Bichon Frise

O aristocrático fofinho e macio - o perfeito "Cão de colo encaracolado"
(Créditos/Copyright: "Viorel Sima/Shutterstock")
Bichon Frise

Origem: Espanha
Data de origem: século XIV
Grupo de Raças: FCI Grupo 9 – Cães de companhia – Bichons e raças semelhantes / Cão Apontador / AKC Não-Esportistas.
Função original: cão de colo, cão de companhia
Função atual: cão de companhia
Outros nomes ou apelidos: Bichon
Tamanho: porte pequeno
Altura: Machos de 23 cm a 30 cm / Fêmeas de 23 cm a 28 cm
Peso: de 3 kg a 5 kg
Cores: branco, creme, cinza e apricô
Pêlos: encaracolados, emplumados, macios.
Manutenção: difícil, requer cuidados profissionais.
Expectativa de vida: cerca de 15 anos ou mais.
Filhotes: de 1 a 6 filhotes, padrão de 4 a 5.
Reconhecimento (Canil): ACA, ACR, AKC, ANKC, APRI, BFCA, CKC, CKC, DRA, FCI, KCGB, NAPR, NKC, NZKC, UKC.

Introdução à raça Bichon Frise

Bichon Frisé fêmea e seu filhotes (Créditos/Copyright: “pixshots/Shutterstock”)

Originalmente conhecido por Bichon Tenerife, esse animado pompom felpudo foi trazido para o continente Europeu das Ilhas Canárias, território espanhol próximo ao Marrocos, durante o século XIV, onde se tornou um dos animais de estimação mais adorados pela aristocracia, principalmente na França. Dizem que o Bichon descende de várias raças pequenas: o Coton de Tulear, o Bolonhês, o Havanês e o Maltês. Acredita-se que por terem se originado no Mediterrâneo, podem ter sido trazidos por rotas de comércio para outros países europeus.

O seu nome francês “Bichon Frisé” é traduzido literalmente para “Cão de colo encaracolado”.

Após um declínio em popularidade, foram banidos para as ruas, e mesmo assim a personalidade alegre do Bichon acabou conquistando os corações das pessoas comuns. Não foi até 1930 que seus admiradores passaram a levar à sério esse cãozinho o suficiente para buscar o reconhecimento oficial da raça. Por volta de 1934, a sua linhagem foi padronizada, um padrão foi estabelecido e sob o seu novo nome, o Bichon Frise foi admitido no Clube de Canil Francês, e desde então tem feito admiradores pelo mundo inteiro.

O Bichon é um companheiro ideal. Com seus corpinhos compactos, carinhas de bichinho de pelúcia e pelos branquinhos macios, eles são uma raça muito atraente cuja aparência é ainda mais admirada pela sua natureza e disposição alegre, versátil, intrépida, inteligente, brincalhona e gentil, sempre com uma expressão suave e inquisitiva.

O seu pelo, que cai muito pouco, é branco com sombras na cor creme e apricô. Pigmentação escura no nariz e em volta dos olhos escuros e grandes melhoram ainda mais a sua aparência. Ele está sempre contente e adora brincar, exceto quando são deixados sozinhos por longos períodos de tempo, pois possuem a reputação de sofrer de ansiedade de separação, portanto é bom não se ausentar muito.

Bichons não só gostam de estar com a sua família, mas precisam estar junto delas. Costumam se ajustar a diferentes estilos de vida, desde que não tenham que ficar sozinhos. O Bichon é uma das raças de cães mais afetuosas e doces que existe – uma excelente escolha para animal de estimação, e por serem pequenos, são uma ótima raça para quem vive em apartamento. Embora tenham muita energia, precisam de poucos exercícios, porém diários, que incluem brincadeiras e caminhadas curtas.

Cuidados profissionais para manter seus pelos macios e brilhantes e em boas condições, podem ser necessários. O Bichon nem sempre é fácil de ser treinado, portanto paciência é necessária. É amigável com estranhos, mas capaz de alertar os donos quando um desconhecido se aproxima. Se dão bem com outros cães e animais de estimação, e até crianças, desde que sejam maduras o suficiente para não machucar ou judiar deles.

Origem da raça Bichon Frise

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Bichon Frisé e seu sorriso alegre e charmoso irresistível (Créditos/Copyright: “Tomas Picka/Shutterstock”)

Como muitas outras raças caninas, a origem exata do Bichon Frise é incerta. Alguns acreditam que o Bichon possui suas origens no Mediterrâneo, mais precisamente nas Ilhas Canárias de Tenerife, território espanhol, próximo ao Marrocos.

Diferentes tese de origem

Segundo estes relatos, a raça originou-se de cruzamentos entre o Barbet (um antigo cão d’água de pelos lanosos) com outros cães de colo brancos menores. Estes cruzamentos acabaram originando uma família de cães chamada de “barbichons”, diminutivo de “barbet”, que mais tarde foi abreviada para “bichons”. Assim, os Bichons foram divididos em 5 tipos: o Coton de Tulear, um cão originário da costa Africana próxima à ilha de Madagascar; o Maltês, desenvolvido na ilha de Malta no Mediterrâneo; o Bolonhês, raça desenvolvida no Norte da Itália perto de Bolonha; o Havanês, de Cuba; e o Tenerife, que posteriormente se tornou Bichon Frise, provavelmente levado ao resto do continente Europeu por mercadores espanhóis que costumavam usar a rota de comércio fenício.

Todos originários do Mediterrâneo, de aparência e disposição similar. Outros historiadores acreditam que navegadores espanhóis levaram alguns Bichons para Tenerife, mas registros mais antigos do Bichon que datam do século XIV, mostram quando navegantes italianos trouxeram algumas espécies da Ilha para o continente, e quando os franceses invadiram a Itália por volta de 1.500, trouxeram alguns Bichons pra a França com eles.

Difusão da raça na Europa

Independente de como o Bichon Frise chegou à Europa, a raça rapidamente se tornou o animal de estimação predileto da nobreza. Os Bichons eram muito populares nas corte reais durante os reinados do Rei Francis I da França e Rei Henry III da Inglaterra no século XVI. O Rei Henry III gostava tanto dos seus Bichons que costumava carregá-los onde quer que fosse em uma cesta pendurada em seu pescoço.

Os Bichons se tornaram favoritos das famílias reais espanholas e de até pintores como Goya, que chegou a incluir um Bichon em inúmeras pinturas suas. Mesmo assim, por razões desconhecidas, a sua popularidade caiu bastante por toda Europa, e até ensaiou uma volta durante o reinado de Napoleão III no início do século XIX, mas logo em seguida despopularizou-se novamente. Isto acabou levando a um novo capítulo na história deles, em que passou de favorito da côrte para cão de rua, onde só sobreviveu por causa da sua propensão a desempenhar truques, se unindo a vendedores ambulantes e artistas de circo para entreter transeuntes em troca de dinheiro.

Do declínio aos dias de hoje

Se não fosse pela a sua inteligência e encanto, a raça provavelmente teria sido extinta durante este período. Logo após a Primeira Guerra Mundial, eles quase desapareceram novamente, porém alguns foram trazidos de volta por soldados. Contudo, nenhum esforço real foi feito para salvar a raça até que alguns criadores franceses resolveram trabalhar duro para estabelecer e preserva-la. O seu padrão oficial foi adotado pela Sociedade Central Canina da França em 1933, sendo que até este momento a raça possuía dois nomes: Tenerife e Bichon.

No mesmo ano, o Bichon Frise foi reconhecido pela Federação Cinológica Internacional (FCI), e só então a raça foi renomeada para Bichon à poil frisé (“Bichon com o pelo enrolado”), simplificada depois para Bichon Frise. Mas a raça foi ameaçada novamente, desta vez pela Segunda Guerra Mundial, e foi apenas quando a raça chegou aos Estados Unidos em 1956 que passou a ter mais segurança. Mesmo assim, o Bichon só ficou mais famoso quando recebeu uma nova tosa e enorme publicidade em 1960. Foi aí que a raça de repente atraiu a atenção de admiradores e foi reconhecida pela AKC em 1971, e em 1975 a AKC reconheceu o Clube Bichon Frise da América.

Aparência do Bichon Frise

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Bichon Frisé com uma tosa mais aparada (Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)

O Bichon Frise é uma raça pequena que possui uma enorme semelhança física com o Maltês e o Poodle, aliás é sempre muito confundido com eles, principalmente com o Poodle. Apesar do seu tamanho, o Bichon Frise é um cão forte.

Seu corpo é excepcionalmente musculoso, especialmente das coxas a anca. Possui um pescoço longo e um peitoral bem desenvolvido. A sua cabeça, levemente redonda, possui um focinho mais curto com uma parada levemente acentuada. Quando é tosado para exposições, o seu corpo fica com a aparência arredondada. Seus olhos redondos podem ser negros ou marrom escuro sempre com uma expressão inteligente. As orelhas são caídas e cobertas por pelos longos. Seus dentes se fecham em mordida de tesoura.

As pernas são retas e a cauda é carregada sobre as costas. O Bichon possui uma pelagem dupla, suave ao toque, frouxamente encaracolada. A camada de fora é mais longa, mais grossa e crespa que a camada fina e sedosa de baixo, que juntas criam uma textura suave que se estende além do corpo dando uma aparência de bicho de pelúcia fofinho. As cores podem ser branco, creme, cinza ou apricô. A cor branca é preferível para competições.

Ambiente Ideal para o Bichon Frise

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Bichon Frisé deitado no gramado

(Créditos/Copyright: “mikeledray/Shutterstock”)
Apesar de não estarem na lista das melhores raças para viver em apartamentos, o Bichon Frise pode muito bem viver em qualquer ambiente pequeno se puder se exercitar de maneira suficiente. Eles costumam ser ativos dentro de casa, mas não necessitam de jardim. Por causa dos seus altos níveis de energia, o Bichon Frise é capaz de se exercitar por si próprio. Eles gostam de caminhar, pular e correr um espaços abertos.

Temperamento & Personalidade do Bichon Frise

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Menino com Bichon frisé filhote no colo

(Créditos/Copyright: “Laurent Renault/Shutterstock”)
O temperamento e a personalidade de qualquer cão é afetado por inúmeros fatores, incluindo hereditariedade, treinamento, e socialização. Os filhotes que possuem bons temperamentos costumam ser curiosos e brincalhões, costumam se aproximar das pessoas e gostam de ser carregados por elas. Como todo cão, o Bichon Frise precisa de socialização desde filhote — o exponha à diferentes pessoas, locais, sons, cenas e experiências. A socialização ajuda a garantir que o seu Bichon cresça saudável tornando-se um cão bastante sociável.

O Bichon Frise possui uma natureza extremamente atraente. É um pequeno cão branco fofinho que adora a companhia humana. É inteligente e possui um espírito independente, afetuoso, gentil, corajoso e vívido. É inquisitivo, confiante e energético, digno e charmoso. Possui um temperamento alegre fácil de se conviver.

Eles precisam de pessoas ao seu redor para serem felizes. São naturalmente sociáveis e são mais felizes quando fazem parte da família e participam de tudo junto deles. Esta característica sociável significa que são capazes de conviver bem com outros cães e animais de estimação e são excelentes com crianças, apesar de não estarem na lista das melhores raças para conviver com crianças.

Tanto as fêmeas quantos os machos possuem o mesmo temperamento doce. A sua atitude alegre é a sua característica mais marcante. O Bichon ama ser amado, adora ser o centro das atenções, e está sempre pronto a conquistar a todos, familiares, vizinhos e até veterinários com a sua personalidade e jeito agradáveis.

Apesar do seu temperamento independente e brincalhão, o Bichon não gosta nenhum pouco de ficar sozinho. Na verdade, a raça odeia ser deixado sozinho e muitas vezes sofre de ansiedade de separação se for ignorado por muitas horas. Em algumas situações, podem até se tornar destrutivos, mastigando, rasgando e quebrando coisas ao seu redor. Obviamente, o Bichon não é uma boa escolha para quem planeja ficar ausente por longos períodos de tempo. Sempre alerta, costuma ser um bom cão vigia, latindo para alertar a sua família de que pessoas se aproximam ou há algum perigo.

O Bichon está sempre vigiando e prestando atenção em algo novo e sempre avisará quando for preciso. Ajude-o a aprender quando alertar a todos e quando ficar quieto para que não incomode com latidos em excesso. Os Bichons são ativos em casa e famosos pelos seus rompantes de energia que causam corridas espontâneas ao redor da casa ou jardim enquanto rosnam e latem sem motivo algum aparente.

Como foi muito usado para desempenhar truques, o Bichon é competitivo e obediente, aprendem rapidamente e são muito bons com truques e em alguns esportes caninos, por isso estão sempre participando de competições populares. Mas deve ser ensinado a ter boas maneiras, por isso é essencial o seu treinamento de obediência desde filhote.

Contudo, como toda raça de porte pequeno, o Bichon pode ter dificuldades em aprender a fazer suas necessidades em locais apropriados ou fora de casa. Ele precisa de regras e limites para saber o que podem ou não fazer. Precisam também de um líder claro e firme. Não deixe que ele desenvolva a Síndrome do Cão Pequeno, um comportamento induzido por humanos em que o cão acredita ser o líder do bando e tenta mandar em todo mundo na casa, se comportando de forma inadequada para um cachorro. Isto pode causar uma série de problemas de comportamentos, incluindo latidos obsessivos, ansiedade e agressividade, o que não são características propriamente ditas de um Bichon, mas comportamentos induzidos pela forma como o cão é tratado dentro de casa.

Se o seu dono for um líder, consistentemente seguro, calmo e assertivo com relação ao seu cão, proporcionando caminhadas diárias, exercícios físicos adequados, dando limites e regras para serem seguidas diariamente e sempre mostrando com firmeza, sem agressividade o que ele pode ou não fazer, o Bichon terá uma mente estável e será sempre uma companhia confiável ao redor de qualquer pessoa, até mesmo crianças.

O Bichon Frise perfeito não nasce perfeito, ele é produto da sua hereditariedade e criação. Seja lá o que você deseja dele, procure por um que tenha tido pais com boa personalidade e que tenham sido socializados desde filhotes. Qualquer cão pode desenvolver níveis desagradáveis de latidos, cavações e outros comportamentos inadequados se estiver entediado, destreinado ou não supervisionado. Compre um filhote que tenha sido criado em casa e tenha certeza de que ele foi exposto a diferentes locais e sons, assim como pessoas antes de ir para outro lar.

Continue socializando-o sempre levando a casa de amigos e vizinhos, assim como a passeios públicos. Antes de comprar um filhote, procure saber como escolher o filhote ideal e não deixe de conversar com o seu criador, descreva exatamente o que você procura em um cachorrinho, e peça ajuda para escolher um filhote. Os criadores costumam conviver com filhotes todos os dias e podem dar excelentes recomendações uma vez que saibam um pouco sobre o seu estilo de vida e personalidade.

Cuidados & Manutenção do Bichon Frise

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Bichon Frisé fêmea e seu lacinho rosa (Créditos/Copyright: “Lauren Blackwell/Shutterstock”)

Comece a acostumar o seu Bichon Frise à ser escovado e examinado desde filhote. Mecha em suas patas com frequência — os cães costumam ser sensíveis com relação às suas patas — e olhe dentro de sua boca e orelhas. Torne essa manutenção uma experiência positiva cheia de elogios e recompensas, e assim você irá construir a base para exames veterinários e idas ao petshop mais fáceis de se lidar. Ao checá-lo, procure por machucados, arranhões, feridas ou sinais de infecção como vermelhidão, inchaço, ou inflamação na pele, nas orelhas, nariz, boca, olhos e patas. Este rápido exame pode levar a diagnósticos mais cedo e evitar maiores problemas de saúde.

Escove os seus dentes 2 ou 3 vezes na semana para remover tártaro e bactéria que proliferam dentro da boca – diariamente é ainda melhor para prevenir gengivite e mau hálito e ainda evitar o caimento de dentes precoce. Corte suas unhas uma ou duas vezes ao mês se não forem gastas naturalmente. E cheque suas orelhas uma vez por semana por sujeira, vermelhidão ou mal cheiro que possam indicar infecções. Limpe-as semanalmente usando loção de de PH equilibrado para evitar maiores problemas. Muitas vezes, é necessário arrancar os pelos que crescem dentro do canal do ouvido para evitar maiores problemas.

O Bichon Frise é de alta manutenção. O seu dono terá que dispensar um tempo considerável para cuidar dele: escovações duas vezes por semana ou mais, e banhos frequentes para mantê-lo limpo e com os pelos sedosos sem emaranhados. Além disso, antes do banho, é sempre bom certificar-se de que os pelos não têm nenhum nó, pois costumam ficar mais apertados e difíceis de tirar quando estão molhados.

A maioria dos donos desta raça levam seus cães a profissionais a cada 4 ou 6 semanas para tomar banho, escovar, tosar, cortar unhas e limpar orelhas. É preciso cortar os pelos ao redor dos olhos com tesouras para prevenir manchas. Manter a face do Bichon limpa e tosada é importante tanto para a saúde como para a aparência. Muco e corrimento dos olhos tendem a acumular nos pelos que crescem ao redor dos olhos. E problemas nos olhos podem ocorrer se não mantê-los limpos regularmente.

Os Bichons também possuem a reputação de não soltar muitos pelos, o que não é exatamente verdade. Todas as criaturas peludas soltam pelos. Contudo, por ter pelagem dupla, os seus pelos ficam presos na camada de baixo e não soltam pelo chão, por isso estes pelos soltos devem ser removidos durante as escovadas para que não fiquem emaranhados e levem a problemas de pele.

Saúde do Bichon Frise

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Bichon Frisé no parque em um dia de sol (Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)

Na maioria das vezes, os Bichon Frises são todos saudáveis, mas como toda raça canina, alguns são mais suscetíveis à certas condições de saúde. Algumas doenças são mais comuns em algumas raças que em outras e nem todos os cachorros terão uma ou todas estas doenças, mas é importante saber sobre elas ao considerar esta raça.

Algumas linhagens são mais suscetíveis a problemas nos olhos como glândulas lacrimais pequenas ou entupidas, cílios que crescem na direção dos glóbulos oculares, pálpebras que se dobram para dentro e cataratas. Manchas lacrimais também são comuns, resultado de problemas de visão e alergias por alimentos. Epilepsia e deslocamento de rótulas também são comuns.

O Bichon Frise pode também ser muito sensível a mordidas de pulgas e vacinações. Embora sejam pequenos, Bichons também podem desenvolver displasia de quadril, uma deformação genética que pode ser séria ou não; e doença de Legg-Calve-Perthes, que reduz o fornecimento de sangue da cabeça para os ossos das pernas, causando o encolhimento delas. E como toda raça de porte pequeno, Bichons podem ter problemas dentários, alergias, problemas de pele e ouvido, incluindo infecções e perda de pelos.

Há inúmeras outras condições de saúde que podem ser parcialmente genéticas para as quais não há como testar, incluindo pedras na bexiga e várias doenças autoimunes, como anemia hemolítica. Contudo, a raça pode viver por cerca de 15 anos, podendo chegar até 19 a 21 anos com uma dieta saudável, peso adequado e cuidados constantes. Na verdade, qualquer cachorro pode estender a sua longevidade canina desde que se tomem os devidos cuidados com a sua saúde.

Atividade & Exercícios do Bichon Frise

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Bichon Frisé correndo alegre pelo parque (Créditos/Copyright: “Kellymmiller73/Shutterstock”)

O Bichon Frise é um cão ativo que precisa de exercícios diários, como caminhadas pelo quarteirão, por exemplo. Embora seja pequeno, adora brincar mesmo dentro de casa, correr no jardim, ou mesmo curtas caminhadas na coleira pelo bairro. Brincar já satisfaria muito das suas necessidades de exercícios físicos, contudo, como toda raça de pequeno porte, apenas brincar não satisfaz os seus instintos caninos, por isso é preciso dar oportunidades a ele de caminhar. Cães que não caminham diariamente podem apresentar problemas de comportamento.

Estes cães precisam de treinamento e exercícios pelo menos uma vez ao dia. Se o Bichon não for exercitado o suficiente nunca ficará calmo, e provavelmente vai pular em visitantes e membros da família. O bom é que esta raça é capaz de preencher as suas necessidades de exercícios físicos adaptando-se as atividades da família. Mas não é uma raça para estilo de vida sedentário.

O importante é dar os estímulos certos e mais adequados à raça do seu cachorro. Para entender melhor o que pode ou não pode ser feito em termos de exercícios e estímulos, é preciso saber como estimular a mente do seu cão, e ter sempre em mente quais são os cuidados básicos na hora de exercitar o seu cachorro. Existem diversos motivos para exercitar e estimular o seu cão, mas o mais importante deve ser a saúde física e mental dele, sem falar que um cachorro saudável pode viver por muito mais tempo.

Treinamento do Bichon Frise

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Bichon Frisé deitado no gramado

(Créditos/Copyright: “Vladimir Nenezic/Shutterstock”)
Bichons são inteligentes e amam aprender truques. São altamente treináveis, mas tipicamente são difíceis de serem adestrados a fazer suas necessidades em locais adequados. Mantenha as sessões de treinamento curtas e divertidas, e sempre termine em tom de voz mais alto. Eles demoram a amadurecer e machos são geralmente mais fáceis de treinar que as fêmeas. Ele aprenderá melhor através de sessões de treinamento divertidas que envolvam repetição e técnicas de esforço positivo, elogios e recompensas.

Quando o treinamento é divertido, ou seja, mistura técnicas de adestramento com diversão, o resultado é sempre muito mais positivo. Algumas dicas de como se divertir exercitando o seu cachorro poderão ajudar você a treiná-lo brincando. Socialização e obediência são essenciais desde cedo. Além de ser muito importante ensiná-lo desde filhote quem é o líder.

Considere o método da caixa se precisar adaptar o seu cão a um local seguro e confinado por várias razões de segurança e conforto. Ao treiná-lo, é importante ser consistente e paciente, sendo sempre firme, mas gentil. Ensinar o seu cão a sentar, deitar e ficar no lugar é vital para o treinamento do filhote. Há muitos donos que treinam seus cães para competições mais populares, como para obediência, agilidade e rally. Outra atividade que faz muito bem a ele é cão de terapia. É importante conhecer o seu cão e entender quais são as atividades preferidas do cachorro.

Adaptabilidade

Alta

Adestramento

Moderado

Afetuosidade

Alta

Amistoso c/ cães

Muito

Função ou Tipo

Colo, Companhia

Manutenção

Alta

Ambiente ideal

Apartamento

Necessidade de exercicios

Moderada

Nível de energia

Moderado

Nível de inteligência

Moderado

Nível de Socialização

Alto

Pelagem

Curta, Encaracolada, Ondulados

Porte

Pequeno

Propenção à latidos

Moderada

Proteção e Guarda

Média

Saúde

Estável

Territorialismo

Moderado

Tolerância à brincadeiras

Normal

Tolerância ao calor

Moderada

Tolerância ao frio

Moderada

Troca de pêlos

Pouca

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