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Gatos com síndrome de Down: É possível? O que fazer?

Não há dúvidas de que a internet, hoje em dia, é uma fonte inesgotável de informações (verdadeiras e falsas) e imagens. Entre todas essas informações, tornaram-se particularmente frequentes imagens de alguns animais como tigres, ovelhas e gatos com síndrome de down. Alguns desses animais ficaram até mesmo bem famosos nas redes sociais.

As imagens desses animais geraram, certamente, muitas dúvidas e, por isso, muitos veterinários são frequentemente questionados. Será que existem gatos com síndrome de down?

Antes de falar sobre gatos com síndrome de down, é primordial explicar o que é, efetivamente, a síndrome.

Síndrome de Down – O que é?

Felizmente não há gatos com síndrome de Down
Felizmente não há gatos com síndrome de Down

Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária.

Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21 (o menor cromossomo humano), possuem três. Isso ocorre na hora da concepção de uma criança e não se sabe por que acontece.

Portanto, as pessoas com síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maior parte da população.

As crianças, os jovens e os adultos com síndrome de Down podem ter algumas características semelhantes e estar sujeitos a uma maior incidência de doenças, mas apresentam personalidades e características diferentes e únicas.

De acordo com a Sociedade Nacional de Síndrome de Down, as pessoas com essa síndrome tendem a compartilhar algumas ou todas as seguintes características:

  • Tônus muscular baixo
  • Pequena estatura
  • Um único vinco profundo no centro da palma da mão
  • Olhos puxados e amendoados;
  • Língua projetada para fora da boca.

Existem gatos com síndrome de down?

Apesar de existirem gatos que possuem características físicas muito similares a portadores humanos da síndrome de down, a resposta é não. Gatos com síndrome de down não existem.

Os seres humanos têm 23 cromossomos. Os gatos têm 19. Como tal, ter um cromossomo 21 adicional é claramente impossível para os gatos. Mas isso não significa que os gatos não possam ocasionalmente ter cromossomos extras.

De fato, um artigo de 1975 publicado no ‘American Journal of Veterinary Research’ identificou uma anormalidade cromossômica rara em gatos machos que permite um cromossomo extra, resultando em uma condição semelhante à síndrome de Klinefelter em humanos.

Esses gatos são especialmente notáveis ​​porque o cromossomo extra carrega material genético que afeta sua coloração.

Essa condição faz com que esses gatos machos sejam tricolores, um padrão de cor normalmente visto apenas em gatos fêmeas.

Gatos com síndrome de down – reconhecimento do termo

Embora não haja gatos com síndrome de Down, existem características parecidas.
Embora não haja gatos com síndrome de Down, existem características parecidas.

É importante esclarecer que a comunidade veterinária não reconhece a síndrome de Down felina como uma condição veterinária.

No entanto, existem algumas características físicas e comportamentais que se parecem com as características físicas de portadores da síndrome.

O chamado “gato com síndrome de Down”, de fato, geralmente manifesta algumas características distintas, incluindo:

  • Narinas largas;
  • Olhos virados para cima (que podem ser bem separados);
  • Orelhas pequenas;
  • Tônus muscular baixo;
  • Dificuldade para caminhar;
  • Dificuldade para fazer suas necessidades;
  • Perda de audição ou visão
  • Problemas cardíacos

Características físicas e comportamentais

As características físicas e as anormalidades comportamentais dos chamados “gatos com síndrome de Down” são indicativos de alguma outra condição, que pode até não ter origem genética.

A aparência e o comportamento desses gatos podem resultar de uma ampla variedade de problemas, incluindo infecções, doenças neurológicas, anomalias congênitas e até trauma.

Gatos infectados no útero pelo vírus da panleucopenia, por exemplo, podem desenvolver várias anormalidades físicas e comportamentais relevantes.

Além disso, alguns gatos têm hipoplasia cerebelar, uma condição que pode causar alguns dos comportamentos e características desses chamados “gatos com síndrome de Down”.

Gatos com síndrome de down famosos

Há gatos com síndrome de Down super famosos pelas suas características.
Há gatos com síndrome de Down super famosos pelas suas características.

Devido a suas características físicas diferenciadas que conferem um ar particularmente fofo a esses animais, alguns ‘gatos com síndrome de down’ ficaram particularmente famosos.

Entre eles, se sobressaem especialmente dois: Monty e Maya the Cat, veja abaixo:

Monty

Tudo começou quando o casal dinamarquês Michael Bjorn e Mikala Klein (que já tinham mais dois felinos), decidiram adotar mais um gatinho.

Para isso, entraram em diversas páginas de protetores e deram de cara com a foto de um gatinho de aspecto diferente e um pouco triste. Aparentemente a conexão foi imediata.

Monty não tem um osso do nariz por causa da anomalia cromossômica com a qual ele nasceu.

Ao mesmo tempo que essa característica fez com que a internet se apaixonasse por ele, essa peculiaridade também provoca alguns pequenos inconvenientes respiratórios.

O casal, então, decidiu divulgar a imagem de Monty para tentar conscientizar as pessoas. Em pouco tempo o gatinho virou celebridade nas redes sociais.

Além disso, criaram sua própria marca de roupa, joias, carteiras e outros acessórios. A venda destes produtos ajuda também o abrigo onde vivia Monty.

‘Maya the Cat’

Maya é uma gatinha que foi encontrada em Massachusetts (Estados Unidos) atrás de um restaurante Chinês e foi encaminhada a um instituto para ser eutanasiada, já que apresentava um aspecto diferente e acreditava-se que ninguém a adotaria.

De fato, Maya possui uma anomalia cromossômica e era considerada feia. No entanto, Maya teve sorte de ter sido resgatada por uma instituição que se dedica a atender gatos deficientes chamada The Odd Cat Sanctuary.

Posteriormente, foi adotada por Lauren Beader, que decidiu contar em um livro a importância de olharmos com sensibilidade para pessoas e animais que apresentam características diferentes das que consideramos ’normais’.

Maya hoje é super famosa no Facebook e Instagram, contando com mais de 350 mil seguidores.

“Gatos com síndrome de down” – Aparência e comportamento únicos

Apesar de não haver gatos com síndrome de Down eles são únicos.
Apesar de não haver gatos com síndrome de Down eles são únicos.

Cada gato é, sem dúvida, especial e único.  Gatos que parecem ou agem um pouco “diferentes” são indiscutivelmente ainda mais especiais e únicos do que a maioria.

Felizmente, proprietários de gatos como Monty e Maya fizeram um ótimo trabalho de conscientização sobre gatos com necessidades especiais. Nas redes sociais, de fato, mostram as maravilhas e as dificuldades de lidar com animais assim.

Adotar um animal é assumir a responsabilidade de seus cuidados e bem estar. Adotar um gato com necessidades especiais requer tempo, paciência e cuidados veterinários constantes.

Por isso, recomenda-se conversar com todos os familiares da casa antes de adotar um gato, principalmente se ele apresentar necessidades especiais.

 

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Por que gatos ronronam – Saiba o real motivo!

Uma das coisas mais gostosas, para quem gosta de gatos, é ficar com um no colo e fazer carinho enquanto ele dorme calmamente. Nesse momento, surge aquele som característico que lembra o som de um motorzinho. Mas você sabe por que gatos ronronam, afinal?

Ronronar faz parte do comportamento dos gatos

Por que os gatos ronronam quando filhotes e adultos
Entender por que os gatos ronronam faz parte dos cuidados.

Ronronar é o som mais comum que os gatos fazem e a grande maioria das pessoas acredita que se trate de uma resposta aos momentos de prazer e carinhos. No entanto, não se sabe ao certo qual o motivo preciso.

Sim, é verdade que os gatos ronronam quando estão satisfeitos. É muito comum ouvir esse barulhinho delicado quando o seu está encolhido ao sol ou quando está tranquilo no colo de alguém que faz carinho.

Todavia, pesquisas apontam que gatos ronronam para comunicar outras emoções e necessidades também.

Como os gatos ronronam

Até mesmo a forma como os gatos ronronam virou assunto de debate. Alguns estudiosos achavam que este processo estava ligado ao fluxo de sangue para a veia cava inferior, responsável pelo carregamento do sangue desoxigenado para o lado direito do coração.

Outras pesquisas, no entanto, apontaram que era mais provável que o barulho viesse dos músculos na laringe do animal. Conforme eles se movem, dilatam e contraem a glote. Desta forma, o ar vibra toda vez que o gato respira.

Por que os gatos ronronam afinal?

por que os gatos ronronam: para se comunicar com a mãe
Os gatos ronronam para se comunicarem com suas mães.

A ciência, no entanto, ainda não tem uma resposta definitiva para o que aciona essa resposta.

De acordo com estudos veterinários a função original do ronronar era permitir que o gatinho pudesse se comunicar com sua mãe, dizendo que as coisas estão bem.

Um gatinho é capaz de ronronar no segundo dia de vida e embora ele não possa miar e mamar ao mesmo tempo, ele pode ronronar e mamar. Da mesma forma a mamãe gata ronrona para tranquilizar o gatinho que está mamando nela.

No entanto, gatos ronronam em muitas outras ocasiões. O palpite aponta para a ideia de felicidade, mas não sempre. O som seria acionado por um oscilador neural que fica nas profundezas do cérebro felino.

Uma estudante de psicologia felina, Marjan Debevere, que atua como fotógrafa de gatos para adoção em Londres afirma que parte do mistério do ronronar está no fato de que só percebemos que os gatos estão ronronando quando fazemos carinho em lugares que eles gostam.

Os ronronos de gatos, no entanto, são frequentemente usados ​​como um meio de comunicação!

Um estudo da Universidade de Sussex, na Inglaterra, mostrou uma variação no ruído dos gatos semelhante ao do choro de um bebê.

Isso levou Karen McComb, que liderou a pesquisa, a acreditar que os gatos podem se “aproveitar” do instinto humano de alimentar seus filhos para conseguir comida mais rapidamente.

Já a cientista Elizabeth Von Muggenthaler acredita que o ronronar pode ser um processo terapêutico para o próprio gato.

Ela diz que o som pode aliviar dores, auxiliar no crescimento ósseo e cicatrizar feridas. Além disso, o barulho melhoraria a respiração do animal, além de ajudar na recuperação de músculos e tendões.

Por que gatos ronronam – Benefícios para o felino

entender por que gatos ronronam há benefícios
Há benefícios no ronronar dos gatos.

Acredita-se que o ronronar seja uma ação poderosa de cura para o próprio gato. As vibrações, de fato, teriam ações fisicamente rejuvenescedoras de forma que o gato consegue se reestabilizar após um estresse.

Pesquisas apontam que a frequência dessas vibrações – com um alcance entre 20Hz e 150HZ – pode promover o crescimento dos ossos conforme eles enrijecem em resposta à pressão. Outras frequências podem fazer coisas similares aos tecidos.

É por isso que vemos gatos ronronando durante a soneca. Na verdade, é uma forma de autorreparação.

Gatos podem ter adaptado seu comportamento normal, que agora envolve passar uma boa parte do tempo descansando, como uma maneira de evitar se machucar por excesso de atividade.

Benefícios para os humanos

Por que gatos ronronam: gato dentro do cobertor
Entender por que os gatos ronronam pode ajudar a entender os benefícios da interação com o animal.

Não é segredo que a interação com um animal de estimação pode trazer inúmeros benefícios à saúde humana. Já há várias pesquisas a respeito e inclusive, é frequente a prática de terapia com suporte animal em hospitais e casas de repouso.

Cada animal tem uma característica e uma forma de, involuntariamente, ajudar o humano. O ronronar do gato é, sem dúvida, um dos sons mais curativos para quem gosta do contato com animais.

Além dos benefícios fisiológicos, sempre respondemos aos efeitos psicológicos do ronronar. Ele nos acalma e nos agrada, como assistir às ondas do mar na praia.

Que benefícios são esses?

Os benefícios do ronronar dos gatos foram estudados por diversos pesquisadores e devidamente comprovados.

Uma dessas pesquisas foi realizada em 2002 pelo veterinário francês Jean-Yves Gauchet. Para isso, testou o poder do ronronar dos gatos em 250 voluntários.

Os voluntários foram submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído do gato do próprio veterinário (Rouky). Ao fim do estudo, os participantes afirmaram sentir mais bem-estar, serenidade e maior facilidade para dormir.

Posteriormente, Gauchet lançou, em parceria com a Apple, o aplicativo iJetleg que permite ao usuário experimentar o som suave de um ronronar de gato com uma frequência de 20 a 70 Hz por aproximadamente 40 minutos com o objetivo de evitar os sintomas do jet lag, um transtorno de sono temporário que acontece quando o relógio biológico do corpo está fora de sincronia com os sinais de um novo fuso horário.

No Brasil, os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no início da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira, pioneira nos estudos das relações emocionais entre pessoas e animais.

Nesse caso, os gatos foram “co-terapeutas” em tratamentos de pacientes que sofriam de esquizofrenia.

Segundo um artigo de Stacie Marshall no site GodUpdates há pelo menos 7 benefícios trazidos pelo ronronar dos gatos.

  • Os ronronos dos gatos são conhecidos por baixar os níveis de estresse;
  • Pode ajudar a reduzir o número de enxaquecas;
  • O ronronar dos gatos pode aumentar a chance de sobreviver a ataques cardíacos;
  • O som e efeito calmante podem ajudar a diminuir a pressão sanguínea;
  • Acredita-se que as vibrações possam auxiliar na cura de ossos quebrados e reduzir os riscos associados à osteoporose;
  • Acredita-se que eles podem melhorar a saúde das articulações;
  • Ronronar gatos podem, enfim, melhorar a falta de ar.

Outros benefícios comprovados

Há vários outros benefícios comprovados em por que os gatos ronronam.
Há vários outros benefícios comprovados em por que os gatos ronronam.

Estudos indicam que o relacionamento entre humano e animal tem como um dos principais efeitos o aumento da produção e liberação de serotonina e dopamina, chamados também “hormônios da felicidade”.

Além disso, um estudo da Universidade de Minnesota afirma que gatos podem ser benéficos para prevenir algumas doenças cardiovasculares. A pesquisa durou 20 anos e foi realizada com quase 4.500 pessoas.

Percebeu-se que, comparado a tutores de felinos, pessoas que não criavam gatos tinham risco 40% maior de morrer de ataque do coração e 30% maior de perder a vida por uma doença cardiovascular.

Entretanto, esse resultado foi percebido apenas entre pessoas que tinham essa espécie, não incluindo, portanto, os donos de cães. Os cientistas acreditam que esse poder está no fato de os gatos ajudarem a reduzir a ansiedade de seus tutores.

Referências:

  • https://pets.webmd.com
  • https://www.godupdates.com
  • https://www.bbc.com/
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Gatos miando e outros problemas de comportamento

Ouvir gatos miando ou gritando o tempo todo não é fácil. Principalmente quando ocorre à noite. Distúrbios de comportamento estão entre as principais razões de abandono e subsequentemente o destino destes animais são abrigos ou até mesmo eutanásia.

Dentre os problemas de comportamento mais frequentes estão arranhaduras em móveis,
agressividade, xixi e cocô fora do lugar apropriado e vocalização excessiva (gato miando muito).

Por que os gatos apresentam problemas de comportamento?

gatos miando em cima do sofá
Gatos miando pode ser apenas umd os problemas de comportamento que eles podem apresentar

 

Os gatos tendem a ser misteriosos, portanto, descobrir a causa de certos comportamentos felinos pode ser um desafio.

Para complicar ainda mais as coisas, não há necessariamente uma única razão por trás de um comportamento específico, e todo gato tem uma personalidade distinta.

Qual o motivo para haver gatos miando muito?

gatos miando e se lambendo
Gatos miando de forma excessiva pode significar tédio, vontade de sair pra rua ou de se reproduzir.

Os gatos são animais noturnos. Isso significa que são animais que ficam muito mais ativos quando o resto do mundo está dormindo.

É, de fato, muito comum ser despertado no meio da noite pelo gato miando alto andando pela casa.

Isso acontece o tempo todo com gatos, e é considerado um comportamento normal. Existem alguns motivos que podem levar a isso:

Pode ser tédio ou vontade de reproduzir

Gatos, como mencionado anteriormente, são animais noturnos. Além disso, sabe-se que gostam de passear nas ruas, o que na verdade é um hábito muito perigoso para eles já que podem sofrer acidentes, ter brigas além de contraírem doenças infecciosas.

Gatos miando muito dentro de um apartamento ou casa, podem indicar tédio, vontade de sair para passear e, caso não seja castrado, pode indicar a vontade de se reproduzir. Esse comportamento, de fato, é muito comum em fêmeas no cio.

Quando gatos miam muito durante o dia, pode ser que estejam somente querendo chamar a atenção de seu tutor. Os felinos são extremamente comunicativos e mandões e cada tutor aprende a reconhecer, através das expressões e miados, o que o próprio gato está pedindo.

Muitos vocalizam histericamente pois querem a ração nova no potinho, outros porque já está na hora de trocar a água que foi trocada há 10 minutos por estar velha demais.

Pode ser sinal de desconforto

Miados frequentes e diurnos podem ser um sinal de dor. É particularmente importante dar atenção aos miados quando os gatos estão na caixinha de areia tentando fazer suas necessidades.

De fato, problemas urinários e obstruções são ocorrências frequentes em felinos e precisam de atenção urgente pois provocam muita dor.

Raças de gatos que miam muito

Existem algumas raças de gatos miando mais que outras.
Existem algumas raças de gatos miando mais que outras.

Algumas raças tem mais propensão que outras a vocalizar mais.

Gato siamês

Gatos siameses são provavelmente os mais vocais de todas as raças de gatos. Eles pode, de fato, miar o dia todo!

Gatos siameses têm uma vocalização distinta que soa como um bebê chorando humano, entre seu grande repertório de outros sons interessantes de gatos.

Alguns proprietários, sem dúvida, gostam de conversar com os siameses o dia todo, enquanto outros podem achar que “conversam” um pouco demais.

Especialmente porque alguns gatos siameses vocalizam durante a noite, o que pode ser bastante alto e perturbar o sono de seus donos.

Oriental Shorthair

Gatos orientais de pelo curto são bastante semelhantes aos gatos siameses. De fato, miam bastante e ronronam alto.

Os orientais também são gatos muito sociais e adoram a interação com seus donos, por isso são uma raça ideal para quem tem tempo a dedicar a eles.

Por outro lado, esse definitivamente não é um gato quieto. Quando eles não estão ronronando, tendem a ter uma voz alta e rouca fazendo de tudo para chamar a atenção.

Birmanês

Gatos birmaneses geralmente não são tão barulhentos quanto os gatos siameses ou orientais, e a vocalização de um gato birmanês é realmente bastante agradável, especialmente quando eles mostram afeto.

Os gatos birmaneses têm uma voz suave, de som doce e levemente rouca e gostam de dar e receber muitos abraços. Algumas pessoas podem escolher essa raça em detrimento de outra, simplesmente porque a vocalização não é tão alta ou dura.

Bobtail Japonês

O gato Bobtail japonês – como o birmanês – geralmente tem uma voz muito agradável e suave.

Esta raça em particular pode transmitir uma gama completa de tons, desde longos miados melodiosos até pequenos sons curtos.

Os Bobtails japoneses também são gatos muito amorosos e agradam as pessoas, e eles gostam de conversar com seus donos, o que é ótimo para quem gosta de interação diária com seu amigo felino.

Sphynx

Gatos Sphynx são conhecidos por terem uma voz bastante rouca. Esta raça pode ser bastante exigente e insistente com sua vocalização. De fato, eles ronronam e miam em uma variedade ampla de tons.

Gatos Sphynx são afetuosos e dependentes de seus donos. Por isso, tendem a “conversar” muito. Esta é uma raça ideal para proprietários de pacientes que procuram um gato tagarela para fazer companhia.

Por que alguns gatos miam mais que outros?

Existem várias razões pelas quais os gatos gostam de vocalizar e, na maioria das vezes, é completamente normal.

Os gatos aprenderam a se comunicar com seus tutores a fim de satisfazer suas necessidades e receber a atenção que desejam.

No entanto, alguns gatos procuram mais atenção do que outros e sabem que, se vocalizarem por tempo suficiente, certamente conseguirão o que querem.

O problema é que esse hábito pode se tornar bastante irritante para seus tutores. Na maioria das vezes, todavia, a vocalização de gatos é completamente normal.

Torna-se preocupante apenas quando ocorre de forma não habitual, por motivo desconhecido.

Afinal, os gatos são excelentes comunicadores e não há dúvida de que eles o informariam se estivessem infelizes ou indispostos.

Gatos miando muito? Como corrigir o problema

A melhor forma de prevenir miados excessivos é através de hábitos diários. Para isso recomenda-se:

  • Manter uma rotina diária com estímulos e enriquecimento mental e físico;
  • Durante o dia e no começo da tarde acordado, brincar e gastar energia suficiente, interagindo-o socialmente;
  • Ofereça brinquedos variados para que o animal tenha atividades (arranhadores, brinquedos para rechear com petiscos e alimentos, prateleiras);
  • Castração – sabe-se que esse é um dos motivos mais comuns de gatos miando, principalmente à noite. A castração ajuda, e muito, a resolver esse problema;
  • Potes de comida com timer são uma ótima maneira de evitar que seu gatinho acorde no meio da noite pedindo comida

Outros problemas de comportamento perturbadores quanto gatos miando

menino fazendo carinho em gato miando
Há vários outros problemas de comportamento que gatos miando muito

Há outros comportamentos que podem chamar a atenção de seus tutores de uma forma não tão positiva. Entre eles estão arranhaduras em móveis, agressividade e xixi e cocô fora do lugar apropriado.

Arranhaduras em móveis

Gatos arranham para marcar seu território. Esse comportamento pode ser corrigido ou amenizado através do redirecionamento do comportamento. Para isso, é necessário fornecer itens específicos como brinquedos no qual ele poderá gastar suas garrinhas.

Necessidades fora do lugar correto

Esse é um comportamento claro de quem quer chamar a atenção por algum motivo. Conflitos entre gatos ou outros animais de estimação e mudanças na casa, por exemplo, construção, podem estressar os gatos.

No entanto, o comportamento algumas vezes pode representar algum problema de saúde.

Gatos podem ter uma variedade de problemas urinários. Infecções, inflamação, cálculos na bexiga, estresse, tumores e outros fatores podem fazer com que um gato urine fora de sua caixa, pulverize ou não consiga urinar.

Agressividade

Gatos podem se tornar agressivos com outros animais de estimação e pessoas. Isso representa um grande problema comportamental.

A agressão pode ser causada por estresse e ansiedade ou por um problema médico que causa dor ou alterações hormonais em um gato.

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Gato Oriental Shorthair

O Gato Oriental Shorthair é praticamente um gato Siamês, mas sem a coloração característica da raça. De fato, o Gato Oriental Shorthair têm uma ampla variedade de cores de pelos.

O Oriental é membro do grupo siamês e tem dois comprimentos de pelagem: curta e longa. Fisicamente, o gato Oriental Shorthair são gatos longos, esguios e elegantes. Eles são animados, falantes e inteligentes e muito apegados à sua família.

Todos os membros do grupo de raças têm o mesmo padrão físico, exceto pelo comprimento e cor da pelagem. O que distingue o Oriental Shorthair do resto do grupo siamês é sua ampla variedade de cores combinadas com a pelagem curta e elegante, enquanto o Oriental Longhair tem pelagem semi-longa.

Assim como os siameses, eles precisam de muita atenção e cuidado.

Ficha Técnica do Gato Oriental Shorthair

Origem: Estados Unidos/Tailândia
Data de origem: década de 1950
Temperamento: independente, fiel e sociável.
Tamanho: Médio
Altura: 15 a 20 cm.
Peso: 2 a 4,5 kg
Cores: uniforme, sem marcas e unicolor, nas cores branco, azul, preto, chocolate, lilás, canela e camurça. Também encontra-se nas cores escama de tartaruga, com as cores laranja, preto e chocolate; pelagens com base do pelo descolorida, geralmente em tons de cinza e tabby.
Pelos: Curtos, finos e densos.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: 15 anos
Filhotes: 4 a 6 filhotes.
Reconhecimento: CFA, FIFé, TICA, WCF, AACE, ACF, ACFA/CAA, CCA-AFC, GCCF

Introdução à raça – Gato Oriental Shorthair

Nos textos encontrados há uma certa divergência de opiniões em relação ao país de origem do gato Oriental Shorthair. Alguns dizem que essa raça é proveniente da Tailândia (país de origem de seus ancestrais siameses), outros dizem que seja originário dos Estados Unidos e há ainda quem diga que é originário da Inglaterra.

Independentemente do país exato de origem, sabe-se que raça de gatos orientais foi criada cruzando gatos siameses com outras raças a fim de produzir cores diferentes.

Diversos documentos registram que o Oriental Shorthair já existia durante a Idade Média. No entanto, não foi até a década de 1950, quando criadores internacionais de gatos começaram a demonstrar interesse pela raça. Esse felino acabou sendo levado para Europa e Estados Unidos e então, foi reconhecida oficialmente nos anos 1970.

O Gato Oriental é um gato híbrido, desenvolvido  entre as décadas de 1950 e 1960, quando os criadores buscavam um gato que tivesse o comportamento do Siamês com uma variedade maior de cores. Criadores britânicos cruzaram gatos siameses com Shorthairs domésticos e Azuis Russos, enquanto os americanos cruzavam siameses com raças domésticas e Abissínios.

Alguns criadores de raças orientais se ressentiram, pois eram resistentes à ideia de criar mais um híbrido de Siamês. Isso não impediu o Gato Oriental de ganhar terreno, já que em 1972 o CFA aceitou o Oriental Shorthair para registro e concedeu o status completo de campeonato em 1977.

Aparência do Gato Oriental Shorthair

O gato Oriental Shorthair possui, certamente, características físicas marcantes muito similares ao seu ancestral Siamês. Seu corpo é esbelto e flexível. Possui cauda longa que afina na ponta. A cabeça é triangular, com focinho alongado. As orelhas são grandes e pontudas e seus olhos são medianos, oblíquos e amendoados.

Todo o conjunto do corpo do Oriental Shorthair dá a ele um aspecto de felino rápido e ágil, todavia sua aparência engana. De fato, parece pesar menos do que realmente pesa.

A pelagem do Oriental Shorthair é curta, fina e brilhante e cresce em sentido paralelo à pele. Em relação à cor, o pelo dessa raça de gato conta com tons sólidos e com padrões unicolor, tabby e bicolor. Geralmente seus olhos possuem uma cor verde bem viva e forte.

O gato Oriental Shorthair pode ter as seguintes variações de cores:

-Preto (tendo variedades preto-profundo ou sombreado) com olhos verdes;

-Branco com olhos azuis;

-Azul (cinza azulado claro) com olhos verdes;

-Fumaça (pelagem branca e pontas pretas, azuis, lilás, cameo, chocolate ou escama de tartatuga) com olhos verdes;

-Lilás (cinza rosado claro) com olhos verdes;

-Ruivo com olhos verdes ou amarelo ambar;

-Creme com olhos verdes;

-Cameo sombreado (branco com pontas ruivas) e olhos verdes;

-Rajado (marrom, azul, prata, creme, lilás ou ruivo) com olhos verdes;

-Escama de tartaruga (preto com manchas ruivas ou creme) e olhos verdes ou amarelo ambar;

-Azul-creme com olhos verdes.

Ambiente ideal para o Gato Oriental Shorthair

Primeiramente, o gato Oriental Shorthair se adapta a qualquer ambiente. Para ele, é muito importante a presença dos tutores pois adora brincar e chamar a atenção dos humanos.  No entanto, como todos os animais, precisa de itens que estimulem sua imaginação e exercícios físicos, como brinquedos, arranhadores, locais onde ele possa se pendurar.

Temperamento e Personalidade do Gato Oriental Shorthair

Os gatos Orientais são, sem dúvida, infinitamente curiosos e inteligentes. Entretanto, não é um gato que deve ser escolhido apenas por sua aparência. De fato, é um gato que tem uma paixão por sua família, adorando observar e estar por perto o tempo todo.

Quando fica muito tempo sozinho pode, portanto, se frustrar e começar a ter um comportamento indesejável pela casa.

O Oriental Shorthair é o tipo de gato que pode andar na coleira e brincar com o mesmo entusiasmo de um cachorro. Além disso, é um gato falante, ou seja, vocaliza bastante durante o dia.

O gato Oriental Shorthair ama pessoas de todas as idades, incluindo crianças, e necessita de atenção e entretenimento. Ele gosta de ser o centro das atenções, mas pode se dar bem com cães e outros gatos. Na verdade, é uma boa ideia ter um segundo animal para fazer companhia a ele quando não houver nenhum humano em casa.

Cuidados e Manutenção do Oriental Shorthair

Os gatos da raça Oriental Shorthair são fáceis de cuidar, no entanto requerem alguns cuidados básicos para que possam viver saudáveis e felizes.

  • Pelagem: O pelo curto do gato Oriental é, sem dúvida, fácil de cuidar. Deve ser penteado semanalmente com um pente de aço inoxidável.
  • Apare as unhas conforme necessário, geralmente a cada 10 a 14 dias.
  • Os gatos podem ser propensos à doença periodontal, por isso escove os dentes em casa com um creme dental veterinário aprovado pelo veterinário e programe regularmente limpezas dentárias veterinárias.
  • As caixas de areia devem ser limpas diariamente, evitando que o animal escolha outros lugares para fazer suas necessidades.
  • É uma boa ideia ter dois gatos orientais dentro de casa para que eles ofereçam companhia mútua. Essa raça é muito atlética, ágil e adora brincar, por isso mantenha seu cérebro ativo com brinquedos e jogos para gatos e pratique exercícios com jogos de busca e escalada.
  • Mantenha sempre alguma forma de entretenimento à disposição do seu gato Oriental Shorthair quando sair de casa, pois ele pode ser destrutivo se ficar entediado. É melhor se acostumar com rolos de papel higiênico espalhados e rasgados.
  • Apesar de enérgico, evite deixar que seu gato passeie na rua para evitar riscos como roubos e acidentes com carros.

Saúde do gato Oriental Shorthair

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio gato. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis.Questione, portanto, o criador. Além disso, peça para ver os pais do gatinho escolhido e pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem. Doenças mais comuns do gato Oriental Shorthair:

Distúrbios do Trato Respiratório

O gato Oriental Shorthair, assim como seu ancestral Siamês, possui cabeça em forma de cunha e, por isso, pode ser mais propenso a problemas respiratórios. As principais são as doenças respiratórias são a asma e a doença brônquica. Ao notar dificuldade respiratória, recomenda-se entrar em contato com o médico veterinário de confiança.

Doença Periodontal

A doença periodontal é o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Transtornos obsessivos compulsivos

Os gatos orientais são animais de estimação sociáveis que precisam, portanto, da companhia de outros animais ou humanos. A solidão excessiva pode levá-los a um transtorno causado pelo tédio ou a ansiedade pela espera do regresso das pessoas de casa. A compulsão mais comum consiste em uma limpeza excessiva. Os gatos chegam a lamberem-se tanto que podem provocar falhas no pelo.

Este transtorno tem o nome de dermatite psicogênica ou dermatite acral por lambedura. De forma indireta a ingestão de pelo também lhes pode causar problemas intestinais como consequência da ingestão de bolas de pelo.

Síndrome vestibular

Esta doença costuma ser causada por problemas genéticos e, está relacionada com o nervo que conecta o ouvido interno.

A doença vestibular causa no gato tonturas e perdas de equilíbrio, costuma durar pouco tempo e curar-se por si mesma. No entanto, o acompanhamento do médico veterinário é necessário.

Estrabismo

Os gatos orientais, assim como acontece com os siameses, também podem sofrer de alterações que não são propriamente doenças, mas sim desvios de padrão originários do gato siamês. Um exemplo é o estrabismo, o gato vê perfeitamente bem, apesar dos seus olhos estarem orientados de forma estrábica visivelmente.

Nistagmo

O nistagmo é outra alteração do nervo óptico, tal como o estrabismo. Esta alteração provoca uma oscilação dos olhos da direita para a esquerda ou de cima para baixo. Não é frequente mas pode ocorrer em gatos orientais. Como pode ser indicativo de doenças neurológicas, o médico veterinário deve ser consultado.

Porfiria

As porfirias são um grupo de doenças, hereditárias ou adquiridas que envolvem as enzimas da síntese do grupo heme, podendo ser devido à inibição ou insuficiência das enzimas.

Oito enzimas diferentes participam das etapas da síntese do grupo heme, a deficiência de uma destas enzimas gera o acúmulo dos precursores químicos, as porfirinas, que podem se acumular nos tecidos, especialmente na medula óssea e no fígado.

O excesso de porfirinas pode acarretar fotossensibilidade, onde os pacientes se tornam sensíveis à luz solar, ou causar lesões nervosas. Existem diversos tipos de porfirias, cada tipo relacionado com a enzima que apresenta o defeito.Cada tipo de porfiria produz, portanto, sintomas diferentes. Por isso, requerem exames específicos para o estabelecimento do diagnóstico e tratamentos individualizados.

Hidrocefalia

Trata-se do acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral.

O excesso retido faz com que os ventrículos cerebrais se dilatem, provocando danos nas estruturas encefálicas.

Urolitíase

O gato Oriental Shorthair tem predisposição à formação de cálculos urinários (urolitíases). Quatro hábitos ajudam a prevenir e tratar o problema:

  • Consulte um veterinário regularmente;
  • Ofereça apenas alimentos industriais de alta qualidade (Super Premium). Se for um adepto de alimentação natural, peça a um veterinário nutricionista montar a receita.
  • Deixe sempre à disposição do gato, água limpa e fresca. A hidratação é primordial.
  • Estranhe comportamentos diferentes do seu gato. Conhecer bem seu animal de estimação é essencial.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, um gato da raça Oriental Shorthair, que tem índole sociável pode, inclusive, ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.
KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

TICA

 

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Gato Exótico

O gato exótico, conhecido também como Exotic Shorthair,  é uma raça de gato que possui a aparência do gato persa, mas com os pelos curtos. De fato, tem focinho achatado e um aspecto rechonchudo que remete à imagem de um ursinho.

A raça foi desenvolvida através de cruzamentos entre os gatos British Shorthair, American Shorthair e Persa.

Ficha Técnica do Gato Exótico 

Origem: Estados Unidos
Temperamento: Curioso, calmo, brincalhão.
Tamanho: Médio/Grande
Peso: 4 a 6 kg
Cores: existe uma grande variedade de cores e padrões, como branco, azul, preto, creme, chocolate, entre outros.
Pelos: curtos e macios.
Expectativa de vida: 9 a 15 anos
Filhotes: 2 a 6 filhotes.

Reconhecimento: Fifé, TICA.

Origem do Gato Exótico 

No final dos anos 1950, alguns criadores de gatos, decidiram cruzar o Gato Persa com o American Shorthair. Isso foi feito a fim de melhorar o corpo do American, tornando-o mais troncudo. Além disso, cruzamentos também foram feitos com os gatos Russo Azul e o Birmanês.

Um criador, que viu o potencial do cruzamento entre as raças Persa e  American Shorthair,  conseguiu fazer com que a jurada e a criadora americana de American Shorthair, chamada Jane Martinke,  reconhecesse o resultado desse cruzamento como uma nova raça em 1966, sob o nome Exotic Shorthair.

A CFA reconheceu a raça Exotic Shorthair em 1966 e foi reconhecida pela FIFé apenas em 1986. Atualmente a raça só pode ser cruzada com Persas e é conhecida por todo o mundo, sendo bastante popular nos Estados Unidos e Europa.

Quando dois Exotic Shorthair são cruzados é muito comum que nasçam gatos de pelagem longa. A explicação para esse fenômeno, no entanto, é simples!

Por causa do uso regular de Persas nos cruzamentos, alguns gatos exóticos são portadores de um gene recessivo de pelo comprido e, se se cruzarem com outro gato que também seja portador desse gene, 1 em cada 4 dos seus gatinhos terá o pelo comprido. Esses gatinhos são conhecidos como Exóticos de Pelo Comprido ou Exotic Longhair.

Os Exóticos de pelos longos, no entanto, não são considerados Persas pela Associação de Criadores de Gatos, embora a Associação Internacional de Gatos os aceite como persas. Outras associações, como a American Cat Fanciers Association, reconhecem esses gatos como uma raça a parte, chamada Exotic Longhair.

Aparência do Gato Exótico 

O gato Exótico possui cabeça extremamente arredondada, focinho muito curto e bochechas bem largas. Trata-se portanto de um gato braquicefálico.

O exótico é um gato robusto, forte, de ossos poderosos e patas um tanto quanto curtas. A variação de tonalidade do seu pelo pode chegar a 100 diferentes tipos, indo de exemplares totalmente brancos até os mais mesclados e tigrados.

Seu rabo tende a ser curto e arredondado, com uma pelagem característica da raça. Suas orelhas são pequenas, redondas e bastante separadas. Vale lembrar que apesar de serem muito parecidos com os persas (já que esta raça faz parte de sua criação), o exótico e o persa são raças distintas, cada um com suas peculiaridades.

A pelagem do exótico deve ser densa, jamais ficando rente ao seu corpo.

Ambiente ideal para o Gato Exótico

O gato Exótico possui um temperamento muito similar ao do Persa. Gosta da companhia da família e de brincar, no entanto é um gato que pode viver perfeitamente bem em um apartamento.

É importante que tenha muitos brinquedos à disposição. Inclusive, recomenda-se obter estruturas, prateleiras, brinquedos onde ele possa se pendurar e se exercitar.

Como todo gato, se tiver a possibilidade, ele poderá sair para passeios e aventuras na rua. Este tipo de passeio, infelizmente, não é recomendado devido aos riscos de acidentes, contaminações e até mesmo roubo do animal.

Temperamento e Personalidade

É conhecido por ser um animal meigo, dócil e muito carinhoso. Adoram ficar com a família humana por perto.

Eles têm várias características do gato persa, porém tendem a ser mais ativos. Sendo assim, eles preferem conviver em lares animados.

Não gostam muito de ficar sozinhos, portanto não são recomendados para famílias que ficam o dia todo fora de casa.

Graças à sua personalidade ativa e brincalhona, o gato Exótico se dá bem com outros animais, sejam eles gatos ou cachorros. Além disso, adoram brincar e podem passar longos períodos de tempo se divertindo com os seus brinquedos, mesmo quando ficam sozinhos.

Costumam ser bastante silenciosos, sendo bons para a vida em apartamento.

Cuidados e Manutenção

Apesar de ser um descendente do gato Persa, o gato Exótico necessita de menos manutenção do que essa raça. De fato, são suficientes duas escovações por semana em sua pelagem macia a fim de retirar os pelos mortos. Além disso, sugere-se a higiene bucal para evitar o aparecimento de doença periodontal.

Saúde

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para que cresçam fortes e saudáveis, é importante investir em alimentos completos e balanceados. Em alguns casos, pode ser necessário a suplementação alimentar, mas para tomar essa decisão converse sempre com um profissional de confiança.

Primeiramente, o gato Exótico possui uma característica física que o torna mais suscetível a doenças respiratórias. De fato, trata-se de um gato braquicefálico (ou seja, possui focinho achatado). Portanto, o gato Exótico torna-se predisposto ao desenvolvimento da síndrome braquicefálica, consequência de múltiplas anormalidades anatômicas.

Essas irregularidades impedem o fluxo de ar através das vias aéreas superiores, causando uma sintomatologia clínica característica, ou seja, respiração ruidosa, cianose e, em casos mais graves, síncope.

O fato do nariz da raça ter sido reduzido ao longo dos anos, prejudicou gravemente o seu funcionamento. Além disso, o formato do focinho faz com que os olhos fiquem mais proeminentes e expostos a distúrbios.

Distúrbios Oculares

Os distúrbios oculares mais comuns em gatos exóticos são:

  • Epífora – Ocorre quando os canais nasolacrimais estão obstruídos. A lágrima escorre pela face, causando manchas escuras debaixo dos olhos. Em algumas raças, a obstrução pode ser hereditária.
  • Entrópio – Malformação que causa o reviramento da pálpebra para dentro causando sérias irritações que podem levar à graves doenças no olho do animal. O Entrópio pode acometer a pálpebra superior ou a inferior de um olho ou de ambos os olhos. Pode ser de origem congênita ou adquirida.
  • Glaucoma primário. Consiste em uma pressão sanguínea excessivo no olho, cujo efeito se traduz na opacidade e perda de visão.

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia Dilatada Felina

A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença degenerativa do miocárdio caracterizada por dilatação ventricular e diminuição da contratilidade cardíaca. Nos anos 80, foi associada à deficiência de taurina na dieta dos gatos. A partir daí, a suplementação desse aminoácido nas dietas comerciais de felinos diminuiu muito a incidência dessa doença.

Os sinais clínicos são variados, sendo que a dispneia é o sinal mais comum. O diagnóstico definitivo é definido através do exame eco doppler.

Ocorre mais frequentemente em gatos machos, de 6 a 9 anos, de raças como Ragdoll, Persas, Maine Coons, Exóticos Shorthair e Longhair.

Rim Policístico

A doença renal felina, comumente conhecida como a Síndrome dos Rins Policísticos, é uma doença genética que acomete frequentemente os gatos. É caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins, que acabam por comprometer a função renal e causam falência do órgão, ou seja, causa insuficiência renal.

A doença, no entanto, pode estar presente desde filhote, e pode não apresentar sintomas até os 7-8 anos de idade, quando o dano renal já pode ser importante.

Formação de cálculos de oxalato de cálcio

Cálculos de oxalato de cálcio são formações que podem se desenvolver no trato urinário do gato. Esse tipo de cálculo, no entanto, tende a ser encontrado em gatos machos mais idosos. Ao contrário dos cálculos de estruvita, os de oxalato de cálcio se formam mais prontamente em urina ácida, sendo impossível dissolvê-los quando presentes no trato urinário.

A remoção dos cálculos de oxalato de cálcio, portanto, só é possível por meio de cirurgia. Para evitar seu aparecimento, sugere-se o uso de alimentos que controlem a acidez urinária. Além disso, é primordial oferecer sempre água limpa e fresca para incentivar a hidratação.

Além dos cálculos de estruvita e oxalato de cálcio, também existem cálculos de urato, xantina e cistina. Algumas raças são mais propensas que outras à formação de certos tipos de cálculos. Procure o veterinário em busca de mais informações.

Intertrigo

Intertrigo é o nome dado ao distúrbio causado pelo atrito de dobras cutâneas. Acomete as regiões de pregas e dobras cutâneas, tais como as pregas da face dos gatos braquicefálicos, como o gato Exótico. 

O atrito entre as dobras, a umidade acumulada entre elas, a pouca exposição ao ar e sol destas, podem acabar causando uma infecção de pele. Isso, gera um habitat ideal para proliferação bacteriana, pois torna-se úmido, quente e protegido da luz.

Tricobezoar

Tricobezoar é o nome complicado para bola de pelo. De fato, os gatos exóticos, por terem um pelo tão denso e uma troca tão frequente, estão propensos a formarem bolas de pelos maiores do que o aceitável que podem se tornar obstruções do sistema gastrointestinal.

Normalmente os gatos regurgitam as bolas de pelo. No entanto, por vezes elas acumulam-se no estômago. Quando isto acontece, o veterinário deve intervir o quanto antes para resolver o problema.

Para prevenir as bolas de pelo deve-se, portanto, escovar o gato persa diariamente, eliminando assim o pelo morto.

Obesidade

Os gatos Exóticos não são muito fãs de uma rotina de atividade física intensa. No entanto, o estilo de vida sedentário é muito prejudicial para a saúde desses gatos, pois eles podem ganhar peso facilmente.

É primordial, portanto, que seus tutores ofereçam uma dieta balanceada, em dosagens corretas e que, além disso, incentivem o gato a praticar exercícios, jogos e atividades estimulantes regularmente.

O enriquecimento ambiental é, sem dúvida, fundamental para proporcionar um ambiente que desperta a curiosidade do seu gato e o “convida” a brincar, se exercitar e gastar energia. Além disso, uma casa enriquecida é ideal para estimular as habilidades cognitivas, emocionais e sociais do seu gatinho, evitando assim os sintomas de estresse e tédio.

Considerações finais

Antes de mais nada, quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há, sem dúvida, grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o gato Exotic Shorthair um animal lindo e amigável, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

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Gato British Shorthair

O gato British Shorthair, também conhecido como Pelo Curto inglês, é um gato robusto, de corpo forte e musculoso. É uma raça de gato suave e calma, com uma pelagem grossa e curta.

Geralmente, são gatos que apresentam uma boa saúde.

Embora eles não demonstrem tanto quanto outros gatos, e apesar de não gostarem muito de sentar no colo ou de serem segurados, eles ainda são muito apegados aos humanos.

Além disso, o gato British Shorthair vem muito usado no mundo cinematográfico. Alguns exemplares famosos são o Smokey, do filme Stuart Little; Toby, gato da série ‘Desperate Housewives’; o gato Cheshire, de Alice no País das Maravilhas e o querido Gato de Botas, do filme Shrek.

Ficha Técnica do Gato British Shorthair

Origem: Inglaterra

Data de origem:  O British Shorthair é muito antigo, no entanto foi reconhecido como raça apenas em 1871.
Temperamento: Tranquilo, companheiro, independente, sociável, calmo, afetuoso.
Tamanho: Médio
Peso: machos pesam de 8 a 10 kg; fêmeas pesam de 6 a 8 kg.
Cores: Creme, vermelha, preta, chocolate, lilás e tigrada com fundo marrom, azul, vermelho, bi colores, escamas de tartaruga.
Pelos: Curtos e densos.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: 7 a 13 anos
Filhotes: 2 a 6 filhotes.
Reconhecimento: CFA, FIFé, TICA, ACFA, ACF

Introdução à raça – a história do British Shorthair

Há algumas divergências de opinião em relação à história do British Shorthair. Segundo o site da TICA, The International Cat Association, as origens do gato British Shorhair teve inicio com gatos importados do Egito que acompanharam os romanos quando invadiram a Grã-Bretanha.

O “pai” desta raça é Harrison Wier, considerado o primeiro criador profissional de gatos. Ele selecionava os melhores exemplares da raça e promovia cruzamentos, aprimorando assim essa espécie que pode ser encontrada chamada pelo nome de “British Blue” devido a sua tonalidade cinza azulada em sua pelagem.

Weir ficou popularmente conhecido como “The Father of the Cat Fancy” que significa o pai do gato chique, organizando a partir de 1871 o primeiro concurso de gatos na Inglaterra e ainda foi o fundador e presidente do Clube Nacional de Gatos do país.

Durante a Segunda Guerra Mundial, como na Primeira Guerra Mundial, a raça de gato British Shorthair foi dizimada, mas sempre apareceu entre as raças de maior popularidade.

Aparência do gato British Shorthair

Os gatos British Shorthair têm um corpo robusto, forte e musculoso. O peito é largo, seus ombros são fortes e suas costas são retas.

As patas dos gatos dessa raça são curtas e fortes. A cauda é arredondada na ponta.

A cabeça é grande e redonda em um pescoço curto e grosso, enquanto as orelhas são pequenas, com pontas arredondadas bem afastadas. Seus lábios costumam ser sinuosos. O sorriso do famoso gato de ‘Cheshire’ de ‘Alice no País das Maravilhas’ foi inspirado neste gato.

Seu nariz se apresenta curto, porém bem definido. Algumas linhagens possuem nariz mais curto do que outras.

Sua pelagem é diversa e variada como a maioria das outras raças de gatos. Entre elas o tigrado de cinza e preto, o preto, o cinza mais claro, o amarelo clarinho, quase bege, o cinza e branco manchado e até o branco. As cores de olhos também podem se diversificar entre o verde e o amarelo.

Ambiente ideal para o gato British Shorthair

O gato British Shorthair é um gato troncudo e musculoso, portanto sua nutrição deve ser cuidadosamente controlada já que possui tendencia ao sobrepeso.

É importante que tenha muitos brinquedos à disposição. Inclusive, recomenda-se obter estruturas, prateleiras, brinquedos onde ele possa se pendurar e se exercitar.

Os gatos da raça British Shorthair toleram ficar sozinhos. São animais carinhosos, porém gostam de passar um tempo apenas dormindo tranquilamente sob o sol.

Temperamento e Personalidade do gato BritishShorthair

O simpático e amigável British Shorthair adapta-se facilmente às necessidades de sua família. Isso, o torna um excelente companheiro.

Embora ele não exija atenção e carinho constante, o British Shorthair gosta de passar o tempo com sua família humana.

Os British Shorthairs são bons em buscar entretenimento, mas também gostam muito de jogos interativos que envolvem “caçar”. Eles são inteligentes e facilmente treináveis.

Como são gatos sociais, os British Shorthairs também desfrutam da companhia de outros animais, incluindo cães. É um gato bastante independente, apesar de ser extremamente afetuoso.

Sua personalidade costuma ser extremamente doce, adorável, afável e tranquila. A raça, de fato, é descrita como a mais próxima ao temperamento de um cachorro. Por ter estas características, dificilmente é abalado por alguma coisa ou perturbado, parece muitas vezes que nada o aborrece. Além disso, é um gato que mia raramente. Quando o faz, seus miados costumam ser baixos e delicados.

Cuidados e Manutenção

Primeiramente, o gato British Shorthair não requer grandes cuidados. Recomenda-se, todavia, escovar sua pelagem pelo menos duas vezes por semana para mante-la brilhante e livre de pelos mortos. Além disso, recomenda-se escovar seus dentes como medida preventiva.

Para a manutenção da saúde, é importante fornecer alimentos de alta qualidade. Ou seja, alimentos que sejam completos e balanceados.

Saúde do gato British Shorthair

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para que cresçam fortes e saudáveis, é importante investir em alimentos completos e balanceados. Em alguns casos, pode ser necessário a suplementação alimentar, mas para tomar essa decisão converse sempre com um profissional de confiança.

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio animal de estimação. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis. Questione, portanto, o criador. Além disso, peça para ver os pais do gatinho escolhido e pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem.

Doenças mais comuns do gato British Shorthair:

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia hipertrófica

A miocardiopatia hipertrófica felina é, sem dúvida, a patologia cardíaca mais frequente em felinos domésticos e também está entre as principais doenças do British Shorthair.

Trata-se de uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiado, ou seja, mais grosso, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco.

Embora possa afetar todos os gatos, é mais comum em felinos machos de idade avançada. Seus sintomas dependem do estado de saúde de cada gato e do progresso da doença, havendo também alguns casos assintomáticos. No entanto, os sintomas mais característicos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos são os seguintes:

  • Apatia
  • Respiração dispneica
  • Vômitos
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão e letargia
  • Flacidez nos membros posteriores
  • Morte súbita

Tricobezoar

Tricobezoar é o nome complicado para bola de pelo. De fato, o gato British Shorthair, por ter um pelo tão denso e inclusive sub-pelo, estão propensos a formarem bolas de pelos maiores do que o aceitável que podem se tornar obstruções do sistema gastrointestinal. Isso acontece durante a rotina de higiene do gato, quando o pelo não é escovado regularmente. Portanto, ao lamber-se, o gato acaba ingerindo muitos pelos.

Normalmente os gatos regurgitam as bolas de pelo. No entanto, por vezes elas acumulam-se no estômago. Quando isto acontece, o veterinário deve intervir o quanto antes para resolver o problema.

Para prevenir as bolas de pelo deve-se, portanto, escovar o gato British Shorthair diariamente, eliminando assim o pelo morto.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o gato British Shorthair um animal lindo e amigável, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

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Gato Sphynx – Saiba mais sobre esse felino peculiar

O gato Sphynx é, sem dúvida, um daqueles exemplares que dividem opiniões. Alguns acham a raça incrivelmente linda devido a suas peculiaridades e características físicas. Outros acham muito estranho, ou até mesmo feio, pois trata-se de um gato sem… pelos.

Os gatos não são, no entanto, totalmente sem pelos. De fato, são cobertos por uma pelugem fina e macia, o que faz com que, ao tato, se pareça com a casca de um pêssego. Além disso, este gato não tem bigodes ou cílios.

Ficha Técnica do Gato Sphynx

Origem: Canadá

Data de Origem: 1966

Temperamento: Leal, esperto e carinhoso.
Tamanho: Médio
Peso: machos e fêmeas pesam de 3 a 7 kg.
Cores: Todas as cores são aceitas. As mais comuns são preto, rajado, vermelho, creme, cinza chumbo.
Pelos: Não tem.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: 14 anos
Filhotes: 2 a 6 filhotes.
Reconhecimento: CFA, TICA, ACFA

Introdução à raça – a história do gato Sphynx

Primeiramente, o surgimento de gatinhos pelados foi na verdade natural e acidental. O Gato Sphynx, surgiu, de fato, de mutações espontâneas em gatos de pelos curtos.

Em 1966, um gato doméstico deu à luz um gatinho sem pelos em Ontário, Canadá. Foi descoberto que tratava-se de uma mutação genética natural e o gato Sphynx, como o conhecemos hoje, passou a existir.

Estes gatos pelados foram utilizados em cruzamentos e deram origem a uma nova raça felina, cujos exemplares começaram a ser chamados “Moon’s Cats” (Gatos da Lua), e em seguida de “Canadian naked”(Canadense nu) e finalmente com o nome que têm atualmente, SPHYNX. Esse nome foi atribuído em homenagem às esfinges egípcias com as quais os gatos se parecem tanto.

Muitas criações por todo o mundo começam a trabalhar na nova raça para tentar fixar as características. Foram feitos também cruzamentos sucessivos com outras raças, principalmente com Devon-Rex, Cornish-Rex e o American Shorthair.

Os cruzamentos com Devon-Rex foram entretanto abandonados devido a uma doença genética mortal chamada Síndrome Miastênica Congênita.

Em 1970, a Cat Fanciers’ Association (CFA) concedeu um estatuto provisório de raça ao pelado Canadense  mas, no ano seguinte esse reconhecimento foi retirado devido a problemas de saúde e dificuldades na criação. Acreditava-se, portanto, que o gene associado à falta de pelos fosse letal.

O Sphynx como o conhecemos hoje em dia nasceu, finalmente, em 1975, quando dois agricultores descobriram um gatinho sem pelo numa ninhada de Jezabelle, uma gata vira-lata com pelagem normal. Essa gatinha, filha de Jezabelle, foi chamada carinhosamente de Epidermis. No ano seguinte, o mesmo fenômeno ocorreu, e nasceu outro gatinho pelado chamado de Dermis.

Os dois foram vendidos a uma criadora do Oregon, que os usou para produzir a nova raça.

Em Fevereiro de 1998, o registo do Sphynx foi aceito pela CFA.

Aparência do gato Sphynx

A característica mais marcante do gato da raça Sphynx é, sem dúvida, o seu corpo sem pelos e a sua pele enrugada. No entanto, como foi dito anteriormente, eles possuem uma pelagem muito fina, quase invisível. A pele do Sphynx é, ao tato, muito parecida com a casca de um pêssego.

Outra característica particular do Sphynx é a sua oleosidade. De fato, em outras raças o óleo passa da pele para os pelos. Por isso, no Sphynx, essa oleosidade acaba ficando em sua própria pele.

Devido a este visual totalmente diferente, o Sphynx está longe de agradar a maior parte das pessoas que preferem sempre gatos mais peludos e atraentes.

Estruturalmente, o Sphynx é um gato que possui uma ossatura fina e corpo bem musculoso. Além disso, possui uma cauda longa. Sua cabeça não é redonda nem mesmo cuneiforme, se alarga até os olhos e daí para cima apresenta-se com a forma de um bloco retangular.

Seus olhos dourados ficam sempre localizados para trás e ligeiramente inclinados. Suas orelhas são inseridas na base maior e superior de sua cabeça, são grandes e ainda ligeiramente arredondadas em suas pontas.

Ambiente ideal para o gato Sphynx

O Sphynx é um gato que não pode ficar em área externa em dias frios, já que não possuem pelos para protege-los das temperaturas mais baixas. Além disso, o mesmo pelo que o protegeria da sensação térmica, é aquele que o protegeria da ação dos raios solares. O ideal é, portanto, que o Sphinx fique em casa. No entanto é necessário que tenha horários para seus banhos de sol.

É muito importante que tenham espaço e brinquedos para promover o exercício físico, já que tem tendencia à obesidade.

A ausência de bigodes, os tornam muito desajeitados. Por isso, as vezes não conseguem subir em lugares altos, desequilibrando-se facilmente.

Os gatos da raça Sphinx gostam de acrobacias, são leais e seguem os humanos para todo o lado.

Temperamento e Personalidade do gato Shpynx

O gato Sphynx é extrovertido, malicioso, gosta de pessoas e adora atenção. Esses gatos costumam cumprimentar seus donos quando chegam em casa e são muito falantes e ronronam muito.

Eles são altamente inteligentes, brincalhões e fofinhos. Eles gostam de dormir com seus donos, de preferencia debaixo das cobertas. Sua temperatura corporal é um grau ou dois acima da média para gatos normais. Têm apetite voraz para compensar a perda de calor, por isso é tão importante cuidar para que não se tornem obesos.

Cuidados e Manutenção

Os tutores de um gato Sphynx devem saber que manter a pele deste gato limpa e macia requer muitos cuidados. A pele precisa ser banhada ou limpa a cada semana para remover sua oleosidade natural.

Além da pele, o ouvido externo também requer atenção e limpeza para evitar excesso de sujidades e infecções no ouvido.

Saúde do gato Sphynx

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para que cresçam fortes e saudáveis, é importante investir em alimentos completos e balanceados. Em alguns casos, pode ser necessário a suplementação alimentar, mas para tomar essa decisão converse sempre com um profissional de confiança.

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio animal de estimação. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis. Questione, portanto, o criador. Além disso, peça para ver os pais do gatinho escolhido e pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem.

Doenças mais comuns do gato Sphynx:

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia hipertrófica

A miocardiopatia hipertrófica felina é, sem dúvida, a patologia cardíaca mais frequente em felinos domésticos e também está entre as principais doenças do gato Sphynx.

Trata-se de uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiado, ou seja, mais grosso, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco.

Embora possa afetar todos os gatos, é mais comum em felinos machos de idade avançada. Seus sintomas dependem do estado de saúde de cada gato e do progresso da doença, havendo também alguns casos assintomáticos. No entanto, os sintomas mais característicos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos são os seguintes:

  • Apatia
  • Respiração dispneica
  • Vômitos
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão e letargia
  • Flacidez nos membros posteriores
  • Morte súbita

Cardiomiopatia Dilatada Felina

A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença degenerativa do miocárdio caracterizada por dilatação ventricular e diminuição da contratilidade cardíaca. Nos anos 80, foi associada à deficiência de taurina na dieta dos gatos. A partir daí, a suplementação desse aminoácido nas dietas comerciais de felinos diminuiu muito a incidência dessa doença.

Os sinais clínicos são variados, sendo que a dispneia é o sinal mais comum. O diagnóstico definitivo é definido através do exame eco doppler.

Ocorre mais frequentemente em gatos machos, de 6 a 9 anos, de raças como Ragdoll, Persas e Maine Coons.

Displasia Coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. O tamanho do gato, hereditariedade e o ambiente em que o animal vive influenciam, sem dúvida, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente os sintomas começam a surgir entre quatro meses e um ano de idade.

Obesidade

O gato Sphynx tem, sem dúvida, tendência a obesidade. Por isso, as porções de alimento precisam ser controladas com rigidez. Além disso, o tutor deverá estimular exercícios físicos diariamente através de diferentes brincadeiras.

A obesidade está se tornando um problema cada vez mais comum em animais domésticos e, se não tratada, pode causar muitos problemas de saúde ao animal.

Sua principal causa é o desequilíbrio entre o consumo e gasto energético. Ou seja, consomem-se mais calorias do que se gastam. Consequentemente, este excesso de calorias é acumulado em forma de gordura produzindo aumento de peso.

Miopatia hereditária dos gatos Shynx e Devon Rex

Gatos das raças Sphynx e Devon Rex possuem predisposição genética a uma patologia neuromuscular chamada Miopatia de Bastão de Nemalina. Trata-se de um grupo de desordens neuromusculares de etiologia genética que leva à fraqueza muscular.

A fraqueza muscular presente nesta desordem é resultante do acúmulo de corpúsculos bastonetiformes (bastões lineares) nas fibras musculares, especialmente na periferia dessas últimas. Animais com esta doença podem apresentar dificuldades de locomoção, respiratórias e de deglutição.

Urolitíase

O gato Sphynx tem predisposição à formação de cálculos urinários (urolitíases). Quatro hábitos ajudam a prevenir e tratar o problema:

  • Consulte um veterinário regularmente;
  • Ofereça apenas alimentos industriais de alta qualidade (Super Premium). Se for um adepto de alimentação natural, peça a um veterinário nutricionista montar a receita.
  • Deixe sempre à disposição do gato, água limpa e fresca. A hidratação é primordial.
  • Estranhe comportamentos diferentes do seu gato. Conhecer bem seu animal de estimação é essencial.

Predisposição à problemas dermatológicos.

Por não possuir pelos, o gato Sphynx tem uma predisposição maior a ter problemas de pele.

A raça tem predisposição ao desenvolvimento de alergias e infecções fúngicas. Além disso, a pele do gato pode se queimar facilmente ao sol.

Gatos possuem pelagem por importantes razões: promove proteção térmica, proteção física e ajuda na comunicação entre gatos. A ausência de pelame pode, portanto, trazer inúmeros efeitos deletérios ao animal, desde alterações comportamentais, como lesões em pele devido à exposição contínua da mesma à estímulos tóxicos do ambiente, além de radiação solar.

O acúmulo de oleosidade na pele desta raça também é uma consequência da ausência de pelagem.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o gato Sphynx um animal tão diferente e dócil, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

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Gato Siberiano

O gato Siberiano é um felino encantador nativo das florestas Russia. Assim como o Maine Coon e o Norueguês da Floresta, o Siberiano faz parte dos chamados “gatos da floresta”. A principal característica dessas as raças é a pelagem grossa e abundante que, além disso, é impermeável. Esta condição permite, de fato, a sobrevivência nos frios climas implacáveis de onde são originários.

Trata-se de um gato de porte médio a grande, forte e com uma camada de subpelo tripla e peso surpreendente por seu tamanho. A aparência geral é forte, imponente, porém com uma expressão facial doce. A raça é extremamente lenta para atingir a maturidade, levando até 5 anos.

Ficha Técnica do gato Siberiano

Origem: Russia.
Data de origem: não há informação disponível pois trata-se de uma raça muito antiga.
Temperamento: Gentil, brincalhão, ágil e carinhoso.
Tamanho: Médio a Grande
Peso: Machos podem pesar 6 a 10 kg. As fêmeas costumam pesar entre 3,5 a 7 kg.
Cores: Todas as cores são permitidas para esta raça, sendo o castanho o mais comum.
Pelos: longos
Expectativa de vida: 11 a 15 anos.
Reconhecimento: CFA, FIFé, TICA, WCF, FFE, AACE, ACF, ACFA/CCA

Introdução à raça – história do gato Siberiano

Os gatos siberianos são originários da Rússia, onde são considerados e apreciados como um tesouro nacional. É difícil dizer há quanto tempo os gatos siberianos existem naquele país, mas com base nos contos de fadas russos e nos livros infantis, eles provavelmente existem há centenas de anos.

Os gatos siberianos foram descritos em um livro chamado “Our Cats and All About Them” (traduzindo para o português ‘Nossos Gatos e Tudo sobre Eles’), de Harrison Weir, publicado originalmente em 1889.

Eles não foram exportados até depois da Guerra Fria e foram importados para os EUA em 1990. Em 1996, a International Cat Association (TICA) reconheceu a raça, seguida de sua aceitação na American Cat Fanciers Association (ACFA) em 1999 e a Associação de criadores de gatos (CFA) em 2006.

Aparência do gato Siberiano

Como pode-se imaginar de um gato adaptado aos climas mais agressivos do mundo, possui corpo forte, com musculatura poderosa, e pelagem densa. Seu amadurecimento é mais lento que em outros gatos. De fato, leva aproximadamente cinco anos para atingir a maturidade total.

Sua cabeça tem forma de cunha com contornos arredondados e suaves. Os olhos são grandes e redondos, com expressão doce. As cores dos olhos aceitas são verde, ouro, verde-ouro ou cobre. No entanto, os gatos brancos ou com manchas brancas podem ter olhos azuis ou um de cada cor.

As orelhas são de tamanho médio com tufos de pelo. As patas traseiras são, normalmente, mais longas que as patas dianteiras. Tem a parte posterior bem desenvolvida, o que permite que saltem com maestria.

Pelagem do gato Siberiano

O pelo da raça é de semi-longo para longo, impermeável e, portanto, oleoso, abundante, com sub-pelo espesso.

O gato Siberiano possui pelos mais longos na região do pescoço e do abdômen. Por ser um felino de uma região com temperaturas implacáveis, sua pelagem é densa, proporcionando características impermeáveis e isolantes.

Todas as cores são permitidas para esta raça, sendo o castanho o mais comum. Apesar de no geral seu pelo ser considerado semi-longo, a pelagem do gato Siberiano varia bastante com a época do ano.

As patas posteriores são um pouco maiores do que as anteriores, dando assim sua característica de bom saltador. Os pés são grandes, redondos e com tufos entre os dedos. A cauda é bastante comprida, peluda e grossa, principalmente na base.

Ambiente ideal para o gato Siberiano

O gato Siberiano, apesar de sua aparência imponente e selvagem, adora estar com sua família humana. Portanto, qualquer lugar onde ele possa ter contato com a família, fará dele um gato feliz.

No entanto, por causa de seu tamanho não indiferente, é bom que tenha espaço ou pelo menos móveis projetados para que ele possa se exercitar pela casa ou apartamento.

Geralmente, possui bom humor e espírito brincalhão, adora brincar e correr para os braços de seus donos para ganhar afagos.

Temperamento e Personalidade

O gato siberiano tem uma personalidade encantadora, extrovertida, afetuosa, amigável e enérgica tornando-o um companheiro felino excepcional.

É um daqueles gatos que irá receber sua família humana na porta de casa e seguir seu tutor por toda a casa. Embora os gatos siberianos sejam gatos relativamente calmos, eles gostam de vocalizar através de miados.

Eles gostam da companhia de outros gatos e até cães. Além disso, são bons com crianças desde que sejam gentis e respeitosas.

Cuidados e Manutenção

A pelagem com tripla camada exige, sem dúvida, alguns cuidados para se manter bonita e brilhante. O ideal é que seu pelo seja escovado três vezes por semana para evitar emaranhados e sujeira, e até mais durante o outono e inverno.

Banhos em gatos dessa raça são um problema já que a pelagem densa é à prova d’água. No entanto, são gatos que adoram brincadeiras e atividades aquáticas.

Gatos dessa raça são inteligentes e gostam de aprender novos truques de uma maneira divertida. Além disso gostam de brincar um pouco como cachorros, ou seja, gostam de buscar os brinquedos e traze-los de volta.

É um gato atlético, que frequentemente subirá nas estantes e se moverá pelos pontos altos da sala.

Saúde do gato Siberiano

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Doenças mais comuns do gato Siberiano

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio gato. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis.

Portanto, questione o criador, peça para ver os pais do gatinho escolhido. Além disso, pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem.

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia Dilatada Felina

A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença degenerativa do miocárdio caracterizada por dilatação ventricular e diminuição da contratilidade cardíaca. Nos anos 80, foi associada à deficiência de taurina na dieta dos gatos. A partir daí, a suplementação desse aminoácido nas dietas comerciais de felinos diminuiu muito a incidência dessa doença.

Os sinais clínicos são variados, sendo que a dispneia é o sinal mais comum. O diagnóstico definitivo é definido através do exame eco doppler.

Ocorre mais frequentemente em gatos machos, de 6 a 9 anos, de raças como Ragdoll, Persas e Maine Coons.

Cardiomiopatia hipertrófica

A miocardiopatia hipertrófica felina é a patologia cardíaca mais frequente em felinos domésticos e também está entre as principais doenças do gato Siberiano.

Trata-se de uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiado, ou seja, mais grosso, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco.

Embora possa afetar todos os gatos, é mais comum em felinos machos de idade avançada. Seus sintomas dependem do estado de saúde de cada gato e do progresso da doença, havendo também alguns casos assintomáticos. No entanto, os sintomas mais característicos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos são os seguintes:

  • Apatia
  • Respiração dispneica
  • Vômitos
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão e letargia
  • Flacidez nos membros posteriores
  • Morte súbita

Rim Policístico

A doença renal felina, comumente conhecida como a Síndrome dos Rins Policísticos, é uma doença genética que acomete frequentemente os gatos. É caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins, que acabam por comprometer a função renal e causam falência do órgão, ou seja, causa insuficiência renal.

A doença, no entanto, pode estar presente desde filhote, e pode não apresentar sintomas até os 7-8 anos de idade, quando o dano renal já pode ser importante.

Displasia Coxofemoral

Trata-se de uma instabilidade causada pela alteração no acetábulo, colo e cabeça do fêmur. O tamanho do gato, hereditariedade e o ambiente em que o animal vive influenciam, sem dúvida, o surgimento da enfermidade.

Por ser transmitido geneticamente, machos e fêmeas que tenha esse problema de saúde não são recomendados para reprodução. O animal pode começar a desenvolver essa complicação ainda quando jovem. De fato, normalmente os sintomas começam a surgir entre quatro meses e um ano de idade.

Luxação de Patela

Um dos distúrbios ortopédicos mais comum no gato Siberiano, é certamente a luxação de patela. Trata-se de deslocamento da patela (ou rótula) de sua posição anatômica normal, que fica no sulco troclear do fêmur.

A causa pode ser congênita ou traumática. Em caso de luxação da rótula, o gato poderá apresentar claudicação, ou seja, irá mancar tirando a patinha afetada do chão.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o gato Siberiano um gato lindo e amigável, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

 

 

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Gato Himalaio

Fisicamente, o gato Himalaio é extremamente parecido com o gato Persa. No entanto, tem as cores de um gato Siamês. Seu nome vem do coelho himalaio que possui uma marcação da pelagem muito parecida.

O mais famoso, entre os gatos Himalaios, é certamente o Mr.Jinx, o gato do filme ‘Entrando numa fria’ (Meet the parents). O filme é uma comédia do ano 2000 e foi estrelado por grandes atores como Robert de Niro e Ben Stiller.

Ficha Técnica do gato Himalaio

Origem: Estados Unidos.
Data de origem: 1935
Temperamento: Companheiro, inteligente, sociável, carinhoso e brincalhão.
Tamanho: Médio
Peso: Machos podem pesar 5,5 kg ou mais. As fêmeas costumam pesar entre 3,5 a 5,5 kg.
Cores: Azul, marrom, lilás, chocolate, vermelho, nata.
Pelos: longos
Expectativa de vida: 8 a 11 anos.
Reconhecimento: ACFA , FIFe, TICA

Introdução à raça – história do gato Himalaio

A origem do gato Himalaio tem inicio entre as décadas de 1920 e 1930, quando criadores de vários países tentaram produzir um gato que tivesse características físicas de um gato Persa, mas com marcas típicas de gatos Siameses.

Por isso, os gatos Himalaios foram desenvolvidos através do cruzamento de gatos siameses e gatos persas. As tentativas começaram na década de 1920 cruzando um siamês com um persa branco. Esses gatos foram nomeados “persas malaios”, no entanto desapareceram rapidamente.

Nos Estados Unidos, três pessoas tiveram envolvimento na criação dessa nova raça: Marguerita Gorforth, Virginia Cobb e Dr. Clyde Keeler. O objetivo do trabalho era obter um gatinho Persa com extremidades coloridas de um siamês.

O desenvolvimento desta raça teve início em 1931 nos Estados Unidos, quando a criadora Virgina Cobb (Gatil Newton) e o Dr. Clyde Keeler (faculdade de Medicina de Harvard) iniciaram um programa experimental de criação, com o propósito de conseguirem gatos de pelo longo com o padrão colorpoint.

Após 5 anos de tentativas produziram o primeiro filhote de gato himalaio que foi chamado de “Newton’s Debutante”. Na mesma época foi publicado um artigo a respeito da nova variedade no American Journal of Heredity (Jornal Americano de Hereditariedade) com uma fórmula detalhada de como haviam conseguido produzir um filhote colorpoint de pelo longo. Após a publicação do trabalho o programa de criação foi abandonado.

Criação definitiva e reconhecimento da raça

Somente em 1950 ouviu-se falar novamente em colorpoints (himalaios) de pelo longo, com o aparecimento da gata “Bubastis Georgina ” no gatil Briarry .

Animados com a aparência da gata Georgina, dois gatis se uniram (gatil Briarry e gatil Mingchiu) para dar início a um novo programa de criação voltado para o desenvolvimento da nova variedade.
No mesmo ano um criador canadense (Ben Borrett-Chestermere) também iniciou um programa de criação com a mesma finalidade, importando vários colorpoints do gatil Briarry.

Também em 1950 na Califórnia, Marguerita Goforth (gatil Goforth) conseguiu com uma amiga que estava de mudança um gato colorpoint de pelo longo que havia sido adotado por sua amiga na instituição San Diego Humane Society. O gato era uma fêmea seal point que foi batizada de “Princess Himalayan Hope”.

Marguerita conseguiu com a amiga permissão para usar “Hope” em seu próprio programa de criação.

O gato Himalaio foi, enfim, oficialmente reconhecido como uma nova raça pela Cat Fanciers Association’ (CFA) e pela ‘American Cat Fanciers’ Association em 1957.

O CFA reconheceu o Himalaia em 1957, mas em 1984 decidiu reclassificar o Himalaia como um subtipo persa. Na Grã-Bretanha, a raça recebeu reconhecimento oficial do GCCF em 1955.

Aparência do gato Himalaio

O gato Himalaio mantém as características morfológicas dos gatos persas. O seu corpo é de tamanho médio, robusto e compacto, com patas relativamente curtas e fortes. As características mais marcantes do Himalaia, no entanto, são a cabeça larga e os olhos grandes, redondos e azuis vívidos.

A pelagem longa, densa e sedosa do gato himalaio também é observada no gato persa, mas ele exibe o padrão de cores típico dos gatos siameses, dos quais ele herdou, além disso, os belos olhos azuis e o olhar especial.

Pelagem do gato Himalaio

A pelagem do Himalaio é muito parecida com a do Persa. Ou seja, seus pelos são longos em todo o corpo, macios, densos, com sub-pelo denso, o que confere um volume excepcional . Por causa dessas características, necessita de escovação frequente pois tende a perder muitos pelos, principalmente durante a época natural de troca.

As cores aceitas para o seu pelo podem variar ligeiramente, mas sempre se adaptam ao estilo point. Os tons mais observados são azul, chocolate, vermelho, marrom, lilac point ou tortie.

Ambiente ideal para o gato Himalaio

O Gato do Himalaia gosta de ambientes tranquilos, sem muitas mudanças e agitações. Não é daquele tipo de gato que gosta de subir em lugares altos, preferindo ficar no chão mesmo.

Temperamento e Personalidade

O Himalaia é um companheiro ideal. Vocaliza mais e é mais ativo que o Persa, mas é mais silencioso que o siamês. Embora gentil e amante da paz, o Himalaia adora brincar de buscar e se meter em travessuras. Além disso, pode passar muito tempo brincando com os brinquedos mais simples como um pedaço de papel.

O gato Himalaio pode tornar-se extremamente apegado ao seu dono, exigindo atenção constante.

Cuidados e Manutenção

Gatos Himalaios, assim como Persas, requerem cuidados diários. Por trocarem constantemente a pelagem, precisam de escovações diárias. Esse hábito pode prevenir três problemas: embolamento dos pelos, ocorrência de bolas de pelo no estomago, excesso de pelos no ambiente.

Além disso, o gato Himalaio precisa de atenção para não ficar obeso. A alimentação adequada e execícios diários são essenciais.

Saúde do gato Himalaio

Para que cresçam fortes e saudáveis, é importante investir em alimentos completos, ou em rações desenvolvidas especialmente para essa raça. Em alguns casos, pode ser necessário a suplementação alimentar, mas para tomar essa decisão converse sempre com um profissional de confiança.

Algumas empresas criaram alimentos industrializados específicos para a raça. Esse tipo de produto pode ser interessante pois possuem nutrientes de primeira qualidade que melhoram a condição da pelagem, evitam o acumulo de bolas de pelo no estomago, possuem quantidade correta de nutrientes e calorias. Além disso, a alimentação adequada pode evitar o aparecimento de algumas doenças típicas da raça.

Doenças mais comuns do gato Himalaio

Primeiramente, o gato Himalaio, por ser um descendente dos gatos Persas, possui uma característica física que o torna mais suscetível a doenças respiratórias. De fato, trata-se de um gato braquicefálico (ou seja, possui focinho achatado). Portanto, o gato Himalaio torna-se predisposto ao desenvolvimento da síndrome braquicefálica, consequência de múltiplas anormalidades anatômicas.

Essas irregularidades impedem o fluxo de ar através das vias aéreas superiores, causando uma sintomatologia clínica característica, ou seja, respiração ruidosa, cianose e, em casos mais graves, síncope.

O fato do nariz da raça ter sido reduzido ao longo dos anos, prejudicou gravemente o seu funcionamento. Além disso, o formato do focinho faz com que os olhos fiquem mais proeminentes e expostos a distúrbios.

Distúrbios Oculares

Os distúrbios oculares mais comuns em gatos Himalaios são:

  • Anquilobléfaro congênito – anomalia hereditária que costuma ocorrer no gato persa azul. Trata-se da união entre a pálpebra superior e inferior.
  • Epífora – Ocorre quando os canais nasolacrimais estão obstruídos. A lágrima escorre pela face, causando manchas escuras debaixo dos olhos. Em algumas raças, a obstrução pode ser hereditária.
  • Entrópio – Malformação que causa o reviramento da pálpebra para dentro causando sérias irritações que podem levar à graves doenças no olho do animal. O Entrópio pode acometer a pálpebra superior ou a inferior de um olho ou de ambos os olhos. Pode ser de origem congênita ou adquirida.
  • Glaucoma primário. Consiste em uma pressão sanguínea excessivo no olho, cujo efeito se traduz na opacidade e perda de visão.
  • Atrofia Progressiva da Retina – Trata-se de uma doença de origem hereditária que leva progressivamente à cegueira, normalmente de ambos os olhos. Infelizmente não tem cura nem formas de prevenção.

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é, sem dúvida, a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia Dilatada Felina

A cardiomiopatia dilatada (CMD) é uma doença degenerativa do miocárdio caracterizada por dilatação ventricular e diminuição da contratilidade cardíaca. Nos anos 80, foi associada à deficiência de taurina na dieta dos gatos. A partir daí, a suplementação desse aminoácido nas dietas comerciais de felinos diminuiu muito a incidência dessa doença.

Os sinais clínicos são variados, sendo que a dispneia é o sinal mais comum. O diagnóstico definitivo é definido através do exame eco doppler.

Ocorre mais frequentemente em gatos machos, de 6 a 9 anos, de raças como Ragdoll, Persas e Maine Coons.

Rim Policístico

A doença renal felina, comumente conhecida como a Síndrome dos Rins Policísticos, é uma doença genética que acomete frequentemente os gatos. É caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins, que acabam por comprometer a função renal e causam falência do órgão, ou seja, causa insuficiência renal.

A doença, no entanto, pode estar presente desde filhote, e pode não apresentar sintomas até os 7-8 anos de idade, quando o dano renal já pode ser importante.

Intertrigo

Intertrigo é o nome dado ao distúrbio causado pelo atrito de dobras cutâneas.

Acomete as regiões de pregas e dobras cutâneas, tais como as pregas da face dos gatos braquicefálicos, como o gato Himalaio. 

O atrito entre as dobras, a umidade acumulada entre elas, a pouca exposição ao ar e sol destas, podem acabar causando uma infecção de pele. Isso, gera um habitat ideal para proliferação bacteriana, pois torna-se úmido, quente e protegido da luz.

Tricobezoar

Tricobezoar é o nome complicado para bola de pelo. De fato, os gatos Himalaios, por terem um pelo tão denso e uma troca tão frequente, estão propensos a formarem bolas de pelos maiores do que o aceitável que podem se tornar obstruções do sistema gastrointestinal.

Normalmente os gatos regurgitam as bolas de pelo. No entanto, por vezes elas acumulam-se no estômago. Quando isto acontece, o veterinário deve intervir o quanto antes para resolver o problema.

Para prevenir as bolas de pelo deve-se, portanto, escovar o gato persa diariamente, eliminando assim o pelo morto.

Considerações finais

Antes de mais nada, quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há, sem dúvida, grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o gato Himalaio um animal lindo e amigável, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

 

 

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Gato Angorá – tudo sobre essa raça

O gato Angorá, também conhecido como Angorá turco, é uma raça de gato conhecida, primeiramente, por sua elegância e beleza. Ao longo da história, de fato, tem sido inspiração para muitos pintores graças à delicadeza das características do gato.

É um gato considerado de porte pequeno/médio. Possui lindos pelos longos e macios que, no entanto, não são volumosos. De fato, seus pelos são finos e sua pelagem não possui sub-pelo. Por isso, é mais fácil de pentear.

A raça Angorá é considerada a mais antiga e rara das raças naturais. Acredita-se também que seja a mais antiga raça de gato de pelo longo no mundo. Histórica e tradicionalmente, eram tipicamente de coloração branco puro, com olhos azuis, olhos impares e olhos cor de âmbar ou amarelados.

Por suas características majestosas, sua genética está por trás do desenvolvimento de muitas outras raças como o Maine Coon e o Persa, por exemplo.

Ficha Técnica do gato Angorá

Origem: Turquia
Data de origem: Séc XVII
Temperamento: Inteligente, brincalhão, dócil, carinhoso.
Tamanho: Pequeno/Médio
Peso: 4,5 kg
Cores: Branco, preto, azul, chocolate, lilás e vermelho.
Pelos: longos, finos e macios
Expectativa de vida: 10 anos.
Reconhecimento: CFA, ACFA , TICA

Introdução à raça – gato Angorá

O gato Angorá é originário da Turquia, mais especificamente de Ancara.

Há mais de mil anos, no Oriente, essa raça era muito popular graças aos comerciantes ricos que exibiam seus gatos como símbolo de riqueza.

O gato Angorá tornou-se rapidamente o gato preferido da aristocracia francesa no século XV, sendo admirado e criado pelo Cardeal Richelieu, Maria Antonieta e Luis XV.

Trata-se de uma raça documentada desde o século XV e estima-se que tenha sido a primeira raça de pelos longos a chegar à Europa. Isso ocorreu no final do século XVI, através das mãos de Pietro Della Valle, aristocrata italiano que ficou maravilhado com a beleza destes felinos.

Um contemporâneo de Della Valle e discípulo de Galileo, o francês Nicholas-Claude Fabri, Senhor de Peiresc, também impressionado com a raça, foi o primeiro criador europeu de Angorás Turcos, já no início do século XVII.

Fabri, então, ofereceu um lindo gato branco como presente ao Cardeal Richelieu . Isso fez com que o gato Angorá se tornasse um gato muito popular entre a nobreza e a corte francesa durante os séculos XVII e XVIII.

Viveu uma fase de declínio e praticamente extinguiu-se como raça no século XVII. A raça foi recuperada apenas no século XX, a partir de exemplares de toda a Turquia.

Gato Angorá e o desenvolvimento de novas raças.

A raça foi trazida, enfim, para o continente americano depois que Maria Antonieta se preparou para fugir da França revolucionária. Conta-se que quando Maria Antonieta e sua família foram presas em Versalhes em 1793, seu capitão de navio Samuel Clough e alguns de seus simpatizantes planejaram uma fuga para o estado do Maine.

Nas docas, de fato, havia um navio ancorado que viajava regularmente a rota comercial entre a França e o Maine. O plano era levar a família ao navio e levá-la ao Maine, em segurança.

Gato Angorá e o Maine Coon

Todas as tentativas de fuga falharam, resultando na decapitação de Luís XVI e, em seguida, Maria Antonieta.

Então, o navio comandado por Samuel Clough deixou a França apressadamente e partiu para o destino planejado no Maine, levando os móveis e pertences reais, inclusive os gatos Angorá. Lá, a esposa do capitão aguardava com uma casa grande pronta para seus hóspedes reais.

Esta história da quase sobrevivência de Maria Antonieta e sua família é um fato comprovado, mas o que permanece um mistério é a presença dos gatos angorá no navio de Samuel Clough.

Essa é uma das teorias do desenvolvimento da raça Maine Coon.

Gato Angorá e o Persa

No século XVIII, o naturalista Karl Linné distinguiu o gato Angora Turco do gato doméstico e do Chartreux, dando-lhe o nome de Cattus angorensis.

A partir do século 19, o angora turco foi associado à Grã-Bretanha, onde foi criado com outros gatos. Isso resultou no nascimento de outra raça de pelo comprido – o persa. Essa nova raça rapidamente se tornou ainda mais popular que o angorá turco e, conseqüentemente, após a Segunda Guerra Mundial, o angorá turco estava se encaminhando para a extinção.

O Governo turco, preocupado com o declínio da raça Angora criou, portanto, um programa de reprodução no Zoológico de Ancara com o objetivo de preservar o gato Angora branco, considerado como um tesouro e o gato nacional da Turquia.

O Zoológico mantém um plantel com a finalidade de preservar a diversidade genética e a saúde dos exemplares. Além de manterem registros sobre tudo o que acontece com os felinos, eles são extremamente relutantes em deixar qualquer um de seus gatos sair do país.

Harrison Weir, uma autoridade famosa em assuntos relacionados à gatos e organizador da primeira exposição de gatos no Reino Unido, no Palácio de Cristal, em 1871, descreveu o Angorá Turco em seu livro “Os Gatos e tudo sobre eles”, que foi o primeiro livro sobre gatos de raça e com pedigree.

Aparência do gato Angorá

O gato Angorá Turco é um felino pequeno e de ossatura delicada, embora seu pelo longo possa fazer com que pareça de tamanho maior.

Seu corpo é particularmente longo e esbelto, o que confere uma aparência elegante pela qual o gato é conhecido.

Suas patas, como o resto do corpo, são longas e delicadas e terminam em dedos redondos ou ovais. As pernas traseiras são um pouco mais longas que as dianteiras.

A cauda do gato Angora é longa e fofa e lembra uma pena sedosa, o que é, sem dúvida, um outro atributo elegante.

Exite um leve diferença entre gatos Angorá fêmeas e machos. O gato macho, de fato, tem as mesmas características básicas, mas é um pouco maior e mais imponente.

A pelagem do Angorá Turco pode ser semi-longa ou longa, e eles não têm sub-pelo. O pelo é macio, fino e flutuante. Com cerca de um ano de idade, esses gatos desenvolvem pelos mais longos no pescoço e na barriga. Essa pelagem específica é um pouco mais ondulada do que em outras partes do corpo.

Pelagem do gato Angorá

O gato Angora Turco originalmente tinha pelagem branca. Essa cor sempre foi um símbolo da raça e até é considerada sua cor oficial. No entanto, os criadores de gatos começaram a notar que a criação de gatos brancos geralmente produzia gatinhos surdos. Como tal, as associações de gatos decidiram aceitar felinos com pelagens de outras cores. Por isso, hoje em dia, todas as cores são reconhecidas, com exceção dos lilás, canela, chocolate, castanho.

Entre as cores vistas no angorá turco, destacam-se: branco com olhos laranja ou azuis, Tabby prateado com olhos laranja ou verdes. Além dessas cores são comuns as tonalidades preta, azul, fumaça preto, fumaça azul, Tabby vermelho, Tabby marrom, Tabby Azul. Calico e Bicolor. Todas essas variedades com olhos de cor laranja.

Curiosamente, alguns dos gatos nascem com uma pequena mancha cinza no topo da cabeça. Isso desaparece à medida que o pelo engrossa ao redor do pescoço e da barriga, a partir dos 1 ano de idade.

Ambiente ideal para o Angorá

O angorá é a raça de gato ideal para quem mora em casa, mas ele também se adapta a apartamentos. Esta raça é muito inteligente, são carinhosas com o dono, e aprendem as coisas com muita facilidade.

Temperamento e Personalidade

Os gatos Angorá gostam muito de pessoas e, sem dúvida, têm várias qualidades que os tornam ótimos animais de estimação. Eles são brincalhões, carinhosos, curiosos e inteligentes. Gostam de brincar e se esconder nos cantos menores da casa. Costumam se divertir correndo, brincando com bolinhas ou mesmo subindo nas árvores. Além disso, é um gato apreciador de água e um excelente caçador.

Costuma ser bastante sociável com as crianças e outros animais, até mesmo cães quando estão familiarizados.

O gato da raça angorá é bastante brincalhão, dócil e amistoso. É um gato bastante ativo durante a sua vida toda. Gostam bastante de escalar pontos altos a partir de onde podem observar seus donos.

Cuidados e Manutenção

Apesar de sua aparência delicada, a pelagem do angora turco não precisa de muita manutenção. Como não tem sub-pelo, o gato não desenvolve nós. Portanto, escovar o gato duas vezes por semana é suficiente para mantê-lo limpo.

Saúde

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso, porém, não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio gato. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis.

Portanto, questione o criador, peça para ver os pais do gatinho escolhido. Além disso, pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem.

Doenças mais comuns do gato Angorá

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Cardiomiopatia hipertrófica

A miocardiopatia hipertrófica felina é a patologia cardíaca mais frequente em felinos domésticos e também está entre as principais doenças do gato Angorá.

Trata-se de uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiado, ou seja, mais grosso, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco.

Embora possa afetar todos os gatos, é mais comum em felinos machos de idade avançada. Seus sintomas dependem do estado de saúde de cada gato e do progresso da doença, havendo também alguns casos assintomáticos. No entanto, os sintomas mais característicos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos são os seguintes:

  • Apatia
  • Respiração dispneica
  • Vômitos
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão e letargia
  • Flacidez nos membros posteriores
  • Morte súbita

Ataxia Hereditária

Trata-se de um distúrbio hereditário da marcha. Ataxia significa a perda de coordenação dos movimentos musculares voluntários. É um termo que, no entanto, cobre uma grande variedade de desordens neurológicas.

Os filhotes de Angorás afetados pela ataxia têm movimentos involuntários e geralmente não sobrevivem à idade adulta.

Surdez Hereditária

Primeiramente, gatos de pelagem branca e olhos azuis possuem um gene (conhecido como gene ‘W’) que está intimamente ligado à capacidade de audição do gato, nesta e em outras raças. Quando há presença de um olho azul, o gato pode apresentar surdez no ouvido do lado do olho dessa cor. Outros, com ambos os olhos azuis, podem apresentar surdez completa.

No entanto, um grande número de gatos brancos de olhos azuis em cores ímpares têm uma audição normal. Mesmo que o gato apresente surdez, pode ter uma vida normal e feliz. Todavia, será necessário mante-lo em casa para evitar acidentes.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, sendo o Angorá um gato lindo e amigável, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.

KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

 

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Gato Havana Brown

O gato Havana Brown, sem dúvida, chama a atenção devido ao pelo em tom de mogno brilhante e seus olhos verdes.

Registros mostram que o Havana surgiu no Reino Unido durante a década de 1950, quando um grupo de britânicos decidiu criar uma nova raça.

Ficha Técnica do Gato Havana Brown

Origem: Inglaterra

Data de origem: 1950
Temperamento: inteligente, independente, fiel e sociável.
Tamanho: Médio
Peso: 2 a 4,5 kg
Cores: Chocolate, castanha e avelã.
Pelos: Curtos, finos e sedosos.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: 8 a 13 anos
Filhotes: 4 a 6 filhotes.
Reconhecimento: ACFA, CFA, TICA

Introdução à raça – Gato Havana Brown

De pelagem marrom tabaco, e um lindo par de olhos verdes, o Gato Havana Brown chama certamente a atenção. É um gato musculoso e de tamanho médio relacionado aos siameses. Ele gosta de sentar no colo e conversar com seu dono em voz baixa. Seu pelo curto é fácil de cuidar.

É uma raça muito rara.

Origem do Gato Havana Brown

Esta raça considerada artificial, surgiu na Inglaterra na década de 1950. É fruto de uma criação selecionada. De fato, um grupo de criadores produziu um gato com o aspecto gracioso do Siamês, porém sem a padronagem característica.

Alguns historiadores de gatos, todavia, acreditam que essa linda raça surgiu de um cruzamento acidental, embora outros acreditam que o cruzamento foi deliberado.

Seja qual for o caso, em 1952 na Inglaterra, um filhote chocolate nasceu. Esse filhote foi nomeado Elmtower Bronze Idol sendo considerado o primeiro filhote Marrom da Havana. No ano seguinte, foram quatro Marrons da Havana machos. Eles foram a base da raça Marrom da Havana.

O Marrom da Havana foi assim nomeado por sua cor marrom profunda e rica do charuto de Havana. Isso causou certa confusão no surgimento da raça, pois muitas pessoas acharam que isso significava que a raça foi originada em Cuba ao invés da Inglaterra.

Em determinado momento se tentou uma mudança de nome para “Chestnut Brown (Castanha Marrom)”, mas o nome não pegou e nome da raça voltou para o original Marrom da Havana.

O Gato Havana Brown é conhecido como Havana na Europa e em uma entidade de registro de gatos nos Estados Unidos.

O Havana é uma raça bem rara. Se houvesse uma lista de raças de gatos em extinção, o Marrom da Havana provavelmente lideraria a lista. Atualmente, tentativas estão sendo feitas para salvar essa raça da extinção.

Aparência do Gato Havana Brown

O gato Havana Brown  possui cabeça alongada em formato triangular, com um crânio arredondado e um focinho ligeiramente quadrado. Suas orelhas são grandes e os olhos quase sempre se apresentam na cor verde. A cauda do Havana costuma ser fina.

A pelagem desse gato é bem curta, sedosa, fina e com certo brilho, podendo se apresentar em tons de chocolate ou de avelã. O corpo é proporcional e levemente musculoso. As pernas dianteiras são finas e longas.

Ambiente ideal para o Havana Brown

Para o Havana, é muito importante a presença dos tutores pois adora brincar e chamar a atenção dos humanos.  No entanto, como todos os animais, precisa de itens que estimulem sua imaginação e exercícios físicos, como brinquedos, arranhadores, locais onde ele possa se pendurar.

Temperamento e Personalidade

O gato Havana Brown requer atenção de seu tutor, já que é carente, brincalhão e curioso. Ele tem um forte desejo de passar tempo com sua família humana e se envolver em tudo que faz. Se sentir incomodo ao ser perseguido por um gato, não adquira um Havana Brown.

O Havana Brown usa suas patas para investigar, bem como para exigir a atenção de sua pessoa. Brinquedos interativos são seus favoritos – qualquer coisa que garanta que seu foco esteja nele.

O gato Havana Brown é altamente inteligente. Desafie seu cérebro, ensinando-lhe truques e fornecendo-lhe brinquedos de quebra-cabeça que irão recompensá-lo com ração ou petiscos quando ele aprende a manipulá-los.

Cuidados e Manutenção

Os gatos da raça Havana Brown são fáceis de cuidar, no entanto requerem alguns cuidados básicos para que possam viver saudáveis e felizes.

  • Pelagem: O pelo curto do Havana é, sem dúvida, fácil de cuidar. Deve ser penteado semanalmente com um pente de aço inoxidável.
  • Apare as unhas conforme necessário, geralmente a cada 10 a 14 dias.
  • Os gatos podem ser propensos à doença periodontal, por isso escove os dentes em casa com um creme dental veterinário aprovado pelo veterinário e programe regularmente limpezas dentárias veterinárias.
  • As caixas de areia devem ser limpas diariamente, evitando que o animal escolha outros lugares para fazer suas necessidades.
  • É uma boa ideia ter dois gatos dentro de casa para que eles ofereçam companhia mútua. Essa raça é muito atlética, ágil e adora brincar, por isso mantenha seu cérebro ativo com brinquedos e jogos para gatos e pratique exercícios com jogos de busca e escalada.
  • Mantenha sempre alguma forma de entretenimento à disposição do seu gato quando sair de casa, pois ele pode ser destrutivo se ficar entediado. É melhor se acostumar com rolos de papel higiênico espalhados e rasgados.
  • Apesar de enérgico, evite sair com seu gato na rua para evitar riscos como roubos e acidentes com carros.

Saúde

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para quem compra ou adota um gato de uma raça específica, é primordial conhecer os riscos para saber como cuidar melhor do próprio gato. Além disso, é muito importante, também, comprar gatos de criadores éticos e responsáveis.Questione, portanto, o criador. Além disso, peça para ver os pais do gatinho escolhido e pergunte sobre eventuais distúrbios da linhagem. Doenças mais comuns do gato Havana Brown:

Doença Periodontal

A doença periodontal é, sem dúvida, o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Formação de cálculos de oxalato de cálcio.

Cálculos de oxalato de cálcio são formações que podem se desenvolver no trato urinário do gato. Esse tipo de cálculo, no entanto, tende a ser encontrado em gatos machos mais idosos. Ao contrário dos cálculos de estruvita, os de oxalato de cálcio se formam mais prontamente em urina ácida, sendo impossível dissolvê-los quando presentes no trato urinário.

A remoção dos cálculos de oxalato de cálcio, portanto, só é possível por meio de cirurgia. Para evitar seu aparecimento, sugere-se o uso de alimentos que controlem a acidez urinária. Além disso, é primordial oferecer sempre água limpa e fresca para incentivar a hidratação.

Além dos cálculos de estruvita e oxalato de cálcio, também existem cálculos de urato, xantina e cistina. Algumas raças são mais propensas que outras à formação de certos tipos de cálculos. Procure o veterinário em busca de mais informações.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, um gato da raça Havana Brown, que tem índole sociável pode, inclusive, ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.
KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

 

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Gato Scottish Fold – características da raça

O Gato Scottish Fold chama a atenção por uma característica, sem dúvida, fofa e peculiar. De fato, suas orelhas tem um aspecto caído, o que confere ao felino uma aparência muito doce.

A raça teve uma onda de popularidade depois que celebridades como Taylor Swift e Ed Sheeran postaram fotos com seus felinos no Instagram.

Os gatos, originários da Escócia na década de 1960, são famosos por suas pequenas orelhas de abano. No entanto, segundo a Associação Britânica Veterinária, este é o resultado de uma condição genética que pode levá-los a ter vidas curtas e dolorosas.

Por esse motivo, em alguns países discute-se a proibição em continuar reproduzindo a raça.

Ficha Técnica do Gato Scottish Fold

Origem: Escócia
Temperamento: Inteligente, meigo e alegre.
Tamanho: Pequeno/Médio
Peso: 3 a 5 kg
Cores: creme, bicolor, tricolor.
Pelos: longos ou curtos.
Manutenção: fácil
Expectativa de vida: 17 anos
Filhotes: 4 a 6 filhotes.
Reconhecimento: WCF, CFA, TICA

Origem do Gato Scottish Fold

Sua origem remete à Escócia, no ano de 1961, quando na região de Coupar Angus havia uma única gata com orelhas dobradas. Esta gata passou a ter filhotes e alguns deles nasceram com a mesma característica da mãe.

Notando esta peculiaridade, o fazendeiro William Ross, grande apaixonado por gatos, incentivou a reprodução desse tipo de gato. Assim, a cada nova gestação, apareciam novos gatinhos com orelhas dobradas e outros com orelhas retas.

Trata-se, portanto, de uma mutação genética espontânea nas orelhas de um gato, que fazia com que estas permanecessem  dobradas para a frente. Esta particularidade é produzida por um gene dominante, que recebeu o nome de “folder ear” e deu, assim, o nome à raça.

Infelizmente, este gene encontra-se também ligado a determinadas deformações nos membros, nas articulações e na cauda.

Nos Estados Unidos, o cruzamento com o Persa gerou uma variante de pelo comprido, o Highlands Fold.

Aparência do Gato Scottish Fold

O Gato Schottish Fold é um gato que possui um porte médio, conta com peso de 3 a 4 kg para fêmeas e entre 4 a 5 kg para gatos machos.

Possui cabeça e o corpo bem arredondados, pernas mais curtas o que dão a aparência de baixinhos.

Seus olhos são bastante particulares, grandes e expressivos além de amplamente espaçados. A cor dos olhos do Scottish Fold varia de acordo com a cor de sua pelagem, que poderá variar do mel, dourado, castanho, verde ou azul.

O gato Scottish Fold pode contar com um pelo semi-longo ou curto e denso como uma pelúcia.

O gene que faz com que as orelhas dobrem para frente, é um gene dominante, incompleto, que em duplicidade pode provocar a morte dos filhotes ou uma doença chamada osteocondrodisplasia. Esta, provoca encurtamento da cauda, engrossamento das pernas traseiras e enrijecimento da porção final da coluna vertebral, dificultando que o animal se locomova e seja incapaz de conter urina e fezes.

Porém, ainda que se tenha o cuidado de cruzar um gato de orelhas dobradas e um de orelhas retas, traços mais leves da osteocondrodisplasia ainda podem ser vistos em alguns animais.

Por isso, o criador deve conhecer as peculiaridades da rara e evitar determinados cruzamentos. De fato, uma das formas de evitar o aparecimento desta doença em filhotes, é evitando o cruzamento entre gatos da mesma raça Scottish Fold.

A mutação genética nas orelhas neste tipo de cruzamento poderá ser letal ou mesmo causar a osteocondrodisplasia. Os cruzamentos devem, portanto, ser sempre realizados com gatos da raça Shorthair Americano ou Britânico.

Pelagem e Coloração

Existem duas variedades, de acordo com o comprimento do pelo:

  • Pelo curto: na qual o pelo é grosso, muito denso, aveludado e resistente.
  • Pelo semi-longo: variedade chamada de Highlands Fold.

Todas as cores são aceitas, exceto o chocolate, o lilás e o padrão siamês.

Ambiente ideal para o Gato Scottish Fold

Pode se adaptar a qualquer casa, ou seja, das mais barulhentas até as mais calmas. Inclusive, se adapta até mesmo a ambientes que podem ser considerados muito pequenos para ele.

Convive bem com qualquer pessoa que estiver em seu lar e é adaptável à presença de outros animais de estimação, como cães e gatos de outras raças.

Sempre bem-humorado, é brincalhão sem ser excessivamente agitado. Sua energia é, então, moderada.

Temperamento e Personalidade

Os felinos desta raça são normalmente bem-humorados e tranquilos.

O Gato Scottish Fold, é um animal muito carinhoso que gosta de retribuir todo o amor que recebem. Por isso, são muito ligados aos seus donos.

Gostam muito de brincar. Além  disso, são muito inteligentes, leais, e principalmente adaptáveis a qualquer pessoa que estiver em seu lar.

Também são conhecidos por sentarem com as pernas esticadas e as patas em sua barriga, na chamada posição de Buda.

Cuidados e Manutenção

Sua pelagem não é muito difícil de ser cuidada, uma vez que não embaraça com facilidade. Mesmo assim, é recomendável escová-lo diariamente. Suas orelhas são bastante sensíveis, e possuem um acúmulo maior de cera do que em outras raças de gatos. Recomenda-se, portanto, a limpeza com um lenço umedecido ou mesmo embebido em uma solução específica para limpezas de orelhas do seu gatinho.

Além dos cuidados com seus lindos pelos, é necessário cuidar também de sua higiene bucal.

Saúde

Todos os gatos podem viver uma vida saudável, assim como podem desenvolver problemas de saúde ao longo da vida. No entanto, gatos de raças específicas possuem predisposições a determinados distúrbios e patologias. Isso não significa que todos os indivíduos da raça terão as doenças que serão descritas no artigo, e sim que há chance de desenvolvê-las no decorrer da vida.

Para que cresçam fortes e saudáveis, é importante investir em alimentos completos e balanceados. Em alguns casos, pode ser necessário a suplementação alimentar, mas para tomar essa decisão converse sempre com um profissional de confiança.

Doenças mais comuns do gato Scottish Fold :

Doença Periodontal

A doença periodontal é o distúrbio mais comum da cavidade oral de gatos. Inicia-se por acúmulo de bactérias na superfície dos dentes e progride até os tecidos de sustentação que formam o periodonto, que são gengiva, osso alveolar, cemento e ligamento periodontal.

O principal sinal clínico observado pelo proprietário é a halitose. Dependendo do estágio da doença periodontal, esta pode conduzir a conseqüências locais e sistêmicas, como: inflamação e sangramento da gengiva, presença de tártaro, mobilidade dos dentes, salivação excessiva, dentre outras. Além disso, pode levar à perda dos dentes e pode comprometer o coração, pulmão, fígado, rins e outros órgãos vitais.

A melhor forma de prevenir esta doença é, portanto, utilizar alimentos, brinquedos e cremes dentais específicos. Todavia a escovação diária dos dentes é o método mais eficaz para remover a placa bacteriana e manter a saúde clínica do animal.

Osteocondrodisplasia

A osteocondrodisplasia é uma desordem hereditária dos ossos e cartilagem. Com seus membros curtos e mandíbulas inferiores, os gatos nascidos com osteocondrodisplasia podem até ter aparência ‘fofa’. No entanto, essa condição é muito séria e tira a qualidade de vida do animal. De fato, pode causar muita dor e dificuldade de locomoção.

O Gato Scottish Folds possui naturalmente um gene dominante mutante que afeta as cartilagens do corpo e produz exemplares de orelhas dobradas. Esse mesmo gene, no entanto, é o que provoca a doença.

Trata-se, enfim, de uma doença progressiva, resultando em nova formação óssea em torno das articulações das patas. Isso leva à dor, claudicação, rigidez de marcha e, consequentemente, relutância em pular.

Cardiomiopatia hipertrófica

A miocardiopatia hipertrófica felina é a patologia cardíaca mais frequente em felinos domésticos e também está entre as principais doenças do Gato Scottish Fold.

Trata-se de uma doença do músculo cardíaco na qual uma porção do miocárdio (músculo do coração) está hipertrofiado, ou seja, mais grosso, criando uma deficiência funcional do músculo cardíaco.

Embora possa afetar todos os gatos, é mais comum em felinos machos de idade avançada. Seus sintomas dependem do estado de saúde de cada gato e do progresso da doença, havendo também alguns casos assintomáticos. No entanto, os sintomas mais característicos da cardiomiopatia hipertrófica em gatos são os seguintes:

  • Apatia
  • Respiração dispneica
  • Vômitos
  • Dificuldade para respirar
  • Perda de apetite
  • Perda de peso
  • Depressão e letargia
  • Flacidez nos membros posteriores
  • Morte súbita

Rim Policístico

A doença renal felina, comumente conhecida como a Síndrome dos Rins Policísticos, é uma doença genética que acomete frequentemente os gatos. É caracterizada pelo crescimento de múltiplos cistos nos rins, que acabam por comprometer a função renal e causam falência do órgão, ou seja, causa insuficiência renal.

A doença, no entanto, pode estar presente desde filhote, e pode não apresentar sintomas até os 7-8 anos de idade. Nesse caso, o dano renal já pode ser importante.

Tricobezoar

Tricobezoar é o nome complicado para bola de pelo. O Gato Scottish Fold, tem propensão à formação de bolas de pelos maiores do que o aceitável que podem se tornar obstruções do sistema gastrointestinal.

Normalmente os gatos regurgitam as bolas de pelo. No entanto, por vezes elas acumulam-se no estômago. Quando isto acontece, o veterinário deve intervir o quanto antes para resolver o problema.

Para prevenir as bolas de pelo deve-se, portanto, escovar o gato persa diariamente, eliminando assim o pelo morto.

Considerações finais

Quem opta por adotar ou comprar um gato, deve assumir a responsabilidade de cuidar do animal providenciando alimentação de qualidade, higiene, entretenimento, amor e cuidados veterinários sempre que necessário.

Outro fator importante que muitas vezes é esquecido ou até mesmo subestimado pelos tutores de gatos é providenciar o devido confinamento. Ou seja, recomenda-se que os tutores de gatos utilizem telas na residência, providenciem um gatil, mas não permitam que seus gatos passeiem livremente na rua.

Isso é recomendado porque na rua há grande chance de brigas, acidentes, contaminações que podem causar a morte de seu felino. Além disso, pode ser facilmente roubado.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. Sao Paulo, Roca, 2003.
KINDERSLEY, D. GATOS. Rio de Janeiro: JB indústrias gráficas S.A.

BROCKLEHURST, S. Should Scottish fold cats be banned? BBC NEWS, 2017.