Pug

O carrancudo mais adorável do planeta
(Créditos/Copyright: "Dancestrokes/Shutterstock")
Pug

Origem: China
Data de origem: 400 BC / 1700 a.C.
Grupo de Raças: FCI Grupo 09 – Cães de Companhia – Molossóides de pequeno porte / Mastiff / AKC Grupo Toy.
Função original: Cão de colo
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: mop, mol, carlin, carlino, cão-pug
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 30 cm a 36 cm / Fêmeas de 25 cm a 30 cm
Peso: Machos de 6 kg a 9 kg / Fêmeas de 6 kg a 8 kg
Cores: prata, amarelo acastanhado ou apricô e preto, com focinho preto ou máscara.
Pelos: curto
Manutenção: fácil, escovações semanais.
Expectativa de vida: cerca de 12 a 15 anos
Filhotes:
Reconhecimento (Canil):CKC, FCI, AKC, UKC, KCGB, CKC, ANKC, NKC, NZKC, APRI, ACR, DRA, NAPR, ACA.

Introdução à raça Pug

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trio de Pugs apricôs e preto juntos no campo após uma caminhada. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

O Pug é uma raça de cão de companhia de pequeno porte originária da China. Tal afirmação é baseada no fato de terem encontrados cães similares na Ásia Oriental por volta de 1700 a.C. Mas foi apenas quando levada à Europa, primeiramente pelos holandeses e em seguida pelos ingleses, é que a raça atingiu o padrão conhecido dos dias de hoje.

Adotada pela realeza européia da época, foi a raça preferida de Josefina, esposa de Napoleão Bonaparte, conquistando diversos nomes dependendo do país em que viveu e espalhando a sua popularidade pelo mundo, cconservando-a até os dias de hoje. O Pug é uma das raças mais populares e mais vendidas no mundo.

Pelo seu tamanho e por não necessitarem de muito exercício, o Pug é o tipo de cachorro ideal para apartamento. Pugs são cachorros braquicefálicos, ou seja, cachorros de focinho “achatado”, característica esta que faz com que seu sistema respiratório superior seja comprimido, o que diminui a sua tolerância ao exercício físico e temperaturas elevadas, levando muitas vezes a dificuldades de respiração.

Esta é a sua maior característica: o rosto enrrugado que denota um ar carrancudo que até lhe rendeu o apelido holandês “mopshond”, que significa “resmungar”, apesar da sua natureza brincalhona e amável. O Pug é conhecido por ser o palhaço do mundo canino e por ter um enorme senso de humor e gostar de se mostrar. Por isso não deixe que a sua cara enrrugada lhe engane: O Pug está sorrindo por dentro, está rindo de você e com você — e está também tentando fazer você rir. Os cães vivem para se divertir, esse é o segredo da sua popularidade duradoura.

Por gostar tanto de diversão, o Pug também adora crianças, não é à toa que está entre as melhores raças para crianças. Não tem nada que deixa o Pug mais feliz que ficar perto do seu dono e da sua família, por isso está sempre seguindo alguém pela casa — nada o deixa mais feliz que se sentir parte da família em todos os momentos. Ele é uma raça inteligente, porém pode ser um pouco teimosa e cabeça-dura, mas sempre agradável e querendo agradar, ficando até doentes e magoados quando ignorados.

Em geral são afetuosos, leais, brincalhões e levados. O seu pelo fino, curto e macio pode ser preto sólido, prata ou apricô com marcas escuras bastante definidas. Com rugas profundas na testa e enormes olhos escuros e lustrosos, o Pug tem quase uma expressão humana. Se treinados e socializados da maneira correta, costumam se dar bem com outros cães e gatos.

Origem da raça Pug

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Pug filhote preto em cima do banco do parque. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

O Pug possui origens desconhecidas, o que já provocou grandes debates entre os amantes da raça. Acredita-se porém, que o Pug tenha originado antes de 400 AC na Ásia, contudo não se tem total certeza. Outros acreditam que comerciantes holandeses trouxeram a raça do Leste Europeu. Dizem também que a raça pode ter descendido do Pequinês de pelos curtos, enquanto outros acreditam ter sido o resultado do cruzamento com um pequeno Buldogue, sendo que uma terceira teoria afirma que o Pug seria uma miniatura do Mastife francês ou Dogue de Bordeaux.

Os Pugs na China

Embora a sua ancestralidade tenha sido perdida na antiguidade, o Pug é uma exceção no grupo Toy por ser a única raça que descende dos antigos mastifes, retendo muitas de suas características. Por esta razão, uma das teorias mais aceitas é a de que os Pugs tenham se originado mesmo na China, datando por volta da Dinastia Han, entre 206 A.C e 200 D.C. É uma raça bastante antiga, uma das várias miniaturizadas na Ásia, onde já foi o animal de estimação favorito dos monastérios Budistas no Tibet muitos séculos atrás.

Por isso, alguns historiadores acreditam que o Pug esteja relacionado com o Mastife Tibetano, que eram presenteados aos Imperadores da China vivendo em acomodações luxuosas, as vezes até protegidos por guardas. Os Pugs são um dos três tipos de cães de focinho achatado conhecidos por terem sido cruzados pelos chineses: o “cão-leão” Pequinês e o Lo-sze, que era o antigo Pug.

Na China, as rugas faciais do Pug eram uma característica essencial da raça, uma espécie de “marca do príncipe”, ou ruga vertical da testa, uma semelhança com o caractere chinês para “príncipe”. Por esta razão, alguns historiadoresa acham que os famosos “Cães Foo” da China são representações do antigo Pug.

O Pug no Japão e no resto do mundo

Ao final dos anos 1500 e início dos anos 1600, a China passou a comercializar com outros países e assim, a raça chegou ao Japão e ao resto da Europa onde tornaram-se os favoritos da realeza européia rapidamente, e até tiveram papéis importantes na história de muitas destas famílias. Na Holanda, por exemplo, o Pug se tornou o cão oficial da Casa Laranja.

Chegados ao país através de comerciantes da Companhia de Comércio Holandês e Leste da Índia, um deles tornou-se bastante popular devido a um episódio envolvendo o Príncipe William III, que teve a sua vida salva quando o seu Pug soou o alarme ao escutar soldados espanhóis se aproximando em 1572.

Quando o príncipe foi para a Inglaterra em 1688 com sua esposa, Maria II, para se apossar do trono de James II, trouxeram Pugs com eles. Na França, por volta de 1.790, já haviam Pugs, Maria Antonieta tinha um Pug antes de se casar com Luis XVI, e a esposa de Napoleão, Josephine, também possuía um que costumava carregar mensagens em sua coleira para Napoleão quando estava aprisionada.

No início de 1800, Pugs foram padronizados como raça com duas linhas tornando-se dominantes na Inglaterra – a linha Morrison que descendiam dos cães reais da rainha Charlotte, esposa de George III; e outra linha desenvolvida pelo Lorde e Lady Willoughby d’Eresby, vinda de cães importados da Rússia ou Hungria. Enquanto isso na China, os Pugs continuaram a ser criados pelas famílias reais.

Quando os ingleses invadiram o Palácio Imperial Chinês em 1860, descobriram vários Pequineses e Pugs e trouxeram muitos exemplares de volta com eles para a Inglaterra, onde foram exibidos pela primeira vez em 1861. Nos Estados Unidos, os Pugs foram introduzidos depois da Guerra Civil, e a raça foi reconhecida pela AKC em 1885, e fundado em 1931, o primeiro Clube de Cão Pug da América.

O Pug tem sido conhecido por muitos nomes: mopshond na Holanda (referindo-se as suas tendências de resmungar); mops na Alemanha e Pug holandês ou chinês na Inglaterra. A palavra “pug” deriva-se tanto do Latin “pugnus”, que significa murro, por causa da sua face que parece uma mão fechada; ou dos “macacos sagui pug” animais de estimação muito populares no século XVIII com os quais os Pugs se parecem. Seja lá qual for o seu nome, uma coisa é certa: o seu lema oficial “multum in parvo” que significa “muito em pouco” se encaixa perfeitamente.

Aparência do Pug

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Pug da cor apricô e sua carinha fofinha irresistível. (Créditos/Copyright: “Nature Art/Shutterstock”)

O Pug é uma raça muito comum. A sua cabeça é grande e redonda, coberta por dobras como uma pequena versão do Shar Pei ou Buldogue. Pugs possuem um focinho extremamente curto que parece ter sido achatado, uma característica das raças braquicefálicas, com um nariz preto, como se tivessem uma máscara negra na face, com uma “marca de polegar” bem definida na testa e um caminho negro abaixo do centro das costas. Suas verrugas nas bochechas são chamadas de “pontos de beleza”.

Sua cara fofinha e seus olhos redondos enormes são sempre cheios de expressões, sempre suaves e solícitas, e suas orelhas são macias e aveludadas, complementando sua aparência fofa. O Pug possui a característica de mandíbula chamada de “undershot”, quando a arcada de dentes de baixo se estende além da arcada de cima. Embora pequenos, o Pug possui um corpo compacto, pescoço largo com uma papada que termina em um corpo largo e quadrado. Os Pugs possuem pernas curtas e magras, e um rabo encaracolado que cai sobre as costas. Uma pelagem curta, macia e lisa cobre todo o seu corpo, nas cores castanho e preto, prata ou apricô.

Ambiente Ideal para o Pug

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Dupla de Pugs filhotes emc iam da cama trocando carinho de irmãos.(Créditos/Copyright: “Marcia Moreno/Shutterstock”)

Por serem pequenos, quietos e relativamente inativos quando dentro de casa, são uma excelente escolha de raça para apartamentos ou pequenos espaços, desde que tenham oportunidades de caminhar e de se exercitar de forma moderada. Devido ao seu focinho achatado, como toda raça braquicefálica, não se adapta bem a climas extremamente quentes ou frios demais e muito húmidos, por esta razão devem ser mantidos dentro de casa. Além disso, adoram ficar perto de seus donos e não gostam de ficar sozinhos. Apesar de brincalhões e alegres, não precisam necessariamente de um jardim para brincar e costumam gostar da companhia de outros animais para não se sentirem abandonados.

Temperamento & Personalidade do Pug

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Pug no colo da sua dona como ele gosta. (Créditos/Copyright: “Africa Studio/Shutterstock”)

O temperamento de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Pug precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Pug cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Pug é sagaz e está sempre com uma atitude alegre, animada e espirituosa. Ele é leal e afetuoso com relação a sua família. Brincalhão, vívido e atrapalhado, com certeza irá fazer todos rirem com seu jeitinho engraçado. Eles podem ser bons cães de guarda, muito leais, mas não costumam ser to tipo escandalosos, e não espere que eles caçem ou tragam de volta presas.

Os Pugs se dão bem com outros cães e animais de estimação, e ainda se comportam de maneira impecável com visitantes. Além disso, são uma das excelentes raças para conviver com crianças. Eles exigem muita socialização e podem ser ciumentos se ignorados pelos seus donos.

Os Pugs foram criados para serem cães de companhia, e é isso que fazem de melhor. O Pug precisa de afeição — e costuma praticamente implorar por atenção, além de ter a tendência a ser sedentários, felizes de apenas deitar no seu colo enquanto você lê um livro ou assiste a um filme — portanto, ficam muito infelizes se a sua devoção não for recíproca. O que eles mais gostam na vida é ficar junto de seu dono o dia inteiro.

Pugs também costumam levar treinamento à sério – quer dizer, eles sabem treinar seus donos direitinho para mimá-los. Eles amam comer e é muito difícil resistir a sua carinha “pidona” quando eles querem implorar por alguns pedacinhos de comida. Eles também possuem uma péssima reputação com relação ao treinamento para fazer suas necessidades em locais específicos ou fora de casa. Mas, se você aprender a ler a sua linguagem corporal, eles são capazes de lhe mostrar quando precisam sair para fazer suas necessidades. Estes cães podem ser teimosos se sentirem que são mais fortes que os humanos ao seu redor.

Os Pugs são sensíveis ao tom da sua voz, por isso punições muito duras são desnecessárias. Eles precisam de donos calmos, mas firmes, confidentes e consistentes com as regras. Você tem que ser o líder do bando.

Pugs que não possuem fortes líderes podem ficar ciumentos, e começar a apresentar uma série de comportamentos inadequados como se apoderar de móveis na casa, comida, brinquedos ou outros locais da casa em que vivem. Este tipo de comportamento é conhecido por Síndrome do Cão Pequeno, e só acontece quando os cães são permitidos a tomar conta da situação, sendo corrigido quando o dono retoma o controle, pois é muito estressante para um cão ter que manter os seus humanos na linha.

O Pug perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado.

Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar. Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos.

Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Pug

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Pug Mãe e filho deitado juntos no banco do parque. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Pug à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar.

Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde. Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bacteria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce.

Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. O seu pelo macio e curto é fácil de cuidar. Escove e penteie os pelos dele com uma escova e pente firmes e use shampoo apenas quando necessário. Seque-o bem depois do banho para que ele não fique com frio ou se resfrie. Os olhos e as dobras devem ser limpas regularmente para prevenir infecções.

A área do focinho também deve ser limpa, pois ele tem a tendência a babar. O Pug precisa de apenas o mínimo de exercícios, mas necessita de cuidados com a sua dieta para não ganhar peso. Pugs também soltam bastante pelos o ano inteiro, mas uma maior quantidade durante a primavera quando vivem em locais onde as 4 estações são mais definidas.

Atividade & Exercícios do Pug

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Pug correndo livremente na praia. (Créditos/Copyright: “gp88/Shutterstock”)

Os Pugs são cães fortes com pernas curtas e retas. E precisam fazer caminhadas, curtas, porém diárias. Enquanto caminham, precisam estar ao lado de quem segura a guia, que por instinto mostre a ele que o líder lidera o caminho, e este líder precisa ser humano. Eles adoram jogos energéticos e serão mais saudáveis se tiverem oportunidades regulares para se exercitarem.

Mas cuidado para não exagerar, especialmente se começarem a ficar ofegantes ou espirrar, pois se cansam rapidamente e a sua dificuldade de respiração pode se agravar. Eles são bastante vívidos, e embora sejam ativos dentro de casa, não precisam necessariamente de um jardim. Eles gostam de caminhar, mas precisam ter água sempre disponível, pois possuem tendência a superaquecer e não conseguem resfriar o corpo rapidamente. Eles costumam se adaptar a qualquer meio e podem se exercitar conforme tiver oportunidade.

Contudo, são preguiçosos, e por isso é necessário que as atividades físicas sejam regulares, até porque também ficam obesos com facilidade. O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro.

Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Saúde do Pug

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Filhote de Pug preto deitado no chão. (Créditos/Copyright: “Ezzolo/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Pugs são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

O formato da cara do Pug faz com que seus olhos sejam mais suscetíveis a lesões e que ele tenha dificuldades de respiração e alergias por causa do seu focinho curto e achatado, fazendo com que ele espirre e ronque com frequência. Eles também possuem uma condição chamada de síndrome braquicéfalo, comum em raças braquicefálicas como ele, caracterizada por narinas comprimidas e um palato mole alongado, que também podem causar problemas respiratórios, especialmente em climas úmidos, ou se ficarem obesos.

Por causa dos glóbulos oculares enormes, os Pugs podem ter uma variedade de problemas nos olhos, desde arranhões e inflamações nas córneas a proptose, uma condição que ocorre quando o glóbulo ocular é retirado de órbita e a pálpebra fica presa por trás dele); distiquiase ou crescimento anormal dos cílios as margens dos olhos resultando em arranhões nos olhos; atrofia progressiva retinal, uma doença degenerativa das células visuais da retina que leva à cegueira; entropio, quando a pálpebra de baixo dobra-de para dentro dos olhos causando irritação; ceratoconjuntivite seca, ceratite pigmentar ou olhos secos causados por não produzir lágrimas o suficiente para irrigar os olhos.

É essencial manter os Pugs frescos, limitar seus exercícios físicos em dias muito quentes, e restringir a quantidade de comida deles para mantê-los em um peso saudável. O Pug possui dificuldade em dissipar o calor e nunca deve ser deixado em climas muito quentes ou esquecidos dentro do carro por longos períodos sem ar condicionado. Costumam pegar resfriados facilmente e ficam estressados tanto em climas muito quentes como frios. O Pug também possui o que chamamos de “espirro em reverso”, uma forma de ajuste ao ofegar e bufar para remover fluídos debaixo do palato.

O Pug é também suscetível a Encefalite de Cão Pug ou PDE, uma inflamação do cérebro que acaba aparecendo na fase adolescente dos Pugs geralmente entre os 2 e 3 anos. Alguns problemas ortopédicos também podem ocorrer. Como muitos cães menores, os Pugs podem ter também uma deformação nos quadris chamada doença de Legg-Calvé-Perthes, que reduz o fornecimento de sangue para a cabeça da perna traseira causando a degradação. Os cães de focinho curto, incluindo Pugs, podem nascer com uma condição na espinha dorsal chamada de hemivertebra, em que os ossos da espinha ficam deformados.

As rótulas dos joelhos dos Pugs também podem sair do lugar, uma condição chamada de luxação patelar. E embora seja classificado como cão Toy, o Pug também pode estar predisposto a ter displasia de quadril. Os Pugs ainda podem vir a ter algumas doenças de pele como Cheyletiella Dermatite ou caspa móvel causada por um pequeno ácaro; sarna demodéctica ou demodicose, causada por um outro tipo de ácaro, infecção pela bactéria estafilococo que desenvolve espinhas e folículos pilosos infectados se o seu sistema imunológico estiver estressado e infecção por fungos, que causa mal cheiro, pele escura e escurecida.

Além disso, Pugs podem ter epilepsia idiopática ou convulsões sem razão, degeneração dos nervos, sensibilidade de vacinas, problemas dentários e defeitos no fígado, sendo que as fêmeas no geral precisam fazer cesáreas por causa do tamanho das cabeças dos seus filhotes. Mesmo assim, os Pugs estão entre os cães de maior longevidade canina.

Treinamento do Pug

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Filhote de Pug preto na grama do jardim. (Créditos/Copyright: “Natalia Fadosova/Shutterstock”)

O Pug pode ser um pouco teimoso de vez em quando, mas está sempre querendo agradar. Fazer do treinamento algo divertido chamará a sua atenção e irá mantê-lo atraído. Usar variedade de métodos de treinamento pode funcionar com o Pug, pois eles se entediam facilmente. É uma das raças mais difíceis de serem treinadas, por isso consistência é necessário. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Treino de obediência desde cedo é bastante recomendável para que o treinamento seja mais eficiente e mais fácil quando ele estiver maior e mais velho.

Além disso, é necessário ser gentil ao treiná-lo, pois ele é sensível ao tom de voz do seu dono. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro. Ensiná-lo a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do seu filhote. Há vários métodos de treinamento, o da “caixa” é bacana se for preciso adaptá-lo a algum ambiente confinado e seguro por razões de segurança e conforto.

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