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Cachorro idoso: como identificar 22 sinais de velhice nos cães

É importante saber identificar os sinais de velhice nos cachorros para prevenir possíveis problemas de saúde. Assim, podemos nos preparar melhor para os cuidados que o cachorro idoso deverá receber neste momento em diante.

O tempo passa para todos e é natural envelhecer com o passar desse tempo. Infelizmente, no caso dos cachorros, o processo de envelhecimento é ainda mais rápido. No entanto, existem algumas mudanças que ocorrem no corpo do cachorro idoso à medida em que ele envelhece que podemos identificar através da observação constante.

Alguns sinais podem ser tão sutis que podemos nem notar na correria do dia-a-dia. Além disso, alguns cães podem ter alterações mais visíveis que outros. Ou seja, todas essas mudanças podem variar bastante. Sendo que, em alguns cães idosos, essas mudanças podem até começar a ocorrer em uma idade mais jovem. Por isso a observação constante é fundamental.

É importante observar as mudanças no cachorro idoso

Cachorro idoso: Golden Hovawart já idoso com seus pêlos embranquiçados no focinho e na face.
Cachorro idoso: Golden Hovawart já idoso com seus pêlos embranquiçados no focinho e na face. (Crédito/Copyright: “Jag_cz/Shutterstock”)

Cada raça de cachorro vai ter também suas variações de maior ou menor longevidade. Assim como problemas de saúde mais comuns em certas raças e menos frequentes em outras. Portanto, essas mudanças também podem variar a cada espécie.

Isto é, alguns cachorros idosos de pequeno porte podem apresentar problemas cardíacos. Enquanto os cachorros idosos de porte maior apresentam problemas de mobilidade como artrite, displasia de quadril.

Saber identificar quais são essas mudanças pode ajudar você e seu cão a se ajustarem à nova fase. Há muitas maneiras que podem ajudar o cachorro idoso a se adaptar a essas mudanças. Por esta razão, é muito importante ficar atento a estes sinais de envelhecimento e observar sempre o seu comportamento e funções básicas. Isso vai ajudar a detectar eventuais problemas de saúde logo no início, tornando o tratamento mais eficaz em muitos casos.

É preciso monitorar seu cachorro idoso mais de perto. Não despreze uma mudança de atividade ou comportamento do seu cão pensando que seja “apenas velhice”.

Mudanças no cachorro idoso podem indicar doenças

Cachorro idoso: Golden Retriever mais velho.
Cachorro idoso: Golden Retriever mais velho.(Crédito/Copyright: “Jerry Voss/Shutterstock”)

Muitas dessas mudanças também podem ser sinais de uma doença mais grave. Os sinais mais comuns e mais fáceis de se detectar são, por exemplo, o seu desaceleramento e perda de mobilidade física.

Além disso, o ganho de peso, não responder ao ser chamado e olhos turvos também podem ser sinais de que a velhice está por perto. Assim como uma maior frequência ao fazer suas necessidades, o aparecimento de nódulos e mau hálito que costuma indicar problemas nos dentes ou gengiva. Tudo isso são sinais de que ele não é mais aquele mesmo cachorro jovem e que a sua disposição pode não ser mais a mesma.

Portanto, fique atento. Qualquer um desses sinais exige cuidados e uma boa vista ao seu veterinário só fará bem à ele. Afinal, a prevenção e o diagnóstico precoce são os melhores remédios em qualquer idade.

Como ajudar à cada mudança

Cachorro idoso: Labrador Retriever preto com seu focinho embranquecendo
Cachorro idoso: Labrador Retriever preto com seu focinho embranquecendo. (Crédito/Copyright: Shutterstock”)

Se você detectou alguns desses sinais acima no seu cachorro idoso, não se desespere. Podemos ajudá-los a enfrentar e se adaptar a estas mudanças de muitas maneiras. Ou seja, não apenas diagnosticando precocemente os problemas, mas medicando de forma adequada. Você pode também modificar o ambiente em que ele vive, mudar a sua dieta e suas atividades. Do mesmo modo, a maneira como passamos a interagir com eles deve ser reavaliada.

Por isso, listamos abaixo algumas mudanças que costumam ocorrer e sinais que devemos prestar atenção. Para que assim, possamos ajudar nossos amigos a enfrentar este processo de envelhecimento de forma mais suave e com mais dignidade, veja abaixo:

1. Mudanças na alimentação

Cachorro idoso: Beagle adulto posando ao lado de seu bowl de comida
Cachorro idoso: Beagle adulto posando ao lado de seu bowl de comida. (Crédito/Copyright: “Buffy1982/Shutterstock”)

À medida em que o cachorro idoso vai envelhecendo, o metabolismo dele também muda. Isto é, seu metabolismo vai ficando mais lento e suas necessidades calóricas diminuem, caindo para 20%.

Como o seu nível de energia diminui, suas atividades também desaceleram. Por esta razão, não devemos alimentar um cachorro idoso na mesma proporção de quando era jovem. Pois o cachorro idoso irá ganhar mais peso que deveria podendo até ficar obeso. Ou seja, piorando ainda mais a sua condição de saúde. Pois a obesidade canina é um dos maiores problemas de saúde em cães idosos, porque acarreta o surgimento ou agravamento de outras patologias.

Além disso, devemos diminuir também a gordura e aumentar o volume de fibras em sua dieta alimentar canina. Especialmente se o cachorro idoso não estiver se alimentando de maneira adequada ou possui outras condições de saúde. Alguns veterinários recomendam o uso de vitaminas para cachorros junto à sua alimentação.

É recomendável também mudar a ração para uma ração própria para cachorros idosos. Sempre seguindo corretamente as recomendações de quantidade da embalagem e diminuindo a quantidade gradualmente.

Dicas para manter o cachorro idoso saudável com alimentação adequada:

Cachorro idoso: Daschhund idoso se alimetando com uma dieta mais adequada à sua idade
Cachorro idoso: Daschhund idoso se alimetando com uma dieta mais adequada à sua idade. (Crédito/Copyright: “Simon Kadula/Shutterstock”)

Seguindo estas dicas abaixo, fica fácil mantê-lo saudável e forte através de uma alimentação adequada:

  • 1. Mantenha a saúde e o peso ideal para a idade;
  • Evite ou torne mais lenta a progressão de doenças;
  • Minimize ou melhore os sinais clínicos de doença existente;
  • Crie uma rotina diária consistente minimizando o stress;
  • Ofereça múltiplas refeições diárias com intervalos regulares;
  • Opte por alimentos agradáveis e com odor mais forte;
  • Prefira uma dieta de baixa proteína e pouca gordura, mas de boa qualidade;
  • Cuide de sua dentição diariamente;
  • Mantenha os exercício diários, mas de intensidade moderada;
  • Faça uma dieta terapêutica quando necessária.

2. Mudanças nos pelos

Cachorro idoso: Labrador Retriever chocolate e seu focinho esbranquiçado e patas já faltando pêlos
Cachorro idoso: Labrador Retriever chocolate e seu focinho esbranquiçado e patas já faltando pêlos. (Crédito/Copyright: “Hannamariah/Shutterstock”)

Como os seres humanos, o cachorro idoso também passa por uma transformação na coloração dos seus pelos. Ou seja, ocorre um gradual embranquecimento dos pelos, principalmente no focinho e ao redor dos olhos. Os pelos também ficam mais fininhos e sem brilho, podendo também ser sintoma de doenças ou deficiências nutricionais.

Além disso, o cachorro idoso também passa a necessitar escovações mais frequentes, para manter a pelagem saudável, especialmente na região do abdômen e área anal. Além se ser uma ótima desculpa para passar o tempo acariciando eles, a escovação também ajuda a detectar pequenos tumores na pele ou outros problemas. A atividade irá criar uma oportunidade para apalpar o abdômen e as mamas em busca de qualquer alteração suspeita.

3. Mudanças na pele

Cachorro idoso: Golden Retriever já idoso com sua face toda branca
Cachorro idoso: Golden Retriever já idoso com sua face toda branca. (Crédito/Copyright: “zagart116/Shutterstock”)

A pele do cachorro idoso também fica mais fina, menos elástica e mais sensível, podendo facilmente ser machucada mais facilmente. Alguns cães podem também desenvolver espécies de verrugas que não devem ser removidas a não ser que sejam alvo de machucados frequentes.

Tumores cancerosos também podem ocorrer. Pele seca também pode ser um problema para alguns cachorros idosos. Para tanto, alguns veterinários costumam recomendar suplementos de ácidos graxos para auxiliar a restaurar um pouco do brilho original da pelagem e aliviar a pele seca.

4. Aparecimento de calos

Cachorro idoso: cão deitado com patas já cheias de calos
Cachorro idoso: cão deitado com patas já cheias de calos. (Crédito/Copyright: “Dario Lo Presti/Shutterstock”)

É muito comum o aparecimento de calos nos cotovelos de cachorros idosos de porte grande. Isto se dá devido a tendência à inatividade prolongada, permanecendo mais tempo deitados. Especialmente, se a superfície em que costuma deitar for dura.

Você pode evitar isso providenciando uma caminha de cachorro macia, especialmente ortopédica, almofadas ou um simples colchonete. Isso vai diminuir o problema e aliviar os seus ossos já gastos pela idade. Cremes ou óleos próprios para cachorros idosos também ajudam a amaciar a região, aliviando a pele deles.

5. Unhas quebradiças e patas espessas

Cachorro idoso: cão com suas almofadas das patas já mais espessas
Cachorro idoso: cão com suas almofadas das patas já mais espessas. (Crédito/Copyright: “MR.RAWIN TANPIN/Shutterstock”)

Assim como ocorrem mudanças nos pelos, as unhas também mudam e ficam ressecadas e quebradiças. Por isso, devem ser aparadas com mais cuidado e mais regularidade para prevenir que machuquem a pata.

Uma vez que os cachorros idosos se exercitam menos, as unhas não se desgastam naturalmente como antes, portanto merecem cuidados maiores. As suas almofadas das patas também ficam ainda mais espessas e mais frágeis.

6. Dificuldade de mobilidade

Cachorro idoso: Treeing Walker Coonhound deitado na cama exausto pela dificuldade de se locomover
Cachorro idoso: Treeing Walker Coonhound deitado na cama exausto pela dificuldade de se locomover. (Crédito/Copyright: “Lindsay Helms/Shutterstock”)

Exatamente como acontece com os músculos dos seres humanos (se não forem usados se atrofiam), os cachorros idosos menos ativos também perdem tonicidade e massa muscular. Nesse sentido, seus movimentos ficam mais difíceis de serem executados e, assim, eles passam a se movimentarem ainda menos menos, criando um círculo vicioso.

É muito importante manter uma forma de exercitar o seu cão de maneira moderada e regularmente. Como por exemplo, através de caminhadas mais curtas, porém mais frequentes. Você pode também oferecer oportunidades para nadar sem stress e por tempo curto, ou outras rotinas semelhantes. Desta forma você mantém os músculos deles em atividade sem lesionar ou tensionar a sua musculatura.

O exercício físico é essencial para qualquer cachorro, em qualquer idade. No entanto, para o cachorro idoso é muito importante para a saúde dos seus músculos, do coração e do sistema digestivo.

Todas estas rotinas de exercícios podem ser adaptadas de acordo com as habilidades do seu cachorro. Providencie rampas, banquetas para manter seus pratos de comida e água numa altura confortável. Não esqueça de camas com colchonetes ortopédicos, roupa ou cobertor para mantê-los aquecidos. Tudo isso irá auxiliar em uma maior qualidade de vida.

7. Doenças dentárias

Cachorro idoso: Labrador checando suas gengivas e dentes.
Cachorro idoso: Labrador checando suas gengivas e dentes. (Crédito/Copyright: “Olena Yakobchuk/Shutterstock”)

A doença dentária é a mudança mais comum nos cães idosos. Pesquisas mostram que, aos três anos, 80% dos cães mostram sintomas de doenças nas gengivas ou nos dentes.

É importante incluir na rotina do cachorro idoso pedaços de ossos verdadeiros e/ou de “couro” para que eles possam roer, além de outras guloseimas próprias para este fim. A escovação dental com escova apropriada diariamente também ajuda a minimizar e até prevenir o surgimento de doenças dentárias como gengivite, tártaro e as cáries.

Aqueles que não receberem os devidos cuidados podem desenvolver problemas dentários à medida que envelhecem e até ter complicações mais sérias. A limpeza do tártaro realizada com regularidade pode também atenuar ou evitar o mau-hálito. A retirada de dentes cariados, quebrados ou com alguma doença periodontal pode trazer grande alívio, assim como check-ups periódicos.

8. Constipação ou prisão de ventre

Cachorro idoso deitado no chão descansando
Cachorro idoso deitado no chão descansando. (Crédito/Copyright: “Joy Brown/Shutterstock”)

Com o envelhecimento, a velocidade da digestão do alimento no aparelho digestivo diminui, resultando em prisão de ventre. A constipação causa dor ao defecar, especialmente em cães que possuem displasia de quadril ou da glândula anal. A falta de atividade também contribui para a constipação, que também pode ser um sinal de algumas condições de doenças graves. Laxantes ou dietas ricas em fibra podem ajudar, além de muita água sempre disponível.

9. Deficiência do sistema imunológico

Cachorro idoso: Labrador idoso internado em clínica veterinária a espera de exames
Cachorro idoso: Labrador idoso internado em clínica veterinária a espera de exames. (Crédito/Copyright: “Jaromir Chalabala/Shutterstock”)

Outra decorrência do envelhecimento, é a deficiência do sistema imunológico, que faz com que ele não funcione mais de modo eficiente. Assim, o cachorro idoso fica mais sujeito à doenças infecciosas.

Além disso, quando aparecem, se apresentam de forma mais grave que num cão jovem. Por isso, é importante manter todas as vacinas para cachorro em dia. Infestações de pulgas, carrapatos e vermes devem ser imediatamente combatidas para evitar maiores complicações.

10. Deficiência das funções cardíacas

Cachorro idoso: Golden retriever idoso no jardim
Cachorro idoso: Golden retriever idoso no jardim. (Crédito/Copyright: “Nick Chase 68/Shutterstock”)

O coração a mesma coisa, à medida que o cachorro envelhece, ele fica menos eficiente. Suas válvulas perdem um pouco da elasticidade deixando de ser capaz de bombear a quantidade de sangue necessária num certo intervalo de tempo. Isso acaba contribuindo para uma deficiência de bombeamento. A válvula mitral é principal responsável nestes quadros, especialmente entre as raças de cachorro pequeno.

Entretanto, as condições mais severas podem ocorrer nos cães que já tiveram algum problema cardíaco quando jovens. Ou seja, que apresentam algum problema congênito ou quando estão muito acima do peso. Pode-se fazer exames como radiografias, eletrocardiogramas (ECG) e ecocardiogramas para um melhor diagnóstico. Além disso, vários medicamentos podem ser indicados, a depender do tipo e da gravidade de cada caso.

11. Diminuição da capacidade pulmonar

Cachorro idoso: Labrador retriever preto idoso.
Cachorro idoso: Labrador retriever preto idoso. (Crédito/Copyright: “Cindy Hughes/Shutterstock”)

Os pulmões também perdem sua elasticidade durante o processo de envelhecimento e com isso a capacidade de oxigenar o sangue também diminui. Alguns problemas cardíacos podem levar líquidos para os pulmões que, gradualmente, ocupam o espaço do ar tornando o cão ofegante e cansado. Cachorros idosos também tendem a ter mais infecções respiratórias.

12. Disfunção renal

Cachorro idoso: Pastor Alemão idoso sendo examinado pelo veterinário
Cachorro idoso: Pastor Alemão idoso sendo examinado pelo veterinário. (Crédito/Copyright: “Roger costa morera/Shutterstock”)

Com o avanço da idade, os cachorros idosos passam a ter um maior risco de doenças renais. Sejam por mudanças no próprio rim ou devido a disfunção de outros órgãos. Como por exemplo, o coração que se não estiver funcionando direito, diminuirá o fluxo sangüínio ao rim.

A função renal pode ser medida através de exames bioquímicos no sangue e análise de urina. Isto é, testes que podem identificar problemas antes que os sintomas físicos os denunciem.

O sinal mais comum de doença renal que pode ser observado pelos donos é o aumento no consumo de água e na eliminação de urina. No entanto, isso geralmente não ocorre até que 70% da função renal já esteja perdida. Se os rins não estiverem funcionando normalmente, uma boa dieta e medicamentos adequados podem auxiliar o cão a eliminar os resíduos tóxicos produzidos pelo seu funcionamento biológico normal.

13. Incontinência urinária e destreino

Cachorro idoso: Labrador retriever branco já idoso.
Cachorro idoso: Labrador retriever branco já idoso. (Crédito/Copyright: “naD photos/Shutterstock”)

A incontinência urinária é o vazamento de urina involuntária ou incontrolável da bexiga. É comum em cães mais velhos, especialmente em fêmeas castradas, que podem eliminar pequenas quantidades de urina da uretra enquanto estão descansando ou dormindo.

Normalmente, o tratamento para a incontinência não é difícil. Alguns “acidentes” também podem começar a acontecer mesmo com cães que foram treinados por anos. Pode haver várias causas para essa mudança de comportamento, e o cão deve ser devidamente examinado por um veterinário.

Além disso, um histórico detalhado deverá fornecido pelo proprietário constando detalhes da cor e quantidade de urina (ou fezes), a frequência, as mudanças de hábitos alimentares, a postura do cão, e se os “acidentes” ocorrem somente quando o proprietário está fora.

14. Disfunção do fígado

Cachorro idoso deitado na areia da praia
Cachorro idoso deitado na areia da praia. (Crédito/Copyright: “carekung/Shutterstock”)

Apesar do fígado ser um órgão incrível e único na sua capacidade de regeneração, não está imune ao envelhecimento. A sua habilidade de desintoxicar o sangue e de produzir numerosas enzimas e proteínas também diminui com a idade. Às vezes um animal aparentemente normal e saudável pode apresentar uma quantidade anormalmente alta de enzimas.

Por outro lado, alguns cães com fígado doente apresentam níveis normais de enzimas hepáticas circulando no sangue. Isso acaba fazendo com que a interpretação destes testes seja muito mais difícil. Como o fígado é responsável por metabolizar muitos medicamentos e anestésicos, a dose destas drogas deve ser diminuída se a função hepática não estiver normal.

Exames de sangue também são recomendados para identificar quaisquer problemas hepáticos em potencial. Testes pré-anestésicos devem ser realizados a fim de evitar problemas em caso de necessidade de cirurgia.

15. Mudanças na função glandular

Cachorro idoso: Beagle idoso descansando no deck do jardim
Cachorro idoso: Beagle idoso descansando no deck do jardim. (Crédito/Copyright: “welcome to carol world/Shutterstock”)

Algumas glândulas passam a produzir menos hormônios à medida em que envelhecem. Já outras, ao contrário, passam a produzir mais. Os problemas hormonais são distúrbios muito comuns em cachorros idosos. Sendo que a propensão aos problemas está, com freqüência, relacionada com a raça e ou a sua linhagem. Os Golden Retrievers, por exemplo, são mais suscetíveis a desenvolver hipotiroidismo. Exames de sangue auxiliam a diagnosticar tais doenças, muitas das quais são tratáveis com medicamentos humanos.

16. Alargamento da próstata

Cachorro idoso: Dono sendo amável com sue velho amigo já velhinho
Cachorro idoso: Dono sendo amável com sue velho amigo já velhinho. (Crédito/Copyright: “romantitov/Shutterstock”)

Ao chegar aos 8 anos de idade, o cachorro macho que não foi castrado passa a ter 80% de chance de desenvolver doenças da próstata. Na maioria dos casos, estas condições não são cancerígenas. Isto é, a próstata apenas alarga-se, aumentando de tamanho. Contudo, o alargamento da próstata pode causar problemas na hora de urinar ou defecar. Cachorros machos idosos, especialmente não-castrados, devem ser examinados regularmente, sendo que o risco destas doenças é bastante reduzido com a castração.

17. Mudanças nas glândulas mamárias

Cachorro idoso: Pastor da Ásia Central idoso
Cachorro idoso: Pastor da Ásia Central idoso. (Crédito/Copyright: “Marilyn D. Lambertz/Shutterstock”)

Com a idade, as fêmeas podem sofrer de endurecimento das glândulas mamárias devido a infiltração de tecido fibroso. Com isso, o câncer de mama, em fêmeas não-castradas, é bastante comum e também o mais maligno. As fêmeas idosas devem ser checadas pelo veterinário regularmente.

Um exame muito simples pode ser feito pelo dono, basta virá-las de barriga para cima e apalpar suavemente cada mama, em busca de nódulos duros, verrugas ou outras alterações. Nestes casos, a castração também é recomendada como forma de prevenção.

18. Infiltração de gordura na medula

Cachorro idoso: Boxer tigrado idoso mantendo o porte atlético
Cachorro idoso: Boxer tigrado idoso mantendo o porte atlético. (Crédito/Copyright: “InBetweentheBlinks/Shutterstock”)

Os cachorros idosos também possuem uma tendência a acumular mais gordura. Isso acaba se infiltrando na medula, principal responsável por criar células vermelhas no sangue (células que carregam e distribuem o oxigênio no organismo), células brancas (que atacam as infecções e combatem doenças) e plaquetas (que auxiliam o sangue a coagular). Se a medula acumular gordura em excesso, o cão pode ficar anêmico. Por esta razão, recomenda-se que os cães façam um hemograma completo de sangue como parte de seu check-up anual.

19. Alteração no sistema nervoso

Cachorro idoso preso em dia chuvoso contemplando a chuva do lado de fora
Cachorro idoso preso em dia chuvoso contemplando a chuva do lado de fora. (Crédito/Copyright: “Roomanald/Shutterstock”)

À medida em que os cães vão envelhecendo, suas células nervosas morrem e não são substituídas. Às vezes, pode acontecer de proteínas acumularem-se nestas células nervosas impedindo-as de funcionar corretamente, alterando assim a comunicação entre elas.

Alguns cães sofrem mudanças tão grandes em seu sistema nervoso que podem causar alterações de comportamento conhecidas por disfunção cognitiva. À princípio, os sintomas podem incluir: confusão ou desorientação, inquietação noturna, perda total ou parcial do controle esfincteriano, déficit de atenção, diminuição de atividades, e até o não reconhecimento de pessoas ou outros animais de seu convívio.

Cachorros idosos também podem diminuir a sua capacidade de lidar com o stress também resultando em mudanças comportamentais. Ou seja, ansiedade de separação, agressão, irritabilidade, fobias (principalmente a barulhos) e crescente vocalização podem aparecer ou tornarem-se mais agudas. Existem vários medicamentos que combinados a técnicas carinhosas de modificação comportamental podem ajudar a resolver ou diminuir alguns destes problemas.

20. Sensibilidade à mudanças climáticas

Cachorro idoso: Pastor Australiano idoso deitado no sofá todo coberto por causa do frio
Cachorro idoso: Pastor Australiano idoso deitado no sofá todo coberto por causa do frio. (Crédito/Copyright: “Lindsay Helms/Shutterstock”)

Com a idade avançada, a habilidade de regular a temperatura corporal dos cães acaba diminuindo. Isso acaba tornando-os menos aptos a adaptarem-se a mudanças drásticas na temperatura onde vivem. Ou seja, aqueles que estavam acostumados a aguentar temperaturas altas ou baixas, quando jovens e ativos, talvez não consigam mais da mesma forma com a chegada da maturidade.

Monitorar a temperatura ao redor dele, providenciando abrigo, roupas caninas, tapetes mais impermeáveis, e proteção do vento e da humidade, podem criar um ambiente mais confortável e ajudá-lo a ter uma velhice mais agradável.

Assim como o frio pode lhe fazer mal, o calor excessivo também incomoda e o deixa abatido e prosternado. Assim, diminuindo seu interesse pela comida ou por alguma atividade. Mantenha-o na sombra, em lugar ventilado e fresco, mude sua água várias vezes por dia, e garanta o seu descanso. Tudo isso ajuda bastante.

21. Perda auditiva

Cachorro idoso: Vizla idoso molhado na praia
Cachorro idoso: Vizla idoso molhado na praia. (Crédito/Copyright: “Verkhovynets Taras/Shutterstock”)

Alguns cães, à medida que envelhecem, podem apresentar uma significativa redução na sua capacidade auditiva. Uma perda auditiva leve é mais difícil de ser detectada. Por isso, é muito comum perceber o dano depois que o problema já está severo.

Os primeiros sinais podem até ser confundidos com agressividade mas na verdade o cão, não percebendo que a pessoa se aproxima, pode se assustar e, instintivamente, reagir de maneira agressiva. Outro sinal comum pode ser visto como desobediência ou falta de atenção, pois o cão pode não obedecer a comandos familiares. No entanto, ele na verdade não os escuta.

A perda auditiva geralmente é irreversível, mas algumas mudanças na interação com o animal podem ajudar a reduzir seus efeitos. Uma das razões de se ensinar sinais com as mãos para os vários comandos de som enquanto eles são jovens, é o fato destes sinais manuais serem úteis quando o cão desenvolve perdas auditivas significativas.

O uso de luzes para sinalizar alguns comandos, como piscar as luzes também podem ser úteis, às vezes. Cães com perda auditiva ainda podem sentir as vibrações, portanto bater palmas ou os pés podem alertar o cão e avisá-lo que alguém esteja querendo se comunicar com ele.

22. Perda de visão

Cachorro idoso já cego de um dos olhos
Cachorro idoso já cego de um dos olhos. (Crédito/Copyright: “Mark McElroy/Shutterstock”)

Muitos cães desenvolvem uma doença nos olhos chamada de esclerose nuclear. Ou seja, uma doença na qual a lente ocular fica enevoada. Apesar de não afetar a visão e o cão poder enxergar normalmente, ainda é uma doença. Na maioria das vezes, é confundida com catarata (que de fato afeta a visão), uma doença ainda mais comum em cães idosos de certas raças, assim como o glaucoma.

Qualquer mudança súbita na visão ou na aparência de um ou dos dois olhos é um sinal de emergência. Portanto, um veterinário deve ser contactado imediatamente. Exame oftalmológico deve fazer parte do check-up de rotina dos cães idosos.

7 Comentários

  1. Bárbara Duarte

    Que site maravilhoso! Muitas informações boas.
    Eu tenho uma dúvida que eu não consegui tirar. Eu tenho um Beagle de 12 anos, ele já está bem velhinho, a dúvida que eu tenho é se ele ainda consegue engravida uma fêmea. Eu tenho uma fêmea de Border Collie e ambos não são castrados. Ela corre risco de engravidar?

    • Danielle
      Danielle

      Oi Bárbara, que bom que gostou do site, ficamos felizes em poder ajudar. Sobre o seu Beagle, ele estando bem de saúde e a qualidade do sêmen o mínimo desejável pode ocorrer, mas não é o ideal. Segundo especialistas, animais menores conseguem reproduzir até uma idade mais avançada. Mas aconselho e acho importante conversar com seu veterinário de confiança, porque só ele pode avaliar o histórico de saúde do seu animal. No seu caso detectei na sua pergunta uma certa preocupação, pois entendi que não é isso que você quer que aconteça. Até porque, os dois não são da mesma raça, o que já não é reocmendável, pois uma mistura indevida pode gerar problemas aos filhotes. Além disso, o porte é importante, não basta ser da mesma raça, mas macho e fêmea devem ter tamanhos parecidos – ou ela poderá ter complicações para dar à luz filhotes grandalhões, o que não é o seu caso. Ou até ele pode ter problemas em acasalar com ela. O melhor a fazer, é observar quando ela estará no cio e separá-los, afinal você não vai querer que ele fique ali sofrendo só na vontade, né? Tadinho.

      E não esqueça de consultar o seu veterinário, ele é o profissional qualificado que pode responder à esta questão.

  2. Vera Melo

    Olá pessoal, muito bom o site. Mais gostaria de saber se é normal, mesmo comendo muito, um cachorro com 13 anos de idade, de grande porte, SRD, não ganhar peso. Ele está c as patas traseiras atrofiando, sem massa muscular, com muita dificuldade em levantar e caminhar e muito magro, mesmo comendo muito. Quando faz esforço para se levantar, faz coco, acho eu q por causa da força que faz. É normal não ganhar peso? Na maioria dos sites q achei sobre o assunto, diz que o comum é ser obeso na velhice. Agradeço desde já.

    • Danielle
      Danielle

      Vera, recomendo uma consulta com o veterinário dele, nào podemos lhe dar um diagnóstico por aqui sem conhecer o histórico dele de saúde, mas isso não é normal, além disso as patas atrofiando podem causar problemas ainda maiores. Leve-o a um profissional o mais rápido que puder. Boa sorte! E que ele fique bem logo!

  3. Dulce marina (Curar dor nos ossos)

    Obrigada mesmo pelo bom conteúdo. Hoje pude aprender boas dicas com sua matéria e assim amplimar meus conhecimentos. Fica a dica também para quem sofre de problemas nos ossos. Gratidão!

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