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Cachorros com pedigree – saiba tudo sobre esse documento

Geralmente, quem busca cachorros de raça, deseja cachorros com pedigree. Mas o que é isso afinal de contas?

Cachorros com Pedigree – do que se trata?

Primeiramente, o pedigree é o registro genealógico de um cão de raça pura. No entanto, o documento é fornecido somente aos filhotes de cães que já possuem pedigree. Ou seja, cachorros com pedigree pertencentes à canis filiados à Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).

No documento devem constar as seguintes informações:

  • Nome do cão;
  • Raça;
  • Nome do criador;
  • Nome do canil;
  • Nome dos pais;
  • Data de nascimento;
  • Dados de sua árvore genealógica até a terceira geração.

O pedigree é, portanto, o documento de identificação do cachorro. Além disso, é também uma forma que a CBKC e demais confederações do sistema da Federation Cynologique Internationale – FCI utilizam para melhorar as raças.

Quando uma ninhada nasce, os criadores devem registrar os filhotes junto ao Kennel Club, uma organização que se preocupa com a criação, registro, exposição e promoção de cães de raça. Cada região tem seu Kennel Club.

Esse controle de registros auxilia os criadores através da documentação atualizada, evitando, assim, problemas relacionados aos animais de estimação, melhorando a raça, evitando a consanguinidade e outros problemas causados por cruzamentos inapropriados. De fato, sabe-se que cruzamentos como esses, podem causar transmissões de doenças e defeitos genéticos, como a displasia coxofemoral e outros.

Existem, no entanto, criadores de má índole que conseguem burlar o sistema. Por isso é tão importante a busca por um criador ético!

O que é FCI?

FCI é a sigla para Federação Cinológica Internacional . Trata-se, portanto, de uma federação de caráter cinófilo fundada em 1911, sediada em Thuin na Bélgica.

Participam desta federação 94 membros em diversos países (um membro por país) e contratantes que expedem, cada um, seus próprios pedigrees e formam seus juízes. A organização reconhece, no total, 344 raças de cães.

De acordo com o clube, cada uma destas raças é “propriedade” de um país específico. Os países “proprietários” das raças descrevem o padrão, em cooperação com as Comissões de Padrões e Ciências da FCI. Além disso, a FCI garante o reconhecimento mútuo dos juízes e pedigrees dentro e entre seus países membros.

No Brasil o representante oficial da FCI é, enfim, a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC).

Grupos de raças aceitas pelo FCI

A FCI divide as raças em 11 categorias:

  • Grupo 1 (cães pastores e boiadeiros);
  • Grupo 2 (pinschers, schnauzers e molossóides);
  • Grupo 3 (cães terriers);
  • Grupo 4 (dachshunds);
  • Grupo 5 (spitz e cães do tipo primitivo);
  • Grupo 6 (farejadores e raças assemelhadas);
  • Grupo 7 (apontadores);
  • Grupo 8 (retrievers, levantadores e cães d’água);
  • Grupo 9 (cães de companhia e brinquedo);
  • Grupo 10 (galgos ou lebréis);
  • Grupo 11 (raças com registro provisório).

Grupo 11 – Raças não Reconhecidas pelo FCI

As raças listadas abaixo são aquelas que não possuem reconhecimento da FCI. No entanto, possuem um padrão descrito.

Akbash
Alano español
Alaskan Klee Kai
American Bully
American Hairless Terrier
Boerboel
Braco de japma
Buldogue campeiro
Buldogue serrano
Bullbras
Buldogue americano
Boca-preta sertanejo
Dogue brasileiro
Galgo da campanha
Griffon barbudo
Hortaya Borzaya
Hound nacional
Kitler
Afghan Kuchi
Leavitt Bulldog
Olde English Bulldogge
Original fila brasileiro
Ovelheiro gaúcho
Pastor americano miniatura
American pit bull terrier
Podengo crioulo
Rastreador brasileiro
Rat terrier
Shorty Bull
Spaniel Russo
Toy Fox Terrier
Veadeiro catarinense
Veadeiro nacional
Veadeiro pampeano

Quem pode entrar com pedido de Pedigree?

Quem possui cães da raça pura, reconhecidas internacionalmente pela FCI ou não (como é o caso do Grupo 11), e que por alguma razão não estão registrados, pode providenciar o certificado de registro (pedigree) desses cães, através do sistema CBKC.

Todavia, é necessário dirigir-se ao Kennel Clube da sua região com o cão e solicitar que os Árbitros credenciados avaliem o animal quanto ao seu enquadramento no padrão da raça e o aprove para a emissão do certificado específico.

Como saber se tenho um cachorro com Pedigree.

Normalmente, ao adquirir um filhote junto a um criador, ele já vem com o documento. Caso o próprio canil não tenha dado entrada no registro do animal, é possível obtê-lo mesmo assim.

Para saber se um cão tem pedigree, o proprietário deve checar se o canil onde obteve o cão está devidamente registrado na CBKC. Por isso, é necessário levar a documentação até o Kennel Club da sua região e verificar a informação.

Filhotes cujos pais já tenham pedigree da CBKC, automaticamente já têm o direito a possuir o registro de raça pura. A partir daí, o proprietário pode se dirigir ao Kennel Club da sua região e dar, portanto, entrada no pedido de registro.

Se um cão de raça pura não tem pais com pedigree, ele pode receber um primeiro registro chamado de Certificado de Pureza Racial (CPR). Esse procedimento deve ser verificado diretamente com o Kennel Clube da sua região. Posteriormente, deverá ocorrer um agendamento para uma avaliação com árbitros da CBKC, que vão verificar se o seu animal está de acordo com o padrão internacional da raça.

Depois que a documentação for entregue, junto com o comprovante de pagamento da taxa administrativa para emissão de pedigree, o Kennel Club tem até 40 dias para enviar o material à CBKC. Uma vez recebidos, a CBKC retorna o documento em até 30 dias.

Cachorros com Pedigree – por que ter esse documento.

Além de possuírem registro, como falamos acima, os cachorros com pedigree, se estiverem de acordo com todos os padrões da raça, podem participar de eventos como exposições e concursos. Além disso, para quem tem interesse em abrir um canil ético e confiável, o pedigree é um documento indispensável.

Outro ponto essencial do Pedigree é que através desse documento é possível conhecer a árvore genealógica do animal e, assim, saber com antecedência sobre eventuais patologias e problemas genéticos.

Criadores éticos JAMAIS devem cruzar animais com problemas genéticos. Animais que apresentam patologias e defeitos genéticos devem ser, portanto, castrados e tratados. Cruzar animais com doenças transmissíveis é uma enorme irresponsabilidade e injustiça.

Além disso, criadores éticos JAMAIS falsificariam um pedigree.

Cachorros com pedigree falsificado

Sabe-se que muitas pessoas tentam, sem dúvida, driblar a lei e a honestidade produzindo documentos falsos. Isso, infelizmente, existe em quase todas as áreas, e a venda de animais, certamente, não poderia ficar de lado.

Existem, de forma geral, quatro formas de falsificar um pedigree.

1.Assim como muitas qualquer outro documento, o Pedigree é passível de falsificação. Basta ter, de fato, um modelo oficial, conhecimentos de informática e uma boa maquina de impressão a laser.

2. Como mencionamos anteriormente, para obter um pedigree, os pais da ninhada devem possuir esse documento. No entanto, muitos criadores mal intencionados acabam juntando ninhadas ou até mesmo comprando ninhadas sem pedigree da mesma raça, e registram filhotes no Kennel Club. Ou seja, no documento, parece que todos os filhotes são irmãos e filhos dos mesmos pais.

3. Outro golpe é aquele aplicado pelo ‘criador’ que vende filhotes com Pedigree opcional. São aqueles casos em que o criador vende sem entregar o Pedigree. Entretanto, ele utiliza o documento para outro cão.

4. Há, enfim, os criadores que mentem ao informar os pais em determinados cruzamentos. Então o que está no Pedigree, na realidade, é uma mentira. Assim, o risco de consanguinidade em futuros cruzamentos e é muito maior. Por isso, muitas raças possuem tantos problemas de origem genética.

Em caso de constatação de Pedigree falso, denuncie! Falsificação é crime. Além disso, entre em contato com a CBKC da sua região e siga as orientações.

 

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Doação de cachorro

Certamente, nunca falou-se tanto sobre adoção e doação de cachorro. Há diversos motivos para isso:

  • Maior conscientização da população através da mídia;
  • Uso de redes sociais;
  • Criação de Comissões de defesa dos animais
  • Aumento do número de ativistas e protetores.

Número de animais abandonados segundo a OMS

Antes de falar sobre a doação de cachorro, é importante falar sobre o abandono. De fato, apesar do relacionamento estreito entre cães e homens, constata-se um grande número de casos de maus-tratos contra os animais. Entre eles estão: abandono, negligência, espancamentos, queimaduras, tráfico de animais silvestres, zoofilia, promoção de rinhas, esgotamento de matrizes devido à exaustiva reprodução, caça ilegal e uso de animais para fins recreativos, entre outros.

Os casos de abandono de animais representam, sem dúvida, um grave problema. Assim como muitos animais são amados por seus tutores, outros são simplesmente descartados como mercadorias sem valor. Cães abandonados podem sofrer de fome, desnutrição, doenças, envenenamento e outras formas de abuso.

Segundo a World Veterinary Association, há cerca de 200 milhões de cães abandonados no mundo. Os descartes acontecem em parques, praças, estradas, portas de pet shops e clínicas veterinárias. Há, de fato, quem interne o animal doente e não volte mais.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

Doação de cachorro

Pessoas que procuram pelo termo ‘doação de cachorro’ na internet, podem estar buscando informações tanto para doar quanto para adotar um animal.

Existe um enorme preconceito em relação às pessoas que querem doar seus animais, entretanto antes de julgar é preciso entender a motivação de cada um. Pessoas podem querer doar seus animais principalmente pelos motivos abaixo:

  • Problemas financeiros repentinos;
  • Não aceitação de alguém da família;
  • Brigas entre animais sem condições de separação;
  • Mudança de país.

É exatamente por isso que recomenda-se uma boa dose de reflexão e conversa com os membros da família antes de optar pela adoção de um cachorro.

A doação de cachorro segue, em parte, o mesmo caminho que a busca pela adoção. Devem-se divulgar fotos com histórico completo do cachorro (sexo, porte, idade, se é castrado ou não, vacinações e vermifugações), local, motivo da doação de cachorro. Além disso, é possível solicitar ajuda a pessoas que trabalham em ONGs para que indiquem feiras de doações. A doação de cachorro requer, sem dúvida, paciência e empenho.

É, sem dúvida, muito mais fácil a doação de cachorros de raça, sadios e filhotes.

Adoção de cachorro

Não faltam opções para quem decide adotar um cachorro. No entanto, normalmente é muito mais comum achar animais que sofreram abandonos e maus tratos, adultos e sem raça definida. além disso, o amor, carinho e gratidão ao adotar um desses animais são mais que garantidos.

Há algo muito especial na adoção de cachorros abandonados. Portanto, pense muito bem antes de procurar por doação de cachorro. Lembre-se que esses animais merecem uma família que os ame.

Antes de buscar por doação de cachorro

Antes de buscar por doação de cachorro, é necessário parar e responder a si mesmo algumas perguntas.

Condições financeiras

Antes de mais nada, é preciso pensar no bolso. De fato, cães exigem vacinas, visitas ao veterinário regularmente, alimentação, medicamentos, entre várias outras coisas. Isso sem considerar que o cachorro pode ter alguma doença no decorrer da vida e pode precisar, portanto, de tratamento. Adotar um cachorro é assumir a responsabilidade de cuidar do animal por toda sua vida.

Espaço

Pense bem em como é sua vida. Se você tem uma vida muito agitada, quase não para em casa ou vive em um apartamento muito pequeno, deve se perguntar se conseguiria dar uma boa qualidade de vida a um cachorro.

O espaço até pode ser compensado com muitas atividades ao ar livre. No entanto, isso exige tempo ou pelo menos a contratação de um ‘dog walker’.

Apoio de todos os membros da família

Pode parecer bobagem, mas o apoio de todos os membros da família é primordial. Pode ser, sem dúvida, muito desgastante para todos, inclusive para o animal, se alguém não concordar com sua presença.

Presença de outros animais

Se houver outros animais na casa, certifique-se de que possam conviver em segurança. Em caso de brigas, será necessário separar os animais dentro de casa. Outra possibilidade é a contratação de um adestrador ou especialista em comportamento animal.

Planos futuros

Existe a possibilidade de mudança de residencia para outro país? Se sim, verifique se terá a possibilidade de levar seu animal de estimação com você. Considere que, dependendo do país, uma série de documentos serão exigidos.

Em caso de ausência…

Existe alguém de confiança com o qual deixar seu cachorro em caso de necessidade? Caso não haja alguém, existem condições para contratação de uma creche para cachorro ou Dog Hero?

Doação de cachorro – como adotar.

Existem algumas formas de se adotar um cachorro:

  • Através de anúncios de doação de cachorro;
  • Através de ONGs ou protetores;
  • Resgatando um animal na rua.

Primeiramente, cada local de doação de cachorro possui os próprios requisitos na hora de entregar um pet. Esse trabalho é importante porque garante que os futuros tutores são responsáveis e que aquele animal não vai voltar às ruas em breve.

Principais exigências:

  • Ter no mínimo 21 anos;
  • Apresentar documentos como RG, CPF e comprovante de residência;
  • Assinar um termo de responsabilidade se comprometendo a cuidar do pet.

Além disso, alguns lugares exigem também o preenchimento de um cadastro, falando sobre como será o dia a dia do cão, como é sua casa e se você já tem outros cães ou gatos. Isso ajuda as pessoas que trabalham lá a entender melhor o perfil de quem vai adotar e, portanto, os cachorros que melhor se adaptariam.

Tenha paciência com todas essas perguntas e exigências. Entenda que infelizmente há muitas pessoas que abandonam animais.

Doação de cachorro – o que acontece depois?

Cães adotados em ONGs ou em um Centro de Controle de Zoonoses, em geral, são castrados, vacinados e vermifugados. Isso já é muito importante. Portanto, verifique no ato da adoção se o cachorro passou por todos esses cuidados. Caso falte algum deles, consulte um médico veterinário.

Caso tenha resgatado um animal de rua, se possível antes de leva-lo para casa, leve-o ao veterinário. Ele precisará passar, sem dúvida, por uma avaliação clínica geral para identificar eventuais doenças infecciosas e contagiosas. Além disso, o veterinário irá, certamente, prescrever um vermífugo e avaliar o cachorro para saber se já pode tomar vacinas. A castração é altamente recomendada.

Doação de cachorro e período de adaptação

Um cachorro recém adotado precisará, certamente, de alguns dias para se acostumar à rotina da casa, perder o medo de sua nova família ou de outros animais. Portanto, em um primeiro momento, pode ser que ele tenha comportamento assustado e até mesmo agressivo. Procure ter paciência nesse momento.

Podem ser úteis, nessa fase de adaptação, o uso adicional de Florais de Bach e/ou feromônios como o Adaptil. Todavia, verifique as opções com seu médico veterinário de confiança.

Certifique-se, também, de que sua casa está equipada com todo o necessário antes da adoção de cachorro. Veja o que é preciso comprar para que ele se alimente, faça exercícios e fique confortável para dormir e brincar.

Lembrete – abandono de animais é crime.

Caso testemunhe ou saiba de maus-tratos cometidos contra qualquer tipo de animal, vá à Delegacia de Polícia e abra um Boletim de Ocorrência. Abandono e maus tratos à animais são considerados crimes.

A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime. O decreto 24645/34 (Decreto de Getúlio Vargas) determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos.

Qualquer pessoa que for testemunha de um abandono de animais domésticos ou exóticos, podem ir à delegacia mais próxima. A Promotora de Justiça permite a denúncia anônima. Mas, para que a denúncia seja realizada, você precisa ter certeza do crime, pois, uma acusação falsa é outro crime. Além disso, no momento da denúncia, na delegacia, é preciso passar o maior número de informações possíveis em relação ao infrator, como seu endereço residencial ou comercial.

Além disso, caso o animal esteja abandonado em um terreno baldio ou propriedade particular, por exemplo, não hesite em invadir o local para salvar o bichinho, a sua ação será amparada pela lei. O decreto de lei número 2.848/40, artigo 24, considera a invasão para salvamento de um animal em perigo uma atitude de necessidade e, portanto, não haverá nenhum tipo de punição.

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Cachorro vira lata: o melhor cachorro para qualquer atividade

Se você quer um cachorro para caminhadas, curtir as montanhas juntos ou viver com você no campo, na praia ou na cidade, nem precisa procurar por um criador de raças. A melhor companhia para qualquer atividade vai sempre ser o cachorro vira lata. Além disso, ele é a escolha mais sensata, barata e ética que você poderá fazer na vida.

Não é difícil se deparar por ai com as “7 melhores raças de cachorros para caminhadas”, “As 20 melhores raças de cachorros ativas”, “As 10 melhores raças de cachorros para o calor”… Todos esses títulos podem ser encontrados na primeira página de busca do Google se você digitar raças para atividades ao ar livre.

Todos eles, sem exceção irão listar uma série de raças de cachorros adequadas às atividades que você procura. De fato, qualquer uma dessas raças será mesmo adequada. Afinal, muitas delas foram criadas exatamente para desempenhar certas atividades.

Mas a verdade é que, qualquer cão de raça pura não se compara ao cachorro vira lata. O melhor cachorro, para qualquer tipo de gente, para desempenhar qualquer atividade, é o cachorro vira lata.

Cachorro vira lata: a evolução da raças

Fotos de cachorro vira lata: uma companhia para a vida inteira e qualquer atividade.
Fotos de cachorro vira lata: uma companhia para a vida inteira e qualquer atividade.

Os cachorros evoluíram especificamente para viver em perfeita simbiose com os seres humanos há cerca de 20.000 anos atrás. Por outro lado, as reproduções caninas modernas realizadas para atingir certas características físicas e mentais, no entanto, têm menos de 200 anos.

A atividade como conhecemos hoje, foi desenvolvida na Inglaterra na era Vitoriana. Coincidentemente, no mesmo período em que a ideia de eugenia (ciência criada para aprimorar a raça humana através de reprodução seletiva controlada em torno de características hereditárias desejáveis) começou a surgir.

Cachorro vira lata: a necessidade de um regulamento

Ao passo que o interesse nos cachorros passou de necessidade utilitária para uma necessidade de companhia, as pessoas passaram a desejar se gabar sobre seus animais de estimação como já faziam com seus cavalos e armas de fogo valiosas. Visto que, os esportes de caça com cachorros como companhia também cresciam em popularidade.

Logicamente, não se pode comprovar a superioridade em relação ao cachorro sem um sistema de classificação para definir essa casta. Desse modo, enquanto características específicas se tornavam codificadas, os tipos de cachorros foram denominados. Assim, seus criadores passaram a cobrar uma boa soma de valores por esses animais.

Depois disso, precisou-se criar um sistema para definir e regular o que estas pessoas estavam vendendo. Sendo assim, o primeiro Clube de Canil foi fundado em 1873 para suprir esta necessidade. Desse modo, surge também o conceito de que um certo tipo de cachorro poderia se tornar uma marca ao atingir um ponto alto característico de venda.

Cachorro vira lata: o animal como produto de marca

Dessa forma, como qualquer produto bom ou marca no mercado, a sua aceitação depende muito mais do impacto da propaganda de um certo estilo de vida, nível social e personalidade nas pessoas. Ou seja, nem tanto apenas da divulgação dos benefícios que as características da raça de cachorro trariam consigo.

Isto é, até hoje adquirimos bens e produtos apenas para convencer a todos de um estilo de vida ou status social. É como comprar uma caminhonete “off road”, por exemplo, para demonstrar que você possui o estilo aventureiro. Naquela época, você compraria um Fox terrier ou Beagle para demonstrar o seu interesse pela caça esportiva. Além disso, poderia dessa forma mostrar a todos que é capaz de bancar a sua participação no esporte. Em seguida, todos os seus vizinhos iriam te invejar e querer o mesmo. Dessa maneira, a Inglaterra exportou a ideia, o mundo inteiro comprou, e cá estamos hoje. Completamente entregues ao comércio de raças de cachorros.

Cachorro vira lata: reproduções genéticas limitadas

De forma simples, a reprodução canina consiste em cruzar um casal de cachorros com certas características específicas desejáveis. Em seguida, perpetuar essas mesmas características através dos seus filhotes. Assim, ao repetir o processo por gerações a fio, os criadores são capazes de acentuar essas características de forma isolada.

Naturalmente, a atividade parece ter um objetivo razoável. Se você deseja criar cachorros dóceis, basta cruzar dois cachorros dóceis para reproduzir filhotes dóceis. O problema é que, se você quiser cachorros ainda mais dóceis, você terá que cruzar entre si os mesmos cachorros dóceis. Em seguida, terá que passar a cruzar entre si o restante da linhagem de cachorros dóceis para continuar a perpetuar essas mesmas características.

Em pouco tempo, se você quiser continuar a perpetuar essas características obtidas, você terá uma seleção muito limitada de cachorros para combinar entre si. Ou seja, é aqui que surgem os problemas de cruzamentos pela falta de diversidade genética.

Cachorro vira lata: a importância da reprodução consciente

Um estudo conduzido no Reino Unido, descobriu que certa população de 10.000 Pugs por exemplo, possuía uma diversidade genética de apenas 50 indivíduos. Enfim, uma triste constatação para a raça que poderá brevemente ter sérios problemas genéticos daqui para frente.

Em outras palavras, é como se os seres humanos começassem a se reproduzirem entre si dentro de uma mesma família. Com isso, os problemas genéticos pela falta de diversidade genética com o passar do tempo seriam muitos.

Daí a importância que se dá a criadores responsáveis, que prezam pela qualidade de suas reproduções. O fato é que, cada vez mais, não estamos podendo contar com isso. Visto que o negócio se tornou muito lucrativo e algumas raças mais populares. Resultando em uma inflação de comércio ainda maior entre elas.

Você tem ideia de quanto custa um filhote de raça? Todo mundo sabe que não é barato. E quanto custa um cachorro vira lata filhote? Bem, absolutamente nada. Daí, já se conclui a razão para tudo isso.

O que é um Cachorro vira lata?

Fotos de cachorro vira lata: filhote sem raça definida brincando com brinquedo de corda maior que ele.
Fotos de cachorro vira lata: filhote sem raça definida brincando com brinquedo de corda maior que ele.

Nós somos todos culpados. Quando vemos um cachorro e, inicialmente não conseguimos identificar o tipo, logo perguntamos: “Qual a raça dele?”. Se, você tem um cachorro vira lata, provavelmente você vai gastar um tempo explicando as possíveis misturas de raças nele. Por exemplo, você diria algo como: uma mistura de Pastor Alemão, Rottweiler, Pitbull anão para descrevê-lo.

Certo? Desculpe, mas terei que discordar de você. Embora as raças de cachorros sejam produtos de um processo de seleção artificial, o cachorro vira lata é simplesmente um cachorro na sua forma natural com todas as suas variações.

Ou seja, através da reprodução entre misturas de raça, estes cachorros uma vez de raça pura, reintroduzem uma diversidade genética aos seus filhotes, assim criando o que simplesmente chamamos de cachorro.

Ao contrário do cruzamento seletivo, que acaba com a diversidade genética do cachorro, o cachorro vira lata é uma seleção natural pura em curso. Isto é, estes animais, espertos o suficiente para evitar que sejam castrados, passam seus genes para a próxima geração de vira latas natos. Os famosos cavadores de buracos, mastigadores de chinelos e caçadores de gatos.

Assim também, ao introduzirem outras raças à mistura, acabams por alterar o plano da natureza divina. Nesse sentido, o cachorro vira lata hoje possui uma variedade muito maior que apenas simples cachorros de outrora. Ou seja, muito mais bacana!

Cachorro vira lata: caos natural

Atualmente, os cachorros apresentam características físicas mais diversas que qualquer outra espécie de animal no Planeta. De fato, as raças de cachorro possuem as maiores diferenças em tamanho, as mais diversas variações de cores e marcações, e os mais ridículos designs de penteados. Rs!

O cachorro vira lata tem as maiores variações: combinam não só as características reprodutivas seletivas de seus ancestrais, mas as cartas surpresas obtidas quando esses genes controlados encontram o caos.

Cachorro vira lata: o problema da endogamia

Fotos de cachorro vira lata: Cachorro abandonado na rua assistindo ao espetáculo do pôr do sol.
Fotos de cachorro vira lata: Cachorro abandonado na rua assistindo ao espetáculo do pôr do sol.

Endogamia é quando reproduzimos animais intimamente relacionados, ou seja, de uma mesma linhagem, ao longo de muitas gerações. Assim, com tantos tipos de cachorros competindo para suprir nossas necessidades e caprichos, vamos sendo convencidos a pensar que o melhor exemplo de cachorro de raça pura pode ser até melhor que outros da mesma raça. Ou, até melhor que todos os outros tipos de cachorros.

Bem, na realidade não pode. Cachorros de raça pura, acredite ou não, são uma escolha até inferior. Vamos explicar abaixo as razões e o por quê:

Cachorro vira lata é mais saudável

Endogamia é endogamia, não importa do que for chamada. Ou seja, cruzamentos controlados de características seletivas também podem passar defeitos genéticos a gerações seguintes. Por exemplo, a displasia de quadril em Pastores Alemães, ou os problemas de visão entre Cocker Spaniels.

Para tanto, é só buscar no Google qualquer raça de cachorro seguida de “problema de saúde” e você vai encontrar uma lista longa. De acordo com a PetMD, a lista por Cocker Spaniel Inglês irá incluir: atrofia de retina progressiva, cataratas e glaucoma. Além disso, outras doenças como displasias, torção gástrica, epilepsia, cardiopatias, pedras no rim, otite, hipotireoidismo, seborréia, alergias e por aí vai.

De fato, esses não são simplesmente problemas que qualquer cachorro estará sujeito. Ou seja, todos esses problemas foram especificamente criados em todo Cocker Spaniel devido ao simples fato dele ser uma raça pura. Tanto é que, muitas raças aqui mesmo listadas já tiveram que superar ou passar por correções genéticas para se livrar de alguns problemas. É o caso do Cão Boiadeiro de Berna que teve a sua expectativa de vida super diminuída ao longo desses anos por conta de problemas de saúde hereditários.

Cachorro vira lata vive mais

Ou seja, um cachorro raça pura tem um risco maior de adquirir problemas de saúde como câncer e uma expectativa de vida canina menor que um vira lata. Você sabe quantos anos vive um cachorro vira lata? Provavelmente muito mais que um cachorro de raça, mesmo que tenha sido saudável a vida inteira.

Isto dá-se, em grande parte, por esses problemas de saúde. Portanto, a reprodução canina não só interfere na seleção natural, que deveria eliminar esses problemas naturalmente. Mas atua ativamente em agravar esses problemas permitindo que genes recessivos de manifestem. Principalmente, criadores irresponsáveis que só visam lucrar e perpetuar modismos (cachorros cada vez menores, mutações genéticas para lançar cores, como os cachorros merle e albinos). Portanto, o cachorro vira lata é mais saudável, e assim você não vai ter que se preocupar com por quantos anos vive um cachorro vira lata.

Cachorro vira lata é mais dócil

Muitos estudos publicados e notícias com relação a incidentes envolvendo mordidas de cachorros listam raças puras como principais culpados. E o pior é que, nem sempre são as raças de cachorros esperadas por todos. Inacreditavelmente, no Reino Unido por exemplo, os Labradores são os que mais mordem carteiros. Rs!

Do mesmo modo, os supostos Golden Retrievers mais dóceis que qualquer outra raça, são “mordedores” notórios. Portanto, assim como reproduzir cachorros para conseguir uma certa aparência facilita a propagação de problemas genéticos, isso também agrava problemas de comportamento caninos.

Isto é, cachorros criados para ter equilíbrio mental ao desempenhar esportes também precisam extravasar sua energia e instintos assassinos. Com isso, falhar em oferecer um exercício adequado ou estímulo apropriado (ou nem tentar), pode fazer com que o cachorro expresse essas tendências de outras formas.

Foi o caso do Buldogue inglês, que foi criado para ser resistente e agressivo para lutar contra touros. Mas, que depois de ter o esporte banido e ficado com má reputação, teve a sua genética modificada para atenuar sua agressividade. Mesmo assim, muitos problemas de saúde ainda lhe restaram, como por exemplo os respiratórios.

Já o cachorro vira lata é mais dócil porque além do fato de não ter vindo de reprodução seletiva, não possui agravantes com relação a problemas mentais pela mesma razão. O cachorro vira lata é geneticamente atenuado. Sem falar que por ter sido abandonao e traumatizado, tem amor e carinho de sobra em forma de gratidão eterna.

Cachorro vira lata tem um tamanho ideal

Por causa das variações extremas de tamanho para agradar a vaidade das pessoas, cachorros de raça muito grande ou extremamente pequenos sofrem de uma série de problemas de saúde. Já o tamanho do cachorro vira lata é equilibrado.

Obviamente, existem cachorros vira lata grandes e pequenos, mas livres de mutações genéticas, eles tendem a ficar no meio termo. Idealmente, um cachorro deve ter mais de 9kg e menos que 45kg, assim os ossos, juntas e órgãos duram mais e trabalham melhor. Nesse sentido, o cachorro vira lata está exatamente no tamanho ideal.

Cachorro vira lata é flexível

Criados para atingir certas habilidades físicas, os cachorros de raça pura muitas vezes decepcionam. Por exemplo, Greyhounds são rápidos, mas não possuem energia. Os Cães Montanheses de Berna são muito fortes, mas se forem exercitados ao extremo acabam prejudicando as juntas. Muitas dessas raças são especialistas em alguma coisa. Já o cachorro vira lata não é.

Nesse sentido, por ter vários genes e poucas anormalidades genéticas, o cachorro vira lata é naturalmente robusto, tanto fisicamente quanto mentalmente. Com isso, é fácil vê-los trabalhando à serviço de alguém, caçando pássaros, brincando com crianças, protegendo famílias. Portanto, o que faz dele um cachorro versátil, é o fato de que ele é capaz de lidar com todas essas tarefas, não apenas uma ou duas.

Cachorro vira lata: ética por trás da compra

Fotos de cachorro vira lata: cãzinho esperando para ser adotado no abrigo junto a outros cachorros.
Fotos de cachorro vira lata: cãzinho esperando para ser adotado no abrigo junto a outros cachorros.

Talvez, o argumento mais importante por trás da compra de um cachorro de raça pura seja a ética com relação a esse conceito. Quer dizer, faça a sua pesquisa e encontre um bom criador. Provavelmente, você encontrará uma raça de cachorro pura que se encaixe no seu estilo de vida e que será relativamente saudável.

Assim sendo, você será capaz de amá-lo e de se orgulhar dele. Assim, quando alguém perguntar sobre a raça dele, certamente você terá uma resposta concreta para esta pergunta. No entanto, você também estará contribuindo para o sofrimento de milhões de cachorros pelo mundo todo.

Pausa dramática.

Não é exagero. Mesmo que o seu cachorro tenha vindo de um criador relativamente pequeno, responsável e de boa reputação, o desejo pela raça pura que você está promovendo é responsável pela existência de verdadeiras “fábricas de filhotes”.

Só nos Estados Unidos, existem 10.000 lugares como esses que produzem cerca de 1.8 milhões de cachorros anualmente. Consequentemente, essas operações alimentam muitos desses problemas aqui descritos. Além disso, são responsáveis por condições desumanas e produção de animais nada saudáveis.

Cachorro vira lata: cada escolha conta

Fotos de cachorro vira lata: cachorro abandonado na rua.
Fotos de cachorro vira lata: cachorro abandonado na rua.

Neste caso, entre escolher um cachorro vira lata filhote e um filhote de raça, vidas são colocadas em jogo. Cada vez que uma raça pura é comprada, uma oportunidade perdida de salvar a vida de uma cachorrinho necessitado é perdida.

Atualmente, mais de 3.9 milhões de cachorros dão entrada em abrigos todos os anos, sendo que 1.2 milhões são eutanasiados. Cada um desses filhotes comprados nessas fábricas poderia ter salvo a vida de outro cachorro vira lata filhote dos abrigos.

Infelizmente, do jeito que andam as coisas, escolher comprar um cachorro ao invés de adotar é permitir que muitos outros sofram e morram. Esta escolha alimenta um ciclo insustentável, antiético e desumano de produção industrial e descarte de animais.

Adotar um cachorro vira lata de um abrigo não só salva a vida dele, mas reduz a demanda pela fabricação de filhotes. Com isso, quem sabe acaba contribuindo para uma mudança no comportamento de mercado. Sem falar que, um cachorro vira lata será uma companhia ainda melhor por mais tempo e ainda te custará bem menos.

Além disso, o cachorro vira lata será único, não algo que alguma outra pessoa poderá comprar também. Ame-o, orgulhe-se dele. Assim, quando alguém perguntar que tipo de cachorro é o seu, diga: é um cachorro vira lata. Um cachorro! Quem sabe assim, isso fará com que essa pessoa decida adotar um também.

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Cachorros para adoção: 24 razões para adotar cachorro

Ter um cachorro como animal de estimação é como ter um companheiro e melhor amigo para a vida toda. A fidelidade e o carinho que recebemos de volta compensam todo o trabalho que dá para manter este animal saudável. Assim também são os cachorros para adoção, que além de serem capazes de tudo isso, ainda serão eternamente gratos à você.

As vantagens e benefícios de ter um animal de estimação são bastante conhecidos. No entanto, é importante considerar a enorme responsabilidade que vem em troca desse carinho incondicional. Por isso, ao decidir por um animal de estimação, tenha a consciência de que a decisão é para a vida toda.

Embora não importe a procedência, o amor que você receberá de volta do seu animal de estimação será o mesmo. Mesmo assim, na maioria das vezes, quando alguém decide ter um cachorro, a pessoa logo pensa em comprar um filhote de raça.

No entanto, os cachorros para adoção são capazes de trazer vantagens e benefícios ainda maiores que um filhote de raça. Leia abaixo 24 razões para adotar um cachorro que vão te convencer direitinho de que isso é realmente verdade.

Lembre­-se que comprando ou adotando, a responsabilidade e comprometimento com a saúde e o bem­-estar deles são os mesmos. Portanto, se pararmos para pensar, há também boas razões para adotar um cãozinho ao invés de comprá-­lo. Além disso, opções para adotar cachorro não faltam.

Cachorros para adoção: uma triste estatística

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Filhotes de misturas de cachorros Terrier (Crédito/Copyright: “Anna Hoychuk/Shutterstock”)

Infelizmente, onde quer que se vá há sempre um cãozinho abandonado pelas ruas à procura de atenção, carinho e um pouco de comida. Estima-­se que a cada 10 cães que vivem hoje nas ruas, aproximadamente 8 deles já tiveram um lar ou uma família. Seja qual tenha sido o motivo do seu abandono, hoje se encontram sozinhos.

Atualmente existem cerca de 30 milhões de animais abandonados no Brasil, e muitos outros em abrigos a espera de um lar. O triste desta história é que existem poucas pessoas dispostas a adotá-­los.

E acredite, nem todos estes cães abandonados são vira­ latas ou sem raça definida (SRD). Pelo contrário, muitos deles são entrecruzamentos de cães de raça pura, ou seja cães mestiços. O fato é que estes cães são especiais.

Adotar um cachorro não se trata apenas de salvar uma vida, mas também de se dar a chance de vivenciar experiências maravilhosas através deste processo. Cães vira lata são especialmente inspiradores. E são capazes de ensinar de forma despretensiosa muitas lições de vida e amor para as pessoas que convivem com eles.

Por isso, se você está pensando em ter um cachorro, mas ainda está na dúvida entre um de raça pura ou um vira lata, reunimos aqui algumas vantagens e razões para partir para a adoção de cachorro. Leia abaixo:

1. Cachorros para adoção: variedade única

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Cachorro Vira-latas ou sem raça definida esperando para ser adotado (Crédito/Copyright: “Nicole Ciscato/Shutterstock”)

Uma das vantagens mais notáveis de um cachorro vira lata é a sua variedade. O vira lata ou até o mestiço podem ser várias raças em um só. É até possível encontrar cães vira lata de todos os tamanhos, formas, cores e pelagens. O vira lata é um verdadeiro exemplar de beleza única que será exclusivamente seu. Além disso, ainda terá uma aparência e um estilo só dele, e ninguém terá um cachorro como o seu.

2. Cachorros para adoção: Salva-vidas com consciência ambiental

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Collie adotada sendo acariciada por nova família (Crédito/Copyright: “Ksenia Raykova/Shutterstock”)

Ao adotar um cachorro, além de estar ajudando um outro ser vivo, ainda estará contribuindo para o bem do planeta. Quando você adota um cachorro de um abrigo, não só está dando-­lhe um lar melhor, como evitando que ele fique abandonado nas ruas.

Além disso, você também estará dando a oportunidade para um novo cachorro morar neste abrigo e ser adotado também. Pense como uma espécie de reciclagem ambiental que contribui para menos animais abandonados nas ruas ou em abrigos.

3. Cachorros para adoção: Reduz o abandono

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Cãozinho esperando para ser adotado (Crédito/Copyright: “ InBetweentheBlinks/Shutterstock”)

Mesmo com o intenso trabalho de ONGs e entidades protetoras dos animais, todos os dias mais de 60 animais são abandonados só no Centro de Zoonoses de São Paulo. Adotando um cachorro deixado na rua, você estará ajudando a diminuir esse número que cresce a cada dia.

Ou seja, é uma atitude nobre capaz não só de beneficiar apenas o seu novo amigo, mas outros animais que precisam. Além disso, a sua atitude também poderá inspirar outras pessoas a fazer o mesmo que você. As ONGs costumam estar super lotadas, e ao adotar um cachorro dessas instituições, automaticamente abre-­se uma vaga para outro animal que precisa de resgate.

4. Cachorros para adoção: Custo baixo ou zero

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Cachorro preso em abrigo de adoção (Crédito/Copyright: “David Porras/Shutterstock”)

Se você está pensando em adquirir um cachorro, é preciso saber que esta é uma responsabilidade para toda a vida. Ou seja, junto do cachorro virão algumas despesas regulares em seu orçamento doméstico.

Se o seu sonho é ter um cachorro de raça, prepare­-se para gastar bastante. Algumas raças têm preços bem altos. Além disso, o custo real do cachorro vai muito além do preço de um filhote de raça. No caso dos cachorros para adoção, você já economiza de cara o valor inicial do filhote. Isto é, paga apenas as razoáveis taxas de adoção das ONGs, que ficam em uma média R$ 50 reais.

Você terá apenas que se preocupar com a alimentação e dependendo da idade do cachorro, com algumas doses de vacina. Além disso, lembre-se que antes de levar o cão para casa, recomenda-se agendar uma consulta ao veterinário.

O veterinário vai ver se ele está bem de saúde, programar vacinas e dar demais instruções. Como por exemplo, quantidade de alimento, vermifugação, castração, banhos e demais cuidados que você terá com ele. Ao adotar de uma ONG, os cães normalmente já vêm castrados e com todas suas vacinas, assim você economiza mais ainda.

5. Cachorros para adoção: não contribui para o comércio de filhotes

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Filhotes de cachorro esperando pela adoção (Crédito/Copyright: “Ibomber/Shutterstock”)

Uma das razões para não comprar filhote em petshop é a procedência desconhecida destes filhotes. Não querendo generalizar, mas petshops são estabelecimentos comerciais, e os cachorro são seres vivos e não produtos em uma prateleira para serem comercializados.

Para atender a demanda do comércio, muitos criadores acabam cruzando seus filhotes com muita frequência, e isso é péssimo para a saúde dos filhotes. Nesses casos, as fêmeas costumam engravidar em todos os cios apenas no intuito de gerar lucro para o seu criador. Ou seja, isto não é bom para a saúde dela e nem dos seus filhotes.

Portanto, ao comprar um filhote no petshop, você vai estar contribuindo para esta prática comercial. Dificilmente um petshop costuma informar a procedência dos filhotes que estão à venda. Por isso, é bem provável que eles estejam vindo de verdadeiras “fábricas de filhotes”. É nosso dever se informar.

Cachorros para adoção tem um custo inicial baixo, que implica apenas no pagamento de uma pequena taxa de adoção geralmente revertida para ajudar a ONG ou abrigo. Com isso, você não incentiva o comércio de animais, que pode ser bastante cruel.

Na maioria dos casos, os animais criados por instalações de reprodução para comercialização de cães em massa vivem em péssimas condições e são tratados como mercadoria. Os cruzamentos constantes feitos para chegar a uma raça mais pura ou em características desejadas acabam resultando em alguns exemplares rejeitados quando não atingem estes padrões. Adotando, você não se envolverá e nem beneficiará desta comercialização indevida de animais.

6. Cachorros para adoção: Evita desvios de comportamento

Filhotes de misturas de Chihuahuas
Filhotes de misturas de Chihuahuas (Crédito/Copyright: “arttonick/Shutterstock”)

Alguns criadores irresponsáveis ou sem experiência cruzam animais entre si que possuem mutações genéticas. Isso acaba resultando em desvios de comportamento que não deveriam pertencer à raça. Como por exemplo, cães agressivos quando a raça é dócil, animais doentes ou predispostos à doenças ou agitados demais. Os vira­ latas não possuem este problema, pois possuem uma cadeia genética variada.

7. Cachorros para adoção: Não contribui para o desmame precoce

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Mistura de Chihuahua para adoção (Crédito/Copyright: “Serge Velychko/Shutterstock”)

Filhotes de cachorro para adoção são criados com o intuito de gerar lucro. Com isso, os filhotes são desmamados precocemente, em média 30 dias após o nascimento. Sendo que, o procedimento recomendado e mais adequado seria por volta de 90 dias. Assim como os bebês, o desmame precoce dos filhotes prejudica muito a saúde deles, deixando-os fracos e mais suscetíveis à doenças.

8. Cachorros para adoção: São mais resistentes

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Cachorro sem raça definida (SRD) (Crédito/Copyright: “Todja/Shutterstock”)

Muitos estudos comprovam que cães vira lata possuem uma vantagem com relação a resistência física. Com isso, eles necessitam de menos tratamentos veterinários comparados aos cães de raça pura. Isso ocorre porque animais sem raça definida tem menor incidência de parentesco entre eles, ou seja, tem menos probabilidade de ter deficiências genéticas comuns em cães de raça pura de mesma linhagem.

Estes cães híbridos tendem a ter maior longevidade chegando a viver em média 1 ano e 8 meses a mais. Os vira ­latas também já passaram por uma seleção natural, passando por muitas dificuldades, doenças, acidentes e muitos outros apuros. Só os mais fortes, mais resistentes e espertos tendem a sobreviver nessas condições. Assim, a probabilidade de seu vira lata adoecer é menor do que um cachorro de raça.

9. Cachorros para adoção: Impede a eutanásia

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Homem acarinhando o seu cachorro (Crédito/Copyright: “H. Tuller/Shutterstock”)

Infelizmente, independente da dedicação dos profissionais e cuidadores de animais responsáveis pela manutenção e manejo dos abrigos, não é nada incomum que um número significativo de cães idosos tenham que ser sacrificados. Isso ocorre devido a perda natural da qualidade de vida que chega com a idade.

O tratamento para que estes cães consigam viver com dignidade é muito dispendioso e essas instituições não dispõe de tantos recursos. Além disso, a falta de espaço para tantos animais abandonados também é um enorme problema. Ou seja, os mais idosos acabam não sendo adotados e são eutanasiados para liberar espaço para outros cães mais jovens com mais chances de adoção. Se você resgatar um animal, automaticamente estará ajudando estes cães a viver por mais tempo.

10. Cachorros para adoção: Bom para crianças

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Dono fazendo carinho no rosto de um cachorro (Crédito/Copyright: “izzzy71/Shutterstock”)

O contato constante de crianças com o cão pode ajudá-­las a controlar impulsos e a lidar com as dificuldades da vida. Como por exemplo, aprender sobre as fases da vida como o nascimento, reprodução e até a morte. Além disso, crianças com menos de um ano de idade que convivem com cães desde que nasceram possuem até 50% de chances de não desenvolver algum tipo de alergia.

O cachorro também é capaz de ajudar crianças mais velhas a ter responsabilidades, aprendendo a ajudar nas tarefas e cuidados com ele. Ao adotar um cachorro também ensinamos uma forma de cidadania, mostrando a importância de fazer o bem para quem está precisando.

Os animais também são capazes de ensinar às crianças a respeitar limites, respeitá-­los e respeitar o próximo através do poder do amor, da fragilidade da vida, da valorização do momento. O cachorro ensina a dividir, a amar e a ser altruísta.

11. Cachorros para adoção: Pula a fase filhote ao adotar um adulto

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Cachorro vira-latas para adoção (Crédito/Copyright: “Marco Ossino/Shutterstock”)

Todo mundo sabe que os filhotes são mais agitados, dão trabalho e demandam mais cuidados e atenção nos 6 primeiros meses. Se você não tem tempo para este filhote e prefere um tipo mais estável, é melhor optar por um cão adulto. Os abrigos estão cheios de cães mais velhos, algo muito difícil de encontrar entre os criadores.

Adotando um cachorro adulto, você pula a etapa em que o filhote precisa de cuidados mais intensos, ração especial e toda a atenção. Além disso, ainda pula a etapa em que o filhote destrói objetos, a casa e o que achar pela frente.

Portanto se você tem pouco tempo e menos paciência para administrar as estripulias comuns dos filhotes, adote um cão adulto. Ainda assim você terá uma ligação muito grande com seu novo mascote.

Nos abrigos, você poderá escolher entre uma variedade de cachorros para adoção de diversos portes e idades, e certamente irá encontrar um que se encaixará perfeitamente em seu estilo de vida. Além disso, os cachorros adultos são os que mais precisam, pois infelizmente eles são mais difíceis de serem adotados.

12. Cachorros para adoção: Adaptação mais fácil

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Cachorro em abrigo de adoção (Crédito/Copyright: “Martin Haas/Shutterstock”)

Um cão que já foi abandonado nas ruas sabe como é viver sob condições precárias. Portanto, seu padrão de exigência é bem baixo ou quase nulo. O que eles mais desejam é suprir suas necessidades básicas e receber carinho. Com isso, eles não ligam para luxo, e por isso se adaptam a qualquer situação. Seja frio, calor, mudanças no ambiente, casa nova, eles foram acostumados e aprenderam a se adaptar. Isso faz com que cachorros para adoção sejam mais flexíveis a uma nova casa ou situação.

13. Cachorros para adoção: Pode já vir adestrado

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Cachorro brincando com seu dono (Crédito/Copyright: “oneinchpunch/Shutterstock”)

Um cachorro para adoção pode ter vivido na rua, mas isso não quer dizer que tenha nascido lá. Na maioria das vezes, estes animais são abandonados por seus antigos donos que, em muitos casos, os educaram ou treinaram de alguma maneira. Portanto, há grandes chances de você adotar um cão já adestrado. Ou seja, eles já chegam sabendo onde fazer xixi e outros comandos básicos, por exemplo. Se você não tiver tempo para treinar seu animal, adote um cachorro já adulto.

14. Cachorros para adoção: Possível prever a fase adulta

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Mulher com cachorro no colo (Crédito/Copyright: “llaszlo/Shutterstock”)

Muitos optam pelos cães de raça pura, pois é a melhor forma de se determinar previamente como o animal vai ficar depois de adulto, desde o tamanho, cor e tipo de pelagem até o seu temperamento. No entanto, muitos cães vira lata disponíveis para adoção já passaram da primeira fase de filhote e já apresentam características físico ­comportamentais mais definidas. Com isso, é mais fácil para os futuros proprietários prever como o cão vai ser depois de adulto, basta escolher um cão com pelo menos 6 meses de vida.

15. Cachorros para adoção: 100% Fidelidade e gratidão

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Cachorro lambendo rosto da sua dona (Crédito/Copyright: “I T A L O/Shutterstock”)

Cachorros abandonados na ruas e que, hoje estão para adoção de cachorro já viveram tempos difíceis. Por isso, eles são capazes de ser muito gratos por terem sido tirados da rua e pela nova vida que passaram a ter ao lado do novo dono. Portanto, eles podem ser muito mais fiéis. Eles saberão reconhecer o seu gesto e farão tudo para agradar e nunca te abandonar. O cachorro de rua sabe o que é sentir fome, dormir na chuva, acordar todo sujo. Isso faz com que ele valorize muito mais o conforto de um lar do que um cão de raça comprado no canil.

16. Cachorros para adoção: Contribui para a redução de acidentes

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Cachorro Beagle confortável no sofá em casa (Crédito/Copyright: “Napat/Shutterstock”)

Menos cachorros abandonados significa que o risco de atropelamentos e acidentes em geral com animais também será menor. Cachorros abandonados na rua vivem sendo atropelados ou causando acidentes ao tentar atravessar ruas e avenidas movimentadas. Adotando ou resgatando um animal das ruas você vai estar contribuindo para a redução de atropelamentos e até que ele morda alguém sentindo-se acuado ou com medo.

17. Cachorros para adoção: Reduz os riscos de zoonoses

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Buldogue francês e seu dono passeando na rua (Crédito/Copyright: “Lapina/Shutterstock”)

Aos seus cuidados, o cachorro estará limpo, vacinado, livre de doenças e com uma boa alimentação. Assim, você corta pela raiz o mal das zoonoses pela cidade. Ao tirar um cachorro da rua, você estará aumentando muito as suas chances de viver mais. Um cachorro na rua corre riscos diários, não toma vacina e se alimenta mal, podendo ficar doente e passar doenças para o resto da população.

18. Cachorros para adoção: Um companheiro esperto

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Cachorro esperando para ser adotado (Crédito/Copyright: “Okssi/Shutterstock”)

O vira lata é um animal muito mais dedicado a aprender truques e lições, além de ser um ótimo guardião, pois está sempre atento às necessidades de seu novo dono. Tudo isso por causa da sua vivência nas ruas e ao respeito que ele deve ao dono que lhe deu esta nova oportunidade. Muitos vira ­latas vem sendo usados hoje como cão­-guia ou cão de terapia, a depender do temperamento, e não da sua raça. Eles também podem competir em competições caninas que não são mais exclusividade de raças puras.

19. Cachorros para adoção: Vira­ latas sabem se virar

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Cão com seu dono na rua (Crédito/Copyright: “Lena Ivanova/Shutterstock”)

Por já terem vivido soltos na rua, os vira ­latas tem o costume de fugir, especialmente as cadelas quando estão no cio. É normal eles saírem pelas ruas para dar suas voltinhas, mas mesmo que passem o dia todo fora, eles conhecem as ruas como ninguém. Assim, sempre descobrem o caminho de volta para casa. Eles sabem se virar sozinhos por aí.

20. Cachorros para adoção: Excelentes cães de guarda

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Cachorro preso em abrigo (Crédito/Copyright: “Halfpoint/Shutterstock”)

Os vira latas estão acostumados a se defender contra tudo e todos. Ou seja, não existe cão de guarda melhor. Com um vira ­lata no quintal, você não vai precisar se preocupar com rato, barata, gatos e coisa do tipo, ele vai botar todo mundo para correr. Vira ­lata não costuma arregar para ninguém, seja para um gatinho indefeso ou Pit Bull mal­ humorado. Não importa, ainda mais se a briga for para defender o seu dono ou a sua casa.

21. Cachorros para adoção: Sua personalidade é uma aventura

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Cachorro esperando agarrado a grade do abrigo (Crédito/Copyright: “Sasa Dzambic Photography/Shutterstock”)

Diferente do cão de raça, que supostamente dá para saber antes como será o seu temperamento, o vira ­lata é uma caixinha de surpresa. Um vira ­lata não possui raça definida, muito menos histórico de temperamento, personalidade e características, por isso ao adotar um cachorro temos a chance de conhecê-­lo aos poucos. Assim, fazendo com que a ligação entre dono e animal seja ainda mais especial.

22. Cachorros para adoção: Amor incondicional

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Cachorro com seu dono na praia (Crédito/Copyright: “Melle V/Shutterstock”)

Os cães podem não escolher seus donos, mas sempre os amarão. A sua fidelidade é a sua maior característica. Os cães são capazes de amar pelo o que a pessoa é, de forma verdadeira e sincera. A única coisa que importa para eles é o tempo que dividem ao lado de seus donos. Os cachorros para adoção são capazes de proporcionar tanto carinho e companheirismo como qualquer outro animal. E são capazes de amar da mesma maneira que um cão de raça.

23. Cachorros para adoção: Adotar demonstra sensibilidade

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Cachorro deitado ao lado de menina (Crédito/Copyright: “Slawek Kuter/Shutterstock”)

Só as pessoas de bom coração, que valorizam a vida e se sensibilizam com a situação desses animais optam por adotar um cachorro de origem desconhecida. Ou seja, a grande maioria prefere a segurança de um animal de raça de personalidade mais previsível.

24. Cachorros para adoção: Eles estão na moda

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Menino abraçado ao seu cachorro (Crédito/Copyright: “Melle V/Shutterstock”)

Nos últimos tempos, surgiram diversas campanhas a favor da adoção de cachorros, adultos, filhotes, vira latas ou não. Muitos famosos já entraram na onda, algo que ajuda a mudar a imagem desses cachorros na mídia. Agora, filmes, propagandas e editoriais de moda também estrelam cães sem raça definida. Cachorros para adoção estão na moda, e essa é uma moda que deveria pegar!

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Registro de cães e pedigrees

O que é Pedigree

Você já deve ter ouvido falar em pedigree ou se possui um cachorro alguém já deve ter perguntado se o mesmo possui um. Nem todo cão possui pedigree, mas todos os cães de raça pura devem ter um registro, o tipo de documento que deve certificar a sua pureza. O nome desse documento é Targeta, e ele costuma ser emitido assim que o criador registra uma ninhada no Kennel Clube ou Clube de raça especializado.

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O raro Old English Buldogue raça pura com pedigree (Crédito/Copyright: “anetapics/Shutterstock”)

Normalmente, o Kennel Clube leva 30 dias para concluir esse procedimento e enviar o Pedigree ao criador. Portanto, a tarjeta nada mais é que um documento legal, que garante a propriedade do cão ao seu criador. Ao comprar um filhote, o criador deve assinar a autorização de transferência do cão para o seu novo proprietário, no próprio documento do pedigree. De posse deste documento, o comprador deve se dirigir à entidade que emitiu o registro (clube da raça ou kennel clube de seu estado) para que a mesma emita um novo documento constando o nome do novo proprietário do animal.

O pedigree é um documento que nos mostra também toda a ascendência do cão, ou seja, sua origem e “árvore genealógica”, com seu nome de batismo original, possíveis pais renomados e/ou premiados, se ele tem campeões na família, etc., além de ser um certificado legal de pureza da raça e propriedade do animal.

Entidades Cinófilas

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Golden retriever e Staffordshire Terrier juntos no gramado (Crédito/Copyright: “sanjagrujic/Shutterstock”)

Há muitas entidades cinófilas no país que podem emitir registros, mas a única entidade brasileira reconhecida fora do Brasil é a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), portanto, é importante registrar seus cães em Kennel Clubes que sejam filiados a essa entidade. Existem também os clubes das raças, como Clube do Dobermann, do Cocker e outros que são associados à CBKC. Os clubes também fazem o registro de animais, encaminhando toda a documentação à Confederação Brasileira de Cinofilia e promovem eventos da raça, etc.

Registro de animais

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Filhotes de Huskies Siberianos castanhos (Crédito/Copyright: “framsook/Shutterstock”)

Vamos supor que você agora já possui um animal ou o casal, e pretende agora registrar uma ninhada deles, ou seja, tirar o pedigree dos filhotes. Não é tão simples assim. Nem todo animal pode ter ser registrado e obter um pedigree. À não ser que sejam cumpridos alguns pré-requisitos, como:

  • os pais têm que ter pedigree
  • a cadela deve estar registrada no nome do atual proprietário.
  • o dono da fêmea deve registrar (“abrir”) um canil junto a uma das entidades cinófilas e estar com a anuidade em dia, o que pode ser feito no momento do registro da ninhada.

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Filhotes de Labradores amarelos (Crédito/Copyright: “Anna Hoychuk/Shutterstock”)

Preenchidos os requisitos acima, o proprietário da fêmea deve comparecer ao Kennel Clube de seu estado ou Clube da raça, para pegar mais 3 documentos para serem preenchidos:

1. Proposta de sócio: para tornar-se um criador sócio da entidade,
2. Abertura de Canil: o interessado deve escolher um nome para o seu canil e pagar a anuidade,
3. Mapa de ninhada: formulário no qual você vai comunicar o número de filhotes e os nomes com que os animais serão registrados.

Todos estes documentos deverão ser entregues com as respectivas taxas pagas num prazo de até 90 dias após o nascimento dos filhotes, e o dono recebe o pedigree dos filhotes no prazo de 60 a 90 dias.

Registro de Canis

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Cães de diferentes raças e portes juntos no parque (Crédito/Copyright: “SpeedKingz/Shutterstock”)

Caso você esteja pensando em abrir um canil para criação e/ou comercialização de animais, é preciso também estar de acordo com algumas normas legais relacionadas às entidades cinófilas existentes dentro e fora do país. Por exemplo, criador é aquele que possui as ninhadas, ou seja, o proprietário legal de fêmea(s). Aquele que possui apenas machos, não é considerado um criador.

O interessado deve dirigir-se ao Kennel mais próximo, ou entrar em contato pelos sites de cada local, para fazer um requerimento de abertura de canil, sendo que costuma haver uma espera de aproximadamente quatro meses para que este novo canil esteja registrado.

Caso o criador for desempenhar a tividade de criação dos animais de forma esporadica, este poderá registrar a ninhada sem a necessidade da abertura de canil, sendo considerado apenas um criador “iniciante”, podendo apenas registrar no máximo duas ninhadas. Ao passo que der continuidade à criação, a abertura de canil passa a ser obrigatória.

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Pastores de Shetland juntos no parque (Crédito/Copyright: “volofin/Shutterstock”)

O novo criador poderá se associar ao Kennel juntamente com a abertura de canil pagando uma taxa de inscrição, anuidade e abertura de canil. Como associado o criador passará a ter todas as vantagens inerentes, inclusive o desconto nos serviços de registro. Serão solicitados 3 ou mais opções de nomes para que o canil seja aberto. O Kennel envia todos os documentos e solicitações de abertura e filiação a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia) que por sua vez os envia até a FCI (Federação Cinológica Internacional) com sede na Bélgica, onde será feita uma busca (não poderá haver dois canis com o mesmo nome), e o registro será efetuado, sendo que os documentos farão todo o caminho de volta até o criador.

De posse do protocolo de abertura de canil, o criador pode dar entrada no registro de ninhada, mas esperará 4 meses para ter toda a papelada do canil e filhotes na mão, sendo que as próximas ninhadas o processo é mais agilizado. Para o registro dos filhotes, o criador deve preencher o “mapa de registro de ninhadas”, disponíveis nos sites, e obter todas as assinaturas exigidas, inclusive do Médico Veterinário. Se a raça criada possuir um clube especializado (p.ex. Clube do Dobermann), o Kennel informará a este clube a existência do novo criador e de novas ninhadas. Dessa maneira, o clube especializado pode entrar em contato com o novo criador para uma nova filiação.

Para mais informações sobre o assunto, clique no link externo abaixo:
CBKC http://www.cbkc.com.br

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Entidades cinófilas

Existem várias entidades cinófilas espalhadas pelo mundo inteiro. Cada uma com uma função específica. Os Kennels ou Canis, por exemplo, são orgãos que registram canis e ninhadas, organiza exposições e palestras para todas as raças, realiza ainda treinamentos e cursos. Um exemplo é a AKC.

Já os clubes de raça, são clubes específicos para uma determinada raça. À exceção da Sociedade Brasileira de Criadores de Pastor Alemão, que tem esta autonomia, e nenhum outro registra canil ou ninhadas. As atribuições de um clube de raça, basicamente, são as de organizar exposições, palestras, cursos, todos voltados para o desenvolvimento e controle de uma determinada raça.

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Filhotes de mastifes em cesto de plástico (Crédito/Copyright: “saurabhpbhoyar/Shutterstock”)

A Federação é o órgão que normatiza a cinofilia no estado que tem mais de dois Kennel, organiza o calendário de eventos e promove outras atividades inerentes. O CBKC, por exemplo, é o órgão máximo no Brasil, elabora o calendário nacional, forma juízes, emite Pedigrees, homologa juízes para julgarem qualquer exposição, está em contato com todos os países que são filiados a FCI, e propõe para FCI a inclusão de novas raças.

A FCI, por sua vez é o órgão máximo da cinofilia mundial e regulamenta, através de seus conselhos, as exposições internacionais, as condições mínimas para formação de árbitros, os padrões das raças originárias de todos os países adequando-os de forma a ser atendida internacionalmente.

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Buldogue francês branco e marrom deitado em pose alerta (Crédito/Copyright: “mala_koza/Shutterstock”)

A única entidade que é reconhecida fora do Brasil é a CBKC (Confederação Brasileira de Cinofilia), portanto, registre seus cães em Kennel Clubes filiados a essa entidade. Existem também os clubes das raças, como Clube do Doberman, do Cocker e outros, que são associados à CBKC. Os clubes também fazem o registro de animais (encaminham a documentação à Confederação Brasileira de Cinofilia), promovem eventos da raça, etc.

American Kennel Club (AKC)

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Schnauzer miniatura filhote (Crédito/Copyright: “orangecrush/Shutterstock”)

O American Kennel Club ou apenas AKC, é um dos maiores clubes de registro de genealogias de cachorro de sangue puro nos Estados Unidos. Foi fundado em 1884, e só em 2006 já havia registrado mais de 900.000 cachorros, sendo que os maiores números foram da raça de cão de caça Retriever do Labrador e da raça Yorkshire Terrier. Além de manter seu registro de genealogia e ser confederação de Kennels, a AKC promove também eventos para cachorros com pedigree, inclusive o famoso Westminster Kennel Club Dog Show, um evento anual oficial da AKC, e o AKC/Eukanuba National Championship, outro campeonato nacional muito popular no país. A AKC tem a sua própria divisão de raças caninas, dividindo-os em 8 grupos de acordo com suas funções, são eles:

  • Cães Esportistas
  • Cães Hounds ou Farejadores
  • Cães Trabalhadores
  • Terrier
  • Toy
  • Não-esportistas
  • Herding ou Pastores
  • Misturas / sem raça definida

No Brasil, como em praticamente todo o restante do mundo, existem outros órgãos similares, mas que são filiados à uma outra organização, como a FCI.

Federação Cinológica Internacional

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Papillon francês (Crédito/Copyright: “David Kay/Shutterstock”)

A Federação Cinológica Internacional ou Fédération Cynologique Internationale, ou apenas FCI, é a organização cinológica mundial que rege todos os outros órgãos similares a AKC. A FCI foi fundada em 1911, tem sua sede em Thuin na Bélgica, e possui 84 membros e contratantes (um membro por país) que expedem, cada um, seus próprios pedigrees e formam seus juízes.

A FCI garante o reconhecimento mútuo dos juízes e pedigrees dentro e entre seus países membros. No Brasil, o representante oficial da FCI é a Confederação Brasileira de Cinofilia – CBKC. A FCI divide as raças caninas em 10 grupos oficiais de acordo com a função e tipo físico ou história da raça.

  • Grupo 1: Formado pelos cães pastores e boiadeiros, com exceção dos boiadeiros suíços.
  • Grupo 2: Formado pelos cães tipo pinscher, schnauzer e outros, molossos tipo montanhês e tipo dogue e boiadeiros suíços.
  • Grupo 3: Formado pelos cães terriers de grande e médio porte, terriers de pequeno porte, terriers tipo bull e terriers de companhia.
  • Grupo 4: Formado pelos cães teckels.
  • Grupo 5: Formado pelos cães nórdicos de trenó, cães nórdicos de caça, cães nórdicos de caça e pastoreio, spitz europeus, spitz asiáticos e raças assemelhadas e cães de tipo primitivo.
  • Grupo 6: Formado pelos cães Sabujos, Cães de pista de sangue e assemelhadas.
  • Grupo 7: Formado pelos cães de aponte continentais e cães de aponte britânicos.
  • Grupo 8: ormado pelos cães recolhedores de caça, cães levantadores de caça, e cães d’água.
  • Grupo 9: Formado pelos cães Bichons, poodle, cães belga de pequeno porte, cães pelados, cães do tibete, chihuahua, spaniels ingleses de companhia, spaniels japoneses e pequineses, spaniels anões, Kromfohrländer e molossos de pequeno porte.
  • Grupo 10: Formado pelos cães lebréis de pêlo longo e franjado, lebréis de pêlo duro e lebréis de pêlo curto.

No Brasil existe ainda um outro grupo, o chamado “Grupo 11″ – Raças não-reconhecidas, que inclui as raças que são reconhecidas nacionalmente mas que ainda não obtiveram reconhecimento oficial da FCI.

Confederação Brasileira de Cinofilia

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Uma ninhada inteira de filhotes de Doberman (Crédito/Copyright: “larstuchel/Shutterstock”)

A Confederação Brasileira de Cinofilia ou CBKC é a confederação que cuida de regras e normas para criação, registro, emissão de pedigrees e exibição de raças de cães no Brasil. Está diretamente filiada a FCI e congrega as federações estaduais e os Kennel Clubes que são mais ou menos noventa associações em capitais e diversos municípios no Brasil.