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É importante identificar quando o cachorro está envelhecendo para prevenir possíveis problemas de saúde e se preparar melhor para os cuidados que ele precisará receber deste momento em diante.

O tempo passa para todos e é natural envelhecer à medida do tempo, mas no caso dos cães, este processo de envelhecimento é ainda mais rápido. Assim como acontece conosco, existem algumas mudanças que ocorrem no corpo destes animais à medida em que eles envelhecem.

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Golden Hovawart já idoso com seus pêlos embranquiçados no focinho e na face (Crédito/Copyright: “Jag_cz/Shutterstock”)

Estes sinais podem ser tão sutis que podemos nem notar no corre-corre do dia-a-dia. Além disso, alguns cães podem ter alterações mais visíveis do que outros, pois as mudanças podem variar bastante, e em alguns cães, as mudanças podem começar a ocorrer em uma idade mais jovem.

Cada raça também tem suas variações e longevidade, portanto estas mudanças também podem variar a cada espécie. Em alguns cães de pequeno porte, problemas cardíacos são mais comuns, enquanto que nos cães de porte maior, os problemas de mobilidade como artrite, displasia de quadril são mais frequêntes.

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Labrador Retriever preto com seu focinho embranquecendo (Crédito/Copyright: Shutterstock”)

Saber o que muda pode ajudar você e seu cão a se ajustarem. Há muitas maneiras que podem ajudar o cão mais velho a se adaptar a essas mudanças. Por esta razão, é muito importante ficar atento a estes sinais de envelhecimento e observar sempre o seu comportamento e funções básicas, para ajudar a detectar eventuais problemas de saúde logo no início, tornando o tratamento mais eficaz em muitos casos.

É preciso monitorar seu cão idoso mais de perto. Não despreze uma mudança de atividade ou comportamento do seu cão achando que “é apenas velhice”.

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Golden Retriever mais velho (Crédito/Copyright: “Jerry Voss/Shutterstock”)

Muitas das mudanças também podem ser sinais de uma doença mais grave. Os sinais mais comuns e mais fáceis de se detectar são, por exemplo, o seu desaceleramento e perda de mobilidade física; o ganho de peso; não responder ao ser chamado; olhos turvos; uma maior frequência ao fazer suas necessidades; o aparecimento de nódulos e mau hálito que costuma indicar problemas nos dentes ou gengiva.

Podemos ajudá-los a enfrentar e se adaptar a estas mudanças de muitas maneiras, não apenas diagnosticando precocemente os problemas, mas medicando de forma adequada, modificando o ambiente em que vivem, a sua alimentação e suas atividades, assim como a maneira como passaremos a interagir com eles.

Listamos abaixo 20 mudanças que costumam ocorrer e sinais que devemos prestar atenção para que possamos ajudar nossos amigos a enfrentar este processo de envelhecimento de forma mais suave e com mais dignidade, veja abaixo:

1. Mudanças na alimentação

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Beagle adulto posando ao lado de seu bowl de comida (Crédito/Copyright: “Buffy1982/Shutterstock”)

À medida em que os cães envelhecem, o metabolismo deles também muda ficando mais lento e suas necessidades calóricas diminuem, caindo para 20%. Como o seu nível de energia diminui, suas atividades também desaceleram, e por esta razão, não devemos alimentá-los na mesma proporção de quando eram jovens, pois ganharão mais peso que deveriam podendo ficar obesos. A obesidade é um dos maiores problemas de saúde em cães idosos, pois acarreta no surgimento ou agravamento de outras patologias.

Além disso, devemos diminuir também a gordura e aumentar o volume de fibras em sua dieta, especialmente se o cão não estiver se alimentando de maneira adequada ou possui outras condições de saúde. Alguns veterinários recomendam o uso de suplementos vitamínicos junto à sua alimentação.

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Daschhund idoso se alimetando com uma dieta mais adequada à sua idade (Crédito/Copyright: “Simon Kadula/Shutterstock”)

É recomendável também mudar a ração para uma ração própria para cães idosos e seguir corretamente as recomendações de quantidade da embalagem, diminuindo a quantidade gradualmente. Seguindo estas dicas abaixo, fica fácil mantê-lo saudável e forte através de uma alimentação adequada:

1. Mantenha a saúde e o peso ideal para a idade;
2. Evite ou torne mais lenta a progressão de doenças;
3. Minimize ou melhore os sinais clínicos de doença existente;
4. Crie uma rotina diária consistente minimizando o stress;
5. Ofereça múltiplas refeições diárias com intervalos regulares;
6. Opte por alimentos agradáveis e com odor mais forte;
7. Prefira uma dieta de baixa proteína e pouca gordura,mas de boa qualidade;
8. Cuide de sua dentição diariamente;
9. Mantenha os exercício diários, mas de intensidade moderada;
10. Faça uma dieta terapêutica quando necessária.

2. Mudanças nos pêlos e na pele

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Labrador Retriever chocolate e seu focinho esbranquiçado e patas já faltando pêlos (Crédito/Copyright: “Hannamariah/Shutterstock”)

Como os humanos, o cão idoso também passa por uma transformação na coloração dos seus pêlos — um gradual embranquecimento, principalmente no focinho e ao redor dos olhos. Eles também ficam mais fininhos e sem brilho, podendo também ser sintoma de doença ou deficiências nutricionais. Eles também passam a necessitar de escovações mais frequentes, dando atenção especial ao abdômem e à área anal.

Além se ser uma ótima desculpa para passar o tempo acariciando eles, a escovação também ajuda a detectar pequenos tumores na pela ou outros problemas, dando a oportunidade para apalpar o abdômem e as mamas em busca de qualquer alteração suspeita. A pele deles também fica mais fina, menos elástica e mais sensível, podendo facilmente ser machucada.

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Golden Retriever já idoso com sua face toda branca (Crédito/Copyright: “zagart116/Shutterstock”)

Alguns cães podem também desenvolver espécies de verrugas que não devem ser removidos a não ser que sejam alvo de machucados frequêntes. Tumores cancerosos também podem ocorrer. Pele seca também pode ser um problema para alguns cães idosos e alguns veterinários costumam recomendar suplementos de ácidos graxos para auxiliar a restaurar um pouco do brilho original da pelagem e aliviar a pele seca.

3. Aparecimento de calos

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Cão deitado com patas já cheias de calos (Crédito/Copyright: “Dario Lo Presti/Shutterstock”)

É muito comum o aparecimento de calos nos cotovelos de cães idosos de porte grande. Isto se dá devido a tendência à inatividade prolongada, permanecendo mais tempo deitados, especialmente se a superfície for dura. Você pode evitar isso providenciando uma caminha macia, especialmente ortopédica, almofadas ou um simples colchonete, para diminuir o problema e aliviar os seus ossos já gastos pela idade. Cremes ou óleos próprios para cães também ajudam a amaciar a região, aliviando a pele deles.

4. Unhas quebradiças e patas espessas

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Cão com suas almofadas das patas já mais espessas (Crédito/Copyright: “MR.RAWIN TANPIN/Shutterstock”)

Assim como ocorrem mudanças nos pêlos, as unhas também mudam e ficam ressecadas e quebradiças, por isso devem ser aparadas com mais cuidado e mais regularidade para prevenir que se machuquem. Uma vez que os cães idosos se exercitam menos, as unhas passam a não se desgastarem naturalmente como antes. As suas almofadas das patas ficam ainda mais espessas e ficam mais frágeis.

5. Dificuldade de mobilidade

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Treeing Walker Coonhound deitado na cama exausto pela dificuldade de se locomover (Crédito/Copyright: “Lindsay Helms/Shutterstock”)

Exatamente como acontece com os músculos humanos (se não forem usados se atrofiam), os cães idosos menos ativos perdem tonicidade e massa muscular, fazendo com que seus movimentos fiquem mais difíceis de serem executados e, assim, eles passam a se movimentarem ainda menos menos, criando um círculo vicioso.

É muito importante manter uma forma de exercitar o seu cão de maneira moderada e regularmente: caminhadas mais curtas, porém mais frequêntes; oportunidades para nadar sem stress e por tempo curto; ou outras rotinas semelhantes. Desta forma você mantém os seus músculos em atividade sem lesionar ou extenuar a sua musculatura.

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Cachorro de raça indefinida deitado no sofá descansando (Crédito/Copyright: “Lindsay Helms/Shutterstock”)

O exercício físico é essencial para qualquer cão, em qualquer idade, mas para o cão idoso é muito importante para a saúde dos seus músculos, bem como o coração, o sistema digestivo, e para a sua atitude. Estas rotinas de exercícios podem ser adaptadas de acordo com as habilidades do seu cão. Providencie rampas, banquetas para manter seus pratos de comida e água numa altura confortável, camas com colchonetes ortopédicos, roupa ou cobertor para mantê-los aquecidos, por exemplo irão auxiliar em uma maior qualidade de vida.

6. Doenças dentárias

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Labrador checando suas gengivas e dentes (Crédito/Copyright: “Olena Yakobchuk/Shutterstock”)

A doença dentária é a mudança mais comum nos cães idosos. Pesquisas mostram que, aos três anos, 80% dos cães mostram sintomas de doenças nas gengivas ou nos dentes.

É importante incluir em sua rotina pedaços de ossos verdadeiros e/ou de “couro” para que eles possam roer, além de outras guloseimas próprias para este fim. A escovação dental com escova apropriada diariamente também ajuda a minimizar e até prevenir o surgimento de doenças dentárias como gengivite, tártaro e as cáries.

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Cachorro fazendo seu ceckup dentário no veterinário (Crédito/Copyright: “Halfpoint/Shutterstock”)

Aqueles que não receberem os devidos cuidados podem desenvolver problemas dentários à medida que envelhecem e até ter complicações mais sérias. A limpeza do tártaro realizada com regularidade pode também atenuar ou evitar o mau-hálito. A retirada de dentes cariados, quebrados ou com alguma doença periodental pode trazer grande alívio ao anima, check-ups periódicos.

7. Constipação ou prisão de ventre

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Cachorro idoso deitado no chão descansando (Crédito/Copyright: “Joy Brown/Shutterstock”)

Com o envelhecimento, a velocidade da digestão do alimento no aparelho digestivo diminui, resultando em prisão de ventre. A constipação causa dor ao defecar, especialmente em cães que possuem displasia de quadril ou da glândula anal. A falta de atividade também contribui para a constipação, que também pode ser um sinal de algumas condições de doenças graves. Laxantes ou dietas ricas em fibra podem ajudar, além de muita água sempre disponível.

8. Deficiência do sistema imunológico

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Labrador idoso internado em clínica veterinária a espera de exames (Crédito/Copyright: “Jaromir Chalabala/Shutterstock”)

Outra decorrência do envelhecimento, é a deficiência do sistema imunológico, que faz com que ele não funcione mais de modo eficiente e o cão idoso fica mais sujeito à doenças infecciosas e, nestes casos, se apresentam de forma mais grave que num cão jovem. É importante manter todas as vacinas em dia. Infestações de pulgas, carrapatos e vermes devem ser imediatamente combatidas para evitar maiores complicações.

9. Deficiência das funções cardíacas

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Golden retriever idoso no jardim (Crédito/Copyright: “Nick Chase 68/Shutterstock”)

O coração a mesma coisa, à medida que o cão envelhece, ele fica menos eficiente. Suas válvulas perdem um pouco da elasticidade deixando de ser capaz de bombear a quantidade de sangue necessária num certo intervalo de tempo, contribuindo para uma deficiência de bombeamento. A válvula mitral é principal responsável nestes quadros, especialmente entre as raças pequenas.

Entretanto, as condições mais severas podem ocorrer nos cães que já tiveram algum problema cardíaco quando jovens, que apresentam algum problema congênito ou quando estão muito acima do peso. Pode-se fazer exames como radiografias, eletrocardiogramas (ECG) e ecocardiogramas para um melhor diagnóstico, e vários medicamentos podem ser indicados, a depender do tipo e da gravidade de cada caso.

10. Diminuição da capacidade pulmonar

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Labrador retriever preto idoso (Crédito/Copyright: “Cindy Hughes/Shutterstock”)

Os pulmões também perdem sua elasticidade durante o processo de envelhecimento e com isso a capacidade de oxigenar o sangue também diminui. Alguns problemas cardíacos podem levar líquidos para os pulmões que, gradualmente, ocupam o espaço do ar tornando o cão ofegante e cansado. Cães idosos também tendem a ter mais infecções respiratórias.

11. Disfunção renal

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Pastor Alemão idoso sendo examinado pelo veterinário (Crédito/Copyright: “Roger costa morera/Shutterstock”)

Com o avanço da idade, os cães passam a ter um maior risco de doenças renais, seja por mudanças no próprio rim ou devido a disfunção de outros orgãos, como o coração – que se não estiver funcionando direito, diminuirá o fluxo sangüínio ao rim. A função renal pode ser medida através de exames bioquímicos no sangue e análise de urina, testes que podem identificar problemas antes que os sintomas físicos os denunciem.

O sinal mais comum de doença renal que pode ser observado pelos donos é o aumento no consumo de água e na eliminação de urina, mas que geralmente não ocorre até que 70% da função renal já esteja perdida. Se os rins não estiverem funcionando normalmente, uma boa dieta e medicamentos adequados podem auxiliar o cão a eliminar os resíduos tóxicos produzidos pelo seu funcionamento biológico normal.

12. Incontinência urinária e destreino

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Labrador retriever branco já idoso (Crédito/Copyright: “naD photos/Shutterstock”)

A incontinência urinária é o vazamento de urina involuntária ou incontrolável da bexiga. É comum em cães mais velhos, especialmente em fêmeas castradas, que podem eliminar pequenas quantidades de urina da uretra enquanto estão descansando ou dormindo. Normalmente, o tratamento para a incontinência não é difícil, podendo ser tratada.
Alguns “acidentes” também podem começar a acontecer mesmo com cães que foram treinados por anos. Pode haver várias causas para essa mudança de comportamento, e o cão deve ser devidamente examinado por um veterinário, assim como um histórico detalhado deverá fornecido pelo proprietário constando detalhes da cor e quantidade de urina (ou fezes), a frequência, as mudanças de hábitos alimentares, a postura do cão, e se os “acidentes” ocorrem somente quando o proprietário está fora.

13. Disfunção do fígado

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Cachorro idoso deitado na areia da praia (Crédito/Copyright: “carekung/Shutterstock”)

Apesar do fígado ser um orgão incrível e único na sua capacidade de regeneração, não está imune ao envelhecimento.

A sua habilidade de desentoxicar o sangue e de produzir numerosas enzimas e proteínas também diminui com a idade. Às vezes um animal aparentemente normal e saudável pode apresentar uma quantidade anormalmente alta de enzimas.

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Vizla idoso molhado na praia (Crédito/Copyright: “everydoghasastory/Shutterstock”)

Por outro lado, alguns cães com fígado doente apresentam níveis normais de enzimas hepáticas circulando no sangue, fazendo com que a interpretação destes testes seja muito mais difícil. Como o fígado é responsável por metabolizar muitos medicamentos e anestésicos, a dose destas drogas deve ser diminuída se a função hepática não estiver normal.

Exames de sangue também são recomendados para identificar quaisquer problemas hepáticos em potencial. Testes pré-anestésicos devem ser realizados afim de evitar problemas em caso de necessidade de cirurgia.

14. Mudanças na função glandular

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Beagle idoso descansando no deck do jardim (Crédito/Copyright: “welcome to carol world/Shutterstock”)

Algumas glândulas passam a produzir menos hormônios à medida em que envelhecem, outras, ao contrário, passam a produzir mais. Os problemas hormonais são distúrbios muito comuns em cães idosos, e a propensão aos problemas está, com freqüência, relacionada com a raça e ou a sua linhagem. Os Golden Retrievers, por exemplo, são mais suscetíveis a desenvolver hipotiroidismo. Exames de sangue auxiliam a diagnosticar tais doenças, muitas das quais são tratáveis com medicamentos humanos.

15. Alargamento da próstata

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Dono sendo ama’vel com sue velho amigo já velhinho (Crédito/Copyright: “romantitov/Shutterstock”)

Ao chegar aos 8 anos de idade, o cão macho que não foi castrado passa a ter 80% de chance de desenvolver doenças da próstata. Na maioria dos casos, estas condições não são cancerígenas, a próstata apenas alarga-se, aumentando de tamanho. Contido, o alargamento da próstata pode causar problemas na hora de urinar ou defecar. Cães machos idosos, especialmente não-castrados, devem ser examinados regularmente, sendo que o risco destas doenças é bastante reduzido com a castração.

16. Mudanças nas glândulas mamárias

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Poodle fêmea já idosa deitada descansando (Crédito/Copyright: “Marilyn D. Lambertz/Shutterstock”)

Com a idade, as fêmeas podem sofrer de enrigecimento das glândulas mamárias devido a infiltração de tecido fibroso, com isso o câncer de mama, em fêmeas não-castradas, é bastante comum e também o mais maligno. As fêmeas idosas devem ser checadas pelo veterinário regularmente. Um exame muito simples pode ser feito pelo dono, basta virá-las de barriga para cima e apalpar suavemente cada mama, em busca de nódulos duros, verrugas ou outras alterações. Nestes casos, a castração também é recomendada como forma de prevenção.

17. Infiltração de gordura na medula

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Boxer tigrado idoso mantendo o porte atlético (Crédito/Copyright: “InBetweentheBlinks/Shutterstock”)

Os cães idosos também possuem uma tendência a acumular mais gordura, que acaba se infiltrando na medula, principal responsável por criar células vermelhas no sangue (células que carregam e distribuem o oxigênio no organismo), células brancas (que atacam as infecções e combatem doenças) e plaquetas (que auxiliam o sangue a coagular). Se a medula acumular gordura em excesso, o cão pode ficar anêmico. Por esta razão, recomenda-se que os cães façam um hemograma completo de sangue como parte de seu check-up anual.

18. Alteração no sistema nervoso

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Cachorro preso em dia chuvoso contemplando a chuva do lado de fora (Crédito/Copyright: “Roomanald/Shutterstock”)

À medida em que os cães vão envelhecendo, suas células nervosas morrem e não são substituídas. Às vezes pode acontecer de proteínas acumularem-se nestas células nervosas impedindo-as de funcionar corretamente, alterando assim a comunicação entre elas.

Alguns cães sofrem mudanças tão grandes em seu sistema nervoso que podem causar alterações de comportamento conhecidas por disfunção cognitiva, cujos sintomas incluem: confusão ou desorientação, inquietação noturna, perda total ou parcial do controle esfincteriano, déficit de atenção, diminuição de atividades, e até o não reconhecimento de pessoas ou outros animais de seu convívio.

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Pastro da Ásia Central idoso (Crédito/Copyright: “IvanWoW/Shutterstock”)

Cães idosos também podem diminuir a sua capacidade de lidar com o stress também resultando em mudanças comportamentais — ansiedade de separação, agressão, irritabilidade, fobias (principalmente a barulhos) e crescente vocalização podem aparecer ou tornarem-se mais agudas. Existem vários medicamentos que combinados a técnicas carinhosas de modificação comportamental podem ajudar a resolver ou diminuir alguns destes problemas.

19. Sensibilidade à mudanças climáticas

Pastor Australiano idoso deitado no sofá todo coberto por causa do frio
Pastor Australiano idoso deitado no sofá todo coberto por causa do frio (Crédito/Copyright: “Lindsay Helms/Shutterstock”)

Com a idade avançada, a habilidade de regular a temperatura corporal dos cães acaba diminuindo, tornando-os menos aptos a adaptarem-se a mudanças drásticas na temperatura de onde vivem. Aqueles estavam acostumados a aguentar temperaturas altas ou baixas, quando jovens e ativos, talvez não consigam mais da mesma forma com a chegada da maturidade.

Monitorar a temperatura ao redor dele, providenciando abrigo, roupas caninas, tapetes mais impermeáveis, e proteção do vento e da humidade, podem criar um ambiente mais confortável e ajudá-lo a ter uma velhice mais agradável.

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Golden retriever idoso na praia (Crédito/Copyright: “Joseph M. Arseneau/Shutterstock”)

Assim como o frio pode lhe fazer mal, o calor excessivo também incomoda e o deixa abatido e prosternado, diminuindo seu interesse pela comida ou por alguma atividade. Mantenha-o na sombra, em lugar ventilado e fresco, mude sua água várias vezes por dia, e garanta o seu descanso — isso ajuda bastante.

20. Perda auditiva e de visão

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Cachorro idoso já cego de um dos olhos (Crédito/Copyright: “Verkhovynets Taras/Shutterstock”)

Alguns cães, à medida que envelhecem, podem apresentar uma significativa redução na sua capacidade auditiva. Uma perda auditiva leve é mais difícil de ser detectada, por isso, é muito comum perceber o dano depois que o problema já está severo.

Os primeiros sinais podem até ser confundidos com agressividade mas na verdade o cão, não percebendo que a pessoa se aproxima, pode se assustar e, instintivamente, reagir de maneira agressiva. Outro sinal comum pode ser visto como desobediência ou falta de atenção, pois o cão pode não obedecer a comandos familiares mas na verdade ele os escuta.

A perda auditiva geralmente é irreversível, mas algumas mudanças na interação com o animal podem ajudar a reduzir seus efeitos. Uma das razões de se ensinar sinais com as mãos para os vários comandos de som enquanto eles são jovens, é o fato destes sinais manuais serem úteis quando o cão desenvolve perdas auditivas significativas.

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Labrador retriver chocolate cego (Crédito/Copyright: “Mark McElroy/Shutterstock”)

O uso de luzes para sinalizar alguns comandos, como piscar as luzes também podem ser úteis, às vezes. Cães com perda auditiva ainda podem sentir as vibrações, portanto bater palmas ou os pés podem alertar o cão e avisá-lo que alguém esteja querendo se comunicar com ele.

Muitos cães desenvolvem uma doença nos olhos chamada de esclerose nuclear — na qual a lente ocular fica enevoada, apesar de não afetar a visão e o cão poder enxergar normalmente. Na maioria das vezes é confundida com catarata (que de fato afeta a visão), uma doença ainda mais comum em cães idosos de certas raças, assim como o glaucoma.

Qualquer mudança súbita na visão ou na aparência de um ou dos dois olhos é um sinal de emergência e um veterinário deve ser contactado imediatamente. Exame oftalmológico deve fazer parte do check-up de rotina dos cães idosos.

4 COMENTÁRIOS

  1. Que site maravilhoso! Muitas informações boas.
    Eu tenho uma dúvida que eu não consegui tirar. Eu tenho um Beagle de 12 anos, ele já está bem velhinho, a dúvida que eu tenho é se ele ainda consegue engravida uma fêmea. Eu tenho uma fêmea de Border Collie e ambos não são castrados. Ela corre risco de engravidar?

    • Oi Bárbara, que bom que gostou do site, ficamos felizes em poder ajudar. Sobre o seu Beagle, ele estando bem de saúde e a qualidade do sêmen o mínimo desejável pode ocorrer, mas não é o ideal. Segundo especialistas, animais menores conseguem reproduzir até uma idade mais avançada. Mas aconselho e acho importante conversar com seu veterinário de confiança, porque só ele pode avaliar o histórico de saúde do seu animal. No seu caso detectei na sua pergunta uma certa preocupação, pois entendi que não é isso que você quer que aconteça. Até porque, os dois não são da mesma raça, o que já não é reocmendável, pois uma mistura indevida pode gerar problemas aos filhotes. Além disso, o porte é importante, não basta ser da mesma raça, mas macho e fêmea devem ter tamanhos parecidos – ou ela poderá ter complicações para dar à luz filhotes grandalhões, o que não é o seu caso. Ou até elle pode ter problemas em acasalar com ela. O melhor a fazer, é observar quando ela estará no cio e separá-los, afinal você não vai querer que ele fique ali sofrendo só na vontade, né? Tadinho.

      Esperamos ter ajudado. Volte sempre! E não esqueça de ocnsultar o seu veterinário, ele poderá responder melhor à esta questão.

  2. Olá pessoal, muito bom o site. Mais gostaria de saber se é normal, mesmo comendo muito, um cachorro com 13 anos de idade, de grande porte, SRD, não ganhar peso. Ele está c as patas traseiras atrofiando, sem massa muscular, com muita dificuldade em levantar e caminhar e muito magro, mesmo comendo muito. Quando faz esforço para se levantar, faz coco, acho eu q por causa da força que faz. É normal não ganhar peso? Na maioria dos sites q achei sobre o assunto, diz que o comum é ser obeso na velhice. Agradeço desde já.

    • Vera, recomendo uma consulta com o veterinário dele, nào podemos lhe dar um diagnóstico por aqui sem conhecer o histórico dele de saúde, mas isso não é normal, além disso as patas atrofiando podem causar problemas ainda maiores. Leve-o a um profissional o mais rápido que puder. Boa sorte! E que ele fique bem logo!

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