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Passeio com cachorro: conheça os novos serviços de dog walker

Ter um cachorro exige, sem dúvida, dedicação, tempo, dinheiro e muito amor. Cachorros, de fato, precisam passar tempo com seus tutores, brincar, se exercitar. O fato é que, com a correria do dia a dia, muitas pessoas não tem tempo nem para fazer um passeio com cachorro.

Por isso, surgiram inúmeros serviços para facilitar a vida dos tutores de cães. Entre esses serviços podemos mencionar os Day Care e serviços de Dog Walker.

Benefícios em passear com cachorro

homem em passeio com cachorro na coleira
Há muitos benefícios que um passeio com cachorro pode trazer.

Cães são, sem dúvida, animais sociáveis e brincalhões. Precisam, portanto, de distração, atenção e exercícios. Se ficarem presos muito tempo em um apartamento, por exemplo, podem desenvolver comportamentos indesejáveis relacionados à ansiedade.

Entre eles podem começar a se auto-mutilar ou destruir os objetos pela casa. Sem falar no risco maior de obesidade.

Em caso de falta de disponibilidade de tempo, a contratação de um profissional que faça passeios com o cachorro pode ser essencial. Conheça aqui quais são os principais benefícios desse exercício.

Passeio com cachorro previne obesidade

Como todo exercício físico, a caminhada diária ajuda na queima de calorias e, portanto, pode auxiliar na redução de peso ou na prevenção da obesidade.

Acalma o cachorro

Ao gastar a energia que faz com que o cachorro possa aumentar o peso, gasta-se também a energia acumulada que ele teria para destruir as coisas em casa, latir desesperadamente ou se auto mutilar.

Exercícios físicos diários tem, nos cães, o mesmo efeito que tem em humanos. Promove uma série de secreções de hormônios que promovem felicidade e bem estar. Portanto, as caminhadas são de extrema importância para acalmar o cachorro.

Passeio com cachorro ajuda na socialização

Muitos cachorros são, certamente, um pouco arredios à novas amizades. No entanto, a grande maioria gosta de ver e brincar com outros cães nos parques e na rua. Esse tipo de contato com outras pessoas e animais pode ser muito benéfico para o cachorro.

Dog Walker – Serviços de passeio com cachorro

passeio com cachorro na coleira
O dog walker é um serviço especializado em passeio com cachorro.

Para muitas pessoas muito engajadas com o trabalho e que, além disso, vivem em grandes cidades, é muito difícil arranjar tempo para tudo. Passeios com cachorro, infelizmente, entram nessa lista na maioria das vezes.

Dog Walkers, ou passeadores, são pessoas que prestam exatamente esse serviço: passeio com cachorro.

Responsabilidades do dog walker

O trabalho de Dog Walker não é tão simples. De fato, geralmente, requer a capacidade de executar as seguintes tarefas:

  • Fornecer exercícios para os cães dos clientes (geralmente de meia hora ou de uma hora).
  • Recolher e jogar fora os excrementos de cães durante as caminhadas.
  • Verificar o suprimento de água e comida dos cães para garantir que as necessidades básicas sejam atendidas após as caminhadas.
  • Notificar os proprietários e procurar atendimento veterinário para qualquer cão que fique doente ou ferido sob sua supervisão.

Os passeadores de cães são, portanto, responsáveis ​​pela segurança dos cães de seus clientes durante as caminhadas. Por isso, eles geralmente solicitam que seus clientes preencham um documento listando suas informações de contato, informações de contato de seu veterinário e outras informações importantes sobre o cão, como idade, raça, peso, condições médicas e medicamentos atuais.

Alguns passeadores de cães trabalham sozinhos, enquanto outros contratam passeadores adicionais para trabalhar como parte de seus negócios. Isso permite que o negócio de passear com cães atenda a um número maior de clientes e potencialmente expanda sua área de serviço. Além disso, alguns passeadores de cães também optam por oferecer serviços adicionais, como cuidar e cuidar de animais de estimação.

Passeadores de cães também têm a opção de trabalhar com empresas como a Dog Hero. Trata-se de uma plataforma na qual passeadores independentes se inscrevem e se disponibilizam para o serviço na região. O pagamento e contratação ocorre diretamente pela plataforma onde é possível marcar o dia e horário para o serviço.

Passeio com cachorro – chance de renda extra

durante passeio com cachorro ele deve ficar na coleira
O passeio com cachorro pode ser uma oportunidade renda extra.

O serviço de passeio com cachorro pode ser, por outro lado, também a fonte de uma renda extra ou se tornar até mesmo o trabalho principal de uma pessoa. Clientes, certamente, não faltarão caso o serviço seja feito com carinho e responsabilidade.

No entanto, alguns itens são necessários:

  • Recomenda-se fazer um bom curso de formação de dog walker;
  • Bom preparo físico para aguentar longos passeios;
  • Ter consigo um kit de primeiros socorros completo;
  • Ter conhecimento profundo sobre o comportamento animal.

Vantagens e desvantagens do serviço de Dog Walker

Há muitas vantagens e desvantagens no serviço de passeio com cachorro.
Há muitas vantagens e desvantagens no serviço de passeio com cachorro.

Vantagens:

  • Liberdade de fazer o próprio horário;
  • Liberdade de vestuário;
  • Passar bastante tempo com animais.
  • Caminhar é um exercício saudável e positivo para saúde do animal e do passeador também.

Desvantagens:

  • Dependendo da disposição do passeador, o deslocamento de uma residência para outra pode representar um problema.
  • O serviço fica prejudicado com o clima. Dias de chuva podem representar um impedimento.
  • Para garantir uma renda estável, é necessário ter muitos clientes fieis.

 

 

 

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Comportamento & Personalidade

Escritório petfriendly: Cachorro no trabalho é nova tendência das startups

Quem trabalha em escritório sabe quanto o dia a dia pode ser cansativo e desgastante. A pressão no trabalho pode ser, sem dúvida, muito estressante para grande parte da população. No entanto, uma nova tendência promete melhorar o ambiente profissional: “escritório petfriendly”.

Trata-se de uma tendência que está sendo adotada por muitas empresas, ou seja, um local no qual os animais são bem vindos!

O convívio com animais no ambiente de trabalho pode, de fato, trazer muitos benefícios aos funcionários. Veja quais são eles abaixo!

Escritório Pet Friendly – quais são as vantagens?

gato em cima da mesa em escritório petfriendly
Há muitas vnatagens em tornar o seu escritório petfriendly

Que animais de estimação  promovem inúmeros benefícios aos humanos não é uma novidade. No entanto, a novidade é que essa informação está ganhando cada vez mais importância e espaço. Veja alguns bons motivos para transformar o ambiente de trabalho em um escritório pet friendly.

Melhora do humor no escritório

A presença de animais de estimação melhora o humor das pessoas. Estudos mostraram que ter um animal de estimação pode diminuir os sintomas da depressão e ajuda a manter uma visão otimista.

Reduz o estresse

Fazer carinho em um animal de estimação aumenta nossos níveis de ocitocina. Esse hormônio exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. Por esse motivo, também é conhecido como o “hormônio do amor”.

Junto com a dopamina, a serotonina e a endorfina, a ocitocina faz parte do grupo chamado de “neurotransmissores da felicidade”. Eles possuem a função de aumentar as sensações de bem-estar e diminuir estresse, ansiedade e melhorar quadros depressivos.

Além disso, é provável que na presença de um animal as pessoas se sintam mais propensas a fazer brincadeiras, o que consequentemente melhora o clima no ambiente.

Melhora o ambiente de trabalho

A Universidade Central de Michigan divulgou um estudo mostrando que os cães no escritório resultaram em maior confiança e colaboração entre colegas de trabalho.

Muitas vezes a presença do pet pode ser um excelente ‘quebra gelo’. Eles são, de fato, excelentes facilitadores de conversas que, sem eles, poderiam nunca acontecer.

Aumenta a criatividade e produtividade

Estudos demonstraram que ter animais de estimação no escritório também pode ajudar a tornar os funcionários mais criativos e produtivos, tendo um efeito calmante no corpo e na mente das pessoas, reduzindo a pressão arterial e ajudando as pessoas a se concentrarem melhor.

Atrai mais funcionários

Para atrair e reter membros da sua equipe, uma política de escritório que aceite animais de estimação pode ajudar.

Escritório Pet Friendly no mundo

cachorro de óculo sobre livro da mesa de escritório petfriendly
Os EUA foi pioneiro na tendência de escritório petfriendly

Os Estados Unidos foram o país pioneiro no desenvolvimento desta prática. De fato, muitas empresas começaram a permitir que funcionários tutores de cães pudessem levar seus filhos de quatro patas ao trabalho. Desse modo os cães não ficam sozinhos em casa enquanto seus donos trabalham e seus donos não ficam preocupados com seus pets.

Grandes empresas americanas, como a Amazon, o Google e a Ben & Jerry’s permitem que seus empregados levem seus cães para o escritório durante todo o ano. Porém, esta não é uma prática comum em pequenas empresas.

Escritório Pet Friendly no Brasil

No Brasil a prática de levar o próprio cachorro ao escritório ainda não é tão difundida e comum. Algumas grandes empresas, no entanto, já dão essa opção aos próprios funcionários. Entre elas, estão a Royal Canin, Google Brasil.

O que é necessário para tornar o escritório Pet Friendly?

cachorro deitado no chão ao pé da cadeira em escritório petfriendly
São precisos alguns itens básicos para tornar o escritório petfriendly.

Para oque um escritório se torne apto a receber animais de estimação são necessários alguns ítens básicos como: adequação estrutural, regras e disciplina.

O local deve possuir um espaço mínimo e regras de bom convívio para evitar acidentes, além de obedecer as normas do condomínio, caso o ambiente seja em um edifício corporativo, por exemplo.

Além disso, é recomendável que todos os animais sejam devidamente vermifugados e vacinados.

Cada empresa, todavia, tem uma regra própria. Há empresas que adotam o pet day, ou seja, é eleito um dia da semana para os funcionários levarem os seus animais de estimação, outras possuem o mascote da empresa, por exemplo.

O que levar a um escritório pet friendly?

gato em cima da mesa de escritório petfriendly
Você deve proporcionar algumas coisas para manter o animal em ambiente de escritório petfriendly.

Levar um cachorro ao local de trabalho requer alguns cuidados. Entre eles, espera-se que cada tutor leve um kit de itens essenciais para um convívio saudável.

Itens de higiene e limpeza

É importante levar sacolinhas, tapete higiênico ou jornal para contornar acidentes e manter o ambiente de trabalho limpo.

Alimentação

Cada tutor tem uma forma de cuidar do próprio cachorro. Funcionários que alimentam seus cães mais vezes ao dia, devem levar a ração de costume para alimentar o cachorro no horário de costume ou quando esse tiver fome. Por isso, é recomendado levar o potinho de comida e um de água.

Brinquedos

É importante que o cachorro fique entretido durante o dia. De fato, é um ambiente de trabalho, e para que dê certo, as pessoas precisam manter o foco e, infelizmente, não podem brincar o dia todo com o pet. Assim, levar algum brinquedo para que o cachorro possa se distrair, é uma ótima opção.

Caminha

Pode ser útil levar uma caminha para que ele fique confortável durante o horário de trabalho do tutor. Há, no mercado, diferentes modelos de colchonetes fáceis de dobrar e transportar.

Coleira e guia

Coleias e guias são itens essenciais sempre. Tanto para andar na rua, quanto para levar seu cachorro ao escritório. Além de garantirem a segurança ao cachorro e, eventualmente, a outros animais de estimação, é provável que o condomínio exija que o cão circule pelo prédio desta forma.

Diferença entre Pet Friendly e Animais de Assistência

Ter um escritório que aceita animais de estimação não é o mesmo que ter membros da equipe com animais de assistência. Isso porque os cães de serviço são treinados para executar uma tarefa específica para ajudar o proprietário com uma deficiência ou problema emocional e são legalmente permitidos em locais onde o seu cão de estimação não é comum.

Os tipos de cães de serviço que podem ser vistos com maior frequência em locais de trabalho incluem cães guia, audição, assistência à mobilidade, serviço psiquiátrico, alerta de diabetes ou convulsões e, finalmente, cães com detecção de alergias.

 

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Quanto custa manter um Pet no Brasil?

Se está buscando artigos que mostrem quanto custa manter um pet, parabéns. Esse é, sem dúvida, o primeiro passo para uma posse responsável e, infelizmente, não são todos que pensam nisso antes de adotar ou comprar um animal de estimação.

Manter um pet, de fato, não é só uma questão de amor, espaço e tempo. Dependendo da espécie escolhida, o custo mensal pode ser alto e até mesmo inviável.

A decisão de levar um bichinho para casa demanda amor e carinho. Entretanto, demanda também uma consulta à tríade:

  • Dinheiro
  • Tempo
  • Responsabilidade

Isso vale para qualquer animal de estimação. O planejamento financeiro é, portanto, essencial para praticar a posse responsável, um conceito cujo primeiro passo é a conscientização.

Dados sobre distribuição de animais de estimação no Brasil

cachorro e gato brincando juntos deitados na grama

Segundo dados atualizados do Instituto Pet Brasil sobre a população de animais de estimação em todo o território nacional, de acordo com números levantados pelo IBGE e atualizados pela inteligência comercial do Instituto Pet Brasil, em 2018 foram contabilizados no país:

  • 54,2 milhões de cães;
  • 39,8 milhões de aves;
  • 23,9 milhões de gatos;
  • 19,1 milhões de peixes e
  • 2,3 milhões de répteis e pequenos mamíferos.

A estimativa total chega, enfim, a 139,3 milhões de animais de estimação. Em 2013, a população pet no Brasil era de cerca de 132,4 milhões de animais, últimos dados disponíveis quando a consulta foi feita pelo IBGE.

Animais de estimação mais presentes nas casas Brasileiras

filhotes de gatos
Os gatos são os pets que mais cresceram no Brasil.

O gato foi o animal que mais cresceu nas pesquisas, com taxa de crescimento de 8,1% desde 2013. Em seguida, aparecem:  os peixes (6,1%), Répteis e pequenos mamíferos ( 5,7%), aves, 5% e cães (3,8%).

Esses novos números confirmam a tendência que identificada pelo Instituto: cada vez mais pessoas e famílias buscam um animal de estimação para companhia, dar e receber afeto e atenção. No entanto, com o maior número de pessoas morando sozinhas, e em espaços menores, é patente o crescimento por animais cujo cuidado no dia a dia seja mais simples, ou que pelo menos exijam menos espaço. Por isso esse crescimento da dos felinos, principalmente em cidades maiores.

Quanto custa manter um Pet no Brasil

saber quanto custa um pet é importante: cachorros deitados juntos
Para saber quanto custa um pet é preciso contabilizar várias variantes.

Primeiramente, é importante dizer que hoje em dia, os animais de estimação são cada vez mais considerados como membros da família ou filhos para seus tutores. Esse sentimento leva a um comportamento diferente do que era no passado. De fato, as pessoas estão gastando cada vez mais com os próprios animais de estimação priorizando qualidade de alimentação, conforto e diversão.

Donos de cães gastam em média R$ 294 por mês, sendo R$ 121 em ração. Os donos de gatos gastam em média R$200, sendo R$ 90 em ração. Além disso, cerca de 8,7% das pessoas também gastam com planos de saúde para seus pets, de acordo com uma pesquisa realizada pela CVA Solutions.

A pesquisa realizada pela CVA Solutions,  entrevistou 3.675 donos de cães e 2.270 donos de gatos em todo o país. De acordo com o documento, os pet shops de bairros e as mega pet shops concentram cada vez mais as compras, em detrimento de supermercados.

Segundo dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação), em 2016 o faturamento do setor foi de quase R$ 19 bilhões. O crescimento vem sendo superior a 5% ao ano.

Quanto custa manter um pet diferente do cão ou gato

Outros pets também possuem custos diferentes de um cão e gato.
Outros pets também possuem custos diferentes de um cão e gato.

Segundo dados informados pela Abinpet:

  • Custo mensal de um aquário – aqui mostraremos o custo de manutenção mensal, sem o capital inicial de investimento para compra de aquário, pedras, plantas, filtro e termostato. Consideradas a alimentação, manutenção (água, elementos filtrantes, energia elétrica), equipamentos (aquário, filtro, bombas,luminária e outros) para uma base de 10 peixes de porte pequeno (máximo 5 cm) em um aquário de 40 litros de água doce. Custo médio por peixe: R$ 5,08.
  • Roedores – o custo de vida mensal é de aproximadamente R$ 55, considerada a alimentação para os tipos mais populares, como porco da índia e coelho anão.
  • Aves – o valor é próximo à R$ 8 mensais, considerando gastos com a alimentação de canário e calopsita, as espécies mais populares.
  • Répteis – o valor alcança quase R$ 15 mensais, considerando a alimentação para a tartaruga tigre d’água.

Por que é importante saber quanto custa manter um Pet

dois cachorros adultos juntos
É importante saber quanto custa um pet para depois não se arrepender e abandoná-lo.

Antes de agir por impulso, é primordial que a família consiga fazer um planejamento financeiro para que, a médio ou longo prazo, esses animais não fiquem em situação de vulnerabilidade e não sejam abandonados diante de qualquer oscilação do mercado ou crise financeira da família.

Sem dúvida, cães e gatos continuam sendo os animais mais presentes nas residências brasileiras. Cães vivem em média de 10 a 13 anos. Gatos de 10 a 16 anos. A cada ano, devem ser considerados custos com, no mínimo, alimentação, medicamentos, vacinas, consultas veterinárias.

Segundo o instituto Pet Brasil, 3,9 milhões, ou seja, 5% da população total de pets do Brasil, se enquadram como animais em condição de vulnerabilidade, pois vivem sob a tutela de famílias classificadas abaixo da linha de pobreza. Há ainda mais de 170 mil bichinhos abandonados sob o cuidado de ONGs em todo o país.

Alguns animais são, certamente, mais caros que outros. O cachorro, é o animal que mais exige esforço financeiro. Isso por que precisa de atenção, quantidade maior de vacinas quando comparado à outros animais. Além disso, é importante calcular a quantidade de alimentação necessária e outros acessórios ou serviços (como hotelzinho, dog hero).

Veja uma estimativa de gastos destinados para a manutenção de animais de estimação como cães e gatos.

Acessórios básicos de segurança

Nessa categoria entram as coleiras, guias e focinheira. O valor dependerá muito do material e da marca escolhida. No entanto, o custo varia de 30 a 400 reais.

Vacinas

Vacinas são primordiais para cães e gatos. Cães devem ser vacinados contra raiva e doenças infecciosas (cinomose, leptospirose, parvovirose, coronavirose, entre outras). Além disso, há também vacinas também giardíase, gripe, cinomose e leptospirose. que dependerão da região onde mora o animal.

Essas são as vacinas contra giardia, gripe canina, leishmaniose. Algumas prefeituras, como a de São Paulo, dão vacinação grátis, mas só contra a raiva. As demais requerem a vacina V10 uma vez ao ano, de R$ 150 a R$ 350.

Gatos também precisam de vacinas contra raiva e outra contra doenças infecciosas.

Antipulgas, vermífogos e similares

Fundamentais para evitar não só pulgas como também carrapatos, que podem transmitir doenças fatais.

Bons antipulgas custam de R$ 50 a R$ 150 e devem ser aplicados uma vez ao mês ou por trimestre, a depender da marca do produto. Há ainda, hoje em dia, comprimidos de custo mais elevado e que duram de 30 a 90 dias.

Além disso, cães e gatos precisam de vermífugos uma vez a cada três ou seis meses. Estes, custam de R$ 5 a R$ 50.

Tapetes higiênicos e/ou areia sanitária

Os tapetes higiênicos têm custo unitário entre R$ 0,50 e R$ 3, e devem ser substituídos uma vez ao dia ou a cada dois dias. Ou seja, o gasto é de cerca R$ 50 por mês.

Gatos não utilizam tapetes higiênicos. Eles necessitam de uma caixa com areia sanitária que tem custo aproximado mensal de 75 reais.

 Alimentação

O custo da alimentação dependerá muito da categoria e da marca escolhida. Alimentos industrializados podem, de fato, ser standard, Premium ou Super Premium.

Há uma diferença importante entre os alimentos em relação à qualidade e digestibilidade, sendo alimentos Premium e Super Premium os mais recomendados.

Um pacote de 15 kg de alimentos Premium e Super Premium pode variar de 100 a 300 reais.

É possível ainda alimentar seu cachorro com alimentos orgânicos ou “naturais”, preparados com menos conservantes. Nesses casos, o custo pode dobrar.

Banho e tosa

É possível dar banho em cães e gatos em casa. Se não for o caso, contabilize entre R$ 15 e R$ 60 para um banho por bimestre, no mínimo. A tosa é recomendada apenas para certas espécies, em intervalos mais longos, de três a seis meses, e custa entre R$ 30 e R$ 70.

Quanto custa manter um pet – custos adicionais

gato e coelho em cima do sofá lado a lado
Há muitos outros custos adicionais que devem ser levados em consideração.

Médico Veterinário (remédios, cirurgias, exames)

Assim como nós, animais também adoecem. Portanto, serão necessárias consultas, remédios e às vezes até mesmo cirurgias. O custo médio, todavia, varia de acordo com o profissional e a demanda. Daí a popularização de planos de saúde para pets, a custos entre R$ 30 e R$ 350 ao mês.

Brinquedos, caminhas, roupas

Considerados por muitos acessórios desnecessários. No entanto, todos esses itens trazem conforto aos animais de estimação.

Brinquedos são essenciais para a manutenção da saúde mental de cães e gatos. Todavia, não é necessário um alto gasto para isso já que alguns brinquedos podem ser improvisados. Entre os itens mais amados por cães, de fato, estão as garrafas PET vazias. E gatos são apaixonados por caixas de papelão e bolinhas de papel.

Conclusão

Animais de estimação conseguem trazer, sem dúvida, muita alegria e amor para nossas vidas, porém é preciso pensar bem antes de inseri-los em nossas vidas.

Por isso, antes de adotar ou comprar um animal de estimação, leia mais sobre posse responsável e converse com pessoas que possuem a espécie de seu interesse.

Referências Bibliográficas

Abinpet

IBGE

 

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Cachorro ciumento – O que há por trás desse sentimento negativo.

Não é raro ouvir alguém reclamando sobre o comportamento de um cachorro ciumento. De fato, esse tipo de comportamento pode atrapalhar, e muito, a harmonia da casa. Além disso, pode  impedir passeios agradáveis, ser um obstáculo para receber visitas em casa, entre outras situações.

Segundo diversos autores, o comportamento ciumento surge quando uma importante relação com um parceiro valorizado é ameaçada por um terceiro, um indivíduo reconhecido como rival. Geralmente acontece quando o cão sente que seu espaço ou objetos que considera muito valiosos (como brinquedos, por exemplo) estão sendo ameaçados e ele, portanto, corre o risco de perdê-los.

Entenda o que há por trás de um cachorro ciumento

cachorro ciumento no quintal
É possível que um cachorro se torne ciumento.

Já no século XIX, o grande cientista Darwin afirmou que o ciúme era inato nos seres humanos e animais. Tudo vem de um sentimento de defesa contra as coisas mais caras.

Atualmente, diversos estudos conduzidos pela confirmam essa teoria, ou seja, os cães têm ciumes de seus tutores e tentam afastá-lo do suposto rival.

Principais sinais de um cachorro ciumento

Cada cachorro possui uma índole e comportamento diferente. No entanto, quando acometidos pelo sentimento do ciume, costumam apresentar sinais específicos.

  • Agressividade – cachorros ciumentos podem atacar os animais ou pessoas que consideram suas rivais.
  • Fazendo suas necessidades fora do lugar certo – cachorros ciumentos podem começar a ter comportamentos indesejáveis para chamar a atenção do dono. É muito comum que tutores reclamem de animais que começaram a fazer xixi ou cocô em suas camas, por exemplo.
  • Excesso de ‘grude’ – alguns cães podem ficar extremamente carentes e podem começar a ter um comportamento mais grudento. Ou seja, seguindo e lambendo constantemente o tutor.
  • ‘Pastoreando’ – alguns cachorros ciumentos costumam ‘pastorear’ outros animais ou pessoas, inibindo de se mover livremente.
  • Tentando assustar estranhos – Latir e rosnar não é um comportamento apenas de defesa da casa e da família. Pode ser também uma demarcação de um cachorro ciumento.
  • Comportamento destruidor – esse também é um comportamento que faz parte do cachorro ciumento. De fato, para chamar a atenção, ele poderá destruir objetos pessoais e móveis pela casa.
  • Chamando a atenção – muitos cachorros tem uma forma inofensiva de demonstrar esse sentimento, no entanto é bom prestar atenção em comportamentos como insistir para brincar, deitar em cima do computador, atrapalhar sua leitura ou até mesmo se isolando.
  • Automutilação – muitas vezes cachorros ciumentos podem começar a se auto-mutilar. Uma das lesões psicogênicas mais comuns é, de fato, a dermatite por lambedura, uma ferida que é provocada pelo excesso de lambidas nas patinhas. É uma condição que pode ter outras causas, no entanto sabe-se que, na maioria das vezes, é uma resposta à stress e/ou ansiedade.

Afinal, cachorros sentem ciúmes?

chow chow
Um cachorro ciumento pode querer afastar o dono de outras pessoas e animais.

Em um estudo realizado por profissionais da Universidade de San Diego, foram avaliadas as reações e emoções de 36 cães em uma determinada situação. Foi solicitado aos tutores que interagissem, na presença de seus animais, a diferentes objetos e até mesmo a recém nascidos. A reação dos cães foi bastante evidente, já que todos tentaram chamar a atenção de seus tutores de alguma forma.

O estudo envolveu 14 raças de cães, dentre elas estavam os Dachshund, Chihuahuas, Lulus da Pomerânia, Yorkshires e outras misturas de raças. Além disso, as análises envolveram apenas cães de pequeno porte por questões de segurança e para evitar comportamentos agressivos.

O que causa ciúmes em cães?

O sentimento do ciume faz parte de um instinto de conservação do próprio relacionamento. De fato, sabe-se que um relacionamento entre um cachorro e seu dono é muito forte, e o cachorro ciumento fará de tudo para conservar isso.

Na maioria das vezes, o ciúme de cães é causado por situações como:

  • Mudança de rotina;
  • Nova casa e bairro;
  • Novo cuidador;
  • Novos animais de estimação em casa;
  • Novas pessoas vivendo em casa;
  • Chegada de um bebê.

Como corrigir o comportamento do cachorro ciumento

O seu cachorro ciumento deve fazer parte das atividades e da rotina da casa, sem tratamentos especiais.
O seu cachorro ciumento deve fazer parte das atividades e da rotina da casa, sem tratamentos especiais.

Primeiramente, é importante esclarecer que o relacionamento entre um cão e seu tutor não deve mudar, apesar das novas circunstancias. Ou seja, mesmo com a chegada de um bebê ou novo animal de estimação, não podemos deixar de lado suas necessidades. É necessário manter, portanto, sua rotina de passeio, alimentação, cuidados veterinários.

Veja aqui algumas dicas de como administrar um cachorro ciumento.

Procure manter a rotina

Apesar de ser muito difícil em alguns momentos, é importante manter a rotina de cuidados com o animal de estimação. Por isso, é importante que seus horários de passeio ou de alimentação, por exemplo, continuem sendo respeitados.

Faça anotações

Caso seu cachorro comece a ter comportamentos diferentes, pode ser útil ter uma espécie de diário no qual será possível anotar alterações comportamentais e verificar o que aconteceu de diferente naquele dia. Pode ser um material muito importante para corrigir alterações comportamentais.

Procure envolvê-lo na nova situação

No caso de chegada de um novo membro da família, seja ele um bebê ou outro animal de estimação, procure manter o cachorro sempre por perto. Se conseguir fazer com que se sinta útil, melhor ainda.

Nunca dê carinho somente ao novo

Ás vezes pode ser difícil, mas será necessário dividir as atenções. Sempre que o cachorro chegar perto da nova situação, agrade-o, para que entenda que é algo positivo. Se o comportamento do tutor desde o inicio é afastar o animal, isso terá um reflexo terrível no futuro. O ideal, nessa situação, é dar a mesma atenção e interação tanto para um, quanto para outro e, se possível, ao mesmo tempo.

Outra opção é ignorar seus animais de estimação quando chegar em casa para que eles não sintam que um está recebendo mais atenção do que o outro. O nível de excitação emocional diminuirá, impedindo a ocorrência de sinais de agressão.

Cuidados na hora da alimentação

Alimente animais de estimação separadamente para evitar conflitos durante as refeições.

O que mais fazer com o cachorro ciumento

Como vimos, os cachorros ciumentos podem chegar a ser muito perigosos, principalmente se seu sentimento de rivalidade for relacionado à uma criança. Por isso, é necessário providenciar correções e tomar medidas de segurança o quanto antes.

Nesses casos, é fundamental consultar um veterinário especializado em comportamento e/ou adestramento canino. Além disso, é importante avaliar bem o animal para descartar problemas de saúde que possam estar relacionados com a eventual agressividade ou mudança de comportamento. Condições que causam dor, por exemplo, podem provocar os mesmos sinais comportamentais.

O importante é não repreender, não afastar o animal e persistir com o devido acompanhamento de um profissional.

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Coleira de cachorro com chip rastreador

Muitas pessoas procuram informações sobre Chip Rastreador para animais de estimação. De fato, existe uma preocupação cada vez maior em relação ao bem estar dos nossos animais, principalmente quando temos um fujão. Por esse motivo, a identificação animal é tão importante.

Mesmo assim, muitos acham que somente a identificação não é suficiente. Portanto, vamos conhecer melhor o chip rastreador.

Qual é a probabilidade de encontrar um cachorro perdido?

Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Preventiva Veterinária da Universidade de Ohio, publicada no AVMA Journals, revelou alguns números que ilustram bem a situação.

De fato, foram avaliados 187 tutores de cães perdidos entre 1 de Junho e 30 de Setembro de 2005, em Ohio. Os resultados foram os seguintes:

  • 71% dos cães, ou seja, 132 dos 187 animais, foram recuperados.
  • O tempo médio de recuperação foi de 2 dias, entretanto houveram casos que levaram até 21 dias.
  • 34% dos cães foram recuperados através de telefonemas ou visitas a abrigos de animais.
  • 18,2% foram recuperados graças à placa de identificação animal;
  • 15,2% voltaram para suas casas graças a fotos e anúncios distribuídos na vizinhança.
  • Apenas 46%, ou seja, 89 animais tinham algum tipo de identificação como placa de identificação animal ou microchip.

Deve-se considerar, entretanto, que o estudo foi realizado em Montgomery County, em Ohio. Não há estudos no Brasil que informem o percentual de cachorros perdidos que retornam às suas casas

Como identificar um animal?

A maneira mais eficaz de unir um dono a seu cão e promover a guarda responsável de animais de estimação é através da identificação e do registro. Existem alguns métodos diferentes de identificação que podem ser semi-permanentes (por exemplo, coleira e plaqueta) ou permanentes (por exemplo, microchip).

Esses métodos, inclusive, podem ser usados individualmente ou em conjunto. Porém, um sistema de identificação permanente ligado a um banco de dados de registro central pode ser muito valioso.

Veja mais no artigo ‘Placa de identificação animal”.

Coleira de cachorro com Chip Rastreador

Muitas pessoas ainda confundem o Chip Rastreador com o Microship de identificação. Vamos esclarecer essa dúvida muito comum.

Diferença entre microchip e chip rastreador

O microchip é um micro sistema eletrônico que é inserido com uma agulha hipodérmica de baixo da pele na região do pescoço. Uma vez aplicado é ativado por um scanner que faz a leitura do número com o qual é possível acessar a ficha cadastral do bichinho que estará inserida em um banco de dados que, por sua vez, possibilita identificá-lo pela internet.

O microchip subcutâneo é uma forma muito eficiente de identificação animal. Além disso é um item obrigatório para viajar ao exterior com seu animal de estimação. As informações contidas na ficha são: nome, espécie, raça, sexo, data de nascimento, cor, descrição, histórico, dados do proprietário.

O Chip rastreador, por outro lado, é um artefato que usa a tecnologia GPS, e pode ser usado externamente para localizar seu cachorro em caso de perda, roubo ou fuga do mesmo.

O chip de GPS é um aparelho que pode ser aplicado à coleira. Segundo os fabricantes é resistente à água e sujeiras. Com ele, é possível localizar seu cachorro onde quer que ele esteja através de um sistema que pode ser visualizado até mesmo no celular.

Além disso, se o animal sair da área determinada pelo dono, uma mensagem é enviada automaticamente para o computador ou o Smartphone cadastrado no sistema.

Entretanto, a coleira com chip rastreador ainda tem muitos lados que precisam ser aperfeiçoados. De fato, aqui no Brasil ainda é muito caro e é difícil de achar. Além disso, tem um formato muito grande e pesado, precisa ser recarregado e, enfim, pode ser facilmente perdido.

Vantagem do Chip Rastreador

A característica mais atraente das coleiras com chip rastreador é, sem dúvida, o fato de que é possível saber sempre onde está seu animal de estimação. De fato, sua localização pode ser acompanhada em tempo real através de aplicativo específico no Smartphone.

Existem rastreadores com chip GPS de vários tamanhos, que podem se adequar a diferentes portes de cachorro ou gato. Ao comprar este dispositivo, deve-se colocar o Chip rastreador na coleira, fazer o download do aplicativo no celular e emparelhar as informações.

Além disso, com esse aplicativo, é possível determinar o perímetro de segurança. Ou seja, é possível determinar a área em que seu animal está livre para caminhar, como o seu próprio quintal, por exemplo. Se por acaso, o cachorro ultrapassar a demarcação, o celular receberá uma notificação via sms, aplicativo ou até mesmo e-mail.

Outros tipos de Chip rastreador permitem registrar os movimentos do cachorro nas últimas 24 horas. Essa função é ótima para aqueles tutores que suspeitam que o cachorro anda fugindo durante o dia ou noite.

Benefícios do rastreador com Chip rastreador:

  • O principal benefício, certamente, é que com esse dispositivo fica mais fácil encontrar um cão perdido ou fujão. Dessa forma, o stress com sua recuperação é, sem dúvida, muito menor. Com o Chip GPS, é possível encontrar o cachorro na hora, sem depender da boa vontade de outras pessoas.
  • Hoje em dia, todo mundo tem um Smartphone. A vantagem aqui é que o aplicativo que mostra a localização do seu animal de estimação estará sempre na palma de sua mão. Além disso, receberá avisos instantaneamente se algo sair do esperado.
  • Os rastreadores são de fácil aplicação em animais de estimação. Basta, de fato, prendê-los à coleira do seu cão.
  • Além de ser útil para rastrear cães fujões, o rastreador pode detectar a localização do seu cachorro no caso seja roubado. Caso os ladrões não percebam o dispositivo, é possível encaminhar as informações à policia e solicitar o resgate. Os modelos mais novos são mais discretos, então alguém que rouba o seu cão pode nem perceber que está lá.

Desvantagens do Chip Rastreador

Apesar da tecnologia de ponta e praticidade oferecidas pelo chip rastreador, esse tipo de dispositivo ainda possui algumas desvantagens.

  • No Brasil ainda não é facilmente encontrado. Entretanto, é possível adquirir alguns modelos em sites como Mercado Livre ou comprar no exterior;
  • Na maioria dos casos, o rastreador da coleira ainda é muito grande. Pode ser de difícil uso em cães de portes muito pequenos;
  • A bateria precisa ser recarregada;
  • Como qualquer outra coleira, pode ser perdida durante uma fuga ou brincadeira.
  • O valor desses GPS’s são salgados ainda, mesmo porque estão se firmando no mercado e certamente ainda surgirão outros para que a concorrência se dê e o preço diminua.
  • Por causa de seu valor e da dificuldade em ser encontrado no mercado, são passíveis de roubo.

O Chip rastreador ideal

Rastreadores com GPS, por enquanto, são mais utilizados no exterior do que no Brasil. De fato, em nosso País, os preços ainda são elevados e não são achados facilmente.

O chip rastreador ideal deve ter algumas características importantes:

  • Seu tamanho deve ser pequeno para não incomodar o animal e para que não seja visto facilmente e retirado por pessoas mal intencionadas.
  • O chip rastreador deve ser a prova de água e sujeira, já que muitos cães adoram passear na chuva ou não resistem a uma piscina ou lago no meio do caminho.
  • Caso seu cachorro seja destruidor, procure um modelo bem resistente.

Alguns chips rastreadores disponíveis no mercado

Tagg – The Pet Tracker

Trata-se de uma coleira com GPS e Sistema WI-fi, compatível com IOS e Android. Através dessa coleira será possível delimitar uma área, como os espaços da casa, quintal e arredores.

Caso o cão ultrapasse esses limites você e mais cinco contatos que poderão ser cadastrados, receberão sinais de alerta via e-mail, torpedos ou aplicativos. Além de ser bem resistente, possui uma bateria que dura até trinta dias e pode ser recarregada. Já está disponível no Brasil e a venda pode ser realizada pela internet.

SpotLite

Dispositivo que contém um botão de resgate que emite uma mensagem de emergência ao dono. O aparelho deve ser acoplado à coleira. Ainda indisponível no Brasil.

The Pet Locator

Aparelho de tamanho pequeno e que deve ser fixado à coleira de seu cão. Também é possível localizar o animal através da ativação do rastreador. A delimitação das áreas de circulação assim como os limites que seu cão percorre são monitorados através de uma bateria e um pequeno painel solar. É comercializado na internet.

Rastreador GPS Appego Para Pets

Gps disponível para compra pelo site da Petz. O dispositivo é prova d’água, possui bateria recarregável e é controlado por aplicativo.

 

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Doença do Carrapato – o que é, como tratar e prevenir.

Fala-se muito sobre doença do carrapato, entretanto muitos não sabe que o carrapato pode transmitir três patologias distintas aos cachorros, e muitas outras aos homens e outras espécies.

Entre as doenças de carrapato mais comuns nos cães, estão:

  • Erliquiose – Doença infecciosa grave, transmitida pela picada de um carrapato infectado, pela bactéria, do gênero Ehrlichia. Causa febre, perda de apetite, perda de peso e vômito.
  • Babesiose – Causada por um protozoário, o Babesia canis. A Babesiose é uma doença transmitida pela picada de um carrapato infectado. Ela invade os glóbulos vermelhos dos cães e multiplica-se, rompendo-os. Febre e anemia são os principais sintomas.
  • Hepatozoonose – É uma doença transmitida por carrapatos, causada por um protozoário do gênero Hepatozoon canis.

Doença do Carrapato – quem é o transmissor?

Parece óbvio responder que quem transmite a doença do carrapato é o carrapato. Entretanto, há diversas famílias e gêneros deste animal, e cada um transmite tipos de patologias diferentes. No cachorro, por exemplo, o maior causador de doenças é o Rhipicephalus sanguineus.

Entendendo melhor o carrapato.

Carrapatos são pequenos aracnídeos ectoparasitas hematófagos. Costumam infestar vertebrados, principalmente mamíferos, aves e répteis.

Há duas famílias de carrapatos:

  • Argasidae – carrapatos de corpo macio, que se alimentam de forma rápida, ficam fixados em um hospedeiro por um curto período de tempo, ou seja, normalmente algumas horas ou menos.
  • Ixodidae – carrapatos de corpo duro que necessitam dias para completar uma alimentação e permanecem firmemente fixados, geralmente a um único hospedeiro, enquanto se alimentam.

Carrapatos da família Ixodidae são divididos, por sua vez, em cinco gêneros:

  • Ixodes,
  • Amblyomma,
  • Dermacentor,
  • Rhipicephalus 
  • Haemaphysalis.

Os carrapatos destes gêneros são responsáveis pela transmissão de patógenos de grande importância para a medicina humana e veterinária. De fato, cada espécie de carrapato dentro destes gêneros é capaz de transmitir múltiplos patógenos, que podem infectar várias espécies, incluindo cães.

Além disso, um único carrapato pode transmitir simultaneamente múltiplos patógenos a um hospedeiro mamífero, durante sua alimentação.

Rhipicefalus sanguineus – biologia do causador da doença do carrapato em cães.

Como foi mencionado anteriormente, o R. sanguineus, conhecido também como Carrapato Marrom, é a espécie mais comum em cães.

Este carrapato está adaptado às áreas urbanas, podendo ser encontrado no interior das residências. A fêmea, para fazer seu ninho, abandona o hospedeiro e procura lugares altos, sem umidade e com baixa luminosidade, como em frestas, rodapés, batentes de porta, atrás de quadros e embaixo de estrados de camas. Este tipo de carrapato não gosta de ficar no chão ou grama.

O ciclo de vida do carrapato possui 4 fases:

  • ovo,
  • larva,
  • ninfa
  • adulto.

No cão podemos ver as fases jovens (larva e ninfa) e adulta. Quando não estão no animal, eles se escondem em “ninhos”, onde passam a maior parte da vida. O carrapato não troca de fase sobre o animal, ele sempre faz isso no ambiente, nos ninhos. Normalmente estes ninhos são próximos de onde o animal dorme.

Ao sair do esconderijo, os carrapatos caminham pelo ambiente a procura de hospedeiros para se alimentarem. É mais fácil encontrar os carrapatos no ambiente, geralmente em paredes ou muros, no amanhecer ou entardecer, pois são momentos em que o clima está fresco.

Os carrapatos são extremamente resistentes, podem ficar semanas escondidos sem se alimentar, aguardando uma condição de clima mais favorável para saírem em busca de alimento. Eles também são resistentes a produtos de limpeza, por isso infestação não é sinônimo de sujeira.

Doenças do Carrapato – quais são?

Como mencionado na introdução do texto, as doenças do carrapato, em cães, são principalmente três: erliquiose, babesiose e hepatozoonose.

Erliquiose

O gênero Ehrlichia tem este nome em homenagem ao microbiologista alemão Paul Ehrlich. A primeira doença ‘erlichiana’ foi reconhecida na África do Sul durante o século XIX. O reconhecimento de sua transmissão por carrapatos foi determinada em 1900.

É uma doença que se distribui mundialmente e ganhou destaque durante a Guerra do Vietnã, já que muitos cães de militares contraíram a doença na época.

A Erliquiose é uma das principais doenças infecto-contagiosas, causada por um hemoparasita da ordem Rickettsiales e do gênero Ehrlichia spp.

Essa doença é conhecida também como pancitopenia canina tropical, tifo canino, febre hemorrágica canina, doença do cão rastreador e, finalmente, doença do carrapato.

Transmissão

Sua transmissão pode ocorrer pela participação de um vetor, o carrapato Rhipicephalus sanguineus (carrapato marrom), ou por transfusão sanguínea.

O carrapato é contaminado quando se alimenta do sangue de um cão portador de Ehrlichia sp. Depois disso, este agente se multiplica no interior do carrapato mantendo-se vivo por até 5 meses. O carrapato, por sua vez, passa a transmitir a Ehrlichia 3 a 5 dias após a sua contaminação.

A transmissão ocorre por inoculação no sangue, quando o carrapato infectado pica um animal sadio, liberando no local da picada secreções salivares que contêm a Ehrlichia sp, infectando, assim, o animal.

Como mencionado anteriormente, pode também ser inoculada no momento de transfusões sanguíneas, através de agulhas ou instrumentais contaminados.

O mesmo carrapato pode transmitir outras enfermidades, como a babesiose e anaplasmose, que podem ocorrer conjuntamente à erliquiose. O período de incubação varia de 7 a 21 dias, e no prazo de 14 a 28 dias, o animal manifesta a fase aguda da doença

Sinais Clínicos

Os cães infectados com E. canis podem desenvolver sinais brandos a intensos ou até mesmo não apresentar sinais, dependendo da fase da doença em que se encontram.

O diagnóstico clínico geralmente não é o suficiente para confirmação da doença, já que os sinais clínicos podem ser inespecíficos. Portanto, há a necessidade de diagnóstico complementar.

Quando se fala sobre sinais clínicos inespecíficos, fala-se sobre sinais que podem ocorrer em muitas outras doenças. De fato, na maioria das vezes, quando um cão é infectado por Erliquiose e apresenta algum sintoma, ocorre um início abrupto com febre, calafrios, mialgia, fraqueza, náuseas, vômitos, tosse.

Apesar de ser uma doença que pode ser bem severa, o tratamento é simples, e consiste na administração de antibióticos. No entanto, deve ser detectada o quanto antes para o sucesso do tratamento.

Babesiose

A Babesiose, também conhecida como Piroplasmose ou doença do carrapato, é uma afecção parasitária provocada pelo desenvolvimento de hematozoários do Gênero Babesia, destacando-se a Babesia canis e Babesia gibsoni, como principais espécies envolvidas em casos diagnosticados no Brasil.

A primeira espécie de Babesia foi descoberta em 1888 por Victor Babes, um patologista húngaro. O nome do organismo, portanto, deriva do nome de seu descobridor.

A Babesiose tem sido reconhecida há muito tempo como uma doença do gado (tristeza parasitária bovina) e de outros animais domésticos. No entanto, o primeiro caso humano não foi descrito até 1957, quando um jovem agricultor croata contraiu a doença e morreu alguns dias depois de insuficiência renal.

No final dos anos 1960, os primeiros casos norte-americanos surgiram na ilha de Nantucket, e a doença é agora reconhecida como uma zoonose emergente e ocasional séria nos Estados Unidos.

Relatos, informam que a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1983, no estado de Pernambuco. Desde então, foram registrados outros casos no país, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Transmissão

A transmissão ocorre quando um carrapato infectado pica um animal sadio e, consequentemente, acaba inoculando o hematozoário causador da piroplasmose na corrente sanguínea do cão. A partir desse momento, entra na corrente sanguínea do animal e, enfim, o protozoário penetra nas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue).

Já que o protozoário de alimenta dos nutrientes das células e continua se reproduzindo nelas, provoca, com o tempo, uma ruptura das paredes celulares, distribuindo mais agentes no sangue.

Os sinais clínicos, no entanto, dependerão do grau de infestação e de evolução do quadro. Assim que um cachorro é infectado a doença ainda pode levar meses para aparecer, ou seja, um cachorro pode estar infectado pelo protozoário da babesiose sem sinal nenhum da doença, porém, no momento em que sua imunidade cair, a doença se manifestará.

Sinais Clínicos

Os principais sintomas são: anemia, perda de apetite, febre, mucosas pálidas ou ictéricas (amareladas), prostração, problemas na coagulação sanguínea.

Quando detectada no início, através de exames laboratoriais, a babesiose pode ser tratada mais facilmente. No entanto, quando detectada tardiamente, ou seja, quando o animal já parou de se alimentar, o tratamento pode ser mais difícil. De fato, poderá ser necessária a internação do cachorro para alimentação por sonda e, inclusive, a transfusão sanguínea em casos de anemia severa.

Hepatozoonose

Enfim, a última das três doenças do carrapato mais comuns em cães.

A Hepatozoonose é uma doença descrita em vários países. Assim como a Babesiose, também é causada por um protozoário. No entanto, nesse caso,  o responsável é o Hepatozoon canis (H. canis), que acomete principalmente os carnívoros domésticos.

A hepatozoonose canina foi descrita pela primeira vez em 1906 na Índia, causada pelo
microorganismo na ocasião chamado Leukocytozoon canis, hoje conhecido como Hepatozoon.

Transmissão

A transmissão da doença ocorre de forma surpreendente e peculiar. De fato, para que ocorra a infecção, os cães devem ingerir o carrapato contaminado.

Isso acontece principalmente quando o cachorro sente incomodo com a presença do ectoparasita e começa a se coçar e procura arrancar o carrapato com seus dentes.

A infecção, então, é liberada dentro do intestino do animal e circula pelo sangue alcançando regiões como os gânglios linfáticos, a medula óssea, o fígado, os músculos, o baço, dentre outros.

A hepatozoonose atinge todos os tipos de cães, independente da idade, sexo ou raça. No entanto, os filhotes são mais suscetíveis pela fragilidade do sistema imunológico.

É estimado que a taxa de infecção nas áreas urbanas seja de 4,5%, enquanto nas zonas rurais a taxa pode ultrapassar os 30%. Esse problema tem se tornado casa vez mais frequente e preocupante para a Medicina Veterinária, pois para que a doença se manifeste, é preciso contar com a presença de um animal já infectado ou estados de imunossupressão.

Sinais Clínicos

Os sintomas mais comuns são febre, anorexia, perda de peso, descarga ocular, sinais de debilidade crônica e fraqueza dos membros posteriores. Além disso, o animal pode manifestar diarreia hemorrágica, febre, apatia, problemas de apetite e dificuldades para se movimentar devido a dores musculares.

Não existe, no entanto, um medicamento específico para o tratamento dessa doença do carrapato. O veterinário deverá, portanto, avaliar o estado geral do animal antes de optar por um protocolo, já que o estado geral dos órgãos vitais deverá ser considerado. Em casos mais graves, pode ser necessária uma transfusão de sangue.

Como prevenir e evitar a doença do carrapato

Sem dúvida, a prevenção é imprescindível. Para isso, os proprietários de cães e seus veterinários devem trabalhar em conjunto para proporcionar um controle eficaz de carrapatos no meio ambiente e no paciente canino.

O controle de carrapatos não deve ser focado apenas no animal. Deve-se ter em mente que este artrópode permanece também no meio ambiente. Portanto, são necessárias diferentes medidas para evitar infestações e infecções indesejáveis.

Verificação do Ambiente

Como vimos anteriormente, presença de carrapatos no ambiente não é necessariamente sinônimo de falta de higiene. Isso porque o carrapato é um animal que resiste a produtos de limpeza convencionais.

Por isso, é necessário verificar frequentemente as frestas e cantos da residência e área externa da casa promovendo higienização periódica e desinsetização.

Além disso, ao passear com seu cachorro, evite locais com acúmulo de mato.

Cuidados com o animal

Primeiramente, recomenda-se o uso periódico de repelentes e acaricidas. Os cães podem se beneficiar de acaricidas e repelentes administrados tanto sistêmica quanto aplicados sobre a pele.

Uma preocupação com acaricidas sistêmicos é que o carrapato precisa picar a fim de ser exposto ao ingrediente ativo.

No entanto, a recente introdução de acaricidas sistêmicos altamente eficazes tem resultado na reconsideração desta opção para reduzir a exposição à doença transmitida por carrapato e, de fato, os acaricidas sistêmicos têm demonstrado bloquear efetivamente a transmissão de B. canis.

Para isso, são recomendados produtos encontrados facilmente em pet shops como coleiras repelentes, produtos top spot e, principalmente, comprimidos.

No entanto, como cada animal tem uma particularidade e possível sensibilidade, recomendamos que converse com seu médico veterinário de confiança para escolher a melhor forma de prevenção para seu cachorro.

Referências Bibliográficas:

SILVA, I. P. M. – ERLIQUIOSE CANINA – REVISÃO DE LITERATURA . REVISTA CIENTÍFICA DE MEDICINA VETERINÁRIA – Ano XIII-Número 24 – Janeiro de 2015 – Periódico Semestral

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. São Paulo, Roca, 2003.

D.M. Aguiar, M.G. Ribeiro, W.B. Silva, J.G. Dias Jr, J. Megid, A.C. Paes – Hepatozoonose canina: achados clínico-epidemiológicos em três casos. Arq. Bras. Med.Vet. Zootec., v.56, n.3, p.411-413, 2004

Columbia University Irving Medical Center – Babesiosis

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Sarna Demodécica e Sarcóptica: Qual a diferença?

Sabia que nem toda a sarna é contagiosa? Essa é a principal diferença entre a sarna demodécica e a sarcóptica. Ambas provocam diversos distúrbios dermatológicos, no entanto, uma é contagiosa e tem cura, enquanto a outra não é contagiosa e tem apenas tratamento paliativo.

No geral, os problemas de pele têm características bem parecidas entre eles. Por isso, para saber se o cachorro tem sarna ou outra dermatite, é imprescindível levá-lo ao médico veterinário.

Além disso, existe uma terceira sarna chamada otodécica. No entanto é um tipo de sarna que fica mais localizada como veremos adiante.

Vamos conhecer melhor as diferenças entre as doenças.

Sarna Demodécica, Sarcóptica e Otodécica

Como mencionamos anteriormente, existem diversos tipos de sarna: a sarcóptica, a demodécica e existe também a orodécica que será brevemente descrita.

Sarna Otodécica

A Sarna Otodécica é um tipo de sarna pode ser passada de cachorros para gatos, e vice-versa, com facilidade. No entanto, só atinge os ouvidos dos animais. O ácaro responsável é o Otodectes cynotis e ele não apresenta perigo aos humanos.

Transmissão

A contaminação é muito rápida e pode se dar por um breve contato físico ou em locais infestados por este ácaro. Atinge mais comumente cães, gatos, coelhos e ferrets.

Sinais Clínicos

A doença causa coceira intensa na orelha/ouvido do animal e, de tanto ele coçar, pode acabar ferindo a região. Além da coceira, outro sinal que é, sem dúvida característico, é o acúmulo anormal de cera no local, que pode gerar uma otite.

Diagnóstico

O diagnóstico é possível através da visualização com o otoscópio. A confirmação do diagnóstico de é feita com a visualização do parasita (otodectes cynotis) dentro do ouvido. Além disso, pode ser feita a retirada de um pouco de exsudato como amostra e posterior visualização do mesmo com auxílio de lupa ou microscopia.

Tratamento

O tratamento deve ser feito em todos os animais da casa e no meio ambiente. Nos animais é necessário fazer uma boa limpeza do conduto auditivo retirando todo o material enegrecido para aplicar o medica

Existem medicamentos para instilar dentro do conduto auditivo, injetáveis ou até spot-on (tópico no pescoço).

Sarna Demodécica VS Sarna Sarcóptica

Ao contrário da sarna otodécica, a sarna demodécica e a sarcóptica atingem todo o corpo do animal, provocando lesões na pele e perda de pelos. No entanto, são transmitidas e provocadas por agentes diferentes.

Vamos conhecer as diferenças.

Sarna Demodécica

A sarna demodécica é conhecida também como demodicose ou sarna negra. Trata-se de uma dermatopatia parasitária inflamatória que pode acometer cães e gatos.

É causada por uma proliferação anormal de um ácaro do gênero Demodex, que, no entanto, é considerado parte da fauna cutânea normal dos animais, desde que achados em número baixo.

Apesar de atingir também gatos, a sarna demodécica é mais comum em cães. É uma doença generalizada, crônica e não possui cura. Esse tipo de sarna deve ser, portanto, controlada durante toda a vida do animal.

Etiologia

Como mencionado anteriormente, a sarna demodécica canina é provocada pelo Demodex canis.

Esse ácaro é um habitante natural da pele do animal, no entanto, por motivos ainda desconhecidos, em alguns casos, estes proliferam de uma forma tão acentuada que acabam causando lesões dermatológicas em seus portadores. Acredita-se que anormalidade genéticas e/ou de imunidade, possam provocar ou acentuar esse tipo de alteração.

A sarna demodécica tem forte ligação com componentes hereditários. Porém, existem outros fatores que influenciam diretamente. Animais com imunidade baixa, que passaram por separações, doenças como câncer, gestações ou mesmo cio, são mais suscetíveis à manifestação da doença.

Além disso, algumas raças também são mais propensas se comparado às outras. São elas:

  • Pastor Alemão;
  • Doberman;
  • Dálmata;
  • Boxer;
  • Pug.

No gato, duas espécies de ácaros podem provocar esse tipo de sarna: D.cati e D.criceti.

O ciclo vital do ácaro ocorre no hospedeiro e passa por quatro estágios principais:

  • ovo,
  • larva,
  • ninfa
  • adulto.

Acredita-se que o ciclo demore de 20 a 35 dias para se completar.

Transmissão da sarna demodécica.

A Sarna Demodécica é uma dermatopatia individual, não sendo considerada contagiosa. No entanto, é transmitida de mãe para filho durante os primeiros dias de vida, por meio do contato direto entre os dois.

O ácaro, portanto, não afeta pessoas ou outros animais adultos saudáveis.

Sinais Clínicos

A sarna demodécica pode ser localizada ou generalizada. Quando localizada, ela aparece tipicamente em cães com menos de um ano de idade, com lesões observadas, normalmente,  na cabeça e extremidades.

As lesões são áreas alopécicas que podem ter sinais variáveis de eritema, descamação, piodermatite e prurido. Apenas 10% dos cães apresentam a sarna demodécica generalizada.

A sarna demodécica generalizada é rara em adultos. É considerada como a forma mais grave da doença e se apresenta como uma dermatite crônica que se desenvolve em áreas como a cabeça, pernas e troncos. Os sinais clínicos comuns são:

  • Alopécia;
  • Descamação;
  • Piodermite severa;
  • Hiperpigmentação;
  • Formação de crostas.

Diagnóstico

Para diagnosticar corretamente a Sarna Demodécica, é necessário passar com consulta com o médico veterinário de confiança, já que tudo começa com uma boa anamnese e exame físico.

Primeiramente, sugere-se o raspado cutâneo ou biópsia.

Para descarte de outras doenças que provocam sintomas similares, sugere-se também a inclusão de exames laboratoriais como perfil bioquímico sérico, hemograma e urinálise. Outros testes relacionados a doenças endócrinas podem ser solicitados conforme a necessidade.

Tratamento

A sarna demodécica, principalmente quando localizada, tem tratamento paliativo. Ou seja, infelizmente não tem cura, mas com os devidos cuidados, o animal pode ficar assintomático pelo resto da vida.

Primeiramente deve-se oferecer alimentos de alta qualidade ao animal. Isso ajuda a promover a imunidade, condição essencial para combater o aparecimento das lesões. Além disso, as vitaminas e proteínas contidas em alimentos de alta qualidade, ajudam a manter a saúde da pele e dos pelos.

Em segundo lugar, e não menos importante, deve ser feito o controle dos ácaros através de medicamentos específicos. Veja mais em ‘Remédios para Sarna de cachorro: Como tratar a doença?‘.

Como ainda não é possível prevenir a doença, o ideal é evitar que ela se espalhe ainda mais. Para isso, é recomendado castrar animais portadores da doença.

Sarna Sarcóptica

A Sarna Sarcóptica, conhecida também como escabiose, é uma zoonose. Ou seja, trata-se de uma doença que pode ser transmitida de animais a humanos.

É uma dermatose parasitária causada por ácaros que vivem sobre ou no interior da pele do hospedeiro. As lesões características são provocadas por danos mecânicos provenientes da escavação dos ácaros na pele, substancias pruriginosas ou até mesmo por uma reação de hipersensibilidade desenvolvida contra um ou mais produtos extracelulares do ácaro.

Etiologia

A sarna sarcóptica é uma dermatose extremamente pruriginosa, papulocrostosa causada pelo ácaro epidérmico Sarcoptes scabiei (daí o nome escabiose).

O ácaro adulto é microscópico, possui uma forma grosseiramente circular e se caracteriza por dois pares de pernas curtas craniais (que portam longas hastes não-articuladas com ventosas) e dois pares de pernas rudimentares caudais, que não se estendem além da borda do corpo.

Embora possua preferência por cães, este ácaro pode facilmente afetar gatos e humanos. Entretanto, gatos com esse tipo de doença podem ter também outra doença subjacente, ou seja, a infecção com vírus da imunodeficiência felina.

O parasita possui um ciclo de vida que se completa de 17 a 21 dias, e se divide em quatro estágios: ovo, larva, ninfa e adulto.

Transmissão da sarna sarcóptica.

O Sarcoptes scabiei é suscetível à temperaturas altas e ressecamento, no entanto, consegue viver no ambiente até 21 dias.

Este tipo de sarna é altamente contagiosa e é transmitida principalmente pelo contato direto. Inclusive instrumentos de limpeza podem ser fontes de infecção.

Os ácaros sarcópticos preferem peles com pouco pelame, portanto são mais numerosos nas orelhas, cotovelos e abdome. Com a evolução da doença, os pelos caem e, eventualmente, os ácaros ocupam grandes áreas de pele.

Sinais Clínicos

Primeiramente, o parasita localiza-se na pele dos animais e gera uma dermatite muito pruriginosa e generalizada. O animal apresenta-se, na maioria dos casos, com pequenas crostas hemorrágicas e perda da pelagem nas regiões ventral, axilar, cotovelos, calcanhares e no focinho. No entanto, o quadro clínico pode ser mais abrangente.

A dermatite é acompanhada invariavelmente por produção exagerada de gordura, dando um aspecto e odor “rançoso” ao animal.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de pele faz-se pelo aspecto clínico do animal junto com a confirmação da
presença do ácaro na pele por um exame (raspagem de pele e observação ao microscópio).

Muitas vezes, e apesar do animal ser portador, o ácaro não é encontrado no exame referido. Este fato não deve ser suficiente para excluir esta doença dos diagnósticos possíveis. A resposta positiva à medicação acaricida (destinada a destruir os ácaros) é também diagnóstica.

O aparecimento simultâneo de vários animais com o mesmo problema ajuda a limitar as possibilidades de diagnóstico. No entanto, outras dermatoses parasitárias ou alérgicas devem ser consideradas no diagnóstico diferencial.

Tratamento

O tratamento consiste na medicação acaricida associada a medicação sintomática conforme necessidade. Podem ser, de fato, associadas antibioterapia, terapia para o prurido, banhos anti-sépticos, suplementos nutricionais específicos e outros.

A medicação acaricida pode ser administrada sob a forma injetável (sempre pelo médico veterinário), por banhos medicamentosos ou por via oral. Entretanto, recomenda-se o acompanhamento e indicação de um médico veterinário. Afinal de contas, algumas raças de cães possuem sensibilidade e/ou intolerância a determinados medicamentos.

As melhorias no aspecto do animal são visíveis poucos dias após o início do tratamento e, em regra, a cura completa pode ser conseguida após duas semanas.

Casos graves ou crônicos podem demorar mais tempo devido a dificuldade em reverter as alterações mais profundas que podem ocorrer na pele do animal, como seborréia oleosa, hiperqueratose, hiperpigmentação, ou seja, pele espessa, escura e gordurosa.

É imprescindível isolar os animais doentes. Além disso, deve-se ter muito cuidado ao manipula-los já que a doença é facilmente transmissível. Recomenda-se, portanto, o uso de materiais de proteção como luvas e protetores de roupa descartáveis ao realizar o tratamento.

Além disso, o ambiente contaminado por ácaros deve ser higienizado e tratado com um produto acaricida. Todos os animais co-habitantes devem ser tratados simultaneamente. Neste caso, pode ser útil verificar com seu médico veterinário de confiança a indicação de acaricidas por via oral como forma preventiva e de tratamento.

É possível prevenir a sarna demodécica, sarcóptica ou otodécica?

Sim, é possível prevenir as manifestações da sarna. Sem dúvida, a prevenção é sempre o melhor caminho para poupar sofrimento desnecessário, preocupações e o bolso. Conheça algumas formas de evitar o aparecimento das sarnas:

Mantenha seu cachorro saudável.

O fortalecimento do sistema imunológico do cachorro ajuda, sem dúvida, a conter a ação dos ácaros, impedindo o agravamento da doença. Isso é especialmente importante em portadores da sarna Demodécica, já que costuma reaparecer justamente quando a imunidade do animal está baixa.

Evite contato com animais infectados.

Essa recomendação vale para animais portadores de sarna sarcóptica e otodécica, ou seja, os casos em que a sarna é contagiosa. É muito importante evitar o contato com animais e pessoas infectadas, e evitar locais e objetos contaminados.

Cuidado com a predisposição à doença

Como a sarna Demodécica é pode ser transmitida de mãe para filhote, observe a genética antes de optar pelo cruzamento de cachorros. Recomenda-se a castração dos portadores.

Isolamento.

Caso suspeite que seu cachorro esteja com sarna, recomenda-se isolá-lo e chamar um médico veterinário para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Higienização

A higienização do local e dos objetos com desinfetante e água quente deve ser realizada corretamente. Além disso, considere descartar alguns materiais como o cobertores, para evitar um novo contágio. Mas, antes disso, lave-os com água fervente.

Lembre-se que, ao ir para o lixo, o material ainda vai entrar em contato com pessoas e animais e pode continuar transmitindo a doença.

Dedetização do ambiente

Essa é uma medida para evitar o contágio dos membros da casa e de outros animais, pois a sarna é facilmente transmitida.

Para isso, trate o ambiente com inseticida e higienize completamente as roupas do cão, caminha e todos os utensílios dele.

Lembre-se que o ácaro é resistente à maioria dos produtos de limpeza. Além disso, devido ao tempo do ciclo de vida e capacidade do ácaro de viver fora do animal, a casa precisa desse tratamento especial por pelo menos quatro semanas.

 

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. São Paulo, Roca, 2003.

FERRARI, M.L.; PRADO, M.O.;SPIGOLON, Z. SARNA SARCÓPTICA EM CÃES – Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Ano VI – Número 10 – Janeiro de 2008

SANTOS, L.M; MACHADO, J.A.C.; NEVES, M.F. DEMODICOSE CANINA: REVISÃO DE LITERATURA – Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Ano VII – Número 12 – Janeiro de 2009.

 

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Parvovirose tem cura? Como tratar a doença no cão?

Sabemos que as doenças infecciosas que acometem cachorros podem ser muito graves e até mesmo fatais. Uma dessas doenças é, sem dúvida, a parvovirose. No entanto, se diagnosticada logo, a parvovirose tem cura.

No Brasil, os primeiros surtos de infecção pelo vírus ocorreram por volta de 1980, atingindo cães de
todas as idades. Atualmente, a parvovirose canina é considerada uma doença endêmica no país, apresentando caráter extremamente contagioso e acometendo, principalmente, animais jovens, com até 6 meses de idade, não vacinados e/ou imunossuprimidos.

Vamos conhecer um pouco mais sobre essa doença infecciosa.

Parvovirose tem cura? Afinal, o que é o Parvovírus?

Parvovirose é o termo utilizado para designar a enfermidade infecto-contagiosa, cujo agente etiológico é um vírus chamado parvovírus canino tipo 2 (ou CPV-2), pertencente a família Parvoviridae, gênero Parvovirus.

Essa doença provoca mortalidade em um número considerável de cães até os dois anos de idade.

Desde o seu surgimento, já foram identificadas três variantes denominadas: CPV-2a, CPV-2b e CPV2c. Estudos que vinham sendo conduzidos no Brasil indicavam uma maior prevalência do
CPV-2b, entretanto, atualmente o CPV-2c vem assumindo um importante papel na epidemiologia das infecções por parvovírus canino.

Trata-se de um vírus esférico, com 18 a 26 nm de diâmetro, capsídeo icosaédrico e desprovido de envelope. Seu genoma é constituído por uma molécula de DNA linear fita simples.

É altamente resistente à inativação, podendo permanecer viável por meses ou anos em temperatura ambiente. As partículas virais não são inativadas pela maioria dos desinfetantes, porém, o hipoclorito de sódio, em contato com o vírus por um tempo prolongado é eficiente para a inativação do mesmo.

O parvovírus canino responsável por gastroenterite aguda parece estar limitado somente aos canídeos. Infecções naturais têm sido, de fato, descritas em cães domésticos (Canis familaris), cães-do-mato (Speothos venaticus), coiotes (Canis latrans), lobinhos (Cerdocyon thous) e lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus).

Transmissão da Parvovirose

Primeiramente, é importante esclarecer que o vírus é transmitido pela eliminação fecal e a porta de entrada é a via oral.

Durante o período agudo da doença, ou seja, 1 a 2 semanas após a contaminação inicial, são excretadas muitas partículas virais nas fezes. No entanto, o vírus pode estar presente em outras secreções durante essa mesma fase.

Pessoas que entram em contato com animais contaminados, podem acabar transportando material infeccioso para outros ambientes, contaminando assim, outros animais. Por isso, recomenda-se a higienização correta de fômites, ambiente e vestuário.

Acredita-se que a disseminação da doença se dá muito mais pela persistência do vírus no meio ambiente do que pelos portadores assintomáticos. A eliminação ativa do vírus nas fezes parece estar limitada nas primeiras duas semanas pós-inoculação. Entretanto, existem evidências que alguns cães podem eliminar o vírus periodicamente por mais de um ano.

Sinais e sintomas da Parvovirose

Os sinais de enteropatia começam, geralmente, 4 a 7 dias após a contaminação.

O parvovírus causa anorexia, depressão, febre, vômito e principalmente diarreia que pode ser abundante e até mesmo hemorrágica. Outra característica marcante, é o forte cheiro das fezes.

A parvovirose tem cura quando tratada desde o início. No entanto pode tornar-se fatal, particularmente em filhotes muito novos ou em cães de raças altamente suscetíveis como veremos à frente.

Além disso, a severidade da doença pode aumentar em presença de outros fatores concomitantes como estresse, condições de canil superlotado e/ou com higienização precária, infecção bacteriana secundária e doenças intercorrentes como cinomose, coronavirose, salmonelose, entre outras.

Durante o quadro clínico da doença, o animal infectado deve ser mantido isolado dos outros cães da casa. Além disso, deve-se evitar também a contaminação de jardins e lugares difíceis de serem desinfetados, e que, portanto, possam favorecer a persistência da partícula viral infectante.

Após a infecção ambiental recomenda-se o vazio sanitário por um período mínimo de 30 dias para introdução de outro animal.

Fatores Predisponentes

Fatores predisponentes à moléstia grave são a idade, os fatores genéticos, condições imunológicas, estresse e infecções simultâneas com parasitas e/ou bactérias intestinais.

A idade tem mostrado uma forte relação com o agravamento da enfermidade. De fato, filhotes com menos de seis meses de idade apresentam uma necessidade maior de internação e cuidados intensivos, quando comparado com animais mais idosos.

Além disso, algumas raças de cachorros parecem ter mais riscos e suscetibilidade à forma mais severa da doença. Entre elas estão os Rottweilers, Dobermans, Pit Pulls, Pastores Alemães, e Labradores. O motivo desta suscetibilidade, no entanto, é desconhecida.

Como é feito o diagnóstico da parvovirose?

Antes de tudo, é feito o diagnostico clínico, ou seja, é feita a avaliação física do paciente com anamnese adequada.

O diagnóstico clínico da parvovirose é sugestivo, mas deve sempre ser diferenciado de gastroenterites bacterianas como a salmonelose e de outras gastroenterites virais como a cinomose.

O diagnóstico laboratorial do parvovírus canino pode ser realizado pela detecção do vírus nas fezes, vômitos ou na necrópsia.

Existem diversos testes disponíveis para auxiliar no diagnóstico e assegurar um tratamento rápido e eficaz, conforme a fase da doença:

Hemograma

O parvovírus tem atração por células que se multiplicam rápido, como as células das criptas intestinais e as precursoras da medula óssea.

Um dos achados mais característicos do hemograma de um animal doente, é certamente a neutropenia, ou seja, o nível muito baixo dos neutrófilos que são um tipo de glóbulo branco, que ajudam no combate das infecções destruindo bactérias e fungos.

A neutropenia é, portanto, um achado importante da parvovirose, contribuindo para a progressão sistêmica de infecções bacterianas.

A linfopenia, ou seja, a quantidade reduzida de linfócitos no sangue, também pode ser vista, já que acompanha infecções virais em geral.

Deve-se ter em mente que o hemograma registra um panorama momentâneo do quadro clínico do animal. Sendo assim, recomenda-se repetir o exame 24 a 48 horas após a admissão ao hospital caso não haja alterações iniciais ou, ainda, para monitorar as contagens leucocitárias durante o tratamento.

Bioquímica Sérica

Hipoglicemia (diminuição da glicose), hipocalemia (diminuição do potássio), azotemia pré-renal (ureia e creatinina aumentadas) e bilirrubina ou enzimas hepáticas aumentadas são usualmente obtidos nestes casos, através da análise bioquímica sérica. No entanto, os resultados são inespecíficos, ou seja, podem estar associados a outras doenças.

Sorologia

A detecção de anticorpos dos tipos IgM ou IgG pode ser útil como apoio à confirmação da doença.

Títulos elevados de IgM são esperados após infecção natural ou vacinação recente (em especial a primovacinação). Desta forma, títulos altos de IgM em um animal sem histórico de vacinação e com quadro clínico compatível são diagnósticos.

Com o tempo, ocorre uma mudança no perfil de produção de anticorpos, no qual predominam os anticorpos do tipo IgG. É importante a repetição do exame em 2 a 4 semanas para verificar se houve soroconversão nos casos duvidosos.

Pesquisa de vírus por microscopia eletrônica:

Este teste é muito eficiente já que através do microscópio é possível identificar o agente causador da Parvovirose. No entanto, não é certo que o vírus esteja presente na amostra coletada, o que pode dar um resultado falso.

Uma vantagem do método é que outros vírus podem ser identificados na amostra sob análise.

Reação em cadeia da polimerase (PCR):

A PCR é uma técnica de alta especificidade e sensibilidade, sendo amplamente utilizada como método diagnóstico do Parvovírus.

Esta técnica é capaz de detectar títulos mínimos do agente em diversos tipos de amostras biológicas, mesmo com o vírus não mais infeccioso. Entretanto, essa técnica molecular exige
infraestrutura laboratorial especializada, além de ter maior custo quando comparada a outras metodologias de diagnóstico.

Hemaglutinação:

A teste de Hemaglutinação é um método específico e rápido para a detecção da Parvovirose nas fezes. Além disso, possibilita a determinação do título viral, sendo um teste quantitativo.

No entanto, após os primeiros dias da enfermidade, o título viral fecal reduz devido à presença de anticorpos no lúmen intestinal que podem se ligar ao vírus, impedindo a hemaglutinação, fato que diminui a sensibilidade da técnica.

Outra desvantagem é a necessidade de constante acesso a suínos saudáveis como doadores de hemácias.

Teste de imunocromatografia

Em um trabalho de avaliação comparativa entre três testes de laboratório para o diagnóstico da parvovirose canina, o teste rápido de imunocromatografia mostrou ser eficaz para a detecção do agente, apresentando maior sensibilidade que o teste de hemaglutinação.

É um excelente método de diagnóstico, levando em consideração o baixo custo e a praticidade na rotina clínica, oferecendo maior segurança para o veterinário, principalmente em situações em que é preciso tomar decisões rápidas, uma vez que o resultado pode ser visualizado após poucos minutos, sem necessidade de qualquer instrumento para leitura, ao contrário dos demais testes.

Este teste, é de fato de fácil acesso aos veterinários já que existem Kits comerciais de diagnóstico.

Parvovirose tem cura?

Finalmente, chegamos ao tão esperado ponto. Sim, parvovirose tem cura. No entanto, o sucesso do tratamento dependerá muito da idade do animal, condição física geral, raça e fase da doença no momento do diagnóstico.

O tratamento recomendado para gastroenterite pelo parvovírus é de suporte. Os principais objetivos do tratamento são, de fato, restabelecer e manter o equilíbrio eletrolítico e minimizar a perda de líquidos.

Nas primeiras 24 a 48 horas, ou até cessarem os vômitos, deve-se suspender completamente a alimentação e ingestão de líquidos por via oral. Recomenda-se a aplicação de fluidoterapia, antieméticos, antibióticos e, em alguns casos, também é necessária a transfusão sangüínea.

Parvovirose tem cura, mas a prevenção é sempre a melhor escolha.

Como vimos anteriormente, parvovirose tem cura. No entanto é sempre mais recomendado prevenir as doenças. A vacinação dos cães é, sem dúvida, o tratamento profilático mais recomendado.

As vacinas confiáveis são aquelas aplicadas por médicos veterinários. De fato, apenas estes profissionais podem adquirir este tipo de medicamento de fabricantes sérios. Além disso, existe todo um controle de temperatura e armazenagem.

Essas vacinas são conhecidas como vacinas polivantentes (conhecidas também como V8 ou V10). São altamente recomendadas pois protegem contra 7 doenças infecciosas graves como cinomose, hepatite infecciosa canina, parvovirose, leptospirose, adenovirose, coronavirose e parainfluenza canina.

A primeira dose deve ser aplicada em filhotes com 45 dias de idade, seguida de reforço a cada 21-30 dias. Depois de terminar as primeiras doses, a vacina deve ser repetida anualmente, durante toda a vida do cachorro.

Apesar de todos os esforços na prevenção e controle da parvovirose canina, esta doença continua a ser um problema na clínica médica veterinária, ressaltando a importância de campanhas de esclarecimento constantes.

Considerações Finais

Caso perceba que seu cão começou a apresentar vômito e diarreia com ou sem sangue, falta de apetite e outros sintomas, leve-o para uma consulta o quanto antes.

A busca por tratamentos caseiros na internet, pode acabar roubando um tempo precioso que poderia ser utilizado para o tratamento do animal. Como vimos, a parvovirose tem sinais que podem ser facilmente confundidos com outras doenças, no entanto, se não tratado a tempo, pode ser fatal.

Cada animal precisará de um suporte personalizado e intensivo, dependendo de seu estado. E quanto mais demorar para buscar ajuda de um profissional, mais tempo o vírus tem para causar danos ao pet.

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. São Paulo, Roca, 2003.

TECSA Diagnósticos Pet. PARVOVIROSE CANINA – CORRETO DIAGNÓSTICO DA DOENÇA, PCR-RT.

RODRIGUES; B.; MOLINARI, B.L.D. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE PARVOVIROSE
CANINA: REVISÃO DE LITERATURA – Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research – BJSCR. Vol.21,n.2,pp.127-134 (Dez 2017 – Fev 2018)

Miyabe, F.M.; Pereira, F.L; Silva, A.P.; Beuttemmüller, E.A.; Possatti, F.; Balbo, L.C.; Facimoto, C.T.; Favero, L.M.; Alfieri, A.A.; Alfieri, A.F. AVALIAÇÃO COMPARATIVA DE TRÊS TESTES LABORATORIAIS PARA O DIAGNÓSTICO DA PARVOVIROSE CANINA. Anais do I COPESAH, 2016

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Saúde & Alimentação

Leishmaniose visceral canina: o que é e como tratar.

No Brasil, a Leishmaniose Visceral Canina é doença de notificação compulsória. Requer, portanto, uma ampla investigação epidemiológica para definir as estratégias de controle.

Existe, de fato, um programa de controle coordenado pelo Ministério da Saúde que tem como objetivo reduzir as taxas de letalidade, grau de morbidade e riscos de transmissão, mediante controle das populações de reservatórios e do vetor, além do diagnóstico e tratamento precoce dos casos humanos da doença.

O que é a Leishmaniose Visceral Canina?

A Leishmaniose Visceral Canina é uma antropozoonose. Ou seja, é uma doença própria de animais, mas pode ser transmitida de maneira acidental para seres humanos.

É causada por um protozoário parasita que é transmitido entre animais (cães, roedores) através da picada de certos tipos de mosquito. Quando o mosquito infectado pica um ser humano, a doença é transmitida para o homem.

O período de incubação varia de 1 mês a 2 ou mais anos. Os sinais clínicos mais frequentes são:

  • Aumento dos gânglios linfáticos,
  • crescimento exagerado das unhas,
  • perda de pelo,
  • úlceras e descamação da pele,
  • emagrecimento,
  • atrofia muscular,
  • sangramento nasal,
  • anemia,
  • alterações dos rins, fígado e articulações.

No entanto, a Leishmaniose canina apresenta diferentes sinais clínicos e diversos graus de gravidade, podendo estar associada a outras doenças concomitantes.

É importante dizer, também, que trata-se de uma doença que pode ser assintomática. Além disso, mesmo quando tratado, o cachorro permanece um reservatório.

Há dois tipos de Leishmaniose:

Outra informação importante, é que há dois tipos de Leishmaniose: a visceral e a tegumentar.

  • Leishmaniose visceral canina- também conhecida como calazar. É a forma mais severa da doença. Além disso, é considerado o terceiro maior assassino parasitário no mundo, depois da malária e da amebíase.
  • Leishmaniose cutânea (ou tegumentar) – forma mais comum de leishmaniose. Caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Neste artigo, devido a sua gravidade e importância epidemiológica, focaremos na Leishmaniose Visceral Canina.

A importância da Leishmaniose Visceral Canina no Brasil

No Brasil, a leishmaniose visceral canina possui alta incidência e ampla distribuição. A maior preocupação em relação à doença reside na possibilidade de assumir formas graves e letais quando associada ao quadro de má nutrição e infecções concomitantes.

O Brasil responde por 90% dos casos de leishmaniose visceral canina da América Latina. Em 2016, o Ministério da Saúde recebeu 3.626 notificações de casos da doença em humanos e 275 mortes foram registradas em todo o País. Somente no Estado de São Paulo, foram 119 pessoas atingidas pela doença e 11 óbitos.

A transmissão da leishmaniose visceral canina ocorre pela picada do mosquito-palha e afeta principalmente cães, gatos e humanos. É uma doença que leva ao óbito em até 90% dos casos não tratados e, até recentemente, cães infectados eram submetidos à eutanásia por serem hospedeiros do vetor.

Como é transmitida a Leishmaniose Visceral Canina

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença infecciosa zoonótica grave e, como vimos anteriormente, encontra-se em franca expansão para grandes centros urbanos em todo o Brasil.

É causada por espécies do gênero Leishmania, pertencentes ao complexo Leishmania (Leishmania) donovani. No Brasil, o agente etiológico é a L. chagasi, espécie semelhante à L. infantum que é encontrada, por sua vez, em alguns países do Mediterrâneo e da Ásia.

Este parasita é transmitido pela picada da fêmea do flebotomíneo Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, este ultimo de ocorrência no estado do Mato Grosso do Sul. Em áreas urbanizadas o cão doméstico é o principal reservatório do parasita.

Os insetos vetores são conhecidos como mosquito palha ou ainda, no interior do estado de São Paulo, como birigui, canguinha ou asa dura. São de habito noturno, ou seja, tem maior atividade durante o entardecer até o amanhecer. Além disso, desenvolvem-se em locais úmidos, sombreados e ricos em matéria orgânica.

A transmissão da doença ocorre quando a fêmea do vetor se alimenta de sangue de um cão infectado. Assim, o parasita se multiplica e desenvolve em seu tubo digestivo, tornando-se, enfim, infectante. Essas formas infectantes da leishmania, no momento da alimentação da fêmea do vetor, serão inoculadas em um novo individuo.

Lutzimyia longipalpis, o inseto transmissor da Leishmaniose Visceral Canina

O mosquito-palha, cujo nome científico é Lutzomyia longipalpis, é um inseto díptero hematófago da subfamília denominada Phlebotominae, subordem Nematocera, família Psychodidae.

Dos gêneros de flebotomíneos, o Lutzomyia é o maior e de mais ampla distribuição geográfica, com representantes desde os Estados Unidos até o norte da Argentina. Além disso, é o principal transmissor da leishmaniose.

Sua a cor é amarelada, possui cabeça com antenas longas, asas grandes, revestidas de cerdas.

Machos e fêmeas possuem algumas diferenças físicas. Os machos, de fato, possuem mandíbulas rudimentares, não sendo capazes de penetrar na pele dos vertebrados e nem de se alimentar de sangue. Os machos são, portanto, fitófogos, enquanto as fêmeas são hematófogas.

O ciclo biológico do L. longipalpis

O ciclo biológico deste inseto se processa no ambiente terrestre e compreende quatro fases de desenvolvimento:

  • ovo,
  • larva (com quatro estágios),
  • pupa
  • adulto.

Após a cópula, as fêmeas colocam seus ovos sobre um substrato úmido no solo e com alto teor de matéria orgânica. Essa escolha, serve para garantir a alimentação das larvas.

Ao eclodirem os ovos, as larvas alimentam-se vorazmente. Desenvolvem-se em média entre 20 a 30 dias, de acordo com as condições do meio ambiente.

Após esse período as larvas de quarto estágio transformam-se em pupas. O período pupal em condições favoráveis tem duração média de uma a duas semanas. No desenvolvimento do ovo ao inseto adulto decorre um período de aproximadamente 30 a 40 dias de acordo com a temperatura.

Em áreas urbanas, os animais domésticos são a principal fonte de alimentação das fêmeas no ambiente doméstico. A longevidade das fêmeas é estimada em 20 dias.

Sinais e sintomas da Leishmaniose Visceral Canina

A maioria dos cães com Leishmaniose, não desenvolve sinais e sintomas clínicos aparentes da doença. Ou seja, na maioria das vezes a doença é assintomática.

No entanto, quando esta se manifesta, os sinais mais característicos são:

  • Feridas (na pele, no focinho, orelhas, articulações e cauda) que demoram a cicatrizar;
  • Descamação e perda de pelos;
  • Crescimento exagerado das unhas, com espessamento e em formato de garras.
  • Problemas oculares, que ocorrem em 80% dos casos. Portanto, sinais como secreções persistentes, piscadas excessivas e incômodo nos olhos, merecem atenção.
  • Nas patas, pode ocorrer infecção (pododermatite). Além disso,  a pele pode se tornar grosseira por excesso de produção da queratina (hiperqueratose dos coxins).
  • Presença de nódulos e caroços. Isso acontece porque o sistema de defesa do organismo age contra o ataque da leishmania. Isso acaba aumentando o volume dos gânglios linfáticos em várias partes do corpo do animal ao mesmo tempo, ou de forma localizada.

Sintomas variáveis da leishmaniose em cães

Além dos sinais e sintomas descritos acima, a leishmaniose visceral canina também possui sintomas variáveis. Ou seja, muitas vezes, o parasita pode prejudicar diversos órgãos internos como rins, fígado, ou mesmo estruturas como o sistema digestivo. Haverá, portanto, sintomas diferentes dependendo dos órgãos afetados.

Entre os sinais mais comuns estão vômito, diarreia, sangramento nas fezes, perda de apetite, desidratação e irregularidade no trato urinário. Quando a medula óssea é atacada, por exemplo, a produção de células sanguíneas diminui. Isso pode gerar anemia e deixá-lo predisposto a novas infecções.

Por conta da incidência no sistema imunológico, o cachorro infectado frequentemente apresenta indícios de outras doenças.

Diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina

Como mencionado anteriormente, muitas vezes o portador da leishmaniose permanece assintomático. Por isso, é de suma importância que o profissional da área esteja atualizado quanto aos métodos de diagnóstico. Inclusive, os exames devem ser de rotina em áreas endêmicas.

Além de ser importante para o tratamento precoce do animal, o diagnostico correto e rápido pode salvar muitas vidas, já que o cachorro infectado torna-se reservatório da doença.

O diagnóstico clínico da leishmaniose visceral canina é difícil de ser realizado devido à variedade de sintomas da doença, que pode ser confundido com muitas doenças como, por exemplo, brucelose, babesiose, toxoplasmose, entre outras.

As alterações laboratoriais encontradas no hemograma, ou nos exames de função renal
ou hepática, são inespecíficos, tornando o diagnóstico laboratorial ou parasitológico
necessários para a confirmação da suspeita.

Os métodos conhecidos atualmente para o diagnóstico da leishmaniose são, portanto, o
diagnóstico clínico, parasitológico, sorológico, imunológico, molecular e cultivo parasitológico.

Os métodos sorológicos que visam a detecção de anticorpos anti-Leishmania são aqueles utilizados principalmente em campanhas de inquéritos epidemiológicos, já que, entre os exames, são os mais precisos, apesar de não serem 100% confiáveis.

Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina

A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença que não tem cura e representa uma grave ameaça à saúde pública.

Embora não transmitam a doença diretamente a humanos, os cães são o principal reservatório urbano da Leishmania, que infecta pessoas por meio da picada do mosquito-palha. Por isso, o tratamento de animais infectados com medicamentos que não tenham a eficácia comprovada, é proibido no Brasil.

No ano de 2017, os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Saúde aprovaram a comercialização do primeiro medicamento para tratamento da leishmaniose visceral canina: o MilteforanTM, desenvolvido pela Virbac.

A droga, todavia, não cura a doença. No entanto, promove uma grande diminuição na carga parasitária presente no sangue do animal, reduzindo o desenvolvimento dos sinais característicos.

Este tratamento, entretanto, requer monitoramento periódico de um médico veterinário e deverá ser administrado até o fim da vida do animal, assim como devem ser mantidas obrigatoriamente as medidas preventivas.

Todavia, dependendo do quadro de saúde do animal, condição econômica do proprietário e grau de responsabilidade do mesmo, o médico veterinário pode determinar que o medicamento não é uma opção. De fato, o alto custo da droga é outro fator limitante, que pode inviabilizar o tratamento, já que exige acompanhamento veterinário regular e se estende até o fim da vida do animal.

No caso dos animais que não podem ser submetidos ao tratamento, e que não podem permanecer isolados e confinados, é recomendada a eutanásia como forma de prevenção de alastramento da doença.

A medida é prevista no decreto nº 51.838 de 14 de março de 1963, que lista as normas técnicas para o combate às leishmanioses.

Controle e Prevenção

Para evitar a infecção pela leishmaniose visceral canina, os médicos veterinários recomendam a adoção de algumas medidas por parte dos tutores de cães e gatos.

  • Coleiras repelentes: As coleiras com substâncias repelentes estão entre as medidas mais eficientes. A deltametrina é o elemento químico recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos animais com o mosquito transmissor.
  • Barreiras físicas: Revestir janelas e portas de canis ou viveiros com redes e telas é outra medida preventiva eficiente. Como o inseto se alimenta no período noturno, em regiões quentes e com incidência de leishmaniose, é recomendável abrigar os animais em seus refúgios após o fim de tarde.
  • Limpeza de locais abertos: Como o mosquito-palha se reproduz em locais com matéria orgânica, é preciso manter quintais limpos e evitar o acúmulo de lixo e água parada. A higiene é uma das melhores medidas de prevenção contra a Leishmaniose. Terrenos abandonados e locais com muitas árvores e sem manutenção devem ser evitados pelos tutores.
  • Exames periódicos: Todas as medidas acima devem ser acompanhadas de consultas regulares ao veterinário. Somente este profissional está capacitado para identificar os sintomas e promover o tratamento recomendado.
  • Por último, mas não menos importante, há recomendação de vacina que, no entanto, ainda gera polêmicas.

Vacina contra Leishmaniose Visceral Canina

A única vacina aprovada pelo MAPA para o controle da doença, chama-se LeishTec. No entanto, apenas animais soronegativos podem ser vacinados. É, portanto, obrigatório o exame sorológico negativo e exame clínico antes da vacinação, certificando que o animal não apresenta nenhum sintoma clínico da doença.

Isso deve-se ao fato que, após a vacina, o animal pode resultar como positivo para leishmaniose nos exames.

Segundo o site do fabricante, Ceva, Em estudo, a Leish-Tech obteve como resultado 96,41% de proteção contra a Leishmaniose Visceral Canina no grupo vacinado, o que corresponde a 71,3% de eficácia vacinal.

A vacinação deve ser feita a partir dos 4 meses de idade. Deverão ser aplicadas 3 doses iniciais com intervalos de 21 dias e posteriormente, deverá ser feito o reforço anual, como acontece com todas as outras vacinas.

Além disso, deve ser assinado o certificado de vacinação pelo responsável do cão ao iniciar o protocolo vacinal, individualmente para cada animal, o qual deve ser obtido no site da Leish-Tech pelo médico veterinário. É necessário guardar o certificado por pelo menos 3 anos, por recomendação do MAPA.

Enfim, devido à importância da erradicação da doença no País e ineficiência dos métodos de controle utilizados até hoje, está avançando um projeto de lei que torna obrigatória e gratuita a vacina contra Leishmaniose.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Confira o Projeto de Lei 1738/2011.

Referências Bibliográficas:

Célia M.F.G., Maria N. M. Leishmaniose visceral no Brasil: quadro atual, desafios e perspectivas. Revista Brasileira de Epidemiologia

Dotta, S.C.N., Estangari, R.F., Zappa, V. – MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Ano VII, Número 12, Jan 2009.

https://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/569957-AGRICULTURA-APROVA-VACINACAO-OBRIGATORIA-E-DE-GRACA-CONTRA-LEISHMANIOSE-ANIMAL.html

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Remédios para Sarna de cachorro: como tratar a doença?

Sarna é o nome que se dá a uma série de doenças provocadas por ácaros, que podem acometer animais de estimação e, dependendo do tipo de sarna, até mesmo o homem. No entanto, o cachorro continua sendo a vítima mais frequente destas dermatoses. Qual seriam então os remédios para sarna de cachorro mais indicados?

Sarna Demodécica, Sarcóptica e Otodécica

No texto ‘Sarna demodécica e Sarcóptica: Qual a diferença?‘ é possível aprender mais sobre os três tipos de sarnas que acometem os cachorros, ou seja, a Sarna Otodécica, a Sarcóptica e Demodécica.

No entanto, é importante explicar as principais diferenças entre elas.

Sarna Otodécica

A Sarna Otodécica é um tipo de sarna pode ser passada de cachorros para gatos, e vice-versa, com facilidade. No entanto, só atinge os ouvidos dos animais. O ácaro responsável é o Otodectes cynotis e ele não apresenta perigo aos humanos.

A doença causa coceira intensa na orelha/ouvido do animal e, de tanto ele coçar, pode acabar ferindo a região. Além da coceira, outro sinal que é, sem dúvida característico, é o acúmulo anormal de cera no local, que pode gerar uma otite.

Sarna Demodécica

Conhecida também como demodicose ou sarna negra. Trata-se de uma dermatopatia parasitária inflamatória que pode acometer cães e gatos.

É causada por uma proliferação anormal de um ácaro do gênero Demodex, que, no entanto, é considerado parte da fauna cutânea normal dos animais, desde que achados em número baixo.

Apesar de atingir também gatos, a sarna demodécica é mais comum em cães. É uma doença generalizada, crônica e não possui cura. Esse tipo de sarna deve ser, portanto, controlada durante toda a vida do animal.

É transmitida de mãe para filho durante os primeiros dias de vida, por meio do contato direto entre os dois. O ácaro, portanto, não afeta pessoas ou outros animais adultos saudáveis.

A sarna demodécica pode ser localizada ou generalizada. Quando localizada, ela aparece tipicamente em cães com menos de um ano de idade, com lesões observadas, normalmente,  na cabeça e extremidades.

As lesões são áreas alopécicas que podem ter sinais variáveis de eritema, descamação, piodermatite e prurido.

Sarna Sarcóptica

A Sarna Sarcóptica, conhecida também como escabiose, é uma zoonose. Ou seja, trata-se de uma doença que pode ser transmitida de animais a humanos.

É uma dermatose parasitária causada por ácaros que vivem sobre ou no interior da pele do hospedeiro. Este tipo de sarna é altamente contagiosa e é transmitida principalmente pelo contato direto. Inclusive instrumentos de limpeza podem ser fontes de infecção.

Os ácaros sarcópticos preferem peles com pouco pelame, portanto são mais numerosos nas orelhas, cotovelos e abdome. Com a evolução da doença, os pelos caem e, eventualmente, os ácaros ocupam grandes áreas de pele.

O animal apresenta prurido intenso e, na maioria dos casos, com pequenas crostas hemorrágicas e perda da pelagem nas regiões ventral, axilar, cotovelos, calcanhares e no focinho. No entanto, o quadro clínico pode ser mais abrangente.

A dermatite é acompanhada invariavelmente por produção exagerada de gordura, dando um aspecto e odor “rançoso” ao animal.

Remédios para sarna de cachorro. Qual escolher?

Hoje em dia, o mercado de remédios para sarna de cachorro é enorme. De fato, existem várias opções de remédio para sarna canina.

Existem diferentes tipos de medicamentos: comprimidos, medicamentos injetáveis, sprays tópicos, pour on, pomadas e inclusive produtos para banhos como sabonetes com ação antisséptica específicos para cães com sarnas.

O remédio para sarna de cachorro ideal, evita o contágio em outros animais e reduz o incômodo da coceira e das feridas. No entanto, é imprescindível que o tratamento seja recomendado pelo médico veterinário. Isso porque alguns dos medicamentos indicados para a sarna canina podem ser tóxicos para determinadas raças de cachorro.

Além disso, o veterinário deverá avaliar a condição clínica do animal, condição da moradia, e principalmente, deverá diagnosticar o tipo de sarna para obter sucesso no tratamento.

O tratamento, de fato, varia de acordo com o tipo da doença e a gravidade. Entre as terapias mais comuns estão os banhos com shampoos e sabonetes especiais e remédio para sarna de cachorro com aplicação tópica, podendo ser cremes, pomada, sprays e aerossol.

Alguns casos, exigem a utilização de remédio para sarna de cachorro via oral ou injetável.

Prevenção é o melhor remédio para sarna de cachorro

Com alguns cuidados, é possível prevenir o aparecimento das sarnas. Sem dúvida, a prevenção é sempre o melhor caminho para poupar sofrimento desnecessário, preocupações e o bolso.

Para isso, podem ser utilizados, em conjunto, remédios para sarna de cachorro comercializados em pet shops e atitudes preventivas.

Comprimidos

É muito importante utilizar remédios para sarna de cachorro em modo preventivo. Há, hoje em dia, uma série de comprimidos de última geração que funcionam como antipulgas e sarnicidas. Pergunte ao seu veterinário de confiança sobre isso. Ele irá avaliar o caso e, certamente, indicar o melhor tipo e marca para seu cachorro.

Hoje em dia, no mercado há duas marcas de comprimidos que prometem o tratamento e prevenção de sarnas: Bravecto e Simparic.

Pour on

Medicamentos Pour on são aqueles vendidos em pipetas cujo conteúdo deve ser derramado na nuca do animal. No entanto, alguns cães podem ter reações alérgicas a esses produtos.

Alguns pour-on encontrados no mercado, são eficientes no tratamento e prevenção de sarnas e outros ectoparasitas.

Coleiras anti sarna

Outra forma preventiva eficiente se dá através do uso de coleiras como a Preventic, do fabricante Virbac. Trata-se, de fato, de uma coleira que protege o animal contra a infestação por carrapatos. Além disso é adjuvante no tratamento e controle da sarna demodécica.

Atitudes preventivas

Mantenha seu cachorro saudável.

O fortalecimento do sistema imunológico do cachorro ajuda, sem dúvida, a conter a ação dos ácaros, impedindo o agravamento da doença. Isso é especialmente importante em portadores da sarna Demodécica, já que costuma reaparecer justamente quando a imunidade do animal está baixa.

Evite contato com animais infectados.

Essa recomendação vale para animais portadores de sarna sarcóptica e otodécica, ou seja, os casos em que a sarna é contagiosa. É muito importante evitar o contato com animais e pessoas infectadas, e evitar locais e objetos contaminados.

Cuidado com a predisposição à doença

Como a sarna Demodécica pode ser transmitida de mãe para filhote, observe a genética antes de optar pelo cruzamento de cachorros. Recomenda-se a castração dos portadores.

Isolamento.

Caso suspeite que seu cachorro esteja com sarna sarcóptica ou otodécica, recomenda-se isolá-lo e chamar um médico veterinário para iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Higienização

A higienização do local e dos objetos com desinfetante e água quente deve ser realizada corretamente. Além disso, considere descartar alguns materiais como o cobertores, para evitar um novo contágio. Mas, antes disso, lave-os com água fervente.

Lembre-se que, ao ir para o lixo, o material ainda vai entrar em contato com pessoas e animais e pode continuar transmitindo a doença.

Dedetização do ambiente

Essa é uma medida para evitar o contágio dos membros da casa e de outros animais, pois a sarna é facilmente transmitida.

Para isso, trate o ambiente com inseticida e higienize completamente as roupas do cão, caminha e todos os utensílios dele.

Lembre-se que o ácaro é resistente à maioria dos produtos de limpeza. Além disso, devido ao tempo do ciclo de vida e capacidade do ácaro de viver fora do animal, a casa precisa desse tratamento especial por pelo menos quatro semanas.

Considerações finais sobre remédios para sarna de cachorro.

Por mais que seja sentador, nunca trate um animal sem ter conhecimento da doença ou das sensibilidades individuais. Por isso, sempre consulte um médico veterinário.

Recomendações erradas podem acabar provocando problemas muito maiores. Um exemplo disso é o uso indevido da Ivermectina. Esse é um medicamento que é muito utilizado por ser eficiente e de baixo custo, e é indicado também como remédio para sarna de cachorro. No entanto, não pode ser usada em cães das raças Collie, Pastor de Shetland, Border Collie, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e seus cruzamentos. Cães dessas raças, podem, de fato, vir a óbito se utilizarem esse medicamento.

Ao comprar ou adotar um animal de estimação, a qualidade de vida e saúde deste se tornam de sua responsabilidade. Por isso, procure sempre proporcionar o diagnóstico e tratamento correto. Dessa forma, o problema poderá ser resolvido de forma mais rápida e em segurança.

 

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. São Paulo, Roca, 2003.

FERRARI, M.L.; PRADO, M.O.;SPIGOLON, Z. SARNA SARCÓPTICA EM CÃES – Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. Ano VI – Número 10 – Janeiro de 2008

SANTOS, L.M; MACHADO, J.A.C.; NEVES, M.F. DEMODICOSE CANINA: REVISÃO DE LITERATURA – Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, Ano VII – Número 12 – Janeiro de 2009.

 

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Tosse seca em cachorro: quais as principais causas?

Primeiramente, é importante esclarecer que a tosse seca em cachorro é uma reação do corpo a algum processo de irritação das vias aéreas ou respiratórias. Essa irritação, no entanto, pode ser provocada por diversos fatores como episódios alérgicos, agentes infecciosos ou até mesmo algum problema cardíaco.

Portanto, ao perceber tosse seca no cachorro, o tutor deve observar alguns fatores. Entre eles é importante avaliar:

  • A frequência,
  • Tipo de tosse – tosse seca ou produtiva? Com presença de sangue, pus ou catarro?
  • Presença de febre,
  • Nível de cansaço,
  • Falta de ar e inchaço nas vias respiratórias.

Além disso, é importante distinguir uma tosse de um engasgo, espirro, chiado, entre outros, para ajudar seu veterinário na hora do diagnóstico.

Tosse seca em cachorro – Quais são os problemas que afetam as vias respiratórias.

A tosse seca em cachorro pode ser provocada por alguns fatores como:

  • Obstruções;
  • Lesões provocadas por mordidas ou atropelamentos;
  • Mau uso de enforcadores;
  • Latidos persistentes.

Os fatores mencionados acima provocam, sem dúvida, algum tipo de trauma nas vias respiratórias dos cães e consequente irritação. Por isso, podem provocar uma tosse seca em resposta ao trauma. No entanto, há uma série de patologias que também podem provocar a tosse seca. Entre elas, estão:

  • Tosse dos canis;
  • Colapso de Traqueia;
  • Irritação das vias respiratórias;
  • Fibrose Pulmonar;
  • Doença Cardíaca;
  • Neoplasia Pulmonar.

Tosse dos Canis – uma das causas mais comuns de tosse seca em cachorro.

Nas estações mais frias do ano, e com umidade mais baixa há, sem dúvida, um aumento no número de casos de contaminações por Tosse dos Canis.

É importante, no entanto, explicar que a Tosse dos Canis, conhecida também como Gripe Canina, é um complexo de doenças infecciosas altamente contagiosas. Os agentes mais comuns que causam esta condição são: o vírus da parainfluenza, a Bordetella bronchiseptica e o Adenovírus.

Para cães que se infectam com um único agente, a doença é geralmente branda e auto-limitante, ou seja, acaba passando sozinha. Entretanto, permanece alta a ocorrência de infecções causadas por múltiplos agentes, com conseqüente agravamento dos sinais clínicos.

Estas doenças têm em comum o acometimento do trato respiratório causando tosse seca. Além disso, são de fácil contaminação. Por isso, costumam se desenvolver com facilidade em ambientes onde a proximidade entre os cachorros é grande, como nos canis.

A tosse dos canis é transmitida através do ar ou pelo contato com acessórios contaminados (bebedouros, brinquedos, comedouros). Fatores ambientais tais como frio, disposição do canil e umidade são condições que aumentam, e muito, a suscetibilidade à doença.

Agentes causadores da tosse dos canis

Como mencionado anteriormente, a tosse seca é causada principalmente por agentes infecciosos que acometem os cães nas épocas mais frias do ano, ou seja, outono e inverno.

Entre os agentes infecciosos estão o Adenovírus, a Parainfluenza e a Bordetella bronchiseptica.

1. Adenovirus

O adenovírus canino do tipo 2 (CAV-2), é o causador principal da doença chamada ‘Tosse dos Canis’. Essa é uma doença extremamente contagiosa, que pode causar sérios danos ao sistema respiratório do animal, sendo bastante encontrada em aglomerações de cães.

Os principais sinais clínicos desta enfermidade são: tosse seca e intensa, tentativas de vômitos, depressão, resistência ao esforço físico, respiração forçada, apatia.

2. Parainfluenza

A parainfluenza canina é um vírus que pertence à família Paramyxoviridae, e como no caso do adenovírus, é transmitido por via aérea.

Este vírus fixa-se e replica-se nas células que recobrem a traqueia, os brônquios e os bronquíolos, a mucosa nasal e os gânglios linfáticos, causando principalmente um quadro clínico a nível respiratório.

Os sintomas apresentados são coriza, febre, tosse seca, secreções.

3. Bordetella bronchiseptica

Apesar de não ser um fator individual, a Bordetella bronchiseptica é um dos agentes etiológicos primários no complexo ‘tosse dos canis’. Este patógeno, de fato, predispõe cães à influência de outros agentes respiratórios e freqüentemente, há ocorrência simultânea entre eles.

Os sintomas são: tosse seca e severa, vômito e esforço na tentativa de expelir pequena porção de muco da traqueia, pode apresentar febre devido à infecção bacteriana secundária.

Tratamento da Tosse dos Canis

A tosse dos canis geralmente desaparece por si só em cerca de 5 a 12 dias de evolução. O tratamento, todavia, busca aliviar os sintomas da tosse seca e evitar que evolua para uma traqueobronquite com infecção pulmonar.

Por isso, o veterinário irá indicar, muito provavelmente, algum antitussígeno. Poderá indicar também um antibiótico e anti-inflamatório. Além disso, manter o animal hidratado e usar de nebulização com inalador ajuda bastante.

No entanto, recomenda-se uma visita ao médico veterinário para avaliar se a tosse é mesmo de origem infecciosa ou não, já que pode ser sinal de outras patologias como veremos mais para frente.

Prevenindo a Tosse seca de origem infecciosa

As vacinas polivalentes (V8 e V10) contém os antígenos contra a Parainfluenza e Adenovírus. No entanto, não possui proteção contra não contém proteção contra a Bordetella bronchiseptica.

Existem vacinas específicas para esta doença e são consideradas de uso opcional. Os veterinários costumam recomendá-las para animais que vivem em locais aglomerados ou animais debilitados.

Outros fatores que podem provocar tosse seca em cachorros

A tosse seca em cachorros pode ser provocada por outros fatores como defeitos congênitos ou doenças. Vamos conhecer as principais causas da tosse seca em cachorros.

Colapso de Traqueia

O colapso de traqueia em cães é, sem dúvida, um dos principais responsáveis por obstrução parcial das vias aéreas nos pets. A traqueia tem características semelhantes a um túnel formado por arcos firmes que são as cartilagens. Se vistos de trás, os arcos têm formato de “U” com uma membrana fechando firmemente o topo.

Quando as cartilagens amolecem, elas colapsam e fazem com que o interior do túnel diminua. Desta forma, a membrana se torna flácida e bloqueia o interior do túnel.

O animal passa, portanto, a ter dificuldade de levar ar para dentro e fora da traqueia e pulmões durante o processo de respiração. A origem da doença, no entanto, ainda é desconhecida. Mas, o que se sabe é que fatores como a genética, traumas e senilidade podem ter influência direta. Além disso, os sinais costumam aparecer quando os animais estão em uma faixa etária entre 6 e 7 anos.

Alguns sinais são muito comuns de serem observados em casos de colapso de traqueia em cães, como:

  • Engasgos;
  • Tosse crônica;
  • Náuseas e vômitos;
  • Angústia respiratória;
  • Emissão de barulhos ao respirar.
  • Intolerância a exercícios físicos.

Irritação das vias respiratórias

Assim como nós, os cachorros também podem ficar com o sistema respiratório irritado quando houver presença de substancias irritantes no ar. O grau de irritação, todavia, irá depender da sensibilidade do cachorro. No entanto, o sinal mais comum de que o animal está com as vias respiratórias irritadas, é uma tosse seca abrupta. Entre as substancias mais irritantes podemos listar:

  • Fumaça;
  • Cheiro de produtos de limpeza como cândida;
  • Ar muito seco;
  • Presença de alérgenos.

Fibrose Pulmonar

A fibrose pulmonar é uma forma de pneumonia que pode afetar os cães. O desenvolvimento desta doença resulta em inflamação e cicatrização dos pequenos sacos aéreos dos pulmões e do tecido pulmonar.

A cicatrização reativa dos pulmões, por sua vez, resulta em acúmulo de tecido fibrótico, onde o tecido se torna excessivamente espesso, reduzindo a capacidade dos sacos afetados de passar oxigênio para a corrente sanguínea. Portanto, à medida que a doença progride, menos oxigênio do que o normal é passado para os tecidos do corpo quando o cão respira.

Os fatores que iniciam a fibrose pulmonar em cães ainda são desconhecidos. No entanto, fatores hereditários e uma variedade de micro-lesões nos sacos aéreos são suspeitos.

Os principais sintomas são: tosse seca, falta de ar, letargia, cianose (ou seja, as mucosas ficam azuladas por falta de oxigênio), perda de apetite.

Doença Cardíaca

Sabe-se que alguns problemas cardíacos podem ser sinalizados por uma tosse seca. Entre essas doenças, está a Insuficiência Cardíaca Congestiva. Trata-se de uma doença que ocorre quando o coração já não é mais capaz de fornecer a quantidade necessária de sangue ao organismo, ou seja, quando perde sua capacidade de bombear o sangue.

Inicialmente, os sintomas podem ser silenciosos. Entretanto, quando existentes, os cães podem apresentar tosse, dificuldade em respirar, intolerância a exercícios, falta de energia, diminuição do apetite, emagrecimento e desmaios.

Câncer Pulmonar.

Infelizmente, o câncer pulmonar não é uma doença que acomete somente humanos.

O câncer ocorre por proliferação desordenada de células de qualquer tecido do organismo. O pulmão pode ser afetado, principalmente, pela presença de metástase originada de algum câncer em outro órgão, ou ainda pela presença de tumores primários pulmonares.

O cachorro que tiver essa doença, poderá apresentar alguns sintomas inicialmente como tosse seca, dificuldade respiratória e apatia.

Observações finais

Depois de ler esse texto, fica mais fácil entender que uma simples tosse seca pode ser sinal de algo mais grave e, por isso, requer maior atenção.

Verifique, portanto, a frequência da tosse, a qualidade (se produtiva ou seca) e se ocorre em momentos específicos do dia.

Recomendamos sempre a visita ao médico veterinário de confiança para que ele possa fazer exames complementares e descartar eventuais doenças. Entre esses exames, ele poderá solicitar,  RX de tórax e hemograma. Caso seja necessário, outros exames poderão ser solicitados.

Enfim, não deixe de levar o cachorro ao veterinário. A velocidade no atendimento inicial pode, de fato, fazer toda a diferença.

 

Referências Bibliográficas:

BICHARD,S. J.; SHERDING,R. G. Manual Saunders: Clinica de Pequenos Animais. 2 ed. São Paulo, Roca, 2003.

TAYLOR, D. Animais de Estimação: Cães – Manual Prático Ilustrado. JB Indústrias Gráficas, 1986.

VECCHI, V. Vacinas para cachorros: saiba quando e porque vacinar seu cachorro

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Cio da Cadela Seco ou Silencioso: O que é isso?

O cio da cadela é o estado fisiológico cíclico que se caracteriza por uma série de alterações preparatórias e favoráveis à fecundação e à gestação. O cio da cadela normal passa por 4 fases distintas, no entanto pode ocorrer um fenômeno chamado de cio silencioso ou seco.

Para entender melhor, vamos explicar como funciona o ciclo reprodutor das cadelas.

Cio da cadela – fases do ciclo estral.

Em geral, a cadela tem seu primeiro cio com idades que variam de 6 a 12 meses. O ciclo estral canino, outro nome para cio da cadela, passa por quatro fases distintas que duram em média seis a sete meses: proestro, estro, diestro e anestro.

Proestro

Proestro é a primeira fase do ciclo estral canino, mais conhecido como cio da cadela. É o estágio em que a maioria dos proprietários começa a perceber mudanças no próprio animal.

Esse estágio dura em média 9 dias, mas pode variar de 0 a 27 dias. Nessa fase a cadela apresenta uma alta concentração de estrógeno no seu corpo. Isso faz com que a vulva do animal aumente de tamanho, o cérvix fique dilatado e o endométrio espessado. Nesse momento, pode-se perceber um sangramento na vagina do animal.

A vulva geralmente fica inchada com uma descarga tingida de sangue. A citologia vaginal mostra, nessas fases, tipos mistos de células, geralmente com glóbulos vermelhos.

Além disso, nessa fase os machos começam a mostrar interesse em razão da liberação de feromônios. No entanto, a fêmea não aceita o acasalamento.

Estro

O estro é o estágio em que a fêmea se torna receptiva ao macho. É a fase do cio propriamente dito, que é caracterizado por uma diminuição nos níveis de estrógeno e um aumento nos níveis de progesterona.

Nessa fase, o sangramento cessa, o inchaço da vulva diminui e pode haver a liberação de um corrimento de cor clara. Esse período dura em média nove dias com base em sinais comportamentais, mas pode variar de 4 a 24 dias.

O período fértil ocorre durante este tempo. Após cerca de dois ou três dias do início do estro, ocorre a ovulação. Acasalamentos que ocorrem nessa fase, portanto, tem grande chance de resultar em gestação.

Diestro

É uma fase após o cio da cadela, na qual ela não é mais receptiva ao macho. Nesse período, que dura em média 75 dias, há os níveis máximos de progesterona. São verificados também um corrimento mais mucoso, diminuição do tamanho da vulva e um comportamento calmo da cadela.

A fase de diestro é muito semelhante em cadelas gestantes e não gestantes. Algumas vezes, elas apresentam uma síndrome conhecida por pseudo-gestação (ou gravidez psicológica), em que todas as características fisiológicas e comportamentais assemelham-se a uma gestação. Para tratar o problema, recomendam-se inibidores de prolactina, progestágenos e andrógenos.

O primeiro ciclo das cadelas varia entre as raças. Normalmente, em raças de portes pequenos, observa-se o primeiro ciclo entre o 6º e o 10º mês de vida. Já raças de portes grandes, o ciclo pode iniciar-se no 18º ao 24º mês. A periodicidade do ciclo estral também é variável, estando relacionada com a hereditariedade, raça, gestação e idade do animal.

ATENÇÃO:  nesse período ocorre maior incidência do desenvolvimento de piometra, ou seja, infecção uterina. Fique de olho para eventuais alterações e corrimentos e fale com seu médico veterinário de confiança se desconfiar de algo.

Anestro

Anestro é o tempo entre o diestro e o próximo proestro. É um período de total inatividade sexual, que dura em média 125 dias e caracteriza-se por uma involução do útero.

Nesse período, não há inchaço na vulva, nem corrimento vaginal. O corpo usa esse tempo para permitir que o útero se prepare para a próxima possível gestação.

Além disso, são observados na fase de anestro níveis de estrogênio e progesterona bem baixos. Todavia, há aumento do nível de estrogênio na fase final desse período.

Cio da Cadela Silencioso – O que é isso?

Muitas vezes os veterinários que se especializam em saúde reprodutiva são questionados pelos proprietários que ficam intrigados com o fato de que a própria cadela aparentemente não entra no cio. No entanto, existe uma grande possibilidade que a cadela já tenha entrado no cio e ninguém  tenha percebido.

O cio silencioso, de fato, é um cio que ocorre, mas não é perceptível. Nesse período, normalmente, a cadela torna-se receptiva aos machos, pode engravidar, mas não apresenta sinais de cio como inchaço na vulva e sangramento.

Na maioria dos casos, os sinais podem até estar presentes, mas são tão fracos que os tutores das cadelas nem os percebem. Além disso, não é incomum que raças menores de cães tenham um ou dois cios silenciosos antes que apareçam sintomas claros.

Como descobrir se o cio da cadela está presente?

Existem três formas de descobrir o cio silencioso:

  • Através do interesse de machos da casa ou da redondeza, o que é um risco para possível acasalamento indesejado pelo tutor.
  • Observação da mudança de comportamento da cadela, já que pode passar de momentos mais agressivos à de maior receptividade em relação aos machos.
  • Por meio de exames laboratoriais, através da dosagem hormonal de progesterona ou citologia vaginal.

Existe tratamento para cio da cadela silencioso?

Não há tratamento para cio silencioso. No entanto, isso pode representar um problema tanto para criadores quanto para famílias que não desejam ninhadas inesperadas.

Em relação aos criadores, pode representar um problema já que as fêmeas afetadas provavelmente não irão aceitar o acasalamento com os machos. Portanto, se houver interesse em cruzamento, deve-se optar por inseminação artificial realizada por um profissional especializado.

Como evitar gestações indesejadas.

Se o tutor tem uma fêmea, mas não quer que ela dê cria e pensou em aplicar algum tipo de hormônio para evitar que isso aconteça, saiba que este tutor está no caminho errado.

Hormônios aplicados com função anticoncepcional, são venenos para os cachorros. De fato, cadelas submetidas a esse tipo de tratamento desenvolvem piometra e tumores.

O método mais eficaz e seguro é, sem dúvida, a castração. Ou seja, uma técnica cirúrgica que visa a retirada de ovários e útero e que é altamente recomendada pelos médicos veterinários.

Um dos grandes benefícios da castração é a eficácia na prevenção de doenças. Castrar uma fêmea antes do primeiro cio, por exemplo, diminuirá consideravelmente as chances de desenvolvimento de neoplasias mamárias. Além disso, elimina-se a chance de desenvolver piometra.

Nas fêmeas, os ovários, útero e a maior parte do seu colo são removidos através de uma incisão no abdômen.

Além disso, os cachorros costumam ter uma recuperação muito rápida e costumam voltar para casa no mesmo dia. Podem sentir dores pós cirúrgicas, e por esta razão o veterinário ainda irá prescrever analgésicos para preveni-las ou aliviá-las.

Referências Bibliográficas:

JACKSON, P. Obstetrícia Veterinária. Roca, São Paulo, 2006.

TAYLOR, D. Cães – Manual Prático Ilustrado. JB Indústrias Gráficas. Rio de Janeiro, 1986.

VECCHI, V. Castração de cachorro: por que é necessário castrar cachorro?– Vidanimal