chega a pesar cerca de 120 kg. Tem um valor econômico muito elevado no mercado, uma vez que é muito usado em pratos como “sashimi” no Japão.
  6. Thunnus orientalis – conhecido como atum-do-pacífico. Habita praticamente todas as águas do planeta e é considerado um dos principais predadores dos ecossistemas oceânicos, sendo endêmico do Oceano Pacífico norte. Os machos podem alcançar os 300 cm de comprimento total e os 450 kg de peso.
  7. Thunnus thynnus – conhecido como atum-rabilho, ou atum azul, é típico do Oceano Atlântico. É muito utilizado na culinária japonesa em pratos como o ‘sashimi’. Um indivíduo adulto dessa espécie pode chegar a pesar 380 kg.
  8. Thunnus tonggol – Atum-do-índico, é uma espécie objeto de importante pescaria comercial. A espécie tem distribuição natural no Indo-Pacífico, desde o Mar Vermelho à Nova Guiné e aos mares a sul do Japão. A IUCN considera o estado de conservação da espécie como não suficientemente conhecido.

Ficha Técnica do Atum

Nome científico: Thunnus sp

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Actinopterygii

Ordem: Perciformes

Família: Scombridae

Tamanho: Varia conforme a espécie.

Características do Atum

O atum apresenta o corpo alongado, fusiforme, boca grande e alongada, duas barbatanas dorsais bem separadas e ajustáveis a um sulco no dorso, seguidas por grupos de lepidotríquias também na região ventral.

A barbatana caudal é bifurcada e, no seu pedúnculo, possui duas quilhas de queratina.

Os atuns são animais endodérmico, ou seja, têm um sistema vascular especializado em trocas de calor, podendo elevar a temperatura do corpo acima da água onde nadam. É essa a característica que confere ao peixe uma carne em tom rosado.

Além disso, é por esta razão que são grandes nadadores, já que podem realizar migrações ao longo de um oceano.

Comportamento

O atum viaja em grandes grupos, chamados cardumes. Algumas espécies conseguem nadar até 170 km num único dia. Além disso, vários tipos de atum voltam para as águas em que nasceram para procriar.

Seus cardumes normalmente acompanham as correntes marinhas, sendo encontrados em todos os oceanos.

Reprodução do Atum

Do ponto de vista da reprodução, são dioicos e não mostram dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas não apresentam diferenças visíveis entre eles.

As fêmeas produzem grandes quantidades de ovos planctônicos que se desenvolvem em larvas pelágicas.

Alimentação

O atum se alimenta de outros peixes, entre eles o arenque, a savelha e a cavala. Algumas espécies também comem pequenos invertebrados, como lulas.

Habitat

O atum é um peixe que vive nas regiões tropicais e subtropicais de todos os oceanos.  Normalmente formam cardumes só de peixes da mesma idade.

No Brasil, é possível encontrá-lo em toda a costa, porém sua maior incidência ocorre no nordeste e em parte do sudeste e do sul. A albacora (Thunnus albacares) e o atum (Thunnus atlanticus) são os mais comuns na costa brasileira.

No entanto, se aproximar na costa não é algo costumeiro para esta espécie. De fato, costuma ser mais comum encontrar estes peixes em mar aberto, salvo áreas de grande profundidade. Os atuns, principalmente os mais jovens, costumam nadar em cardumes.

Predadores e formas de defesa

Os atuns são historicamente de grande importância pesqueira, portanto não há dúvidas de que o maior predador do atum é o ser humano. De fato, sua pesca é, e sempre foi, muito popular.

Por essa razão e, como resultado do aumento da procura de pescado no mercado internacional, algumas espécies de atum, como o “azul” (Thunnus thynnus) chegaram à situação de sobrepesca.

No entanto, durante o século XX formaram-se várias organizações internacionais que promovem a pesca responsável dos atuns, como a Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico e a Comissão Inter-Americana para os Atuns Tropicais.

Além de ser consumido fresco, o atum é também uma importante matéria-prima para a indústria conserveira. Em Portugal, esta indústria começou a florescer desde o final do século XIX, consolidando a sua posição no mercado durante a primeira metade de século XX.

Mais recentemente, no entanto, com o desenvolvimento dos movimentos ambientalistas, foram levantados alguns problemas ambientais. De fato, apesar das pescarias de atum serem bastante específicas, verificou-se que durante alguns tipos de pesca, como a feita com rede, capturavam-se algumas espécies indesejadas ou mesmo protegidas, como as tartarugas marinhas e os golfinhos.

Por essa razão, os consumidores (principalmente nos Estados Unidos, mas com tendência também de se popularizar na União Europeia) são aconselhados a não adquirirem atum que não seja “certificado” como proveniente de uma “pescaria responsável” ou “que protege a biodiversidade”.

A pesca de atum no Brasil

Segundo o Diário do Nordeste, das 27 mil toneladas geradas anualmente no País, entre 13 mil e 17 mil partem do território cearense. Esse número representa até 62% do volume do pescado no País.

Os resultados da atividade de pesca do atum tem sido tão bons, que instituições financeiras têm demonstrado interesse em financiar a construção de embarcações de pesca de atum.

Atualmente, o Brasil pesca em torno de 50 mil toneladas de atum por ano. Há sete anos, essa pesca ficava próxima de 25 mil toneladas, o que demonstra a tendência de crescimento, segundo site da FIERN.

Atum e o consumo humano

Além de ter uma carne muito saborosa o atum é, sem dúvida, um dos queridinhos dos adeptos da alimentação saudável.

Sob a ótica nutricional, o atum é considerado um alimento que fornece proteína de alto valor biológico e com baixo teor de gorduras saturadas. Além disso, é uma excelente fonte de vitamina B3, vitamina B12, e vitamina B6. O peixe também figura dentre as limitadas fontes alimentares de vitamina D, relacionada não somente à saúde dos ossos, mas também atuando no sistema imunológico e neurológico.

O atum também consiste num alimento rico fósforo, essencial para o crescimento dos tecidos. Além disso, possui minerais como magnésio e potássio, fundamentais para a função cardíaca e a regulação da pressão arterial.

Além disso, é importante destacar também o ômega-3, um ácido graxo essencial. Esse nutriente é um aliado na proteção do organismo frente a eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC), já que tem papel na redução dos triglicérides plasmáticos e por estar associado à melhor regulação da pressão arterial e atuação positiva no sistema circulatório, reduzindo, portanto, o risco de obstrução dos vasos sanguíneos.

 

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Salmão: Tudo sobre o peixe, sua pesca predatória e extinção.

Salmão é o nome vulgar de várias espécies de peixes da família Salmonidae, que também inclui as trutas, típicos das águas frias do norte da Eurásia (nome utilizado para definir a massa que forma em conjunto a Europa e a Ásia) e da América. Várias espécies são criadas em aquacultura, especialmente a espécie Salmo salar.

Segundo o site do Greenpeace, o salmão selvagem desapareceu da maioria das águas norte-americanas, europeias e do báltico, devido à sobrepesca.

Esse peixe possui, de fato, uma carne muito apreciada em diferentes partes do mundo, sendo um dos principais pescados utilizados na culinária japonesa.

Todavia, nos últimos anos, o salmão deixou de ser uma exclusividade dos restaurantes japoneses no Brasil. Já é possível encontrá-lo em buffets por quilo, por exemplo. Além disso, ele lidera a preferência, quando se trata de pescados.

Espécies de Salmão

Existem sete espécies de salmão: uma no oceano Atlântico e seis no oceano Pacífico. O salmão-do-atlântico é encontrado principalmente na parte norte do oceano e se reproduz nos rios da América do Norte e da Europa.

As seis espécies do Pacífico são: coho, chum, real (ou chinook), rosado, vermelho (ou sockeye) e cereja (ou masu). Encontradas nas águas do norte desse oceano, reproduzem-se nos rios perto das costas norte-americana e asiática.

Ficha Técnica do Salmão

Nome científico: Salmo salar

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Actinopterygii

Ordem: Salmoniformes

Família: Salmonidae

Tamanho: depende da espécie

Características Físicas Salmão

A cor vermelha do salmão é devida a um pigmento chamado astaxantina. O salmão é basicamente um peixe branco e o pigmento vermelho é proveniente das algas e dos organismos unicelulares, que são ingeridos pelos camarões do mar.  O pigmento é armazenado no músculo do camarão ou na casca.

Quando os camarões são ingeridos pelo salmão, estes também acumulam o pigmento nos seus tecidos adiposos. Como a dieta do salmão é muito variada, o salmão natural toma uma enorme variedade de cores, desde branco ou um cor-de-rosa suave a um vermelho vivo.

Portanto, a cor do salmão selvagem é alaranjada porque ele come crustáceos na natureza. No cultivo, para que o salmão adquira a mesma coloração, a alimentação recebe um pigmento chamado astaxantina, um carotenoide similar ao que existe no tomate, na cenoura e nos camarões.

Comportamento

O salmão do Oceano Pacífico volta do mar à água doce para se reproduzir, quase sempre ao mesmo rio em que nasceu. À medida que se aproxima a época da procriação, a cabeça do macho muda de forma, alongando e curvando a mandíbula inferior em forma de gancho e a carne ganha uma coloração esbranquiçada. Enquanto o salmão do Oceano Pacífico morre após a reprodução, o do Atlântico se reproduz mais de uma vez.

Permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar. Suporta temperaturas baixas em água doce ou salgada.

Reprodução do Salmão

Depois de nascer na água doce, o salmão viaja para o oceano, onde vive de um a três anos. Ele então volta ao seu local de nascimento para se reproduzir. Alguns salmões chegam a percorrer mais de 3.200 quilômetros nessa jornada.

Uma vez em água doce, o salmão para de comer e se mantém graças à gordura acumulada no corpo. Os machos lutam, disputando uma companheira. Depois do acasalamento, a fêmea cava um buraco e põe milhares de ovos nele.

A maioria dos salmões do Pacífico morre logo depois do acasalamento, mas o salmão do Atlântico geralmente consegue voltar ao mar e se reproduzir novamente.

Alimentação

O salmão, em água doce, alimenta-se principalmente de insetos aquáticos, incluindo larvas e ninfas de quironomídeos e moscas. No mar, os salmões comem uma variedade de organismos marinhos, incluindo crustáceos e outros peixes.

Em seu habitat, o salmão é um grande predador de camarões, por isso, a astaxantina presente no crustáceo chega aos músculos do salmão. Mesmo tendo sua carne naturalmente branca, a parte externa torna-se rosada porque o salmão não consegue eliminar o pigmento.

Habitat

O salmão é peixe de águas frias, de países como Noruega, Canadá e Alasca. Ele passa parte da vida na água doce e parte na salgada. O salmão selvagem inicia seu ciclo quando a fêmea coloca os ovos entre pedras de rios. Os filhotes crescem e migram para o mar.

Adulto, o salmão nada contra a correnteza, saltando obstáculos para voltar aos rios e se reproduzir.

Predadores e formas de defesa

O salmão adulto é alimento de focas, ursos, lobos, tubarões, baleias e seres humanos. A imensa maioria do Salmão do Atlântico disponível no mercado mundial, ou seja, quase 99%, é produzida em cativeiro. No entanto, a maioria do Salmão do Pacífico é capturada em estado selvagem (mais de 80%).

Sobrepesca

O salmão se popularizou muito no Brasil e em outros países por ser peixe nutritivo, sem espinha e de sabor agradável. Além disso, com a boa aceitação da culinária japonesa no Brasil, o salmão caiu no gosto popular.

Esse peixe possui carne firme, cuja coloração avermelhada se deve aos pigmentos presentes nos insetos e crustáceos que compõe sua dieta. Pode ser encontrado fresco, congelado ou enlatado.

Além disso, a farinha e o óleo de peixe salmão são amplamente utilizados na industria de alimentação animal. De fato, muitos produtos para cães, gatos e peixes ornamentais, utilizam essa matéria prima. Isso faz com que aumente a pressão da pesca nos recursos naturais.

Por causa da demanda crescente, houve um problema de sobrepesca destes animais. Por isso, criadores são cada vez mais frequentes, apesar de diversas polemicas sobre o assunto.

O salmão cultivado precisa sim ser bem manejado para que não cause problemas ao consumidor. Nutricionistas brasileiros afirmam que é perigoso dizer se o salmão criado em piscicultura faz mal ou não à saúde, pois faltam dados científicos que permitam tal afirmação.

A polemica do salmão cultivado

A polemica tem origem num caso de parasitose no peixe vindo do Chile, entre 2004 e 2005.

Na ocasião, algumas pessoas que comeram o peixe contaminado cru adoeceram e as importações foram suspensas. Porém, essa situação foi solucionada e sabe-se que a indústria chilena toma todos os cuidados necessários para evitar o surgimento de qualquer outra doença no peixe, uma vez que a sua indústria hoje é focada e sobrevive nessa espécie.

Ou seja, é importante que os consumidores sejam críticos quanto à origem, fornecedor, manipulação e conservação do pescado. Deve-se conhecer o estabelecimento onde se compra os alimentos, cobrar a seriedade do trabalho do governo e empresas importadoras e, buscar cada vez mais produtos sustentáveis.

Consumo de Salmão no Brasil

Quase todo o salmão consumido no Brasil vem de cultivos marinhos.

No Chile, não existe salmão nativo, mas são criadas duas espécies: o salmão do Atlântico, ou salar, e o salmão do Pacífico, ou coho. Além da truta arco-íris, da mesma família dos salmões.

O Chile é o principal fornecedor de salmão para o Brasil. Além disso, é o segundo maior produtor de salmão, atrás apenas da Noruega. Por ano, são produzidas 800 mil toneladas de salmão, um terço da produção mundial.

No ano de 2017, o volume adquirido no Brasil foi de 71,85 mil toneladas, que rendeu à indústria do país US$ 466,76 milhões. Os dados do governo brasileiro englobam as compras do peixe vivo, além do produto seco, congelado, salgado ou defumado.

Nos primeiros cinco meses de 2017, as compras foram de 30,65 mil toneladas, um crescimento de 13,54% em relação ao intervalo de janeiro a maior de 2016. O valor das importações no ano de 2018 foi de US$ 242,68 milhões, conforme o sistema Agrostat, do Ministério da Agricultura.

Consumo de salmão e os benefícios para a saúde

O Salmão é um peixe de grande destaque e bastante apreciado na alimentação em virtude do sabor delicado, coloração característica e versatilidade em preparações culinárias.

No entanto, o seu consumo se popularizou em virtude da descoberta quanto aos seus benefícios à saúde.  Em estudos científicos envolvendo a população de esquimós, foi possível observar que havia uma relação entre o consumo elevado de gorduras presentes no salmão, dentre estas o ômega 3, e menor incidência de eventos cardiovasculares.

O ômega 3 é um ácido graxo chamado essencial, ou seja, ele precisa ser obtido por meio da alimentação já que o organismo não o produz.

Esta substância está presente em alimentos de origem vegetal mas, sobretudo, em peixes que habitam águas marinhas profundas e frias. O salmão, entretanto, figura como uma das maiores fontes alimentares do ômega 3.

Benefícios do Omega 3

  • Possui ação anti-inflamatória e protetora do coração e sistema circulatório
  • Auxilia no controle da pressão arterial,
  • Aliado para a redução do risco doenças cardiovasculares, como o infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
  • Importante no funcionamento das membranas das células da retina,
  • A substância também está relacionada à formação e desenvolvimento das células cerebrais, regulando a fluidez das membranas. De acordo com alguns estudos, a substância pode auxiliar na proteção do desenvolvimento da Doença de Alzheimer.
  • Adicionalmente, alguns estudos observaram que uma dieta rica em ômega 3, junto a outros fatores, está associada ao menor risco de depressão.
  • Outros estudos sugerem que a ingestão de ômega 3 pode melhorar a sinalização da insulina, mantendo assim melhor o controle da glicemia (açúcar no sangue).

Outros benefícios proporcionados pelo consumo do Salmão

O salmão é fonte de vitamina A, D e minerais como o selênio e magnésio.

Alguns estudos científicos sugerem benefícios do consumo de salmão para a saúde de cartilagens e articulações em razão de pequenas moléculas proteicas, denominadas peptídeos bioativos que, atuariam na regulação e processos de síntese de colágeno e mineralização do osso, fatores que, em associação à capacidade anti-inflamatória do ômega 3, poderiam ser um aliado no controle e tratamento da artrite.

Referências Bibliográficas

Globo Rural 

http://naturlink.pt/article.aspx?menuid=55&cid=2833&bl=1&viewall=true

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Raça de cavalo – conheça as 9 raças mais comuns no Brasil.

Primeiramente, os cavalos são animais conhecidos e admirados pela vitalidade, força, beleza e versatilidade. Essa admiração independe da raça de cavalo.  De fato, esses animais acompanham o ser humano desde tempos muito antigos facilitando a vida das pessoas em muitos aspectos.

O cavalo teve, durante muito tempo, papeis muito importantes para o ser humano. Foram, sem dúvida, primordiais nos seguintes setores:

  • Transporte – através da montaria, puxando carruagens e carroças, entre outros.
  • Trabalho no campo – por exemplo, o uso de cavalos para arar os campos.
  • Alimentação – a carne de cavalo já foi amplamente consumida. Na Europa, inclusive, ainda é muito comum encontrar a carne de cavalo no cardápio.

Cavalos são, sem dúvida, animais sociais e vivem em grupos liderados por matriarcas. Esses animais usam uma elaborada linguagem corporal para comunicar uns com os outros. Todavia, com um pouco de convívio, os humanos podem aprender e compreender a linguagem.

Equinocultura no Brasil

Engana-se quem acha que a equinocultura, ou seja, a criação de cavalos, não é rentável. De fato, segundo um artigo da EM, a equinocultura movimentou R$ 16,5 bi em 2018. Ou seja, a atividade responde por nada menos que 3,2 milhões de empregos. Isso faz com que o Brasil se destaque em terceira posição no ranking mundial.

Ainda segundo o artigo da EM, os negócios em torno da equinocultura não se limitam à compra e venda dos animais. Hoje em dia, de fato, vários segmentos de trabalho estão relacionados com a criação das raças de cavalo, como:

  • Medicamentos e serviços veterinários,
  • Associações,
  • Fábricas de ração, selaria e acessórios,
  • Escola de ferrageamento,
  • Leilões,
  • Produtoras de vídeo, gráficas,
  • Competições, exposições e muito mais.

Um artigo publicado no site da Expointer informa, enfim, que o Brasil possui o quarto maior rebanho equino do mundo. São, de fato, 5.496.817 cabeças, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Principais raças de cavalo no Brasil

Primeiramente, é importante dizer que há tantas raças de cavalos que seria necessário um livro inteiro para tratar o assunto. Assim como acontece com os cachorros, cada raça de cavalo tem afinidades para determinadas finalidades, como por exemplo corrida, exposição, trabalho no campo.  Além disso, cada raça de cavalo tem uma característica física, tamanho e cor de pelagem que as difere.

Conheça, enfim, 9 das principais raças de cavalo conhecidas no Brasil.

1. Mangalarga Marchador – a raça de cavalo mais popular do Brasil

Segundo os artigos mencionados acima, essa é a raça de cavalo que está, sem dúvida, em primeiro lugar entre as raças registradas.

O Mangalarga Marchador, também conhecido como Mangalarga Mineiro, é uma raça de cavalo brasileira descendente de cavalos Alter-Real (uma estirpe do Cavalo Lusitano).  Esses, chegaram ao Brasil no início do século XIX por meio da Corte portuguesa, e depois foram cruzados com cavalos crioulos marchadores formados pelos fazendeiros da região sul de Minas Gerais.

A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem, enfim, a animais de porte elegante e beleza inquestionável. O temperamento dócil torna esse animal, sem dúvida, próprio para a montaria.

Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal. Por isso, a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça.

A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.

Características dessa raça de cavalo

Trata-se de uma raça de cavalo de porte médio, de aparência calma. A pele é fina e suave.  O peito é fundo e os membros são musculosos. Os machos, geralmente, medem cerca de 1,52 metros. Já as fêmeas, cerca de 1,46 metros.

A pelagem é sedosa e quanto à coloração, podem ser de várias cores como cinza, baio e castanho.

Quanto ao temperamento, eles são tipicamente ativos e dóceis.

2. Puro Sangue Árabe

O cavalo Árabe, também chamado Puro Sangue Árabe, é uma raça equina originada na Península Arábica. Trata-se, sem dúvida, de uma das raças de cavalo mais antigas e apreciadas do mundo.

As tribos beduínas do deserto foram as grandes responsáveis pela domesticação e seleção genética das qualidades e da preservação da pureza racial do Cavalo Árabe.

Genghis Khan, Napoleão, George Washington e Alexandre, o Grande, estão entre as inúmeras  figuras históricas que possuíram e montaram árabes.

No século VII DC, o profeta Maomé exortou seus seguidores a tratarem seus cavalos árabes com gentileza e respeito, particularmente as éguas que asseguraram a qualidade e a continuidade da raça. Ele ensinou que o a raça de cavalo Puro Sangue Árabe era um presente do próprio Alá, e tratar bem esses cavalos ajudava a garantir a felicidade na vida após a morte.

Características dessa raça de cavalo

O puro sangue árabe é uma raça de cavalo com altura média de 1.50 m, podendo atualmente chegar até 1.58 m. Possui cabeça em formato triangular com perfil côncavo, orelhas pequenas, olhos grandes arredondados e muito salientes, narinas dilatadas, maxilas arredondadas, boca pequena, pescoço alto e curvilíneo em sua linha superior.

O  tórax é amplo, dorso e lombo médios, garupa horizontal e saída de cauda alta que permanece elevada durante o movimento.

Seu trote e galope são rasteiros, amplos e cadenciados, com muito garbo, tendo temperamento muito vivo e grande resistência. As pelagens básicas são alazã, castanha, tordilha e preta.

Pelas suas características, são aptos aos esportes hípicos de salto e adestramento em categorias intermediárias, hipismo rural, enduro e trabalhos agro-pecuários.

3. Puro Sangue Inglês

O Puro Sangue Inglês é uma raça de cavalo mais conhecida por seu uso em corridas. Embora a palavra puro sangue seja às vezes usada para se referir a qualquer raça de cavalo puro sangue, ela se refere tecnicamente apenas à raça Puro Sangue Inglês.

O Puro Sangue Inglês foi desenvolvido durante os séculos XVII e XVIII na Inglaterra, pelo cruzamento de éguas locais com garanhões árabes e berberes. A necessidade da melhora do desempenho em pistas dos animais existentes nas ilhas britânicas derivou do gosto popular crescente pelas competições, originalmente restritas às propriedades rurais para distração dos senhores de terras.

Durante os séculos XVIII e XIX, a raça Puro Sangue se espalhou pelo mundo.  De fato, foram exportados para a América do Norte a partir de 1730 e para a Austrália, Europa, Japão e América do Sul durante o século XIX.

Características dessa raça de cavalo

A raça de cavalo Puro Sangue Inglês tem porte médio para grande, com altura variando entre 1,62 a 1,67 metros. A cabeça é reta ou levemente ondulada. Os olhos são grandes, as orelhas médias e as narinas elípticas. Os animais possuem pelagem castanha, alazão e negra.

Os animais da raça são selecionados especialmente para corrida por serem considerados a raça mais veloz entre os equinos, e por possuir grande capacidade atlética. As principais habilidades se relacionam às corridas planas ou com obstáculos de média distância, salto e adestramento.

Essa raça de cavalo é também forte. Possui, de fato, um corpo proporcional e robusto. Um das desvantagens da raça  é o seu temperamento nervoso e difícil.

4. Lusitano – a raça de cavalo Portuguesa

O Lusitano, também conhecido como Puro Sangue Lusitano, é uma raça de cavalo com origem em Portugal e é considerado cavalo de sela mais antigo do mundo.

O Puro Sangue Lusitano apresenta aptidão natural para alta escola. O Lusitano revela-se não só no toureio e equitação clássica, mas também nas disciplinas equestres federadas como dressage, obstáculos, atrelagem e, em especial, equitação de trabalho, estando no mesmo patamar que os melhores especialistas da modalidade.

Características dessa raça de cavalo

Sua característica mais marcante é, sem dúvida, a fronte levemente abaulada. Os olhos são grandes e vivos, expressivos e confiantes. As orelhas são de comprimentos médio, finas, delgadas e expressivas.

É uma raça de cavalo de tamanho médio. Machos chegam a medir 1,60 e fêmeas 1,55. As duas cores mais comuns dessa raça são castanha e tordilha. Contudo, podem ser encontrados cavalos com pelagem de outros tons, como o alazã, palomina, baio e preto.

Seu temperamento é dócil.

5. Andaluz

O Andaluz deu origem à maioria das raças de cavalo modernas, como o Puro Sangue Inglês, entre outras. Embora não esteja entre os cavalos mais velozes, o cavalo Andaluz é atlético, ágil, forte e resistente.

Trata-se de uma raça de cavalo nobre e dócil, com temperamento vivo, originária da Península Ibérica, mais especificamente da região da Andaluzia, na Espanha, e do Alentejo, em Portugal.

Durante muito tempo foi, sem dúvida, uma das raças de cavalos mais apreciadas no mundo, especialmente por seu porte e notável aptidão pelas disciplinas da Alta Escola.

Características dessa raça de cavalo

O Andaluz é uma raça de cavalo de grande presença. De fato, é forte e rústico. Embora não seja muito veloz, é ágil e atlético.

Tem uma cabeça de extraordinária nobreza, o perfil característico, crina e cauda longa e exuberante.

É o mais antigo cavalo de sela do Ocidente. Sua versatilidade lhe permite ser treinado para o Adestramento Clássico, Salto, Alta Escola, Tração Ligeira e Doma de Campo

6. Percheron

O seu nome deriva da província Francesa de que é originário: Le Perche.

O uso deste cavalo foi principalmente de tiro, transportando cavaleiros armados durante a batalha das Cruzadas, ou como animais de carga de correio pesado ao serviço dos mensageiros Franceses no século XIX.

É um animal utilizado para carruagens e trabalho agrícolas ou urbanos.

Características dessa raça de cavalo

A raça de cavalo Percheron se caracteriza por ter uma cabeça elegante, que se alarga entre os olhos. Possui pescoço largo e forte, patas curtas mas muito fortes, e cascos muito duros. Além disso, são resistentes à maioria das condições climáticas e adaptam-se com facilidade e rapidez.

Devido à sua impressionante corpulência, pode puxar pesadas carruagens, transportar mais de 25 pessoas e arrastar toneladas de peso. Além disso, graças à sua resistência, pode percorrer uma média de 60 quilômetros por dia.

Apesar de suas impressionantes medidas, não falta graça aos movimentos do Percheron. Sua flexibilidade e agilidade são notáveis. Mostram numerosos espetáculos nos quais realizam todo o tipo de saltos, passos e piruetas. Muitos Percherons são utilizados para passeio por sua grande docilidade e temperamento tranquilo.

7. Quarto de Milha – uma raça de cavalo trabalhadora

O Quarto de Milha é uma raça de cavalo originária dos Estados Unidos. Começou a formar-se com a chegada dos europeus ao continente norte-americano, por volta de 1611, pelo cruzamento dos cavalos trazidos pelos ingleses e espanhóis, e cavalos de indígenas (mustangues), também de ascendência ibérica.

No Brasil, o cavalo quarto de milha chegou em 1955 e, atualmente, possui um plantel de mais de 360 mil animais, espalhados por todos os estados do país.

Características dessa raça de cavalo

A raça de cavalo Quarto de Milha é, certamente, muito conhecida pela agilidade. Sua principal característica é a velocidade, além da capacidade de fazer paradas bruscas. Esta raça de cavalo possui andamento trotado, musculatura bem desenvolvida. Por isso, o quarto de milha é muito usado para exposições, rodeio e cavalos de corrida.

Todavia, possui a mesma habilidade para arrebanhar o gado, puxar carroças e demais a fazeres da fazenda. Militares, além disso, usam os cavalos para marchas devido à flexibilidade e docilidade dos cavalos quarto de milha.

8. Appaloosa – a raça de cavalo dos pele-vermelhas

O Appaloosa é o cavalo que, montado pelos pele-vermelhas, sempre chamou atenção pela força, agilidade, coragem e pelagem de rara beleza. Trata-se de uma raça que remonta à antiguidade, conforme inscrições em cavernas europeias da ordem de 18 mil anos antes de Cristo.

Apesar dos Espanhóis terem trazido o Appaloosa para a América, foi uma tribo de índios a responsável pelo desenvolvimento da nova raça no continente americano. Essa tribo habitava a região conhecida como “Palouse”, por onde passa o rio de mesmo nome e ocupa o estado de Washington. Daí o nome da raça.

Em 1974 foi registrado o nascimento do primeiro animal no Brasil.

Características dessa raça de cavalo

A raça de cavalo Appaloosa é composta, sem dúvida, por animais ágeis, rústicos, velozes e resistentes. Por isso, ou seja, devido à essas características, são animais muito usados em longas distâncias e travessia de regiões íngremes e áridas. Têm pelagem exótica, sendo que sob sua cor básica aparecem pintas salpicadas, mais intensas na anca.

Possuem altura média de 1.50m, temperamento vivo, bom caráter, cabeça com fronte ampla, perfil reto, orelhas pequenas, olhos grandes, boca pouco profunda, pescoço médio em linha superior e inferior retas. O dorso e lombo são curtos e garupa levemente inclinada, membros fortes bem musculados, e cascos médios.

É utilizado, enfim, em atividades de trabalho no campo e em provas de trabalho como laço, rédeas, tambor e baliza, apartação, ‘working cow horse’ e muitas outras.

9. Campolina

A raça de cavalo conhecida como Campolina é brasileira. De fato, a raça foi criada em Minas Gerais por Cassiano Campolina. Para isso, foi usado o garanhão Monarca, filho de uma égua cruzada com o garanhão Puro Sangue Andaluz-Lusitano da Coudelaria Real de Alter, pertencente ao criatório de D. Pedro II. Além disso, os descentes de Monarca sofreram a infusão de sangue Percheron, Orloff e Oldenburger e mais tarde do Mangalarga Marchador e Puro Sangue Inglês.

No Brasil, estão registrados atualmente cerca de oito mil animais de mil e 500 criadores.

Características dessa raça de cavalo

Trata-se de uma raça de cavalo com altura média de 1.55 m, cabeça com fronte ampla, perfil retilíneo ou subconvexo. Suas orelhas são de tamanho médio. Além disso possui olhos médios, narinas elípticas, pescoço forte e rodado em sua linha superior. O peito é amplo, o dorso e lombo são médios, garupa levemente inclinada com saída de cauda não muito alta, sendo admitidas todas as pelagens.

Seu temperamento é dócil, mas ativo e orgulhoso. Por isso, é uma raça de cavalo indicada para passeio, enduro, tração ou lida com o gado.

A escolha da raça de cavalo ideal

As informações transmitidas acima podem, sem dúvida, ajudar a escolher a raça de cavalo mais apropriada para as necessidades de cada um.

Em caso de dúvidas, sugere-se o contato com criadores de raças de cavalo para buscar mais informações e conhecer melhor os animais. É importante, enfim, esclarecer também que quando falamos de índoles de raças, falamos de características comuns. No entanto, nada impede que um animal de uma raça considerada ‘arisca’ possa ser dócil, por exemplo.

Visitas aos criadores podem, portanto, ser experiências extremamente facilitadoras e enriquecedoras. Além disso, é importante estudar bem o investimento que o animal irá requerer ao longo da vida, já que irá precisar de alimentação, local para ficar e, enfim, cuidados veterinários.

 

 

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Bicho de estimação: Qual é o preferido das pessoas?

Tem um bicho de estimação é, sem dúvida, um fator que já assumiu grande importância na manutenção da saúde mental e até mesmo física das pessoas. Só no Brasil, segundo dados divulgados pela ABINPET em 2013, temos a seguinte população estimada de bichos de estimação nas residências:

  • 52.2 milhões de cães
  • 22.1 milhões de gatos
  • 37.9 milhões de aves
  • 2.2 milhões de outros animais de estimação

Além de serem uma fonte de afeto sincero, os bichos de estimação desempenham inúmeros papeis. Podem de fato, desempenhar função de guarda (mais comum em cachorros), predadores de pragas, companhia, suporte emocional.

Estudos têm demonstrado que a interação do homem com animais de estimação pode ter efeitos positivos na saúde e comportamento humano. Leia mais sobre isso no artigo ‘Animais de suporte emocional’.

Qual é o bicho de estimação preferido das pessoas?

O cachorro é o bicho de estimação preferido de todos no mundo.
O cachorro é o bicho de estimação preferido de todos no mundo.

Há uma certa rivalidade entre apaixonados por cães e apaixonados por gatos. Em alguns casos, a profundidade do sentimento pela espécie escolhida pode ser bastante intensa gerando verdadeiras discussões sobre qual espécie é melhor e por que.

De acordo com uma pesquisa da ‘Associated Press-Petside’, as pessoas que gostam mais de cães são mais numerosas, ou seja 74%. Apenas 41% preferem gatos.

Outro fator importante a ser considerado é que algumas pessoas parecem ser bastante exclusivas em suas preferências, gostando de cães ou gatos e odiando as outras espécies. Nesse quesito, aparentemente, os gatos parecem ser muito mais fáceis de odiar.

De fato, o percentual de adultos entrevistados que afirmaram não gostar de gatos foi de 15%, enquanto o número de pessoas que disseram não gostar de cachorros foi de apenas 2%.

Outro estudo sobre preferências de bichos de estimação foi realizado pela GfK. Segundo dados desse outro estudo, 75% dos brasileiros possui algum bicho de estimação em casa. Entre esses, 58% são cães e 28% são gatos.

Na Argentina, onde constatou-se que 80% da população tem animais de estimação. Dessa fatia pesquisada, foi averiguado que cães são os animais preferidos de 66% da população, enquanto os gatos representam 32%.

Os gatos, no entanto, são mais populares na Rússia onde 57% das pessoas afirmou ter felinos e 29% afirmou ter cães.

Por outro lado, na Ásia, as pessoas possuem menos bichos de estimação. Na Coreia do Sul, 31% das pessoas possui um bicho de estimação, em Hong kong 35% e, enfim, no Japão 37%. Na China, os animais mais populares são peixes e cães.

O gênero das pessoas influencia na escolha do bicho de estimação?

A pesquisa mencionada anteriormente, também fez um levantamento sobre as preferências de cada gênero relacionadas a bichos de estimação. Novamente, o cachorro foi o animal no topo do ranking.

Segundo o estudo, de fato, 34% das mulheres e 32% dos homens tinham cães. Em contrapartida, 25% das mulheres e 22% dos homens tinham gatos.

O perfil de quem tem um bicho de estimação

O bicho de estimação é mais comum entre famílias com crianças e pessoas sozinhas.
O bicho de estimação é mais comum entre famílias com crianças e pessoas sozinhas.

Vimos, anteriormente, que segundo as pesquisas, o cachorro é, aparentemente, o animal preferido das pessoas.

Entretanto é interessante falar também sobre outro levantamento realizado pela Scientific American que reuniu alguns trabalhos disponíveis e destacou algumas das descobertas interessantes sobre o que leva uma pessoa a ter um determinado bicho de estimação.

A maior parte dos dados utilizados no levantamento, deriva de enormes pesquisas de mercado realizadas por partes interessadas na indústria de animais de estimação, como a ‘American Veterinary Medical Association’.

Segundo essa pesquisa, ter um bicho de estimação é mais comum nos seguintes perfis:

  • Famílias (podendo ser casais com ou sem filhos, pais solteiros ou morando com outros parentes);
  • Pessoas que trabalham em tempo integral;
  • Pessoas empáticas e sociáveis;
  • Pessoas que possuem casa própria.

Outra observação interessante é que para cada tipo de bicho de estimação, 8 entre 10 dos principais pets da casa costuma ser fêmea. Em contrapartida, pessoas que não possuem bichos de estimação são mais inclinadas a:

  • Terem um título de estudo avançado;
  • Morar em áreas urbanas;
  • Apreciar casas arrumadas e muito limpas;
  • Descrever a si próprios como independentes.

O que há por trás da preferência por um determinado bicho de estimação

As pessoas escolhem o seu bicho de estimação que mais combina com a sua personaidade.
As pessoas escolhem o seu bicho de estimação que mais combina com a sua personaidade.

Os cientistas confirmaram o que nós já sabíamos: os proprietários dos animais tendem a escolher os bichos de estimação que mais se enquadram à sua personalidade.

É isso o que comprova o estudo especial realizado pela Universidade Carroll, nos Estados Unidos. A pesquisa foi realizada com 600 universitários, que responderam perguntas sobre sua própria personalidade, a qualidade que mais admiram em seus animais de estimação e a preferência entre cães e gatos.

O resultado da pesquisa mostra que os cachorros são a preferência da maioria, ou seja, de 60% dos entrevistados. Por sua vez, 11% escolheram os felinos e o restante escolheu ambos ou nenhum dos animais.

Além disso, estes estudos têm demonstrado que existem diferenças de personalidade entre pessoas que preferem cães ou gatos.

Sam Gosling, um psicólogo da Universidade do Texas em Austin, e seu estudante de pós-graduação Carson Sandy conduziram um estudo na Internet no qual 4.565 pessoas foram perguntadas se gostavam mais de cães, gatos, nenhum ou ambos.

O mesmo grupo recebeu uma avaliação de 44 itens que os inseriu nas chamadas dimensões da personalidade ‘Big Five’, ou seja, um teste que os psicólogos costumam usar para estudar personalidades. O resultado da pesquisa confirmou a existência de diferenças de personalidade entre pessoas que preferem cães ou gatos.

Mais estudos sobre diferenças de personalidades.

Segundo levantamento realizado por Stanley Coren, professor da ‘University of British Columbia, as pessoas que possuíam apenas gatos pareciam ser um pouco diferentes dos donos de cães, ou pessoas que possuíam cães e gatos, em termos de suas personalidades.

As pessoas que possuem ambas as especies, ou seja, cães e gatos, aparentam ser muito parecidas com as pessoas que possuem apenas cachorros.

Talvez uma das diferenças mais reveladoras entre donos de cães e gatos tenha sido evidenciada através de uma simples pergunta. O Dr. Stanley Coren, de fato, perguntou para pessoas que possuem apenas gatos:

“Se você tivesse espaço suficiente e não houvesse objeções de outras pessoas em sua vida, e alguém lhe desse um filhote como presente, você o manteria?”

A resposta a essa pergunta foi comparada com as respostas das pessoas que possuem apenas cães a mesma pergunta sobre um gatinho.

Mais de dois terços dos donos de gatos (68%) disseram que não aceitariam um cachorro como animal de estimação, enquanto quase o mesmo número de donos de cães (70%) disseram que admitiriam o gato em sua casa.

Isto sugere que a maioria das pessoas que possuem apenas um cão são potencialmente proprietários de cães e gatos, enquanto a maioria das pessoas que possuem apenas um gato são exclusivamente donos de gatos.

Pessoas que preferem cachorros

O cachorro é o bicho de estimação preferido das pessoas.
O cachorro é o bicho de estimação preferido das pessoas.

Segundo o Dr. Stanley Coren, apenas com base na natureza dos cães serem mais sociáveis ​​do que os gatos, pode-se esperar que as personalidades dos amantes de cães também reflitam uma maior sociabilidade.

Os resultados de suas pesquisas, de fato, mostraram que as pessoas que preferem cães são, geralmente, cerca de 15% mais extrovertidas e 13% mais agradáveis, ambas as dimensões associadas à orientação social.

Além disso, as pessoas ‘caninas’ avaliadas eram 11% mais conscienciosas do que as pessoas com gatos. A consciência envolve a tendência de mostrar autodisciplina, completar tarefas e almejar conquistas. O traço, enfim, mostra uma preferência pelo comportamento planejado, ou seja, não espontâneo.

Donos de cães, portanto, são mais inclinados fazer amigos com facilidade. Tendem a ser enérgicos em situações sociais e gostam das coisas populares. Gostam de seguir as regras, são orientados pelas suas metas, sendo altamente auto-disciplinados.

Segundo estudos da Scientific American, a pessoa que prefere ter tende mais a:

  • Ser mais extrovertida, agradável e consciente.
  • Morar com outros membros da família;
  • Não ter diploma;
  • Considerar o bicho de estimação como membro da família;
  • Pegar cachorros em abrigos ou ONGs.

Pessoas que preferem gatos

O gato é o bicho de estimação preferido das pessoas depois dos cachorros.
O gato é o bicho de estimação preferido das pessoas depois dos cachorros.

No mesmo estudo mencionado anteriormente, Dr. Stanley Coren, constatou que, em comparação, os apaixonados por gatos geralmente são cerca de 12% mais neuróticos. No entanto, eles também são 11% mais abertos que as pessoas que preferem cães.

O traço de abertura envolve uma apreciação geral pela arte, emoção, aventura, idéias incomuns, imaginação, curiosidade e variedade de experiências. As pessoas com alto nível de abertura são mais propensas a manter crenças não convencionais, enquanto pessoas com baixa pontuação na abertura (pessoas ‘caninas’) tendem a ter interesses mais tradicionais.

As pessoas mais inclinadas aos felinos são muito inteligentes, gostam de pensar de forma divergente, mas as situações sociais parecem lhes exigir muito esforço.

Segundo estudos da Scientific American, a pessoa que prefere gatos tende mais a:

  • Ser solteira, divorciada, viúva ou separada;
  • Morar em apartamento;
  • Ser mais neurótica e mais aberta à novas experiencias;
  • Ter título universitário;
  • Ser menos dominante socialmente.

Sua preferência é reflexo da sua personalidade?

A Scientific American MIND recentemente pediu a seus leitores que ponderassem suas predileções. Mais de 2.000 pessoas responderam à uma pesquisa online que revelou o fato de que os bichos de estimação são o reflexo de como nos vemos. Por exemplo, homens que gostam de ser vistos como durões, podem ter um cachorro de aparência bruta para ajudá-los a projetar essa imagem.

Outras pessoas podem ter bichos menos populares, como aranhas ou cobras, porque acham que esses animais são mal compreendidos, assim como eles mesmos.

O levantamento feito pela Scientific American indica alguns pontos interessantes sobre donos de outros pets menos comuns.

Coelhos

As crianças gostam de bicho de estimação como coelhos.
As crianças gostam de bicho de estimação como coelhos.

Aparentemente, pessoas que tem coelhos, são pessoas mais introvertidas e neuróticas quando comparadas a donos de outros animais segundo um estudo.

Aves

Bicho de estimação como as aves tendem a agradar pessoas educadas e tranquilas.
Bicho de estimação como as aves tendem a agradar pessoas educadas e tranquilas.

Segundo a pesquisa, os donos de aves tendem a ser pessoas desempregadas, descrever a si próprias como educadas e carinhosas. Além disso, tendem a ser mais abertas e expressivas. No caso de mulheres, tendem a ser mais dominantes socialmente.

Cavalos

Bicho de estimação como cavalo tende a ser de homens de personalidade mais agressiva e dominante.
Bicho de estimação como cavalo tende a ser de homens de personalidade mais agressiva e dominante.

Donos de cavalos tendem a ter títulos universitários mais altos, possuir casa própria e morar em área rural. Além disso são mais inclinados a serem mais assertivos, introspectivos e menos calorosos quando comparados a proprietários de outras espécies.

Os homens tendem a ser mais agressivos e dominantes, já as mulheres tendem a ser mais tranquilas e pouco agressivas.

Animais exóticos de sangue frio

Bicho de estimação de sangue frio como cobras e lagartos são mais apreciados por homens.
Bicho de estimação de sangue frio como cobras e lagartos são mais apreciados por homens.

Homens que tem animais de sangue frio tendem a ser menos agradáveis que mulheres que tem os mesmos animais, ou de outras pessoas que possuem outros bichos de estimação.

São, certamente, pessoas que buscam novidades e não são convencionais. Além disso, descrevem a si mesmas como racionais e objetivas.

Pessoas que possuem cobras descrevem a si próprias como relaxadas e imprevisíveis. Já proprietários de tartarugas tendem a ser trabalhadores e confiáveis.

Considerações Finais

No artigo, ficou claro que o bicho de estimação preferidos pelas pessoas é, sem dúvida, o cachorro.

Além disso, falamos sobre algumas pesquisas que revelam o que há por trás da escolha de um bicho de estimação. No entanto, não é possível generalizar os perfis psicológicos.

Independentemente da preferência por um animal ou outro, é importante respeitar as preferências e sobretudo os animais. De fato, como mencionado, muitas pessoas criam verdadeiro ódio em relação à algumas espécies. São frequentes as notícias de agressões em gatos, por exemplo. Principalmente aqueles pretos, por puro preconceito.

É importante mencionar que qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal é crime e deve ser denunciado na Delegacia de Polícia. Devem ser denunciados pelo 190 os casos de flagrante de maus-tratos e/ou constatação de que a vida de animais esteja em risco.

A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime. Já o decreto 24645/34 (Decreto de Getúlio Vargas) determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos.

Referência Bibliográfica

Mundo Marketing
Scientifica American
Abinpet
Psychology Today
DEPA

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Mamute: saiba tudo sobre ele

Você já ouviu uma musiquinha sobre o mamute que se alastrou pela internet há alguns anos? Sabe-se lá por que e para que foi composta. O ritmo é infantil, mas os temas abordados são bem adultos. E todos eles falam de terrível, destruidor e fatal fim do mamutezinho.

A musiquinha é chatinha, diga-se de passagem. Entretanto, guardadas as devidas proporções, acaba revelando o triste fim desse verdadeiro peso-pesado de eras passadas: extinção. Aliás, alguns tipos de morte já foram desvendados pela ciência, conforme você vai ser (e lamentar muito) na penúltima parte deste artigo.

Conhecer os motivos pelos quais animais foram extintos no passado é importante para a ciência. Esse conhecimento pode revelar soluções para problemas do presente e do futuro. É o que acontece, aliás, com o mamute. Há muito ainda para descobrir, mas o que se sabe já deu bons frutos científicos.

Nos 55 milhões de anos passados, mais de 500 tipos de proboscídeos (veja o que é isso mais abaixo) viveram no Planeta. Nem sempre foram contemporâneos. Os que viveram mais tempo estavam bem mais adaptados a climas frios, que é o caso do mamute.

Os dois remanescentes são justamente os dois tipos atuais de elefantes, o Asiático e o Africano, sobre os quais já falamos em nosso site. Assim, estes são os maiores mamíferos terrestres existentes hoje.

Por que sabemos mais sobre mamute

Via de regra, paleontólogos se deparam com partes de material fossilizado. Nesse caso, precisam trabalhar por partes, tentando montar uma espécie de quebra-cabeças. Porém, em relação ao mamute, o trabalho em si se torna menos estafante e menos complicado, pois esses animais desapareceram no gelo.

E boa maioria deles morreu em território em que ainda há muito gelo. Então, os fósseis estão bastante bem conservados. Certamente, isso facilita sobremaneira os procedimentos de pesquisas e análises.

O que significa “mamute”?

O termo "mamute"tem origem controversa, mas resigna-se a denominar esse gigante extinto.
O termo “mamute”tem origem controversa, mas resigna-se a denominar esse gigante extinto.

A palavra em si tem origem controversa. Diversas fontes não têm consenso. Boa quantidade delas diz que vem do russo
“mammot” e que se refere a restos mortais de grandes animais. Entretanto, outros etimologistas alegam que a palavra nasceu de mammuthus, termo francês, que migrou posteriormente para o espanhol como “mamut”.

Assim, chegou ao português como “mamute”. Por outro lado, é grande o número de referências a um termo ostíaco, um povo da Sibéria Ocidental. Ainda: há referência a duas palavras da Estônia (“maa”, que é “terra”, e “mutt”, que é “vira-lata”), base para a palavra em português. Agricultores desse país encontraram diversos e grandes ossos de mamute enterrados.

Nota importante: Na verdade, o termo acima “vira-lata” se refere mais ao ato em si de “revolver, remexer” e não no sentido usado em português.

Mamute era proboscídeo

O nome é estranho, mas o significado é simples: animais com tromba, ou melhor, nariz proeminente. A estrutura do DNA do mamute está intimamente ligada à do elefante que conhecemos hoje.

Geralmente, animais pré-históricos proboscídeos são classificados como Gomphotheres. Trata-se de espécie extinta, a Gomphotheriidae que, apesar das semelhanças, nada tem a ver com a família Elephantidae. Viviam onde hoje se conhece como América do Norte entre 12 milhões e 1,6 milhão de anos atrás.

Como o mamute era

A aparência do mamute era muito semelhante à do elefante, como você já sabe. Assim, pode-se dizer que era um tipo de elefante. Entretanto, era maior e mais pesado. E suas presas eram bem mais curvas e muito maiores. Maiores mesmo. Podia chegar ao tamanho do próprio corpo do animal.

De forma mais direta, o mamute é associado mais ao elefante asiático que propriamente ao africano. Porém, a diferença entre mamute e elefante mais marcante está nos pelos. O mamute tinha pelos longos, aliás é a razão de também ser chamado de mamute lanoso, ou seja, coberto de lã.

Os pêlos, castanhos, serviam de proteção durante o frio rigoroso do Ártico, que é de onde eles se originaram. Tinham pelos cobrindo até mesmo toda a orelha.

Tinha expectativa de vida por volta de 70/80 anos.

Questões físicas

O mamute-lanoso tinha mais ou menos 4m de altura e podia chegar a mais ou 6 toneladas. Entretanto, há estudos que informam peso muito maior: 10 toneladas. Quanto aos pelos, pesquisadores dizem que atingiam até 1m de comprimento e tinham característica de lã. Daí, novamente, o nome “lanoso”.

Ainda sobre os pêlos, parece que se apresentavam em duas camadas. A inferior era bem curta e ainda mais macia. Dessa maneira, estavam plenamente protegidos do frio intenso.

As presas eram enormes. Na fêmeas, tinham mais ou 2m; nos machos, o dobro disso.

Interessante: as presas dos mamutes são importantes para a ciência atual. À semelhança das árvores – que apresentam camadas que informam sua idade e outros dados -, as presas do mamute também dispõem desse dispositivo. Cortes transversais revelam camadas ósseas que vão se compondo com o passar da vida do animal.

Elas – as presas – talvez tenham sido apropriadas durante lutas com rivais. Entretanto, a função mais aceita é que tenham sido ferramentas de escavação em neves e terra ou mesmo em arbustos. O objetivo era conseguir alimento.

O que comia, o mamute

Assim como os elefantes, o mamute era herbívoro. Sua alimentação era baseada em gramíneas, salgueiro e folhas diversas. Era capaz de ingerir mais de 500kg de grama num só dia.

Primeiros indícios sobre o mamute

Foi Johann F. Blumenback, cientista alemão, que descreveu o mamute inicialmente. Em verdade, chamou o animal de Elephas primigenius porque partiu de ossos muito parecidos com os de elefantes.

A paralelo e de forma independente, o Barão Georges Cuvier, zoólogo e estadista Francês precursor da anatomia comparada e paleontologia, também estudou outros ossos. Ambos chegaram à conclusão de que o material era de um animal extinto.

Então, posteriormente, mais estudos classificaram o animal como de espécie diferente. Dessa forma, foi renomeado como Mammuthus primigenius.

Onde estavam os mamutes

Fósseis de mamute foram encontrados em 3 continentes diferentes.
Fósseis de mamute foram encontrados em 3 continentes diferentes.

Pesquisadores encontraram indícios fósseis de presença de mamute em três continentes: América (ao norte, no caso), Ásia e Europa. Havia três espécies de mamute nos territórios que hoje compreendem os EUA: Mammuthus columbi, o Mammuthus jeffersonii e o Mammuthus primigenius (mamute-lanoso).

O mamute-lanoso viveu mais em planícies frias do Ártico; porém, acabaram por se locomover para regiões menos frias. Então, segundo pesquisa feita por equipes em Winnipeg (Canadá) na Universidade de Manitoba, o mamute também ocupou regiões da África e Ásia posteriormente.

Assim, os mamutes africanos e asiáticos deram origem aos dois tipos de elefantes atuais. Surgiram na África por volta de 7 milhões de anos atrás antes de migrarem para o sul da Europa. De lá, seguiram para Ásia 1 milhão de anos depois.

Depois da Idade do Gelo, o mamute passou por alteração genética a fim de se adaptar aos novos climas daquela era. Entretanto, não houve tempo para tal adaptação e eles desapareceram.

Aliás, o motivo real da extinção do mamute está longe de consenso. Alguns estudiosos dizem que as diferenças climáticas impostas pela Era Glacial durante séculos exterminaram todos. Outros ainda alegam ter fortes indícios de que a ação humana (caça, alimentação, uso de ossos e pele etc.) foi a causadora. Já outros afirmam que houve epidemia desconhecida.

Como o mamute se desenvolveu

Em verdade, fósseis indicam que a espécie foi se alterando com o passar dos milhares de anos. O mamute que se conhece veio da espécie Mammuthus africanavus. Esta foi a segunda espécie mais antiga já descoberta. Parece ter vivido há cerca de 3 milhões de anos no período Plioceno.

Seus descendentes migraram para a Eurásia, provavelmente em busca de melhores condições. Trata-se da espécie Mammuthus meridionalis ou mamutes do sul.

Havendo grandes períodos de mar baixo, o mamute (meridionalis) se lançou na aventura e chegou até a América do Norte através do Estreito de Bering. Então, teve origem o gênero Mammuthus imperator.

Ainda na Eurásia, outra espécie acabou se desenvolvendo. É chamado mamute da estepe ou Mammuthus trogontherii. Existiu entre 200 mil e 135 mil anos atrás.

Já o mamute-lanoso, do qual temos falado tanto aqui, teve origem no Pleistoceno. Aliás, diga-se, é o menor já existente. Houve também uma espécie anã de mamute, o Mammuthus exilis. Viveu nas Ilhas do Canal da Califórnia. Segundo estudos, a altura não passava de 1,80m.

Assim, durante a última era glacial, tiveram oportunidade para percorrer toda a Eurásia e África entre os 110 mil e 12 mil atrás.

Diferenças com o mastodonte

Identificar a diferença entre mamute e mastodonte não é realmente fácil nem mesmo para estudiosos. A maior diferença física está nos dentes e a diferença mais evidente está no período em que existiu.

Os ossos de um e de outro são muito parecidos. Porém, os molares do mamute apresentavam sulcos na superfície, o que era ideal para alimentar-se de gramíneas. Já os do mastodonte tinham cúspide bem visível, ou seja, eram pontiagudos.

O tamanho é igualmente um bom diferencial. O mastodonte era bem menor que o mamute.

A chocante morte de dois bebês mamutes

Populares encontraram dois bebês mamutes mumificados em 2007 na Sibéria. Por conta do gelo, o material se preservou em detalhes jamais observados. Estavam em tão bom estado que foi possível analisar até mesmo a partir de tomografia computadorizada. Foram amorosamente batizados de Lyuba e Khroma.

Um pastor de renas encontrou Lyuba em Yamal, peninsula da Sibéria, perto de um lago congelado. Seu corpo foi preservado por uma infinidade de colônias de bactérias que, por outro lado, impediram que predadores o devorassem. Assim, pelo formato do corpo, ela foi bastante gorda. E saudável.

Já Khroma foi encontrado por um caçador de marfim em um rio também congelado em Yakutia, também na Sibéria. Parece que igualmente era bastante saudável, já que seu estômago continha grande quantidade de leite materno. Certamente, tinha acabado de mamar pouco antes de morrer.

Portanto, ambos foram altamente produtivos para pesquisas e análises. Isto é, estão sendo úteis mesmo 40 mil anos após sua morte. Dessa maneira, análises preliminares indicaram que ambos viveram apenas entre 1 e 2 meses.

Em algum dos últimos momentos de vida, ambos caíram em uma vala durante tempestade (não ao mesmo tempo). Ao que parece, forte tempestade. Inexperientes e pequenos, certamente passaram a se debater. Isso criou espessa camada de lama.

Assim, eles pereceram. Sufocados com grande quantidade de lama na traqueia e garganta como um todo. A quantidade parece ser mesmo muito grande, pois as vias respiratórios se encontravam completamente tomadas.

Triste fim para dois pequenos heróis paleontológicos.

Ressurreição, a esperança

Bem, não se trata, claro, de ressurreição. Por outro lado, como a gente comentou acima, fósseis de mamute estão normalmente bem conservados por conta do gelo. Ou seja, por terem desaparecido da face da Terra na Era Glacial, seus corpos têm boas condições de preservação.

Neste contexto, os cientistas estão conseguindo não apenas analisar o DNA dos animais, mas também mapeá-lo. O processo foi feito num exemplar fóssil que aparentemente viveu por 50 anos, mamute-lanoso fêmea, e morreu há pelo menos 40 mil anos atrás. É chamada carinhosamente de Buttercup.

Tecnicamente, o estudo pode reproduzir o DNA em laboratório. Existe já um programa específico para isso chamado The Woolly Mammoth. Ou seja, é o caminho inverso da extinção.

Entretanto, há quem seja contrário a essa iniciativa. Diversos cientistas alertam para as diferenças entre o habitat anterior e o encontrado por eventuais novos mamutes. O contra-argumento para essa visão é que se pode criar o ambiente adequado no caso de haver sucesso na empreitada.

Há ainda outros entraves apontados por cientistas antagônicos. Um deles trata da questão das bactérias digestivas. É bem possível que o tipo de bactéria apropriada para o estômago do mamute já não existam mais. Nesse caso, certamente os indivíduos teriam problemas digestivos seriíssimos.

Grandes, enormes animais que não faziam mal a ninguém, pois bastante pacato. Nem mesmo mal fazia a outros animais, já que era herbívoro. Ainda assim, teve um triste fim. Em especial Lyuba e Khroma.