Categorias
Saúde & Alimentação

Remédio para carrapato e pulga: Como usar para evitar doenças

Quem que nunca precisou de um remédio para carrapato ou pulga, tendo animais em casa? Por mais cuidado que tomemos às vezes eles entram em contato com outros animais que estão com infestação, ou muitas vezes adquirem no lugar onde tomam banho. Aqui você vai conhecer algumas receitas de remédio para carrapato e pulga caseiro.

Mas nem todos os animais podem usar produtos químicos, e por isso, é necessário recorrer aos remédios feitos em casa. Existem vários casos de animais que tiveram reações graves aos produtos comercializados, alguns indo a óbito. Só devem ser usados com a indicação de um veterinário.

Algumas receitas de remédio para carrapato ou pulga, são de fácil preparo, outras são mais elaboradas. E mesmo sendo caseiras, é sempre bom observar a reação do animal quando usar o produto. Principalmente em filhotes.

Um pouco sobre as pulgas

O remédio para carrapto e pulga é necessário e deve ser prescrito pelo veterinário.
O remédio para carrapto e pulga é necessário e deve ser prescrito pelo veterinário.

Existentes na natureza há pelo menos 60 milhões de anos, as pulgas são pequenos insetos pertencentes à ordem Siphonaptera. Do grego siphos = sifão + áptera = sem asas – e são de cor escura. O fóssil mais antigo foi encontrado em âmbar na costa do mar Báltico e a datação mostrou ter vivido no período terciário.

Então, quando adultas, alimentam-se do sangue dos mamífero. Sendo que algumas fazem das aves seus hospedeiros. Existem mais de 3000 espécies no planeta. E no Brasil foram relacionadas menos de 60 espécies. O que já e suficiente para que cuidemos de nossos bichinho de estimação com remédio para carrapato ou pulga caseiros.

São organizadas em sua sociedade. E uma vez que determinadas espécies usam apenas um mesmo tipo de hospedeiro por toda vida. Se uma pulga usa o mamífero para se alimentar, usará por toda a vida. E se escolher alguma ave, o hospedeiro será sempre a ave.

Já a medida do corpo é de 3 mm e a pele é lisa para facilitar a movimentação entre os pêlos ou penas. Como não têm asas deslocam-se através dos saltos, fazendo delas um dos melhores saltadores do reino animal. São capazes de atingir 18 cm de altura e 33 cm na horizontal. O salto é gerado por uma proteína nas patas traseiras chamada de resilina.

O ciclo de vida das pulgas

O ciclo de vida é dividido em quatro fases: ovo, larva, pupa e imago.

Ovo

A quantidade de ovos depositados vai depender da espécie, podendo variar de duas a várias dúzias. Os ovos podem ser depositados na terra, num substrato, ou diretamente no hospedeiro. Estudos mostraram que hospedeiros mal alimentados são os mais escolhidos pela pulga, pela baixa imunidade.

Larva

Quando saem dos ovos, alimentam-se de matéria orgânica como insetos mortos e fezes. Se o alimento for apenas sangue, apenas 12% terão chance de sobreviver, enquanto com alimentação à base de matéria orgânica, quase todas as larvas amadurecem.

Pupa

É dentro da pupa que a pulga sofre metamorfose para se tornar adulta e isso leva apenas quatro dias. Quando as condições se tornam favoráveis, elas eclodem, sendo a condição principal a presença de um hospedeiro de sangue quente.

Imago

É a fase da reprodução. Uma pulga adulta pode colocar mais de cinco mil ovos durante toda a sua vida, que dependendo das condições pode ser de até um ano e meio. Podem viver vários meses sem comer, e a temperatura ideal para sua vida é entre 21ºC e 30ºC com umidade de 70%.

Sendo assim, perceba que as pulgas são verdadeiros depósitos de pragas. A peste bubônica e o tifo são causados por espécies que habitam hospedeiros como o rato e o mosquito, e que transmitem a eles bactérias que causam as doenças nos seres humanos. A espécie que ataca os cães é a Ctenocephalides canis e o gato é a Ctenocephalides felis.

Por isso é tão importante o uso de remédio para carrapato ou pulga.

Um pouco sobre os carrapatos

Parece que esses incomodam há mais tempo que as pulgas. Estão no planeta há 90 milhões de anos e são mais de 800 espécies. Pelo menos em número de espécie são em menor quantidade, mas causam muitos estragos aos mamíferos.

Pertencente à ordem dos ácaros, os carrapatos são artrópodes. Ou seja, possuem um exoesqueleto rígido e vários pares de pernas, cujo número varia de acordo com a espécie. São hematófagos e o tamanho é a partir de 0,25 cm.

Seu habitat pode ser tanto na cidade como no campo. E se escondem de preferência em arbustos cujos galhos sejam muito próximos uns dos outros, em capins, em madeiras e até mesmo no chão. O clima para ele se desenvolver pode ser úmido ou seco.

Apesar da pouca espessura de sua carapaça, ela é resistente e constituída de quitina, um polissacarídeo insolúvel em água e precursor direto da quitosana, encontrada no exoesqueleto dos artrópodes e de outros animais. Existem três tipos de carrapatos. Os de um, dois e três hospedeiros. Os seus maiores predadores são as galinhas.

Já o ciclo de reprodução é intenso, sendo que se completa em 21 dias e uma única fêmea pode colocar em média 3000 ovos. Os prejuízos que esses ácaros causam são muitos, sendo o pior deles, as doenças que podem chegar a matar se não forem tratadas.

Com tudo isso, não acha que seu bichinho precisa de um remédio para carrapato para se proteger?

Qual o mal que podem causar carrapatos e pulgas?

As doenças transmitidas por pulgas e carrapatos são chamadas zoonoses. São doenças transmitidas dos animais para os seres humanos. E existe uma infinidade de zoonoses, sendo que as mais conhecidas são: raiva, leishmaniose, leptospirose, doença de Chagas, febre amarela, toxoplasmose, dengue e outras tantas.

No caso das pulgas, elas podem transmitir tanto para os cães como para os humanos, o Dipylidium Caninum. Ele é um parasita ingerido pela pulga quando ainda é uma larva. E quando os cães se coçam com a boca, acabam ingerindo o parasita.

Nos cães que engoliram a pulga durante a coceira com a boca, dependendo da quantidade ingerida, é possível ver nas fezes pequenos pontos brancos com formato de arroz. Nesse caso, o remédio para carrapato ou pulga que deve ser dado, é na verdade um vermífugo, que fará o cão eliminar o Dypilidium.

No caso da interação do ser humano com o cão através de contato da boca com o pêlo, é possível que o dono acabe contraindo também o Dypilidium. Por isso, é preciso cuidado ao recolher as fezes do cão infestado para não ser contaminado pelo parasita.

A dermatite alérgica por picada de pulga – a DAP – é a mais comum entre os cães. É chamada de puliciose. Mas, nem por isso é a que menos causa danos. Ao picar o cão a pulga deixa saliva na pele dele, que é o que causa a alergia, podendo chegar à infecção grave dependendo da sensibilidade de cada um.

Existem mais de 3000 espécies de pulgas pelo mundo. Sendo que a espécie mais encontrada em cães é a Ctenocephalidescanis. A DAP serve como porta de entrada para diversas infecções secundárias como a dermatite úmida, seborréia e piodermite.

Já em casos crônicos, é possível ver uma hiperpigmentação no local afetado, e o constante ato de coçar pode causar além de escoriações que podem inflamar, a presença da alopecia, que é a falta de pêlos.Doenças transmitidas pelos carrapatos

Febre maculosa brasileira

Também conhecida como febre negra ou febre do cachorro é transmitida pela bactéria Rickettsia rickettsii. E o carrapato vetor é o Amblyomma cajennense ou carrapato estrela. Outros carrapatos também podem transmitir a doença.

Febre maculosa da montanha

É a mesma doença com a diferença que recebe esse nome por atacar nas montanhas rochosas dos Estados Unidos.

Babesiose

O protozoário que transmite essa doença é a babesia canis que entra no sangue e parasita os glóbulos vermelhos, destruindo-os e multiplicando-se. O carrapato vetor da babesiose é o Rhipicephalus sanguineus. Alguns sinais clínicos são: ligadas à saúde sanguínea, como mucosas (gengiva, olhos e interior dos genitais) amareladas ou pálidas, fraqueza, falta de apetite e abdômen inchado (resultado do aumento do baço, cansaço demasiado ou mesmo a diminuição da atividade, por decorrência da infecção, febre de moderada a alta, urina escura (também pela destruição dos glóbulos vermelhos) e um enorme abatimento.

Erliquiose

A bactéria que ataca os cães é a Erlichia canis e dificilmente ataca os gatos e os seres humanos. E é mais comum durante o verão. O carrapato vetor é o mesmo da babesiose, chamado também de carrapato marrom. Os sinais clínicos são divididos em 3 fases:

  • Fase aguda: Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias.
  • Fase subclínica: Pode durar de 6 a 10 semanas. O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.
  • Fase Crônica: São percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarréias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.

Doença de Lyme ou Borreliose

É transmitida pela bactéria Borrelia burgdorferi que pode atacar caninos, bovinos, eqüinos e seres humanos. Já os felinos são mais resistentes ao ataque da bactéria. Essa bactéria é mais comum nos Estados Unidos e na Europa.

Os sintomas das doenças transmitidas pela picada do carrapato são muito parecidos. Os sinais clínicos são:

  • Febre, vômitos, dor abdominal;
  • Anorexia, letargia (sonolência exagerada), perda de peso;
  • Inflamação de diversas articulações;
  • Há relatos de aborto em caso de cadelas prenhez.

Então apenas o veterinário munido do resultado dos exames de sangue e da sorologia através do teste de ELISA, pode determinar o tipo de tratamento. O que seria nesse caso o remédio para carrapato ideal.

Mas em geral, são usados antibióticos e antiinflamatórios e o tratamento pode ser longo dependendo do estado geral do cão.

Remédio caseiro ou convencional para evitar pulga e carrapato?

A prevenção vai depender tanto da reação do cão aos remédios convencionais, os vendidos nos pet shops, como da decisão do tutor em querer usar estes ou remédio para carrapato ou pulga naturais. Podendo ser homeopáticos, fitoterápicos ou feitos em casa. Já no caso dos filhotes, muitas vezes é preferível usar os mais naturais que são menos agressivos.

E existem muitos casos de animais que chegaram a óbito por causa dos pesticidas vendidos nos pet shops. Por isso, o mais indicado é consultar o veterinário antes de usar no cão.

Mas, para quem preferir usar remédio para carrapato ou pulga caseiro, aqui vão algumas receitas.

Receitas caseiras de remédio para carrapato ou pulga

Para extrair o carrapato do corpo do cão, você pode usar uma pinça e puxar com cuidado para que saia inteiro. A cabeça do carrapato não pode ficar dentro da pele. E nunca use álcool, éter ou outro produto na esperança de fazer com que o carrapato se sinta sufocado e se solte da pele. Pois isso pode fazer com que ele libere mais saliva infectada.

Assim, uma receita caseira de remédio para carrapato, é a camomila. Através de infusão pode ser passada no corpo do animal agindo como repelente natural. A citronela é outro produto caseiro, que pode ser comprado o extrato e diluído em água. Para cada litro podem ser adicionadas 07 gotas do extrato.

Então use sempre um borrifador de plantas para aplicar os produtos. As plantas cítricas também são uma boa opção de remédio para carrapato ou pulga na prevenção das picadas.

Portanto, para preparar o remédio, ferva duas xícaras de água e adicione dois limões cortados pela metade. Baixe o fogo e deixe durante uma hora para o repelente ficar reforçado. Deixe esfriar, tire os limões e introduza o líquido no pulverizador. Aplique sobre o corpo do seu cachorro tendo cuidado para não o aplicar nos olhos.

Existem também alguns produtos em forma de óleo e que funcionam como um bom repelente para ser usado. E valem como remédio para carrapato ou pulga.

E podem ser feitos em casa ou encontrados em lojas de produtos naturais, o que causa menos trabalho.

Também há um óleo que vem sendo muito utilizado, como remédio para carrapato ou pulga é o de Neem. Trata-se de uma planta largamente difundida no sul da Ásia e muito usada para produção de madeira e fins medicinais.

É uma planta amarga que causa horror aos carrapatos e pulgas. Para usar no cão é só diluir três gotas em um litro de água e borrifar abrindo bem o pêlo para que se fixe na pele.

No caso de optar pelos óleos, os naturais são mais indicados que os essenciais. Isso porque não perdem suas características naturais e são mais leves e de aroma mais suave.

Então é isso! Como diz o velho e bom ditado, prevenir é bem melhor do que remediar, principalmente quando se trata da saúde dos pets, seja com um bom remédio para carrapato ou pulga caseiro ou com o de uso convencional.

Lembre se diferença entre remédio e veneno é a dosagem administrada! Portanto siga SEMPRE a orientação do profissional veterinário de sua confiança!

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050

Categorias
Saúde & Alimentação

O que é Mastite: Como Tratar a Mastite em Cadelas

Mastite – ou ainda mamite – não é distúrbio orgânico exclusivo das mulheres. Tanto quanto elas, as fêmeas de cães também apresentam problemas de saúde associados à gestação. Com certeza, algumas causas da mastite estão mais diretamente ligadas à gestação que outras, mas a causa primária está intimamente relacionada a situações gestacionais e de amamentação.

Em verdade, a mastite pode acometer fêmeas de qualquer espécie na população de mamíferos lactantes. Sendo infecção mamária que pode eclodir durante o período de amamentação, sem escolher espécie.

E ainda uma série de outras informações. Entretanto, em função de este tema abordar a saúde de seu animal, é sempre conveniente consultar o veterinário de sua confiança. Somente ele é competente o bastante para definir o tratamento adequado.

Aliás, nossas equipes sugerem que você compareça a consultas veterinárias sempre que perceber problemas relacionados à saúde de seu pet. A menos que você veja profissional de saúde animal, não é de bom tom confiar puramente em pesquisas e informações de terceiros.

O que é mastite?

O que é mastite: A mastite pode acometer as cadelas grávidas que acabaram de dar à luz.
O que é mastite: A mastite pode acometer as cadelas grávidas que acabaram de dar à luz.

Segundo os acadêmicos André L. M. Nascimento e sua equipe, em seu artigo “Mastite Canina Pós-Parto: Relato De Caso”, publicado pela Fundação Educacional de Ituverava, expõem que “mastite é um processo infeccioso agudo caracterizado pela inflamação da glândula mamária, que modifica o tecido glandular com capacidade de alterar os aspectos físicos e químicos do leite”.

Desta maneira, os estudiosos mencionados indicam que as crias sofrem com a deficiência na qualidade do leite da fêmea no processo de alimentação. O leite, alterado em sua estrutura química, chega ao organismo dos filhotes incapaz de oferecer os nutrientes adequados.

A infecção das mamas ocorre por ação de bactérias (veja mais abaixo). Em outra palavras, trata-se de acúmulo de micro-organismos nocivos na glândula mamária que produzem efeitos igualmente nocivos tanto à fêmea quanto aos filhotes.

Via de regra, o andamento da infecção acontece com o passeio das bactérias na corrente sanguínea que se instalam nas glândulas produtoras de leite. O resultado são traumas no local. Aliás, não há um tipo de bactéria específico que cause o malefício; diversos tipos podem ser agentes, bastando que se instalem e proliferem no local.

Importante: há casos estudados e já registrados de presença de mastite em fêmeas não prenhes. Ou seja, prenhez não é condição básica para alastramento da infecção. Portanto, preste atenção ao capítulo abaixo que trata de prevenção de mastite.

E em caso de gravidez psicológica?

Há registro de casos em que as fêmeas caninas contraíram mastite mesmo em período de falsas gravidezes. Entretanto, isso é muito, mas muito raro. Por outro lado, esse “fenômeno” acontece somente em estágio avançado de gravidez psicológica.

Nesse estágio, o organismo da fêmea entende que é necessário estimular as glândulas mamárias. Uma vez estimuladas, podem sofrer com presença das bactérias que resultam em mastite. Ainda, havendo produção de leite que não será extraído por filhotes, o líquido pode empedrar e causar a doença.

A mecânica em si da mastite

Como complemento de conhecimento, por outro lado, gama grande de pesquisadores e estudiosos crê em razões mais complexas para a mastite. Em período pós-parto e lactante, o organismo da fêmea se encontra mais vulnerável. Isso ocorre porque a mamãe foi preparada para dispor de toda energia em prol dos filhotes.

Desta maneira, seus sistemas estão mais propensos à ação de agentes bacterianos porque suas defesas orgânicas naturais se mostram em baixa.. Consequentemente, são vítimas de micro-organismos oportunistas encontrados no ambiente em geral: chão, panos, atmosfera etc.

Sintomas da mastite em fêmeas caninas

O que é mastite: A mastite costuma apresentar sintomas claros.
O que é mastite: A mastite costuma apresentar sintomas claros.

Toda e qualquer doença pode ser identificada a partir de observação de sintomas. Contudo, a depender da anomalia, alguns são mais aparentes; outros, menos. No caso do conjunto de sintomas da mastite em cães, são visíveis e perceptíveis na maioria dos casos.

Em paralelo, alguns efeitos podem ser observados também nos filhotes, como você vê abaixo:

  • Abscessos: Em estágio avançado ou se não tratada, a infecção pode oferecer riscos de instalação de abscessos. E, em caso de evolução, pode gangrenar a área
  • Apetite: É um dos primeiros sintomas. A ação das bactérias produz desconforto físico e diminui o apetite da fêmea
  • Febre alta: A ação bacteriana causa aumento na temperatura corporal
  • Inchaço e endurecimento nas tetas: O estado infeccioso resulta em aumento anormal na massa mamária, além de enrijecê-la a ponto de se tornarem duras
  • Letargia: Esse mesmo desconforto invoca estado de apatia na fêmea, de maneira que ela não disponha de energia para as atividades comuns diárias
  • Mau desenvolvimento dos filhotes: Por conta da qualidade do leite e da quantidade ingerida, os filhotes podem apresentar desenvolvimento físico deficitário. Assim, ocorre perda de pelo, de peso, além de irritabilidade
  • Negação da teta aos filhotes: A fêmea passa a evitar entrega da teta aos filhotes por conta de dores e sensibilidade locais
  • Sensibilidade nas tetas: A fêmea reage a toques feitos nas tetas insinuando dores locais
  • Supuração: Se comprimidas, as tetas expelem líquido purulento. Ocasionalmente, podem expelir também sangue
  • Vômito: o sistema de defesa induz a vômitos ocasionais na tentativa de se livrar dos agentes infecciosos
  • Diarreia: estado de defesa igualmente necessário, mas preocupante quando em eventos numerosos

Efeitos da mastite em cães

O que é mastite: A mastite pode provocar complicações mais sérias.
O que é mastite: A mastite pode provocar complicações mais sérias.

Há registros de fatalidade em vários casos. É possível causar choque séptico (condição com caráter de gravidade decorrente de ação de conjunto de bactérias) e oferece risco de vida.

Os filhotes podem não receber a quantidade adequada de leite. Em recebendo, a qualidade dele pode estar comprometida. Desta forma, sérios problemas de saúde acometem os pequenos.

Em casos avançados, será recomendado mastectomia, ou seja, retirada das mamas.

Como a mastite é causada

Estudos e pesquisas demonstram que há diversos motivos para criação do estado de mastite nas fêmeas de cães. Elas são tanto orgânicas quanto mecânicas. Em tese, as três causas principais são câncer de útero, qualidade do leite e ferimentos nos mamilos e tetas.

A doença pode se instalar a partir de infecção ascendente, isto é, entrada de micro-organismos no corpo da fêmea. Normalmente, isso ocorre diretamente pelos canais das tetas quando a cachorra se deita no chão.

Traumas nas tetas também são causas claras de mastite. São provocados, via de regra, por ação das unhas ou dentes dos filhotes quando mamam ou brincam com a mamãe.

Outro motivo para geração de mastite é higiene inadequada no dormitório ou local em que a fêmea permanece mais tempo no período pós-parto. Colônias de micro-organismos tendem a se proliferar nessas situações.

Ainda, a mastite pode ser induzida a partir de infecções sistêmicas. Seus agentes atuam em outras regiões do corpo da fêmea, mas se transportam para as glândulas mamárias.

Como diagnosticar a mastite

O que é mastite: Aos primeiros sinais de mastite leve a sua cadela ao veterinário.
O que é mastite: Aos primeiros sinais de mastite leve a sua cadela ao veterinário.

Como a gente destacou acima – e, assim, volta a repetir -, trata-se aqui de questões de saúde de seu animal. E questões associadas a infecções, o que pode oferecer riscos diversos à saúde também da família.

Portanto, é crucial que você leve a fêmea ao veterinário ao menor sinal de desconforto. É ele o profissional apropriado para diagnosticar, tratar e curar a mastite de sua cachorra. Mas essa iniciativa não se limita a casos de mastite; também em qualquer situação de incômodo orgânico por parte da fêmea.

Histórico

O veterinário vai solicitar informações sobre a saúde, comportamento e ambiente do animal. Desta maneira, ele identifica condições – ou falta delas – para inclusão de mastite no diagnóstico.

Perfil sanguíneo

Outra providência importante é análise da qualidade do sangue da fêmea. Isso inclui hemograma.

Urinálise

A urina também é investigada no diagnóstico.

Lactância

Havendo já produção de leite, este também entra na análise. Normalmente, ele se apresente com excesso de acidez e alcalinidade alterada.

Análise celular

Os nomes técnicos dos tipos de células observadas no diagnóstico são neutrófilos, macrófagos e outros modelos celulares que atuam na defesa do organismo. Havendo quantidade anormal, é sinal de que a infecção está se instalando ou já se instalou.

Tratamento da mastite

A gente alerta novamente por ser muito importante: todo o tratamento de qualquer anomalia – da mastite, nesse caso – deve ser promovido e acompanhado por veterinários competentes. Soluções caseiras provocam situações secundárias ainda mais agravantes.

Importante: a mastite precisa ser tratada. Atraso ou falta de providências podem resultar em sérios problemas aos filhotes. Até mesmo retirada da mama é ocasionalmente necessária. Portanto, aja rapidamente.

O profissional veterinário vai prescrever antibióticos a fim de combater a infecção. Como complemento, é possível que sugira compressas para aliviar dores nas tetas. Muitos casos exigem aplicação de anti-inflamatórios.

Normalmente através do resultado dos exames de sangue e antibiograma é que se faz a escolha do antibiótico a ser prescrito!

Havendo ranhuras e ferimentos, o médico vai receitar pomadas cicatrizantes para que a entrada de bactérias seja fechada no menor tempo possível.

Em casos de ferimentos necrosados ou de mastite causada por cânceres, o veterinário vai precisar intervir cirurgicamente. Isso é necessário a fim de se retirar a massa de pele e carne nociva.

É ideal que se evite amamentação em caso de mastite, quanto possível. O constante estímulo mamário é desconfortável para a fêmea e, além disso, o leite pode estar contaminado.

Prevenção à mastite

A prática de reprodução doméstica – atualmente inaceitável quase no mundo inteiro -, seja por questões comerciais ou simplesmente por amor a cães, possibilita indução à mastite com mais frequência. O motivo é claro: sendo a mastite doença de período de amamentação, quanto mais lactante a fêmea permanecer, mais riscos de contrair mastite ela terá.

Portanto, castração e providências que evitem prenhez são o melhor caminho, dizem especialistas e cinófilos em geral.

Outra atitude preventiva bastante importante é higienização constante das tetas da fêmea. Essa iniciativa pode ser tomada mesmo em estado de não prenhez. Gaze ou pano limpo umedecido em água também limpa, passados com certa frequência no animal, é suficiente para prevenir o problema.

A higienização constante durante amamentação evita umidade nas tetas. Como se sabe, isso é condição ideal para proliferação de agentes patogênicos, incluindo presença de carrapatos e pulgas. Também pode ser realizado a desinfecção dos tetos com iodo povidona após cada amamentação.

Massagem nas tetas fará você perceber sensibilidade excessiva ou endurecimento local, sinais de possibilidade de haver mastite. Uma boa dica é uso de garrafas pets com água morna!

Como complemento, apare as unhas dos filhotes. Desta maneira, eles não causam ranhuras nas tetas da fêmea, o que facilita entrada de bactérias na corrente sanguínea.

Com toda certeza, a leitura desta apresentação desvendou uma série de dúvidas que você tinha. Porém, a gente lembra novamente: é crucial, importantíssimo que a fêmea seja assistida por veterinário competente e de confiança. É a melhor maneira de prevenir, diagnosticar e tratar não apenas a mastite, mas qualquer anomalia prevista no organismo animal.

Se você ainda tiver dúvidas, não hesite em deixá-las na área de comentários abaixo!

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050

Categorias
Saúde & Alimentação

Bicheira em cães: O que é e como tratar esse mal

A malfadada, infeliz, desditosa bicheira é um desses agentes de doenças animais que impressionam qualquer apreciador de cães, gatos e outros amiguinhos domésticos. Conhecida tecnicamente como Miíase, vai se instalando em qualquer parte do corpo do pet. Quando se percebe, já maltratou o bichinho a ponto de causar comoção.

Neste artigo, vamos responder a todas as questões referentes à bicheira em cães.

Importante: como a gente sempre alerta nesses casos, trata-se de informações referentes à saúde de seu animal. Assim, consulte sempre um veterinário. Ele é o profissional adequado para diagnosticar e tratar seu animal.

Vamos saber mais sobre bicheira

A bicheira é o nome popular da Miíase.
A bicheira é o nome popular da Miíase.

O próprio nome infeliz da “coisa” já denuncia seu caráter. Trata-se de acúmulo de bichos em alguma área do corpo animal. E, com “bichos”, a gente está se referindo àqueles seres nojentos, rastejantes, repulsivos, as larvas.

Pela visão técnica, o nome da bicheira é Miíase. É um tipo de parasitismo. Ou seja, ação de organismos oportunistas que vivem às custas de outros organismos, normalmente maiores. Esse tipo de processo acontece também no mundo vegetal.

No caso das bicheiras, são micro-organismos que dependem de animais vertebrados para sobreviver. Vivem sugando energia de algum outro organismo maior, se alimentando de substâncias encontradas sob as camadas da pele animal ou mesmo da própria carne.

As larvas e bactérias consomem material necrótico – células naturalmente mortas encontradas em toda a pele do animal – ou ainda massa sanguínea encontrada em ferimentos em geral.

Isso é interessante: o processo parasitário é diferente do processo simbiótico. O primeiro causa danos ao hospedeiro, nome técnico do organismo que fornece a energia. Já na simbiose, a convivência é, digamos, pacífica, pois há troca de favores entre os envolvidos.

Tipos de bicheira

Veterinários e biólogos em geral costumam classificar as bicheiras em três grandes tipos, todos baseados na forma de infestação:

  • Biontófagas: também chamadas primárias e cutâneas, são bicheiras que aproveitam tecido vivo do animal. Ou seja, o pet não precisa necessariamente estar morto, moribundo ou mesmo ferido. As larvas acabam penetrando a carne e depositando suas matérias
  • Necrobiontófagas: também conhecida como secundárias e cavitárias, nesses casos, as larvas são especialistas em ocupar e invadir tecido necrosado. Lançam-se sobre matéria sanguínea em feridas ou pústulas ocasionais
  • Acidental: nesses casos, o pet acaba ingerindo algum alimento que contenha os micróbios da larva. A ação é, então, interna.

Como a bicheira chega ao pet

A bicheira se intala no animal através das larvas de insetos.
A bicheira se intala no animal através das larvas de insetos.

A Miíase, ou bicheira, se instala no corpo animal por meio de insetos, normalmente do tipo dípteros, isto é, insetos portadores de duas asas. Desta maneira, moscas, mutucas, mosquitos etc. se infectam de parasitas durante o dia a dia, que não lhes causam danos.

Quando pousam no corpo do pet, os micro-organismos se transferem para pele, pêlos ou mesmo para outros micro-organismos naturalmente viventes por ali.

No caso de o pet apresentar algum ferimento, inflamação ou irritação cutânea, suor, o micróbio passa a ocupar esse espaço em busca de “alimento”. Ou seja, energia encontrada nas substâncias do organismo animal.

É essa ação que permite à bicheira sobreviver, se desenvolver e causar malefícios ao organismo em que se hospeda.

Há muito mais de 150 anos, o entomologista inglês, FW Hope, usou o termo “miíase” pela primeira vez. Referia-se, então, à infestação provocada por larvas dos insetos nos corpos de vertebrados.

O cientista afirmou que, ao se alimentarem do sangue de feridas do corpo animal, os insetos transferem para eles as larvas de suas fezes, substâncias de seus próprios corpos ou mesmo – e principalmente – por meio de depósito de seus ovos.

As larvas (ovos) se instalam na região ferida e expelem substâncias enzimáticas que, por sua vez, causam problemas na carne animal. Caso não combatido a tempo, esse processo se repete e vai aumentando a região afetada. Desta forma, provoca odores que atraem ainda mais insetos e tudo vira um ciclo vicioso.

Um dos agentes mais ativos das bicheiras é a mosca varejeira. Seus hábitos a fazem colocar muitos ovos em pele em decomposição morta ou não, tecido inflamado e em outras condições. Eles eclodem em 24 horas quando em situação ambiental favorável.

A mecânica natural nesses casos é que a larva da mosca varejeira abandone o corpo animal e busque a terra. Entretanto, isso não é regra. Algumas podem gostar da carne e permanecer no local, sugando matérias.

E por que a bicheira se instala no pet

A bicheira se instala no animal para se desenvolver e se alimentar.
A bicheira se instala no animal para se desenvolver e se alimentar.

Porque há condições para o ciclo biológico das larvas. Isso significa que o ambiente em que o animal vive pode ou não propiciar infestação. Locais sem higiene ou excessivamente úmidos, restos de material orgânico, alimentos em condições ruins etc. atraem insetos e eventual desenvolvimento do processo.

A pele dos pets é naturalmente úmida. Essa característica facilita origem de pequenas feridas ou simples irritação. Além disso, é possível que restos de urina e fezes permaneçam entre os pelos. Isso pode ser convite para ação de insetos.

Ainda, alguma ferida não tratada acaba exalando odores atrativos. Isso ocorre normalmente em animais bastante ativos, brincalhões. Em algum momento, podem se machucar e ter orifícios abertos na pele. A massa sanguínea escurecida é excelente habitat para larvas.

Como identificar uma bicheira

Posto que há vários tipos de miíase, ou seja, de bicheira (veja mais abaixo), há também diversas manifestações sintomáticas. Algumas são fáceis de notar; outras, nem tanto.

Entretanto, há sintomas para os quais você pode manter a atenção e, assim, providenciar ações curativas:

  • Anorexia: o pet passa a evitar alimentação de maneira preocupante
  • Coceira e irritação intensas: presença de larvas e bactérias incomoda demais a região e ele passa a se coçar com frequência
  • Desconforto: o comportamento do animal mostra movimentação intensa
  • Diarreia: quando em fase avançada, a bicheira pode provocar distúrbios estomacais
  • Dor: posto que as larvas penetram a carne do pet, atingem partes sensíveis e causam dores intensas
  • Edemas: você vai notar manchas estranhas na pele do animal
  • Febre: uma vez que pode causar inflamações, é possível que o pet seja acometido por febre
  • Lambida excessiva: consequência da coceira
  • Lesões de pele: as larvas penetram a carne e, portanto, causam ferimentos
  • Movimento de vermes: em estágio mediano de avanço, é possível perceber larvas em movimento na região afetada
  • Úlceras: trata-se de fase avançada da bicheira

Apesar de você ter condições de identificar os estágios da bicheira, convém buscar auxílio médico. O diagnóstico é feito por veterinário competente, capaz de oferecer o tratamento adequado para cada estágio.

Tratamento da bicheira

O tratamento da bicheira deve ser feito com acompanhamento veterinário.
O tratamento da bicheira deve ser feito com acompanhamento veterinário.

Claro, sempre sob acompanhamento do veterinário. Isso é necessário porque, como foi dito acima, a infestação pode dar origem a doenças secundárias, oportunistas. Assim, se você tratar apenas a bicheira – e não sendo veterinário, obviamente -, pode estar ocultando ações periféricas não identificadas.

Dessa maneira, sempre procure apoio médico. Ele vai seguir os passos ideais:

Limpeza da área

É preciso desinfetar a área atingida a fim de evitar avanço dos estágios. Também a tricotomia (remoção dos pelos) ao redor das lesões, é essencial para tratamento e realização de curativos.

Extração dos vermes

O passo seguinte é retirar os vermes eventualmente já desenvolvidos na região ferida. Esse procedimento precisa de atenção. Os vermes podem ser partidos e suas substâncias corporais se alastrar pela ferida. Com o tempo, é possível que a anomalia reincida.
Em muitas ocasiões é necessário realizar a sedação e até mesmo anestesia para remoção das larvas no ferimento, sendo somente o veterinário capacitado para isso.

Curetagem

O profissional vai, então, raspar a área atingida. Com isso, bactérias e outros micro-organismos são removidos.

Material antisséptico

O próximo passo é aplicação de material de assepsia profunda. Dessa maneira, qualquer material nocivo é removido. Entre esses indicamos água oxigenada, iodo, clorexidine.

Antibiótico

Uma vez extraído o verme e feita a assepsia, é aplicado remédio antibiótico – conhecido normalmente como mata-bicheira. Pode ser em spray, pomada, creme. No caso do spray recomenda-se o spray prata, devido a sua ação inseticida, bactericida e cicatrizante extremamente eficientes.

Proteção

Finalmente, a área atingida deve ser protegida por faixas e curativos gerais. Certamente, essa ação evita que outros insetos atinjam o local. Estando ainda sensível, o nível de vulnerabilidade é grande.

Dependendo dos estágios da bicheira, da situação orgânica do pet e de fatores secundários, o veterinário responsável vai prescrever antibióticos orais como ação complementar. Assim, eventuais patologias oportunistas são combatidas, ainda que por descargo de consciência do profissional e dos proprietários.

Humanos, atentai-vos à bicheira

A bicheira pode também acometer os humanos.
A bicheira pode também acometer os humanos.

Uma vez que a bendita bicheira é parasita de vertebrados em geral e sendo o ser humano um deles, é natural que ela possa atacar também nossos organismos. Portanto, é preciso muita atenção, cuidados e especialmente higiene.

Você é amante de pets; eles também adoram sua presença. Assim, vira e mexe, estão brincando com você, interagindo, tocando, ocupando seu colo. Nesses momentos, o contato é direto e as possibilidades de contágio são enormes. Claro, no caso de o pet estar vitimado de bicheira.

Assim, mantenha atenção especial ao comportamento de seu animal e ao local que ele mais ocupa na casa. Seu cantinho precisa de limpeza constante e ele, o pet, ser monitorado sempre a fim de se constatar presença de vermes em alguma região do corpo, em especial as partes sem pelo.

A atenção deve ser redobrada se houver bebês, idosos ou acamados em casa. Use repelentes de insetos, mantas e malhas como obstáculos de entrada de voadores e outras estratégias.

O veterinário é competente para programar ações de desparasitação e de vacinação, além de sessões de limpeza e higiene.

Métodos de prevenção à bicheira

Você pode evitar que seu pet seja vítima desse mal. Ações preventivas têm grandes índices de êxito nesse objetivo.

Brincadeiras

Interaja com certa constância com seu animal. Assim, durante as brincadeiras, você pode perceber áreas do corpo com alguma protuberância, vermelhidão, perda de pelo etc.

Limpeza do ambiente

Providencie limpeza do local da casa mais ocupado por seu pet. Limpe urina e fezes, retire resto de alimentos, mantenha sacos de lixo distantes de seu dormitório etc. isso diminui incidência de insetos e suas ações maléficas.
Também indica-se aplicação de inseticidas a cada 15 dias para controle de insetos no ambiente, e controle de pulgas e carrapatos.

Higiene física

Banhe seu animal frequentemente. Dependendo da raça – como as com abundância de pelo, por exemplo -, essa frequência deve ser maior.

Assepsia primária

Tão logo perceba existência de feridas, trate-as. O odor exalado atrai insetos e micro-organismos.

Doenças em geral

Qualquer que seja eventual doença da qual o pet é acometido, convém isolá-lo o mais possível. Sua debilidade pode ser propícia à ação de insetos.

Então, o ideal é manter seu amiguinho limpo, bem como o local da casa em que ele permanece. Dessa maneira, a presença dos agentes transportadores das bicheiras é evitada e as possibilidades de infecção, minimizadas.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050

Categorias
Saúde & Alimentação

Malassezia em cães: O que é e como tratar a doença

O termo Malassezia é conhecido praticamente apenas no rol técnico veterinário. Porém, você já deve ter ouvido o nome pelo qual é conhecido popularmente: dermatite de levedura. Trata-se de malefício muito comum que irrita a pele dos cães.

Contudo, estando a área médica veterinária sempre em evolução, constantemente surgem novos estudos e mais informações. Se você precisar de alguma e não a encontrar aqui, deixe nos comentários ou envie mensagem para nossas equipes. Gostamos de ser úteis.

Importante: Estamos tratando aqui de problemas de saúde de seu pet. Assim, é sempre mais que conveniente assumir conselhos veterinários. Somente o profissional é capaz de identificar a profundidade do problema, avaliando as condições e, assim, determinar os melhores procedimentos.

Eu tenho, tu tens, nós temos Malassezia

A malassezia é um fungo existente na pele que em grandes quantidades vira uma doença.
A malassezia é um fungo existente na pele que em grandes quantidades vira uma doença.

Malassezia é fungo de pele. A origem da dermatite por malassezia é o conhecido fungo malassezia pachydermatis, conhecido como levedura zoofilicada, da divisão de basidiomycota. Esses “bichinhos” adoram gordura e a têm como fonte de energia.

Portanto, posto que a pele de mamíferos contém glândulas produtoras de gordura para autolibrificação, o corpo desse tipo de animal (humanos inclusive) é praticamente “habitat” perfeito para esses micro-organismos. Ao consumir parte da gordura da pele, o fungo produz dejetos que resultam em infecções mais ou menos sérias, conforme você vê nesta apresentação.

Sintomas da Malassezia

A malassezia provoca alguns sintomas como coceira, vermelhidão, entre outros.
A malassezia provoca alguns sintomas como coceira, vermelhidão, entre outros.

Toda anomalia apresenta sinais de presença. Alguns menos evidentes, outros bem claros. No caso da malassezia, é possível perceber e, assim, tomar providências imediatas.

Coceiras

Certamente, um dos primeiros sinais da presença de malassezia é coceira excessiva. Todo animal se coça, mas os portadores desse fungo passam o dia em constante sessão de coceira.

Odores

Uma das primeiras evidência é odor característico: não tão forte, lembrando mofo.

Pele grossa ou de “elefante”

É a forma como é conhecido o efeito de “pele grossa”. Você pode notar essa condição durante brincadeiras, carinhos, banho etc.

Escamações

Há casos mais ou menos adiantados em que a pele se mostra escamosa. Quando o animal se coça, é possível notar pequenas escamas escapando entre os pelos.

Vermelhidão

Outro sintoma bastante conhecido são áreas vermelhas na pele do animal.

Pigmentação

São conhecidos os casos em que a pele do pet apresenta pequenos círculos escuros.

Otite

Quando os fungos se acumulam nas orelhas, é fácil adentrar o ouvido e provocar otite.

Malassezia pode provocar infecção

A malassezia pode provocar infecção grave.
A malassezia pode provocar infecção grave.

Há milhares de tipos de bactérias e de microorganismos localizados no tecido epitelial (pele) de qualquer animal, incluindo o racional. Na maioria dos casos, os sistemas de proteção dos organismos acaba “guerreando” com tais substâncias. E ganhando a guerra.

Assim, normalmente, a quantidade de fungo malassezia é controlada pelo próprio sistema de defesa do animal. A capacidade de imunização natural do organismo do pet se incumbe de combater e manter os fungos sob controle.

Entretanto, diversas situações podem alterar essa capacidade imunológica. Nessas situações, ocorre aquilo que é conhecido como doenças oportunistas. Ou seja, anomalias que se aproveitam do processo de baixa imunidade para se instalar no organismo (isso ocorre também em seres humanos).

Uma dessas anomalias é um processo infeccioso. Se, por algum motivo, o próprio sistema do animal não consegue controlar a quantidade de fungos e esta aumenta, é grande a possibilidade de haver infecção. Tendo já o animal propensão à infecção – por problemas sanguíneos, hereditários etc. -, a tendência é ocorrência de infecções.

Determinadas substâncias químicas, como corticosteróides, podem diminuir a capacidade imunológica e, assim, permitir infecções diversas. Isso ocorre por conta de presença de certos óleos liberados pela pele – uma espécie de instrumento de defesa orgânica (veja mais abaixo).

Como e quem pega malassezia

Estudos profundos demonstram que a malassezia não é adquirida por contágio, seja por meio aéreo ou contato direto. A aquisição tem várias origens.

Uma delas é a raça do animal. Outros estudos estatísticos mostram que as elencadas abaixo tendem à malassezia mais facilmente:

  • Australian terrier
  • Cocker spaniel
  • Terrier branco de montanhas ocidentais
  • Lhasa apso
  • Dachshund
  • Maltese terrier
  • Basset hound
  • Terrier de seda
  • Chihuahua
  • Poodle
  • Cão pastor de Shetland

Como diagnosticar a Malassezia

O médico veterinário experiente conhece diversas maneiras de capturar amostras e diagnosticar o problema em seu pet. Veja algumas delas a fim de acompanhar procedimentos:

Fita adesiva

É maneira prática de que o profissional vai lançar mão: pressionar fita adesiva transparente para retirada do material fúngico.

Lâmina de análise

Ele pressiona a lâmina de vidro sobre a região da pele que mais aparentemente contenha fungos; então, movimenta-a a fim de que o maior número possível de matéria permaneça “colado” ao vidro.

Cotonete

Também é comum uso desses bastões plásticos para capturar colônia de malassezia.

Bisturi

É comum uso de bisturi ou outro tipo de lâmina cirúrgica a fim de raspar superficialmente a pele e extrair partes com fungos.

Captura de tecido

Em algumas ocasiões, os procedimentos acima não são suficientes para determinar a causa da coceira e diagnosticar eventual presença de malassezia. Assim, é preciso ação mais invasiva. O profissional retira pequeníssimo pedaço de pele para proceder às análises. Nesses casos, o resultado dos exames é muito mais assertivo.

Como tratar a Malassezia

A forma de tratamento da malassezia depende do nível do alcance do problema. Pode ser via oral, via aplicação direta na pele e ainda as duas formas combinadas.

Aplicação direta

O tratamento tópico (aplicação direta de produtos) é altamente importante. Tanto que bons veterinários indicam xampus medicinais e cremes hidratantes mesmo que você esteja dando remédios orais ao pet.

Essa ação é necessária em cães cujo histórico apresente pele oleosa em demasia. O óleo funciona como “matéria aderente” dos fungos, o que leva à infecção quando houver presença de colônias grandes de fungos. Nesses casos, é necessário retirar a gordura para que os produtos aplicados tenham efeitos mais intensos.

Desta forma, produtos que contenham peróxido de benzoila ou sulfureto de selênio são indicados para limpeza. Depois disso, aplica-se xampu contra fungos. Normalmente, este contém miconazol, clorexidina ou cetoconazol (veja as indicações nas embalagens).

Importante: se lavagem com esse tipo de xampu for indicada pelo veterinário, mantenha o produto em contato com a área da pele por pelo menos 15 minutos. Repita a operação 3 ou 4 vezes por semana durante 3 meses.

No caso de haver presença da malassezia em poucos pontos da pele ou limitada aos ouvidos, uma pomada ou creme antifúngicas normalmente resolve o problema caso não haja contraindicações ou problemas mais sérios.

Ingestão de medicamentos

Já o tratamento via oral é indicado para casos um tanto mais graves, quando há constância crônica de presença de malassezia. Via de regra, o veterinário impõe esse tipo de tratamento quando o processo infeccioso por bactérias diversas já se iniciou.

Assim, os remédios são compostos por antibióticos a fim de destruir os micro-organismos. Essas substâncias são compostas por itraconazol, cetoconazol e fluconazol (veja a bula).

Importante: esses remédios orais apresentam índice de eficácia bastante elevado. Porém, a gente sugere que o tratamento se estenda por pelo menos 03 meses, pois pequena colônia de malassezia que eventualmente tenha sobrevivido é suficiente para reincidir em infecções.

Há casos registrados de animais que tiveram problemas de fígado após uso prolongado desses medicamentos. Assim, convém que você leve seu pet para fazer exames específicos rotineiros. O veterinário vai indicar a frequência ideal.

NUNCA AUTOMEDIQUE SEU PET! Lembre-se que todo medicamento possui efeitos colaterais indesejáveis! Sempre busque orientação de um veterinário!

Quanto antes, melhor

A melhor forma de evitar a malassezia é a sua prevenção.
A melhor forma de evitar a malassezia é a sua prevenção.

Assim que você notar que seu animal esteja se coçando com certa frequência, convém investigar. Quanto mais rápido receber o diagnóstico da malassezia, mas eficaz se mostra o tratamento.

Nesses casos, o problema pode ser resolvido em poucos dias somente com aplicação de xampu ou creme antifungos. Isso ocorre na esmagadora maioria dos casos.

Via de regra, essas substâncias auxiliam o próprio sistema imunológico do animal. Torna-se uma espécie de complemento.

Porém, a invasão da pele do animal por malassezia pode ocorrer 3 ou 4 vezes por não. Assim, atenção e cuidados são os melhores meios de prevenir o problema.

Essa grande possibilidade de controle se dá porque, como comentado acima, a pele de mamíferos é universo de uma vastidão de micro-organismos. A convivência é normalmente pacífica até o momento em que a quantidade desses seres interfira nas condições cutâneas.

A malassezia já foi encontrada em caspas humanas, em pelos pubianos, em maçanetas de porta de banheiro público etc. Está, portanto, presente no dia a dia. Assim, o objetivo do tratamento é “controle” e não exatamente “extermínio”.

Problemas mais sérios em humanos

Como foi comentado acima, a malassezia está presente na pele humana (também) como se esta fosse seu habitat. O quase perfeito equilíbrio entre a quantidade desse micro-organismo e o nível de autoproteção do organismo humano é tido como responsáveis pela saúde da “flora cutânea” (pele).

Ou seja, de certa maneira, a malassezia incentiva o trabalho de autodefesa, o que é benéfico para a saúde humana.

Entretanto, estudos interessantes mostraram presença da malassezia na corrente sanguínea humana. Normalmente, ocorre em recém-nascidos prematuros porque seu sistema de autoimunização ainda não está completo.

É possível também que a malassezia penetre o organismo humano em procedimentos de cateterismo feitos em condições deploráveis de higiene clínica. O massa fúngica se desenvolve rapidamente nesses casos.

O problema maior é que não é exatamente fácil identificar alguma infecção por malassezia nesses casos. Isso resulta em diagnóstico incompleto e em consequente atraso no tratamento. O que pode ser perigoso em casos diversos.

Pois então, é isso. Conhecer as causas se simples coceiras é importante porque elas podem não ser tão simples assim. A frequência com que seu animal se coça é indicativo de problema mais ou menos preocupante.

Se você tem ainda alguma dúvida a respeito de malassezia, deixa-a nos comentários abaixo ou envie mensagem para nossas equipes. Elas gostam muito de animais; assim, suprir os leitores de conhecimento é grande satisfação para elas.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050

Categorias
Saúde & Alimentação

Cinomose: O que é, como tratar e prevenir a doença

Há muito e muito tempo, os pets passaram a fazer parte da vida das pessoas mais constantemente. E doenças como cinomose também, lamentavelmente. Entretanto, a relação de amor com os animaizinhos vem de milênios; a de ódio para com a doença vem de algumas décadas para cá, a partir de quando o ramo veterinário começou a se destacar no universo da biologia.

A cinomose maltrata os pets de forma tal que resulta em fase de enorme angústia para os proprietários e familiares. E, para os animaizinhos, então, nem se fala. Permanecem envoltos por tamanha tristeza a ponto de interferir seriamente na rotina da casa. E pode ser fatal.

Por assim ser, é de extrema importância que os cuidados sejam iniciados rapidamente e com muita atenção. Aliás, a principal indicação é vacinação eficiente.

Assim, neste artigo trazemos informações importantes para você prevenir, identificar e tratar desse mal que acomete os simpáticos amiguinhos do lar. Indiretamente, você vai estar preservando também sua própria saúde e da família.

Cinomose é doença grave

A cinomose é uma doença grave e perigosa.
A cinomose é uma doença grave e perigosa.

Antes de qualquer coisa, saiba que cinomose não tem cura. Ainda. Porém, o veterinário tem papel preponderante na qualidade de vida do seu animal e vai saber cuidar dele para que as sequelas sejam mínimas o mais possível.

Trata-se de doença viral; o CDV (Canine Distemper Vírus) ou VCC (Vírus da Cinomose Canina) é altamente contagioso – de animal para animal – e perigosa. Ao contrário do que muitos imaginam, não é apenas canina. O vírus da cinomose é encontrado também em diversos outros animais, como guaxinins, coiotes, furões, gambás etc.

O vírus se instala nos sistemas respiratório, nervoso e gastrointestinal do animal. Além disso, provoca irritação ocular. Ou seja, praticamente todo o organismo do animal é acometido por sérios problemas. Sendo o sistema nervoso o mais afetado e a situação mais grave!

Aspectos gerais da cinomose

Um fato que deve ser destacado é que a identificação da cinomose em um animal depende de uma série de procedimentos. Muitas vezes, não bastam apenas testes, pois, isolados, talvez não reflitam a realidade.

O profissional veterinário é competente para observar o histórico de comportamento e de saúde do animal. Eventuais resultados satisfatórios podem predizer que nada há de errado com seu pet, mas ele ainda pode estar infectado.

Animais com propensão à CINOMOSE

Via de regra, animais ainda nos primeiros meses de vida são acometidos mais comumente por cinomose. Contudo, a doença em outros indivíduos mais jovens e até idosos tem se tornado mais ou menos comum, o que resulta em preocupação por parte de veterinários e especialistas em geral.

Fêmeas não vacinadas contra o vírus geram prole mais suscetível à obtenção do agente. Assim, caso adquira algum animal em lojas ou de terceiros, certifique-se do histórico de vacinação dos ascendentes.

De maneira geral, filhotes e indivíduos pós-infância estão sujeitos à contração do vírus por conta de que, em tais fases, seus organismos ainda não dispõem de defesas naturais (veja abaixo o capítulo de prevenção).

Como a cinomose se alastra

O vírus da cinomose é transmitido por cães infectados pelo ar para outros cachorros
O vírus da cinomose é transmitido por cães infectados pelo ar para outros cachorros

O vírus viaja pelo ambiente por meio de animais infectados. Quando suam, respiram, espirram, lacrimejam, a colônia de microcorpos pode avançar sobre animais saudáveis.

Isso também pode ocorrer no compartilhamento de vasilhas (alimento, água, remédios), além de em contato direto durante atividades de lazer.
Também através da própria roupa, ao entrar em contato com o animal, é uma forma de disseminar a doença.

Sintomas da cinomose

Você pode identificar o problema em seu pet observando as seguintes condições:

  • Sintomas iniciais: tosse, secreção nasal, febre, umidade ocular excessiva, que, aliás, podem ser confundidas com males respiratórios ocasionais. Porém, é necessário atenção especial, pois há muitos casos de cinomose que começam com tais condições
  • Sintomas intestino-estomacais: diarreia, diminuição de apetite com consequente perda de peso e desidratação
  • Sintomas neurocomportamentais: convulsões, paralisia temporária parcial, movimentos estranhos e rápidas no pescoço e cabeça normalmente quando o animal está em repouso ou mesmo durante sono
  • Alterações físicas: posição anormal dos dentes, inchaço nas patas
  • Letargia: o animal diminui consideravelmente o fluxo de atividades costumeiras, normalmente associado à depressão por conta do avanço da doença
  • Pneumonia: trata-se de infecção oportunista, ou seja, não está diretamente associada ao vírus. Porém, a baixa imunidade do organismo propicia facilidade de doenças pneumônicas
  • Perda de glóbulos brancos: isso diminuiu o índice de imunidade
  • Hiperestesia: aumento na sensibilidade à dor até mesmo a partir de leves toques no corpo

Lembre-se sempre de que o vírus se alastra com rapidez. Portanto, assim que presenciar alguns dos sintomas acima, procure atendimento médico o quanto antes.

Investigação, tratamento e prevenção da cinomose

Os cães devem ser vacinados contra cinomose
Os cães devem ser vacinados contra cinomose

Tendo animais em casa, certamente você aprecia sua companhia, suas brincadeiras, seu jeito amigo de encher a cada de alegria. Então, a melhor prevenção contra cinomose – e contra qualquer outra doença – é atenção a mínimas anormalidades no comportamento e visual do animal.

Diagnóstico

Você viu acima um alerta: busque auxílio profissional sempre. Isso é necessário porque não é fácil identificar a cinomose. Até mesmo o profissional necessita fazer testes criteriosos e avaliação atenta a fim de ter certeza do diagnóstico. Ele se baseia em testes clínicos e questões etárias.

Animais que eventualmente apresentem sintomas neurológicos, como os mencionados acima, ou outro tipo de comportamento condizente, têm mais chances de receber diagnóstico positivo sobre cinomose. Portanto, é preciso atenção sempre, como esta apresentação alerta.

Por outro lado, há um teste que resulta em informação definitiva sobre a doença. Trata-se de análise do líquido cefalorraquidiano. Porém, além de caro, o procedimento de captura do líquido é perigoso e pode causar sérios danos no bichinho.

Tratamento

A única maneira de tratar e obter consequente nível de cura é levar seu pet a veterinário competente rapidamente. Ele vai providenciar uma série de exames e levar a procedimentos adequados. Estes podem incluir substâncias contra convulsão, medicamentos para controle de diarreia e de vômito, materiais acessórios para reposição de líquidos no organismo.

Um profissional atento vai também sugerir ingestão de antibióticos a fim de combater eventuais bactérias que possam causar infecções de segundo nível. Afinal, o cão infectado apresenta problemas no sistema nervoso, o que pode incluir incapacidade imunológica referente a diversas outras anomalias bacterianas ou virais.

Importante: Por outro lado, a maioria dos veterinários considera que apenas o próprio cão seja capaz de curar a si mesmo. Isso se deve ao fato de não haver substância capaz de destruir o vírus uma vez intrometido no organismo animal.

O trabalho do médico é evitar que a colônia de vírus se espalhe e tratar infecções causadas por outros tipos de bactérias que aproveitam a baixa imunidade do animal. O tratamento em si se limita a isso enquanto o próprio animal vai recuperando a capacidade de imunização e de combate ao vírus. O veterinário faz o acompanhamento e prescreve o tratamento de suporte!

Se seu animalzinho está em tratamento, mantenha-o longe de crianças, idosos e outros animais até que deixe de apresentar os sintomas observados antes. Esse período pode ser de 4 a 6 semanas.

Sequelas da cinomose

Há cães que podem ficar com algumas sequelas da cinomose.
Há cães que podem ficar com algumas sequelas da cinomose.

Há cães que se livram, se curam da cinomose; para outros, ela é infelizmente fatal. Ainda assim, é muito provável que os que se curam tenham crises de convulsões após e por muito tempo, em especial na velhice.

Posto que o vírus se estabelece também no cérebro, há grande possibilidade de que o animal tenha danos cerebrais, irreversíveis na maioria dos casos. Seu comportamento certamente sofre alterações, apresentando diversificações de postura: introversão, certo nível de agressividade, ansiedade, aversão a determinado tipo de alimento etc.

Prevenção À CINOMOSE

A gente começou este capítulo comentando que a melhor prevenção contra cinomose é atenção a detalhes. Essa atenção inclui preocupação com as datas de vacinação animal. Ela previne contração da doença em excelente índice de êxito.

O filhote deve ser vacinado entre 06 e 08 semanas de vida; depois disso, uma dose por mês até que complete 05 meses de idade. Ainda, é necessário doses complementares anualmente durante a infância (18 meses). Somente então a guarda pode ser baixada e o pet deve receber vacina a cada três anos.

Até os primeiros 5 meses de vida, é aconselhável que o pet permaneça isolado de outros indivíduos e/ou de ambientes potencialmente propensos à presença do vírus da cinomose. Outra atitude sadia é higienizar constantemente o ambiente e o próprio animal. Isso diminui sobremaneira a possibilidade de contato com o vírus.

Além disso, o CDV é bastante vulnerável às condições climáticas e não resiste por muitos dias a elas.

A vacinação contra cinomose – também chamada de tiro de cinomese – é procedimento que insere no organismo um coquetel de remédios: parvovírus canino, parainfluenza, adenovírus, leptospirose. Dependendo da análise clínica, o veterinário pode incluir coronavírus.

Lembre-se de que esse “trabalho todo” pode evitar muito mais trabalho ainda no caso de seu pet ser vitimado pelo vírus.

Cinomose em humanos

Seres humanos podem sofrer contração do vírus. Entretanto, este causa no organismo infecção secundária assintomática e não há registros que possam causar preocupação quanto isso. A carga viral é inofensiva ao organismo humano.

Porém, o humano pode ser hospedeiro e transferir o vírus para animais saudáveis. Nesse caso, os cuidados que se tem com os pets devem ser estendidos aos humanos. A vacina contra sarampo é forte proteção contra o vírus.

Portanto, no caso de observar sintomas de cinomose no seu cão, certifique-se de que todos os membros da família tenham sido vacinados contra sarampo. Ou providencie vacinação imediata.

Então é isso. A cinomose é altamente contagiosa entre animais e, para lamento destes e de seus donos, incurável. Provoca sofrimento aterrador no animalzinho que certamente atinge a família inteira a que este pertence.

Envie mensagem para nosso site caso tenha ainda alguma dúvida. Se tiver sugestões, envie mensagem também.

NUNCA AUTOMEDIQUE SEU ANIMAL!
Em caso de dúvidas procure um profissional veterinário de sua confiança!

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050

Categorias
Blog Gatos

Doença de gato: doenças transmitidas por gatos

Uma das situações mais difíceis de perceber é a doença de gato. Isso por serem os bichanos resistentes a várias doenças, e por normalmente eles não demonstrarem que estão doentes ou sentindo dor. Por isso, é que são conhecidos por possuírem sete vidas.

Gatos, assim como os cães também, são resultado de diversos cruzamentos ao longo do tempo, por isso possuem uma genética mais propensa a desenvolver determinadas doenças. Portanto, é necessário ter cuidado e estar sempre atento aos pets, para que essas doenças sejam tratadas logo no início.

Ao contrário do que se pensa, os felinos são animais extremamente sensíveis às mais variadas doenças! Portanto, são animais com facilidade de adquirir e muitas vezes mascarar as doenças, devido ao seu comportamento.

Abaixo segue alguns exemplos das doenças que podem acometer os gatos!

Algumas doenças de gatos

Os gatos são  independentes e podem portar alguma doença de gato.
Os gatos são independentes e podem portar alguma doença de gato.

Os felinos são animais independentes, e muitas vezes por falta de uma orientação adequada, seus proprietários permitem as ditas “voltinhas”.

Dessa maneira, seus bichanos se expõe as mais diversas doenças e situações de risco!
Abaixo segue alguns exemplos das principais enfermidades:

PIF – Peritonite Infecciosa Felina

São abscessos que se desenvolvem em lugares diferentes do corpo e que são transmitidos por vírus. Esses vírus podem ser contraídos de outros gatos ou pela mãe durante o aleitamento. Essa doença de gato é fatal e não há cura para ela, somente tratamento sintomático, com intuito de prolongar a qualidade de vida do animal.

FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina

Transmitido por vírus durante as brigas, uma vez instalado no organismo começa a debilitar o animal. Mas, uma vez contraída, o gato pode viver muitos anos até que seja descoberta a doença. É também chamada de AIDS felina. Também tratamento sintomático, assim como no ser humano!

PKD – Rim Policístico

Causam disfunção renal e podem se desenvolver durante a gestação. O diagnóstico pode ser feito em gatos com dez meses de idade através do exame de DNA. Mas também pode ser feito em gatos com dez semanas e o resultado tem 100% de confiabilidade.

FELV – Vírus da Leucose Felina

Outra doença de gato é a Leucose felina. Tal como a FIV, é uma doença imunodepressiva que tira a capacidade do organismo de reagir à simples doenças. Portanto, debilitando o gato, o que pode vir a ser fatal. Para esta doença existe vacina.

Coriza

Essa doença do aparelho respiratório pode ser provocada por dois tipos de vírus: calicivírus e herpesvírus, que causam lesões na mucosa respiratória. Os sintomas são os mesmos nos dois casos e é bem debilitante.

Panleucopenia

É uma doença de gato que diminui os glóbulos brancos. Causada pelo parvovírus é uma doença letal. A fêmea gestante pode provocar malformações irreversíveis nos fetos.

Leucose

É uma doença de gato que diminui os glóbulos brancos. Causada pelo parvovírus é uma doença letal. A fêmea gestante pode provocar malformações irreversíveis nos fetos.

Raiva

Transmitida por um rabdovírus, pode ser evitada através da vacinação.

Clamidiose

Causada por bactéria, essa doença de gato afeta os olhos com conjuntivite severa e pode também atacar os pulmões. Por existirem vários tipos dessa bactéria, torna-se difícil a identificação exata do agente responsável pela doença.

Doença de gato transmitida ao ser humano

A doença de gato pode ser transmitida ao homem.
A doença de gato pode ser transmitida ao homem.

A única maneira de se proteger de uma transmissão de uma doença de gato, é cuidando bem do seu bichano. Embora existam zoonoses transmitidas pelos gatos, os cuidados básicos como boa alimentação, água limpa, limpeza da caixa das necessidades, como manter o gato dentro de casa, são medidas que podem fazer toda a diferença para a proteção. Algumas doenças transmitidas pelos gatos:

Alergia Respiratória

Algumas pessoas não podem ter gato por causa da alergia que eles podem provocar. Isso ocorre devido a uma proteína que os bichanos possuem no organismo, chamada glicoproteína. Tal proteína faz com que apareçam coceira nos olhos, espirros, falta de ar e asma em humanos.

Toxoplasmose

Causada pelo protozoário toxoplasma gondii, essa doença de gato é transmitida através das fezes do felino. Portanto, não deve ser dado ao gato carne e leite crus, pois podem estar contaminados com o protozoário. E em consequência disso, as fezes sairam contaminadas também. Deve-se usar luvas para recolher as fezes do gato. Vale se ressaltar que o animal não é o causador! O gato atua como agente intermediário da doença, sendo que ele se contamina uma única vez durante toda sua vida.

Bartonella Henselae

Essa é uma bactéria transmitida pelo arranhão do gato na pele humana. E atinge principalmente pessoas com imunidade baixa, devido ao uso de medicamentos para tratamento de AIDS, câncer ou transplantes. Essas pessoas devem evitar o contato com gatos.

Esporotricose

A esporotricose também conhecida por doença da roseira, é causada pelo fungo Sporotrix Schenkii, bastante comum na natureza. Portanto, é muito fácil do gato entrar em contato com ele, principalmente aqueles com acesso à rua ou o jardim que frequentam.

Normalmente, o fungo se desenvolve em locais quentes e úmidos, sendo muito comum em climas tropicais. A sua transmissão ao homem é através dos arranhões, e a melhor forma de prevenir a sua proliferação é mantendo sempre os locais do seu bichano devidamente limpos, especialmente a sua caixa de areia.

Ao contrário de outras doenças de pele, as lesões causadas pela esporotricose não costumam causar coceira, mas é comum a falta de apetite e a perda de peso.

Síndrome de Larva Migrans Visceral

A melhor maneira de se proteger dessa zoonose é dando vermífugo ao gato com regularidade. Principalmente se ele frequenta a rua. Vale ressaltar que essa administração de vermífugo deve ser acompanhada e monitorada sempre por um veterinário!

Ancilostomíase

É um parasita que entra no organismo da pessoa através da pele. Também nesse caso, a melhor maneira de evitar essa doença de gato, é vermifugar o bichano e ensiná-lo a fazer as necessidades sempre na caixa de areia.

Vamos falar um pouco sobre gatos em geral

Os gatos vem de uma família de felinos carnïvoros e também podem portar doença de gato.
Os gatos vem de uma família de felinos carnïvoros e também podem portar doença de gato.

Os felídeos são uma família de animais carnívoros, sendo mamíferos tigrados. Tal espécie surgiu há 25 milhões de anos na Terra no período oligoceno, que é o período em que menos surgiram novos mamíferos.

Existem duas famílias de felídeos: pantherinae que agrupa os grandes felinos como a onça, e a família dos felinae que agrupa os menores, como a jaguatirica e o nosso querido gato doméstico. A família Felinae surgiu há 12 milhões de anos.

Características dos felinos: todos, sem exceção são carnívoros. As espécies selvagens são naturalmente solitárias, e os domésticos se chegarem a viver livres na natureza, podem chegar a formar grupos. Portanto, normalmente não são gregários. E são esses últimos que podem transmitir as doenças de gato citadas anteriormente.

Vale à pena dizer, que os gatos tem hábitos noturnos. Também são discretos e preferem lugares de difícil acesso. No entanto, podem ser encontrados em ambientes diferentes, espalhados pelo planeta. Exceto em duas regiões: Australásia (parte oriental da Indonésia) e Antártida.

Gatos Domésticos

Gato doméstico pode portar e transmitir doença de gato.
Gato doméstico pode portar e transmitir doença de gato.

Os gatos domésticos atuais são uma adaptação evolutiva dos gatos selvagens. Foram feitos cruzamentos entre várias espécies para que chegassem ao tamanho e comportamento dos que vivem nas áreas urbanas.

Hoje são menores e menos agressivos. Mas consequentemente as doenças de gato as quais foram abordadas nesse artigo provém sempre dos gatos domésticos.

A interação entre homens e gatos começou há cerca de 9500 anos atrás nos vales férteis onde se desenvolvia a agricultura do Oriente Médio. Com o plantio, os roedores começaram a aparecer e foi quando o gato entrou em cena. Embora hoje exista a afirmativa de que os gatos são péssimos caçadores de ratos.

Do Egito eles foram levados clandestinamente para a Pérsia. E daí em diante sua popularidade começou a se espalhar pelo mundo. De simples caçadores de ratos, passaram a ser considerados animais de luxo, ostentados pelas damas da alta sociedade. E foi a partir de então também que as doenças de gatos passaram a ser transmitidas ao homem.

Em consequência dessa ascensão, a genética começou a ser melhorada e o primeiro gato com raça definida foi o Persa. Foi quando a raça foi levada para a Europa pelo italiano Pietro Della Valle. Daí tira-se uma boa curiosidade. A primeira exposição de gatos de raça que se tem notícia foi em Londres em 1871.

Características do gato doméstico

A média de peso do gato doméstico fica entre 2,5 e 7kg, mas, em algumas raças como o Maine Coon por exemplo, esse peso pode chegar até 12kg. Acima disso, se ocorrer, será por excesso de alimentação. A média de vida é de 15 a 20 anos, por isso, é bom manter o bichano dentro de casa para evitar contrair uma doença e assim viver mais. Doença de gato não é nada fácil de tratar!

Sabe como esses felinos caseiros conservam sua energia? Dormindo a maior parte do tempo. A duração média do período de sono varia em média entre 13 a 14 horas de sono. Alguns chegam a dormir 20 horas por dia.

São os mestres do equilíbrio e da flexibilidade, por isso, conseguem planejar o salto e até mesmo a queda para cair em pé. Eles precisam de apenas 90 cm para se virarem e preparar o salto. Verdadeiros ninjas! Os passos são precisos, portanto, conseguem colocar a pata diretamente sobre a pegada anterior, evitando ruídos e trilhas muito nítidas.

Popularidade

Desde que o gato passou a dividir os espaços com os seres humanos, que ele tem sido destacado para vários segmentos da sociedade. Além de presentes nos lares e na natureza, são símbolos místicos de muitas crenças e também muito requisitados no mundo artístico.

Prova disso, é a presença deles nos desenhos animados, nas tirinhas de jornais, nos contos infantis, fábulas, contos de fada e filmes para televisão e cinema. É sem dúvida uma figura carismática que agrada crianças e adultos. E por isso, para que essa presença se torne constante, é que precisamos cuidar de sua saúde e evitar que transmitam a nós uma doença de gato.

Atenção tutores! Todo o conteúdo publicado no portal Vidanimal é de caráter APENAS informativo e não pretende substituir o aconselhamento médico ou a consulta veterinária com relação à sintomas, tratamentos ou diagnósticos.

O nosso compromisso e objetivo é levar a informação até você através de conteúdos relevantes e gratuitos sem qualquer pretensão de prescrever substâncias, receitas, remédios ou tratamentos veterinários ou de substituir a opinião e orientação de profissionais especializados e qualificados em suas respectivas áreas de atuação.

O Vidanimal Não recomenda que seus leitores façam tratamentos ou utilize substâncias em seus animais por conta própria, mesmo que naturais, sem a indicação de um veterinário. Não automedique o seu animal sem antes consultar um veterinário!

Assim, por mais completo e detalhado que o artigo aqui publicado venha a ser, ele é apenas complementar e para fins informativos. Portanto, nenhum conteúdo aqui produzido substitui uma consulta veterinária.

Os conteúdos aqui fornecidos não possuem qualquer tipo de garantia, sendo a sua utilização de risco assumido pelo próprio usuário. No entanto, jamais publicaremos alguma informação ou produto que não tenha sido pesquisado, que não tenha respaldo técnico ou que não tenha sido avaliado por um especialista.

Todas as correções e revisões passam pela nossa equipe editorial, sendo avaliadas pelos profissionais capacitados de nossa equipe.

Correções e revisões feitas pelo médico(a) veterinário(a) Dr. Patrick Rafael Teixeira Batista, CRMV/SP:26050