O pequeno e encantador beija-flor é conhecido pela coloração brilhante e voo impressionantemente rápido.

Os beija-flores, também chamados de colibri, pertencem à família Trochilidae, e já foram descritas aproximadamente 330 espécies.

Estas aves podem ser encontradas desde o Alasca até a Terra do Fogo, porém predominam próximo a linha do Equador. São, portanto, aves exclusivas do continente americano e mais da metade de seus exemplares encontram-se no Brasil.

Origem e habitat do Beija-flor

O beija-flor vive nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação.

O beija-flor vive nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação.

Os beija-flores vivem nas matas, capoeiras, cerrados, campos naturais e outros tipos de vegetação. Há várias espécies que se adaptaram à presença humana, habitando jardins de quintais e praças públicas das cidades. De fato, aparecem frequentemente em casas nas quais colocam-se bebedouros específicos para essa ave.

Muitas espécies, entretanto, só vivem em ambientes naturais, afastados das atividades do homem. São espécies mais raras e correm maior risco, sendo que algumas estão ameaçadas de extinção, podendo desaparecer para sempre.

Etimologia do nome

Beija-flor, também conhecido como colibri, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel, cuitelo, binga, guanambi, guanumbi e mainoi. Seu nome deve-se à sua forma de alimentação peculiar já que coloca seu bico dentro das flores para sugar seu nectar.

Para os índios caraíbas ‘colibri’ significa “área resplandecente”; entre os tupis, eram chamados guainumbis, cujo significado é “pássaros cintilantes”; para os guaranis, mainumbis, ou seja, pássaros que encantam, junto à flor, irradiando luz e esplendor.

O beija-flor, além disso, possui um valor simbólico em diversas culturas, já que também tem seu lado místico: entre os astecas, era conhecido como as almas dos guerreiros mortos em batalha, que voltavam à vida em forma de pássaro e, segundo o xamanismo, o beija-flor é símbolo do amor romântico, da graça, da alegria, da cura, da sorte e da suavidade.

Classificação do Beija-flor

  • Nome científico: Trochilidae
  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Apodiformes
  • Família: Trochilidae
  • Gênero:  vários

Características Físicas do Beija-flor

O beija-flor é, sem dúvida, umas das aves mais populares do Brasil.

O beija-flor é, sem dúvida, umas das aves mais populares do Brasil.

Possui uma plumagem colorida e brilhante e pertence à ordem dos apodiformes, isto é, têm semelhanças com as andorinhas, com asas finas e compridas, conseguindo assim voar muito mais rápido que outros pássaros.

As cores vibrantes das penas do beija-flor não são causadas pela pigmentação da pena, mas sim pela incidência e iridescência do nível de luz nas plumas, dependendo também de fatores como umidade e nível de luz solar. Com até 1.500 penas, o beija flor é, enfim, uma das aves que possui menos plumagem entre os pássaros.

Suas patas têm como objetivo único se agarrar ao ninho, aos muros e penhascos, não servindo para andar ou saltar.

O beija-flor consegue bater as asas em velocidade impressionante, o que permite voar em qualquer direção. Por isso, costumam ser comparados a helicópteros, voando para frente e para trás com a mesma facilidade.

Os músculos peitorais do beija-flor formam entre 25 a 30% do seu peso total, e suas asas batem entre 50 e 200 vezes por segundo, dependendo de direção de voo e de condições climatológicas. Seu ritmo cardíaco é dos mais elevados entre os seres vivos, com cerca de 1.200 batidas por minuto.

Seu longo bico e a língua bifurcada são utilizados para tirar o néctar das flores, seu principal alimento.

Embora tenha um aspecto gracioso e delicado,  o beija-flor é uma espécie bastante agressiva quando se trata de defender seu ninho. De fato, ataca aves muito maiores que tentam invadir seu território, como falcões e corvos, além de outros animais que possa julgar ameaçadores.

Hábitos

O Beija-flor é um pássaro muito rápido e territorialista.

O Beija-flor é um pássaro muito rápido e territorialista.

Beija-flores são pássaros muito rápidos. Seu voo alcança até 100 Km/hora e, sem dúvida, gastam bastante energia. Por isso, se alimentam a todo instante, cerca de 10 a 15 vezes por hora.

Essa ave é bem territorialista e não se importa com o tamanho do seu adversário. De fato, em caso de ameaça, ataca o adversário dando rasantes.

O menor beija-flor do mundo é o Beija-flor Abelha (Mellisuga Helenae), originário de Cuba medindo da ponta de sua cauda até a ponta do seu bico, cerca de 6 centímetros e pesando até 2 gramas.

Já o o Patagona gigas é o maior beija-flor do mundo, encontrado nos Andes, pesa 21 gramas e mede de 20 a 23 centímetros, aproximadamente o tamanho de uma andorinha.

Reprodução do Beija-flor

O ninho do beija-flor é construído pela fêmea

O ninho do beija-flor é construído pela fêmea

Primeiramente, o ninho é construído pela fêmea que cuida da incubação. Normalmente, a fêmea bota de um a dois ovos de cor branca e a eclosão ocorre cerca de 16 a 17 dias depois.

Até os filhotes saírem do ninho, ainda vai um período de vinte a trinta dias nos quais permanecem sendo alimentados pela mãe.

O formato do ninho e material de construção varia de espécie para espécie, assim como a dimensão dos ovos. A maioria costuma ter o ninho em forma de tigela utilizando materiais como fibras vegetais, folhas, teias de aranha para dar coesão externa, musgo e líquens. Todos com aparência muito delicada.

Outras espécies de beija-flor, constroem o ninho em forma de uma bola ovalada trançada com musgo. A entrada é pela lateral, próxima à base. Com esta forma, o ninho fica fechado por cima e protegido da chuva.

Alimentação do Beija-flor

Beija-flores precisam, sem dúvida, de muita energia para suprir suas necessidades. Por isso, o néctar das flores é seu principal nutriente. Além disso, também comem moscas e formigas.

Risco de Extinção do Beija-flor

Infelizmente, o beija-flor também corre risco de extinção.

Infelizmente, o beija-flor também corre risco de extinção.

Duas espécies de beija-flor extinguiram-se recentemente: esmeralda-de-brace (Chlorostilbon bracei) e esmeralda-de-gould (Chlorostilbon elegans).

Das 322 espécies conhecidas, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) lista nove como “em perigo crítico de extinção”, onze como “em perigo” e outras nove como “vulneráveis”. As maiores ameaças à preservação do grupo são, certamente, a destruição, degradação e fragmentação de seus habitats.

Referências Bibliográficas

SAVE Brasil

União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN)

Sick, H. Ornitologia Brasileira. Ed. Nova Fronteira. 1997