Raça, porte, peso, idade, temperamento e força são características importantes na escolha da coleira e guia ideais para o seu cachorro.

Quem tem cachorro sabe que a coleira é um item indispensável. Cada pessoa terá suas preferências quanto ao estilo da coleira de cachorro, mas é imprescindível que se leve em consideração o mais importante de tudo: o cachorro! Afinal, apesar do seu gosto particular, é ele quem irá usar a coleira e ter que se adaptar à ela.

Não vamos mentir, a maioria bem que gostaria de viver à correr solto e livre de penduricalhos por aí, mas a coleira para cachorro é item de uso obrigatório até por lei em diversas localidades brasileiras e no exterior. A coleira de cachorro é assunto sério!

É importante acostumar o seu cachorro desde cedo com o uso da coleira. Ela é importante para manter o controle do cão enquanto na rua ou ao redor de pessoas, seja para evitar acidentes, para passear e mantê-lo seguro, para o seu treinamento ou para ensinar lugar dele na ordem do bando com relação ao seu dono. A coleira para cachorro deve ser confortável e ajustada perfeitamente ao corpo dele, nem apertada e nem frouxa demais, sempre de acordo com o tipo escolhido para que não machuque o animal.

O mercado pet atual disponibiliza uma infinidade de marcas, materiais e funcionalidades de coleiras – saber escolher a coleira ideal e mais adequada para o seu cachorro não é tarefa simples, é uma arte!

As mais populares são as chamadas coleiras simples ou tradicionais fechadas por fivelas (comode cinto), no entanto, existem ainda diferentes versões de cabrestos, enforcadores, peitorais e headcollars, que podem fazer toda a diferença no trato com o animal dependendo da sua raça, porte, idade, peso, temperamento e força, além da finalidade de uso (passeio, treinamento, prática de esportes e até ficar em casa).

Antes de correr para a loja mais próxima, vamos ler um pouco mais sobre as legislações com relação ao uso das coleiras e um pouquinho sobre segurança para que você consiga fazer a escolha certa da hora de comprar a coleira ideal para o seu “melhor amigo peludo”.

Legislação sobre o uso das coleiras

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Dona e seu Dálmata usando coleira enforcadora (Crédito/Copyright: “Alexander Raths/Shutterstock”)

Para um melhor convívio social em sociedade é preciso respeitar a legislação do seu estado ou país. No exterior algumas raças são banidas, enquanto outras possuem certas exigências a ser cumpridas com relação ao convívio em locais públicos, por exemplo. No Brasil, a competência para fiscalizar e abordar o assunto fica à cargo das unidades da federação (não existe uma uniformização em nível federal). Todos os cachorros devem fazer uso da coleira com identificação apropriada e guia na rua e devem ser conduzidos com enforcador, guia curta e focinheira. De qualquer forma o cachorro é de responsabilidade do dono ou condutor que, conhecedor do temperamento e personalidade do animal, deve garantir a integridade dos outros, assim como do próprio cachorro ao se apresentar em público. É necessário também providenciar segurança necessária para que o animal não escape da sua moradia e invada outros territórios.

As legislações podem variar de comunidade para comunidade. A cidade de São Paulo, por exemplo, exige que os cães de algumas raças consideradas “perigosas” ou “bullies” (como o Pitbull, o Rottweiler, Mastim Napolitano, entre outras) sejam conduzidos com guia curta, enforcador e focinheira. Já Porto Alegre vai além e proíbe a circulação de raças consideradas “de guarda, combate ou outra aptidão caracterizada por força e agressividade” em locais onde há aglomerações populares. A lei gaúcha (nº 8.871/2001) não especifica quais as raças que se enquadrariam na categoria “perigosas”, mas prevê multas.

Dicas de segurança

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Cachorro usando coleira tradicional de liberação rápida em nylon (Crédito/Copyright: “Annette Shaff/Shutterstock”)
  • Apesar do mercado estar lotado de produtos com inúmeras variações, existem muitos produtos também de má qualidade que podem machucar os cachorros. Pesquise, investigue, leia sobre o assunto, ouça relatos de pessoas com mais experiência e consulte o seu veterinário antes de comprar o produto. Os cachorros são como filhos, você não faria o mesmo por eles?
  • Evite produtos falsificados e compare marcas, existem produtos nacionais muito bons além de importados, ambos confeccionados com materiais como nylon, couro, correntes metálicas e poliéster, entre outros.
  • Dê preferência aos materiais laváveis e de fácil higienização, além de duráveis e resistentes. O “bonitinho” nem sempre é o melhor ou mais adequado.
  • A mesma regra vale para o preço. Cuidado com ofertas muito baratas e diferenças altas de valor do mesmo produto de um local para o outro. Aqui o barato PODE sair caro e você vai acabar tendo que comprar o produto de novo.
  • O uso de guias muito longas não é recomendável, o comprimento ideal não deve ser inferior a 1,40m, de acordo com o porte dos cães e mesmo que o condutor seja uma criança.
  • Nunca saia para passear sem a coleira e a guia, por mais obedientes e mansos que o seu cachorro possa ser. Ele pode se distrair com algum outro animal ou algo atraente e sair em disparada. É perigoso tanto para o seu cachorro que pode ser atropelado, como para outras pessoas e até outros animais que podem se sentir ameaçados e atacá-lo.

Agora que você já tem informações suficientes leia abaixo sobre cada uma delas e suas funcionalidades para que você você faça a melhor escolha.

Tipos de coleiras para cachorros

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Labrador retriever com coleira na boca à espera de um passeio (Crédito/Copyright: “Jaromir Chalabala/Shutterstock”)

Embora muita gente ache que coleira é tudo igual, basta escolher a que melhor se adequar ao bolso ou ao gosto de cada um, elas possuem uma enorme variedade de estilos e muitas diferenças entre elas, além de que cada tipo de coleira serve a um propósito. Algumas são feitas com a intenção de estrangular ou causar desconforto quando o cão puxa a guia, outras são mais leves mas sempre para um mesmo propósito. No entanto, uma coleira tradicional que não enforca o cachorro é ótima para cães que não possuem problemas respiratórios e não costumam puxar demais pelas guias enquanto passeia. É o caso das coleiras para Labradores, coleiras para Golden retrievers, raças dóceis e de temperamento calmo mesmo em locais públicos. Estas coleiras também são mais confortáveis, especialmente se a ideia é usar o tempo inteiro, ao contrário das coleiras peitorais que não são confortáveis para o uso em tempo integral, além de que se o seu cão tiver pêlos longos como o Golden ou o Collie eles podem ficar presos nela. Já a coleira tradicional não tem esse problema e se adapta a quase toda raça de cachorro.

Vale lembrar que se o cachorro costuma puxar demais a guia durante as caminhadas, a coleira pode aumentar o risco de lesões no pescoço, e aí uma coleira peitoral pode ser uma melhor opção. Há também coleiras com deslize feitas para filhotes que costumam escorregar das coleiras tradicionais. Este tipo possui anéis que se estreitam ao redor do pescoço sem enforcar. Este tipo de coleira para cachorro é excelente coleira para Buldogues, Greyhounds ou outras raças de pescoços muito finos ou muito grossos.

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Raça braquicefálica usando colete peitoral e guia (Crédito/Copyright: “Dragon Images/Shutterstock”)

Por essas e outras, a coleira de cachorro é um item que deve ser escolhido com cautela, levando sempre em consideração fatores importantes como a raça, o porte do cão, a idade dele, o seu peso, temperamento e até o seu nível de força e agilidade.

Há quem recomende o uso das coleiras para cachorro por tempo integral, para que o processo de adaptação do animal seja mais fácil e rápido. Porém, em caso de cachorros muito agitados é melhor tirá-la em casa para evitar que ela se enganche em alguma coisa podendo até sufocar o animal ao tentar se soltar. O uso diário sempre com a sua medalha ou placa de identificação, também evita que ele se perca por aí caso ele seja um fujão. As mais populares para isso são as chamadas coleiras simples ou tradicionais – fechadas por fivelas.

A coleira também pode ser muito útil e ajudar a segurar o cachorro para evitar que ele pule nas visitas, não escape pela porta aberta, se atraque com outro cachorro da casa, para tirá-lo de cima dos móveis e segurá-lo na hora do banho.

As coleiras de nylon são mais duráveis e secam mais rápido comparadas as coleiras de algodão ou couro, e a qualidade e o fecho, bem como a forma de regular o tamanho, são super importantes. Para os filhotes o ideal é uma coleira que “cresça” com eles, sem que fique apertada ou pendurada e seja mastigada. Os fechos plásticos do tipo trava de engate devem ser checados periodicamente para verificar se não estão deformados ou perdendo pressão.

Independentemente do tipo de coleira que for escolhido, é importante saber que as placas de identificação não podem faltar, e sempre devem acompanhar ou estar presas ao item escolhido – para que se algo como acidentes ou fugas acontecer, quem encontrar o animal pode entrar em contato com o dono imediatamente.

Outro item importante é a guia para ser presa junto à coleira, que também deve ser escolhida com cuidado, levando em conta os mesmos fatores – raça, personalidade, peso e força – para que sejam resistentes o suficiente e ter um comprimento capaz de possibilitar o controle completo do dono sobre o animal e a sua segurança.

Fique atento, assim como os calçados, as coleiras de cachorro também possuem numeração. Os acessórios podem até enfeitar, mas eles precisam principalmente garantir o conforto e a segurança do seu cachorro acima de tudo.

Para conseguir fazer uma escolha adequada veja uma lista de 12 tipos de coleiras diferentes abaixo:

1. Coleira tradicional

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Cachorro mistura de Doberman com coleira tradicional (Crédito/Copyright: “Angyalosi Beata/Shutterstock”)

A coleira comum tradicional é a mais popular e uma das opções mais baratas entre tantas outras disponíveis no mercado. É indicada para quase todos os tipos de raça e portes, excelente coleira para Labrador Retriever, embora sendo mais usada para cachorros de porte pequeno a médio, só não é um boa opção para raças de cabeça pequena ou muito fina como o Whippet, pois eles conseguem se desvencilhar delas mais facilmente.

São feitas de vários materiais sendo os mais comuns o tecido em polyester, nylon ou couro, de espessura compatível com o tamanho do cachorro, podendo ser personalizadas com os dados do animal gravados – dispensando as placas de identificação. Normalmente são fechadas por fivelas, que podem variar de fecho, deixando sempre uma folga de cerca de um ou dois dedos de espaço entre o pescoço e a coleira para impedir que o cachorro se machuque ao puxar ou se enforque.

2. Coleira de liberação rápida

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Labrador retriever de coleira de liberação rápida (Crédito/Copyright: “Natalia Fadosova/Shutterstock”)

As coleiras de liberação rápida são parecidas com as tradicionais, mas possuem um feixe diferenciado — são cintos de nylon com fechos de plástico — que permitem colocá-la e tirá-la com facilidade, sem que o cachorro as tire por meio de puxadas mais fortes. Normalmente indicadas para cães muito ativos, como os Galgos e Terriers e deve ser utilizada junto a algum tipo mais tradicional de coleira durante os passeios, para impedir que o animal se liberte por completo caso force uma corrida. É uma boa coleira para Greyhounds, Galgo italianos e Whippets que possuem cabeças pequenas e muito finas para as coleiras tradicionais.

3. Coleira com deslize

Assim como a coleira de liberação rápida, a coleira de deslize, também conhecida por bloqueadores ou gargantilhas, é recomendada para cães agitados para evitar que sejam estrangulados pela própria excitação, ótima opção de coleira para Beagles e outros cães farejadores e cães de caça. As coleiras com deslize podem ser feitas de algodão, couro, nylon e metal, sendo este o mais popular entre os donos de cachorros. É composta por dois anéis que deslizam, que permitem o controle do animal sem o risco de machucá-lo. Um dos anéis da corrente fica sempre com o mesmo tamanho, independente das puxadas do animal, sendo que o outro anel pressiona o pescoço do cachorro de forma controlada, caso ele force sua saída. Essa coleira é bastante usada em processos de treinamento específico para cães.

4. Coleiras eletrônicas

As coleiras eletrônicas são controversas, pois funcionam por meio de pequenos choques e sinais elétricos enviados à distância para a corrente colocada no pescoço do animal. Não deve ser usada sem indicação ou supervisão de um profissional – pois pode prejudicar o cão se for usada de forma incorreta. Contam com opções de estímulo em diferentes níveis de intensidade, que são controlados pelo dono ou treinador de acordo com a ocasião. É útil para correções ou desobediência, por isso são bastante usadas em treinamentos e adestramento de cachorros, principalmente de cães desobedientes ou de conduta agressiva, como algumas raças Bully.

5. Coleira tipo Enforcador

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Mastife de coleira enforcadora própria par ao sue porte grande (Crédito/Copyright: “agrofruti/Shutterstock”)

Os enforcadores são bastante controversos e não são do tipo que podem ser utilizados por donos inexperientes, pois como o próprio nome já diz, o enforcador costuma causar uma sensação de sufocamento incômoda e dor no cachorro toda vez que ele puxa a guia para evitar este comportamento. A coleira enforcadora é muito usada durante adestramentos caninos para condicionar cães agressivos ou desajustados e por esta razão só pode ser usada com a orientação de um profissional com bastante cuidado e atenção para não machucar o cachorro. Elas exigem prática para que o seu uso seja eficaz. Com o tempo, o cachorro associa a dor à conduta inadequada, deixando de exibi-la. Seja como for, o enforcador também é controverso pois apresenta algumas desvantagens: alguns cães podem desenvolver respostas ainda mais agressivas em relação à coleira e pode provocar estresse neles.

Os enforcadores são feitos de nylon, couro ou metal. Possui uma corrente ou tira de nylon única com uma argola em cada extremidade usada para simular uma “mordida” no pescoço do cachorro. Se forem usados de forma inapropriada, eles podem manter uma pressão exagerada no pescoço do animal, causando um estrangulamento sério. Não importa o material, o enforcador NUNCA deve ser deixado no pescoço dos cachorros sem supervisão para evitar que se enrosque e mate o cachorro enforcado. Alguns deles possuem ganchos na parte interna, as carranas (item abaixo de n.7), que podem causar ferimentos graves nos cachorros mais agitados. Há ainda versões que destacam um limitador que garante a segurança e um conforto maior para o cão.

Deve-se tomar muito cuidado ao escolher o tamanho do enforcador — ele precisa ser um número a mais comparado a uma coleira comum, para ter uma folga maior e não machucar o cachorro. O ideal é que ele seja ajustável para o risco de causar lesão ser menor. Este tipo de coleira é muito usada em raças de porte médio a grande como os Pinschers, Molossóides e Montanheses. É muito usada como opção de coleira para Rottweiler, coleira para coleira para Pitbull, coleira para Doberman Pinscher, coleira para Fila Brasileiro, coleira para Bulmastife, coleira para Cane Corso, entre outros.

6. Meio Enforcador de Nylon Ajustável

O Meio Enforcador de Nylon Ajustável é uma versão menos “sofrida” para o cachorro feita de um material mais delicado, como se fosse um meio termo. A diferença está no limite de pressão que pode ser exercida no pescoço do cão. A parte que fica em contato com o pescoço do cachorro é feita de material macio, como o nylon que é flexível e deve ajustar a largura de acordo com o tamanho do cachorro. É mais indicado para cachorros de pêlos longos (opção de coleira para Pastor Alemão, por exemplo), para cães que já estão treinados e só precisam de algumas correções leves, para filhotes que não podem receber muita pressão no pescoço ou para cachorros de pele sensível. Esta versão também ajuda quem ainda está aprendendo a treinar o cachorro e não conseguem dominar totalmente a técnica de correção com o enforcador de corrente.

7. Carrana

A carrana parece ser mais um instrumento de tortura que uma coleira. É conhecida como colar de grampos ou de espinhos e é uma variação de enforcador bem mais drástico. A carrana é indicada apenas para o uso de adestradores experientes, em treinamentos de resistência com raças mais agressivas e de porte médio a grande, como coleira para Mastifes, coleira para Cane Corso, coleira para Pitbull, coleira para Dogo Argentino, entre outros. Pessoas sem experiência não devem utilizá-las, pois podem causar ferimentos graves no cachorro.

8. Coleira Headcollar

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Cachorro usando um “headcollar” (Crédito/Copyright: “Ganna Demchenko/Shutterstock”)

Também conhecidas como arreios ou cabrestos; a coleiras “headcollars” ou coleiras de cabeça são indicados para cachorros de personalidade mais agitada, com problemas de comportamento ou raças muito fortes em treinamentos diversos, pois permitem manter a atenção do cão de forma eficiente durante o treinamento. O modelo é especial para cães de grande porte e molossóides, como opção de coleira para Boxer e opção de coleira para Buldogue inglês. A cinta envolve a cabeça e focinho do cachorro como uma espécie de cabresto – na altura do pescoço –, o que facilita a condução do animal, facilitando chamar a sua atenção quando necessário sem riscos de enforcamentos e ferimentos. Não chega a ser uma focinheira, pois o animal pode se alimentar usando o item, mas não são recomendadas para cães de focinho curto ou raças consideradas braquicefálicas. São feitas de nylon, pois o material machuca menos o animal. Sua maior vantagem é não precisar usar força física para passear com o cachorro, mesmo que seja uma coleira para Bulmastife ou Dogue alemão.

9. Focinheira

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Pit Bull adulto usando uma focinheira obrigatória da raça em alguns locais (Crédito/Copyright: “Grigorita Ko/Shutterstock”)

Embora as focinheiras não sejam coleiras propriamente, elas são um acessório essencial para algumas ocasiões. As focinheiras são feitas de couro ou tecido, combinados com plástico ou metal, possuem modelos de contenção ou passeio que se distinguem por tamanho, modelo e finalidade, sendo indicadas para cães agressivos, agitados que costumam latir demais e avançar podendo até morder.

As focinheiras de contenção são indicadas para impedir mordidas em casos de administração de vacinas ou exames veterinários. Estes modelos são mais estreitos e impedem que o cachorro abra a boca. Já as focinheiras de passeio permitem que o cão abra a boca e até beba líquidos, são mais arejadas e evitam, apenas, que o cão morda outras pessoas ou animais. Elas são obrigatórias para cachorros com peso acima de 20kg e de raças “bully” como opção de coleira para Pitbull, coleira para Staffordshire Terrier Americano, e coleira para Rottweiler, entre outras.

Coleira peitoral

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Pit Bull filhote de coleira peitoral (Crédito/Copyright: “Art_man/Shutterstock”)

Este tipo de coleira que mais parece arreios são coleiras peitorais que estão ficando cada vez mais populares pelas suas inúmeras vantagens. São mais indicadas para cachorros de pequeno porte (apesar de haver modelos para todos os portes), cães guia ou raças braquicefálicas (de focinho atarracado e curto) com problemas de respiração, como opção de coleira para Pugs, coleira para Pequinês, coleira para Buldogues franceses, coleira para Shih Tzu ou coleira para Buldogue inglês que são mais suscetíveis a estes problemas respiratórios ou colapso de traquéia.

No caso dos cães guia, a coleira peitoral vem com guias reforçadas para dar mais controle e segurança ao dono do animal e dividir melhor a tração no corpo do cão sem a necessidade de puxar muito o cão ou machucá-lo. Elas são excelentes ferramentas de treinamento para filhotes aprender a se comportar com a guia, e ainda permitem um controle maior sobre o animal não permitindo que o cão a puxe pela guia e ainda evita que ele pule nas pessoas sem precisar enforcá-lo. Eles também não costumam se embaraçar acidentalmente nas guias.

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Filhote de coleira peitoral (Crédito/Copyright: “tiverylucky/Shutterstock”)

A coleira peitoral exclui qualquer possibilidade de enforcamento, reduz s risco de lesões no pescoço e ainda garante que o cachorro não se solte. Além disso, as coleiras tradicionais podem fazer com que os glóbulos oculares saltem para fora da órbita se muita pressão for aplicada ao pescoço, especialmente em raças em que os olhos já são mais esbugalhados, como o Pequinês e o Pug.

A coleira peitoral é feita geralmente de náilon, permite o ajuste das alças de acordo com o cachorro, envolve o pescoço e o tórax e oferece mais segurança e conforto para os cães e pode ser conectada tanto na frente presa na altura do peito quanto nas costas. O modelo que conectado na frente é melhor para raças maiores já que pode ser guiada pela frente, enquanto coleiras conectadas pelas costas permitem ter menos controle e pode levar o cão ao comportamento de puxar mais a guia já que ele não consegue sentir a liderança necessária para o seu treinamento — são mais indicadas para raças pequenas que são mais sensíveis a pressão e que podem se machucar com a coleira conectada na frente. O modelo ideal é aquele em que a guia (parte conectada a coleira para levar o cachorro) pode ser preso na altura do peito ou na área das costas do cachorro, antes ou depois das patas dianteiras.

11. Colete peitoral

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Casal de Malteses de coletes peitorais (Crédito/Copyright: “Alex Kosev/Shutterstock”)

O colete peitoral é uma versão fechada das coleiras peitorais. São mais indicadas para cães de médio e grande porte, que costumam puxar muito pela guia durante os passeios. O colete tornou-se muito popular por possuir versões acolchoadas, estampadas e confeccionados a partir de diferentes materiais. São os preferidos pelos fãs de artigos de moda, já que a variedade de estilos é bem grande nesse tipo de coleira. Existe um modelo cujo ponto de ligação com a guia é na frente, no peito do animal e não nas suas costas, para quando ele puxar forçando uma corrida, seu corpo irá girar ficando de frente para o condutor, fazendo com que ele pare.

11. Coleira Gentle Leader

A Coleira Gentle Leader é uma coleira especialmente fabricada para treinamentos e passeios sem que haja a necessidade de machucar o cachorro para educá-lo ou corrigi-lo. Ela foi cientificamente desenhada para trabalhar com os instintos naturais do cachorro e ajudar o dono ou condutor a se impor como “líder da matilha”, comportamento essencial para o sucesso no trato com o animal.

A coleira proporciona um novo método para ensinar ao cachorro o comportamento adequado abrindo uma linha de comunicação mais eficaz entre o cão e seu dono sem precisar fazer uso de crueldade animal. A GL, como é conhecida, atua como um cabresto por meio de uma tira de nylon conectada ao focinho e ao pescoço do cachorro, sinalizando à ele quem está no controle, no caso o condutor que segura a guia. A guia é presa à uma argola embaixo do queixo do cachorro, de forma que, quando tensionada, as tiras de nylon fecham a boca do cachorro aplicando leve pressão no alto do seu pescoço, dando os mesmos sinais da cadela-mãe quando adverte seus filhotes (a cadela-mãe morde o focinho ou o levanta o filhote do chão pelo cangote quando ele se comporta de maneira indesejada).

A Coleira Gentle Leader é especialmente indicada para cães de porte grande ou de muita força física que costumam arrastar os donos pela rua durante os passeios, cachorros de temperamento agitado ou hiperativos, dominantes, agressivos ou com tendência a agressividade e excessivamente tímidos ou medrosos. é uma boa opção de coleira para Dálmata, por exemplo. O portal BitCão é importador da Gentle Leader original para o Brasil, clique aqui para conectar com a loja.

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Cachorro com focinheira (Crédito/Copyright: “G_O_S/Shutterstock”)

12. Coleira Easy Walk

Na mesma linha da GL, a Easy Walk é um tipo de peitoral que também foi criado para desestimular as “puxadas” de guia dos cachorros sem machucá-los ou criar sensação de desconforto. Ela é ideal para cachorros de porte médios e grandes, que não se adaptam ao uso da Coleira Gentle Leader ou para cães de raças braquicefálicas de focinho muito curto.

Enquanto os peitorais tradicionais estimulam o “reflexo de oposição” – comportamento em que cachorros como Huskies Siberianos, Malamutes e Samoiedas fazem ao puxar trenós – sua tira frontal impede o cão de puxar imprimindo pressão suave sobre o tórax e a escápula.

A Easy Walk é fácil de vestir, ajustar e muito prática. Com quatro pontos de ajuste presos à uma Argola “D” logo acima do osso peitoral embaixo do esterno (osso chato e alongado que se articula com as costelas superiores) ao invés de nas costas, ela tira toda a pressão do pescoço ou da garganta, evitando tosse, engasgos, asfixia ou danos na traqueia. Quando o cachorro puxa a guia, fazendo força para frente, a pressão faz com que o ele volte para a lateral naturalmente, sendo redirecionado ao condutor e interrompendo o movimento.

Guias – Tão importantes e essenciais quanto às coleiras

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Cachorro usando coleira e guia (Crédito/Copyright: “Stieber/Shutterstock”)

A guia não é uma coleira, mas outro item essencial visto que também é conectada a todos os tipos de coleiras citados acima, assim como as placas de identificação que, independente do tipo de coleira e guia, não devem ser dispensadas sob hipótese alguma.

A guia é simplesmente imprescindível para conduzir e conter os cachorros durante os passeios, pois além de definir o grau de liberdade deles, é com a guia que o condutor impõe o seu controle sobre o animal. São vendidas de acordo com o peso dos cães e produzidas nas versões tradicional, automática, retrátil (elásticas ou amortecedoras) e roliça. Podem ser encontradas em uma grande variedade de estilos — feitas de couro, nylon, algodão e metal, cada uma com uma finalidade e preferência específica.

As guias devem ser bem presas às coleiras, independente do tipo, resistentes o suficiente para impedir que o cachorro se solte, podendo ser do tamanho que o dono deseja à depender apenas do grau de independência à ser dado ao cachorro em acordo com a sua capacidade de obediência, personalidade e força.

Tipos de guias

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Beagle de coleira e guia passeando com seu dono no parque (Crédito/Copyright: “Maria Sbytova/Shutterstock”)

Para passeios pela calçada em locais movimentados não devem ser muito longas (comprimento recomendado de 1,5 metro), é o caso das guias tradicionais para passeios que não obedecem a um padrão, mas o seu comprimento deve permitir o controle absoluto do cachorro.

Já as guias de treinamento devem ter, no mínimo, 1,80m de comprimento, para que o treinador ou a pessoa que está conduzindo o cão tenha folga o suficiente para executar todos os exercícios necessários e ainda ter o absoluto controle do animal. Este tipo de guia não deve conter nenhum acessório, como amortecedores de puxões ou compartimento de sacolinha plástica, entre outros. Para quem está treinando o cachorro a obedecer comandos à distância, ou fazendo a transição para que o cachorro obedeça mesmo sem estar usando uma guia, existe a Guia de Treinamento Longa, com 7m, sempre confeccionada em couro ou algodão, pois são mais “gentis” com as mãos dos donos e treinadores e para reduzir os riscos de queimadura e lesões caso se enrosque nos pés e pernas das pessoas.

No caso de modelos de guias eletrônicas ou automática, retrátil ou extensora, ela pode ser mais longa (até 10m), mas deve ser usada apenas em locais livres de muito movimento, trânsito, aglomerações de pessoas, onde há perigo para o cão. O condutor controla o espaço que deseja dar ao cachorro por meio de um botão, que solta ou prende mais a guia impedindo que o animal se solte ou vá longe demais. Similar à versão automática, o modelo de guia amortecedora é mais suave ao prender o cachorro, e o modelo de guia roliça é mais indicado para cães agitados e que costumam se enrolar na guia, já que é mais curto e feito com material mais grosso e resistente.

As guias de nylon são mais tradicionais, recomendadas para uso diário e oferecem uma quantidade quase infinita de cores. As guias em couro são mais duráveis, mais gentis ao toque, não machucam as mãos e ficam ainda melhores como passar do tempo, porém requer cuidados como não guardá-la molhada. Assim como as de couro, as guias fabricadas em algodão ou corda também duram bastante e são mais macias e confortáveis. Ambas são recomendadas para treinamentos. Lembre-se sempre de checar a etiqueta de recomendações do fabricante antes de comprar.

Lembretes e dicas importantes:

  • Evite o uso de guias retráteis (elásticas ou com amortecedores), pois elas incentivam os cães a puxar – comportamento inadequado para o cachorro e muito desconfortável para o condutor.
  • Procure por um meio-termo com relação à espessura da guia: guias muito finas são difíceis de segurar e as muito grossas e pesadas são pouco práticas e desconfortáveis tanto para o cachorro quanto para o condutor.
  • O laço onde o condutor segura deve ser confortável. Teste para ver se consegue ficar um tempo segurando firme sob pressão. Alguns materiais e tipos de corte podem machucar a mão se o cachorro tende a puxar com força. O ideal é um modelo de algodão, couro ou corda (materiais mais leves e resistentes), sempre com mosquetão giratório para facilitar a condução deles.
  • Em caso de guia fabricada em couro, opte por uma de couro trançado, que tenha arremate em vez de costura, pois estas tendem a romper com o tempo, e os arremates são feitos através de tranças muito seguras.
  • Evite acessórios que podem incomodar ou machucar o cachorro. Coleiras e guias não são acessórios decorativos e devem se ajustar com facilidade ao corpo, vestir com rapidez e sem incômodos.
  • Evite passear com o cachorro em dias e horários muito quentes. São muitos os casos de insolação, queimaduras na sola das patas, cânceres de pele, especialmente entre os cachorros de pêlo curto ou claro.
  • Garanta passeios diários, pelo menos 2x ao dia, eles são fundamentais para a saúde dos cães, especialmente dos que possuem pouco espaço para se exercitar. Passeios são também uma excelente forma de estreitar os laços entre dono e cachorro, um estímulo e socialização muito importante.
  • Leve sempre uma sacola plástica para recolher as fezes do seu cão, a caminhada estimula os movimentos peristálticos do intestino (existem guias com acessórios acoplados que contém refil de sacolas plásticas).

Não importa a raça do seu cachorro — um imponente Weimaraner, um ágil Pit Bull terrier ou um dócil vira-latas, você vai precisar de uma coleira e guia firmes quando sair para passear ou brincar. Para ajudar na escolha, selecionamos os favoritos do mercado mais alguns acessórios bem bacanas. Todos eles são de fabricação importada, mas hoje em dia com a internet, isso não é mais um problema. A maioria dos grandes petshops por aqui mesmo já possuem produtos importados como estes em seus estoques e muitas das websites dos produtos enviam para todos os cantos da terra.

Veja abaixo a nossa seleção e procure pelo modelo que mais lhe agrada ou o mais adequado à raça do seu amigão:

1. Guia Chacos

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Imagem: cortesia Chaco

Se você já conhece as coleiras da Chacos ou já possui uma, você vai adorar a guia que combina com elas. Esta é ajustável e pode ser expandida para colocar em volta da sua cintura para não precisar segurar com as mãos quando estiver andando ou correndo com ele.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Chacos.

2. Ruffwear Ridgeline

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Imagem: cortesia Ruffwear

A mais nova guia da Ruffwear é feita com uma espécie de cinta elástica que expande de 0,75m a 1,30m quando preciso. Você ainda pode abrir o fecho com apenas uma mão.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Ruffwear.

3. Ruffwear Doubleback Harness

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Imagem: cortesia Ruffwear

Se você quiser escalar com o seu cachorro, estes arreios da marca Ruffwear são classificados com força de 900kg, permitindo amarrar o seu cachorro e puxá-lo para cima de locais que ele não conseguiria alcançar sozinho.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Ruffwear.

4. Mendota Slip Lead

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Imagem: cortesia Mendota

A Slip da marca Mendota é uma combinação de coleira-e-guia que ensina o seu cachorro a não dar puxões e ainda vem com a garantia quee dura o mesmo tempo de vida do seu cão.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Mendota Products.

5. Guia Bike Tow Leash


Este braço semi-rígido se encaixa na traseira da bicicleta e na outra ponta na coleira do cachorro, mantendo-o longe das rodas quando você dois forem juntos dar um passeio. Assista ao vídeo e aprenda como usar o acessório.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Bike Tow Leash.

6. Found My Animal

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Imagem: cortesia Found My Animal

Esta guia de corda foi inspirada no mundo náutico. Uma porção do seu valor é doado para instituições de adoção de animais.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Found My Animal.

7. Flexi Vario

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Imagem: cortesia Flexi

Se o seu cachorro gosta de fugir por aí, este tipo de guia retrátil é a melhor. É bacana porque você pode adicionar acessórios como uma lanterna de LED e um “porta-luvas” destacável para biscoitos e sacolinhas para recolher as fezes pelo caminho (tudo vendido separadamente).
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Flexi.

8. Bold Lead Designs

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Imagem: cortesia Bold Lead Designs

Feita à mão no Colorado, de couro vegetal tingido, esta guia é versátil e pode ser ajustada na sua cintura também para não precisar usar as mãos, e possui dois clipes para levar mais de um cachorro.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Bold Lead Designs.

9. Cinta e guia OllyDog Running

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Imagem: cortesia OllyDog

Junte a guia elástica OllyDog, leve e flexível com a cinta que possui bolso para guloseimas, chaves e sacolinhas para recolher fezes, e você terá um kit de corrida feito para grandes velocidades.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite OllyDog.

10. Guia canina RockPet

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Imagem: cortesia Amazon

1,80m pés de corda de escalada e um carabineiro para vocês voarem juntos como um foguete.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite RockPet.

11. Kurgo Tru-Fit Dog Harness

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Imagem: cortesia Kurgo

Proteja o seu cachorro contra acidentes no trânsito durante qualquer percurso dentro do carro com este arreio que se conecta ao cinto de segurança do carro.
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite Kurgo.

12. GoPro Fetch


Eu sei que você que sempre quis prender uma GoPro no seu cachorro para ver o mundo através dos olhos dele! Agora você pode com este acessório! Assista ao vídeo e veja como funciona:
* Para comprar ou mais informações sobre o produto visite GoPro.

Para saber mais sobre esse assunto, clique nos links externos a seguir:

Bitcão
Webcachorros
Amigo nao se Compra
CaesOnline
CachorroGato“Coleiras para cachorros”
Outside Online“As melhores guias para cães aventureiros”

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